Decisão judicial libera Telegram, mas mantém multa diária de R$ 1 milhão
A Justiça Federal suspendeu parcialmente, neste sábado (29/4), a liminar que havia determinado a suspensão temporária do aplicativo Telegram no Brasil. O desembargador Flávio Lucas, do TRF2, afirmou que a determinação original “não é razoável”, considerando que afeta de forma ampla a liberdade de comunicação de pessoas que não têm relação com os fatos sob investigação. A decisão, porém, manteve a multa diária de R$ 1 milhão, aplicada em primeira instância por descumprimento da determinação de fornecer dados sobre grupos e canais neonazistas no aplicativo. A decisão de Flávio Lucas destaca a insuficiência da regulamentação das redes sociais no Brasil e a necessidade de se estabelecer regras mais claras e específicas para evitar abusos e proteger tanto a sociedade como os usuários. Ele argumenta que é preciso equilibrar os direitos individuais e coletivos, ponderando interesses constitucionais relevantes. Além disso, o desembargador relembrou os embates anteriores do Telegram com o Poder Judiciário e afirmou que as empresas de tecnologia precisam entender que o ciberespaço não pode ser um território livre e distinto, mas sim um espaço com regras que atendam ao fim social e à evolução, não ao retrocesso.
Justiça multa e manda suspender Telegram no Brasil
A Justiça Federal do Espírito Santo determinou, nesta quarta-feira (26/4), a suspensão do aplicativo Telegram no Brasil e o pagamento de multa. As empresas de telecomunicações Claro, Tim, Oi e Vivo, assim como as empresas de tecnologia Google e Apple, responsáveis pelas lojas de aplicativos PlayStore e AppStore, estão sendo notificadas. A decisão de suspender o aplicativo foi tomada após o Telegram se recusar a fornecer à Polícia Federal (PF) todas as informações solicitadas sobre grupos neonazistas na plataforma. O valor da multa também foi aumentado de R$ 100 mil para R$ 1 milhão por dia de recusa em fornecer as informações requeridas. Em uma entrevista coletiva no Ceará, o ministro da Justiça Flávio Dino confirmou a decisão, explicando que a rede social estava se recusando a cumprir as decisões judiciais e que grupos neonazistas estavam atuando na plataforma. “A PF pediu, e o Poder Judiciário deferiu, que a rede social que não está cumprindo as decisões, no caso o Telegram, tenha uma multa de R$ 1 milhão por dia e suspensão temporária das atividades, exatamente porque há agrupamentos lá, denominados frentes antissemitas, movimento antissemita, atuando nestas redes. E nós sabemos que isso está na base da violência contra nossas crianças, nossos adolescentes”, explicou o ministro. O Telegram encaminhou informações à PF na sexta-feira (21/4), após a determinação da Justiça. Entretanto, a plataforma de mensagens não incluiu os números de telefones dos membros de grupos com conteúdo neonazista, segundo a corporação. O juiz Wellington Lopes da Silva, da 1ª Vara Federal de Linhares, assinou a decisão, na qual consta que o Telegram cumpriu apenas parcialmente a ordem judicial e que há um evidente propósito da empresa de não cooperar com a investigação em curso. A decisão ordenou a suspensão temporária das atividades do aplicativo e o pagamento da multa.
Andressa Urach perde processo e terá que pagar multa à Universal
Andressa Urach levou a pior no processo judicial movido contra a Igreja Universal do Reino de Deus. Acontece que a Justiça do Rio Grande do Sul rejeitou a alegação de pobreza da modelo e determinou que ela pague uma multa para os advogados da empresa ré. Nos autos do processo, Andressa alegou ter sido “abduzida” pela Igreja após enfrentar um problema de saúde. A modelo ainda afirmou que foi “iludida pelas promessas de solução espiritual”, quando passou a contribuir financeiramente entre 2015 e 2019. Andressa também pediu que a Universal lhe pagasse uma pensão de R$ 12 mil enquanto a ação principal, da devolução das doações, não fosse julgada nos tribunais. Ela apontou que os supostos gastos foram a razão pela qual teve “a perda desenfreada do seu patrimônio”. Contudo, a Justiça negou o pedido da modelo, que tentou recorrer a ação com o argumento de que não tinha condições financeiras suficientes. Segundo Andressa, os valores poderiam prejudicar o sustento de sua família, já que se considera uma pessoa “pobre”. Novamente, a decisão foi negativa. A desembargadora Walda Pierro não acatou a alegação, pois a modelo possui um patrimônio declarado de mais de R$ 900 mil. A Universal, por sua vez, afirmou que o processo é uma ação maquiavélica de Andressa Urach, que tenta se promover com uma nova polêmica. A Igreja ainda disse que a modelo é ingrata e que ela fez grandes pés de meia por escrever um livro sobre a sua conversão espiritual. “É evidente que tinha condições de discernir e poderia ter deixado de frequentar a Igreja”, disse a defesa no processo. A audiência judicial entre Andressa Urach e a Igreja Universal está marcada para junho deste ano.
MC Guimê abre o jogo sobre dívida milionária: “Se tornou um pesadelo”
MC Guimê decidiu se pronunciar na noite de domingo (23/4) sobre a dívida milionária que ele adquiriu após comprar uma mansão em 2016. O cantor teria negociado o imóvel por R$ 2,2 milhões, mas dois empresários dizem que Guimê teria dado um calote e deixado de pagar mais de R$ 700 mil da propriedade. Agora, uma “nova dona” surgiu no meio da história. O assunto voltou à tona após uma reportagem especial no “Domingo Espetacular”, onde a massoterapeuta Márcia Pessoa alega ter tido um prejuízo que passa dos R$ 3 milhões. A notícia ainda disse que Guimê teria sido despejado do imóvel, que poderia ser desta terceira proprietária. Cansado de acusações e polêmicas, Guimê decidiu desmentir certos pontos da longa história “desgastante” que já envolveu até Lexa e Felipe Prior. “Um sonho que se tornou um pesadelo. No final de 2015, eu resolvi comprar um imóvel, com a agenda cheia de shows e compromissos não tinha tempo para ficar acompanhando todos os passos da negociação”, começou ele. “[Eu] confiava essas tarefas à algumas pessoas que não fazem mais parte do meu ciclo de amizade e de trabalho. Sendo assim, apenas confiando nestas pessoas, assinei um contrato muito ruim e não fazia ideia dos problemas que isso poderia me trazer e trouxe”, lamentou o funkeiro pelas más escolhas. Na sequência, o cantor lembrou qual teria sido o contrato feito entre as partes. “De inicio, foi combinado um pagamento para que eu pudesse entrar na casa, paguei, mas não entrei. Comecei a perceber que tinha algo de errado. Quando achei que as coisas seriam resolvidas, fui avisado sobre uma outra pessoa que era considerada proprietário legal da casa, e que eu haveria de pagar também com urgência ou pagaria os bens e valores que já tinha dado”, garantiu Guimê. “Fiz um acordo com essa pessoa, realizei os pagamentos que me custaram mais de um milhão de reais e continuei cumprindo com meus deveres. Infelizmente, em extensa briga judicial as coisas foram piorando. […] Em 2021, decidi sair do móvel para seguir nova vida e em novo lar, enquanto o processo se resolvia na Justiça. Ninguém foi despejado. Quando tiveram a decisão de posse do imóvel, já não havia ninguém morando mais lá”, concluiu. Por fim, MC Guimê reforçou que não pretende mais entrar no assunto, que será resolvido somente na Justiça. Daqui para frente, o cantor só irá se manifestar sobre novas produções musicais. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por MC GUIME 💎 (@mcguime)
Família de Halyna Hutchins vai manter processo contra Alec Baldwin
A família de Halyna Hutchins (“O Chapeleiro do Mal”), diretora de fotografia morta no set de “Rust”, vai continuar processando Alec Baldwin (“Nasce uma Estrela”), apesar da justiça americana desistir de acusá-lo. Trabalhando como ator e produtor em “Rust”, Baldwin estava segurando a arma supostamente cinematográfica que matou Hutchins durante as gravações do longa, em outubro de 2021. O processo está sendo movido pelos pais e irmã de Hutchins. O marido da produtora não participa da ação legal – ele chegou a um acordo com Alec Baldwin em 2022 e já havia falado que considerava a morte da esposa “um acidente terrível”. A advogada da família, Gloria Allred, afirmou que seus clientes estão esperançosos. “O Sr. Baldwin pode fingir que ele não é responsável por puxar o gatilho e atirar uma bala real que matou Halyna. Ele pode correr até [o estado de] Montana e fingir que é apenas um ator em um filme faroeste, mas, na vida real, ele não pode escapar do fato de que teve um importante papel na tragédia que teve consequências na vida real”, declarou a advogada à imprensa. A defesa de Alec Baldwin afirma que o processo é “equivocado” e que não irá resistir ao julgamento. A ação civil não tem nada a ver com o inquérito criminal. Ela busca indenização financeira para os parentes da diretora. As acusações criminais contra o ator foram retiradas pela Justiça do Novo México a duas semanas do início do julgamento. A armeira que entregou a arma carregada com uma bala real para o ator, Hannah Gutierrez-Reed, ainda está sendo acusada e deve enfrentar o julgamento. Dave Halls, o assistente de direção que falou para Baldwin que a arma estava sem munição, se declarou culpado e fez um acordo para cumprir seis meses em liberdade condicional. Já Joel Souza (“Crown Vic”), diretor do longa que também ficou ferido no incidente, diz ter sentimentos mistos sobre o processo e que quer finalizar “Rust” em homenagem à Halyna Hutchins. As gravações do filme foram retomadas nesta sexta-feira (21), e devem ser concluídas em maio como homenagem à diretora de fotografia. Parte de sua arrecadação será revertida para o viúvo e o filho de 10 anos de Halyna Hutchins.
Titi Müller se livra de liminar que proibia falar sobre ex: “Caiu minha mordaça”
O Tribunal de Justiça de São Paulo derrubou a liminar que proibia Titi Müller de mencionar seu ex-marido, o músico Tomás Bertoni. A artista declarou que a decisão era uma “mordaça” em sua vida. Segundo o juiz Fernando José Cúnico, as declarações públicas de Titi “não contém expressões ou mensagens ofensivas à imagem do autor” e se trata de uma “mera narrativa e opinião pelos fatos de sua vida, da maternidade, casamento e divórcio”. Portanto, não havia razões para existir a liminar. Em nota, a apresentadora contou que teve medo de infringir a decisão da Justiça. “Eu evitava dar entrevistas e até fechar alguns trabalhos com medo de ser multada”, disse Titi, que enfrenta mais de 10 processos movidos por Tomás. “Me policiava o tempo todo. No pedido da liminar, a defesa colocava uma multa milionária. Desde a vigência, pediram a execução 14 vezes. Graças a Deus, o juiz não acatou. Seria impossível para mim pagar essa fortuna”, acrescentou. Nas redes sociais, Titi Müller ainda ofereceu mais detalhes sobre a revogação. “Afasta de mim esse cala-se, sim! Caiu a liminar da minha mordaça! Tive medo de falar, de ser eu. Perdi trabalhos, o sono, ganhei conhecimento jurídico e agora o reconhecimento de que estou andando no caminho certo. Finalmente posso falar livremente sobre qualquer assunto, sim!”, concluiu. Afasta de mim esse CALE-SE sim! Caiu a liminar da minha mordaça! Tive medo de falar, de ser eu. Perdi trabalhos, o sono, ganhei conhecimento jurídico e agora o reconhecimento de que estou andando no caminho certo. Finalmente posso falar livremente sobre qualquer assunto. Sim! pic.twitter.com/LSZzVHGPzk — titi müller (@titimuller) April 20, 2023
Justiça desiste de incriminar Alec Baldwin na morte de Halyna Hutchins
As acusações contra o ator Alec Baldwin pela morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins no set de “Rust” serão retiradas pela Justiça do Novo México. A decisão ocorre a menos de duas semanas do início do julgamento marcado sobre a morte de Hutchins, em outubro de 2021. Os promotores especiais Kari Morrissey e Jason Lewis devem preencher em breve a papelada que rejeita a ideia de homicídio involuntário contra o ator. A cinematógrafa morreu após ser atingida por um tiro de arma supostamente cenográfica, disparado por Baldwin, durante as filmagens do western independente. Ele e testemunhas afirmam ter ouvido o assistente de direção dizer que a arma não continha munição de verdade. “Estamos satisfeitos com a decisão de arquivar o caso contra Alec Baldwin e encorajamos uma investigação adequada sobre os fatos e circunstâncias deste trágico acidente”, disseram os advogados de Baldwin, Luke Nikas e Alex Spiro. Representantes do Ministério Público de Santa Fé, no Novo México, não fizeram comentários. Segundo apurou o site Deadline, as acusações contra a armeira Hannah Gutierrez-Reed, responsável por fornecer o revólver com uma bala real para o ator, devem permanecer, mantendo a realização do julgamento. Também envolvido, o assistente de direção Dave Halls, que entregou a arma ao ator afirmando que estava “fria”, ou seja, sem munição, fechou um acordo, declarando-se culpado para cumprir seis meses em liberdade condicional. Tanto Gutierrez-Reed quanto Baldwin declaram-se inocentes. O ator vem destacando em entrevistas que não puxou o gatilho da arma que matou a colega. Mas o FBI discordou em seu relatório sobre o tema, divulgado no ano passado. Com os advogados de Baldwin contestando o estado da arma, uma investigação mais aprofundada deve ser realizada. Baldwin já havia fechado acordo com o viúvo da diretora de fotografia, para concluir “Rust” e lhe proporcionar rendimentos do filme, visando ajudar na criação de seu filho. Após o acordo, Matthew Hutchins declarou: “Não tenho interesse em me envolver ou atribuição de culpa (aos produtores ou ao Sr. Baldwin). Todos nós acreditamos que a morte de Halyna foi um acidente terrível. Sou grato que os produtores e a comunidade de entretenimento se uniram para homenagear o trabalho final dela”. A retomada da produção de “Rust” estava programada inicialmente para esta semana, com participação de Baldwin e do diretor Joel Souza, também ferido no incidente de 2021.
Blogueiro é condenado por fake news contra Marcos Pitombo
O juiz da 1ª Vara Cível da Barra, no Rio de Janeiro, determinou a intimação do blogueiro Erlan Bastos para pagamento da indenização por danos morais ao ator Marcos Pitombo. De acordo com o processo, Erlan disseminou fake news ao publicar que “o artista teria sido o pivô da separação de Gabriela Pugliese”, o que nunca ocorreu. A publicação no Instagram de Erlan Bastos teve grande repercussão em fevereiro de 2021. Na época, além de desmentir os rumores de que teria um caso com Erasmo Viana, marido de Gabriela, o intérprete de Felipe de “Haja Coração” anunciou que tinha aberto o processo contra quem “espalhou inverdades a seu respeito”. “A advogada Mariana Zonenschein, do escritório Asseff Zonenschein, já notificou judicialmente o perfil no Instagram que envolveu o nome do ator na separação do casal e entrará com ações nas esferas cível e criminal contra quem insistir em propagar essa notícia sem qualquer fundamento ou amparo na realidade. O site lançou mão de uma notícia falsa para criar factoides, gerar cliques e monetizar a pseudo informação caluniosa”, disse o comunicado da assessoria de Marcos Pitombo. Caso não pague a indenização fixada, Erlan terá as contas penhoradas pela justiça. Entretanto, ainda cabe recurso à decisão.
Olivia Wilde acusa astro de “Ted Lasso” de não pagar pensão para filhos
A atriz e diretora Olivia Wilde entrou com um processo contra seu ex-marido, o ator Jason Sudeikis, alegando que ele não está pagando pensão alimentícia para os filhos. A cineasta de “Não Se Preocupe Querida” solicitou formalmente que o astro de “Ted Lasso” comece a pagar pensão alimentícia para Otis e Daisy, afirmando que arca sozinha com todas as despesas da criação das crianças. “Jason atualmente não está pagando pensão alimentícia para mim, apesar das minhas solicitações através de advogados para que concordemos com um valor de suporte intermediário para evitar mais litígios nessa questão”, diz ela no processo, de acordo com o site americano The Blast. Olivia alega que, embora ela e Jason dividam “certos custos das crianças”, como as mensalidades escolares, ela paga por tudo o mais enquanto as crianças estão sob seus cuidados, “incluindo, mas não se limitando a comida, roupas, cuidados infantis, atividades extracurriculares e custos de transporte”. A cineasta afirma nos documentos que recebe US$ 40 mil por mês em salário, além de US$ 60 mil em renda proveniente de sua produtora Wilde Company e “renda de propriedade de aluguel”. Anteriormente, ela disse ao tribunal que seu patrimônio líquido total é de US$ 10,5 milhões. Quanto às despesas, Olivia diz que gasta mais de US$ 107 mil em despesas mensais, com uma lista de custos como US$ 60 mil em aluguel/hipoteca” e US$ 4 mil em “lavanderia e limpeza”. No entanto, Olivia afirma que o ex-marido é muito mais rico do que ela, e seus advogados afirmam que “é incontestável que ele ganha significativamente mais do que Olivia e tem maior acesso aos fundos”. Com isso em mente, ela está solicitando que Jason comece a pagar uma quantia justa para que ela possa “fornecer adequadamente” para seus filhos condições “compatíveis” com seu “padrão de vida”. Olivia não solicitou um valor específico para a pensão alimentícia, porque não tem acesso à renda de Jason. No entanto, ela pediu que Sudeikis contribua com uma quantia de US$ 500 mil para cobrir as despesas de seus honorários advocatícios. Ela diz que isso se deve “não apenas a ele estar em uma posição financeira significativamente superior”, mas porque ela sente que a “grande maioria dessas taxas” incorreu devido à “conduta atroz, desnecessária e agressiva de Jason e seus advogados”. Para contextualizar, a batalha legal de Jason e Olivia já está em andamento há algum tempo, com os ex-cônjuges em conflito em vários assuntos relacionados aos filhos, especialmente sobre onde deve ser baseado o caso da custódia. Recentemente, Sudeikis pediu que o caso fosse transferido para a cidade de Nova York, em vez da Califórnia. Seu pedido foi rejeitado em 23 de março, com um magistrado de Nova York decidindo que “é do interesse da justiça que a petição de pensão alimentícia das partes seja ouvida na Califórnia”. Nos arquivos relacionados a essa petição, a equipe jurídica de Olivia acusou Jason de tentar mudar o foro da disputa numa tentativa de “litigá-la” até afundá-la em dívidas e deixá-la impossibilitada de arcar com os custos de sua defesa. “Enquanto Jason pode se dar ao luxo de fazer petições sem fim, Olivia não pode”, acusaram seus advogados em documentos legais que surgiram online no mês passado. “Jason não deve ter o direito de litigar Olivia em dívidas”. Nos mesmos arquivos, Olivia acusou Jason de agir “de má fé” durante a batalha de custódia, descrevendo suas ações como “surpreendentes”. “Estou completamente perplexa por ele acreditar que se envolver em intimidação ou truques vai servir aos melhores interesses de nossos filhos”, disse ela.
Leonardo DiCaprio depõe em julgamento de rapper suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro
Leonardo DiCaprio prestou depoimento na segunda-feira (3/4) em um julgamento por corrupção, lavagem de dinheiro internacional e suborno contra Pras Michel, ex-líder do Fugees, um dos grupo mais famosos do hip-hop da década de 1990. Pras Michel é acusado de ajudar a direcionar secretamente dinheiro do empresário malaio Low Taek Jho, mais conhecido como Jho Low, para influenciar a política americana. Low teria planejar um esquema internacional de lavagem de dinheiro e suborno que roubou bilhões do fundo de investimento estatal da Malásia, conhecido como 1MDB. A ligação de DiCaprio com o caso vem de seu relacionamento de anos com Low, que foi um dos principais financiadores do filme “O Lobo de Wall Street” (2013). Os promotores alegam que, de junho a novembro de 2012, Low direcionou mais de US$ 21,6 milhões para serem transferidos de entidades estrangeiras para as contas do rapper, a fim de canalizar dinheiro para a reeleição de Barack Obama em 2012. Eles acusam Michel de pagar cerca de 20 laranjas para fazer doações em seus nomes e esconder de onde o dinheiro realmente vinha. Segundo o depoimento de DiCaprio, Low organizava um “bando de festas luxuosas com muitas pessoas de todo o mundo” em barcos e clubes noturnos, onde costumavam ir celebridades, entre elas Michel. DiCaprio disse que conheceu Low por volta de 2010, em uma festa em Las Vegas, embora tenha uma lembrança muito vaga daquela noite. Low passou a convidá-lo regularmente para festas, incluindo um Ano Novo em que voaram da Austrália para os Estados Unidos num avião particular para ver os relógios baterem meia-noite duas vezes. “Pensei que ele era um grande homem de negócios com muitas conexões diferentes em Abu Dhabi, Malásia. Uma espécie de prodígio no mundo dos negócios, incrivelmente bem-sucedido”, contou DiCaprio. Quando Low demonstrou interesse em financiar o filme “O Lobo de Wall Street”, estrelado por DiCaprio, os advogados do ator e um detetive particular investigaram o financista malaio e, por fim, deram sinal verde ao financiamento. “Isso significa que a verificação de antecedentes foi boa e que ele foi considerado um homem de negócios legítimo”, explicou o astro. Além disso, DiCaprio aceitou presentes de Low para sua fundação ecológica. Mas, em 2015, o astro cortou os laços com Low após suspeitas de que ele estava envolvido no desaparecimento de bilhões de dólares das contas do 1MDB. O empresário, que supostamente fugiu para a China e segue foragido, teria usado o dinheiro para financiar seu estilo de vida, investir no filme de DiCaprio, confraternizar com famosos e influenciar a política. Segundo DiCaprio, o malaio chegou a mencionar que faria uma contribuição significativa ao Partido Democrata. “Uma quantia significativa, em torno de US$ 20 a 30 milhões. Eu disse: ‘Uau, isso é muito dinheiro!”, revelou o ator. De acordo com a promotoria, o integrante do Fugees ajudou em segredo a injetar dinheiro de Low na campanha de reeleição de 2012 do então presidente americano Barack Obama, por meio de empresas fictícias. Nos Estados Unidos, é ilegal que estrangeiros façam doações para campanhas políticas.
Larissa Manoela sofre tentativa de extorsão e aciona a polícia
A atriz Larissa Manoela foi alvo de uma tentativa de extorsão nesta segunda-feira (3/4). Em uma carta aberta publicada em suas redes sociais, ela explicou que criminosos entraram em contato com supostos prints de suas conversas pessoais, mas que imediatamente acionou a polícia para resolver o caso. Nos stories de seu Instagram, a atriz afirmou que já acionou seu jurídico e que está tomando todas as medidas legais e cabíveis para resolver a situação. Ela deixou claro que não irá descansar até conseguir colocar o criminoso atrás das grades e pediu para que a imprensa se comunique com sua equipe caso seja procurada pelo infrator. “A Justiça já foi acionada, através de notícia crime por meio de um RO feito na delegacia especializada em crimes cibernéticos para apurar quem são os autores deste crime. Caso vocês vejam mensagens que supostamente sejam minhas por aí, duvidem e me comuniquem, por favor. A lei existe para ser cumprida!”, destacou Larissa Manoela. A violação de dados pessoais e a extorsão são crimes graves. A atitude de Larissa Manoela em buscar ajuda da polícia é um exemplo para que outras vítimas de crimes cibernéticos também procurem seus direitos e denunciem os criminosos.
Sai primeira condenação no caso da morte da diretora de fotografia do filme “Rust”
A primeira condenação no caso da morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins durante as filmagens do filme “Rust”, estrelado por Alec Baldwin, foi anunciada nesta sexta-feira (31/3). O primeiro assistente de direção, Dave Halls, foi condenado a seis meses de liberdade condicional por manuseio inseguro de arma de fogo. O incidente ocorreu em outubro de 2021, quando Halls entregou uma arma supostamente carregada com balas de festim a Baldwin, que acabou disparando e matando Hutchins, além de ferir o diretor do filme, Joel Souza. Halls informou a Baldwin que a arma era “legal” e não era perigosa, segundo o jargão de Hollywood. A condenação de Halls é a primeira no caso que chocou Hollywood e chamou a atenção para a segurança nos sets de filmagem. Tanto Baldwin quanto a armeira Hannah Gutierrez-Reed foram acusados de homicídio culposo e enfrentam uma possível pena de até 18 meses de prisão e multa de US$ 5 mil, caso sejam condenados. A investigação policial tenta descobrir como munição real foi parar no set de filmagem, já que isso é estritamente proibido para evitar acidentes. A polícia concluiu que Gutierrez-Reed colocou a munição na arma usada por Baldwin, em vez de uma bala de festim. Durante a audiência, o promotor Kari Morrissey apontou que Halls, também coordenador de segurança, não havia “verificado todos os cartuchos” na arma para confirmar que eram balas sem pólvora. Baldwin sempre acreditou que sua arma era inofensiva e declarou-se inocente. Com a condenação de Halls, a investigação ganha um novo capítulo, e ele concordou em testemunhar no futuro sobre o assunto. O caso trouxe à tona a importância da segurança nos sets de filmagens e a necessidade de medidas mais rígidas para evitar acidentes semelhantes no futuro.
Gwyneth Paltrow é inocentada pela Justiça em caso de acidente de esqui
A Justiça definiu que Gwyneth Paltrow não causou a colisão de esqui que supostamente deixou o optometrista aposentado Terry Sanderson com uma lesão cerebral traumática. O júri em Park City, Utah, concluiu que Sanderson foi o responsável pela colisão e ele teve que pagar o valor simbólico de US$ 1, solicitado pela atriz, para cobrir os danos do acidente. Terry Sanderson, um optometrista aposentado, processou Paltrow por causa da colisão, que aconteceu em 2016, no Deer Valley Resort em Park City, em Utah. Sanderson pediu cerca de US$ 300 mil (R$ 1,5 milhão) em danos alegando que a atriz causou a colisão que resultou em quatro costelas quebradas e danos cerebrais devido a uma concussão. Paltrow testemunhou na semana passada dizendo que Sanderson se chocou contra ela com o esqui. Seus advogados sugeriram fortemente que Sanderson via Paltrow como uma espécie de caixa eletrônico em potencial e que a estrela se recusou a resolver o caso por medo de dar um mau exemplo para seus filhos. Nas alegações finais, o advogado de Sanderson, Robert Sykes, rejeitou as alegações de que ele está buscando fama e atenção. Desde o acidente, disse o defensor, Sanderson “nunca mais voltou para casa”. “Parte dele sempre estará naquela montanha”, disse ele. O advogado de Paltrow, Steve Owens, por sua vez, afirmou ao encerrar que, para Paltrow, é uma questão de certo e errado e que seria “fácil” para ela “preencher um cheque e acabar com isso”, mas disse que seria “errado” e ela não queria dar um mau exemplo para o seus filhos. “É realmente errado que ele a machuque e ele queira dinheiro dela”, disse o advogado ao júri. E acrescentou: “Ele tem o direito de estar aqui hoje, mas não tem o direito de ser recompensado por machucá-la”. Outro advogado da atriz, James Egan, em sua parte final, referiu-se aos comentários do lado oposto, dizendo: “A Sra. Paltrow também o quer fora da montanha, mas ela não deve ser responsável pelo custo disso”. Paltrow disse ao júri que a colisão aconteceu no primeiro dia de uma viagem a Deer Valley em que ela estava com seus dois filhos, o então namorado [e hoje marido] Brad Falchuck e dois filhos dele. Ela testemunhou que dois esquis dele entraram entre seus esquis, forçando suas pernas a se separarem e que ela ouviu um “ruído de grunhido” quando sentiu um corpo pressionando suas costas antes que os dois caíssem juntos. Paltrow disse que não perguntou sobre a condição de Sanderson depois que eles colidiram, mas afirmou que ela ficou na montanha “tempo suficiente para ele dizer que estava bem” e se levantar. Durante seu depoimento, Sanderson reiterou as alegações de que foi Paltrow quem esquiou contra ele. “Fui atingido nas costas com muita força, bem nas omoplatas… Nunca fui atingido tão duramente”, testemunhou Sanderson. “Tudo o que vi foi muita neve.” Sanderson contestou as sugestões de que processou Paltrow para explorar sua fama e riqueza. “Pensei: ‘Não gosto de adoração a celebridades’”, disse Sanderson ao júri sobre saber quem era a outra esquiadora envolvida na colisão. Os jurados também ouviram várias testemunhas especializadas, as filhas de Sanderson e depoimentos de funcionários do resort de esqui. O testemunho dos dois filhos de Paltrow, Apple e Moses Martin, também foi lido ao júri durante o julgamento. No final, a estrela de “Shakespeare Apaixonado” levou a melhor e foi inocentada pelo júri.











