Possessor: Terror do filho de David Cronenberg vence Festival de Sitges
O filme “Possessor” foi o grande vencedor do Festival de Sitges, mais tradicional evento europeu dedicado ao cinema fantástico. Além de conquistar o troféu de Melhor Filme, “Possessor” também rendeu o troféu de Melhor Direção para Brandon Cronenberg, na noite deste domingo (18/10) na Espanha. Foi a segunda vez que o filho de David Cronenberg venceu o prêmio de Direção em Sitges. Ele também conquistou a honraria em sua estreia, “Antiviral”, de 2012. “Possessor” é apenas o seu segundo longa. O filme teve sua première mundial em janeiro passado, no Festival de Sundance, atingindo 92% de aprovação na média da crítica registrada no site Rotten Tomatoes. A produção é um terror tecnológico, em que Andrea Riseborough (“O Grito”) vive uma mulher que entra na cabeça das pessoas – literalmente. Sua personagem é uma agente de uma corporação que usa a tecnologia de implantes cerebrais para habitar o corpo de outras pessoas, levando-as a cometer assassinatos em benefício da empresa. Embora tenha um dom especial para esse trabalho, a experiência é traumática e ela acaba permitindo que seu mais recente drone (Christopher Abbott, de “Ao Cair da Noite”) lute para retomar o controle, com consequências violentas. Com dois longas, a filmografia de Brandon agora reflete o começo da carreira de seu pai, lembrando a época em que David Cronenberg era premiado por tramas de alterações biológicas. O elenco também destaca Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”), Sean Bean (“Game of Thrones”) e Tuppence Middleton (“Sense 8”). Veja abaixo o trailer da produção, que estreou no início do mês no circuito dos cines drive-in dos EUA.
Possessor: Sci-fi do filho de David Cronenberg ganha novo trailer sanguinário
A distribuidora indie Neon divulgou os novos pôster e trailer de “Possessor”, segundo filme escrito e dirigido por Brandon Cronenberg, o filho do cineasta David Cronenberg. A prévia revela a complexa e sanguinária trama da sci-fi tecnológica, em que Andrea Riseborough (“O Grito”) vive uma mulher que entra na cabeça das pessoas – literalmente. Sua personagem é uma agente de uma corporação que usa a tecnologia de implantes cerebrais para habitar o corpo de outras pessoas, levando-as a cometer assassinatos em benefício da empresa. Embora tenha um dom especial para esse trabalho, a experiência é traumática e ela acaba permitindo que seu mais recente drone (Christopher Abbott, de “Ao Cair da Noite”) lute para retomar o controle, com consequências violentas. “Possessor” é o segundo longa do jovem Cronenberg. O primeiro foi “Antiviral”, de 2012. Ambos refletem o começo da carreira de seu pai, lembrando a época em que David Cronenberg era conhecido por tramas de alterações biológicas. Exibido no Festival de Sundance em janeiro, o filme foi bastante elogiado e atingiu 93% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas os críticos também foram unânimes em avisar que sua brutalidade não é para todos. O novo trailer, por sinal, traz o aviso de que o filme será exibido “sem cortes” (uncut). O elenco também destaca Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”), Sean Bean (“Game of Thrones”) e Tuppence Middleton (“Sense 8”). A estreia está marcada para 9 de outubro nos cinemas dos EUA e Canadá, mas não há previsão para lançamento no Brasil.
A Mulher da Janela: Netflix negocia lançar suspense estrelado por Amy Adams
A Netflix está finalizando um acordo de aquisição de “A Mulher da Janela”, suspense estrelado por Amy Adams (“A Chegada”) e dirigido por Joe Wright (“O Destino de uma Nação”). “A Mulher da Janela” era a última produção da Fox 2000, estúdio fechado pela Disney após completar a aquisição do acervo da 21st Century Fox, e tinha lançamento previsto para maio passado. Entretanto, a data coincidiu com o período de fechamento dos cinemas como prevenção contra a covid-19. Devido à pandemia, a Disney tem dado diferentes destinos para algumas de suas produções já finalizadas. Filmes de baixa classificação etária, como “Artemis Fowl: O Mundo Secreto” e “O Grande Ivan”, foram encaminhados para a plataforma Disney+ (Disney Plus). Mas títulos produzidos para o público mais velho começam a ser negociados com o mercado. Com a negociação com a Netflix, “A Mulher da Janela” não deverá mais chegar aos cinemas, assinalando um final amargo para a Fox 2000. Criado e comandado por Elizabeth Gabler desde 1999, o estúdio era especializado em filmes contemporâneos de médio orçamento. E lançou muitos sucessos, como “O Clube da Luta” (1999), “Nunca Fui Beijada” (1999), “Johnny & June” (2005), “O Diabo Veste Prada” (2006), “Marley & Eu” (2008), “A Culpa É Das Estrelas” (2014), “Joy: O Nome do Sucesso” (2015), “Ponte dos Espiões” (2015), “Estrelas Além do Tempo” (2016), “Com Amor, Simon” (2018) e “O Ódio que Você Semeia” (2018). Adaptação do best-seller homônimo de A.J. Finn, “A Mulher da Janela” é um suspense hitchcockiano, que combina “Janela Indiscreta” (1954) e “Um Corpo que Cai” (1958). Como não é a primeira vez que um filme junta as duas tramas, “Dublê de Corpo” (1984), de Brian De Palma, é outra inspiração óbvia. No filme, Adams vive Anna Fox, uma psicóloga infantil que mora sozinha em Nova York. Ela sofre de fobia por espaços públicos e locais abertos, e passa os dias em casa assistindo filmes e interagindo com as pessoas apenas pela internet. Mas um dia permite que sua vizinha (Julianne Moore, de “Kingsman: O Círculo Dourado”) a visite, descobrindo que ela sofre nas mãos do marido (Gary Oldman, de “O Destino de uma Nação”). Pouco depois, testemunha uma agressão pela janela, mas o que viu é refutado por fatos, que a levam a questionar se foi verdade ou se imaginou tudo, devido a seus remédios. O elenco ainda inclui Anthony Mackie (“Vingadores: Ultimato”), Wyatt Russell (“Operação Overlord”), Brian Tyree Henry (“Brinquedo Assassino”) e Jennifer Jason Leigh (“Os 8 Odiados”). Veja abaixo o primeiro trailer legendado da produção, divulgado em dezembro passado.
Possessor: Terror elogiado do filho de David Cronenberg ganha trailer sanguinário
A distribuidora indie Neon divulgou o pôster e o trailer de “Possessor”, novo filho escrito e dirigido por Brandon Cronenberg, o filho do cineasta David Cronenberg. A prévia não dá muitas pistas da trama, mas é tensa, sanguinária e revela um clima de terror tecnológico. “Possessor” é o segundo longa do jovem Cronenberg. O primeiro foi “Antiviral”, de 2012. Ambos mostram uma inclinação do filho a refletir o começo da carreira do pai, lembrando a época em que David Cronenberg era conhecido por filmes de terror sobre alterações biológicas. A trama é estrelada por Andrea Riseborough (“O Grito”) como uma mulher que entra na cabeça das pessoas – literalmente. Sua personagem é uma agente de uma corporação que usa a tecnologia de implantes cerebrais para habitar o corpo de outras pessoas, levando-as a cometer assassinatos em benefício da empresa. Embora tenha um dom especial para esse trabalho, a experiências é traumática e ela luta para suprimir as memórias e impulsos violentos em seu cotidiano. À medida que sua tensão mental se intensifica, ela começa a perder o controle e logo se vê presa na mente de um homem (Christopher Abbott, de “Ao Cair da Noite”) cuja identidade ameaça aniquilar a sua. Exibido no Festival de Sundance em janeiro, o filme foi bastante elogiado e atingiu 93% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas os críticos também foram unânimes em avisar que sua brutalidade não é para todos. O elenco também destaca Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”), Sean Bean (“Game of Thrones”) e Tuppence Middleton (“Sense 8”). A estreia está marcada para “breve”, sem data específica.
Atypical é renovada para 4ª e última temporada
A Netflix anunciou a renovação/cancelamento de “Atypical”, que vai acabar em sua 4ª temporada. A notícia foi compartilhada nas redes sociais da plataforma. Veja abaixo. “Estou emocionada por estarmos fazendo a 4ª temporada de Atypical. E, embora eu esteja triste por estar chegando ao final desta série, estou extremamente agradecida por ter sido capaz de contar essa história”, disse a criadora e showrunner Robia Rashid em comunicado, que acompanhou a divulgação. “Nossos fãs têm sido tão belos e vibrantes apoiadores desta série. Obrigada por serem tão abertos à voz e às histórias de Sam e às de toda a família Gardner. É minha esperança que o legado de ‘Atypical’ seja que mais vozes continuem sendo ouvidas e que, mesmo após o término desta série, continuemos contando histórias engraçadas e emocionais de pontos de vista sub-representados”, acrescentou. A trama gira em torno de um jovem autista de 18 anos, que decide se tornar mais independente da mãe superprotetora e começar a namorar. Diante do crescimento do garoto, a família inteira precisa se adaptar às mudanças, enquanto questiona o que significa ser “normal”, especialmente quando a irmã assume uma namorada. Estrelada por Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”) e Keir Gilchrist (“Corrente do Mal”), respectivamente como mãe e filho, “Atypical” ainda inclui Michael Rapaport (série “Justifed”) como pai do garoto, Brigette Lundy-Paine (“O Homem Irracional”) como sua irmã caçula andrógina e Amy Okuda (série “How to Get Away with Murder”) como a terapeuta. Os últimos 10 episódios da série criada pela roteirista Robia Rashid (que escrevia “How I Met Your Mother”) e o cineasta Seth Gordon (“Baywatch”) irão ao ar em 2021. A quarta e última temporada de @Atypical logo logo chega. Eu tô tentando não ficar ansiosa pra saber desse final 🐧🐧🐧 pic.twitter.com/uL1Dg1rKzn — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) February 24, 2020 Join Sam on one last expedition. Atypical will return for a fourth and final season. 🐧 pic.twitter.com/0IfN0fEIUG — Netflix US (@netflix) February 24, 2020
A Mulher na Janela: Trailer legendado mostra Amy Adams em suspense hitchcockiano
A Fox divulgou o primeiro trailer legendado de “A Mulher na Janela”, adaptação do best-seller de A.J. Finn, com Amy Adams (“Liga da Justiça”) no papel principal. Trata-se de um suspense hitchcockiano, que combina “Janela Indiscreta” (1954) e “Um Corpo que Cai” (1958). Como não é a primeira vez que um filme junta as duas tramas, “Dublê de Corpo” (1984), de Brian De Palma, é outra inspiração óbvia. Adams vive Anna Fox, uma psicóloga infantil que mora sozinha em Nova York. Ela sofre de fobia por espaços públicos e locais abertos, e passa os dias em casa assistindo filmes e interagindo com as pessoas apenas pela internet. Mas um dia permite que sua vizinha (Julianne Moore, de “Kingsman: O Círculo Dourado”) a visite, descobrindo que ela sofre nas mãos do marido (Gary Oldman, de “O Destino de uma Nação”). Pouco depois, testemunha uma agressão pela janela, mas o que viu é refutado por fatos, que a levam a questionar se foi verdade ou se imaginou tudo, devido a seus remédios. O elenco ainda inclui Anthony Mackie (“Vingadores: Ultimato”), Wyatt Russell (“Operação Overlord”), Brian Tyree Henry (“Brinquedo Assassino”) e Jennifer Jason Leigh (“Os 8 Odiados”). O filme foi originalmente desenvolvida pelo estúdio Fox 2000, fechado pela Disney neste ano, tem roteiro de Tracy Letts (“Álbum de Família”) e direção de Joe Wright (“O Destino de uma Nação”). A estreia está marcada para 14 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
3ª temporada de Atypical ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado da 3ª temporada de “Atypical”. O vídeo oferece uma prévia das novas crises da família protagonista, com destaque para o começo da vida universitária de Sam (Keir Gilchrist, de “Corrente do Mal”), o jovem autista que alimenta os principais conflitos da trama. Diante do crescimento do garoto, a família inteira precisa se adaptar às mudanças, enquanto questiona o que significa ser “normal”. A família também é formada por Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”) e Michael Rapaport (série “Justifed”) como os pais do garoto, e Brigette Lundy-Paine (“O Homem Irracional”) como sua irmã caçula andrógina. A série foi criada pela roteirista Robia Rashid (que escrevia “How I Met Your Mother”) e o cineasta Seth Gordon (“Baywatch”), e os novos episódios serão disponibilizados em 1º de novembro.
Netflix renova Atypical para a 3ª temporada
A Netflix anunciou nas redes sociais a renovação de “Atypical” para sua 3ª temporada, que deve chegar em 2019. A trama gira em torno de um jovem autista de 18 anos, que decide se tornar mais independente da mãe superprotetora e começar a namorar. Diante do crescimento do garoto, a família inteira precisa se adaptar às mudanças, enquanto questiona o que significa ser “normal”. Estrelada por Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”) e Keir Gilchrist (“Corrente do Mal”), respectivamente como mãe e filho, “Atypical” conquistou elogios da crítica e viu subir aprovação no site Rotten Tomatoes entre as duas temporadas – de 74% no primeiro ano para 86% no segundo. A série foi criada pela roteirista Robia Rashid (que escrevia “How I Met Your Mother”) e o cineasta Seth Gordon (“Baywatch”), e seu elenco ainda inclui Michael Rapaport (série “Justifed”) como pai do garoto, Brigette Lundy-Paine (“O Homem Irracional”) como sua irmã caçula andrógina e Amy Okuda (série “How to Get Away with Murder”) como a terapeuta. A 2ª temporada da série foi disponibilizada no dia 7 de setembro. It's a great day, because Atypical Season 3 is on the way! ? Coming soon to Netflix. pic.twitter.com/7Dzp6vWkDm — Atypical (@Atypical) October 24, 2018
2ª temporada de Atypical ganha imagens e trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster, seis fotos e o trailer legendado da 2ª temporada de “Atypical”, uma de suas melhores série adolescentes. A trama gira em torno de um jovem autista de 18 anos, que decide se tornar mais independente da mãe superprotetora e começar a namorar. Diante do crescimento do garoto, a família inteira precisa se adaptar às mudanças, enquanto questiona o que significa ser “normal”. Estrelada por Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”) e Keir Gilchrist (“Corrente do Mal”), respectivamente como mãe e filho, “Atypical” conquistou elogios da crítica e 77% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A série foi criada pela roteirista Robia Rashid (que escrevia “How I Met Your Mother”) e o cineasta Seth Gordon (“Baywatch”), e seu elenco ainda inclui Michael Rapaport (série “Justifed”) como pai do garoto, Brigette Lundy-Paine (“O Homem Irracional”) como sua irmã caçula andrógina e Amy Okuda (série “How to Get Away with Murder”) como a terapeuta. Os novos episódios de “Atypical” tem estreia marcada para 7 de setembro, dia em que a Netflix, aparentemente, vai quebrar – também estreiam nesta data a 2ª temporada de “Punho de Ferro” e os filmes “Sierra Burgess É uma Loser” e “Next Gen”.
White Boy Rick: Matthew McConaughey é pai de traficante juvenil em trailer legendado de drama real
A Sony divulgou sete fotos, o pôster e o primeiro trailer legendado de “White Boy Rick”, filme de gângsteres estrelado por Matthew McConaughey (vencedor do Oscar por “Clube de Compra Dallas”) e baseado numa história verídica. O tom, que pincela eventos dramáticos com cenas de ação e humor negro, lembra o recente “Feito na América”, com Tom Cruise, também baseado em fatos reais, passado na mesma época e com desdobramentos similares. A trama gira em torno de uma família da classe trabalhadora de Detroit nos anos 1980, e mostra como o filho adolescente do personagem de McConaughey é atraído para o submundo das drogas, vira traficante, rei do crime, é preso e se transforma em informante do FBI, tudo isso aos 15 anos de idade. O jovem estreante Richie Merritt vive o personagem-título e o elenco ainda inclui Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”), Bruce Dern (também de “Os Oito Odiados”), Piper Laurie (“Twin Peaks”), Bel Powley (“O Diário de uma Adolescente”), RJ Cyler (“Power Rangers”), Eddie Marsan (série “Ray Donovan”), Rory Cochrane (série “CSI: Miami”), Brian Tyree Henry (série “Atlanta”) e Jonathan Majors (minissérie “When We Rise”). O roteiro foi escrito pelos irmãos gêmeos Logan e Noah Miller (ambos de “Sweetwater”) e Andy Weiss (“Intermediário.com”), e finalizado por Steve Kloves (roteirista dos sete filmes da franquia “Harry Potter”). A direção é do francês Yann Demange (“71: Esquecido em Belfast”) e a estreia está marcada para 21 de setembro nos Estados Unidos. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Benedict Cumberbatch surta no pôster e no novo trailer da minissérie Patrick Melrose
O canal pago americano Showtime divulgou o pôster oficial e um novo trailer da minissérie “Patrick Melrose”, em que Benedict Cumberbatch ensaia o que promete ser uma performance consagradora. Ele surta, ao som de “London Calling”, da banda The Clash, lembrando a infância com um pai marcante – que lhe deixou marcado por traumas. A montagem frenética mistura diferentes fases da vida do personagem, evocando o fato de a minissérie atravessar décadas. “Patrick Melrose” é baseada na coleção de romances de Edward St. Aubyn sobre o personagem-título, um aristocrata que teve uma infância profundamente traumática e que, enquanto luta para superar os danos infligidos por seu pai, precisa decidir se mergulha na vida de playboy escandaloso ou se torna um homem de família. A adaptação transforma cada livro da coleção num episódio diferente, mudando de década a cada capítulo. Serão, ao todo, cinco episódios escritos pelo roteirista David Nicholls (“Um Dia”, “Longe Deste Insensato Mundo”), que chamou Cumberbatch de “o Patrick Melrose perfeito”. Por sinal, o ator já tinha dito, numa entrevista de 2013, que Patrick Melrose era o personagem literário que ele mais gostaria de interpretar. O elenco também inclui Hugo Weaving (“Até o Último Homem”) como o pai de Melrose, Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”) como sua mãe, Anna Madeley (“Na Mira do Chefe”) como sua mulher, além de Allison Williams (“Corra!”), Blythe Danner (“Entrando numa Fria”), Pip Torrens (série “The Crown”), Jessica Raine (série “Call the Midwife”), Prasanna Puwanarajah (série “Doctor Foster”), Holliday Grainger (série “The Borgias”), Indira Varma (série “Game of Thrones”) e Celia Imrie (“O Bebê de Bridget Jones”). A direção é do alemão Edward Berger (série “Deutschland 83”) e a estreia está marcada para 12 de maio nos Estados Unidos.
Dificilmente haverá sci-fi melhor que Aniquilação em 2018
Nada como um segundo filme para comprovar se um diretor, que acertou de primeira, é mesmo um gênio, ou apenas mais um entre os meros humanos com sorte de principiante. Alex Garland, roteirista que também virou diretor com o ótimo “Ex Machina”, brilhou em sua estreia atrás das câmeras com uma ficção científica cerebral, dramática, existencial, filosófica e feminista. E com a cerebral, dramática, existencial, filosófica e feminista “Aniquilação”, comprova que “Ex Machina” não foi uma jogada de sorte. De fato, seu novo trabalho mostra que a ficção científica moderna precisa de suas ideias e histórias para se renovar como um gênero relevante e inspirador para os fãs e o próprio cinema. Os melhores exemplares do gênero não são as viagens alucinantes da imaginação humana através do tempo e o espaço sem o mínimo compromisso com a realidade. São aqueles que colocam os dois pés no chão, sem que isso esteja evidente e debaixo dos narizes dos espectadores. São filmes que se agarram aos momentos mais discutidos e importantes de suas épocas ou costumes, dores, incertezas e preconceitos que a sociedade e, principalmente, as minorias enfrentam. São aqueles em que vemos nas telas as representações físicas de questões que se passam dentro de nós mesmos. Então é melhor você se desapegar do materialismo e da inquietante busca por respostas, porque “Aniquilação” é, sobretudo, sobre as falhas que tornam as pessoas humanas. Na verdade, sobre nossa capacidade, mesmo que inconsciente, porém inerente, de fazer merda. A autodestruição. E é só quando a alcançamos que resolvemos partir rumo à criação – um ciclo doentio, mas que justifica a existência. Baseado no primeiro livro de uma trilogia de Jeff VanderMeer, “Aniquilação” traz Natalie Portman como Lena, bióloga e veterana do exército que ainda sofre com a provável morte do marido, o militar Kane (Oscar Isaac), desaparecido há um ano após embarcar numa missão secreta. Mas o filme começa mesmo quando ele misteriosamente retorna do nada e entra em coma. Lena descobre que Kane foi o único de diversas expedições a conseguir sair vivo de uma área conhecida como “The Shimmer”, uma muralha ou uma bolha cuja estrutura visual lembra uma mistura entre a aurora boreal e a gosma de “Os Caça-Fantasmas 2”. Mas o que seria aquilo? A origem é extraterrestre? Seria um recado de Deus? Ou a resposta estaria ligada à ciência? Ou ao resultado da ação do Homem contra a natureza? Eis a questão. O importante neste momento é estudar o fenômeno e tentar impedir seu crescimento, afinal pode engolir o mundo todo em pouco tempo. Se isso é bom ou ruim, Lena entrará lá para descobrir ao lado de mais quatro mulheres, entre cientistas, geólogas e militares (Jennifer Jason Leigh, Tessa Thompson, Gina Rodriguez e Tuva Novotny). Você não precisa saber mais nada, se não quiser correr o risco de estragar a experiência de assistir a um filme que vai virar sua cabeça do avesso e te deixar pensando por um bom tempo no que acabou de ver. Ainda aqui? Ok. Daqui pra frente, encare “Aniquilação” como uma espécie de pesadelo em forma de ficção científica. Não tem sustos, mas sobra medo. À primeira vista, a razão passa longe das tentativas de compreender a trama e as sensações provocadas pelo filme começam a se tornar mais importantes que qualquer coisa que você vê na tela. Vale muito mais saber que Lena parte numa jornada rumo a uma nova vida após os erros que cometeu no passado. Não é o que está dentro do Shimmer que importa, mas o que se passa no interior de cada personagem e os segredos que elas mantêm umas das outras – características que geralmente acontecem em épicos, onde o que acontece na mente dos personagens tem uma escala maior que a imensidão de imagens que vemos na tela. “Aniquilação” não é um épico clássico como “Ben-Hur” ou “O Senhor dos Anéis”, mas são épicas as suas motivações e ambições, ao mesmo tempo intelectuais e viscerais. Por outro lado, algumas sequências são momentos de puro horror, que poucos filmes de terror conseguiram atingir. Alex Garland provoca da primeira à última cena e isso representa o talento de um diretor/roteirista com total respeito pela inteligência de seu espectador. Tanto nas discussões em torno da interpretação da história quanto nas referências que deixa durante o filme, nunca de maneira gratuita e óbvia, o cineasta traz à tona influências de “Alien: O Oitavo Passageiro”, de Ridley Scott, “Sob a Pele”, de Jonathan Glazer, “A Árvore da Vida”, de Terrence Malick, “A Fonte da Vida” e “mãe!”, ambos de Darren Aronofsky, “O Predador”, de John McTiernan, “2001: Uma Odisseia no Espaço”, de Stanley Kubrick, “O Enigma de Outro Mundo”, de John Carpenter, “A Chegada”, de Denis Villeneuve, e “A.I.: Inteligência Artificial”, de Steven Spielberg. E seu ato final rende o clímax mais esquisito do ano. É verdade que os efeitos visuais nessa parte do filme poderiam ser melhores ou apresentar um acabamento mais refinado, mas Alex Garland quer mostrar coisas estranhas e inéditas aos nossos olhos. Na verdade, ao final, ninguém vai questionar se o final tem bons efeitos ou não, ou se foi lento até ali ou não, porque a imersão é tão profunda que aceitamos como real qualquer projeção imaginada pelo cineasta – resultado que não seria possível sem a presença impactante de Natalie Portman, que é uma força da natureza, a fotografia alucinógena de Rob Hardy, e a trilha horripilante de Geoff Barrow e Ben Salisbury. O tempo dirá se “Aniquilação” é melhor que aparenta e merece figurar entre os grandes filmes do século. Ou se será engolido e considerado subproduto das referências de todos os exemplares citados neste texto. Mas é difícil ignorar que o cinema precisa de mais diretores corajosos como Alex Garland, que não deixam o estúdio mexer em seus filmes e propõem desafios às plateias acostumadas a blockbusters geralmente vazios. Ele pagou seu preço, que foi o presidente do estúdio vender a obra para a Netflix, com um lançamento em streaming no Brasil, em vez da merecida tela grande em que atordoaria ainda mais. Isto não muda um fato inescapável: dificilmente haverá sci-fi melhor em 2018.
Benedict Cumberbatch dá show de interpretação em cena da minissérie Patrick Melrose
Se a nova prévia da minissérie “Patrick Melrose”, divulgada pelo canal pago americano Showtime, servir de indicação, Benedict Cumberbatch deve dominar os prêmios de interpretação televisiva deste ano. O ator inglês dá um verdadeiro show de atuação na cena de um minuto e meio, que o mostra, simplesmente, fazendo pedidos e se alimentando num restaurante. Entre um gole e uma garfada, ele dispara comentários irônicos para os garçons, enquanto vozes na sua cabeça levam outra discussão adiante. “Patrick Melrose” é baseada na coleção de romances de Edward St. Aubyn sobre o personagem, um aristocrata que teve uma infância profundamente traumática e que, enquanto luta para superar os danos infligidos por seu pai, precisa decidir se mergulha na vida de playboy escandaloso ou se torna um homem de família. A adaptação transforma cada livro da coleção num episódio diferente, mudando de década a cada capítulo. Serão, ao todo, cinco episódios escritos pelo roteirista David Nicholls (“Um Dia”, “Longe Deste Insensato Mundo”), que chamou Cumberbatch de “o Patrick Melrose perfeito”. Por sinal, o ator já tinha dito, numa entrevista de 2013, que Patrick Melrose era o personagem literário que ele mais gostaria de interpretar. O elenco também inclui Hugo Weaving (“Até o Último Homem”) como o pai de Melrose, Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”) como sua mãe, Anna Madeley (“Na Mira do Chefe”) como sua mulher, Allison Williams (série “Girls”) como uma conhecida, e Blythe Danner (“Entrando numa Fria”) como uma tia rica. A direção é do alemão Edward Berger (série “Deutschland 83”) e a estreia está marcada para 12 de maio.








