The Affair: Ambiente hostil e nudez gratuita fizeram Ruth Wilson sair da série
Um mês depois do fim de “The Affair” e mais de um ano após deixar o elenco da série, a atriz Ruth Wilson veio a público esclarecer o motivo de sua saída. Em 2018, após a 4ª temporada, ela chegou a insinuar que a morte de sua personagem, protagonista da atração, não era apenas uma solução narrativa, mas se recusou a esclarecer o que de fato aconteceu nos bastidores, apenas confirmando que não foram problemas de diferença de salário com seus colegas masculinos. Ruth ganhou um Globo de Ouro de Melhor Atriz em 2015 pelo papel de Alison Bailey. Nesta quarta-feira (18/12), a revista The Hollywood Reporter retomou o caso, ouvindo várias pessoas da produção, que pediram para não serem identificadas, para revelar um ambiente hostil de trabalho, com direito a assédio, motivado pela recusa da atriz britânica em gravar cenas de nudez. Tudo começou com as frustrações de Ruth Wilson com a quantidade de cenas nuas que os roteiristas exigiam de sua personagem, a ex-garçonete Alison Bailey. Esse desconforto gerou um atrito com Sarah Treem, cocriadora da série, além de roteirista e diretora, que era quem elaborava as cenas de Alison. “Repetidas vezes, testemunhei Sarah Treem tentando convencer os atores a ficarem nus, mesmo que não se sentissem à vontade ou não estivessem contratualmente obrigados a fazê-lo”, afirmou uma fonte. “‘Todo mundo está esperando por você’ ou ‘Você está linda’, eles diziam para aliviar quaisquer inseguranças que [os atores] podiam ter. É o que você pensaria que sairia da boca de um homem da década de 1950. O ambiente era muito tóxico”, disse o informante. O problema não se restringia apenas ao fato de tirar as roupas para as câmeras, mas que tais cenas não eram realizadas em um ambiente fechado e restrito. Não foram poucas as vezes, segundo as fontes, nas quais gente estranha assistiu as gravações de momentos íntimos. A atriz não guardou sua insatisfação para si. Por mais que considerasse as cenas de sexo e nudez como parte da trama, Wilson achava que havia excessos e sempre com ela, comunicando isso para seus superiores. Como resposta, ganhou o rótulo de ser uma atriz “difícil” de se trabalhar. Segundo relato de uma fonte, certa vez Ruth questionou porque sua personagem iria aparecer nua e seu colega de série, Dominic West, não. As pessoas que testemunharam para a revista notavam que, realmente, muitas cenas de nudez exigidas da atriz eram gratuitas, sem qualquer valor para o desenvolvimento da trama. Mas a insatisfação de Ruth Wilson não se restringia à showrunner. O clima negativo aumentou em setembro de 2016, quando uma reunião entre Lena Dunham, membros do elenco da série ‘Girls’ e o produtor executivo e diretor de ‘The Affair’, Jeffrey Reiner, aconteceu em Montauk. Reiner, que estava bêbado, se aproximou de Dunham e a elogiou por mostrar “tudo” em ‘Girls’, até mesmo seu bumbum, e implorou que Dunham se encontrasse com Ruth Wilson para convencê-la a “mostrar seus peitos ou pelo menos um pouco da sua vagina”. O produtor também criticou e “avaliou de maneira grosseira os corpos de todas as mulheres em seu seriado” e mostrou a Dunham uma foto gráfica de “uma amiga em comum com um pênis ao lado do rosto”, que seria da atriz Maura Tierney. A foto foi tirada em uma gravação fechada com um dublê corporal. Quando a notícia desse encontro chegou aos ouvidos de Ruth Wilson, Maura Tierney e outros membros do elenco e da equipe, Treem tentou neutralizar a situação com um email condenando casos de assédio sexual. “Esta é uma indústria sexy e estamos criando um programa com muito conteúdo sexual”, dizia o email. “Mas queremos manter essas coisas sexy na tela”. Ruth Wilson posteriormente fez uma queixa formal contra o canal pago americano Showtime, responsável pela atração, alegando que a única definição para o ambiente de trabalho era hostil. Como resultado, ela começou a negociar sua saída do programa. Fontes da reportagem afirmaram que essa saída incluiu um pagamento “substancial” e uma garantia adicional de que Sarah Treem não compartilharia o set com ela, nem Reiner teria permissão para dirigir nenhum episódio que ela estrelasse. Ruth Wilson passou a gravar toda a 4ª temporada de forma separada, antes do início da previsão de set da maioria do elenco. Até sair ensanguentada da série, numa morte bastante violenta. A THR acrescenta que Ruth Wilson assinou um acordo que a proíbe de discutir publicamente sua saída da série, por isso foi reticente na ocasião de sua “morte” dramatúrgica. Wilson deu apenas duas entrevistas sobre o tema. Na primeira, ao programa matinal da CBS This Morning, avisou que estava “proibida de comentar” as razões de sua saída. “Eu de fato queria ir embora, mas não estou autorizada a falar o porquê”, disse a atriz. Quando questionada pela entrevistadora se a decisão teria algo a ver com uma disputa por igualdade salarial, considerando que Wilson já havia dito publicamente que recebia menos que o colega Dominic West, ela negou. “Eu nunca reclamei para o Showtime sobre paridade de salários”, afirmou. Em outra entrevista para o site Vulture, Wilson disse que não teve “direito a opinar” sobre como sua personagem, Alison, seria cortada da trama, e a forma como a história se desenrolou não estava em sua lista de desejos. “Não, eu não tive direito a dizer nada sobre como o arco da personagem ia acabar, ou sobre ela morrer e sair”, disse Wilson. “Eu sempre esperei que ela… Eu sempre tive a imagem de que ela caminharia ao pôr do sol com seu filho sem nenhum homem. Isso é o que eu esperava para ela. Mas não…” Sentindo o surgimento de uma polêmica, o canal pago Showtime chegou a emitir um comunicado oficial, afirmando que o destino da personagem foi “decisão criativa”. “Nós não podemos falar por Ruth, mas indo para a 4ª temporada, todos concordaram que a história da personagem seguiu seu rumo”, diz o texto, encaminhado ao site Deadline. “Em última análise, parecia que a decisão criativa mais poderosa seria acabar com o arco de Alison no momento em que ela finalmente alcançou seu empoderamento. O impacto de sua perda será sentido quando a série terminar na próxima temporada. Agradecemos aos muitos fãs que abraçaram o personagem Alison e, especialmente, agradecemos a Ruth por seu trabalho indelével nas últimas quatro temporadas”. Sara Teem contradisse o canal, dizendo que não tinha sido “decisão criativa”, mas sim “um pedido”. “Isso foi um pedido, então isso foi decidido basicamente antes de começarmos a escrever. Foi muito deliberado”. Durante a reportar, a THR procurou ouvir o outro lado. Sarah se defendeu, afirmando: “Sempre fui uma feminista”. Ela nega que tenha pressionado os atores de ‘The Affair’ a gravar cenas sexo ou de nudez desnecessárias. Já Reiner e Dunham se recusaram a comentar o tema da reportagem.
Atriz polemiza com produtores sobre sua saída da série The Affair
A atriz Ruth Wilson não ficou nada satisfeita com a forma escolhida pelos produtores para tirá-la de “The Affair”. O tema é spoiler e para ser totalmente compreendido precisa lidar com revelações dos episódios mais recentes da série. Vencedora do Globo de Ouro de 2015 pelo papel de Alison na série, Wilson deu duas entrevistas sobre o tema. Na primeira, ao programa matinal da CBS This Morning, avisou que estava “proibida de comentar” as razões de sua saída. “Eu de fato queria ir embora, mas não estou autorizada a falar o porquê”, disse a atriz. Quando questionada pela entrevistadora se a decisão teria algo a ver com uma disputa por igualdade salarial, considerando que Wilson já havia dito publicamente que recebia menos que o colega Dominic West, ela negou. “Eu nunca reclamei para o Showtime sobre paridade de salários”, afirmou. Logo após o episódio que revelou a morte chocante de Alison, a showrunner de “The Affair”, Sarah Treem, chegou a adiantar que tinha sido a própria atriz quem pediu para que sua personagem fosse retirada da série. “Isso foi um pedido, então isso foi decidido basicamente antes de começarmos a escrever. Foi muito deliberado”. Mas o modo como a atriz se manifestou trouxe à tona questionamentos que tem estado cada vez mais presentes nesses dias de #MeToo. Por isso, o canal pago Showtime decidiu emitir um comunicado oficial, afirmando que o destino da personagem foi “decisão criativa”. “Nós não podemos falar por Ruth, mas indo para a 4ª temporada, todos concordaram que a história da personagem seguiu seu rumo”, diz o texto, encaminhado ao site Deadline. “Em última análise, parecia que a decisão criativa mais poderosa seria acabar com o arco de Alison no momento em que ela finalmente alcançou seu empoderamento. O impacto de sua perda será sentido quando a série terminar na próxima temporada. Agradecemos aos muitos fãs que abraçaram o personagem Alison e, especialmente, agradecemos a Ruth por seu trabalho indelével nas últimas quatro temporadas”. O comunicado, por sua vez, resultou em novo comentário da atriz. Em uma entrevista para o site Vulture nesta sexta-feira (17/8), Wilson disse que não teve “direito a opinar” sobre como sua personagem, Alison, seria cortada da trama, e a forma como a história se desenrolou não estava em sua lista de desejos. “Não, eu não tive direito a dizer nada sobre como o arco da personagem ia acabar, ou sobre ela morrer e sair”, disse Wilson. “Eu sempre esperei que ela… Eu sempre tive a imagem de que ela caminharia ao pôr do sol com seu filho sem nenhum homem. Isso é o que eu esperava para ela. Mas não…” A 4ª temporada vai se encerrar em 19 de agosto nos Estados Unidos, mas a série está renovada para o quinto ano, que deverá finalizar sua história sem a personagem que justifica seu título, a razão do affair original da trama.
The Affair é renovada para a 5ª e última temporada
O canal pago Showtime renovou a série “The Affair” para sua 5ª temporada, que deverá encerrar a produção. O anúncio foi feito após a 4ª temporada chegar na metade de seus episódios. Criada por Hagai Levi e Sarah Treem (série “Em Terapia”), o drama lida com o tema do matrimônio e da infidelidade, acompanhando o desenrolar de um caso que leva os personagens de Dominic West e Ruth Wilson a encerrarem seus casamentos, respectivamente com Maura Tierney e Joshua Jackson. Na nova temporada, o affair original já ficou no passado, mas os danos nos relacionamentos continuam presentes. Ao contrário dos episódios anteriores, que exploraram as complicadas conexões entre os personagens, o quarto ano separou os protagonistas, enviando-os em suas próprias viagens de autodescoberta. Cada personagem está agora envolvido em um novo relacionamento, forçando-os a decidir se estão prontos e dispostos a deixar o passado para trás. A série chegou a ser queridinha da crítica e, como é típico, recebeu prêmios do Globo de Ouro em sua 1ª temporada. Mas não demorou a receber críticas menos empolgadas e atualmente já não desponta entre as listas de melhores séries do ano. Mesmo assim, mantém a audiência na casa dos 500 mil telespectadores por episódios ao vivo, o que é ótimo para o padrão do Showtime. A 4ª temporada vai se encerrar em 19 de agosto nos Estados Unidos e os últimos episódios irão ao ar em 2019. No Brasil, é possível ver apenas as três primeiras temporadas, disponíveis na Netflix.
Trailers tensos de The Affair revelam estreia de Phoebe Tonkin na série
O canal pago americano Showtime divulgou dois novos trailers da 4ª temporada de “The Affair”. As prévias são bastante tensas, apostando no clima de suspense. A versão mais longa ainda revela, pela primeira vez, a participação da atriz Phoebe Tonkin (a Hayley de “The Originals”) na trama, envolvida com o personagem de Joshua Jackson. Criada por Hagai Levi e Sarah Treem (série “Em Terapia”), o drama lida com o tema do matrimônio e da infidelidade, acompanhando o desenrolar de um caso que leva os personagens de Dominic West e Ruth Wilson a encerrarem seus casamentos, respectivamente com Maura Tierney e Joshua Jackson, enquanto se tornam suspeitos de um assassinato. Na nova temporada, o affair original já ficou no passado, mas os danos nos relacionamentos continuam presentes. Ao contrário dos episódios anteriores, que exploraram as complicadas conexões entre os personagens, o quarto ano vai separar os protagonistas, enviando-os em suas próprias viagens de autodescoberta. Cada personagem estará envolvido em um novo relacionamento, forçando-os a decidir se estão prontos e dispostos a deixar o passado para trás, optando por recomeços ou fins trágicos. A série chegou a ser queridinha da crítica e, como é típico, recebeu prêmios do Globo de Ouro em sua 1ª temporada. Mas não demorou a receber críticas menos empolgadas e atualmente já não desponta entre as listas de melhores séries do ano. O público, entretanto, mantém a audiência na casa do 1 milhão de telespectadores por episódios ao vivo, o que é ótimo para o padrão do Showtime. A 4ª temporada de “The Affair” estreia em 17 de junho nos Estados Unidos.
4ª temporada de The Affair ganha pôster e primeiro trailer
O canal pago americano Showtime divulgou o pôster e o trailer da 4ª temporada de “The Affair”. A prévia mostra que os dois casais protagonistas continuam se encontrando. “Eu vivi essa história inteira antes e não acaba bem”, conclui Alison Bailey, a personagem de Ruth Wilson. Criada por Hagai Levi e Sarah Treem (série “Em Terapia”), o drama lida com o tema do matrimônio e da infidelidade, acompanhando o desenrolar de um caso que leva os personagens de Dominic West e Ruth Wilson a encerrarem seus casamentos, respectivamente com Maura Tierney e Joshua Jackson, enquanto se tornam suspeitos de um assassinato. A série chegou a ser queridinha da crítica e, como é típico, recebeu prêmios do Globo de Ouro em sua 1ª temporada. Mas não demorou a receber críticas negativas e atualmente já não desponta entre as listas de melhores séries do ano. O público, entretanto, mantém a audiência na casa do 1 milhão de telespectadores por episódios ao vivo, o que é ótimo para o padrão do Showtime. Ao contrário das três primeiras temporadas, que exploraram as complicadas conexões entre os personagens, o quarto ano vai separar os protagonistas, enviando-os em suas próprias viagens de autodescoberta. Cada personagem estará envolvido em um novo relacionamento, forçando-os a decidir se estão prontos e dispostos a deixar o passado para trás, optando por recomeços ou fins trágicos. Curiosamente, as duas principais novidades da nova fase não aparecem nas prévias. As atrizes Phoebe Tonkin (a Hayley de “The Originals”) e a veterana Amy Irving (da série Alias” e indicada ao Oscar por “Yentl”) vão cruzar o caminho do personagem vivido por Joshua Jackson. A 4ª temporada de “The Affair” estreia em 17 de junho nos Estados Unidos.
Atriz de The Originals entra na 4ª temporada de The Affair
A 4ª temporada de “The Affair” ganhou a participação de Phoebe Tonkin (a Hayley de “The Originals”) e da veterana Amy Irving (da série Alias” e indicada ao Oscar por “Yentl”). As duas vão cruzar o caminho de Cole, personagem vivido por Joshua Jackson. Irving dará vida a Nan Perino, uma escultora de Morro Bay, na Califórnia, com uma conexão “misteriosa” com o pai de Cole, e Tonkin interpretará Daphne, a protegida de Nan, que “guia” Cole na busca por respostas. Ao contrário das três primeiras temporadas do “The Affair”, que exploraram as complicadas conexões entre seus personagens principais, o quarto ano vai separar os protagonistas, enviando-os em suas próprias viagens de autodescoberta. Cada personagem estará envolvido em um novo relacionamento, forçando-os a decidir se estão prontos e dispostos a deixar o passado para trás, optando por recomeços ou fins trágicos. Criada por Hagai Levi e Sarah Treem (série “Em Terapia”), o drama lida com o tema do matrimônio e da infidelidade, acompanhando o desenrolar de um caso que leva os personagens de Dominic West e Ruth Wilson a encerrarem seus casamentos, respectivamente com Maura Tierney e Joshua Jackson, enquanto se tornam suspeitos de um assassinato. A série chegou a ser queridinha da crítica e, de forma típica, recebeu prêmios do Globo de Ouro em sua 1ª temporada. Mas não demorou a cair no esquecimento e atualmente já não desponta entre as listas de melhores séries do ano. O público, entretanto, mantém a audiência na casa do 1 milhão de telespectadores por episódios ao vivo, o que é ótimo para o padrão do canal pago americano Showtime. Ainda não há previsão de estreia para os novos episódios da atração.
Kevin Hart assume infidelidade no Instagram para evitar chantagem
O ator Kevin Hart (“Policial em Apuros”) usou o Instagram para confessar uma traição para evitar uma chantagem. O comediante postou um vídeo em que pede desculpas para a esposa Eniko Parrish, grávida do terceiro filho do ator. Na gravação, ele afirma ter feito “um erro de julgamento” e se colocado “num ambiente onde apenas coisas ruins podiam acontecer… e aconteceram”. “Peço desculpas à minha esposa e aos meus filhos. Tenho que fazer melhor e eu vou. Não sou perfeito e nunca disse que era. Amo todos vocês”, ele desabafou, explicando no final porque decidiu confessar publicamente sua infidelidade. “Não vou permitir que uma pessoa tenha ganhos financeiros em cima dos meus erros”. De acordo com o site americano TMZ, uma pessoa anônima contatou Hart pedindo dinheiro para não divulgar um vídeo em que ele aparece com outra mulher em uma situação “sexualmente sugestiva”. A tentativa de chantagem teria motivado a confissão pública, que assim anulou a eficácia do suposto sex tape como ferramenta de extorsão. Sending so many apologies to my wife & kids. I gotta do better and I will. I'm not perfect and have never claimed to be …I love you all. Uma publicação compartilhada por Kevin Hart (@kevinhart4real) em Set 16, 2017 às 4:07 PDT
Lady Macbeth aborda consequências da opressão masculina de forma desconsertante
Após tantos séculos de opressão do patriarcado, começam a despontar cada vez mais obras sobre a libertação feminina. E embora haja uma série de outros títulos que prefiram denunciar situações de sofrimento intenso, como são os casos de “A Vida de uma Mulher”, de Stéphane Brizé, e “Faces de uma Mulher”, de Arnaud des Pallières, para citar exemplos recentes, há outros filmes – uma minoria, é verdade – que preferem seguir por outro caminho. Pode-se dizer que o caminho seguido por “Lady Macbeth”, primeiro longa-metragem de William Oldroyd, diretor britânico de teatro, é no mínimo desconcertante. Baseado no romance “Lady Macbeth do Distrito de Mtsensk”, do escritor russo Nikolai Leskov, o filme acompanha a história da jovem Katherine (a ótima Florence Pugh, do terror “The Falling”), que é vendida pela família e passar a viver um casamento de conveniência com um homem rude e de comportamento doentio. É um homem que parece não saber dar conta da bela esposa que tem, e que deseja que ela fique enclausurada dentro de casa, lendo um livro de orações. “Mas eu prefiro o ar fresco”, diz a jovem, ainda que seja sempre recebida de forma desrespeitosa pelo marido. Sua vida muda quando ela encontra um serviçal da família, um homem de pele escura chamado Sebastian (Cosmo Jarvis, de “Spooks: O Mestre Espião”), que até pode não ser o melhor dos homens, como dá a entender pelo modo como trata a empregada/escrava da casa, Anna (Naomi Ackie, da série “The Five”), mas, comparado ao marido, trata-se de uma promessa de felicidade para a jovem e carente Katherine. Mas engana-se quem pensa que as ousadias de Katherine se resumirão apenas às infidelidades, às transas na cama da casa, enquanto o marido e o sogro estão fora. Essas infidelidades, aliás, são inicialmente mostradas como um elemento bastante libertador e agradável, ao mesmo tempo que também funcionam como uma espécie de desforra. No entanto, a jovem mulher acaba por repetir nos demais as ações de repressão e violência por ela sofridas. E de maneira ainda mais brutal. O diretor Oldroyd trata seu filme como uma pintura, com o capricho de quem quer causar maravilhamento em nosso olhar. E funciona que é uma beleza. Mesmo quando serve para atenuar os crimes cometidos em nome dos caprichos e das vontades de Katherine, em sua busca por algo próximo de uma vida ideal, perto do homem que ama. O uso dos silêncios e de uma ausência de maiores sentimentalismos torna o filme uma experiência especial.
Filme britânico mais comentado do ano, Lady Macbeth ganha trailer legendado
“Lady Macbeth”, um dos filmes britânicos mais comentados do ano, ganhou seu trailer legendado. Divulgado pela California Filmes, o vídeo, inclusive, traz frases de efeito pinçadas das críticas internacionais elogiosas. E as cenas tensas ecoam cada palavra. Drama de época, passado na Inglaterra rural do século 19, o longa acompanha Katherine, uma jovem presa num casamento sem amor, obrigada a se relacionar com um homem com o dobro de sua idade e a agradar sua família fria e cruel. Mas, como ele vive viajando, ela logo embarca num caso romântico com um dos empregados, o que tem consequências terríveis para todos os envolvidos. O filme é uma adaptação do romance homônimo de Nikolai Leskov com direção de William Oldroyd, diretor britânico de teatro que estreia em longa-metragem. O papel principal destaca Florence Pugh (“The Falling”), que tem causado sensação entre a crítica por sua atuação contida, mas também provocante. E o elenco ainda inclui Christopher Fairbanks (“Guardiões da Galáxia”), Cosmo Jarvis (“Spooks: O Mestre Espião”), Bill Fellows (série “Broadchurch”) e Naomi Ackie (série “The Five”). Após causar sensação no circuito dos festivais, “Lady Macbeth” estreia nesta sexta (28/4) no Reino Unido, chega em 14 de julho nos EUA e duas semanas depois, em 27 de julho, no Brasil.
Filme britânico mais comentado do ano, Lady Macbeth ganha novo trailer
“Lady Macbeth”, um dos filmes britânicos mais comentados do ano, ganhou um novo trailer e três pôsteres. A prévia, inclusive, traz frases de efeito pinçadas das críticas elogiosas. E as cenas tensas ecoam cada palavra. Drama de época, passado na Inglaterra rural do século 19, o longa acompanha Katherine, uma jovem presa num casamento sem amor, obrigada a se relacionar com um homem com o dobro de sua idade e a agradar sua família fria e cruel. Mas, como ele vive viajando, ela logo embarca num caso romântico com um dos empregados, o que tem consequências terríveis para todos os envolvidos. O filme é uma adaptação do romance homônimo de Nikolai Leskov com direção de William Oldroyd, diretor britânico de teatro e curtas que estreia em longa-metragem. O papel principal destaca Florence Pugh (“The Falling”), que tem causado sensação entre a crítica por sua atuação contida, mas também provocante. E o elenco ainda inclui Christopher Fairbanks (“Guardiões da Galáxia”), Cosmo Jarvis (“Spooks: O Mestre Espião”), Bill Fellows (série “Broadchurch”) e Naomi Ackie (série “The Five”). Ainda em exibição no circuito dos festivais, “Lady Macbeth” estreia em 28 de abril no Reino Unido, em 14 de julho nos EUA e duas semanas depois, em 27 de julho, no Brasil.
Sieranevada mostra discussões em família com estética voyeur
“Sieranevada” é o quinto longa-metragem do romeno Cristi Puiu, mais conhecido por “A Morte do Sr. Lazerescu” (2005), e promove uma série de sentimentos contraditórios. Se, por um lado, é incômodo ficar posicionado no meio de um corredor com portas que se fecham e abrem de um lado e de outro, é, ao mesmo tempo, fascinante poder ir desvendando sua história e seus personagens. A câmera estilo voyeur, que se fixa em corredores e se espreme para entrar em alguns cômodos, muitas vezes deixa o espectador perdido e questionando o que está acontecendo, já que várias coisas ocorrem fora de seu campo de visão. Mas isso acaba fornecendo um olhar diferenciado, em que aquilo que é mostrado se torna muito mais interessante do que se acompanhássemos tudo da maneira mais tradicional. E o que acontece são discussões. Muitas discussões. Entre elas, brigas políticas, ao mesmo tempo acaloradas e muito espirituosas, como é o caso das opiniões contundentes do rapaz que duvida da versão oficial do ataque às Torres Gêmeas no 11 de setembro, ou da velhinha comunista, que, como boa ativista, ainda acredita que o velho sistema político adotado na Romênia na época da Guerra Fria era muito bom, sim senhor. No meio do debate, há aqueles que ficam em cima do muro ou estão abertos a novos pontos de vista, contanto que baseados em algo sólido. Mas o que mais é enfatizado no filme é mesmo o jogo de relações humanas que se promove naquele espaço, uma casa cheia de familiares, reunidos para o aniversário de morte do patriarca, e um padre ortodoxo que demora tanto a chegar que faz o filme parecer uma versão atualizada de “O Anjo Exterminador” (1962), de Luis Buñuel. Ninguém sai enquanto o padre não chega, o que acaba gerando desgastes na família. O atrito cresce ainda mais com a vinda de um dos homens da família, que não é bem recebido por ter aprontado com a esposa. Discussões, discussões. Na verdade, não acontece nada de incomum no retrato de família que é levado à tela. Os bate-bocas são tão universais que até parece que estão filmando nossa própria família, passando uma sensação de verdade escancarada para o espectador. E isso Puiu consegue através do sua câmera, que sabe muito bem quando se afastar e quando se posicionar bem próximo dos personagens. O fato de ter quase três horas de duração contribui para deixar o espectador um tanto incomodado. Mas uma vez que se aceita o jogo de Puiu, cresce a relação de prazer com o filme, que pode divertir mesmo em seus momentos menos confortáveis.
The Affair é renovada para a 4ª temporada
O canal pago americano Showtime aproveitou sua participação no meeting da Associação de Críticos de Televisão dos EUA (TCA) para anunciar a renovação de “The Affair” para sua 4ª temporada. A série chegou a ser queridinha da crítica e, como é típico, recebeu prêmios do Globo de Ouro em sua 1ª temporada. Mas não demorou a receber críticas negativas e atualmente já não desponta entre as listas de melhores séries do ano. O público, entretanto, mantém a audiência na casa do 1 milhão de telespectadores por episódios ao vivo, o que é ótimo para o padrão do Showtime. Criada por Hagai Levi e Sarah Treem (série “Em Terapia”), o drama lida com o tema do matrimônio e da infidelidade, acompanhando o desenrolar de um caso que leva os personagens de Dominic West e Ruth Wilson a encerrarem seus casamentos, respectivamente com Maura Tierney e Joshua Jackson, enquanto se tornam suspeitos de um assassinato.
Drama de época britânico Lady Macbeth ganha trailer provocante
A Roadside Attractions divulgou três fotos e o trailer de “Lady Macbeth”, um dos filmes britânicos mais comentados do ano. Drama de época, passado na Inglaterra rural do século 19, o longa acompanha Katherine, uma jovem presa num casamento sem amor, obrigada a se relacionar com um homem com o dobro de sua idade e a agradar sua família fria e cruel. Mas, como ele vive viajando, ela logo embarca num caso romântico com um dos empregados, o que tem consequências terríveis para todos os envolvidos. O filme é uma adaptação do romance homônimo de Nikolai Leskov com direção de William Oldroyd, diretor britânico de teatro e curtas que estreia em longa-metragem. O papel principal destaca Florence Pugh (“The Falling”), que tem causado sensação entre a crítica por sua atuação contida, mas também provocante. E o elenco ainda inclui Christopher Fairbanks (“Guardiões da Galáxia”), Cosmo Jarvis (“Spooks: O Mestre Espião”), Bill Fellows (série “Broadchurch”) e Naomi Ackie (série “The Five”). Atualmente no circuito dos festivais, “Lady Macbeth” só tem estreia marcada para junho nos EUA. Não há previsão para o lançamento no Brasil.








