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    Festival de Sundance consagra filme comprado pela Apple por US$ 25 milhões

    3 de fevereiro de 2021 /

    O Festival de Cinema de Sundance de 2021 consagrou o longa “Coda”, da diretora Siân Heder, com quatro troféus na noite desta terça (2/2) nos EUA, incluindo o reconhecimento principal, o Grande Prêmio do Júri, além do Prêmio do Público. Desta forma, “Coda” foi considerado o Melhor Filme do evento em dose dupla. O drama aborda uma jovem (Emilia Jones, de “Locke & Key”) de família surda, que se vê dividida entre perseguir sua paixão pela música e ser a conexão entre seus pais e o mundo sonoro. Junto dos dois troféus de Melhor Filme, a produção também venceu o prêmio de Melhor Elenco e Melhor Direção, na seção dedicada a longas independentes dos EUA. Segundo longa de Siân Heder, que estreou em Sundance em 2016 com “Tallulah”, “Coda” seria um remake do filme francês “A Família Bélier” (2014) e já tinha chamado atenção ao ser adquirido pela Apple por um preço considerado bastante elevado pelos padrões do evento: US$ 25 milhões. O investimento compensou, pois a Apple TV+ agora tem exclusividade sobre o vencedor do festival – e que já é candidato a indicações no Oscar 2022. No ano passado, o vencedor de Sundance foi “Minari”, de Lee Isaac Chung, que também teve uma vitória dupla, conquistando o Grande Prêmio do Júri e o Prêmio do Público. O festival reduzido, que começou na quinta-feira (28/1) e se encerrou nesta terça, também teve uma cerimônia de premiação rápida, com apenas uma hora de duração, apresentada pelo comediante Patton Oswalt. Outros destaques da premiação foram “Summer of Soul”, documentário sobre um festival de música do Harlem de 1969, dirigido por Ahmir “Questlove” Thompson, baterista da banda The Roots, que venceu sua categoria, além do drama “Hive”, da diretora Blerta Basholli, de Kosovo, como Melhor Filme Internacional, e “Flee”, do dinamarquês Jonas Poher Rasmussen, como Melhor Documentário Internacional.

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    Spirit Awards 2021: Bacurau é indicado ao “Oscar” do cinema independente dos EUA

    26 de janeiro de 2021 /

    A organização do Film Independent (Cinema Independente) divulgou nesta terça (26/1) os indicados à premiação do Spirit Awards 2021, considerado o Oscar do cinema independente americano. E o Brasil está representado em dois títulos na lista. “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, vai disputar o troféu de Melhor Filme Internacional, enquanto “Nine Days”, do paulista Edson Oda, foi selecionado como Melhor Longa de Estreia. A inclusão de “Bacurau”, um ano após a seleção de “A Vida Invisível” para o mesmo prêmio, é uma curiosa coincidência. Os dois filmes disputaram a indicação da Academia Brasileira de Cinema para tentar uma vaga no Oscar do ano passado, com o filme de Karim Aïnouz sendo selecionado. Como “Bacurau” ficou de fora daquela disputa, os distribuidores atrasaram seu lançamento nos EUA. O filme só chegou aos cinemas americanos em 2020, qualificando-se assim aos prêmios da atual temporada em Hollywood. Já “Nine Days” é uma produção hollywoodiana inédita no Brasil, com tema espiritual e estrelada por Winston Duke (“Pantera Negra”), Zazie Beetz (“Coringa”) e Benedict Wong (“Doutor Estranho”). Edson Oda já tinha sido premiado pelo roteiro deste filme no Festival de Sundance passado. A disputa principal é liderada por “Never Rarely Sometimes Always”, sobre os obstáculos que uma adolescente encontra para fazer um aborto. Com sete indicações, o filme de Eliza Hittman foi o mais lembrado, sendo seguido de perto por “Minari”, drama de Lee Isaac Chung, vencedor do Festival de Sundance, que conta a história de uma família de imigrantes sul-coreanos em busca de construir uma vida no sul rural dos EUA. Ambos os filmes competem na categoria de Melhor Filme com “Nomadland”, drama de Chloé Zhao que venceu os festivais de Veneza e Toronto, “A Voz Suprema do Blues”, último filme de Chadwick Boseman (que disputa o troféu de Melhor Ator), e “First Cow”, da cineasta Kelly Reichardt. A lista dos indicados também destaca “Uma Noite em Miami”, estreia da atriz Regina King (“Watchmen”) na direção, como o filme selecionado para receber o troféu especial Robert Altman, como melhor combinação de elenco e cineasta. A premiação do Film Independent Spirit Awards 2021 acontece no próximo dia 22 de abril, três dias antes da cerimônia do Oscar. Vale lembrar que “A Despedida” (The Farewell) foi o vencedor do ano passado. O fato de o Oscar ter ignorado completamente a obra de Lulu Wang não desvaloriza o Spirit Awards. Ao contrário, ressalta a importância de um prêmio que realmente celebra o melhor do cinema americano – e não apenas blockbusters. Veja abaixo a relação completa dos indicados. CINEMA Melhor Filme “First Cow” “A Voz Suprema do Blues” “Minari” “Never, Rarely, Sometimes, Always” “Nomadland” Melhor Direção Lee Isaac Chung (“Minari”) Emerald Fennell (“Promising Young Woman”) Eliza Hittman (“Never, Rarely, Sometimes, Always”) Kelly Reichardt (“First Cow”) Chloe Zhao (“Nomadland”) Melhor Filme de Estreia “I Carry You With Me” “Nine Days” “The 40 Year Old Version” “The Sound of Metal” “Miss Juneteenth” Melhor Atriz Nicole Beharie (“Miss Juneteenth”) Viola Davis (“A Voz Suprema do Blues”) Sidney Flanigan (“Never, Rarely, Sometimes, Always”) Julia Garner (“The Assistent”) Frances McDormand (“Nomadland”) Carey Mulligan (“Promising Young Woman”) Melhor Ator Riz Ahmed (“The Sound of Metal”) Chadwick Boseman (“A Voz Suprema do Blues”) Rob Morgan (“Bull”) Steven Yeun (“Minari”) Adarsh Gourav (“O Tigre Branco”) Melhor Atriz Coadjuvante Alexis Chikaeze (“Miss Juneteenth”) Yeri Han (“Minari”) Valerie Mahaffey (“French Exit”) Talia Ryder (“Never, Rarely, Sometimes, Always”) Yuh-jung Youn (“Minari”) Melhor Ator Coadjuvante Coleman Domingo (“A Voz Suprema do Blues”) Orion Lee (“First Cow”) Paul Raci (“The Sound of Metal”) Glynn Turmann (“A Voz Suprema do Blues”) Benedict Wong (“Nine Days”) Melhor Roteiro “Má Educação” “Minari” “Você Nem Imagina” “Never, Rarely, Sometimes, Always” “Promising Young Woman” Melhor Roteiro de Estreia Kitty Green (“The Assistent”) Noah Hutton (“Lapsis”) Channing Godfrey Peoples (“Miss Juneteenth”) Andy Siara (“Palm Springs”) James Sweeney (“Straight Up”) Melhor Fotografia Jay Keitel (“She Dies Tomorrow”) Shabier Kirchner (“Bull”) Michael Latham (“The Assistent”) Hélène Louvart (“Never, Rarely, Sometimes, Always”) Joshua James Richards (“Nomadland”) Melhor Edição “I Carry You With Me” “O Homem Invisível” “Residue” “Never, Rarely, Sometimes, Always” “Nomadland” Melhor Documentário “Collective” “Crip Camp” “As Mortes de Dick Johnson” “Time” “The Mole Agent” Melhor Filme Internacional “Bacurau” “The Disciple” “Night of the Kings” “Preparations to be Together for an Unknown Period of Time” “Quo Vadis, Aida?” Prêmio John Cassavetes “The Killing of Two Lovers” “La Leyenda Negra” “Língua Franca” “Residue” “Saint Frances” Prêmio Piaget Producers Kara Durrett Lucas Joaquin Gerry Kim Prêmio Someone to Watch David Midell (“The Killing of Kenneth Chamberlain”) Ekwa Msangi (“Farewell Amor”) Annie Silverstein (“Bull”) Prêmio Truer Than Fiction Cecilia Aldarondo (“Landfall”) Elegance Bratton (“Pier Kids”) Elizabeth Lo (“Stray”) Prêmio Robert Altman “Uma Noite em Miami” TELEVISÃO Melhor Série “I May Destroy You” “Little America” “Small Axe” “A Teacher” “Nada Ortodoxa” Melhor Série Documental “Atlanta’s Missing and Murdered: The Lost Children” “City So Real” “Immigration Nation” “Love Fraud” “We’re Here” Melhor Atriz em Série Elle Fanning (“The Great”) Shira Haas (“Nada Ortodoxa”) Abby McEnany (“Work in Progress”) Maitreyi Ramakrishnan (“Eu Nunca…”) Jordan Kristine Seamón (“We Are Who We Are”) Melhor Ator em Série Conphidance (“Little America”) Adam Ali (“Little America”) Nicco Annan (“P-Valley”) Amit Rahav (“Nada Ortodoxa”) Harold Torres (“Zero, Zero, Zero”) Melhor Elenco em Série Nova “I May Destroy You”

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    Young Hearts: Romance adolescente com atores de Everything Sucks! ganha trailer sensível

    24 de janeiro de 2021 /

    A Blue Fox divulgou o pôster e o trailer de “Young Hearts”, romance indie adolescente que tem première mundial neste domingo (24/1) no Festival Slamdance, nos EUA. O filme é uma história de amor no Ensino Médio, que se diferencia de tantas outras por trazer atores que realmente tem a idade dos personagens. Tilly e Harper acabam se tornando os primeiros namorado e namorada um do outro. Mas quando seu relacionamento de repente se torna o assunto da escola, eles se deparam com uma enorme pressão de seus chamados amigos, que querem vê-los separados – seja por inveja, racismo ou pelo fato de não terem namorados. A sensível produção foi escrita por Sarah Sherman, que estreia na direção em parceria com seu irmão, o ator Zachary Ray Sherman (das séries “90210” e “Everything Sucks!”). A produção é de outro par de irmãos, os atores-cineastas Jay e Mark Duplass (“Togetherness”), e o elenco destaca Quinn Liebling e Anjini Taneja Azhar (ambos também de “Everything Sucks!”) como o casal central. Após a première em Sundance, o longa será lançado em circuito limitado e VOD em 12 de fevereiro nos EUA.

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    Bela Vingança: Carey Mulligan aterroriza machistas em trailer de suspense

    15 de janeiro de 2021 /

    A Universal divulgou o pôster nacional e o trailer legendado de “Bela Vingança”, a “tradução” brasileira do suspense “Promising Young Woman”, estrelado por Carey Mulligan (“Mudbound”), que se tornou um dos filmes mais elogiados do ano. Exibido no Festival de Sundance em janeiro passado, a produção atingiu 92% de aprovação no site Rotten Tomatoes e passou a ser definida como “ousada”, “provocante” e “obra-prima”. A prévia mostra como a personagem de Carey Mulligan resolve se vingar, após sua melhor amiga ser estuprada na faculdade e ter sua denúncia desconsiderada pela instituição, transformando-se numa justiceira, que se finge de vítima fácil para aterrorizar machistas abusados. O filme marca a estreia na direção da atriz (de “The Crown”) e roteirista (de “Killing Eve”) Emerald Fennell, e tem produção da estrela Margot Robbie (“Aves de Rapina”). Além de Mulligan, o elenco inclui Bo Burnham (“A Noite É Delas”), Laverne Cox (“Orange Is the New Black”), Clancy Brown (“Emergence”), Jennifer Coolidge (“American Pie”), Christopher Mintz-Plasse (“Kick-Ass”), Molly Shannon (“Divorce”), Alison Brie (“GLOW”), Adam Brody (“Shazam!”), Connie Britton (“Dirty John”), Chris Lowell (“GLOW”) e Alfred Molina (“O Amor É Estranho”). “Bela Vingança” deveria ter chegados aos cinemas americanos em 17 de abril passado, mas devido à pandemia tonou-se um presente de Natal para os cinéfilos dos EUA. Já o lançamento no Brasil vai acontecer apenas em 18 de março.

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    Darren Aronofsky troca grandes estúdios pelo cinema independente

    11 de janeiro de 2021 /

    O cineasta Darren Aronofsky (de “Noé” e “Cisne Negro”) vai voltar ao cinema independente. Ele fechou com o estúdio A24 para realizar seu próximo filme, “The Whale”, que será estrelado por Brendan Fraser (“Patrulha do Destino”). O filme é uma adaptação da peça de mesmo nome de Samuel D. Hunter. O próprio dramaturgo vai escrever o roteiro. A produção de 2012 foi elogiada pelo New York Times e ganhou vários prêmios – como o Drama Desk Award, o Lucille Lortel Award e um GLAAD Media Award. “Adaptar minha peça em um roteiro foi um verdadeiro trabalho de amor para mim”, disse Hunter. “Esta história é profundamente pessoal e estou muito grato por ter a chance de atingir um público mais amplo. Sou fã de Darren desde que vi “Réquiem para um Sonho”, quando era um calouro na faculdade, escrevendo minhas primeiras peças, e sou muito grato por ele ter trazido seu talento e visão singulares para este filme. ” “The Whale” é o primeiro filme de Aronofsky desde a polarização gerada pelo longa “Mãe!”, produção da Paramount estrelada por Jennifer Lawrence em 2017.

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    Malcolm & Marie: Trailer revela filme de Zendaya rodado na quarentena

    8 de janeiro de 2021 /

    A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Malcolm & Marie”, drama romântico dirigido por Sam Levinson (criador de “Euphoria”) durante a quarentena e estrelado por Zendaya (estrela de “Euphoria”) e John David Washington (“Tenet”). Segundo o site Deadline, a plataforma teria oferecido US$ 30 milhões pelos direitos mundiais da obra, rodada de forma íntima e em preto e branco, durante apenas duas semanas, com um orçamento baixíssimo, no momento em que os envolvidos estavam sem outros projetos. “Malcolm & Marie” foi o primeiro filme a completar sua produção durante a pandemia, e seus direitos teriam sido disputados por outras plataformas e até estúdios de cinema. HBO, Amazon, Searchlight, MGM, Apple, A24 e Focus Features teriam entrado na disputa, o que teria feito o preço da produção disparar. O longa foi escrito, dirigido e produzido por Levison, que ainda financiou as despesas de filmagem em conjunto com seus atores. Mas vale considerar que o projeto só existiu por causa de Zendaya. Durante a paralisação das gravações de “Euphoria”, a atriz ligou para Levinson perguntando se ele não teria algo fácil e rápido para filmar durante a quarentena, aproveitando que estavam todos parados. Em seis dias, Levinson escreveu “Malcolm & Marie”. A trama traz Washington e Zendaya como um cineasta e sua namorada, que voltam para casa após a estreia de um filme e esperam comemorar o sucesso. Em vez disso, o clima da noite muda quando revelações sobre seus relacionamentos começam a vir à tona, o que testa a força de seu amor. A estreia está marcada para 5 de fevereiro em streaming.

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    Globo de Ouro gera polêmica por classificar Minari como Filme Estrangeiro

    24 de dezembro de 2020 /

    A Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood, responsável pelo Globo de Ouro, tornou-se alvo de protestos de vários integrantes da indústria do cinema dos EUA ao classificar o filme americano “Minari”, vencedor do Festival de Sundance deste ano, na disputa de Melhor Filme Estrangeiro. O longa de Lee Isaac Chung estrelado por Steven Yeun (“The Walking Dead”) é uma produção americana, filmada nos EUA por um cineasta americano, que acompanha a luta de uma família de imigrantes sul-coreanos para atingir o sonho americano. “’Minari’ é o melhor filme e o filme mais americano que vi este ano”, tuitou Phil Yu, do popular site Angry Asian Man, puxando o protesto. “Isso é uma besteira completa.” Yu foi um dos primeiros a manifestar sua indignação após a seleção dos filmes estrangeiros do Globo de Ouro ser divulgada. Outra foi a cineasta Lulu Wang, que enfrentou o mesmo problema no ano passado quando seu filme “A Despedida” (The Farewell) foi classificado como Filme Estrangeiro no Globo de Ouro. “Eu não vi um filme mais americano do que ‘Minari’ este ano”, tuitou Wang. “É uma história sobre uma família de imigrantes, NA América, perseguindo o sonho americano. Nós realmente precisamos mudar essas regras antiquadas que caracterizam os americanos apenas como base em porcentagem de diálogos em inglês.” As regras de elegibilidade do Globo de Ouro declaram que qualquer filme com pelo menos 50% de diálogos em outros idiomas entra na categoria Língua Estrangeira. Grande parte de “Minari” é falado em coreano, mas há muitos diálogos em inglês, numa história completamente americana. Outros filmes com menos diálogos em inglês já foram considerados americanos anteriormente pelo Globo de Ouro, o que levou alguns comentários a sugerir racismo da parte dos organizadores do evento. Harry Shum Jr (“Caçadores de Sombras”), por exemplo, reparou que “Bastardos Inglórios”, de Quentin Tarantino, teve apenas 30% de diálogos em inglês, comparados aos textos em alemão e francês e italiano da produção, e não foi considerado Estrangeiro pelo Globo de Ouro. “’Minari’ é um filme americano”, concluiu ele, na comparação. Além disso, “Babel”, de Alejandro Iñárritu , que incluía cinco idiomas diferentes, também foi considerado americano pelo Globo de Ouro em 2007. E não se pode esquecer que o recente “Me Chame pelo Seu Nome” inclui uma quantia considerável de conversas italianas, foi filmado na Itália e tem diretor italiano, mas também foi considerado americano pelo Globo de Ouro em 2018. O roteirista-produtor Phil Lord (“Anjos da Lei”) foi direto ao ponto no Twitter: “A questão, em relação a ‘Minari’ e o Globo de Ouro, não é um descuido. É uma escolha. As regras poderiam e deveriam ter mudado depois do ano passado [por causa de ‘A Despedida’]. Este ano, muitas pessoas argumentaram que ‘Minari’ é um filme americano. Esta é uma decisão cuidadosamente considerada, deliberada e preconceituosa”. Ele acrescentou: “Eu simplesmente não consigo ver porque QUALQUER filme em qualquer idioma seria desqualificado de competir nas categorias de melhor filme. Qual é a razão? ” Daniel Dae Kim (“Hawaii Cinco-0”) escreveu que colocar ‘Minari’ na categoria de Melhor Filme Estrangeiro era o “equivalente, em cinema, a ser xingado ‘volte para seu país’, quando esse país é na verdade os EUA”. Ming Na Wen (“The Mandalorian”) também não ficou feliz. “Isso me irrita em muitos níveis. PAREM COM ESTA ESTUPIDEZ!!”, ela escreveu. “Um filme como ‘Minari’ é o mais americano possível!!! Corrija isso, Globo de Ouro. Especialmente em 2020.” “Só para constar, ‘Minari’ é um filme americano escrito e dirigido por um cineasta americano que se passa na América com um ator principal americano e produzido por uma produtora americana”, tuitou Simu Liu, intérprete de Shang Chi, o Mestre do Kung Fu da Marvel. “… E sem dar spoiler, é uma BELA história de uma família de imigrantes tentando construir uma vida a partir do zero. O que poderia ser mais americano do que isso?” Andrew Phung (“Kim Convenience”) tuitou: “Um lembrete triste e decepcionante de que um filme sobre o sonho americano, ambientado na América, estrelado por um americano, dirigido por um americano e produzido por uma empresa americana, é de alguma forma estrangeiro”. Min Jin Lee, autor de Pachinko, que atualmente está sendo desenvolvido como uma série da Apple, acresentou: “’Minari’ é um filme americano sobre novos americanos. Todos na América, exceto os indígenas, vieram de outro lugar por escolha ou força. A língua inglesa não é uma língua nativa. Chega dessa bobagem sobre os asiático-americanos serem permanentemente estrangeiros. Terminei.” A Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood ainda não se manifestou sobre a polêmica. Veja abaixo o trailer de “Minari”.

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    Atores de Os 7 de Chicago são eleitos Elenco do Ano pelo Gotham Awards

    17 de dezembro de 2020 /

    Os atores de “Os 7 de Chicago” receberão uma homenagem especial do Gotham Awards. O evento indie, que geralmente abre a temporada de premiação cinematográfica dos EUA, escolheu os intérpretes da produção da Netflix como o Melhor Elenco do ano. O IFP (Independent Filmmaker Project), responsável pela premiação, decidiu incluir o novo troféu no evento para destacar “as performances de um grupo dinâmico e notável e celebrar seu esforço coletivo e contribuições para a narrativa do filme”. “Para o nosso 30º aniversário, estamos orgulhosos de apresentar uma nova homenagem, reconhecendo a excelência em um elenco coletivo”, disse o diretor executivo do IFP, Jeffrey Sharp, em um comunicado à imprensa. “A partir deste ano e nos anos que virão, procuraremos celebrar um filme que demonstra a natureza colaborativa de uma performance em grupo e o efeito que tem na elevação de cada indivíduo e da história geral. Cada membro do elenco de ‘Os 7 de Chicago’ oferece uma performance intrincada e poderosa, e temos o prazer de celebrá-los e sua conquista cumulativa.” O filme da Netflix, escrito e dirigido por Aaron Sorkin, dramatiza os eventos que se seguiram a protestos na convenção democrata de 1968 em Chicago e o julgamento que se seguiu, de sete manifestantes contrários à Guerra do Vietnã, e seu elenco é mesmo impressionante. Inclui Sacha Baron Cohen (“Borat: Fita de Cinema Seguinte”), Eddie Redmayne (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”), Jeremy Strong (“Succession”), Alex Sharp (“As Trapaceiras”), John Carroll Lynch (“Fome de Poder”), Danny Flaherty (“The Americans”), Noah Robbins (“Evil”), Yahya Abdul-Mateen II (“Watchmen”), Joseph Gordon-Levitt (“Power”), Frank Langella (“Kidding”), Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”), Michael Keaton (“Homem-Aranha: De Volta para Casa”) e Kelvin Harrison Jr. (“Ondas”), Caitlin Fitzgerald (“Masters of Sex”), Alice Kremelberg (“Orange Is the New Black”), Ben Shenkman (“Billions”) e John Doman (“Gotham”). A 30ª edição do Gotham Awards vai acontecer em 11 de janeiro num formato híbrido, como o Emmy Awards, com os apresentadores num palco e os indicados em participação online. O evento também vai homenagear o ator Chadwick Boseman, a atriz Viola Davis e os diretores Steve McQueen e Ryan Murphy. Entre os indicados, “First Cow”, de Kelly Reichardt, se destaca com quatro indicações, mas até o filme brasileiro “Bacurau” está concorrendo a prêmio, na categoria de Melhor Filme Internacional.

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    Favorito ao Oscar, Nomadland ganha trailer legendado

    14 de dezembro de 2020 /

    A 20th Century Studios (ex-Fox) divulgou um novo pôster e o trailer legendado de “Nomadland”. O vídeo explora a sensibilidade do longa, que já conquistou o Leão de Ouro no Festival de Veneza e o prêmio principal do Festival de Toronto, tornando-se favorito disparado ao Oscar 2021. Road movie com influência de documentários, “Nomadland” é estrelado por Frances McDormand, que já tem dois Oscars na prateleira, por “Fargo” (1996) e “Três Anúncios para um Crime” (2017), como uma viúva sem rumo, viajando pelos EUA numa van durante a implosão financeira de sua cidade, estado e país. O elenco também inclui David Strathairn (“The Expanse”) e vários atores amadores que são nômades reais – alguns, inclusive, vistos no documentário “Without Bound – Perspectives on Mobile Living” (2014). Terceiro e último longa indie da diretora Chloé Zhao, vencedora do Gotham Award por “Domando o Destino” (2017), “Nomadland” encerra um ciclo na carreira da cineasta. Enteada da atriz chinesa Song Dandan (“O Clã das Adagas Voadoras”) e radicada nos EUA desde a adolescência, Zhao começa, depois deste filme, sua trajetória nos grandes estúdios de Hollywood com a superprodução da Marvel “Eternos”. O filme ganhou distribuição limitada em 4 de dezembro na América do Norte e o plano do estúdio é estender sua exibição até fevereiro, quando pretende lançá-lo em circuito mais amplo e no mercado internacional, inclusive no Brasil.

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    Chris Pratt vai ensinar karatê a outro “kid” no cinema

    9 de dezembro de 2020 /

    The cuida Karatê Kid. Chris Pratt vai ensinar outro garoto a lutar karatê no cinema. O astro das franquias “Guardiões da Galáxia” e “Jurassic World” vai estrelar e produzir “The Black Belt” (a faixa preta), uma comédia independente que vai acompanhar um adolescente tímido e despretensioso em busca de especialização em karatê. Para isso, contará com ajuda de um tio pouco ortodoxo que o guia ao longo do caminho. Pratt será o tiozão. O filme tem roteiro de Randall Green (“O Date Perfeito”), mas ainda não definiu seu diretor. “The Black Belt” é um dos primeiros projetos da Indivisible Productions, produtora fundada por Pratt e Jon Schumacher, que fechou um contrato de desenvolvimento com a Universal. A produtora também desenvolve o filme de ação “Saigon Bodyguards” em parceria com os Irmãos Russo (que dirigiram Pratt nos mais recentes filmes dos Vingadores) e a série “The Terminal List”, que será dirigida pelo cineasta Antoine Fuqua (com quem Pratt trabalhou em “Sete Homens e um Destino”).

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    Olivia Cooke e Jack O’Connell enfrentam nova pandemia em trailer dramático

    29 de novembro de 2020 /

    O estúdio indie IFC divulgou o trailer de “Little Fish”, filme sobre uma nova pandemia devastadora, mas a prévia sugere maior proximidade com o cultuado “Brilho Eterno de uma Mente sem Memórias” (2004) do que com o esperado “Contágio” (2011). Na trama, o relacionamento de um jovem casal é testado quando o mundo é repentinamente tomado por uma misteriosa pandemia que faz com que as pessoas percam suas memórias. Olivia Cooke (“Jogador Número 1”) e Jack O’Connell (“Invencível”) vivem o casal que tenta manter seu amor vivo quando um deles começa a mostrar sinais de perda de memória. O roteiro foi escrito por Mattson Tomlin (de “Power”, da Netflix) e a direção é assinada por Chad Hartigan, cujos filmes anteriores, “This Is Martin Bonner” (2013) e “Morris from America” (2016), foram premiados no Festival de Sundance. “Little Fish” será lançado simultaneamente nos cinemas e em VOD nos EUA, no dia 5 de fevereiro.

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    Estreias online: Top 10 da semana é festival de filmes premiados

    13 de novembro de 2020 /

    Pronto para um festival de cinema em casa? Mais da metade do Top 10 das estreias online da semana destaca obras premiadas e com aprovação superior a 90% no site Rotten Tomatoes – que tira sua média das principais críticas publicadas em inglês (nos EUA, Canadá, Reino Unido e eventualmente Austrália). É praticamente um esboço de lista de melhores do ano, com muitos títulos inéditos nos cinemas brasileiros, num leque de opções melhor que a seleção disponibilizada neste mesmo período nas salas de exibição. Para dar noção, até a diversão leve e natalina da Netflix é bem cotada. Confira abaixo os destaques da programação, acompanhados por seus respectivos trailers. Nunca Raramente Às Vezes Sempre | EUA | 2020 Premiado nos festivais de Sundance e Berlim, e com impressionantes 99% de aprovação no Rotten Tomatoes, o terceiro longa escrito e dirigido por Eliza Hittman (após “Parece Amor” e “Ratos de Praia”) é um dos principais destaques do cinema indie americano em 2020 e um dos filmes mais elogiados do ano. Traz Sidney Flanigan, recém-indicada ao prêmio de Revelação no Gotham Awards, como uma garota grávida que parte do interior da Pennsylvania para a cidade de Nova York em busca de auxílio médico para interromper sua gravidez não planejada, contando nessa jornada com apoio apenas de sua prima igualmente adolescente, vivida por Talia Ryder. As duas atrizes principais são estreantes, assim como a cantora Sharon Van Etten, que debuta no cinema. E todas arrebatam com suas performances, partindo os corações do público no processo. Emocionante. Disponível na Apple TV/iTunes O Candidato | Espanha | 2018 Vencedor de sete prêmios Goya (o Oscar espanhol), incluindo Melhor Roteiro, Direção e Ator, o filme de Rodrigo Sorogoyen é um retrato da corrupção política tão conhecida dos eleitores ibero-americanos. Antonio de La Torre (o José Mujica de “Uma noite de 12 anos”) vive um político que banca seu estilo de vida luxuoso com negócios ilícitos e ameaça destruir seu partido quando um jornal denuncia seus crimes. A crítica social é trabalhada em ritmo de thriller político, com um suspense que prende a atenção e justifica os 92% de aprovação entre a crítica norte-americana reunida no Rotten Tomatoes. Disponível na Apple TV/iTunes e Vivo Play Rainha de Copas | Dinamarca | 2019 A jovem cineasta May el-Toukhy dominou as premiações do cinema dinamarquês (o Bodil e o Robert Awards) com seu terceiro filme, também premiado pelo público no Festival de Sundance, que deu muito o que falar por seu tema polêmico. “Rainha de Copas” registra um relacionamento tabu entre uma mulher mais velha e seu enteado adolescente. O drama acaba pendendo para o suspense, ao retratar a protagonista como uma narcisista capaz de tudo para conseguir o que quer, sem pretender abrir mão de nada por isso. Tem 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. Disponível na Apple TV/iTunes, Google Play, MUBI, NOW, Vivo Play e YouTube Filmes A Camareira | México | 2018 Indicação mexicana ao Oscar de Filme Internacional deste ano, o drama da estreante Lila Avilés concentra-se na vida penosa e frustrante de Eve, uma jovem mãe solteira que trabalha como camareira num hotel de luxo, sem tempo para nada, nem mesmo para seu bebê, cuidado por outra pessoa. Invisível para muitos, ela trava uma luta diária diante da impessoalidade de uma rotina que nada mais é do que uma forma de prisão. Sua maior ambição é cuidar do andar das suites de luxo. Seu sonho é ficar com o vestido vermelho esquecido por uma hóspede. Mas, gradualmente, o descontentamento implícito de Eve com seu status começa a se manifestar de várias maneiras. Chamado de “perfeito” e “obra-prima” pela imprensa internacional, que lhe rendeu 99% de aprovação no Rotten Tomatoes, “A Camareira” é um filme de “clima”, em que a carga dramática se concentra no olhar da protagonista, vivida com empenho por Gabriela Cartol (“Eu Sonho em Outro Idioma”). Disponível na Vivo Play Rosa e Momo | Itália | 2020 A lendária atriz Sophia Loren não filmava desde o musical “Nine” (2009) e um telefilme de 2010 (“La Mia Casa è Piena di Specchi”), baseado numa obra de sua irmã. Perguntada se tinha se aposentado, a estrela dos clássicos “Duas Mulheres” (1960), “Ontem, Hoje e Amanhã” (1963) e “Um Dia Muito Especial” (1977) disse que apenas não tinha papéis que a fizessem querer interpretar. Pois aos 86 anos ela encontrou um motivo para voltar a atuar. Sua personagem, a Rosa do título em português, é uma sobrevivente do Holocausto que mantém uma creche em sua casa e encara o desafio de acolher Momo (Ibrahima Gueye), um menino de rua que a assaltou. Tudo o que o menino conhece é o mundo do crime até encontrar o afeto da mulher sofrida e ver a chance de pertencer a um lar pouco convencional. O filme é baseado no best-seller do escritor francês Romain Gary (1914–1980), autor de muitos romances adaptados pelo cinema – e a própria história de “Rosa e Momo” já tinha sido filmada anteriormente, em 1977, com o título brasileiro de “Madame Rosa, A Vida à Sua Frente”, trazendo outra grande atriz no papel principal: Simone Signoret (“As Diabólicas”). A nova versão foi adaptada pelo cineasta Edoardo Ponti (“Desejo de Liberdade”) e encantou a crítica, com 92% no Rotten Tomatoes. Disponível na Netflix Filhos da Dinamarca | Dinamarca | 2019 O thriller dramático aborda o efeito da propaganda de ódio contínua, mostrando diferentes perspectivas e pontos de vista de grupos radicais, numa escalada de violência que só alimenta mais violência. De um lado, terroristas muçulmanos promovem atentados na Europa. Do outro, movimentos neofascistas se fortalecem com discurso racista e anti-imigrantista, até o confronto inevitável. Com um roteiro forte e uma direção impactante, o filme de estreia do cineasta Ulaa Salim venceu o Bodil (o Oscar dinamarquês) e vários outros prêmios em festivais internacionais. Disponível na NOW Uma Invenção de Natal | EUA | 2020 Fantasia musical de Natal, o filme escrito e dirigido por David E. Talbert (que já fez “Um Natal Quase Perfeito”) conta com canções originais de John Legend para acompanhar a história de um lendário fabricante de brinquedos (Forest Whitaker, de “Pantera Negra”), cujas invenções fabulosas recebem muita admiração, até que seu antigo aprendiz, vivido por Keegan-Michael Key (“Meu Nome é Dolemite”), rouba sua criação mais valiosa. Pressionado a inventar algo revolucionário antes de falir, ele é salvo por sua neta, que descobre um brinquedo antigo e abandonado que é pura magia. O elenco ainda inclui Phylicia Rashad (“Creed”), Hugh Bonneville (“Downton Abbey”), Anika Noni Rose (“The Good Wife”), a menina estreante Madalen Mills e Ricky Martin, que dubla um boneco falante. Apesar de açucarado como bolo de Natal, o filme agrada sem enjoar, como demonstram seus 100% de aprovação. Disponível na Netflix A Febre | Brasil | 2019 Exibido pela primeira vez há 15 meses, no Festival Internacional de Locarno, na Suíça, quando Regis Myrupu conquistou o prêmio de Melhor Ator, “A Febre” é o longa de estreia da jovem cineasta Maya Da-Rin e também foi premiado nos festivais de Biarritz (França), IndieLisboa (Portugal), Lima (Peru), Chicago (EUA), Punta del Este (Uruguai), Pingyao (China), Rio e Brasília. Alinhado à tendência do realismo mágico sul-americano, o filme acompanha Justino (Myrupu), um indígena do povo Desana que trabalha como vigia em um porto de cargas e vive na periferia de Manaus. Muito branco para sua tribo, muito índio para os brancos, desde a morte da sua esposa Justino só tem a companhia da filha Vanessa, que está de partida para estudar Medicina em Brasília. Com a expectativa de ficar sozinho, ele é tomado por uma febre forte e passa a acreditar que uma criatura misteriosa segue seus passos. Durante o dia, ele luta para se manter acordado no trabalho. Esta dramatização das pressões da vida urbana também foi lançada nos cinemas. Disponível na Now e Vivo Play Baixo Centro | Brasil | 2018 Vencedor da Mostra de Tiradentes 2018, o filme de Ewerton Belico e Samuel Marotta segue a linha experimental que costuma ser celebrada no festival mineiro, levantando questões sobre violência, sociedade e vida urbana, mas sem reflexões profundas, por meio do encontro e separação de um casal. Disponível na Apple TV/iTunes, Google Play, NOW, Vivo Play e YouTube Filmes Carlinhos e Carlão | Brasil | 2020 A melhor das comédias do pacote nacional de novembro da Amazon tem pouca sutileza, mas diverte ao mostrar Luis Lobianco como Carlão, um machista homofóbico que se transforma ao entrar num armário novo, virando Carlinhos. Seu problema é que, de dia, ele volta a virar Carlão e precisa lidar com as situações causadas por Carlinhos. O primeiro filme protagonizado pelo humorista do “Vai que Cola” e projetos do Porta dos Fundos tem seus exageros, mas o experiente diretor Pedro Amorim (“Mato sem Cachorro”, “Divórcio”) ajuda a transformar esse “O Médico e o Monstro” LGBTQIA+ numa história necessária para os machões deste “país de maricas”. Disponível na Amazon Além destes títulos, dois destaques da semana passada, “Banana Splits” e “O Mistério de Silver Lake”, foram disponibilizados em mais plataformas (saiba mais sobre os dois filmes aqui).

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    Gotham Awards: Bacurau é indicado a prêmio de cinema indie dos EUA

    12 de novembro de 2020 /

    Tradicionalmente considerado pontapé inicial para a temporada de premiações de cinema dos EUA, o Gotham Awards, evento nova-iorquino que elege os melhores do circuito independente americano, divulgou os indicados de sua edição de 2021 nesta quinta (12/11) com uma surpresa brasileira. Apesar de lançado no ano passado, “Bacurau” emplacou indicação na categoria de Melhor Filme Internacional. O longa de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles vai disputar o troféu com “Lindinhas”, lançamento francês da Netflix que chegou a sofrer tentativa de censura de grupos evangélicos no Brasil e foi chamado de “pornografia infantil” por integrantes do governo Bolsonaro. Ambos os filmes tem credenciais premiadas. O brasileiro ganhou o Prêmio do Júri do Festival de Cannes e o francês rendeu o troféu de Melhor Direção para Maïmouna Doucouré no Festival de Sudance. Os outros filmes da categoria internacional são o russo “Uma Mulher Alta”, de Kantemir Balagov, o irlandês “Wolfwalkers”, de Tomm Moore e Ross Stewart, o italiano “Martin Eden”, de Pietro Marcello, e o mexicano “Identifying Features”, de Fernanda Valadez. A lista americana, por sua vez, destacou “First Cow”, de Kelly Reichardt, com quatro indicações. Mas o que mais chamou atenção foi que todos os cinco filmes selecionados para o prêmio principal tiveram direção feminina. Um feito histórico. Além do longa de Reichardt, a disputa ao prêmio de Melhor Filme Indie do ano inclui “Nunca Raramente Às Vezes Sempre”, de Eliza Hittman, “A Assistente”, de Kitty Green, “Relic”, de Natalie Erika James, e o favorito “Nomadland”, de Chloé Zhao – que já venceu o Leão de Ouro do Festival de Veneza. Vale destacar ainda a nomeação póstuma de Chadwick Boseman a Melhor Ator por “A Voz Suprema do Blues”, drama musical que estreia em 18 de dezembro na Netflix. A premiação vai acontecer em 11 de janeiro em Nova York num formato híbrido, ao estilo dos Emmy Awards, com apresentação presencial e participação virtual dos nomeados. Confira a lista completa dos indicados abaixo. Melhor Filme “Nunca Raramente Às Vezes Sempre” “First Cow” “A Assistente” “Nomadland” “Relic” Melhor Documentário “76 Days” “Time” “City Hall” “Our Time Machine” “A Thousand Cuts” Melhor Ator Riz Ahmed (“Sound of Metal”) Jesse Plemons (“Estou Pensando em Acabar com Tudo”) Chadwick Boseman (“A Voz Suprema do Blues”) John Magaro (“First Cow”) Jude Law (“The Nest”) Melhor Atriz Carrie Coon (“The Nest”) Yuh-Jung Youn (“Minari”) Nicole Beharie (“Miss Juneteenth”) Jessie Buckley (“Estou Pensando em Acabar com Tudo”) Frances McDormand (“Nomadland”) Melhor Ator/Atriz Revelação Sidney Flanigan (“Nunca Raramente Às Vezes Sempre”) Kingsley Ben-Adir (“One Night in Miami”) Jasmine Batchelor (“The Surrogate”) Orion Lee (“First Cow”) Kelly O’Sullivan (“Saint Frances”) Melhor Diretor Revelação Radha Blank (“The Forty-Year-Old Version”) Channing Godfrey Peoples (“Miss Juneteenth”) Alex Thompson (“Saint France”) Carlo Mirabella-Davis (“Swallow”) Andrew Patterson (“A Vastidão da Noite”) Melhor Roteiro “The Forty-Year-Old Version” “First Cow” “Má Educação” “A Vastidão da Noite” “Fourteen” Melhor Filme Internacional “Bacurau” “Uma Mulher Alta” “Lindinhas” “Wolfwalkers” “Martin Eden” “Identifying Features” Melhor Série Estreante de Formato Longo (episódios com mais de 40 min.) “The Great” “Immigration Nation” “P-Valley” “Unorthodox” “Watchmen” Melhor Série Estreante de Formato Curto (episódios com menos de 40 min.) “Betty” “Dave” “I May Destroy You” “Taste the Nation” “Work in Progress”

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