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    Atriz de Jogos Vorazes é assombrada por criança perdida em trailer de terror rural

    28 de agosto de 2018 /

    O estúdio indie Breaking Glass divulgou o pôster e o trailer do terror “Lost Child”, estrelado por Leven Rambin, uma das estrelas do elenco original de “Jogos Vorazes” (2012). Na trama, ela vive uma militar traumatizada que volta ao lar em busca do irmão, no interior rural do Missouri, mas quem encontra é um menino desconhecido, perdido ma floresta. Os moradores lhe alertam sobre o folclore local, que fala num demônio que se disfarça de criança para drenar vidas. Mas ela não dá ouvido às lendas e leva o menino para sua casa. O elenco também inclui Jim Parrack (“True Blood”), Taylor John Smith (“Sharp Objects”) e o menino estreante Landon Edwards. Roteiro e direção são de Ramaa Mosley, diretora de clipes clássicos, que assina seu segundo longa após a comédia “Loucos por Dinheiro” (2012). A estreia vai acontecer em 14 de setembro nos Estados Unidos e não há previsão para o lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Jessica Chastain vai voltar a filmar com o diretor de Vidas Cruzadas

    28 de agosto de 2018 /

    Tate Taylor, que dirigiu Jessica Chastain em “Vidas Cruzadas” (The Help), vai voltar a filmar a atriz em “Ava”, filme de ação indie que perdeu seu diretor original, o cineasta australiano Matthew Newton (“From Nowhere”), responsável pelo projeto. Newton, que também escreveu o roteiro, demitiu-se após pressão dos fãs da atriz nas redes sociais, que verberaram várias acusações de abuso e violência doméstica que pesam contra ele. O australiano assumiu-se culpado por ter agredido a namorada Brooke Satchwell em 2007. Na época, um psiquiatra testemunhou que o cineasta sofria de depressão e dificilmente voltaria a ser violento, o que ajudou a mantê-lo em liberdade. Desde então, porém, Newton foi acusado de assédio sexual e abuso por várias mulheres, incluindo outra namorada, Rachael Taylor, que conseguiu ordem de restrição contra o diretor. Chastain, que é produtora de “Eve”, convocou Taylor para assumir o projeto enquanto os dois discutiam planos para filmar “The Eyes of Tammy Faye”, cinebiografia de uma famosa tele-evangelista americana, agendado para depois do filme de ação. A trama de “Ava” ainda não foi divulgada. O filme também não tem cronograma de produção ou previsão de estreia. Jessica Chastain foi indicada a seu primeiro Oscar por seu papel em “Vidas Cruzadas”.

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  • Filme

    Ator de Shameless descobre que tem câncer e se apaixona em trailer de romance indie

    26 de agosto de 2018 /

    A produtora Good Deed divulgou o pôster e o trailer de “After Everything”, uma alternativa indie aos romances de doença que voltaram à moda após “A Culpa É das Estrelas” (2014). O filme é uma história de amor sobre uma garota que se apaixona por um cara com câncer. Na trama, Jeremy Allen White (de “Shameless”) vive um nova-iorquino de 23 anos que, no dia seguinte ao diagnóstico de um tipo raro de câncer, encontra uma linda garota no metrô (Maika Monroe, de “Corrente do Mal”) e se apresenta dizendo que tem câncer. O que começa como um estranho encontro acaba transformando-se em um romance que será testado nos próximos meses, já que ambos precisarão lidar com o tratamento contra a doença. “After Everything” tem roteiro e direção da dupla Joey Power e Hannah Marks. Os dois são estreantes nas funções, mas ela é bem conhecida como atriz, tendo estrelado diversas séries, de “Weeds” a “Dirk Gently’s Holistic Detective Agency”. O bom elenco da produção ainda inclui Marisa Tomei (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Joe Keery (“Stranger Things”), Gina Gershon (“Red Oaks”), Sasha Lane (“Docinho da América”), Olivia Luccardi (“The Deuce”), Dean Winters (“De Volta ao Jogo”), Sendhil Ramamurthy (“Heroes”) e Callie Thorne (“Os Mistérios de Laura”). Exibido no Festival SXSW, o filme estreia em 12 de outubro nos Estados Unidos e não há previsão de lançamento no Brasil.

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    Cruise: Trailer de drama indie embarca em rachas dos anos 1980 com a top model Emily Ratajkowski

    26 de agosto de 2018 /

    O estúdio indie Vertical divulgou o pôster e o trailer de “Cruise”, filme dirigido por Robert Siegel, mais conhecido por seu trabalho como roteirista dos dramas premiados “O Lutador” (2008) e “Fome de Poder” (2016), e estrelado pela top model Emily Ratajkowski (“Sexy por Acidente”). A trama se passa em Nova York durante o verão de 1987 e acompanha um adolescente de família trabalhadora italiana (Spencer Boldman, da série infantil “Lab Rats”) que passa os dias roubando sons de carros e disputando rachas nas ruas, até encontrar uma jovem linda, inteligente, rica e judia de Long Island, que se encanta com as emoções baratas e o jeito delinquente do rapaz. Mas ela não é a única atraída por sua imprudência. Ele também chama atenção de um gângster local. “Cruise” é o segundo longa dirigido por Siegel, após a cultuada comédia de humor negro “Big Fan”, estrelada por Patton Oswalt em 2009. A estreia está marcada para 25 de setembro nos Estados Unidos e não há previsão de lançamento no Brasil.

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    Filha do cantor do U2 estreia como protagonista em trailer de drama indie

    26 de agosto de 2018 /

    A Orchard divulgou o trailer e o pôster de “Paper Year”, primeiro filme protagonizado por Eve Hewson, filha do cantor Bono Vox, da banda U2. Após uma década dedicada à atuação, ela tem seu primeiro papel principal no drama indie canadense, que também marca a estreia na direção de Rebecca Addelman, roteirista da série “New Girl”. Na trama, a personagem de Hewson experimenta os altos e baixos do primeiro ano de um casamento realizado por impulso. O elenco inclui ainda Avan Jogia (série “Ghost Wars”), Andie MacDowell (“Quatro Casamentos e um Funeral”) e Hamish Linklater (“Legion”). “Paper Year” ainda não tem previsão de estreia. Mas Hewson estará bastante nos cinemas neste ano, coadjuvando em “Papillon”, “The True Adventures of Wolfboy” e “Robin Hood”, onde tem o papel de Lady Marian.

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    Trailer de Summer ’03 mostra atriz de A Barraca do Beijo em nova crise adolescente

    25 de agosto de 2018 /

    O estúdio indie Blue Fox divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Summer ’03”, drama adolescente estrelado por Joey King, que virou queridinha do público da Netflix após o sucesso de “A Barraca do Beijo”. A prévia registra os ritos de passagem típicos da adolescência, como a primeira morte na família e o primeiro amor, mas trata as crises com humor negro e dramaticidade, em vez do clima mais leve do saldão de comédias teens em voga no streaming. O filme é baseado nas lembranças da diretora e roteirista estreante Becca Gleason e acompanha uma garota de 16 anos (King), que descobre uma série de segredos da família no leito de morte da avó e tenta lidar com sua vida amorosa e manter os amigos próximos durante esse período de crise. O elenco inclui Andrea Savage (“Veep”), Paul Scheer (“The League”), June Squibb (“Nebraska”), Erin Darke (“Good Girls Revolt”) e Jack Kilmer (“Dois Caras Legais”), que é filho do ator Val Kilmer. “Summer ’03” teve première no Festival SXSW 2018 e será lançado direto em, sim, streaming em 28 de setembro nos Estados Unidos. Não há previsão de lançamento no Brasil.

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    Robert Redford se diverte assaltando bancos no trailer do último filme de sua carreira

    25 de agosto de 2018 /

    A Fox Searchlight divulgou o segundo trailer de “The Old Man and the Gun”, último filme estrelado por Robert Redford, que anunciou sua aposentadoria após este papel. O ator de 81 anos considerou a produção perfeita para encerrar sua filmografia, mas continuará ativo no desenvolvimento de projetos do Sundance Institute e do Festival de Sundance, que ele criou nos anos 1970. Com direção e roteiro de David Lowery, que dirigiu Redford recentemente em “Meu Amigo, o Dragão” (2016), o longa-metragem conta a história real de Forrest Tucker, famoso assaltante de bancos americanos que fugiu da prisão aos 70 anos de idade e cometeu uma série de assaltos que desafiaram a polícia. O elenco ainda conta com Sissy Spacek (série “Bloodline”), Casey Affleck (“Manchester à Beira-Mar”), Danny Glover (“2012”), Tika Sumpter (“Policial em Apuros”), Elizabeth Moss (série “The Handmaid’s Tale”) e o músico Tom Waits (“Sete Psicopatas e um Shih Tzu”). “The Old Man and the Gun” terá première mundial no Festival de Toronto 2018, chega aos cinemas americanos em 28 de setembro e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

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    Teaser dramático traz Lucas Hedges como filho drogado de Julia Roberts

    24 de agosto de 2018 /

    O estúdio indie Roadside Attractions divulgou o primeiro teaser de “Ben Is Back”, que mostra Julia Roberts (“Extraordinário”) na pele de uma mãe que tem que lidar com o inesperado retorno do filho (Lucas Hedges, de “Manchester à Beira-Mar”) em uma manhã de Natal. A curta prévia mostra que a reunião de família preocupa a irmã do rapaz, vivida por Kathryn Newton (de “Supernatural”). Isto porque Ben, de apenas 19 anos, tem um passado difícil como usuário de drogas. Segundo a sinopse, o drama se desenrola durante 24 horas e testa “o amor incondicional de uma mãe, que faz de tudo para proteger seu filho”. “Ben is Back” tem roteiro e direção de Peter Hedges, pai de Lucas Hedges, que assina seu primeiro filme dramático, após dirigir as comédias agridoces “Do Jeito que Ela é” (2003), “Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada” (2007) e “A Estranha Vida de Timothy Green” (2012). O elenco também conta com Courtney B. Vance (“American Crime Story”), Tim Guinee (“Elementary”) e a modelo Candace Smith (“America’s Next Top Model”). A première vai acontecer no Festival de Toronto, em 8 de setembro, antes do lançamento em circuito comercial em 7 de dezembro, a tempo de concorrer ao Oscar 2019. Ainda não há previsão de estreia no Brasil.

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    Ethan Hawke vive roqueiro aposentado em trailer legendado de comédia romântica

    15 de agosto de 2018 /

    A Diamond Filmes divulgou o trailer oficial legendado de “Juliet, Nua e Crua” (Juliet, Naked), disponibilizado há um mês nos Estados Unidos. Trata-se de uma nova comédia romântica adaptada de romance do escritor Nick Hornby. Como na adaptação de “Alta Fidelidade” (2000), a história também envolve um fã obcecado de rock. Mas há uma reviravolta. A idolatria de um homem de meia-idade por um cantor americano obscuro chamado Tucker Crowe, há muito aposentado, leva sua mulher jornalista a escrever uma crítica corrosiva do disco em que o roqueiro tenta voltar à ativa. Para surpresa dela, o próprio Crowe lhe contata por email para parabenizá-la pelo texto. Os dois ficam amigos, mais que amigos, e logo a mulher troca o marido pelo antigo ídolo de quem ele não parava de falar. Este é o provável The end, a se deduzir pelo trailer que, sim, é destes que conta toda a história. O triângulo é vivido por Chris O’Dowd (“O Paradoxo Cloverfield”) como o marido, Rose Byrne (“Vizinhos”) como a mulher e Ethan Hawke (“Boyhood”) como o roqueiro. Escrita e dirigida por Jesse Peretz (“O Ex-Namorado da Minha Mulher”), a comédia estreia já nesta sexta (17/8) nos Estados Unidos. O lançamento no Brasil está marcado para daqui a um mês, em 13 de setembro.

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    Diretor do novo filme de Jessica Chastain se demite sob pressão dos fãs da atriz

    10 de agosto de 2018 /

    O cineasta australiano Matthew Newton (“From Nowhere”) anunciou que não está mais trabalhando no filme “Eve”, a ser estrelado por Jessica Chastain (“Mama”). O diretor, que também escreveu o roteiro da produção, demitiu-se após pressão dos fãs da atriz nas redes sociais, que verberaram as várias acusações de abuso e violência doméstica que pesam contra ele. Newton se declarou culpado de ter agredido a namorada Brooke Satchwell em 2007. Na época, um psiquiatra testemunhou que o cineasta sofria de depressão e dificilmente voltaria a ser violento, o que ajudou a mantê-lo em liberdade. Desde então, porém, Newton foi acusado de assédio sexual e abuso por várias mulheres, incluindo outra namorada, Rachael Taylor. Em comunicado à imprensa, Newton reconheceu o “poder e importância” dos protestos contra ele. “Eu nunca poderei desfazer o mal que fiz para as pessoas que amei, e carrego essa vergonha comigo todos os dias”, escreveu. “Nos últimos oito anos, eu tenho trabalhado extensivamente com profissionais de saúde mental para me ajudar a superar o vício, a depressão e outros problemas”, continuou. “Nos últimos seis anos, tenho vivido uma vida quieta e sóbria. Tudo o que posso fazer agora é tentar compensar e, espero, contribuir para a mudança positiva que ocorre em nossa indústria.” Chastain foi anunciada como a estrela de “Eve”, descrito como um drama de ação, na semana passada. Ela também entrou como produtora do filme e, na ocasião, assinou um comunicado com sua parceira na Freckle Films, Kelly Carmichael, dizendo: “Matthew é maravilhosamente hábil em criar personagens complexos e relacionáveis. Somos fãs do trabalho dele e estamos muito felizes de ter uma parceria com ele em ‘Eve'”. O projeto pegou muito mal por Chastain ser uma das porta-vozes da iniciativa Time’s Up, que apoia vítimas de abuso sexual. Diversas pessoas também questionaram a conivência da atriz. O estúdio Voltage, que financiaria e distribuiria “Eve”, não se manifestou. A sinopse do filme não chegou a ser divulgada.

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    Filme de Arlequina pode ter definido seu vilão

    7 de agosto de 2018 /

    O próximo longa da Arlequina, que não será exatamente um filme solo, ganhou seu vilão. Supostamente, porque a informação vem de fontes de Umberto Gonzales, repórter que se especializou em “furos geeks” e seus desmentidos, e arma sua barraquinha atual no site The Wrap. O escolhido teria sido Máscara Negra, um dos adversários que se destacou nos mais recentes quadrinhos do Batman. Criado por Doug Moench e Tom Mandrake em 1985, o Máscara Negra já foi amigo de Bruce Wayne. Antes de se tornar vilão, Roman Sionis era herdeiro de uma empresa de cosméticos de Gotham. Mas teve o rosto desfigurado por uma nova linha de produtos que pretendia lançar e quase foi à falência após a morte de seus pais. Wayne resgatou o amigo comprando sua empresa, mas ele se tornou amargurado e, usando uma máscara construída da madeira do mausoléu dos pais, assumiu a identidade vilanesca. Sua melhor história foi “Jogos de Guerra”, em que roubou planos do próprio Batman para destruir sua concorrência e se tornar o poderoso chefão do crime de Gotham, buscando matar, no processo, os integrantes da família de vigilantes do herói de Gotham. Pesada, a história de 2004 o mostrou torturando a jovem heroína Spoiler, que chegou a ser considerada morta após este encontro. Até recentemente, a produção da Warner era chamada de “Untitled Harley Quinn Girl Gang Movie” (“filme sem título da gangue feminina da Arlequina”, em tradução livre). E, segundo fontes do site The Hollywood Reporter, o projeto seria uma espécie de versão feminina do “Esquadrão Suicida”. Mas novos detalhes surgiram, como o título “Aves de Rapina”(Birds of Prey, em inglês), grupo originalmente formado por Barbara Gordon (como Oráculo e Batgirl), Caçadora e Canário Negro, mas que também já incluiu Katana (presente em “Esquadrão Suicida”), além de algumas vilãs. Segundo rumores, o time principal de “Aves de Rapina” seria formado por Canário Negro, Caçadora, Renee Montoya, Cassandra Cain e Arlequina. O detalhe é que Cassandra Cain se tornou a segunda Batgirl, após Barbara ficar paraplégica num ataque do Coringa – em “A Piada Mortal”. Já Renee Montoya é uma criação da série animada de Batman, assim como Arlequina. Ao fazer sua transição para os quadrinhos, Montoya chegou a adotar a identidade do super-herói Questão, mas no último reboot voltou a ser a parceira do detetive Harvey Bullock na GCPD (polícia de Gotham). Recentemente, o estúdio confirmou Christina Hodson (“Paixão Obsessiva”) como roteirista e a cineasta indie chinesa Cathy Yan (“Dead Pigs”) como diretora. As filmagens devem iniciar no começo de 2019, mas a data de estreia ainda não foi definida.

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    Atriz de Lady Macbeth vai estrelar o próximo terror do diretor de Hereditário

    1 de agosto de 2018 /

    O diretor Ari Aster, responsável pelo impactante terror “Hereditário”, já começou a preparar seu segundo longa-metragem. E será mais um horror estrelado por uma ótima atriz. Revelação de “Lady Macbeth” (2016), a inglesa Florence Pugh confirmou o projeto durante sua participação no evento da TCA (Associação de Críticos de TV dos Estados Unidos), onde foi divulgar a minissérie “Littler Drummer Girl”. Depois, repercutiu no Twitter sua escalação como protagonista. “Esse papel vai ser incrível… Estou animada, nervosa e mal posso acreditar”, ela escreveu em sua conta da rede social. Veja abaixo. Segundo a revista Variety, o novo filme, ainda sem título oficial, será inspirado pelo clássico “O Homem de Palha” (1973), e mostrará um jovem casal em viagem pelo leste da Europa, onde encontra um bizarro culto pagão que mudará suas vidas para sempre. Além de Florence Pugh, o elenco trará Jack Reynor e Will Poulter (ambos de “Detroit em Rebelião”), William Jackson Harper (série “Good Place”), Ellora Torchia (“Os Cowboys”) e Archie Madekwe (série “Fresh Meat”). O elogiado “Hereditário”, estrelado por Toni Collette, se tornou um hit inesperado para a produtora A24. Feito por pouquíssimo dinheiro, já arrecadou US$ 79 milhões de bilheteria ao redor do mundo e virou o maior sucesso dos seis anos de existência do pequeno estúdio nova-iorquino, que vem se especializando no chamado “novo terror” – também lançou outro marco do gênero, “A Bruxa”, em 2015 – e dramas de prestígio, possuindo até um Oscar de Melhor Filme no currículo – “Moonlight”. And what a role this will be… god am I pumped/nervous/can’t believe this is happening. #smugpug https://t.co/1vJYmwNxXz — Florence Pugh (@Florence_Pugh) July 31, 2018

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    Ilha dos Cachorros é uma fábula riquíssima e original que só a ousadia de Wes Anderson podia criar

    26 de julho de 2018 /

    Wes Anderson comprova com “Ilha dos Cachorros” que é uma das vozes mais autônomas do cinema norte-americano na atualidade. Como construtor de um mundo próprio, com uma lógica própria, também não há muitos outros que possamos pôr ao lado dele. David Lynch? Tim Burton? Reconhece-se instantaneamente uma cena de um filme desse texano de Houston. Há uma simetria quase obsessiva nos enquadramentos, setas com marcações entrando e saindo da tela como se tivéssemos dentro do diário de um estudante de artes plásticas, colagens criativas se desdobrando, frases soltas de filosofia pop e literatura. Bastou sete filmes para ele consolidar essa marca e arregimentar um bando de admiradores, mas foi a partir de seu oitavo longa, “O Grande Hotel Budapeste”, que realmente o estilo de Anderson alcançou a plenitude. “Ilha dos Cachorros” é o filme imediatamente posterior. Se em “O Grande Hotel Budapeste” a reverência era ao escritor Stefan Zweig, agora é claramente o George Orwell de “A Revolução dos Bichos”. A diferença é que, em vez de uma fazenda, temos um Japão imaginário feito em stop-motion, e no lugar de galinhas, cavalos e porcos, os protagonistas são cães e gatos. Dá pra levar as crianças? Não. O filme é uma fábula política arrepiante. Uma alegoria sobre corrupção, autoritarismo, num mundo de políticos perversos, que depois de um surto de gripe canina e doenças variadas decidem jogar todos os cães numa ilha. Lá, eles são deixados ao Deus dará, praticam canibalismo, comem lixo e morrem por negligência. Enfim, é a materialização de um pesadelo. Para dar o exemplo, o prefeito de Nomura (uma Tóquio retrô-futurista) nobremente faz o cão de guarda, que deu de presente para seu enteado, Atari, de 12 anos, ser o primeiro cachorro a ser exilado na “Ilha dos Cães”. Desesperado, o menino (dublado por Koyu Rankin) ruma num pequeno aeroplano pra ilha, procurando por “Spots”, seu amado animal de estimação. Atari mal pousa o avião e é recebido por um quinteto de vira-latas assustadores. Os cães vivem um dilema, estão confusos entre a liderança do razoável Rex (Edward Norton) e o implacável Chef (Bryan Cranston, perfeito). “Vamos comer o menino, ou vamos ajuda-lo no ‘resgate’?”, Boss (Bill Murray) quer saber. Trabalhando a partir de uma história que Anderson inventou com Roman Coppola, Jason Schwartzman e o ator/DJ japonês Kunichi Nomura, o filme evoca os sacrifícios do bando de animais desgastados, feridos e famintos em uma peregrinação atrás do menino. Os cinco vira-latas apoiam a empreitada, mas isso não os impedem de se questionar a todo instante, o porquê de apoiar uma criança pertencente à raça que os abandonou. Bela indagação. Ela se instala na cabeça do espectador, agarra-os com força, obriga a paisagem a se abrir em planos inesperados, dotados de ordem e carregados de ameaça. Claro, já tínhamos visto do que o diretor é capaz de realizar com a animação em stop-motion com “O Fantástico Senhor Raposo”, sua divertida adaptação do conto de Roald Dahl em 2009. A técnica e a escola se encaixam perfeitamente ao estilo de Anderson. As minúcias do quadro a quadro se adaptam às suas tendências de controle, a tentativa de afinar todos os aspectos da mise-en-scène, para a arte da própria realidade em um fac-símile simétrico. Por que tentar dobrar um mundo de ação ao vivo para se adequar ao seu plano mestre quando você pode simplesmente criar um inteiramente da sua cabeça? Reunindo-se com o diretor de fotografia do “Senhor Raposo”, Tristan Oliver, bem como com alguns integrantes dos departamentos de animação daquele antigo deleite, “Ilha dos Cachorros” encontra sua graça inesperada, novamente, na colisão entre o adulto e o juvenil: Seus personagens podem ser governados por leis da física dos desenhos animados, desaparecendo nas nuvens de Tex Avery quando se desfazem, mas eles falam, agem e são impassíveis, autoconscientes e neuróticos. Enquanto Atari continua sua jornada na ilha, no continente, uma corajosa e sardenta estudante de intercâmbio americana (Greta Gerwig) descobre uma vasta conspiração corporativa. Ela é a única personagem humana que será claramente compreendida pelos não falantes do japonês; num mundo míope, regido pela malícia frívola dos pronunciamentos, a confusão linguística de Ilha dos Cachorros torna o filme mais engraçado. Grande parte do diálogo japonês não tem legendas, o que, para o público ocidental, gera um estranhamento, e apenas os cães tem os latidos dos cachorros “traduzidos para o inglês”. Tirando o menino e a estudante engajada, não há personagens ricamente desenvolvidos entre os bípedes. Mas entre os quadrúpedes a escala de emoções é maravilhosa. Até mesmo o mais assustador deles, Chef, projeta suas inquietações de forma tocante. Ele avisa: “Eu mordo”, mas há uma ponta de fragilidade no seu cinismo ácido. Quando o menino joga um graveto para Chef buscar, ele adverte: “Eu não vou fazer o que você quer!”. Mas logo em seguida, Chef corre atrás do graveto e o entrega para o garoto. “Ilha dos Cachorros” pode vir da mesma família biológica de “O Fantástico Senhor Raposo”, mas é de uma raça diferente: mais estranha e ambiciosa, mais escura no tom e seguindo uma paleta de cores mais requintada. Esqueça a alegria fofa dos filmes da Disney. Anderson prefere abraçar a qualidade crua da alegria, usando chumaços de algodão como fumaça e o enrugamento do plástico como água. Ele manda pro espaço a busca pelo fotorrealismo, e cria uma ode aos desesperançados. Sim, a direção de arte é limpa, simétrica, mas os bonecos são sujos, frágeis. Estão ali pra acabar com a arrumação. A invenção cosmética se estende ao seu vocabulário visual fluido, Anderson emprega quadros de estilo mangá durante o prólogo expositivo, flerta com animações 2D em estilo anime sempre que seus personagens aparecem em uma tela de televisão e impõe o estilo dos afrescos medievais em pergaminho quando retrocede para os primórdios do folclore nipônico. Pode-se argumentar que o Japão criado aqui é puro kitsch, não muito diferente da visão exótica da Índia que ele ofereceu em “Viagem a Darjeeling” (2007). Mas “Ilha dos Cachorros” não economiza nos acenos culturais, é um inventário completo de saque estético-poético da cultura japonesa em ritmo pulsante. Kurosawa amaria esse filme, principalmente nos trechos heroicos de proezas dos vagabundos (Anderson usa o tema de “Os Sete Samurais”, cada vez que os vira-latas superam uma dificuldade). A encantadora trilha de Alexandre Desplat, aliás, é magnífica. Desplast pontua a ação com tambores das festas de cerejeiras, os taikôs. De fato, há muita coisa para ver em “Ilha dos Cachorros”. Temos um tributo carinhoso e denso, a um Japão antigo e novo, real e irreal, mergulhado em pastiche e inventado a partir do zero. Um filme de esplendor humanista gostoso de ver. Apesar das crueldades que aponta, há um enorme gosto pela vida, uma entrega total aos chamados das ideias e às demandas do conflito humano. E, enfim, um brinquedos de corda meticulosamente trabalhado para golpear o queixo dos líderes corporativos. Anderson nunca tinha atacado o corporativismo capitalista com um petardo tão direto. Aqui, ele indica os cães com sua lealdade, amizade e decência como antidoto contra a natureza perversa do capital. Em “Ilha dos Cachorros”, a camaradagem canina parece se tornar mais íntima e mais terna com a percepção de que somos todos exilados numa margem inóspita da sociedade.

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