Don Murray, astro de “Nunca Fui Santa” e “Twin Peaks”, morre aos 94 anos
Don Murray, que estreou em Hollywood em “Nunca Fui Santa” (1956) ao lado de Marilyn Monroe, faleceu aos 94 anos na sexta-feira (2/2). Seu filho, Christopher, confirmou a notícia ao New York Times, embora detalhes sobre a causa e o local da morte não tenham sido imediatamente divulgados. Uma estreia santa Nascido em Hollywood, Califórnia, Murray começou sua carreira no teatro, onde chamou a atenção do diretor Joshua Logan. Sua estreia no cinema em “Nunca Fui Santa” foi logo como par romântico de Marilyn Monroe, interpretando Bo Decker, um ingênuo cowboy cuja paixão pela loira cativou o público. Nos bastidores, a dedicação de Murray impressionou Monroe que, apesar de suas conhecidas inseguranças, ajudou-o a enfrentar o nervosismo de seu primeiro grande filme, o que rendeu uma parceria memorável na tela. A performance não só estabeleceu Murray como um talento emergente em Hollywood, mas também demonstrou sua capacidade de trazer profundidade e vulnerabilidade a seus personagens, que seria explorada ao longo de sua carreira. Os bastidores da produção também aproximaram Murray da coadjuvante Hope Lange, com que ele se casou no mesmo ano. O casal teve dois filhos, Christopher e Patricia, mas se separou em 1961. Versatilidade em Hollywood Em seu segundo filme, “Despedida de Solteiro” (1957), ele demonstrou sua capacidade de mergulhar em personagens emocionalmente complexos, interpretando um jovem noivo que enfrenta uma série de dilemas pessoais e sociais na véspera de seu casamento. A comédia de Delbert Mann destacou a habilidade do ator em retratar vulnerabilidades masculinas, uma capacidade rara em Hollywood na época. Murray não se limitou a papéis de jovem galã. Ele rapidamente expandiu seu repertório com personagens desafiadores em filmes como “Cárcere Sem Grades” (1957), de Fred Zinnemann, onde interpretou um veterano da Guerra da Coreia lutando contra o vício em drogas. Em “Almas Redimidas” (1961), de Irvin Kershner, viveu um padre às voltas com gangues de rua. E em “Tempestade Sobre Washington” (1962), de Otto Preminger, explorou o drama político, retratando um senador idealista confrontado com a corrupção e os dilemas morais na capital dos Estados Unidos. Murray não se restringiu a dramas intensos. Seu talento também brilhou em westerns como “Caçada Humana” (1958), de Henry Hathaway, vivendo um cowboy fugitivo, em thrillers de ação como “Fuga de Berlim Oriental” (1962), de Robert Siodmak, em que tentou escapar do regime comunista por um túnel sob o Muro de Berlim, e “O Gênio do Mal” (1964), de Robert Mulligan, no papel de um delegado, em aventuras de época, como “A Rainha dos Vikings” (1967) e até na sci-fi, como “A Conquista do Planeta dos Macacos” (1972), onde interpretou o antagonista. Esses filmes destacaram sua capacidade de adaptar-se e brilhar em diferentes estilos narrativos. Carreira televisiva Depois de trabalhar com alguns dos maiores diretores de sua época, Murray sentiu uma queda na qualidade dos projetos e no destaque de seus papéis e decidiu apostar em filmes feitos para a TV, um formato que ganhava popularidade nos anos 1970. Ele estrelou diversos desses filmes, assumindo papéis principais que lhe permitiram explorar temas complexos e personagens profundos, muitas vezes com um pano de fundo social, como “The Intruders” (1970), na pele de um veterano da Guerra do Vietnã que retorna à sua cidade natal no Texas, apenas para se deparar com conflitos de terra e tensões raciais. Ele também participou da minissérie “A Conquista do Oeste” (1976), premiada com dois Emmys, e fez parte do elenco de “Knots Landing”, spin-off da popular série “Dallas” lançada em 1979. Seu personagem em “Knots Landing”, Sid Fairgate, era o patriarca amável e sensato da família Fairgate nas primeiras temporadas da série, que se passava numa comunidade suburbana fictícia na Califórnia. Marido e pai dedicado, Sid oferecia um contraponto estável às várias intrigas e dramas que permeavam a série. Entretanto, teve uma morte trágica na 3ª temporada, em um acidente de carro que teve um impacto profundo tanto nos personagens da atração quanto nos espectadores. O ator voltou ao cinema em 1986 a convite de Francis Ford Coppola, para interpretar o pai de Kathleen Turner, protagonista de “Peggy Sue – Seu Passado a Espera”. Mas a participação no filme foi uma rara exceção, já que Don Murray se dedicou principalmente à televisão nos últimos anos, onde atuou sem parar até 2001. O retorno em Twin Peaks Ele já estava aposentado quando ressurgiu 16 anos depois no revival de “Twin Peaks”, onde interpretou Bushnell Mullins, o chefe e mentor de Dougie Jones, uma das personas de Dale Cooper (Kyle MacLachlan). O personagem se tornou um favorito dos fãs e demonstrou que o talento do ator não havia diminuído com o tempo. A decisão de abandonar a aposentadoria em 2017 foi motivada pela oportunidade única de trabalhar com David Lynch, retomando sua trajetória inicial de trabalhar com grandes mestres. Murray foi atraído pela chance de mergulhar no universo único de Lynch, aos 88 anos. E as últimas palavras do protagonista Dale Cooper para o personagem de Murray na série serviriam perfeitamente de despedida para o ator: “Você é um bom homem, Bushnell Mullins. Não esquecerei tão cedo sua gentileza e decência.”
Phillys Coates, primeira Lois Lane da TV, morre aos 96 anos
Phyllis Coates, primeira intérprete de Lois Lane na televisão, morreu na quarta-feira (11/10) aos 96 anos. A causa da morte foi natural, conforme informou sua filha Laura Press em comunicado. Coates, que também atuou no cinema, deixa um legado que se estende por várias décadas nas telas. Começo da carreira Nascida em Wichita Falls, Texas, Coates iniciou sua carreira no entretenimento como corista e atriz de vaudeville, antes de marcar época como atriz na primeira novela da TV americana, “Faraway Hill”, em 1946. Ela estreou em Hollywood como figurante no thriller criminal “Armadilha Fatal” (1948) e atuou em mais de uma dezena de papéis não creditados, antes de virar, de uma hora para outra, protagonista de westerns independentes, como “O Facínora de Nevada”, “Salteadores Encobertos” e “Chicote de Prata” (todos de 1951). Salva por Superman Seu grande papel veio da mesma forma, numa modesta produção indie, do estúdio Lippert Pictures, rodada em preto e branco, com baixo orçamento e menos de uma hora de duração: “Superman and the Mole Man” (1951), o primeiro longa-metragem (não seriado) de um herói da DC Comics. O filme fez tanto sucesso que virou uma série de TV no ano seguinte, “As Aventuras do Super-Homem” (Adventures of Superman), que manteve os dois intérpretes principais do longa-metragem, George Reeves como Clark Kent/Superman e Phyllis Coates como Lois Lane. A série foi um sucesso imenso, mas aos 25 anos Coates não gostou de enfrentar seus desafios físicos. “Éramos quase explodidos, espancados, explodidos, explorados. Acho que era porque éramos jovens e ingênuos, mas aguentamos muita coisa”, disse a atriz no livro “Science Fiction Stars and Horror Heroes” de Tom Weaver. Ela também revelou que quatro ou cinco episódios eram frequentemente filmados de uma só vez, o que a levou a usar o mesmo figurino em várias cenas. Decisão de deixar o papel Apesar do êxito e da oferta para retornar para a 2ª temporada com um salário significativamente maior, Coates decidiu não continuar. “[O produtor] Whitney Ellsworth me ofereceu cerca de quatro ou cinco vezes o que eu estava ganhando se eu voltasse. Mas eu realmente queria sair de Superman”, afirmou em entrevista. Ela foi substituída por Noel Neill, que foi a primeira Lois Lane do cinema, nos seriados de aventura “Super-Homem” (1948) e “O Homem-Atômico contra o Super-Homem” (1950). Carreira depois de Superman Após sua saída, Coates voltou ao cinema, atuando em filmes cultuados da era trash original, como “A Mulher Pantera” (1955), o famoso “Girls in Prison” (1956), “I Was a Teenage Frankenstein” (1957) e o incrivelmente ruim “The Incredible Petrified World” (1959). Ela acabou voltando à TV nos anos 1960, fazendo aparições em várias séries de televisão como “Perry Mason”, “Os Intocáveis”, “The Patty Duke Show”, “O Homem de Virgínia”, “Gunsmoke” e outras produções clássicas. A fase televisiva foi duradoura e ela nunca mais voltou ao cinema. Mas, em 1994, retornou ao universo de Superman, ao fazer uma participação especial na série “Lois & Clark: As Novas Adventuras de Superman”, interpretando a mãe da Lois Lane (Teri Hatcher). Coates foi casada quatro vezes, e todos os casamentos terminaram em divórcio. Seus ex-maridos incluem o diretor de TV Richard L. Bare e o médico Howard Press. Ela era a última sobrevivente do elenco original da série “As Aventuras do Super-Homem”.
Martin Scorsese quer luta de cineastas contra adaptações de quadrinhos
O diretor Martin Scorsese, de filmes clássicos como “Táxi Driver” e “Os Bons Companheiros”, voltou a criticar a “onipresença” de filmes baseados em quadrinhos e a cultura de franquias em Hollywood. Em uma entrevista para a revista GQ, ele expressou preocupação com o futuro do cinema independente e de arte. “O perigo é o que isso está fazendo com nossa cultura”, disse ele. “Porque vão existir gerações agora que pensam que filmes são apenas esses — que é isso que são filmes.” Scorsese argumenta que a predominância de blockbusters pode contribuir para a erradicação de filmes menores e independentes do cenário cinematográfico. “Eles já pensam assim”, continuou ele. “O que significa que temos que então lutar mais forte. E isso tem que vir do nível de base. Tem que vir dos próprios cineastas.” Ele cita exemplos. “E você terá, sabe, os irmãos Safdie, e você terá Chris Nolan, entende o que eu quero dizer? E ataque de todos os lados. Ataque de todos os lados e não desista. Vamos ver o que você tem. Vá lá e faça. Vá reinventar. Não reclame sobre isso, porque é verdade, temos que salvar o cinema.” Reações e ironias A declaração de Scorsese gerou diversas reações, incluindo a do diretor Scott Derrickson (“Doutor Estranho”), que apontou a ironia de Scorsese pedir que cineastas “lutem” contra a cultura de filmes de quadrinhos enquanto cita Christopher Nolan, diretor de uma das trilogias de super-heróis mais icônicas de todos os tempos. Derrickson postou na rede social X: “Lute contra a cultura de filmes de quadrinhos apoiando o diretor da trilogia Batman.” A citação de Scorsese a Nolan se deve ao sucesso recente do filme “Oppenheimer”. Entretanto, o próprio desempenho do longa serve como um contraponto à narrativa de que apenas blockbusters baseados em quadrinhos atraem o público, mostrando que ainda há espaço para dramas tradicionais no mercado dominado por filmes de quadrinhos.
Emmy 2023 é adiado para janeiro devido às greves de Hollywood
A Academia de TV dos Estados Unidos oficializou o adiamento da cerimônia do Emmy 2023 para 15 de janeiro de 2024, em decorrência das greves de atores e roteiristas de Hollywood. A notícia veio acompanhada de uma nova arte com a data do evento e coloca o Emmy no coração da temporada de premiações de 2024, acontecendo uma semana depois do Globo de Ouro (marcado para 7 de janeiro) e um depois do Critics Choice Awards (em 14 de janeiro). A nova data escolhida para o Emmy é uma segunda-feira, dia 15 de janeiro, no recém-renomeado Peacock Theater at LA Live. A data coincide com o Dia de Martin Luther King Jr., feriado nacional nos Estados Unidos. Essa é a primeira vez que o Emmy sai de sua janela tradicional (em setembro) desde 2001, quando os ataques terroristas em Nova York obrigaram a academia a adiar a premiação. O adiamento significa que os indicados ao Emmy terão muito mais tempo para fazer suas campanhas, se as greves permitirem. Conflito com o Globo de Ouro Além da cerimônia oficial, o Creative Arts Emmys, evento separado do principal focado nas categorias técnicas, vai acontecer em duas noites separadas, em 6 e 7 de janeiro. Isso coloca a cerimônia no mesmo fim de semana do Globo de Ouro, marcando uma situação inédita. Ambas as transmissões ao vivo do Primetime Emmys e as cerimônias pré-gravadas do Creative Arts estão migrando para janeiro, com a esperança de que as duas greves de Hollywood sejam resolvidas até lá. Vale lembrar que a AMPTP (Aliança dos Produtores de TV e Cinema dos EUA) se reuniu brevemente com os roteiristas apenas uma vez nos 101 dias da greve. Além disso, os estúdios e os atores não tiveram nem isso desde que a greve destes começou em 12 de julho. A série “Succession”, da HBO, lidera as indicações deste ano, com 27 nomeações, incluindo Melhor Drama e três indicações para ator principal. “The Last of Us” aparece a seguir com 24 indicações e a 2ª temporada de “The White Lotus” com 23, reforçando o enorme domínio da HBO no Emmy 2023. O predomínio só é quebrado na categoria de Melhor Comédia, onde “Ted Lasso”, da Apple TV+, conseguiu 21 indicações, sendo a comédia mais reconhecida do ano.
Ator de “Meus Sogros Tão pro Crime” diz que Marvel “arruinou as comédias”
Adam Devine, conhecido por seus papéis em comédias como “A Escolha Perfeita” (2012) e o recente lançamento da Netflix “Meus Sogros Tão pro Crime”, expressou sua opinião sobre a atual situação das comédias em Hollywood durante sua participação no podcast “This Past Weekend”, apresentado por Theo Von. O ator fazia a divulgação de seu filme na Netflix quando compartilhou sua teoria de que os filmes da Marvel e o gênero de super-heróis em geral acabaram por ofuscar e, de certa forma, substituir as comédias tradicionais de Hollywood. Marvel: a nova face da comédia? Devine observou que, devido à grande quantidade de humor presente em filmes da Marvel, como as franquias “Homens Formiga” e “Guardiões da Galáxia”, esses longas acabaram se tornando as novas comédias de Hollywood, na percepção do público. “Você assiste a comédias hoje em dia e pensa: isso não é uma comédia de verdade”, disse Devine. “Onde estão as piadas? Onde estão os momentos engraçados? Ainda existem bons programas de comédia, mas comédias cinematográficas… é difícil. Minha teoria: acho que a Marvel arruinou. Sinto que os filmes de super-heróis arruinaram as comédias.” Ele continuou, destacando a diferença de orçamento entre os dois gêneros: “Você vai ao cinema e espera assistir algo que custou US$ 200 milhões para ser produzido, e comédias não são assim. Então você pensa: ‘Por que gastaria a mesma quantia para assistir a uma pequena comédia no cinema se posso gastar isso e ver algo que vale US$ 200 milhões?’ E eles ainda fazem esses filmes meio engraçados, tipo, ‘Meu Deus, aquele guaxinim está falando? Isso é hilário!’ E é [hilário] mesmo, mas não é uma comédia de verdade.” A escassez de comédias em Hollywood O ator também ressaltou a drástica redução no número de comédias lançadas nos cinemas nos últimos anos. “Todos os estúdios costumavam lançar várias comédias por ano”, observou Devine. “E havia cerca de 45 comédias nos cinemas por ano. Então, toda semana, havia uma nova comédia nos cinemas. No ano passado, foram apenas 6 ou 7. É loucura.” Segundo Devine, seu novo filme “Meus Sogros Tão pro Crime”, produzido pela Happy Madison, empresa de Adam Sandler, é mais próximo das comédias de Hollywood que costumavam existir. O filme, que faz uma abordagem de ação às comédias de sogros, estilo “Entrando numa Fria” (2000), conta com um elenco de peso, incluindo Pierce Brosnan (“Adão Negro”), Nina Dobrev (“The Vampire Diaries”) e Ellen Barkin (“Animal Kingdom”). Devine interpreta um gerente de banco prestes a se casar com o amor de sua vida, mas a relação é complicada por um assalto ao banco em que trabalha, que pode ter ligações com os pais de sua noiva. O filme já está disponível na Netflix. Veja abaixo a íntegra da entrevista do podcast.
Astros de Hollywood doam US$ 15 milhões para apoiar greve dos atores
Astros de Hollywood estão respondendo ao chamado da Fundação SAG-AFTRA, doando US$ 1 milhão ou mais cada um para ajudar seus colegas artistas durante as greves contínuas de atores e escritores. A fundação anunciou na quarta-feira que, nas últimas três semanas, arrecadou mais de US$ 15 milhões de uma crescente lista de doadores de US$ 1 milhão para o Programa de Assistência Financeira de Emergência da Fundação. Entre os doadores estão Dwayne “The Rock” Johnson, George e Amal Clooney, Luciana e Matt Damon, Leonardo DiCaprio, Hugh Jackman e Deborra-lee Furness, Nicole Kidman, Jennifer Lopez e Ben Affleck, Ryan Reynolds e Blake Lively, Julia Roberts, Arnold Schwarzenegger, Meryl Streep e Oprah Winfrey. Apoio em tempos de crise “Com o apoio de algumas das maiores estrelas de Hollywood, a Fundação está se preparando para trazer ajuda e esperança a milhares de atores profissionais enfrentando uma tremenda dificuldade econômica”, disse a organização em um comunicado divulgado nesta quarta (2/8). Courtney B. Vance, presidente da Fundação SAG-AFTRA, afirmou: “A indústria do entretenimento está em crise e a Fundação SAG-AFTRA está atualmente processando mais de 30 vezes o nosso número usual de pedidos de ajuda de emergência. Recebemos 400 inscrições apenas na última semana. Nosso Programa de Assistência Financeira de Emergência está aqui para garantir que os artistas em necessidade não percam suas casas, tenham a capacidade de pagar por serviços públicos, comprar alimentos para suas famílias, comprar medicamentos que salvam vidas, cobrir contas médicas e mais. É um desafio enorme, mas estamos determinados a enfrentar este momento. Por mais de 38 anos, a Fundação tem sido uma rede de segurança para nossa comunidade durante seus momentos mais desafiadores, e assim como a pandemia da Covid, essa paralisação do trabalho amplifica as condições de vida precárias e o estresse financeiro de muitos atores vivendo de salário em salário.” Solidariedade entre artistas Dwayne Johnson ajudou a iniciar a campanha com uma doação de sete dígitos, disse Vance, observando que Streep e George Clooney, dois apoiadores de longa data da fundação e líderes de seu Conselho de Atores, então “deram um passo à frente com doações de US$ 1 milhão, e-mails e muitos apelos à ação para mobilizar outros a doar generosamente. Superamos nossa meta inicial porque nosso povo está se unindo, mas ainda não terminamos. Nossa arrecadação de fundos continuará para atender às necessidades avassaladoras de nossa comunidade agora e no futuro.” Além da doação, Streep e Clooney pediram às empresas que encerrem as greves. Declarações dos doadores “Eu me lembro dos meus dias como garçom, faxineiro, datilógrafo, até mesmo do meu tempo na fila do desemprego”, disse Streep em um comunicado. “Nesta ação de greve, tenho a sorte de poder apoiar aqueles que vão lutar em uma ação longa para se sustentar contra Golias. Vamos nos manter fortes juntos contra essas poderosas corporações que estão empenhadas em tirar a humanidade, a dignidade humana, até mesmo o humano de nossa profissão. Tenho mais orgulho de meus colegas atores que imediatamente se ofereceram para financiar o Programa de Assistência Financeira de Emergência.” “Estamos prontos para voltar à mesa e fazer um acordo justo com a AMPTP”, disse Clooney. “Até lá, tenho orgulho de poder apoiar a Fundação SAG-AFTRA e meus colegas atores que podem estar passando por dificuldades neste momento histórico. Estivemos nos ombros de pessoas como Bette Davis e Jimmy Cagney e é hora de nossa geração retribuir. Não posso agradecer o suficiente a Courtney por sua determinação em montar este esforço, jogando luz sobre o custo humano que está acontecendo agora, e como podemos trabalhar juntos para aliviar parte da dor e do sofrimento.” As paralisações em Hollywood começaram quando o Sindicato dos Escritores (WGA) entrou em greve contra a Aliança dos Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP) em 2 de maio. A organização foi seguida pelo Sindicato dos Atores (SAG-AFTRA) em 14 de julho.
Estúdios de Hollywood tomam decisão drástica sobre greve de roteiristas: “Deixar sangrar”
A greve dos roteiristas dos EUA está longe de acabar. De acordo com um reportagem do Deadline, os estúdios não têm o menor interesse em negociar as exigências do Sindicato dos Roteiristas dos EUA (WGA, na sigla em inglês) no momento. O movimento teve início em maio e tem paralisado diversas produções, desde programas de televisão até produções do cinema. “Acho que estamos diante de uma greve longa, e eles vão deixar sangrar”, informou uma fonte ligada aos estúdios, enquanto outra definiu a atitude como um “mal necessário e cruel”. As informações apontam que os grandes estúdios – como Netflix, Warner Bros., Disney, HBO, etc – acreditam que o desespero dos roteiristas e a piora nas dificuldades financeiras vão resultar na desistência da greve. “O objetivo final é permitir que as coisas se arrastem até que os membros do sindicato comecem a perder seus apartamentos e casas”, revelou um executivo de estúdio, que não quis se identificar. Apesar da quantidade significativa de dinheiro perdida com o atraso das produções, os estúdios permanecem se recusando a atenderem as reivindicações dos escritores, por considerarem que pode sair mais caro a longo prazo. Possível greve dos atores Esta avaliação chega em meio ao começo de uma possível greve dos atores de Hollywood. Nas próximas semanas, o Sindicato dos Atores de Cinema e Televisão e Artistas de Rádio e Televisão dos Estados Unidos (SAG-AFTRA, na sigla em Inglês) vai decidir se deflagrará o movimento. Embora a greve dos roteiristas tenha interrompido o trabalho em inúmeras produções ao redor do mundo, as filmagens continuam em projetos com roteiros já finalizados. No entanto, se os atores decidirem entrar em greve, as produções terão que ser totalmente interrompidas, independentemente do status da escrita. Com a repercussão da situação, as premiações também correm o risco de sofrerem adiamentos. Apesar do anúncio dos indicados ao Emmy nesta quarta (12/7), o evento pode ser empurrado para novembro ou janeiro de 2024 pela Academia de Artes e Ciências Televisivas, que organiza a premiação ao lado da Fox, emissora que transmite a entrega do prêmio nos Estados Unidos. Exigências dos roteiristas Nos últimos anos, a indústria do entretenimento passou por diversas mudanças com a ascensão dos streamings. Como consequência, os pagamentos dos roteiristas não acompanharam os ajustes da inflação ou o novo ritmo estabelecido. Com a produção de séries com temporadas mais curtas, os salários se tornaram cada vez menores. Outro fator é a falta de pagamento por ganhos residuais – ou seja, a remuneração por reprises, que já ocorre na TV, não existe no streaming que disponibiliza séries por tempo ilimitado. Em produções da Netflix, por exemplo, os roteiristas ganham um valor fixo pelo seu trabalho e não tem direito a nada mais. Além disso, as exigências também englobam uma regulamentação do uso de Inteligência Artificial para a escrita de roteiros. Atualmente, o WGA pede uma lei que proíba o uso de IA para escrever ou adaptar um texto, evitando a substituição dos escritores pelas novas tecnologias.
Tom Holland revela problema com álcool e justifica afastamento de Hollywood
Tom Holland surpreendeu com revelações sobre uma batalha contra o alcoolismo. As declarações foram feitas pelo interprete do Homem-Aranha durante uma entrevista ao podcast “On Purpose With Jay Shetty”, divulgado na última segunda-feira (10/7). O ator ainda explicou as razões que o levaram a querer se afastar de Hollywood nos últimos anos para preservar sua privacidade. “Tudo o que eu conseguia pensar era em beber. Isso realmente me assustou”, confessou. “Eu simplesmente pensei, ‘Nossa, talvez eu tenha um pequeno problema com álcool'”. Ele explicou que percebeu o problema após um Natal “muito, muito cheio de bebidas”. Com isso, o ator decidiu ficar o mês de janeiro sem consumir álcool de forma alguma. Segundo ele, a tentativa de ficar sóbrio nesse período foi extremamente desafiadora. “Eu sentia que não podia ser sociável”, disse. “Sentia que não podia ir ao pub e tomar um refrigerante com limão. Não podia sair para jantar. Estava realmente, realmente lutando. Comecei a ficar realmente preocupado que talvez eu tivesse um problema com álcool”. Mesmo com a dificuldade, ele decidiu estender o tempo sóbrio por dois meses e, posteriormente, por seis meses. Quando chegou no mês de junho, no qual também comemora seu aniversário, ele percebeu que estava melhor sem beber. “Eu estava o mais feliz que já estive na minha vida”, afirmou. “Eu conseguia dormir melhor. Eu conseguia lidar melhor com problemas. Coisas que dariam errado no set, que normalmente me abalariam, eu conseguia levar de forma mais tranquila”, detalhou. “Tinha uma clareza mental muito melhor. Me sentia mais saudável, mais em forma… Eu meio que me perguntava, ‘Por quê? Por que estou escravizado por essa bebida? Por que estou tão obcecado pela ideia de beber?'”. Com isso, o ator confirmou que não ingere mais nenhuma bebida alcoólica e recebe muito apoio das pessoas próximas a sua vida. Sua mãe, Nikki Holland, se inspirou na mudança e também decidiu parar de beber. “Ela está adorando, e tem sido incrível”, celebrou. Afastamento de Hollywood Apesar da carreira promissora, o ator declarou que tem muitos receios com a indústria e que faz o possível para se afastar do olhar público nos últimos anos. “Olha, eu realmente sou um grande fã de fazer filmes, mas eu realmente não gosto de Hollywood, não é para mim”, afirmou. “O negócio realmente me assusta. Entendo que faço parte desse negócio e gosto do meu tipo de interação com ele”. Ele ainda explicou que viu muitos colegas do ramo “se perderam no caminho” e não quer seguir da mesma forma. “Eu vi tantas pessoas virem antes de mim e se perderem, e eu tive amigos com quem cresci que não são mais meus amigos, porque eles se perderam neste negócio”, disse. Desde que conquistou a fama pelo papel de Homem-Aranha no MCU, o ator lida com os altos e baixos da vida pública. Anteriormente, ele já chegou a ficar afastado das redes sociais durante meses. Em relação aos eventos sociais, como premières, ele prefere comparecer as que são “realmente necessárias” e que ele esteja envolvido na produção. Ele ressaltou que prioriza a sua privacidade – e do seu relacionamento com Zendaya. “Meu relacionamento é o que eu mais considero sagrado, não falo sobre isso”, declarou. “Eu tento o meu melhor para manter isso o mais privado possível, nós dois sentimos fortemente que essa é a maneira mais saudável de seguirmos em frente como um casal”.
Incêndio causa explosão e queda de energia nos estúdios da Warner
Os estúdios da Warner Bros. em Burbank, na Califórnia, foram cenário de um incêndio alarmante na tarde desta sexta-feira (30/6). De acordo com o site The Hollywood Reporter, o incidente aconteceu após um transformador explodir no estacionamento do estúdio e chamou a atenção com uma enorme nuvem cinza cobrindo o local. As informações apontam que pessoas próximas ao local ouviram o barulho da explosão por volta das 14h e imediatamente ligaram para o Departamento de Bombeiros. Segundo os portais de notícias americanos, o fogo foi controlado em 30 minutos e não causou danos aos prédios. Além disso, não houve relato de pessoas feridas. Fumaça negra Nas redes sociais, imagens da Warner envolta em fumaça viralizaram, deixando os internautas chocados com a enorme nuvem cinza vinda do local. De acordo com o Daily Mail, um usuário do Twitter afirmou ter ouvido um “grande estrondo” e que a energia “cintilou” antes que o céu se enchesse com a fumaça. Outros também afirmaram que as luzes foram afetadas em alguns quarteirões em torno do famoso estúdio. Algumas fontes afirmaram ao Deadline que a explosão acabou causando uma perda de energia temporária no local. Causa do incêndio Ainda sem uma causa revelada, o acontecimento foi considerado como um “acidente” pelas autoridades, mas as investigações devem continuar, segundo o canal Fox de Los Angeles. Vale mencionar que a Califórnia está lidando com um verão desafiador e se prepara para receber fortes ondas de calor. Durante esse período do ano, a temperatura da região causa secas e diversos incêndios florestais. ATUALIZAÇÃO 🚨 Um incêndio decorrido de um curto circuito nos estúdios da Warner Bros. deixou uma nuvem de fumaça sobre o lote em Burbank. Os bombeiros conseguiram conter o incêndio. NÃO houve feridos. pic.twitter.com/Ubz3EsQEVe — DC Brasil – Fan Account (@_DCCBRASIL) June 30, 2023 RIGHT NOW: Major fire at @wbpictures To all employees, contract workers, and picketers, STAY SAFE!@warnerbros @WGAWest @PreWGAStrike @wgastrikeunite #wb #warnerbros #fire #backlotfire #soundstagefire pic.twitter.com/fLbvVsypdT — Erik Deutscher (@ErikTheAnimal) June 30, 2023 Fire breaks out on Warner Bros. Discovery Studio lot. (Via: Deadline) pic.twitter.com/vapX3H6YIV — The Hollywood Handle (@hollywoodhandle) June 30, 2023 Bad fire happening on the Warner Bros lot pic.twitter.com/F453upv6oU — chris kidder (@chriskidder) June 30, 2023
Ryan Murphy, criador de “Dahmer”, troca Netflix por Disney
Ryan Murphy, criador de vários sucessos recentes do streaming, como “Dahmer: Um Canibal Americano” e “Bem-Vindos à Vizinhança”, decidiu deixar a Netflix após o fim do seu contrato de R$ 300 milhões. O acordo teve um período de vigência de cinco anos para Murphy desenvolver diversas produções no streaming. Sem interesse de renovar o compromisso, o megaprodutor preferiu se juntar a uma das principais concorrentes da Netflix: a Disney. De acordo com a imprensa americana, Murphy está discutindo um novo contrato com sua colega de longa data Dana Walden, que atua como co-presidente na Disney Entertainment. O site revelou que o acordo ainda não foi concluído, mas o plano é trazer Murphy de volta à FX Networks, onde ele criou “American Horror Story”, “Pose”, “Scream Queens”, “Feud” e outras produções. A Disney não quis comentar as negociações. O site The Hollywood Reporter cita a existência de conflitos entre Murphy e Ted Sarandos, diretor de conteúdo da Netflix. A tensão teria acontecido quando Murphy foi anunciado como produtor das séries “American Sports Story” e “American Love Story” na plataforma Hulu, da Disney. Apesar do encerramento do contrato na Netflix, ele vai continuar produzindo as próximas temporadas das séries que criou na plataforma, como “Dahmer: Um Canibal Americano”, que vai virar uma antologia focada em serial killers. Contrato milionário demorou a dar resultados A Netflix contratou Murphy em 2018, mesmo ano em que também fechou com Shonda Rhimes. Ambos foram roubados da Disney – Murphy da FX e Rhimes da ABC. Mas enquanto Rhimes demorou a lançar suas séries, vindo a estourar com o sucesso de “Bridgerton” e “Rainha Charlotte”, Murphy lançou rapidamente os primeiros projetos, que foram fracassos já esquecidos, como as minisséries “Hollywood” (2020), “Halston” (2021) e o filme “A Festa de Formatura” (2020). Foi apenas no ano passado, com as séries de suspense “Dahmer: Um Canibal Americano” e “Bem-Vindos à Vizinhança” que Murphy conquistou um público significativo no streaming. Apesar do alto valor, o acordo de Murphy não exigia exclusividade do escritor com a Netflix, uma vez que ele tinha vários projetos com a FX e a Fox. Dessa forma, ele continuou produzindo suas séries “American Horror Story” e “9-1-1”, que passaram a ganhar derivados – “American Horror Stories” e “9-1-1: Lone Star”. Além disso, atrações mais antigas, como “Feud”, foram recentemente reativadas.
Zoe Saldaña se assusta com adiamentos de “Avatar”: “Vou ter 53 anos”
Zoe Saldaña, que interpreta Neytiri na franquia “Avatar”, comentou o adiamento das datas dos filmes da franquia de James Cameron. Recentemente, a Disney anunciou novas datas para as três próximas sequências de “Avatar”, estendendo o calendário de lançamentos até 2031. A atriz compartilhou sua reação inesperada no Instagram. “Ótimo! Vou fazer 53 anos quando o último ‘Avatar’ for lançado”, ela escreveu, em tom de brincadeira, acrescentando um emoji assustado. “Eu tinha 27 anos quando filmei o primeiro ‘Avatar'”, ainda lembrou. Ao lado da atriz, o ator Sam Worthington, que interpreta Jake Sully na franquia, terá 55 anos no lançamento do último filme. Enquanto o diretor, James Cameron, terá 77 anos. Após o primeiro filme lançado em 2009, a Disney levou 13 anos para lançar a primeira sequência. Intitulado “Avatar: O Caminho da Água”, o longa estreou nos cinemas em dezembro de 2022, fez sucesso entre o público e a crítica, e arrecadou US$ 2,3 bilhões em bilheteria no mundo todo. Motivo por trás dos adiamentos da Disney Inicialmente, a Disney planejava lançar as sequências de “Avatar” com um intervalo de dois anos entre cada filme, com o terceiro previsto para 2024. No entanto, as datas foram alteradas devido à greve dos roteiristas, que tem afetado diversas produções em Hollywood. Apesar dos roteiros dos próximos filmes já terem sido finalizados, a produção não deixou de ser impactada pela greve e foi adiada junto a outros filmes do estúdio. “Avatar 3” chegará aos cinemas em 19 de dezembro de 2025, seguido por “Avatar 4” em 21 de dezembro de 2029 e “Avatar 5” em 19 de dezembro de 2031. Nesse ritmo, o último filme da série “Avatar” será lançado 22 anos após o sucesso do filme original. Próximos filmes terão salto temporal Com os adiamentos, aumentam as especulações sobre as tramas dos próximos filmes. Recentemente, James Cameron revelou que “Avatar 3” vai apresentar uma raça antagônica do povo de Pandora, os Na’vi, conhecidos como “Ash People”. Em entrevista a revista Empire, o produtor da franquia, Jon Landau compartilhou alguns detalhes sobre o povo desconhecido pelo público. Ele descreveu a novo tribo como “uma raça agressiva e vulcânica” que será comandada por Varang, líder interpretada por Oona Chaplin, neta de Charlie Chaplin. Além disso, o produtor revelou que haverá um salto temporal para “Avatar 4”, enquanto “Avatar 5” terá parte de sua trama ambientada na Terra. “Vamos fazer isso para abrir os olhos das pessoas, abrir os olhos de Neytiri, para o que existe na Terra”, declarou.
Disney adia filmes da Marvel e joga “Avatar 3” para 2025
A Disney anunciou mudanças drásticas nas datas de lançamentos de seus filmes, incluindo longas da Marvel e “Star Wars”, além de postergar ainda mais as sequências de “Avatar”. O estúdio precisou interromper filmagens devido à greve dos roteiristas que tem afetado Hollywood. Apesar de as estreias deste ano ficarem intactas, os lançamentos que estavam agendados a partir de 2024 sofreram com o impacto. O adiamento das continuações de “Avatar” ganharam destaque pelo longo período de distância de “Avatar 2”, lançado em dezembro do ano passado. “Avatar 3” chegaria aos cinemas em 20 de dezembro de 2024, mas foi jogado para 19 de dezembro de 2025. Essa mudança impacta os outros filmes da franquia, com “Avatar 4” passando de 18 de dezembro de 2026 para 21 de dezembro de 2029, enquanto “Avatar 5” vai de 22 de dezembro de 2028 para 19 de dezembro de 2031, três anos depois da previsão inicial. Embora todos os roteiros de “Avatar” já estejam finalizados, a greve afeta o cronograma das produções. No Twitter, o produtor Jon Landau comentou que os filmes, dirigidos por James Cameron, exigem tempo e esforço. “Cada filme Avatar é uma tarefa emocionante, porém épica, que requer tempo para alcançar o nível de qualidade almejado por nós, cineastas, e esperado pelo público”, escreveu. “A equipe está trabalhando arduamente e mal pode esperar para levar o público de volta a Pandora em dezembro de 2025”. Próximo “Vingadores” apenas em 2026 No caso dos filmes do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), a maior preocupação gira em torno dos títulos em pré-produção, que ainda não deram início as gravações. Dentre eles, “Thunderbolts” e “Blade”. Enquanto a estreia de “Thunderbolts” permanece em 2024, passando de 26 de julho para 20 de dezembro, e nova versão de “Blade” virou a página do calendário, adiada – novamente – de 6 de setembro de 2024 para 14 de fevereiro de 2025. As duas produções ainda não tem os roteiros finalizados, assim como “Vingadores: Dinastia Kang”, que estava previsto para 2 de maio de 2025 e foi adiado para 1º de maio de 2026. “Vingadores: Guerras Secretas” também teve seu lançamento adiado por mais um ano, passando de 1º de maio de 2026 para 7 de maio de 2027. A produção que está mais encaminhada é “Deadpool 3”, que agora estreia em 3 de maio de 2024. Enquanto isso, o novo filme do Capitão América, com subtítulo “Brave New World” (Admirável Mundo Novo, em tradução livre), foi empurrado para 26 de julho de 2024. Por fim, a estreia do novo “Quarteto Fantástico” passou de 14 de fevereiro para 2 de maio 2025. Star Wars e live-action de Moana Ainda sem títulos oficiais ou sinopses reveladas, os próximos filmes de “Star Wars” só vão começar a chegar em 2025. O primeiro será lançado em 19 de dezembro de 2025 e outro em 18 de dezembro de 2026, com uma distância de apenas seis meses um do outro. Em compensação, a versão live-action de “Moana”, estrelada por Dwayne “The Rock” Johnson, teve sua data de lançamento marcada para 27 de junho de 2025, cerca de uma semana antes da data anteriormente planejada, que era 2 de julho. Each Avatar film is an exciting but epic undertaking that takes time to bring to the quality level we as filmmakers strive for and audiences have come to expect. The team is hard at work and can’t wait to bring audiences back to Pandora in December 2025. pic.twitter.com/DrFX01qzTa — Jon Landau (@jonlandau) June 13, 2023
Johnny Depp ironiza retorno ao cinema: “Não fui a lugar nenhum”
Depois de aplausos na première de “Jean du Barry” no Festival de Cannes, Johnny Depp chegou atrasado à entrevista coletiva do filme para ironizar perguntas sobre sua carreira feitas pela imprensa internacional presente ao evento francês. Para começar, ressaltou que nunca desapareceu do cenário cinematográfico e que a ideia de um “retorno” é bizarra. “Fico me perguntando sobre a palavra ‘retorno’ porque não fui a lugar nenhum”, disse, acrescentando que continua morando do lado de Hollywood. Entretanto, o ator assumiu ter enfrentado um boicote durante sua disputa judicial com a ex-esposa, Amber Heard. “Você tem que ter sangue de barata (ou não ter pulso) para não perceber, ou sentir, que isso está acontecendo. Claro que, quando você é convidado a se demitir do filme que está fazendo por algo que é apenas um monte de vogais e consoantes flutuando no ar, sim, você se sente um pouco boicotado”, confessou. Devido a sua imagem vinculada ao processo e centenas de protestos contra o ator, ele acabou afastado das filmagens de “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”, em que voltaria a viver o vilão Gellert Grindelwald, e também teve seu futuro na franquia “Piratas do Caribe” dado como encerrado. Apesar disso, afirmou que a sensação de boicote já passou. Com seu novo filme de origem francesa, o ator declarou que não depende mais de Hollywood para dar continuidade na carreira. “Não penso em Hollywood. Não preciso mais de Hollywood para mim”, afirmou. Sobre os tantos protestos, sobretudo nas redes sociais, em relação à sua presença em Cannes, Depp disse que a maioria das coisas que escrevem sobre ele e sua vida é “ficção escrita de maneira horrível e fantástica”. “Quem são estas pessoas? Por que elas se importam com isso? Algum tipo de gente, um bando de gente que está atrás da luz de um computador, anônima”, observou. Fazendo-se de sonsa, a diretora do filme alegou ignorância sobre as polêmicas. “Eu não sei o que se publica sobre Depp, eu não leio notícias”, disse Maïween. “Jeanne Du Barry” marca o primeiro filme protagonizado por Depp em três anos. Dirigido por Maïwenn, o longa tem enfrentado polêmicas que vão além do “retorno” de Depp, relacionadas ao caso de agressão da diretora contra um jornalista francês. Mesmo diante desse caldo, o filme foi escolhido para abrir o 76º Festival de Cannes. A recepção calorosa do longa no evento, que rendeu aplausos de sete minutos após o término da sessão, emocionou Depp. Contudo, o filme teve uma recepção mista entre os críticos. No site especializado Rotten Tomatoes, o longa clássico marca 60% de aprovação. Ainda não há previsão de estreia do filme no Brasil.











