Estreias: Filmes da conquista da Lua e do Planet Hemp são destaques da semana
As principais estreias da semana são dois dramas que contam histórias reais, “O Primeiro Homem” e “Legalize Já – Amizade Nunca Morre”. O drama americano volta a reunir o ator e o diretor de “La La Land” (2016). Ryan Gosling vive o personagem do título, Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua, numa reconstituição minuciosa da missão mais importante da NASA pelas mãos do cineasta Damien Chazelle. Recebido com fortes aplausos durante sua première mundial no Festival de Veneza 2018, “O Primeiro Homem” tem 88% de aprovação da crítica na média do site Rotten Tomatoes. O drama brasileiro, por sua vez, tem título composto com hífen, cinco palavras e nenhuma delas refere-se ao fato de que a trama conta a origem da banda Planet Hemp. A titulagem é um problema crônico no mercado cinematográfico nacional. Outro, mais grave, é a distribuição. Este longa, por exemplo, foi premiado na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro há um ano, e só agora chega ao circuito comercial. Imaginem se seu tema não fosse popular. Marcelo D2 participou ativamente da produção desde o início do projeto, que durou nove anos. Ele é um dos responsáveis pela trilha sonora do longa, dirigido por Johnny Araújo e Gustavo Bonafé (que fizeram “Chocante”). E o resultado supera expectativas ao se concentrar na amizade entre o jovem Marcelo (Renato Góes) e o falecido rapper Skunk (Ícaro Silva), antes de formarem a banda que se tornaria a mais famosa do Brasil nos anos 1990. É uma história de sucesso, mas sem final feliz. Logo depois da gravação da primeira demo, Skunk morreu de complicações decorrentes da Aids. Os demais lançamentos não tem a mesma qualidade, sendo versões genéricas de histórias manjadas. Dois são dirigidos por franceses e falados em inglês. Com título ainda mais longo que o da estreia nacional, “A Casa do Medo – Incidente em Ghostland” é um terror de casa mal-assombrada que decepciona quem conhece o diretor Pascal Laugier pelo brutal “Mártires” (2008). Já a “versão feminina” de “Desejo de Matar” (1974), “A Justiceira”, tem direção de Pierre Morel, do primeiro “Busca Implacável” (2008), e levou a atriz Jennifer Garner a decidir voltar para a televisão. O circuito limitado ainda inclui duas comédias igualmente já vistas. “Estás Me Matando Susana” é mais uma história de choque cultural de mexicano nos Estados Unidos, desta vez com Gael García Bernal (“Deserto”) em vez de Eugenio Derbez (“Não Aceitamos Devoluções”), enquanto “O Poder de Diane” é a versão cinematográfica francesa da série “The New Normal” (2012–2013) com uma “Juno” (2007) adulta. E ainda há o documentário brasileiro semanal de tese acadêmica, sempre feito à base de depoimentos, como numa produção de TV Educativa. Confira abaixo todas as sinopses e veja os trailers das estreias da semana. O Primeiro Homem | EUA | Drama A vida do astronauta norte-americano Neil Armstrong (Ryan Gosling) e sua jornada para se tornar o primeiro homem a andar na Lua. Os sacrifícios e custos de Neil e toda uma nação durante uma das mais perigosas missões na história das viagens espaciais. Legalize Já – Amizade Nunca Morre | Brasil | Drama Skunk (Ícaro Silva) é um jovemrevoltado com a opressão e o preconceito diário sofrido pelas comunidades de baixa renda, que busca expor sua insatisfação através da música. Um dia, ao fugir da polícia, ele literalmente esbarra em Marcelo (Renato Góes), um vendedor de camisas de bandas de heavy metal. O gosto pelo mesmo estilo musical os aproxima, assim como a habilidade de Marcelo em compor letras de forte cunho social e questionador. Impulsionado por Skunk, ele adentra o universo da música e, juntos, formam a banda Planet Hemp. A Casa do Medo – Incidente em Ghostland | França, Canadá | Terror Pauline acaba de herdar uma casa de sua tia e decide morar lá com suas duas filhas. Mas, logo na primeira noite, o lugar é atacado por violentos invasores e Pauline faz de tudo para proteger as crianças. Dezesseis anos depois, as meninas, agora já crescidas, voltam para a casa e se deparam com coisas estranhas. A Justiceira | Estados Unidos | Thriller Quando o marido e a filha são mortos a tiros diante de um parque de diversões, Riley (Jennifer Garner) acorda de um coma e passa os anos seguintes aprendendo a se tornar uma máquina de matar. No quinto aniversário da morte de sua família, ela tem como alvo todos os responsáveis: a gangue que cometeu o crime, os advogados que os libertaram e os policiais corruptos que permitiram que tudo acontecesse. Estás Me Matando Susana | México, Canadá | Comédia Eligio (Gael García Bernal) acorda em uma manhã e descobre que sua esposa Susana (Verónica Echegui) o deixou sem dizer uma palavra sobre seus motivos ou paradeiro. Ele decide embarcar em uma viagem da Cidade do México até uma universidade de Iowa, nos Estados Unidos, para lutar pela mulher que ama. Ao chegar, ela parece ter seguido em frente com sua vida, mas Eligio resolve usar seu charme para conquistá-la enquanto enfrenta as dificuldades de um lugar estrangeiro. O Poder de Diane | França | Comédia Diane (Clotilde Hesme) é uma jovem mulher perdida na vida. Entre uma festa e outra, ela decide servir como a barriga de aluguel para Thomas (Thomas Suire) e Jacques (Gregory Montel), um casal de amigos muito próximos. Durante a gestação, ela se muda para a casa dos avós no campo e conhece Fabrice (Fabrizio Rongione), um eletricista local. Enquanto ela se prepara para dar a luz, os dois iniciam um romance improvável. A Última Abolição | Brasil | Documentário Uma retrospetiva detalhada de um momento emblemático da história do Brasil, a abolição da escravidão, apresentado de uma outra perspectiva. Ao contrário do que foi pregado por livros didáticos e outras vertentes da história oficial por muito tempo, não foi meramente a assinatura da Princesa Isabel na Lei Áurea em 13 de maio de 1888 que libertou os escravos, e tampouco tal liberdade foi um presente ou um passo na direção da mitológica democracia racial.
Globo vai exibir primeiro episódio da minissérie Assédio sem intervalos na TV
A minissérie “Assédio”, lançada para assinantes do Globoplay, terá o seu primeiro capítulo exibido na TV aberta. A Globo marcou a estreia para segunda (15/10), após sua novela “Segundo Sol”, com transmissão sem intervalos comerciais. A iniciativa é uma reprise da tática utilizada para divulgar outra atração do serviço de streaming da emissora, a série americana “Good Doctor”, que teve seus dois primeiros episódios exibidos como “telefilme” também numa segunda – 27 de agosto. A Globo também pretende transmitir os demais episódios, que já estão disponíveis no Globoplay, mas ainda não divulgou a data para a TV. “Assédio” é inspirada na história real do médico Roger Abdelmassih. Condenado a 181 anos de detenção pelo estupro de 48 pacientes, Abdelmassih ficou conhecido como “médico das estrelas” e chegou a ser considerado um dos principais especialistas em reprodução assistida do país, antes de ser acusado por dezenas de pacientes por abuso sexual. A atração tem roteiro de Maria Camargo (“Nise: O Coração da Loucura”) e direção de Amora Mautner (novela “A Regra do Jogo”). O elenco conta conta com Adriana Esteves, Paolla Oliveira, Mariana Lima, Hermila Guedes, João Miguel e Vera Fischer (no papel de Hebe Camargo), além de Antonio Calloni como o médico estuprador. Como pode ser visto abaixo, pelo trailer da minissérie, “Assédio” também repete um cacoete narrativo da escola do “Fantástico”, já visto em outras produções de ficção da emissora, que trazem declarações de personagens no meio da história, como se o público estivesse acompanhando uma reportagem com eventos reencenados para ilustrar depoimentos. A Globo fez isso até quando transformou o filme “Tim Maia” em minissérie. A diferença para obras anteriores, como “Carcereiros”, é que desta vez os depoimentos também são ficcionais.
Baterista do Lynyrd Skynyrd vence sobreviventes da banda pelo direito de contar sua história no cinema
O filme sobre o acidente aéreo de 1977 que matou os integrantes da banda Lynyrd Skynyrd foi liberado pela justiça americana, após uma liminar do ano passado impedir sua distribuição. Os herdeiros e alguns dos sobreviventes tentaram impedir a produção da cinebiografia da banda de rock, “Street Survivors: The True Story of the Lynyrd Skynyrd Plane Crash”. Isto porque os sobreviventes fizeram um “juramento de sangue” de nunca mais usar o nome Lynyrd Skynyrd para evitar evocar a tragédia, e esse juramento já foi considerado um contrato verbal por um tribunal, que impediu o lançamento de um álbum ao vivo dos membros remanescentes com o nome de Lynyrd Skynyrd em 1987. Entretanto, de acordo com a sentença, o ex-baterista Artimus Pyle tem o direito de contar sua história, apesar da objeção de outros integrantes do banda, conhecida por sucessos como “Sweet Home Alabama” e “Free Bird”. Lynyrd Skynyrd surgiu em 1973 e emplacou diversos clássicos do rock. Em outubro de 1977, no auge da carreira, a banda embarcou num pequeno avião modelo Convair 240, fabricado em 1947, que acabou caindo. O acidente matou o cantor Ronnie Van Zant e o guitarrista Steve Gaines, além da backing vocal Cassie Gaines (irmã de Steve), o road manager Dean Kilpatrick, o piloto Walter MacCreary e o co-piloto William Gray. 20 pessoas sobreviveram ao acidente, incluindo Pyle. O filme foi baseado em parte nas experiências de Pyle, que se juntou ao Lynyrd Skynyrd como baterista em 1975 e escapou com vida do desastre aéreo. Outros guardiões do legado de Lynyrd Skynyrd, incluindo a viúva do cantor Ronnie Van Zant, Judith Van Zant Jenness, o membro fundador Gary Rossington, além de representantes dos ex-membros Allen Collins e Steve Gaines, tentaram impedir a exibição do filme. O filme é uma produção independente, dirigida por Jared Cohn (“A Vizinhança Assombrada”), especialista em filmes de terror de baixíssimo orçamento para o mercado de DVDs, que também assina o roteiro. O título da produção usa o nome do álbum “Street Survivors”, que a banda tinha lançado três dias antes da tragédia e trazia os músicos, de forma premonitória, em meio à chamas (imagem acima).
Baby: Minissérie italiana sobre escândalo de prostituição adolescente ganha primeiro teaser
A Netflix divulgou seis fotos e o primeiro teaser da minissérie italiana “Baby”, que mostra a protagonista arrumando o cabelo, passando baton e se preparando para a noite, ao som do hit “Girls Just Wanna Have Fun”, na versão da banda Chromatics. A sinopse oficial diz que a trama é “baseada em uma história real” e “segue um grupo de adolescentes romanos que desafiam a sociedade em busca de identidade e independência.” A história real é, na verdade, um escândalo, conhecido como o caso de Baby Squillo. Em 2013, foi revelado que o ex-policial Mauro Floriani, marido de Alessandra Mussolini, a neta do ex-ditador fascista, comandava um esquema de prostituição com garotas entre 14 e 16 anos. Contratadas para entreter clientes importantes durante festas, elas ganhavam milhares de euros para comprar roupas de grifes famosas e celulares de última geração. Dirigido pelos cineastas Andrea De Sica (I Figli della Notte”) e Anna Negri (“Riprendimi”), com Benedetta Porcaroli (“Quando Basta”), Alice Pagani (“Loro 1” e “2”), Isabella Ferrari (“A Grande Beleza”), Claudia Pandolfi (“A Primeira Coisa Bela”) e outros atores italianos, a minissérie terá 6 episódios e chega ao streaming em 30 de novembro.
Ryan Gosling vai à lua no novo trailer legendado de O Primeiro Homem
A Universal Pictures divulgou novos pôster e trailer legendado de “O Primeiro Homem” (First Man), com clima tenso e interpretação magistral dos protagonistas. “O Primeiro Homem” volta a reunir o ator e o diretor de “La La Land”: Ryan Gosling vive o personagem do título, Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua no filme dirigido por Damien Chazelle. Descrita como a missão mais perigosa de todos os tempos, a conquista da Lua acabou entrando para a História como a mais bem-sucedida, mas não sem enfrentar enormes dificuldades e custar vidas, conforme abordado no roteiro de Josh Singer (“Spotlight”) sobre os bastidores do projeto. A conquista também rendeu uma das frases mais famosas do século 20: “Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade”, dita por Armstrong, ao pisar na Lua em 20 de julho de 1969. O elenco ainda destaca Claire Foy (série “The Crown”), Kyle Chandler (“A Noite do Jogo”), Corey Stoll (“Homem-Formiga”), Jason Clarke (“Mudbound”), Pablo Schreiber (“Covil de Ladrões”), Shea Whigham (série “Agent Carter”), Lukas Haas (“O Regresso”), Patrick Fugit (série “Outcast”), Brian d’Arcy James (série “13 Reasons Why”), Ethan Embry (série “Sneaky Pete”), Ciarán Hinds (série “Game of Thrones”) e Cory Michael Smith (serie “Gotham”). Recebido com fortes aplausos durante sua première mundial Festival de Veneza 2018, o filme tem estreia comercial marcada para 11 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Patricia Arquette e Joey King serão mãe e filha que querem se matar em série sobre crime real
As atrizes Patricia Arquette (“Boyhood”) e Joey King (“A Barraca do Beijo”) serão mãe e filha que planejam matar uma a outra, numa nova série sobre crimes reais e com estrutura de antologia, que está sendo produzida para o serviço de streaming Hulu. Intitulada “The Act”, a série é uma criação de Nick Antosca, criador da antologia de terror “Channel Zero”, e a 1ª temporada será baseada em um artigo do Buzzfeed que viralizou com a manchete “Dee Dee queria que sua filha ficasse doente, Gypsy queria que sua mãe fosse assassinada”. A trama acompanhará a jovem Gypsy Blanchard (King), que luta para escapar do relacionamento tóxico que tem com sua mãe superprotetora, Dee Dee (Arquette). Sua busca pela independência abre uma caixa de segredos que não poderá ser mais fechada e que acabará levando ao assassinato. A HBO chegou a produzir um documentário sobre esta história no ano passado, “Mamãe Morta e Querida” (2017), que mostra as verdadeiras personagens, fisicamente diferentes de suas intérpretes. “The Act” vai se juntar a “American Crime Story” e “Law & Order: True Crime” na onda de séries de antologia sobre crimes reais que entrou em voga nos Estados Unidos. Até o Brasil terá sua própria versão do gênero, na vindoura “Assédio”, da Globo. A direção de “The Act” será assinada pela atriz francesa Laure de Clermont-Tonnerre (“As Múmias do Faraó”), que vai lançar “Mustang”, seu primeiro longa como diretora, ainda este ano. “The Act” não tem previsão de estreia.
Trailer legendado de 22 de Julho recria o pior ataque terrorista sofrido pela Noruega
A Netflix divulgou o primeiro trailer legendado de “22 de Julho”, novo filme do diretor Paul Greengrass baseado num atentado terrorista real. O filme recria o ataque terrorista mais letal da Noruega, que aconteceu em 22 de julho de 2011, e explora suas conseqüências. O ataque começou quando Behrnig Breivik, um extremista de direita, detonou um carro-bomba em Oslo e, em seguida, viajou pelo país para atirar contra adolescentes em um acampamento para formar jovens líderes na ilha de Utøya, matando 77 pessoas no total. O trailer mostra que o filme vai cobrir até o julgamento do assassino, trazendo a perspectiva dos sobreviventes, das equipes legais encarregadas de lidar com o caso, do governo e do próprio terrorista. Como também é característica nos filmes do cineasta, as câmeras tremem para imitar uma filmagem de estilo documental, conferindo um realismo quase jornalístico à produção. Além de dirigir, Greengrass assina o roteiro, assim como fez em “Vôo United 93” (2006), sobre um dos voos que seria usado no ataque da Al Qaeda em 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. O elenco é formado exclusivamente por atores nórdicos. Os principais são Jonas Strand Gravli (da série “Heimebane”), que vive um dos jovens sobreviventes, Ola G. Furuseth (“Cidadão do Ano”) como o Primeiro Ministro Jens Stoltenberg e Anders Danielsen Lie (de “A Noite Devorou o Mundo”) como Breivik. “22 de Julho” faz parte das programações dos festivais de Veneza e Toronto, e vai estrear na Netflix em 10 de outubro.
O Primeiro Homem: Direita dos EUA cria fake news para tachar filme da conquista da Lua de “antiamericano”
Após receber muitos elogios da crítica internacional presente no Festival de Veneza 2018, “O Primeiro Homem”, novo longa de Damien Chazelle (“La La Land”), acabou virando alvo de fake news da extrema direita dos Estados Unidos, que tachou o filme de “antiamericano”. O motivo é que a projeção, que narra a história da conquista da Lua, não mostraria o astronauta Neil Armstrong (1930-2012) cravando a bandeira dos Estados Unidos na superfície lunar. A polêmica atingiu níveis raivosos, alimentada por tuítes de um senador republicano, que não viu o filme e não gostou do que imaginou, apenas porque o ator Ryan Gosling, protagonista do longa, disse durante o Festival de Veneza que a conquista de Armstrong “transcendeu países e fronteiras”. “Acho que, no final, a missão foi amplamente considerada uma conquista humana e não apenas americana, e foi assim que escolhemos mostrar”, afirmou o ator. Esta frase foi o suficiente para a fábrica de fake news espalhar que o filme não incluiu imagens da bandeira americana na Lua. É verdade que “O Primeiro Homem” não é uma obra de Michael Bay ou Peter Berg, que explodem tudo, mas não as bandeiras tremulantes. Entretanto, o filme tem, sim, a imagem icônica da bandeira dos Estados Unidos no espaço – que não tremula pela falta de gravidade. Sinal desses tempos de governo Trump, o diretor teve que emitir um comunicado para desmentir a notícia falsa. ‘Em ‘O Primeiro Homem’, eu mostro a bandeira americana em pé na superfície lunar, mas a bandeira sendo fisicamente plantada na superfície é um dos vários momentos da missão lunar da Apollo 11 em que escolhi não me concentrar”, afirmou Chezelle. “Para resolver a questão de saber se isso foi uma declaração política, a resposta é não. Meu objetivo com este filme foi compartilhar com o público os aspectos invisíveis e desconhecidos da missão dos Estados Unidos rumo à Lua – particularmente a saga pessoal de Neil Armstrong e o que ele pode ter pensado e sentido durante aquelas poucas horas famosas. Eu queria que o foco principal nessa cena fosse os momentos solitários de Neil na Lua – seu ponto de vista quando ele saiu pela primeira vez da nave, seu tempo gasto na cratera, as memórias que podem ter passado pela sua mente durante o seu passeio lunar. Este foi um feito além da imaginação, foi realmente um grande salto para a humanidade. Este filme é sobre uma das realizações mais extraordinárias não apenas na história americana, mas na história da humanidade. Minha esperança é que cavando sob a superfície e humanizando o ícone, podemos entender melhor o quão difícil, audacioso e heroico esse momento realmente foi”, ele acrescentou. Tem mais. Os próprios filhos de Neil Armstrong, Rick e Mark, resolveram se pronunciar. Eles também emitiram um comunicado para defender o filme, do qual se sentem muito orgulhosos. Ele pode ser lido na íntegra abaixo. “Nós lemos vários comentários sobre o filme hoje e especificamente sobre a ausência da cena em que a bandeira é cravada, feita em grande parte por pessoas que não viram o filme. Como vimos várias vezes, pensamos que talvez devêssemos ponderar. Este é um filme que se concentra no que você não conhece sobre Neil Armstrong. É um filme que se concentra em coisas que você não viu ou pode não se lembrar da jornada de Neil para a lua. Os cineastas passaram anos fazendo uma extensa pesquisa para chegar ao homem por trás do mito, para chegar à história por trás da história. É um filme que oferece uma visão única da família Armstrong e dos heróis americanos caídos, como Elliot See e Ed White. É um filme muito pessoal sobre a jornada do nosso pai, visto através dos olhos dele. Esta história é humana e universal. Claro, celebra uma conquista americana. Também comemora uma conquista “para toda a humanidade”, como diz a placa que Neil e Buzz deixaram na lua. É uma história sobre um homem comum, que faz profundos sacrifícios e sofre com a perda intensa para alcançar o impossível. Embora Neil não se visse assim, ele era um herói americano. Ele também era engenheiro e piloto, pai e amigo, um homem que sofria privadamente através de grandes tragédias com graça incrível. É por isso que, embora haja inúmeras cenas da bandeira americana na Lua, os cineastas escolheram focar em Neil olhando para a Terra, sua caminhada até a cratera, sua experiência única e pessoal de completar essa jornada, uma jornada que viu tantos altos incríveis e baixos devastadores. Em suma, não sentimos que este filme é antiamericano nem um pouco. Muito pelo contrário. Mas não acredite em nossa palavra. Nós encorajamos todos a irem ver este filme notável e ver por si mesmos”, concluíram.
O Primeiro Homem ganha novo trailer após conquistar público e crítica no Festival de Veneza
A Universal Pictures divulgou novos pôster e trailer de “O Primeiro Homem” (First Man), aproveitando a première mundial do filme nesta quarta (29/8), como filme de abertura do Festival de Veneza. A prévia é impactante, com recriação detalhista de época, clima tenso e interpretação magistral dos protagonistas. Recebido com fortes aplausos no festival italiano, o filme ganhou aprovação de 91% da crítica presente ao evento, segundo avaliação do site Rotten Tomatoes. “O Primeiro Homem” volta a reunir o ator e o diretor de “La La Land”: Ryan Gosling vive o personagem do título, Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua no filme dirigido por Damien Chazele. Descrita como a missão mais perigosa de todos os tempos, a conquista da Lua acabou entrando para a História como a mais bem-sucedida, mas não sem enfrentar enormes dificuldades e custar vidas, conforme abordado no roteiro de Josh Singer (“Spotlight”) sobre os bastidores do projeto. A conquista também rendeu uma das frases mais famosas do século 20: “Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade”, dita por Armstrong, ao pisar na Lua em 20 de julho de 1969. O elenco ainda destaca Claire Foy (série “The Crown”), Kyle Chandler (“A Noite do Jogo”), Corey Stoll (“Homem-Formiga”), Jason Clarke (“Mudbound”), Pablo Schreiber (“Covil de Ladrões”), Shea Whigham (série “Agent Carter”), Lukas Haas (“O Regresso”), Patrick Fugit (série “Outcast”), Brian d’Arcy James (série “13 Reasons Why”), Ethan Embry (série “Sneaky Pete”), Ciarán Hinds (série “Game of Thrones”) e Cory Michael Smith (serie “Gotham”). A estreia comercial está marcada para 11 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Legalize Já: Filme sobre a história da banda Planet Hemp ganha primeiro trailer
A Imagem Filmes divulgou o pôster, fotos e o primeiro trailer de “Legalize Já – Amizade Nunca Morre”, que narra a história do Planet Hemp por meio da amizade entre os formadores da banda, Marcelo D2 (Renato Góes) e o falecido rapper Skunk (Ícaro Silva). A prévia supera expectativas e até o título genérico-preguiçoso com hífen, mostrando o encontro dos músicos e as dificuldades da vida de D2 – expulso de casa, sem dinheiro e com a namorada grávida – antes de formarem a banda que se tornaria a mais famosa do Brasil nos anos 1990, ao juntar rock, funk, rap e defender abertamente a legalização da maconha. O filme, porém, não tem final feliz. Logo depois da gravação da primeira demo, Skunk morreu de complicações decorrentes da Aids. Marcelo D2 participou ativamente da produção desde o início do projeto, que durou nove anos. Ele é um dos responsáveis pela trilha sonora do longa, já premiado na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no Fest Aruanda do Audiovisual Brasileiro. Dirigido por Johnny Araújo e Gustavo Bonafé, que antes fizeram a comédia de boy band da meia-idade “Chocante” (2017), o longa destaca em seu elenco Renato Góes (“Pequeno Dicionário Amoroso 2”) como D2, Ícaro Silva (“Sob Pressão”) como Skunk, além de Ernesto Alterio (“Infância Clandestina”), Marina Provenzzano (“A Frente Fria que a Chuva Traz”), Stepan Nercessian (“Os Penetras”) e Rafaela Mandelli (“O Negócio”). A estreia está marcada para o dia 18 de outubro.
Revelação infantil do filme Projeto Flórida será protagonista de série de mistério da Apple
A atriz mirim Brooklynn Prince, de apenas 8 anos, que mostrou seu talento precoce no filme “Projeto Flórida” (2017) e venceu o Critics Choice 2018 de Melhor Ator Jovem, vai dar vida à personagem principal de uma nova série de mistério da Apple. Ainda sem título, a produção é inspirada pela história real de Hilde Lysiak, uma menina de 11 anos que, obcecada em virar repórter, desvendou um crime sozinha. Ela conseguiu pistas e trouxe à tona os implicados num assassinato em sua cidade natal, Selinsgrove, Pensilvânia, publicando a notícia num jornal local que ela própria criou, o Orange Street News (conheça o site oficial). As habilidades de investigação de Hilde chamaram atenção da mídia nacional e internacional. Mas a história também atraiu muitos comentários negativos, que tentaram minimizar o feito. Hilde rebateu o pouco caso ao tornar sua reportagem viral. Hoje, ela lidera uma iniciativa para capacitar a próxima geração de influenciadores, ativistas e líderes dos Estados Unidos. A versão fictícia acompanhará uma menina que se muda do Brooklyn para a terra natal de seu pai, uma pequena cidade à beira do lago. Quando chega lá, sua perseguição obstinada pela verdade a leva a desenterrar um caso criminal que todos na cidade, incluindo o próprio pai, tentaram enterrar. A série foi criada pelas produtoras-roteiristas Dana Fox (do filme “Como Ser Solteira”) e Dara Resnik (da série “Castle”), e terá 10 episódios.
Trailer legendado de O Anjo do Mossad conta a história real do maior espião do serviço secreto israelense
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “O Anjo do Mossad” (The Angel), novo filme de Ariel Vromen (“Mente Criminosa”), inspirado na história real do genro do presidente egípcio que virou espião de Israel. Com a justificativa de querer evitar a guerra entre Israel e Egito, Ashraf Marwan, casado com a filha do então presidente egípcio Gamal Abdel Nasser, se tornou um dos mais importantes espiões da inteligência israelense no século 20, ganhando o codinome de “Anjo”. O filme narra esta história mirabolante com clima de suspense, centrando-se no relacionamento do espião com o agente do Mossad (a CIA israelense) enviado para comprovar se suas informações não eram uma armadilha. Não só eram verdadeiras como a parceria, iniciada nos anos 1960, estendeu-se por três décadas. O roteiro é de David Arata (“Filhos da Esperança”) e o elenco destaca Marwan Kenzari (“A Múmia”) como o protagonista, Toby Kebell (“Quarteto Fantástico”) como seu contato israelense, Hannah Ware (“Hitman: Agente 47”) como sua esposa e Waleed Zuaiter (série “Colony”) como o presidente Nasser. A estreia está marcada para 14 de setembro em streaming.
Kristen Stewart finge ser escritor homossexual em fotos do filme que vai encerrar o Festival de Toronto 2018
A produção indie “Jeremiah Terminator LeRoy”, em que Kristen Stewart (“Personal Shopper”) encarna a maior farsa literária do século, foi selecionada como filme de encerramento do Festival de Toronto 2018 e ganhou nove fotos, que enfatizam seus bastidores. O filme dramatiza a história verídica por trás do sucesso do personagem-título. Jeremiah “Terminator” LeRoy foi o pseudônimo usado pela autora norte-americana Laura Albert com o objetivo de alcançar o sucesso com falsos livros autobiográficos. Com um passado de prostituição, drogas e homossexualidade, LeRoy, o jovem autor fictício, causou sensação com a publicação de seu primeiro livro, “Sarah”, em 1999. Fez tanto sucesso que surgiram pedidos para entrevistas, negociações de adaptações cinematográficas, etc. A saída da escritora para não ser desmascarada foi convencer sua cunhada andrógina a fingir ser a autora transexual dos livros. Com uma peruca loira e visual fashionista/trash, Savannah Knoop virou LeRoy e encantou Hollywood, mesmo fingindo timidez para não dizer nada. Chegou até produzir filmes, como “Elefante” (2003), de Gus Van Sant, e “Maldito Coração” (2004), de Asia Argento, baseado num livro de JT LeRoy. A farsa durou seis anos e enganou inúmeras celebridades, roqueiros, mídia, o mundo da moda, o círculo literário e a indústria cinematográfica, até ser desmascarada numa reportagem do jornal The New York Times em 2005. A história do filme é baseada no livro de memórias de Savannah, “Girl Boy Girl: How I Became JT LeRoy”, sobre o período em que fingiu ser o escritor homossexual. Roteiro e direção são de Justin Kelly, que dirigiu “I Am Michael”, outra história controversa sobre celebridade real – no caso, um ex-ativista gay que se torna pastor homofóbico. Além de Kristen Stewart como Savannah/LeRoy, o elenco destaca Laura Dern (“Big Little Lies”) como Laura Albert, Jim Sturgess (“Hard Sun”) como Geoffrey Knoop (o marido de Laura), e participações de Diane Kruger (“Em Pedaços”), James Jagger (o filho de Mick, da série “Vinyl”) e da cantora Courtney Love (“Sons of Anarchy”). A première mundial vai acontecer em 16 de setembro na cidade canadense de Toronto, no último dia do festival, e ainda não há previsão para lançamento comercial.












