Mais 50 clipes clássicos para celebrar os 50 anos de hip hop
A segunda playlist em celebração aos 50 anos da criação do hip hop traz uma nova seleção de 50 clipes clássicos que definiram e continuam a moldar este universo sonoro. A lista inclui nomes icônicos como Run DMC, Public Enemy, Ice-T, Ice Cube e Dr. Dre, que não apenas dominaram as paradas de sucesso, mas também desafiaram convenções sociais e políticas através de suas letras incisivas e produções inovadoras. A seleção abrange diferentes eras e estilos dentro do hip hop, desde a proclamação do rap como o novo rock em “King of Rock” do Run DMC até o domínio do gênero sobre a música pop, marcado por “Still D.R.E.” de Dr. Dre. A lista inclui artistas que uniram rock e hip hop de maneira inovadora. Todos sabem que Run DMC gravou com Aerosmith. Mas quem lembra de “Bring Tha Noize”, uma colaboração entre Anthrax e Public Enemy? A seleção destaca também o impacto feminino de MC Lyte, Queen Latifah e Eve, clássicos do gangsta rap e do rap alternativo, além dos toques do Sul com Outkast e Geto Boys. Os clipes da seleção não apenas acumularam milhões de visualizações ao longo dos anos, mas também se tornaram referências em cinematografia musical. Por exemplo, “No Sleep Till Brooklyn” dos Beastie Boys e “Don’t Sweat The Technique” de Eric B. & Rakim são conhecidos tanto por suas batidas contagiantes quanto por suas imagens memoráveis. Além disso, muitos dos astros selecionados se projetaram para outras plataformas de entretenimento, como Fresh Prince, que ficou mais conhecido como o ator Will Smith, além de Ludacris, astro da franquia “Velozes e Furiosos”, e Ice-T e LL Cool J, estrelas de séries duradoras da televisão americana, demonstrando que o hip hop se tornou uma força cultural com impacto em vários aspectos da sociedade. De suas raízes nas ruas do Bronx até sua influência global, esta seleção serve não apenas como um lembrete da riqueza e diversidade do hip hop, mas também como um tributo aos artistas que tornaram tudo isso possível, muitos deles, inclusive, já falecidos, como Jam Master Jay (Run DMC), Adam “MCA” Yauch (Beastie Boys), DMX, The Notorious B.I.G., Bushwick Bill (Geto Boys) e Prodigy (Mobb Deep). Run DMC | Beastie Boys | LL Cool J | Public Enemy | Tone Loc | Schoolly D | Kurtis Blow | The Sugarhill Gang | Kool Moe Dee | Young MC | The Roots | Ice-T | Goodie Mob | Fugees | Boogie Down Productions | Black Star | KRS-One | Missy Elliott | Jungle Brothers | DMX | Ludacris | Nelly | James Brown | Afrika Bambaataa | Digital Underground | Fu-Schnickens | Roxanne Shanté | Showbiz & A.G. | Eric B. & Rakim | Cypress Hill | House of Pain | Black Sheep | A Tribe Called Quest | Jurassic 5 | Queen Latifah | Geto Boys | Ice Cube | The Notorious B.I.G. | Dr. Dre | Mobb Deep | Busta Rhymes | Outkast | MC Lyte | Eve | DJ Jazzy Jeff & The Fresh Prince | De La Soul | The UMC’s | Nas | Kanye West | DJ Shadow
50 clipes clássicos para celebrar 50 anos de hip hop
O hip hop está completando 50 anos e a festa acontece por aqui com uma seleções de clipes. São 50 clipes clássicos do rap americano, que não pretendem ser uma lista de maiores gravações, mas servir de trilha representativa para a festa – organizados por ordem de afinidade sonora numa playlist como videotecagem/mixtape. Experimente ouvir sem saltar as faixas – funciona melhor na versão Premium do YouTube (sem interrupções de anúncios). A data escolhida para marcar o cinquentenário é 11 de agosto de 1973, quando o jovem DJ Kool Herc deu sua primeira festa no bairro do Bronx, em Nova York, montando dois toca-discos para manter uma seleção de funk, soul, música latina e reggae tocando sem parar – uma adaptação dos sound systems de sua infância na Jamaica, onde equipamentos de som itinerantes usavam discotecagem para transformar ruas em festas instantâneas. O aprimoramento americano, hip hop, deu início à cultura dos DJs, que logo passaram a criar novas músicas a partir de trechos de discos diferentes, e os MCs, que começaram animando as festas com gritos e palavras de ordem para acompanhar as batidas, antes de virarem rappers, sem esquecer dos b-boys dançarinos de rua e a turma do grafite, que criava o visual da época. O gênero teve uma rápida evolução, mas se manteve em segredo por vários anos. O primeiro rap (com MCs e uma banda) só foi gravado em 1979, surpreendendo o mundo que desconhecia o sucesso das block parties de Nova York, mas o verdadeiro impacto veio em 1981, quando o primeiro hip hop autêntico de DJ (“Adventures on the Wheels of Steel”, de Grandmaster Flash) virou disco, criando uma revolução de novas possibilidades para a música pop. Os 50 clipes abaixo capturam a evolução do hip hop ao longo das décadas, abrangendo desde os pioneiros como The Sugarhill Gang e Grandmaster Flash & The Furious Five, que ajudaram a tornar o gênero conhecido, até artistas mais recentes como Jay-Z e 50 Cent, que continuam a empurrar os limites do gênero. A relação inclui gravações pioneiras como o primeiro rap gravado, “Rapper’s Delight” da Sugarhill Gang, e a faixa inovadora que trouxe consciência social ao rap: “The Message”, de Grandmaster Flash & The Furious Five. Também estão presentes hits icônicos como “California Love” de 2Pac e “Lose Yourself” de Eminem, que mostram a expansão do hip hop para a cultura mainstream. A seleção abrange uma variedade de estilos e subgêneros, desde o rap consciente de Public Enemy e KRS-One até o G-funk (ou gangsta rap) da Costa Oeste de Dr. Dre, Snoop Dogg e Warren G. Também estão representados o electro de Afrika Bambaataa, o Miami bass de L’Trimm, o rap alternativo de De La Soul e A Tribe Called Quest, o rap hardcore de DMX e Wu-Tang Clan, e o rap feminino de Salt-N-Pepa e Queen Latifah, entre outras vertentes. É uma visão abrangente do que muitos chamam de “old school”, uma escola com muitas classes diferentes. Detalhe: essa é apenas a primeira parte da celebração audiovisual do aniversário. Uma nova seleção de 50 clipes continua a história – e a festa – no fim de semana que vem. The Sugarhill Gang | Kurtis Blow | Funky Four Plus One | Grandmaster Flash & The Furious Five | Grandmaster Melle Mel | Afrika Bambaataa & The Soulsonic Force | Salt-N-Pepa | L’Trimm | Davy DMX | RUN DMC | J.J. Fad | Sir Mix-A-Lot | Tag Team | Rob Base & DJ EZ Rock | Wreckx N Effect | K7 | Poor Righteous Teachers | Showbiz & A.G. | Digable Planets | Nice & Smooth | Gang Starr | Queen Latifah | A Tribe Called Quest | De La Soul | Special Ed | Arrested Development | Beastie Boys | LL COOL J | Ice-T | Public Enemy | Eric B. & Rakim | Jay-Z | N.W.A. | DMX | 50 Cent | KRS-One | Ol’ Dirty Bastard | Method Man | Gravediggaz | Wu-Tang Clan | Dr. Dre | Warren G | DJ Quik | 2Pac | Eminem | Blackstar | The Roots | The Pharcyde | Brand Nubian | Nas
São Paulo comemora 50 anos de hip hop com festival gratuito no fim de semana
São Paulo se prepara para uma verdadeira maratona de shows neste sábado (19/8) e domingo (20/8), em comemoração aos 50 anos do hip hop. Com apresentações de nomes renomados como Thaide e DJ Hum, MV Bill, Dexter, Afro-X, Helião RZO, Rappin’ Hood, Tasha & Tracie, Negra Li, Djonga e um convidado internacional, o rapper americano Pharoahe Monch, a festa vai agitar o centro histórico da maior cidade do país. Organizada pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, a celebração é gratuita, com shows em palcos distintos da região do Anhangabaú, e marca o início de uma série de atividades que se estenderão até agosto de 2024. 50 anos de hip hop O movimento hip hop, que surgiu como uma manifestação cultural da juventude negra e latina, teve início em 11 de agosto de 1973, no bairro do Bronx, em Nova York, quando o jovem DJ Kool Herc deu sua primeira festa, trazendo em sua bagagem de imigrante a cultura dos sound systems da Jamaica – equipamentos de som itinerantes que usavam discotecagem para transformar ruas em festas instantâneas. O aprimoramento americano, hip hop, deu início à cultura dos DJs, que passaram a criar novas músicas a partir de trechos de discos diferentes, e os MCs, que começaram animando as festas com gritos e palavras de ordem para acompanhar as batidas, antes de virarem rappers, sem esquecer dos b-boys dançarinos de rua e a turma do grafite, que criava o visual da época. O primeiro rap (com MCs e uma banda) foi gravado em 1979, surpreendendo o mundo que desconhecia o sucesso do gênero em Nova York, mas o verdadeiro impacto veio em 1981, quando o primeiro hip hop autêntico de DJ virou disco, criando uma revolução de novas possibilidades para a música pop. Importância da data para São Paulo Em pouco tempo o gênero explodiu, tornou-se internacional e finalmente chegou ao Brasil em meados dos anos 1980, concentrando-se nos primeiros anos em São Paulo, a poucos metros do local da festa deste fim de semana. Os primeiros rappers se reuniam em torno de boomboxes (rádio gravadores gigantes) na região do metrô São Bento, no coração de São Paulo, para praticar rimas e passos de b-boing – dança mais popularmente conhecido como break. Alguns dos integrantes da época estarão presentes no evento, como o dançarino Nelson Triunfo, o rapper Thaíde e seu velho parceiro DJ Hum (em projeto paralelo). Dupla pioneiríssima, Thaíde e DJ Hum participaram da primeira coletânea nacional de rap, “Hip Hop Cultura de Rua”, em 1988, e lançaram o primeiro álbum individual de rap brasileiro no ano seguinte. A secretária de cultura Aline Torres expressou o orgulho da cidade em sediar a comemoração, afirmando: “A Prefeitura entende a importância e a relevância do Hip Hop para a cultura da periferia e estamos orgulhosos dessa mega comemoração de meio século. Vamos ocupar o Vale do Anhangabaú e a cidade inteira, com programação descentralizada até o fim do ano.” Atração Internacional O convidado especial da festa é Pharoahe Monch, natural do Queens, em Nova York, e veterano da cultura hip hop americana, que se apresenta pela primeira vez no Brasil. Com uma carreira iniciada na década de 1980, ele já colaborou com artistas como Sérgio Mendes, Amy Winehouse, Justin Timberlake, Linkin Park, DJ Premier e Wyclaf Jean. Ele vai se apresentar no primeiro noite da festa, que será realizada em diversos palcos no centro histórico de São Paulo, incluindo o Viaduto do Chá, o Vale do Anhangabaú e, claro, o Pátio São Bento. A programação começa às 11h em ambos os dias e se estende até a noite. Confira abaixo o horário dos shows. Programação Sábado (19/08) Palco Viaduto do Chá: 12h – BK’ 14h – Trilha Sonora do Gueto 16h – Afro-X 18h – Eduardo Taddeo 20h – Pharoahe Monch (EUA) Palco Vale Anhangabaú: 11h – Mr. Grande-E Show Ícones do Rap 13h – Yzalú 15h – Cris SNJ 17h – MC Souto 19h – DJ Zeme e Helião RZO 19h – A Força Palco Referência Breaking: 11h – Stylo Urbano 13h – Jabaquara Breakers 15h – Marcelinho Backspin 17H – IDM Crew Domingo (20/08) Palco Viaduto do Chá: 12h – Tasha & Tracie, Kyan e Gregory 14h – Rose MC 14h – Thaíde 16h – Major RD 18h – MV Bill e Dexter 20h – Djonga Palco Vale Anhangabaú: 11h – DJ SET KALAMIDADE 13h – DJ Lobato e MC Darua 15h – Conexão do Morro e Ndee Naldinho 17h – Rappin’ Hood 17h – Chris Lady Rap 19h – Yunk Vino 21h – Negra Li Palco Referência Breaking: 13h – Street Warriors 15h – Detroit Break 17h – Nelson Triunfo – Baile Black Pátio São Bento – DJs: 13h – DJ Simmone Lasdenas 14h – DJ Dri – Os Metralhas 15h – DJ Ninja 16h – DJ Kalfani 17h – DJ Hum e Expresso do Groove
Magoo, pioneiro do rap, morre aos 50 anos
O rapper americano Melvin Barcliff, mais conhecido como Magoo, faleceu aos 50 anos no fim de semana em Williamsburg, Virgínia, e a causa ainda está sob investigação. Magoo foi uma figura fundamental na cena do hip-hop da Virgínia na década de 1990, colaborando com estrelas emergentes como Timbaland, Missy Elliott e Pharrell Williams. A influência no hip-hop Magoo se apaixonou pelo rap ainda criança, durante uma infância difícil. Aos 14 anos, ele percebeu que o rap era uma forma de arte que também poderia praticar. Ao iniciar o Ensino Médio, ele fez amizade com Timothy Mosley, também conhecido como Timbaland, com quem formou uma dupla e lançou três álbuns entre 1997 e 2003. Magoo, Timbaland e outros na área de Virginia Beach, incluindo Pharrell Williams e Missy Elliott, exerceram forte influência no hip-hop no final dos anos 1990 e início dos anos 2000. O álbum de estreia da dupla, “Welcome to Our World”, incluiu a faixa “Up Jumps da’ Boogie”, com Missy Elliott e Aaliyah, que alcançou a 12ª posição na Billboard Hot 100, o maior sucesso de Magoo nas paradas. Os críticos citaram o projeto como um passo no desenvolvimento de Timbaland como produtor e compararam Magoo a Q-Tip, um dos rappers do grupo A Tribe Called Quest. Seguiram-se mais dois álbuns, “Indecent Proposal” em 2001 e “Under Construction, Part II” em 2003 – concebido como uma sequência do quarto álbum de Missy Elliott, “Under Construction”. Esses discos incluíram participações de artistas como Jay-Z, Beenie Man, Ludacris, Twista, Brandy e Wyclef Jean. Após o lançamento do último álbum da dupla, Magoo se afastou gradualmente dos holofotes da indústria da música. Enquanto Timbaland continuou sua carreira solo de sucesso, colaborando com artistas renomados, especialmente como produtor de hits, Magoo optou por um caminho mais reservado. Embora tenham se separado, Magoo sempre expressou sua profunda amizade com Timbaland, entatizando em entrevistas que a dupla era mais uma amizade do que um grupo musical. Homenagens e Lembranças Timbaland postou vídeos antigos ao lado de Magoo no Instagram com a legenda: “Vida longa a Melvin Magoo! Tim e Magoo para sempre, descanse em paz meu rei”. Missy Elliott também prestou homenagem, lembrando que Magoo foi quem lhe deu o apelido de Misdemeanor, seu nome inicial de rapper, porque ele disse que era “um crime ter tantos talentos”.
Rapper que baleou Megan Thee Stallion é condenado a 10 anos de prisão
O rapper canadense Tory Lanez, cujo nome verdadeiro é Daystar Peterson, foi condenado a 10 anos de prisão por atirar no pé da rapper Megan Thee Stallion, em um incidente que ocorreu em julho de 2020. A sentença foi proferida na terça-feira (8/8) em Los Angeles, após um julgamento que se estendeu por dois dias em dezembro passado, atraindo atenção mundial e gerando debates sobre questões de gênero no hip-hop, proteção às mulheres negras e misoginia. O caso também trouxe à tona a relutância das vítimas negras em falar com a polícia e a toxicidade online. Detalhes do caso O caso aconteceu após os dois rappers deixarem uma festa em Los Angeles. Tory Lanez foi acusado de atirar no pé de Megan Thee Stallion quando ela estava saindo da casa de Kylie Jenner. Lanez foi julgado e considerado culpado em 23 de dezembro por agressão com arma de fogo semiautomática, porte de arma de fogo carregada e não registrada em veículo, além de disparo de arma de fogo com grande negligência. A sentença final só veio agora, determinando 10 anos de prisão, o que gerou caos no tribunal, com gritos de apelo e tumulto nos corredores. O juiz David Herriford, que proferiu a sentença, afirmou que foi “difícil conciliar” a pessoa gentil e caridosa que muitos descreveram com os crimes pelos quais o rapper foi condenado. Declaração de Megan Thee Stallion Megan Thee Stallion não compareceu à leitura da sentença, explicando que não poderia estar na mesma sala que Tory. Em um comunicado lido no tribunal, ela disse: “Ele não apenas atirou em mim, como também zombou do meu trauma”. Ela ainda destacou que a decisão é uma declaração para todos os sobreviventes, mostrando que suas vidas importam. A rapper testemunhou que Lanez atirou na parte de trás de seus pés e gritou para ela dançar em julho de 2020, após deixarem uma festa na piscina na casa de Kylie Jenner, em Hollywood Hills. Ela teve que passar por uma cirurgia para remover os fragmentos de bala. Em uma declaração lida por um promotor na segunda-feira, ela afirmou: “Desde que fui cruelmente baleada pelo réu, não vivi um único dia de paz. Devagar, mas com certeza, estou me curando e voltando, mas nunca serei a mesma.” Pedido de misericórdia Antes de receber sua sentença, Lanez pediu misericórdia ao juiz Herriford, solicitando liberdade condicional ou uma sentença mínima de prisão. “Se eu pudesse voltar na série de eventos daquela noite e mudá-los eu o faria. A vítima era minha amiga. A vítima é alguém por quem ainda me importo até hoje”, disse o rapper. Ele acrescentou: “Tudo o que fiz de errado naquela noite, assumo total responsabilidade.” O pai de Lanez, Sonstar Peterson, falou emocionado sobre a morte da mãe do rapper quando ele tinha 11 anos. Outras personalidades, como Iggy Azalea, também se pronunciaram, e até mesmo o filho de Lanez, de cerca de 6 anos, enviou uma carta escrita à mão, cujo conteúdo não foi descrito pelo juiz. Cicatrizes permanentes Megan Thee Stallion, agora com 28 anos, já era uma grande estrela em ascensão na época do tiroteio, e sua proeminência aumentou desde então. Ela ganhou um Grammy como melhor nova artista em 2021 e alcançou o 1º lugar nas paradas com “Savage”, com participação de Beyoncé, e como convidada em “WAP”, de Cardi B. O julgamento expôs também a cicatriz permanente que Megan carrega fisicamente. “Ela tem cicatrizes permanentes, fisicamente”, disse o promotor adjunto Alexander Bott em tribunal, “E certamente terá cicatrizes emocionais pelo resto de sua vida.” Em depoimento no final do ano passado, ela descreveu as consequências do tiro, incluindo problemas nos nervos e dor constante no pé. O tratamento da rapper no julgamento também gerou conversas sobre a proteção das mulheres negras e a misoginia específica que elas enfrentam, chamada de “misoginoir”. Os advogados de Lanez apelarão da sentença.
Nicki Minaj e Ice Spice vivem como Barbies no clipe de “Barbie World”
As rappers Nicki Minaj e Ice Spice mergulharam no universo de “Barbie” no videoclipe da música “Barbie World”. A faixa faz parte da trilha sonora do longa de Greta Gerwig (“Adoráveis Mulheres”) estrelado por Margot Robbie (“Babilônia”) e Ryan Gosling (“Agente Oculto”). Com batidas que lembram hip-hop e letras inéditas, as rappers fazem uma releitura da icônica música “Barbie Girl”, lançada em 1997 pela banda Aqua. O vídeo começa com duas garotinhas brincando com versões da Barbie de Ice Spice e Nicki Minaj. Em seguida, as cenas adentram o mundo cor-de-rosa da boneca, revelando uma mansão, jet-skis e um conversível rosas que fazem referências aos brinquedos reais. “And I’m bad like the Barbie (E eu sou má como a Barbie) / I’m a doll, but I still wanna party (Sou uma boneca, mas ainda quero festejar) / Pink ‘Vette like I’m ready to bend (Pink ‘Vette como se estivesse pronta para dobrar) / I’m a ten, so I pull in a Ken (Sou um dez, então eu pego um Ken) / Like Jazzie, Stacie, Nicki (Como Jazzie, Stacie, Nicki) / All of the Barbies is pretty (Todas as Barbies são bonitas) / All of the Barbies is bad (Todas as Barbies são más) / It girls and we ain’t playin’ tag (It girls e não estamos brincando de pega-pega)”, cantam no refrão. O video é dirigido por Hannah Lux Davis, conhecida pelo seu trabalho em clipes musicais famosos, como “Thank You Next” (2019) de Ariana Grande. Ao longo da carreira, Davis já trabalhou com artistas como Demi Lovato, Halsey, David Guetta, Doja Cat e Avril Lavigne. Trilha sonora de Barbie Diante da estreia próxima de “Barbie”, a Warner Bros. anunciou uma trilha sonora com alguns dos principais artistas da música pop atual. Lizzo, Ava Max, Charli XCX, Fifty Fifty, Karol G., Kali Uchis, Dominic Fike, Khalid, PinkPantheress, The Kid Laroi, a banda HAIM e Tame Impala são alguns dos nomes confirmados – sem esquecer Dua Lipa, que atua no filme e estrelou o primeiro clipe da trilha, “Dance The Night”. Seguindo a mesma pegada temática, o vídeo também trouxe alegorias do universo Barbie, incluindo um salto rosa gigante. Vale mencionar que Ryan Gosling, interprete do boneco Ken no longa, também canta uma das faixas inéditas. O ator já havia cantado no musical “La La Land”, lançado em 2016. A trilha sonora, “Barbie: The Album”, tem produção de Mark Ronson, conhecido por trabalhar com Adele, Bruno Mars e Lily Allen, e será lançada em 21 de julho nas plataformas digitais. O filme, por sua vez, chega aos cinemas brasileiros um dia antes, em 20 de julho.
“Wu-Tang: An American Saga” é renovada para 3ª e última temporada
A plataforma Hulu renovou “Wu-Tang: An American Saga”, série que conta a história do grupo de hip-hop Wu-Tang Clan. A série vai terminar de contar a história dos astros de rap em sua 3ª e última temporada. Desenvolvida por um dos fundadores do Wu-Tang Clan, The RZA, em parceria com o roteirista Alex Tse (“Watchmen: O Filme” e “Superfly”), a trama mostra como Bobby Diggs (o próprio The RZA) conseguiu unir uma dezena de jovens de personalidades distintas, que se encontravam divididos entre a música e o crime no começo dos anos 1990, para dar origem a uma das mais improváveis histórias de sucesso da música popular americana. Reverenciado pela forma como juntou hip-hop e paixão pelo kung fu clássico de Hong Kong em seu disco de estreia, criando um som distinto e inigualável, Wu-Tang Clan se tornou um dos grupos mais influentes do hip-hop em todos os tempos. Ao todo, a banda lançou cinco álbuns, que venderam 40 milhões de cópias em todo o mundo. Além do sucesso coletivo, a maioria de seus integrantes também desenvolveu carreiras individuais bem-sucedidas. Junto de RZA, a série conta com a produção de outro membro do grupo, Method Man, e inclui Ghostface Killa, Inspectah Deck, Masta Killa e GZA, bem como herdeiros de Ol ‘Dirty Bastard (falecido em 2004), como consultores. O elenco inclui Ashton Sanders (“Moonlight”), Shameik Moore (“Dope: Um Deslize Perigoso”), os rappers Dave East (“Beats”) e Joey Bada$$ (“Mr. Robot”), entre outros. O anúncio da renovação chega uma semana após o final da 2ª temporada e ainda não há previsão para a estreia dos novos episódios. A série ainda é inédita no Brasil, mas pode surgir em breve na plataforma Star+.
Netflix revela trailer de documentário sobre o rapper Notorious B.I.G.
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “Notorious B.I.G. – A Lenda do Hip Hop” (Biggie: I Got a Story To Tell), documentário que retrata os muitos lados do rapper The Notorious B.I.G., também conhecido como Biggie Smalls e que nasceu Christopher Wallace. Um dos mais talentosos rappers dos anos 1990, Biggie foi assassinado em 1997 e já inspirou um filme sobre sua vida, “Notorious B.I.G. – Nenhum Sonho é Grande Demais” (2009), além de produções dedicadas à investigação de sua morte, como a minissérie “Unsolved” (2018) e o filme “City of Lies” (2018), com Johnny Depp. De acordo com a Netflix, o documentário “oferece um novo olhar sobre um dos maiores e mais influentes rappers de todos os tempos, feito por aqueles que o conheceram melhor. Produzido em colaboração com a família de Biggie, ‘A Lenda do Hip Hop’ é o retrato de um homem cuja rápida ascensão e fim trágico esteve no centro da tradição do rap por mais de 20 anos.” Dirigido por Emmett Malloy, que fez carreira dirigindo clipes de “rock” (de Metallica a Avril Lavigne), o filme apresenta imagens raras gravadas pelo melhor amigo de Wallace, Damion “D-Roc” Butler e novas entrevistas com amigos e familiares do rapper que foi assassinado em um tiroteio nunca solucionado em 9 de março de 1997, e teria relação com o assassinato de Tupac Shakur um ano antes. O filme tem produção executiva de Sean Combs, o produtor musical (também conhecido como Puff Daddy, P Diddy e Puffy) que lançou a carreira de Biggie, além de sua mãe, Voletta Wallace, Mark Pitts, Stanley Buchthal e Emmett e Brendan Malloy. “Notorious B.I.G. – A Lenda do Hip Hop” tem estreia marcada para 1º de março.
Adolfo “Shabba-Doo” Quiñones (1955 – 2020)
O pioneiro da breakdancing Adolfo “Shabba-Doo” Quiñones morreu nesta quarta (30/12) em Los Angeles, aos 65 anos, um dia depois de postar uma foto convalescendo de uma suposta gripe e comemorando ter testado negativo para covid-19. Segundo seu empresário, “isso abre todos os tipos de perguntas”. Dançarino, coreógrafo e ator, Quiñones chegou a ser chamado de “o primeiro ídolo do hip-hop” pela revista Dance. Ele ajudou a popularizar a dança de rua ao viver Ozone nos dois filmes da franquia “Breakin'”, lançados em 1984. “’Breakin” foi mais do que apenas um filme de dança, ele lançou uma revolução cultural”, ele apontou em uma entrevista em 2014. Criado em um conjunto habitacional em Chicago, Quiñones foi membro fundador da famosa trupe de dança de rua The Lockers e apareceu com outros membros, incluindo Fred Berry e a famosa Toni Basil (do hit “Hey Micky”), de forma pioneira no programa “Saturday Night Live” em 1975 – quatro anos antes do primeiro rap ser gravado e a palavra hip-hop existir no vocabulário pop. Filho de pai porto-riquenho e mãe afro-americana, ele conta que começou a dançar funk e música latina simultaneamente, quando ainda era criança, o que influenciou seu estilo pioneiro. “Quando eu tinha três ou quatro anos, costumava dançar para minha família em festas e feriados”, disse na entrevista de 2014. “Eu cresci em uma família mista… então eu ouvia James Brown, Aretha Franklin e Tito Puente, todos no mesmo momento.” Quiñones deu seus primeiros passos no grupo de dançarinos do programa musical televisivo “Soul Train”, no começo dos anos 1970. Mas após aparecer no “SNL”, ele e seus companheiros dos Lockers foram catapultados ao estrelato, chegando a servir de aquecimento para um show de Frank Sinatra no Carnegie Hall e a apresentar um prêmio no Grammy, junto com Aretha Franklin. Logo, Quiñones começou a se destacar individualmente. Ele foi coprotagonista de um especial de hip-hop do “Soul Train”, em 1981, e um dos personagens do documentário “Breakin’ ‘N’ Enterin'” (1984), ao mesmo tempo em que iniciava sua carreira cinematográfica. Como dançarino, apareceu no musical “Xanadu” (1980), ao lado de Olivia Newton-John, em “Tango & Cash” (1989) e até em “Lambada: O Filme” (1990), e, durante sua fase mais popular, excursionou com Madonna como dançarino principal da turnê “Who’s That Girl?”, de 1987, além de ter coreografado vários vídeos da cantora no período. Suas performances o levaram a trabalhar com Chaka Khan, Lionel Richie e Luther Vandross, entre outros, e ele ainda coreografou a apresentação do Three 6 Mafia no Oscar de 2006, quando o grupo de rap venceu o Oscar de Melhor Canção Original por “It’s Hard Out Here for a Pimp”, do filme “Ritmo de um Sonho”. Ele teve até seu próprio programa na MTV, “Blowin’ Up”, ao lado de Jamie Kennedy (do filme “Pânico”). Outra de suas realizações foi ser aceito como diretor do American Film Institute – Quiñones não tinha o diploma de bacharel exigido, mas sua carreira de dança contou como crédito. Depois de dançar na frente das câmeras, ele decidiu passar para os bastidores, tornando-se diretor e roteirista com o musical “Rave, Dancing to a Different Beat”, lançado nos cinemas em 1993 pela New Line. Quiñones ainda escreveu um livro de memórias, que adaptou para as telas com o formato de documentário. Ele roteirizou, dirigiu e prestou depoimentos para “The Kings of Crenshaw”, filme de 2017 sobre a era de ouro do break em Los Angeles. Veja abaixo uma montagem com diversas fases da carreira do mestre Shabba-Doo.
Shows Clássicos: Veja ao vivo Madonna, Michael Jackson, Prince, Wham, James Brown, Beastie Boys, NWA e mais
A mostra de shows clássicos da Pipoca Moderna chega à 10ª edição com algumas das turnês mais populares da década de 1980, como as célebres “Virgin Tour” de Madonna e “Bad World Tour” de Michael Jackson. Além da Rainha e do Rei do Pop, a seleção tem o Príncipe no auge de sua carreira, na “LoveSexy Tour”. Especialmente dançante, a seleção ainda destaca os astros gays que surgiram durante a new wave e avança pelo pop rock que dominou as paradas de sucesso da década, até chegar no funk e nos primeiros astros do rap. Tem o Wham em show chinês, antes de George Michael lançar carreira e solo e se assumir gay, e Roxette levantando o público sueco com os hits da “Look Sharp Tour”. Também tem um dueto lendário entre James Brown e Aretha Franklin num especial produzido para a TV americana, Rick James mostrando porque era superfreak e até um registro do começo da carreira dos Beastie Boys, sem esquecer o show do NWA em Houston que foi recriado no filme “Straight Outta Compton” (2015). A seleção se encerra com uma “antologia” de acid house, com 10 performances televisivas de diversos artistas da época no “Top of the Pops” britânico. Para mergulhar ainda mais na história do pop/rock, também estão disponíveis abaixo os atalhos para as mostras anteriores, que cobrem diferentes gerações musicais. > Shows dos 1960 (iê-iê-iê, mod, folk e psicodelia) > Shows dos 1970 – Parte 1 (hard rock e glam) > Shows dos 1970 – Parte 2 (progressivo e funk) > Shows dos 1970 – Parte 3 (disco, new wave e punk rock) > Shows dos 1980 – Parte 1 (punk, hardcore e grunge) > Shows dos 1980 – Parte 2 (reggae, ska, new wave, pós-punk) > Shows dos 1980 – Parte 3 (punk comercial e os revials mod, rockabilly, folk & blues) > Shows dos 1980 – Parte 4 (rock gótico e neopsicodélico) > Shows dos 1980 – Parte 5 (synthpop, new romantic, new wave) Fine Young Cannibals | 1989 Bronski Beat | 1984 Communards | 1986 Wham! | 1985 Culture Club | 1983 Oingo Bongo | 1987 The Bangles | 1986 Nena | 1983 Roxette | 1988 Cyndi Lauper | 1984 Madonna | 1985 Prince | 1988 Michael Jackson | 1988 Diana Ross | 1981 Rick James | 1982 Kool & the Gang | 1982 James Brown, Aretha Franklin & Friends | 1987 Chaka Khan | 1985 Run DMC| 1987 Beastie Boys | 1987 Public Enemy | 1989 NWA | 1989 De La Soul | 1989 A Tribe Called Quest | 1989 Acid House | 1988-89
Mc Zaac e Anitta retomam parceria em clipe com participação do americano Tyga
Mc Zaac soltou o “Pa Pa Pa” no YouTube. O novo clipe “Desce pro Play” juntou Mc Zaac, Anitta e o americano Tyga remotamente, mas nem parece, graças aos truques de edição, com direito a muita dança e efeitos visuais. A direção é de Thiago Eva – responsável pelo célebre vídeo “Ocean”, de Alok, Zeeba e Iro, uma superprodução com Rodrigo Santoro. Desta vez, o esquema foi mais caseiro. Literalmente. Cada artista gravou sem sua própria casa: Mc Zaac em São Paulo, Anitta no Rio de Janeiro e Tyga em Los Angeles, nos Estados Unidos. Para dar unidade à produção, os três dançaram e cantaram diante de um fundo branco, facilitando o truque da manipulação digital que os coloca um do lado do outro. Anitta não esqueceu de promover o lançamento, mesmo estando no hospital, internada com trombose. “Vamos focar na música, amo vocês, estou muito bem, estou ótima, tô maravilhosa, não foi dessa vez”, ela disse nas redes sociais, na madrugada desta sexta-feira (26/6). Ela foi internada na quinta-feira em um hospital para o tratamento de uma trombose em uma de suas pernas, mas já está sendo liberada. “Para quem o que é trombose, sabe o perigo que é essa doença”, afirmou Anitta em vídeo publicado em seu perfil no Instagram. “Descobrindo essa doença, entra em tratamento, a minha estava em fase inicial. Então vai ficar tudo bem comigo. Amanhã estou indo dançar nos stories, fazer lives, promover o clipe novo. Vamos ver a música aí e aproveitar e comemorar que eu estou viva. Está bom?” “Sem vibe ruim, estou bem e está tudo certo”, acrescentou. Zaac e Anitta já tinham trabalhado juntos em “Vai Malandra” e “Bola e Rebola”, sempre com outros parceiros. Desta vez, a colaboração incluiu o ex de Kylie Jenner. Além do trio da comissão de frente, a canção ainda juntou nos bastidores o time de produtores da Brabo Music, equipe responsável por hits em série de Pabllo Vittar (“K.O.”, “Amor de Que”, entre outras), Luísa Sonza (“Garupa”) e Iza (“Dona de Mim”). A música lembra o hip-hop dos anos 2000, de produtores como The Neptunes (Pharrell Williams e Chad Hugo) e Timbaland. Mas com uma pegada de funk brasileiro. Che-che-cheque abaixo.
Documentário de Spike Jonze sobre os Beastie Boys chega na Apple TV+
A Apple disponibilizou o documentário sobre a banda The Beastie Boys, dirigido pelo cineasta Spike Jonze (“Ela”). O filme teria première no Festival SXSW e seria lançado nos cinemas, exclusivamente no circuito IMAX, mas o festival foi cancelado e os cinemas fechados pela pandemia do novo coronavírus. Assim, saiu no fim de semana diretamente em streaming. Com estrutura não convencional, “Beastie Boys Story” traz Mike Diamond (Mike D) e Adam Horovitz (Ad-Rock) apresentando e comentando cenas da carreira da banda para uma plateia, e foi gravada durante um evento de 2018, em que a dupla levou ao palco os altos e baixos de 40 anos dos Beastie Boys para o lançamento de um livro – “Beastie Boys Book”, livro de quase 600 páginas, em que contam de forma detalhada e anárquica a história do grupo. O filme une essa performance com imagens de arquivo do trio original, que também inclui o falecido Adam Yauch (MCA), que morreu de câncer em 2012. Com uma longa relação com os Beastie Boys, Spike Jonze chegou a dirigir vários clipes da banda, como “Sabotage” e “Sure Shot”, o que lhe permitiu maior acesso ao material de arquivo e apoio para a produção do filme. Veja abaixo o trailer de “Beastie Boys Story”.
Documentário da Apple para os Beastie Boys ganha trailer e pôster
A Apple divulgou o trailer do documentário sobre a banda The Beastie Boys, dirigido pelo cineasta Spike Jonze (“Ela”). A prévia de “Beastie Boys Story” mostra Mike Diamond (Mike D) e Adam Horovitz (Ad-Rock) apresentando e comentando cenas da carreira da banda para uma plateia, e foi gravada durante um evento de 2018, em que a dupla levou ao palco os altos e baixos de 40 anos dos Beastie Boys para o lançamento de um livro – “Beastie Boys Book”, livro de quase 600 páginas, em que contam de forma detalhada e anárquica a história do grupo. O filme une essa performance com imagens de arquivo do grupo, que também inclui o falecido Adam Yauch (MCA), que morreu de câncer em 2012. Spike Jonze tem uma longa relação com a banda, iniciada em 1994 como diretor de vários de seus clipes, como “Sabotage” e “Sure Shot”. A princípio, a produção será lançada nos cinemas, exclusivamente no circuito IMAX, no dia 3 de abril, e chegará na plataforma Apple TV+ em 24 de abril.











