Criador de Veep desenvolve série de comédia espacial para a HBO
Diante do final anunciado de “Veep”, que irá acabar em sua 7ª temporada, a HBO encomendou o piloto de uma nova produção do criador da série, Armando Iannucci. O projeto é uma comédia ambientada no espaço, que se passa no futuro. O título provisório é “Avenue 5” e o piloto será escrito e dirigido por Iannucci. A expectativa é que o piloto seja filmado em Londres, em 2018. Enquanto isso,
Última temporada de Game of Thrones terá a volta do diretor da Batalha dos Bastardos
O diretor de fotografia Fabian Wagner compartilhou uma foto no Instagram que revela o seu retorno e do diretor Miguel Sapochnik a “Game of Thrones”. Os dois trabalharam juntos em dois dos melhores episódios da série: “Hardhome”, da 5ª temporada, e o premiado “Battle of the Bastards”, da 6ª temporada. A foto traz, inclusive, o Emmy de Melhor Direção vencido por Sapochnik pela segunda produção. “De volta a ‘Game of Thrones’ para a preparação da última temporada e o time está junto de novo. Bons tempos, apesar do inverno já estar aqui”, escreveu Wagner. Não se sabe quantos episódios ele comandará, mas o padrão costuma ser dois por temporada. A lista oficial dos diretores ainda não foi divulgada pela HBO. A 8ª e última temporada de “Game of Thrones” será a menor de todas, com apenas seis episódios, mas eles serão mais longos que o usual e começarão a ser gravados mais tarde que o habitual. Segundo o ator Nikolaj Coster-Waldau, intérprete de Jaime Lannister, a produção começa em outubro. Mas esta será apenas a primeira etapa. Por conta do começo tardio de sua produção, também será a temporada que mais demorará para estrear, tanto que nem há data definida para seu retorno e o presidente de programação da HBO, Casey Bloys, já admitiu que isso pode acontecer apenas em 2019. Back on Game of Thrones for prep of the final season and the team is back together. Good times even though winter is already here #gameofthrones #miguelsapochnik #carolinevalderson #joebauer #stevekullback #vfx #dop #setlife #battleofthebastards Uma publicação compartilhada por Fabian Wagner (@fabianwagner78) em Set 25, 2017 às 3:53 PDT
Documentário da HBO sobre Steven Spielberg ganha trailer
A HBO divulgou o trailer do seu documentário sobre a vida e a obra do diretor Steven Spielberg. A prévia combina imagens de arquivo, que mostram Spielberg novinho, histórias de bastidores, depoimentos de atores com quem ele trabalhou e de outros cineastas que ele produziu, além, claro, de cenas de seus clássicos cinematográficos – “Tubarão”, “E.T.”, “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, “Os Caçadores da Arca Perdida”, “O Império do Sol”, “A Lista de Schindler” e “O Resgate do Soldado Ryan”, para citar alguns. A direção é da produtora Susan Lacy (série “American Masters”) e narrará desde a infância obcecada por cinema de Spielberg, passando pelos seus primeiros trabalhos, até chegar aos dias de hoje. Entre os artistas que participam da retrospectiva, incluem-se J.J. Abrams, Harrison Ford, Oprah Winfrey, Leonardo DiCaprio, Martin Scorsese, Liam Neeson e muitos outros. Intitulado “Spielberg”, o documentário estreia em 7 de outubro nos EUA.
George R.R. Martin revela que é autor de um dos spin-offs de Game of Thrones
O escritor George R.R. Martin, autor das “Crônicas de Gelo e Fogo”, que originaram a série “Game of Thrones”, revelou mais detalhes sobre os spin-offs atualmente em desenvolvimento sobre a atração do canal pago HBO. Em uma postagem em seu site Not a Blog, ele revelou que é coautor do recém-revelado quinto projeto, encabeçado por Bryan Cogman, roteirista e produtor de “Game of Thrones”. “Assim como os demais derivados, é um prólogo e não uma sequência. Um sucessor ao invés de um derivado. A série de Bryan será uma adaptação, e uma que deixará o fã dos livros muito animados, acredito, pois será ambientada em um momento muito interessante da história de Westeros. Trabalharei ao seu lado em todas as etapas da série; estou criando-a com Bryan.” O autor não especificou quais eventos serão retratados, mas nenhum dos derivados abordará a Rebelião de Robert Baratheon ou os personagens Dunk e Egg, protagonistas do livro “O Cavaleiro dos Sete Reinos”. Martin também falou um pouco mais sobre os demais projetos. “Estou trabalhando com os outros roteiristas – alguns mais proximamente do que outros – e estou muito animado com algumas ideias que eles estão tendo. A HBO terá grande variedade de material para escolher. E isso sem nem contar os quatro conceitos bizarros de séries que criei apenas por diversão.” Por fim, ele salienta nem todas as ideias se tornarão séries. “Você não deveria esperar ver cinco programas, pelo menos não agora. Mesmo eu amando essa ideia, a HBO não planeja virar uma emissora só de “Game of Thrones”. Mas é possível que vejamos dois ou até três projetos ganharem pilotos, com uma série de TV indo ao ar em 2019 ou 2020, e outras vindo depois, se tudo sair como esperamos. Mas, de novo, é apenas um talvez. Eu não deveria ficar especulando, vocês ficam MUITO animados. A verdade é que ninguém sabe ao certo.” Enquanto isso, a 8ª e última temporada de “Game of Thrones” ainda não tem data definida para estrear.
HBO encomenda piloto de série baseada em Watchmen
A HBO deu sinal verde para o roteirista-produtor Damon Lindelof, criador de “Lost” e “The Leftovers“, gravar o piloto de uma série baseada nos quadrinhos de “Watchmen”, da DC Comics. As conversas sobre o projeto começaram em junho e agora avançaram para um novo patamar. Lindelof confirmou o progresso da produção com um post nas redes sociais, em que começa uma contagem com “Dia 1” e uma foto da sala dos roteiristas da produção. “Watchman” é uma abordagem distópica do gênero dos super-heróis, ambientada em uma linha temporal alternativa, no ano de 1985, durante o auge da Guerra Fria entre os EUA e União Soviética. Ele gira em torno de um grupo de super-heróis americanos, na maioria aposentados, que investigam o assassinato de um deles e, no processo, descobrem uma conspiração que pode mudar o curso da história tal como a conhecemos. A minissérie em quadrinhos, criada em 1986 por Alan Moore e Dave Gibbons, já foi transformada em filme em 2009 pelo cineasta Zack Snyder (“Batman vs. Superman”). E o próprio Snyder tentou, há dois anos, emplacar uma série do mesmo material na HBO. Na ocasião, o projeto acabou não avançando. Snyder não está envolvido na nova tentativa. A HBO faz parte do conglomerado da Warner Bros, que também administra a editora DC Comics. Apesar disso, o canal ainda não desenvolveu nenhum projeto derivado dos quadrinhos da companhia, chegando até a abrir mão de uma proposta de adaptação de “Preacher”, que por conta disso virou uma série no canal pago AMC. Day One. Uma publicação compartilhada por Damon (@damonlindelof) em Set 19, 2017 às 10:49 PDT
Roteirista de Game of Thrones desenvolve spin-off da série
Logo após a HBO anunciar que estava trabalhando em quatro spin-offs da saga de “Game of Thrones” em maio, o criador de Westeros, o escritor George R.R. Martin, revelou que, na verdade, eram cinco projetos. E finalmente o autor do quinto derivado se tornou conhecido. Segundo a revista Entertainment Weekly, trata-se de Bryan Cogman, que escreve episódios de “Game of Thrones” desde a 1ª temporada da série. Entre os episódios mais recentes que Cogman escreveu estão “Stormborn”, o segundo capítulo da 7ª temporada, e “The Broken Man”, o sétimo episódio da 6ª temporada, que introduziu o personagem de Lyanna Mormont. Os quatro escritores anteriormente anunciados são Max Borenstein (“Kong: Ilha da Caveira”), Jane Goldman (“Kingsman: O Círculo Dourado”), Brian Helgeland (“Lendas do Crime”) e Carly Wray (série “The Leftovers”). Martin chegou a assumir, na época em que revelou o quinto projeto, que não esperava que todos virassem séries. “Décadas de experiência com filmes e televisão me ensinaram que nada é muito certo… mas acho muito improvável que possamos ter quatro (ou cinco) séries novas. Pelo menos não imediatamente. O que temos é a ordem para quatro – agora cinco – roteiros pilotos. Quantos desses vamos gravar e quantas séries podem surgir disso, ainda veremos”.
Emilia Clarke vira loira em homenagem a Daenerys no final de Game of Thrones
Emilia Clarke se entusiasmou com a reta final de “Game of Thrones” e decidiu virar loira de verdade, em homenagem a sua personagem Daenerys Targaryen. Ela postou a foto do momento em que descoloriu os cabelos em seu Instagram, onde ainda agradeceu ao cabeleireiro da série pela transformação. A atriz, que é morena, usa uma peruca platinada em “Game of Thrones”, que ela batizou de “peruca Khaleesi”. A série está prestes a começar as gravações de seus últimos seis episódios, mas a 8ª e última temporada ainda não tem previsão de estreia. AAAAHHHHHHH SHHHHIIIII****** ? I done did it. Mother of dragons meet Emilia. Emilia meet mother of dragons. If you squint just so you might never know. ?⚡️ All hail to the magnificence of @kevalexanderhair and @candicebanks74 the genius creators of 'KHALEESI WIG' (and not forgetting all the hair on game of thrones for 8 glorious years) for at long last making this magical moment a reality. ??❤️???? #khaleesikicksoff #gameofthrones #cominghomeneverfeltsogood Uma publicação compartilhada por @emilia_clarke em Set 19, 2017 às 6:18 PDT
Série The Deuce é renovada após a exibição do segundo episódio
A HBO renovou sua nova série “The Deuce” com grande rapidez, após a exibição do segundo episódio de sua temporada inaugural. A notícia é um alívio para quem viu recentemente o canal cancelar outra série passada no mesmo lugar e na mesma época, “Vinyl”. Os dois primeiros episódios mantiveram a mesma média de audiência ao vivo, assistidos por cerca de 800 mil pessoas, e foram elogiadíssimos pela crítica. Considerada um dos melhores lançamentos recentes da HBO, a produção tem 91% de aprovação no ranking do site Rotten Tomatoes. Criada por David Simon (autor de “The Wire”, uma das melhores séries já feitas), “The Deuce” mostra o início da indústria pornográfica na Nova York dos anos 1970 e é estrelada por James Franco (“A Entrevista”) em papel duplo. Além de atuar, ele também dirige dois episódios. Na trama, Franco interpreta os irmãos Vincent e Will Seefried. O primeiro é um bar tender, enquanto o outro é um estudante da Universidade de Nova York (NYU). Ambos cresceram no wild side de Nova York, onde impera a violência e o sexo, e acabaram cruzando com algumas das pessoas mais influentes e perigosas da nascente indústria pornô. O elenco também destaca a atriz Maggie Gyllenhaal (“Batman – O Cavaleiro das Trevas”) como Candy, uma garota de programa que leva seu “espírito empreendedor” das ruas para a pornografia, além de Margarita Levieva (série “Revange”), Gary Carr (série “Downton Abbey”), Emily Meade (“Nerve”), Lawrence Gilliard Jr. (série “The Walking Dead”), Chris Bauer (série “True Blood”), Dominique Fishback (minissérie “Show Me a Hero”), Michael Rispoli (série “Magic City”), Kim Director (“A Bruxa de Blair 2”), Olivia Luccardi (série “Orange Is the New Black”) e o rapper Method Man (série “Luke Cage”). O primeiro episódio foi exibido com atraso de uma semana no Brasil, no domingo passado (17/9) e ainda está na programação de reprises da HBO nacional.
The Handmaid’s Tale vence o Emmy 2017 e inicia nova era na “televisão”
Mais importante premiação da televisão americana, o Emmy 2017, que aconteceu na noite de domingo (17/9) em Los Angeles, foi marcado por vitórias de produções de temática feminina, por talentos que denotam a diversidade atual da indústria televisiva e pela ascensão irreversível do streaming. Pela primeira vez, uma produção de streaming venceu o cobiçado Emmy de Melhor Série de Drama. E não só este prêmio. “The Handmaid’s Tale” foi a série mais premiada da noite, empatada com a minissérie “Big Little Lies” da HBO, ambas com cinco Emmys. A importância desta conquista equivale à virada da antiga “TV a cabo”, quando “Família Soprano” (The Sopranos) se tornou a primeira série de um canal pago a vencer o Emmy da categoria em 2004. Faz apenas 13 anos, mas a repercussão foi tanta que transformou a HBO numa potência televisiva. Na época, a própria HBO dizia que não era TV, era HBO e pronto, e isso também se refletia no fato de as atrações do “cabo” terem sido segregadas durante vários anos – elas tinham uma premiação a parte até 1997, porque não se encaixavam no que era entendido como “televisão”. Hoje, a TV paga domina o Emmy. Lembrar disso é uma forma de dimensionar o que significa a Academia da Televisão dos Estados Unidos aclamar um programa que já nem é transmitido por cabo, mas pela internet, e não necessariamente para um monitor televisivo. Nova mudança de paradigma. Outra característica subversiva de “The Handmaid’s Tale” é que, embora seja streaming, não é uma produção da Netflix, cujo crescimento foi referenciado no monólogo de abertura do apresentador Stephen Colbert. A atração faz parte da Hulu, que é (era?) considerada apenas a terceira força do mercado de streaming americano, atrás também da Amazon e disponível apenas nos Estados Unidos e Japão. A série é inédita no Brasil. A atenção despertada pelo Emmy deve mudar o jogo para a Hulu. Plataforma criada como joint venture por quatro estúdios (Disney, Fox, Universal e Warner), o serviço vem se destacando pela qualidade de suas produções exclusivas. Com “The Handmaid’s Tale”, tem agora um impressionante cartão de visitas. Afinal, a obra fez a limpa nas categorias de Drama: Melhor Série, Atriz (Elizabeth Moss), Atriz Coadjuvante (Ann Dowd), Roteiro (Bruce Miller) e Direção (Reed Morano), além de ter vencido antecipadamente o prêmio de Melhor Atriz Convidada (Alexis Bledel). Na semana passada, o executivo-chefe da Hulu, Mike Hopkins, disse em um evento no Paley Center em Nova York que conquistar um Emmy que fosse seria uma benção para a plataforma, ajudando-a a atrair novos assinantes e talentos criativos. A vitória contundente deve mudar tudo em relação aos planos de desenvolvimento e expansão do negócio. Afinal, a Disney (dona de 30% da Hulu) já tinha avisado ao mercado que lançaria sua própria plataforma exclusiva de streaming em 2019. A sci-fi distópica e dramática “The Handmaid’s Tale”, sobre um futuro de opressão para as mulheres, concorria no domingo apenas nas cinco categorias que venceu. Teve aproveitamento de 100%. A segunda produção mais próxima disto foi “Big Little Lies”, que apesar de ter conquistado o mesmo número de Emmys, perdeu uma das categorias que disputava. Ainda assim, a atração da HBO foi a grande unanimidade de seu nicho. Venceu como Melhor Minissérie, Atriz (Nicole Kidman), Atriz Coadjuvante (Laura Dern), Ator Coadjuvante (Alexander Skarsgard) e Direção (Jean-Marc Vallée). Os dois programas possuem uma temática assumidamente feminista, abordando violência contra mulheres, e Nicole Kidman fez um discurso contundente de agradecimento, que chamou atenção para o assunto. Mas não ficam só na teoria, levando adiante o empoderamento feminino a seus bastidores. Quem dirigiu o piloto de “The Handmaid’s Tale” foi uma mulher, por sinal vencedora do Emmy. A cineasta Reed Morano traduziu com imagens a obra de outra mulher: o romance homônimo de Margaret Atwood (que subiu ao palco e foi aplaudida de pé ao final da premiação). Por sua vez, “Big Little Lies” foi produzido por Nicole Kidman e Reese Witherspoon para a HBO, graças à frustração de ambas diante da falta de bons papéis para desempenharem no cinema. A consagração de “Big Little Lies” acabou sendo especialmente relevante para a HBO, que se frustrou com a aposta em “Westworld” como substituto de “Game of Thrones” na disputa de Drama. A sci-fi robótica só foi lembrada numa esquete no meio da premiação. Não venceu nenhum troféu. O mesmo aconteceu com o incensado telefilme “The Wizard of Lies”, estrelado por Robert De Niro. Mas o talk show “Last Week Tonight with John Oliver”, a série limitada “The Night Of” e a comédia “Veep” compensaram, somando juntos o mesmo número de Emmys de “Big Little Lies”. Por conta disso, preservaram a tradição da HBO como maior vencedor anual do Emmy nesta década. As categorias de Comédia chamaram atenção por ir na direção oposta dos troféus de Drama, premiando duas séries já consagradas. Com mais de 40 anos de produção, “Saturday Night Live” venceu os troféus de Melhor Atriz Coadjuvante (Kate McKinnon) e Melhor Ator Coadjuvante (Alec Baldwin), além de dois prêmios como Programa de Variedades. E “Veep”, que faturou o Emmy de Melhor Série de Comédia pelo terceiro ano consecutivo, rendeu a sexta vitória de Julia Louis-Dreyfus como Melhor Atriz de Comédia. Ela estabeleceu um recorde no evento, ao ser premiada por cada uma das temporadas em que a série foi exibida. A boa notícia para suas concorrentes é que “Veep” vai acabar no ano que vem. Os quatro prêmios de “Saturday Night Live” se somaram à vitória de “The Voice” como Melhor Reality Show e ao troféu solitário conquistado por “This Is Us” para render à rede CBS o 2º lugar entre os canais mais premiados da transmissão do Emmy. Uma surpresa e tanto, pois, como brincou o apresentador, a TV aberta – “lembra?” – foi aquele lugar esquecido onde tudo começou. Graças às vitórias de “Atlanta”, nas categorias de Melhor Ator e Melhor Direção de Comédia (ambas conquistadas por Donald Glover), a FX evitou o que seria um grande vexame. Após vitórias consecutivas de produções de Ryan Murphy, o Emmy 2017 não deu atenção para seu novo projeto, “Feud”. A dependência de Murphy ficou tão escancarada que, sem uma reprise dos fenômenos de “American Horror Story” e “American Crime Story”, o canal premium do grupo Fox implodiu no ranking. Era o segundo canal mais premiado em 2016 e agora ficou em quinto. Mas quando consideradas as categorias técnicas, o chamado Emmy das Artes Criativas, nem sequer aparece no Top 10. O detalhe é que a Netflix não se saiu tão melhor. Conquistou, ao todo, quatro troféus, sendo metade deles por um episódio de “Black Mirror”. Menos que a Hulu com apenas “The Handmaid’s Tale”. Badalado, “Stranger Things” não levou nenhum Emmy durante o telecast, embora tenha vencido como Melhor Elenco na premiação preliminar. Apontado como grande favorito, “The Crown” só conquistou o troféu de Melhor Ator Coadjuvante (John Lithgow). Mas havia vencido os troféus de Figurino e Desenho de Produção no fim de semana anterior. Contando as categorias técnicas, a soma da Neflix cresce significativamente, atingindo 20 vitórias – atrás apenas das 29 totais da HBO. Entretanto, o Emmy preliminar não é televisionado justamente porque o público não acha interessante comemorar Melhor Cabelo, Edição, Som, etc. Já sua grande rival online, a Amazon, saiu de mãos abanando, sem conseguir sequer emplacar prêmios técnicos. Nem mesmo para seu carro-chefe, a série de comédia “Transparent”. Destino idêntico teve o canal pago AMC, que vinha se destacando na época de “Breaking Bad” e “Mad Men”, mas não tem repetido o feito com a série “Better Call Saul”, sua única produção atualmente valorizada pela Academia da Televisão. Outra série em que muitos apostavam, “This Is Us”, da CBS, escapou da decepção por conquistar um Emmy importante durante a transmissão. E a vitória foi bem aproveitada por Sterling K. Brown (Melhor Ator de Drama), que usou seu longo discurso para fazer uma provocação sutil em sua citação a Andre Braugher, último ator negro a vencer na categoria, o que aconteceu há 19 anos por “Homicide: Life on the Street”. Entretanto, algo muito mais significativo que a vitória do quarto ator negro em Série de Drama acabou acontecendo minutos antes: o Emmy de Melhor Ator em Minissérie para Riz Ahmed. Ele venceu simplesmente Robert De Niro para se tornar o primeiro ator de descendência asiática premiado pelo Emmy. Nascido na Inglaterra, mas filho de paquistaneses, Ahmed também é o primeiro ator muçulmano premiado pela Academia, por seu brilhante desempenho em “The Night Of”, referindo-se inclusive à islamofobia em seu discurso. Azis Ansari, descendente de indianos, também venceu (pela segunda vez consecutiva) como Roteirista de Comédia, por “Master of None”. Ambas as consagrações ajudam a mostrar que o universo das séries é mais colorido que o preto e branco dominante nas discussões sobre diversidade. Confira abaixo a lista completa das produções e talentos premiados durante a transmissão do Emmy 2017. E clique nas fotos dos premiados para ampliá-las em tela inteira. Vencedores do Emmy 2017 Melhor Série de Drama “The Handmaid’s Tale” Melhor Série de Comédia “Veep” Melhor Minissérie ou Série Limitada “Big Little Lies” Melhor Telefilme “Black Mirror: San Junipero” Melhor Atriz em Série de Drama Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”) Melhor Ator em Série de Drama Sterling K. Brown (“This Is Us”) Melhor Atriz em Série de Comédia Julia Louis Dreyfuss (“Veep”) Melhor Ator em Série de Comédia Donald Glover (“Atlanta”) Melhor Atriz em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Nicole Kidman (“Big Little Lies”) Melhor Ator em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Riz Ahmed (“The Night Of”) Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama Ann Dowd (“The Handmaid’s Tale”) Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama John Lithgow (“The Crown”) Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia Kate McKinnon (“Saturday Night Live”) Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia Alec Baldwin (“Saturday Night Live”) Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Laura Dern (“Big Little Lies”) Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Alexander Skarsgard (“Big Little Lies”) Melhor Direção em Série de Drama Reed Morano (“The Handmaid’s Tale”) Melhor Direção em Série de Comédia Donald Glover (“Atlanta”) Melhor Direção em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Jean-Marc Vallée (“Big Little Lies”) Melhor Roteiro em Série de Drama Bruce Miller (“The Handmaid’s Tale”) Melhor Roteiro em Série de Comédia Aziz Ansari, Lena Waithe (“Master of None”) Melhor Roteiro em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Charlie Brooker (“Black Mirror: San Junipero”) Melhor Série de Esquetes e Variedades “Saturday Night Live” Melhor Reality Show “The Voice” Melhor Programa de Variedades “Last Week Tonight with John Oliver” Melhor Roteiro de Programa de Variedades Equipe de “Last Week Tonight with John Oliver” Melhor Direção de Programa de Variedades Don Roy King (“Saturday Night Live”)
Emmy 2017 reflete avanço do streaming, diversidade e renovação entre as séries
A Academia de Televisão dos Estados Unidos realiza neste domingo (17/9) a 69ª edição de sua premiação, os Emmy Awards. E a ausência de “Game of Thrones”, recordista do troféu, que este ano só foi ao ar após a divulgação dos indicados, além do fim das premiadas “Downton Abbey” e “Mad Men”, abriu espaço para uma grande renovação na disputa. A principal novidade foi o destaque obtido pela sci-fi “The Handmaid’s Tale”, primeira produção do serviço de streaming Hulu a obter indicação ao Emmy de Melhor Série de Drama. Também chamou atenção a evidência conseguida por “This Is Us”, num feito raro nesses dias de TV em toda parte. Produção de rede comercial aberta, o drama geracional provou ter qualidade suficiente para disputar o troféu com as atrações premium dos serviços por assinatura. Mas a Netflix conseguiu se destacar com um feito ainda mais significativo, ao emplacar três produções na prestigiosa disputa de Drama: “The Crown”, “Stranger Things” e “House of Cards”. Ainda mais interessante é que, dentre as sete séries dramáticas indicadas, a maioria (quatro) são produções exibidas por streaming e não por transmissão televisiva. Ou seja, o paradigma mudou. A decepção fica por conta da Amazon, que não conseguiu ampliar muito sua presença além de “Transparent”, sua realização mais premiada. De forma significativa, a categoria das Melhores Séries de Drama abriga cinco produções estreantes: “This Is Us”, “The Handmaid’s Tale”, “Westworld”, “The Crown” e “Stranger Things”, que competem com as veteranas “Better Call Saul” e “House of Cards”. A quantidade de títulos de ficção científica é outro dado ilustrativo dos novos tempos. Em compensação, entre as comédias a única novidade é “Atlanta”, que, por sinal, é favorita na disputa com “Black-ish”, “Master of None”, “Silicon Valley”, “Unbreakable Kimmy Schmidt”, “Veep” e a perene “Modern Family”. Outro detalhe desta lista é que, entre as cinco séries, três têm protagonistas negros e pardos. Esta diversidade também está presente nas categorias de interpretação, com recorde de representatividade afro-americana. Ao todo, 27 artistas não brancos vão disputar troféus neste ano, superando os 21 do ano passado. E o número chega a 30, quando se incluem os apresentadores de reality shows. A abundância pode ser atribuída ao aumento das produções voltadas para nichos específicos, que ganharam impulso com o streaming e a TV paga. Entretanto, foi uma série da TV aberta que rendeu o maior número de atores negros indicados. “This Is Us” trouxe indicações para Sterling K. Brown (Melhor Ator em Série de Drama), Ron Cephas Jones (Coadjuvante) e Brian Tyree Henry (Ator Convidado). A estrela mais famosa na disputa é Viola Davis (“How to Get Away with Murder”), que há dois anos se tornou a primeira negra a vencer como Melhor Atriz de Drama, categoria em que volta a concorrer. No início deste ano, ela também conquistou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “Fences” (o filme lançado no Brasil como “Um Limite Entre Nós”). Apesar da grande representatividade de artistas negros, a diversidade não é tão ampla assim, com apenas dois indianos/paquistaneses (Ansari e Riz Ahmed), um latino (Lin-Manuel Miranda, que disputava um Emmy preliminar) e um asiático (BD Wong, igualmente derrotado na disputa preliminar) na relação de minorias não brancas. A premiação também destaca telefilmes, e a lista deste ano causou sobressaltos ao incluir episódios de duas séries: “Black Mirror” e “Sherlock”. Esta anomalia reflete a grande qualidade das séries e a safra fraca dos filmes feitos para TV, da qual só se destaca realmente “The Wizard of Lies”, da HBO. Entre as minisséries e séries limitadas (leia-se de antologia), apenas “Fargo” é veterana, abrindo espaço para mais uma antologia de Ryan Murphy, “Feud”, duas novidades bem distintas da HBO, “The Night Of” e “Big Little Lies”, e a surpresa de “Genius”, do estranho no ninho National Geographic. Em contraste com tantas novidades, a atração que obteve maior quantidade de indicações está no ar há mais de 40 anos: o humorístico “Saturday Night Life”. Contando prêmios técnicos, a produção veterana recebeu 22 indicações – mesmo número de “Westworld”, principal herdeiro de “Game of Thrones” nas categorias técnicas (efeitos). A premiação técnica, por sinal, já aconteceu. Considerado um evento preliminar e batizado de Emmy das Artes Criativas, os troféus de editores, cinematógrafos, figurinistas, maquiadores, compositores e técnicos em geral foi entregue no fim de semana passado e rendeu empate entre “Westworld” e “Strange Things”. Ambas as séries saíram com cinco Emmys cada. A cerimônia antecipada também premia atores convidados (que não fazem parte do elenco fixo central), e rendeu os primeiros troféus de interpretação de “Handmaid’s Tale” e “This Is Us”, vencidos, respectivamente, por Alexis Bledel e Gerald McRaney, além de perpetuar o domínio de “Saturday Night Life” nas categorias de convidados de comédia. Confira a lista completa dos Emmys preliminares aqui. Com apresentação de Stephen Colbert, a cerimônia principal do Emmy 2017 será realizada no Microsoft Theater, em Los Angeles, e exibida ao vivo pelo canal pago TNT. Saiba mais sobre a transmissão aqui e veja abaixo a lista completa dos indicados. Indicados ao Emmy 2017 Melhor Série de Drama “Better Call Saul” “The Crown” “The Handmaid’s Tale” “Stranger Things” “This Is Us” “Westworld” “House of Cards” Melhor Série de Comédia “Atlanta” “Black-ish” “Master of None” “Modern Family” “Silicon Valley” “Unbreakable Kimmy Schmidt” “Veep” Melhor Minissérie ou Série Limitada “Big Little Lies” “Fargo” “Feud” “Genius” “The Night Of” Melhor Telefilme “The Wizard of Lies” “Black Mirror: San Junipero” “Dolly Parton’s Christmas of Many Colors: Circle of Love” “The Immortal Life of Henrietta Lacks” “Sherlock: The Lying Detective” Melhor Atriz em Série de Drama Viola Davis (“How to Get Away with Murder”) Claire Foy (“The Crown”) Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”) Keri Russell (“The Americans”) Evan Rachel Wood (“Westworld”) Robin Wright (“House of Cards”) Melhor Ator em Série de Drama Sterling K. Brown (“This Is Us”) Anthony Hopkins (“Westworld”) Matthew Rhys (“The Americans”) Liev Schreiber (“Ray Donovan”) Kevin Spacey (“House of Cards”) Milo Ventimiglia (“This Is Us”) Melhor Atriz em Série de Comédia Pamela Adlon (“Better Things”) Jane Fonda (“Grace and Frankie”) Alison Janney (“Mom”) Ellie Kemper (“Unbreakable Kimmy Schmidt”) Julia Louis Dreyfuss (“Veep”) Tracee Elliss Ross (“Black-ish”) Lily Tomlin (“Grace and Frankie”) Melhor Ator em Série de Comédia Anthony Anderson (“Black-ish”) Aziz Ansari (“Master Of None”) Zach Galifianakis (“Baskets”) Donald Glover (“Atlanta”) William H. Macy (“Shameless”) Jeffrey Tambor (“Transparent”) Melhor Atriz em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Carrie Coon (“Fargo”) Felicity Huffman (“American Crime”) Nicole Kidman (“Big Little Lies”) Jessica Lange (“FEUD: Bette and Joan”) Susan Sarandon (“FEUD: Bette and Joan”) Reese Witherspoon (“Big Little Lies”) Melhor Ator em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Riz Ahmed (“The Night Of”) Benedict Cumberbatch (“Sherlock – The Lying Detective”) Robert De Niro (“The Wizard of Lies”) Ewan McGregor (“Fargo”) Geoffrey Rush (“Genius”) John Turturro (“The Night of”) Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama Ann Dowd (“The Handmaid’s Tale”) Samira Wiley (“The Handmaid’s Tale”) Uzo Aduba (“Orange Is the New Black”) Millie Bobby Brown (“Stranger Things”) Chrissy Metz (“This Is Us”) Thandie Newton (“Westworld”) Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama John Lithgow (“The Crown”) Jonathan Banks (“Better Call Saul”) Mandy Patinkin (“Homeland”) Michael Kelly (“House of Cards”) David Harbour (“Stranger Things”) Ron Cephas Jones (This Is Us) Jeffrey Wright (Westworld) Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia Kate McKinnon (“Saturday Night Live”) Vanessa Beyer (“Saturday Night Live”) Leslie Jones (“Saturday Night Live”) Anna Chlumsky (“Veep”) Judith Light (“Transparent”) Kathryn Hahn (“Transparent”) Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia Alec Baldwin (“Saturday Night Live”) Louie Anderson (“Baskets”) Ty Burrell (“Modern Family”) Tituss Burgess (“Unbreakable Kimmy Schmidt”) Tony Hale (“Veep”) Matt Walsh (“Veep”) Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Regina King (“American Crime”) Shailene Woodley (“Big Little Lies”) Laura Dern (“Big Little Lies”) Judy Davis (“Feud”) Jackie Hoffman (“Feud”) Michelle Pfeiffer (“The Wizard of Lies”) Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Alexander Skarsgard (“Big Little Lies”) David Thewlis (“Fargo”) Alfred Molina (“Feud”) Stanley Tucci (“Feud”) Bill Camp (“The Night Of”) Michael K. Williams (“The Night Of”) Melhor Direção em Série de Drama Vince Gilligan (“Better Call Saul”) Lesli Linka Glatter (“Homeland”) The Duffer Brothers (“Stranger Things”) Stephen Daldry (“The Crown”) Reed Morano (“The Handmaid’s Tale”) Kate Dennis (“The Handmaid’s Tale”) Jonathan Nolan (“Westworld”) Melhor Direção em Série de Comédia Donald Glover (“Atlanta”) Jamie Babbit (“Silicon Valley”) Mike Judge (“Silicon Valley”) Morgan Sackett (“Veep”) David Mandel (“Veep”) Dale Stern (“Veep”) Melhor Direção em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Jean-Marc Vallée (“Big Little Lies”) Noah Hawley (“Fargo”) Ryan Murphy (“FEUD: Bette And Joan”) Ron Howard (“Genius”) James Marsh (“The Night Of”) Steven Zaillian (The Night Of) Melhor Roteiro em Série de Drama Joel Fields, Joe Weisberg (“The Americans”) Gordon Smith (“Better Call Saul”) Peter Morgan (“The Crown”) Bruce Miller (“The Handmaid’s Tale”) The Duffer Brothers (“Stranger Things”) Lisa Joy, Jonathan Nolan (“Westworld”) Melhor Roteiro em Série de Comédia Donald Glover (“Atlanta: B.A.N”) Stephen Glover (“Atlanta: Streets on Lock”) Aziz Ansari, Lena Waithe (“Master of None”) Alec Berg (“Silicon Valley”) Billy Kimball (“Veep: Georgia”) David Mandel (“Veep: Groundbreaking”) Melhor Roteiro em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme David E. Kelley (“Big Little Lies”) Charlie Brooker (“Black Mirror: San Junipero”) Noah Hawley (“Fargo”) Ryan Murphy (“Feud: And the Winner Is”) Ryan Murphy, Jaffe Cohen, Michael Zam (“Feud: Pilot”) Richard Price, Steven Zaillian (“The Night Of”) Melhor Série de Esquetes e Variedades “Billy On The Street” “Documentary Now!” “Drunk History” “Portlandia” “Saturday Night Live” “Tracey Ullman’s Show” Melhor Reality Show “The Amazing Race” “American Ninja Warrior” “Project Runway” “RuPaul” “Top Chef” “The Voice” Melhor Talk Show de Variedades “Full Frontal with Samantha Bee” “Jimmy Kimmel Live” “Last Week Tonight” “Real Time with Bill Maher” “The Late Late Show with James Corden” “The Late Show with Stephen Colbert”
Game of Thrones ganha prólogo animado da HBO
A série “Game of Thrones” ganhou um prólogo animado, que detalha a história de conquistas e rebeliões dos Sete Reinos, antes da chegada dos Baratheon/Lannister ao Trono de Ferro – evento também conhecido como “antes da série começar”. A HBO divulgou o primeiro episódio de “Conquest & Rebellion” na página oficial de “Game of Thrones” no YouTube, e ele pode ser conferido na íntegra abaixo. Enquanto o capítulo inicial tem 4 minutos e meio, a animação completa terá 45 minutos, consistindo de 12 episódios, com narração de atores da série, como Nikolaj Coster-Waldau (Jaime Lannister) e Sophie Turner (Sansa Stark). A princípio, o material foi produzido como bônus do Blu-ray da 7ª temporada – cuja capa também foi divulgada (veja abaixo) – e não deve ser disponibilizado integralmente online. A HBO também está desenvolvendo cinco projetos de séries passadas no mesmo universo de “Game of Thrones”. A expectativa é que pelo menos uma seja aprovada e se transforme num spin-off oficial, após o encerramento da 8ª e última temporada. Assim como “Conquest & Rebellion”, os projetos derivados são todos prólogos.
Game of Thrones vai gravar vários finais diferentes para sua última temporada
A produção da 8ª e última temporada de “Game of Thrones” vai gravar vários finais diferentes para a série, visando evitar spoilers. A informação é de um jornal do interior dos EUA, The Morning Call, que acompanhou uma palestra do presidente de programação da HBO, Casey Bloys, em uma universidade da Pensilvânia, nos EUA. Na ocasião, o executivo afirmou que é necessário ter precauções quando se trata de “um programa importante”. “Quando estamos gravando as cenas, as pessoas acabam descobrindo. Então, filmaremos várias versões, para que ninguém descubra o que de fato irá acontecer no fim”, explicou Bloys. Como destacou o jornal, muitas séries de sucesso, como “Breaking Bad”, “Sopranos” e “Dallas”, também gravaram mais de uma versão para o episódio final das tramas, estratégia que é bastante comum entre as novelas da Globo. Curiosamente, não é a primeira vez que se ouve que “Game of Thrones” grava versões diferentes para despistar. Durante uma entrevista televisiva na véspera da estreia da 7ª temporada, o ator Kit Harington, intérprete de Jon Snow, disse que os atores passaram 15 horas filmando cenas de mentira para evitar spoilers. Apesar disso, todas as fotos tiradas por paparazzi acabaram se revelando cenas verdadeiras, o que sugere que talvez a história das cenas falsas tenha sido apenas para criar dúvidas entre os fãs que viram as imagens de Jon Snow e Daenerys (Emilia Clarke) juntos. De todo modo, a estratégia se provou ineficaz diante dos problemas enfrentados pela série, como spoilers da trama integral, vazamentos de roteiros provenientes de ataques de hackers, divulgação antecipada de dois episódios por piratas da Índia e pelo equívoco de funcionários europeus da própria HBO, etc.
Ator japonês de Wolverine: Imortal entra na série Westworld
Sabe aquela sala de samurais vista no final da 1ª temporada de “Westworld”? Pode ser coincidência, mas, segundo a revista TV Guide, o ator japonês Hiroyuki Sanada, que estrelou “O Último Samurai” (2003) e interpretou o filho do Samurai de Prata em “Wolverine: Imortal” (2013), entrou para o elenco da 2ª temporada da série. A HBO não divulgou detalhes sobre o papel do ator e continua a manter em segredo a trama deste novo ano, apesar de ter divulgado uma prévia na Comic-Con, que pode ser conferida aqui. Para a nova temporada, a série também já adicionou Gustaf Skarsgård (série “Vikings”), Fares Fares (“Tyrant”) Betty Gabriel (“Corra!”), Jonathan Tucker (“Kingdom”), Neil Jackson (“Sleepy Hollow”) e Katja Herbers (“The Leftovers”). Os novos episódios ainda não tem previsão de estreia.












