“A Black Lady Sketch Show” é cancelada após quatro temporadas
A HBO confirmou que sua premiada série de comédia “A Black Lady Sketch Show” foi encerrada em sua 4ª temporada, que foi concluída em maio. Produzida por Robin Thede (estrela e criadora do talk show “The Rundown with Robin Thede”) e Issa Rae (estrela e criadora de “Insecure”) com um superelenco, o programa era, como o título deixava claro, uma atração de esquetes protagonizadas por atrizes negras, que refletem situações enfrentadas por diversas “black ladies” no mundo atual. Agradecimentos Em um comunicado, a HBO descreveu a criadora Robin Thede como “um talento visionário da comédia”, e acrescentou: “Por quatro excepcionais temporadas de ‘A Black Lady Sketch Show’, ficamos emocionados em nos associar a ela nesta série inovadora e hilária. Robin, ao lado de Hoorae, Jax Media e o incrível elenco e equipe, deixa um legado indelével não apenas nas esquetes, mas na comédia televisiva, e aguardamos ansiosamente a continuação da colaboração criativa em seu contrato conosco.” Como indica a nota, Thede continuará ocupada na HBO, onde está desenvolvendo a série de comédia “Disengagement”. Ela também se manifestou, agradecendo aos parceiros pelas quatro temporadas da atração. “Obrigada a todos os membros do elenco imensamente talentosos, estrelas convidadas, escritores, diretores, editores e membros da equipe que fizeram de ‘A Black Lady Sketch Show’ um sucesso vencedor do Emmy. Eu especialmente quero reconhecer as mulheres negras e outras mulheres de cor que se destacaram em todos os departamentos da ABLSS. Também sou eternamente grata pelo apoio de Issa Rae e Jax Media, Amy Gravitt, Casey Bloys e toda a equipe da HBO, Max e Warner Bros. Discovery.” Premiação Ao longo de sua exibição, “A Black Lady Sketch Show” recebeu 13 indicações ao Emmy e teve três vitórias – além de ter conquistado o prêmio da TCA (Associação de Críticos de TV dos EUA) como melhor programas de esquete/variedades, o prêmio de melhor comédia da HCA (Associação dos Críticos de Hollywood) e cinco prêmios Black Reel (voltados à produções afro-americanas). A série pode ser vista no Brasil pela plataforma HBO Max. Veja abaixo o trailer da temporada final.
Allison Mack, ex-atriz de “Smallville”, é liberada da prisão
A atriz Allison Mack, conhecida por sua atuação na série “Smallville”, foi liberada da prisão na segunda-feira (3/7), após cumprir dois dos três anos de sua sentença. A atriz de 40 anos foi condenada por acusações de extorsão e conspiração em conexão com o escândalo de tráfico sexual da seita NXIVM. Mack foi presa em abril de 2018, após as autoridades federais invadirem a sede da NXIVM perto de Albany, Nova York. Em 2021, ela se declarou culpada das acusações e enfrentou uma pena de 14 a 17 anos e meio de prisão. No entanto, sua sentença foi reduzida a três anos por ter ajudado os promotores no caso contra Keith Raniere, líder da NXIVM. Raniere foi condenado em 2020 a 120 anos de prisão por tráfico sexual, entre outros crimes. A atriz começou a cumprir sua sentença em setembro de 2021 na Instituição Correcional Federal de Dublin, na Califórnia. Além do tempo de prisão, Mack recebeu uma multa de US$ 20 mil e precisa cumprir mil horas de serviço comunitário. Assim como Mack e Raniere, Clare Bronfman, herdeira do grupo de bebidas Seagram, também foi condenada por seu envolvimento na seita, recebendo uma sentença de seis anos e nove meses de prisão. Saída antecipada da prisão A libertação antecipada de Allison Mack foi confirmada pelo site do Bureau Federal de Prisões. Ela foi liberada devido ao bom comportamento durante o período em que esteve detida. Em uma carta enviada ao tribunal antes de sua sentença, ela se dirigiu “àqueles que foram prejudicados por minhas ações”, afirmando que ela se jogou nos ensinamentos de Raniere “com tudo que eu tinha”. “É agora de suma importância para mim dizer, do fundo do meu coração, que sinto muito”, disse a carta. “Este foi o maior erro e arrependimento da minha vida.” Mack disse que se uniu à organização NXIVM há uma década para encontrar propósito na vida: “Ao longo de todo o tempo, eu acreditei que as intenções de Keith Raniere eram de ajudar pessoas. Eu estava errada. Eu agora percebo que eu e outras pessoas nos envolvemos em condutas criminosas”. A seita sexual Gabando-se de que seus membros incluíam atores de Hollywood e atletas profissionais, Raniere atraiu várias pessoas para seu programa de autoajuda, que se tornou extremamente popular. Mas, conforme sua influência crescia, ele também passou a fundar diversos subgrupos, entre eles o DOS (“Dominus Obsequious Sororium”), formado só por mulheres atraentes e que funcionava como uma seita sexual, onde as integrantes eram marcadas com as iniciais do guru, forçadas a seguir dietas estritas e não saudáveis, e transformadas em escravas sexuais por meio de chantagem. Mack ajudou a atrair várias mulheres para o DOS, como uma das principais recrutadoras da NXIVM. Mas fechou um acordo de detalhes não revelados para colaborar com a promotoria de Justiça e entregou gravações incriminadoras de Raniere, que ajudaram a condená-lo a uma sentença centenária. O escândalo da NXIVM rendeu duas séries documentais, “Seduced: Inside the NXIVM Cult” (2020), na Starz, e “The Vow”, na HBO, que teve sua 1ª temporada exibida em 2020 e ainda teve uma continuação em 2022, após as condenações dos envolvidos. Veja baixo os trailers das duas temporadas de “The Vow”.
“The Idol” é classificada como “pior série o ano” por críticos dos EUA e Reino Unido
A polêmica série “The Idol” liberou seu último episódio neste último domingo (2/7) na HBO Max, tendo um final prematuro. Originalmente, a atração teria um total de seis episódios, mas a trama foi encerrada no quinto capítulo, o que alimentou os boatos de que a série não terá uma 2ª temporada. Nos últimos meses, a produção acumulou comentários negativos do público e da crítica. E com o episódio final não foi diferente. Criada por Sam Levinson (“Euphoria”), The Weeknd e Reza Fahim, a série é estrelada pelo cantor como o misterioso Tedros e por Lily Rose Depp como uma cantora chamada Jocelyn. Após um colapso nervoso, Jocelyn interrompeu sua última turnê e começou a se envolver com Tedros, que promete levá-la a novas alturas gloriosas, enquanto explora as profundezas mais escuras de sua alma. De acordo com o cantor, a trama foi baseada em diversos acontecimentos da sua vida e experiências que observou na indústria artística. Com uma proposta inicial de fazer um retrato sombrio da indústria, a série exagera em clichês, tramas fracas, conteúdo sexual e nudez. Apesar do tratamento artístico, os cinco episódios foram considerados um pior que o outro, o que valeu à produção o título de “pior série do ano”. Uma bomba histórica O jornal inglês The Guardian não poupou as palavras e classificou a série como “um dos piores programas já feitos”. De acordo com a crítica Leila Latif, a atração era “um evento televisivo dolorosamente tedioso” que teve “o final mais fraco” possível. Entediante e sem sentido, a série “sentiu a necessidade de fazer um ponto sobre como o feminismo e o movimento #MeToo atrapalham a diversão”. Em relação à performance dos atores, esse aspecto passou longe de conquistar pela falta de carisma, com a personagem de Depp consistindo em “nada além de apatia, olhar vago e fumo em série”, enquanto a atuação de The Weeknd deveria ser julgada em um tribunal penal. “Estávamos preparados para ficar chocados. Estávamos preparados para ficar horrorizados. Mas nada pode prepará-lo para ficar tão incrivelmente entediado”. Segundo a crítica, a HBO “gastou milhões e milhões de dólares para entregar mulheres se contorcendo alegremente, sendo sexualizadas e encontrando paz ao admitir o quanto elas são ruins”. Seguindo a mesma linha, o jornal britânico Telegraph considerou “The Idol” como “certamente o pior programa de TV do ano”. Na crítica de Ed Power, a série foi chamada de “extremamente ruim e sexista”, conseguindo “manter uma consistente mediocridade ao longo [dos episódios]”. A crítica ainda apontou que a HBO decaiu no seu padrão de qualidade e que finalmente “lançou uma bomba histórica”. “Confirmou que não era apenas o pior programa de TV do ano, mas um possível fracasso histórico”, disse o crítico sobre o episódio final. “Foi o Lado Sombrio da Lua da televisão terrível – tão embaraçoso que é difícil imaginar como saiu do papel, quanto mais como chegou às nossas telas”. A série não era tudo isso Apesar da série não agregar quase nenhuma opinião positiva, alguns veículos não foram tão extremistas nas críticas. De acordo com Chris Vognar, da Rolling Stone, a HBO “já teve contratempos piores” no passado. Por outro lado, ele lamentou o “acúmulo atonal de motivações vagas dos personagens, becos sem saída narrativos e cenas de sexo incrivelmente desinteressantes” da atração. “Não foi um estrondo nem um murmúrio”, escreveu sobre o final. “Foi só menos ruim que o que o precedeu. Isso pode ser interpretado como uma crítica com elogio fraco ou visto como uma pequena vitória de alguma forma”. Já para Alison Herman, da Variety, a série não era “tão ofensiva quanto seus detratores afirmavam nem tão ‘revolucionária’ quanto o co-criador Sam Levinson acreditava”. “Como tantas obras de arte que buscam provocação aberta demais, o drama de cinco episódios da HBO se atrapalhou, passando clichês redutivos como transgressões radicais”, ponderou. Narrativa incoerente Quando anunciada, a atração prometia ser uma das produções mais aclamadas do ano, o que deixou o público e a crítica bastante desapontados. Segundo Lovia Gyarkye, do Hollywood Reporter, a série terminou “com um final tão desorientador que a previsão de Levinson de que sua última criação seria ‘o maior programa do verão’ agora parece ridícula”. “Os problemas de ‘The Idol’ não se limitam à sua nudez gratuita ou erotismo juvenil. O programa é assombrado por uma trama rasa e uma narrativa incoerente”, pontuou. “As histórias são levantadas e descartadas de forma descuidada, com seus restos assombrando os espectadores atentos”. A crítica ainda ressaltou que o péssimo desenvolvimento dos personagens, atuações fracas e ritmo fora de tom deixaram o programa pior. “E ainda assim, a temporada contém alguns momentos inspirados – vislumbres do que ‘The Idol’ poderia ter sido”, finalizou. Ponderando a capacidade desperdiçada da série, a crítica de Laura Martin, da BBC, apontou que sempre houve uma “confusão sobre o que exatamente ‘The Idol’ deveria ser”. Para ela, “qualquer aspecto positivo foi perdido na caótica discussão em torno do programa.” “Parecia ser muitos programas se passando por um”, escreveu. “O programa vacilava de forma estranha, nunca se comprometendo completamente com o que queria entregar”. “Enquanto isso, o aparente foco em ser vanguardista – ou ‘doente e distorcido’, como os primeiros trailers alegavam que as mentes de Levinson e Tesfaye eram – teve um custo”, apontou. “O diálogo era terrível, a trama não se movia até o penúltimo episódio – e mesmo assim era uma confusão – e não houve praticamente nenhuma progressão de personagem”. Todos os episódios de “The Idol” estão disponíveis na HBO Max.
HBO Max divulga trailer de série documental sobre o Massacre de Realengo
A HBO Max divulgou o primeiro trailer de “Massacre na Escola – A Tragédia das Meninas de Realengo” nesta terça-feira (4/7). A nova série documental vai retratar o caso real que chocou o Brasil há mais de 10 anos. A produção aborda a tragédia ocorrida em uma escola municipal de Realengo, no Rio de Janeiro, em 2011. A prévia mostra que a trama vai revisitar os principais momentos que culminaram no evento que tirou a vida de estudantes. Ao longo de quatro episódios, a produção alerta sobre o tema da violência escolar, marcada por um aumento de casos expressivo nos últimos anos. O Massacre de Realengo A tragédia aconteceu em 7 de abril de 2011, às 8h30 da manhã, na Escola Municipal Tasso de Silveira, no Rio de Janeiro. A escola estava em clima de festa para celebrar seus 40 anos, até que tudo mudou. Um ex-aluno da escola entrou no local se passando por palestrante e iniciou um massacre com armas de fogo. Ele disparou cerca de 40 tiros, atingindo estudantes que estavam presentes na escola. Ao todo, 24 estudantes foram feridos e 12 perderam suas vidas, incluindo 10 meninas. O crime foi o primeiro massacre em uma escola da rede pública no país, ganhando repercussão nacional e internacional. O caso foi tratado como um episódio de feminicídio em massa, despertando debates sobre segurança nas escolas e a necessidade de prevenção da violência escolar, além de ter levantado debates sobre bullying, saúde mental e acesso a armas de fogo. Créditos O roteiro e a direção são da cineasta brasileira Bianca Lenti (“Fio do Afeto”), que também atua como produtora. A produção é uma parceria da Giros Filmes e a Warner Bros. Discovery. A equipe de produtores é formada por Maurício Magalhães, Anouk Aaron, Adriana Cechetti e Patricio Díaz. “Massacre na Escola – A Tragédia das Meninas de Realengo” estreia no domingo (9/7) na HBO Max. Os episódios também e serão exibidos semanalmente no canal pago da HBO às 22h (horário de Brasília).
Nasce o segundo filho de Kit Harington e Rose Leslie, de “Game Of Thrones”
Os atores Kit Harington e Rose Leslie, da série “Game Of Thrones”, são pais novamente com o nascimento de seu segundo filho. O casal teve sua primeira garotinha, após dois anos do primeiro filho, que nunca teve seu nome revelado. Apesar dos atores manterem a vida pessoal bastante privada, a notícia foi confirmada pelos seus representantes a coluna Page Six nesta segunda-feira (3/6). Segundo as fontes, os dois estão “encantados por terem recebido uma linda menininha na família”. Harington anunciou a segunda gravidez da esposa durante uma entrevista no talk-show do comediante Jimmy Fallon, em fevereiro passado. Na conversa, o ator comentou que seu filho, nascido em 2021, estava prestes a ganhar o maior choque de sua vida, ao descobrir que se tornará irmão mais velho de “um novo irmão ou irmã”. “Apontamos para a barriga de Rose e dizemos ‘o bebê da mamãe’, mas então ele aponta para a própria barriga e diz ‘o meu bebê'”, explicou. Ele também confessou que estava “apavorado” diante da segunda gravidez. “A realidade bate mais rápido”, explicou. O casal se conheceu enquanto gravava a série “Game of Thrones”, da HBO, onde interpretavam o icônico Jon Snow e a destemida Ygritte, que também formavam um par romântico. Com a química na tela, dois começaram a alimentar rumores de um relacionamento em 2012. O relacionamento foi oficialmente confirmado em 2016 e eles se casaram em 2018, dois anos depois.
Warner negocia exibir títulos originais da HBO na Netflix
A Warner Bros. Discovery estaria em negociações para exibir títulos originais da HBO na plataforma da Netflix. A apuração do site americano Deadline afirma que o estúdio quer disponibilizar séries na concorrente para aumentar o rendimento financeiro das produções. Caso o acordo seja concluído, os títulos selecionados perderão o selo de exclusividade da HBO. A ação faz parte de uma mudança de estratégia da Warner Bros. para encontrar novas formas de monetizar seu catálogo de títulos enquanto implementa um plano de redução de custos. Segundo o Deadline, inicialmente a proposta não foi bem recebida pelos executivos da HBO, mas o apelo financeiro acabou falando mais alto. O acordo visa trazer mais visibilidade aos títulos da HBO através de uma nova audiência global. Caso as séries sejam disponibilizadas na Netflix, elas irão alcançar um público diferente dos assinantes da Max. A reportagem ainda revelou que a primeira série a ser negociada é a comédia “Insecure”, encerrada em 2021, que conta com cinco temporadas produzidas pela HBO. Distribuição das séries originais ao longo dos anos Embora a parceria com a Netflix surpreenda, essa não seria a primeira vez que a HBO opta por distribuir seus títulos em outras redes. Afinal, a empresa atuou apenas como um canal televisivo no decorrer de quase 50 anos. Com isso, a emissora fez acordos de exibição em outros canais para títulos como “Sex and the City”, “Curb Your Entusiasm”, “A Sete Palmos” (Six Feet Under), “Entourage” e “Sopranos”. Mais recentemente, em 2014, a HBO fechou um acordo com a Amazon Prime Video para licenciar algumas de suas produções de sucesso como “A Sete Palmos”, “A Escuta”, “Deadwood” e “Os Sopranos”. Apesar disso, as negociações foram feitas antes da Amazon se tornar concorrente direta da HBO no mercado de assinaturas premium. Todos esses acordos tinham sido encerrados ou congelados com a chegada da HBO Max no ano de 2020 – por sua vez, transformada em Max, em maio nos EUA. Entretanto, após a fusão da Warner com a Discovery, a HBO começou a distribuir produções como “Westworld” em plataformas FAST (streaming gratuito), como Roku e Tubi.
Diretor de “The Flash” fará novo filme de Batman
O diretor Andy Muschietti, responsável pelo filme “The Flash” lançado nesta quinta-feira (15/6) nos cinemas, foi confirmado na direção de “Batman: The Brave and the Bold”, o primeiro longa de Batman na era do DC Studios. “Vimos ‘The Flash’ antes mesmo de assumir a liderança na DC Studios e sabíamos que estávamos nas mãos de não apenas um diretor visionário, mas um grande fã da DC”, disseram Gunn e Safran ao anunciar a contratação. “‘The Flash’ é um filme magnífico – engraçado, emocional, emocionante – e a afinidade e paixão de Andy por esses personagens e este mundo ressoam em cada quadro. Portanto, quando chegou a hora de encontrar um diretor para ‘The Brave and the Bold’, havia realmente apenas uma escolha. Felizmente, Andy disse sim. Barbara se comprometeu a produzir conosco e estávamos a caminho. Eles formam uma equipe extraordinária e não poderíamos ter parceiros melhores ou mais inspiradores enquanto embarcamos nesta nova aventura emocionante no DCU”, completaram. Muschietti e sua irmã Barbara produzirão “Batman: The Brave and the Bold” através de sua produtora Double Dream, ao lado dos presidentes do DC Studios, James Gunn e Peter Safran. Batman e Robin Ainda sem roteirista definido, o filme será baseada nos quadrinhos de Grant Morrison que introduziram Damian, o filho biológico de Bruce Wayne, que foi criado por sua mãe Talia al Ghul na Liga dos Assassinos e virou o Robin mais recente dos quadrinhos. A história de Damian também marcará a primeira aparição de um Robin num filme live-action desde que Chris O’Donnell interpretou o papel, ao lado de George Clooney no filme “Batman e Robin” de 1997. “É uma história de pai e filho muito estranha”, disse Gunn à imprensa no final de janeiro ao anunciar a produção – que não terá relação com a planejada sequência do filme “Batman” (2022), estrelada por Robert Patinson. Contrato de produção com a Warner Junto da oficialização do diretor argentino à frente do novo Batman, a Warner Bros. Pictures e a Warner Bros. Television Group/Max também anunciaram um contrato de exclusividade com a Double Dream, produtora do cineasta e de sua irmã. “Não poderíamos estar mais empolgados em fortalecer nossa parceria de longa data com esses cineastas incrivelmente talentosos e incansáveis. Entre a habilidade singular e a visão de Andy como diretor e os instintos aguçados e visionários de Barbara como produtora, eles formam uma verdadeira equipe de sonho no cinema e canalizam sua paixão de toda a vida em filmes que entregam tanto histórias humanas convincentes quanto sucessos de bilheteria emocionantes. É uma das razões pelas quais seus filmes se conectam de forma tão ampla e poderosa com o público em todo o mundo, e se alinha perfeitamente com os tipos de filmes que queremos fazer”, disseram Michael De Luca e Pam Abdy, co-Presidentes e CEOs do Warner Bros. Motion Picture Group. Antes de “The Flash”, Muschietti fez os terrores “It – A Coisa” (2017) e “It – Parte 2” (2019) na Warner – após ser revelado por Guillermo Del Toro em “Mama” (2013), da Universal. E, não por acaso, o primeiro projeto da parceria recém-anunciada será a série “Welcome to Derry”, derivada dos filmes “It”. “Andy e Barbara são artistas singulares cuja visão e paixão por ‘Welcome to Derry’ nos surpreendeu. Mal podemos esperar para que os fãs vejam este próximo cativante – e horrível! — capítulo do universo de ‘It’ na Max”, disse Channing Dungey, presidente e CEO do Warner Bros. Television Group. “Estamos entusiasmados em continuar nossa parceria e esperamos contar muito mais histórias com eles no futuro.” Os irmãos Muschietti agradeceram a oportunidade. “A Warner Bros. tem sido um incrível parceiro para nós por anos, mas mais do que isso, a Warner tem feito parte de nossas vidas inteiras”, afirmaram.
Cormac McCarthy, autor de “Onde os Fracos Não tem Vez”, morre aos 89 anos
Cormac McCarthy, escritor vencedor do Prêmio Pulitzer, que teve várias obras adaptadas para o cinema como “Onde os Fracos Não tem Vez” e “A Estrada”, faleceu nesta terça (13/6) em sua casa em Santa Fé, Novo México (EUA) aos 89 anos. McCarthy era famoso por sua prosa precisa e visão sombria da humanidade, bem como suas tramas violentas e rebeldia contra as aspas e ponto e vírgula, sendo celebrado como um dos principais autores americanos de seu tempo. “Ele é o grande pessimista da literatura americana, usando suas frases para iluminar um mundo em que quase tudo (inclusive a pontuação) já se transformou em pó”, escreveu um perfil de 2009 do jornal The Guardian. O legado literário Nascido Charles McCarthy em Providence, Rhode Island, o escritor foi casado três vezes e deixa dois filhos, além de um imenso legado na literatura americana. Dentre suas obras mais notáveis, destaca-se a “Trilogia da Fronteira” – composta por “Todos os Belos Cavalos” de 1992, “A Travessia” de 1994 e “Cidades da Planície” de 1998 – e sua tragédia pós-apocalíptica “A Estrada”, publicada em 2006. McCarthy recebeu o Prêmio Pulitzer de Ficção por este último livro perturbador sobre a jornada de um pai e seu filho por um mundo desolado. Seu estilo de escrita distintivo caracterizava-se por “frases simples e declarativas”, conforme o próprio autor. Ele nunca sentiu a necessidade de usar aspas quando seus personagens falavam. Sempre relutante em promover seu trabalho, o autor raramente promoveu sua própria obra, apesar do grande interesse do público. Ele deu poucas entrevistas e se manteve bastante isolado do mundo literário. Porém, a fama veio inevitavelmente com a adaptação de seus romances para o cinema, levando sua visão distinta para um público ainda mais amplo. Dos livros para as telas Sua primeira obra a ser adaptada para o cinema foi “Todos os Belos Cavalos”, que virou o filme “Espírito Selvagem” em 2000, dirigido por Billy Bob Thornton e estrelado por Matt Damon e Penélope Cruz. Em seguida veio seu título mais popular: “Onde os Velhos Não Tem Vez” virou o vencedor do Oscar “Onde os Fracos Não tem Vez”, dos irmãos Joel e Ethan Coen, vencedor das estatuetas de Melhor Filme, Direção, Roteiro Adaptado e Ator Coadjuvante (Javier Bardem). O sucesso do drama criminal dos irmãos Coen despertou o interesse nas obras do escritor, levando à adaptação do impactante “A Estrada” logo em seguida. Lançado em 2009, o filme do diretor John Hillcoat foi estrelado por Viggo Mortensen e venceu o Festival de Cinema do Amazonas, além de vários prêmios da crítica. Em uma reviravolta irônica, McCarthy revelou que originalmente concebeu “Onde os Velhos Não Tem Vez” como um roteiro, mas, após receber um feedback negativo, decidiu transformá-lo em um romance. Ele só foi escrever seu primeiro e único roteiro original para o cinema anos depois. O resultado foi “O Conselheiro do Crime”, com direção de Ridley Scott e um elenco grandioso – Penélope Cruz, Michael Fassbender, Javier Bardem e Cameron Diaz, entre outros – , que entretanto não agradou a crítica especializada. Ele também adaptou sua peça “The Sunset Limited” para o telefilme “Ao Limite do Suicídio” da HBO de 2011, estrelado por Tommy Lee Jones e Samuel L. Jackson, e ainda permitiu que James Franco cometesse a adaptação de seu terceiro livro, “Child of God” (lançado em 1973), num filme estrelado por Tim Blake Nelson em 2013. Última adaptação de sua obra McCarthy ainda aumentará a lista de obras transformadas em filme em breve. O diretor John Hillcoat, de “A Estrada”, está trabalhando na adaptação de “Meridiano de Sangue”, um romance notável por sua descrição explícita da violência no Oeste americano, o que sempre foi apontado como dificuldade para sua produção – o que já fez várias tentativas anteriores, de nomes notáveis como Ridley Scott, James Franco e Tommy Lee Jones, falharem. Publicado em 1985, o romance é amplamente considerado uma das maiores obras da literatura americana. Baseado em eventos históricos que ocorreram na fronteira entre Texas e México na década de 1850, o livro segue as fortunas de um jovem de 14 anos do Tennessee que tropeça em um mundo de pesadelos onde os índios estão sendo assassinados e o mercado para seus escalpos está prosperando, entre as muitas violências e depravações da colonização do Oeste dos EUA. O próprio Cormac McCarthy e seu filho, John, apoiaram a escolha de Hillcoat para fazer a adaptação e são creditados como produtores executivos no estúdio New Regency.
Treat Williams, astro de “Hair” e “Everwood”, morre em acidente de moto aos 71 anos
O veterano ator Treat Williams, mais conhecido por seu papel como Dr. Andy Brown na série “Everwood” e por sua performance aclamada no musical “Hair”, faleceu na segunda-feira (12/6) em um acidente de moto próximo a Dorset, Vermont, nos EUA. Ele tinha 71 anos. Ele era conhecido por sua versatilidade, tendo atuado tanto em séries de TV quanto em filmes de sucesso, nos mais diferentes gêneros. O Acidente O agente de Williams, Barry McPherson, confirmou a morte do ator em um comunicado à imprensa. No texto, informou que o ator morreu ao ser cortado por um carro, enquanto fazia uma curva de moto. “Estou simplesmente devastado. Ele era o cara mais legal. Era muito talentoso”, acrescentou. “Ele era um ator dos atores. Os cineastas o adoravam. Ele era o coração de Hollywood desde o final dos anos 1970. Ele estava realmente orgulhoso de sua atuação este ano. Ele estava tão feliz com o trabalho que eu consegui para ele. Ele teve uma carreira equilibrada”, completou o agente. O estouro com “Hair” Nascido como Richard Treat Williams em 1º de dezembro de 1951 em Rowayton, Connecticut, ele começou sua carreira em 1975, marcando sua estreia nas telas com um papel no longa “Deadly Hero”. No ano seguinte, ele coadjuvou o drama de guerra “A Águia Pousou”. Mas foi no ano de 1979 em que realmente decolou, quando foi escolhido para protagonizar a adaptação cinematográfica do famoso musical da Broadway, “Hair”, dirigido por Miloš Forman. A performance de Williams como George Berger foi aplaudida pela crítica e pelo público, levando-o a ser indicado ao Globo de Ouro na categoria de “novo astro do ano”. Baseado no musical da Broadway de 1967, “Hair” trazia música, dança e a contracultura dos anos 1960, marcando sua história com uma forte oposição aos valores conservadores e à guerra do Vietnã. A trama seguia um jovem de Oklahoma chamado Claude (interpretado por John Savage) que por acaso acaba se juntando a um grupo de hippies liderado por Berger, na cidade de Nova York, antes de ser convocado para a guerra. A performance vibrante de Williams como Berger, um personagem extrovertido, espirituoso, mas com destino trágico, ajudou a transformar o filme em sucesso e solidificou o lugar do ator no cinema. “Everwood” e o sucesso na TV Avançando em sua carreira, Williams entrou em seu papel mais notável com “Everwood”. Interpretando o Dr. Andy Brown, um neurocirurgião de Manhattan que muda sua família para o interior do Colorado após a morte de sua esposa, Williams encabeçou a produção por quatro temporadas, ganhando uma indicação ao SAG Award (o troféu do Sindicato dos Atores) por sua performance – à frente de um elenco que ainda tinha ninguém menos que Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”) e Emily VanCamp (“Falcão e o Soldado Invernal”). Já veterano na indústria quando a série começou, Williams trouxe maturidade e profundidade para seu personagem, ganhando o coração dos espectadores ao estrelar todos os 89 episódios da série, de 2002 a 2006. Outros papéis A longa carreira de Williams rendeu muitos outros papéis importantes. Em 1981, ele chamou atenção como protagonista do drama policial “O Príncipe da Cidade”, dirigido por Sidney Lumet. Na trama, deu vida ao detetive Danny Ciello, um policial de Nova York que decide cooperar com uma investigação de corrupção interna, mas logo se vê preso em uma complexa teia de lealdades divididas. Sua performance intensa lhe rendeu aclamação da crítica, além de uma indicação ao Globo de Ouro por sua atuação excepcional. Outros destaques incluem a comédia “1941 – Uma Guerra Muito Louca” (1979), dirigida por Steven Spielberg, e principalmente o terror “Tentáculos”. Nesse filme de 1998, Treat Williams interpretou o capitão de um barco mercenário, contratado para transportar um grupo de piratas ao meio do oceano, sem saber que o destino era um luxuoso transatlântico atacado por misteriosas e vorazes criaturas marinhas. O filme lançou o estilo de “terror de aventura” do diretor Stephen Sommers, que no ano seguinte transformou essa fórmula no sucesso “A Múmia”. Na TV, além de “Everwood”, Williams teve papel recorrente em “Chicago Fire”, onde interpretou Benny Severide, o pai do personagem principal Kelly Severide (Taylor Kinney), além de ter estrelado a série médica “Heartland”, que só teve uma temporada em 2007, e feito participações especiais em atrações famosas como “Law & Order: SVU”, “White Collar” e “Blue Bloods”. Ele ainda foi indicado para um Emmy em 1996 por interpretar o agente Michael Ovitz no telefilme da HBO “Trapaças no Horário Nobre”, sobre a batalha entre os apresentadores David Letterman e Jay Leno para suceder Johnny Carson na apresentação do talk show mais famoso da TV americana. Williams deixa sua esposa, Pam Van Sant, com quem se casou em 1988, e seus filhos Gill e Elinor.
Spielberg escreveu carta com elogios a episódio de “The Last of Us”
Uma das produções mais aclamadas deste ano, a série “The Last of Us”, conta com um fã de grande prestígio: o cineasta Steven Spielberg expressou sua admiração ao enviar uma carta aos produtores, elogiando o terceiro episódio da série, que se concentra nos personagens Bill (interpretado por Nick Offerman) e Frank (Murray Bartlett). O diretor do capítulo, Peter Hoar, revelou a existência da carta em entrevista à revista The Hollywood Reporter. “A carta foi enviada para Craig Mazin [criador da série]. Ele a compartilhou comigo, Nick Offerman, Murray Bartlett e Eben Bolter [diretor de fotografia]”, contou. Hoar então lembrou como eles reagiram. “Basicamente, todo um grupo de homens de meia-idade começou a gritar porque seu ídolo notou a existência deles. Acho que ele provavelmente sabia quem todos os outros eram, mas não sabia quem eu era. E agora ele provavelmente já esqueceu”, brincou, sem dar mais detalhes do conteúdo da carta. Temática LGBTQIAPN+ Intitulado “Long Long Time”, o terceiro episódio de “The Last of Us” deixa um pouco de lado a trama principal protagonizada por Joel (Pedro Pascal) e Ellie (Bella Ramsey) para contar a história de Bill e Frank, um romance que nasceu e floresceu no universo pós-apocalíptico da série – e do game em que ela é baseada. O episódio ganhou muitos elogios da crítica e do público após sua exibição, mas também despertou uma ira homofóbica na internet. Veja abaixo o trailer e um vídeo de bastidores do capítulo.
Mark Ruffalo fará minissérie policial do criador de “Mare of Easttown”
O canal pago HBO está desenvolvendo uma minissérie policial estrelada por Mark Ruffalo (o Hulk da Marvel). Na trama, o ator vai interpretar um policial convocado para uma força-tarefa especial. A produção dará continuidade a parceria da emissora com o criador Brad Ingelsby, responsável pelo sucesso “Mare of Easttown” (2021), série vencedora do Emmy e estrelada por Kate Winslet. “Estamos absolutamente entusiasmados por mais uma vez unir forças com Brad Ingelsby, o brilhante autor por trás de ‘Mare of Easttown'”, disse Francesca Orsi, vice-presidente executiva de programação e chefe de séries dramáticas e filmes da HBO. “A criatividade sem limites de Brad e sua capacidade incomparável de cativar o público são nada menos que inspiradoras, e não podemos estar mais animados para embarcar em outra jornada juntos”. Ainda sem título oficial, a minissérie será dirigida por Jeremiah Zagar (“Arremessando Alto”) e deve oferecer perspectivas diferentes da história, tanto dos policiais quanto dos criminosos que eles estão perseguindo. Nova parceria de Mark Ruffalo com a HBO Essa será a terceira produção estrelada por Ruffalo na HBO. Anteriormente, ele atuou em “The Normal Heart” (2014), vencedor do Emmy de Melhor Filme para TV, e conquistou seu Emmy de Melhor Ator em Minissérie com “I Know This Much Is True” (2020). “Quando surgiu a oportunidade de fazer parceria com Mark em outra série, todos nós aproveitamos a chance de contar com ele mais uma vez”, declarou Orsi. “Também nos sentimos honrados em colaborar com Jeremiah, um diretor inigualável cuja profunda compreensão da narrativa visual apenas elevará este projeto a novos patamares. A convergência desses talentos é muito empolgante e mal podemos esperar para compartilhar essa história com o mundo”. Além de atuar, Ruffalo será um dos produtores executivos da atração, ao lado de Ingelsby e Mark Roybal (“Mare of Easttown”). Devido à greve dos roteiristas dos EUA, não há uma data definida para o início das gravações ou previsão para a estreia.
HBO cancela “Perry Manson” após duas temporadas
O canal pago HBO cancelou o drama criminal de época “Perry Mason”, que trouxe uma nova versão do famoso advogado da literatura e da TV. A série estrelada por Matthew Rhys (“The Americans”) encerrou sua 2ª temporada em 24 de abril e não retornará para novos episódios, apesar da aclamação da crítica. “Estamos tremendamente gratos pelo trabalho notável de Matthew Rhys e pelo elenco e equipe inigualáveis de ‘Perry Mason’ por reimaginarem uma franquia tão valiosa e histórica”, disse o canal em comunicado. “Embora não iremos avançar com outra temporada da série, estamos empolgados em continuar trabalhando com os criativos brilhantes da Team Downey em projetos futuros”, continuou, citando os produtores Robert Downey Jr. e sua esposa Susan Downey. De acordo com a chefe de drama da HBO, Francesca Orsi, a empresa tem sido rigorosa nas avaliações contínuas de “audiência relativa ao orçamento”. “Cada programa tem um papel a desempenhar, considerando o preço que atribuímos a ele, e há um componente de audiência. Há também um elemento de resposta crítica e, é claro, a natureza do burburinho em torno de um programa. São esses elementos que estamos sempre levando em consideração e discutindo se uma série continuará ou não”, disse ela ao Deadline. O que aconteceria na 3ª temporada Antes do final da 2ª temporada ir ao ar, Robert Downey Jr. comentou sobre a trama de uma possível 3ª temporada em entrevista ao Deadline. “Quero dizer, não seria legal?”, disse. “Acho que Matthew e todas as outras pessoas que o rodeiam na tela, todo o nosso pessoal nos bastidores, construíram esse mundo incrível em que poderíamos continuar a contar histórias realmente interessantes. Estaríamos mentindo se não disséssemos que conversamos muito com Michael sobre a 3ª temporada, mas nosso destino está nas mãos de outros”. Apesar do cancelamento, “Perry Mason” continua a ter potencial de reconhecimento na próxima temporada de premiações. Com sua 1ª temporada, a série recebeu quatro indicações ao Emmy, incluindo Melhor Ator em Série Dramática para Rhys. Os indicados desse ano devem ser anunciados no mês de julho. Trama abordou a Grande Depressão A 2ª temporada se passa alguns meses após o julgamento do caso Dodson, visto na 1ª temporada, com Perry se mudando da casa na fazenda e trocando sua jaqueta de couro por um terno bem passado para frequentar tribunais. Apesar disso, a história se passa no pior ano da Depressão, o que faz Perry e Della (Juliet Rylance) buscarem casos civis para sua firma, abandonando o trabalho criminal. Infelizmente, não há muito trabalho para Paul (Chris Chalk) em testamentos e contratos, então ele fica por conta própria. Mas um caso proeminente acaba dominando a atenção de Los Angeles, e a constante busca de justiça da parte de Perry revela que nem tudo é o que parece. A história da franquia O novo “Perry Mason” foi desenvolvido pelos roteiristas Rolin Jones e Ron Fitzgerald (ambos de “Friday Night Lights”) e seu maior diferencial em relação às adaptações anteriores do personagem é sua encenação nos anos 1930, época dos primeiros livros de Erle Stanley Gardner. Essa característica não chamou atenção nos filmes e séries anteriores, porque eram contemporâneos dos livros – os sete longas de “Perry Mason” foram lançados entre 1934 e 1940 e a série imensamente popular, que consagrou o ator Raymond Burr, foi ao ar de 1957 e 1966. As histórias eram contemporâneas pois Gardner só parou de escrever os casos do mais famoso advogado da literatura ao morrer em 1970 – ele até apareceu no último capítulo da série clássica, em 1966. Além de Matthew Rhys, o elenco também incluía Katherine Waterston (da franquia “Animais Fantásticos”), Peter Mendoza (“NCIS”), Hope Davis (“Love Life”), Jon Chaffin (“BMF”), Fabrizio Guido (“Mr. Iglesias”), Onohoua Rodriguez (“The Shield”) e Jee Young Han (“Zoey’s Extraordinary Playlist”). Todos os episódios de “Perry Mason” estão disponíveis na HBO Max.
Jennifer Coolidge deseja morte violenta para seu marido em “The White Lotus”
A 3ª temporada de “The White Lotus” não contará com Jennifer Coolidge no elenco já que sua personagem, Tanya McQuoid, morreu no final do segundo ano da produção. A atriz, no entanto, segue acompanhando a trama e espera, inclusive, que seu marido na série, Greg, (Jon Gries), morra de forma violenta. “Acho que ele deveria, sei lá, acabar em uma máquina de moer carne”, disse ela em entrevista à Variety. A atriz afirma esperar que o ator Jon Gries não tenha terminado de interpretar Greg. Para ela, o personagem precisa de alguma punição para que Tanya seja vingada de alguma forma. Na trama, Greg orquestra a morte de Tanya. Mesmo fazendo com que todos acreditassem em um amor genuíno por ela, o personagem estava, na verdade, planejando matá-la para ficar com sua fortuna. A reviravolta acontece quando Tanya descobre o plano e consegue escapar de seus sequestradores bem a tempo. No entanto, ela acaba falecendo após cair da lateral do iate que estava presa. A despedida de Tanya Durante a entrevista, a atriz contou que não foi fácil dizer adeus a sua personagem, mas que compreendeu a necessidade de sua saída da série: “Mike White (criador da série) estava procurando um grande final de ópera italiana, e era grande e dramático, então ele queria que eu morresse por muitas razões”, disse. Para ela, Tanya é uma personagem muito emblemática, por isso ter esse limite de tempo na série foi importante. “Ela é muito. Talvez as pessoas enjoassem dela e ficassem: ‘Oh, meu Deus. Livre-se de Tanya’”. Sobre um possível retorno de Tanya, a atriz foi categórica. “Talvez ela pudesse voltar como uma gaivota e cutucar os olhos de Greg”, brincou Coolidge, que ainda completou que, após gravar a cena de sua morte no iate, nunca mais entrará em um barco na vida.












