Programa de entrevistas de Elmo é renovado na HBO Max
A HBO Max renovou “The Not-Too-Late Show with Elmo”, derivado da “Vila Sésamo” centrado no personagem Elmo, para sua 2ª temporada. “The Not-Too-Late Show with Elmo” é um programa de entrevistas e variedades apresentado por Elmo, com participações de várias celebridades, dos Jonas Brothers a Batman. Os convidados da 1ª temporada também incluíram Kacey Musgraves, John Mulaney, Blake Lively, Jason Sudeikis, Jimmy Fallon, Josh Groban, Ciara, Andy Cohen, Hoda Kotb, John Oliver, Ben Platt, Pentatonix e Sara Bareilles. “Elmo é um dos personagens mais amados do mundo, e temos muita sorte de poder contar com ele na HBO Max”, disse Amy Friedman, chefe de programação infantil e familiar da Warner Bros. “Achamos que todos, especialmente nosso público pré-escolar, ficarão encantados com a 2ª temporada – é um ponto de encontro definitivo para a família. ” Ainda inédita no Brasil, a plataforma HBO tem estreia prevista para junho na América Latina.
George RR Martin assina contrato de exclusividade com a HBO
A HBO fechou um contrato de exclusividade com George RR Martin, autor dos livros que inspiraram a série “Game of Thrones” e que também é co-autor do spin-off “House of the Dragon”, atualmente em desenvolvimento no canal pago americano. Pelo acordo, Martin vai desenvolver novas séries para o canal e para o serviço de streaming HBO Max. A notícia vem na esteira da revelação de que a HBO prepara várias séries derivadas de “Game of Thrones”, inclusive uma versão animada, que se encontram em diferentes estágios de desenvolvimento. Por enquanto, porém, apenas a produção de “House of the Dragon”, co-criada por Martin e Ryan J. Condal (criador da série sci-fi “Colony”), encontra-se confirmada. Além do spin-off focado na família Targaryen e baseado em seu livro “Fogo & Sangue”, o escritor tem dois outros projetos ativos na HBO: “Who Fears Death” (uma adaptação do premiado romance pós-apocalíptico de Nnedi Okorafor de 2011) e “Roadmarks” (adaptação do romance de fantasia de Roger Zelazny de 1979), ambos previamente anunciados. Fora da HBO, ele está à frente de “Wild Cards”, série de super-heróis de uma vasta coleção literária iniciada pelo escritor nos anos 1980, atualmente em andamento na plataforma Peacock, e o filme “In the Lost Lands”, adaptação de contos de fantasia de Martin comandada por Paul WS Anderson, que será estrelada por Milla Jovovich e Dave Bautista. Mas embora muitos projetos derivados de suas obras tenham sido cogitados nos últimos anos, como uma série de lobisomens baseada no conto “The Skin Trade”, poucos têm conseguido sair do papel. Vale lembrar que, fora “Game of Thrones”, a mais recente adaptação de Martin para a TV foi uma grande decepção. Lançada com grande orçamento e expectativa pelo canal SyFy em 2018, a série “Nightflyers” acabou sem fim, cancelada na 1ª temporada, com baixa audiência e críticas bastante negativas (35% de aprovação no Rotten Tomatoes).
Made for Love: Trailer apresenta nova série sci-fi ao estilo de Black Mirror
A HBO Max divulgou o pôster e o trailer de “Made for Love”, série de comédia sci-fi, cuja premissa lembra as distopias tecnológicas da série “Black Mirror”. A trama gira em torno de um casal, Byron e Hazel, que inaugura uma tecnologia capaz de compartilhar pensamentos e manifestá-los com imagens realistas. “A tecnologia melhorou a maneira como vivemos. Por que não melhorar a maneira como amamos?”, justifica Byron, o inventor bilionário da inovação. Tudo parece ir bem, até que Hazel resolve pedir o divórcio. E isso cria um problema crucial: o que fazer com o chip caríssimo e invasivo implantado em seu cérebro? Os personagens são vividos por Cristin Milioti (que, por sinal, participou de “Black Mirror”) e Billy Magnussen (“A Noite do Jogo). Além deles, Ray Romano (“O Irlandês”) também integra o elenco como o pai viúvo de Hazel, que mora com uma “garota sintética”, ao lado de Dan Bakkedahl (“Veep”) e Noma Dumezweni (“The Undoing”). A estreia está marcada para 1 de abril.
Godzilla vs. Kong: Novos trailers revelam Mechagodzilla
A Warner divulgou vários pôsteres e trailers internacionais de “Godzilla vs. Kong”. Além de destacar as cenas de luta entre os monstros gigantes do título, uma das prévias também apresenta pela primeira vez a participação de Mechagodzilla na produção – o robô gigante inspirado em Godzilla, que apareceu pela primeira vez no cinema em 1974. Quarto lançamento do MonsterVerse da produtora Legendary, que começou com “Godzilla” (2014), foi seguido por “Kong: A Ilha da Caveira” (2017) e quase acabou após o desempenho abaixo do esperado de “Godzilla II: Rei dos Monstros” (2019), o novo lançamento acompanha a agência Monarch, vista em todos os longas, em uma nova missão perigosa, que encontra pistas sobre a origem dos Titãs (denominação dada aos monstros) e esbarra numa conspiração para varrer as criaturas, boas e ruins, da face da Terra para sempre. O elenco inclui os atores Alexander Skarsgard (“A Lenda de Tarzan”), Eiza Gonzalez (“Em Ritmo de Fuga”), Julian Dennison (“Deadpool 2”), Demián Bichir (“A Freira”), Brian Tyree Henry (“Atlanta”), Rebecca Hall (“Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas”) e a família remanescente do filme anterior, formada por Millie Bobby Brown (“Stranger Things”) e Kyle Chandler (“Bloodline”). “Godzilla vs. Kong” deveria ter estreado em maio passado, mas foi adiado em quase um ano devido à pandemia. Após os últimos remanejamentos, o longa será lançado em 31 de março nos EUA, tanto nos cinemas quanto na plataforma HBO Max. Apesar da volta do fechamento do comércio no Brasil, pelo agravamento da contaminação, a Warner espera fazer a estreia nacional em 8 de abril, apenas nos cinemas.
Raya e o Último Dragão lidera bilheteria dos EUA pela terceira semana
“Raya e o Último Dragão” manteve a liderança das bilheterias dos EUA e Canadá pelo terceiro fim de semana consecutivo, demonstrando o apelo dos filmes infantis em meio à maior crise da História do mercado cinematográfico. A animação arrecadou mais US$ 5,2 milhões entre sexta e domingo (21/3), numa queda de apenas 5% em relação ao fim de semana passado. A sustentação se deu graças à reabertura dos cinemas de Los Angeles, que receberam permissão para retomar as operações. Mesmo com muitas restrições de funcionamento, Los Angeles foi responsável por 9% de todos os ingressos de cinema vendidos neste fim de semana nos EUA, de acordo com a Comscore. Em outro sinal positivo do mercado, a maior rede de cinemas do país, a AMC Theatres, reabriu na sexta (19/3) 98% de suas locações, incluindo 40 salas na Califórnia. O circuito espera reabrir ainda mais locais no próximo fim de semana. “Há exatamente um ano fechamos todas as unidades da AMC nos Estados Unidos”, disse Adam Aron, CEO da AMC. “Tenho imensa alegria em dizer que, até o final da próxima semana, esperamos que 99% de nossas unidades nos Estados Unidos estejam reabertas.” Por conta da volta dos cinemas, “Raya e o Último Dragão” não foi o único título a manter sua arrecadação praticamente inalterada. Nenhum dos filmes do topo do ranking perdeu mais de 15% em relação ao fim de semana anterior. O híbrido de animação e live-action “Tom e Jerry” permaneceu em 2º lugar com US$ 3,8 milhões, uma queda de 7% em relação ao último fim de semana. O filme, que também está disponível na HBO Max, já arrecadou US$ 33 milhões nas bilheterias nacionais. Internacionalmente, “Tom e Jerry” adicionou outros US$ 4 milhões, elevando sua conta no exterior para US$ 43,5 milhões e o total mundial para US$ 77,2 milhões. No mercado internacional, “Raya e o Último Dragão” acumulou mais US$ 8 milhões de 29 países. O filme, que oferece opção de streaming para assinantes da Disney Plus por um valor adicional, já gerou US$ 71 milhões em todo o mundo até o momento.
Liga da Justiça de Zack Snyder bate recorde de locação digital no Brasil
A estreia do filme “Liga da Justiça de Zack Snyder” chegou às plataformas digitais na última quinta-feira (18/3) e já se tornou um dos maiores sucessos de vendas na plataforma NOW, streaming da Claro. Segundo a empresa, “Liga da Justiça de Zack Snyder” teve uma performance 140% maior do que o último filme de sucesso da plataforma, “Mulher Maravilha 1984”. O longa, que tem 4 horas de duração, foi disponibilizado na sessão de “Super Lançamentos” da NOW, com valor de locação de R﹩49,90, acima da média de um ingresso inteiro de cinema. O título também está disponível como vídeo premium sob demanda (PVOD) para locação digital nas lojas online Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store, Sky Play, Vivo Play e outras. Um detalhe é que a nova versão de “Liga da Justiça” ficará disponível online no Brasil apenas por três semanas. Depois disso, ele sairá de todas as plataformas de streaming para voltar apenas no final do ano como um lançamento convencional (em vez de “super lançamento”) a preço de mercado (que é bem menor). O filme apresenta cenas, personagens e desfecho diferentes da “Liga da Justiça” exibida nos cinemas, submetida a refilmagens e edição de Joss Whedon em 2017. Para poder realizá-lo, Zack Snyder aceitou trabalhar de graça, num acordo com a WarnerMedia para recuperar o controle sobre a obra e conseguir o orçamento que precisava para finalizar efeitos visuais e realizar duas cenas extras, que não estavam nos planos originais do longa. A maior parte das cenas, porém, foi filmada há cerca de quatro anos. Snyder chegou perto de terminar “Liga da Justiça” em 2017, mas precisou se afastar da produção após uma tragédia abalar sua família. Ele acabou sendo substituído na pós-produção por Whedon, que realizou uma refilmagem extensiva de tudo o que estava pronto. Mas o resultado dessa intervenção foi desaprovado de forma unânime, com um fracasso nas bilheterias e críticas muito negativas (40% no Rotten Tomatoes). Além disso, as refilmagens foram tumultuadas e geraram acusações de abusos que, num efeito dominó, fulminaram a reputação de Whedon e fizeram balançar produtores e executivos da própria Warner. Em meio às controvérsias, a versão de Snyder, batizada pelos fãs de SnyderCut, ganhou status de lenda. Após uma campanha exaustiva nas redes sociais, que chamou atenção dos executivos do conglomerado, os fãs finalmente tem acesso ao que pediram, podendo comprovar aquilo que acreditavam ou se confrontar com nova frustração diante da edição alternativa de “Liga da Justiça”. Por enquanto, a curiosidade – e as críticas mais positivas – tem demonstrado que a decisão da WarnerMedia de bancar o projeto não foi a loucura que muitos acreditavam. Dependendo do tamanho de seu sucesso, “Liga da Justiça de Zack Snyder” pode influenciar novos lançamentos similares do estúdio – e David Ayer já está em campanha pelo “AyerCut” de “Esquadrão Suicida”.
Atriz de “Você” entra no revival de “Gossip Girl”
A atriz Elizabeth Lail, que contracenou com Penn Badgley na 1ª temporada de “Você” (You), entrou no revival da antiga série do ator, “Gossip Girl”, em papel não revelado. Como a série original, a nova “Gossip Girl” é escrita por Joshua Safran e baseada no livro homônimo de Cecily von Ziegesar. A trama se passa oito anos depois que o blogue original da “garota fofoqueira” foi desativado, quando uma nova Gossip Girl surge para vigiar outra geração de estudantes da elite de Nova York. A série abordará o quanto a mídia social – e a própria paisagem de Nova York – mudou desde o fim da trama da rede The CW em 2012. Lail vai se juntar ao elenco central, que está definido desde o ano passado com Emily Alyn Lind (“A Babá”), Jordan Alexander (“Sacred Lies”), Whitney Peak (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Eli Brown (“Pretty Little Liars: The Perfeccionists”), Johnathan Fernandez (“Lethal Weapon”), Tavi Gevinson (“Scream Queens”), Thomas Doherty (“Alta Fidelidade”), Adam Chanler-Berat (“Next to Normal”), Zion Moreno (“Claws”) e o veterano da Broadway Jason Gotay (“Peter Pan Live!”). Além deles, a série contará novamente com Kristen Bell (“The Good Place”) como narradora, no papel da “garota fofoqueira”, que espalha rumores sobre a vida das personagens via internet. Vale lembrar que, apesar da voz ser feminina, o final da série original revelou que a verdadeira Gossip Girl era um homem: Dan Humphrey, justamente o papel de Penn Badgley. O ator, por sinal, já se dispôs a fazer uma participação para ligar as tramas. A atriz Karena Evans (“Mary de Morte/Mary Kills People”), que virou diretora à frente de clipes de Drake em 2018, vai comandar os dois primeiros episódios do reboot. A nova “Gossip Girl” também tem produção dos criadores da versão original, Josh Schwartz e Stephanie Savage, e será lançada exclusivamente na plataforma HBO Max, que chega ao Brasil em junho. Ainda não há previsão de estreia.
Série documental vai investigar morte misteriosa de Brittany Murphy
A WarnerMedia prepara mais uma série documental focada em escândalo de Hollywood. Depois de “Allen v. Farrow” na HBO, o conglomerado vai investigar a morte misteriosa da atriz Brittany Murphy, aos 32 anos, numa atração da HBO Max. De acordo com comunicado, os produtores da obra prometeram se aprofundar na história da atriz e “ir além das teorias da conspiração e manchetes”, oferecendo um “retrato íntimo e profundo” da estrela que estourou em “As Patricinhas de Beverly Hills” (1995) e estrelou “Garota, Interrompida” (1999), “8 Mile – Rua das ilusões” (2002), “Sin City – A Cidade do Pecado” (2005), “Happy Feet: O Pinguim” (2006) e muitos outros sucessos. “Elaborar um relato fundamentado das lutas e da morte repentina de Brittany Murphy vem com grande responsabilidade e nos associamos a uma equipe de criação magistral para produzir um exame cuidadoso de uma tragédia que há muito é motivo de especulação”, disse Jennifer O’Connell, vice-presidente executiva de programação familiar de não ficção e live-action da HBO Max. Originalmente, a morte da atriz em 2009 foi considerada um acidente. O médico legista apontou uma combinação de pneumonia e medicamentos de venda livre que ela havia tomado. Mas menos de seis meses depois, o marido de Murphy, Simon Monjack, de 40 anos, também morreu na mesma casa em circunstâncias semelhantes. O documentário é uma produção da Blumhouse, estúdio especializado em filmes de terror, e tem direção de Cynthia Hill (“Private Violence”). “Eu concordei em fazer este filme porque acho uma pena que a vida e carreira promissoras de Brittany tenham sido eclipsadas pelas circunstâncias de sua morte”, disse Hill. “Acho que é importante celebrar o talento de Brittany enquanto lutamos para explicar as trágicas circunstâncias da morte dela e de Simon.” Ainda não há título nem previsão para a estreia da atração.
Atriz de 16 anos vai estrelar nova série de super-heróis da DC Comics
A rede americana The CW anunciou o elenco principal de seu novo piloto de série da DC Comics. A jovem atriz Kaci Walfall, de 16 anos e conhecida por sua participação em “Army Wives”, foi escolhida para estrelar “Naomi”, que terá produção da cineasta Ava DuVernay (“Olhos que Condenam”). Na trama, Naomi (Walfall) é uma estudante popular e confiante, que vive em uma cidade militar com os seus pais. Mesmo sem ter vergonha de admitir o seu lado geek e ser apaixonada por histórias em quadrinhos, ela leva um choque quando eventos sobrenaturais fazem com que descubra ter superpoderes. O resto do elenco inclui Alexander Wraith (“Orange Is the New Black”), Cranston Johnson (“Filthy Rich”) e a novata Camila Moreno. O projeto é baseado na revista em quadrinhos “Naomi”, criada por Brian Michael Bendis, David F. Walker e Jamal Campbell em 2019. A adaptação está a cargo da roteirista-produtora Jill Blankenship (da série “Arrow”). DuVernay assina a produção e pode dirigir o piloto, que está sendo desenvolvido em parceria com a Warner Bros. TV para a rede The CW, lar do Arrowverso. Caso a série seja aprovada, “Naomi” será a primeira adaptação da DC a estrear na CW sem a chancela do produtor Greg Berlanti desde a estreia de “Arrow” em 2012. Até “Stargirl”, recém-transferida do DC Universe, é uma produção de Berlanti. Ava DuVernay tem outras duas produções baseadas em quadrinhos da DC em desenvolvimento: a minissérie “DMZ”, atualmente em pós-produção para a plataforma HBO Max, e o filme “Novos Deuses”, que ainda não escalou seu elenco. Veja abaixo as fotos do elenco de “Naomi”, divulgadas pela CW, e a capa original da edição encadernada da “1ª temporada” da publicação. A revista foi publicada no Brasil pela editora Panini.
Mortal Kombat: Teaser explora origem de Scorpion
A Warner liberou um pequeno teaser do novo “Mortal Kombat”. A prévia destaca um dos primeiros “combates mortais” do filme, apresentando Scorpion antes de adotar máscara, interpretado por Hiroyuki Sanada (“Westworld”). O elenco ainda destaca Lewis Tan (“Into the Badlands”), Ludi Lin (“Power Rangers”), Mehcad Brooks (“Supergirl”), Sisi Stringer (“Colheira Maldita”), Tadanobu Asano (“Midway – Batalha em Alto Mar”), Josh Lawson (“House of Lies”), Jessica McNamee (“Megatubarão”), Max Huang (“Operação Zodíaco”), Chin Han (“Marco Polo”) e Joe Taslim (“The Raid – Operação Invasão”). A produção está a cargo de James Wan (diretor de “Invocação do Mal” e “Aquaman”), que contratou o pouco experiente Simon McQuoid para dirigir o longa, a partir de um roteiro desenvolvido por Dave Callaham (“Os Mercenários”) e Oren Uziel (“Anjos da Lei 2”). Antes marcado para janeiro, o filme chegou a sair do calendário, ressurgindo somente após mudança de estratégia da Warner para enfrentar a pandemia. O novo “Mortal Kombat” vai chegar simultaneamente aos cinemas e na HBO Max em 16 de abril nos EUA. No Brasil, o lançamento está marcado para um dia antes, em 15 de abril, apenas nos cinemas.
Crítica internacional se divide sobre a nova Liga da Justiça
A crítica internacional já viu a versão de Zack Snyder da “Liga da Justiça” e, embora as opiniões sejam muito diferentes entre si, o longa, que chega em VOD no Brasil nesta quinta-feira (18/3), atingiu 75% de aprovação no Rotten Tomatoes. Trata-se de uma grande evolução em relação à versão de Joss Whedon. O filme exibido em 2017 teve apenas 40% de aprovação. Longe de revelar uma obra-prima, muitos críticos afirmaram que a trama continua rasa, cansativa pela longa duração e dispersiva pela inclusão de cada take filmado. Pior: nem mesmo as quatro horas de duração mudam a impressão de que “Liga da Justiça” não passa de preparação para uma sequência que nunca vai existir. O arco do Ciborgue, interpretado pelo ator Ray Fisher, foi o mais elogiado. Segundo Joshua Rivera, do Polygon, o personagem “às vezes, até parece o protagonista”. A performance do ator também foi aclamada. Um contraste com a versão de Whedon, que diminuiu consideravelmente o papel do Ciborgue no cinema. Após a estreia, Fisher denunciou Whedon por abusos nos bastidores da produção. A inclusão de inúmeras cenas paralelas, que servem basicamente apenas como easter eggs, teria deixado o filme com problemas de ritmo, coerência e causado até repetições, como dois acidentes de carros parecidos, além de reprisar desnecessariamente elementos de “O Homem de Aço”. Em compensação, o tom foi considerado consistente e uma grande evolução em relação ao desastre cinematográfico. Também não faltou reconhecimento à sacada de apresentar os super-heróis como deuses. Tom Jorgensen, do IGN, considerou que “ainda que nem todas as adições sejam totalmente necessárias e que alguns novos efeitos visuais se destacam por sua falta de polimento, é difícil exagerar o quanto esta versão de Liga da Justiça é mais agradável” em comparação à que foi para os cinemas em 2017. Já crítico da Entertainment Weekly, Darren Franlch, preferiu concluiu que “esta versão não é pior do que a anterior, mas certamente é mais longa.” A longa duração também foi abordada por Matt Singer, do Screen Crush: “O filme parece incluir cada pedacinho de cena gravado por Snyder, não importa o quão supérflua seja para a história. Isso vai deliciar os fãs mais hardcore de Snyder. Mas não sei como os espectadores mais casuais vão reagir a uma versão mais longa e mais sombria de um filme que eles já viram e não gostaram”. Matt Zoller, do RogerEbert.com, concordou que o filme “é um pouco exagerado” até para o padrão dos fãs de quadrinhos. E que ele “deve tanto a shows de rock, videogames e instalações multimídia quanto deve ao cinema narrativo comercial”. Alonso Duralde, do The Wrap, concluiu que isso representa “o estilo particular de Snyder de contar histórias. Seu design de som, edição e sensibilidade visual impregnam todo o filme.” “O filme é tanto uma ‘versão dos fãs’ quanto é uma ‘versão do diretor’, com toda a indulgência que essa noção presume”, acrescentou Rodrigo Perez, do site The Playlist. Salientando que “‘Liga da Justiça’ de Snyder é consistente em seu tom, enquanto o de Whedon não era”, Mae Abdulbaki, do Screen Rant considerou que “o filme se esforça para contar uma história coesa, e o esforço funciona.” “O filme de Snyder pode ser exaustivo, mas é cativante”, acredita Peter Bradshaw, do The Guardian Os críticos também se dividiram entre elogios à nova trilha sonora, que foi completamente trocada, e reclamações sobre a resolução 4:3. Pensada para as telas de formato IMAX, o formato quadrado acabou impactando a exibição em telas widescreen e evocando um vídeo do Instagram. Veja o trailer final da produção abaixo.
Liga da Justiça ganha trailer final com aparição de um Lanterna Verde
A HBO Max divulgou um novo trailer do relançamento de “Liga da Justiça”, que investe no clima épico e empilha participações de heróis e vilões. Desta vez, a maior novidade é a aparição de um Lanterna Verde. Mas não é um integrante terrestre da Tropa, como os fãs gostariam de ver. A prévia também reforça a importância de Darkseid na nova versão. Ausente no filme exibido nos cinemas em 2017, o supervilão se apresenta como a principal ameaça na edição do diretor Zack Snyder. Intitulada em inglês “Zack Snyder’s Justice League”, o filme retorna com quatro horas de duração, incluindo cenas, personagens e desfecho diferentes da “Liga da Justiça” exibida nos cinemas, submetida a refilmagens e com edição de Joss Whedon em 2017. Snyder teria aceitado refazer o filme de graça para recuperar o controle sobre a obra e conseguir maior orçamento para efeitos visuais, bem como autorização para filmar duas cenas extras, que não estavam nos planos originais do longa. A maior parte do filme, porém, foi filmada há cerca de quatro anos. Snyder chegou perto de terminar “Liga da Justiça” em 2017, mas precisou se afastar da produção após uma tragédia abalar sua família. Ele acabou sendo substituído na pós-produção por Whedon, que realizou uma refilmagem extensiva do trabalho desenvolvido até então. Mas o resultado híbrido, parte Snyder e parte Whedon, foi desaprovado de forma unânime, com um fracasso nas bilheterias e críticas muito negativas. Além disso, a intervenção gerou acusações sobre os bastidores das refilmagens que, num efeito dominó, fulminaram a reputação de Whedon e fizeram balançar produtores e executivos da própria Warner. Em meio às controvérsias, a versão de Snyder, batizada pelos fãs de SnyderCut, ganhou status de lenda. Após uma campanha exaustiva nas redes sociais, que chamou atenção dos executivos da WarnerMedia, os fãs finalmente terão acesso ao que pediram, podendo comprovar que se trata de uma obra-prima quase perdida… ou apenas outro filme de Zack Snyder. O dia da verdade está cada vez mais próximo: “Zack Snyder’s Justice League” estreia na quinta (18/3), com lançamento em diversas plataformas de VOD no Brasil.
Raya e o Último Dragão mantém 1º lugar nos EUA
“Raya e o Último Dragão” se manteve em 1º lugar pelo segundo fim de semana consecutivo, faturando US$ 5,5 milhões em 2,1 mil salas. São 100 salas a mais que na semana passada e uma queda de apenas 35% de faturamento em relação à estreia. O desempenho melhor que o esperado reflete a reabertura, em ritmo lento, dos cinemas nos EUA. Mas os valores podiam ser maiores. Além da pandemia, o filme da Disney tem enfrentado boicote de algumas redes de cinema norte-americanas, que se recusam a exibi-lo com preço de lançamento exclusivo, quando também está disponível em streaming. A Warner, que adotou a mesma tática com “Tom & Jerry – O Filme”, 2º lugar nas bilheterias com US$ 4 milhões, aumentou a fatia percentual dos exibidores, mas a Disney não aceitou negociar. Em dez dias, Raya e o Último Dragão” só rendeu US$ 15,8 milhões no mercado interno, menos da metade do que arrecadou no exterior. Somando tudo, a animação tem uma arrecadação global de US$ 52,6 milhões. Além desses valores, entram na conta o aluguel no Disney Plus, o serviço de streaming da empresa, que cobra uma taxa extra de US$ 30 para quem quiser ver o filme online nos EUA. Mas a Disney não revela o quanto isso tem rendido. Os dias de lançamentos simultâneos, porém, podem estar contados. O mercado deve começar a voltar ao normal na próxima semana, após a liberação dos cinemas de Los Angeles, que se juntam aos cinemas recém-abertos de Nova York. Os dois maiores circuitos cinematográficos dos EUA ficaram fechados por praticamente um ano inteiro. Cerca de 50% dos cinemas do país já estão abertos neste fim de semana, de acordo com a Comscore, um grande incremento em relação ao mês passado, quando havia apenas 35% das telas recebiam o público. “O negócio está se recuperando lentamente”, disse Paul Dergarabedian, analista de mídia sênior da Comscore, à revista Variety. “Com a reabertura de grandes cidades como Nova York e Los Angeles, felizmente estamos no limiar do ressurgimento da experiência da tela grande.” Os exibidores agora esperam que a reabertura dos cinemas em Nova York e Los Angeles incentive os estúdios a abandonar os adiamentos consecutivos e os lançamentos simultâneos em streaming. “Viúva Negra” da Disney e “Um Lugar Silencioso – Parte II” da Paramount estão mantendo suas estreias para maio.












