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  • Filme

    Outlaw King vira Legítimo Rei em trailer equivocado de Sessão da Tarde na Netflix

    20 de agosto de 2018 /

    Em seu desejo de se popularizar no país, a filial nacional da Netflix vem agregando as piores características dos mercados de cinema e TV paga brasileiros. Um novo ponto baixo foi marcado nesta segunda (20/8) com a divulgação dublada do trailer de um filme que supostamente é um dos pontos altos da produção da matriz americana. E que tem sua qualidade sabotada pelo marketing local. Para começar, o velho estigma do título inventado atacou a obra sem piedade. “Outlaw King”, o rei fora-da-lei, expressão que aparece no trailer, virou “Legítimo Rei”, assim mesmo, em construção gramatical inglesa, com o adjetivo à frente do substantivo. Por quê? A palavra “legítimo” é, com o perdão da redundância, o legítimo antônimo de “fora-da-lei”, não seu sinônimo. Haja liberdade criativa! Mas o que se demanda, cada vez mais, inclusive com petições do público para os grandes estúdio, é fidelidade. Os problemas amentam ainda mais quando os atores abrem a boca e, em vez de sotaque escocês, ouve-se vozes conhecidas da Sessão Tarde. “Ishto rasshga… a alma”! “Outlaw King” vai abrir o Festival de Toronto, mas aqui tem marketing de telefilme. Equívoco? Talvez redefinição de público-alvo. Ao buscar atrair a classe D, a Netflix não parece preocupada em alienar os assinantes atuais. Já vimos esse filme antes na TV paga, quando as séries deixaram de ser legendadas para ganhar exibição dublada. Para, daí, serem oferecidas novamente com legendas em canais premium, com assinatura mais cara, elitizando o serviço que antes estava no pacote básico. Se é para ser mais acessível, então porque a tradução não foi além e batizou o rei da Escócia Robert the Bruce como Roberto I, como é conhecido no Brasil? Para não confundir com o outro Rei Roberto, o Carlos? Detalhes tão pequenos, mas que revelam muito sobre as motivações nada educativas por trás da opção da Netflix pela popularização. O filme que originalmente se chama “Outlaw King” é ambientado no começo do século 14 e traz o ator Chris Pine (“Mulher-Maravilha”) como Robert The Bruce, que após ser coroado Rei dos Escoceses enfrenta um invasão surpresa do Rei Edward (ou Eduardo I) da Inglaterra, responsável por ocupar a Escócia e declarar Robert um rei fora-da-lei – daí o título original. Considerado o maior guerreiro de sua época, Robert lutou bravamente contra os invasores e, após derrotas iniciais, conseguiu unir os escoceses e libertar o país, tornando a Escócia uma nação independente e originando a primeira declaração de direitos universais, que inspirou a Revolução Francesa. Historiadores afirmam que sem Robert The Bruce não existiria a Escócia, pois o país teria sido absorvido pela Inglaterra. Sua vitória, numa longa campanha que se estendeu até a morte do Rei Edward, foi tão definitiva e uniu tanto o povo do país que a Escócia nunca mais foi conquistada. Não é à toa que ele é considerado um dos maiores heróis da história escocesa. Apesar disso, há poucos filmes sobre o rei. Um dos mais famosos foi o blockbuster “Coração Valente” (1995), em que ele apareceu de forma coadjuvante, interpretado por Angus Macfadyen. Lançado no ano seguinte, “The Bruce” tem maior relevância, por ser uma produção britânica focada no mesmo recorte histórico do filme da Netflix. “Outlaw King” marca o reencontro de Chris Pine com o diretor David Mackenzie, que é escocês e dirigiu o ator no premiado thriller “A Qualquer Custo” (2016). O elenco também inclui Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”), Florence Pugh (“Lady Macbeth”), Callan Mulvey (“Capitão América 2: O Soldado Invernal”) e Billy Howle (“Dunkirk”). A primeira exibição está marcada para 6 de setembro no Canadá, no evento de gala da abertura do Festival de Toronto, e a estreia em streaming só vai acontecer dois meses depois, em 9 de novembro. O filme também deve ser exibido em circuito limitado nos cinemas dos Estados Unidos, para cumprir regra de classificação ao Oscar.

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  • Filme

    Festival de Toronto 2018 será aberto com filme da Netflix estrelado por Chris Pine

    14 de agosto de 2018 /

    O Festival de Veneza 2018 não é mais o único a dar as boas vindas às produções da Netflix, após o banimento de Cannes. A organização do Festival de Toronto 2018, principal mostra de cinema da América do Norte, anunciou que a edição deste ano será aberta por “Outlaw King”, uma superprodução medieval da plataforma de streaming, que traz o ator Chris Pine (“Mulher-Maravilha”) como o rei da Escócia Robert the Bruce (conhecido no Brasil como Roberto I). A trama é ambientada no começo do século 14, após Robert the Bruce ser coroado Rei dos Escoceses e enfrentar um invasão surpresa do Rei Edward (ou Eduardo I) da Inglaterra, que ocupou a Escócia e o declarou um fora-da-lei – daí o título em inglês de “Rei Fora-da-Lei”. Considerado o maior guerreiro de sua época, Robert lutou bravamente contra os invasores e, após derrotas iniciais, conseguiu unir os escoceses e libertar o país, tornando a Escócia uma nação independente e originando a primeira declaração de direitos universais, que inspirou a Revolução Francesa. Historiadores afirmam que sem Robert the Bruce não existiria a Escócia, pois o país teria sido absorvido pela Inglaterra. Sua vitória, numa longa campanha que se estendeu até a morte do Rei Edward, foi tão definitiva e uniu tanto o povo do país que a Escócia nunca mais foi conquistada. Não é à toa que ele é considerado um dos maiores heróis da história escocesa. Apesar disso, há poucos filmes sobre o rei. Um dos mais famosos foi o blockbuster “Coração Valente” (1995), em que ele apareceu de forma coadjuvante, interpretado por Angus Macfadyen. Lançado no ano seguinte, “The Bruce” tem maior relevância, por ser uma produção britânica focada no mesmo recorte histórico do filme da Netflix. Com filmagens nos locais onde muitas das batalhas reais aconteceram, “Outlaw King” marca o reencontro de Pine com o diretor David Mackenzie, que é escocês e dirigiu o ator no premiado thriller “A Qualquer Custo” (2016). O elenco também inclui Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”), Florence Pugh (“Lady Macbeth”), Callan Mulvey (“Capitão América 2: O Soldado Invernal”) e Billy Howle (“Dunkirk”). A exibição vai acontecer em 6 de setembro na cidade canadense de Toronto, abrindo o festival, que vai acontecer até o dia 16 de setembro. A estreia em streaming está marcada para 9 de novembro e o filme também deve ser exibido em circuito limitado nos cinemas dos Estados Unidos na mesma data, para cumprir regra de classificação ao Oscar.

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  • Filme

    Operação Overlord: Terror de J.J. Abrams com demônios/zumbis nazistas ganha primeiro trailer legendado

    18 de julho de 2018 /

    A Paramount divulgou fotos e o primeiro trailer legendado do terror “Operação Overlord”, nova produção de J.J. Abrams, que chegou a ser considerada para a franquia “Cloverfield” – seria chamado “Operação Cloverfield”, mas realmente não tem nada a ver com os filmes anteriores. A trama se passa na 2ª Guerra Mundial e acompanha um grupo militar americano que, ao invadir uma vila europeia ocupada por nazistas, depara-se com uma experiência macabra: a transformação de soldados em demônios (ou zumbis) para lutar na guerra. A prévia é bastante sangrenta, mas se mostra repleta de momentos de outros filmes, do começo do combate de “No Limite do Amanhã” (Edge of Tomorrow, 2014) à jornada dos soldados de “Cães de Caça” (Dog Soldiers, 2002) até os nazistas do castelo de “A Fortaleza Infernal” (The Keep, 1983), sem esquecer as experiências de “O Exército das Trevas” (Frankenstein’s Army, 2013) e os zumbis do bunker nazista de “Missão de Risco” (2008). O roteiro que junta todas estas referências foi escrito por Billy Ray (“Jogos Vorazes”) e Mark L. Smith (“O Regresso”), e dirigido por Julius Avery (“Sangue Jovem”). O elenco inclui Jovan Adepo (série “The Leftovers”), Wyatt Russell (“Jovens, Loucos e Mais Rebeldes”), Iain de Caestecker (“Agents of SHIELD”), Bokeem Woodbine (“Fargo”), Jacob Anderson (“Game of Thrones”), Pilou Asbaek (“Ghost in the Shell”), John Magaro (“Máquina de Guerra”) e Mathilde Ollivier (“The Misfortunes of Francois Jane”). A estreia está marcada para 1 de novembro no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos.

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  • Filme

    Angelina Jolie visita cidade iraquiana destruída pela guerra contra o Estado Islâmico

    17 de junho de 2018 /

    A atriz Angelina Jolie visitou no sábado (16/6) a cidade iraquiana de Mossul, transformada em destroços pela guerra contra o Estado Islâmico, na qualidade de embaixadora especial da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). Ela aproveitou a oportunidade para pedir à comunidade internacional que não se esqueça dos iraquianos. “Espero que haja um compromisso contínuo para reconstruir e estabilizar toda a cidade (de Mossul). E faço uma chamada à comunidade internacional para que não se esqueça de Mossul e não desvie sua atenção dessas pessoas”, disse em discurso diante das ruínas da mesquita Al-Nuri, onde o líder do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al Baghdadi, instaurou o “califado”, que levou a região à guerra. Jolie caminhou entre as ruínas dos edifícios nas estreitas ruas da parte antiga da cidade e se reuniu com famílias que perderam tudo, para saber como estavam os esforços para reconstruir a comunidade, quase um ano depois de Mossul ser recuperada pelas forças iraquianas. “Esta é a pior devastação que vi em todos os meus anos trabalhando com a Acnur. Aqui, as pessoas perderam tudo: seus lares foram destruídos… não têm remédios para seus filhos e muitos não têm água corrente e nem serviços básicos. Ainda estão rodeados de corpos entre os escombros”, afirmou. A batalha na parte antiga foi a última fase da ofensiva em Mossul, que durou quase nove meses, e foi a mais sangrenta de todas as iniciadas pelas forças iraquianas apoiadas pela coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos. “Frequentemente a gente acredita, como comunidade internacional, que quando a luta termina, o trabalho está terminado. Mas as condições que observei aqui no oeste de Mossul são espantosas”, indicou Jolie, em um dia de celebração pelo Eid al-Fitr, que marca o fim do mês sagrado do Ramadã. Os iraquianos “estão traumatizados, mas também têm esperanças. Estão limpando suas casas com as próprias mãos, e se oferecem como voluntários, ajudam uns aos outros. Mas eles necessitam da nossa ajuda”, acrescentou a atriz.

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  • Etc,  Filme,  Série

    Clint Walker (1927 – 2018)

    23 de maio de 2018 /

    Morreu Clint Walker, astro da série clássica “Cheyenne” e um dos “12 Condenados”. O ator americano faleceu na segunda-feira (21/5) em sua casa no interior da Califórnia, aos 90 anos, de um problema cardíaco. Norman Eugene Walker nasceu em 30 de maio de 1927, em Hartford, Illinois. Ele deixou a escola aos 16 anos para encontrar emprego – primeiro em uma fábrica local, depois na marinha mercante. Em 1948 ele se casou com a primeira de suas três esposas, com quem teve uma filha. Aspirando uma vida melhor, a família mudou-se para Las Vegas, onde o jovem arranjou trabalho como segurança no Sands Hotel. Foi lá que o ator Van Johnson, impressionado com seu porte físico, sugeriu que ele explorasse a atuação. O jovem seguiu o conselho e começou a fazer testes para compôr figuração. Até que foi-lhe oferecida a oportunidade de conhecer o lendário diretor Cecil B. DeMille, que preparava a produção de seu último épico, “Os Dez Mandamentos” (1956). Mas a caminho do estúdio, ele viu uma mulher mais velha atrapalhada com seu carro, pedindo ajuda para trocar um pneu. Ele não pensou duas vezes, mesmo que o tempo perdido na boa ação pudesse lhe custar o papel. Quando chegou à reunião, DeMille lhe disse severamente: “Você está atrasado, jovem”. Conforme ele conta esta história, em sua biografia, Walker lembrou-se de pensar: “Uh-oh. Minha carreira terminou antes de começar!” Ele tentou se justificar, explicando que havia parado para ajudar alguém na estrada, sendo inesperadamente interrompido por DeMille. “Sim, eu sei tudo sobre isso. Aquela mulher era minha secretária”. Walker conseguiu um papel um pouco mais destacado, como capitão dos guardas. Isto lhe abriu as portas em Hollywood. E, logo depois, um novo encontro com outra lenda de Hollywood mudou sua vida para sempre. A começar por seu nome. Norman virou Clint por decisão de Jack Warner, da Warner Bros., ao contratá-lo para viver seu primeiro grande papel, Cheyenne Bodie, um cowboy destemido e de bom coração, que acabou enfrentando inúmeros bandidos na televisão. O nome do personagem, por sua vez, era herança da tribo que o criou. Os pais do rapaz foram mortos por índios desconhecidos, mas ele foi encontrado vivo por uma tribo Cheyenne, que o criou dos 10 aos 18 anos, quando ele decidiu retornar para a civilização branca. Apesar de seu passado traumático, Bodie mantinha uma atitude positiva e compreensiva em relação aos nativos americanos, algo ainda pouco comum no gênero conhecido como “bangue-bangue” por ter mais tiros que tolerância. Lançada em 1955, “Cheyenne” foi uma das primeiras séries produzidas pela Warner e a primeira de temática western da TV americana. Parecia até cinema em comparação às demais atrações televisivas da época, tamanho o cuidado tomado pelo estúdio para inaugurar o gênero. A série fez tanto sucesso que virou, de fato, cinema. Dois episódios de 1957 foram reunidos numa edição especial e lançados como um filme nos Estados Unidos. O impacto da produção também inspirou o surgimento de outras séries e, de uma hora para outra, a programação televisiva se viu cercada por um tiroteio de cowboys rivais. Clint Walker não tinha quase experiência como ator quando foi selecionado por Jack Warner para a produção. Tampouco sabia andar a cavalo – aprendeu na marra. Mas tinha um físico e uma estatura imponente, que deixava os demais atores na sombra. Tanto que as cenas de briga de “Cheyenne” costumavam ser difíceis de filmar, porque Walker ocupava toda a tela. Não só era muito alto, com 1,80 metro, mas também tinha um peitoral de fisiculturista. E a série aproveitava ao máximo para enfatizar estas qualidades, filmando-o descamisado em diversas ocasiões, mesmo quando o enredo não pedia. Na época, um crítico do jornal The New York Times chegou a defini-lo como “o maior e mais bonito herói ocidental a montar um cavalo, com um par de ombros capaz de rivalizar com o de King Kong”. “Cheyenne” só não aproveitou seus belos olhos azuis porque era produzida em preto e branco. Mas quando ele apareceu nos primeiros filmes em Technicolor, seu fã-clube aumentou. O ator aproveitou a popularidade da série para estrelar alguns westerns durante as pausas da produção. Assim, projetou-se no cinema. Os filmes da época incluem “O Rifle de 15 Tiros” (1958), “A Lei do Mais Valente” (1959) e “Ouro que o Destino Carrega” (1961), todos dirigidos por Gordon Douglas – e o último coestrelado pelo futuro 007 Roger Moore. Além de viver outros cowboys no cinema, ele também viveu o mesmo cowboy em outras séries. “Cheyenne” deu origem a um universo compartilhado de séries de cowboys da Warner, que incluíam “Bronco”, “Sugarfoot”, “Colt. 45”, “Lawman” e a popular “Maverick”. Body até apareceu num episódio de “Maverick” de 1960, mas a principal ligação das séries se deu por conta de uma personagem vivida por Diane Brewster, que após ser introduzida num capítulo de “Cheyenne” fez quatro aparições em “Maverick”. A série ficou no ar por sete temporadas, até 1963. Ou, mais exatamente, até o fim do contrato de Clint Walker. O ator queria ter saído da produção antes, já que tinha muitos convites para filmar e, durante um impasse na longa negociação com a Warner, chegou até a ser substituído provisoriamente por outro cowboy em sua própria série: Bronco, personagem que depois ganhou um spin-off. Ao sair de “Cheyenne”, ele também decidiu dar um tempo nos papéis de cowboys. Foi fazer uma comédia – que virou clássico – , “Não Me Mandem Flores” (1964), como coadjuvante de Rock Hudson e Doris Day. Estrelou o único filme dirigido pelo cantor Frank Sinatra, o drama de guerra “Os Bravos Morrem Lutando” (1965). Foi parar nas selvas da Índia na aventura “Maya” (1966). E, principalmente, se alistou na missão histórica de “Os 12 Condenados”, o clássico de 1967 que estabeleceu a fórmula dos filmes de anti-heróis, os malvados necessários, reunidos para atingir um objetivo capaz de redimi-los ou matá-los. Nada menos que o esquadrão suicida original. Muito copiado, o filme dirigido pelo mestre Robert Aldrich acompanhava um grupo de militares americanos presos por crimes de guerra, recrutados pelo major vivido por Lee Marvin para atingir um alvo importante atrás das linhas nazistas, durante a 2ª Guerra Mundial. As chances de sucesso eram pequenas, de retornar com vida menores ainda, mas se fossem capazes de realizar o feito, eles teriam as sentenças comutadas e ainda seriam considerados heróis. Ao lado de Clint Walker, toparam a proposta personagens vividos por Charles Bronson, Donald Sutherland, Jim Brown, Telly Savalas, o cantor Trini López e até o cineasta John Cassavetes. Foi um estouro de bilheteria, que ganhou continuações, imitações e até uma série nos anos 1980. Também foi o ponto alto da carreira de Walker, que ao tentar retomar os filmes de cowboy, pensando em reviver seus dias de glória, acabou enveredando por um punhado de produções B que esgotaram seus créditos como ator de cinema. No melhor deles, “O Grande Búfalo Branco” (1977), voltou a contracenar com Charles Bronson. A falta de novos sucessos o fez reaparecer na TV, numa profusão de participações especiais, inclusive como interesse amoroso de Lucille Balle no clássico sitcom “The Lucy Show”. Mas foi como seu velho personagem, Cheyenne Brody, que retomou a atenção do público. Cheyenne Brody reapareceu depois de 30 anos sumido, em plenos anos 1990, em duas oportunidades: num telefilme do personagem “The Gambler” (vivido pelo cantor Kenny Rogers), que reunia diversos cowboys clássicos da TV, e num episódio do revival da série “Kung Fu” de 1995. Esta foi também a última aparição de Clint Walker como ator. Depois disso, ele ainda trabalhou como dublador em “Pequenos Guerreiros” (1998), aventura infantil de Joe Dante, sobre um grupo de soldados de brinquedo criados com tecnologia de ponta que decidem levar sua missão a sério demais. Na produção, ele voltou a se juntar com alguns de seus co-protagonistas de “Os 12 Condenados”.

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  • Série

    The Last Ship vai acabar em sua 5ª temporada

    20 de maio de 2018 /

    O canal pago americano TNT confirmou que “The Last Ship” vai acabar em sua 5ª temporada, que estreia no segundo semestre de 2018. Os rumores sobre o cancelamento começaram a circular em setembro de 2017, quando o ator Travis Van Winkle, que interpreta Danny Green, anunciou “fim das filmagens da série” em um post no Instagram que foi posteriormente deletado. A série foi renovada para a 5ª temporada em 2016, antes da estreia do quarto ano da produção e ainda durante a exibição da 3ª temporada. Na época, já se comentava que isso poderia ajudar a apressar a conclusão da trama. Agora, o chefão dos canais TNT e TBS, Kevin Reilly, confirmou ao site Deadline que o final de “The Last Ship” é oficial. Produzida pelo cineasta Michael Bay (“Transformers”), a série acompanhava a tripulação de um destroyer da Marinha dos EUA durante uma pandemia, que dizimou a maioria da população mundial. Mas após encontrar a cura na 1ª temporada e iniciar a vacinação dos sobreviventes na 2ª temporada, a tripulação do comandante Tom Chandler (Eric Dane, ex-“Grey’s Anatomy”) perdeu o rumo, passando a lidar com conspirações mundiais, sem contar mais com o elemento apocalíptico que a diferenciava de outras séries militares atualmente no ar. Desenvolvida por Hank Steinberg (criador da série “Desaparecidos/Without a Trace”), “The Last Ship” também é estrelada por Adam Baldwin (série “Cuck”), Marissa Neitling (“Terremoto: A Falha de San Andreas”), Travis Van Winkle (“Transformers”), Charles Parnell (série “Os Irmãos Aventura”), Tania Raymonde (“O Massacre da Serra Elétrica 3D – A Lenda Continua”), Maximiliano Hernández (“Os Vingadores”), Jocko Sims (“Planeta dos Macacos: O Confronto”), Bren Foster (“Operações Especiais”) e John Pyper-Ferguson (“Alphas”). Ainda não há data estabelecida para a exibição da 5ª e última temporada da série.

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  • Série

    Série Valor é oficialmente cancelada na 1ª temporada

    9 de maio de 2018 /

    A rede americana CW oficializou o cancelamento de “Valor”. A série já era considerada virtualmente cancelada desde novembro do ano passado, quando não recebeu o pedido de “back-9”, a encomenda de 9 episódios a mais, que completaria sua temporada inicial. A ironia é que “Valor” tinha mais público que “Dynasty”, lançada na mesma época e que acabou renovada. O programa registrava em média 1 milhão de telespectadores ao vivo por episódio. Entretanto, sofria com uma pontuação horrível na demo (a faixa demográfica de 18 a 49 anos, público-alvo dos anunciantes), onde marcava apenas 0,24. Entre as séries atualmente em exibição na rede CW, apenas as comédias “Jane the Virgin” e “Crazy Ex-Girlfriend”, renovadas, e a estreante “Life Sentence”, recém-cancelada, tinham menos público. “Valor” também foi destruída pela crítica, com apenas 24% de aprovação no Rotten Tomatoes. A série militar foi criada pelo roteirista e músico Kyle Jarrow (da banda Sky-Pony) e repercutia as consequências de uma missão de resgate mal-executada em território inimigo. Enquanto os dois sobreviventes mantém segredo sobre o que realmente aconteceu, surge a notícia de que os soldados desaparecidos de sua unidade foram capturados por terroristas. Para salvá-los, seria necessário uma nova missão, mas além de enfrentar os inimigos, os protagonistas também precisavam contornar segredos cada vez mais perigosos. O elenco destacava Christina Ochoa (estrela da série “Blood Drive”) e Matt Barr (série “Sleepy Hollow”).

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  • Filme

    Mel Gibson pretende filmar kamikazes em novo filme passado na 2ª Guerra Mundial

    30 de abril de 2018 /

    Após fazer as pazes com a crítica – e a Academia – com “Até o Último Homem” (2016), Mel Gibson prepara-se para dirigir um novo filme. E não é a continuação de “A Paixão de Cristo” (2004), que ele estaria desenvolvendo. Segundo o site The Hollywood Reporter, Gibson pretende filmar “Destroyer”, mais um filme passado na 2ª Guerra Mundial, como seu último longa. A coincidência é ainda maior, já que a trama também lida com a batalha de Okinawa, como o lançamento de 2016. Trata-se de uma adaptação de um livro de John Wukovits sobre os ataques dos kamikazes, pilotos suicidas japoneses, contra os navios da frota americana. O relato verídico conta como a tripulação do destroyer USS Laffey defendeu seu navio de um ataque impressionante de 22 pilotos kamikazes. O roteiro já está pronto, escrito por Rosalind Ross, roteirista da série “Matador”, que é namorada de longa data de Gibson. Mas a produção pode não acontecer imediatamente, pois Gibson também negocia estrelar o filme baseado na série clássica “Cyborg – O Homem de Seis Milhões de Dólares”, ao lado de Mark Wahlberg para a Warner Bros. Os dois trabalharam juntos recentemente em “Pai em Dose Dupla 2” e Wahlberg estaria fazendo lobby para repetir a parceria. Caso Gibson aceite a proposta para estrelar a sci-fi de ação, as filmagens de seu próximo longa como diretor só deverão começar no final do ano.

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  • Filme

    R. Lee Ermey (1944 – 2018)

    16 de abril de 2018 /

    Morreu o ator R. Lee Ermey, que ficou conhecido ao interpretar o sargento durão de “Nascido para Matar”. Ele faleceu aos 74 anos, em Santa Monica, na Califórnia, em consequência de complicações com uma pneumonia. Sargento reformado do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos e veterano da Guerra do Vietnã, Emery estreou em Hollywood como consultor militar em clássicos sobre o conflito asiático como “Os Rapazes da Companhia C” (1978), de Sidney J. Furie, e “Apocalypse Now” (1979), de Francis Ford Coppola. Em ambos, também fez pequenos papéis como militar. Sua transformação definitiva em ator, porém, foi ideia do cineasta Stanley Kubrick. Durante a filmagem de “Nascido para Matar” (1987), Kubrick resolveu promovê-lo de consultor a protagonista, por considerá-lo mais qualificado para viver o sargento Hartman no filme do que qualquer ator. O personagem é responsável pela tensão de toda a primeira parte da trama, ao comandar, de forma sádica, o treinamento dos soldados que iam para a Guerra do Vietnã. Kubrick acertou em cheio. Emery ficou tão convincente que recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante na época. A experiência positiva lhe estimulou a seguir carreira, lançando-o em diversos papéis de homem autoritário. Ele foi o prefeito Tilman em “Mississippi em Chamas” (1988), o capitão de polícia em “Seven – Sete Pecados Capitais” (1995), o dublador do Sargento em “Toy Story” (1999) e suas sequências, o xerife Hoyt na refilmagem de “O Massacre da Serra Elétrica” (2003) e na continuação de 2006, entre muitos outros.

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  • Série

    Produtor revela planos para uma 2ª temporada de Troia: A Queda de uma Cidade

    10 de abril de 2018 /

    A chegada de “Troia: A Queda de uma Cidade” (Troy: Fall of a City) à Netflix deu início à discussão sobre a possibilidade de uma continuação para a série. Em entrevista ao site The Hollywood Reporter, o produtor Derek Wax (que também produz a série “Humans”) assumiu o interesse em realizar uma 2ª temporada, revelando já ter conversado com o roteirista David Farr (da minissérie “The Night Manager”) a este respeito. “David Farr tem uma ideia maravilhosa para onde a 2ª temporada pode ir, mas é basicamente uma opção das emissoras continuar ou não. Ela precisa render interesse na Netflix por tempo suficiente para que eles tomem uma decisão”. Ou seja, se a série fizer sucesso na Netflix, a coprodução com a BBC deve ser renovada. O produtor não revelou qual seria a história abordada, já que a Guerra de Troia se conclui com a queda da cidade, como diz o título da atração. Mas há três obras clássicas que abordam o período posterior à guerra: “A Odisseia”, de Homero, “A Eneida”, de Virgílio, e “Electra”, de Eurípedes, que tratam dos destinos de três personagens importantes, que sobrevivem ao conflito: respectivamente, Odisseus (Ulisses, na mitologia romana), Eneias e Agamenon. Além destes, o final do herói grego Diomedes é revelado na “Heracleia”, de Peisândro de Rodes, coleção dos poemas épicos sobre os Doze Trabalhos de Héracles (Hércules, na mitologia romana).

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  • Série

    Veja o trailer legendado de Troia: A Queda de uma Cidade, novidade da Netflix

    10 de abril de 2018 /

    A Netflix divulgou o trailer legendado de “Troia: A Queda de uma Cidade” (Troy: Fall of a City), série britânica que liderou a audiência, mas também gerou polêmica durante sua exibição no Reino Unido. A série teve grande repercussão na mídia e nas redes sociais, graças à escalação controversa de atores negros como intérpretes de heróis e deuses gregos. A decisão foi toma em nome da liberdade artística dos produtores, que optaram por anacronismo politicamente correto para retratar personagens descritos como brancos por Homero e retratados em afrescos, estátuas e até em moedas da Grécia antiga dessa forma. As mudanças mais significativas envolveram Aquiles, interpretado por David Gyasi (“Interestelar”), Eneias, vivido pelo “brasileiro” Alfred Enoch (“How To Get Away With Murder”), e até Zeus, maior deus dos gregos, representado por Hakeem Kae-Kazim (“Black Sails”) – jogando por terra inúmeras representações pictóricas do velhinho de barbas, roupas e pele claras, soltando raios nos pobres mortais. Como as escalações dizem mais respeito ao século 21 do que ao século 13 antes de Cristo, alegraram os defensores de uma agenda de inclusão, mas frustram quem esperava uma recriação mais fiel do épico de Homero, a ponto de gerar editoriais sobre o assunto. “Por que a nova série da BBC ‘Troy: Fall of a City’, passada há 1,2 mil anos antes de Cristo, sente a necessidade de nos doutrinar sobre raça e gênero?’, indagou uma manchete do tabloide The Sun. “Controvérsia espreita a escalação do mítico Aquiles com um ator negro no novo épico da BBC”, publicou o site Greek Hollywood Reporter. Os produtores defenderam as escalações em entrevista à revista Variety, afirmando que o “mundo dos mitos” permite “uma liberdade maravilhosa” de casting. “Diversidade está no coração do nosso casting e no coração do que a BBC e a Netflix querem. Isto só é controverso se as pessoas tentam criar uma controvérsia a partir disso”, afirmou Derek Wax, numa frase digna, como diriam os gregos, dos melhores sofistas. Comentários no Twitter lembram que os africanos não tem nenhuma relação com a mitologia grega ou com a história da Grécia antiga. Alguns se disseram “chocados” com a “tentativa da BBC de reescrever a História da Grécia”. Poderia se argumentar que pelo menos os troianos não eram europeus brancos, já que sua cidade ficava na Turquia. Mas a verdade é que até eles eram gregos. A região de Anatólia foi colonizada pelos gregos e pertencia à civilização helênica, compartilhando, inclusive, os mesmos deuses, como descreve o poema épico de Homero. Enquanto alguns se limitaram à discussão histórica, a polêmica também traz à tona argumentos francamente racistas. Nunca falta tampouco quem lembre situação oposta, um filme sobre o Pantera Negra estrelado por um ator branco. Entretanto, antes de “Pantera Negra” existiu “O Fantasma” (1996), herói branco de quadrinhos passados na África. A cultura e a sociedade simplesmente evoluem. Mas a polêmica não é realmente sobre os avanços do presente, mas a respeito do anacronismo representado pela ação afirmativa da escalação. Recriar o passado sob uma ótica politicamente correta pode, em seu extremo, levar à situação-limite de retratar o período da escravidão sem escravos negros. A abordagem inclusiva também falha em respeitar os povos e culturas originais, tendo efeito oposto ao esperado. Criador da série, David Farr defendeu sua opção dizendo que lidou com mitos e não com História factual para justificar suas decisões de elenco. “Ninguém sabe se a versão de Homero, que foi escrita 500 anos depois [da Guerra de Troia], é fiel aos fatos ou se é inteiramente mítica”, ele afirmou, referindo-se ao poema épico “A Ilíada”, de 3,2 mil anos atrás. É bom lembrar que o mesmo poderia ser dito sobre a Bíblia.

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  • Filme

    Michael B. Jordan vai produzir filme sobre regimento de soldados negros na 2ª Guerra Mundial

    19 de março de 2018 /

    O ator Michael B. Jordan (“Pantera Negra”) vai produzir um filme sobre um regimento do exército americano formado inteiramente por negros, cujo heroísmo durante a 2ª Guerra Mundial ajudou a acabar com a segregação das Forças Armadas nos Estados Unidos O filme será intitulado “The Liberators” e será uma coprodução da Outlier, produtora de Jordan, com o estúdio Safehouse Pictures, com distribuição da Warner Bros. Ele ainda não definiu se também irá estrelar o longa. O roteiro foi escrito por Madison Turner (“O Poder e o Impossível”), mas deve ganhar revisão. Ainda não há diretor definido, cronograma de produção ou previsão de estreia.

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  • Série

    Dynasty atinge recorde negativo com pior audiência da TV americana em cinco anos

    18 de março de 2018 /

    O remake da série “Dynasty” registrou recorde negativo histórico na TV americana. O episódio exibido na sexta-feira (16/3) na rede CW atingiu a audiência mítica de 0,10 ponto na apuração da consultoria Nielsen. A última vez que uma série registrou 0,10 nos Estados Unidos foi há cinco anos, com “Cult”, no mesmo canal. Ao todo, 638 mil pessoas assistiram à exibição, mas a maioria ficou fora do recorde da demo (adultos de 18 a 49 anos, mais relevantes para anunciantes). É um contraste brutal em relação à série original, exibida entre 1981 e 1989, que chegou a ser o programa mais assistido de sua época. A continuidade de “Dynasty” é um mistério. A série ganhou sobrevida em novembro, ganhando encomenda de novos episódios, enquanto “Valor” foi cancelada com números melhores – 1 milhão de telespectadores ao vivo por episódio e 0,24 ponto na demo. A diferença entre as duas séries é que “Dynasty” foi negociada com a Netflix, que exibe a produção fora dos Estados Unidos, e especificidades deste contrato podem ter pesado na hora de ponderar um cancelamento súbito. A nova versão do novelão dos anos 1980 foi desenvolvida por Josh Schwartz e Stephanie Savage, que têm experiência em retratar a vida de milionários mimados, como criadores de “Gossip Girl”. Neste projeto, eles estão trabalhando com Sallie Patrick, que escrevia outra série novelesca de ricos malvados, “Revenge”. Mas o remake não agradou, seja pelas muitas mudanças, seja pela história ser muito conhecida. A principal diferença em relação à produção original é que protagonista Cristal Flores era branca, chamava-se Krystle e era vivida pela loira Linda Evans. Agora, tem as curvas da peruana Nathalie Kelley (a vilã Sybil da última temporada de “The Vampire Diaries”), que surge na trama noiva do milionário Blake Carrington. A opção por transformar a madrasta em latina também ressalta os paralelos com as novelas mexicanas de ricaços que a trama evoca. Na nova versão, o patriarca eternizado pelo grisalho John Forsythe é vivido pelo ainda galã Grant Show (série “Devious Maids”), enquanto seus filhos, Fallon e Steven, tem interpretação de Elizabeth Gillies (série “Sex&Drugs&Rock&Roll”) e James Mackay (“A Vingança Está na Moda”), respectivamente. Numa última cartada, a produção ainda adiantou a introdução de Alexis Carrington, cuja chegada na 2ª temporada da série original marcou picos de audiência, graças a um desempenho inesquecível de Joan Collins. A nova versão de Alexis será vivida por Nicollette Sheridan, que ficou conhecida pelo papel da “perua” Eddie Britt na série “Desperate Housewives”. Sua aparição está marcada para a próxima sexta (23/3), provavelmente tarde demais.

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