Jennifer Hudson ganha Tony e atinge status de EGOT
A atriz e cantora Jennifer Hudson atingiu o status de EGOT no domingo (12/6), ao vencer um troféu no Tony Awards, principal prêmio do teatro americano. Considerado o mais alto estágio de reconhecimento artístico, a palavra EGOT é formada pela sigla dos maiores troféus da indústria do entretenimento dos EUA: o Emmy (da televisão), o Grammy (da música), o Oscar (do cinema) e o Tony (do teatro). Jennifer Hudson agora tem estatuetas destas quatro premiações. O primeiro reconhecimento veio no Oscar em 2007, ao ser premiada como Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme “Dreamgirls”. Depois, conquistou dois Grammys por sua carreira musical, em 2009 e 2017. No ano passado, ela acrescentou o Emmy em sua coleção, como produtora (e dubladora) do curta animado “Baba Yaga”. Neste domingo, ela completou a lista também como produtora, ao vencer o Tony por “A Strange Loop”, eleito o Melhor Musical Novo da última temporada. A relação de pessoas a atingir o status EGOT é bastante curta, incluindo principalmente produtores e compositores de musicais. Jennifer Hudson é apenas a 21ª pessoa a conquistar a honraria em todos os tempos e a 7ª mulher a se juntar ao panteão, após Helen Hayes, Rita Moreno, Audrey Hepburn, Whoopi Goldberg, Barbra Streisand e Liza Minnelli. Para quem não lembra, o talento de Jennifer Hudson foi revelado num reality show televisivo: na 3ª temporada de “American Idol”, exibida em 2004. Mas ela não passou do 7º lugar, o que gerou grande controvérsia na época porque as três menos votadas daquela semana eram todas negras, incluindo Fantasia Barrino – que foi a vencedora da edição e também segue uma carreira renomada como cantora e atriz.
Olivia Rodrigo quebra um Grammy logo após vencer o prêmio
A sessão de fotos da cantora Olivia Rodrigo na saída do Grammy 2022, o “Oscar da música”, não acabou bem. Vencedora dos troféus de Revelação do Ano, Álbum Pop e Performance Pop na noite de domingo (3/4), ela tentou equilibrar os três gramofones dourados em seus braços durante as fotos da imprensa e acabou derrubando um deles, que quebrou. A cantora de 19 anos deixou o prêmio cair enquanto sua equipe arrumava seus cabelos para as fotos, e o troféu se desmontou em duas partes. Uma assistente rapidamente pegou as peças do chão e conseguiu juntá-las novamente para que Olivia pudesse continuar a sessão de fotos. Quando viram a cena, os fãs se lembraram de quando Taylor Swift também derrubou um de seus prêmios no chão no Grammy de 2010. Na ocasião, ela venceu quatro estatuetas.
Confira os vencedores do Grammy, em noite de Olivia Rodrigo, Jon Batiste e Foo Fighters
A Academia da Gravação premiou na noite de domingo os melhores da indústria musical com o Grammy 2022. E a premiação contou com uma brasileira vencedora: a pianista Eliane Elias, que venceu prêmio na categoria Melhor Álbum Latino de Jazz pelo disco “Mirror Mirror”. Foi o segundo Grammy da paulistana de 62 anos, que também foi premiada na mesma categoria em 2016 com o álbum “Made in Brazil”. O novo trabalho foi realizado em parceria com Chick Corea e Chucho Valdés. O primeiro, que faleceu em fevereiro deste ano, também foi premiado na categoria Melhor Solo Improvisado de Jazz por “Humpty Dumpty”. A jovem Olivia Rodrigo, de apenas 19 anos, foi uma das artistas mais premiadas da noite, com três Grammys: Artista Revelação, Melhor Álbum Pop e Melhor Performance Pop Solo. O mesmo número de vitórias foi conquistada por duas bandas. Uma delas foi o projeto Silk Sonic, formada por Anderson .Paak e Bruno Mars, nas categorias Canção do Ano, Gravação do Ano e Melhor Performance de R&B. A outra foi Foo Fighters, que na semana passada perdeu o baterista Taylor Hawkins, premiada por Álbum de Rock, Música de Rock e Performance de Rock. Hawkings foi homenageado por Billie Eilish e, no segmento In Memoriam, a surpresa foi uma menção à cantora sertaneja Marília Mendonça, vítima de uma acidente aéreo em novembro de 2021. A homenagem, entretanto, não incluiu uma das maiores artistas da música brasileira, Elza Soares, morta em janeiro deste ano. Mas o destaque da premiação foi Jon Batiste. Além de Álbum, Gravação e Clipe do Ano, ele se destacou com o maior número de troféus – 11 ao todo – graças à diversidade de projetos realizados, incluindo em sua lista de vitórias a trilha de “Soul”, animação da Pixar. Confira abaixo uma relação com 40 das principais categorias do Grammy – de um total de 70 troféus distribuídos para os mais diferentes gêneros e setores da produção musical. Artista Revelação Olivia Rodrigo Música do Ano “Leave The Door Open” – Silk Sonic Álbum do Ano “We Are” – Jon Batiste Melhor Album Pop “Sour” – Olivia Rodrigo Melhor Performance Pop Solo “Drivers License” – Olivia Rodrigo Melhor Performance de Grupo ou Duo Pop “Kiss Me More” – Doja Cat Featuring SZA Melhor Videoclipe “Freedom” – Jon Batiste Gravação do Ano “Leave The Door Open” – Silk Sonic Melhor Álbum de Rap “Call Me If You Get Lost” – Tyler, The Creator Melhor Performance de Rap “Family Ties” – Baby Keem feat. Kendrick Lamar Melhor Álbum Pop Tradicional “Love For Sale” – Tony Bennett e Lady Gaga Melhor Álbum de R&B “Heaux Tales” – Jazmine Sullivan Melhor Performance de R&B “Leave The Door Open” – Silk Sonic (empate) “Pick Up Your Feelings” – Jazmine Sullivan Melhor Performance de Rock “Making A Fire” – Foo Fighters Melhor Música de Rock “Waiting On A War” – Foo Fighters Melhor Álbum de Rock “Medicine At Midnight” – Foo Fighters Melhor Álbum de Rock Alternativo “Daddy’s Home” – St. Vincent Melhor Performance de Metal “The Alien” – Dream Theater Melhor Performance de Rock Latino “Origen” – Juanes Melhor Álbum de Pop Latino “Mendó” – Alex Cuba Melhor Álbum de Música Urbana “El Último Tour Del Mundo” – Bad Bunny Melhor Álbum de Blues Tradicional “I Be Trying” – Cedric Burnside Melhor Álbum de Blues Contemporâneo “662” – Christone “Kingfish” Ingram Melhor Álbum de Folk “They’re Calling Me Home” – Rhiannon Giddens with Francesco Turrisi Melhor Solo Improvisado de Jazz “Humpty Dumpty (Set 2)” – Chick Corea Melhor Álbum Latino de Jazz “Mirror Mirror” – Eliane Elias, Chick Corea e Chucho Valdés Melhor Álbum Instrumental de Jazz “Skyline” – Ron Carter, Jack DeJohnette & Gonzalo Rubalcaba Melhor Composição Instrumental “Eberhard” – Lyle Mays Melhor Álbum de Música Global “Mother Nature” – Anjelique Kidjo Melhor Música para Mídia Visual “All Eyes on Me” – Bo Burnham Melhor Álbum para Mídia Visual “The United States vs. Billy Holiday” – Andra Day Melhor Trilha para Mídia Visual “The Queen’s Gambit” – Carlos Rafael Rivera (empate) “Soul” – Jon Batiste, Trent Reznor e Atticus Ross Melhor Filme Musical “Summer of Sul (… ou Quando a Revolução Não Pôde ser Televisionada)” Melhor Álbum de Teatro Musical “The Unofficial Bridgerton Musical” – Abigail Barlow e Emily Bear Melhor Álbum de Comédia “Sincerely Louis CK” – Louis C.K Melhor Performance Country Solo “You Should Probably Leave” – Chris Stapleton Melhor Álbum de Gospel “My Savior” – Carrie Underwood Melhor Álbum Dance/Música Eletrônica “Subconsciously” – Black Coffee Melhor Remix “Passenger” – Mike Shinoda remix Melhor Álbum Falado “Carry On: Reflections for a New Generation from John Lewis” – Don Cheadle
Grammy 2022 vai acontecer em abril em Las Vegas
A Academia de Gravação dos Estados Unidos anunciou a nova data do Grammy 2022, após a suspensão da cerimônia marcada originalmente para 31 de janeiro, devido ao crescimento de casos de covid-19 provocados pela variante ômicron. A data escolhida foi 3 de abril. O local da cerimônia também foi alterado: a principal premiação da indústria musical dos EUA deixa Los Angeles para ser sediada em Las Vegas, na MGM Grand Garden Arena. No ano passado, a premiação também foi adiada por causa da pandemia. Mas é a primeira vez que o Emmy acontecerá em Vegas. O motivo da mudança foi operacional. O local onde a cerimônia aconteceria (o Crypto Arena, antigo Staples Center) tem eventos agendados até o fim de maio. A lista de artistas indicados a prêmios destaca a jovem cantora Olivia Rodrigo, que disputa quatro das categorias principais: Melhor Álbum, Música, Gravação e Revelação do ano. O mais indicado no geral, porém, foi o pianista Jon Batiste, autor da trilha do filme “Soul”, que aparece em 11 categorias, seguido por Justin Bieber, Doja Cat e H.E.R., com oito indicações cada um.
Músicas de “WandaVision” e “Judas e o Messias Negro” vão disputar Grammy 2022
Vencedora do Emmy de Melhor Canção Original, “Agatha All Along”, da série “Wandavision”, vai disputar o Grammy (o Oscar da música) com a música que venceu o Oscar, “Fight For You”, gravação de H.E.R. para a trilha de “Judas e o Messias Negro”. Composta pelo casal Robert Lopez e Kristen Anderson-Lopez (de “Frozen”), “Agatha All Along” foi indicada na categoria de Melhor Canção para Mídias Visuais e concorre ainda com “All Eyes On Me” do especial “Bo Burnham: Inside”, “All I Know So Far” do documentário “P!NK: All I Know So Far”, “Here I Am” do filme “Respect: A História de Aretha Franklin”, e “Speak Now” do filme “Uma Noite em Miami”. A música vencedora será conhecida junto com os premiados de todas as categorias durante a cerimônia do Grammy 2022, marcada para o dia 31 de janeiro. Confira abaixo as seis canções indicadas.
Grammy anuncia fim dos polêmicos comitês secretos para seleção de indicados
A Academia Fonográfica dos EUA anunciou na sexta-feira (30/4) o fim dos comitês secretos que selecionam as obras indicadas para o prêmio Grammy (o Oscar da música), após diversas críticas de artistas e acusações de manipulação que abalaram a premiação deste ano. A organização do Grammy afirmou que os mais de 11 mil membros da Academia decidirão, em conjunto, os indicados para o prêmio de 2022. A decisão marca o fim das cartas marcadas da premiação, tirando a seleção dos indicados dos comitês formados por entre 15 e 30 supostos especialistas cujas identidades são desconhecidas. Em comunicado, a Academia afirmou que as “mudanças significativas” refletem seu “compromisso contínuo de evoluir com o panorama musical e garantir que as regras e diretrizes dos prêmios Grammy sejam transparentes e justas”. A próxima edição do Grammy terá 86 categorias — com a criação de duas novas, uma delas para a música latina. As mudanças acontecem depois que o cantor The Weeknd acusou os organizadores do Grammy de “corrupção”. Apesar do sucesso comercial e de crítica de seu novo álbum, ele não recebeu nenhuma indicação à premiação deste ano. “A corrupção do Grammy continua. Eles devem a mim, aos meus fãs e à indústria, transparência”, declarou o artista canadense em novembro passado. Esnobado pelo Grammy, ele foi premiado no American Music Awards, MTV Video Music Awards e lidera as nomeações do Billboard Awards. The Weeknd chegou a anunciar que boicotaria a premiação “para sempre”. “Por causa dos comitês secretos, não permitirei mais que minha gravadora envie minha música ao Grammy”, reiterou em um comunicado enviado à imprensa em março passado. O fim agora anunciado dos comitês foi precedido por acusações até da ex-presidente da Academia. O desfecho aconteceu mais de um ano depois de Deborah Dugan ser demitida da função, justamente por fazer várias denúncias internas sobre corrupção e abusos – incluindo sexuais – de membros da instituição. Em sua saída, ela tornou algumas das denúncias públicas, inclusive que os comitês secretos eram formados por pessoas que representam ou têm relacionamentos com os artistas indicados, e que a própria Academia forçava os comitês a escolherem artistas que gostaria que se apresentassem ao vivo no evento. Dugan processou a Academia e, por isso, a discussão sobre os bastidores da organização se tornaram segredo de Justiça. As mudanças, porém, mostram que as acusações de corrupção começaram a abalar a credibilidade do prêmio e Harvey Mason Jr, presidente interino que substituiu Dugan, precisou tomar medidas drásticas para evitar que o Grammy perdesse seu prestígio e caísse no mesmo descrédito que o Globo de Ouro passou a enfrentar neste ano. Mason disse que este foi “um ano de mudanças transformadoras sem precedentes para a Academia Fonográfica”. Ao comentar as mudanças, ele resumiu: “Esta é uma nova Academia, que dobrou seu compromisso de atender às necessidades da comunidade musical”.
Taylor Swift recebe flores de Beyoncé por sua vitória histórica no Grammy 2021
Taylor Swift revelou nesta sexta (19/3) que recebeu um lindo buquê de flores de Beyoncé, poucos dias após as duas conquistarem vitórias históricas no Grammy 2021. No evento de domingo passado (14/3), Beyoncé se tornou a artista feminina mais vencedora da História do Grammy ao conquistar seu 28º prêmio e Taylor Swift se tornou a primeira artista feminina a ganhar três vezes o troféu de Álbum do Ano. Nos Stories de seu Instagram, Taylor mostrou uma foto do buque de flores rosas e um bilhete escrito pela Rainha. “Taylor, parabéns pelo seu Grammy. Foi ótimo vê-la no domingo à noite. Obrigado por sempre ser tão solidária. Mandando lembranças para você e sua família. B.”, diz o texto. Ao mostrar o presente, Taylor também compartilhou sua gratidão pela lembrança, escrevendo: “Acordei com flores da Rainha da graça e da grandeza, Beyoncé, e de repente é a melhor sexta-feira de todos os tempos. Obrigado B e parabéns por sua conquista épica na noite de domingo!!” As duas tinham tudo para serem rivais amargas após uma presepada de Kanye West, que invadiu o palco da premiação Video Music Awards da MTV, em 2009, para impedir Taylor Swift de agradecer pelo troféu de Melhor Clipe do Ano em sua estreia no evento. Kanye não aceitou o resultado, dizendo que Beyoncé é que devia ter vencido. No domingo, quando Beyoncé conquistou o Grammy de Melhor Performance em R&B, que marcou seu recorde histórico, a câmera mostrou Taylor aplaudindo com entusiasmo a premiação.
Beyoncé revela fotos da filha com primeiro Grammy aos 9 anos
A cantora Beyoncé compartilhou no Instagram alguns momentos de sua passagem pela cerimônia do Grammy 2021, onde bateu o recorde de artista mais premiada da Academia Fonográfica em todos os tempos. Ela também aproveitou para prestigiar a conquista de sua filha, Blue Ivy, que aos 9 anos ganhou seu primeiro Grammy, compartilhado com a mãe na categoria de Melhor Vídeo Musical, pelo clipe de “Brown Skin Girl”. Ao final do vídeo que preparou sobre a ocasião, cantora revelou duas fotos icônicas da menina segurando o troféu com formato de gramofone. Ela aparece com uma coroa nas duas imagens. Numa delas, com um canudinho, usando o troféu como copo de suco, enquanto na outra demonstra toda sua felicidade com um sorrisão. Veja o post original abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Beyoncé (@beyonce)
Pedro Sampaio responde preconceito contra funk com remix dos Mamomas Assassinas
A inclusão de um trecho do remix funk de “Wap”, produzido por Pedro Sampaio, na apresentação de Cardi B e Megan Thee Stallion no Grammy 2021 despertou o preconceito do veterano produtor Rick Bonadio, até hoje lembrado por ter trabalhado com Mamonas Assassinas. Ele lançou um ataque gratuito ao funk em suas redes sociais. “Já exportamos Bossa Nova, já exportamos Samba Rock, Jobim, Ben Jor. Até Roberto Carlos. Mas o barulho que fazem por causa de 15 segundos de funk na apresentação da Cardi B me deixa com vergonha. Precisamos exportar música boa e não esse ‘fica de quatro'”, ele escreveu no Twitter na segunda-feira (15/3), citando uma frase em português do remix de Pedro Sampaio, que chamou atenção no Grammy. Bonadio exercitou ainda mais preconceito em outros comentários, gerando uma revolta nas redes sociais. Várias estrelas do funk se insurgiram contra o produtor, com Anitta à frente, disparando uma saraivada de tuítes. À noite, Sampaio apresentou sua resposta. Em formato musical. Postou um remix funk de “Pelados em Santos”, dos Mamonas Assassinas. E fez questão de incluir “fica de quatro” em sua versão, deixando sua mensagem bem clara. Na legenda, ele escreveu: “Na minha opinião, Mamonas combina muito com funk. #FicaDeQuatro”. Ouça abaixo a versão funk dos Mamonas Assassinas. // na minha opinião, mamonas combina muito com funk #FicaDeQuatro pic.twitter.com/tRkLAkvzGT — Pedro Sampaio (@DjPedroSampaio) March 16, 2021
Funkeiras dão lição a produtor após tuítes preconceituosos contra funk brasileiro
Rick Bonadio, produtor até hoje lembrado por ter trabalhado com Mamonas Assassinas e pelo infame rap sexista animado “Dogão É Mau”, resolveu manifestar preconceito contra o funk brasileiro, após Cardi B ter incorporado o ritmo em sua apresentação no Grammy 2021. “Já exportamos Bossa Nova, já exportamos Samba Rock, Jobim, Ben Jor. Até Roberto Carlos. Mas o barulho que fazem por causa de 15 segundos de funk na apresentação da Cardi B me deixa com vergonha. Precisamos exportar música boa e não esse ‘fica de quatro'”, ele escreveu no Twitter. “Eu sinto a necessidade de criticar algumas situações porque vejo uma alienação generalizada. O funk precisa evoluir. Os funkeiros precisam ousar evoluir musicalmente para crescer. Não se pode fazer o mesmo sempre porque isso dá certo”, acrescentou Bonadio. Os textos deram início a uma revolta nas redes sociais. Várias estrelas do funk se insurgiram contra o produtor “ultrapassado”, com Anitta à frente, disparando uma saraivada de tuítes. Menosprezar o funk que lançou Anitta ao estrelado internacional e contagiou Cardi B, Major Laser e até Madonna chega a ser mais que elitismo bobo, é negacionismo puro. Música ruim, repetitiva e letras iguais era o que se falava sobre os Beatles na época em que Rick Bonadio nasceu. Ele simplesmente repete o preconceito de seus avós. Anitta foi mais incisiva, ao citar uma crítica dos anos 1960 que dizia o mesmo contra a Bossa Nova, estilo escolhido por Bonadio como contraste ao funk. O saldo positivo da lavação de roupa foi que a discussão trouxe à tona algumas conclusões certeiras da turma do funk, que, ao contrário do que muitos pensam, tem QI altíssimo. Rapidamente os tuítes de Bonadio foram apontados como ilustração perfeita do preconceito de classe e raça, que caracteriza a elite que define o Brasil como uma “democracia racial”, além de demonstrar uma total desconexão com a realidade social do país. O fato de mirar o funk, enquanto sertanejo, pagode e forró poderiam ser alvos dos mesmos argumentos, não passou em branco pelos artistas atingidos. Nem o descaso por musicas feita pelas classes menos privilegiadas. Veja abaixo alguns dos tuítes mais certeiros das estrelas do funk, que perceberam logo o que havia por trás dos comentários, demonstrando entender o Brasil melhor que muitos políticos – e alguns produtores fonográficos. Mesma batida? Vc deve ter parado de pesquisar desde seu último álbum de sucesso. Mesmas letras? Aceito. Porém infelizmente cada um canta uma letra compatível com o nível educacional e cultural que lhe é oferecido. Nesse caso, pelo governo brasileiro para com suas comunidades.. 🤷🏽♀️ — Anitta (@Anitta) March 15, 2021 Por que vocês acham que essa galera do business não ousa falar de outros ritmos? Porque existem grandes empresários por trás… aí a briga dói no bolso… melhor não, né? Mas já com os funkeiiiirosss… quem vai brigar por eles?? — Anitta (@Anitta) March 15, 2021 Entendam uma coisa, galera… é MUITO necessário resistir a esse tipo de comentário. São de pequenas opiniões assim que as coisas crescem aos poucos e podem virar cruciais no futuro. Alguém já viu o filme "Sombra Lunar" na Netflix? Explora essa questão. Uma pequena ideia — Anitta (@Anitta) March 15, 2021 Rick Bonadio veja está aula da Anitta e tente repensar seus (pre)conceitos! pic.twitter.com/eWUlTnxdKL — GirlFromRio❄ (@GirlFromRio5) March 15, 2021 Todos nós temos plena consciência que o funk incomoda, só que há anos o funk se tornou um movimento, um movimento de resistência e que representa a realidade de milhões de brasileiros. O funk já ultrapassou tantas barreiras e criticar já se tornou ultrapassado, resta aceitar! — Ludmilla ⚽️ (@Ludmilla) March 15, 2021 Desmerecer o trabalho do outro é TRISTE e DESRESPEITOSO. — Lexa (@LexaOficial) March 15, 2021 O funk evoluiu e cresceu tanto que estava no Grammy ontem. É preciso respeitar nosso movimento. Tenho respeito pelo seu trabalho e esperamos o mesmo respeito. O funk é cultura, é música e tá quebrando barreiras sim. 🙏🏽 https://t.co/oWESPGzmtI — Lexa (@LexaOficial) March 15, 2021 Da pra aceitar sim, dá pra respeitar e dá pra você ignorar o ritmo, mas você escolheu "criticar" e "ofender". Sim eu me ofendi, eu canto funk e proibidão mas eu gero empregos, pago imposto e mantenho a comida na minha casa com letras do proibidão. — Valesca Popozuda #Mecomeesome (@ValescaOficial) March 15, 2021 Em pleno 2021 produtor querendo criticar o funk, além de ignorância é algo extremamente elitista e que ignora a importância do funk na vida de tantas pessoas, inclusive na minha. Que cada vez mais a gente possa levar o funk para o mundo! Funkeira com muito orgulho SIM! — Mc Rebecca #ToPreocupada (@mcrebecca) March 15, 2021
Pedro Sampaio e Cardi B comemoram funk brasileiro no Grammy 2021
Depois de Cardi B. usar um trecho de seu remix funk de “Wap” durante a apresentação da música no Grammy 2021, com direito a frase em português, o DJ Pedro Sampaio foi ao delírio no Twitter. Além de agradecer a rapper, ele prontamente já se colocou à disposição para colaborações. “Fica de quatro! Chegamos no Grammy com a Cardi B!”, comemorou, ao ver o batidão encerrar a apresentação da música. Apesar da letra original de “Wap” ter sido censurada pela Academia, o “fica de quatro” que surgiu ao final, num encaixe com a versão brasileira, acabou passando. Cardi B respondeu prontamente em inglês, agradecendo Sampaio pela versão. “Obrigada, Pedro Sampaio”, escreveu, incluindo uma emoji de bandeira brasileira. “Eu simplesmente tinha que fazer isso”, acrescentou. “O prazer foi meu Cardi B”, ele respondeu, falando que era assim que se festejava no Brasil, com a energia funk brasileira. E em seguida questionou quando a cantora americana iria lançar um funk brasileiro para o mundo. Ela então aprofundou a conversa, mostrando que conhece o som, mas não os relacionamentos de bastidores. “Eu me apaixonei pelo funk quando ouvi pela primeira vez ‘Onda Diferente’ de Anitta & Ludmilla. Espero que elas possam fazer mais músicas como essa ou ‘Favela Chegou’ novamente. Obrigado, Brasil por sempre me dar amor. Eu tive que retribuir com meu amor”, contou. Anitta e Ludmilla, claro, brigaram depois das parcerias citadas. “Cardi B, quando você quiser seu próximo hit brasileiro [de] funk, você sabe para quem ligar”, concluiu Sampaio. Os seguidores dos dois foram à loucura com essa troca. Veja os tuítes originais abaixo. // FICA DE QUATRO! 🇧🇷🔥 CHEGAMOS NO GRAMMY COM A @iamcardib "pedro sampaio no beat ela vem" — Pedro Sampaio (@DjPedroSampaio) March 15, 2021 Thank you @DjPedroSampaio 🇧🇷 .I just had to do it ! — iamcardib (@iamcardib) March 15, 2021 // My pleasure Cardi! Thats how we throw it down here in Brazil 🔥🇧🇷 Brazilian Funk energy! https://t.co/qQY0OFj80e — Pedro Sampaio (@DjPedroSampaio) March 15, 2021 I felt in love wit funk when I first Hurd Onda differente by Anitta & Ludmilla.Hope they can both do a song like that or favela chegou again . Thank you 🇧🇷 for always showing me love I had to show my love back 😘. — iamcardib (@iamcardib) March 15, 2021 // How long is it gonna take for Cardi B to release a Brazilian funk to the world? // Quanto tempo vai demorar pra Cardi B lançar um funk pro mundo??? @iamcardib — Pedro Sampaio (@DjPedroSampaio) March 15, 2021 // @iamcardib when you need your next Brazilian funk hit, you know who to call ☎️🔥🍑 — Pedro Sampaio (@DjPedroSampaio) March 15, 2021
Grammy faz melhor festa do ano, mas evidencia problemas em noite de recorde de Beyoncé
Muito bem produzida e supostamente democrática, a premiação do Grammy 2021 vai ficar conhecida como a edição em que Beyoncé bateu o recorde de artista com a maior quantidade de prêmios da Academia Fonográfica em todos os tempos. Indo além da superfície, porém, foi uma edição que evidenciou os problemas que, nos últimos meses, geraram acusações de falta de representatividade e corrupção contra os responsáveis pela distribuição dos prêmios. Em primeiro lugar, mesmo com uma grande pulverização de troféus, artistas negros venceram majoritariamente “categorias negras” – isto é, disputas de rap e R&B. Houve exceções, em especial a vitória de “I Can’t Breathe”, de H.E.R., inspirada no movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) como Música do Ano. Nisto, entra sentimento de culpa branca em período de combate midiático ao racismo. Mas não nega os sinais que apontam tendência, indicando porque The Weeknd, com um som que não cabe nas caixinhas negras tradicionais, nem sequer foi indicado. Em segundo lugar, a presença de Beyoncé no evento. Ela disse que não participaria do Grammy. Mas apareceu com o marido Jay-Z. Manteve a promessa de não cantar e pulou a apresentação de “Savage”, que Megan Thee Stallion cantou sozinha, e foi a única artista a não interpretar a música indicada a Melhor Gravação do ano. Mas surgiu, na metade do evento, a tempo de receber dois prêmios que foram assinalados com alarde pelo apresentador Trevor Noah, por representarem um empate e um recorde histórico no Grammy. Curiosamente, o 28º Grammy de sua carreira, a marca preciosa, aconteceu na categoria de Melhor Performance de R&B, geralmente incluída nos anúncios que antecedem a cerimônia. A mudança da apresentação para o palco principal só faz crescer a suspeita sobre conhecimento prévio do conteúdo do envelope premiado. Beyoncé teria ido ao Grammy para a foto de seu recorde. Sua músicas, “Black Parade” e “Savage” (a parceria com Megan), eram as melhores na disputa de Melhor Gravação. Mas mesmo com Beyoncé em dose dupla, a categoria premiou Billy Eilish, com uma faixa que sobrou do disco passado. Em noite das mulheres, Taylor Swift também celebrou um recorde, ao se tornar a primeira artista feminina a vencer a prestigiosa categoria de Álbum do Ano por três vezes. Por sinal, mulheres venceram as quatro principais categorias. Uma novidade. De resto, a cerimônia pulverizou seus prêmios entre os principais artistas, conseguindo deixar (quase) todo mundo satisfeito. Teve gramofoninho dourado para Beyoncé, Megan Thee Stallion, Billie Eilish, Taylor Swift, Dua Lipa e até Harry Styles (o primeiro ex-One Direction agraciado com o Grammy), entre outros. Sem surgir no palco para enfrentar as questões do evento, o presidente interino da Academia, Harvey Mason Jr., preferiu aparecer num vídeo, com participação de músicos de várias etnias, ao som de uma trilha de propaganda de banco, em que reconheceu o problema, prometendo mudanças para agora, não para amanhã, e ainda pediu engajamento dos artistas por mudanças “conosco e não contra nós”. Nenhuma proposta, decisão ou ação para aumentar a representatividade e enfrentar a corrupção foi apresentada, além do vídeo com slogans publicitários. Não são poucos os problemas. Mas todos são anteriores à cerimônia em si. Já o evento, por outro lado, passou incólume pela crise e merece todos os elogios. A começar pelo formato adotado para sua transmissão televisiva. Ponto alto da temporada de premiações deste ano, com um Trevor Noah muito à vontade no comando da festa, o Grammy 2021 evitou as participações por videoconferência que vinham tornando todas as cerimônias iguais e monótonas, ao adotar as regras simples de distanciamento social e uso obrigatório de máscaras de proteção. A iniciativa resgatou os eventos presenciais e ainda inaugurou uma nova era fashion nos tapetes vermelhos: as combinações de máscaras e trajes de gala. A utilização de cinco palcos rotativos, ao estilo do antigo programa musical britânico “Later… with Jools Holland”, também possibilitou apresentações sequenciais de artistas. Já na abertura, Harry Styles, Billie Eilish, Haim e Dua Lipa emendaram um show atrás do outro, dando a tônica da noite. A criatividade também tirou do tédio o tradicional momento in memoriam, dedicado aos artistas falecidos, que foi reformulado com homenagens de grandes astros, responsáveis por covers emocionantes, intercalados por uma multidão de fotos e lembranças, num dos melhores blocos da noite. As apresentações também capricharam na cenografia, com muitos shows assumindo a aparência de clipes ao vivo. Ponto alto: a parceria de Cardi B e Megan Thee Stalion na adulta “Wap” foi de surtar e mandar ficar “de quatro” em bom português, ao terminar com o ritmo acelerado do remix funk do carioca Pedro Sampaio. Ao final, teve até um feito digno do filme “Truque de Mestre”, em que o BTS recriou o palco do Grammy em Los Angeles, para revelar ao final de sua apresentação no suposto teto do Staples Theater que nunca saiu da Coreia do Sul. Espetacular como programa de TV. De fato, o Grammy 2021 consagrou-se como a melhor festa de premiação do ano. Foi tão bom que nem pareceu ser uma premiação. Especialmente uma premiação tão complicada quanto o Grammy 2021. Confira abaixo os vencedores das principais categorias. Álbum do Ano “Folklore — Taylor Swift Gravação do Ano “Everything I Wanted — Billie Eilish Música do Ano “I Can’t Breathe — H.E.R. Artista Revelação Megan Thee Stallion Melhor Álbum Pop “Future Nostalgia — Dua Lipa Melhor Álbum de Rock “The New Abnormal — The Strokes Melhor Álbum de Rap “King’s Disease — Nas Melhor Álbum Country “Wildcard — Miranda Lambert Melhor Álbum Pop Latino ou Urbano “YHLQMDLG — Bad Bunny Melhor Álbum de Dance/Eletrônica “Bubba” — Kaytranada Melhor Álbum de Música Alternativa “Fetch the Bolt Cutters” — Fiona Apple Melhor Performance de Grupo ou Dupla Pop “Rain on Me” – Lady Gaga with Ariana Grande Melhor Performance de R&B “Black Parade” – Beyoncé Melhor Performance de Rap “Savage” – Megan Thee Stallion featuring Beyoncé Melhor Performance de Rap Melódico “Lockdown” — Anderson .Paak Melhor Performance de Rock Fiona Apple – “Shameika” Melhor Música de Rap “Savage” — Megan Thee Stallion featuring Beyoncé Melhor Música de R&B “Better Than I Imagine” – Robert Glasper featuring H.E.R. e Meshell Ndegeocello Melhor Música de Rock Brittany Howard – “Stay High” Melhor Música de Mídia Visual “007 – Sem Tempo para Morrer” – Billie Eilish Melhor Trilha Sonora “Coringa” – Hildur Guðnadóttir Melhor Filme Musical “Linda Ronstadt: The Sound of My Voice” Melhor Vídeo Musical “Brown Skin Girl” – Beyoncé e Blue Ivy Carter
Beyoncé vence o Grammy de Melhor Vídeo Musical
A cerimônia do Grammy ainda não começou oficialmente, mas Beyoncé já faturou um prêmio importante da competição. O clipe de “Brown Skin Girl” recebeu o Grammy de Melhor Vídeo Musical do ano, uma das categorias que são anunciadas antes do evento. O vídeo integrou o especial “Black Is King”, da Disney Plus, e traz Beyoncé cantando com sua filha, a pequena Blue Ivy Carter, de nove anos. A menina foi inscrita no prêmio e conquistou precocemente o primeiro Grammy da carreira. Já para Beyoncé, a vitória representou o 25º Grammy de sua carreira. Caso conquiste mais três, ela se tornará a mulher mais premiada da história da premiação da Academia Fonografia. Ela concorre a mais sete estatuetas neste domingo – eram oito, mas “Black Is King” já perdeu a categoria de Melhor Filme Musical para o documentário “Linda Ronstadt: The Sound of My Voice”. Beyoncé, porém, recusou o convite para se apresentar na cerimônia. Além dela, Justin Bieber, Zayn e The Weeknd também se negaram a cantar no evento, devido à polêmicas ligadas à falta de diversidade entre os indicados e acusações de corrupção na eleição dos melhores. A cerimônia do “Oscar da música” acontece neste domingo (14/3) nos EUA, com transmissão ao vivo no Brasil pelo canal pago TNT a partir das 21h. Além dos indicados aos prêmios da Academia Fonográfica, o evento, que terá apresentação do comediante Trevor Noah (do “Daily Show”), contará com shows de artistas como Harry Styles, Billie Eilish, Dua Lipa, Cardi B, BTS e Taylor Swift. Lembre abaixo o clipe de “Brown Skin Girl”.












