Campeão de reprises na Sessão da Tarde, A Lagoa Azul deixa de ser censura livre
Um dos filmes mais reprisados na Sessão da Tarde em todos os tempos, “A Lagoa Azul” (1980) não deveria ser exibido para crianças. Em despacho publicado no Diário Oficial da União de quinta (20/4), o Ministério da Justiça reclassificou o longa como “não recomendado para menores de 12 anos”, por conter violência e teor sexual. Até então, o filme tinha a classificação indicativa “livre”. Por conta disso, foi exibido mais de 30 vezes pela Globo e o SBT no horário vespertino só neste século. Foi justamente uma exibição na Sessão da Tarde, em 9 de março deste ano, que gerou a reclassificação. No despacho publicado no Diário Oficial, o Ministério da Justiça relata que recebeu “denúncia” de um “cidadão” sobre “uma suposta incompatibilidade entre o conteúdo apresentado” e a classificação livre do longa. O ministério, então, instaurou um inquérito administrativo, que constatou que a versão editada para TV de “A Lagoa Azul” possui “ato violento” e “apelo sexual” reiteradamente, o que a torna incompatível para menores de 12 anos. “A Lagoa Azul” foi exibido como “censura livre” porque a classificação era mais liberal em 1995, quando o filme recebeu sua certificação para a TV. As regras se tornaram mais rígidas recentemente, com a criação de um manual com o que pode e não pode para cada faixa etária, após excessos cometidos pela TV aberta. Ironicamente, na época em que o filme foi considerado adequado, havia mais rigidez em relação aos horários de exibição. Até recentemente, filmes impróprios para menores de 12 anos só poderiam ser exibidos às 20h. Foi, por sinal, por causa disso que as “novelas das oito” começaram a ser exibidas após as 21h. Entretanto, desde agosto do ano passado o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional a imposição de vinculação de horário à classificação etária. As emissoras têm apenas que informar que a programação é imprópria para determinadas idades. Na prática, a reclassificação de “A Lagoa Azul” aconteceu tardiamente e tem efeito meramente informativo. Na época em que foi feito, o filme também foi acompanhado de polêmica etária. Ele conta a história de duas crianças, Emmeline (Brooke Shields) e Richard (Christopher Atkins), que sobrevivem a um naufrágio. Juntamente com um velho marinheiro, vão parar em uma ilha tropical, um paraíso com uma lagoa azul. O marinheiro morre, e as crianças crescem, se apaixonam e descobrem o sexo – e têm um filho. Brooke Shields tinha apenas 15 anos, o que gerou protestos pelo conteúdo sexual e cenas de topless da produção. Atualmente, a atriz está com 50 anos. O longa foi exibido com censura 16 anos nos cinemas brasileiros. Mas a versão televisiva tem cortes. Os produtores realizaram uma sequência em 1991, “De Volta à Lagoa Azul”, basicamente contando a mesma história com outra beldade adolescente, Milla Jovovich, também com 15 anos na época das filmagens. E lançaram uma versão televisiva em 2012, “Lagoa Azul: O Despertar”, que ainda não estreou na TV aberta e recebeu indicação etária para maiores de 14 anos na TV americana.
Nudez de Sophie Charlote em Os Dias Eram Assim vira trend topic
A nudez da atriz Sophie Charlotte, que mostrou os seios nos três primeiros capítulos da nova série da Globo, “Os Dias Eram Assim”, virou trend topic no Twitter. Na atração, a atriz já tirou a roupa para seduzir o personagem vivido por Daniel de Oliveira, seu marido na vida real, e também em cenas de topless na praia. Com tamanho de novela, a série começa em 1970, no Rio de Janeiro, no dia em que o Brasil venceu a Copa do Mundo e se tornou tricampeão. Por conta do período, Alice, a personagem de Sophie, é meio hippie e libertária, representando as mudanças trazidas pela juventude na época, marcada pela repressão e a censura da ditadura militar. Em entrevista para diversos veículos na véspera das cenas irem ao ar, a atriz se disse à vontade com as cenas de nudez. “O sexo faz parte da vida e a paixão, principalmente na juventude, está muito ligada a isso. Essas cenas estão contando histórias e, se está dentro do contexto da cena, faz sentido para mim”. Veja abaixo algumas das impressões do público registradas em tuítes.
Neuza Amaral (1930 – 2017)
Morreu a atriz Neuza Amaral, com mais de 60 anos de carreira em novelas, séries, filmes e peças de teatro. Segundo parentes, a atriz sofreu uma embolia pulmonar e faleceu nesta quarta (19/4) no Hospital São Vicente de Paula, no Rio, aos 86 anos. Neuza nasceu no interior de São Paulo e começou a atuar na década de 1950, trabalhando na recém-inaugurada TV Tupi e na Excelsior, onde participou da telenovela diária da televisão, “2-5499 Ocupado”, em 1963 (ao lado de Tarcísio Meira, Glória Menezes e Lolita Rodrigues). Mas foi na Globo, no Rio de Janeiro, que construiu sua trajetória de sucesso. Seu primeiro papel na emissora carioca foi na novela “A Sombra de Rebecca” (1967), na qual interpretou o papel-título. Mas acabou chamando mais atenção na novela seguinte como principal antagonista da mocinha (Myriam Pérsia), vivendo a primeira grande vilã da TV brasileira, Veridiana Albuquerque Medeiros, em “A Grande Mentira” (1968). Ela esteve em algumas das principais novelas das décadas de 1970 e 1980, como “Selva de Pedra” (1972), “Os Ossos do Barão” (1973), “Fogo Sobre Terra” (1974), “O Casarão” (1976), “Estúpido Cupido” (1976), “O Pulo do Gato” (1978), “Pecado Rasgado” (1978), “Cabocla” (1979), “Plumas e Paetês” (1980), “Ciranda de Pedra” (1981), “Paraíso” (1982), “Elas por Elas” (1983), “Sinhá Moça” (1986) e “Brega & Chique” (1987). Ficou tão famosa que até participou como ela mesmo de alguns capítulos de “A Gata Comeu” (1985). Mas a partir de “A Rainha da Sucata” (1990), fez apenas pequenas participações, tendo apenas mais um papel fixo em “Pé na Jaca” (2007). O afastamento das novelas coincidiu com sua entrada na política. Neuza Amaral chegou a ser vereadora do Rio de Janeiro na década de 1990, o que acabou afastando-a dos trabalhos na TV. Ela também trabalhou para a prefeitura da cidade Araruama, na Região dos Lagos, onde morou. A atriz também teve uma filmografia expressiva, com mais de 20 filmes, desde a estreia em “A Lei do Cão” (1967), de Jesse Valadão, até “O que É Isso, Companheiro?” (1997), de Bruno Barreto.
Vídeo de Os Dias Eram Assim registra elenco gravando a música-tema da série
A Globo divulgou um vídeo da gravação do tema de sua nova série, “Os Dias Eram Assim”, que mostra o elenco cantando em estúdio, entre cenas da produção. Os astros que mostram desenvoltura vocal são Sophie Charlotte, Renato Góes, Daniel de Oiveira, Maria Casadevall e Gabriel Leone. Mas a música que dá título à produção na verdade tem outro nome. É “Aos Nossos Filhos”, clássico de Ivan Lins lançado no álbum “Nos Dias de Hoje”, de 1978. Um dos versos da música fala o título da série. Curiosamente, é a segunda vez que a Globo usa esta música numa minissérie. Na voz de Elis Regina, ela foi tema de “Queridos Amigos”, exibida em 2008, que também propunha um painel das gerações dos anos 1970 e 1980. “Os Dias Eram Assim” estreia nesta segunda (17/4).
Denúncia de assédio contra José Mayer ganha repercussão internacional
A denúncia da figurinista Susllem Totani por assédio contra José Mayer ganhou o mundo. O jornal americano The New York Times publicou um longo artigo nesta quinta (13/4) que repercute a punição recebida pelo ator, afastado indefinitivamente das produções da rede Globo. “Uma vitória contra o machismo no Brasil: Uma estrela de novelas é punida por assédio”, diz o título da publicação. O texto compara a situação vivida pela figurinista de 28 anos à trama de uma novela. “Pode não ter sido exatamente o final feliz que encerra os melodramas da Globo, mas foi aplaudido por um movimento feminista cada vez maior.” Apesar de chamar atenção, o artigo do New York Times não foi o primeiro publicado num jornal estrangeiro sobre o caso. Na semana passada, o Washington Post já havia comentado o assunto. O jornal de Washington deu destaque ao pedido de desculpas de Mayer e observou que o ator tem mulher e filha. Além destes, o Daily Mail, do Reino Unido também noticiou o pedido de desculpas do ator, enquanto o canadense The Globe and Mail relatou a “grande agitação” causada pela denúncia de assédio.
Figurinista que acusa José Mayer de assédio é chamada a depor na polícia
A figurinista Susllem Tonani foi chamada a depor na delegacia para falar do assédio sexual que ela denunciou na mídia, praticado pelo ator José Mayer nos estúdios de gravação da Globo, durante a produção da novela “A Lei do Amor”. “Convoquei Susllem Tonani e estou aguardando a sua presença. Tudo vai depender do depoimento dela para que eu possa chamar ou não o ator José Mayer para também falar sobre o caso”, disse Rodolfo Waldeck, titular da 32ª Delegacia Policial do Rio de Janeiro (Taquara), nesta segunda-feira (10/4). O delegado não revelou a data do depoimento da figurinista, mas ele deve acontecer nos próximos dias. Em texto publicado num blog do jornal Folha de S.Paulo, no dia 31 de março, a figurinista acusou o ator José Mayer de assédio sexual. Ela contou que o assédio começou há oito meses durante gravações da novela “A Lei do Amor”, com elogios, que evoluíram para cantadas até chegar ao abuso, com o ator tocando suas partes íntimas sem o consentimento dela. No mesmo dia, aconteceu no Projac um protesto de atrizes e funcionárias da emissora contra o assédio. A TV Globo noticiou no “Jornal Hoje” e no “Jornal Nacional” a manifestação e confirmou a suspensão por tempo indeterminado de José Mayer. Por enquanto o caso é tratado como assédio e depende da denúncia da vítima. Caso Susllem Totani preencha um boletim de ocorrência, a acusação dará início a um inquérito policial, que pode vir a penalizar criminalmente o ator.
Letícia Sabatella revela também ter sido assediada por José Mayer
A atriz Letícia Sabatella foi uma das primeiras atrizes da Globo a se manifestar em defesa da figurinista Su Tonani após sua denúncia contra o assédio de José Mayer. Agora, em entrevista à revista Veja Rio, ela explicou porque escreveu nas redes sociais: “José Mayer não se emenda, hein? Su Tonani, sinta-se apoiada em sua denúncia”. Ela revelou ter passado por algo parecido, há alguns anos, com o próprio ator, que só agora foi afastado das produções da Globo por conta de seu comportamento. “Quando li o relato da Su, que não conheço, eu me compadeci imediatamente. Senti o que ela sentiu, e sabia que ela não estava mentindo. Também já tinha passado por uma experiência parecida com o Zé Mayer, que foi alertado de maneira amigável”, ela afirmou. Ao mesmo tempo, ela disse ter se comovido com o pedido de desculpas do ator. “Eu, sinceramente, me comovi com o pedido de desculpas dele. Sei o grande artista que ele é, sensível, capaz de uma transformação”, ela acrescentou. Mas as desculpas de José Mayer foram redigidas por uma assessoria contratada para lidar com o escândalo. Relevando este detalhe, ela acredita que José Mayer possa servir de exemplo positivo. “Não estou querendo endeusar nem demonizar ninguém, mas podemos fazer do limão uma limonada”, avaliou a atriz, que contracenou com o ator em “Agosto” (1993) e “Páginas da Vida” (2006).
Lady Francisco revela que foi estuprada por diretor da Globo
Após a denúncia de assédio de José Mayer a uma figurinista da Globo, a veterana atriz Lady Francisco resolveu confessar que foi vítima de dois estupros, uma vez por criminosos e outra por um diretor da Globo, há quase 50 anos. Ele a havia chamado para conversar sobre trabalho e a levou para um lugar distante. “Eu tinha acabado de chegar de Minas, era bobinha, ingênua”, contou, em entrevista ao blog de Paulo Sampaio, no portal UOL. A atriz de 82 anos não revela o nome do diretor, mas afirma que ele está “vivinho da silva” e o encontrou “muitas vezes” depois disso. “Inclusive na televisão. Mas ele nem lembrava de mim. Eu não era ninguém, não existia. Se lembrava, me ignorou. Continuou sendo o canalha que sempre foi”. Ela também comentou a denúncia feita pela figurinista Susllem Tonani. “Tenho muito orgulho de ver o quanto a mulher evoluiu na defesa da própria dignidade. No meu tempo, a gente era estuprada e tinha de ficar quieta; hoje, um assédio repercute de tal maneira que o agressor tem de reconhecer publicamente que errou.” Perguntada por que não denunciou o caso, Lady lembrou que os tempos eram outros. “Naquela época? Quem acreditaria em mim? Iam dizer: ‘Essa aí, mal chegou e já está aprontando’. Mas hoje eu faria um escândalo”.
Tony Ramos faz o diabo em teaser e 33 fotos da série Vade Retro
A Globo divulgou 33 fotos e o teaser de sua nova série de comédia, “Vade Retro”, que traz Tony Ramos (“Getúlio”) potencialmente como o diabo. Na prévia, ele aparece andando pelas ruas de São Paulo, causando acidentes por onde passa. Na trama, o personagem se chama Abel Zebu e é um milionário inescrupuloso. A trama também destaca Monica Iozzi (“Superpai”), que vive uma advogada ingênua, contratada para cuidar do processo de divórcio do coisa ruim. O elenco também inclui Maria Luisa Mendonça (série “Magnífica 70”), Juliano Cazarré (“Boi Neon”) e Maria Casadevall (série “Lili a Ex”), entre outros. A série é uma criação do casal Fernanda Young e Alexandre Machado, que já lançaram “Os Normais”, “Como Aproveitar o Fim do Mundo” e “O Dentista Mascarado”, entre outras atrações de humor da rede Globo. A produção está a cargo da O2 Filmes e todos os 13 episódios da série são comandados por Mauro Mendonça Filho, que dirigiu as séries “Toma Lá, Dá Cá” (2007) e “Dupla Identidade” (2014), além do remake de “Gabriela” (2012) e a novela “Verdades Secretas” (2015). A estreia vai acontecer ainda em abril.
Desculpas de José Mayer por assédio teriam sido escritas por assessoria
Muita gente elogiou a sinceridade da carta aberta de José Mayer, em que ele assumiu ter assediado a figurinista Sus Tonani nos bastidores da novela “A Lei do Amor”. Mas, segundo o colunista Léo Dias, do jornal O Dia, não foi o ator quem escreveu o texto. Após a união de funcionárias e atrizes da emissora, que vestiram a camisa do movimento “Mexeu Com Uma, Mexeu Com Todas”, amplamente compartilhado nas redes sociais, José Mayer procurou uma assessoria para limpar sua imagem e o primeiro passo, feito pelos profissionais com autorização do ator, teria sido a carta. “Eu errei. Errei no que fiz, no que falei, e no que pensava. A atitude correta é pedir desculpas. Mas isso só não basta. É preciso um reconhecimento público que faço agora”, afirma um trecho do texto atribuído ao artista. Só que, de acordo com Léo Dias, não foi ele quem se arrependeu, mas o funcionário contratado para dizer isso. No mesmo dia que o pedido de desculpas foi divulgado, o ator foi suspenso das produções de Globo por tempo indeterminado.
Caio Blat revê postura após considerar assédio de José Mayer “brincadeira”
O ator Caio Blat tentou se explicar nas redes sociais, após a reação negativa causada por sua defesa de José Mayer, acusado de assédio por uma figurinista da Globo. A rejeição veio após ele tentar minimizar a situação do companheiro de emissora, dizendo não achar “certa” a decisão da Globo de afastar Mayer por tempo indefinido, elogiar o pedido de desculpas do ator e chamar o assédio de “uma brincadeira fora de tom”. Bastou para ser hostilizado. “Gostaria de deixar claro que sou totalmente contra qualquer tipo de assédio e provocação machista, e que apoio e admiro o movimento corajoso das mulheres contra essa covardia. Diferente do que alguns veículos publicaram, distorcendo minha declaração, jamais defendi ou relativizei a violência de uma assédio, apenas elogiei a capacidade de um acusado de se desculpar a assumir seu erro publicamente, que é a única atitude cabível. Espero que esse movimento traga uma nova consciência sobre os resquícios de machismo que ainda existem na nossa sociedade, e que ninguém mais seja constrangido em seu local de trabalho ou em qualquer ambiente”, disse o ator ao lado da imagem de uma obra de Barbara Kruger. A artista norte-americana Barbara Kruger é conhecida por trabalhos que questionam temas como o machismo em campanhas de publicidade. A imagem exibe a frase “Your body is a battleground” (“o seu corpo é um campo de batalha”, em português). Mulheres criticaram o ator na postagem. “Não cabe elogios ao Zé por ter assumido. Foi O MÍNIMO. E vc, casado com uma mulher inteligentíssima, ainda reproduz posições machistas como achar que assédio é uma brincadeira fora do tom”, disse uma seguidora. Blat chegou a ser questionado sobre o que pensaria se a situação tivesse ocorrido com a sua esposa, a também atriz Maria Ribeiro, e afirmou que isso faz parte da cultura e hierarquia. “A Maria passa por isso diversas vezes, me conta. Ainda faz parte da nossa cultura. Ainda mais quando existe uma relação hierárquica. Existe essa tomada de consciência e a mobilização de hoje foi importante. Uma brincadeira que talvez as pessoas estejam acostumadas porque sempre foi assim. A campanha foi muito legal, todo mundo se engajando. Existe essa questão de outras gerações”, completou. A denúncia da figurinista foi feita através de uma postagem num blog do jornal Folha de S.Paulo, em 31 de março, onde a profissional de 28 anos relatou a situação, que começou há oito meses, nos bastidores da novela “A Lei do Amor”. No primeiro momento, José Mayer negou as acusações, mas depois admitiu ter cometido o assédio e foi afastado pela Globo por tempo indeterminado. Gostaria de deixar claro que sou totalmente contra qualquer tipo de assédio e provocação machista, e que apóio e admiro o movimento corajoso das mulheres contra essa covardia. Diferente do que alguns veículos publicaram, distorcendo minha declaração, jamais defendi ou relativizei a violência de uma assédio , apenas elogiei a capacidade de um acusado de se desculpar a assumir seu erro publicamente, que é a única atitude cabível. Espero que esse movimento traga uma nova consciência sobre os resquícios de machismo que ainda existem na nossa sociedade, e que ninguem mais seja constrangido em seu local de trabalho ou em qualquer ambiente. Arte de Barbara Kruger. Uma publicação compartilhada por Caio Blat (@caio_blat) em Abr 5, 2017 às 8:29 PDT
Atores da Globo são criticados nas redes sociais por defenderem José Mayer
Após a manifestação de atrizes e funcionárias da Globo contra o assédio sofrido pela figurinista Su Tonani, na última terça-feira (4/3), Caio Blat e Thiago Rodrigues resolveram defender o ator José Mayer e foram criticados nas redes sociais. A declaração mais polêmica veio de Caio Blat, que afirmou ao site Glamurama não achar “certa” a decisão da Globo de afastar o ator por tempo indefinido. “José Mayer é uma pessoa que a gente conhece. A declaração que ele deu hoje foi brilhante. A forma como ele se colocou foi perfeita. Ele não representa ameaça a ninguém. Fez uma brincadeira fora de tom, e na presença de outras pessoas. Não houve intimidação”. Bastou para Blat se tornar alvo de críticas. Em seu Instagram, vários internautas deixaram comentários afirmando que “assédio não é brincadeira”. Até sua mulher, a atriz Maria Riberio, foi cobrada no Twitter, fazendo-a se posicionar. “Estou do lado da Su, estou com as mulheres”, ela respondeu. O ator Thiago Rodrigues também foi criticado por reclamar da repercussão do caso. “Eu conheço o Zé. Eu gosto dele. Posso te garantir que ele está mal com tudo isso. Que ele pague se tiver que pagar. Apenas sou contra crucificação e ódio”, afirmou ele, nas redes sociais. Já a atriz Marcella Rica, que contracenou com Mayer em “A Lei do Amor”, disse que apoia o movimento “Mexeu com uma, mexeu com todas”, mas foi criticada por elogiar a resposta de Mayer à polêmica. “Fiquei muito triste quando soube de tudo, mas hoje lendo a carta do Zé e vendo toda essa manifestação latente, com tanta gente lutando por algo tão importante e fundamental, eu achei bonito. Não o que aconteceu, claro! Sou do time #MexeuComUmaMexeuComTodas, sempre. Mas o ato de reconhecer, se desculpar e buscar essa mudança. Que todos os muitos, que por pura cultura e costume, invadem e assediam – mesmo que através de leves piadas – em qualquer tipo de ambiente, comecem também a repensar e a lutar contra essa postura já natural. Que natural seja sempre o respeito. Obrigada, Su, pela coragem. E obrigada Zé, pela carta. Que ela provoque ainda mais mudanças”.
Sophie Charlote surge provocadora e rebelde na primeira prévia de Os Dias Eram Assim
A Globo divulgou uma bela primeira prévia de sua próxima série, intitulado “Os Dias Eram Assim”. O vídeo traz a atriz Sophie Charlotte provocadora, de minissaia e atitude rebelde, ao som de “Amor”, dos Secos e Molhados. Na trama, a atriz dará vida a Alice, uma jovem que não aceita a vontade dos pais para se casar com Vítor (Daniel de Oliveira, seu marido na vida real), preferindo o romance à beira-mar com Renato (Renato Góes). O vídeo também localiza a trama em 1970, durante a ditadura militar, a comemoração do tricampeonato mundial de futebol e a era hippie. É nessa época em que Renato e Alice se conhecem e iniciam uma história de amor que vai atravessar quase duas décadas e cruzar com eventos históricos importantes do país. Chamada de supersérie, por nenhum outro motivo além de seu tamanho – mais para novela que minissérie – , a produção também conta com Antonio Calloni, Leticia Spiller, Cássia Kis, Susana Vieira, Marcos Palmeira, Maria Casadevall, Julia Dalavia, Carla Salle, Felipe Simas e Gabriel Leone, entre outros. Escrita por Ângela Chaves e Alessandra Poggi, com colaboração de Guilherme Vasconcelos e Mariana Torres, e direção geral de Carlos Araújo, “Os Dias Eram Assim” estreia em 17 de abril.











