Selton Mello vai estrelar primeira minissérie de catástrofe da Globo
A rede Globo vai fazer sua primeira minissérie de desastre. Intitulada “13 Dias Longe do Sol”, a produção vai acompanhar, ao longo de 10 episódios, pessoas soterradas sob os escombros de um prédio que desabou. A produtora O2 informou que a atração será protagonizada por Selton Mello (“O Palhaço”), no papel do responsável pela construção. O elenco ainda contará com Carolina Dieckmann (novela “A Regra do Jogo”), Lima Duarte (novela “I Love Paraisópolis”), Maria Manoella (“Jogo das Decapitações”), Luciano Chirolli (“Getúlio”), Paulo Vilhena (“O Amor no Divã”), Camila Márdila (“Que Horas Ela Volta?”), Debora Bloch e Enrique Diaz (ambos da minissérie “Justiça”). Criada por Elena Soares e o cineasta Luciano Moura, que trabalharam juntos em “A Busca” (2012), a minissérie seguirá a fórmula dos filmes de desastre dos anos 1970, buscando humanizar os personagens ao mostrar sua história antes da catástrofe. Mas, em vez de uma longa introdução apresentando vítimas em potencial, vai optar pelo recurso dos flashbacks, ao estilo de “Lost”. A O2 também divulgou um vídeo, em que o diretor comenta a primeira leitura do roteiro, que reuniu todo o elenco da produção. Veja abaixo. A estreia está prevista para agosto.
Audiência de Supermax despenca e 2ª temporada é descartada
Anunciada com alarde, a série que mistura reality show e terror, “Supermax”, não vingou e têm feito a rede Globo repensar sua estratégia de investir em produções do gênero. Segundo apurou o colunista Fernando Oliveira, do site F5, já estaria descartada qualquer possibilidade de uma nova temporada. Desde a estreia, a série estrelada por Mariana Ximenes e Cleo Pires só tem perdido audiência. Se o primeiro episódio registrou 15 pontos, o que já foi menos que seus antecessores no horário, o capítulo mais recente (o décimo), exibido nesta semana, marcou apenas 9 pontos, índice considerado preocupante pela Globo. A queda é de cerca de 40%. Internamente, avalia-se que a trama faz mais mistério que explica a história, o que é visto como problema.
Cauã Reymond diz viver papéis de sua vida em Dois Irmãos, próxima minissérie da Globo
Adiada várias vezes pela Globo, a minissérie “Dois Irmãos” vai finalmente estrear em janeiro. E o ator Cauã Reymond (“Alemão”) já garante que, graças a ela, conseguiu os papéis de sua vida. No plural, já que ele interpreta irmãos gêmeos, Yaqub e Omar. A série teve seu primeiro teaser divulgado durante a Comic-Con Experience (CCXP), com muito drama, violência e cenas quentes, o cardápio já típico das minisséries das 23h da emissora. Além disso, rendeu conversa com o ator, o escritor do livro e a roteirista responsável pela adaptação durante o painel da rede Globo no evento. Baseada na obra homônima de Milton Hatoum, a trama gira em torno da rivalidade entre os irmãos gêmeos, que corrói uma família de imigrantes libaneses em Manaus. Eles desenvolvem essa rivalidade a partir da predileção da mãe, Zana, por um deles, Omar. Cauã revelou que desejava interpretar os irmãos desde que leu o romance homônimo de Hatoum, quando tinha 26 anos de idade. “Quem me deu o livro foi minha mãe. E eu falei ‘Eu posso fazer esses dois irmãos’. Ainda estava no começo da carreira”, contou o ator no evento. E a vontade também se estendia à oportunidade de trabalhar com o diretor Luiz Fernando Carvalho. “Tinha o sonho de trabalhar com ele desde ‘Malhação’, para vocês verem como sou arrogante”, brincou. Quando foi divulgado que o diretor da novela “Velho Chico” trabalhava na adaptação, Cauã disse a um dos produtores de elenco da Globo, que gostaria de participar. E a resposta afirmativa veio tempo depois: “Nelsinho me dá um tapinha no ombro e diz ‘Acho que esse projeto vai cair no seu colo’. Fiquei extremamente emocionado e extremamente ansioso, porque até eu encontrar o Luiz e a Maria [Camargo, escritora] levaram três meses. E quando teve esse encontro eu sabia que tinha o papel da minha vida nas mãos”. A ideia da minissérie chegou à Globo por meio da roteirista Maria Camargo (“Nise: O Coração da Loucura”) em 2003. Sentindo-se “presa” pela história do livro, ela sugeriu à emissora que ele fosse adaptado para uma minissérie. O projeto, na época, não foi para a frente, mas rendeu amizade com o autor do livro. “Me apresentei pro Milton, fui muito cara de pau. Falei ‘Eu amo seu livro, estou apaixonada e quero fazer algo’. O Milton foi de uma generosidade ímpar, virou meu amigo. Depois entrou o Luiz. Várias vezes parecia que o projeto ia, não ia”. Emocionado em ver pela primeira vez uma prévia da série, Hatoum aprovou a adaptação e disse não ter preconceitos com outras mídias, como a televisão. “É uma obra pra romper os preconceitos. Ainda estou emocionando. Fico imaginando o que foi até chegar aí. Eu na minha idade ter preconceitos seria triste, o fim da picada. Acho que tem que ter nuances pra tudo. Há programas que eu não assisto na TV brasileira, não assisto de jeito nenhum, mas há minisséries que eu assisto”. Em sua avaliação, a atração pode ajudar a obra a encontrar um novo público. “Eu acho que o grande barato dessa minissérie é que ela vai atingir um público também que nunca viu isso, que infelizmente não lê, mas que pode se interessar em ler”, afirmou, em seguida emendando uma provocação: “Qual a batalha do escritor? É tirar o leitor da lista do best seller e trazer o leitor, não digo nem pro ‘Dois Irmãos’, de levar pro ‘São Bernardo’, pro ‘Vidas Secas’. Sai da lista dos mais vendidos e entra na literatura, vai ajudar você a se conhecer mais, a conhecer os outros, as relações humanas”.
Renato Aragão se emociona com homenagem na abertura da Comic-Con Experience
O ator, roteirista e produtor Renato Aragão foi aplaudido de pé durante o painel de abertura da Comic-Con Experience (CCXP), que começou nesta quinta-feira (1/12), em São Paulo. Os aplausos começaram com sua chegada e se estenderam após a apresentação do trailer de seu 50º filme como Didi, “Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood”, que marca a volta da grife “Os Trapalhões” aos cinemas, 18 anos após último filme em que Aragão filmou com o velho parceiro Dedé Santana, “Simão, o Fantasma Trapalhão” (1998). O filme é uma adaptação do musical “Os Saltimbancos Trapalhões” (2014) e uma espécie de continuação do filme homônimo de 1981, estrelado pelos quatro trapalhões: Didi, Dedé, Mussum (1941-1994) e Zacarias (1934-1990). Aragão torce por uma boa recepção do filme. “Se deus quiser, vai ser um sucesso como o filme de 1900 e… nem lembro mais!”, brincou, arrancando risadas da plateia. O longa conta a história da trupe do Grande Circo Sumatra que, juntos, tentam reverter a crise financeira da companhia, provocada pela lei que proíbe animais em espetáculos. A trupe vai em busca de uma saída para a crise e Didi acredita – por meio de seus sonhos mirabolantes com animais falantes – que encontrarão a solução. Um novo show começa a ser criado, mas a ganância do Barão, a vigarice do Satã e o poder manipulador do prefeito da cidade podem colocar tudo a perder. As cenas incluem números musicais e foram filmadas em fevereiro no circo de Marcos Frota, no Rio de Janeiro. O ator ainda falou brevemente sobre o revival que a série dos Trapalhões ganhará na rede Globo, com Lucas Veloso, filho do humorista Shaolin e uma das revelações da novela “Velho Chico”, no papel de Didi. Pedindo para o público receber bem os novos atores que interpretarão a trupe, ele frisou que os Trapalhões originais são insubstituíveis. “Eles não vão substituir, porque os Trapalhões são insubstituíveis. Eles vão ser imitadores dos Trapalhões. Quero que vocês recebem eles muito bem”, disse. “Vai ser eu, Dedé e mais quatro Trapalhões”, acrescentou. Na série, os velhos Trapalhões serão tios dos novos trapalhões. O saudosismo marcou o painel, em grande medida por ser também uma homenagem a Aragão por por sua carreira de mais de 50 anos de sucesso. Incansável, ele diz nem pensar em se aposentar. “Se eu parar, eu morro. Aposentadoria é uma morte, a não ser que você tenha um projeto”. Ao fim, ainda foi exibido um clipe especial com vários momentos da carreira do comediante, que foi novamente aplaudido de pé pelo público, aos gritos de “Renato! Renato!”. “Não tenho palavras, só tenho que dizer como é bom estar vocês, vocês são maravilhosos”.
Roteiros do Zorra podem ser vendidos para concorrentes do Emmy Internacional
A produção do programa humorístico “Zorra” vai aproveitar os contatos realizados durante a cerimônia de premiação do Emmy Internacional em Nova York, onde concorreu como Melhor Comédia, para vender seus roteiros no mercado internacional. Segundo o colunista Flávio Ricco, do UOL, os representantes dos humorísticos concorrentes no Emmy rasgaram elogios para o “Zorra” e quiseram saber se havia possibilidade de comprar os textos do programa brasileiro. Ainda de acordo com Ricco, a rede Globo avaliou esse interesse como algo muito positivo, já que pode marcar mais uma abertura internacional para seus produtos. No ano passado, a Globo vendeu os direitos de adaptação da série “Como Aproveitar o Fim do Mundo” para o remake “No Tomorrow”, da rede americana CW, a partir de contatos feitos justamente numa premiação do Emmy Internacional. Mas a produção não fez muito sucesso e está virtualmente cancelada. “Zorra” concorreu no Emmy com “Dix Pour Cent”, da França, “Puppet Nation ZA”, da África do Sul, e o vencedor “Hoff The Record”, do Reino Unido.
Globo quer Alice Braga e Rodrigo Santoro em minissérie histórica sobre o holocausto
A Globo quer juntar dois dos atores brasileiros mais bem-sucedidos de Hollywood numa minissérie histórica sobre o holocausto. A emissora carioca quer contar com Alice Braga no papel principal, e Rodrigo Santoro no elenco de “O Anjo de Hamburgo” (título de trabalho), dramatização da história de Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa (1908-2011), a brasileira que salvou cerca de 200 famílias de judeus da prisão e da morte na Alemanha nazista. O roteiro está sendo escrito por Mário Teixeira, autor de “Liberdade, Liberdade”, e a direção-geral está a cargo de Jayme Monjardim, que filmou “Olga” (2004), sobre Olga Benário Prestes, morta em 1942 justamente em um campo de extermínio nazista. A Globo tenta conciliar as agendas dos dois atores nos EUA para planejar as gravações da minissérie, que aconteceriam no ano que vem, visando uma estreia em 2018. Segundo o blog Notícias da TV, eles já leram o material de apresentação da obra e ficaram entusiasmados. Alice estrela a série “The Queen of South” (A Rainha do Sul) no canal pago americano USA Network e Santoro está no elenco de “Westworld”, do HBO. Ambas as séries foram renovadas, mas isso não os impede de fazer outros trabalhos. Aracy foi casada com o escritor João Guimarães Rosa (1908-1967), que dedicou a ela o clássico literário “Grande Sertão: Veredas”, lançado em 1956. Era católica praticante, filha de pai português e mãe alemã. Poliglota, virou secretária do consulado brasileiro em Hamburgo, por onde emitiu vistos para judeus perseguidos pelo nazismo migrarem para o Brasil. Em alguns casos, ainda os ajudava a sair da Alemanha, às vezes usando seu próprio carro. Fez isso clandestinamente e sob alto risco, entre os anos 1930 e 1940. Na época, inclusive, vigorava uma circular do governo brasileiro que recomendava o veto à entrada de judeus no país. Seu heroísmo foi reconhecido pela comunidade judaica, que a homenageou em 1982. Seu nome está registrado no memorial das vítimas do Holocausto, em Israel, e no Museu do Holocausto de Washington. Foi, por sinal, graças à esta ação humanitária que Aracy se aproximou de Guimarães Rosa, que foi cônsul-adjunto em Hamburgo. Embora não tenha sido revelado, é provável que Santoro esteja sendo cotado para viver o escritor.
Verdades Secretas vence o Emmy Internacional como Melhor Novela
“Verdades Secretas” foi a melhor novela do mundo em 2016, na opinião da Academia Internacional das Artes & Ciências Televisivas. A produção da rede Globo venceu o Emmy Internacional de sua categoria, em cerimônia realizada na noite de segunda (21/11), em Nova York. Passada no mundo da moda, a trama de Walcyr Carrasco acompanhou sucessos e escândalos, especialmente o de uma modelo que se afunda no vício do crack. Pela interpretação de Larissa, a atriz Grazi Massafera disputou o Emmy de Melhor Atriz, mas acabou perdendo para a alemã Christiane Paul, pelo telefilme “Unterm Radar”. “‘Verdades secretas’ foi uma novela onde mergulhei profundamente, um trabalho feito com a alma”, afirmou Carrasco, que foi ao palco da premiação acompanhado das atrizes Camila Queiroz, Grazi Massafera, Guilhermina Guinle e Agatha Moreira, dos diretores-gerais André Felipe Binder e Natalia Grimberg, do diretor Allan Fiterman e da produtora de elenco Bruna Bueno. O autor destacou que a trama “foi uma novela inovadora, que trouxe assuntos polêmicos, como a prostituição no mundo da moda – o famoso book rosa – e a destruição humana causada pelo crack”. E concluiu: “Foi libertador escrevê-la. Em si só, uma viagem profunda ao meu interior como artista”. A Globo coleciona, agora, 15 estatuetas do Emmy Internacional, premiação mais importante da TV mundial. Em comunicado, Carlos Henrique Schroder, Diretor-Geral da Globo, exaltou o trabalho das equipes envolvidas e o histórico de sucesso da emissora na premiação. “Mais uma cerimônia do Emmy Internacional e a Globo fez bonito de novo. Outra vez, nosso talento, nossa qualidade e nossa criatividade foram reconhecidos no exterior. Levamos a estatueta de Melhor Novela, com ‘Verdades Secretas’. Também fizeram bonito os outros finalistas, que estão entre os melhores do mundo”. Além da disputa de Melhor Novela, a Globo apareceu em outras quatro categorias. Grazi Massafera disputava como Melhor Atriz, Alexandre Nero foi indicado a Melhor Ator por seu trabalho em “A Regra do Jogo”, “Zorra” estava na concorrida categoria de Melhor Comédia e “Os Experientes” na categoria de Telefilme/Minissérie. Uma produção da MTV, “Adotada”, completava a lista de programas brasileiros, na categoria de entretenimento sem roteiro. Entre os vencedores, produções da Alemanha e do Reino Unido dividiram a maioria dos prêmios, inclusive os principais. O troféu de Melhor Série de Drama ficou com o excelente trillher de espionagem “Deutschland 83”, passado na Berlim dividida da Guerra Fria, enquanto a britânica “Hoff the Record” venceu como Melhor Série de Comédia. O veterano ator Dustin Hoffman levou o prêmio de interpretação masculina por sua performance na produção britânica “Roald Dahl’s Esio Trot”, e a TV do Reino Unido ainda faturou o prêmio de Melhor Minissérie por “Capital”, estrelada por Toby Jones, que explora temas polêmicos como a divisão de classes e o temor causado pelos imigrantes. Confira abaixo a lista completa dos vencedores. Vencedores do Emmy Internacional 2016 Melhor Série de Drama Deutschland 83 – Alemanha Melhor Série de Comédia Hoff the Record – Reino Unido Melhor Minissérie ou Telefilme Capital – Reino Unido Melhor Novela Verdades Secretas – Brasil Melhor Ator Dustin Hoffman por Roald Dahl’s Esio Trot – Reino Unido Melhor Atriz Christiane Paul por Unterm Radar – Alemanha Melhor Documentário War of Lies – Alemanha Melhor Programa de Artes The Man Who Shot Hiroshima – Japão Melhor Entretenimento Sem Roteiro Allt För Sverige – Suécia Melhor Programa Americano em Língua Estrangeira Francisco, El Jesuita – Estados Unidos
Série Plantão Noturno é renovada para sua 4ª temporada
A rede americana NBC renovou a série “Plantão Noturno/The Night Shift” para sua 4ª temporada. Criada por Gabe Sachs e Jeff Judah, a atração é um drama médico que se passa no turno da noite de um pronto-socorro em San Antonio. Um diferencial da trama é que parte dos médicos esteve no exército, voltando traumatizados do front para lidar com pacientes em situações de emergência. Exibida entre junho e agosto, a 3ª temporada registrou a média de 4,99 milhões de telespectadores nos EUA. Na soma do DVR do mesmo dia, ela chega a 6.8 milhões de telespectadores. “The Night Shift” é exibida no Brasil pelo canal pago A&E e, como “Plantão Noturno”, nas madrugadas da rede Globo.
Frequency e No Tomorrow estão virtualmente canceladas
A rede americana CW anunciou seu cronograma de programação para os primeiros meses de 2017, revelando que as séries novatas da atual temporada, “Frequency” e “No Tomorrow”, não receberão encomenda para mais episódios. Isso significa que as duas séries vão encerrar suas temporadas iniciais em apenas 13 episódios. Normalmente, as séries estreantes que tem bom desempenho recebem a encomenda dos chamados “back-nine”, com a aprovação de mais nove episódios para completar a temporada em 22 episódios. Quando isso não acontece, as séries costumam ser canceladas. O aviso de encerramento de uma produção estreante vem sendo usado como eufemismo pelas emissoras americanas, para evitar que a confirmação do cancelamento afete ainda mais a audiência de séries com episódios inéditos a serem exibidos. Assim, a confirmação só vem após a série deixar de ser exibida. Na prática, isto significa que já é possível considerar “Frequency” e “No Tomorrow” na lista das séries novatas que não emplacarão 2ª temporada, ao lado de “Conviction”. “No Tomorrow” estreou em 4 de outubro e era a única série nova de comédia da rede CW. Escrita por Corinne Brinkerhoff e produzida por Ben Silverman (que juntos produzem “Jane the Virgin”, adaptação de uma novela venezuelana), a premissa adaptava a produção brasileira “Como Aproveitar o Fim do Mundo”, girando em torno de Evie, personagem de Tori Anderson (série “The L.A. Complex”), empregada de uma grande loja, cuja falta de carisma é compensada por seu excesso de otimismo. Sua vida sem graça vira do avesso quando ela conhece Xavier com X, um hipster new age vivido por Joshua Sasse (série “Galavant”), que leva a vida como se não houvesse amanhã, porque acredita mesmo que não vai haver amanhã – o mundo acabaria em oito meses e 20 dias, com a colisão de um asteroide. A série terminou antes de se saber o desfecho. “Frequency” estreou no dia seguinte, em 5 de outubro, e foi a terceira série consecutiva da atriz Peyton List a acabar na 1ª temporada, após “Blood & Oil” e “The Tomorrow People”. Desenvolvida por Jeremy Carver (criador da série “Being Human”), a série teve seu piloto dirigido pelo cineasta Brad Anderson (“Chamada de Emergência”) e levava à TV uma adaptação do filme sobrenatural “Alta Frequência” (2000). Em sua premissa, um fenômeno bizarro faz uma jovem policial entrar em contato pelo rádio com seu pai falecido há 20 anos. Infelizmente, as reviravoltas não foram capazes de prender o público, derrubando a audiência para 1 milhão de telespectadores semanais, 250 mil a mais que “No Tomorrow”, mas ainda assim uma das piores da CW. Com o fracasso das duas séries, também chega ao fim a duradoura fase de sucessos da rede CW com séries novatas. O desastre só não é completo porque “Supergirl” caiu como uma luva na programação da emissora, vinda da rede CBS para uma 2ª temporada assistida por 2,5 milhões de telespectadores, a segunda maior audiência da CW.
Ney Latorraca se ejeta de Brasil a Bordo, nova série da Globo
O ator Ney Latorraca deixou o elenco da nova série “Brasil a Bordo”, que a Globo deve estrear no final de janeiro. Segundo o site Notícias da TV, Latorraca já havia gravado dezenas de cenas como o comandante Durval quando a emissora decidiu mudar a caracterização do personagem. Alegando cansaço, ele se recusou a repetir todo o trabalho. Foi substituído por Marcos Caruso. Com a mudança, Marcos Caruso passará a acumular a gravação de duas séries ao mesmo tempo. Ele também estará na vindoura “Filhos da Pátria”, escrita por Bruno Mazzeo. As duas produções, no entanto, irão ao ar em épocas distintas. Segundo a Globo, não houve crise, e a decisão foi tomada em comum acordo por ambas as partes. A emissora, segundo a versão oficial, entendeu o ponto de vista de Latorraca, que já tem 76 anos e não esperava gravar durante mais tempo do que o previsto. Latorraca chegou a apareceu em fotos caracterizado como aviador, de cabelos e bigodinho pretos, divulgadas nas redes sociais por Miguel Falabella, criador da atração. Veja acima. “Brasil a Bordo” foi concebida para ir aos domingos, após o “Fantástico”, mas a Globo avaliou que podia ser melhor aproveitada durante a semana. Escrachado, o humorístico mostrará o cotidiano de pilotos e aeromoças de uma empresa de aviação à beira da falência, a Piorá Linhas Aéreas. Estão no elenco o próprio Miguel Falabella, Arlete Salles e Luiz Gustavo, marcando um reencontro de Falabella e Luiz Gustavo, protagonistas de “Sai de Baixo”.
Roteirista de Até que a Sorte nos Separe rompe com a Globo durante a criação de nova série
O roteirista Paulo Cursino, responsável pelas duas franquias mais bem-sucedidas da atual onda besteirol do cinema brasileiro, “De Pernas pro Ar” e “Até que a Sorte nos Separe”, brigou com a rede Globo durante o desenvolvimento de uma nova série de comédia. O desentendimento aconteceu em torno do projeto “A Cara do Pai”, desenvolvido por ele desde o ano passado. O projeto foi aprovado e, em agosto, Cursino recebeu a encomenda de escrever mais 12 episódios em tempo recorde. Segundo disse ao colunista Flávio Ricco, do UOL, o trabalho deveria ser feito “sem equipe e em menos de três meses”. Ele acabou não aceitando as condições impostas e, diante do impasse, preferiu se afastar do projeto e se desligar da Globo. Mesmo assim, a Globo mantém a estreia do programa para dezembro, com apenas os quatro episódios já escritos, estrelados por Leandro Hassum (“Até que a Sorte nos Separe”) e Mel Maia (“Qualquer Gato Vira-Lata 2”). A ideia é continuar a produção com novos capítulos numa 2ª temporada, que estará sob responsabilidade de Daniel Adjafre (das séries “S.O.S. Emergência” e “Batendo o Ponto”). Cursino estava há quase 20 anos na emissora carioca, tendo escrito inúmeros episódios para séries como “Sob Nova Direção”, “A Grande Família”, “Sai de Baixo” e “SOS Emergência”, entre outras. O efeito colateral dessa mudança é que ele agora terá mais tempo para escrever besteiróis para o cinema. Como estava envolvido com “A Cara do Pai”, este ano só emplacou “O Suburbano Sortudo”, que estourou nas bilheterias. Mas já tem engatilhado “Divórcio 190” para março, com direção de Pedro Amorim (“Superpai”). Além disso, atualmente escreve a cinebiografia do comediante Mussum. Detalhe: seus besteiróis costumam ser coproduções da Globo Filmes.
Volta dos Trapalhões aos cinemas ganha primeiras fotos oficiais
A produção de “Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood” divulgou as primeiras fotos oficiais do filme, que registra a volta dos Trapalhões aos cinemas, após hiato de nada menos que 25 anos. O último filme em que Renato Aragão usou o nome Trapalhão tinha sido “Didi, o Cupido Trapalhão”, de 2003. Mas Trapalhões no plural não rendia título desde “Os Trapalhões e a Árvore da Juventude”, de 1991, derradeiro filme de Mussum e único dos “Trapalhões” sem Zacarias. No filme, Renato volta a se juntar com seu velho parceiro Dedé Santana. Os dois sobreviventes da trupe de humoristas ainda são acompanhados por Roberto Guilherme, outro saudoso membro do programa “Os Trapalhões”, mais lembrado como o Sargento Pincel. A eles se une uma nova geração de atores, como Letícia Colin, Alinne Moraes, Emílio Dantas, Maria Clara Gueiros, Livian Aragão, Rafael Vitti, Nelson Freitas, Marcos Frota e Dan Stulbach. A produção é baseada na versão musical de “Os Saltimbancos Trapalhões”, peça montada em 2014 com a participação do eterno Didi, que foi inspirada no filme homônimo dos “Trapalhões” de 1981. O detalhe é que o filme original já era uma adaptação do musical infantil “Os Saltimbancos” (1977), com canções de Chico Buarque, que, por sua vez, também era uma adaptação de um espetáculo italiano. A nova versão não chega a ser exatamente um remake, pois inclui nova história e até uma música inédita de Chico Buarque. O longa conta a história da trupe do Grande Circo Sumatra que, juntos, tentam reverter a crise financeira da companhia, provocada pela lei que proíbe a participação de animais em espetáculos. A trupe vai em busca de uma saída para a crise e Didi acredita – por meio de seus sonhos mirabolantes com animais falantes – que encontrarão a solução. Um novo show começa a ser criado, mas a ganância do Barão, a vigarice do Satã e o poder manipulador do prefeito da cidade podem colocar tudo a perder. Em comunicado, Renato Aragão afirmou que o longa vai resgatar a memória afetiva daqueles que acompanharam Os Trapalhões: “Esse filme vai atingir duas ou três gerações. O pai, o filho e o neto. O pai vai induzir o filho e ele mesmo, com certeza, vai ter aquele saudosismo de relembrar o primeiro filme ao assistir o segundo”. Dirigido por João Daniel Tikhomiroff (“Besouro”), “Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood” tem estreia marcada para 19 de janeiro.
Ninguém Entra, Ninguém Sai: Besteirol passado em motel ganha trailer, fotos e pôster
A Caribe Produções divulgou o pôster, as primeiras fotos e o trailer do besteirol “Ninguém Entra, Ninguém Sai”. O título, que lembra um quadro do antigo “TV Pirata”, adapta, na verdade, uma crônica de Luis Fernando Veríssimo. A prévia resume a piada – e é só uma piada, bastante estendida por diversos detalhes – , mostrando o que acontece quando um motel é cercado pela polícia e vários casais são surpreendidos sem poder sair do local, enquanto curiosos e a imprensa armam o circo. O filme marca a estreia de Hsu Chien na direção de longas. Taiwanês radicado no Brasil, ele foi assistente de direção de mais de 60 filmes, entre eles o americano “Turistas” (2006), o épico “Chatô, o Rei do Brasil” e diversos blockbusters do gênero besteirol, como “De Pernas pro Ar” (2010), “Minha Mãe é uma Peça: O Filme” (2013) e “Meu Passado Me Condena: O Filme” (2013). O elenco junta um monte de coadjuvantes do Multishow, do Porta dos Fundos e do “Zorra”, da Globo, com Danielle Winits (“Até que a Sorte nos Separe”), uma irreconhecível Guta Stresser (a ex-Bebel de “A Grande Família”), André Mattos (de “Tropa de Elite”) e o homem, a lenda, o mito, o verdadeiro Sergio Mallandro (“Muita Calma Nessa Hora”). A estreia está marcada para 4 de maio.












