Deus Salve o Rei: Comparada à Game of Thrones, novela da Globo vai passar no cinema
Em uma ação inédita, a rede Globo vai exibir o primeiro capítulo de “Deus Salve o Rei”, sua próxima novela das sete, simultaneamente nos cinemas. A novela, que estreia na terça (9/1), terá seu capítulo inaugural projetado em 7 salas de cinema no Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Fortaleza, Salvador, Recife e Manaus. A exibição acontecerá apenas para convidados, ao mesmo tempo em que o capítulo irá ao ar na TV, com a participação de integrantes do elenco da novela, como Marina Ruy Barbosa, Bruna Marquezine, Romulo Estrela e Tatá Werneck, entre outros. Um dia antes, na segunda, acontecerá a pré-estreia no Rio de Janeiro, também para convidados, em uma sala de cinema do New York City Center, com a presença de todo o elenco, do autor Daniel Adjafre e do diretor artístico Fabrício Mamberti. A novela teve tratamento de superprodução, com a construção de cenários de cidades medievais, com castelos e até filmagens no exterior. A trama se passa na era medieval – para deixar claro: período anterior à descoberta do Brasil – e gira em torno de dois reinos vizinhos, que compartilham suas riquezas em paz durante anos, até que uma troca de poder muda tudo. Comparada a “Game of Thrones”, “Deus Salve o Rei” chegou até a ganhar reportagem na revista americana Variety. Veja abaixo o trailer, curiosamente com legendas em inglês e trilha folk – uma versão da canção tradicional “Scarborough Fair”, em gravação da cantora norueguesa Aurora.
Selton Mello prepara minissérie baseada em O Alienista, clássico de Machado de Assis
O multitalentoso Selton Mello (“O Filme da Minha Vida”) prepara uma minissérie sobre o conto clássico “O Alienista”, de Machado de Assis. Ele pretende dirigir e produzir a adaptação, além de ter trabalhado no desenvolvimento da abordagem com o autor Filipe Miguez (da novela “Cheias de Charme”) e seu parceiro Marcelo Vindicatto (roteirista dos três filmes dirigidos por Selton). Publicado em 1882, “O Alienista” é uma comédia de humor negro e gira em torno do Dr. Bacamarte, um médico renomado que, ao voltar da Europa, cria a Casa Verde, uma espécie de manicômio, e passa a internar todos os moradores de sua cidade, por acreditar que cada um tem um grau diferente de loucura. Ao perceber que prendera 75% dos moradores, constata que a taxa era tão elevada que não poderia ser exceção, mas regra, e que, portanto, a verdadeira loucura seria ser normal. Diante desta conclusão, decide liberar a todos e passar a internar os 25% “normais”. A história ainda tem golpe político, corrupção legislativa e conclusão improvável. Selton Mello aguarda a aprovação do projeto para marcar as gravações. “A conversa já está avançada. Nós desenvolvemos em formato de minissérie, e estou esperando eles darem o sinal verde para realizar o trabalho”, disse ao blog Notícias da TV. “Estamos numa fila de espera para entrar em produção. É uma fila grande”, avisa. Enquanto o projeto não sai, Selton tem outros trabalhos na Globo. Ele vive o anti-herói da minissérie “Treze Dias Longe do Sol”, que a rede passa a exibir a partir de segunda (8/1). E também está sendo sondado para voltar às novelas em 2019, na primeira trama das 21h escrita por Manuela Dias, com quem trabalhou em “Ligações Perigosas”, minissérie de 2016. O ator também será visto na Netflix em 2018, interpretando um delegado da Polícia Federal em “O Mecanismo”, série de José Padilha (“Narcos”) sobre a Operação Lava-Jato.
2ª temporada de Sob Pressão vai explorar a corrupção na saúde pública
Uma das melhores séries da TV brasileira em 2017, “Sob Pressão” vai explorar a corrupção na saúde pública em sua 2ª temporada. A informação foi publicada de passagem e sem maiores detalhes na coluna de Patricia Kogut no jornal O Globo, mas não é difícil imaginar o rumo dos capítulos, tendo em vista os escândalos que assolam o governo do Rio de Janeiro. As gravações da coprodução com a Conspiração estão previstas para depois do carnaval. A série estreou na Globo de forma despretensiosa, adaptando o filme de mesmo nome, e acabou superando as expectativas de audiência: 38 milhões de telespectadores por episódio nas 15 regiões aferidas no Brasil. Trata-se de um número impressionante, levando em conta a faixa em que a atração é exibida. Em São Paulo, “Sob Pressão” chegou a marcar 28,8 pontos, a melhor audiência de uma série da Globo desde 2012, quando “A Grande Família” ainda vivia seu auge de popularidade. Com direção artística de Andrucha Waddington, diretor do filme, e roteiro de Jorge Furtado, a série também resgata os atores principais do longa-metragem, Júlio Andrade e Marjorie Estiano. A trama é centrada nos médicos que os dois interpretam: Evandro (Andrade), um cético cirurgião-chefe de um hospital público, e Carolina (Estiano), cirurgiã vascular que é bastante centrada em sua fé. A 2ª temporada deverá ter 12 episódios, dois a mais que a 1ª, mas ainda não tem previsão de estreia.
Revival da série Cidade dos Homens ganha quatro comerciais
As séries brasileiras também tem revival. A Globo divulgou quatro comerciais do resgate de “Cidade dos Homens”. Mas a falta de costume do canal com o gênero fica evidente pela narração, que chama os novos episódios de 2ª temporada. Na verdade, “Cidade dos Homens” já teve quatro temporadas em sua encarnação original, exibidas entre 15 de outubro de 2002 e 16 de dezembro de 2005, e ainda inspirou um filme de mesmo nome em 2007, que mostrava a dupla de protagonistas com 18 anos de idade. A série original foi desenvolvida por Bráulio Mantovani a partir do livro “Cidade de Deus”, de Paulo Lins, que também rendeu o famoso filme de 2002. Em muitos sentidos, a obra é uma extensão da trama cinematográfica, usando a mesma linguagem e parte do mesmo elenco. Vale lembrar que Mantovani também foi roteirista do filme “Cidade de Deus” e os diretores Fernando Meirelles e Kátia Lund assinaram três episódios da atração televisiva original. Aquela que seria a 5ª temporada reflete a passagem do tempo, contando o que aconteceu com os personagens desde que a série saiu do ar. Mais de uma década depois, os protagonistas Acerola (Douglas Silva) e Laranjinha (Darlan Cunha) já são adultos, mas continuam enfrentando problemas sociais, como o desemprego, a violência, a paternidade e o preconceito. Além disso, têm seus próprios filhos, que servirão como ponte para lembranças dos episódios “clássicos”. O revival de “Cidade dos Homens” tem apenas quatro capítulos – muito pouco! – numa coprodução da Globo com a O2 Filmes. Os episódios foram escritos por Marton Olympio (da série “Santo Forte”) e a direção geral é do cineasta Pedro Morelli (“Zoom”). A estreia está marcada para o dia 2 de janeiro. Antes disso, a Globo reexibe a 4ª temporada da produção, condensada num telefilme, que irá ao ar nesta quarta-feira (27/12), a partir das 23h10.
Aracy Cardoso (1937 – 2017)
Morreu a atriz Aracy Cardoso, que participou de várias novelas na TV Globo. Ela estava internada há um mês no Hospital São Lucas, no Rio de Janeiro, tratando de vários problemas no coração e nos rins, e faleceu nesta terça-feira (26/12), aos 80 anos. Nascida no Rio em 17 de junho de 1937, filha de uma cantora de ópera, Aracy seguiu a carreira artística desde cedo, primeiro nos palcos, depois no cinema, com o drama “Fatalidade” (1953) e várias chanchadas – “Sai de Baixo” (1956), “Depois do Carnaval” (1959), etc. Mas foi se destacar mesmo na televisão. A atriz interpretou as principais “mocinhas” das novelas dos anos 1960 da TV Excelsior, como “Os Quatro Filhos” (1965), “A Indomável” (1965) e “Sublime Amor” (1967), antes de estrear na Globo com “Anastácia, a Mulher sem Destino”, em 1967. Após uma breve passagem pela Tupi na década seguinte, voltou à Globo para se destacar em novelas que marcaram as décadas de 1970 e 1980, entre elas “Fogo sobre Terra” (1974), “Vejo a Lua no Céu” (1976), “O Pulo do Gato” (1978), “Água Viva” (1980), “Final Feliz” (1982), “Selva de Pedra” (1986) e “Mandala” (1987). Foi nesta época que viveu uma de suas personagens mais lembradas, a governanta Zazá, de “A Gata Comeu” (1985). Após três décadas dedicadas à televisão, ela retomou a carreira cinematográfica em “O Homem Nu” (1997), de Hugo Carvana, e fez ainda “Nosso Lar” (2010), de Wagner de Assis. Bastante ativa, acumulou trabalhos em minisséries, séries e novelas nos últimos anos, inclusive na Record, onde integrou “Bela, a Feia” (2009) e “Dona Xepa” (2013). Sua última aparição na TV aconteceu neste ano, numa participação especial em “Sol Nascente”, da Globo. Discreta em relação à sua vida pessoal, Aracy Cardoso foi casada com o diretor e produtor Ibañez Filho, e deixa duas filhas.
Eva Todor (1922 – 2017)
A atriz Eva Todor morreu na manhã deste domingo (10/12) em sua casa de pneumonia, aos 98 anos. Ela sofria de Mal de Parkinson e chegou a ficar dez dias internada em março deste ano. A atriz estava longe da TV desde a novela “Salve Jorge”, exibida em 2012, e sua última aparição pública foi em novembro de 2014, quando recebeu uma homenagem feita por amigos artistas no Teatro Leblon. Com mais de 80 anos de carreira, ela começou a carreira no balé, ainda na infância. Húngara de nascimento, Eva Fódor Nolding chegou a dançar na Ópera Real de Budapeste. Filha de uma estilista e de um comerciante de tecidos, ela já mostrava talento para a vida artística, mas a realidade complicada do período entre guerras na Europa fez sua família vir para o Brasil, em 1929. Ao chegar no país, continuou a se dedicar ao balé, tendo aula com a renomada Maria Olenewa. Em entrevista ao site Memória Globo, Eva contou que seus pais, “como bons húngaros”, achavam que toda criança deveria ter uma educação ligada à arte. Seguiu no balé até ser convidada, ainda adolescente, para fazer teatro de revista no Teatro Recreio. Nessa época, adotou o nome Todor, uma versão aportuguesada de seu sobrenome. “Fiz um sucesso muito grande. Fiquei quatro ou cinco anos. E foi onde conheci meu primeiro marido, que era o diretor da companhia (Luis Iglesias). Eu me casei aos 14 anos. Depois, ele achou que aquilo não tinha futuro e montou uma companhia de comédia para mim. Todo mundo disse que ele era louco, porque eu era uma menina que não tinha experiência nenhuma e, além do mais, falava português pessimamente. Mas, deu certo. E a companhia ficou sendo Eva e seus Artistas, durante muitos anos. Só de Teatro Serrador, fiquei 23 anos”, relatou ela ao Memória Globo. Ela ganhou muitos admiradores por sua beleza e talento. Entre eles, o então presidente Getúlio Vargas, o que facilitou o processo para se naturalizar brasileira nos anos 1940. Dos palcos, pulou para o cinema, em plena era da chanchada. Fez seu primeiro longa-metragem em 1960, “Os Dois Ladrões”, de Carlos Manga, demonstrando sua veia humorística ao lado de Oscarito. A versatilidade lhe rendeu convite para comandar um programa na TV Tupi, chamado “As Aventuras de Eva” (1961), em que explorava sua aptidão para o humor. Sua estreia em novelas aconteceu na década seguinte, em “E Nós, Aonde Vamos?”, última novela da célebre autora cubana Glória Magadan escrita no Brasil, exibida em 1970. Mas foi só na Globo que sua carreira deslanchou, a partir da aparição na novela “Locomotivas”, de Cassiano Gabus Mendes, um fenômeno de audiência em 1977, no papel de Kiki Blanche, personagem tão marcante que Eva voltou a vivê-lo em 2010 na novela “Ti Ti Ti”. Dali para frente, a televisão se tornou seu foco. Foram dezenas de novelas, como “Te Contei?” (1978), “Coração Alado” (1980), “Sétimo Sentido” (1982), “Partido alto” (1984), “Top Model” (1989), “De Corpo e Alma” (1992), “Suave Veneno” (1989), “O Cravo e a Rosa” (2000), “América” (2005), “Caminho das Índias” (2009) e “Salve Jorge” (2012). E, entre uma e outra, ainda emplacou diversas aparições em séries e minisséries. Dedicada à TV, acabou fazendo poucos filmes. Foram apenas cinco, entre eles “Xuxa Abracadabra” (2003) e “Meu Nome Não É Johnny” (2009). Lucélia Santos, que contracenou com a atriz em “Locomotivas”, lembrou com saudades da atriz em depoimento ao Globo News. “Dona Eva era um ser humano iluminado. Ela se autochamava de ‘estilo Eva’, ninguém podia fazer o que ela fazia, era um jeito engraçado. Ela era contagiante”, definiu.
Thogun Teixeira é afastado de minissérie da Globo após denúncia de estupro
Thogun Teixeira foi afastado das gravações da minissérie “Ilha de Ferro”, prevista para estrear em 2018 na Globo, após ser acusado de estupro durante a produção de um filme, em novembro. “O ator Thogun Teixeira não participará mais da minissérie ‘Ilha de Ferro’”, informou a assessoria da emissora, em comunicado ao UOL. Procurado, o advogado de Thogun, Humberto Adami, informou que seu cliente ainda não foi comunicado oficialmente pela emissora sobre o afastamento. “Ele deve ter um contato em breve e estamos aguardando. Ele tirou um período [de pausa das gravações], até porque é inconcebível ele permanecer com a rotina normal quando se tem uma acusação desse tipo. É um verdadeiro desastre”, afirmou. Ele foi acusado de estupro e tentativa de estupro por uma camareira e uma assistente de figurino ao final nas filmagens do longa “A Volta”, dirigido por Ronaldo Uzeda. Os nomes das vítimas estão sendo mantidos em sigilo. A denúncia foi feita em 28 de novembro e está sendo investigada pela Delegacia da Mulher de Sorocaba, no interior de São Paulo, onde a agressão teria acontecido. Ronaldo Uzeda informou que a participação do ator no filme, que estreia em 2018, foi cortada. Thogun teria papel importante em “Ilha de Ferro”, que se passa em uma plataforma de petróleo. O ator, que chegou a gravar algumas cenas, viveria Fiapo, o melhor amigo de Dante, papel do protagonista Cauã Reymond (“Não Devore Meu Coração”). O personagem agora deverá ser interpretado por Jonathan Azevedo, que viveu o Sabiá em “A Força do Querer”. Azevedo já estava no elenco, mas em um papel menor.
Ana Maria Nascimento e Silva (1952 – 2017)
Morreu a atriz Ana Maria Nascimento e Silva, que foi musa do cinema nacional, participou de novelas e minisséries de sucesso da Globo e era viúva do cineasta Paulo César Saraceni. Ela tinha 65 anos e faleceu na noite de quinta-feira (30/11), em decorrência de complicações geradas por um câncer de mama. Filha do grego Harry Anastassiadi, ex-presidente da Fox Film para a América Latina, Ana Maria nasceu no Rio de Janeiro em 12 de abril de 1952, formou-se em História da Arte e acumulou vários cursos de extensão na Europa, antes de estrear no cinema em 1976 no drama “Marcados para Viver”. No ano seguinte, fez sua primeira novela, “Nina”, de Walter Durst. Mas em vez de seguir carreira na TV, opção de maior visibilidade, ela optou pelo cinema, aparecendo em vários filmes dos anos 1970, entre eles o clássico “Ladrões de Cinema” (1977), de Fernando Cony Campos, e “Os Trombadinhas” (1979), de Anselmo Duarte, estrelado por Pelé. Sua beleza marcou o final da década, quando ela passou a atuar nos filmes da Boca do Lixo, durante o boom da pornochanchada. Fez diversos filmes do gênero, como “A Força do Sexo” (1978), “Desejo Violento” (1978), “A Mulher Sensual” (1981) e o hilário “Bem-Dotado – O Homem de Itu”, em que tentava seduzir o personagem-título, vivido por Nuno Leal Maia. A carreira teve uma grande virada nos anos 1980, após ela encontrar o cineasta Paulo César Saraceni, um dos criadores do Cinema Novo. Encantado por sua beleza, o diretor criou um filme especialmente para que ela protagonizasse, “Ao Sul do Meu Corpo” (1982). A atração virou casamento. E a partir daí Ana Maria passou a ter participação importante na obra de Saraceni, atuando em “Natal da Portela”, em 1988, e, sobretudo, virando sua grande parceira, ao assumir outro aspecto do trabalho cinematográfico: a produção. Paralelamente, passou a se focar na carreira televisiva. Seu retorno à Globo se deu na minissérie “Quem Ama Não Mata” (1982), uma das mais comentadas dos anos 1980, que questionava a justificativa machista dos crimes passionais. E emendou diversas novelas, como “Jogo do Amor” (1985), “Tudo ou Nada” (1986), “O Salvador da Pátria” (1989), “Gente Fina” (1990), “Quatro por Quatro” (1994) e “Zazá” (1997), nas quais ofuscou muitos protagonistas com seu sorriso largo, olhos azuis intensos e porte aristocrático que iluminavam os cenários. Ela também comandou um programa de entrevistas na CNT e fez parte do time de jurados de calouros do “Cassino do Chacrinha”. E se toda esta exposição televisiva a tornou mais conhecida, não a afastou de sua paixão cinematográfica. Ana Maria valorizou sua filmografia com três filmes do diretor Djalma Limongi Batista, “Asa Branca – Um Sonho Brasileiro” (1980), “Brasa Adormecida” (1987) e “Bocage – O Triunfo do Amor” (1997). Participou ainda de “A Terceira Margem do Rio” (1994), de Nelson Pereira dos Santos, e da co-produção Brasil/Portugal “Eternidade” (1995), de Quirino Simões. E, além de atuar, ajudou o marido a produzir seu projeto dos sonhos, “O Viajante” (1998), final de uma trilogia dedicada aos romances de Lúcio Cardoso (1912–1968), iniciada em 1963 com o clássico “Porto das Caixas”. Assinou ainda a produção de mais dois filmes de Saraceni: o documentário “Banda de Ipanema – Folia de Albino” (2003) e “O Gerente”, o último e mais belo filme do cineasta, que veio a falecer em 14 de abril de 2012. “O Gerente” marcou também a última aparição da atriz nas telas, que mergulhou num longo luto e se afastou definitivamente das câmeras. Sua passagem pelo cinema brasileiro deixa saudades pela paixão que dedicou à arte, chegando inclusive a idealizar um festival, o Paracine, primeira mostra cinematográfica realizada em Paraty, no litoral fluminense, em 2002 – evento que abriu caminho para um festival anual, realizado até hoje.
Aguinaldo Silva explicita campanha pelo “perdão” a José Mayer na Globo
O autor de novelas Aguinaldo Silva encampou a campanha pelo “perdão” ao ator José Mayer, afastado da Globo desde o final da novela “A Lei do Amor”, em março, após ser acusado de assédio sexual. Em sua página do Facebook, Silva divulgou uma imagem com a mensagem: “Força, Zé! Todos cometem erros… e não será um bando de oportunistas que vai apagar a sua estrela!”. Na legenda, escreveu: “Faço por valer o significado da palavra ‘Amigo”: jamais vou te esquecer e ninguém vai me calar!”. Aguinaldo Silva está em campanha ativa para ter Mayer em sua próxima novela. Ele já havia escalado o ator para “O Sétimo Guardião”, e, ao contrário de boa parte da emissora que atacou o ator, manteve o convite mesmo depois do caso de assédio. Desde então, o próprio escritor enfrentou uma polêmica em relação à autoria dessa novela, que foi cancelada. Mas já preparou uma nova história, “A História dos Lobos”, aprovada para entrar no ar no segundo semestre de 2018. Além da campanha a favor de Mayer, Aguinaldo Silva vem postando comentários polêmicos sobre o assunto do assédio sexual. No início de novembro, ele escreveu no Twitter: “Afinal, quem assedia quem neste nosso mundo em que ser um ‘sedutor’ tornou-se uma virtude e um trunfo para todos os sexos já reconhecidos?” José Mayer foi afastado depois que a figurinista Susllem Tonani tornou público o assédio que sofreu por meses nos bastidores da Globo. A abordagem teria começado com elogios, passado para cantadas mais abertas até o dia em que ele teria tocado suas partes íntimas sem consentimento. Ela denunciou as investidas do ator no Departamento de Recursos Humanos da emissora em 2016, mas, como isso não gerou resultados, decidiu tornar o fato público em março, no blog Agora É Que São Elas, da Folha de S. Paulo. O caso acabou ganhando grande repercussão e uniu as atrizes da emissora em seu apoio, com direito a hashtag, camiseta e slogan contra o assédio, “Mexeu com uma, mexeu com todas”. A princípio, o ator negou, dizendo que o confundiam com o personagem cafajeste que interpretava nas telenovelas. Depois, fez uma carta aberta assumindo o erro. Mas acabou afastado pela Globo de sua programação. Apesar da atitude firme em primeiro momento, a Globo vem emitindo sinais de que pode tirar Mayer da geladeira. Sinal disso foi uma homenagem realizada no programa “Grandes Atores”, do canal Viva, no final de outubro. O problema é que a “homenagem” pegou mal, num momento em que o assunto “assédio sexual” toma conta do noticiário do entretenimento, com as denúncias que viraram escândalos em Hollywood. Por conta disso, a estratégia de resgatar Mayer enfrentaria resistência de um movimento de atrizes, que defende no mínimo que ele continue na “geladeira” por mais um tempo – senão, para sempre. Há rumores de que algumas estrelas da Globo se recusariam a contracenar com Mayer se ele voltasse agora para as novelas. Serie este o “bando de oportunistas” do texto de Aguinaldo Silva?
Brasil fica sem Emmy Internacional em premiação que privilegiou produções britânicas
País com mais indicados, o Brasil não venceu nenhum prêmio da Academia Internacional da Televisão durante a entrega do Emmy Internacional na noite de segunda (20/11), em Nova York. Produções brasileiras disputavam 9 troféus entre as 11 categorias da premiação (sendo que uma delas é exclusiva para produções dos Estados Unidos). “Justiça” era o único programa com mais de uma indicação na lista inteira, disputando como Melhor Série de Drama e Melhor Atriz (Adriana Esteves). Mas, no final, o Brasil não venceu nem a disputa de novela, onde concorria com dois títulos (“Totalmente Demais” e “Velho Chico”). A premiação acabou celebrando a TV britânica, premiando os astros mais conhecidos do público mundial nas categorias de atuação: Kenneth Branagh e Anna Friel, respectivamente Melhor Ator e Atriz pelas séries policiais “Wallander” e “Marcella”. A Melhor Comédia também foi uma produção britânica, o especial “Alan Partridge’s Scissored Isle”. Já o prêmio de Melhor Série de Drama ficou com a 2ª temporada do suspense nórdico “Mammon”, da Noruega. Além dos talentos na disputa, o diretor da Televisa, Emilio Azcárraga Jean, recebeu um prêmio especial na cerimônia, que previa homenagear também Kevin Spacey (série “House of Cards”). Mas, após os escândalos sexuais envolvendo o ator, esta homenagem foi cancelada. Confira abaixo a lista completa dos premiados. VENCEDORES DO PRÊMIO EMMY INTERNACIONAL 2017 Melhor Série de Drama “Mammon II” – Noruega Melhor Comédia “Alan Partridge’s Scissored Isle” – Reino Unido Melhor Telefilme ou Minissérie “Ne m’abandonne pas” – França Melhor Ator Kenneth Branagh em “Wallander” – Reino Unido Melhor Atriz Anna Friel em “Marcella” – Reino Unido Melhor Série Curta “Familie Braun” (“The Braun Family”) – Alemanha Melhor Novela “Kara Sevda” (“Endless Love”) – Turquia Melhor Documentário “EXODUS: Our Journey to Europe” – Reino Unido Melhor Programa Artístico “Hip-Hop Evolution – The Foundation” – Canadá Melhor Programa de Variedades/Reality Show “Sorry Voor Alles” (“Sorry About That”) – Bélgica Melhor Programa Americano em Língua Estrangeira “Sr. Ávila” – EUA
Globo e SBT preparam série sobre a mesma história: os crimes do ex-médico Roger Abdelmassih
Globo e SBT estão desenvolvendo minisséries sobre a mesma história, focada no ex-médico Roger Abdelmassih, que se aproveitava do uso de anestesia em suas pacientes para estuprá-las. Ele foi condenado a 278 anos de prisão por 52 estupros e quatro tentativas de estupro. A minissérie da Globo já está em fase de produção. Chamada de “Assédio”, é inspirada no livro “A Clínica — A Farsa e os Crimes de Roger Abdelmassih” (2016), do jornalista Vicente Vilardaga, e traz Antonio Calloni no papel do médico. O roteiro é de Maria Camargo (“Nise: O Coração da Loucura”) e a direção de Amora Mautner (novela “A Regra do Jogo”). Já a série do SBT é intitulada “Bem-vindo ao Inferno” e se baseia no livro com o mesmo título, lançado em 2015, que traz o relato de Vana Lopes, uma das vítimas do médico. A produção foi anunciada nesta sexta-feira (17/11) e será uma parceria com grupo de TV paga A&E Television, dono também do History. Como a Globo anunciou planos de usar “Assédio” para lançar um novo serviço de streaming, que pretende competir com a Netflix, o SBT poderia sair na frente ao exibir sua produção antes na TV aberta. Mas o projeto da produtora Panorâmica prevê captação de recursos junto ao Fundo Setorial da Ancine, e com isso “Bem-vindo ao Inferno” só deve ser exibida em 2019.
Márcia Cabrita (1964 – 2017)
A atriz Márcia Cabrita morreu na madrugada desta sexta (10/11), aos 53 anos, após uma longa luta contra um câncer no ovário, diagnosticado em 2010. Ela estava internada há dez dias, no hospital Quinta D’Or, na Zona Norte do Rio, em decorrência do agravamento da doença. Filha de imigrantes portugueses, Márcia Martins Alves nasceu em Niterói, no estado do Rio, em 20 de janeiro de 1964. Ao mesmo tempo em que decidiu estudar artes cênicas, conheceu Luís Salem, seu parceiro durante toda a carreira. A veio humorística chamou atenção a partir do espetáculo “Subversões”, encenado no antigo Crepúsculo de Cubatão, casa de rock alternativo na Copacabana dos anos 1980. Sua estreia da TV foi na minissérie “As Noivas de Copacabana”, de Dias Gomes, em 1992, seguida por participações em “Os Trapalhões”, de 1993 a 1995, até se destacar em seu papel mais conhecido, na série de comédia “Sai de Baixo”, em 1997, na qual interpretou a empregada Neide, substituindo a atriz Claudia Jimenez no elenco. Márcia também atuou nas novelas “Beleza Pura” (2008) e “Morde & Assopra” (2011) e fez participações na série “Brava Gente” (2000), no “Sítio do Picapau Amarelo” (2003) e nos humorísticos “Sob Nova Direção”, “A Grande Família” e “Pé na Cova”. Mesmo após ser diagnosticada com câncer, ela continuou trabalhando, com várias participações em séries como “Vai que Cola”, do Multishow, e “Pé na Cova”, da Globo. Há três meses, ela precisou se afastar das gravações da novela “Novo Mundo”, na qual vivia Narcisa Emília O’Leary, para cuidar da saúde. Este mês, Márcia começaria a gravar um filme baseado em “Sai de baixo”. Em texto para Revista O Globo, publicado em 2011, Márcia criticou a cobrança sofrida por pessoas com a doença. “Ao contrário do que muitos fantasiam, não tirei de letra. Não sei o porquê, mas existe uma ideia estapafúrdia de que quem está com câncer tem que, pelo menos, parecer herói. Nãnãninã não! Quem recebe uma notícia dessas não consegue ter pensamentos belos. Bem… eu não conseguia. A cobrança de positividade acabou se tornando um problema. Me olhava no espelho branca, magrela e de cabelos curtinhos (antes de caírem) e me achava pronta para fazer figuração na ‘Lista de Schindler'”. De acordo com o ex-marido, o psicanalista Ricardo Parente, com quem foi casada por quatro anos, Márcia morreu “em paz” e sem sofrer. Os dois tem uma filha, Manuela, de 17 anos.
Atrizes da Globo seriam contra volta de José Mayer às novelas
Após Aguinaldo Silva ir ao Twitter há poucos dias, afirmar que, se dependesse ele, José Mayer já estaria escalado para sua próxima novela, “A História dos Lobos”, atrizes da rede Globo teriam se unido num boicote ao ator, segundo apurou o colunista do UOL Ricardo Feltrin. José Mayer foi afastado das novelas no começo do ano, após ter sido acusado de assediar uma figurinista da Globo, Susllem Tonani. Ela denunciou as investidas do ator no Departamento de Recursos Humanos da emissora em 2016, mas como isso não gerou resultados, decidiu denunciar o fato publicamente em março, no blog Agora É Que São Elas, da Folha de S. Paulo. O caso acabou ganhando grande repercussão e uniu as atrizes da emissora em apoio à figurinista, com direito a hashtag, camiseta e slogan contra o assédio, “Mexeu com uma, mexeu com todas”. Passados oito meses do escândalo, a emissora vinha demonstrando inclinação para tirar Mayer da geladeira. Sinal disso foi uma homenagem realizada no programa “Grandes Atores”, do canal Viva, há cerca de uma semana. O problema é que a “homenagem” pegou mal, num momento em que o assunto “assédio sexual” toma conta do noticiário do entretenimento, com as denúncias que viraram escândalos em Hollywood. Por conta disso, a estratégia de resgatar Mayer enfrentaria resistência de um movimento de atrizes, que defende no mínimo que ele continue na “geladeira” por mais um tempo – senão, para sempre. O colunista do UOL teria sondado algumas estrelas da Globo e nenhuma atriz de primeiro escalão consultada lhe disse estar disposta a contracenar com Mayer em curto ou médio prazo – o que dificultaria sua escalação em novelas ou mesmo minisséries em 2018. Aguinaldo Silva já havia escalado Mayer para a novela “O Sétimo Guardião”, e, ao contrário de boa parte da emissora que atacou o ator, manteve o convite mesmo depois do caso de assécio. Desde então, o próprio escritor enfrentou uma polêmica em relação à autoria da novela, que foi cancelada. Mas já preparou uma nova história, “A História dos Lobos”, aprovada para entrar no ar no segundo semestre de 2018. Ele afirmou que escalaria Meyer na produção, ao responder a uma seguidora que defendia a volta do ator. Veja abaixo. Por sinal, Aguinaldo Silva vem postando tuítes polêmicos sobre o assunto do assédio sexual. Na sexta (3/11), ele escreveu: “Afinal, quem assedia quem neste nosso mundo em que ser um ‘sedutor’ tornou-se uma virtude e um trunfo para todos os sexos já reconhecidos?”












