Próxima “Malhação” vai se passar na pior escola do Rio
A próxima temporada de “Malhação”, que irá ao no ano que vem, será diferente de todas as anteriores. Inspirada pelo sucesso de séries de temáticas sociais realistas, como “Sob Pressão” e especialmente “Segunda Chamada”, a trama vai trocar a Zona Sul pelo Norte do Rio e se passar numa escola considerada a pior da cidade. Por essa razão, correrá o risco de ser fechada. A trama vai mostrar a união dos alunos para que ela siga funcionando. Além da mudança de locação, com inevitável troca de extrato social, o elenco também será bem mais diversificado. Mais de 70% dos atores serão negros. Isto é o contrário do habitual, como se pode comprovar pela foto que ilustra o post, com o elenco de “Malhação – Vidas Brasileiras” (2017). Os responsáveis pela mudança são os irmãos Eduardo e Marcos Carvalho, gêmeos do Morro do Salgueiro que estreiam na emissora após vencerem o Candango de Melhor Direção com o curta “Chico” no Festival de Brasília de 2017. O diretor da temporada será Paulo Silvestrini, que trabalhou na bem-sucedida “Malhação: Viva a Diferença”, premiada com o Emmy Kids Internacional e continuada no spin-off “As Five”. Segundo a coluna de Patricia Kogut, do jornal O Globo, a produção já começou a fazer testes de elenco para encontrar os protagonistas: duas meninas e um menino.
Lampião e Maria Bonita vão virar novela na Globoplay
A Globo está desenvolvendo uma nova novela sobre o amor do cangaceiro Lampião e sua parceira Maria Bonita, 40 anos após o sucesso de “Lampião e Maria Bonita”, a primeiríssima minissérie brasileira, estrelada por Nelson Xavier e Tânia Alves em 1982. A nova versão vai se chamar “Guerreiros do Sol” e está sendo desenvolvida pela dupla George Moura e Sergio Goldenberg para o streaming da Globoplay. A produção, ambientada nos anos 1920 e 1930, deve ser contada a partir da ótica feminina, como aconteceu em várias produções assinadas pelos autores, como as recentes “Onde Está Meu Coração” (2021) e “Onde Nascem os Fortes” (2018). Antes disso, os autores entregam os 50 capítulos de uma outra série, “Paraíso Perdido”, baseada em peças de Nelson Rodrigues, que deverá ser gravada em breve. Veja abaixo um vídeo da Globo que lembra e celebra a série histórica “Lampião e Maria Bonita”.
Tiago Leifert anuncia saída da rede Globo
O apresentador Tiago Leifert anunciou que está deixando a Globo. A decisão foi comunicada após ele servir de tapa-buraco à frente do antigo “Domingão do Faustão”, entre a saída de Fausto Silva e a chegada de Luciano Huck no último domingo (13/9). Sua passagem foi extremamente bem-sucedida, mas não terá continuidade devido a outros planos da emissora. Um dos grandes responsáveis pelo sucesso das últimas edições do “Big Brother Brasil”, Leifert começou na rede em 2004 como apresentador e editor na TV Vanguarda, afiliada da Globo no interior de São Paulo. Depois, chegou ao SportTV como repórter em 2006, mas logo virou editor-chefe do “Globo Esporte”, assumiu como apresentador e foi responsável pela mudança no formato do telejornal esportivo. Seu estilo descontraído chamou atenção e o levou ao núcleo de entretenimento em 2012, como apresentador da versão brasileira do programa “The Voice”. Em 2015, assumiu o matinal “É de Casa”, além de ter comandado o “Central da Copa” em três Copas do Mundo de Futebol e o primeiro “The Voice: Kids”. Mas foi a partir de 2017, quando chegou no “Big Brother Brasil”, que ele realmente se consagrou, incorporando a alma do programa sem deixar a menor saudade do antigo apresentador. À frente das últimas cinco edições do “BBB”, Leifer ajudou a produção a atingir suas maiores audiências. Além de ter popularizado bordões como “fogo no parquinho” e “textão não decide paredão”, contornou situações polêmicas, deu show de sensibilidade e consciência e entrou para o livro dos recordes mundiais, ao liderar a maior votação popular já registrada em um reality show do planeta. Para completar sua trajetória, ele vai se despedir naquele que foi seu primeiro projeto no entretenimento na emissora, o programa “The Voice Brasil”. “A ideia de parar surgiu no meio do ano passado e venho conversando com calma com a Globo desde então, esperando o momento ideal. E é agora!”, disse o apresentador em comunicado. “A sensação é a de sair da casa dos pais para encarar o mundo”, continuou. “Eu cresci aqui, como pessoa e como profissional. Aliás, faz 20 anos que saí de casa para estudar nos EUA com a missão de um dia trabalhar na Globo. Eu consegui muito mais do que imaginava, e estou no momento perfeito, pessoal e profissionalmente, para encerrar esse capítulo que durou duas décadas. Tudo deu certo, foi lindo demais. Saio maduro, sem pressa, feliz e pronto para o mundo que está à minha frente. Aqui dentro construí uma história linda no esporte, onde pude criar novos estilos e narrativas, fazer parte de três Copas do Mundo e uma Olimpíada. No entretenimento, pude estar presente na implementação de quatro formatos e estar à frente de 16 temporadas de realities, uma paixão do Brasil e também minha. Mais lindo ainda foi comandar o ‘Big Brother Brasil’, um fenômeno apaixonante, do qual sempre fui fã, e que teve edições recentes consideradas históricas. Eu tenho um caso de amor com a Globo. E por isso saio com a absoluta certeza de que posso me dar esse tempo e de que vou continuar sendo bem-vindo aqui a qualquer momento. Meu muito obrigado a todos que estiveram comigo. E em especial ao público, que sempre me acolheu”. Tiago Leifert apresentará a 12ª do “The Voice Brasil” na TV Globo até o dia 23 de dezembro e não revelou quais são seus planos para 2022. Os novos apresentadores do “Big Brother Brasil” e do “The Voice Brasil” ainda serão definidos. Com sua saída, completa-se a maior mudança já enfrentada na programação da Globo desde as saídas de Chacrinha e Sílvio Santos na década 1970. Mas enquanto os apresentadores históricos deixaram a emissora num intervalo de quatro anos, Tiago Leifert vai sair poucos meses depois de Fausto Silva, e em meio a uma mexida de grade que levou Luciano Huck a trocar de programa. Apesar disso, não será surpresa nenhuma se a Globo anunciar que o substituto de Tiago Leifert será o recém-contratado Marcos Mion. Com experiência em reality shows, o antigo apresentador de “A Fazenda”, da Record, tem contrato apenas até dezembro para comandar o “Caldeirão”, antigo programa de Huck. Já o “BBB 22” vai começar em janeiro.
Juliette Freire lança seu primeiro clipe musical
Juliette Freire, a vencedora do “BBB 21”, lançou nesta segunda (6/9) o primeiro clipe de carreira musical. “Diferença Mara” é um forró pop, estilo que dá o tom de seu primeiro EP, e mostra a maquiadora e advogada ainda pouco à vontade para soltar a voz. A letra aborda as origens nordestinas e a noção de jornada predestinada – “Nunca foi sorte, foi Deus” – que Juliette vem destacando para multiplicar seus seguidores após o reality show da Globo. O vídeo foi dirigido por Giovanni Bianco, responsável pelo popular “Girl from Rio”, de Anitta, com gravações exclusivamente em estúdio e com cenografia minimalista – terra batida no solo de um take, sugestão de janela iluminada em outro. Em compensação, conta com muitos figurinos e figurantes, que materializam as diferenças maravilhosas do título – idosos e jovens, brancos e negros, gordos e magros, heteros e um beijo gay. Confira abaixo.
Sérgio Mamberti (1939-2021)
O ator Sérgio Mamberti morreu na madrugada desta sexta (3/9), em São Paulo, aos 82 anos, de falência múltipla dos órgãos. Enfrentando problemas de saúde ao longo deste ano, ele passou por três internações por disfunção renal e pneumonia, e estava intubado desde o último sábado no hospital da rede Prevent Senior para cuidar de uma infecção nos pulmões. Mamberti teve longa carreira no cinema, televisão e teatro. Formado em artes cênicas pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD), foi, ao lado de seu irmão, Cláudio Mamberti, figura de extrema importância para a história do teatro brasileiro. Realizou montagens históricas, como “O Balcão”, do francês Jean Genet, em uma releitura de 1968 que remetia diretamente ao que passava na Ditadura Militar, e também “Réveillon”, conquistando o Prêmio Molière de Melhor Ator em 1975. A trajetória nas telas começou em 1966, na comédia “Nudista à Força”, estrelada pelo humorista Costinha, que foi seguida por diversos clássicos do cinema brasileiro, incluindo o marco marginal “O Bandido da Luz Vermelha” (1968), de Rogério Sganzerla, o fenômeno “Toda Nudez Será Castigada” (1973), de Arnaldo Jabor, a pioneira sci-fi distópica “Parada 88 – O Limite de Alerta” (1978), de José de Anchieta, e o tropicalista “O Homem do Pau-Brasil” (1982), de Joaquim Pedro de Andrade, entre muitos, muitos outros lançamentos cinematográficos. Mas foi na TV que ganhou popularidade. Ele apareceu em várias novelas desde “Ana”, da Record, em 1968. Foram mais de 40, apesar de ter chegado à Globo apenas em 1981, ocasião em que interpretou um dos seus personagens mais conhecidos, o Galeno de “Brilhante”. Outros papéis que marcaram época foram o mordomo Eugênio, de “Vale Tudo” (1988), e o carrasco Dionísio, de “Flor do Caribe” (2013). A despedida das novelas aconteceu em “Sol Nascente” (2016), no papel de Dom Manfredo. Seu personagem mais duradouro e querido, porém, ganhou vida numa produção infantil da TV Cultura, o Doutor Victor de “Castelo Rá-Tim-Bum” (1994–1997), dono do bordão “raios e trovões”. Graças à atração, ele virou referência entre as produções para crianças, chegando a trabalhar com Xuxa e Renato Aragão no cinema, respectivamente em “Xuxa Abracadabra” (2003) e “O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili” (2006). Além disso, também se dedicou a desenvolver a Cultura nacional a nível federal, ocupando diversos cargos dentro do Ministério da Cultura durante o Governo Lula. Ele foi Secretário de Música e Artes Cênicas, Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural, Presidente da Fundação Nacional de Artes FUNARTE e Secretário de Políticas Culturais. Sua atuação na política e seus posicionamentos sempre foram fortes. Ele se posicionou contrário ao processo de Impeachment de Dilma Rousseff e deu força para o movimento “Lula Livre”. Versátil, Mamberti manteve-se ativo em todas as mídias até o fim da carreira, trabalhando em filmes adultos como “Jogo das Decapitações” (2013), de Sergio Bianchi, na primeira série brasileira da Netflix, a sci-fi “3%” (2016), e na sitcom “Eu, Ela e um Milhão de Seguidores” (2017), do Multishow. Ele ainda deixou um filme ainda inédito, “O Pastor e o Guerrilheiro”, de José Belmonte. Quase como numa premonição, Mamberti lançou este ano sua autobiografia, “Senhor do Tempo”, em que contou várias histórias do teatro brasileiro e detalhes de sua vida, inclusive sua bissexualidade, que não era exatamente um segredo, assumindo seus dois amores: Vivian Mahr, com quem foi casado de 1964 a 1980, e Ednardo Torquarto, com quem viveu uma relação de 37 anos, até a morte do parceiro em 2019. O artista deixa três filhos, que também seguiram a carreira artística: o ator Duda Mamberti, o produtor Carlos Mamberti e o diretor de TV Fabrízio Mamberti.
Xuxa como apresentadora do “Drag Race Brasil” polariza o Twitter
Xuxa Meneghel foi parar nos tópicos mais comentados do Twitter nesta quarta (25/8) após a imprensa dedicar artigos aos boatos de que o reality de competição de drag queens “RuPaul’s Drag Race” deve ganhar uma versão nacional em 2022, que seria apresentada pela rainha dos baixinhos. Entre os comentários, não faltaram questionamentos sobre a escolha de uma apresentadora heterossexual para um programa essencialmente LGBTQIAP+. “Drag Race Brasil abandonou a representatividade em busca de audiência. Deixou de ser um dos poucos lugares onde LGBTs tinham protagonismo para ser mais do mesmo, outro programa comandado por gente branca e hetero. Nada contra a Xuxa mas essa escolha é lamentável”, postou o YouTuber e apresentador da MTV Spartakus. “Mas não tinha nenhuma das MIL drag queens que existem no Brasil para apresentar ‘RuPaul’s Drag Race Brasil’, meu deus do céu?”, lamentou Thiago Amparo, colunista da Folha. Mas houve quem aprovasse a opção Xuxa, que sempre se fantasiou para aparecer na TV. Além disso, seu carisma e influência atraem patrocinadores. Nesse caso, os produtores deveriam caprichar na escolha dos jurados. Sugestões passaram por Nany People, Gloria Groove, Silvetty Montilla, Alexia Twister e Pabllo Vittar. A drag queen Bianca Dellafancy deu até o email de contato. “Entendo escolherem a Xuxa como uma estratégia: para além do talento dela, o programa precisa de patrocínio. Quantas marcas vocês acham que apoiaram o projeto se a apresentadora fosse Silvetty, Nany, Lorelay, Rita, Bianca ou qualquer outra drag queen?”, disse Bianca, ao mesmo tempo em que pediu mais visibilidade para as pessoas LGBTQIAP+. “Isso escancara a falta de artistas LGBT+ fazendo sucesso no mainstream por falta de oportunidade, por falta de investimento na nossa arte, e é uma pena. Espero que seja um sucesso, e que convidem para o júri artistas que fazem de fato parte da comunidade. Meu e-mail tá na biografia”, afirmou. A também drag queen Ashley Granaj aprovou “ter uma pessoa do calibre da Xuxa”, porque “vai trazer muito mais visibilidade para o programa e consequentemente para as participantes”, além de “abrir muito mais portas para a arte drag, pois, pessoas fora do meio vão ter oportunidade de conhecer essa arte”. Ela acrescentou: “As pessoas com raiva dessa notícia, não deveriam ficar com raiva pela escolha da Xuxa, deveriam ficar com raiva da indústria que não valoriza drag queens a ponto de ter uma drag queen com influência o bastante pra comandar esse programa”. O projeto de uma “Drag Race Brasil” estaria em desenvolvimento na Globo. Procurada pela imprensa, a assessoria de Xuxa não desmentiu a informação, limitando-se a dizer que ela tem alguns projetos em vista, mas ainda sob sigilo. O programa original americano é apresentado por Ru Paul, uma conhecida drag queen americana, que não é hetero nem branca. Drag Race Brasil abandonou a representatividade em busca de audiência. Deixou de ser um dos poucos lugares onde LGBTs tinham protagonismo e se tornou mais do mesmo, outro programa comandando por gente branca e hetero. Nada contra a Xuxa mas essa escolha é lamentável — spartakus (@spartakus) August 25, 2021 P.S.: Nada contra a Xuxa participar como jurada, inclusive chamaria a audiência para o programa. Mas seria legal ter na liderança uma das várias drag queens brilhando hoje no Brasil. — Thiago Amparo (@thiamparo) August 25, 2021 Isso escancara a falta de artistas lgbt+ fazendo sucesso no mainstream por falta de oportunidade, por falta de investimento$ na nossa arte, e é uma pena. Espero que seja um sucesso, e que convidem pro júri artistas que fazem de fato parte da comunidade. Meu e-mail tá na bio 🥰✌🏽 — bianca 🏳️🌈 (@DELLAFANCY) August 25, 2021 Em um dos seus programas Xuxa foi nomeada pela própria comunidade como rainha dos gays;ela está pronta para apresentar o rupaul drag race Brasil #xuxa #rupaulsdragracebrasil pic.twitter.com/jL5ht9ltvZ — João Paulo Melo B (@joaopaulomelob) August 25, 2021 Eu sempre achei que a Xuxa fosse uma drag queen. Que ela saía de uma nave rosa em formato de beijo para abençoar todas as crianças queer. Que o Planeta Xuxa era o lugar onde ela pintou o arco-íris de energia pic.twitter.com/djQ59BaQjE — Chris – Diversidade Nerd (@chrisgonzatti) August 25, 2021 a xuxa apresentando o Drag Race Brasil pic.twitter.com/ahUFtNpTIh — CENTRAL UNNA MANAUS ⛓ (@gustavoosill) August 25, 2021 Como eu venho dizendo, Xuxa sempre foi uma drag Queen https://t.co/zQqXqGPjAW — deozinho (@deomota) August 25, 2021 A Xuxa é a minha maior inspiração enquanto drag eu comecei a me montar com base nas referências e looks que ela usava, sei que ela não é uma drag queen o que seria mais ideal para a apresentação do prog, mas ela sempre disse que era um sonho apresentar o Drag Race BR+ https://t.co/DDX1wvO027 — Baby X 🤍 (@baby_xis) August 25, 2021 NAO SABIA QUE A XUXA ERA DRAG QUEEN… — She-ra Prateada (@sheraprateada) August 26, 2021 Xuxa é uma excelente apresentadora mas faria muito mais sentido uma pessoa importante pra cultura drag brasileira apresentar um reality sobre ~drag queens~https://t.co/bIBSnMm4Hw — Alexandre Santana (@Iexandre) August 25, 2021 Eu adoro a Xuxa, mas eu como fã de Rupaul’s Drag Race penso que uma Drag Queen deve apresentar o programa!! — Mahmoud Baydoun 🔥 (@MahmoudOficial_) August 25, 2021 Não que à Xuxa não possa apresentar, ela tem muito talento! Porém tem teaaaaanta Drag queen talentosa tbm, muitas Drags maravilhosa. https://t.co/Ac24WUhamo — GuihPaes🦋 (@guihpaess) August 25, 2021 Minha opinião que ninguém pediu: Xuxa não é do meio drag, não fez carreira com isso. Quem tá defendendo está olhando pelo lado emocional por gostar dela. Mas está cagando pra cultura drag nacional que ainda é marginalizada por aqui. — draglicious.com.br (@dragliciouz) August 25, 2021 Acho que a Globo soltou que a possível apresentadora do RuPaul no Brasil pode ser a Xuxa pra sentir, e olha… não faz sentido, seria muito importante repensar isso #rupaulsdragrace #Xuxa #multishow — Lucas Mattar (@lucasmattou) August 26, 2021 Eu amo a #xuxa de verdade mas queria uma drag apresentando o programa drag race Brasil…. Essa é uma oportunidade pra revelar uma apresentadora drag, dar espaço pra ela…. enfim … #lgbt #lgbtqia #dragracebrasil #DragRaceBR — LionHeart (@_roohmelo) August 25, 2021 Pra mim As pessoas com raiva dessa notícia, não deveriam ficar com raiva pela escolha da Xuxa, deveriam ficar com raiva da indústria que não valoriza drag queens a ponto de ter uma drag queen com influência o bastante pra comandar esse programa — Ashley Granaj (@AGranaj) August 26, 2021 eu tô passada que a xuxa é uma drag queen enganou todos e todas — saint v (@vivianoia) August 25, 2021 pq a internet ta falando de xuxa e drag queen? vou voltar a dormir — biank (@biihku) August 25, 2021
Marcius Melhem se manifesta sobre acusação de censura da revista Piauí
A assessoria de Marcius Melhem, ex-diretor da Globo que a revista Piauí acusa de entrar na Justiça para censurar uma reportagem sobre desdobramentos de denúncias de assédio que supostamente teria cometido, emitiu uma nota em que o comediante rebate as acusações. “Não é verdade que meus advogados pediram à Justiça para censurar uma reportagem da Piauí”, diz Melhem na nota. “Meu pedido foi tão somente para que fosse apurado o vazamento de informações sigilosas e para que eu pudesse me defender com as provas que tenho. Não pedi segredo de justiça em nenhum processo. A Piauí, sim, pediu sigilo sobre um processo que movo contra a revista”. “O repórter João Batista alegou que fazia uma matéria sobre os ‘desdobramentos jurídicos’ do caso, apesar de não ter publicado uma linha sobre os 6 (seis) processos que abri após as mentiras publicadas. Como a investigação aberta no MP corre sob sigilo judicial, ele sabe que não posso comentar. Mesmo se tivesse acesso às minhas respostas e provas de minha inocência, João Batista não publicaria, pois algumas delas já vieram a público e foram cobertas amplamente pela imprensa – menos pela Piauí”, acrescenta Melhem. Ele ainda destaca: “Meus advogados jamais pediram censura à revista. Pedi tempo para responder porque tinha que consultar a juíza sobre quais fatos eu poderia mencionar em minha defesa, como mensagens trocadas com as supostas vítimas”. Neste ponto, vale lembrar que, no passado, ao se defender na imprensa com a revelação de mensagens privadas, Melhem sofreu novos processos por violação de privacidade. Entretanto, ele confirma que “a Juíza tomou as medidas de preservação do sigilo que julgou necessárias”. O ex-diretor da Globo ainda diz que a decisão judicial o mantém “proibido de divulgar provas a meu favor”, por isso comunicou que não poderia responder as perguntas enviadas pelo repórter. O tempo em que ele demorou para dar esta resposta foi registrado no texto da Piauí como sendo o suficiente para entrar com uma ação e barrar a reportagem. Na prática, o resultado da ação dos advogados de Melhem foi censura, já que a revista foi proibida de publicar a reportagem. Com ou sem intenção, o resultado foi denunciado pela Piauí. A alegação utilizada para impedir a publicação é que a reportagem contém informações sigilosas, vazadas de um processo que corre em segredo na Justiça com denúncias de assédio de diversas atrizes da Globo. No texto que chamou atenção para a censura judicial, João Batista lembrou que a imprensa não tem compromisso com sigilo judicial, pelo contrário. “No direito criminal, a guarda de sigilo judicial cabe aos funcionários da Justiça e às partes envolvidas no processo, e não aos jornalistas”, escreveu o repórter. De fato, algumas das principais reportagens da imprensa mundial foram feitas a partir de vazamentos de documentos sigilosos, situação que tem se repetido bastante na história recente do Brasil. Melhem, porém, acusa João Batista de divulgar “trechos ao pedaços” de documentos, ressaltando sua suposta “parcialidade” na cobertura do caso. O comediante também criticou o fato de a revista não ter se retratado ou mencionado os fatos que teriam sido comprovados como inverídicos na primeira reportagem-denúncia publicada contra ele em suas páginas. “Não escreveu uma linha para informar o público da Piauí sobre as provas que deixam claras as mentiras da primeira matéria”, ressaltou. Para completar, ele compara a posição da revista em duas situações similares como sendo contraditória – em relação ao inquérito em que é investigado, a Piauí se vale de vazamento, e no processo em que Melhem abriu contra a publicação, ela pede sigilo. “Por que a revista Piauí quer vazar um inquérito antes de ter minha defesa lá, ao mesmo tempo em que pede segredo de Justiça no processo que movi contra ela? Afinal, a Piauí é contra ou a favor do sigilo?”, conclui o texto. Veja abaixo a íntegra do comunicado enviado pela assessoria e assinado por Melhem. “Piauí pede segredo de justiça e mente sobre censura. Não é verdade que meus advogados pediram à Justiça para censurar uma reportagem da Piauí. Meu pedido foi tão somente para que fosse apurado o vazamento de informações sigilosas e para que eu pudesse me defender com as provas que tenho. Não pedi segredo de justiça em nenhum processo. A Piauí, sim, pediu sigilo sobre um processo que movo contra a revista. Eu luto por transparência e verdade e, por mim, este processo não teria segredo algum. Seria aberto a qualquer jornalista. Mas sou obrigado a obedecer a Justiça, inclusive pelo sigilo pedido pela Piauí. Assim que for possível, virei a público mostrar a verdade. Piauí, suponho, não publicará. O repórter João Batista alegou que fazia uma matéria sobre os “desdobramentos jurídicos” do caso, apesar de não ter publicado uma linha sobre os 6 (seis) processos que abri após as mentiras publicadas. Como a investigação aberta no MP corre sob sigilo judicial, ele sabe que não posso comentar. Mesmo se tivesse acesso às minhas respostas e provas de minha inocência, João Batista não publicaria, pois algumas delas já vieram a público e foram cobertas amplamente pela imprensa – menos pela Piauí. Meus advogados jamais pediram censura à revista. Pedi tempo para responder porque tinha que consultar a juíza sobre quais fatos eu poderia mencionar em minha defesa, como mensagens trocadas com as supostas vítimas. A Juíza tomou as medidas de preservação do sigilo que julgou necessárias e me manteve proibido de divulgar provas a meu favor. Se a revista se julga censurada por não poder quebrar um segredo de Justiça, por que não me considera também vítima da censura? O repórter divulgou trechos aos pedaços, como sempre fez em sua parcialidade. Omitiu por qual motivo ele não escreveu uma linha para informar o público da Piauí sobre as provas que deixam claras as mentiras da primeira matéria. Por que a revista Piauí quer vazar um inquérito antes de ter minha defesa lá, ao mesmo tempo em que pede segredo de Justiça no processo que movi contra ela? Afinal, a Piauí é contra ou a favor do sigilo?”
Revista Piauí sofre censura judicial ao apurar novas denúncias de assédio contra Marcius Melhem
A revista Piauí revelou que foi proibida de publicar uma nova reportagem sobre os desdobramentos do caso Marcius Melhem, ex-diretor da Globo acusado de assediar sexualmente pelo menos oito mulheres, todas funcionárias da emissora. O jornalista João Batista Jr. revelou no site da publicação que, enquanto negociava uma entrevista com Melhem, informando novas apurações feitas sobre o caso para sua assessoria de imprensa, os advogados do humorista entraram na Justiça para que a revista fosse submetida à censura prévia e, assim, impedida de publicar a reportagem. Segundo informa o jornalista, no dia 12 de agosto, a juíza Tula Corrêa de Mello, da 20ª Vara Criminal da Justiça do Rio de Janeiro, acatou o pedido de Melhem e determinou “a suspensão, pelo tempo que durarem as investigações, da publicação de matéria na revista Piauí ou seu respectivo site”. Em caso de descumprimento da medida judicial, a juíza estabeleceu multa de US$ 500 mil, além do recolhimento dos exemplares da revista nas bancas e da remoção da reportagem do seu site. Também mandou investigar o vazamento de informações da investigação em andamento sobre o caso. João Batista Jr. foi o autor da impactante reportagem publicada em dezembro de 2020 na Piauí, contestada publicamente por Melhem e que levou o ex-chefe do Humor da Globo a processar a revista. Ele questionou a credibilidade da apuração, feita apenas com declarações em “off”, sem ninguém assumir os relatos, e apontou erros simples, como o acusação de que ele teria ido aos camarins “dar uma conferida” em Dani Calabresa numa gravação que, segundo a reportagem, teria acontecido nos estúdios da Globo, mas que ele aponta que na verdade foi na praia de Grumari sem sua presença. Outro episódio rumoroso, lembrou o próprio jornalista no texto sobre a censura, envolvia um ataque à Calabresa ocorrido no bar Vizinha 123, em Botafogo, quando Melhem teria tentado beijá-la à força à saída do banheiro com a genitália exposta, forçando-a contra a parede. “Eu nunca imobilizei ninguém na vida, essa descrição é nojenta, é o que está me causando problemas. Essa descrição é um delírio, é de alguém que quer muito me prejudicar”, disse o humorista em uma entrevista a Roberto Cabrini, exibida no “Domingo Espetacular” logo após a circulação da revista. O juiz Eduardo Tobias de Aguiar Moeller, da 2ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros, em São Paulo, julgou o processo do comediante contra a revista improcedente. Melhem está recorrendo contra a sentença. Após a publicação da Piauí, o jornal Folha de S. Paulo revelou que oito mulheres relataram casos de assédio de Melhem para a promotora Gabriela Manssur, da Ouvidoria Nacional do Ministério Público. Os relatos foram posteriormente remetidos ao Ministério Público do Rio de Janeiro. Mas a Piauí apurou que pelo menos três mulheres, que fizeram queixas à Globo, decidiram não falar com o MP por razões diversas. Uma delas havia decidido contar seu caso à promotora Manssur, mas, na última hora, voltou atrás com receio de sofrer represálias jurídicas. Investigado pela compliance da Globo durante meses, Melhem tirou uma licença da emissora em março de 2020 e acabou definitivamente afastado em agosto do mesmo ano. A Globo jamais admitiu publicamente que o rompimento do contrato aconteceu devido às denúncias contra o humorista. O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro também pediu uma investigação sobre a conduta da Globo. A nova reportagem que Melhem conseguiu censurar na Justiça trazia mais acusações de assédio e revelava detalhes da investigação em andamento contra o comediante. A Piauí está contestando a decisão judicial que submete a revista à censura. O caso de censura prévia é o terceiro nos últimos dias determinado por juízes de primeira instância. O jornal O Globo também teve duas reportagens proibidas de serem publicadas sobre temas diferentes, a mais recente sobre movimentações financeiras de uma empresa investigada pela CPI da Covid por corrupção no Ministério da Saúde. Falando sobre a censura sofrida por O Globo, o presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Marcelo Rech, alertou que a escalada de censura prévia judicial é autoritária e inconstitucional. “É lamentável que alguns magistrados ignorem preceitos básicos da Constituição, que não admite censura. A censura não existe no Brasil. A ANJ defende que, no âmbito da liberdade da imprensa, seja revisada a decisão o quanto antes, pois ela não afeta só o jornal O Globo mas também toda a imprensa brasileira. É um atentado à liberdade de imprensa e ao jornalismo investigativo. A população tem o direito de tomar conhecimento de todos os fatos de interesse público”, afirmou Rech.
Reportagens da Globo sobre a pandemia concorrem ao Emmy Internacional de Jornalismo
A rede Globo foi indicada em duas categorias da edição de 2021 do prêmio Emmy Internacional de Jornalismo. O anúncio foi feito na noite de quinta-feira em Los Angeles, que equivale à madrugada desta sexta (20/8) no Brasil. A emissora brasileira chamou atenção do prêmio americano por sua cobertura da pandemia de covid-19 no país. O “Jornal Nacional” foi selecionado na categoria Notícias pelas reportagens sobre o caos criado pela pandemia, que mostraram hospitais lotados, pacientes em busca de tratamento, os brasileiros que tiveram suas vidas interrompidas pela doença e a luta de famílias para conseguir enterrar seus parentes. Os concorrentes vem do Reino Unido, do Catar e da Rússia. Além disso, a equipe do “Profissão Repórter” disputa a categoria Atualidades com uma matéria exibida no “Fantástico”, que mostrava a dura rotina de médicos no combate à pandemia, com imagens fortes gravadas pelos próprios profissionais do Hospital Geral de Vila Penteado, em São Paulo, entre o fim de maio e o início de junho. Os outros indicados representam o Quênia, a Holanda e o Reino Unido. Por sinal, foi a primeira vez que o Quênia foi indicado à premiação de jornalismo, com uma reportagem sobre tráfico de bebês. Os vencedores serão anunciados em uma cerimônia virtual marcada para 28 de setembro.
“Segunda Chamada” abordará sem-tetos em sua 2ª temporada
A série “Segunda Chamada” vai incluir novos alunos em sua 2ª temporada. E, aprofundando a discussão da trama sobre a realidade social brasileira, eles serão pessoas em situação de rua. Trazidos por iniciativa da professora Lúcia (personagem de Débora Bloch), os novos personagens ajudarão a impedir o fechamento do curso noturno, que sofre com alta evasão escolar, mas deflagrarão várias situações conflituosas. A história será contada em seis episódios. Devido à pandemia foram produzidos apenas metade dos 12 episódios encomendados. Interrupções afetaram as gravações no começo de 2020 e em maio deste ano. A expectativa de lançamento é para setembro, logo após o final da 4ª temporada de “Sob Pressão”.
Estreia de “Sob Pressão” aumenta audiência da Globo
A estreia da 4ª temporada da série médica “Sob Pressão” na noite de quinta-feira (12/8) aumentou a audiência da rede Globo em São Paulo e no Rio, onde registrou respectivamente 20 e 22 pontos na medição da Kantar Ibope. Antes das Olimpíadas, o horário era ocupado pelo reality “Mestre do Sabor” que saiu do ar com média geral de 16,3 pontos em São Paulo. A pontuação também supera os três últimos programas exibidos pelo canal na mesma faixa de horário. A série também repercutiu nas redes sociais, com quase 17 mil menções sobre o programa no Twitter, o que representa 21% a mais do que na estreia da 3ª temporada em 2019. Dentre as hashtags que apareceram entre os assuntos mais falados do Brasil – e até do mundo – estiveram o nome da série #SobPressão e #DoutoraCarolinaIsBack, em referência à participação da personagem de Marjorie Estiano. Vale lembrar que, antes mesmo deste sucesso, a Globo já tinha confirmado a produção da 5ª temporada da atração.
Emoção marca reações de artistas à morte de Tarcísio Meira
Um dia depois da morte de Paulo José, as redes sociais voltaram a ser inundadas por depoimentos emocionados de artistas que admiravam Tarcísio Meira, um dos maiores ícones da TV brasileira, que faleceu nesta quinta (12/8) aos 85 anos em decorrência da covid-19. “Não esta sendo fácil”, desabafou Marcos Palmeira, que viveu o filho de Tarcísio em “Torre de Babel”, entre outras novelas, e interpretou o papel mais famoso do ator no remake de “Irmãos Coragem”. “Tarcísio, você é um exemplo pra mim. Tive a honra de fazer o remake de ‘Irmãos Coragem’ no papel de João Coragem! Já fui filho em vários trabalhos e sempre me divertia com seu humor maravilhoso! Muita saudade! Toda força pra amada Glória Menezes e meu irmãozinho Tarcísio Filho. Esse elenco lá de cima está ficando imbatível!”, completou. “Em menos de 24 horas despedindo de outro colega”, lamentou Rosa Maria Murtinho. “Dizem por aí que a vida é curta e devemos construir memórias e acredito que isso seja o mais importante quando fazemos trabalhos por aí com tantos amigos queridos de profissão. Assim aconteceu comigo e Tarcísio quando fomos par romântico em uma novela, não trabalhamos muito juntos mas foi suficiente para entender a pessoa bacana e profissional que era. Cultura em luto porque se foi um dos maiores que temos. Estendo meu abraço a Glória, Tarcisinho e Maria que consigam ter força e fé para atravessarem esse momento de dor”. O tom de tristeza marcou todos os comentários. “Todos amamos sempre Tarcísio por seu talento, por sua gentileza, por dignificar a profissão de ator. Seu amor por Glória foi dos mais lindos que já presenciei e desejo força pra ela e sua família. Qualquer homenagem será pequena. Vamos ficar sempre com muitas saudades”, exprimiu Serginho Groisman. A sensação é que houve um baque generalizado. “Estou em choque. Arrasado. Perdi um ídolo, um parceiro de trabalho e um amigo”, comentou Rodrigo Lombardi. “Inacreditável meu Deus do céu”, ecoou Eri Johnson. “Meu coração está despedaçado”, lamentou Vera Fischer. “Tarcisão, você foi meu companheiro desde a minha primeira novela de TV. Aprendi tudo com você: profissionalismo, parceria e lealdade. Obrigada por tantos trabalhos juntos, obrigada por teu grande coração”, ela acrescentou. Fernanda Paes Leme deu a medida do impacto que era contracenar com Tarcísio numa novela. “Eu era a Patty Telles de Mendonça, meu primeiro trabalho na TV! Chegou o episódio em que o pai da Patty finalmente aparecia pra ver a filha. Começou um burburinho nos bastidores e de repente me contaram: seu pai vai ser o Tarcisio Meira. Imaginem como eu fiquei! Imaginem a responsabilidade. Chegou o dia, eu nervosa e ele apareceu. A cena era de emoção e tava tudo ali no meu olhar, vendo aquele brilhante ator, que minha mãe sempre foi fã e que eu assistia e admirava desde pequena, na minha frente, lindo, generoso e muito cuidadoso. Fizemos a cena e foi incrível! Ali, eu tive a certeza que atuar era o que queria fazer pra sempre! Depois desse dia tivemos outros encontros que jamais esquecerei! Obrigada, Tarcísio Meira, por mim e por toda história da tv, cinema e teatro brasileiro”. Até quem não tem redes sociais, como Tony Ramos, manifestou sua dor. Ele mal conseguiu dar seu depoimento ao canal Globo News, demonstrando emoção à flor da pele. Veja abaixo algumas das reações à perda e homenagens ao talento de Tarcísio Meira. 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E que Deus conforte os corações de amigos e familiares. Seu legado é eterno. Obrigada! 🙏🏼💙 pic.twitter.com/UvV11FPQiH — +a (@maisa) August 12, 2021 O ator Tony Ramos se emocionou ao falar do amigo Tarcísio Meira, que morreu de Covid-19, nesta quinta-feira (12), aos 85 anos. "Eu quero me lembrar dele com essa força, determinação", disse Tony. ➡ Assista na #GloboNews e nos #CanaisGlobo: https://t.co/bFwcwLHmLH pic.twitter.com/YOVQsUN4cK — GloboNews (@GloboNews) August 12, 2021 Hoje não tem clima pra humor. Só a tristeza por essas perdas em um intervalo tão curto. Paulo e Tarcísio são gigantes que nos inspiram a fazer sempre o melhor. A saudade ficará para sempre e os aplausos também. Obrigado por tanto 🖤 — Bruno Gagliasso – Pai de 3 (@brunogagliasso) August 12, 2021
Tarcísio Meira (1935-2021)
Morreu nesta quinta-feira (12/8), um dos atores mais famosos da TV brasileira. Após cinco dias internado na UTI do hospital Albert Einstein, em São Paulo, em tratamento contra a covid-19, Tarcísio Meira faleceu aos 85 anos. Ele estava internado junto com Glória Menezes, o grande amor de sua vida, com que estava casado há 59 anos, mas ela superou a doença e “deve ter alta em breve”, segundo a assessoria de imprensa da família. Tarcísio Meira se chamava Tarcísio Magalhães Sobrinho. O sobrenome Meira veio “emprestado” da mãe, Maria do Rosário Meira Jáio de Magalhães, por ser mais sonoro também por superstição: o nome artístico tinha 13 letras. Na juventude, ele sonhava em ingressar no Instituto Rio Branco para se tornar diplomata. Mas foi reprovado na prova, em 1957, e graças a isso o Brasil ganhou um ícone. Virou ator de teatro e foi quando ensaiava a peça “As Feiticeiras de Salém”, dirigida por Antunes Filho, que viu pela primeira vez Gloria Menezes. O contato mais próximo, porém, só aconteceu na TV, quando fizeram juntos o teleteatro “Uma Pires Camargo” (1961). Em entrevista ao jornal O Globo de 2015, ele conta que, depois de ficarem amigos, decidiu se aproximar mais. “Quando ela lançou o filme “O Pagador de Promessas” (1962) em Cannes, mandei flores e um cartão escrito ‘volte, volte, volte'”. Na volta, eles se tornaram inseparáveis. Marcando a trajetória da televisão brasileira, os dois protagonizaram a primeira telenovela diária do país, “2-5499 — Ocupado”, na Excelsior, em 1963. O sucesso do formato catapultou o casal ao estrelato. Eles fizeram mais nove novelas juntos antes de assinar com a Globo, onde se tornaram o casal favorito da televisão brasileira. O primeiro trabalho na Globo foi “Sangue e Areia”, em 1967, que também entrou para a História por inaugurar a famosa faixa das 20h na teledramaturgia do canal. Até então, as novelas eram adaptações de tramas importadas, geralmente de época, e por isso eram referidas como folhetins – um termo francês que definia a narrativa literária seriada de romances do século 19. Mas Tarcísio ajudou a mudar a trajetória do gênero ao protagonizar “Irmãos Coragem”, trama de Janete Clair de 1970 que combinava uma narrativa muito brasileira e atual, com garimpo e violência no sertão. O ator viveu João Coragem que, ao lado dos irmãos interpretados por Cláudio Cavalcanti (1940-2013) e Cláudio Marzo (1940-2015) – além de, claro, Gloria Menezes – , desafiavam a autoridade do Coronel Pedro Barros (Gilberto Martinho). O sucesso de “Irmãos Coragem” foi tanto que derrubou o preconceito masculino contra o gênero, levando homens a se engajarem na história. “Foi a primeira novela que os homens admitiam que viam. Até então, eles viam meio escondidos, porque novela era coisa de mulher”, contou Tarcísio ao site projeto Memória Globo, lembrando que a audiência do penúltimo capítulo foi maior que a da final da Copa do Mundo de 1970. Ao longo da carreira, Tarcísio atuou em mais de 60 obras na TV, entre novelas, minisséries e especiais, vivendo personagens marcantes. Ele chegou da interpretar papéis duplos duas vezes, como Hugo Leonardo e Raul em “O Semideus” (1973) e Diogo Maia e Ciro em “Espelho Mágico” (1977). Outros personagens que marcaram seu auge como protagonista foram Ciro Valdez em “O Homem que Deve Morrer” (1971), Rodrigo Soares em “Cavalo de Aço” (1973), Antônio Dias em “Escalada” (1975) e Fernando Lucas em “Os Gigantes” (1979), Juca Pitanga em “Coração Alado” (1980), Renato Villar em “Roda de Fogo” (1986), dando o que falar até em pequenas participações, feito o desempenho como Giusepe Berdinazi em “O Rei do Gado” (1996). “Os Gigantes”, por sinal, foi a primeira novela em que seu personagem viveu romance com outra mulher que não Gloria Menezes. Por curiosidade, apesar do longo romance histórico, ele chegou até mesmo a trair Gloria num casamento televisivo, com Natália do Vale na novela “Torre de Babel” (1998). Não foi a única vez que os autores de novela usaram sua trajetória para surpreender o público. Silvio de Abreu chegou a ser considerado ousado ao escalá-lo em “Guerra dos Sexos” em 1983, colocando Tarciso em sua primeira novela cômica. Mas não só o ator conhecido por papéis dramáticos correspondeu como protagonizou cenas de rolar de rir ao lado de Fernanda Montenegro e Paulo Autran. Ele se saiu tão bem que virou personagem-título de outra novela cômica, “Araponga” (1990), como o atrapalhado detetive Aristênio Catanduva, o Araponga. Além disso, estrelou uma sitcom com a esposa que tinha simplesmente o nome de “Tarcísio & Glória” (1988) – e um detalhe: Glória Menezes vivia uma alienígena! Versátil, o ator foi herói épico, vivendo o capitão Rodrigo Cambará na minissérie “O Tempo e o Vento” – dirigido pelo colega Paulo José, que morreu na quarta-feira (11/8) aos 84 anos – e também vilão marcante, como Renato Villar em “Roda de Fogo” e o terrível Dom Jerônimo da minissérie “A Muralha” (2000). Sua última novela foi “Orgulho e Paixão”, escrita por Marcos Bernstein em 2018, em que interpretou Lorde Williamson. Mas apesar de ter sido um dos atores mais ocupados da TV brasileira, Tarciso também criou uma obra significativa nos cinemas, iniciada por “Casinha Pequenina”, um dos maiores sucessos da filmografia de Mazzaropi, lançado em 1963. Seu talento contemplou mais de 20 produções cinematográficas, entre elas clássicos absolutos, como “A Idade da Terra” (1981), último filme de Glauber Rocha. “Um dia, Glauber me botou no meio de uma bateria de escola de samba. De uma hora para outra, na batida da música, notei algo: o que era para ser uma escola de samba virou uma banda militar, quase que numa marcha. Era um tipo de cinema que eu nunca tinha feito”, Tarcísio refletiu em outra entrevista para O Globo em 2010. Ele ainda foi o Dom Pedro Iº de “Independência ou Morte”, filme lançado em 1972 como grande destaque cultural do sesquicentenário da Independência Brasileira. Mas se agradou os militares na ocasião, ajudou a enfrentar e acabar com a censura ao protagonizar “O Beijo no Asfalto”, dirigido por Bruno Barreto em 1981. A adaptação da peça de Nelson Rodrigues gerou polêmica na época, devido ao beijo na boca do personagem de Tarcísio em Ney Latorraca. A lista de filmes históricos inclui a aventura “O Caçador de Esmeraldas” (1974) de Oswaldo de Oliveira, o drama “O Marginal” (1974) de Carlos Manga, o corajoso “República dos Assassinos” (1979) de Miguel Faria Jr, o sucesso “Eu Te Amo” (1981) de Arnaldo Jabor, o polêmico “Amor, Estranho Amor” (1982), de Walter Hugo Khouri, e o vibrante “Boca de Ouro” (1990), outra adaptação de Nelson Rodrigues, com direção de Walter Avancini. O último longa do ator foi a comédia “Não se Preocupe, Nada Vai Dar Certo!”, de Hugo Carvana, lançada em 2011. No fim de 2019, Tarcísio também se despediu dos palcos com a reencenação de “O Camareiro”, peça que já tinha estrelado em 2015 e lhe rendido o Prêmio Shell de Melhor Ator. Além da esposa, ele deixa o filho Tarcísio Filho, de 58 anos, além de Amélia Brito, 64, e João Paulo Brito, 62, frutos do casamento anterior de Glória com Arnaldo Brito.












