Eyewitness: Adolescentes testemunham assassinato no trailer da série da diretora de Crepúsculo
O canal pago americano USA divulgou o segundo trailer de sua nova série “Eyewitness”, que teve o piloto dirigido pela cineasta Catherine Hardwicke (“Crepúsculo”). Após o primeiro vídeo focar mais na investigação criminal da trama, desta vez a prévia destaca os personagens do título, as testemunhas do crime, e o conflito moral que os aflige. Neste sentido, aproxima-se mais da produção original que a inspirou. “Eyewitness” é remake da série policial norueguesa “Øyevitne”, e como bom noir nórdico explora um crime horrendo que ocorreu numa pequena comunidade. Na trama, o assassino fará todo o possível para escapar da justiça, inclusive silenciar as testemunhas e tentar enganar a xerife, conduzindo-a a pistas falsas num sinistro jogo de gato-e-rato. Para complicar, as testemunhas são dois adolescentes que não querem que ninguém saiba que estavam juntos, no lugar e na hora errada, devido à natureza de seu relacionamento homossexual. A adaptação americana está a cargo de Adi Hasak (criador de “Shades of Blue”) e o elenco inclui Tyler Young (da série teen espanhola “The Avatars”), James Paxton (filho do ator Bill Paxton), Julianne Nicholson (série “Masters of Sex”), Gil Bellows (minissérie “11.22.63”) e Warren Christie (série “Alphas”). “Eyewitness” estreia no dia 16 outubro nos EUA.
Jon Polito (1950 – 2016)
Morreu o ator Jon Polito, que se destacou em diversos filmes dos irmãos Coen e estrelou a premiada série “Homicide”. Ele linha 65 anos e seu falecimento aconteceu na sexta-feira (2/9), em decorrência de um câncer diagnosticado em 2010. Nascido na Filadélfia, em 29 de dezembro de 1950, Polito começou a carreira na Broadway e só começou a aparecer nas telas aos 31 anos de idade, numa galeria de mais de uma centena de papéis memoráveis, ainda que pequenos, a maioria das vezes explorando sua ascendência italiana para viver personagens mafiosos, sempre com um toque extravagante e bem-humorado. Não por acaso, estreou como mafioso em “Guerra Entre Gangsters” (1981), minissérie que também virou filme, como direção de Richard C. Sarafian. Ainda dos anos 1980, foi o poderoso chefão da série “Crime Story” e participou até de “O Homem da Máfia”. O início de sua extensa colaboração com os Coen também foi num filme de gângsteres, “Ajuste Final” (1990). Mas Joel e Ethan Coen encontraram outros papéis para o ator em suas parcerias seguintes, que incluíram “Barton Fink – Delírios de Hollywood” (1991), “Na Roda da Fortuna” (1994), “O Grande Lebowski” (1998) e “O Homem que Não Estava Lá” (2001). Ironicamente, o segundo papel mais interpretado por Polito foi o de policial. Ele começou a usar distintivo na fantasia clássica “Highlander – O Guerreiro Imortal” (1986) e acabou estrelando a premiada série policial “Homicide – Life on the Street” em 1993, como o detetive Steve Crosetti. Foi nessa produção, por sinal, que sofreu a maior injustiça e preconceito de sua carreira. Em troca da liberdade criativa, os produtores cederam à pressão da rede CBS para dispensar o ator menos fotogênico do elenco, levando Polito a ser demitido na 3ª temporada. Seu personagem, porém, foi resgatado para o telefilme que encerrou a série, “Homicide: The Movie”, em 2000. Ele também foi juiz em duas séries, “Raising the Bar” (2008) e “Murder in the First” (2014). E quando não esteve às voltas com lei, seja para quebrá-la ou reforçá-la, apareceu em dezenas de atrações que marcaram o humor televisivo americano, de “Seinfeld” a “Modern Family”. Nos últimos anos, ainda se destacou em alguns filmes de grande orçamento, como “A Conquista da Honra” (2006), “O Gângster” (2007), “Caça aos Gângsteres” (2013) e “Grandes Olhos” (2014), nos quais trabalhou com cineastas do porte de, entre outros, Clint Eastwood, Ridley Scott e Tim Burton. Apesar da pose de machão em seus filmes, Polito era gay e viveu os últimos e mais difíceis anos de sua vida casado com o também ator Darryl Armbruster (“Dias Incríveis”).
Arthur Hiller (1923 – 2016)
Morreu o cineasta Arthur Hiller, que em sua longa carreira foi capaz de levar o público às lágrimas, com “Love Story – Uma História de Amor” (1970), e ao riso farto, com muitas e muitas comédias. Ele também presidiu a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas nos anos 1990, e veio a falecer nesta quarta-feira (17/8) de causas naturais aos 92 anos de idade. Nascido em 22 de novembro de 1923, em Edmonton, no Canadá, Hiller começou sua carreira de diretor com “Se a Mocidade Soubesse” (1957), um drama romântico moralista, sobre jovens de diferentes classes sociais que querem se casar após o primeiro encontro, estrelado pelo então adolescente Dean Stockwell. E, durante seus primeiros anos na profissão, alternou sua produção cinematográfica com a direção de múltiplos episódios de séries clássicas, como “Alfred Hitchcock Apresenta”, “Os Detetives”, “Cidade Nua”, “Rota 66”, “O Homem do Rifle”, “Gunsmoke”, “Perry Mason” e “A Família Addams”. A situação só foi mudar a partir do sucesso de suas primeiras comédias românticas, “Simpático, Rico e Feliz” (1963) e “Não Podes Comprar Meu Amor” (1964), ambas estreladas por James Garner. Após repetir as boas bilheterias com “A Deliciosa Viuvinha” (1965), com Warren Beatty, e “Os Prazeres de Penélope” (1966), com Natalie Wood, ele passou a se dedicar exclusivamente ao cinema. Hiller se especializou em comédias sobre casais atrapalhados, atingindo o auge com “Forasteiros em Nova York” (1970), escrito por Neil Simon, em que a mudança de Jack Lemmon e Sandy Dennis para Nova York dá hilariamente errada, mas também soube demonstrar desenvoltura em outros gêneros, enchendo de ação o clássico de guerra “Tobruk” (1967), com Rock Hudson e George Peppard, e, claro, fazendo chover lágrimas com “Love Story” (1970). “Love Story” foi um fenômeno digno de “Titanic” (1997), com filas, cinemas lotados e muito choro. A história do casal apaixonado, vivido por Ali MacGraw e Ryan O’Neal, é considerada uma das mais românticas do cinema (entrou no Top 10 do American Film Institute), mas também uma das mais trágicas. Opostos em tudo, O’Neal vivia Oliver, um estudante atlético e rico de Direito, enquanto MacGraw era Jenny, uma estudante de Música pobre. Os dois se conhecem na faculdade e conseguem ver, além das diferenças óbvias, tudo o que tinham em comum para compartilhar. Mas o casamento não é bem visto pela família rica do noivo, que corta Oliver de sua herança, deixando o casal desamparado quando ele descobre que Jenny tem uma doença terminal – leuquemia. A popularidade do filme também rendeu reconhecimento a Hiller, que foi indicado ao Oscar de Melhor Direção. Mas ele não quis se envolver com o projeto da continuação, “A História de Oliver” (1978). Em vez disso, preferiu rir das histórias de doença em sua obra seguinte, “Hospital” (1971), que lhe rendeu o Prêmio Especial do Juri no Festival de Berlim. A comédia acabou vencendo o Oscar de Melhor Roteiro, escrito por Paddy Chayefsky, considerado um dos melhores roteiristas de Hollywood, com quem o diretor já tinha trabalhado no começo da carreira, em “Não Podes Comprar Meu Amor”. A melhor fase de sua carreira também contou com “Hotel das Ilusões” (1971), seu segundo longa escrito pelo dramaturgo Neil Simon, “O Homem de la Mancha” (1972), versão musical de “Dom Quixote”, com Peter O’Toole e Sofia Loren, e o polêmico drama “Um Homem na Caixa de Vidro” (1975), sobre um nazista procurado que se disfarça de judeu rico em Nova York – que rendeu indicação ao Oscar de Melhor Ator para o austríaco Maximilian Schell. Mas apesar dos desvios, comédias continuaram a ser seu gênero preferido. Ele chegou, por sinal, a lançar uma das mais bem-sucedidas duplas cômicas de Hollywood, juntando Gene Wilder e Richard Pryor em “O Expresso de Chicago” (1976). O cineasta voltou a dirigir a dupla em outro grande sucesso, a comédia “Cegos, Surdos e Loucos” (1989), e perfilou um verdadeiro “quem é quem” do humor em filmes como “Um Casamento de Alto Risco” (1979), com Peter Falk e Alan Arkin, “Uma Comédia Romântica” (1983), com Dudley Moore, “Rapaz Solitário” (1984), com Steve Martin, “Que Sorte Danada…” (1987), com Bette Midler, e “Milionário num Instante” (1990), com Jim Belushi. Hiller, que também dirigiu cinebiografias (“Frenesi de Glória”, em 1976, e “Ânsia de Viver”, em 1992) e até um filme de horror (“Terrores da Noite”, em 1979), deixou muitas marcas no cinema, inclusive em produções nem tão famosas. Exemplo disso é “Fazendo Amor” (1982), um dos primeiros filmes a mostrar de forma positiva um gay que sai do armário e termina seu casamento para procurar encontrar o amor com outros homens. Após dominar as bilheterias das décadas de 1970 e 1980, o diretor conheceu seus primeiros fracassos comerciais nos anos 1990. O período coincidiu com seu envolvimento com a organização sindical da indústria. Ele presidiu o Sindicato dos Diretores de 1989 a 1993 e a Academia de 1993 a 1997. E não foram poucos fracassos, a ponto de fazê-lo desistir de filmar. A situação tornou-se até tragicômica por conta de “Hollywood – Muito Além das Câmeras” (1997), longa sobre os bastidores de um filme ruim, que explorava a conhecida prática de Hollywood de creditar ao pseudônimo Alan Smithee qualquer filme renegado por seu diretor. Pois Hiller renegou o trabalho, escrito pelo infame Joe Eszterhas (“Showgirls”), que virou metalinguisticamente a última obra de Alan Smithee no cinema – depois disso, o Sindicato dos Diretores proibiu que a prática fosse mantida. Ele ganhou um prêmio humanitário da Academia em 2002, em reconhecimento a seu trabalho junto à indústria cinematográfica, e a volta à cerimônia do Oscar o animou a interromper sua já evidente aposentadoria para filmar um último longa-metragem, nove anos após seu último fracasso. Estrelado pelo roqueiro Jon Bon Jovi, “Pucked” (2006), infelizmente, não pôde ser creditado a Alan Smithee. Hiller teve uma vida longa e discreta, estrelando sua própria love story por 68 anos com a mesma mulher, Gwen Hiller, com quem teve dois filhos. Ela faleceu em junho. Ele morreu dois meses depois.
Eyewitness: Remake de série norueguesa ganha trailer centrado em investigação criminal
O canal pago americano USA divulgou o primeiro comercial de sua nova série, “Eyewitness”, que teve seu piloto dirigido pela cineasta Catherine Hardwicke (“Crepúsculo”). O clima frio e sombrio remete à inspiração original, já que a produção é remake da série policial norueguesa “Øyevitne”, e como bom noir nórdico explora um crime horrendo que ocorreu numa pequena comunidade. A prévia destaca o trabalho de investigação da xerife local, vivida por Julianne Nicholson (série “Masters of Sex”), que tenta convencer uma testemunha a contar o que houve. Na trama, o assassino fará todo o possível para escapar da justiça, inclusive silenciar as testemunhas e tentar enganar a xerife, conduzindo-a a pistas falsas num sinistro jogo de gato-e-rato. Para complicar, as testemunhas são dois adolescentes que não querem que ninguém saiba que estavam juntos, no lugar e na hora errada, devido à natureza de seu relacionamento homossexual. A adaptação americana está a cargo de Adi Hasak (criador de “Shades of Blue”) e o elenco inclui Tyler Young (da série teen espanhola “The Avatars”), James Paxton (filho do ator Bill Paxton), Gil Bellows (minissérie “11.22.63”) e Warren Christie (série “Alphas”). “Eyewitness” estreia no dia 16 outubro nos EUA.
De Longe Te Observo confirma bom momento do cinema latino-americano
O venezuelano “De Longe Te Observo”, primeiro longa de Lorenzo Vigas, foi o vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza e chegou a ser exibido na 39ª. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo com seu título original, “Desde Allá”. O filme navega num universo em que a homossexualidade como desejo traz à tona uma série de questões e constrói uma narrativa complexa, muito forte, que surpreende. Tem uma estrutura consistente, que inclui a realidade social dos meninos de rua, mexe e brinca com preconceitos estabelecidos. E envereda por uma trama que tem elementos policiais e suspense. Faz tudo isso de forma bem concatenada. A narrativa se centra no relacionamento entre Armando (Alfredo Castro), um homem que paga para que jovens fiquem nus para ele se masturbar sem tocá-los, e Elder (Luís Silva), adolescente em situação de rua, que lidera uma gangue juvenil. A relação se dá por meio do dinheiro, mas se estabelece de forma complicada, trazendo muitos elementos. O dinheiro aparece como roubo, meio de agressão, chantagem, afeto ou solidariedade. Traz mistérios que envolvem o passado de Armando e o pai dele, que entrarão nessa relação, vinculando dois personagens que, a rigor, só estariam em contato em função de interesses imediatos e fugazes. Assim como o personagem Armando, a câmera observa as situações, passeia pela vida deles e de seus encontros, dá tempo para que entendamos o contexto e as variáveis que os envolvem, mantendo um clima seco, duro e algo misterioso. O que está para ser revelado nunca sabemos muito bem o que é, do que se trata realmente. A trama conta especialmente com os dois protagonistas em ótima atuação, sutil e contida, que ajudam a prender a nossa atenção para o que vai se desenrolar em camadas sucessivas. A história original que serviu de base para o roteiro do diretor é do escritor e roteirista mexicano Guillermo Arriaga, de trabalhos como “Babel” e “Amores Brutos”. O filme é coproduzido pelo México. E resultada num belo trabalho do cinema venezuelano, que confirma a observação de um grande momento criativo para a sétima arte na América Latina.
Star Trek: Cena de beijo entre Sulu e seu marido acabou cortada do filme
A equipe de “Star Trek: Sem Fronteiras” virou trending topic nas redes sociais ao anunciar que o Sr. Sulu seria um homem gay casado no novo filme. A ousadia, entretanto, poderia ser maior, já que a produção cortou a cena de um beijo entre o casal. O intérprete de Sulu, Jon Cho, revelou o corte durante a première do filme na San Diego Comic-Con, lamentando o fato, que seria uma homenagem aos fãs LGBT da franquia. “O beijo não está mais lá. Não era como uma sessão de sexo. Estamos no aeroporto com nossa filha. Era como um beijo de boas vindas. Eu tenho orgulho da cena, pois foi muito difícil de fazer. Eu queria que parecesse convincentemente íntima. Somos [os atores] dois caras heterossexuais e precisávamos soar muito amáveis e íntimos. Era algo difícil de se fazer rapidamente. Precisávamos nos abrir. E tudo saiu bem, em minha visão”, declarou. O motivo do beijo ter sido cortado não foi revelado. A revelação de Sulu como gay também foi, na visão do roteirista Simon Pegg, uma forma de homenagear o intérprete original do personagem. O ator George Takei, que viveu Sulu na série clássica “Jornada nas Estrelas” entre os anos de 1966 e 1969, e depois em seis filmes para cinema produzidos entre 1979 e 1991, assumiu publicamente a homossexualidade em 2005 e se casou com seu parceiro Brad Altman, após 20 anos de convivência, em 2008. Curiosamente, Takei não gostou muito da homenagem a princípio, já que Sulu sempre foi retratado como heterossexual, mas depois mudou de ideia, considerando a iniciativa positiva. “Eu desejo tudo de bom para John Cho no papel que eu já interpretei, e parabenizo Simon Pegg em sua ousada e inovadora narrativa. Enquanto eu teria escolhido desenvolver um novo personagem [gay], neste caso, eu entendo perfeitamente e aprecio o que estão fazendo [com Sulu] – como sempre, corajosamente indo aonde nenhum homem jamais esteve”, Takei escreveu em seu Facebook.
Star Trek: George Takei muda de ideia e aprova Sulu gay
O ator George Takei voltou atrás em sua crítica à transformação de Sulu num personagem gay em “Star Trek: Sem Fronteiras”. Takei, que interpretou Sulu na série clássica “Jornada nas Estrelas” e nos primeiros filmes derivados da franquia, assumiu-se gay em 2005, mas não tinha aprovado a mudança de sexualidade do personagem, até então retratado como heterossexual. “Estou maravilhado que exista um personagem gay, mas não precisava ser Sulu. Infelizmente, é uma distorção da criação de Gene Roddenberry”, ele se manifestou, na semana passada. “Eu penso que este filme será lançado durante o aniversário dos 50 anos de ‘Star Trek’, o que é uma forma de prestar homenagem a Roddenberry, o homem cuja visão nos motivou por meio século. E a melhor forma de honrá-lo seria criar outro personagem, não alterar uma de suas criações”. Ironicamente, o roteirista Simon Pegg, intérprete de Scotty no filme, imaginava assim prestaria uma homenagem a Takei, o único intérprete da série clássica a se assumir gay. Mas, para o veterano ator, o problema de mostrar Sulu gay agora era basicamente considerar que o personagem vivia “no armário”, escondendo sua verdadeira sexualidade nas histórias anteriores, o que seria uma péssima mensagem. Afinal, no século 23, onde ele vive, a sexualidade já não deveria precisar ser disfarçada. Diante da polêmica, Pegg veio a público dizer que, como a série sofreu um reboot, as histórias clássicas estão sendo reescritas. Portanto, para efeitos da trama, não existe um passado heterossexual para Sulu. Ele também justificou a decisão de mostrar “>um personagem clássico como gay para evitar introduzir um novo personagem, que passasse a ser conhecido apenas por sua orientação sexual. Além disso, Rod Roddenberry, o filho do criador de “Star Trek”, também se manifestou, dizendo que seu pai aprovaria a inclusão de um personagem gay na ponte de comando da Enterprise. Com tempo para refletir, Takei agora mudou de ideia. Em um post em seu Facebook, ele elogiou a decisão e parabenizou o roteirista e o novo intérprete de Sulu. “Eu desejo tudo de bom para John Cho no papel que eu já interpretei, e parabenizo Simon Pegg em sua ousada e inovadora narrativa. Enquanto eu teria escolhido desenvolver um novo personagem [gay], neste caso, eu entendo perfeitamente e aprecio o que estão fazendo [com Sulu] – como sempre, corajosamente indo aonde nenhum homem jamais esteve”, ele escreveu. Com direção de Justin Lin (“Velozes e Furiosos 6”), “Star Trek: Sem Fronteiras” estreia em 22 de julho nos EUA, mas, por causa das Olimpíadas, chega apenas em 1 de setembro no Brasil.
Atriz da série The Family viverá Maggie Sawyer em Supergirl
A atriz Floriana Lima, das séries “The Mob Doctor” e “The Family”, vai viver a policial Maggie Sawyer na 2ª temporada de “Supergirl”. Assim, a personagem, que é loira nos quadrinhos, ganhará um visual claramente latino. O que faz total sentido, tendo em vista que o ruivo Jimmy Olsen é encarnado por um ator negro, a loira Lucy Lane virou morena e o adolescente Snapper Carr terá um intérprete cinquentão na série. Maggie foi uma das primeiras – e ainda assim tardias – personagens assumidamente homossexuais dos quadrinhos da DC Comics. Essa característica deverá ser mantida na série. Na trama, ela será uma detetive do Departamento de Polícia de National City que terá um interesse especial por casos envolvendo alienígenas. Por coincidência, Floriana Lima também interpretou uma personagem lésbica em sua série mais recente, “The Family”, cancelada após 12 episódios em maio. Outros novos nomes confirmados no elenco da 2ª temporada de “Supergirl” são: Tyler Hoechlin (série “Teen Wolf”), que irá interpretar Superman/Clark Kent, Lynda Carter (a “Mulher-Maravilha” dos anos 1970), como a presidente dos Estados Unidos, e Ian Gomez, no papel do novo editor da CatCo Magazine Snapper Carr. Assim, restam três novos papeis para serem preenchidos. Um deles é Lena Luthor, a irmã de Lex Luthor, que, se os produtores mantiverem seu ritmo, pode ser interpretada por um transexual asiático sem surpreender mais ninguém.
Filho de Gene Roddenberry diz que criador de Star Trek apoiaria versão gay de Sulu
O produtor de documentários Rod Roddenberry, filho do criador de “Star Trek” Gene Roddenberry, resolveu entrar no debate sobre a orientação sexual de Sulu, interpretado por John Cho como um homem gay de família no novo filme da franquia. Segundo ele, seu pai apoiaria sua representação como um homossexual casado e pai de uma criança. “Acho que meu pai seria 100% favorável por um personagem gay em ‘Star Trek’. Há tanta coisa acontecendo no mundo hoje, acho que ele adoraria qualquer tipo de discussão social sendo colocada em ‘Star Trek’”, disse Roddenberry, que acrescentou não entender porque existe controvérsia sobre o assunto. A controvérsia, na verdade, deve-se à posição do ator George Takei, que viveu Sulu na série original dos anos 1960. Gay assumido, ele não entendeu a alteração na sexualidade do personagem como uma homenagem, mas como uma traição ao legado de Gene Roddenberry, que criou Sulu como um asiático heterossexual. “De certo modo, é o personagem de George. Consigo entender porque ele tem uma opinião forte sobre isso, mas não vejo os motivos de todo mundo estar discutindo esse assunto. É algo que reflete o tempo atual, vamos apenas fazer isso”, afirmou Roddenberry. Com direção de Justin Lin (“Velozes e Furiosos 6”), “Star Trek: Sem Fronteiras” estreia em 22 de julho nos EUA, mas, por causa das Olimpíadas, chega apenas em 1 de setembro no Brasil.
Star Trek: Comercial sul-coreano revela marido do Sr. Sulu
A Paramount divulgou um trailer sul-coreano de “Star Trek”, que além de cenas de ação, explosões e a música de Rihanna, tem como destaque a revelação do possível marido do Sr. Sulu (John Cho). O personagem surge em meio à correria de um ataque alienígena, carregando no colo a mesma menina que já foi vista em fotos de Sulu. Ele é interpretado por Doug Jung, criador da série “Dark Blue” e co-roteirista do filme. Com direção de Justin Lin (“Velozes e Furiosos 6”), “Star Trek: Sem Fronteiras” estreia em 22 de julho nos EUA, mas, por causa das Olimpíadas, chega apenas em 1 de setembro no Brasil.
Star Trek: Simon Pegg defende a decisão de tornar Sulu gay
Responsável pelo roteiro de “Star Trek: Sem Fronteiras”, Simon Pegg defendeu a representação do Sr. Sulu como gay no novo filme da franquia espacial, respondendo, por meio de um comunicado, ao protesto do ator George Takei, intérprete de Sulu na série clássica dos anos 1960. A ideia, que tomou vida como homenagem a Takei, gay assumido e engajado na causa LGBT, não foi bem vista pelo ator, que preferia ver outro personagem gay na franquia e não quem ele representou como sendo heterossexual por tanto tempo. Para Takei, mostrá-lo como gay agora seria o equivalente a dizer que Sulu viveu no armário em todas outras aventuras da nave Enterprise. “Eu tenho muito amor e respeito por George Takei, seu coração, coragem e humor são uma inspiração. No entanto, sobre o que ele pensa sobre Sulu, eu devo respeitosamente discordar. Ele está certo, é triste, é triste que a versão das telas do universo mais inclusivo e tolerante da ficção científica não tenha apresentado um personagem LGBT até agora. Nós poderíamos ter introduzido um novo personagem gay, mas ele ou ela seria primariamente definido(a) pela sexualidade, visto(a) como ‘o personagem gay’, ao invés de simplesmente por quem é.” “Nosso ‘Star Trek’ recomeçou numa timeline alternativa, com detalhes alternativos”, continuou Pegg. “Qualquer ingrediente mágico que determine a nossa sexualidade acabou sendo diferente para Sulu nessa linha temporal. Eu gosto dessa ideia, porque sugere que em um hipotético multiverso, através da infinita matrix de realidades alternativas, todos nós somos LGBT em algum outro universo.” “Star Trek: Sem Fronteiras” estreia em 22 de julho nos EUA, mas só vai chegar em 1 de setembro no Brasil.
Rio de Janeiro recebe festival de cinema homoafetivo
Começa nesta sexta (8/7) o Rio Festival de Gênero & Sexualidade no Cinema, nome mais comprido e “ideológico” para chamar o que até o ano passado era o Rio Festival Gay de Cinema, bem mais direto, claro, conciso e fácil de lembrar. A sexta edição do evento – ou primeira, dependendo do ponto de vista – vai exibir até o próximo dia 17 cerca de 150 filmes temáticos, entre curtas e longas, abordando a questão da diversidade sexual em vários cinemas cariocas O festival tem como sede principal o cinema Odeon, localizado na Cinelândia, mas acontecerá também no Centro Cultural Justiça Federal, Cine Joia, Cine Joia RioShopping, CineArte UFF, Espaço Cultural BNDES e Instituto Cervantes. Um dos destaques da programação é a mostra Sombrio, que exibirá curtas de terror e comédia assustadora no próximo sábado, às 20h40, no Odeon. Haverá ainda uma mostra dedicada aos curtas de animação e uma seleção especial de filmes raros e transgressores, exibidos na mostra Cinema Explícito. A programação completa pode ser encontrada no site oficial.
George Takei não gostou da homenagem e preferia que Sulu não virasse gay
O veterano ator George Takei, que interpretou o Sr. Sulu na série clássica “Jornada nas Estrelas” e nos primeiros filmes derivados da franquia, revelou que já sabia que o personagem apareceria como gay em “Star Trek: Sem Fronteiras”, mas preferia que isso não tivesse acontecido. Em entrevista ao site da revista The Hollywood Reporter, Takei, que é gay assumido e participa ativamente do movimento pelos direitos LGBT, contou que foi informado por John Cho, o novo intérprete do personagem, e que tentou demover o diretor Justin Lin da ideia, pois o personagem sempre foi retratado como heterossexual. “Estou maravilhado que exista um personagem gay, mas não precisava ser Sulu. Infelizmente, é uma distorção da criação de Gene Roddenberry”, ele se manifestou. “Eu penso que este filme será lançado durante o aniversário dos 50 anos de ‘Star Trek’, o que é uma forma de prestar homenagem a Roddenberry, o homem cuja visão nos motivou por meio século. E a melhor forma de honrá-lo seria criar outro personagem, não alterar uma de suas criações”. Ironicamente, a decisão partiu do roteirista Simon Pegg, intérprete de Scotty no filme, que imaginava assim prestar uma homenagem a Takei, o único ator da série clássica a se assumir gay – em 2005. Pegg chegou a enviar um email elogiando a dedicação de Takei tanto à franquia quanto à causa LGBT, que o ator diz ter confundido com um sinal de que tinha sido ouvido e que Sulu não seria mais apresentado como homossexual. Para Takei, o problema de mostrar Sulu gay agora é basicamente considerar que o personagem vivia “no armário”, escondendo sua verdadeira sexualidade nas histórias anteriores, o que seria uma péssima mensagem. Afinal, no século 23, onde ele vive, a sexualidade já não deveria precisar ser disfarçada.









