Fotos de Arquivo X revelam volta de personagens sumidos desde 2002
A rede Fox divulgou o pôster e 31 fotos da 11ª temporada de “Arquivo X”. E além de Mulder (David Duchovny) e Scully (Gillian Anderson), o material é repleto de rostos conhecidos, com os retornos de Skinner (Mitch Pileggi), do Canceroso (William B. Davis), um dos Pistoleiros Solitários (Richard Langly, vivido por Dean Haglund, e morto em 2002) e dois personagens que ainda não tinham aparecido nos vídeos de divulgação: os ex-agentes Monica Reyes (Annabeth Gish) e Jeffrey Spender (Chris Owens). Para quem não lembra, Reyes entrou na equipe principal de “Arquivo X” na 8ª temporada e participou do revival do ano passado, enquanto Spender era filho do Canceroso e meio irmão de Mulder – e estava deformado em sua última aparição na 9ª temporada (também em 2002), após ser dado como morto anos antes. Entre as novidades, a principal é o registro de Barbara Hershey (“Sobrenatural”), que viverá a vilã Erika Price, descrita como uma “figura poderosa que representa uma organização misteriosa”. A atriz terá papel recorrente na série. Produzida como sempre por Chris Carter, a 11ª temporada estreia em 3 de janeiro nos Estados Unidos e uma semana depois no Brasil, pelo canal pago Fox.
Fox faz pegadinha com alienígena para divulgar Arquivo X
A rede americana Fox decidiu fazer uma divulgação da nova temporada de “Arquivo X” à moda da “Câmera Escondida”. A produção contratou um equipe para criar um alienígena animatrônico, que salta de um estande de jornal para assustar os pedestres de uma rua de Nova York. A brincadeira rende sustinhos e gritinhos, mas parece ter faltado a turma do Sílvio Santos para fazer o negócio render risadas. Confira abaixo. A 11ª temporada de “Arquivo X” volta a trazer alienígenas para a TV americana em 3 de janeiro – e uma semana depois no Brasil, pelo canal pago Fox.
Vídeo de Arquivo X aborda os rumos e segredos da nova temporada
A rede Fox divulgou um novo vídeo de bastidores de “Arquivo X” com quase 5 minutos de duração, que traz os protagonistas e o criador da série abordando os segredos dos novos episódios, a começar pelo cliffhanger do final da temporada anterior, que mostrava Mulder (David Duchovny) contaminado por um vírus mortal e Scully (Gillian Anderson) observando luzes no espaço. “Estas são as grandes questões que precisam ser respondidas, e acho que temos uma solução dramática realmente interessante”, diz o produtor Chris Carter, revelando que a trama vai continuar a partir desses eventos. Além disso, a 11ª temporada terá mais aliens, disco voadores, conspirações e visões apocalípticas, com o retorno do Canceroso (William B. Davis), a busca pelo filho desaparecido de Mulder e Scully, a desconfiança em relação a Skinner (Mitch Pileggi), o ressurgimento do agente Doggett (Robert Patrick) e até uma mensagem perdida de um dos Pistoleiros Solitários (Richard Langly). A principal novidade será a participação de Barbara Hershey (“Sobrenatural”), que viverá a vilã Erika Price, descrita como uma “figura poderosa que representa uma organização misteriosa”. A atriz terá papel recorrente na série. Produzida como sempre por Chris Carter, a 11ª temporada estreia em 3 de janeiro nos Estados Unidos e uma semana depois no Brasil, pelo canal pago Fox.
Diretor de Logan participou em sigilo de refilmagens de O Rei do Show
A revista Variety revelou que o diretor James Mangold foi convocado a ajudar seu velho amigo Hugh Jackman nos bastidores de “O Rei do Show”, novo longa estrelado pelo astro de “Logan”. Ele teria sido chamado em sigilo para supervisionar a produção e refilmar algumas cenas cruciais, após a 20th Century Fox se mostrar preocupada com o fato de o diretor Michael Gracey se mostrar intimidado pelo tamanho do filme. Gracey, que está fazendo sua estréia no cinema, tem um extenso currículo de trabalhos publicitários, mas, segundo a Variety, teve dificuldades para se ajustar à pressão de comandar um filme orçado em US$ 84 milhões. Prevendo problemas, a Fox estabeleceu contratualmente que ele poderia ser acompanhado por um cineasta veterano no processo de pós-produção. Além de realizar refilmagens, Mangold também ajudou a editar o longa. Mas, curiosamente, seu nome aparecerá no filme entre os produtores executivos. Além de créditos de produção, ele recebeu um salário de sete dígitos por suas contribuições. Uma fonte ouvida pela revista, porém, contesta a versão de que Gracey teria perdido o controle da produção. Esta fonte afirma que o diretor original completou toda a filmagem principal dentro do cronograma, e depois ainda acompanhou o trabalho de Mangold. Desta forma, a contribuição do “substituto”, embora extensa, foi bastante colaborativa, quase como uma consultoria. Vale lembrar que o filme só existe por causa de Gracey, que lutou por mais de cinco anos para que “O Rei do Show” recebesse sinal verde da Fox. Ele conheceu Jackman no set de um comercial de chá em 2010, e desde então mantinha o objetivo de fazer o musical com o ator. A escolha por Mangold para completar o trabalho se deu por o cineasta ter dirigido “Johnny & June” (2005), que tinha elementos musicais, e por sua longa associação com Jackman. Os dois trabalharam juntos em três filmes: “Logan” (2017), “Wolverine – Imortal” (2013) e “Kate & Leopold” (2001). Segundo a Variety, a aprovação do filme, em testes de audiência, teria melhorado após a incorporação das cenas refilmadas. “O Rei do Show” acabou conquistando nota A no CinemaScore, pesquisa que registra a opinião do público, mas dividiu a crítica, com apenas 50% de aprovação. Mesmo assim, recebeu três indicações ao Globo de Ouro 2018. Com roteiro escrito por Jenny Bicks (“Sex and the City”) e revisado por Bill Condon (“A Bela e a Fera”), o filme gira em torno da figura controvertida de P.T. Barnum (papel de Hugh Jackman), empresário que começou a trabalhar com shows de variedades em Nova York em 1834 e ficou conhecido por apresentar freaks – anões, mulher barbada, etc – como se fosse um espetáculo. Ele também criou um novo formato de circo itinerante, com um picadeiro e bichos exóticos, que revolucionou os shows circenses – e o maltrato aos animais. A isso ele dava o nome de “O Maior Espetáculo da Terra”. A história é transformada num musical alegre, ao mesmo tempo revisionista e anacrônico, e com composições inéditas de Justin Paul e Benj Pasek, vencedores do Oscar 2017 por “La La Land”. O elenco ainda inclui Michelle Williams (“Manchete à Beira-Mar”), Zac Efron (“Baywatch”), Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Nação Fantasma”) e Keala Settle (“Ricki and the Flash: De Volta Para Casa”). O filme entrou em cartaz nesta quinta-feira (21/12) no Brasil.
Série The Exorcist fez referência à cena clássica de O Exorcista III. Compare
A série “The Exorcist” encerrou sua 2ª temporada na sexta passada (15/12) com uma das piores audiências da TV aberta americana (1,3 milhão de telespectadores), numa queda de 30% do público do primeiro ano. Mas os fãs que assistiram foram brindados com uma referência sensacional à franquia de terror cinematográfico “O Exorcista”. Após a 1ª temporada concluir uma das tramas do clássico de 1973, a 2ª temporada recriou um susto famoso de “O Exorcista III” (1990), que envolve uma enfermeira fazendo sua ronda num hospital aparentemente pacato. Confira abaixo a homenagem e a cena original. No Brasil, “The Exorcist” é exibida pelo canal pago FX.
Star Wars: Os Últimos Jedi estreia com segunda maior bilheteria da história na América do Norte
“Star Wars: Os Últimos Jedi” mostrou sua força nas bilheterias, ao estrear com impressionantes US$ 220M (milhões) de arrecadação nos Estados Unidos e Canadá. O valor fez Hollywood balançar tanto quando a compra da Fox pela Disney e só não supera uma única estreia em todos os tempos: “Star Wars: O Despertar da Força”, justamente o filme anterior da franquia, que destruiu recordes ao abrir com US$ 238M em dezembro de 2015. Vale a pena dar mais contexto ao feito. Para se ter ideia, em três dias o filme faturou mais que “Liga da Justiça” em um mês inteiro no mercado norte-americano – lançada em 17 de novembro, a produção de super-heróis atingiu US$ 219,4M neste fim de semana. A segunda maior bilheteria de estreia a história foi acompanhada por críticas elogiosíssimas, que renderam 93% de aprovação no site Rotten Tomatoes, além de uma nota A no CinemaScore, que pesquisa a opinião do público de cinema dos Estados Unidos. No mercado internacional, o filme da Lucasfilm/Disney fez mais US$ 230M, o que totalizou seu lançamento em US$ 450M em todo o mundo. Aparentemente, só a Fox não acreditava na força da franquia. Mas esta é uma das lições que o estúdio vai aprender em breve, após a ressaca de sua compra pelo rival. Demissões são esperadas ao final da fusão, e alguns executivos podem ter entrado na lista após a ideia genial que resultou no desempenho da animação “O Touro Ferdinando”. A Disney jamais permitiria que um de seus desenhos com potencial de blockbuster fosse lançado no mesmo dia de um “Star Wars”. Contrariando o bom senso, a Fox praticamente queimou o novo trabalho de Carlos Saldanha. Distribuído sob a sombra de “Os Últimos Jedi”, “O Touro Ferdinando” registrou a pior abertura da carreira do diretor brasileiro, com US$ 13,3M, basicamente 6% do que fez o novo “Star Wars”. Até então, “Robôs” representava a estreia mais fraca de Saldanha, com US$ 36M em 2005. O pior é que a Fox já sabia que isso aconteceria. Em 2015, o estúdio também queimou um sucesso em potencial com um lançamento no mesmo fim de semana de “Star Wars: O Despertar da Força”. O fracasso de “Alvin e os Esquilos: Na Estrada”, que abriu com US$ 14,3M, acabou com a franquia dos esquilinhos cantores. “O Touro Ferdinando” foi aprovado pela crítica, com 76% no Rotten Tomatoes, e estreia no Brasil com quase um mês de distância de “Star Wars”, em 11 de janeiro. Outra animação completa o Top 3. Trata-se de “Viva – A Vida É uma Festa”, que a Disney lançou nos Estados Unidos um mês antes de “Star Wars”, e que caiu para o 3ª lugar após ficar três semanas na liderança das bilheterias. No Brasil, a estreia está marcada para 4 de janeiro. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Star Wars: Os Últimos Jedi Fim de semana: US$ 220M Total EUA: US$ 220M Total Mundo: US$ 450M 2. O Touro Ferdinando Fim de semana: US$ 13,3M Total EUA: US$ 13,3M Total Mundo: US$ 19,5M 3. Viva – A Vida É uma Festa Fim de semana: US$ 10M Total EUA: US$ 150,8M Total Mundo: US$ 448,2M 4. Extraordinário Fim de semana: US$ 5,4M Total EUA: US$ 109,2M Total Mundo: US$ 153,6M 5. Liga da Justiça Fim de semana: US$ 4,1M Total EUA: US$ 219,4M Total Mundo: US$ 633,9M 6. Pai em Dose Dupla 2 Fim de semana: US$ 3,8M Total EUA: US$ 96,5M Total Mundo: US$ 157,5M 7. Thor: Ragnarok Fim de semana: US$ 2,9M Total EUA: US$ 306,3M Total Mundo: US$ 841,7M 8. O Artista do Desastre Fim de semana: US$ 2,6M Total EUA: US$ 12,9M Total Mundo: US$ 15,5M 9. Assassinato no Expresso do Oriente Fim de semana: US$ 2,4M Total EUA: US$ 97,2M Total Mundo: US$ 297,9M 10. Lady Bird Fim de semana: US$ 2,1M Total EUA: US$ 25,9M Total Mundo: US$ 25,9M
Vídeo de bastidores de Arquivo X revela volta de Mulder e Scully à velha forma
A rede Fox divulgou um novo vídeo de bastidores de “Arquivo X”, que traz os protagonistas e o criador da série abordando a volta de Mulder (David Duchovny) e Scully (Gillian Anderson). O vídeo demonstra que eles voltaram à velha forma dos anos 1990, trocando observações mordazes enquanto utilizam pontos de vista conflitantes para resolver casos misteriosos. A 11ª temporada terá mais aliens, disco voadores, conspirações e visões apocalípticas, com o retorno do Canceroso (William B. Davis), a busca pelo filho desaparecido de Mulder e Scully, a desconfiança em relação a Skinner (Mitch Pileggi), o ressurgimento do agente Doggett (Robert Patrick) e até uma mensagem perdida de um dos Pistoleiros Solitários (Richard Langly). A principal novidade será a participação de Barbara Hershey (“Sobrenatural”), que viverá a vilã Erika Price, descrita como uma “figura poderosa que representa uma organização misteriosa”. A atriz terá papel recorrente na série. Produzida como sempre por Chris Carter, a 11ª temporada estreia em 3 de janeiro nos Estados Unidos e uma semana depois no Brasil, pelo canal pago Fox.
Novo pôster de Deadpool 2 parodia pintura de Michelângelo
O estúdio (que ainda se chama) Fox divulgou um novo pôster de “Deadpool 2”, que parodia o famoso afresco de Michelângelo sobre “A Criação de Adão”. Na imagem, Deadpool (Ryan Reynolds) ocupa o lugar do primeiro homem, tocando o cano do revólver de Cable (Josh Brolin), que voa na cena como deus. Abaixo deles, o texto anuncia “a segunda vinda” para o ano que vem. Dirigido por David Leitch (“De Volta ao Jogo”), “Deadpool 2” tem lançamento previsto para março de 2018.
Os Simpsons previram compra da Fox pela Disney em episódio exibido há 19 anos
Depois de Donald Trump presidente dos Estados Unidos, a derrota do Brasil na Copa do Mundo e Lady Gaga sobrevoando o Superbowl, os Simpsons acertaram mais uma previsão do futuro. Em episódio exibido em novembro de 1998, a série animada antecipou a compra da Fox pela Disney, firmada 19 anos depois, nesta quinta-feira (14/12). No episódio intitulado “When You Dish Upon a Star”, da 10ª temporada da atração, Homer Simpson começa a trabalhar como assistente do então casal Alec Baldwin e Kim Basinger, em Hollywood. Quando o episódio mostrava o estúdio Fox, um banner na entrada anunciava que a empresa era uma divisão da Walt Disney Company. Veja abaixo. A aquisição da Disney contempla o estúdio 20th Century Fox e diversas outras propriedades da empresa 21st Century Fox, como a produtora Fox Television Studios, que produz a série dos Simpsons.
Disney promete manter Deadpool proibido para menores
A Disney está disposta a quebrar sua regra de não produzir filmes “R-rated” (para maiores) após a aquisição da Fox. Falando com a mídia americana sobre os desdobramentos da compra, o CEO da Disney, Bob Iger, abordou diretamente o futuro de “Deadpool”, a franquia do super-herói que fala palavrões e mostra a bunda no cinema. “‘Deadpool’ claramente é e será marca da Marvel. Mas pensamos que pode haver uma oportunidade para uma marca adulta da Marvel para algo como ‘Deadpool'”, disse Iger. “Uma vez que pudermos deixar claro para o público o que esperar, pensamos que podemos lidar com isso”. A Fox teve grande sucesso nos últimos dois anos com filmes “R-rated” da Marvel. Além dos US$ 783 milhões mundiais conquistados por “Deadpool” em 2016, “Logan” também foi um sucesso comercial e crítico neste ano, com US$ 616 milhões em todo o mundo. Ambos são considerados filmes que revitalizaram o gênero dos super-heróis, dando ao público algo novo. Se antes havia ceticismo em relação aos planos da Disney de continuar estas experiências, a declaração de Iger deve acalmar, ao menos provisoriamente, os fãs mais alarmados da Marvel. Entre eles, o ator Ryan Reynolds, intérprete do próprio Deadpool, que fez várias piadas sobre a compra da Fox pela Disney nas redes sociais. Nesta quinta, ele postou uma nova, com uma foto do herói sendo preso, após alegada tentativa de explodir a Disneylândia – num trocadilho com a palavra “blow” em inglês e o nome da montanha de gelo do parque. Apparently you can’t actually blow the Matterhorn. pic.twitter.com/2bEAAcZrUv — Ryan Reynolds (@VancityReynolds) December 14, 2017
Plataforma de streaming da Disney para rivalizar com a Neflix já existe: é a Hulu
Os planos de crescimento da Disney a partir da compra da Fox começam a ficar mais claros, nas entrevistas do CEO Bob Iger após a transação. Uma das incógnitas era o que a Disney faria com a percentagem da Fox que passaria a controlar na plataforma de streaming Hulu. Afinal, o próprio Iger mencionou planos de lançar um serviço para rivalizar com a Neflix, com filmes, séries e conteúdo original da sua companhia. O projeto da nova plataforma ainda existe. Mas deixou de ser prioridade. A negociação com a Fox apressou o cronograma de Iger, graças ao Hulu. A Disney somou seus 30% de ações aos 30% da Fox e passou a controlar a empresa – formada em joint venture com a Comcast, proprietária da Universal, que ainda detém 30%, e a Warner, dona de 10% do negócio. Falando a analistas de mercado, conforme registrado pelo site The Hollywood Reporter, ele abordou os planos imediatos para a plataforma e como sua ambição é torná-la o principal rival da Netflix. “Hulu, obviamente, é uma ótima oportunidade para expandir no espaço de produto direto para o consumidor”, disse Iger. “Possuir cerca de um terço disso foi ótimo, mas ter controle nos permitirá acelerar muito o Hulu nesse espaço e torná-lo um concorrente ainda mais viável para os serviços que já existem”. Ele acrescentou: “Nós seremos capazes de fazer isso não só por fluir mais conteúdo na direção do Hulu, mas por essencialmente ter seu controle, na medida em que a gestão de Hulu torna-se um pouco mais clara, um pouco mais eficiente, um pouco mais eficaz, ao virarmos um acionista controlador”. O chefe da Disney revelou que a aquisição da Fox lhe abre a oportunidade de oferecer vários serviços de streaming diferentes, focados em públicos específicos, com o Hulu posicionado como um serviço mais orientado para adultos, que complementaria planos de um serviço esportivo da ESPN e outro mais voltado às famílias e/ou aos jovens com super-heróis e desenhos. Iger deixou ainda mais claro seu plano de transformar a Hulu num rival para a Netflix em entrevista à Bloomberg TV, na manhã desta quinta (14/12), ao confirmar que não renovará seu acordo de distribuição de conteúdo com o gigante de streaming. Mais: tampouco renovará os contratos de licenciamentos para a produção de séries. Este segundo ponto representa o fim das séries da Marvel na Netflix. O acordo de distribuição de filmes termina em 2019, mas não se sabe a duração do licenciamento das propriedades da Marvel. Não só isso. A HBO também será afetada. E todos os outros canais que não pertençam ao conglomerado. “Vamos priorizar as oportunidades mais diretas de atingir o consumidor para a nossa empresa e, se isso nos obrigar a interromper relacionamentos com outros distribuidores, é o que faremos, assim como a Disney fez com a Netflix”, disse ele. Iger acrescentou que a Disney usará as propriedades de Fox “para fazer o Hulu crescer, provavelmente em um ritmo mais acelerado. Também usaremos os recursos da Fox para complementar nossos outros serviços, nossos serviços diretos ao consumidor da Disney”. O chefe da Disney disse que o estúdio teve que refletir longamente para decidir acabar com o acordo de licenciamento da Netflix, mas concluiu que precisava fazê-lo para avançar no mercado direto para o consumidor. “Estamos no negócio de criar valor de longo prazo”, acrescentou. “À medida que olhamos para a frente e vemos um mundo onde a interação direta com o consumidor é muito mais atraente, acreditamos que é chegada hora de sair do nosso relacionamento com Netflix e vamos tomar essa mesma abordagem com os ativos que estamos comprando também”, concluiu. Este ano, a Disney lançou sua primeira série da Marvel no Hulu: “Runaways”, adaptação dos quadrinhos dos Fugitivos. E o consenso entre a crítica é que o lançamento se provou a melhor série de super-herói de 2017. 2017 também foi o ano que uma produção de streaming venceu pela primeira vez o Emmy de Melhor Série Dramática. O feito histórico se deu por intermédio de “The Handmaid’s Tale”, do Hulu. Se isso for um indicativo do que vem por aí, a Netflix pode começar a se preocupar.
Disney oferece US$ 52,4 bilhões pela Fox
A Walt Disney Company fez uma oferta oficial de US$ 52,4 bilhões pelas divisões de entretenimento da 21st Century Fox. O negócio, que marca a união de dois gigantes de Hollywood, foi aceito preliminarmente nesta quinta-feira (14/12). O valor total da transação é, na verdade, mais alto: US$ 66,1 bilhões, uma vez que a Disney também assumiu US$ 13,7 bilhões de dívidas da Fox. Com a compra, a Disney vai se tornar o maior conglomerado de entretenimento do mundo, adicionando a seus negócios o estúdio de cinema 20th Century Fox, a produtora indie Fox Searchlight Pictures, a produtora Fox 2000, mais um estúdio de animação, o Blue Sky (de “Rio” e “A Era do Gelo”), o grupo de canais pagos FX e National Geographic, assim como mais de 300 canais internacionais. Também estão inclusas a participação de 30% da Fox no serviço de streaming Hulu e a fatia de 50% da companhia na Endemol (responsável por criar realities como “Big Brother” e “MasterChef”), além das ações da Fox na rede europeia de canais pagos Sky e na rede indiana Star. E, como se não fosse suficiente, participação em mais uma editora de quadrinhos, a Boom! Studios. Em declaração oficial, o CEO da Disney, Bob Iger, afirmou que a aquisição “reflete a demanda crescente dos consumidores por uma maior diversidade de experiências de entretenimento, que sejam mais atraentes, acessíveis e convenientes”. “Estamos honrados e gratos por Rupert Murdoch [diretor da 21st Century Fox] ter confiado a nós o futuro do negócio que ele passou a vida construindo, e estamos felizes com essa oportunidade de aumentar significativamente o nosso portfólio de franquias amadas e conteúdos de marca para aprimorar nossas ofertas aos consumidores. O acordo também irá expandir substancialmente o nosso alcance internacional, permitindo a nós oferecer conteúdo de primeira qualidade e plataformas de distribuição inovadoras a mais consumidores em mercados estratégicos ao redor do mundo”, acrescentou. Murdoch também se pronunciou em comunicado: “Nós estamos extremamente orgulhosos de tudo o que construímos na 21st Century Fox, e eu acredito muito que essa junção com a Disney irá trazer ainda mais valores aos acionistas, conforme a nova Disney continue a ditar os rumos do que é uma indústria empolgante e dinâmica. Além disso, estou convencido de que essa combinação, sob a liderança de Bob Iger, será uma das maiores empresas do mundo. Sou grato a Bob por ter decidido prosseguir e estar comprometido a ser bem-sucedido com um time que não fica atrás de ninguém”. A empolgação de Murdoch se deve ao fato de parte do pagamento pela 21st Centory Fox ser com ações da Disney. Na prática, ele virou sócio de seu comprador, e tem interesse em que Iger seja bem-sucedido no comando dos negócios. Bob Iger, por sinal, estendeu seu contrato como CEO da Disney por mais dois anos, para liderar a transição do novo gigante, pois a expectativa é que o negócio só seja concluído em 18 meses, por precisar ser aprovado pelos órgãos regulatórios do governo americano. Além disso, a Disney tem planos de completar a aquisição da rede Sky e isso enfrentará outra etapa burocrática no Reino Unido. Haverá ainda um período longo de ajustes, com definições de quem comandará cada setor da nova empresa. São esperadas demissões, pois alguns cargos serão duplicados na junção das duas companhias. A Disney espera economizar US$ 2 bilhões só na unificação das operações, fechando escritórios internacionais, divisões de distribuição e marketing da Fox, já que passaria a administrar o estúdio no modelo em que trabalha com a Pixar, a Marvel e a Lucasfilm, suas aquisições anteriores, todas incorporadas numa única operação de distribuição, marketing, etc. Alguns desdobramentos são mais fáceis de alinhavar que outros, como a absorção dos personagens da Marvel que estavam na Fox. Heróis como X-Men, Deadpool, Novos Mutantes e Quarteto Fantástico passarão para o Marvel Studios, algo que o produtor Kevin Feige estava “ansioso” para que acontecesse. Mesmo assim, as consequências disso para a continuação da franquia “Deadpool” e filmes de super-heróis para maiores – “R-rated” – como “Logan” ainda são uma incógnita. A Disney, que já era líder em franquias de animação e de super-heróis, também vai virar a maior produtora de filmes de ficção científica de Hollywood, passando a explorar os mundos de “Avatar”, “Alien”, “Predador” e “Planeta dos Macacos”. Ao mesmo tempo, a companhia terá que aprender a trabalhar com filmes menores: as produções da Fox Searchlight, que costumam ser fortes candidatos ao Oscar. Para se ter ideia, o estúdio “indie” da Fox é responsável por “Três Anúncios de um Crime”, “A Forma da Água” e “A Guerra dos Sexos”, que devem aparecer no Oscar 2018. O conteúdo televisivo também é promissor. A Disney domina o mercado de séries infanto-juvenis por meio de três canais: Disney Channel, Disney XD e Freeform. Mas não tinha acesso ao mercado adulto, que o FX e seu spin-off FXX lhe abre. Além disso, o Fox Studios é responsável por diversos hits em exibição na TV aberta, como “This Is Us”, “Modern Family” e, claro, “The Simpsons”. Sem esquecer das séries clássicas da 20th Century Fox Television que podem ganhar novas versões. Uma delas, por sinal, já estava sendo desenvolvida na Netflix: “Perdidos no Espaço”. E, sim, há planos ambiciosos para o lançamento de um serviço de streaming capaz de rivalizar com a própria Netflix. A marca Fox, porém, continuará com o magnata Rupert Murdoch e seus filhos, James e Lachlan. Segundo rumores, o CEO da 21st Century Fox, James Murdoch, tende a ir para a Disney com a venda, enquanto seu irmão, diretor executivo, deve passar a comandar a nova Fox. James Murdoch é considerado um executivo visionário, por ter ampliado sensivelmente a participação da Fox no mercado internacional, o que, no final das contas, foi a cereja no bolo negociado. Com o acordo, a Disney se tornará a maior provedora de conteúdo da rede Fox. O conglomerado não poderia ter duas redes de TV aberta nos Estados Unidos e já é dono da ABC. Mas pode produzir o que o outro canal exibe, já que Murdoch pretende se focar em desenvolver apenas notícias e coberturas esportivas, explorando os canais Fox News, Fox Business e Fox Sports. Por conta destes canais, a Fox também manterá a parte física dos estúdios e escritórios da companhia nos Estados Unidos. Especula-se ainda que os bens da Fox sejam recombinados com os da News Corp., a empresa de Murdoch dedicada a conteúdo impresso – jornais e revistas. As duas companhias haviam sido separadas em 2013, para evitar que a Fox fosse atingida pelo escândalo de espionagem de celebridades que acabou levando ao fechamento do jornal News of the World no Reino Unido. Este escândalo, por sinal, foi o que levou os reguladores britânicos a barrarem o crescimento do controle da Fox sobre a Sky. A Disney não enfrentará o mesmo problema para adquirir a maior companhia de TV paga da Europa. Mas as repercussões do negócio ainda não foram totalmente exploradas. Muitas novidades serão anunciadas nos próximos dias.
Prison Break vai ganhar uma nova temporada
Exibido no começo de 2017, o revival de “Prison Break” não empolgou a crítica (57% no Rotten Tomatoes), mas rendeu ótima audiência. E agora o ator Dominic Purcell, intérprete de Lincoln Burrows, confirmou em seu Instagram que uma nova temporada será produzida. “Prison Break 6 a caminho”, ele publicou, junto ao logotipo da série. O canal Fox ainda não confirmou a informação, mas seus diretores, Gary Newman e Dana Walden, afirmaram em maio que pretendiam encomendar novos episódios. Não se sabe em que fase está a produção, qual seu tamanho ou data de estreia. A série começou em 2005 e contou com quatro temporadas, que teriam chegado ao fim em 2009 com a morte do protagonista Michael Scofield (vivido por Wentworth Miller). Mas, claro, em 2017 foi revelado que ele apenas fingiu sua morte e estava preso no Oriente Médio, precisando que o irmão (Purcell) que ele tirou da cadeia na 1ª temporada retornasse o favor e o salvasse em mais nove episódios. O revival trouxe de volta os personagens remanescentes da produção. E para sorte dos produtores, terminou eliminando o mais odiado deles, T-Bag. Isto significa que seu intérprete, Robert Knepper, não aparecerá mais na atração. O ator foi acusado de assédio e tentativa de estupro por várias mulheres, em relatos que se estendem desde os anos 1980 até os dias atuais. Além de “Prison Break”, Dominic Purcell e Wentworth Miller também trabalham juntos na série de super-heróis “Legends of Tomorrow”. @prisonbreak #prisonbreak 6. In the works. Uma publicação compartilhada por Dominicpurcell (@dominicpurcell) em Dez 12, 2017 às 7:15 PST












