“Jurassic World” supera “Top Gun” nas bilheterias do Brasil
A estreia de “Jurassic World: Domínio” tirou “Top Gun: Maverick” da liderança das bilheterias dos cinemas brasileiros. Os dinossauros da Universal atraíram um público de 960 mil espectadores entre quinta-feira e domingo (5/6), segundo dados da Comscore, contabilizando uma renda de R$ 20,5 milhões. Mesmo assim, “Top Gun: Maverick” teve um bom desempenho em seu terceiro final de semana, faturando R$ 14,12 milhões no 2º lugar. O pódio nacional ainda inclui “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, que completou um mês em cartaz com uma arrecadação de R$ 3,45 milhões, em 3º lugar. Ao todo, 1,77 milhão de espectadores foram ao cinema no período, o que contribuiu para uma renda somada de R$ 39,1 milhões, considerando os 10 filmes mais vistos – lista que também inclui as produções brasileiras “Detetives do Prédio Azul 3” e “Medida Provisória”. Veja abaixo a relação dos 10 maiores sucessos de bilheteria do Brasil no último fim de semana. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 2-5/Junho:1. #JurassicWorldDominio 2. #TopGunMaverick 3. #DoutorEstranho #MultiversoDaLoucura 4. #SonicMovie2 5. #OHomemDoNorte6. #DetetivesPredioAzul37.#MedidaProvisoria8. #LutaPelaFé9. #MáSorteNoSexo10. #AMedium — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) June 6, 2022
“Top Gun: Maverick” ultrapassa US$ 500 milhões e quebra recordes
“Top Gun: Maverick” continua voando alto nas bilheterias mundiais. Um dia depois de bater o recorde de maior arrecadação da carreira de Tom Cruise nos EUA, a produção da Paramount ultrapassou com folga a cobiçada marca de US$ 500 milhões de faturamento em todo o mundo – e ainda quebrou novos recordes. Ao todo, o filme atingiu US$ 548,6 milhões após dois fins de semana de exibição. Mais da metade desta arrecadação vem dos EUA e Canadá, onde a soma está em US$ 291 milhões, segundo dados da Comscore – quase US$ 50 milhões acima dos US$ 243 milhões contabilizados por “Guerra dos Mundos” (2005), que era o maior sucesso doméstico de Tom Cruise até então. Só entre sexta e este domingo (5/6), a sequência de “Top Gun” (1986) fez US$ 86 milhões na América do Norte. O número representa um recorde: menor queda de bilheteria na segunda semana de exibição, para um filme com abertura superior a US$ 100 milhões. O recordista anterior era “Shrek 2”, que caiu 33% em seu segundo fim de semana nos EUA e Canadá. “Top Gun: Maverick” bateu esta margem ao perder 32% do público em relação a sua estreia. O detalhe é que o recorde é ainda maior no mercado internacional, onde o longa faturou US$ 81,7 milhões neste fim de semana, apenas 20% a menos que em seu lançamento. O declínio não é somente insignificante. É inédito. Nunca antes a bilheteria mundial registrou números parecidos. E isto sem contabilizar os cinemas da China e da Rússia, que não tem planos de projetar a produção. As maiores arrecadações vêm do Reino Unido (US$ 47,8 milhões até o momento, com queda de apenas 12% desde a abertura), Austrália (US$ 23,4 milhões, com queda de só 6%) e Japão (US$ 21,9 milhões e queda de 26%). Nem os filmes da Marvel tiveram números parecidos. Trata-se de um fenômeno nunca antes visto. Outro fato impressionante é que “Top Gun: Maverick” conseguiu aumentar suas bilheterias em sua segunda semana no circuito IMAX, adicionando US$ 18,5 milhões com esse formato restrito, puxado pelos cinemas da Austrália (+4%), Brasil (+15%), México (+9%), Taiwan (+25%), Arábia Saudita (+24%) e Hong Kong (+11%). O desempenho chama especial atenção porque o filme de Tom Cruise enfrentou sua primeira batalha contra “Jurassic World: Domínio” no mercado internacional. A produção da Universal abriu em 15 países e faturou US$ 55,5 milhões até este domingo, valor 1% maior que a estreia internacional de “Jurassic World” (2015) e “Jurassic World: Reino Ameaçado” (2018). Segundo o Comscore, o Brasil é um dos países em que as criaturas gigantes engoliram os aviões supersônicos, assim como o México e a Itália. Mas o grande confronto está reservado para o fim de semana que vem, quando ases indomáveis e dinossauros jurássicos vão disputar as bilheterias dos EUA. Será difícil para “Top Gun: Maverick” sustentar-se no topo pela terceira vez consecutiva, mas a retenção de público da produção da Paramount tem sido, até este momento, um desafio à lógica. Para completar, “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” também comemorou uma marca importante, ao cruzar os US$ 900 milhões mundiais. O filme da Marvel ficou em 2º lugar nos EUA com US$ 9,3 milhões em sua quinta semana em cartaz, totalizando US$ 388,7 milhões no mercado doméstico. Trata-se da maior bilheteria de 2022 na América do Norte. Mas o sucesso é muito maior no exterior, onde a arrecadação chegou a US$ 520,7 milhões, para render um total de US$ 909,4 milhões – recorde de faturamento mundial do ano.
“Top Gun: Maverick” vira maior bilheteria de Tom Cruise nos EUA
“Top Gun: Maverick” já é a maior bilheteria da carreira de Tom Cruise nos EUA. De acordo com levantamento da Comscore, o filme atingiu a marca neste sábado (4/6), quando ultrapassou os US$ 243 milhões contabilizados por “Guerra dos Mundos” (2005), maior sucesso doméstico do astro até então. Projeções estimam que a continuação de “Top Gun” deva arrecadar US$ 85 milhões neste fim de semana nos EUA, seu segundo em cartaz, encerrando o domingo com US$ 290 milhões de arrecadação. Vale reparar que, enquanto o filme praticamente voa sozinho na América do Norte, em territórios estrangeiros a produção da Paramount já começa a enfrentar a concorrência de “Jurassic World: Domínio”, que só será lançado nos EUA na próxima sexta-feira (10/6). Em todo o mundo, “Top Gun: Maverick” soma US$ 450 milhões, o que, em contraste com o recorde norte-americano, mantém o longa muito abaixo do sucesso mundial das produções mais populares do astro – como o citado “Guerra dos Mundos” e nada menos que cinco dos seis “Missão: Impossível” já lançados.
Tom Cruise agradece público pelo recorde de “Top Gun: Maverick”
O astro Tom Cruise usou as redes sociais para agradecer ao público que tornou a estreia de “Top Gun: Maverick” a maior abertura de sua carreira. “Obrigado a todos que viram ‘Top Gun: Maverick’ e ajudaram a torná-lo um fim de semana histórico com sua abertura”, escreveu o ator em sua conta oficial no Twitter. A comemoração foi feita após o filme quebrar uma sina do ator de 59 anos. Ele nunca tinha atingido mais de US$ 100 milhões num fim de semana inaugural e ao voltar ao papel de Maverick faturou US$ 124 milhões entre sexta e este domingo (29/5) na América do Norte, segundo dados da Comscore. O valor é quase o dobro de sua maior abertura anterior no mercado norte-americano: US$ 64,9 milhões atingidos por “Guerra dos Mundos” em 2005. Como segunda-feira (30/5) foi feriado de Memorial Day nos EUA, o faturamento da produção da Paramount seguiu crescendo, até ultrapassar US$ 160 milhões em seus primeiros quatro dias de exibição doméstica. O valor representou outro recorde, superando o rendimento máximo já atingido num Memorial Day: US$ 153 milhões, registrado por “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” em 2007. A continuação de “Top Gun” também voa alto no mercado internacional. Tudo somado, já atingiu uma arrecadação global de US$ 300 milhões, contabilizada até segunda. “Esses resultados são absurdamente fantásticos”, disse Chris Aronson, presidente de distribuição doméstica da Paramount, em sua própria comemoração. “Estou feliz por todos. Estou feliz pela empresa, por Tom, pelos cineastas”, acrescentou. Graças a este desempenho, “Top Gun: Maverick” já está entre as principais bilheterias de 2022. Thank you to everyone who saw #TopGun: Maverick and helped make it a historic opening weekend. — Tom Cruise (@TomCruise) May 31, 2022
“Top Gun: Maverick” lidera bilheterias brasileiras
Tom Cruise também derrotou “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” no Brasil. Após três semanas no topo das bilheterias, o super-herói da Marvel foi superado por “Top Gun: Maverick”, que registrou um público de cerca de 666 mil pessoas e uma renda de R$ 15,75 milhões entre quinta-feira e domingo (29/5), segundo dados da Comscore. Entretanto, como a Paramount exibiu “pré-estreias” pagas do filme, no fim de semana anterior ao lançamento oficial, a continuação de “Top Gun” já foi assistida, na verdade, por mais 1,1 milhões de espectadores brasileiros e acumula R$ 25,4 milhões em bilheteria. Considerando apenas o público do fim de semana, a sequência de “Doutor Estranho” foi vista por 333 mil pessoas, enquanto “Sonic 2: O Filme” completou o pódio com pouco mais de 50 mil espectadores, superando “O Homem do Norte”, que estreou na semana passada. Veja abaixo o Top 10 nacional, de acordo com a Comscore. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 26-29/51. #TopGunMaverick 2. #DoutorEstranho #MultiversoDaLoucura 3. #SonicMovie2 4. #OHomemDoNorte5. #UEFAChampionsLeagueFINAL 6. #AMedium7. #LutaPelaFé8. #DetetivesPredioAzul39. #DogAAventuraDeUmaVida10. #MedidaProvisória — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) May 30, 2022
“Top Gun: Maverick” vira maior bilheteria de estreia de Tom Cruise
Se alguém duvidava, “Top Gun: Maverick” confirmou: Tom Cruise é tão poderoso quanto um super-herói. Só o ator que dispensa dublês consegue fazer frente à Marvel e DC nas filas de cinema deste ano. A bilheteria de “Top Gun: Maverick” registrou o recorde de arrecadação da carreira do astro. Ele nunca tinha atingido mais de US$ 100 milhões num fim de semana inaugural e ao voltar ao papel de Maverick faturou US$ 124 milhões entre sexta e este domingo (29/5) na América do Norte, segundo dados da Comscore. O valor é quase o dobro da principal abertura de Cruise no mercado norte-americano: os US$ 64,9 milhões atingidos por “Guerra dos Mundos” em 2005. Como segunda-feira (30/5) é feriado de Memorial Day nos EUA, o faturamento da produção da Paramount tem a estimativa de passar dos US$ 150 milhões em seus primeiros quatro dias de exibição doméstica. O valor definitivo pode ser outro recorde. O rendimento máximo já atingido num Memorial Day foi de US$ 153 milhões, registrado por “Piratas do Caribe: No Fim do Mundo” em 2007. A continuação de “Top Gun” também voa alto no mercado internacional. Mesmo sem lançamentos na China e na Rússia – afinal, não deixa de ser propaganda do poderio militar dos EUA – , o filme estreou com US$ 124 milhões em 62 mercados. Em 32 países, o desempenho representou a maior estreia de Tom Cruise de todos os tempos, e em 18 foi a maior de uma produção live-action da Paramount. As maiores arrecadações internacionais vieram do Reino Unido (US$ 19,4 milhões), França (US$ 11,7 milhões), Austrália (US$ 10,7 milhões), Japão (US$ 9,7 milhões), Alemanha (US$ 6,5 milhões) e Brasil (US$ 5,3 milhões), todas com recordes para o astro e o estúdio. Rodado com câmeras IMAX, o filme ainda arrecadou US$ 10,4 milhões com o formato no exterior, registrando o maior fim de semana de estreia nesse circuito em 50 mercados. Tudo somado, dá uma arrecadação global de US$ 248 milhões até este domingo. E isto representa a segunda maior abertura live-action da História da Paramount Pictures, atrás apenas de “Transformers: A Era da Extinção” em 2014. O desempenho impressiona especialmente porque, desde o começo da pandemia, apenas filmes de super-heróis vinham conseguindo aberturas desse tamanho. Um detalhe importante é que o público do filme não foi o mesmo dos super-heróis. Não faltaram prognósticos negativos sobre o fato de o “Top Gun” original ser muito antigo para possuir apelo para o público atual. E, de fato, 18% dos ingressos nos EUA foram adquiridos por pessoas com mais de 55 anos. Mais da metade, 55%, por pagantes com mais de 35 anos. E isto significa que o filme foi capaz de atrair uma faixa etária que ainda não tinha ido em peso às salas escuras desde a pandemia. Adultos, quem diria, existem e também podem gerar recordes. O filme chegou às telas cercado de expectativa, após um adiamento de dois anos devido à covid-19 e uma première com muitos aplausos e elogios no Festival de Cannes. A obra do diretor Joseph Kosinski realmente agradou a crítica, atingindo 97% na avaliação registrada pelo Rotten Tomatoes, mas animou ainda mais o público, rendendo um cobiçado A+, a maior nota possível no CinemaScore – pesquisa de qualidade feita na saída dos cinemas dos EUA. Com o estouro supersônico de “Top Gun: Maverick”, “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” caiu para o 2º lugar, após liderar as vendas de ingressos por três fins de semana. Faturou US$ 16,4 milhões entre sexta e domingo para atingir um total de US$ 370 milhões na América do Norte e US$ 873 milhões mundiais – a maior bilheteria de 2022. O Top 3 dos EUA e Canadá completa-se com a estreia da animação “Bob’s Burgers: O Filme”, que abriu com US$ 12,6 milhões no mercado doméstico e, sem previsão de lançamento nos cinemas brasileiros, deve chegar no país em streaming pela Star+.
“Doutor Estranho 2” segue na liderança das bilheterias brasileiras
“Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” manteve a liderança das bilheterias no Brasil em seu terceiro fim de semana consecutivo. Entre quinta e domingo (22/5), o novo filme da Marvel arrecadou R$ 13,17 milhões, bem à frente do segundo colocado do ranking, “O Homem do Norte”, que fez só R$ 1,15 milhão no mesmo período. “Sonic 2 – O Filme” ficou em 3º lugar, com R$ 1 milhão, seguido à distância pelas duas estreias de quinta passada (19/5): os terrores “A Medium” (R$ 590 mil) e “Chamas da Vingança” (R$ 325 mil). Confira abaixo o Top 10 das bilheterias nacionais, de acordo com levantamento da Comscore. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 19-22/51. #DoutorEstranho #MultiversoDaLoucura 2. #OHomemDoNorte 3. #SonicMovie2 4. #AMedium5. #ChamasDeVingança6. #DogAAventuraDeUmaVida7. #DetetivesPredioAzul38. #Dumbledore 9. #TwentyOnePilotsCinemaExperience 10. #QuatroAmigasNumaFria — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) May 23, 2022
“Doutor Estranho 2” supera “Batman” como maior bilheteria de 2022
“Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” não teve problemas para ficar no topo das bilheterias da América do Norte em seu terceiro fim de semana. O filme da Disney/Marvel fez mais US$ 31,6 milhões entre sexta e domingo (22/5) nos EUA e Canadá, chegando a um total doméstico de US$ 342,1 milhões, de acordo com dados da consultoria Comscore. Somando o mercado internacional, a produção chegou a US$ 803,2 milhões arrecadados em todo o mundo, consagrando a produção como a maior bilheteria de 2022 e a segunda maior de toda a era da pandemia. Nesta corrida milionária, o super-herói da Marvel superou o super-herói da DC, “Batman”, que liderava a arrecadação anual com US$ 768,5 milhões em todo mundo. Também passou James Bond. Lançado no ano passado, “007 – Sem Tempo para Morrer” fez US$ 774,2 milhões globais e agora ficou em 3º lugar no ranking da pandemia. Mas mesmo com todo o seu sucesso, o segundo “Doutor Estranho” ainda contabiliza US$ 1 milhão a menos que o líder da era pandêmica, “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, responsável pelo faturamento de US$ 1,8 bilhão em bilheteria mundial desde seu lançamento em dezembro passado. A estreia de “Downton Abbey: Uma Nova Era” nos EUA garantiu o 2º lugar doméstico, com praticamente metade da bilheteria do super-herói, US$ 16 milhões em 3.815 telas. Apesar de bem avaliado pela crítica (85% de aprovação no Rotten Tomatoes), a produção tem um público-alvo mais velho que ainda não voltou aos cinemas com a mesma força dos jovens, temendo as novas variações do coronavírus. Lançado no Brasil em 28 de abril, a adaptação da série sobre a aristocracia britânica do começo do século 20 mal marcou presença no Top 10 nacional – abriu em 8º e já sumiu de cartaz. Em todo o mundo, o longa soma US$ 51,7 milhões. A animação “Os Caras Malvados” e o infantil “Sonic: O Filme 2” ocupam o 3º e o 4º lugares, respectivamente, com US$ 6,1 milhões e US$ 3,9 milhões no fim de semana. “Os Caras Malvados” já arrecadou US$ 74,4 milhões no mercado norte-americano e US$ 182,2 milhões em todo o mundo, enquanto “Sonic 2” está se aproximando dos US$ 400 milhões mundiais, ao terminar este domingo com US$ 181 milhões nos EUA e Canadá e US$ 375 globalmente. A estreia do terror “Men”, novo filme do cineasta Alex Garland (“Ex Machina”) com 75% de aprovação no Rotten Tomatoes, fecha o Top 5 com US$ 3,3 milhões. O lançamento ocorreu em 2.212 cinemas e foi programado para coincidir com sua exibição no Festival de Cinema de Cannes neste fim de semana. A distribuição internacional da obra de Garland ainda não começou. No Brasil, a estreia está prevista apenas para 1 de setembro. “Men” é uma produção do estúdio independente A24, que comemorou uma façanha neste fim de semana. Em 6º lugar, “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” juntou mais US$ 3,1 milhões nos últimos três dias para atingir US$ 52,3 milhões domésticos e se tornar a maior bilheteria da história da A24 nos EUA. O filme do multiverso, estrelado por Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”), superou “Joias Brutas” (2019), drama criminal estrelado por Adam Sandler, que era a joia da empresa com US$ 50 milhões. Além do sucesso financeiro, a sci-fi indie é uma fenômeno de crítica, com 95% de resenhas positivas no Rotten Tomatoes. A estreia de “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” no Brasil está marcada para 23 de junho.
“Doutor Estranho 2” segue líder ao monopolizar bilheterias do Brasil
“Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” manteve a liderança de bilheteria no Brasil pelo segundo fim de semana consecutivo, atraindo 1,44 milhão de espectadores aos cinemas. Segundo dados da consultoria Comscore, a produção da Disney/Marvel arrecadou R$ 31,4 milhões entre quinta-feira e domingo (15/5). Ao todo, os 10 filmes mais assistidos no fim de semana levaram ao todo 1,75 milhão de pessoas às salas do país. O que a grosso modo significa que 82% do público pagante viu “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”. Isto pode ser sinal de popularidade do lançamento, mas é indício mais forte do monopólio de salas de exibição por um único filme em todo o país. A estreia de “O Homem do Norte” ocupou a 2ª colocação do ranking. Ficou bem abaixo do filme do super-herói, com uma renda de R$ 2,5 milhões e 106,9 mil espectadores, o que equivale a 5% do total da arrecadação do período. “Sonic 2 — O Filme” (com R$ 1,6 milhão), “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore” (R$ 688 mil) e “Detetives do Prédio Azul 3: Uma Aventura no Fim do Mundo” (R$ 309 mil) completam o Top 5. Confira abaixo a lista completa do Top 10, segundo a Comscore. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 12 -15/Maio1. #DoutorEstranho #MultiversoDaLoucura 2. #OHomemDoNorte 3. #SonicMovie2 4. #AnimaisFantasticos #Dumbledore 5. #DetetivesPredioAzul36. #OPesoDoTalento 7. #MedidaProvisoria 8. #CidadePerdida9. #JujutsuKaisen0 8. #MeuAmigãozão — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) May 16, 2022
“Doutor Estranho 2” lidera bilheterias mundiais com quase US$ 700 milhões
“Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” manteve a liderança das bilheterias mundiais em seu segundo fim de semana em cartaz, atingindo quase US$ 700 milhões em ingressos vendidos. Entre sexta e este domingo (15/5), a sequência da Marvel arrecadou US$ 61 milhões nos EUA e Canadá, totalizando US$ 291,9 milhões em 10 dias na América do Norte. Os números do fim de semana representam uma queda 67% em relação à abertura de US$ 187 milhões, mesma proporção do recordista “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” após a estreia. No mercado internacional, o filme do super-herói ganhou outros US$ 83,5 milhões para um total de US$ 396,2 milhões. O que elevou a arrecadação global para US$ 688,1 milhões. A animação “Os Caras Malvados” manteve o 2º lugar nos EUA com praticamente 10% do faturamento da superprodução da Marvel: US$ 6,9 milhões. O valor eleva seu total norte-americano para US$ 99,3 milhões e para US$ 165,6 milhões em todo o mundo. “Sonic 2: O Filme” ficou em 3º com US$ 4,6 milhões. A produção da Paramount chegou a US$ 175,7 milhões na América do Norte e US$ 355,2 milhões mundiais. Única grande estreia da semana, o remake de “Chamas da Vingança” (Firestarter), adaptação de Stephen King que já tinha sido filmada nos anos 1980 (com a então criança Drew Barrymore), queimou-se com uma abertura insignificante em 4º lugar. Com amplo lançamento em 3.412 cinemas, o filme da Universal e da Blumhouse arrecadou apenas US$ 3,8 milhões no mercado doméstico. O fracasso teve vários padrinhos, desde a decisão do estúdio de fazer uma estreia simultânea em streaming, na plataforma Peacock, até críticas extremamente negativas – apenas 12% de aprovação no Rotten Tomatoes e um C- no CinemaScore, que pesquisa a opinião do público. A bomba incendiária estreia no Brasil na quinta-feira (19/5). O Top 5 se completa com a versão indie do multiverso, “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” (Everything Everywhere All at Once), que acaba de ganhar título em português e previsão de estreia no Brasil – em 23/6. Mais bem cotada que “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” entre a crítica norte-americana, com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, a sci-fi do estúdio A24 estrelada por Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”) fez US$ 3,3 milhões, atingindo um impressionante total doméstico de US$ 71,1 milhões – e com orçamento (US$ 25 milhões) e distribuição (1.726 cinemas) bem menor que a dos blockbusters em cartaz.
Disney+ cresce e chega a 137,7 milhões de assinantes
Consagrando-se como uma das maiores plataformas de streaming, a Disney+ revelou ter chegado a 137,7 milhões de assinantes em todo o mundo nesta quarta (11/5). No primeiro balanço de 2022, a plataforma registrou 7,9 milhões de novos usuários, em franco contraste com o saldo de sua principal concorrente, a Netflix, que perdeu 200 mil assinantes no trimestre e disse esperar uma queda ainda maior, de mais 2 milhões, no próximo período fiscal. O resultado da Disney+ mudou o humor do mercado ao superar expectativas. Analistas financeiros mais otimistas apostavam num número bem menor, na casa dos 5 milhões de novos assinantes. Comparado ao ano passado, o crescimento na base de usuários da Disney+ foi de 33%, elevando a receita da plataforma com assinaturas a US$ 19,25 bilhões. Apesar do crescimento, no período entre janeiro e março o streaming da Disney só teve um grande lançamento, a série “O Livro de Boba Fett”, enquanto a Netflix empurrou dezenas de novidades todas as semanas. A diferença é que o derivado de “Star Wars” é uma propriedade intelectual já bastante estabelecida e teve seus episódios liberados semanalmente, e não todos de uma vez como as séries da concorrente. Se outras plataformas registrarem crescimento, a tendência é separar a crise da Netflix do modelo de negócios direto ao consumidor, baseado em streaming. Se todos estiverem crescendo, menos a Netflix, o problema se torna claramente administrativo e não de esgotamento de mercado.
Netflix acelera planos para incluir anúncios na plataforma
A Netflix pode lançar um plano de assinaturas mais baratas, com a inclusão de propagandas, antes do esperado. De acordo com o site Deadline, a nova opção pode ser oferecida antes do fim do ano. “Sim, é um plano rápido e ambicioso, e vai exigir que sacrifiquemos algumas coisas”, teria dito o CEO Reed Hastings em uma recente chamada com os acionistas da Netflix. Originalmente, Hastings tinha previsto um prazo de até dois anos para implementar a nova opção do serviço. A ideia é incluir pequenas intervenções comerciais – anúncios – no meio da experiência de streaming para quem optar por pagar menos pelo acesso à plataforma. O modelo já é utilizado com sucesso por competidores como Hulu e HBO Max nos EUA, e ajuda a bancar plataformas gratuitas como Tubi (do canal Fox), Pluto (da Paramount) e Freevee (ex-IMDb TV, da Amazon). Além dessa mudança, a Netflix também vai endurecer seu controle sobre o compartilhamento de senhas, atividade que teria impacto maior que a pirataria em sua contabilidade. As decisões foram tomadas após a plataforma revelar ter perdido de 200 mil assinantes no primeiro trimestre de 2022, numa das poucas ocasiões em que não registrou crescimento de sua base de consumidores. Para piorar, o relatório financeiro trimestral também previu uma perda de mais 2 milhões de usuários no próximo trimestre. A repercussão negativa dos números fizeram a Netflix perder valor de mercado e geraram até um processo movido por seus próprios acionistas contra os diretores da empresa.
Forum Spcine revela importância do setor audiovisual para a economia
A Secretaria de Cultura da cidade de São Paulo apresenta entre esta terça (10/5) e quinta (11/5) o Forum Spcine, evento que reúne representantes do setor audiovisual da América Latina para discutir a agenda de retomada do audiovisual no pós-pandemia, mas principalmente apresentar dados financeiros do setor, num balanço do impacto econômico gerado pelos seis anos de funcionamento da agência paulistana de fomento. Os dados do retorno da Spcine são impressionantes. O levantamento contábil da agência indica que cada R$ 1 investido pela prefeitura paulistana na produção de um filme ou série na cidade gerou mais de R$ 20 para a economia municipal. A Spcine também pesquisou o retorno financeiro do fomento nacional para revelar que cada real investido por mecanismos como as leis de incentivo federal e o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) retornam aos cofres públicos R$ 15 em impostos. O que torna mais difícil para o governo Bolsonaro defender veto, congelar ou desmontar iniciativas que visam estimular o crescimento do setor. Outra informação para desmontar argumentos de quem não consegue ver importância econômica na Cultura: estimativas da Ancine, a Agência Nacional do Cinema, apontam que o setor audiovisual brasileiro movimentou em 2018, último ano antes do estrago causado por Bolsonaro, um valor maior do que as indústrias têxtil e farmacêutica, estimulando também empresas prestadoras de serviços como hotelaria, alimentação e transporte para as equipes – serviços que estão entre os mais afetados pela pandemia. “A sociedade conhece pouco os dados do setor audiovisual. Não tem como a gente debater políticas para o setor sem entender quão estratégico ele é”, afirma Viviane Ferreira, presidente da Spcine, comentando os valores para o jornal Folha de S. Paulo. Para ela, os dados obtidos pelo serviço de inteligência da agência junto à Secretaria Municipal da Fazenda, o IBGE e a Ancine “mostram para a gente que a economia criativa faz sentido.” O levantamento indica ainda que a produção audiovisual emprega anualmente cerca de 210 mil pessoas apenas na cidade de São Paulo, além de outras 290 mil de forma indireta, por meio da rede de serviços que estimula, movimentando R$ 5 bilhões no próprio setor audiovisual e outros R$ 6 bilhões em áreas relacionadas. Apesar disso, a Ancine congelou sua política de incentivo durante o governo Bolsonaro, com uma paralisação no repasse da verba do FSA que atrasou centenas de produções de cinema e televisão no país e causou preocupação no setor. Um montante de R$ 5 milhões do FSA seria destinado a 52 projetos de editais da Spcine, que ainda não foram liberados aos realizadores. Tão importante quanto as revelações feitas por estes dados é o próprio sucesso da Spcine. Embora o Brasil esteja acostumado com as destruições de iniciativas bem-sucedidas a cada mudança de governo, como Bolsonaro fez com o Bolsa Família, a Spcine demonstra que progresso é seguir em frente e não parar para recomeçar sempre. Afinal, a agência foi uma boa ideia de um governo petista, iniciada na gestão do prefeito Fernando Haddad, que foi encapada e fortalecida por um rival, o falecido prefeito tucano Bruno Covas, que ampliou seu alcance para meios digitais e lhe destinou maior investimento. Agora, o atual prefeito Ricardo Nunes incluiu estudos da Spcine na legislação municipal, ao assinar nesta terça (10/5), durante a abertura do Forum, decreto que estabelece normas e viabiliza filmagens em ZER (Zonas Exclusivamente Residenciais) na capital paulista. “Isso diminui a dificuldade do diálogo para se fazer filmagens nos bairros da cidade. Isso é um grande avanço”, afirmou a secretária municipal de Cultura, Aline Torres. Não há melhor exemplo de como a continuidade de políticas públicas é fundamental para o crescimento do país.











