“Minions 2” vira animação de maior bilheteria da pandemia
“Minions 2: A Origem de Gru” precisou de apenas três dias para virar a animação de maior bilheteria de todo o período da pandemia na América do Norte. A produção da Universal arrecadou US$ 108 milhões em seu fim de semana de estreia nos EUA e Canadá. E como segunda-feira é feriado nos EUA – Dia da Independência – , projeções do mercado sugerem que chegará a US$ 127,9 milhões em seus primeiros quatro dias. Ironicamente, “Lightyear” (em 6º lugar) tinha superado “Encanto” neste fim de semana, ao atingir US$ 105,3 milhões em 18 dias no mercado norte-americano. Mas, em vez de marcar uma nova liderança, esse valor agora representa a segunda maior arrecadação de uma animação durante a contaminação de covid-19 na América do Norte. “Minions 2” bateu esse total em três dias. De forma impressionante, o quinto filme da franquia “Meu Malvado Favorito” teve um desempenho de blockbuster pré-pandemia. Sua venda de ingressos quase igualou o antecessor, “Minions”, que em 2015 estreou com US$ 115 milhões em três dias. Mais que isso, a projeção para os quatro dias é um recorde de todos os tempos: maior abertura do Dia da Independência, superando o blockbuster “Transformers: O Lado Oculto da Lua”, que fez US$ 115,9 milhões ao longo de quatro dias em 2011. O sucesso foi mundial. Lançado em mais 61 países, somou US$ 93,7 milhões no exterior e registrou as maiores estreias de animação na era da pandemia em 52 desses territórios. Foi até além na Argentina, Arábia Saudita, Israel e Venezuela, onde teve a maior abertura de uma animação da História. Com isso, o filme já ultrapassou US$ 200 milhões de bilheteria global – acima dos US$ 187,5 milhões de “Lighyear”, mas ainda abaixo dos US$ 256,2 milhões de “Encanto” no mercado mundial. Fora dos EUA e Canadá, “Minions 2” teve suas maiores bilheterias no Reino Unido e Irlanda (US$ 12,9 milhões), seguidos por México (US$ 12,4 milhões), Alemanha (US$ 4,8 milhões), Espanha (US$ 3,6 milhões), Indonésia (US$ 3,4 milhões), Argentina (US$ 3,3 milhões) e Brasil (US$ 3,2 milhões). O público atribuiu ao filme uma nota “A” no CinemaScore, resultado de pesquisas na saída dos cinemas dos EUA. Mas a crítica norte-americana não se empolgou tanto, somando 68% de provação no Rotten Tomatoes. Em 2º lugar no ranking dos EUA, “Top Gun: Maverick” caiu apenas 14% em relação à semana anterior, arrecadando US$ 25,5 milhões em seu sexto fim de semana em cartaz. Até o feriado de segunda-feira, as vendas de ingressos devem chegar a US$ 32,5 milhões. O total da bilheteria doméstica da produção da Paramount está em US$ 570 milhões, o maior faturamento do ano na América do Norte. Em todo o mundo, a marca é de US$ 1,11 bilhão, também a maior de 2022. Líder do fim de semana passado, “Elvis” caiu para o 3º lugar, arrecadando US$ 19 milhões no fim de semana. Até agora, a cinebiografia musical da Warner Bros. acumulou US$ 67 milhões na América do Norte e US$ 113 milhões globalmente, embora ainda não tenha estreado em muitos países. O lançamento no Brasil está marcado para 14 de julho. Em estado de graça, a Universal também conquistou o 4º e o 5º lugares do ranking, com “Jurassic World: Domínio” e “O Telefone Preto”, dando ao estúdio três raras posições entre os cinco filmes mais vistos do fim de semana nos EUA. O sexto capítulo da franquia “Jurassic” arrecadou US$ 15,6 milhões e, após quatro semanas, acumula US$ 335,3 milhões nas bilheterias domésticas, com robustos US$ 824,5 milhões em todo o mundo. Fechando o Top 5, o terror “O Telefone Preto” arrecadou US$ 12,3 milhões e, depois de dois fins de semana, soma US$ 49,7 milhões na América do Norte e US$ 74,4 milhões globalmente. Ainda inédito no Brasil, o filme de Scott Derrickson (diretor de “Doutor Estranho”) estreia em 21 de julho no Brasil.
“Top Gun: Maverick” reassume a liderança das bilheterias do Brasil
“Top Gun: Maverick” reassumiu a liderança das bilheterias brasileiras, levando 256 mil espectadores aos cinemas entre quinta (23/6) e domingo (26/6) para uma arrecadação de R$ 6,20 milhões. Ao todo, o filme estrelado por Tom Cruise soma mais de R$ 87 milhões no país Relatos do exterior indicam que essa quantia representa a maior bilheteria de uma produção live-action da Paramount no Brasil. O país foi listado pelo site The Hollywood Reporter junto a outros em que a continuação de “Top Gun” quebrou recordes de arrecadação, ao atingir US$ 1 bilhão de bilheteria mundial no fim de semana. O 2º lugar do ranking nacional ficou com “Jurassic World: Domínio”, que faturou R$ 4,94 milhões nos cinemas brasileiros. Campeão da semana passada, “Lightyear” caiu para o 3º lugar em seu segundo fim de semana em cartaz, queda que também aconteceu nos EUA. A maior surpresa da lista foi a entrada da produção indie “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” no parte superior do ranking. A sci-fi do multiverso foi lançado oficialmente na quinta-feira passada (23/6) em pouco mais de 130 salas – ou seja, em menos de 10% do espaço ocupado por “Top Gun: Maverick”, “Jurassic World” e “Lightyear” na ocasião de seus lançamentos. Mesmo assim, atingiu uma bilheteria de R$ 769 mil e ficou em 4º lugar, à frente do suspense “Veja Por Mim”, que chegou em mais salas (203) e faturou bem menos (R$ 390 mil) para fechar o Top 5. Confira abaixo a lista das 10 maiores bilheterias do Brasil no fim de semana. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 23-26/61. #TopGunMaverick 2. #JurassicWorldDominio 3. #Lightyear 4. #TudoEmTodoOLugarAoMesmoTempo 5. #VejaPorMim6. #DoutorEstranho #MultiversoDaLoucura 7. #SonicMovie2 8. #AssassinoSemRastro9. #AmigoSecreto10. #MedidaProvisória — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) June 27, 2022
“Top Gun: Maverick” atinge US$ 1 bilhão e lidera bilheterias de 2022
Tom Cruise finalmente entrou no clube dos filmes bilionários. “Top Gun: Maverick” tornou-se neste fim de semana o primeiro título estrelado pelo astro a faturar mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais. A continuação de “Top Gun” (1986) atingiu esta marca ao terminar neste domingo (26/6) com um total estimado de US$ 521,7 milhões nos EUA e Canadá e US$ 484,7 milhões no exterior. Assim, sua receita global chegou a US$ 1,006 bilhão. Até então, o maior sucesso mundial de Tom Cruise era “Missão: Impossível — Efeito Fallout”, que arrecadou US$ 791 milhões em 2018. No contexto do estúdio, os números são ainda mais espantosos. Considerando todo o catálogo da Paramount, “Top Gun: Maverick” só faturou menos que “Titanic” (US$ 659,3 milhões) nas bilheterias da América do Norte. Mas “Titanic” era uma coprodução com a 20th Century Fox. Além disso, o filme quebrou recordes de bilheteria do estúdio em 15 países, incluindo Reino Unido, Austrália, França e Brasil. A produção da Paramount também tornou-se o segundo lançamento de Hollywood a ultrapassar US$ 500 milhões no mercado interno desde o começo da pandemia – perde apenas para “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, que atingiu US$ 804,7 milhões na América do Norte. E o segundo a chegar a US$ 1 bilhão durante esse período em todo o planeta, também atrás do filme do “Homem-Aranha” (de impressionantes US$ 1,9 bilhão). Com esse desempenho, a obra do diretor Joseph Kosinski tomou de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” a liderança das bilheterias domésticas e mundiais de 2022. Até a semana passada, a produção da Marvel liderava os dois rankings, mas seu faturamento estacionou com o lançamento em streaming na sexta-feira (24/6), ficando em US$ 409 milhões domésticos e US$ 947 milhões globais. De acordo com a Paramount, 16% do público de “Top Gun: Maverick” teria visto o filme mais de uma vez nos cinemas, enquanto 4% voltaram para vê-lo quatro vezes ou mais.
Estreia de “Elvis” e “Top Gun” dividem topo da bilheteria dos EUA
Numa disputa acirradíssima, o estreante “Elvis” e o blockbuster “Top Gun: Maverick” chegaram neste domingo (26/6) tecnicamente empatados como os filmes mais vistos do fim de semana nos EUA e Canadá. Ambos faturaram US$ 30,5 milhões nas bilheterias, de acordo com levantamento preliminar da Comscore, e a ordem de classificação será definida apenas na recontagem de segunda-feira. “Elvis” teve uma abertura acima das expectativas, considerando-se os US$ 25,7 milhões da estreia da última cinebiografia de rock nos cinemas – “Rocketman”, sobre Elton John. O público adorou, dando nota A- no CinemaScore. Já a avaliação do críticos, segundo o Rotten Tomatoes, foi um pouco menos entusiasmada, com 78% de aprovação para a versão do diretor Baz Luhrmann sobre a vida de Elvis Presley. No exterior, a produção da Warner Bros. arrecadou US$ 20 milhões de seus primeiros mercados para um início global de US$ 50,5 milhões. O Reino Unido e a Austrália foram os países de maior procura pelo filme, com US$ 4,7 milhões de ingressos vendidos em cada um. O lançamento no Brasil, porém, só vai acontecer em 14 de julho. Já “Top Gun: Maverick” é definitivamente um fenômeno. Neste fim de semana, completou um mês em cartaz e segue voando alto das bilheterias. E não apenas nos EUA. Também foram mais US$ 44,5 milhões de arrecadação no exterior, vindo de 65 mercados diferentes só nos últimos três dias. Isto leva a um faturamento histórico e nunca antes visto na carreira do ator Tom Cruise. A continuação de “Top Gun” (1986) tornou-se o segundo lançamento de Hollywood a ultrapassar US$ 500 milhões no mercado interno desde o começo da pandemia. Chegou a um total doméstico de US$ 521,7 milhões neste domingo, atrás apenas de outro fenômeno: “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, que arrecadou US$ 804,7 milhões na América do Norte. A produção da Paramount também ultrapassou a cobiçada marca de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais, tornando-se o primeiro trabalho de Tom Cruise a atingir esse número. Com esse desempenho, a obra do diretor Joseph Kosinski ainda tomou de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” a liderança das bilheterias domésticas e mundiais de 2022. O mais interessante é que os dois líderes não foram os únicos com ótimos desempenhos. Em 3º lugar, “Jurassic World: Domínio” vendeu US$ 26,4 milhões de ingressos para superar a marca de US$ 300 milhões na América do Norte, com um total até domingo de US$ 302,8 milhões. Graças ao faturamento internacional – que inclui generosos US$ 114 milhões da China, onde os outros filmes não foram lançados – , os dinossauros da Universal Pictures já se aproximam dos US$ 750 milhões em bilheteria mundial. A estreia de “O Telefone Preto” assegurou o 4º lugar com uma abertura estimada em US$ 23,4 milhões, também melhor que o esperado. O terror da Universal, dirigido por Scott Derrickson (“Doutor Estranho”), agradou a crítica como uma pontuação de 87% no Rotten Tomatoes. Além disso, somou mais US$ 12,4 milhões em 45 mercados para um início global de US$ 35,9 milhões. Mas o público brasileiro ainda vai ter que esperar quase um mês para conferir – o lançamento nacional está marcado para 21 de julho. O Top 5 se completa com a única decepção da semana: “Lightyear”, da Disney e da Pixar, que perdeu 65% do público em seu segundo fim de semana em cartaz. Nos últimos três dias, a animação fez US$ 17,7 milhões, numa queda rara para um filme da Pixar, só superada por “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica”, que estreou em março de 2020, no momento em que os cinemas começaram a fechar por causa da pandemia, resultando numa declínio de 72% em seu segundo fim de semana em cartaz. O total doméstico de “Lightyear” é de US$ 88,8 milhões após dez dias, enquanto o mundial está em US$ 152,4 milhões. Extremistas comemoram o mau resultado como comprovação da derrota da “agenda gay” da obra – uma personagem é lésbica e dá um selinho no filme. Mas o motivo do desempenho abaixo do esperado não tem nada a ver com lacração. Desenhos animados simplesmente não são mais os campeões que costumavam ser antes da pandemia. Por mais que pareça decepcionante, a arrecadação de “Lightyear” em dez dias já é praticamente igual ao que rendeu “Encanto”, uma celebração de família heterossexual com grande capacidade reprodutiva, durante toda sua trajetória no ano passado. Vencedor do Oscar 2022, “Encanto” faturou US$ 90 milhões na América do Norte – US$ 1,2 milhão a mais que dois fins de semana de “Lightyear” – e foi a maior bilheteria de animação de 2021. “Lightyear” também é o segundo maior sucesso animado deste ano, atrás apenas de “Os Caras Malvados”, com US$ 95 milhões nos EUA e Canadá, que devem ser superados no próximo fim de semana. As razões para a diminuição das bilheterias de desenhos animados são a falta de vacinação nas crianças e receio das famílias de levar os filhos a ambientes fechados como cinemas. Não por acaso, as assinaturas da plataforma de streaming da Disney dispararam e já começam a se aproximar da Netflix.
Netflix confirma conversas para incluir anúncios no streaming
Ted Sarandos, co-CEO e diretor de conteúdo da Netflix, confirmou que o serviço de streaming está conversando com parceiros para incluir anúncios na plataforma. A declaração foi dada durante um painel na conferência Cannes Lions, em que ele recebeu também o título de Pessoa do Entretenimento do Ano. No mês de abril, a empresa divulgou um relatório financeiro negativo, comunicando ao mercado a perda de 200 mil assinantes no primeiro trimestre do ano. À época, a Netflix adiantou ao mercado duas alternativas para reverter o quadro: cobrar pelo compartilhamento de senhas e oferecer uma alternativa de assinatura mais barata, compensada pela exibição de comerciais publicitários. Em relação aos anúncios, Sarandos disse que a Netflix iniciou conversas com “todos” os parceiros possíveis, acrescentando que “todos têm soluções diferentes”. Ele confirmou que a empresa se reuniu com o Google, NBCUniversal e Roku para discutir possíveis parcerias de vendas e marketing de anúncios. Sarandos falou também sobre rumores recentes que indicavam a possibilidade de a Netflix adquirir o Roku e negou essa hipótese. “Eu não sei de onde veio isso”, afirmou. O plano, ele revelou, é criar “uma entrada bastante acessível no mercado [publicitário], que vamos construir e reiterar para tornar a Netflix um destino para os usuários. O que faremos primeiro não representa o que o produto será no final das contas. Comece leve, mantenha-o simples e reitere rapidamente.” Por fim, Sarandos destacou que o conteúdo permanece sendo o “rei” na plataforma. “A beleza do conteúdo é que as pessoas têm uma relação direta com ele. Seu programa favorito é muito valioso para você, [então] ser bom em fazer seu programa favorito é muito importante. Temos 20 gêneros de conteúdo e todo mês o espectador médio assiste a seis deles. É muito conteúdo, [mas] não é tudo para você. Não é sobre volume, é sobre variedade”, finalizou.
Netflix demite 316 funcionários em todo o mundo
A crise causada pela diminuição de assinantes levou a Netflix a demitir 316 funcionários nesta quinta-feira (23/6). Os cortes ocorreram em diversos departamentos da empresa ao redor do mundo, mas afetaram principalmente o mercado dos EUA e Canadá, onde ocorreram 216 demissões. A América Latina foi a região menos afetada, com 17 cortes. Essa foi a segunda grande onda de demissões da gigante do streaming desde que o relatório financeiro do primeiro trimestre do ano revelou perda de assinantes – 200 mil em comparação ao total anterior – e apontou tendência de piora para os próximos meses – queda estimada em 2 milhões no segundo trimestre. Depois disso, as ações da empresa despencaram na Bolsa de Valores de Nova York e o valor de mercado da companhia caiu bruscamente, levando a perdas milionárias. Diante deste quadro, a Netflix começou seu encolhimento em maio, anunciando na ocasião a demissão de 150 funcionários. “Tanto Ted [Sarandos, co-CEO da Netflix] quanto eu nos arrependemos de não termos visto a desaceleração no crescimento da receita antes disso, para que pudéssemos colocar em prática um reajuste mais gradual dos negócios”, disse Reed Hastings, CEO da empresa, em comunicado enviado aos funcionários. “Sabemos que essas rodadas de demissões foram difíceis para todos, criando assim muita ansiedade e incerteza”, continuou o executivo. “Planejamos voltar a um curso mais normal de negócios daqui para frente.” Apesar da diminuição de pessoal, a Netflix continua investindo alto em produção de conteúdo, de séries a filmes, mas deve aumentar a quantidade de reality shows e documentários, bem mais baratos para se produzir. A estimativa de gastos gira em torno de US$ 17 bilhões (R$ 88,63 bilhões) apenas neste ano. Mesmo enfrentando crescimento da concorrência, a Netflix ainda continua líder no mercado de streaming, com 220 milhões de assinantes em todo o mundo.
“Top Gun: Maverick” atinge US$ 900 milhões de bilheteria mundial
“Top Gun: Maverick” ultrapassou a marca de US$ 900 milhões arrecadados em todo o mundo, de acordo com levantamento da consultoria Comscore, aumentando o recorde de maior bilheteria na carreira de Tom Cruise. Ao todo, o filme chegou a US$ 901,8 milhões nesta terça-feira (21/6), somando mais US$ 100 milhões em apenas quatro dias. A sequência de “Top Gun” (1986) conseguiu superar com folga “Missão: Impossível – Efeito Fallout”, que era o maior sucesso mundial do ator até então, com US$ 791,1 milhões. Seu total é de US$ 806,4 milhões, com US$ 422,2 milhões conquistados no público doméstico até esta sexta (17/6). “Top Gun: Maverick” é atualmente o filme de maior bilheteria do ano na América do Norte. A produção também está prestes a superar “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” como filme de maior bilheteria mundial de 2022. O lançamento da Marvel tem US$ 943 milhões de arrecadação mundial e pode ser ultrapassado já no próximo fim de semana. Além de ser o maior sucesso do ator no mundo inteiro, “Top Gun: Maverick” também rendeu as maiores bilheterias de Tom Cruise em 23 mercados específicos, incluindo nos EUA, Reino Unido, Austrália e Brasil. Em compensação, não chegou aos cinemas da Rússia e da China. O filme foi dirigido por Joseph Kosinski, que já havia trabalhado com Cruise anteriormente em “Oblivion” (2013), e na sexta passada (17/6) lançou “Spiderhead” na Netflix, com participação de outro ator de “Top Gun: Maverick”, Miles Teller.
“Lightyear”, “Top Gun” e “Jurassic World” dominam bilheterias brasileiras
A estreia de “Lightyear”, nova animação da Pixar derivada de “Toy Story”, foi um bom chamariz de público nos cinemas brasileiros entre quinta (16/6) e domingo passado (19/6), atraindo cerca de 560 mil espectadores para liderar as bilheterias com mais de R$ 12 milhões. Mas, segundo dados da Comscore, a disputa foi acirrada, já que “Top Gun: Maverick” quase se sustentou na liderança, caindo para 2º lugar por uma pequena diferença, ao somar R$ 11,5 milhões em ingressos vendidos. Além disso, a distância para “Jurassic World: Domínio” em 3º foi menor ainda, com R$ 11,45 milhões. Os três filmes foram responsáveis por mais de 80% de toda a movimentação nos cinemas no fim de semana. A distância para os demais pode ser exemplificada pelos valores obtidos pelos valores seguintes do ranking: “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” com R$ 1 milhão em 4º lugar e “Assassino Sem Rastro” com pouco mais de R$ 284 mil em 5º. O Top 10 contou ainda com duas produções brasileiras. O documentário “Amigo Secreto”, que aborda o vazamento de mensagens dos procuradores da Lava Jato, foi o 8º com um público de 4,7 mil pessoas e uma bilheteria de R$ 107 mil. E “A Suspeita”, estrelado por Gloria Pires, fechou o Top 10. Ao todo, a renda das bilheterias beirou os R$ 37 milhões, com 1,68 milhão de ingressos de cinema vendidos no Brasil. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 16-19/6:1. #Lightyear 2. #TopGunMaverick 3. #JurassicWorldDominio 4. #DoutorEstranho #MultiversoDaLoucura 5. #AssassinoSemRastro6. #TudoEmTodoOLugarAoMesmoTempo 7. #SonicMovie2 8. #AmigoSecreto9. #AHoraDoDesespero 10. #ASuspeita — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) June 20, 2022
“Jurassic World” devora “Lightyear” nos EUA
“Jurassic World: Domínio” conseguiu se manter como o filme mais visto na América do Norte em seu segundo fim de semana em cartaz, mesmo enfrentando a estreia de “Lightyear”, animação derivada da adorada franquia “Toy Story”. De acordo com a Comscore, os dinossauros digitais superaram o astronauta animado com US$ 58,7 milhões de faturamento em 4.679 salas de cinema nos EUA e Canadá. Em 10 dias de exibição, o total doméstico já chega a US$ 247,8 milhões, enquanto a soma mundial atingiu US$ 622,2 milhões. A produção da Universal foi apenas o sétimo título de Hollywood a ultrapassar US$ 600 milhões na era da pandemia. O terceiro “Jurassic World” também é o maior sucesso americano lançado na China desde a pandemia, com faturamento de US$ 92,8 milhões no país. “Lightyear” ficou em 2º lugar, abaixo das projeções da Disney, com US$ 51 milhões em 4.255 telas. No exterior, o desenho da Pixar arrecadou US$ 34,6 milhões em 43 mercados, chegando a US$ 85,6 milhões mundiais. Era o que a Disney esperava obter apenas nos EUA. O filme teria sofrido retaliação conservadora em mais de um sentido. Além de protestos por promover “ideologia de gênero” (sinalização que constou em seu lançamento no Peru), devido a uma personagem lésbica, também teria sido prejudicado pela nova onda de covid-19. Crianças de famílias conservadoras correspondem a um dos segmentos de pior cobertura vacinal e que ainda não estariam indo aos cinemas. Com o lançamento de “Lightyear”, este também foi o primeiro fim de semana, desde o começo da pandemia, em que quatro blockbusters ocuparam o topo do ranking como os filmes mais vistos na América do Norte. “Top Gun: Maverick” ficou em 3º lugar com uma queda de apenas 15% em relação ao período anterior. Faturou US$ 44 milhões só nos últimos três dias, chegando a US$ 466,2 milhões em bilheteria doméstica e impressionantes US$ 885,2 milhões mundiais. Tem tudo para virar o primeiro lançamento bilionário de Tom Cruise. Bem distante desses valores, “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” ficou em 4ª lugar com US$ 4,2 milhões. Há seis semanas em cartaz, conta com uma arrecadação doméstica de US$ 405,1 milhões e de US$ 942,5 milhões em todo o mundo. A animação “Bob’s Burgers: O Filme”, que deve chegar ao Brasil direto em streaming, completa o Top 5 com US$ 1,1 milhão e uma soma doméstica de US$ 29,8 milhões.
“Top Gun: Maverick” atinge US$ 800 milhões e vira maior bilheteria de Tom Cruise
“Top Gun: Maverick” ultrapassou a marca de US$ 800 milhões arrecadados em todo o mundo, de acordo com levantamento da consultoria Comscore, quebrando novos recordes para virar a maior bilheteria na carreira de Tom Cruise. A sequência de “Top Gun” (1986) conseguiu superar com folga “Missão: Impossível – Efeito Fallout”, que era o maior sucesso mundial do ator até então, com US$ 791,1 milhões. Seu total é de US$ 806,4 milhões, com US$ 422,2 milhões conquistados no público doméstico até esta sexta (17/6). “Top Gun: Maverick” é atualmente o filme de maior bilheteria do ano na América do Norte. Os críticos adoraram o filme, atribuindo-lhe uma classificação de 97% no Rotten Tomatoes e elogiando seus efeitos visuais deslumbrantes, bem como sua hábil mistura de nostalgia com uma história capaz de agradar à nova geração de espectadores. O sucesso também reforça a longa parceria entre Cruise e o estúdio Paramount, que também é responsável pela franquia “Missão: Impossível”. Além de ser o maior sucesso do ator no mundo inteiro, “Top Gun: Maverick” também rendeu as maiores bilheterias de Tom Cruise em 23 mercados específicos, incluindo os EUA, Reino Unido, Austrália e Brasil. Em compensação, não chegou aos cinemas da Rússia e da China. O filme foi dirigido por Joseph Kosinski, que já havia trabalhado com Cruise anteriormente em “Oblivion” (2013), e nesta sexta lançou “Spiderhead” na Netflix, com participação de outro ator de “Top Gun: Maverick”, Miles Teller.
“Top Gun: Maverick” bate “Doutor Estranho” e vira maior bilheteria do ano nos EUA
“Top Gun: Maverick” bateu mais um recorde neste começo de semana, ao ultrapassar a arrecadação norte-americana de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” e se tornar a maior bilheteria de 2022 nos EUA e Canadá. O filme da Paramount atingiu US$ 401,8 milhões em vendas de ingressos contabilizados nesta terça (14/6) – isto é, até a noite de segunda-feira – , superando os US$ 398,1 milhões do super-herói da Marvel. Durante todo o período pandêmico, apenas outro filme vendeu mais ingressos que os voos de Tom Cruise: “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, que fez US$ 573 milhões – mas foi lançado no final do ano passado. Outra marca de “Top Gun: Maverick” nos últimos dias foi a arrecadação de US$ 51,9 milhões no último fim de semana, a quinta maior bilheteria de qualquer filme em seu terceiro fim de semana de exibição, atrás apenas de “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 90 milhões), “Pantera Negra” (US$ 66 milhões), “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” (US$ 56 milhões) e “Star Wars: Os Últimos Jedi” (US$ 52,5 milhões). A continuação de “Top Gun” também é o maior sucesso de Cruise no mercado interno em todos os tempos, com boa chance de se aproximar dos US$ 500 milhões e atingir até US$ 1 bilhão globalmente. Em todo o mundo, o longa está com uma arrecadação de cerca de US$ 760 milhões.
“Jurassic World” domina bilheterias dos EUA
“Jurassic World: Domínio” dominou mesmo as bilheterias dos EUA e Canadá com um lançamento em 4.676 cinemas neste fim de semana. A produção da Universal Pictures abriu com US$ 143,4 milhões de arrecadação, de acordo com projeções do estúdio Universal e da consultoria Comscore. Para a era pandêmica, trata-se de um valor monstruoso, que representa a segunda maior abertura do ano na América do Norte – atrás apenas de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” (US$ 187,4 milhões). Mas na era jurássica (antes da pandemia), o desempenho se mostra inferior ao dos capítulos anteriores da trilogia, ficando atrás do “Reino Ameaçado” de 2018 (US$ 148 milhões) e do primeiro “Jurassic World” de 2015 (US$ 208,8 milhões). O filme também teve a pior avaliação crítica de toda a trilogia, com apenas 30% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas foi abraçado pelo público, com avaliação de A- no CinemaScore – nota que resulta de pesquisa de opinião feita na saída dos cinemas dos EUA. Lançado com uma semana de antecedência no mercado internacional, “Jurassic World: Domínio” também chegou a 57 novos países, assumindo o 1º lugar em 52 deles. Com isso, seu faturamento mundial já está em US$ 389 milhões. Só na China, faturou US$ 52,5 milhões nos últimos três dias, resultando na maior estreia de um título de Hollywood neste mercado em 2022. O feito é significativo diante da nova onda de infecções de covid-19 no país, onde 20% de cinemas permanecem fechados, incluindo todos os de Xangai e alguns de Pequim. Diante do sucesso dos dinossauros, “Top Gun: Maverick” passou a voar mais baixo, mas continua a ter um desempenho indomável, ocupando o 2º lugar na América do Norte com US$ 50 milhões. Após três fins de semana, a produção da Paramount Pictures soma quase US$ 400 milhões de arrecadação doméstica e está prestes, inclusive, a tornar-se o filme de maior bilheteria do ano nos EUA e Canadá. Ao todo, chegou a US$ 393,3 milhões, apenas US$ 4 milhões atrás de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”. A briga entre jatos supersônicos e super-heróis também é mundial. “Top Gun: Maverick” atingiu US$ 747 milhões globalmente, depois de adicionar outros US$ 52,7 milhões do mercado internacional entre sexta e este domingo (12/6). Na próxima semana, o blockbuster de Tom Cruise deve ultrapassar os US$ 770,3 milhões de “Batman”, que ocupa atualmente o 2º lugar do ranking mundial. O líder é a continuação de “Doutor Estranho”, com US$ 930,2 milhões. Apesar dos planos da Disney de lançar o filme da Marvel em streaming em dez dias, “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” permanece no Top 3 da América do Norte após seis fins de semana. O longa faturou US$ 4,9 milhões nos últimos três dias, praticamente a diferença que o mantém à frente da produção da Paramount no ranking doméstico. O Top 5 norte-americano se completa com duas animações: “Bob’s Burgers: O Filme” (US$ 2,3 milhões e um total doméstico de US$ 27.1 milhões) e “Os Caras Malvados” (US$ 2,2 milhões, total doméstico de US$ 91,5 milhões e uma soma global de US$ 229,6 milhões).
Bastidores da Disney esquentam com demissão de executivo importante
A moral entre os funcionários da Disney anda péssima, segundo a revista The Hollywood Reporter, depois que Peter Rice, até esta semana presidente da Walt Disney Television, ter sido demitido numa reunião de sete minutos pelo CEO Bob Chapek. Um dos executivos mais respeitados da indústria do entretenimento, Rice começou sua carreira na 20th Century Fox em 1989 e foi responsável por produções indicadas ao Oscar como “Juno”, “Pequena Miss Sunshine”, “Moulin Rouge” e “Quem Quer Ser Um Milionário?” (vencedor em 2009). Ele foi promovido várias vezes na empresa. Presidiu o estúdio Fox Searchlight no começo do século e virou CEO do conglomerado 21st Century Fox na véspera da venda para a Disney. Após a aquisição, Rice assumiu o cargo de presidente da Walt Disney Television, respondendo por toda a programação não esportiva dos canais e plataformas da empresa. Nos bastidores, chegou até a ser cotado ao cargo de CEO da Disney, emprego que acabou ficando com Chapek quando Bob Iger decidiu se afastar. Sua grande influência na indústria, por sinal, teria sido o motivo da demissão, segundo apurações da imprensa americana – Chapek começou a temer a sombra, após vários incidentes negativos de sua gestão à frente da companhia. Chapek cometeu uma série de erros desde que assumiu o comando da Disney em 2020, incluindo a briga pública com a atriz Scarlett Johansson por seus direitos sobre o filme “Viúva Negra”, que abalou sua relação com o Marvel Studios, e as consequências de sua resposta desajeitada à lei “Don’t Say Gay” da Flórida, que vai custar bilhões à empresa pela retaliação do governador conservador do estado. A cabeça de Rice teria ficado à prêmio quando ele resolveu se manifestar sobre a polêmica da Flórida, tendo uma posição mais dura contra a lei – que proíbe o ensino de questões de gênero nas escolas de Ensino Fundamental da Flórida – que a resposta inicial de Chapek. Os dois também bateram cabeças quando Chapek decidiu reorganizar a estrutura da companhia, criando uma comissão na área de entretenimento para responder pela programação de filmes e séries, e acabar com decisões individuais sobre o lançamento de novos conteúdos. Foi uma forma de tirar o poder de Rice, mas o executivo continuou fazendo valer sua vontade em todas as discussões. Apesar destas rusgas, a demissão surpreendeu o executivo e outras figuras importantes em Hollywood. Rice será substituído por Dana Walden, que veio com ele da Fox. Walden era assistente de Rice no comando da programação televisiva da Disney e foi descrita por Chapek como uma “líder colaborativa” em nota de apresentação aos funcionários de Disney. Entretanto, a substituição não foi entendida como uma promoção e abalou o mercado, fazendo as ações da Disney caírem 33% na Bolsa de Valores de Nova York. Nos escritórios da companhia, o clima foi de estupefação. Segundo o THR, vários executivos teriam ficado chocados com a falta de cerimônia com que Rice foi demitido. Chapek não seguiu o costume de Hollywood de tratar bem seus executivos dispensados, oferecendo-lhes contratos de produção independente. Amy Pascal saiu da chefia da Sony para o comando da franquia do “Homem-Aranha” e de várias outras produções bem-sucedidas do estúdio, e Toby Emmerich acaba de sair da Warner com um acordo similar. O mal-estar forçou uma rara manifestação da presidente do conselho da Disney, Susan Arnold, que disse que o atual CEO, Chapek continua tendo o apoio do conselho para permanecer no cargo. “A força dos negócios da Walt Disney Company ao sair da pandemia é uma prova da liderança e visão de Bob para o futuro da empresa”, disse Arnold na quinta-feira, em um comunicado. “Neste momento importante de crescimento e transformação dos negócios, estamos comprometidos em manter a Disney no caminho de sucesso em que está hoje, e Bob e sua equipe de liderança têm o apoio e a confiança do conselho.” Comunicados como este são raros. Mas o mais importante é que, apesar do que o texto afirma, Chapek não tem confiança suficiente do conselho para ser reconfirmado no cargo. Seu mandato acaba em nove meses e, em vez de renová-lo antecipadamente para manifestar segurança diante das mudanças, o conselho da Disney apenas manifestou apoio.











