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    Séries Young Sheldon e The Good Doctor têm estreias fenomenais nos Estados Unidos

    26 de setembro de 2017 /

    A temporada de outono entrou com força total na programação da TV americana, e já há duas séries estreantesque chamam atenção por sua audiência fenomenal na noite de segunda (25/9). A rede ABC conquistou um sucesso estrondoso com “The Good Doctor”, novo drama médico de David Shore (o criador de “House”), em que Freddie Highmore (o Norman Bates da série “Bates Motel”) interpreta um médico com autismo. O primeiro episódio foi assistido por 11,2M (milhões) de telespectadores. Isto representa a maior audiência de um programa de ficção exibido às segundas na ABC desde “Dangerous Minds”… em 1996! Ou seja, uma audiência não experimentada pelo canal em 21 anos. Spin-off de “The Big Bang Theory” centrado na juventude de Sheldon Cooper, “Young Sheldon” foi um fenômeno ainda maior na CBS, visto simplesmente por 17,2M (milhões) de telespectadores. O número é tão absurdo que não era igualado por uma série de comédia estreante desde a estreia de “2 Broke Girls” em 2011. Trata-se, portanto, do maior lançamento de comédia da TV americana dos últimos seis anos. “Young Sheldon” foi desenvolvida pelo criador e um dos roteiristas principais de “The Big Bang Theory”, respectivamente Chuck Lorre e Steven Molaro, e o piloto dirigido pelo cineasta Jon Favreau (de “Homem de Ferro” e “Mogli, o Menino Lobo”). O detalhe é que a exibição do primeiro capítulo foi só um aperitivo. A rede exibiu apenas o piloto de forma adiantada, e só vai retomar a transmissão dos demais episódios em novembro. A segunda comédia nova da CBS não impressionou tanto. O primeiro episódio de “Me, Myself & I” foi visto por 7,5M. Criada por Dan Kopelman (roteirista de “Malcolm” e “True Jackson”), sua premissa é inovadora para uma comédia televisiva: acompanha a vida de um homem, Alex Riley, durante três fases diferentes – a adolescência, a idade adulta e a terceira idade – , apresentadas de forma intercalada a cada episódio. Jack Dylan Grazer (“It: A Coisa”), Bobby Moynihan (“Quando em Roma”) e John Larroquette (série “The Librarians”) vivem as versões jovem, adulta e idosa do mesmo personagem. Por fim, a rede NBC lançou “The Brave”, a primeira de três séries militares produzidas por diferentes canais nesta temporada. E foi a estreia mais fraca da noite, com 6M de telespectadores. Criada por Dean Georgaris (roteirista de “Lara Croft: Tomb Raider – A Origem da Vida” e do remake de “Sob o Domínio do Mal”), a série usa a premissa da guerra ao terror para apresentar uma unidade militar de elite dos Estados Unidos que age em missões arriscadas em território estrangeiro. O elenco inclui Anne Heche (série “Aftermath”) e Mike Vogel (série “Under the Dome”).

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  • Filme

    Besteirol com Murilo Benício e Camila Margado é maior estreia da semana

    21 de setembro de 2017 /

    Na entressafra de blockbusters, uma comédia nacional é o maior lançamento desta quinta (21/9) nos cinemas brasileiros, que também recebem filmes que não tiveram bom desempenho nas bilheterias norte-americanas, dois lançamentos franceses e outro longa brasileiro, que, como é drama e premiado, foi relegado ao circuito limitado. “Divórcio” leva a mais de 500 salas o novo besteirol escrito por Paulo Cursino (“Até que a Sorte nos Separe”, “De Pernas pro Ar”) e dirigido por Pedro Amorim (“Superpai”). No longa, Murilo Benício (minissérie “Nada Será Como Antes”) e Camila Morgado (também de “Até que a Sorte nos Separe”) surgem casados, mas em pé de guerra no interior de São Paulo. O que começa como romance logo vira caricatura, com um tentando explodir o outro. Também não faltam explosões em “O Assassino: O Primeiro Alvo”, começo de uma franquia de ação estrelada por Dylan O’Brien (“Maze Runner”). O personagem do longa, Mitch Rapp, protagonizou 14 best-sellers do escritor Vince Flynn, que faleceu em 2013. Mas os planos da Paramount podem ter sofrido mudanças, após a estreia nos Estados Unidos no fim de semana passado não render o esperado. As críticas também foram muito negativas: 35% na média do Rotten Tomatoes. Na linha do ame-o ou deixe-o, “Mãe!” desembarca no Brasil após ser rejeitado pelo público americano. A história mística do diretor Darren Aronofksy (“Noé”) não é um terror, como anunciado, embora tenha momentos que evocam o clima do gênero. Histérico e metafórico, recebeu nota “F” no CinemaScore, que pesquisa a opinião dos espectadores ao final das sessões nos Estados Unidos. Raros são os filmes que recebem a nota mais baixa do público, que costuma gostar de tudo. Desta vez, foi a crítica que gostou mais (68%), mas isso não impediu a estreia de registrar recorde negativo, como a pior da carreira da atriz Jennifer Lawrence (“Passageiros”). “O Sequestro” é um thriller de ação barato, espólio do falido estúdio Relativity, que mostra Halle Berry (“Chamada de Emergência”) em perseguição alucinada aos raptores de seu filho pequeno. A direção é do espanhol Luis Prieto (da série “Z Nation”). “Esta É Sua Morte – O Show” surpreende mais por não ser “O Filme”. A premissa extrapola o clássico “Rede de Intrigas” (1976) via série “Black Mirror”, mostrando um reality show em que pessoas cometem suicídios, com narração de um apresentador bonitão – no caso, Josh Duhamel (“Transformers: O Último Cavaleiro”). A direção é do ator Giancarlo Esposito (série “Better Call Saul”), que também está no elenco. Principal lançamento do circuito limitado, o brasileiro “Pendular”, de Julia Murat, foi eleito pela Federação Internacional dos Críticos de Cinema (Fripresci) o melhor filme da mostra Panorama do Festival de Berlim deste ano. O longa, também incluso no Festival de Brasília, aborda o relacionamento entre uma dançarina e um escultor boêmio à beira da meia-idade, que dividem o mesmo ambiente de trabalho. Por falar em escultor, “Rodin” é a cinebiografia de um dos maiores, Auguste Rodin (1840-1917). Mas o longa do veterano Jacques Doillon (“O Jovem Assassino”), estrelado por Vincent Lindon (“O Valor de um Homem”) foi considerado o mais fraco do último Festival de Cannes e tem desmoralizantes 13% de aprovação no Rotten Tomatoes. O segundo filme francês da programação é bem mais empolgante. “A Garota do Armário” conta a história de uma adolescente de 14 anos que pega um estágio na firma de seguros de sua mãe e se vê jogada num armário que precisa de organização, mas acaba descobrindo segredos da companhia, que envolvem sua própria mãe. A direção é de Marc Fitoussi (“Copacabana”). Clique nos títulos destacados dos filmes para assistir aos trailers de todas as estreias da semana

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    Filme de ação Feito na América com Tom Cruise é a maior estreia da semana

    14 de setembro de 2017 /

    O fim do verão norte-americano assinala uma pausa nos filmes-evento, criando um paradoxo curioso: os dois lançamentos mais amplos desta quinta (14/9) são produções hollywoodianas inéditas nos próprios Estados Unidos. A lista de estreias ainda inclui três filmes brasileiros. O ator Tom Cruise volta a ocupar a maior parte das telas, depois do fracasso de “A Múmia”, tentando levantar voo com “Feito na América”. Ao contrário do anterior, rejeitado pela crítica com 16% de aprovação no Rotten Tomatoes, o novo tem 88% de resenhas positivas. Equilibrando ação e humor, “Feito na América” conta a história verídica de Barry Seal, um piloto de avião que transportava ao mesmo tempo armas para a CIA e drogas para Pablo Escobar. Interpretado por Cruise com um sorriso arteiro e a arrogância de um ás indomável, o personagem esbanja carisma. E também marca a segunda parceria do ator com o diretor Doug Liman, após o bem-sucedido “No Limite do Amanhã” (2014). Um detalhe da produção é que a fotografia é de César Charlone (“Cidade de Deus”). Com distribuição em 547 salas, o filme chega ao Brasil duas semanas antes de seu lançamento nos Estados Unidos. Por outro lado, o terror “Amityville – O Despertar” nem sequer tem previsão para entrar no circuito norte-americano. Provavelmente porque deve sair direto em DVD por lá. Afinal, sua trama é uma continuação que renega os diversos filmes anteriores passados no mesmo lugar mal-assombrado. Segundo a premissa, nada aconteceu em Amityville desde os anos 1970, época em que mortes sangrentas inspiraram uma lenda e originaram a franquia de terror original. Por conta disso, uma nova família acha perfeitamente seguro se mudar para a casa mal-assombrada mais famosa do mundo. Em 1979 e 2005, foram recém-casados que se mudaram para o local. Desta vez, a trama é mais próxima do segundo longa, “Terror em Amityville” (1982), em que a assombração atacava o filho adolescente dos moradores incautos. O roteiro e a direção são do francês Franck Khalfoun, que recentemente revisitou outro terror clássico com o remake de “Maníaco” (1980). A animação canadense “O que Será de Nozes 2” é quase um remake. Assim como na primeira animação, o habitat dos bichinhos falantes sofre um acidente e eles são forçados a buscar um novo esconderijo. E, claro, precisarão lutar para defendê-lo. No caso, enfrentarão o projeto de transformar um parque verde num parque de diversões, fazendo de tudo para impedir as obras, como visto em inúmeros curtas do Tico e Teco, da Disney, e no recente “O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida” (2012). O circuito limitado ainda traz mais dois dramas americanos. “Em Defesa de Cristo” segue a linha de “Deus Não Está Morto”, confrontando um ateu com “verdades religiosas”. Curiosamente, a efetividade deste tipo de propaganda, baseada no best-seller de um professor evangélico, é bastante limitada, já que atrai apenas os convertidos – foi um fracasso nas bilheterias dos EUA. Já “Columbus” é uma produção indie com 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, que teve sua première no Festival de Sundance deste ano. O título se refere à cidade de Indiana onde um sul-coreano (John Cho, de “Star Trek”) se vê encalhado, quando seu pai, um arquiteto famoso, cai doente. A trama equilibra concreto e romance, conforme o protagonista vai conhecendo a cidade modernista e se envolve com uma bela jovem (Haley Lu Richardson, de “Fragmentado”) entusiasta de arquitetura, cuja mãe também sofre com uma doença diferente – o vício. Rara produção búlgara a chegar ao Brasil, “Glory” venceu diversos prêmios internacionais, especialmente pelo roteiro, que mostra como um ato ético pode ser corrompido por um governo inescrupuloso. Na trama, um trabalhador ferroviário encontra milhões em dinheiro espalhados sobre os trilhos e os entrega à polícia. Quando uma funcionária do Ministério dos Transportes decide usá-lo numa campanha para desviar a atenção da imprensa de um escândalo de corrupção, sua vida simples é submetida ao caos da burocracia estatal. A parábola dramática tem 91% de aprovação no Rotten Tomatoes. Três ótimos filmes nacionais completam a programação. No revelador documentário “A Gente”, o diretor Aly Muritiba (“Para Minha Amada Morta”) filma a rotina de agentes penitenciários, uma profissão que ele exerceu antes de virar cineasta, no interior de uma penitenciária de Curitiba. “Deserto” marca a estreia do ator Guilherme Weber (“Real, O Plano por Trás da História”) como diretor e roteirista, e acompanha a chegada de uma trupe de artistas itinerantes numa cidade fantasma, que decidem habitar, revelando suas verdadeiras personalidades fora do palco. Com elenco liderado pelo veterano Lima Duarte (“Família Vende Tudo”), o filme chama atenção pelo visual felliniano e foi premiado por isso, com o troféu de Melhor Direção de Arte no Festival de Brasília passado. Por fim, “As Duas Irenes” possui uma carreira consagrada por participação no Festival de Berlim, prêmio de Melhor Filme de Estreia do Festival de Guadalajara e três Kikitos no recente Festival de Gramado, incluindo Melhor Ator Coadjuvante (Marco Ricca), Direção de Arte e Roteiro, escrito pelo diretor estreante Fabio Meira. Rodado em Goiás, a produção acompanha uma jovem que descobre outra filha de seu pai. Além do mesmo pai, a jovem ainda compartilha o mesmo nome que o seu. Sem se identificar, a primeira Irene se aproxima da outra. Mas a história não tem vingança ou perversidade. Em vez disso, explora a situação atípica como uma metáfora para as questões existenciais da adolescência. Com bela fotografia (da boliviana Daniela Cajías) e trama universal, merecia um lançamento em mais salas. Clique nos títulos destacados de cada filme para ver os trailers de todas as astreias da semana.

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    Palhaço de It: A Coisa é perseguido pela Polícia Federal nas estreias de cinema da semana

    7 de setembro de 2017 /

    O terror “It: A Coisa” e o thriller político nacional “Polícia Federal – A Lei É para Todos” são os lançamentos mais amplos desta quinta (7/9), mas a programação ainda destaca as estreias da animação brasileira “Lino” e de um dos melhores filmes do ano, o chileno “Uma Mulher Fantástica”. “It: A Coisa” chega acompanhado por elogios rasgados da crítica (88% de aprovação no site Rotten Tomatoes) e até do próprio Stephen King, autor do clássico de terror. Publicado em 1986, o romance é um dos mais volumosos do autor, com mais de mil páginas, e será adaptado em dois filmes distintos. Grande influência da série “Stranger Things”, a trama gira em torno de sete crianças perseguidas pela criatura maligna que assume a forma de um palhaço. Para sobreviver, elas precisarão superar seus medos e enfrentar Pennywise duas vezes em suas vidas – na infância e também como adultos. O confronto adulto ficará para o segundo filme. Mas vale destacar que o primeiro optou por ser uma obra de terror e não uma aventura infantil. Com resultado oposto ao da fracassada versão de “A Torre Negra”, o filme dirigido pelo argentino Andrés Muschietti (“Mama”) é um dos melhores lançamentos do gênero em 2017. “Polícia Federal – A Lei É para Todos”, o filme da Lava-Jato, é uma produção ousada do ponto de vista da atualidade de sua trama. Conta uma história que ainda está se desenrolando na vida real e que polariza opiniões. Infelizmente, o desafio era algo acima da capacidade de seus roteiristas e diretor. Expert em comédias rasgadas (“Qualquer Gato Vira-Lata 2” e “Até que a Sorte nos Separe 3″), Marcelo Antunez precisou lidar com uma trama – que mistura personagens reais e inventados – didática e maniqueísta até não poder mais, em que frases são repetidas como bordões de comédia, para fixar uma mensagem, e os protagonistas tratados como super-heróis. A produção é tão chapa-branca que teve apoio da própria corporação policial para ser filmada. Apesar disso, tem seus momentos, como a cena inicial, que sugere um thriller de ação, e a interpretação de Antonio Calloni (minissérie “Dois Irmãos”) como delegado da PF. Ao final, funciona mais como contraponto, na filmografia nacional recente, para outro projeto chapa-branca: “Lula, o Filho do Brasil” (2009), patrocinado por empreiteiras investigadas, ironicamente, na Operação Lava-Jato. “Lino” parece um desenho de computação gráfica americano, mas é brasileiro. E não é só o acabamento que chama atenção. A premissa é um pouco mais “profunda” que o habitual, trazendo um cara azarado, o Lino do título, que sofre o tempo inteiro, seja nos acidentes que acontecem em sua casa, seja no trabalho, como animador fantasiado de buffet infantil. Querendo mudar sua sorte, ele recorre a um suposto mago, que acaba complicando ainda mais sua vida, ao transformá-lo justamente na fantasia do gato gigante que serve de saco de pancadas das crianças. Lino vira um “monstro”, conforme ele próprio descreve, com a voz precisa de Selton Mello (“O Palhaço”). O começo é o melhor da história, que logo embarca nos clichês de perseguições, correrias e raios, culminando numa luta contra bruxos, lugar-comum até de “Detetives do Prédio Azul”. O longa tem direção de Rafael Ribas (“O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes”) e conta ainda com as vozes de Dira Paes (“À Beira do Caminho”) e Paolla Oliveira (“Uma Professora Muito Maluquinha”). Principal destaque do circuito limitado, “Uma Mulher Fantástica” é uma porrada, que confirma o talento do chileno Sebastián Lelio (“Gloria”) como um dos grandes diretores latinos deste século. O roteiro, premiado no Festival de Berlim 2017, acompanha Marina, uma jovem transexual que é abalada pela morte do companheiro mais velho. Seu luto se torna ainda mais doído diante dos ataques que sofre da família dele, tanto morais quanto físicos. Filmaço, com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. A programação se completa com três filmes de distribuição mais restrita. Drama indie estrelado por Richard Gere, “O Jantar” também foi exibido no Festival de Berlim, onde passou em branco. Com uma dinâmica similar a “Deus da Carnificina” (2011), gira em torno do jantar do título, em que quatro adultos discutem violências praticadas por seus filhos. Teatralizado, marca a segunda parceria consecutiva entre Gere e o cineasta israelense-americano Oren Moverman, após o drama de sem-teto “O Encontro”, de 2014. Sem o menor impacto nas bilheterias americanas, teve cotação medíocre de 52% no “tomatômetro”. Mais pretensioso, o francês “Até Nunca Mais” tenta expressar como o amor resiste à perda de um parceiro, optando por abstrações típicas de “filme de arte”. O diretor Benoît Jacquot é um romântico incurável, mas o resultado de seu novo longa consegue ser inferior às já divisivas obras anteriores de sua carreira – entre elas, “O Diário de Uma Camareira” (2015), “3 Corações” (2014) e “Adeus, Minha Rainha” (2012). Por fim, o australiano “2:22 – Encontro Marcado” procura encontrar sentido em padrões repetitivos e amor transcendente, mas acaba parecendo uma versão romântica do terror “Premonição” (2000) feita para DVD. Com 14% no Rotten Tomatoes, é disparado o pior filme da semana. Clique nos títulos destacados por links para assistir aos trailers de todas as estreias da semana.

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    Vencedor do Festival de Gramado chega aos cinemas com Atômica, Emoji e Dupla Explosiva

    31 de agosto de 2017 /

    A programação de cinema da semana registra dez estreias, que oferecem entre suas opções a animação americana pior avaliada do ano e o filme brasileiro que venceu o Festival de Gramado. O primeiro (execrável) recebeu distribuição ampla e o segundo (excelente) entra em cartaz em circuito limitado, comprovando algumas teses. “Emoji – O filme” é um desastre completo. A animação sobre os símbolos usados por quem não gosta de escrever é o anti-“Divervente”, uma lição de conformismo para crianças, que gira em torno do único emoji que tem mais de uma expressão e quer ser monotemático como os demais. Com direito a personagens que são literalmente cocôs, ganhou descarga da crítica norte-americana e envergonhantes 7% de aprovação no Rotten Tomatoes. Há duas semanas em 1ª lugar nos Estados Unidos, “Dupla Explosiva” é outra bomba, ainda que menos fétida, com 40% no Rotten Tomatoes. A comédia de ação estrelada por Samuel L. Jackson (“Os Vingadores”) e Ryan Reynolds (“Deadpool”) é uma produção de baixo orçamento (US$ 29 milhões), que tem um diretor de filmes B (fez “Os Mercenários 3”) e história batida (derivada de “Fuga à Meia-Noite”, de 1988). Em suma, um guarda-costas é contratado para proteger e levar até um tribunal um assassino que todos querem matar – uma trama tão genérica que a distribuidora nem se preocupou em diferenciar o lançamento de outros três que também receberam o mesmo título no Brasil. Melhor das estreias americanas, com 75% no Rotten Tomatoes, “Atômica” traz Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”) como a “loira atômica” do título durante a época da Guerra Fria, nos anos 1980. Sua personagem é uma espiã britânica enviada para Berlim Ocidental numa missão extremamente perigosa: investigar a morte de um colega e recuperar uma lista perdida de agentes duplos. A trama é baseada na graphic novel “The Coldest Day”, de Antony Johnston (roteirista do game “Dead Space”) e Sam Hart, e foi adaptada pelo roteirista Kurt Johnstad (“300”), responsável por mudar o sexo da personagem vivida por Sofia Boutella (“A Múmia”), dando origem a cenas lésbicas de alta voltagem. A direção é de David Leitch, ex-dublê que impressionou ao virar diretor com “De Volta ao Jogo” (2014) e atualmente filma “Deadpool 2”. “Os Guardiões” se resume à curiosidade de ser uma produção russa de super-heróis. A trama parte da premissa que, durante a Guerra Fria, a antiga União Soviética criou um programa para desenvolver superpoderes em pessoas comuns, de diferentes países da cortina de ferro. Estes heróis soviéticos mantiveram suas identidades em segredo após o fim do comunismo, mas a chegada de uma grande ameaça à Moscou faz com que eles voltem a ser convocados para defender a nação. A direção é do armênio Sarik Andreasyan (“O Último Golpe”), que não evita o resultado trash. Em contraste, o terror australiano “O Acampamento” foi recebido com muitos elogios durante sua exibição no Festival de Sundance deste ano e tem 78% de aprovação no Rotten Tomatoes, apesar de sua premissa não ser novidade – evoca outro bom terror australiano, “Wolf Creek – Viagem ao Inferno” (2005). O filme acompanha um casal em busca de descanso numa praia remota, onde se depara com um acampamento abandonado. A falta de vestígio de seus ocupantes os deixa preocupados, ainda mais quando descobrem uma criança solitária e traumatizada nas proximidades. A verdade surge em flashbacks e no encontro com os sociopatas que aterrorizam os turistas da região. Vencedor de seis prêmios em Gramado, entre eles o de Melhor Filme, Direção, Atriz (Maria Ribeiro), Ator (Paulo Vilhena) e Atriz Coadjuvante (Clarisse Abujamra), “Como Nossos Pais” é o quarto longa de ficção de Laís Bodanzky – depois dos também premiados “Bicho de Sete Cabeças” (2000), “Chega de Saudade” (2007) e “As Melhores Coisas do Mundo” (2010). O filme retrata uma mulher de classe média nos seus 40 anos que precisa lidar com as pressões de ser mãe, dona de casa e profissional, e também foi exibido no Festival de Berlim, onde recebeu críticas elogiosas dos sites The Hollywood Reporter, Screen e Variety. Com distribuição já garantida em 10 países, é um dos principais lançamentos brasileiros do ano. Outro filme comandado por uma diretora brasileira também chega aos cinemas nesta quinta (31/8), mas em circuito reduzidíssimo e com qualidade completamente diferente. O melodrama “Entrelinhas” marca a estreia de Emilia Ferreira. O detalhe é que a mineira mora em Nova York, filmou em inglês a adaptação de um livro americano, com produtores americanos e atores americanos. Típico drama “cabeça”, acompanha o processo criativo de uma escritora que tenta materializar sua primeira peça de teatro, dividindo sua atenção entre o palco, a ficção e os relacionamentos de seu cotidiano. Com elenco de filmes B, permanece inédito e sem previsão de lançamento nos Estados Unidos. Completam a programação mais três estreias invisíveis, em circuito restrito (Rio e/ou São Paulo): o drama francês “150 Miligramas”, de Emmanuelle Bercot (“De Cabeça Erguida”), sobre um escândalo farmacêutico real, o drama islandês “Heartstone”, premiado em vários festivais, sobre descobertas sexuais da adolescência num lugarejo remoto, e o documentário “David Lynch – A Vida de um Artista”, sobre o cineasta responsável por “O Homem Elefante” (1980), “Veludo Azul” (1986), “Cidade dos Sonhos” (2001) e a série “Twin Peaks”, resultado de entrevistas feitas ao longo de três anos, enquanto Lynch pinta quadros. Clique nos títulos de cada filme para ver os trailers de todas as estreias.

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    Annabelle 2 leva terror a mais de mil salas de cinema

    17 de agosto de 2017 /

    O segundo filme da boneca maldita, “Annabelle 2: A Criação do Mal”, é o maior lançamento da semana, com distribuição em 1,2 mil salas nesta quinta (17/8). O primeiro foi um fenômeno de bilheteria nacional e a continuação mostrou suas garras ao abrir em 1º lugar no fim de semana passado na América do Norte. Ao contar a origem da personagem do título, o terror também surpreendeu a crítica, com 69% de aprovação no site Rotten Tomatoes – um alívio diante dos 29% do primeiro “Annabelle” em 2014. Apesar deste predomínio absoluto, os cinemas vão receber mais nove filmes, dois deles em circuito (quase) amplo. A animação alemã “Uma Família Feliz” é a opção para as crianças, com criaturas de terror que não assustam. A trama acompanha uma família cheia de problemas que é transformada em monstros por uma bruxa. A dublagem nacional destaca Juliana Paes (novela “A Força do Querer”) como a mãe protagonista. Há nada menos que cinco estreias nacionais. A principal é “João, O Maestro”, que traz Alexandre Nero (novela “Império”) como o maestro João Carlos Martins. Com roteiro e direção de Mauro Lima (“Meu Nome Não É Johnny” e “Tim Maia”), a cinebiografia mostra o treinamento intenso, o virtuosismo e as paixões despertadas por Matins, mas também sua luta contra a paralisia que interrompeu sua carreira, levando-o à depressão, até a volta por cima edificante, quando ele se reinventa como maestro. O marketing faz questão de focar o aspecto de “uma história de superação”. Destaque do circuito limitado, “Corpo Elétrico” é o longa de estreia do premiado curtametragista Marcelo Caetano (“Verona”). Drama de temática LGBT+, o filme gira em torno de Elias (o estreante Kelner Macêdo), gay nordestino que encontra trabalho como costureiro de uma fábrica em São Paulo e se divide entre o prazer de fazer o que gosta, a amizade com os colegas e a vida noturna repleta de encontros com outros homens – entre eles o funkeiro Linn da Quebrada. Com carreira internacional, o longa foi selecionado para o Festival de Roterdã, na Holanda, e premiado no Festival de Guadalajara, no México. “El Mate” é um suspense de humor negro escrito, dirigido e estrelado por Bruno Kott, que foi premiado como Ator Coadjuvante no Festival de Gramado de 2016 pelo papel. Na trama, ele vive um pregador evangélico que acaba refém de uma situação caótica e tarantinesca, detido por um criminoso ao bater na casa errada. A estreia do diretor é um filme de cinéfilo. Os outros brasileiros são documentários. “O Homem que Matou John Wayne” faz um registro do diretor cinemanovista Ruy Guerra, com ótimas entrevistas (Chico Buarque, Werner Herzog, etc), mas dispensáveis e longas sequências encenadas. “Intolerância.doc” acompanha o trabalho da Decradi – Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, mas foca mais as torcidas de futebol. E “Viva o Cinema!” é resultado de um programa da Cinemateca Francesa, em que crianças do 5º ano da Escola Carlitos, em São Paulo, tiveram a oportunidade de experimentar a vivência cinematográfica. A programação se completa com dois ótimos dramas europeus para poucos. São os dois melhores lançamentos da semana, que a distribuição limitada mantém à distância do grande público, enquanto os shoppings recebem o horror. Uma das produções britânicas mais comentadas do ano, “Lady Macbeth” adapta o romance homônimo de Nikolai Leskov e destaca a performance de Florence Pugh (“The Falling”), que tem causado sensação entre a crítica por sua atuação contida, mas também provocante, como Katherine, uma jovem presa num casamento sem amor na Inglaterra rural do século 19, obrigada a se relacionar com um homem com o dobro de sua idade e a agradar sua família fria e cruel. Mas, como ele vive viajando, ela logo embarca num caso romântico com um dos empregados, o que tem consequências terríveis para todos os envolvidos. Além de 88% de aprovação no Rotten Tomatoes, o drama acumula diversos prêmios da crítica em festivais internacionais (San Sebastian, Zurique, Dublim, Jerusalém, etc). “Afterimage” é a última obra do maior diretor do cinema polonês, Andrzej Wajda, falecido no ano passado, e mais um excelente trabalho sobre seu tema favorito: a denúncia da intolerância, do autoritarismo e da repressão comunista. A cinebiografia do pintor vanguardista Wladyslaw Strzeminski também serve para lembrar que, embora a direita fascista tenha ficado com a fama, a esquerda radical também ataca a cultura quando toma o poder. Herói da 1ª Guerra Mundial, onde perdeu um braço e uma perna, Strzeminski revolucionou as artes, mas foi perseguido pelo stalinismo por ser um modernista e não replicar a estética oficial do realismo socialista. Com 83% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme foi o candidato polonês a uma vaga no Oscar 2017. Clique nos títulos dos filmes para assistir os trailers de todas as estreias.

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    Valerian e a Cidade dos Mil Planetas é a maior estreia da semana

    10 de agosto de 2017 /

    Os cinemas recebem três estreias amplas nesta quinta (10/8), além de quatro lançamentos em circuito limitado. Com maior distribuição, “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” marca a volta do cineasta francês Luc Besson à ficção científica, duas décadas após “O Quinto Elemento” (1997). Filme mais caro já produzido por um estúdio europeu, o longa custou US$ 177 milhões e teve um péssimo desempenho nos EUA, caindo abaixo do Top 10 em três semanas. Por outro lado, causou sensação na França. “Valerian” também dividiu a crítica, com exatos 50% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Os maiores elogios são para os efeitos visuais, considerados deslumbrantes. Já a história, que adapta uma história em quadrinhos dos anos 1960, não convenceu. O visual também é destaque de “Malasartes e o Duelo com a Morte”, filme com mais efeitos digitais já feito no Brasil. Longe de ser uma extravagância como “Valerian”, afinal custou só R$ 9,5 milhões, a comédia utiliza computação gráfica em 40% de sua projeção, o que fez com que passasse dois anos em pós-produção. Dá para perceber: Leandro Hassum (“Até que a Sorte nos Separe”) ainda estava gordo em cena. O filme gira em torno de personagens do folclore e se apresenta como uma comédia caipira. Na trama, o matuto Pedro Malasartes é o homem mais esperto que existe, mas vai precisar se superar para enfrentar ao mesmo tempo o irmão de sua namorada, a Morte e a Parca Cortadeira. Jesuita Barbosa (“Praia do Futuro” e minissérie “Nada Será Como Antes”) vive o herói do título e o elenco ainda inclui Isis Valverde (“Faroeste Caboclo”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”), Vera Holtz (“TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva”) e Júlio Andrade (“Redemoinho”), como a Morte. “O Reino Gelado: Fogo e Gelo” é a terceira aventura da franquia animada russa, que se inspira na mesma fábula que rendeu “Frozen”. Longe de lembrar o desenho da Disney, a produção computadorizada depende da fama de seus dubladores nacionais para atrair as crianças. A principal estrela é Larissa Manoela, que empresta sua voz à princesa Gerda desde o segundo filme. Neste, ela ainda se junta ao ex-namorado João Guilherme, que estreia na franquia como dublador do aventureiro Rony, um novo personagem que inclui piratas na história. O público infantil ainda tem a opção de “Diário de um Banana: Caindo na Estrada”, mas num circuito bem menor. Vale lembrar que “Diário de um Banana” (2010) chegou ao Brasil sem muito alarde, direto em DVD, o que fez com que as sequências fossem lançadas em poucos cinemas. O novo capítulo representa um reboot da franquia, com a estreia de um novo elenco – incluindo Alicia Silverstone (“Patricinhas de Beverly Hills”) como a mãe. Já a trama é a típica comédia de férias frustadas. “O Estranho que Nós Amamos” recria um western estrelado por Clint Eastwood em 1971. Sob a direção de Sofia Coppola (“Bling Ring”), premiada no Festival de Cannes deste ano, o suspense aumenta e vira quase um terror gótico, passada numa antiga mansão rural à luz de velas. Colin Farrell (“Animais Fantásticos e Onde Vivem”) vive um soldado ianque ferido na Guerra Civil, socorrido por alunas e professoras de uma escola sulista para meninas, que aos poucos passam a ver o inimigo com outros olhos. Com 78% de aprovação no site Rotten Tomatoes, o longa é a segunda parceria de Coppola com a atriz Elle Fanning (as duas trabalharam juntas em “Um Lugar Qualquer”) e a terceira com Kirsten Dunst (após “As Virgens Suicidas” e “Maria Antonieta”). Além delas, as atrizes Nicole Kidman (“Olhos da Justiça”) e Angourie Rice (“Dois Caras Legais”) se destacam na seleção de loiras da produção. Duas produções europeias completam a programação limitada. “A Viagem de Fanny” é basicamente a versão feminina de “Os Meninos que Enganavam Nazistas”, que entrou em cartaz na semana passada, mostrando as aventuras de meninas judias em fuga dos nazistas pela Europa dos anos 1940. Bem superior, “O Dia Mais Feliz da Vida de Olli Mäki” é uma estilosa cinebiografia de um boxeador finlandês que se apaixona do dia em que pode se tornar campeão mundial. Filmado em preto e branco, lembra um filme antigo, recriando com perfeição a época e a estética do cinema do começo dos anos 1960. Venceu a mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes em 2016 e o prêmio de “Descoberta do Ano” da Academia Europeia. Clique nos títulos de cada filme para ver os trailers das estreias.

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    Planeta dos Macacos: A Guerra e novo filme de Selton Mello chegam aos cinemas

    3 de agosto de 2017 /

    “Planeta dos Macacos: A Guerra” é a maior estreia desta quinta (3/8), com lançamento em mais de mil cinemas. O longa encerra com chave de ouro a trilogia da Fox, mostrando o confronto final entre o último exército humano e os símios evoluídos liderados por César, numa escala épica e com efeitos visuais bastante realistas. Andy Serkis, o intérprete de César, esteve no Brasil para divulgar a produção, resumindo seu tema como “empatia”. Dirigido por Matt Reeves, que assinou “Planeta dos Macacos: O Conflito”, a continuação estreou com elogios rasgadíssimos e em 1º lugar nas bilheterias norte-americanas. Ao atingir 93% de aprovação no Rotten Tomatoes, ainda realizou uma façanha rara, encerrando uma trilogia com o capítulo mais bem-avaliado de todos. Nem “Star Wars” conseguiu isso. A semana registra apenas outro lançamento com distribuição ampla, o nacional “O Filme da Minha Vida”, terceiro longa dirigido por Selton Mello, que chega em 274 salas. E também é um caso em que o terceiro é o melhor, apesar de “O Palhaço” (2011) já ser sensacional. Selton Mello virou um senhor diretor, entregando um filme belíssimo justamente sobre o amadurecimento. A trama adapta o livro “Um Pai de Cinema”, do escritor chileno Antonio Skármeta (“O Carteiro e o Poeta”). Passado nos anos 1960, gira em torno de Jacques (Johnny Massaro, de “A Frente Fria que a Chuva Traz”), jovem professor de um povoado que foi abandonado pelo pai, um forasteiro francês (Vincent Cassel, de “Em Transe”), há vários anos, herdando apenas uma motocicleta e um amigo, papel do próprio Selton Mello. O elenco também destaca Bruna Linzmeyer (“A Frente Fria que a Chuva Traz”), mais linda que nunca. Outro bom drama nacional chega em circuito limitado. Exibido no Festival de Berlim, premiado no Festival de Brasília e vencedor do Festival de Jeonju, na Coreia do Sul, “Rifle” marca a estreia em longas de ficção do diretor Davi Pretto, que já tinha chamado atenção internacional com seus curtas e documentários. A trama é um western gaúcho, sobre um jovem que vive isolado com sua família em uma região rural e remota do sul do país. Quando um rico proprietário tenta comprar suas terras, ele passa a carregar sempre um rifle para defender seu território. O circuito alternativo também destaca o argentino “Eva Não Dorme”, de Pablo Agüero (“Salamandra”), estrelado por Gael García Bernal (“Neruda”). Com atmosfera claustrofóbica de terror, o drama conta o destino insólito e mórbido do cadáver de Eva Peron, refletindo ao mesmo tempo os horrores que se abateram sobre a Argentina após sua morte. Completam a programação três filmes falados em francês. “Os Meninos que Enganavam Nazistas” é uma coprodução franco-canadense sobre as aventuras de dois meninos judeus em fuga dos nazistas pela Europa dos anos 1940, e reflete a tradição do diretor Christian Duguay (“Belle e Sebastian: A Aventura Continua”) em filmes comerciais medianos. “O Reino da Beleza” é de outro cineasta canadense, Denys Arcand (“As Invasões Bárbaras”), e gira em torno da infidelidade de um arquiteto, o que explica sua estética de revista de decoração. Por fim, “Saint Amour – Na Rota do Vinho” é uma desculpa para Gérard Depardieu encher a cara e ser pago por isso, cortesia dos diretores Gustave Kervern e Benoît Delépine, que já o tinham dirigido em “Mamute” (2010). Trata-se de mais um filme de turismo gourmet, desta vez rodado com câmera na mão para criar um realismo de pseudo-documentário. Clique nos títulos de cada filme para ver os trailers de todas as estreias da semana.

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    Dunkirk e Em Ritmo de Fuga são as principais estreias da semana

    27 de julho de 2017 /

    Dois dos filmes americanos mais elogiados de 2017 chegam simultaneamente aos cinemas brasileiros nesta quinta (27/7). “Dunkirk” desembarca após estrear em 1º lugar nas bilheterias dos EUA, acompanhado por críticas que o chamam de “filme do ano” e “obra-prima”. Dirigido por Christopher Nolan, responsável pela trilogia “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, o filme retrata a batalha de Dunquerque, uma das maiores derrotas das forças aliadas na 2ª Guerra Mundial. Mas poderia ter sido muito pior. Acuados numa ponta de praia, os soldados aliados contaram com um esforço logístico sobre-humano para não serem exterminados durante uma ofensiva por terra e ar, embarcando em fuga, sob bombardeio, para dezenas de navios mobilizados para resgatá-los rumo ao Reino Unido, inclusive com a ajuda de pequenos barcos civis. Combinando atores famosos com iniciantes, destaca no seu elenco Tom Hardy (“Mad Max: Estrada da Fúria”), Cillian Murphy (“No Coração do Mar”), Kenneth Branagh (“Operação Sombra – Jack Ryan”), Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”), Jack Lowden (“71: Esquecido em Belfast”) e até o cantor Harry Styles, ex-One Direction. Um dos filmes mais grandiosos de Hollywood neste século, é daqueles de que se diz que precisa ser visto numa tela grande. Por sinal, foi rodado com câmeras de IMAX. “Em Ritmo de Fuga” traz Ansel Elgort (“A Culpa É das Estrelas”) como um ás dos volantes, que tem de ouvir música o tempo todo para evitar um zumbido em sua cabeça. Capaz de escapar de qualquer perseguição, ele é utilizado por um chefão do crime para uma série de fugas espetaculares durante assaltos. Com muito rock e cenas intensas de perseguição, o filme consegue a façanha de superar “Dunkirk” nos elogios e adorações da crítica americana. Ansel Elgort esteve no fim de semana no Brasil para ajudar a promover o filme, que está se consolidando como o maior sucesso da carreira do diretor Edgar Wright (“Scott Pilgrim Contra o Mundo”). O elenco ainda inclui Lily James (“Cinderela”), Kevin Spacey (série “House of Cards”), Jamie Foxx (“Django Livre”), Jon Hamm (série “Mad Men”), Jon Bernthal (série “Demolidor”), Eiza González (série “Um Drink no Inferno/From Dusk Till Dawn”), Flea (baixista do Red Hot Chili Peppers) e a cantora Sky Ferreira (vista em “Canibais”). A programação ainda inclui mais duas produções americanas com distribuição em shopping centers. A comédia “Como se Tornar um Conquistador” traz o ator mexicano Eugenio Debez (“Não Aceitamos Devoluções”) como uma amante latino da terceira idade, que precisa se virar após sua coroa rica lhe trocar por um modelo mais jovem. Estreia na direção do ator Ken Marino (série “Childrens Hospital”), serve mais para rever a sumida Rachel Welch (“Legalmente Loira”), sex symbol dos anos 1960, que não estrelava um filme há mais de uma década. Novo terror de John R. Leonetti (de “Annabelle”), “7 Desejos” é uma coleção de clichês, que gira em torno de uma lição de moral: “cuidado com o que se deseja”. Na trama, uma caixa de música mágica dá a uma menina de 17 anos (Joey King, de “Independence Day: O Ressurgimento”) o direito de realizar sete desejos, mas nenhum deles surpreende, assusta ou ajuda o filme a evitar seu fracasso. Três filmes completam as estreias em circuito limitado, dois deles coproduções do Brasil com vizinhos sul-americanos. Exibido no Festival Varilux, o francês “O Reencontro” traz a veterana Catherine Deneuve (“Potiche”) como uma mulher extrovertida e descompromissada, que volta a procurar a filha de um ex-amante, 30 anos após sumir, em busca de companhia e apoio, ao ser diagnosticada com câncer. Apesar dessa premissa, o filme não é depressivo. Coprodução entre Brasil e Argentina, “Esteros” é um drama de temática gay falado em espanhol, que mostra o reencontro de dois velhos amigos de infância. Separados quando começavam a despertar suas sexualidades, voltam a se ver no mesmo cenário idílico, quando um deles chega com a namorada para passar férias. Coprodução entre Brasil e Colômbia, “Love Film Festival” acompanha uma roteirista brasileira, vivida por Leandra Leal (“O Lobo Atrás da Porta”), e um diretor colombiano, Manolo Cardona (“Macho”), numa filmagem que se estende por quatro anos – estilo “Boyhood” (2014), mas menos ambicioso. Os dois se conhecem nos bastidores de um festival europeu de cinema, vivem um relacionamento, separam-se e acabam voltando a se cruzar em novos eventos internacionais. Com roteiro de Manuela Dias (série “Justiça”), câmera na mão e um registro semi-documental, rodado em festivais reais de cinema por quatro diretores diferentes – entre eles Vinicius Coimbra (“A Floresta que se Move”) e Bruno Safadi (“Eden”) – , a produção contraria sua aparente ousadia ao assumir clichês de cinema em sua encenação. Mas vale como curiosidade cinéfila, e porque todo filme com Leandra Leal justifica a ida ao cinema.

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    Transformers: O Último Cavaleiro chega em mais de mil salas de cinema do Brasil

    20 de julho de 2017 /

    “Transformers: O Último Cavaleiro” é o lançamento mais amplo da semana nos cinemas brasileiros. A distribuição em 1.146 salas é o maior circuito da franquia até hoje. A ambição visa fazer frente ao sucesso de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, que lidera as bilheterias nacionais há duas semanas e nem tomou conhecimento de “Carros 3” no fim de semana passado. Nos Estados Unidos, “Transformers” não conseguiu superar o “Homem-Aranha”. Na verdade, o quinto filme dos carrinhos-robôs de brinquedo foi um fiasco no mercado doméstico, além de ter recebido a pior avaliação de toda a franquia – míseros 15% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Mas como o público chinês compensou as bilheterias, “O Último Cavaleiro” não será ainda “O Último Transformers”. Sob medida para os fãs do diretor de Michael Bay, o lançamento capricha nas explosões grandiosas, efeitos mirabolantes, piadas sem graça e nonsense ultrajante. Lançado em pré-estreia antecipada na semana passada, “DPA – O Filme” já ocupa o 4º lugar no ranking dos filmes mais vistos do Brasil, antes da estreia oficial em mais de 500 salas. O filme da série dos “Detetives do Prédio Azul” do canal Gloob mostra bruxos bonzinhos, crianças com lupas, varinhas que soltam raios e outras mágicas do gênero infantil. Na trama, após uma festa de bruxos adultos (mas censura livre), o prédio azul aparece com múltiplas rachaduras e os detetives mirins decidem desvendar o mistério. A direção é de André Pellenz (“Minha Mãe É uma Peça – O Filme”) e o elenco é repleto de atores da Globo. Com tantos blockbusters em cartaz, o circuito limitado só recebeu três lançamentos. “De Canção em Canção” é outro fracasso hollywoodiano, o terceiro consecutivo de Terrence Malick. O diretor rodou o longa de forma fluída em 2012, paralelamente a “Cavaleiro de Copas” (2015). Juntou uma porção de astros famosos, que improvisaram quase todo o texto, e o resultado equivale a um “Transformers para cinéfilos”, com fotografia belíssima e pouquíssimo sentido – 43% de aprovação no Rotten Tomatoes. A história emaranha dois casais nos bastidores da indústria fonográfica, vividos por Ryan Gosling (“La La Land”), Rooney Mara (“Carol”), Michael Fassbender (“Assassin’s Creed”) e Natalie Portman (“Jackie”). Fecham a programação duas comédias francesas, exibidas no Festival Varilux. “Tal Mãe, Tal Filha” faz a linha besteirol, com Juliette Binoche (“A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell”) e Camille Cottin (“Beijei uma Garota”) como mãe e filha que engravidam ao mesmo tempo. E “Monsieur & Madame Adelman” acompanha décadas do casamento vivido por Doria Tillier e Nicolas Bedos, que também escreveram o roteiro em parceria. Foi o primeiro longa dirigido por Bedos, roteirista de “Os Infiéis” (2012) e ator de “A Datilógrafa” (2012). Clique nos títulos dos filmes para assistir aos trailers das estreias da semana.

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    Carros 3 marca época de férias escolares e estreias infantis nos cinemas

    13 de julho de 2017 /

    A programação de cinema entrou em ritmo de férias escolares. A animação “Carros 3” é o maior lançamento da semana, que ainda conta com pré-estreia ampla do nacional “DPA – O Filme”“, versão de cinema da série “Detetives do Prédio Azul”. O primeiro só não é o lançamento mais infantil da Disney-Pixar, porque “Carros 2” saiu antes. Mas mesmo sem a complexidade de “Divertida Mente”, embute uma mensagem de valorização da autoestima e empoderamento feminino, graças a uma nova personagem coadjuvante, que compensa possíveis engarrafamentos no pedágio das bilheterias. “DPA – O Filme” só estreia oficialmente na semana que vem, mas já ocupa mais telas que os demais filmes da semana. Historinha para o público da série do canal Gloob e das reprises de “Os Feiticeiros de Waverly Place” no canal Disney, o filme mostra bruxos bonzinhos, crianças com lupas, varinhas que soltam raios e outras mágicas. Na trama, após uma festa de bruxos adultos (mas censura livre), o prédio azul aparece com múltiplas rachaduras e os detetives mirins do Gloob decidem desvendar o mistério. A direção é de André Pellenz (“Minha Mãe É uma Peça – O Filme”) e o elenco é repleto de atores da Globo. O maior destaque do circuito limitado é outra estreia nacional, “Fala Comigo”, de Felipe Sholl. Vencedor do último Festival do Rio – além de Melhor Filme, também rendeu o prêmio de Melhor Atriz para Karine Teles – , conta a história de Diogo (Tom Karabachian), um adolescente de 17 anos que desenvolve o fetiche de se masturbar enquanto telefona para as pacientes da mãe terapeuta (Denise Fraga). Uma dessas pacientes é Angela, de 43 anos, com quem Diogo passa a se relacionar. Foi o papel que deu a Karine Teles o troféu Redentor. Apesar de ser um trabalho de diretor estreante, Sholl não é exatamente um novato. Ele já exibiu curta no Festival de Berlim e tem uma filmografia interessante como roteirista. Seu roteiro de “Hoje” (2011) venceu o troféu Candango no Festival de Brasília. Também escreveu o filme que, para a Pipoca Moderna, foi o melhor lançamento brasileiro de 2015, “Casa Grande”, além de “Histórias que Só Existem Quando Lembradas” (2011) e “Trinta” (2014). Os cinemas de perfil cineclubista ainda recebem quatro lançamentos europeus, um drama argentino e dois documentários. Três longas são franceses e tiveram première no Festival Varilux. “Julho Agosto” é o mais convencional, uma comédia sobre família, em que duas irmãs adolescentes passam as férias com os pais divorciados, em meses alternados, e descobrem que a vida continua. “Tour de France” também foca o lugar-comum, com mais um papel de velho racista, reacionário e impertinente que Gerard Depardieu faz o público achar adorável. E “A Vida de uma Mulher” leva às tela uma nova adaptação do primeiro romance de Guy de Maupassant. O diretor Stéphane Brizé busca rever o papel submisso da protagonista, presa num casamento sem amor no século 18, ecoando o fato de que contextos mudam conforme as épocas. Venceu o prêmio da crítica no Festival de Veneza. O português “Cartas da Guerra” é o lançamento limitado que chama mais atenção. Não só pela fotografia em preto e branco belíssima, mas porque chega legendado, mostrando como o cinema luso soa estranho no Brasil, que fala o mesmo idioma. A questão ganha ainda mais proporção por o filme de Ivo Ferreira se passar em Angola, país que buscava sua própria identidade durante um período que os brasileiros deveriam conhecer melhor: os últimos anos da colonização portuguesa na África. A produção ganhou diversos prêmios em Portugal. “O Futuro Perfeito” lida de outra forma com a questão do idioma e do conflito cultural, ao acompanhar a vida de uma jovem imigrante chinesa, recém-chegada na Argentina. A dificuldade com a língua estrangeira é traduzida por diálogos de espanhol primário, que aproximam a história de uma fábula infantil. Por fim, os dois documentários são “A Luta de Steve”, sobre um astro do futebol americano que começa a sofrer os efeitos da paralisia e resolve filmar um diário para seu filho, perdendo os movimentos na medida em que o menino aprende a andar, e “Gatos”, sobre gatos de rua de Istambul, que viram “personagens” com nomes e aventuras próprias – quase como uma ficção da Disney. Clique nos títulos em destaque dos filmes para assistir aos trailers de todas as estreias da semana.

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    Homem-Aranha: De Volta ao Lar estreia em 1,4 mil cinemas no Brasil

    6 de julho de 2017 /

    Maior estreia da semana, “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” ocupa quase metade dos cinemas disponíveis no Brasil, com uma distribuição em 1,4 mil salas. A estratégia é respaldada por críticas muito positivas – 93% de aprovação no site Rotten Tomatoes – que alimentam o interesse pelo primeiro filme do herói no universo compartilhado da Marvel. Diferente dos anteriores, o Homem-Aranha vivido por Tom Holland não é um personagem traumatizado – esta versão não mostra a morte do Tio Ben – , mas um adolescente que se diverte ao usar seus superpoderes, ao mesmo tempo em que sofre a condescendência dos adultos – a figura paterna de Tony Stark, em particular. Robert Downey Jr. fará falta à Marvel, quando decidir deixar de viver o Homem de Ferro. Outro destaque é o vilão Abutre, que a interpretação de Michael Keaton (“Birdman”) torna um dos melhores antagonistas da Marvel desde Loki no primeiro “Thor”. Sua presença ameaçadora oferece uma contraposição sombria às cenas ensolaradas de Peter Parker no colegial, extraídas de comédias de John Hughes e preenchidas por adolescentes completamente diferentes de suas versões nos quadrinhos. Além do blockbuster, a semana reserva mais seis lançamentos, quatro deles nacionais. A animação “As Aventuras do Pequeno Colombo” visa as crianças com uma aventura inspirada por personagens históricos: os meninos Cris (o pequeno Cristóvão Colombo) e Leo (Leonardo Da Vinci), que embarcam com a amiga Lisa (a Mona Lisa) em busca de uma terra distante. No caminho, encontram piratas, sereias e um povo disposto a tudo para permanecer perdido. A trama entretém, até esbarrar em seu único personagem negro, um menino rebelde, cuja presença alude à escravidão e revela estereótipos pouco elogiáveis. Vale destacar a participação de José Wilker num de seus últimos trabalhos, dublando o líder dos Cavaleiros Templários. A melhor opção dramática é “Soundtrack”, estrelado por Selton Mello (“O Palhaço”) e passado num cenário desolado do Ártico, entre muita neve e horizontes brancos. Selton vive um fotógrafo que chega à estação polar com o objetivo de realizar um projeto artístico. Ele quer reproduzir em imagens as sensações causadas pelas músicas de uma playlist. Mas sua presença cria atrito com os cientistas, que não entendem o que ele realmente pretende fazer naquele fim de mundo. O filme inclui em seu elenco internacional Seu Jorge (“Tropa de Elite 2”), o inglês Ralph Ineson (“A Bruxa”), o dinamarquês Thomas Chaanhing (série “Marco Polo”) e o sueco Lukas Loughran (“Nina Frisk”), e marca a estreia na direção de longas da dupla Manitou Felipe e Bernardo Dutra (que assinam como “300ml”), após comandarem Selton e Seu Jorge num curta-metragem há mais de uma década: “Tarantino’s Mind” (2006). “Os Pobres Diabos” chega ao circuito comercial quatro anos após vencer o prêmio do público no Festival de Brasília de 2013. Dirigido pelo veterano Rosemberg Cariry (“Corisco e Dadá”), acompanha uma trupe circense pelo sertão, que tenta manter viva sua arte em meio à pobreza generalizada. Estão presentes todos os clichês do gênero, do palhaço ladrão de mulher ao leão falso, mas humanizados pelas dificuldades. Cansados, os personagens não demoraram a ter que decidir se continuam lutando ou se seguem caminhos separados. Último drama nacional, “Cada Vez Mais Longe” tem a história mais lenta e contemplativa de todas, mas também a maior beleza visual. A trama é mínima, basicamente uma metáfora, em que o pescador João, para sustentar a família, precisa ir cada vez mais longe no rio, estendendo sua ausência do lar ao longo dos anos, enquanto o meio ambiente se deteriora pela poluição. Estreia na direção de Oswaldo Lioi (diretor de arte de “A Família Dionti”) em parceria com Eveline Costa. A programação alternativa se completa com a comédia francesa “Perdidos em Paris”, novo trabalho da dupla de cineastas-atores Dominique Abel e Fiona Gordon (“Rumba”), exibido no Festival Varilux, e a produção chilena “Poesia sem Fim”, segundo filme em que o diretor Alejandro Jodorowsky lembra sua juventude, evocando imagens delirantes e deslumbrantes, que reforçam sua fama de mestre surreal. Clique nos títulos dos filmes para assistir aos trailers das estreias da semana.

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    Meu Malvado Favorito 3 estreia em mais de mil cinemas

    29 de junho de 2017 /

    A animação “Meu Malvado Favorito 3” é o único lançamento amplo da semana, ocupando mais de mil salas – o maior circuito da franquia até hoje. A história revela que Gru tem um irmão gêmeo mais malvado e cabeludo, Dru. Ambos são dublados no Brasil por Leandro Hassum. Mas a história não é das mais criativas, o que lhe rendeu a pior avaliação da trilogia. Ainda assim, são 67% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ocupando uma faixa intermediária, chegam ao circuito comercial dois filmes franceses antecipados pelo Festival Varilux. A comédia “Uma Família de Dois” é um remake do sucesso mexicano “Não Aceitamos Devoluções” (2013), com Omar Sy (“Intocáveis”) no papel do farrista que se vê tendo que cuidar da filha pequena, até a mulher reaparecer em cena, anos depois. Você já viu esse filme. E ainda verá de novo, na versão brasileira com Leandro Hassum, programada para dezembro. O outro lançamento francês é o romance “Um Instante de Amor”, que teve oito indicações ao César 2017, o “Oscar francês”. Dirigido pela cultuada cineasta francesa Nicole Garcia (“O Adversário” e “Place Vendôme”), o filme se passa nos anos 1950 e acompanha uma mulher (Marion Cotillard, de “Aliados”) de espírito livre num casamento sem amor, que vai enlouquecendo. Sua “doença” é finalmente diagnosticada como pedras no rim. E ao ser internada num hospital para se curar, ela acaba conhecendo e se apaixonante por outro homem (Louis Garrel, de “Saint Laurent”). A programação se completa com quatro lançamentos brasileiros. “A Terra Vermelha” é uma coprodução dirigida pelo argentino Diego Martínez Vignatti (“Batalha no Céu”), que justapõe um romance à lutas sociais de trabalhadores rurais, em meio a protestos contra os problemas causados pelo trabalho com agrotóxicos. O drama “Introdução à Música do Sangue” tem direção do veterano Luiz Carlos Lacerda (“Leila Diniz”) e explora o despertar da sexualidade de uma adolescente (Greta Antoine, da série “Nada Será como Antes”), que vive com a família pobre no interior de Minas, numa casa pequena sem energia elétrica. Os pais, vividos por Ney Latorraca (novela “Negócio da China”) e Bete Mendes (novela “Gabriela”), têm que lidar com a chegada de um estranho (Armando Babaioff, de “Sangue Azul”), que desperta desejos. O filme levou dois anos para chegar aos cinemas, desde que foi exibido no Festival de Gramado de 2015. “Mar Inquieto”, do estreante em longas Fernando Mantelli, vai do melodrama ao suspense, acompanhando a história de uma viciada (Rita Guedes, da novela “Malhação”), que se livra das drogas apenas para cair num casamento abusivo. Logo, ela também se livra do marido (Daniel Bastreghi, de “O Sabor do Amor”). Mas cria novos problemas com os comparsas criminosos dele. Por fim, “Danado de Bom” é o único documentário da semana. Vencedor do 20º Cine-PE, o filme de estreia de Deby Brennand traça um perfil do compositor João Silva, parceiro de Luiz Gonzaga que morreu em 2003. Também foi exibido no festival É Tudo Verdade do ano passado.

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