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    Dynasty atinge recorde negativo com pior audiência da TV americana em cinco anos

    18 de março de 2018 /

    O remake da série “Dynasty” registrou recorde negativo histórico na TV americana. O episódio exibido na sexta-feira (16/3) na rede CW atingiu a audiência mítica de 0,10 ponto na apuração da consultoria Nielsen. A última vez que uma série registrou 0,10 nos Estados Unidos foi há cinco anos, com “Cult”, no mesmo canal. Ao todo, 638 mil pessoas assistiram à exibição, mas a maioria ficou fora do recorde da demo (adultos de 18 a 49 anos, mais relevantes para anunciantes). É um contraste brutal em relação à série original, exibida entre 1981 e 1989, que chegou a ser o programa mais assistido de sua época. A continuidade de “Dynasty” é um mistério. A série ganhou sobrevida em novembro, ganhando encomenda de novos episódios, enquanto “Valor” foi cancelada com números melhores – 1 milhão de telespectadores ao vivo por episódio e 0,24 ponto na demo. A diferença entre as duas séries é que “Dynasty” foi negociada com a Netflix, que exibe a produção fora dos Estados Unidos, e especificidades deste contrato podem ter pesado na hora de ponderar um cancelamento súbito. A nova versão do novelão dos anos 1980 foi desenvolvida por Josh Schwartz e Stephanie Savage, que têm experiência em retratar a vida de milionários mimados, como criadores de “Gossip Girl”. Neste projeto, eles estão trabalhando com Sallie Patrick, que escrevia outra série novelesca de ricos malvados, “Revenge”. Mas o remake não agradou, seja pelas muitas mudanças, seja pela história ser muito conhecida. A principal diferença em relação à produção original é que protagonista Cristal Flores era branca, chamava-se Krystle e era vivida pela loira Linda Evans. Agora, tem as curvas da peruana Nathalie Kelley (a vilã Sybil da última temporada de “The Vampire Diaries”), que surge na trama noiva do milionário Blake Carrington. A opção por transformar a madrasta em latina também ressalta os paralelos com as novelas mexicanas de ricaços que a trama evoca. Na nova versão, o patriarca eternizado pelo grisalho John Forsythe é vivido pelo ainda galã Grant Show (série “Devious Maids”), enquanto seus filhos, Fallon e Steven, tem interpretação de Elizabeth Gillies (série “Sex&Drugs&Rock&Roll”) e James Mackay (“A Vingança Está na Moda”), respectivamente. Numa última cartada, a produção ainda adiantou a introdução de Alexis Carrington, cuja chegada na 2ª temporada da série original marcou picos de audiência, graças a um desempenho inesquecível de Joan Collins. A nova versão de Alexis será vivida por Nicollette Sheridan, que ficou conhecida pelo papel da “perua” Eddie Britt na série “Desperate Housewives”. Sua aparição está marcada para a próxima sexta (23/3), provavelmente tarde demais.

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    Pantera Negra atinge marca de Avatar ao liderar bilheterias pela quinta semana nos EUA

    18 de março de 2018 /

    “Pantera Negra” se manteve imbatível nas bilheterias norte-americanas pelo quinto fim de semana consecutivo. A última vez que um filme ficou tanto tempo na liderança do ranking foi há oito anos. O fenômeno se chamava “Avatar”. Ao acumular mais US$ 27M nos últimos três dias, a produção da Marvel ultrapassou outra marca impressionante, tornando-se o sétimo filme a faturar mais de US$ 600M (milhões) no mercado doméstico em todos os tempos. No mundo inteiro, o montante está em US$ 1,18B (bilhão) – a 14ª maior bilheteria da História. “Tomb Raider” não conseguiu o impacto imaginado pela Warner, mantendo a tendência de prejuízo das adaptações de videogame. O surpreendente, neste caso, é Hollywood continuar insistindo no filão, que, após 25 anos, ainda não produziu nenhum blockbuster. O filme de “origem” de Lara Croft fez 23,5M e ficou em 2º lugar em sua estreia nos Estados Unidos e Canadá, mas demonstrou fôlego internacional, que pode servir para empatar as contas. O total global ficou em US$ 126M, graças principalmente ao sucesso na China, onde abriu em 1º lugar e faturou US$ 41,1M. Oficialmente, a Warner informou um orçamento de US$ 95M, que não incluem as despesas de marketing. Considerando que o lançamento foi uma coprodução com a MGM, o prejuízo pode ser dividido. Mas o desempenho “modesto” ainda se juntou a críticas pouco empolgantes (49% de aprovação no Rotten Tomatoes), o que deve dificultar quaisquer planos de continuação. Situação oposta se manifestou em 3ª lugar. Filme evangélico, “Eu Só Posso Imaginar” fez um milagre ao superar os demais lançamentos e faturar US$ 17M. A produção orçada em apenas US$ 7M conta a história da música de rock cristão mais popular dos Estados Unidos e virou a maior abertura da história do pequeno estúdio Roadside Attractions. A crítica achou só medíocre, com 58%. Já o público brasileiro poderá conferir apenas em maio, quando o lançamento tem previsão de chegar no país. A semana teve ainda mais duas estreias amplas. A comédia teen “Com Amor, Simon”, sobre um adolescente que toma coragem para se assumir gay, encantou a crítica, com 91% de aprovação, mas foi prejudicado pela disputa de franquias gigantes em cartaz, abrindo em 5º lugar, com US$ 11,5M. Graças ao orçamento modesto (US$ 17M), o diretor Greg Berlanti (criador das séries de super-heróis da DC Comics) pode comemorar com menos pressão os elogios rasgados recebidos em sua volta ao cinema, após oito anos dedicados à televisão. Estreia em 5 de abril no Brasil. Já a segunda estreia não conseguiu entrar no Top 10. “7 dias em Entebbe”, segundo longa internacional da carreira do brasileiro José Padilha, abriu em 13º lugar com US$ 1,6M. Apesar de ter recebido a menor distribuição (838 salas), não foi uma produção barata e dificilmente ampliará esse circuito, uma vez que foi execrado pela crítica com apenas 22% de aprovação. Desembarca no mercado nacional em 19 de abril. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Pantera Negra Fim de semana: US$ 27M Total EUA e Canadá: US$ 605,4M Total Mundo: US$ 1,1B 2. Tomb Raider Fim de semana: US$ 23,5M Total EUA e Canadá: US$ 23,5M Total Mundo: US$ 126M 3. Eu Só Posso Imaginar Fim de semana: US$ 17M Total EUA e Canadá: US$ 17M Total Mundo: US$ 17M 4. Uma Dobra no Tempo Fim de semana: US$ 16,5M Total EUA e Canadá: US$ 61M Total Mundo: US$ 71,6M 5. Com Amor, Simon Fim de semana: US$ 11,5M Total EUA e Canadá: US$ 11,5M Total Mundo: US$ 11,5M 6. A Noite do Jogo Fim de semana: US$ 5,5M Total EUA e Canadá: US$ 54,14M Total Mundo: US$ 84,6M 7. Pedro Coelho Fim de semana: US$ 5,2M Total EUA e Canadá: US$ 102,4M Total Mundo: US$ 145,1M 8. Os Estranhos: Caçada Noturna Fim de semana: US$ 4,8M Total EUA e Canadá: US$ 18,6M Total Mundo: US$ 18,6M 9. Operação Red Sparrow Fim de semana: US$ 4,4M Total EUA e Canadá: US$ 39,5M Total Mundo: US$ 106,1M 10. Desejo de Matar Fim de semana: US$ 3,3M Total EUA e Canadá: US$ 29,9M Total Mundo: US$ 29,9M

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    Lara Croft enfrenta Maria Madalena nas estreias de cinema da semana

    15 de março de 2018 /

    Não há muitas estreias amplas na semana, apesar do circuito receber 12 lançamentos. Nada menos que cinco produções da lista são documentários. Há mais três filmes europeus, além de uma animação japonesa agendada para um único dia de exibição. Assim, é natural que o frequentador dos shoppings só note três novidades – e uma delas com algum esforço. Clique nos títulos abaixo para ver os trailers de toda a programação. “Tomb Raider” tem a maior distribuição, em 600 telas, numa aposta no reconhecimento da “marca” entre o público. Mas não escapa da sina das adaptações de games em Hollywood. Já faz 25 anos que os grandes estúdios insistem em transformar jogos eletrônicos em filmes dispendiosos. E o resultado tem sido sempre o mesmo: produções cheia de saltos, corridas, lutas e obstáculos, que tentam evocar o ritmo frenético dos games. Mas, sem interatividade, não passam do “modo demonstração”, sem conseguir replicar a emoção que o gamer sente ao jogar. Pois o longa da heroína Lara Croft é o típico filme de videogame, com muitas corridas e saltos, e já taxado de medíocre pela crítica americana, com 50% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes. A nota só não é pior porque as considerações negativas foram equilibradas com elogios à atriz sueca Alicia Vikander. Após vencer o Oscar por “A Garota Dinamarquesa” (2015), ela mostrou versatilidade e potência física para convencer como heroína de ação. Entretanto, houve quem reclamasse do tamanho dos seus seios – menores que o da Lara Croft dos primeiros games. A piada de ter uma modelo siliconada de revista masculina no papel principal, poderia ajudar o filme a assumir-se como trash total, em vez de tentar disfarçar-se de entretenimento empoderador com uma atriz talentosa no papel de um pixel. Outra adaptação de “marca” famosa e “heroína” conhecida, “Maria Madalena” decepciona por motivos diferentes. Maior produção sobre o Novo Testamento desde “A Paixão de Cristo” (2004), de Mel Gibson, o filme tem elenco grandioso, com destaque para Rooney Mara (“Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres”) no papel-título e Joaquin Phoenix (“Vício Inerente”) como Jesus, e toma grande cuidado ao abordar os dogmas cristãos, mesmo quando se desvia dos textos oficiais em busca de uma abordagem politicamente correta. Na prática, o filme transforma a personagem icônica, considerada prostituta na tradição evangélica, em feminista e principal seguidora de Jesus Cristo. O resultado, porém, não é o “Evangelho de Maria Madalena” (manuscrito encontrado junto com outros textos do cristianismo primitivo em escavações do Egito e só publicado em 1955), mas a atualização dos ensinamentos cristãos que a própria Igreja Católica tem pregado sob o Papa Francisco. A visão do passado é sempre filtrada pelo presente, e isto resulta em anacronismos que diferem entre as décadas. Se Jesus Cristo era loiro de olhos azuis em “A Maior História de Todos os Tempos” (1965), agora Pedro, supostamente o primeiro Papa, é negro (vivido por Chiwetel Ejiofor). Isto reflete a visão “de inclusão” do filme, seu maior pecado para os tradicionalistas, mas, assim como em “Lion” (2016), o filme anterior – e igualmente inclusivo – do diretor Garth Davis, o “politicamente correto” chega até ao meio do caminho, retrocedendo quando se espera que ouse maiores avanços. A violência e o aramaico de “A Paixão de Cristo” foram muito mais subversivos. “12 Heróis” é um filme de guerra estrelado por Chris Hemsworth (“Thor: Ragnarok”) e Michael Shannon (“A Forma da Guerra”), com direito a patriotismo banal, mas também cenas de ação intensas. A trama é inspirada na história real da primeira equipe militar dos Estados Unidos enviada ao Afeganistão após o ataque de 11 de setembro de 2001: 12 soldados americanos que têm que aprender a montar a cavalo para avançar pelas montanhas, apenas para descobrir que suas montarias os tornam alvos melhores para tiros de tanques. Como típica produção patriota de guerra, não há nuances ou a menor profundidade em sua história, o que lhe rendeu cotação medíocre de 54% no Rotten Tomatoes. Cinema europeu premiado O circuito limitado destaca três produções europeias premiadas, que fizeram suas pré-estreias mundiais no Festival de Cannes 2017. Por coincidência, a opção mais acessível também aborda terrorismo e muçulmanos, mas conta um lado dessa história que Hollywood ignora vergonhosamente, no tremular nacionalista de bandeiras. Um dos longas mais aplaudidos de Cannes, “Em Pedaços” ilumina a face do terrorismo que tem olhos azuis e ataca muçulmanos. A produção alemã acompanha o desespero e a impotência de uma mulher, após seu marido e filho serem vítimas de um atentado à bomba. Loira ariana, ela era casada com um turco, o que fez sua família virar alvo de grupos de ódio. Depois do período de luto e espera por justiça, ela decide agir contra os neonazistas, transformando seu drama pessoal num thriller de vingança. Quem precisa de remake de “Desejo de Matar” quando se tem um filme desses? Dirigido pelo alemão Fatih Akin (“Soul Kitchen”), filho de turcos, o longa venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Estrangeira e rendeu o prêmio de Melhor Atriz em Cannes para Diane Kruger (“Bastardos Inglórios”). Acabou ignorado pelo Oscar, mas agradou a crítica americana, com 73% no Rotten Tomatoes. O ódio contra estrangeiros e uma noção de nacionalismo bandeiroso também alimenta a trama de “Western”, outra produção alemã exibida em Cannes e premiada no circuito dos festivais. Escrito e dirigido por Valeska Grisebach, que foi consultora de roteiro do sucesso “Toni Erdmann” (2016), acompanha, com abordagem semidocumental, um grupo de trabalhadores alemães, contratados para obras numa região rural da Bulgária. Sem entender a língua e vivendo choque cultural constante, eles se indispõem com os moradores locais, expondo preconceitos e a mentalidade hooligan das classes baixas. Tem impressionantes 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Amante por um Dia” evoca a nouvelle vague em seu foco em relacionamentos modernos, slogans e filmagem em preto e branco. A trama acompanha uma jovem que volta para casa, após terminar um namoro, e encontra o pai se relacionando com uma mulher da sua idade. Os três passam a conviver sem crises, mas – como o pai é professor de Filosofia, tudo é pretexto para – muitas conversas. Dirigido pelo veterano Philippe Garrel (“Um Verão Escaldante”) e estrelado por sua filha, Esther Garrel (“Me Chame pelo Seu Nome”), foi igualmente exibido e premiado em Cannes, na mostra da Quinzena dos Realizadores. Registros do Brasil brasileiro A programação se completa com cinco documentários, sobre os mais diferentes assuntos nacionais, da pesquisa histórica a discussões atuais. Curiosamente, nenhum deles opta pela hagiografia, que costuma marcar o segmento. O que não significa que faltem personagens marcantes. “A Luta do Século” é o mais consagrado. Venceu o Festival do Rio, na categoria de Melhor Documentário, ao registrar a rivalidade de mais de 20 anos entre os boxeadores Luciano Todo Duro e Reginaldo Holyfield, ídolos do esporte no Nordeste na década de 1990. Em seu auge, eles fizeram seis combates, com três vitórias para cada lado. E para desempatar, os dois ex-atletas, já com mais de 50 anos de idade, resolveram se enfrentar uma última vez. O resultado é uma vitória cinematográfica com grande força emotiva – e o melhor trabalho do diretor Sergio Machado desde sua estreia, em “Cidade Baixa” (2005). “Imagens do Estado Novo – 1937-45” traz outro cineasta renomado, Eduardo Escorel, que na obra demonstra sua habilidade com a edição de imagens. Montador de inúmeros clássicos do cinema nacional – “Terra em Transe” (1967), “Macunaíma” (1969), “São Bernardo” (1972), “Joanna Francesa” (1973), “Eles Não Usam Black-Tie” (1981), etc – , Escorel resgata a história da primeira ditadura assumida do Brasil, o Estado Novo de Getúlio Vargas, com imagens de arquivo, que mostram o carnaval do país que convivia com bandeiras nazistas e ataques à imprensa. Um documento importante para quem não tem memória, como a maioria dos “trabalhistas” brasileiros. Já os diretores de “Híbridos – Os Espíritos do Brasil” são franceses. Vincent Moon e Priscilla Telmon fazem um registro de diferentes cultos religiosos do país, do candomblé à missa evangélica, mostrando a força da fé nacional. O trabalho é belíssimo, graças à opção por colocar a câmera entre os fiéis para mergulhar nos transes e emergir com imagens potentes. Não há entrevistas, mas o registro é tão sublime que passa toda a experiência necessária. Apenas no final, cada religião representada é identificada, evidenciando como se aproximam, o que é a base do decantado sincretismo brasileiro. “O Silêncio da Noite É que Tem Sido Testemunha das Minhas Amarguras” oferece o oposto. É um filme que não cala, feito para destacar palavras e rimas, no registro de uma tradição quase extinta, que sobrevive na fronteira de Pernambuco com a Paraíba. O documentário de Petrônio Lorena (“O Gigantesco Imã”) registra a tradição repentista do sertão, por meio de histórias poéticas e da cantoria de seus entrevistados, em meio à beleza de um Brasil profundo e pouco explorado. “Rio do Medo” aborda a violência do Rio de Janeiro sob a perspectiva dos Policias Militares. Mais convencional da seleção, é feito de entrevistas como um trabalho televisivo, em que PMs de diferentes gerações relatam suas experiências dentro da corporação, marcadas pela violência, corrução e desconfiança do povo. O filme terá exibição única no Estação Net Rio na terça, dia 20 de março. Programação extra Para completar, o Cinemark também exibe a animação japonesa “Fireworks: Luzes no Céu” num única dia, igualmente em 20 de março. A fantasia adolescente segue uma premissa de efeito borboleta, ao inserir um artefato misterioso, capaz de reescrever a história, nas mãos de uma garota que quer salvar seu relacionamento com o menino de seus sonhos. Mas quanto mais ela zera o passado, mais distante fica seu final feliz. Um dos diretores, Nobuyuki Takeuchi, foi um dos principais animadores do Studio Ghibli, trabalhando com o mestre Hayao Miyazaki em inúmeros filmes – inclusive no vencedor do Oscar “A Viagem de Chihiro” (2001).

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    Pantera Negra bate recorde da Marvel ao reinar pela 4ª semana nas bilheterias dos EUA

    11 de março de 2018 /

    “Pantera Negra” devorou a competição nas bilheterias norte-americanas pelo quarto fim de semana consecutivo. Após ultrapassar US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais, o filme de super-herói acrescentou outro recorde a sua coleção, ao se tornar o primeiro lançamento da Marvel a liderar por quatro vezes o ranking semanal do mercado doméstico. Foram mais US$ 41,1M (milhões), o que impulsionou o faturamento total para US$ 562M nos Estados Unidos e no Canadá. Isto representa a 7ª maior bilheteria de todos os tempos na região. No exterior, o longa estreou no último país em que ainda estava inédito, justamente a China. E o sucesso no segundo maior mercado do mundo fez com que liderasse com folga o ranking internacional. Foram mais US$ 66,5M nas bilheterias chinesas, elevando o total de sua arrecadação mundial para 1,07 bilhão – a 21ª maior bilheteria da História. A Disney comemora, mas também lamenta. Afinal, o êxito de “Pantera Negra” parece ter canibalizado o interesse por “Uma Dobra no Tempo”. A fantasia infantil do estúdio buscava um nicho similar de mercado, com elenco multicultural, protagonista e diretora negras, numa adaptação de obra juvenil adorada por gerações. Mas a filmagem da obra de Madeleine L’Engle por Ava DuVernay abriu em 2º lugar com “apenas” US$ 33,3M. O valor não atingiu as expectativas do mercado, representando uma volta à “normalidade” para o estúdio, que não registrava fracassos clamorosos desde “Alice Através do Espelho” e “O Bom Gigante Amigo”, de 2016. “Uma Dobra no Tempo” teve abertura melhor que esses filmes, mas seu desempenho e manteve à altura da frustração causada por “Tomorrowland” em 2015, que também abriu com US$ 33,3M e não conseguiu recuperar seu investimento. Embora a Disney não tenha revelado o orçamento da produção, o longa é repleto de efeitos visuais e estrelado por atores de renome, o que costuma vir com uma etiqueta de preço elevado. Para completar, as críticas não empolgaram. Com 42% de aprovação, foi considerado um “grande desapontamento” (The Wall Street Journal), repleto de efeitos que “não conseguem envolver” (Chicago Sun-Times) e com a profundidade de um “vídeo cheio de cores para distrair as crianças” (The Guardian). “Uma Dobra no Tempo” chega ao Brasil em 29 de março. Outra estreia ocupou o 3º lugar do ranking norte-americano. “Os Estranhos: Caçada Noturna”, continuação de um terror de uma década atrás – “Os Estranhos” (2008) – , fez US$ 10,4M e também ficou abaixo da linha da mediocridade na avaliação do RT, com 38% de aprovação. A velha história dos psicopatas mascarados que caçam inocentes numa locação isolada foi considerada, sem surpresas, uma história velha. O déjà vu será exibido por aqui em 31 de maio. Além destes, ainda houve mais dois lançamentos amplos rejeitados pela crítica e com o agravamento de reunir bem menos público. O filme B de assalto em meio a furacão, “The Hurricane Heist”, abriu em 7º, fez US$ 3,1M e atingiu 33% no RT, enquanto a comédia de ação “Gringo” mostrou “desempenho de streaming” sem aparecer no Top 10 – abriu em 11º, com 2,6M e 38%. Ambos chegam ao Brasil em 5 de maio. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Pantera Negra Fim de semana: US$ 41,1M Total EUA e Canadá: US$ 562M Total Mundo: US$ 1B 2. Uma Dobra no Tempo Fim de semana: US$ 33,3M Total EUA e Canadá: US$ 33,3M Total Mundo: US$ 39,6M 3. Os Estranhos: Caçada Noturna Fim de semana: US$ 10,4M Total EUA e Canadá: US$ 10,4M Total Mundo: US$ 10,4M 4. Operação Red Sparrow Fim de semana: US$ 8,1M Total EUA e Canadá: US$ 31,1M Total Mundo: US$ 82,9M 5. A Noite do Jogo Fim de semana: US$ 7,9M Total EUA e Canadá: US$ 45M Total Mundo: US$ 69,7M 6. Pedro Coelho Fim de semana: US$ 6,8M Total EUA e Canadá: US$ 93,4M Total Mundo: US$ 119,6M 7. Desejo de Matar Fim de semana: US$ 6,6M Total EUA e Canadá: US$ 23,8M Total Mundo: US$ 23,8M 8. The Hurricane Heist Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA e Canadá: US$ 3,1M Total Mundo: US$ 3,1M 9. Aniquilação Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA e Canadá: US$ 26M Total Mundo: US$ 26M 10. Jumanji: Bem-Vindo à Selva Fim de semana: US$ 2,7M Total EUA e Canadá: US$ 397,2M Total Mundo: US$ 934,1M

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    Farofeiros invadem os cinemas nas estreias da semana

    8 de março de 2018 /

    A programação desta quinta (8/3) está sortida, com besteirol, ação e até lançamentos para celebrar o Dia Internacional da Mulher. São 13 longas e uma dica: reflita bem antes de encarar as filas, porque muitos dessas produções vão logo logo enjoar de tanto reprisar na TV. Clique nos títulos abaixo para assistir aos trailers de todas as estreias. “Os Farofeiros” tem a maior distribuição, levando a mais de 500 telas a décima parceria entre o diretor Roberto Santucci e o roteirista Paulo Cursino – no curto espaço de oito anos. Fábrica de hits, a dupla é responsável pelos blockbusters “De Pernas pro Ar” e “Até que a Sorte nos Separe”, e mantém algumas características “autorais”, como elenco de humoristas da TV, personagens caricatos e interpretações histéricas. As piadas do novo trabalho giram em torno do velho tema das “férias frustradas”, mas em vez de acompanhar uma família, reúne “colegas da firma” numa viagem para o litoral, onde tudo dá errado. Com direito a todos os clichês esperados, a história é melhor resolvida – e engraçada – que outras da dupla, ainda que seja inevitável pensar que funcionaria melhor com personagens e praia paulistas ou como lançamento de verão – ou, melhor ainda, como série do Multishow. Em outros anos, “Encantados” também flertaria com o grande público. Mas o filme já era datado quando foi feito, em 2014, tendo “desencantado” nos cinemas apenas agora – e trazendo consigo o “assediador” José Mayer, justamente no Dia da Mulher… A trama é uma versão tupiniquim dos romances adolescentes sobrenaturais que foram tendência em Hollywood há meia década atrás. Gira em torno da filha de um influente político paraense, que tem visões de um índio bonitão nas águas da Ilha de Marajó. Se o samba-enredo parece conhecido é porque a combinação de folclore, rios místicos e “realismo fantástico” tem sido a base de sucessos noveleiros como “Pantanal” (1990) e “Velho Chico” (2016) – sem esquecer que já há uma versão adulta similar, “Ele, o Boto” (1987). A direção é de Tizuka Yamasaki, que chegou a ser apontada como diretora promissora nos anos 1980, antes de se especializar em filmes da Xuxa. Os filmes B dos EUA Os três filmes americanos da semana foram rodados com baixo orçamento e chegam com atraso no Brasil. Caso mais extremo, “Medo Profundo” foi lançado há oito meses nos Estados Unidos, ocasião em que virou uma das maiores surpresas do ano passado. Custou US$ 5,5 milhões e faturou US$ 44,3 milhões só no mercado doméstico, apesar da trama limitada, que mostra as atrizes Mandy Moore (série “This Is Us”) e Claire Holt (série “The Originals”) presas no fundo do mar, cercadas por tubarões e contando os minutos de oxigênio que lhes restam. Sem maiores pretensões, o suspense aquático sobreviveu à cotação medíocre, de 55% de aprovação no Rotten Tomatoes, para sair direto em DVD em vários países. O Brasil é o último lugar do mundo em que será projetado. Apesar de mais verba para efeitos visuais, “O Passageiro” segue a fórmula de filme B das parcerias anteriores entre o ator Liam Neeson e o diretor Jaume Collet-Serra. Como sempre, o protagonista vive o homem errado, que vira alvo de alguém que irá se arrepender até o fim da exibição. O diretor, que já tentara matar o astro num acidente de carro, de avião e a pé nas ruas, desta vez o coloca numa trem em seu trajeto cotidiano para casa. Ao ser abordado no vagão por uma mulher misteriosa (Vera Farmiga), ele acaba envolvido numa conspiração criminal que ameaça não apenas a sua vida, como a de todos ao seu redor. Um pouco acima da linha da mediocridade, atingiu 58% no Rotten Tomatoes e faturou US$ 36,2 milhões em três meses em cartaz na América do Norte. No “ajuste final”, foi salvo pelo público internacional, que pagou quase o dobro para ver o que Tony Scott filmaria em 2017 se ainda fosse vivo. Outra história de ação ferroviária, “15h17 – Trem para Paris” acabou virando um docudrama com direção do veterano Clint Eastwood. A trama acompanha três americanos de férias na Europa, que usam seu treinamento militar para impedir o ataque de um terrorista armado em um trem que viaja de Amsterdã para Paris. A premissa de filme de Steven Seagal dos anos 1990 aconteceu de verdade em 2015 e foi abordada por Eastwood com um tratamento quase documental, ao optar por dirigir os próprios três amigos, interpretando a si mesmos na recriação da viagem em que viraram heróis. Para ter assunto, o filme também mostra como eles se conheceram desde a infância e seu treinamento militar, e ainda serve como propaganda para o alistamento militar nos Estados Unidos. O resultado não convenceu, com 15% de aprovação. Orçado em US$ 30 milhões, dará prejuízo com apenas US$ 35,2 milhões em dois meses. O empoderamento do circuito limitado As melhores opções em cartaz começam com a produção britânica “Daphne”. Trata-se de uma anti-comédia romântica sobre a personagem-título, que transita pela noite de Londres entre bebedeiras e sexo casual, enquanto navega uma crise existencial a espera de um atrasado amadurecimento. A atriz Emily Beecham, mais conhecida como A Viúva da série “Into the Badlands”, foi premiada no Festival de Torino e indicada ao BIFA (premiação indie britânica) pelo papel. Já o filme tem só 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. “A Número Um” é um suspense feminista passado no mundo das grandes corporações. Bastante atual, o longa francês acompanha sua protagonista numa campanha para ser promovida à CEO de sua empresa, defrontando-se com um rival sexista pelo cargo, que faz tudo para lembrá-la de “seu lugar”, inclusive jogar sujo para vê-la chorar como “mulherzinha”. Escrito, dirigido e estrelado por mulheres, destaca a interpretação de Emmanuelle Devos, indicada ao César (o Oscar francês) pelo desempenho. Outra história feminina francesa, “O Filho Uruguaio” acompanha a busca de uma mãe pelo filho pequeno, sequestrado pelo próprio pai. Após quatro anos do divórcio, sem que a polícia o tenha localizado, a mãe resolve procurar o filho por conta própria, planejando um reencontro no Uruguai. A realidade, porém, não acontece como em seus sonhos. O que não é exatamente inesperado. A maternidade também é o tema de “Uma Espécie de Família”, novo suspense do argentino Diego Lerman (“Refugiado”), que venceu o troféu de Melhor Filme do Festival de Chicago, Melhor Roteiro do Festival de San Sebastian e tem oito indicações ao “Oscar argentino”. A trama acompanha uma médica que viaja ao interior, num local distante, para o parto de uma jovem pobre. Pretendendo adotar o bebê, ela é surpreendida por um esquema de extorsão e, quando percebe a verdade sobre a situação em que se meteu, entra em desespero. No papel principal, a espanhola Bárbara Lennie foi coberta de elogios pela imprensa platina. Ela já tem o Goya (o Oscar espanhol) de Melhor Atriz por “A Garota de Fogo” (2014). E os documentários A programação se completa com quatro documentários brasileiros. O melhor é “Torquato Neto – Todas as Horas do Fim”, que resgata um dos expoentes menos lembrados da Tropicália. Culpa dele próprio, que se matou jovem. Jornalista, poeta, compositor, cineasta, deixou alguns clássicos da MPB como legado. “Santoro – O Homem e Sua Música” também resgata ícone esquecido da cultura brasileira do século 20. O amazonense Cláudio Santoro (1919-1989) chegou a ser considerado um dos maiores compositores eruditos do mundo. Mas, em vez de consagração, sofreu perseguição no Brasil por ser comunista. Impedido de exercer sua arte, precisou dar aulas particulares e até criar bois para sobreviver. Por fim, “Pra Ficar na História” registra os esforços de um gaúcho que criou um museu ao ar livre sobre a imigração italiana e “A Imagem da Tolerância” aborda o culto a Nossa Senhora de Aparecida.

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    Pantera Negra atinge US$ 500 milhões nas bilheterias da América do Norte

    4 de março de 2018 /

    O fenômeno “Pantera Negra” segue na liderança das bilheterias da América do Norte pelo terceiro fim de semana consecutivo. Com o faturamento de US$ 65,7M (milhões) nos últimos três dias, o filme ultrapassou a marca espetacular de US$ 500M no mercado doméstico. E foi apenas o 10º filme da história a fazer isto. Dentre todos os filmes da Marvel, “Pantera Negra” só faturou menos que “Os Vingadores” nos Estados Unidos e no Canadá. Já no resto do mundo, a soma da bilheteria global “ainda” está em US$ 897,7M – ou seja, atrás de quatro outros filmes da própria Marvel. Isto se deve a seu sucesso local ser muito maior que o internacional. Mas ainda falta contabilizar o lançamento na China, que acontece apenas na sexta (9/3). Dependendo da repercussão chinesa, a próxima semana pode incluir a ultrapassagem de outro marco significativo, com as boas-vindas ao clube dos bilionários de Hollywood. As outras duas estreias da semana ficaram muito abaixo do desempenho do blockbuster. “Operação Red Sparrow”, que traz Jennifer Lawrence como uma espiã russa sedutora, ficou em 2º lugar ao arrecadar US$ 17M. Com orçamento de US$ 69M, é o terceiro filme consecutivo estrelado pela atriz que pode dar prejuízo, após “Mãe!” (2017) e “Passageiros” (2016). O lado positivo é que, em três dias, já fez praticamente o mesmo que “Mãe!” em toda a sua trajetória nos cinemas norte-americanos. Mas não contará com o apoio da crítica para perseverar no ranking. Divisivo, o lançamento conquistou 51% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes – medíocre. Já “Desejo de Matar” fez muito ao atingir o 3º lugar. Com Bruce Willis no papel que marcou a carreira de Charles Bronson, o remake do clássico de vingança dos anos 1970 foi destruído pelos críticos com apenas 15% de aprovação. O faturamento de US$ 13M representa um mau recomeço para a MGM, que fez deste título seu primeiro lançamento após superar sua falência. A estreia no Brasil só vai acontecer em maio. Confira abaixo os números do desempenho dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Pantera Negra Fim de semana: US$ 65,7M Total EUA: US$ 501M Total Mundo: US$ 897,7M 2. Operação Red Sparrow Fim de semana: US$ 17M Total EUA: US$ 17M Total Mundo: US$ 43,5M 3. Desejo de Matar Fim de semana: US$ 13M Total EUA: US$ 13M Total Mundo: US$ 13M 4. A Noite do Jogo Fim de semana: US$ 10,7M Total EUA: US$ 33,5M Total Mundo: US$ 49,5M 5. Pedro Coelho Fim de semana: US$ 10M Total EUA: US$ 84M Total Mundo: US$ 101,8M 6. Aniquilação Fim de semana: US$ 5,6M Total EUA: US$ 20,6M Total Mundo: US$ 20,6M 7. Jumanji: Bem-Vindo à Selva Fim de semana: US$ 4,5M Total EUA: US$ 393,2M Total Mundo: US$ 928,9M 8. Cinquenta Tons de Liberdade Fim de semana: US$ 3,3M Total EUA: US$ 95,5M Total Mundo: US$ 346,1M 9. O Rei do Show Fim de semana: US$ 2,6M Total EUA: US$ 164,6M Total Mundo: US$ 366,8M 10. Todo Dia Fim de semana: US$ 1,5M Total EUA: US$ 5,2M Total Mundo: US$ 5,2M

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    Último candidato ao Oscar 2018 enfrenta Maldição nas estreias de cinema

    1 de março de 2018 /

    Abusando da metáfora, é possível dizer que existe uma maldição que impede bons filmes de ter melhor distribuição no Brasil, condenando-os a vagar pelo país sem serem vistos até sumir em salas escuras. O fato é que, em pleno fim de semana do Oscar 2018, o lançamento mais amplo no Brasil é um terror com maldição explícita no título. Um horror em mais de um sentido. A lista de estreias medíocres também ajuda a explicar porque Jennifer Lawrence decidiu dar uma pausa na carreira. Não falta nem sequer um desenho desanimado para crianças, que se divertiriam mais com um game no celular. Enquanto isso, um dos melhores filmes sobre a infância já feitos, indicado ao Oscar e que chega tardiamente junto da disputa ao prêmio, é enterrado-vivo no circuito limitado, entre documentários, filme francês-uruguaio e lançamentos nacionais. Leia sobre cada lançamento abaixo e clique nos títulos para ver os trailers de todas as estreias. “A Maldição da Casa Winchester” é o primeiro terror estrelado por Helen Mirren (“A Rainha”) e um dos piores filmes de sua carreira cinquentenária, com apenas 14% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ela vive a herdeira do fabricante dos famosos rifles Winchester, populares no Velho Oeste, que acredita ser perseguida pelos fantasmas de todas as vítimas da arma e se tranca em uma mansão enorme e labiríntica para manter os espíritos distantes. O detalhe interessante é que a mansão tortuosa de Winchester existe de verdade, em San Jose, na Califórnia. Sua construção durou continuamente de 1884 a 1922, resultando na casa mais incomum do mundo, em forma de labirinto, com 160 quartos, 2 mil portas, 10 mil janelas, 9 cozinhas, 13 banheiros e 47 escadas, muitas das quais não levam a lugar algum. Entretanto, essa curiosidade chega ao cinema com vários clichês de casa mal-assombrada, fantasmas e possessão, que só assustam crianças que acreditam em gnomos. “Duda e os Gnomos” também se passa numa mansão mal-assombrada, em que gnomos (anões de jardim) enfrentam figurantes rejeitados de “Monstros S.A.” (2001). Sim, Gnomeu e Julieta viram Caça-Fantasmas e enfrentam os primos rejeitados de Mike Wazowski. As animações canadenses parecem apostar na reciclagem para emplacar no mercado internacional. Já tinha sido assim com o filme anterior de Peter Lepeniotis, “O Que Será de Nozes?” (2014), que tinha premissa similar a “Os Sem-Floresta” e designs de personagens já vistos em “Ratatouille” (2007) e diversos outros longas mais bem cotados. Derivativo, este filme nem sequer tem previsão de lançamento nos cinemas dos Estados Unidos. “Operação Red Sparrow” segue o padrão das premissas genéricas, reciclando a origem da heroína Viúva Negra que a Marvel esqueceu de filmar. Treinada desde jovem nas artes marciais e da sedução, a personagem de Jennifer Lawrence (“Mãe!”) faz parte de um programa considerado lenda na comunidade de inteligência. Mas ao receber a missão de conquistar um agente da CIA (papel de Joel Edgerton, de “Ao Cair da Noite”), ela é tentada a trair seu país. O jogo de sedução e cooptação segue um roteiro previsível, que apenas a interpretação de Lawrence torna atraente. A produção volta a reunir a atriz com o diretor Francis Lawrence, após trabalharem juntos em três filmes da franquia “Jogos Vorazes”, e também com o roteirista Eric Warren Singer, que assinou “Trapaça” (2013). Tem 61% de aprovação no site Rotten Tomatoes – mas somente 50% dos críticos de mídia impressa. Último lançamento de indicado ao Oscar 2018 antes da cerimônia, “Projeto Flórida” está na disputa da estatueta de Melhor Ator Coadjuvante com Williem DaFoe (“Meu Amigo Hindu”). Ele interpreta o gerente do hotel Magic Castle, que recebe turistas dos parques temáticos da Disney e precisa lidar com diversas crianças hiperativas durante as férias de verão, envolvidas em suas próprias aventuras, enquanto os adultos enfrentam seus problemas de gente grande. O filme teve première na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, ocasião em que encantou a crítica internacional, atingiu 96% de aprovação no site Rotten Tomatoes e venceu diversos prêmios. Mas foi menosprezado pela Academia com apenas uma indicação, possivelmente devido ao escândalo sexual que levou ao afastamento de seu produtor. A seleção estrangeira ainda inclui “O Filho Uruguaio”, drama francês sobre mãe que procura o filho pequeno, sequestrado pelo próprio pai. Após quatro anos do divórcio, sem que a polícia francesa o tenha localizado, a mãe resolve procurar o filho por conta própria, planejando um reencontro no Uruguai. A realidade, porém, não acontece como em seus sonhos. O que não é nada de novo. Quatro filmes brasileiros completam a programação. Dois são trabalhos de ficção. A opção mais popular é o terror “Motorrad”, inspirado no gênero slasher, mania dos anos 1970, a ponto de evocar a encenação de “Quadrilha de Sádicos” (1977). A produção se esmera na fotografia de motocross, até os protagonistas encontrarem uma segunda turma de motoqueiros, que não tira os capacetes negros enquanto saca seus facões ensanguentados para cometer assassinatos brutais. A história simplinha e carregada de clichês do gênero foi concebida por Danilo Beyruth, que atualmente desenha o “Motoqueiro Fantasma” nos quadrinhos da Marvel, e roteirizada por LG Bayão, que escreveu coisas tão distintas quanto “Irmã Dulce” (2014) e o besteirol “O Último Virgem” (2016). A direção é de Vicente Amorim (de “Corações Sujos” e também “Irmã Dulce”). Para completar, o elenco inclui alguns ex-integrantes da novela teen “Malhação”. Mas o verdadeiro massacre ficou fora da tela. Veio da crítica norte-americana, que eviscerou o filme após sua exibição no Festival de Toronto. Já os críticos brasileiros devem ter gosto diverso, pelo que se pode notar. “Todas as Razões para Esquecer” evoca outro tipo de filme americano. A trama compartilha angústias do cinema indie e chega a compartilhar o tema de “Homens, Mulheres e Filhos” (2014), sobre a contradição de um mundo extremamente conectado que gera pessoas extremamente solitárias. Diante de um arsenal de possibilidades tecnológicas para encontrar um novo amor, o protagonista vivido por Johnny Massaro não consegue esquecer a antiga namorada. Nem com terapia. Os dois documentários tem histórias mais originais. “Cartas para um Ladrão de Livros” conta a história do maior ladrão de livros raros do Brasil, ao mesmo tempo em que questiona valores culturais. O tema é desenvolvido de forma bastante instigante. Mas o grande destaque nacional da programação desta quinta (1/3) é disparado “Piripkura”. Vencedor do Festival do Rio e premiado no Festival de Roterdã, na Holanda, o filme de Mariana Oliva, Renata Terra e Bruno Jorge mergulha na floresta amazônica em busca dos últimos sobreviventes do povo indígena Piripkura, após anos de enfrentamento contra madeireiros. As câmeras dos cineastas fazem sua jornada ao lado de Jair Candor, um funcionário da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), e de dois índios nômades do povo Piripkura, conhecidos como o “povo borboleta”. Praticamente extintos, os Piripkura sobrevivem cercados por fazendas e madeireiros numa área ainda protegida no meio da floresta amazônica. Candor os conhece desde 1989, e realiza expedições periódicas, monitorando vestígios que comprovem a presença deles na floresta, a fim de manter a preservação da área. Mas eles tem a cabeça a prêmio, pois o genocídio virou o negócio mais lucrativo dos empresários rurais brasileiros. A produção é importante diante da atual política indígena do Brasil. “O agronegócio está mais forte do que nunca. O governo impôs cortes significativos à administração da FUNAI. Uma das consequências dessa atitude foi o aumento de invasores nas terras indígenas”, explicou Mariana Oliva em entrevista à revista americana Variety.

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    Pantera Negra mantém liderança nas bilheterias e já soma US$ 700 milhões em dez dias

    25 de fevereiro de 2018 /

    Líder incontestável das bilheterias da América do Norte, “Pantera Negra” atingiu nova marca expressiva ao somar US$ 108M (milhões) nos últimos três dias, valor que representa a segunda maior arrecadação de uma segunda semana em cartaz em todos os tempos – perde apenas para “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 149,2M em dezembro de 2015). A queda de rendimento desde a estreia foi de apenas 47%, uma das menores já registradas entre os blockbusters americanos. O ímpeto é tanto que, em apenas dez dias, o filme já atingiu US$ 400M no mercado doméstico e US$ 704M em todo o mundo. E ainda não estreou na China. Apenas um lançamento faturou mais que isso pelo mesmo período: “Star Wars: O Despertar da Força”. Um detalhe curioso na amostragem das bilheterias da América do Norte é que o público da segunda semana de “Pantera Negra” foi formado em sua maioria por espectadores brancos, após negros liderarem a compra de ingressos da estreia. Latinos e asiáticos também representam fatias expressivas, o que torna o público da produção o mais diversificado entre todos os filmes de super-heróis. Das três estreias da semana na América do Norte, a comédia “A Noite do Jogo” foi a que se deu melhor, abrindo em 2º lugar, ainda que com apenas 16% do faturamento do líder. O dado mais interessante da produção é que ela se tornou uma das comédias rasgadas mais bem-avaliadas dos últimos anos. Conquistou 83% de aprovação da crítica na média apurada pelo Rotten Tomatoes, interrompendo um longo período de comédias “podres” na avaliação do site. A estreia no Brasil está prevista apenas para 10 de maio. Com aprovação ainda maior, a sci-fi “Aniquilação” não se saiu tão bem entre o público. Recebida por elogios rasgados da crítica, o novo filme de Alex Garland, diretor de “Ex Machina”, atingiu 87% no Rotten Tomatoes, mas abriu em 4º lugar, com apenas US$ 11M. E a avaliação do CinemaScore (pesquisa entre os espectadores) foi medíocre, rendendo nota C – o que dificulta a expectativa de um boca-a-boca consistente. Isto ajuda a explicar o temor da Paramount, que decidiu realizar um lançamento em menos salas e com uma janela menor, negociando-o com a Netflix para o mercado internacional. O lançamento em streaming já acontece em 12 de março. A terceira estreia foi “Todo Dia”, que tombou em 9º lugar, com faturamento de US$ 3,1M. O fiasco de bilheteria veio acompanhado por 50% de aprovação da crítica – literalmente medíocre. Trata-se do segundo romance impossível do diretor Michael Sucsy, após “Para Sempre” (2012). Desta vez, com o detalhe de acompanhar uma menor de idade que se apaixona por uma “alma”, que muda de corpo todos os dias. A ideia doentia vem de um best-seller adolescente, que segue a linha apelativa aberta por “Crepúsculo” de colocar garotas em relações abusivas com justificativas fantasiosas. Chega no Brasil em 25 de maio. Confira abaixo os números do desempenho dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Pantera Negra Fim de semana: US$ 108M Total EUA: US$ 400M Total Mundo: US$ 704M 2. A Noite do Jogo Fim de semana: US$ 16,6M Total EUA: US$ 16,6M Total Mundo: US$ 21,8M 3. Pedro Coelho Fim de semana: US$ 12,5M Total EUA: US$ 71,2M Total Mundo: US$ 71,9M 4. Aniquilação Fim de semana: US$ 11M Total EUA: US$ 11M Total Mundo: US$ 11M 5. Cinquenta Tons de Liberdade Fim de semana: US$ 6,9M Total EUA: US$ 89,5M Total Mundo: US$ 320,3M 6. Jumanji: Bem-Vindo à Selva Fim de semana: US$ 5,6M Total EUA: US$ 387,2M Total Mundo: US$ 915,9M 7. 15h17 – Trem para Paris Fim de semana: US$ 3,6M Total EUA: US$ 32,2M Total Mundo: US$ 45,1M 8. O Rei do Show Fim de semana: US$ 3,4M Total EUA: US$ 160,7M Total Mundo: US$ 348,7M 9. Todo Dia Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA: US$ 3,1M Total Mundo: US$ 3,1M 10. O Homem das Cavernas Fim de semana: US$ 1,7M Total EUA: US$ 6,7M Total Mundo: US$ 6,7M

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    Estreias: Cinemas brasileiros recebem mais dois candidatos ao Oscar 2018

    22 de fevereiro de 2018 /

    Com “Pantera Negra” dominando os cinemas, a semana tem somente cinco estreias, todas com passagens por festivais. O maior lançamento chega em apenas 222 salas. Entre as novidades, há dois filmes com indicações ao Oscar 2018. Clique nos títulos de cada lançamento para ver os trailers de toda a programação. Dentre as cinco opções, a melhor estreia é o drama “Trama Fantasma”, que marca a despedida do ator Daniel Day-Lewis (“Lincoln”) do cinema. Ele anunciou sua aposentadoria e escolheu se despedir num reencontro com o diretor Paul Thomas Anderson, uma década após a bem-sucedida parceria da dupla em “Sangue Negro” (2007). O papel de Day-Lewis é baseado na vida do revolucionário estilista britânico Charles James, estabelecido em Nova York e celebrado como o “Primeiro Costureiro da América”. Na trama, um renomado costureiro (Day-Lewis), que veste a realeza britânica, as estrelas de cinema e a alta sociedade dos anos 1950, nunca se envolveu romanticamente com as mulheres que passaram por sua vida, até encontrar uma jovem (a luxemburguesa Vicky Krieps, de “O Homem Mais Procurado”), que se torna uma obsessão, musa, modelo e amante. A produção tem fotografia deslumbrante, assinada pela primeira vez pelo próprio Anderson, mas o destaque técnico pertence ao figurino, como seria próprio pela premissa, e à trilha sonora, composta por outro importante colaborador do cineasta, o músico Johnny Greenwood, guitarrista da banda Radiohead. O trabalho rendeu a primeira indicação da carreira de Greenwood para o Oscar. Ao todo, “Trama Fantasma” disputa seis Oscars, entre eles Melhor Filme, Direção e, claro, Ator – e tem 91% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A estreia mais ampla, por sua vez, é “Pequena Grande Vida”, que teve première no Festival de Veneza 2017, apesar de não ser um “filme de festival”. Trata-se de uma comédia com elementos de ficção científica que pretende servir de sátira social, mas não se mostra, literalmente, à altura da tarefa. A trama se passa num futuro próximo, quando já existe uma solução tecnológica para a crise financeira: miniaturização. O casal vivido por Matt Damon (“Jason Bourne”) e Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) percebe que sua vida seria muito melhor caso conseguissem encolher, pois a redução de tamanho também reduziria suas despesas. Entretanto, a mulher desiste no último instante, deixando o personagem de Damon sozinho – e em miniatura. O longa representa uma mudança de tom para o cineasta Alexander Payne, conhecido por comédias dramáticas e premiadas como “Sideways” (2004), “Os Descendentes” (2011) e “Nebraska” (2013). A iniciativa, porém, foi considerado medíocre, com 51% de aprovação no Rotten Tomatoes, e deu prejuízo – custou US$ 68 milhões e rendeu só US$ 24,4 milhões na América do Norte. “A Grande Jogada” marca a estreia na direção do premiado roteirista Aaron Sorkin (“A Rede Social”, “Steve Jobs”). Como suas histórias mais conhecidas, trata-se de uma cinebiografia, ainda que inconvencional. O filme acompanha a trajetória da ex-esquiadora Molly Bloom que, após não conseguir se classificar para as Olimpíadas, começou a organizar jogatinas ilegais, virando a “Princesa do Poquêr” ao atrair astros famosos do cinema, como Matt Damon, Ben Affleck e Tobey Maguire, para seu clube privado e clandestino de apostas. Até que sua vida glamourosa, de muita ostentação, passa a chamar a atenção da máfia russa para o negócio, além da Justiça americana. Apesar da história ser real, apenas Molly, vivida por Jessica Chastain (“A Colina Escarlate”), teve a identidade real preservada na produção, que ainda destaca Idris Elba, no papel do advogado de Bloom. Indicado a um Oscar – Melhor Roteiro Adaptado, para manter a tradição de Sorkin – , o filme tem 82% de aprovação no Rotten Tomatoes. Representante do bom cinema argentino contemporâneo, “Minha Amiga do Parque” chega ao Brasil dois anos após ser premiado no Festival de Sundance 2016 por seu roteiro. Escrito, dirigido e estrelado por Ana Katz, transforma a solidão de uma jovem mãe num suspense, ao relatar como a rotina de levar seu bebê ao parque a aproxima de outras mães envolvidas no mesmo cotidiano, até desconfianças alimentarem paranoia sobre a mais simpáticas de todas não ser o que aparenta. Por fim, “Paulistas” é um documentário brasileiro filmado com olhar realmente cinematográfico, com bastante destaque para a fotografia e seus “personagens”, feito obra de ficção. O apuro técnico – alguns diriam lírico – arrebata e surpreende por ser a estreia na direção de longas de Daniel Nolasco. O título não se refere aos moradores do estado de São Paulo e sim a uma curiosa região rural de Goiás em que não há jovens. O documentário registra o período de férias, quando três irmãos ausentes visitam os pais nesse lugar onde o tempo parece corroer tudo. Foi selecionada para o festival alemão de documentários Dok Leipzig 2017.

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    Pantera Negra quebra diversos recordes em estreia arrasadora na América do Norte

    18 de fevereiro de 2018 /

    Conforme comemorado de véspera, “Pantera Negra” estreou em 1º lugar e de forma arrasadora nas bilheterias da América do Norte. O novo filme de super-herói da Marvel atingiu US$ 202M (valor revisado com números oficiais) em seus primeiros três dias de exibição nos Estados Unidos e no Canadá. Trata-se da maior abertura doméstica de um filme de super-herói individual, deixando para trás o antigo campeão, “Capitão América: Guerra Civil” (US$ 179,1M). De fato, a arrecadação chegou até a superar “Vingadores: Era de Ultron” (US$ 191,2M). Entre todos os filmes de super-heróis já lançados, “Pantera Negra” ficou atrás apenas do recordista “Vingadores” (US$ 207,4M). Em todos os tempos, apenas quatro outros filmes tiveram estreia mais retumbante: o citado “Vingadores”, “Jurassic World” (US$ 208,8M), “Star Wars: Os Últimos Jedi” (US$ 220M) e “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 247,9M). É digno de impressionar mesmo. Mas “Pantera Negra” não conquistou “só” a quinta maior estreia de todos os tempos e a maior abertura de um filme de herói individual. A produção também liderou diversos rankings com o estabelecimento de novos recordes. Foi a maior estreia de um filme dirigido por um cineasta negro (Ryan Cogler), a maior estreia de um filme protagonizado por um ator negro (Chadwick Boseman) e a maior estreia já registrada durante o mês de fevereiro e em todo o inverno na América do Norte. O recordista anterior dos dois últimos quesitos era “Deadpool” (US$ 152M). Sem esquecer que na noite de quinta (15/2) já tinha quebrado o recorde de maior pré-estreia de todos os tempos. Tem mais. “Pantera Negra” arrecadou US$ 169 milhões no mercado internacional, chegando a um total de US$ 371 milhões em todo o mundo. E isto considerando que o filme ainda não chegou à China, onde é esperado apenas em 9 de março. O sucesso não é apenas financeiro. O longa agradou em cheio ao público e à crítica, com espectadores atribuindo nota A+, o máximo de aprovação possível, na pesquisa do CinemaScore, feita na saída dos cinemas norte-americanos, além de conquistar 97% de aprovação no agregador de críticas Rotten Tomatoes, a mais alta já obtida por um filme de super-herói – e superior a muitos dos filmes que disputam o Oscar 2018. O resto do ranking das maiores bilheterias do fim de semana passou longe dos números apresentados pelo filme da Marvel. O infantil “Pedro Coelho”, mistura de animação e live action, ficou em 2º lugar com US$ 17,2M, enquanto “Cinquenta Tons de Liberdade” caiu da primeira posição na semana passada para o 3º lugar, com US$ 16,9M. Em 4º lugar, “Jumanji: Bem-Vindo à Selva” ainda comemorou um marco no mercado mundial, ao superar os US$ 900 milhões de arrecadação. Para completar, ainda houve duas estreias, que se posicionaram na parte inferior do Top 10. “O Homem das Cavernas”, nova animação de massinhas do inglês Nick Park (criador de “Wallace & Gromit”), debutou em 7º lugar com US$ 3,1M, e o “épico” bíblico de baixo orçamento “Sansão” abriu em 10º com US$ 1,9M. Ambos têm lançamentos previstos para o Brasil, mas não para já – respectivamente, em abril e agosto. Confira abaixo os números do desempenho dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Pantera Negra Fim de semana: US$ 202M Total EUA: US$ 202M Total Mundo: US$ 371M 2. Pedro Coelho Fim de semana: US$ 17,2M Total EUA: US$ 48,2M Total Mundo: US$ 48,2M 3. Cinquenta Tons de Liberdade Fim de semana: US$ 16,9M Total EUA: US$ 76,1M Total Mundo: US$ 266,9M 4. Jumanji: Bem-Vindo à Selva Fim de semana: US$ 7,9M Total EUA: US$ 377,6M Total Mundo: US$ 904,6M 5. 15h17 – Trem para Paris Fim de semana: US$ 7,6M Total EUA: US$ 25,4M Total Mundo: US$ 36,1M 6. O Rei do Show Fim de semana: US$ 5,1M Total EUA: US$ 154,4M Total Mundo: US$ 325,2M 7. O Homem das Cavernas Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA: US$ 3,1M Total Mundo: US$ 3,1M 8. Maze Runner: A Cura Mortal Fim de semana: US$ 2,5M Total EUA: US$ 54M Total Mundo: US$ 240,7M 9. A Maldição da Casa Winchester Fim de semana: US$ 2,2M Total EUA: US$ 21,8M Total Mundo: US$ 21,8M 10. Sansão Fim de semana: US$ 1,9M Total EUA: US$ 1,9M Total Mundo: US$ 1,9M

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    Estreias: Pantera Negra e filmes do Oscar 2018 ocupam os cinemas

    15 de fevereiro de 2018 /

    O novo filme de super-heróis da Marvel é o maior lançamento da semana, que também traz aos cinemas nada menos que quatro longas indicados ao Oscar 2018, além de uma estreia nacional em circuito invisível. Clique nos títulos de cada filme para ver seus trailers. “Pantera Negra” estreia neste fim de semana também nos Estados Unidos, onde a expectativa é de quebra de recordes. O filme tem incríveis 97% de aprovação entre a crítica americana, uma avaliação mais positiva que a da maioria dos indicados ao Oscar – “Eu, Tonya”, “Três Anúncios para um Crime” e “Mudbound”, por exemplo, têm 90%, 93% e 96%, respectivamente. Mesmo assim, há grande curiosidade em torno de seu desempenho internacional, já que o primeiro filme de super-herói negro de Hollywood reflete uma política de inclusão e diversidade pautada para e pelo público americano. Longe de seguir padrões pré-estabelecidos, o longa não traz a típica trama de “super-herói negro”, como as séries “Luke Cage” e “Black Lightning” (Raio Negro). Em vez de proteger bairros pobres infestados por crime, T’Challa (Chadwick Boseman) reina numa nação desenvolvida da África, onde há abundância, prosperidade e tecnologia de superprodução sci-fi. O conflito vem do desejo de preservar o segredo de Wakanda do mundo exterior versus duas outras opções bem diferentes: do vilão branco (Andy Serkis, retomando seu personagem de “Capitão América: Guerra Civil”) obstinado em explorar as riquezas naturais do país, como os velhos colonialistas europeus, e do líder dissidente (Michel B. Jordan, de “Creed”), que considera criminoso deixar outras nações africanas passarem fome, enquanto Wakanda poderia liderar todo o continente e mudar o mundo. Em meio a estes dilemas, o cineasta Ryan Coogler (“Creed”) ainda inclui sequências de ação dignas de “007”, coadjuvantes que roubam as cenas (e merecem seus próprios filmes) e conflitos internos tão bem desenvolvidos que muitos já chamam o resultado de “melhor filme da Marvel” – uma definição que parece surgir a cada novo lançamento do estúdio presidido por Kevin Feige. Mais bem-avaliado que “Pantera Negra” neste fim de semana só “Lady Bird – A Hora de Voar”. O filme chegou a bater o recorde de avaliações positivas do site Rotten Tomatoes, com 100% de aprovação com 194 resenhas elogiosas. Mas isto chamou tanta atenção que um blogueiro decidiu postar uma crítica negativa para virar assunto, baixando a nota para 99%. Estreia solo na direção da atriz Greta Gerwig (“Mulheres do Século 20”), o filme é baseado em suas lembranças de juventude, pontuadas por um humor desconsertante, que acompanha Saoirse Ronan (“Brooklyn”) em sua vida de estudante rebelde no Norte da Califórnia, tratada como ovelha negra da família pela própria mãe (Laurie Metcalf, a mãe de Sheldon na série “The Big Bang Theory”), embora se veja como uma joaninha (ladybird) querendo voar para a liberdade. Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Comédia, “Lady Bird” foi indicado a cinco Oscars: Melhor Filme, Atriz (Ronan), Atriz Coadjuvante (Metcalf), Direção e Roteiro (ambos de Gerwig). Mas também foi acusado de plágio pela roteirista Josefina Lopez. Ela afirma que a história, supostamente inspirada pela juventude da diretora Greta Gerwig, é uma cópia de “Mulheres de Verdade Têm Curvas”, filme que ela escreveu em 2002. “Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi” conta outra história com elenco, direção e roteiristas negros. Terceiro longa-metragem da cineasta Dee Rees, após o drama lésbico indie “Pariah” (2011) e a telebiografia “Bessie” (2015), da HBO, a produção foi adquirida pronta pela Netflix por US$ 12,5 milhões em Sundance – a maior aquisição realizada no festival do ano passado. Foi lançada diretamente em streaming nos Estados Unidos, mas desembarca no Brasil – com três meses de atraso – pelo cinema, com direito ao indefectível subtítulo que parece existir para impedir lançamentos de filmes de nomes curtos no Brasil. Desta vez, a grosseria chama ainda mais atenção por conter um erro de português – a falta de acentuação em Mississípi. A trama gira em torno de duas famílias que convivem no sul rural dos Estados Unidos nos anos 1940. Uma delas é branca, racista e recém-chegada, tendo comprado sua fazenda com sonhos de grandeza. A outra é negra, humilde e trabalha naquelas terras há muitas gerações. Quando os filhos jovens das duas famílias retornam traumatizados da 2ª Guerra Mundial, acabam criando laços de amizade, forjados pela experiência compartilhada, o que incomoda ambos os lados. O soldado negro tem mais dificuldade em aceitar a situação de ter lutado pela liberdade dos europeus e voltar a um país segregado. O branco não pode ouvir um estouro de escapamento de carro sem achar que está levando tiros. Para piorar, ainda sente atração pela mulher negligenciada do irmão mais velho. Trata-se de uma adaptação do best-seller homônimo de Hillary Jordan, lançado em 2008 nos Estados Unidos, e sua filmagem ganhou um troféu do Gotham Awards, que abre a temporada de premiações de Hollywood. A consagração foi para o elenco, que inclui a cantora Mary J. Blige, indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. O filme também disputa o Oscar de Melhor Canção (novamente com Blige), Roteiro Adaptado (Dee Rees) e fez história com sua cinematógrafa, Rachel Morrison, a primeira mulher a disputar o prêmio da Academia na categoria de Direção de Fotografia. Vencedor do Festival de Toronto, do Globo de Ouro 2018 de Melhor Filme Dramático, e indicado a sete Oscars, “Três Anúncios para um Crime” é o terceiro longa virulento do inglês Martin McDonagh, cuja filmografia exalta o humor negro e a violência gratuita. O filme acompanha uma mãe inconformada com a incompetência da polícia após o estupro e assassinato da filha, que manda erguer cartazes cobrando providências e expondo o xerife de sua cidadezinha. O elenco destaca Frances McDormand (que venceu o Oscar há 20 anos por “Fargo”) no papel da mãe obstinada e Sam Rockwell (“Homem de Ferro 2”) como um assistente de xerife racista. Ambos disputam o Oscar, respectivamente de Melhor Atriz e Melhor Ator Coadjuvante, após venceram as duas categorias no SAG Awards, a premiação do Sindicato dos Atores. Desde então, o personagem de Rockwell virou centro de uma polêmica, em que o contexto do filme passou a ser denunciado por apresentar um racista como o herói da história. “Eu, Tonya” disputa três Oscars, que incluem a primeira indicação de Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”) como Melhor Atriz pelo papel-título. Mas seu favoritismo está na categoria de Atriz Coadjuvante, após Allison Janney (série “Mom”) vencer tudo o que disputou na temporada, como o Globo de Ouro, o SAG e o Critics Choice. Ela rouba todas as cenas como uma das mães mais malvadas já vistas no cinema. E o que mais impressiona é que a personagem não é ficção. O longa é cinebiografia da patinadora Tonya Harding, que apesar de ter disputado os Jogos Olímpicos e conquistado a Medalha de Prata no Campeonato Mundial de Patinação de 1991, ficou conhecida como vilã da vida real, ao se envolver num ataque, planejado por seu marido, contra a rival Nancy Kerrigan, durante o treinamento para o Campeonato dos Estados Unidos de 1994. Visando tirar sua principal oponente do caminho para ficar com uma vaga olímpica, Harding conseguiu o oposto: foi banida do esporte por toda a vida. O filme de Craig Gillespie (“Horas Decisivas”) tenta mostrar o que a levou a esse extremo. Por fim, o drama brasileiro “Antes do Fim” chega em apenas quatro salas, com distribuição de seu próprio cineasta, Cristiano Burlan (“Mataram Meu Irmão”). Filmada em preto e branco, a obra parece filme antigo, da época em que discursos se sobrepunham à encenação e a teatralidade era “técnica cinematográfica”, o que, curiosamente, muitos taxavam de “cinema de arte” e não teatro filmado. O elenco assume referências, com as participações de Helena Ignez e Jean-Claude Bernardet, ela atriz e musa, ele crítico e ensaísta de um Brasil que hoje só existe em mostras de cinema. Para completar, a própria trama é acadêmica: discute o direito ao suicídio e é inspirada por um texto de Bernardet, que defende a morte como um ato de resistência contra o capitalismo farmacêutico. Sério. Foi exibido no Festival de Brasília, onde não foi levado a sério – isto é, saiu sem prêmios.

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    Cinquenta Tons de Liberdade estreia em 1º lugar com a pior bilheteria da trilogia nos EUA

    11 de fevereiro de 2018 /

    A estreia de “Cinquenta Tons de Liberdade” foi a maior bilheteria do fim de semana na América do Norte. O final da trilogia de melodrama erótico arrecadou US$ 38,8M (milhões) em seus três primeiros dias de exibição. Mesmo assim, o desempenho ficou bem abaixo da abertura dos dois capítulos anteriores baseados na obra de E.L. James. O primeiro “Cinquenta Tons” estreou com US$ 85,1M em 2015, enquanto o segundo fez US$ 46,6M em 2017. Por coincidência, a nota da crítica também se tornou mais rasteira a cada novo lançamento. O novo episódio rendeu apenas 11% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O primeiro filme da franquia (25% no RT) foi o eleito o pior filme de 2015 na votação do troféu Framboesa de Ouro. Já o segundo concorre a bis este ano. Alheio às críticas negativas, o público mundial pagou US$ 136,9M para assistir ao final feliz de Anastasia e Christian Grey, fazendo com que a franquia da Universal atingisse US$ 1 bilhão de arrecadação em todo o mundo, entre os três títulos. Além deste, o fim de semana ainda teve o lançamento de mais dois filmes nos Estados Unidos e no Canadá, que deixaram o resto do Top 3 no mesmo tom cinzento, sem impressionar a crítica. Em 2º lugar, a produção infantil “Pedro Coelho”, combinação de animação e atores reais, fez US$ 25M, obtendo um início razoável para seu orçamento de US$ 50M. Pouco mais que medíocre para a crítica norte-americana, com 58% de aprovação, o longa chega aos cinemas brasileiros em 22 de março. “15:17: Trem para Paris”, dirigido por Clint Eastwood, ficou com o 3º lugar. Orçado em US$ 30M, faturou US$ 12,6M em seus três primeiros dias. Baseada em uma história real, o filme dispensou astros famosos para trazer os verdadeiros personagens da história, recriando para as telas seu ato de heroísmo. A estratégia do docudrama, entretanto, não impressionou a crítica – teve 21% de aprovação. Estreia no Brasil em 22 de fevereiro. Logo abaixo das estreias, o fenômeno “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”, líder até a semana passada, apareceu em 4º lugar. A produção da Sony arrecadou mais US$ 9,8M em sua oitava semana em cartaz, já acumula US$ 365,6M nas bilheterias domésticas e atingiu US$ 881,7M em todo o mundo. Com isso, ultrapassou “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (US$ 334,2M doméstico e US$ 880,2M mundial), o maior sucesso do estúdio no ano passado. Confira abaixo os números do desempenho dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Cinquenta Tons de Liberdade Fim de semana: US$ 38,8M Total EUA: US$ 38,8M Total Mundo: US$ 136,9M 2. Pedro Coelho Fim de semana: US$ 25M Total EUA: US$ 25M Total Mundo: US$ 25M 3. 15h17 – Trem para Paris Fim de semana: US$ 12,6M Total EUA: US$ 12,6M Total Mundo: US$ 17,9M 4. Jumanji: Bem-Vindo à Selva Fim de semana: US$ 9,8M Total EUA: US$ 365,6M Total Mundo: US$ 881,7M 5. O Rei do Show Fim de semana: US$ 6,4M Total EUA: US$ 146,52M Total Mundo: US$ 314,2M 6. Maze Runner: A Cura Mortal Fim de semana: US$ 6M Total EUA: US$ 49M Total Mundo: US$ 229,1M 7. A Maldição da Casa Winchester Fim de semana: US$ 5M Total EUA: US$ 17,1M Total Mundo: US$ 17,1M 8. The Post – A Guerra Secreta Fim de semana: US$ 3,5M Total EUA: US$ 72,8M Total Mundo: US$ 123M 9. A Forma da Água Fim de semana: US$ 3M Total EUA: US$ 49,7M Total Mundo: US$ 74,3M 10. Covil de Ladrões Fim de semana: US$ 2,8M Total EUA: US$ 40,9M Total Mundo: US$ 57M

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    Estreias: Cinemas privilegiam freguês do Framboesa de Ouro em semana com indicados ao Oscar 2018

    8 de fevereiro de 2018 /

    A programação cinematográfica da semana destaca dois indicados ao Oscar 2018 de Melhor Filme em Língua Estrangeira, mas não é isso que o circuito privilegia, e sim uma franquia campeã do Framboesa de Ouro, a premiação americana paralela que ridiculariza os piores do cinema. Clique nos títulos abaixo para ver os trailers de todas as estreias desta quinta (8/2). “Cinquenta Tons de Liberdade” monopoliza o circuito com lançamento em quase 1,5 mil salas, com a façanha de ser o pior exemplar da trilogia. A estreia também acontece neste fim de semana nos Estados Unidos e, lá, a crítica cravou 7% de (des)aprovação, segundo a média do site Rotten Tomatoes. Podre de ruim. Com Dakota Johnson e Jamie Dorman de volta aos papéis do casal com nomes de perfume, Anastasia e Christian Grey, a trama desta vez tem vestido branco de noiva, casamento, gravidez e uma subtrama de novela da Globo, com vilão psicopata e reviravoltas que não estragam o final feliz. Nem parece que tudo começou como literatura erótica. A falta de excitação do final talvez agrade quem tenha fetiche por vida doméstica. E quem ainda gosta de ouvir cantor de boy band em trilha de filme “adulto”. Para aqueles sem idade para casar, a opção dos shoppings é “Meu Amigo Vampiro”, versão animada dos livros infantis de Angela Sommer-Bodenburg, que já foram adaptados numa série da TV alemã nos anos 1980 e no filme hollywoodiano “O Pequeno Vampiro”, no ano 2000. A animação computadorizada alemã se esforça, mas sofre na comparação com equivalentes americanos pelo enorme atraso tecnológico e trama simplista. Sofrimento mesmo é o que promete “O Que Te Faz Mais Forte”, filme que mistura patriotismo e superação, ingredientes que costumam levar ao Oscar. Mas embora tenha entusiasmado críticos americanos – tem 92% de provação no Rotten Tomatoes – , não contagiou as premiações do final do ano, mesmo com première no Festival de Toronto. Talvez pelo descaramento de seu objetivo de manipulação emocional. A trama é baseada na história real de Jeff Bauman, vítima do atentado terrorista na maratona de Boston em 2013, que perdeu as pernas e precisou reencontrar forças para continuar vivendo, e no processo se tornou símbolo do espírito de uma nação. Jake Gyllenhaal (“Animais Noturnos”) faz as bandeiras tremularem no papel principal. A oferta de filmes melhora consideravelmente conforme diminuem as salas disponíveis. Cada vez mais exclusivista, o circuito limitado oferece três maravilhas cinematográficas para poucos. Melhor Roteiro no

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