Pantera Negra mantém liderança nas bilheterias e já soma US$ 700 milhões em dez dias

Líder incontestável das bilheterias da América do Norte, “Pantera Negra” atingiu nova marca expressiva ao somar US$ 108M (milhões) nos últimos três dias, valor que representa a segunda maior arrecadação de uma segunda semana em cartaz em todos os tempos – perde apenas para “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 149,2M em dezembro de 2015).

A queda de rendimento desde a estreia foi de apenas 47%, uma das menores já registradas entre os blockbusters americanos. O ímpeto é tanto que, em apenas dez dias, o filme já atingiu US$ 400M no mercado doméstico e US$ 704M em todo o mundo. E ainda não estreou na China.

Apenas um lançamento faturou mais que isso pelo mesmo período: “Star Wars: O Despertar da Força”.

Um detalhe curioso na amostragem das bilheterias da América do Norte é que o público da segunda semana de “Pantera Negra” foi formado em sua maioria por espectadores brancos, após negros liderarem a compra de ingressos da estreia. Latinos e asiáticos também representam fatias expressivas, o que torna o público da produção o mais diversificado entre todos os filmes de super-heróis.

Das três estreias da semana na América do Norte, a comédia “A Noite do Jogo” foi a que se deu melhor, abrindo em 2º lugar, ainda que com apenas 16% do faturamento do líder. O dado mais interessante da produção é que ela se tornou uma das comédias rasgadas mais bem-avaliadas dos últimos anos. Conquistou 83% de aprovação da crítica na média apurada pelo Rotten Tomatoes, interrompendo um longo período de comédias “podres” na avaliação do site. A estreia no Brasil está prevista apenas para 10 de maio.

Com aprovação ainda maior, a sci-fi “Aniquilação” não se saiu tão bem entre o público. Recebida por elogios rasgados da crítica, o novo filme de Alex Garland, diretor de “Ex Machina”, atingiu 87% no Rotten Tomatoes, mas abriu em 4º lugar, com apenas US$ 11M. E a avaliação do CinemaScore (pesquisa entre os espectadores) foi medíocre, rendendo nota C – o que dificulta a expectativa de um boca-a-boca consistente. Isto ajuda a explicar o temor da Paramount, que decidiu realizar um lançamento em menos salas e com uma janela menor, negociando-o com a Netflix para o mercado internacional. O lançamento em streaming já acontece em 12 de março.

A terceira estreia foi “Todo Dia”, que tombou em 9º lugar, com faturamento de US$ 3,1M. O fiasco de bilheteria veio acompanhado por 50% de aprovação da crítica – literalmente medíocre. Trata-se do segundo romance impossível do diretor Michael Sucsy, após “Para Sempre” (2012). Desta vez, com o detalhe de acompanhar uma menor de idade que se apaixona por uma “alma”, que muda de corpo todos os dias. A ideia doentia vem de um best-seller adolescente, que segue a linha apelativa aberta por “Crepúsculo” de colocar garotas em relações abusivas com justificativas fantasiosas. Chega no Brasil em 25 de maio.

Confira abaixo os números do desempenho dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá.

BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte

1. Pantera Negra
Fim de semana: US$ 108M
Total EUA: US$ 400M
Total Mundo: US$ 704M

2. A Noite do Jogo
Fim de semana: US$ 16,6M
Total EUA: US$ 16,6M
Total Mundo: US$ 21,8M

3. Pedro Coelho
Fim de semana: US$ 12,5M
Total EUA: US$ 71,2M
Total Mundo: US$ 71,9M

4. Aniquilação
Fim de semana: US$ 11M
Total EUA: US$ 11M
Total Mundo: US$ 11M

5. Cinquenta Tons de Liberdade
Fim de semana: US$ 6,9M
Total EUA: US$ 89,5M
Total Mundo: US$ 320,3M

6. Jumanji: Bem-Vindo à Selva
Fim de semana: US$ 5,6M
Total EUA: US$ 387,2M
Total Mundo: US$ 915,9M

7. 15h17 – Trem para Paris
Fim de semana: US$ 3,6M
Total EUA: US$ 32,2M
Total Mundo: US$ 45,1M

8. O Rei do Show
Fim de semana: US$ 3,4M
Total EUA: US$ 160,7M
Total Mundo: US$ 348,7M

9. Todo Dia
Fim de semana: US$ 3,1M
Total EUA: US$ 3,1M
Total Mundo: US$ 3,1M

10. O Homem das Cavernas
Fim de semana: US$ 1,7M
Total EUA: US$ 6,7M
Total Mundo: US$ 6,7M

Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna

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