WiFi Ralph lidera bilheterias por seu terceiro e último fim de semana consecutivo nos EUA
A animação “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” chegou ao limite de seu fôlego para manter-se no topo das bilheterias dos Estados Unidos e Canadá pelo terceiro fim de semana consecutivo. Com US$ 16,1M (milhões), ficou apenas 1M à frente de outra animação rival, “O Grinch”, que está em sua quinta semana em cartaz. Na semana que vem, as duas animações terão a concorrência de uma terceira – e elogiadíssima – , “Homem-Aranha no Aranhaverso”. Enquanto isso, “Aquaman” já começou a surfar no mercado internacional, batendo recorde de bilheteria da Warner na China. O rei de Atlantis vai chegar apenas daqui a dois fins de semana à América do Norte – passando antes pelo Brasil – , para também disputar a liderança do ranking. Por enquanto, porém, é tudo calmaria no Top 10, já que praticamente não houve alteração em relação à semana passada. Sem estreias amplas, os mesmos filmes permanecem entre os dez mais vistos da América do Norte. Mas as críticas positivas e indicações ao Globo de Ouro fizeram “Green Book” subir algumas posições, indo do 10º para o 7º lugar e jogando o “Cadáver” ladeira abaixo. De significativo, vale ressaltar que “Bohemian Rhapsody” fez mais US$ 100M entre o fim de semana passado e o atual, atingindo quase US$ 600M em todo o mundo. É recorde disparado para o gênero das cinebiografias musicais, que devem se multiplicar após esse resultado. O filme sobre a banda Queen também superou a cinebiografia da banda NWA, “Straight Outta Compton”, para se tornar a maior bilheteria do gênero no mercado norte-americano. Saiba mais aqui. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Wifi Ralph: Quebrando a Internet Fim de semana: US$ 16,1M Total EUA e Canadá: 140,8M Total Mundo: US$ 258,1M 2. O Grinch Fim de semana: US$ 15,1M Total EUA e Canadá: US$ 223,4M Total Mundo: US$ 322,3M 3. Creed II Fim de semana: US$ 10,3M Total EUA e Canadá: US$ 96,4M Total Mundo: US$ 119,6M 4. Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald Fim de semana: US$ 6,8M Total EUA e Canadá: US$ 145,2M Total Mundo: US$ 568,5M 5. Bohemian Rhapsody Fim de semana: US$ 6M Total EUA e Canadá: US$ 173,5M Total Mundo: US$ 596,5M 6. De Repente uma Família Fim de semana: US$ 5,6M Total EUA e Canadá: US$ 54,1M Total Mundo: US$ 60,4M 7. Green Book Fim de semana: US$ 3,9M Total EUA e Canadá: US$ 19,9M Total Mundo: US$ 19,9M 8. Robin Hood: A Origem Fim de semana: US$ 3,5M Total EUA e Canadá: US$ 27,2M Total Mundo: US$ 65,7M 9. Cadáver Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA e Canadá: US$ 11,5M Total Mundo: US$ US$ 23M 10. As Viúvas Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA e Canadá: US$ 38,5M Total Mundo: US$ 65M
Estreias: Cinema brasileiro rende quatro destaques na semana
Treze filmes chegam aos cinemas nesta quinta (6/12) e nem o cinéfilo mais dedicado suportaria metade. Mais que de praxe, os piores são os que tem a maior distribuição: a animação “Encantado” e o terror “O Chamado do Mal”. Tão ruins que nem possuem previsão de estreia nos Estados Unidos, onde devem sair direto em DVD ou VOD, se forem lançados. Hora da curadoria. Entre os americanos, tem até um filme lacrimoso do criador da série “This Is Us”, mas o único recomendado é o drama indie “O Ódio que Você Semeia”. Adaptação do best-seller de Angie Thomas roteirizada por Audrey Wells (“Quatro Vidas de um Cachorro”), que faleceu em outubro, foi destaque no circuito de festivais da América do Norte e obteve 96% de críticas positivas no site Rotten Tomatoes. A trama acompanha a jovem Starr Carter (Amandla Stenberg, de “Jogos Vorazes”), que teve o nome traduzido para o público brasileiro como “Estrella” Carter. Estudante dedicada numa escola de brancos, ela nunca teve problemas raciais e fazia de tudo para não ser vista pelos colegas como “a garota negra” da aula. Até o dia em que descobre o racismo da pior forma, ao ver o namorado assassinado por um policial branco. Testemunha do crime, ela decide deixar de ser incolor para assumir uma posição na luta contra o preconceito. E as cenas de abuso começam a aumentar, conforme a protagonista passa a perceber melhor as cores do mundo em preto e branco ao seu redor. Mas a semana é mesmo do cinema brasileiro. Há quatro obras de ficção e dois documentários nacionais, que se apresentam como as melhores opções da programação. Por coincidência, esta lista inclui duas adaptações de textos clássicos do teatro nacional que, cada um a seu modo, refletem o mundo atual. A maior surpresa é a obra do único diretor estreante da leva. O ator Murilo Benício (“O Animal Cordial”) estreia atrás das câmeras com “O Beijo no Asfalto”, filmando a história conhecida de Nelson Rodriguez de forma nunca feito antes. E não apenas pelas imagens em preto e branco. Ao contrário da versão de 1981, rodada por Bruno Barreto, o novo “O Beijo no Asfalto” não é a simples transposição do texto de 1960, sobre um atropelado que pede um beijo a um desconhecido antes de morrer, e como esse beijo passa a atormentar a vida daquele que demonstrou compaixão. É, em vez disso, um filme sobre atores que se dedicam a encenar “O Beijo no Asfalto” – em abordagem similar a de “Ricardo III: Um Ensaio” (1996), de Al Pacino. Filmagem e bastidores se misturam, ressaltando o talento dos intérpretes, comandados por Lázaro Ramos (“O Vendedor de Passados”), Stênio Garcia (“O Inventor de Sonhos”), Octavio Müller (“Benzinho”) e Débora Falabella (“O Filho Eterno”), esposa de Benício, mas principalmente Fernanda Montenegro (“Infância”), para quem Rodriguez escreveu a peça original. E conforme roupas de época mesclam-se a conversas do elenco e elementos da encenação, os temas pertinentes da história, como preconceito, fake news e corrupção, ganham projeção e demonstram como os problemas nacionais continuam iguais. Ainda mais “como nossos pais” é a adaptação de “Rasga Coração”. Escrito entre 1972 e 1974, o último texto teatral de Oduvaldo Vianna Filho (o criador da série “A Grande Família”) lida com conflito de gerações, mas também com o conflito entre o homem comum e a realidade política e social do país. Acabou virando um marco da luta contra a censura, passando cinco anos proibida pela ditadura. A versão cinematográfica traz Marco Ricca (“Chatô, O Rei do Brasil”) como o pai que foi rebelde na juventude, acomodou-se na classe média e agora tem que lidar com um filho que repete sua trajetória, tendo os protestos políticos de duas gerações como panos de fundo. O cineasta Jorge Furtado (“Real Beleza”), por sinal, atualizou a trama, situando a juventude do pai na época de Vianinha, enquanto seu filho (Chay Suede) explora outras lutas no século 21, ligadas à causas queer. A atualização, porém, vai até certo ponto, pendendo sempre para o ponto de vista do paizão setentista. Também fazem parte do elenco Drica Moraes (“Getúlio”) e João Pedro Zappa (“Gabriel e a Montanha”). Mais premiado da semana, “Tinta Bruta”, dos gaúchos Marcio Reolon e Filipe Matzembacher (dupla de “Beira-Mar”), foi o Melhor Filme do Festival do Rio 2018 e venceu o prêmio Teddy, concedido por um júri independente aos melhores longas com temática LGBTQ da seleção oficial do último Festival de Berlim. O drama acompanha um jovem que usa o codinome GarotoNeon para trabalhar como camboy, fazendo performances eróticas com o corpo coberto de tinta para milhares de anônimos ao redor do mundo, pela internet. A maior força do filme está em suas imagens, belamente fotografadas, que ocupam o espaço das poucas falas e edição minimalista da produção, numa ode ao voyeurismo-exibicionismo que não segue realmente o roteiro esperado. Com maior apelo popular, “A Mata Negra” é o quinto longa de terror de Rodrigo Aragão, que chega aos cinemas uma década após o primeiro, “Mangue Negro” (2008). E demonstra a clara evolução do cineasta capixaba, que aprendeu sozinho a dirigir e a fazer efeitos especiais práticos para baratear suas produções. Embora continue trabalhando com muitos atores amadores, Aragão especializou-se em evocar um clima macabro, que se mostra especialmente perturbador no novo trabalho, enquanto segue a desenvolver um terror com elementos nacionais. Nisto, é claramente sucessor de José Mojica Marins, o Zé do Caixão. O filme adapta “causos” regionais para contar a história de uma menina que recebe a missão de ler um misterioso livro de “rezas” para salvar a alma de um homem que vê a morte chegar. Entretanto, ela desobedece a ordem de queimar a obra – que seria o livro de São Cipriano – e, após o homem falecer, passa usá-lo por conta própria, desencadeando uma série de tragédias. A produção é a primeira da carreira de Aragão a contar com dinheiro de edital de fomento. Custou R$ 630 mil e, como novidade, teve até a participação de atores famosos, como Jackson Antunes (“Mais Forte que o Mundo: A História de José Aldo”) e Francisco Gaspar (“O Matador”). O elenco também destaca Carol Aragão (de “Mar Negro”), filha do cineasta, no papel principal. Vale conferir ainda o português “Raiva”, de Sérgio Tréfaut (“Viagem a Portugal”), uma história intensa em preto e branco sobre o período de fome nos campos do país nos anos 1950, e os documentários, em particular o dedicado ao cartunista “Henfil”. De resto, veja os trailers e as sinopses abaixo. O Ódio que Você Semeia | EUA | Drama Starr Carter (Amandla Stenberg) é uma adolescente negra de 16 anos que presencia o assassinato de Khalil, seu melhor amigo, por um policial branco. Ela é forçada a testemunhar no tribunal por ser a única pessoa presente na cena do crime. Mesmo sofrendo uma série de chantagens, ela está disposta a dizer a verdade pela honra de seu amigo, custe o que custar. O Beijo no Asfalto | Brasil | Drama Baseado na peça homônima escrita por Nelson Rodrigues. Ao presenciar um atropelamento, Arandir, um bancário recém-casado, tenta socorrer a vítima, mas o homem, quase morto, só tem tempo de realizar um último pedido: um beijo. Arandir beija o homem, mas seu ato é flagrado por seu sogro Aprígio e fotografado por Amado Ribeiro, um repórter policial sensacionalista. Rasga Coração | Brasil | Drama Manguari Pistolão (Marco Ricca) é ao mesmo tempo um herói e um homem comum. Atuante na militância em boa parte da vida, agora ele terá que enfrentar o mesmo que seu pai enfrentou: o seu filho Luca (Chay Suede) pretende deixar a faculdade de Medicina e ingressar de vez no movimento hippie. Em um crescente conflito com as escolhas do filho, ele verá seu passado sendo reiventado na figura dele. Tinta Bruta | Brasil | Drama O jovem Pedro (Shico Menegat) vive um momento complicado, ele responde a um processo criminal ao mesmo tempo em que precisa lidar com a mudança da irmã, sua única amiga. Como forma de catarse, ele assume o codinome GarotoNeon e passa a se apresentar anonimamente na internet dançando nu na escuridão do seu quarto, coberto apenas por uma tinta fluorescente. Mata Negra | Brasil | Terror Numa floresta do interior do Brasil, uma garota vê sua vida – e a de todos ao seu redor – mudar terrivelmente quando encontra o Livro Perdido de Cipriano, cuja Magia Sombria, além de outorgar poder e riqueza a quem o possui, é capaz de libertar uma terrível maldição sobre a terra. Raiva | Portugal | Drama Nos remotos campos do Baixo Alentejo, no sul de Portugal, a miséria e a fome assolam a população. Quando dois violentos assassinatos acontecem em uma só noite, um mistério toma o lugar: qual poderia ser a origem desses crimes? Encantado | Canadá | Animação Quando criança, o príncipe Felipe Encantado foi alvo da bruxa Morgana, que aplicou nele um feitiço que faz com que todas as mulheres por ele se apaixonem assim que o vêem. Com isso, ele não apenas salva como se torna noivo de três princesas em apuros: Branca de Neve, Cinderela e a Bela Adormecida. O feitiço apenas será quebrado quando o príncipe encontrar o amor verdadeiro, algo bastante difícil diante de tamanha adoração. Precisando cumprir um desafio em três etapas, ele encontra apoio na ladra Leonora Quinonez, que está imune ao seu galanteio e se traveste de homem para ajudá-lo. O Chamado do Mal | EUA | Terror Um professor universitário e sua esposa, que estão prestes a ter um bebê, serão os responsáveis por um ato com consequências horrendas: eles liberam, involuntariamente, uma entidade maligna com pretensões perigosas. A Vida em Si | EUA | Drama O relacionamento amoroso vivido por um casal (Oscar Isaac e Olivia Wilde) é contado através de diferentes décadas e continentes, desde as ruas de Nova York até Espanha e como diferentes pessoas acabam se conectando com eles através de um evento marcante. 2 Outonos e 3 Invernos | França | Comédia Arman (Vincent Macaigne) tem 33 anos e resolve mudar de vida. Para começar, começa a correr no parque aos sábados. No primeiro dia, conhece Amélie (Maud Wyler). A primeira impressão é de um choque, a segunda será uma punhalada no coração. Benjamin (Bastien Bouillon) é o melhor amigo de Arman. Entre dois outonos e três invernos as vidas de Amélie, Arman e Benjamin se cruzam, cheias de encontros, acidentes, histórias de amor e memórias Maria Callas – Em Suas Próprias Palavras | França | Documentário Maria Callas nasceu na cidade de Nova York em 1923, numa família de imigrantes gregos. Incentivada pela mãe a desenvolver dotes artísticos desde cedo, teve aulas de canto lírico com Elvira Hidalgo no Conservatório de Atenas e não tardou a ser reconhecida internacionalmente como a melhor cantora de ópera de todos os tempos. Através de entrevistas, imagens raras de arquivo, filmagens pessoais e cartas íntimas, a vida e a carreira da artista são reconstituídas. Henfil | Brasil | Documentário O documentário registra uma proposta curiosa feita a uma turma de jovens animadores: tentar trazer para a atualidade as obras do cartunista, jornalista e ativista brasileiro Henrique de Souza Filho, o Henfil. Além desse processo, o filme traz depoimentos de amigos e revelações sobre como o artista hemofílico lidava com sua doença e utilizava seus desenhos como instrumento de luta contra a censura política de sua época. Meu Tricolor de Aço | Brasil | Documentário Completando 100 anos de existência no ano de 2018, o Fortaleza Esporte Clube é considerado, além de um respeitado time de futebol, um patrimônio cultural do Ceará e da vida de centenas de jogadores e torcedores. Remontando a trajetória repleta de glórias, derrocadas e alegrias, dirigentes, empresários e apaixonados pelo Fortaleza prestam emocionados depoimentos sobre uma história que começou a ganhar forma ainda em 1912.
WiFi Ralph mantém 1º lugar e vira maior sucesso dos estúdios Disney nos EUA em 2018
“WiFi Ralph: Quebrando a Internet” manteve a liderança das bilheterias na América do Norte pelo segundo fim de semana consecutivo. Com os US$ 25,7M (milhões) acumulados nos três últimos dias, atingiu 119,2M no mercado doméstico e, assim, já se tornou o maior sucesso do Walt Disney Studios nos Estados Unidos e Canadá neste ano, após os fracassos de todas as produções live-action do estúdio em 2018 – “Uma Dobra no Tempo” (US$ 100,4M na América do Norte), “Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível” (US$ 99,2M) e “O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos” (US$ 49,1M). A ausência de sucessos do estúdio foi compensada pelo êxito do resto do conglomerado, com produções da Marvel e Pixar encabeçando as bilheterias de 2018. Mas chama atenção que até “WiFi Ralph” incluiu personagens da Marvel, Pixar e Lucasfilm em sua trama, no primeiro crossover geral – e genérico – da Disney. O público brasileiro ainda vai demorar para poder conferir, já que sua estreia nacional está marcada apenas para 3 de janeiro. Outra animação ocupou o 2º lugar. “O Grinch” subiu uma posição em relação à semana passada, ultrapassando o drama “Creed II”, em 3º. O Top 5 se completa com “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” e “Bohemian Rhapsody”, que, por coincidência, estão com desempenhos muito próximos em suas escaladas mundiais. O segundo “Animais Fantásticos” ultrapassou os US$ 500M de arrecadação em todo o mundo, enquanto a cinebiografia da banda Queen roçou na marca nos últimos três dias. A diferença, claro, é que enquanto a fantasia grandiosa da Warner custou US$ 200M e ainda está no prejuízo, o musical da Fox foi rodado por US$ 52M e está dando muito lucro. Para completar, a semana teve apenas um lançamento, o terror “Cadáver”, que também estreou neste fim de semana no Brasil. Destruído pela crítica com somente 17% de aprovação no Rotten Tomatoes, fez US$ 6,5M e abriu em 7º lugar – à frente do fiasco de “Robin Hood: A Origem”, que foi outra estreia da semana nos cinemas brasileiros. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Wifi Ralph: Quebrando a Internet Fim de semana: US$ 25,7M Total EUA e Canadá: 119,2M Total Mundo: US$ 206,9M 2. O Grinch Fim de semana: US$ 17,7M Total EUA e Canadá: US$ 203,5M Total Mundo: US$ 268,3M 3. Creed II Fim de semana: US$ 16,8M Total EUA e Canadá: US$ 81,1M Total Mundo: US$ 92,5M 4. Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald Fim de semana: US$ 11,2M Total EUA e Canadá: US$ 134,3M Total Mundo: US$ 519,6M 5. Bohemian Rhapsody Fim de semana: US$ 8,1M Total EUA e Canadá: US$ 164,4M Total Mundo: US$ 493M 6. De Repente uma Família Fim de semana: US$ 7,1M Total EUA e Canadá: US$ 45,9M Total Mundo: US$ 45,9M 7. Cadáver Fim de semana: US$ 6,5M Total EUA e Canadá: US$ 6,5M Total Mundo: US$ 10,6M 8. Robin Hood: A Origem Fim de semana: US$ 4,7M Total EUA e Canadá: US$ 21,7M Total Mundo: US$ 48M 9. As Viúvas Fim de semana: US$ 4,4M Total EUA e Canadá: US$ 33M Total Mundo: US$ US$ 46,6M 10. Green Book Fim de semana: US$ 3,9M Total EUA e Canadá: US$ 14M Total Mundo: US$ 14M
Suspense As Viúvas salva a programação de cinema da semana
Os cinemas exibem três ótimas estreias nesta quinta (29/11). Mas é bem mais fácil ser convencido a pagar para ver um filme ruim, considerando a distribuição ostensiva e o investimento em marketing das outras opções, candidatas à “consagração” entre as piores obras do ano. No plural. Melhor lançamento hollywoodiano da semana, “As Viúvas” (Widows) é o primeiro thriller do britânico Steve McQueen, diretor do filme vencedor do Oscar “12 Anos de Escravidão”, que combina elementos dramáticos e suspense tenso com trama de filmes de assalto e gângsteres. Mas o que realmente impressiona é o elenco grandioso, encabeçado por Viola Davis, vencedora do Oscar por “Um Limite entre Nós” (Fences). O longa é uma adaptação da série britânica “As Damas de Ouro” (Widows), criada por Lynda La Plante (série “Prime Suspect”) em 1983, sobre viúvas de ladrões que resolvem seguir os passos dos seus maridos, realizando um assalto que eles não conseguiram fazer. A adaptação foi transposta para os Estados Unidos e escrita pela romancista Gillian Flynn, autora do best-seller “Garota Exemplar”, resultando em 91% de aprovação no site Rotten Tomatoes, uma das maiores notas para um thriller em 2018. Além de Viola Davis, as viúvas incluem Michelle Rodriguez (franquia “Velozes e Furiosos”), Elizabeth Debicki (“Guardiões da Galáxia Vol. 2”) e a estrela da Broadway Cynthia Erivo em seu primeiro grande papel cinematográfico. Mas o elenco ainda inclui Liam Neeson (“Perseguição Implacável”), Colin Farrell (“O Estranho que Nós Amamos”), Robert Duvall (“O Juiz”), Daniel Kaluuya (“Corra!”), Jacki Weaver (“Artista do Desastre”), Brian Tyree Henry (série “Atlanta”), Jon Bernthal (série “O Justiceiro”), Manuel Garcia-Rulfo (“Sete Homens e um Destino”), Garret Dillahunt (série “Fear the Walking Dead”) e Carrie Coon (série “The Leftovers”). Surpresa entre as habituais comédias bobas americanas, “De Repente uma Família” (Instant Family) também é muito melhor que sua premissa sugere, ao trazer Mark Wahlberg (“Pai em Dose Dupla”) e Rose Byrne (“Vizinhos”) como pais adotivos de três crianças crescidas. A obra é uma combinação de doçura e trapalhadas que visam divertir, derreter corações e inspirar, e se baseia na vida do diretor e roteirista Sean Anders (também de “Pai em Dose Dupla”), que adotou três crianças com sua esposa e resolveu usar a experiência como base para a história. Na trama, o casal formado pelos protagonistas se muda para uma casa grande e percebe a falta de crianças em suas vidas. Ao visitarem um lar público de menores abandonados, eles conhecem Lizzy (Isabela Moner, de “Transformers: O Último Cavaleiro”), uma adolescente que lhes impressiona pela atitude. Mas quando decidem adotá-la, descobrem que ela vem “agregada” com dois irmãos pequenos. As adaptações não são fáceis, geram crises de ambos os lados, mas no final compensam, já que, com 82% de aprovação no Rotten Tomatoes, tem uma das melhores notas de comédia americana do ano. Por fim, “Utøya – 22 de Julho”, vencedor do prêmio de Melhor Fotografia no European Awards (o Oscar Europeu), é uma porrada disponível para poucos. Com lançamento limitado, o filme do norueguês Erik Poppe não está em exibição na maioria as cidades. Mas é uma experiência inesquecível, que reflete, com uma estética quase documental, de câmera na mão, o desespero de 500 adolescentes no acampamento de verão da ilha norueguesa de Utøya, em 2011, quando um terrorista de extrema direita começou a lhes matar. Baseado em fatos verídicos, o filme cria imagens poderosas que refletem o mundo atual como poucas obras, escancarando a realidade criada pelo extremismo, a xenofobia, o ódio político, a intolerância e a facilidade que existe para se adquirir armas para atos violentos. O resto é por sua conta e risco. Cheque os trailers e sinopses abaixo. As Viúvas | EUA | Thriller Um assalto frustrado faz com que Harry Rawlins (Liam Neeson) e sua gangue sejam mortos pela polícia e o dinheiro que roubaram destruído pelas chamas. Isto faz com que a viúva de Harry, Veronica (Viola Davis), seja cobrada para que a quantia roubada seja devolvida. Pressionada, ela encontra um caderno de anotações de Harry que prevê em detalhes aquele que seria seu próximo golpe. Veronica então decide realizar o roubo, tendo a ajuda das demais viúvas dos mortos no assalto frustrado. De Repente uma Família | EUA | Comédia O jovem casal Pete (Mark Wahlberg) e Ellie (Rose Byrne) decide adotar uma criança, e resolve participar de encontros com jovens sem lar. O casal se apaixona pela pré-adolescente Lizzie (Isabela Moner), uma garota de temperamento forte, e decide adotá-la. Mas Lizzie tem dois irmãos menores, que se mudam com ela. Logo, Pete e Ellie se veem com três crianças barulhentas e indisciplinadas, que mudam as suas vidas por completo. Utøya – 22 de Julho | Noruega | Suspense No pior dia da história norueguesa moderna, Kaja (Andrea Berntzen) se diverte com sua irmã mais nova Emilie (Elli Rhiannon Müller Osbourne) 12 minutos antes do atentado no acampamento de verão na ilha Utøya. Foi o segundo ataque terrorista de Anders Behring Breivik em menos de duas horas, totalizando 77 mortes. Kaja representa o pânico, medo e desespero dos 500 jovens de Utøya enquanto busca sua irmã na floresta. Robin Hood: A Origem | EUA | Aventura A origem da famosa lenda sobre o ladrão que rouba dos ricos para dar aos pobres. Robin Hood (Taron Egerton) volta das Cruzadas e surpreende-se ao encontrar a Floresta Sherwood repleta de corrupção e maldade. Unindo-se a um bando de foras da lei, ele próprio resolve acertar as coisas. Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro | Brasil | Comédia Um grupo de três youtubers que se dizem especialistas em seres sobrenaturais decidem conquistar o reconhecimento do público de uma vez por todas. Para isso, eles traçam um plano para capturar um ser conhecido por todos. Trata-se do espírito de uma mulher de cabelos claros que morreu de modo desconhecido e que assombra os banheiros das escolas de todo o país: a loura do banheiro. Cadáver | EUA | Terror Megan Reed (Shay Mitchell) é uma policial reformada que tem lutado contra os vícios. Ela está prestando serviços comunitários em um hospital, como um pagamento para o tratamento que a deixou sóbria. Entretanto, a história se torna macabra depois que um cadáver misterioso é encontrado no local. Um Homem Comum | Sérvia, EUA | Suspense Um conhecido criminoso de guerra (Ben Kingsley) passa sua vida fugindo das autoridades internacionais. Quando ele é deslocado para um novo esconderijo, começa a se relacionar com sua empregada Tanja (Hera Hilmar), e descobre que ela é, na verdade, uma agente contratada para protegê-lo. À medida em que a busca por ele é intensificada, o General percebe que ela é a única pessoa em quem pode confiar. A Excêntrica Família de Gaspard | França | Comédia Ao receber um convite inesperado para o casamento do pai, Gaspard decide viajar até o zoológico administrado por sua família, depois de anos afastado. Ele pede para Laura, uma jovem exuberante, acompanhá-lo no evento, como se fosse sua namorada. Mas o que promete ser uma reunião familiar conturbada para Gaspard é, na realidade, uma oportunidade única de reviver os momentos incríveis de sua infância, ao lado dos animais que o viram crescer
WiFi Ralph quebra bilheterias com a segunda maior estreia do feriado de Ação de Graças na América do Norte
“WiFi Ralph” fez mais que quebrar a internet. A nova animação da Disney quebrou a concorrência em sua estreia na América do Norte no fim de semana, com uma arrecadação de US$ 84,5M (milhões). Trata-se da segunda maior bilheteria já registrada no feriado de cinco dias de Ação de Graças, atrás apenas dos US$ 93,6M do fenômeno “Frozen”, a animação mais bem-sucedida de todos os tempos. Considerando apenas os três dias de fim de semana, porém, a abertura de “Wifi Ralph: Quebrando a Internet” encolhe para US$ 55,6M. O valor é superior à estreia do primeiro filme, “Detona Ralph”, que fez US$ 49M em 2012. Mas menor que a estreia de “O Grinch” (US$ 67,5M) há três semanas. A animação não foi a única produção de cinema com motivos para agradecer o Dia de Ação de Graças. O drama “Creed II” superou expectativas e também faturou uma pequena fortuna: US$ 55,8M ao longo dos cinco dias de feriado e 35,2M no fim de semana apenas. Sua bilheteria também representou um avanço em relação ao filme anterior. O primeiro “Creed” fez US$ 29,5M em 2015. Por sinal, a crítica adorou quase igualmente o spin-off da franquia “Rocky”, que teve 82% de aprovação no Rotten Tomatoes, e o desenho da sinergia da Disney, com 86%. A má notícia é que o público brasileiro vai demorar muito para poder ver esses sucessos. “WiFi Ralph” só estreia no Brasil em 3 de janeiro e “Creed II” ainda mais tarde, em 24 de janeiro. “O Grinch” parece em 3º lugar com mais um bom desempenho: US$ 30M em sua terceira semana em cartaz. O que significa que o tombo de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” foi grande. Após ter a pior estreia de um filme do universo de Harry Potter, o segundo “Animais Fantásticos” caiu do 1º para o 4º lugar em sua segunda semana. Mas a fraca arrecadação doméstica é compensada por grande êxito internacional, que já fez a bilheteria da fantasia da Warner atingir os US$ 439,7M em todo o mundo. Outro fenômeno mundial, “Bohemian Rhapsody”, a cinebiografia de Freddie Mercury e da banda Queen, completa o Top 5 e já soma US$ 420,5M em todos os mercados, tornando-se um dos musicais mais bem-sucedidos do século. Já os dois lançamentos amplos remanescentes registraram fracassos retumbantes. Atingido por críticas negativamente letais, “Robin Hood: A Origem” chegou quase morto aos cinemas, com US$ 9,1M em 7º lugar. Os míseros 12% de aprovação conquistados no Rotten Tomatoes ainda o tornam favorito ao Troféu Framboesa de Ouro como um dos piores filmes do ano. E “Green Book”, vencedor do Festival de Toronto que muitos consideram favorito ao Oscar, decepcionou com US$ 5,4M em 9º lugar. Mas vale apontar que o drama indie estrelado por Viggo Mortensen e Mahershala Ali teve a menor distribuição da lista, com exibição em mil salas, contra os demais entre 2,8 mil e 4 mil cinemas. Até “Nasce uma Estrela”, em sua oitava semana em cartaz, está em mais salas. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Wifi Ralph: Quebrando a Internet Fim de semana: US$ 55,6M Total EUA e Canadá: 84,4M Total Mundo: US$ 125,9M 2. Creed II Fim de semana: US$ 35,2M Total EUA e Canadá: US$ 55,8M Total Mundo: US$ 55,8M 3. O Grinch Fim de semana: US$ 30,2M Total EUA e Canadá: US$ 180,4M Total Mundo: US$ 215,7M 4. Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald Fim de semana: US$ 29,6M Total EUA e Canadá: US$ 117,1M Total Mundo: US$ 439,7M 5. Bohemian Rhapsody Fim de semana: US$ 13,8M Total EUA e Canadá: US$ 152M Total Mundo: US$ 420,5M 6. De Repente uma Família Fim de semana: US$ 12,5M Total EUA e Canadá: US$ 35,7M Total Mundo: US$ 35,7M 7. Robin Hood: A Origem Fim de semana: US$ 9,1M Total EUA e Canadá: US$ 14,2M Total Mundo: US$ 22,9M 8. As Viúvas Fim de semana: US$ 7,9M Total EUA e Canadá: US$ 25,5M Total Mundo: US$ 33,3M 9. Green Book Fim de semana: US$ 5,7M Total EUA e Canadá: US$ 7,8M Total Mundo: US$ US$ 7,8M 10. Nasce uma Estrela Fim de semana: US$ 3M Total EUA e Canadá: US$ 191M Total Mundo: US$ 353,4M
Estreias da semana destacam Infiltrado na Klan e dramas brasileiros
O novo filme de Spike Lee é a principal estreia internacional da programação de cinema, que ainda destaca três lançamentos nacionais entre os 11 títulos distribuídos nesta quinta (22/11). “Infiltrado na Klan” chega no Brasil mais de três meses após seu lançamento nos Estados Unidos, onde o filme já está disponível em Bluray. O longa venceu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2018 e tem 95% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas também gerou polêmica, ao ser acusado de inventar fatos para retratar a policia americana de uma forma mais positiva. Filmado com os maneirismos que costumam marcar as obras de Spike Lee, embaralha momentos dramáticos com comédia e atropela desenvolvimento de personagens para contar uma história inacreditável, ainda que supostamente verídica. Passado nos anos 1970, acompanha Ron Stallworth (John David Washington, da série “Ballers”), o primeiro negro a entrar para os quadros da polícia de Colorado Springs, que decidiu combater o preconceito indo direto na fonte, passando a ligar para os chefes da Ku Klux Klan como se fosse um branco racista. Entretanto, para se infiltrar na organização, ele teve que contar com a ajuda de um policial branco, já que, obviamente, não poderia fazer isso pessoalmente. Mas precisava ser o “policial certo”: um judeu (vivido por Adam Driver, de “Star Wars: Os Últimos Jedi”) com motivos para odiar neonazistas. A dupla consegue penetrar na perigosa organização e a principal sacada do filme é demonstrar como o discurso de extrema direita é persuasivo e similar aos slogans adotados por Donald Trump, como “America first” (que significa colocar os interesses dos Estados Unidos acima dos demais países). Por sinal, o melhor do filme não foi dirigido por Lee. São imagens documentais dos confrontos recentes entre supremacistas brancos e grupos antirracistas em Charlottesville, acompanhadas pelo discurso de Trump sobre a existência de “algumas boas pessoas” entre os racistas. Uma paulada, que encerra o longa de forma atordoante. As três ficções brasileiras que integram as indicações da semana são bem diferentes entre si. O drama “A Voz do Silêncio” rendeu a André Ristum (“O Outro Lado do Paraíso”) o prêmio de Melhor Direção no Festival de Gramado 2018 e é de uma tristeza só, acompanhando desgraças em diversas histórias entrelaçadas na cidade de São Paulo. O elenco destaca Marieta Severo (“A Grande Família”). “Sequestro Relâmpago” traz Marina Ruy Barbosa (novela “Deus Salve o Rei”) sofrendo o crime do título. Dois ladrões a abordam com o objetivo de obrigá-la a sacar dinheiro num caixa eletrônico. Mas como a ação ocorre após às 22h, horário que impede grandes saques, os criminosos resolvem ficar com a vítima até o amanhecer para pegar uma quantia maior. Sidney Santiago Kuanza (série “A Vida Secreta dos Casais”) e Daniel Rocha (novela “A Lei do Amor”) vivem os bandidos e o filme ainda conta com participações especiais do rapper Projota (“Carcereiros”) e da cantora Linn da Quebrada (“Corpo Elétrico”). Roteiro e direção são da premiada cineasta Tata Amaral (“Hoje”), que busca embutir crítica social, humor, drama e suspense na trama – acarretando em tropeço no ritmo, queda em clichês e perda de tensão. Já “O Segredo de Davi” é que o personagem do título é um serial killer. E o elemento mais forte do terror nacional é o olhar penetrante de Nicolas Prattes (de “Malhação” e “O Tempo Não Para”), acima da média em sua estreia em tela grande, como um estudante de cinema que gosta de gravar assassinatos e publicar os vídeos na deep web. Escrito e dirigido pelo também estreante Diego Freitas, equilibra roteiro imperfeito com um padrão de qualidade técnica internacional, deixando dúvidas se é promissor ou apenas genérico, ao ecoar detalhes de várias produções do gênero – de “Morte ao Vivo” (1996), de Alejandro Amenábar, à série “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story”. Os demais lançamentos não valem o preço da pipoca, entre eles o filme de maior distribuição da semana, o terror “Parque do Inferno”, que aposta no revival dos serial killers mascarados, após o sucesso do novo “Halloween”. É de dar medo no pior sentido: velhos filmes ruins desse subgênero, que teve seu auge nos anos 1980, são muito melhores que este. A lista inclui outro rescaldo da era dos VHS: “Refém do Jogo”, espécie de versão futebolística de “Morte Súbita” (1995), em que Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”) tem seu dia de Jean-Claude Van Damme. Completam a programação mais cinco filmes, três deles documentários, com distribuição e apelos mais limitados. Cheque os trailers e sinopses abaixo. Infiltrado na Klan | EUA | Policial Em 1978, Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro do Colorado, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Ele se comunicava com os outros membros do grupo através de telefonemas e cartas, e quando precisava estar fisicamente presente enviava um outro policial branco no seu lugar. Depois de meses de investigação, Ron se tornou um dos líderes da seita, sendo responsável por sabotar uma série de linchamentos e outros crimes de ódio orquestrados pelos racistas. A Voz do Silêncio | Brasil | Drama O passar dos anos é impiedoso para todos. No filme, sete personagens aparentemente comuns conduzem suas vidas buscando, cada um, aquilo que acredita lhe trazer satisfação pessoal. Mas, mesmo com vidas distintas e distantes, eles se aproximam pela maneira como orientam suas existências com base em preocupações mundanas. Sequestro Relâmpago | Brasil | Drama Matheus (Sidney Santiago) e Japonês (Daniel Rocha) são dois jovens que não são amigos, mas que se juntam para realizar uma série de sequestros na noite de São Paulo. A primeira vítima é Isabel (Marina Ruy Barbosa), uma jovem de 21 anos que está saindo de um bar. Os três estão nervosos. Quando encontram o primeiro caixa eletrônico às 22h, ele está quebrado. Os dois percebem que não conseguirão usar outro caixa-eletrônico antes da manhã do dia seguinte. Mantendo Isabel refém, eles dirigem de um lado pro outro pela noite, decidindo o que fazer com ela. O Segredo de Davi | Brasil | Terror O tímido estudante de cinema Davi (Nicolas Prattes) esconde um passado sombrio. Ele acaba se transformando num serial killer que fica famoso por filmar as vítimas e colocar na internet. À medida que as mortes acontecem, o seu segredo fica ainda mais ameaçado. Parque do Inferno | EUA | Terror Durante a noite de Halloween, um grupo de amigos começa a ser perseguido por um assassino mascarado em um parque de diversões temático. O mais terrível é que todas as atrocidades cometidas pelo criminoso são praticadas na frente do público alienado presente no local. Eles acreditam que tudo faz parte do “show”, ignorando os pedidos de socorro dos jovens. Refém do Jogo | EUA | Ação Durante a final de um grande evento esportivo, um grupo de bandidos sequestra um estádio lotado e mantém as pessoas oprimidas por meio da violência. É quando um homem, que durante anos serviu ao serviço militar, usará seus recursos com a ajuda de alguns militantes para salvar a todos. Po | EUA | Drama Patrick (Julian Feder), mais conhecido como Po, é uma criança com traços de autismo que sofre com o recente falecimento da mãe. Esta situação faz com que ele constantemente mergulhe em um mundo imaginário, onde é apenas um garoto sem preocupações rodeado por amigos. Quem tenta ajudá-lo a superar este momento é seu pai, David (Christopher Gorham), que precisa se dividir entre a criação do filho e o trabalho, extremamente exigente. O Colar de Coralina | Brasil | Drama A menina Aninha, futura poeta e doceira, é uma criança considerada feia, frágil, desajeitada e oprimida por praticamente todos que a cercam. Ela encontra no jogo da amarelinha um meio de superar os próprios limites e, na imaginação, uma fuga do meio opressivo em que vive. Sua infância, marcada pela rejeição, é relembrada na vida adulta por sua ligação afetiva e trágica com o prato azul-pombinho, último de uma coleção de noventa e duas peças, pertencente à sua bisavó Antônia. Excelentíssimos | Brasil | Documentário Retrato da democracia brasileira em um momento frágil de polarização política no Congresso Nacional, acompanhada durante quatro meses por uma equipe de filmagem. Processos que permitem cerca de 600 pessoas influenciar nas decisões do país, legisladores corruptos que se transformam em delatores, uma presidente que defende seu mandato com um pedaço de papel e falcões que traçam sua subida ao poder enquanto multidões cantam e protestam. O Fantástico Patinho Feio | Brasil | Documentário Nos anos 1960, quatro jovens de Brasília decidiram construir um carro para competir na segunda maior corrida do país, os 500 km de Brasília. Pilotando contra outros 33 veículos, a maioria de grandes marcas internacionais, eles largaram em último lugar mas conseguiram terminar a corrida na segunda posição. SLAM: Voz de Levante | Brasil | Documentário Documentário sobre uma atividade cada vez mais comum no país nos últimos anos: as Poetry Slams. Essas batalhas de poesia performáticas atraem ouvintes de diferentes realidades sociais e vivências. A produção ainda viaja para os Estados Unidos, local onde o Slam nasceu e depois se expandiu rapidamente para o mundo todo.
Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald estreia com pior bilheteria da franquia Harry Potter
“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” estreou em 1º lugar nas bilheterias norte-americanas. Entretanto, a arrecadação de US$ 62 milhões ficou abaixo das expectativas ambiciosas da Warner e representa a menor abertura registrada por um título da franquia “Harry Potter”. Para completar, o filme também vem acumulando as piores críticas desse universo criado pela escritora J.K. Rowling e a cada dia vê sua aprovação desabar mais no ranking do Rotten Tomatoes. Se até a estreia era considerado medíocre, com pouco mais de 50% de aprovação, a nota desabou de vez nesse domingo (18/11), registrando no momento apenas 40%, o que lhe rende a condição de “podre” pelos critérios do site. Em compensação, tem conseguido bom desempenho no mercado internacional, onde está sendo visto por mais público que o filme anterior, “Animais Fantásticos e Onde Habitam” (2016). Isto, claro, deve-se à estratégia de distribuição, que alinhou a estreia simultânea em 79 países. Assim, a produção gerou mais US$ 191 milhões – com destaque para os países da Europa – totalizando US$ 253,2 milhões em sua estreia mundial. Vale lembrar que “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” foi filmado com um mega-orçamento de US$ 200 milhões e ainda gastou outra fortuna em marketing para sua divulgação, de modo que a expectativa do estúdio mirava uma bilheteria de no mínimo US$ 800 milhões ao todo, como o filme anterior. O detalhe é que apenas quatro lançamentos superaram esse montante em 2018. A estreia de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” ficou abaixo até do desempenho da animação “O Grinch” na semana passada. O desenho da Illumination/Universal, que agora caiu para o 2º lugar, começou sua trajetória com US$ 66 milhões e manteve o sucesso na segunda semana, com mais US$ 38,1 milhões. Em dez dias, a animação já soma US$ 126,5 milhões nos Estados Unidos e no Canadá. Porém, não tem o mesmo desempenho no resto do mundo. Isto se deve às criações de Dr. Seuss não serem tão conhecidas fora da América do Norte, mas principalmente por o lançamento internacional ter sido muito pulverizado. A maioria dos países só vai receber sua estreia entre o final de novembro e o Natal, devido à temática natalina – mas já está nos cinemas brasileiros. “Bohemian Rhapsody”, a cinebiografia de Freddie Mercury e da banda Queen, também segue impressionante no 3º lugar em sua terceira semana de exibição. A bilheteria atingiu US$ 384,3 milhões em todo o mundo, superando o outro musical em cartaz, “Nasce uma Estrela” (US$ 340,7 milhões após sete semanas). O Top 5 se completa com duas estreias. A comédia “De Repente uma Família” fez só US$ 15,7 milhões e abriu em 4º lugar, também abaixo das expectativas da Paramount, que imaginava algo em torno das bilheterias da franquia “Pai em Dose Dupla”, com o mesmo ator (Mark Wahlberg) e temática similar – o primeiro “Pai em Dose Dupla” estreou com US$ 38,7 milhões e o segundo com US$ 29,6 milhões. A crítica, no entanto, gostou bem mais da nova comédia que das anteriores (“podres”), com 81% de aprovação. Já “As Viúvas” iniciou com US$ 12,3 milhões. Pode parecer pouco, mas é o melhor desempenho inicial de uma obra do diretor Steve McQueen, que antes de vencer o Oscar com “12 Anos de Escravidão” (2013) só fazia dramas indies pouco convencionais. O novo trabalho representa sua primeira incursão ao cinema de ação e o resultado foi aplaudidíssimo pela crítica, com 91% no Rotten Tomatoes. É também o filme mais caro do cineasta inglês. Custou US$ 42 milhões, pouco mais que o dobro de “12 Anos de Escravidão”, e teria como meta faturar US$ 150 milhões no mínimo. Isto lhe obriga a ter um desempenho internacional bem melhor. O problema é que o público não se empolgou tanto quanto a crítica, como atesta a nota B no CinemaScore, pesquisa feita com quem pagou ingresso nos Estados Unidos. Dos três filmes lançados, “As Viúvas” teve a pior avaliação do público americano, que, em franco contraste com a crítica, deu B+ para “Animais Fantásticos” e adorou “De Repente uma Família”, único a receber nota A. Tanto “As Viúvas” quanto “De Repente uma Família” estreiam no Brasil em duas semanas, no dia 29 de novembro. “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” já está em cartaz. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald Fim de semana: US$ 62,2 Total EUA e Canadá: 62,2 Total Mundo: US$ 253,2m 2. O Grinch Fim de semana: US$ 38,1m Total EUA e Canadá: US$ 126,5m Total Mundo: US$ 151,7m 3. Bohemian Rhapsody Fim de semana: US$ 15,7m Total EUA e Canadá: US$ 127,8m Total Mundo: US$ 384,3m 4. De Repente uma Família Fim de semana: US$ 14,7m Total EUA e Canadá: US$ 14,7m Total Mundo: US$ 14,7m 5. As Viúvas Fim de semana: US$ 12,3m Total EUA e Canadá: US$ 12,3m Total Mundo: US$ 19,6m 6. O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos Fim de semana: US$ 4,6m Total EUA e Canadá: US$ 43,8m Total Mundo: US$ 116,2m 7. Nasce uma Estrela Fim de semana: US$ 4,3m Total EUA e Canadá: US$ 185,8m Total Mundo: US$ 340,7m 8. Operação Overlord Fim de semana: US$ 3,8m Total EUA e Canadá: US$ 17,7m Total Mundo: US$ 32,7m 9. Millennium: A Garota na Teia de Aranha Fim de semana: US$ 2,5m Total EUA e Canadá: US$ 13,2m Total Mundo: US$ 26,5m 10. Nobody’s Fool Fim de semana: US$ 2,2m Total EUA e Canadá: US$ 28,8m Total Mundo: US$ 29,1m
Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald e candidatos ao Oscar de Filme Estrangeiro chegam aos cinemas
“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” é a maior estreia da semana, que ainda destaca dois candidatos à indicações no Oscar 2019 na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira: o brasileiro “O Grande Circo Místico” e o sul-coreano “Em Chamas”. A lista também traz dramas premiados, como “Sueño Florianópolis”, consagrado no Festival de Karlovy Vary, e “Rota Selvagem”, indicado ao BIFA e premiado no Festival de Veneza. São 15 estreias ao todo, a maioria em circuito limitado. A nova fantasia criada por J.K. Rowling, autora de “Harry Potter”, também estreia neste fim de semana nos Estados Unidos. E não está sendo bem-recebida pela crítica americana, ao registrar a nota mais baixa de todos os filmes do universo de Harry Potter, com média de 54% de aprovação no Rotten Tomatoes – medíocre. Anteriormente, o filme pior avaliado dos bruxos de Hogwarts era “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, com 74% em 2016. O que diferencia os dois longas da nova saga, além da ausência de Harry Potter e a participação de novos personagens, são os roteiros escritos por J.K. Rowling, a escritora que criou Harry Potter na literatura. Os filmes do bruxinho foram todos adaptados por roteiristas profissionais, e embora fãs lamentassem cortes de diversas passagens, tinham um ritmo bastante ágil. Já “Os Crimes de Grindelwald” é repleto de cenas descartáveis com personagens secundários, que não levam a lugar algum em termos narrativos. Os detalhismos que os fãs adoravam nos livros travam a história no cinema. E para frustrar ainda mais as expectativas, a aventura é interrompida num cliffhanger, prevendo continuar no próximo capítulo. Nisto, lembra quadrinhos. De fato, há mais personagens em cena que nos gibis dos X-Men. E, sim, o maior crime de Grindelwald é plagiar Magneto. Igualmente derivativo, “O Grande Circo Místico” não é, nem de longe, o melhor filme brasileiro do ano. Mas foi o escolhido pela Academia Brasileira de Cinema (ABC) para representar o país na disputa por uma vaga no Oscar. Exibido apenas fora de competição em festivais, foi destruído pela crítica internacional, que o considerou ultrapassado, em especial no tratamento das personagens femininas. Isto deve ter sido entendido como elogio pelo comitê da ABC que viu em seu aspecto antiquado um apelo nostálgico. Primeiro longa dirigido por Cacá Diegues em 12 anos – desde “O Maior Amor do Mundo” (2006) – , conta os feitos e desventuras dos membros de uma companhia circense ao longo de um século, com inspiração no espetáculo musical dos anos 1980 e no disco homônimo de Chico Buarque e Edu Lobo. Só com menos empolgação que “O Rei do Show”. Sem tanta pretensão, “Sueño Florianópolis” é uma comédia de férias que venceu o Prêmio Especial do Júri e o Prêmio da Crítica do Festival de Karlovy Vary, na República Checa, principal evento cinematográfico do Leste Europeu e um dos mais importantes do antigo continente – atrás dos tradicionais festivais de Cannes, Veneza e Berlim. Filmado em Santa Catarina, com atores brasileiros e direção da argentina Ana Katz (de “Minha Amiga do Parque”), seu humor irreverente questiona convenções sociais sobre família. A trama acompanha um casal argentino em crise que, na década de 1990, viaja com seus filhos adolescentes até Florianópolis de férias. O casal é vivido por Gustavo Garzón (“O Cidadão Ilustre”) e Mercedes Morán (“Neruda”), mas o elenco também destaca Marco Ricca (“Chatô, o Rei do Brasil”) e Andréa Beltrão (“Sob Pressão”). Mais sensível da lista, “A Rota Selvagem”, do diretor inglês Andrew Haigh (“45 Anos”), tem 90% de aprovação no Rotten Tomatoes e apresenta uma história emotiva sem clichês de melodrama, que evidencia o talento precoce de Charlie Plummer (de “Todo o Dinheiro do Mundo”), premiado por seu desempenho no Festival de Veneza. Ele vive um adolescente pobre que arranja trabalho cuidando de um velho cavalo de corridas, com quem desenvolve uma ligação especial. O dono do cavalo e sua jóquei acabam se tornando sua família adotiva. Mas tudo muda quando o menino descobre que o animal será sacrificado. Ele joga o emprego para cima para fugir com o amigo, mudando o rumo do filme para um emocionante road movie de fuga. Concorre a quatro prêmios no BIFA, a premiação do cinema indie britânico. Para completar os principais destaques, “Em Chamas”, candidato da Coreia do Sul ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, venceu o Prêmio da Crítica no Festival de Cannes e tem 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. Dirigido por Lee Chang-dong (do ótimo “Poesia”) e com participação do ator Steven Yeun (o Glenn de “The Walking Dead”), subverte expectativas como um estudo de personagens que complica um triângulo amoroso com um jogo de verdades e mentiras. Entre a vasta lista de estreias, ainda vale conferir o russo “Verão”, de Kirill Serebrennikov (“O Estudante”). Filmado em belíssimo preto e branco, recria a cena roqueira russa dos anos 1980, centrando sua trama em dois roqueiros do período, que viveram um triângulo romântico. O mais jovem, Viktor Tsoi, virou figura cultuadíssima ao fundar a banda Kino, a mais importante do rock soviético. A banda ganhou projeção internacional ao aparecer no filme “Assa” (1987) e acabou três anos depois, quando Viktor morreu num acidente de carro. Além destes, o drama indie americano “O Quebra-Cabeças” traz uma história de empoderamento e despertar feminino que, embora repita o tema de “O Despertar de Rita” (1983), continua atual. 82% no Rotten Tomatoes. Tem mais. Confira abaixo as sinopses e veja os trailers para conhecer todas as estreias da semana, inclusive as menos cotadas. Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald | EUA | Fantasia Newt Scamander (Eddie Redmayne) reencontra os queridos amigos Tina Goldstein (Katherine Waterston), Queenie Goldstein (Alison Sudol) e Jacob Kowalski (Dan Fogler). Ele é recrutado pelo seu antigo professor em Hogwarts, Alvo Dumbledore (Jude Law), para enfrentar o terrível bruxo das trevas Gellert Grindelwald (Johnny Depp), que escapou da custódia da MACUSA (Congresso Mágico dos EUA) e reúne seguidores, dividindo o mundo entre magos sangue puro e seres não-mágicos. O Grande Circo Místico | Brasil | Drama Em meio ao universo de uma tradicional família austríaca, que é dona do Grande Circo Knieps, nasceu um improvável romance entre um aristocrata e uma acrobata. Este é o retrato dos 100 anos de existência do Grande Circo e das cinco gerações do clã à frente do espetáculo e suas histórias fantásticas. Sueño Florianópolis | Brasil | Comédia No verão de 1990 o casal Lucrecia (Mercedes Morán) e Pedro (Gustavo Garzón) tem 22 anos de casamento e estão prestes a se divorciar. Porém, antes de tomar essa decisão, eles resolvem viajar com seus dois filhos adolescentes de Buenos Aires para Florianópolis em um velho carro sem ar condicionado. A Rota Selvagem | EUA | Drama Charley (Charlie Plummer) é um menino de 15 anos que vive com o pai solteiro em Portland, Oregon. Na procura pela tia desaparecida há muitos anos, Charley consegue um emprego de verão como treinador de cavalos e acaba fazendo amizade com um cavalo de corrida chamado Lean on Pete. Em Chamas | Coreia do Sul | Suspense Durante um dia normal de trabalho como entregador, Jong-soo (Yoo Ah-In) reencontra Hae-mi (Jeon Jong-seo), uma antiga amiga que vivia no mesmo bairro que ele. A jovem está com uma viagem marcada para o exterior e pede para Jong-soo cuidar de seu gato de estimação enquanto está longe. Hae-mi volta para casa na companhia de Ben (Steven Yeun), um jovem misterioso que conheceu na África. No entanto, o forasteiro tem um hobby peculiar, que está prestes a ser revelado aos amigos. Verão | Rússia | Drama No verão de 1981, o rock underground chegava na Rússia Soviética, mais precisamente em Leningrado, onde hoje localiza-se a cidade de São Petersburgo. Sob a influência de artistas internacionais, como Led Zeppelin e David Bowie, o rock vibrava na cidade, marcando o nascimento de uma nova geração de artistas independentes. O jovem Viktor Tsoi (Teo Yoo) ganhou fama internacional e tornou-se o primeiro grande representante russo do gênero. Além da música, ele também ficou conhecido pelas polêmicas relacionadas a sua vida pessoal, como o triângulo amoroso que viveu junto com o seu mentor musical, Mike, e a esposa dele, Natasha. O Quebra-Cabeça | EUA | Drama Agnes (Kelly Macdonald) é uma mãe suburbana na casa dos 40 anos que tem todo o seu tempo consumido e dedicado ao cuidado dos homens da sua família. Quando ela descobre o dom de montar quebra-cabeças, seu mundo muda completamente e, escondida dos parentes, ela passa a se preparar para uma competição fazendo dupla com um excêntrico especialista no assunto (Irrfan Khan). Tudo Acaba em Festa | Brasil | Comédia Vlad (Marcos Veras) é um dos funcionários do setor de Recursos Humanos de sua empresa. Com o fim do ano se aproximando, ele se torna o responsável por organizar a “festa da firma”, uma festa de fim de ano para levantar o moral do quadro de funcionários, abalado profundamente por causa de uma sequência de demissões. Determinado a provar seu valor para sua ex-namorada, ele aceita o desafio. Tudo começa bem, mas as coisas acabam saindo do controle de Vlad, que terá que fazer o possível e o impossível para resolver todos os problemas e fazer a festa dar certo. Um Segredo em Paris | França | Comédia Uma mulher de 27 anos sonha com um futuro como escritora, mas é atormentada pela dúvida e pela incerteza. Ela se muda para Paris onde algo mágico acontece e acaba se conectando com um misantropo de 76 anos, que dirige uma livraria. Porém, quando um segredo do homem é revelado, a relação deles pode se tornar algo muito distinto. Entrevista com Deus | EUA | Drama Paul (Brenton Thwaites) é um jornalista ambicioso em busca de sucesso profissional através de alguma grande matéria. Depois de uma extensa procura, ele topa de frente com um homem que pode lhe dar a melhor entrevista de vida: ele diz ser Deus e promete responder a qualquer pergunta de Paul em uma conversa única. Torre – Um Dia Brilhante | Polônia | Suspense Mula (Anna Krotoska) mora com seu marido, sua mãe enferma e filha Nina (Laila Hennessy) em uma casa de campo. No final de semana antes da Primeira Comunhão da menina, sua família vem visitar, com sua irmã mais nova, Kaja (Małgorzata Szczerbowska), que desapareceu de repente há 6 anos. Kaja é a mãe biológica da Nina e Mula teme que ela possa querer levar a filha embora. Porém, há um motivo totalmente distinto pelo qual Kaja veio para casa em primeiro lugar. Carvana | Documentário | Brasil Os 60 anos de carreira do inconfundível Hugo Carvana narrados por ele mesmo. A história do jovem estudante de teatro, que iniciou sua carreia no cinema através de pequenos papéis nas icônicas chanchadas e se consagrou como ator no Cinema Novo, é contada através de imagens raras disponibilizadas por artistas como Lulu de Barros e Glauber Rocha. Filme Paisagem – Um Olhar Sobre Roberto Burle Marx | Documentário | Brasil Os 60 anos de carreira do inconfundível Hugo Carvana narrados por ele mesmo. A história do jovem estudante de teatro, que iniciou sua carreia no cinema através de pequenos papéis nas icônicas chanchadas e se consagrou como ator no Cinema Novo, é contada através de imagens raras disponibilizadas por artistas como Lulu de Barros e Glauber Rocha. Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos | Documentário | Brasil Uma investigação afetiva sobre a obra, a trajetória e o impacto da Super Oara – ou Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos -, uma verdadeira big band sertaneja que marcou os bailes de Pernambuco e que ainda se apresenta nos dias de hoje em datas comemorativas. BTS – Burn the Stage: The Movie | Documentário | Coreia do Sul Depoimentos e entrevistas exclusivas revelam a longa trajetória da banda sul-coreana BTS, um dos maiores sucessos atuais do K-pop que conseguiu se consolidar como um expoente do gênero na cultura mainstream. Através desses materiais adquirimos uma perspectiva íntima do grupo durante a turnê Wings. Os sonhos, as...
O Grinch supera expectativas e antecipa o Natal nas bilheterias da América do Norte
A animação “O Grinch” comemorou o Natal mais cedo neste ano, ao roubar as bilheterias do final de semana na América do Norte. Superando expectativas, a estreia arrecadou US$ 66 milhões. Seu sucesso monopolizou o público infantil, prejudicando ainda mais o desempenho de “O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos”, um dos piores rendimentos da Disney neste ano, que em dez dias acumulou US$ 35,2 milhões. Vai dar prejuízo. Mas o estúdio do Mickey prepara o troco com o lançamento de “Wi-Fi Ralph: Quebrando a Internet” em duas semanas. Isso significa que “O Grinch” tem apenas mais um fim de semana livre de concorrência. Líder na semana passada, “Bohemian Rhapsody”, que conta a história de Freddie Mercury, manteve o bom desempenho com mais US$ 30 milhões nos últimos três dias, fazendo sua bilheteria total atingir US$ 100 milhões na América do Norte. O 3º lugar ficou com outro filme estreante, o terror “Operação Overlord”, que faturou US$ 10,1 milhões. Filme mais bem-avaliado pela crítica na programação, foi produzido por J.J. Abrams (diretor de “Star Wars: O Despertar da Força”) com um orçamento relativamente baixo, de R$ 38 milhões, que deve ser coberto com o mercado internacional. “O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos” ficou com o 4º lugar e o Top 5 se completa com a decepção de “Millennium: A Garota na Teia de Aranha”. O longa arrecadou US$ 8 milhões, estreando abaixo do filme de David Fincher, “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, que fez US$ 12,7 milhões em 2011. Para piorar, a continuação foi destruída pela crítica, com 44% de aprovação no Rotten Tomatoes. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. O Grinch Fim de semana: US$ 66m Total EUA e Canadá: 66m Total Mundo: US$ 78,7m 2. Bohemian Rhapsody Fim de semana: US$ 30,8m Total EUA e Canadá: US$ 100m Total Mundo: US$ 285,2m 3. Operação Overlord Fim de semana: US$ 10,1m Total EUA e Canadá: US$ 10,1m Total Mundo: US$ 19,3m 4. O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos Fim de semana: US$ 9,5m Total EUA e Canadá: US$ 35,2m Total Mundo: US$ 96,6m 5. Millennium: A Garota na Teia de Aranha Fim de semana: US$ 8m Total EUA e Canadá: US$ 8m Total Mundo: US$ 16,3m 6. Nasce uma Estrela Fim de semana: US$ 8m Total EUA e Canadá: US$ 178m Total Mundo: US$ 322,8m 7. Nobody’s Fool Fim de semana: US$ 6,5m Total EUA e Canadá: US$ 24,2m Total Mundo: US$ 24,5m 8. Venom Fim de semana: US$ 4,8m Total EUA e Canadá: US$ 206,2m Total Mundo: US$ 673,5m 9. Halloween Fim de semana: US$ 3,8m Total EUA e Canadá: US$ 156,8m Total Mundo: US$ 245,5m 10. O Ódio que Você Semeia Fim de semana: US$ 2m Total EUA e Canadá: US$ 26,7m Total Mundo: US$ 28,8m
Dynasty perde mais um integrante de seu elenco central
Apenas meses após a série “Dynasty” se despedir da atriz Nathalie Kelley, mais um integrante do elenco central vai abandonar o programa. James MacKay anunciou que deixará de interpretar Steven Carrington com uma mensagem no Instagram. “Episódio novo de Dinastia esta noite, mas sim, desculpe dizer que sem minha presença. Steve teve escolha ao sair da série, eu não tive. Existem muitas decisões envolvidas na produção de televisão e às vezes elas não saem do jeito que esperamos, e temos que viver com isso. Espero que todos vocês curtam a série”, revelou o ator. A série vai explicar a saída de Steve com uma viagem para o Paraguai. Ainda não foram divulgadas mais informações sobre o motivo da saída do ator, mas, desde a saída de Nathalie Kelley, existem rumores sobre um clima conturbado nos bastidores da atração da rede CW. Vale lembrar que “Dynasty” é o remake de “Dinastia”, um novelão semanal dos anos 1980, adaptado para o século 21 por Josh Schwartz e Stephanie Savage, que têm experiência em retratar a vida de milionários mimados – veja-se “Gossip Girl”. Neste projeto, eles estão trabalhando com Sallie Patrick, que escrevia outra série novelesca de ricos malvados, “Revenge”. Mas o remake não agradou, seja pelas muitas mudanças, seja pela história ser muito conhecida. A principal diferença em relação à produção original era justamente a protagonista Cristal Flores, que já não faz mais parte da trama. Nos anos 1980, ela era branca, chamava-se Krystle e era vivida pela loira Linda Evans. Agora, voltou nas curvas da peruana Nathalie Kelley (a vilã Sybil da última temporada de “The Vampire Diaries”), que surgia na trama noiva do milionário Blake Carrington. A opção por transformar a madrasta em latina também ressaltava os paralelos com as novelas mexicanas de ricaços que a trama evoca. Numa última cartada, a produção ainda adiantou a introdução de Alexis Carrington, cuja chegada na 2ª temporada da série original marcou picos de audiência, graças a um desempenho inesquecível de Joan Collins. A nova versão de Alexis é vivida por Nicollette Sheridan, que ficou conhecida pelo papel da “perua” Eddie Britt na série “Desperate Housewives”. Sua aparição melhorou um pouco a audiência, mas não impediu “Dynasty” de ter a pior audiência entre as séries renovadas da última temporada da TV aberta americana. A 2ª temporada de “Dynasty” começou a ser exibida em 12 de outubro nos Estados Unidos. A série é disponibilizada no Brasil pela Netflix. Visualizar esta foto no Instagram. All new #Dynasty tonight, but, yep, sorry to say without yours truly. While Steven had a choice to leave, unfortunately I didn’t. There’s a lot of decisions involved in making television, and sometimes they just don’t go your way and you have to live with it. So for now, all love and on we go. Hope you all enjoy the show. J xx Uma publicação compartilhada por James Mackay (@jameswmackay) em 9 de Nov, 2018 às 1:33 PST
Semana concorrida tem O Grinch, Chacrinha, Millennium e Operação Overlord nos cinemas
A programação cinematográfica desta quinta (7/11) está concorridíssima. São quatro estreias com muita divulgação, que disputam espaço num mercado saturado. Três delas chegam aos cinemas brasileiros um dia antes dos Estados Unidos. A quarta é um grande título nacional. E cada uma atrapalha a distribuição da outra. Como resultado, nenhuma tem aquela estreia de blockbuster, em mais de mil telas. O que chega em mais salas tem pouco mais da metade desse alcance. Os demais dividem-se em 200 salas cada. O lançamento mais amplo é “O Grinch”, nova animação sobre a criatura que odeia o Natal. O personagem, que conta com dublagem original do inglês Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”), ganhou a entonação baiana de Lázaro Ramos no Brasil. Mais identificado com produções adultas, o ator faz sua primeira dublagem de desenho internacional e finalmente poderá mostrar um de seus filmes para os filhos. O desenho inspirado na criação de Dr. Seuss tem uma abordagem de “malvado favorito”, explorando o mau-humor e maldades cotidianas do personagem-título, que na verdade tem um bom coração, apesar de querer acabar com o Natal. Por sinal, a nova versão foi escrita pela dupla de “Meu Malvado Favorito”, Ken Daurio e Cinco Paul, que chegam a sua terceira adaptação de personagens de Dr. Seuss – após as animações “O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida” (2012) e “Horton e o Mundo Dos Quem!” (2008). A crítica norte-americana achou melhor que o filme estrelado por Jim Carrey em 2000 – 63% de aprovação no Rotten Tomatoes. Já o melhor passatempo, disparado, é “Operação Overlord”. Trata-se de um terror dos bons, com 90% no Rotten Tomatoes e elogios rasgados. Com roteiro de Billy Ray (“Jogos Vorazes”) e Mark L. Smith (“O Regresso”), e direção de Julius Avery (“Sangue Jovem”), o filme acompanha um grupo de soldados americanos durante a 2ª Guerra Mundial, que, ao invadir uma vila francesa ocupada por nazistas, depara-se com uma experiência de cientista louco: a transformação de soldados em mutantes deformados para lutar na guerra. A história sugere um filme B despretensioso e até é reminiscente de “O Exército das Trevas” (Frankenstein’s Army, 2013), mas o orçamento generoso e a direção que enfatiza o suspense e a tensão fazem toda a diferença. A produção é de J.J. Abrams (“Super 8”, “Star Wars: O Despertar da Força”), o Spielberg da atual geração. O terceiro título top americano é “Millennium: A Garota na Teia de Aranha”. Repleto de cenas de ação, com explosões, tiroteios e perseguições motorizadas, o filme é um reboot acelerado da franquia “Millennium”, que, entretanto, não atinge o mesmo patamar de prestígio de “Os Homens Que Não Amavam As Mulheres” (2011), dirigido por David Fincher e indicado a cinco Oscars. Teve só 54% de aprovação. A trama leva em conta o filme anterior, mas não é uma continuação direta e ainda por cima troca todo o elenco. Difícil imaginar, mas Claire Foy, a intérprete da Rainha Elizabeth II na série “The Crown”, é quem vive a hacker punk bissexual justiceira Lisbeth Salander, papel interpretado por Rooney Mara no filme anterior. E convence, ao menos fisicamente. Também é grande a transformação do jornalista Mikael Blomkvist, coprotagonista da franquia literária. O papel que foi de Daniel Craig se tornou difícil de identificar, após sofrer rejuvenescimento pela escalação do sueco Sverrir Gudnason (“Borg vs. McEnroe”). Mas o principal problema da produção é outro. Como se sabe, o escritor sueco Stieg Larsson escreveu três livros de suspense centrados na parceria entre Blomkvist e Salander, publicados após sua morte em 2005. Mas a trilogia fez tanto sucesso que seus herdeiros decidiram estender a franquia, convidando outros autores a criar histórias com os personagens. “A Garota na Teia de Aranha”, escrito por David Lagercrantz, é o quarto livro. A trilogia original chegou a ser inteiramente filmada na Suécia, lançando ao estrelato mundial seus intérpretes, os suecos Michael Nyqvist e Noomi Rapace. Foi este sucesso que inspirou a Sony a produzir a primeira versão hollywoodiana, mas, apesar de premiado e elogiado pela crítica, o remake de 2011 teve fraco desempenho internacional, porque, obviamente, o mencionado sucesso dos filmes originais já era indicação de que o público-alvo tinha visto as adaptações suecas no cinema e o remake era só uma reprise. “A Garota na Teia de Aranha” era o único dos livros da franquia que nunca foi filmado. E como também virou best-seller, reviveu o interesse da Sony nos personagens. Assim, o estúdio decidiu pular “A Menina que Brincava com Fogo” e “A Rainha do Castelo de Ar”, continuações imediadas da trama adaptada no filme de Fincher, para evitar investir em novo remake. O responsável pela adaptação foram os roteiristas Steven Knight (“Aliados”) e Jay Basu (“Monstros 2: Continente Sombrio”), e a direção ficou a cargo do cineasta uruguaio Fede Alvarez (“O Homem nas Trevas”). Fechando as maiores distribuições, o principal lançamento nacional é “Chacrinha: O Velho Guerreiro”, cinebiografia do famoso apresentador da TV brasileira, que se divide entre o início da carreira de Abelardo Barbosa, quando é interpretado pelo comediante Eduardo Sterblitch, e o final, na pele de Stepan Nercessian. A parte agitada é encarnada por Nercessian, e traz o Velho Guerreiro mergulhado em polêmicas, enquanto é criticado por ser mulherengo, intransigente e surtado. Há cenas de piti, a briga com Boni (diretor da Globo) que levou à sua demissão e a crise no casamento por conta de seu caso com a cantora Clara Nunes – o que por muitos anos foi tratado como fofoca. Logicamente, este não é o fim, pois cinebiografias só terminam quando o personagem do título dá a volta por cima. No caso de Chacrinha, foi uma volta à TV. Além do filme, Nercessian também desempenhou o papel do apresentador nos palcos, em “Chacrinha, o Musical”, e num especial televisivo exibido pela rede Globo em setembro passado, em comemoração ao centenário de Abelardo Barbosa. E, por coincidência ou não, os dois intérpretes do personagem ainda trabalharam juntos nos filmes de “Os Penetras”, que foram dirigidos por Andrucha Waddington, responsável pela cinebiografia atual. Outro lançamento nacional tem destaque na programação. “Todas as Canções de Amor” marca a estreia na ficção da produtora e documentarista Joana Mariani (“A Imagem da Tolerância”) e segue a experiência recente de “Paraíso Perdido”, de usar músicas para contar sua história. Até compartilha um dos atores principais, Júlio Andrade, que volta a demonstrar seus talentos vocais na nova trama – e novamente acompanhado por cantores “de verdade”, desta vez Gilberto Gil. A trama reflete o relacionamento de dois casais que habitaram o mesmo apartamento em tempos distintos, tendo como ligação uma fita K7 com o nome do filme. Ela foi gravada pela personagem de Luiza Mariani (“Um Homem Só”) para o personagem de Júlio Andrade, mas não narra o romance quente do casal e sim o final do relacionamento, com hits famosos como “Baby” (interpretado por Gal Costa), “Codinome Beija-Flor” (Cazuza) e “Você Não Soube Me Amar” (Blitz). As canções evocam uma época em que não havia playlists e as fitas K7 eram o formato possível para se gravar uma coletânea para a pessoa amada. Esta fita sentimental acaba sendo descoberta, anos depois, por um novo casal formado por Marina Ruy Barbosa (novela “Deus Salve o Rei”) e Bruno Gagliasso (“TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva”). Eles se mudam para o antigo apartamento do primeiro par e, assim que passam a tocar as músicas, também começam a refletir seu relacionamento. A cantora Maria Gadú assina a direção musical. Não acabou, mas o restante só chega onde existe “circuito de arte”. Todos têm qualidade, inclusive o terceiro drama brasileiro da programação, “Homem Livre”, primeiro longa de Alvaro Furloni, que envereda pelo suspense psicológico ao acompanhar a paranoia de um ex-presidiário famoso convertido em evangélico (Armando Babaioff, de “Prova de Coragem”). As demais obras de ficção são títulos de prestígio, vencedores de prêmios importantes. Mais intenso da lista, o suspense do italiano “A Garota da Neblina” premiou Donato Carrisi com o David Donatello (o Oscar italiano) de Melhor Diretor Estreante. Cheio de reviravoltas, acompanha a investigação do desaparecimento de uma adolescente numa comunidade rural pelo sempre excelente Toni Servillo (“A Grande Beleza”). O francês “A Prece” rendeu o prêmio de Melhor Ator a Anthony Bajon (“Rodin”) no Festival de Berlim. Ele vive um jovem viciado que entra num programa religioso para dependentes químicos, indo viver numa montanha onde só é permitido trabalhar e rezar. Mas acaba conhecendo uma garota. A obra tem o realismo de um documentário e direção de Cédric Kahn (“Vida Selvagem”). O mexicano “Museu” reencena um crime célebre e em vários pontos lembra o brasileiro “O Roubo da Taça”, mas não é uma comédia. A trama mostra como dois universitários roubaram tesouros históricos inestimáveis do Museu Nacional de Antropologia da Cidade do México em 1985. Mas se o assalto foi surpreendentemente fácil, livrar-se das obras provou-se impossível. Gael Garcia Bernal (“Neruda”) é um dos assaltantes do filme de Alonso Ruizpalacios (“Güeros”), que venceu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Berlim. Completam a programação três documentários, com maior destaque para um filme sobre a história do São Paulo Futebol Clube. Abaixo estão as sinopses oficiais e os trailers de todas as estreias da semana. O Grinch | EUA | Animação O Grinch é um ser verde que não suporta o Natal e, todo ano, precisa aturar que os habitantes da cidade vizinha de Quemlândia comemorem a data. Decidido a acabar com a festa, ele resolve invadir os lares dos vizinhos e roubar tudo o que está relacionado ao Natal. Operação Overlord | EUA | Terror Uma tropa de paraquedistas americanos é lançada atrás das linhas inimigas para uma missão crucial na 2ª Guerra Mundial. Mas, quando se aproximam do alvo, percebem que não é só uma simples operação militar e tem mais coisas acontecendo no lugar, que está ocupado por nazistas. Millennium: A Garota na Teia de Aranha | EUA | Suspense Estocolmo, Suécia. Graças às matérias escritas por Mikael Blomkvist (Sverrir Gudnason) para a revista Millennium, Lisbeth Salander (Claire Foy) ficou conhecida como uma espécie de anti-heroína, que ataca homens que agridem mulheres. Apesar da fama repentina, ela se mantém distante da mídia em geral e levando uma vida às escondidas. Um dia, Lisbeth é contratada por Balder (Stephen Merchant) para recuperar um programa de computador chamado Firefall, que dá ao usuário acesso a um imenso arsenal bélico. Balder criou o programa para o governo dos Estados Unidos, mas agora deseja deletá-lo por considerá-lo perigoso demais. Lisbeth aceita a tarefa e consegue roubá-lo da Agência de Segurança Nacional, mas não esperava que um outro grupo, os Aranhas, também estivesse interessado nele. Chacrinha – O Velho Guerreiro | Brasil | Drama A história de José Abelardo Barbosa (Stepan Nercessian) é narrada desde a época de sua juventude, quando fazia faculdade de medicina e larga tudo para se aventurar como locutor em uma rádio. Depois de então, o filme acompanha a transformação de sua vida e a crianção seu alter ego, Chacrinha, o velho guerreiro. Todas as Canções de Amor | Brasil | Drama Chico (Bruno Gagliasso) e Ana (Marina Ruy Barbosa) se mudam para um novo apartamento em São Paulo. Enquanto arrumam as coisas, ela acha um fita K7 e decide escutar. Trata-se de uma mixtape que Clarisse (Luiza Mariani) fez 20 anos antes para seu marido, Daniel (Julio Andrade). Os dois casais, apesar de distanciados pelo tempo, têm muito em comum. Homem Livre | Brasil | Drama Hélio Lotte já foi rodeado de fama e dinheiro, e esteve por muito tempo no centro dos holofotes. Hoje, livre da cadeia após anos preso por um crime brutal, o ex-ídolo do rock só tem uma intenção: ser esquecido. O que ele não imagina é que, ao se abrigar em uma pequena igreja evangélica, partes do seu passado voltarão à tona trazendo mais um acontecimento ruim. A Garota na Névoa | Itália | Suspense Em uma aldeia alpina no norte da Itália, o Detetive Vogel (Toni Servillo) é chamado para investigar o misterioso caso do desaparecimento de Anna Lou, uma menina de 15 anos de...
Bohemian Rhapsody supera expectativas com US$ 50 milhões nas bilheterias da América do Norte
A estreia de “Bohemian Rhapsody” superou as expectativas, conquistando US$ 50 milhões nas bilheterias da América do Norte e US$ 141 milhões em todo o mundo neste fim de semana. Trata-se da segunda maior estreia de uma cinebiografia musical no mercado norte-americano, atrás apenas dos US$ 60 milhões de “Straight Outta Compton: A História do NWA”, lançada em 2015. O filme sobreviveu a bastidores tumultuados para conseguir sua façanha. O diretor Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) sumiu na reta final das filmagens e acabou demitido. Apesar de ser creditado como único diretor do longa, o trabalho foi completado por Dexter Fletcher (“Voando Alto”). Além disso, as críticas se dividiram, com 56% de aprovação no Rotten Tomatoes. Embora com aplausos para a interpretação de Rami Malek (“Mr. Robot”) como Freddie Mercury, grande destaque do longa, a cinebiografia foi considerada muito superficial. Produzida pelos músicos da banda, deixou as polêmicas de lado, em especial a vida desregrada do cantor, que o levou a se contaminar e morrer de Aids, e preferiu destacar sua antiga relação heterossexual em vez do parceiro do final de sua vida. Em compensação, os fãs do Queen foram servidos com um repertório clássico fantástico e recriações de shows marcantes da carreira da banda. Até com exagero. A certa altura, a impressão chega a ser de um documentário sobre o Live Aid, por exemplo. O bom desempenho do filme também marcou a segunda maior abertura da Fox no ano, atrás de “Deadpool 2” (US$ 125,5 milhões), e serve de canto de despedida do estúdio como produtora independente. Os próximos lançamentos da Fox já devem ser distribuídos pela Disney. A própria Disney ficou em 2º lugar com “O Quebra – Nozes e os Quatro Reinos”, fábula infantil destruída pela crítica (34% no Rotten Tomatoes), que abriu em sentido oposto ao de “Bohemian Rhapsody”, muito abaixo das expectativas, com US$ 20 milhões, depois de custar US$ 125 milhões de produção. Trata-se da pior estréia doméstica da Disney em mais de dois anos, excluindo documentários. Mas isto não é o mais alarmante. Todos os lançamentos de 2018 do estúdio Walt Disney Pictures deram prejuízo, mostrando como o conglomerado depende da Marvel. Os demais foram “Uma Dobra no Tempo” e “Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível”. Assim, a expectativa está agora voltada para “O Retorno de Mary Poppins”, que chega aos cinemas em 20 de dezembro. Outra estreia ocupou o 3º lugar: “Nobody’s Fool”, novo filme de Tyler Perry estrelado por Tiffany Haddish, que fez US$ 14 milhões. O valor também representa uma das piores aberturas da carreira do diretor, mas as críticas se mantiveram na média – negativa – com execráveis 25%. Com isso, “Nasce uma Estrela” caiu para o 4º lugar e “Halloween” desabou, saindo do 1º para o 5º lugar em sua terceira semana em cartaz. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Bohemian Rhapsody Fim de semana: US$ 50m Total EUA e Canadá: 50m Total Mundo: US$ 141,7m 2. O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos Fim de semana: US$ 20m Total EUA e Canadá: US$ 20m Total Mundo: US$ 58,5m 3. Nobody’s Fool Fim de semana: US$ 14m Total EUA e Canadá: US$ 14m Total Mundo: US$ 14,2m 4. Nasce uma Estrela Fim de semana: US$ 11,1m Total EUA e Canadá: US$ 165,6m Total Mundo: US$ 293,9m 5. Halloween Fim de semana: US$ 11m Total EUA e Canadá: US$ 150,4m Total Mundo: US$ 229,6m 6. Venom Fim de semana: US$ 198,6m Total EUA e Canadá: US$ 198,6m Total Mundo: US$ 541,5m 7. PéPequeno Fim de semana: US$ 3,8m Total EUA e Canadá: US$ 77,4m Total Mundo: US$ 192,6m 8. Goosebumps 2 – Halloween Assombrado Fim de semana: US$ 3,7m Total EUA e Canadá: US$ 43,8m Total Mundo: US$ 82,4m 9. Fúria em Alto Mar Fim de semana: US$ 3,5m Total EUA e Canadá: US$ 12,9m Total Mundo: US$ 21,5m 10. O Ódio que Você Semeia Fim de semana: US$ 3,4m Total EUA e Canadá: US$ 23,4m Total Mundo: US$ 25,5m
Bohemian Rhapsody é destaque entre estreias que dividem opiniões
A programa de cinema desta quinta (1/11) está repleta de estreias amplas, algumas bastante esperadas e a maioria divisiva. A começar por “Bohemian Rhapsody”, que narra a trajetória da banda Queen, de sua origem glam nos anos 1970 aos estádios lotados da década seguinte, retratando a época com grande variedade de figurinos e penteados. A interpretação de Rami Malek (“Mr. Robot”) como Freddie Mercury é o grande destaque do longa, embora a versão chapa branca da biografia, produzida pelos músicos da banda, deixe as polêmicas de lado, em especial a vida desregrada do cantor, que o levou a se contaminar e morrer de Aids, e prefira destacar sua antiga relação heterossexual em vez do parceiro do final de sua vida. Em compensação, os fãs do Queen são servidos com um repertório clássico fantástico e recriações de shows marcantes da carreira da banda. Até com exagero. A certa altura, a impressão chega a ser de um documentário sobre o Live Aid, por exemplo. Não por acaso, o filme dividiu opiniões da crítica, com 58% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas tem expectativa de grande bilheteria em sua estreia na América do Norte, que também acontece neste fim de semana. Com distribuição mais ampla, “O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos” chega ao Brasil ainda mais cedo, uma semana antes dos Estados Unidos e Canadá. Por coincidência, tanto este quanto o filme do Queen tiveram problemas de bastidores durante sua produção. No caso de “Bohemian Rhapsody”, o diretor Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) sumiu na reta final das filmagens e acabou demitido. Apesar de ser creditado como único diretor do longa, o trabalho foi completado por Dexter Fletcher (“Voando Alto”). Já a produção da Disney foi originalmente realizada por Lasse Hallstrom (“Um Porto Seguro”), mas, após a produção, o estúdio convocou Joe Johnston (“Capitão América: O Primeiro Vingador”) para refilmagens extensas. Assim, os dois compartilham os créditos da adaptação da fábula encantada de E.T.A. Hoffmann e do famoso balé de Pyotr Ilyich Tchaikovsky, realizada com grande elenco – Mackenzie Foy (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer”), Keira Knightley (“Anna Karenina”), Helen Mirren (“A Dama Dourada”), Morgan Freeman (“Truque de Mestre), etc. O detalhe é que nem esta solução emergencial impediu o filme de ser rejeitado pela crítica. Tem apenas 31% de aprovação no Rotten Tomatoes. O desempenho da comédia “Johnny English 3.0” também está nesse nível, com 32%. A diferença é que já fracassou diante do público em sua estreia norte-americana, no fim de semana passado – embora tenha feito sucesso no Reino Unido, seu país de origem. No filme, Rowan Atkinson vive o espião mais atrapalhado do Reino Unido pela terceira vez e precisa lidar com uma autêntica Bond Girl, a ucraniana Olga Kurylenko, estrela de “007 – Quantum of Solace” (2008), que na trama se mostra fatal demais para o eterno Mr. Bean. A nova aventura, por sinal, repete a premissa de “007 – Operação Skyfall” (2012), quando um ataque cibernético revela a identidade de todos os agentes ativos na Grã-Bretanha, deixando Johnny English como a última esperança do serviço secreto. O plágio é mais ou menos oficial, já que o personagem foi criado pelos roteiristas Neal Purvis e Robert Wade, que escreveram todos os seis últimos filmes de James Bond. Bem-feitinho, mas também divisivo, o filme do super-herói brasileiro “O Doutrinador” chega aos cinemas reforçando paralelos com o clima político atual do Brasil, com apologia à violência armada, atentado contra político, denúncias de corrupção e a sensação de revolta popular que conduziu o país para a extrema direita. Quem achou “O Mecanismo” caricato pode se preparar para ver mais imagens de políticos corruptos com copos de whisky, membros do judiciário que engavetam processos de corrupção e empresários que carregam malas de dinheiro. Entretanto, são cenas que habitam noticiários reais. E entram na trama como combustível para o surgimento de um justiceiro fictício, que nada mais é que a corporificação da raiva dos eleitores que votaram em Bolsonaro. Vivido pelo ator Kiko Pissolato (“Os Dez Mandamentos”), o Doutrinador foi originalmente concebido em 2008 pelo quadrinista Luciano Costa, que deixou os quadrinhos na gaveta até 2013, quando resolveu publicar as primeiras páginas em seu Facebook. Três meses depois, explodiram as manifestações de protesto no país e o Doutrinador virou cult, ao encarnar, ainda que de forma extrema, a indignação com o panorama político e a revolta generalizada da população. A adaptação tem tudo para ser polêmica, já que o personagem polariza opiniões. Há quem o considere fascista e outros que o enxerguem como manifestação da anarquia. Agente da polícia federal, Miguel virou justiceiro por não aguentar mais tanta impunidade. Revoltado com o sistema e com sede de vingança por uma tragédia pessoal, ele não mede esforços para eliminar políticos, donos de empreiteiras, dirigentes do futebol e até líderes religiosos, matando corruptos de todos os matizes. Luciano Costa assumiu ter se inspirado nos quadrinhos do Batman de Frank Miller. Mas o personagem está mais para o Zorro, o mascarado perseguido pela justiça por enfrentar os governantes corruptos do pueblo de Los Angeles. O último lançamento controverso da lista, “A Casa que Jack Construiu”, de Lars Von Trier (“Ninfomaníaca”), recebeu vaias durante sua première no Festival de Cannes, ocasião em que pelo menos 100 pessoas abandonaram a sessão, revoltadas e enojadas. Mas enquanto parte da crítica o taxou como ofensivo, a outra parte aplaudiu, embora meio constrangida. Mais brutal que “O Anticristo” (2009), mas com estrutura narrativa similar a “Ninfomaníaca” (2013), o filme parte de uma confissão do Jack do título, um serial killer (vivido por Matt Dillon, da série “Wayward Pines”) que rememora assassinatos cometidos por mais de uma década para um homem chamado Verge (vivido por Bruno Ganz, de “O Leitor”). Há quem considere as cenas de violência explícita contra mulheres menos ofensivas que a narração pretensiosa do protagonista, que aborda temas metafísicos e estéticos, julgando-se profundo, num contraste com a banalidade com que ataca suas vítimas – Uma Thurman (“Kill Bill”), Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”), etc. Para ele, os assassinatos são obras de arte. A crítica discordou da tese. O resultado são os mesmos 58% de aprovação de “Bohemiam Rhapsody”, o que significa que o filme tem seus momentos, mas passa longe de ser uma obra prima. Completa a programação um documentário sobre a cantora Elza Soares, em circuito limitado. Confira abaixo os trailers e as sinopses das estreias da semana. Bohemian Rhapsody | EUA | Drama Musical Freddie Mercury (Rami Malek) e seus companheiros Brian May (Gwilyn Lee), Roger Taylor (Ben Hardy) e John Deacon (Joseph Mazzello) mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas. O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos | EUA | Fantasia Clara (Mackenzie Foy), jovem esperta e independente, perde a única chave mágica capaz de abrir um presente de valor incalculável dado por seu padrinho (Morgan Freeman). Ela decide então iniciar uma jornada de resgate que a leva pelo Reino dos Doces, o Reino das Neves, o Reino das Flores e o sinistro Quarto Reino. Johnny English 3.0 | Reino Unido | Comédia Em sua nova aventura, Johnny English (Rowan Atkinson) é a última salvação do serviço secreto quando um ataque cibernético revela as identidades de todos os agentes do país. Tirado de sua aposentadoria, ele volta à ativa com a missão de achar o hacker por trás do ataque. Com poucas habilidades e métodos analógicos, Johnny English precisa superar os desafios do mundo tecnológico para fazer da missão um sucesso. O Doutrinador | Brasil | Ação Um vigilante mascarado surge para atacar a impunidade que permite que políticos e donos de empreiteiras enriqueçam às custas da miséria e do trabalho da população brasileira. A história do homem por trás do disfarce de “Doutrinador” envolve uma jornada pessoal de vingança na qual um agente traumatizado decide fazer justiça com as próprias mãos. A Casa que Jack Construiu | Dinamarca | Suspense Um dia, durante um encontro fortuito na estrada, o arquiteto Jack (Matt Dillon) mata uma mulher. Este evento provoca um prazer inesperado no personagem, que passa a assassinar dezenas de pessoas ao longo de doze anos. Devido ao descaso das autoridades e à indiferença dos habitantes locais, o criminoso não encontra dificuldade em planejar seus crimes, executá-los ao olhar de todos e guardar os cadáveres num grande frigorífico. Tempos mais tarde, ele compartilha os seus casos mais marcantes com o sábio Virgílio (Bruno Ganz) numa jornada rumo ao inferno. My Name Is Now, Elza Soares | Brasil | Documentário Elza Soares, ícone da música brasileira, numa saga que ultrapassa o tempo, espaço, perdas e sucessos. Elza e seu espelho, cara a cara, nua e crua, ao mesmo tempo frágil e forte, real e sobrenatural, uma fênix, que com a força da natureza transcende e canta gloriosamente.











