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  • Filme

    Cinemas recebem animação, drama premiado e quatro filmes brasileiros

    10 de junho de 2021 /

    Os exibidores de cinema apostam em “Spirit – O Indomável” para manter a tendência de aumento no público durante mais um fim de semana. A produção da DreamWorks Animation tem a maior distribuição desta quinta (10/6), chegando a cerca de 300 salas. Infelizmente, também é uma das animações mais fracas do estúdio, uma reciclagem da reciclagem. O filme é uma adaptação da série “Spirit Riding Free” da Netflix, que por sua vez era inspirada no longa animado “Spirit: O Corcel Indomável” (2002). Só que a obra original, indicada ao Oscar, não tinha garotinhas galopando, mas índios. A nova versão troca o contexto histórico-cultural por uma trama com DNA de fábula de princesinha. Com direção de Elaine Bogan (“Como Treinar o Seu Dragão – A Série”) e do brasileiro Ennio Torresan (chefe de arte de “Abominável”), o longa acompanha a menina Lucky Prescott, que tem sua vida alterada para sempre ao se mudar da cidade grande para um pequeno vilarejo fronteiriço, onde se torna amiga de um cavalo selvagem chamado Spirit. Em circuito limitado, o destaque é “First Cow – A Primeira Vaca da América”, que só não apareceu no Oscar porque seu pequeno estúdio, A24, não tinha dinheiro para fazer campanha conjunta para dois títulos e optou por “Minari”. Mesmo assim, o novo longa da diretora Kelly Reichardt (“Certas Mulheres”) venceu nada menos que 24 prêmios e foi eleito pelos críticos de Nova York como o melhor filme do ano passado. A trama gira em torno de um padeiro habilidoso (John Magaro) em viagem para o Velho Oeste que encontra uma verdadeira conexão com um imigrante chinês também em busca de sua fortuna. Juntos, eles percebem que podem ficar ricos ao transformar o leite da primeira vaca da região em biscoitos. Infelizmente, a vaca não é deles. E o que se segue é uma fábula sobre amizade, capitalismo e sustentabilidade. A programação ainda inclui o drama alemão “Eu Estava em Casa, Mas…”, que rendeu o Urso de Prata do Festival de Berlim à diretora Angela Schanelec (“Uma Tarde Qualquer”) e é uma verdadeira aula sobre a técnica cinematográfica. Mas… o que chama realmente atenção no leque de opções é o lançamento simultâneo de quatro longas brasileiros de ficção. A maior expectativa recai sobre “Acqua Movie”, primeiro longa do premiado pernambucano Lírio Ferreira desde “Sangue Azul” em 2014. O road movie é passado no mesmo universo do cult “Árido Movie” (2005), com fotografia e elenco impressionantes. Um contraste enorme com “AmarAção”, cheio de problemas, que é quase cinema de guerrilha pela falta de recursos evidentes. Mas em termos de narrativa coesa são as comédias bobas que se saem melhor. O tema sobrenatural de “Missão Cupido” é realmente para não se levar a sério e rende boa diversão, enquanto “Quem Vai Ficar com Mário?” parte de uma premissa com pontos de conexão com “A Gaiola das Loucas” para, além de fazer rir, ajudar a refletir sobre preconceito sexual. Veja abaixo os trailers de todos os lançamentos.     Spirit – O indomável | EUA | 2021     First Cow – A Primeira Vaca da América | EUA | 2020     Acqua Movie | Brasil | 2020     Quem Vai Ficar com Mário? | Brasil | 2020     Missão Cupido | Brasil | 2020     AmarAção | Brasil, França, Israel | 2020     Eu Estava em Casa, Mas | Alemanha, Sérvia | 2020

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  • Filme

    “Invocação do Mal 3” e mais três filmes estreiam nos cinemas

    3 de junho de 2021 /

    O terceiro “Invocação do Mal” é a principal estreia desta quinta (3/6) nos cinemas. Anunciado como o mais assustador da franquia, ele é o contrário do que promete sua campanha de marketing: o mais fraco da trilogia. Faz diferença ser o primeiro sem direção de James Wan. Em seu lugar está Michael Chaves, que fez sua estreia no universo de “Invocação do Mal” com o fraquíssimo terror “A Maldição da Chorona” (2019). “Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio” se sustenta no bom desempenho de Patrick Wilson e Vera Famiga como o casal de investigadores sobrenaturais Ed e Lorraine Warren, e no fato de sua trama ser baseada numa história real: um caso de assassinato por suposta possessão demoníaca que foi levado ao tribunal dos Estados Unidos. Estruturado como um episódio de “Law & Order”, o filme assusta bem menos que os anteriores, especialmente após a série “Evil” apresentar história similar. A programação da semana se completa com mais três lançamentos. E logicamente o mais fraco ocupa mais salas. “Alice e Peter – Onde Nascem os Sonhos” volta a trazer Angelina Jolie numa história relacionada à fábulas encantadas. Na trama, a estrela de “Malévola” é casada com David Oyelowo (“Selma”) e eles são pais de três crianças. Quando uma delas morre em um acidente, os sobreviventes Peter e Alice se refugiam da depressão em suas imaginações, que os leva, respectivamente, para a Terra do Nunca e o País das Maravilhas. Mas o melodrama supera a fantasia e a moral da história passa longe de ser fabulosa. No circuito limitado, “Verão de 85” tem direção de François Ozon e, mesmo sem virar um novo cult do cineasta francês, tem 80% de aprovação dos críticos americanos do Rotten Tomatoes. A história, passada na mesma época de “Me Chame pelo Seu Nome”, acompanha um romance gay adolescente e suas consequências. Por fim, “Cine Marrocos” é a obra favorita da crítica. Documentário sobre a ocupação de um cinema abandonado no centro de São Paulo, o filme de Ricardo Calil (“Narciso em Férias”) entra em cartaz dois anos após vencer o festival É Tudo Verdade de 2019. Ótimo jornalista que virou excelente cineasta, Calil convida os atuais moradores do local – sem tetos e imigrantes – a reencenar trechos dos filmes que foram exibidos ali, décadas antes. O resultado conquistou notas máximas de várias publicações que cobriram o festival.     Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio | EUA | Terror     Alice e Peter – Onde Nascem os Sonhos | EUA | Fantasia     Verão de 85 | França | Drama     Cine Marrocos | Brasil | Documentário

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  • Filme

    Cruella é a principal estreia de cinema da semana

    27 de maio de 2021 /

    A programação de cinema desta quinta (27/5) destaca a estreia de “Cruella”, que entra em cartaz em cerca de 700 salas de exibição. A produção é a fábula mais sombria já feita pela Disney, superando “Malévola”, mas não é um “Coringa” como muitos imaginaram após os primeiros trailers. O ponto alto é o visual, especialmente por se passar no mundo da moda, e a performance das duas atrizes principais. Concebido como um prólogo de “101 Dálmatas”, o longa se passa nos anos 1970, em Londres, e apresenta Cruella, vivida por Emma Stone (“La La Land”) como uma estilista punk em ascensão (pense em Vivienne Westwood), que planeja se vingar de sua antiga chefe interpretada por Emma Thompson (“MIB: Homens de Preto – Internacional”), enquanto começa a desenvolver uma fascinação por peles de animais — especialmente de, é claro, dálmatas. A história foi concebida por Kelly Marcel (“Cinquenta Tons de Cinza”), que retorna ao universo das fábulas da Disney após assinar “Walt nos Bastidores de Mary Poppins” (2013), e Aline Brosh McKenna, responsável por “O Diabo Veste Prada” (2006), de onde vêm as referências fashion. Mas o roteiro final foi assinado por Dana Fox (“Megarromântico”) e Tony McNamara (“A Favorita”). A direção é de Graig Gillespie (“Eu, Tonya”) e, por curiosidade, a atriz Glenn Close, que viveu a vilã em dois filmes live-action dos “101 Dálmatas” nos anos 1990, também está na equipe como produtora executiva do projeto. A estreia acontece simultaneamente nos cinemas e na Disney+ (por um custo adicional, além da mensalidade da plataforma). Por coincidência, o segundo filme com maior distribuição é estrelado pela intérprete de “Malévola”. “Aqueles Que Me Desejam a Morte” marca a volta de Angelina Jolie às tramas dramáticas após um longo período como estrela de filmes infantis. No thriller de ação, a atriz vive uma bombeira traumatizada. Em vigília contra incêndio numa reserva florestal, ela acaba resgatando um garoto em fuga e passa a ser perseguido por assassinos fortemente armados, que não vacilam em colocar fogo na floresta para eliminá-los. As cenas de perseguição com o pano de fundo de um grande incêndio na região florestal de Montana são o destaque da produção, roteirizada e dirigida por Taylor Sheridan, criador da série “Yellowstone”. “Aqueles Que Me Desejam a Morte” é o terceiro filme dirigido por Sheridan e o primeiro após “Terra Selvagem”, premiado em Cannes em 2017. Ele já foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original por “A Qualquer Custo” (2016). A semana também tem a estreia comercial de “Alvorada”, que é mais um documentário sobre o Impeachment de Dilma Rousseff, e a mediana comédia francesa “Alice e o Prefeito”. Confira abaixo os trailers de todos os títulos em cartaz.     Cruella | EUA | 2021     Aqueles que Me Desejam a Morte | EUA | 2021     Alice e o Prefeito | França | 2019     Alvorada | Brasil | 2021

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  • Filme

    “Mortal Kombat” chega aos cinemas. Conheça as estreias da semana

    20 de maio de 2021 /

    “Mortal Kombat” é o principal lançamento desta quinta (20/5) nos cinemas. A nova adaptação do videogame é bem mais violenta que as versões anteriores e deve agradar aos fãs do jogo por apresentar a origem dos personagens e da rivalidade entre Scorpion e Sub-Zero. Mas quem nunca jogou o game clássico pode não achar tão empolgante. Afinal, tem um diretor pouco experiente (o estreante Simon McQuoid) e destaca vários atores secundários de séries de TV. De todo modo, é melhor que as opções de comédia, “Em Guerra com o Vovô”, que registra o pior desempenho da carreira de Robert De Niro, e “Amor, Casamentos e Outros Desastres”, que pode ser resumido por uma das palavras de seu título, considerando os míseros 4% de aprovação no Rotten Tomatoes. Em circuito extremamente limitado, há mais três produções argentinas e brasileiras, com destaque para uma sci-fi nacional de viagem no tempo, “Loop”, estreia do diretor Bruno Bini, estrelada por Bruno Gagliasso. Veja abaixo os trailers de todas as estreias da semana.     Mortal Kombat | EUA | 2021     Em Guerra com o Vovô | EUA | 2021     Amor, Casamentos e Outros Desastres | EUA | 2020     O Último Jogo | Argentina, Brasil, Colômbia | 2020     A Barqueira | Argentina | 2019     Loop | Brasil | 2019

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  • Filme

    Bela Vingança, Demons Slayer e Mundo em Caos estreiam nos cinemas

    13 de maio de 2021 /

    A programação de cinema retoma, aos poucos, o ritmo normal com vários lançamentos de apelo e circuitos distintos – amplo e limitado. O grande destaque é a estreia tardia de “Bela Vingança”, último filme do Oscar 2021 a ganhar exibição no país. Vencedor na categoria de Melhor Roteiro Original, o suspense de humor ácido também é um dos filmes mais criativos e inesperados dos últimos tempos. Na trama, a personagem de Carey Mulligan (“Mudbound”) resolve se vingar dos homens, após sua melhor amiga ser estuprada na faculdade, sofrer depressão e se suicidar enquanto sua denúncia era desconsiderada pela instituição. Transformando-se numa justiceira, a protagonista passa a se fingir de vítima fácil para aterrorizar machistas abusados, principalmente os responsáveis pelo destino da amiga. O filme marcou a estreia na direção da atriz (de “The Crown”) e roteirista (de “Killing Eve”) Emerald Fennell, e tem produção da estrela Margot Robbie (“Aves de Rapina”). Fenômeno mundial, “Demon Slayer: Mugen Train – O Filme” chega ao Brasil após se tornar a maior bilheteria do cinema japonês em todos os tempos. A produção também bateu “Mortal Kombat” para liderar as bilheterias dos EUA no fim de semana passado. Baseada em um mangá popular, escrito e ilustrado por Koyoharu Gotōge desde 2016, “Demon Slayer” também já tinha sido adaptado num anime em 2019, que se tornou campeão de audiência – e pode ser visto na Netflix. Por sinal, o filme é uma continuação direta da 1ª temporada do anime e tem o mesmo diretor da série, Haruo Sotozaki, que estreia no cinema. A história acompanha Tanjiro Kamado e sua irmã, Nezuko, que levavam uma vida pacata até serem atacados por demônios. Além de perder todos seus familiares, Tanjiro viu sua irmã ser possuída. Para tentar torná-la humana novamente e impedir que outros passem pelos mesmos transtornos, o menino vira o “demon slayer” (matador de demônios) do título. O circuito amplo ainda inclui o frustrante “Mundo em Caos”, sci-fi cara de Doug Liman (diretor do ótimo “No Limite do Amanhã”), que mesmo juntando Tom Holland (o Homem-Aranha da Marvel) e Daisy Ridley (a Rey de “Star Wars”) implodiu nas bilheterias e atingiu míseros 23% de aprovação entre a crítica norte-americana. O enredo cheio de furos e ainda assim previsível se passa em outro planeta, após a Terra ficar inabitável. Quando um vírus infecta aquela civilização, supostamente exterminando as mulheres e fazendo com que os pensamentos de todos os homens possam ser ouvidos sem controle, o caos se instala e abre caminho para um autocrata corrupto (Mads Mikkelsen, de “Rogue One”) tomar o poder. É neste cenário distópico que a astronauta vivida por Daisy Ridley vai parar, após sua nave apresentar problemas. “Mundo em Caos” também é o único lançamento abaixo da crítica da semana. Todos os demais títulos internacionais atingiram mais de 90% no Rotten Tomatoes, inclusive “Mães de Verdade”, da premiada cineasta japonesa Naomi Kawase, e “Um Divã na Tunísia”, da francesa estreante Manele Labidi, que chegam no circuito “de arte”. A lista de estreias ainda se completa com dois documentários brasileiros, “Libelu – Abaixo a Ditadura”, sobre o movimento estudantil dos anos 1970 e 1980, e “Boa Noite”, focado no ex-apresentador do “Jornal Nacional” Cid Moreira. Confira abaixo os trailers de todas as opções.     Bela Vingança | EUA | 2020     Demon Slayer: Mugen Train – O Filme | Japão | 2020     Mundo em Caos | EUA | 2021     Mães de Verdade | Japão | 2020     Um Divã na Tunísia | França, Tunísia | 2019     Libelu – Abaixo a Ditadura | Brasil | 2021     Boa Noite | Brasil | 2019

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  • Filme

    O pior filme do ano estreia nos cinemas

    6 de maio de 2021 /

    Oficialmente, a principal estreia desta quinta (6/5) nos cinemas é “Godzilla vs. Kong”. Mas o filme não só saiu na quinta passada como liderou as bilheterias do último fim de semana em “pré-estreia”, conforme registrado. A lista factual de lançamentos é composta por filmes bem menores, figurativa e literalmente, em relação aos monstros gigantes da Warner. Um dos destaques é o drama brasileiro “Raia 4”, sobre uma pré-adolescente apática que se dedica à natação competitiva. Sua expressão quase inalterada durante a projeção reflete uma história em que aparentemente nada acontece, até que tudo acontece, num final daqueles que ressignifica a história, rende discussões e justifica a consagração do longa de estreia do jovem gaúcho Emiliano Cunha com o Prêmio da Crítica – além do Kikito de Melhor Fotografia – no Festival de Gramado de 2019. A programação tem mais dois filmes premiados. A comédia francesa “Minhas Férias com Patrick” rendeu o César (o Oscar francês) de Melhor Atriz para Laure Calamy. A história em si é típica do cinema do país, acompanhando uma farsa entre amantes. Calamy vive a professora amante do pai de um de seus alunos, que resolve encontrá-lo “por coincidência” nas férias com a esposa e o filho. O passeio, porém, envolve um burro (o animal, não o marido) não muito cooperativo. O outro título “premiado” é “Music”, estreia da cantora Sia como cineasta. Levou três Framboesas de Ouro, consagrando-se como o mais premiado do anti-Oscar 2021, o troféu que ninguém quer, porque ridiculariza os piores filmes e artistas do ano. Catástrofe absoluta, com apenas 8% de aprovação no Rotten Tomatoes, o musical de Sia sobre uma garota autista (a musa mirim da cantora, Maddie Ziegler) é tão ruim, mas tão ruim que ainda vai virar cult. “Music” levou três Framboesas para casa: Pior Atriz, para Kate Hudson, Pior Atriz Coadjuvante para Maddie Ziegler e Pior Direção para Sia. Para quem gosta, há outra ruindade chegando nos cinemas, o terror “Rogai por Nós”, com 27% no Rotten Tomatoes, e outro cult, o final de “Fate/Stay Night”, uma das sagas de anime mais dark de todos os tempos – imagine “Battle Royale” com mágica – , mas que só fará sentido para quem viu a série e os outros dois longas da franquia. Confira abaixo os trailers de todos esses lançamentos.     Raia 4 | Brasil | 2019     Minhas Férias com Patrick | França, Bélgica | 2020     Music | EUA | 2020     Rogai por Nós | EUA | 2021     Fate/Stay Night Heavens Feel: III – Spring Song | Japão | 2020

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  • Filme

    “Godzilla vs. Kong” invade cinemas “de surpresa” nesta quinta

    29 de abril de 2021 /

    Dois fenômenos curiosos acontecem nos cinemas nesta quinta (29/4). Para começar, o maior lançamento é um filme que oficialmente só entra em cartaz na próxima semana. A Warner adiou a estreia de “Godzilla vs. Kong” para sexta que vem (6/5), mas quem não souber disso e procurar assistir neste fim de semana, data originalmente marcada para o lançamento, vai encontrar a produção em cartaz na maioria das salas. Fenômeno de bilheteria, “Godzilla vs. Kong” chega ao Brasil após bater o recorde de arrecadação mundial de Hollywood durante a pandemia. O filme dirigido por Adam Wingard (“Você é o Próximo”) é um espetáculo visual que entrega o que promete, com batalhas entre os dois monstros e também contra uma ameaça em comum, Mechagodzilla, outro kaiju importado dos filmes clássicos da produtora japonesa Toho. Quarto lançamento do MonsterVerse da produtora Legendary, que começou com “Godzilla” (2014), foi seguido por “Kong: A Ilha da Caveira” (2017) e quase acabou após o desempenho abaixo do esperado de “Godzilla II: Rei dos Monstros” (2019), o novo lançamento acompanha a agência Monarch, vista em todos os longas, em uma nova missão perigosa, que encontra pistas sobre a origem dos Titãs (denominação dada aos monstros) e esbarra numa conspiração para varrer as criaturas, boas e ruins, da face da Terra para sempre. O elenco inclui os atores Alexander Skarsgard (“A Lenda de Tarzan”), Eiza Gonzalez (“Em Ritmo de Fuga”), Julian Dennison (“Deadpool 2”), Demián Bichir (“A Freira”), Brian Tyree Henry (“Atlanta”), Rebecca Hall (“Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas”) e a família remanescente do filme anterior, formada por Millie Bobby Brown (“Stranger Things”) e Kyle Chandler (“Bloodline”). A propósito, “Nomadland”, também apontado por alguns como estreia da semana, já está em cartaz há 14 dias. O filme vencedor do Oscar 2021 foi lançado no Brasil quando a maioria das salas do país (e todas de São Paulo) ainda estavam fechadas, mas pôde ser visto na reabertura na véspera da premiação. Na verdade, as estreias oficiais da programação desta semana são outras. E o outro fato inusitado que resulta disso é que são todas produções brasileiras – algumas, inclusive, exibidas com o acompanhamento de curtas nacionais. São sete longas, incluindo uma antologia de José Eduardo Belmonte com grande elenco dedicada à obra do escritor Ariano Suassuna (“O Auto da Boa Mentira”) e um novo terror do especialista Rodrigo Aragão (“O Cemitério das Almas Perdidas”). Veja os trailers de todas as estreias abaixo.     Godzilla vs. Kong | EUA | 2021     O Auto da Boa Mentira | Brasil | 2021     O Cemitério das Almas Perdidas | Brasil | 2020     Entre Nós, um Segredo | Brasil, México, Burkina Fasso | 2020     Desvio | Brasil | 2021     A Torre | Brasil | 2020     Chão | Brasil | 2019     Nazinha – Olhai por Nós | Brasil | 2020

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  • Filme

    Na véspera do Oscar, cinemas exibem Nomadland, Minari e Judas e o Messias Negro

    22 de abril de 2021 /

    Depois de nova reabertura, os cinemas correm para exibir os filmes do Oscar. Em São Paulo, a normalização só acontece a partir de sábado (24/4), na véspera da premiação, destacando na programação os dramas indies que disputam o reconhecimento da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA. A lista de estreias inclui “Minari – Em Busca da Felicidade” e “Judas e o Messias Negro”, que se juntam a “Nomadland”, disponibilizado de forma invisível na semana passada, quando praticamente não havia cinemas abertos. Os três vão se encontrar ainda com o resistente “Meu Pai”, que teve lançamento simultâneo em VOD (video on demand) há duas semanas, na véspera da mais recente fechamento das salas de exibição. “Minari” e “Nomadland” já fizeram história no Oscar 2021. O primeiro, vencedor do Festival de Sundance deste ano, transformou o sul-coreano Steven Yeun (o Glenn de “The Walking Dead”) no primeiro asiático indicado ao Oscar de Melhor Ator, enquanto o segundo, colecionador de prêmios nos festivais de Veneza, Toronto, Critics Choice, Globo de Ouro e sindicatos de Hollywood, rendeu indicação inédita à chinesa Chloé Zhao, primeira cineasta asiática a disputar o troféu de Melhor Direção – e ela é favoritaça. “Judas e o Messias Negro” também se distingue no Oscar pela inclusão de seus dois intérpretes principais, Daniel Kaluuya e LaKeith Stanfield, na disputa como Melhores Atores Coadjuvantes. Kaluuya tem vencido todas as disputas da categoria. Na verdade, os três lançamentos concorrem a muitos outros prêmios, além de travarem disputa direta pelo Oscar de Melhor Filme do ano – consagração reservada para “Nomadland”. Road movie com influência de documentários, “Nomadland” é estrelado por Frances McDormand, que já tem dois Oscars na prateleira por “Fargo” (1996) e “Três Anúncios para um Crime” (2017). Na trama, ela vive uma viúva que perdeu tudo, inclusive o rumo, viajando pelos EUA numa van durante a implosão financeira de sua cidade, estado e país, enquanto encontra outros nômades motorizados na mesma situação. Baseado na infância do diretor Lee Isaac Chung (“Lucky Life”), “Minari” acompanha uma família sul-coreana que enfrenta dificuldades quando o pai (Yeun) decide se mudar para a zona rural do Arkansas, apostando no sonho americano. O resultado é o filme mais dramático e emocional do Oscar. Dramatização da história dos Panteras Negras, “Judas e o Messias Negro” traz Daniel Kaluuya como o Messias Negro do título, o revolucionário Fred Hampton, líder dos Panteras que consegue unir diferentes minorias e é traído por William O’Neal, o Judas vivido por LaKeith Stanfield, criminoso recrutado pelo FBI para se infiltrar no movimento em troca de liberdade. Veja abaixo os trailers das três opções.     Nomadland | EUA | 2020     Minari – Em Busca da Felicidade | EUA | 2020     Judas e o Messias Negro | EUA | 2020

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  • Etc,  Filme

    Pandemia volta a zerar estreias de cinema

    11 de março de 2021 /

    As restrições ao funcionamento dos cinemas no Brasil, fechados em alguns estados e com horário reduzido em outros, voltou a zerar a programação de estreias cinematográficas desta e da próxima semana. A situação repete o que aconteceu no mês passado, quando São Paulo decidiu fechar provisoriamente o comércio não essencial – incluindo os cinemas – aos fins de semana. Mas a tranca agora é mais ampla, atingindo outras regiões do país, e maior do que as distribuidoras imaginam, ao agendarem filmes para 25 de março. O governo de São Paulo anunciou nesta quinta (11/3) que o fechamento do maior mercado cinematográfico do país vai se estender até no mínimo o dia 30. E haverá ainda mais restrições para os chamados serviços essenciais. O próximo grande lançamento previsto para os cinemas é o blockbuster “Godzilla vs. Kong”, que tem previsão de estreia em 1 de abril. Vale lembrar que no começo da pandemia as salas ficaram fechadas durante meses, impulsionando a volta dos cines drive-in. Na época, os números de infecção e mortes por coronavírus ainda não tinham chegada aos níveis recordistas atuais. O endurecimento das medidas é consequência do colapso em curso no sistema de saúde paulista, um dos mais avançados do país, sob o peso do aumento de casos e óbitos relacionados à circulação de variantes mais transmissíveis e talvez letais do Sars-CoV-2. O avanço da doença ocorreu mesmo com a implantação da fase vermelha, a mais restritiva e que só permite a abertura de serviços essenciais, que teve pouco efeito sobre o isolamento social no estado.

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  • Filme

    Estreia de Monster Hunter marca volta ao “normal” dos cinemas brasileiros

    25 de fevereiro de 2021 /

    Os cinemas esboçam uma volta à “programação normal” com o retorno dos grandes lançamentos comerciais. Uma semana após “Tom & Jerry”, da Warner, é a vez da adaptação do game “Monster Hunter”, da Sony, chegar às telas brasileiras. Com orçamento de US$ 60 milhões, a segunda franquia de games estrelada por Milla Jovovich e dirigida por seu marido, o diretor Paul WS Anderson (ambos de “Resident Evil”), acompanha soldados transportados de forma inesperada para outro mundo, onde se veem em uma batalha de sobrevivência contra monstros gigantes. Com o atrativo de marcar a estreia da atriz Nanda Costa (“Entre Irmãs”) numa produção internacional, o lançamento é para quem gosta de efeitos e explosões em tela grande, mas não se importa muito com roteiro. A semana também mergulha na temporada pré-Oscar 2021 com “Judas e o Messias Negro”. O filme sobre a história dos Panteras Negras apresenta Daniel Kaluuya como o Messias Negro do título, o revolucionário Fred Hampton, líder dos Panteras que é traído por William O’Neal, o Judas vivido por Lakeith Stanfield (os dois atores já trabalharam juntos em “Corra!”), criminoso recrutado pelo FBI para se infiltrar no movimento em troca de liberdade. A tragédia histórica tem 96% de aprovação no Rotten Tomatoes e é um dos principais filmes da atual temporada de premiação cinematográfica dos EUA. O circuito mais amplo exibe ainda a comédia dramática nacional “Depois a Louca Sou Eu”, dirigida por Julia Rezende (da série “Coisa Mais Linda”) e estrelada por Débora Falabella (“Aruanas”) como uma mulher que precisa aprender a lidar com distúrbios nervosos. Há outro filme nacional com protagonista feminina na programação: “Christabel”, primeiro longa de ficção de Alex Levy-Heller, que combina drama rural lento e atmosfera sobrenatural, e foi premiado nos festivais Cine-PE, Caruaru e Rio Fantastik. O circuito limitado, que ressurge igualmente das cinzas, programou ainda duas boas produções francesas: “O Mundo de Gloria”, que rendeu a Copa Volpi de Melhor Atriz para Ariane Ascaride no Festival de Veneza de 2019, e “Mais que Especiais”, nova comédia dramática da dupla Olivier Nakache e Éric Toledano (do sucesso “Intocáveis”) sobre cuidadores de crianças e adolescentes autistas, que venceu o prêmio do público no Festival de San Sebastián do mesmo ano. Completa a programação “Os Lobos do Leste”, drama multinacional do cubano Carlos Quintela sobre a natureza e o envelhecimento, estrelado por Tatsuya Fuji (do clássico “O Império dos Sentidos”) e com produção da cineasta japonesa Naomi Kawase (“O Segredo das Águas”). Confira abaixo a relação completa e os trailers das estreias de cinema desta quinta (25/2).     Monster Hunter | EUA | 2020     Judas e o Messias Negro | EUA | 2020     Depois a Louca Sou Eu | Brasil | 2019     O Mundo de Gloria | França | 2019     Mais que Especiais | França, Bélgica | 2019     Christabel | Brasil | 2018     Os Lobos do Leste | Japão, Cuba, Brasil, Inglaterra | 2017

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    Filme de Tom & Jerry ganha trailer ao som de Michel Teló

    18 de fevereiro de 2021 /

    A Warner Bros. divulgou um novo trailer de “Tom & Jerry: O Filme”, com uma edição especial para o mercado brasileiro. No vídeo, o gato e o rato fazem o que sempre fazem acompanhados da música “Ai, Se Eu Te Pego”, de Michel Teló. A montagem funciona perfeitamente, destacando as cenas em que o felino está prestes a pegar o roedor, que acompanham a frase “Ai, se eu te pego”, e quando o gato fica em apuros, ao som da frase “Assim você me mata”. Lançado nos cinemas nesta quinta (18/2), o filme tem formato híbrido, em que os protagonistas continuam animados e do jeito que os fãs lembram, apesar de contracenarem com atores de carne e osso. O resultado é bem diferente do live-action do “Scooby Doo”, para citar outro desenho clássico que ganhou adaptação da Warner. Enquanto o cachorro da Hanna-Barbera se materializou no cinema com visual realista criado por computação gráfica, desta vez os personagens da MGM quase não mudaram, preservando a aparência de seus antigos desenhos bidimensionais. Embora a combinação de cartum e atores pareça retrô, a opção não aliena os fãs dos cartoons originais. Além disso, essa combinação evoca o excelente “Uma Cilada para Roger Rabbit” (1988) e, claro, “Looney Tunes: De Volta à Ação” (2003), inclusive na forma como incorpora a física surreal dos desenhos, como portas que mudam de lugar e quedas quilométricas que não matam. Tudo isso se torna ainda mais divertido diante da reação humana ao caos. Na trama, Tom e Jerry decidem se separar amigavelmente após décadas de brigas. Mas quando o rato apronta na despedida e resolve se mudar para um hotel de luxo de Nova York, o gato tem prazer em renovar sua rixa ao ser contratado para exterminá-lo. O elenco humano destaca Chloë Grace Moretz (“Suspiria”) como a funcionária do hotel encarregada de se livrar do rato e que acredita que Tom é a solução para seus problemas – aparentemente, ela nunca viu o desenho! Os demais coadjuvantes são interpretados por Michael Peña (“Homem-Formiga”), Ken Jeong (“Se Beber, Não Case”), Colin Jost (“Saturday Night Live”) e Rob Delaney (“Catastrophe”). A direção é de Tim Story, responsável por dois “Quarteto Fantástico” e por lançar a franquia “Uma Turma do Barulho”.

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    Filme de Tom & Jerry anima fim de semana nos cinemas

    18 de fevereiro de 2021 /

    Os cinemas voltam a receber um lançamento com forte apelo comercial nesta quinta (18/2), o primeiro filme live-action de “Tom & Jerry”. Extraoficialmente, “Tom & Jerry – O Filme” foi lançado em sessões de pré-estreia na semana passada, atingindo destaque como o título que mais vendeu ingressos entre os dias 11 e 16 de fevereiro, durante o fim de semana prolongado. A produção tem formato híbrido, em que os protagonistas continuam animados e do jeito que os fãs lembram, apesar de contracenarem com atores de carne e osso. O resultado é bem diferente do live-action do “Scooby Doo”, para citar outro desenho clássico que ganhou adaptação da Warner. Enquanto o cachorro da Hanna-Barbera se materializou no cinema com visual realista criado por computação gráfica, desta vez os personagens da MGM quase não mudaram, preservando a aparência de seus antigos desenhos bidimensionais. Embora a combinação de cartum e atores pareça retrô, a opção não aliena os fãs dos cartoons originais. Além disso, essa combinação evoca o excelente “Uma Cilada para Roger Rabbit” (1988) e, claro, “Looney Tunes: De Volta à Ação” (2003), inclusive na forma como incorpora a física surreal dos desenhos, como portas que mudam de lugar e quedas quilométricas que não matam. Tudo isso se torna ainda mais divertido diante da reação humana ao caos. Na trama, Tom e Jerry decidem se separar amigavelmente após décadas de brigas. Mas quando o rato apronta na despedida e resolve se mudar para um hotel de luxo de Nova York, o gato tem prazer em renovar sua rixa ao ser contratado para exterminá-lo. O elenco humano destaca Chloë Grace Moretz (“Suspiria”) como a funcionária do hotel encarregada de se livrar do rato e que acredita que Tom é a solução para seus problemas – aparentemente, ela nunca viu o desenho! Os demais coadjuvantes são interpretados por Michael Peña (“Homem-Formiga”), Ken Jeong (“Se Beber, Não Case”), Colin Jost (“Saturday Night Live”) e Rob Delaney (“Catastrophe”). A direção é de Tim Story, responsável por dois “Quarteto Fantástico” e por lançar a franquia “Uma Turma do Barulho”. A programação se completa com mais dois lançamentos, que antes da pandemia teriam distribuição limitada. Ambos foram destruídos pela crítica internacional, com 20% de aprovação no Rotten Tomatoes – os dois. Vale apontar que o thriller alemão “Berlin Alexanderplatz” teve trajetória premiada, que inclui a conquista do Festival de Estocolmo, na Suécia, e o troféu de Melhor Trilha Sonora na premiação da Academia Europeia de Cinema. Mas não se compara à minissérie homônima de 1980, premiada nos festivais de Munique e Veneza, com direção do mestre Rainer Werner Fassbinder.     Tom & Jerry – O Filme | EUA | 2021     Berlin Alexanderplatz | Alemanha | 2020     Nona – Se Me Molham Eu os Queimo | Chile | 2019

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    Cinemas estreiam três filmes no fim de semana

    11 de fevereiro de 2021 /

    A programação de cinemas desta quinta (11/2) apresenta apenas três estreias. São um terror de torturas, uma comédia francesa e um documentário, também francês, sobre o cantor-ator Charles Aznavour (1924–2018). Com o anúncio de que São Paulo ficaria com comércio não essencial fechado nos fins de semana, devido à pandemia de coronavírus, as distribuidoras seguraram seus principais títulos. Mas mesmo com a antecipação da reabertura na semana passada, os principais títulos continuaram guardados, restando ao circuito filmes de menor qualidade ou pouco apelo comercial. Confira os trailers abaixo. #SemSaída | EUA | 2020     Notre Dame | França | 2019     Aznavour por Charles | França | 2019    

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