Filme de Tom & Jerry ganha trailer ao som de Michel Teló
A Warner Bros. divulgou um novo trailer de “Tom & Jerry: O Filme”, com uma edição especial para o mercado brasileiro. No vídeo, o gato e o rato fazem o que sempre fazem acompanhados da música “Ai, Se Eu Te Pego”, de Michel Teló. A montagem funciona perfeitamente, destacando as cenas em que o felino está prestes a pegar o roedor, que acompanham a frase “Ai, se eu te pego”, e quando o gato fica em apuros, ao som da frase “Assim você me mata”. Lançado nos cinemas nesta quinta (18/2), o filme tem formato híbrido, em que os protagonistas continuam animados e do jeito que os fãs lembram, apesar de contracenarem com atores de carne e osso. O resultado é bem diferente do live-action do “Scooby Doo”, para citar outro desenho clássico que ganhou adaptação da Warner. Enquanto o cachorro da Hanna-Barbera se materializou no cinema com visual realista criado por computação gráfica, desta vez os personagens da MGM quase não mudaram, preservando a aparência de seus antigos desenhos bidimensionais. Embora a combinação de cartum e atores pareça retrô, a opção não aliena os fãs dos cartoons originais. Além disso, essa combinação evoca o excelente “Uma Cilada para Roger Rabbit” (1988) e, claro, “Looney Tunes: De Volta à Ação” (2003), inclusive na forma como incorpora a física surreal dos desenhos, como portas que mudam de lugar e quedas quilométricas que não matam. Tudo isso se torna ainda mais divertido diante da reação humana ao caos. Na trama, Tom e Jerry decidem se separar amigavelmente após décadas de brigas. Mas quando o rato apronta na despedida e resolve se mudar para um hotel de luxo de Nova York, o gato tem prazer em renovar sua rixa ao ser contratado para exterminá-lo. O elenco humano destaca Chloë Grace Moretz (“Suspiria”) como a funcionária do hotel encarregada de se livrar do rato e que acredita que Tom é a solução para seus problemas – aparentemente, ela nunca viu o desenho! Os demais coadjuvantes são interpretados por Michael Peña (“Homem-Formiga”), Ken Jeong (“Se Beber, Não Case”), Colin Jost (“Saturday Night Live”) e Rob Delaney (“Catastrophe”). A direção é de Tim Story, responsável por dois “Quarteto Fantástico” e por lançar a franquia “Uma Turma do Barulho”.
Filme de Tom & Jerry anima fim de semana nos cinemas
Os cinemas voltam a receber um lançamento com forte apelo comercial nesta quinta (18/2), o primeiro filme live-action de “Tom & Jerry”. Extraoficialmente, “Tom & Jerry – O Filme” foi lançado em sessões de pré-estreia na semana passada, atingindo destaque como o título que mais vendeu ingressos entre os dias 11 e 16 de fevereiro, durante o fim de semana prolongado. A produção tem formato híbrido, em que os protagonistas continuam animados e do jeito que os fãs lembram, apesar de contracenarem com atores de carne e osso. O resultado é bem diferente do live-action do “Scooby Doo”, para citar outro desenho clássico que ganhou adaptação da Warner. Enquanto o cachorro da Hanna-Barbera se materializou no cinema com visual realista criado por computação gráfica, desta vez os personagens da MGM quase não mudaram, preservando a aparência de seus antigos desenhos bidimensionais. Embora a combinação de cartum e atores pareça retrô, a opção não aliena os fãs dos cartoons originais. Além disso, essa combinação evoca o excelente “Uma Cilada para Roger Rabbit” (1988) e, claro, “Looney Tunes: De Volta à Ação” (2003), inclusive na forma como incorpora a física surreal dos desenhos, como portas que mudam de lugar e quedas quilométricas que não matam. Tudo isso se torna ainda mais divertido diante da reação humana ao caos. Na trama, Tom e Jerry decidem se separar amigavelmente após décadas de brigas. Mas quando o rato apronta na despedida e resolve se mudar para um hotel de luxo de Nova York, o gato tem prazer em renovar sua rixa ao ser contratado para exterminá-lo. O elenco humano destaca Chloë Grace Moretz (“Suspiria”) como a funcionária do hotel encarregada de se livrar do rato e que acredita que Tom é a solução para seus problemas – aparentemente, ela nunca viu o desenho! Os demais coadjuvantes são interpretados por Michael Peña (“Homem-Formiga”), Ken Jeong (“Se Beber, Não Case”), Colin Jost (“Saturday Night Live”) e Rob Delaney (“Catastrophe”). A direção é de Tim Story, responsável por dois “Quarteto Fantástico” e por lançar a franquia “Uma Turma do Barulho”. A programação se completa com mais dois lançamentos, que antes da pandemia teriam distribuição limitada. Ambos foram destruídos pela crítica internacional, com 20% de aprovação no Rotten Tomatoes – os dois. Vale apontar que o thriller alemão “Berlin Alexanderplatz” teve trajetória premiada, que inclui a conquista do Festival de Estocolmo, na Suécia, e o troféu de Melhor Trilha Sonora na premiação da Academia Europeia de Cinema. Mas não se compara à minissérie homônima de 1980, premiada nos festivais de Munique e Veneza, com direção do mestre Rainer Werner Fassbinder. Tom & Jerry – O Filme | EUA | 2021 Berlin Alexanderplatz | Alemanha | 2020 Nona – Se Me Molham Eu os Queimo | Chile | 2019
Cinemas estreiam três filmes no fim de semana
A programação de cinemas desta quinta (11/2) apresenta apenas três estreias. São um terror de torturas, uma comédia francesa e um documentário, também francês, sobre o cantor-ator Charles Aznavour (1924–2018). Com o anúncio de que São Paulo ficaria com comércio não essencial fechado nos fins de semana, devido à pandemia de coronavírus, as distribuidoras seguraram seus principais títulos. Mas mesmo com a antecipação da reabertura na semana passada, os principais títulos continuaram guardados, restando ao circuito filmes de menor qualidade ou pouco apelo comercial. Confira os trailers abaixo. #SemSaída | EUA | 2020 Notre Dame | França | 2019 Aznavour por Charles | França | 2019
Fim de semana não terá estreias de cinema
Os cinemas não vão receber estreias nesta quinta-feira (4/2), refletindo a decisão de manter as salas fechadas durante os fins de semana em São Paulo. As distribuidoras desistiram de lançar suas produções porque, sem os fins de semana paulistas, o circuito não se sustenta. O estado – e principalmente a capital paulista – concentra a maior quantidade de cinemas do país. O detalhe é que o governo estatual, que tinha anunciado o fechamento até meados de fevereiro, voltou atrás e liberou o funcionamento dos serviços não essenciais já neste fim de semana. A decisão de suspender a fase mais restritiva foi tomada após uma melhora nos indicativos de novos casos de covid-19 e, principalmente, de internações em leitos primários e de UTIs no estado. Segundo o governador João Doria, esse recuo permitiu que as atividades de final de semana fossem retomadas. Com essa decisão, 11 regiões do estado classificadas na fase laranja, incluindo a Grande São Paulo, terão o retorno dos serviços não essenciais aos finais de semana, mas com o horário reduzido. Nas seis regiões que permanecem na fase vermelha, os serviços seguem suspensos. Na fase laranja, os serviços não essenciais podem funcionar por até oito horas diárias, com atendimento presencial limitado a 40% da capacidade e encerramento das atividades às 20h. Apesar da reabertura na capital, a política de sanfona, fecha e abre, implodiu a programação dos exibidores, que agora funcionarão sem nenhuma estreia neste fim de semana. A programação da semana que vem também não prevê lançamentos, o que pode ser revisto diante dos novos desdobramentos.
Documentário e suspense brasileiros são destaques em semana fraca nos cinemas
As restrições aos funcionamentos dos cinemas em São Paulo tiveram impacto na programação desta quinta (28/1). A Sony adiou, sem alarde, o principal título que chegaria ao mercado, “Monster Hunter”, o que deixou o circuito com apenas quatro filmes inéditos, todos com perfil de lançamento limitado. Metade dos títulos é nacional. São também os melhores. Premiado na última edição do Rio Fantastik Festival, “Dente por Dente” é um suspense criminal estrelado por Juliano Cazarré, que equilibra crítica social e atmosfera macabra. E “Chacrinha, Eu Vim para Confundir e Não para Explicar” é um documentário com cenas de arquivo e entrevistas, que lembram o impacto e a importância de Abelardo Barbosa, o Chacrinha, para a TV e a cultura brasileiras. Veja abaixo os trailers de todas as estreias. Dente por Dente | Brasil | 2020 Minha Irmã | Suíça, Alemanha | 2019 Perfil de uma Mulher | Japão | 2019 Chacrinha, Eu Vim para Confundir e Não para Explicar | Brasil | 2020
Pinóquio italiano e alien russo são os destaques de cinema da semana
A nova e sombria versão de “Pinóquio”, dirigida pelo cineasta italiano Matteo Garrone (“Gomorra”), é o destaque desta semana, em que não há nenhum lançamento hollywoodiano nos cinemas. A seca de blockbusters, motivada pela pandemia de coronavírus, acabou virando do avesso as prioridades dos exibidores, que apostam em títulos europeus, antigamente restritos ao circuito limitado, para atrair público ao circuito cinematográfico brasileiro, ainda em funcionamento nesta quinta-feira (21/1). “Pinóquio” é um filme repleto de efeitos visuais, como os consumidores das fábulas live-action da Disney estão acostumados. A produção traz Roberto Benigni (vencedor do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira por “A Vida É Bela”) como o marceneiro Gepeto e vários momentos icônicos do conto de fadas sobre o boneco de madeira que quer virar menino de verdade – das orelhas de burro ao nariz que cresce com mentiras. São imagens que remetem à adaptação mais famosa da obra de Carlo Collodi: a animação de 1940, que venceu o Oscar de Melhor Canção Original – pela clássica “When You Whish Upon a Star”. Só que o tom tenebroso é completamente diferente de qualquer produção da Disney. Vale lembrar que a fabulação anterior de Garrone, “O Conto dos Contos” (2015), tinha uma rainha que comia coração sangrento de monstro. A programação também traz a elogiada sci-fi russa “Estranho Passageiro”, influenciada por “Alien – O Oitavo Passageiro” (1979). Mais conhecido por seu título original, “Sputnik”, o filme de monstro alienígena agradou a crítica internacional ao circular por festivais de terror, somando 89% de críticas positivas no Rotten Tomatoes. Ou seja, teve maior aprovação que os 85% de “Pinóquio”. O terceiro lançamento europeu é o “filme de arte” do conjunto. E ironicamente o drama lésbico de época é o título mais fraquinho da semana. Passado nos anos 1950, numa cidadezinha rural britânica, a história revela como uma mãe solteira (Holliday Granger) abandonada pelo marido se envolve com uma médica recém-chegada (Anna Paquin), que se tornou amiga de seu filho pequeno. Com 53% no Rotten Tomatoes, foi considerado medíocre pela crítica. Completa a relação de filmes um documentário sobre o escritor brasileiro Antonio Callado. Veja abaixo os trailers de todas as estreias. Pinóquio | Itália | 2020 Estranho Passageiro – Sputnik | Rússia | 2020 Fale com as Abelhas | Reino Unido, Suécia | 2020 Callado | Brasil | 2020
Programação de cinemas inclui segunda comédia de Marcus Majella em 2021
Com uma programação que reflete a falta de grandes títulos de Hollywood, devido à pandemia de coronavírus, os cinemas exibem filmes menos badalados nesta semana. Mas há duas comédias que podem atrair maior interesse. Uma semana após o lançamento de “Um Tio Quase Perfeito 2”, Marcus Majella e o diretor Pedro Antonio voltam ao circuito em nova produção nacional, “Os Salafrários”. O ano mal começou e eles já estão no segundo longa de 2021, desta vez com Samantha Schmütz como protagonista feminina. Os três já tinham trabalho juntos em “Tô Ryca!” (2016). Curiosamente, “Os Salafrários” foi feito nessa época (mais exatamente em 2017), mas ficou guardado até agora. Já entre os títulos internacionais, o destaque fica com a comédia musical britânica “Unidas pela Esperança”, mais recente filme do diretor Peter Cattaneo, que trilhou esse gênero em seu maior sucesso, “Ou Tudo ou Nada” (The Full Monty), de 1997. Confira abaixo os trailers destas e de outras cinco estreias que entram em cartaz nesta quinta (14/1) no Brasil. Os Salafrários | Brasil | 2020 Unidas pela Esperança | Reino Unido | 2019 O Mensageiro do Último Dia | EUA | 2020 Um Crime em Comum | Argentina, Brasil | 2020 O Império De Pierre Cardin | EUA, França | 2020 Atravessa a Vida | Brasil | 2020 Delicadeza é Azul | Brasil | 2020
Cinemas têm apenas uma estreia no último dia de 2020
Os cinemas brasileiros recebem apenas uma estreia na última quinta-feira (31/12) de 2020: a animação sul-coreana “Sapatinho Vermelho e os Sete Anões”. A animação é uma paródia de fábula encantada, ao estilo de “Shrek”, em que Príncipes são transformados em anões e procuram os sapatos vermelhos de uma dama para quebrar o encanto, mas logo descobrem que a tarefa não é tão fácil quanto parecia. A moral da história embute uma crítica sobre o hábito de julgar as pessoas pela aparência. Apesar da heroína dos sapatinhos vermelhos ter sido dublada por Chlöe Grace Moretz nos EUA, isso não impediu a crítica a considerar o filme medíocre – 40% de aprovação no Rotten Tomatoes. Confira o trailer abaixo.
Cinemas recebem documentários e filmes brasileiros
Com o fechamento dos cinemas em São Paulo, maior mercado do setor no Brasil, o último de semana de 2020 é de poucos lançamentos. Sem blockbusters e sem as produções de tema natalino que costumam marcar esta época, a programação se resume a dois documentários, um deles nacional, e apenas uma obra de ficção, reforçando como o fim do ano é atípico no mercado cinematográfico. “Correndo Atrás” é o segundo longa de Jeferson Dê a chegar aos cinemas neste ano – e bem diferente de “M8: Quando a Morte Socorre a Vida”. Trata-se de uma produção de 2018, que antes da pandemia não encontrava espaço nas salas de cinema. O filme é uma comédia de futebol e gira em torno de um malandro, transformado em caça-talentos amador de jogadores, que conhece um jovem deficiente físico com muita habilidade. O elenco destaca Ailton Graça, Juan Paiva, Juliana Alves, Lázaro Ramos e o humorista Helio de la Peña – o que faz do lançamento uma das raras comédias com elenco majoritariamente negro do Brasil, detalhe que costuma lotar cinemas nos EUA. O documentário “Sobradinho” acompanha Dona Pequenita, uma das últimas pessoas ainda vivas que morou na cidade de Pilão Arcado Velho, na Bahia, abandonada depois da construção da construção da barragem e da hidrelétrica de Sobradinho, nos anos 1970. Acompanhada pela equipe de filmagens, ela decide voltar ao lugar que deixou de existir. O primeiro longa documental de Marília Hughes Guerreiro e Cláudio Marques (dupla de “Depois da Chuva” e “Guerra do Algodão”) foi exibido na Mostra de Cinema de São Paulo deste ano, mas não produziu trailer para divulgação. Completa a lista o único título internacional desta quinta (24/12), um documentário francês, “Pequena Garota”, sobre Sasha, de 8 anos, que apesar de ter nascido menino sempre soube que era uma garota. O filme de Sébastien Lifshitz (“Os Invisíveis”) mostra como Sasha evoca reações às vezes perturbadoras de uma sociedade repressora que não consegue aceitar crianças como ela – em sua vida diária na escola, nas aulas de dança ou nas festas de aniversário – apesar do apoio constante da família a para que seja compreendida e aceita. Após première no Festival de Berlim, a obra venceu os festivais de Gante (Bélgica) e Sevilha (Espanha) – e também está sendo lançada com opção de VOD (aluguel digital).
Mulher-Maravilha 1984 é a principal estreia de cinema da semana
Depois de meses de adiamentos, a tão esperada continuação de “Mulher-Maravilha” finalmente chega aos cinemas brasileiros nesta quinta (17/12). E seu sucesso ou fracasso pode determinar os rumos do próprio negócio cinematográfico. Com os cinemas europeus fechados e os EUA recebendo “Mulher-Maravilha 1984” simultaneamente em streaming, os desempenhos da América Latina e da Ásia ajudarão Hollywood a tomar decisões sobre suas próximas estreias, inclusive se elas acontecerão nos cinemas. A produção conta com um bom empurrão da crítica internacional, que, com 88% de aprovação no Rotten Tomatoes, preferiu relevar eventuais problemas de roteiro – uma história que pretende ter significado maior do que sua pieguice entrega – para apontar que os cinemas precisam de mais filmes assim. Um lugar comum dito sobre o lançamento é que ele é “o que o público precisa neste momento”. De um lado, trata-se de um elogio à mensagem de esperança e o otimismo filmada por Patty Jenkins e estrelada por Gal Gadot e Chris Pine. Por outro, também se trata de um desejo pela volta dos blockbusters às telas grandes. A programação da semana também inclui dois filmes brasileiros. Um deles é o terror “Terapia do Medo”, de Roberto Moreira, que traz Cleo Pires em dois papéis e os tópicos típicos do gênero, como irmãs gêmeas, uma delas traumatizada, visões de fantasmas, possessão, tratamento experimental, local isolado e um passado conveniente, até então desconhecido, que conecta a todos. O outro é “Querência”, de Helvécio Marins Jr., drama sertanejo sobre um cowboy (Marcelo Di Souza) que vive de bicos para se satisfazer participando de rodeios. Venceu o Jeonju Film Festival, na Coreia do Sul. Para completar, ainda há um refugo, “A Mensageira”, que traz a ucraniana Olga Kurylenko (“007 – Quantum of Solace”) revivendo seus dias de Bond girl em cenas de ação e tiroteios, sob a ameaça distante de Gary Oldman (“O Destino de uma Nação”) em modo canastrão. Lançado direto na internet nos EUA (meses antes da covid-19), tem só 5% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mulher-Maravilha 1984 | EUA | 2020 Terapia do Medo | Brasil | 2020 Querência | Brasil | 2019 A Mensageira | Reino Unido | 2019
Cinema: Freaky e Todos os Mortos são destaques da semana
A programação de estreias de cinema desta quinta (10/12) tem três filmes brasileiros e apenas uma produção de Hollywood. Com 83% de aprovação no Rotten Tomatoes, o lançamento americano é o divertido terrir “Freaky: No Corpo de um Assassino”. Na trama, Kathryn Newton (de “Supernatural” e “The Society”) é uma adolescente sem graça ou popularidade, que tenta sobreviver ao fim do ensino médio, quando se vê precisando lutar literalmente pela vida contra um psicopata de filme slasher. Mas quando a faca do serial killer encontra seu peito, raios cortam os céus e ela acorda no corpo do assassino, interpretado por Vince Vaughn (“Penetras Bons de Bico”). Com a troca inesperada, o serial killer passa a se valer do corpo da jovem para matar os colegas dela, enquanto ela tenta convencer seus amigos sobre sua verdadeira identidade. Esta premissa foi apelidada de “Freaky Friday the 13th” (sexta-feira 13 muito louca) nos EUA, porque é assumidamente inspirada em “Freaky Friday”, clássico infantil de troca de corpos da Disney, batizado de “Se Eu Fosse Minha Mãe” (1976) e “Sexta-Feira Muito Louca” (o remake de 2003) no Brasil. Não por acaso, roteiro e direção são de Christopher Landon, que já conseguiu sucesso transformando outra trama de comédia em terror: “A Morte Te Dá Parabéns”, que é a versão slasher de “Um Feitiço no Tempo” (1993). O principal título brasileiro da lista também é um terror: “Todos os Mortos”, codirigido por Caetano Gotardo (“O que se Move”) e Marco Dutra (“As Boas Maneiras”), que teve première no Festival de Berlim deste ano. A dupla, que se conheceu há duas décadas no curso de Cinema da USP, divide a direção pela primeira vez, após trabalharem em funções diferentes nos premiados terrores “Trabalhar Cansa” e “As Boas Maneiras” – Gotardo foi o editor dos filmes dirigidos por Dutra e Juliana Rojas. Os dois também assinam o roteiro, que se passa na década seguinte à Abolição da Escravatura, no fim do século 19, e acompanha a trajetória de duas famílias: uma branca, os Soares, e outra negra, os Nascimento. A trama reflete os fantasmas da escravidão, em mais de um sentido. Visando o público infantil, “10 Horas para o Natal” destaca a atriz mirim Giulia Benite, que estreou no cinema como a Mônica de “Turma da Mônica – Laços”. No longa dirigido por Cris D’Amato (“É Fada!”), Giulia interpreta a quase homônima Julia, que se junta com seus irmãos, vividos por Pedro Miranda (do “The Voice Kids”) e Lorena Queiroz (de “Carinha de Anjo”), para tentar salvar o Natal da família, que perdeu a graça desde a separação dos pais (vividos por Luís Lobianco e Karina Ramil). A derradeira opção, “Os Sonâmbulos”, é o segundo longa de Tiago Mata Machado e segue a linha alegórica do primeiro, “Os Residentes” (2010), apostando na narrativa experimental, mas com acabamento profissional. Expressão das revoltas de 2016 (ou, via cinefilia godardiana, de 1968), o filme passou no Festival de Brasília em 2018. Freaky – No Corpo de um Assassino | EUA | 2020 Todos os Mortos | Brasil | 2020 10 Horas para o Natal | Brasil | 2020 Os Sonâmbulos | Brasil | 2020
Cinemas exibem Trolls 2, Poderoso Chefão 3 e seis filmes brasileiros
O Brasil continua a receber nos cinemas os títulos que saíram em versão digital nos EUA. A novidade da programação desta semana é “Trolls 2”, animação musical em que os trolls dublados em inglês por Justin Timberlake e Anna Kendrick descobrem que há mais estilos de músicas no mundo que o pop comercial. A produção fez tanto sucesso em PVOD nos EUA, que a Universal se sentiu empoderada para pressionar as redes de cinema a diminuir a janela de exibição cinematográfica, algo que seria impensável antes do coronavírus e que agora é condição para o estúdio liberar seus filmes em tela grande. Os cinemas ainda exibem, por curto período, o relançamento de “O Poderoso Chefão 3”. Reeditada por Francis Ford Coppola, esta versão ganhou novo começo, fim diferente e mais ritmo, e o resultado encantou o elenco original, conforme entrevistas recentes atestam. Coppola ficou meio ano trabalhando na edição, entre 300 latas de negativos originais, e em vez de fazer o filme engordar com a inclusão de muitas cenas, o resultado entra em cartaz como um filme mais magro (isto é, mais curto) e em melhor forma artística. Com um título diferente, “O Poderoso Chefão – Desfecho: A Morte de Michael Corleone”, também chegará em PVOD para locação digital daqui a cinco dias. Entre as demais estreias, vale conferir “Belle Époque”, romance premiado no César (o Oscar francês), e dois destaques nacionais (entre meia dúzia de lançamentos brasileiros): “M8 – Quando a Morte Socorre a Vida”, drama de Jeferson Dê (“Bróder”) sobre racismo, tema infelizmente muito relevante no país, e o western cangaceiro “Sertânia”, premiada no Festival Guarnicê, com bela fotografia em preto e branco e direção de Geraldo Sarno (“O Último Romance de Balzac”). Confira abaixo os trailers de todos os lançamentos de cinema desta quinta (3/12). Trolls 2 | EUA | 2020 O Poderoso Chefão – Desfecho: A Morte de Michael Corleone | EUA | 1990-2020 Belle Époque | França | 2019 M8 – Quando a Morte Socorre a Vida | Brasil | 2019 Sertânia | Brasil | 2018 Guerra de Algodão | Brasil | 2018 New Life S.A. | Brasil | 2018 Soldado Estrangeiro | Brasil | 2019 Niède | Brasil | 2019 Amizade Maldita | Canadá | 2019
Filmes de streaming são os principais lançamentos de cinema no Brasil
As principais estreias de cinema desta quinta (19/11) no Brasil são filmes que tiveram apenas lançamentos digitais nos EUA. Já é o segundo fim de semana que o circuito apela para produções que o mercado americano reservou para o streaming. Isto ocorre porque, à exceção dos títulos da Universal (peculiaridade de um acordo com as redes exibidoras americanas), os grandes estúdios tiraram todos os seus filmes do calendário ou forçaram lançamentos simultâneos com plataformas online nos EUA, como reação à pandemia de covid-19. Vislumbrando o momento frágil do parque exibidor, os títulos mais atraentes foram para a internet. Mas como muitas das plataformas americanas ainda não foram inauguradas no Brasil, estes lançamentos ainda encontram espaço nas telas grandes daqui. Lançado na plataforma HBO Max, por enquanto inoperante no país, “A Convenção das Bruxas” é uma adaptação do clássico infantil “As Bruxas”, de Roald Dahl (autor de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”), sobre um garoto que descobre que bruxas são reais e planejam transformar as crianças em ratos, começando por ele próprio. Esta história já rendeu um filme bem-sucedido, dirigido por Nicolas Roeg e protagonizado por Anjelica Houston em 1990. A nova versão tem direção de Robert Zemeckis (“De Volta ao Futuro”) e traz Anne Hathaway (“Interestelar”) no papel de bruxa principal – que ao ser retratada como deficiente acabou rendendo polêmica paraolímpica. Por sua vez, “Destruição Final – O Último Refúgio” entra em cartaz um mês antes de sua estreia para locação digital nos EUA. O filme de catástrofe apocalíptica estrelado por Gerard Butler (“Invasão a Casa Branca”) e Morena Baccarin (“Deadpool”) acompanha a correria de uma família para chegar a um abrigo militar supostamente seguro quando um cometa adentra a atmosfera, ameaçando extinguir toda a vida no planeta. Escrito por Chris Sparling, especialista em terrores baratos (“Enterrado Vivo”, “Armadilha”, “Por um Corredor Escuro”), o filme marca um reencontro de Butler com o ex-dublê Ric Roman Waugh, que recentemente o dirigiu em “Invasão ao Serviço Secreto”. O terceiro título de streaming dos cinemas é uma produção brasileira, “Cidade Pássaro”, de Matias Mariani, que ganhou lançamento internacional na Netflix em julho passado. Exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim deste ano, trata-se de uma das produções nacionais mais elogiadas de 2020, que desembarca nas telas brasileiras após atingir 100% de aprovação no Rotten Tomatoes – embora com apenas 10 críticas somadas. O drama conta a história um imigrante nigeriano que viaja à São Paulo em busca de seu irmão, o primogênito de uma família da etnia Igbo, e descobre que ele mentiu sobre sua vida no Brasil. O protagonista OC Ukeje é um ator de destaque em Nollywood, a indústria cinematográfica da Nigéria, com papéis em mais de 30 filmes, enquanto Chukwudi Iwuji já se projetou em produções americanas, aparecendo em “Designated Survivor” e na premiada minissérie “Olhos que Condenam” (When They See Us). De última hora, a Netflix ainda anunciou “Mank” como um dos lançamentos da semana, em circuito limitado. Dirigido por David Fincher (“Garota Exemplar”) e estrelado por Gary Oldman (vencedor do Oscar por “O Destino de uma Nação”), o filme conta a história de Herman J. Mankiewicz, roteirista do clássico “Cidadão Kane”, com várias histórias dos bastidores lendários da produção do longa de Orson Welles. Cotado para o Oscar, o filme chega à Netflix em 4 de dezembro. A programação também destaca um filme que, parece mentira, sempre foi pensado para o cinema, “O Caso Collini”, drama jurídico alemão que acompanha o primeiro caso de um advogado iniciante, que, ao defender um acusado de homicídio, acaba desvendando um dos maiores escândalos judiciais do país. Prato cheio para quem gosta de dramas de tribunais, o filme tem 83% de aprovação no Rotten Tomatoes. A lista tem ainda um filme gospel com o astro de “Riverdale” KJ Apa e um documentário sobre a primeira militar transexual brasileira. Além disso, o drama brasileiro “Casa de Antiguidades”, exibido no Festival de Cannes, terá uma sessão especial exclusiva de uma semana no Petra Belas Artes, em São Paulo. A estreia comercial do longa só vai acontecer em 2022. E o Festival Varilux de Cinema Francês retorna com sessões presenciais. Confira abaixo os trailers das estreias deste fim de semana. Convenção das Bruxas | EUA | 2020 Destruição Final – O Último Refúgio | EUA | 2020 Cidade Pássaro | Brasil | 2019 Mank | EUA | 2020 O Caso Collini | Alemanha | 2019 Enquanto Estivermos Juntos | EUA | 2020 Maria Luiza | Brasil | 2019 Casa de Antiguidades | Brasil | 2020 Festival Varilux | França | 2020












