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    Fim de semana não terá estreias de cinema

    4 de fevereiro de 2021 /

    Os cinemas não vão receber estreias nesta quinta-feira (4/2), refletindo a decisão de manter as salas fechadas durante os fins de semana em São Paulo. As distribuidoras desistiram de lançar suas produções porque, sem os fins de semana paulistas, o circuito não se sustenta. O estado – e principalmente a capital paulista – concentra a maior quantidade de cinemas do país. O detalhe é que o governo estatual, que tinha anunciado o fechamento até meados de fevereiro, voltou atrás e liberou o funcionamento dos serviços não essenciais já neste fim de semana. A decisão de suspender a fase mais restritiva foi tomada após uma melhora nos indicativos de novos casos de covid-19 e, principalmente, de internações em leitos primários e de UTIs no estado. Segundo o governador João Doria, esse recuo permitiu que as atividades de final de semana fossem retomadas. Com essa decisão, 11 regiões do estado classificadas na fase laranja, incluindo a Grande São Paulo, terão o retorno dos serviços não essenciais aos finais de semana, mas com o horário reduzido. Nas seis regiões que permanecem na fase vermelha, os serviços seguem suspensos. Na fase laranja, os serviços não essenciais podem funcionar por até oito horas diárias, com atendimento presencial limitado a 40% da capacidade e encerramento das atividades às 20h. Apesar da reabertura na capital, a política de sanfona, fecha e abre, implodiu a programação dos exibidores, que agora funcionarão sem nenhuma estreia neste fim de semana. A programação da semana que vem também não prevê lançamentos, o que pode ser revisto diante dos novos desdobramentos.

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    Documentário e suspense brasileiros são destaques em semana fraca nos cinemas

    28 de janeiro de 2021 /

    As restrições aos funcionamentos dos cinemas em São Paulo tiveram impacto na programação desta quinta (28/1). A Sony adiou, sem alarde, o principal título que chegaria ao mercado, “Monster Hunter”, o que deixou o circuito com apenas quatro filmes inéditos, todos com perfil de lançamento limitado. Metade dos títulos é nacional. São também os melhores. Premiado na última edição do Rio Fantastik Festival, “Dente por Dente” é um suspense criminal estrelado por Juliano Cazarré, que equilibra crítica social e atmosfera macabra. E “Chacrinha, Eu Vim para Confundir e Não para Explicar” é um documentário com cenas de arquivo e entrevistas, que lembram o impacto e a importância de Abelardo Barbosa, o Chacrinha, para a TV e a cultura brasileiras. Veja abaixo os trailers de todas as estreias.     Dente por Dente | Brasil | 2020     Minha Irmã | Suíça, Alemanha | 2019     Perfil de uma Mulher | Japão | 2019     Chacrinha, Eu Vim para Confundir e Não para Explicar | Brasil | 2020

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    Pinóquio italiano e alien russo são os destaques de cinema da semana

    21 de janeiro de 2021 /

    A nova e sombria versão de “Pinóquio”, dirigida pelo cineasta italiano Matteo Garrone (“Gomorra”), é o destaque desta semana, em que não há nenhum lançamento hollywoodiano nos cinemas. A seca de blockbusters, motivada pela pandemia de coronavírus, acabou virando do avesso as prioridades dos exibidores, que apostam em títulos europeus, antigamente restritos ao circuito limitado, para atrair público ao circuito cinematográfico brasileiro, ainda em funcionamento nesta quinta-feira (21/1). “Pinóquio” é um filme repleto de efeitos visuais, como os consumidores das fábulas live-action da Disney estão acostumados. A produção traz Roberto Benigni (vencedor do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira por “A Vida É Bela”) como o marceneiro Gepeto e vários momentos icônicos do conto de fadas sobre o boneco de madeira que quer virar menino de verdade – das orelhas de burro ao nariz que cresce com mentiras. São imagens que remetem à adaptação mais famosa da obra de Carlo Collodi: a animação de 1940, que venceu o Oscar de Melhor Canção Original – pela clássica “When You Whish Upon a Star”. Só que o tom tenebroso é completamente diferente de qualquer produção da Disney. Vale lembrar que a fabulação anterior de Garrone, “O Conto dos Contos” (2015), tinha uma rainha que comia coração sangrento de monstro. A programação também traz a elogiada sci-fi russa “Estranho Passageiro”, influenciada por “Alien – O Oitavo Passageiro” (1979). Mais conhecido por seu título original, “Sputnik”, o filme de monstro alienígena agradou a crítica internacional ao circular por festivais de terror, somando 89% de críticas positivas no Rotten Tomatoes. Ou seja, teve maior aprovação que os 85% de “Pinóquio”. O terceiro lançamento europeu é o “filme de arte” do conjunto. E ironicamente o drama lésbico de época é o título mais fraquinho da semana. Passado nos anos 1950, numa cidadezinha rural britânica, a história revela como uma mãe solteira (Holliday Granger) abandonada pelo marido se envolve com uma médica recém-chegada (Anna Paquin), que se tornou amiga de seu filho pequeno. Com 53% no Rotten Tomatoes, foi considerado medíocre pela crítica. Completa a relação de filmes um documentário sobre o escritor brasileiro Antonio Callado. Veja abaixo os trailers de todas as estreias.     Pinóquio | Itália | 2020     Estranho Passageiro – Sputnik | Rússia | 2020     Fale com as Abelhas | Reino Unido, Suécia | 2020     Callado | Brasil | 2020

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    Programação de cinemas inclui segunda comédia de Marcus Majella em 2021

    13 de janeiro de 2021 /

    Com uma programação que reflete a falta de grandes títulos de Hollywood, devido à pandemia de coronavírus, os cinemas exibem filmes menos badalados nesta semana. Mas há duas comédias que podem atrair maior interesse. Uma semana após o lançamento de “Um Tio Quase Perfeito 2”, Marcus Majella e o diretor Pedro Antonio voltam ao circuito em nova produção nacional, “Os Salafrários”. O ano mal começou e eles já estão no segundo longa de 2021, desta vez com Samantha Schmütz como protagonista feminina. Os três já tinham trabalho juntos em “Tô Ryca!” (2016). Curiosamente, “Os Salafrários” foi feito nessa época (mais exatamente em 2017), mas ficou guardado até agora. Já entre os títulos internacionais, o destaque fica com a comédia musical britânica “Unidas pela Esperança”, mais recente filme do diretor Peter Cattaneo, que trilhou esse gênero em seu maior sucesso, “Ou Tudo ou Nada” (The Full Monty), de 1997. Confira abaixo os trailers destas e de outras cinco estreias que entram em cartaz nesta quinta (14/1) no Brasil.     Os Salafrários | Brasil | 2020     Unidas pela Esperança | Reino Unido | 2019     O Mensageiro do Último Dia | EUA | 2020     Um Crime em Comum | Argentina, Brasil | 2020     O Império De Pierre Cardin | EUA, França | 2020     Atravessa a Vida | Brasil | 2020     Delicadeza é Azul | Brasil | 2020

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    Cinemas têm apenas uma estreia no último dia de 2020

    31 de dezembro de 2020 /

    Os cinemas brasileiros recebem apenas uma estreia na última quinta-feira (31/12) de 2020: a animação sul-coreana “Sapatinho Vermelho e os Sete Anões”. A animação é uma paródia de fábula encantada, ao estilo de “Shrek”, em que Príncipes são transformados em anões e procuram os sapatos vermelhos de uma dama para quebrar o encanto, mas logo descobrem que a tarefa não é tão fácil quanto parecia. A moral da história embute uma crítica sobre o hábito de julgar as pessoas pela aparência. Apesar da heroína dos sapatinhos vermelhos ter sido dublada por Chlöe Grace Moretz nos EUA, isso não impediu a crítica a considerar o filme medíocre – 40% de aprovação no Rotten Tomatoes. Confira o trailer abaixo.

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    Cinemas recebem documentários e filmes brasileiros

    24 de dezembro de 2020 /

    Com o fechamento dos cinemas em São Paulo, maior mercado do setor no Brasil, o último de semana de 2020 é de poucos lançamentos. Sem blockbusters e sem as produções de tema natalino que costumam marcar esta época, a programação se resume a dois documentários, um deles nacional, e apenas uma obra de ficção, reforçando como o fim do ano é atípico no mercado cinematográfico. “Correndo Atrás” é o segundo longa de Jeferson Dê a chegar aos cinemas neste ano – e bem diferente de “M8: Quando a Morte Socorre a Vida”. Trata-se de uma produção de 2018, que antes da pandemia não encontrava espaço nas salas de cinema. O filme é uma comédia de futebol e gira em torno de um malandro, transformado em caça-talentos amador de jogadores, que conhece um jovem deficiente físico com muita habilidade. O elenco destaca Ailton Graça, Juan Paiva, Juliana Alves, Lázaro Ramos e o humorista Helio de la Peña – o que faz do lançamento uma das raras comédias com elenco majoritariamente negro do Brasil, detalhe que costuma lotar cinemas nos EUA. O documentário “Sobradinho” acompanha Dona Pequenita, uma das últimas pessoas ainda vivas que morou na cidade de Pilão Arcado Velho, na Bahia, abandonada depois da construção da construção da barragem e da hidrelétrica de Sobradinho, nos anos 1970. Acompanhada pela equipe de filmagens, ela decide voltar ao lugar que deixou de existir. O primeiro longa documental de Marília Hughes Guerreiro e Cláudio Marques (dupla de “Depois da Chuva” e “Guerra do Algodão”) foi exibido na Mostra de Cinema de São Paulo deste ano, mas não produziu trailer para divulgação. Completa a lista o único título internacional desta quinta (24/12), um documentário francês, “Pequena Garota”, sobre Sasha, de 8 anos, que apesar de ter nascido menino sempre soube que era uma garota. O filme de Sébastien Lifshitz (“Os Invisíveis”) mostra como Sasha evoca reações às vezes perturbadoras de uma sociedade repressora que não consegue aceitar crianças como ela – em sua vida diária na escola, nas aulas de dança ou nas festas de aniversário – apesar do apoio constante da família a para que seja compreendida e aceita. Após première no Festival de Berlim, a obra venceu os festivais de Gante (Bélgica) e Sevilha (Espanha) – e também está sendo lançada com opção de VOD (aluguel digital).

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    Mulher-Maravilha 1984 é a principal estreia de cinema da semana

    17 de dezembro de 2020 /

    Depois de meses de adiamentos, a tão esperada continuação de “Mulher-Maravilha” finalmente chega aos cinemas brasileiros nesta quinta (17/12). E seu sucesso ou fracasso pode determinar os rumos do próprio negócio cinematográfico. Com os cinemas europeus fechados e os EUA recebendo “Mulher-Maravilha 1984” simultaneamente em streaming, os desempenhos da América Latina e da Ásia ajudarão Hollywood a tomar decisões sobre suas próximas estreias, inclusive se elas acontecerão nos cinemas. A produção conta com um bom empurrão da crítica internacional, que, com 88% de aprovação no Rotten Tomatoes, preferiu relevar eventuais problemas de roteiro – uma história que pretende ter significado maior do que sua pieguice entrega – para apontar que os cinemas precisam de mais filmes assim. Um lugar comum dito sobre o lançamento é que ele é “o que o público precisa neste momento”. De um lado, trata-se de um elogio à mensagem de esperança e o otimismo filmada por Patty Jenkins e estrelada por Gal Gadot e Chris Pine. Por outro, também se trata de um desejo pela volta dos blockbusters às telas grandes. A programação da semana também inclui dois filmes brasileiros. Um deles é o terror “Terapia do Medo”, de Roberto Moreira, que traz Cleo Pires em dois papéis e os tópicos típicos do gênero, como irmãs gêmeas, uma delas traumatizada, visões de fantasmas, possessão, tratamento experimental, local isolado e um passado conveniente, até então desconhecido, que conecta a todos. O outro é “Querência”, de Helvécio Marins Jr., drama sertanejo sobre um cowboy (Marcelo Di Souza) que vive de bicos para se satisfazer participando de rodeios. Venceu o Jeonju Film Festival, na Coreia do Sul. Para completar, ainda há um refugo, “A Mensageira”, que traz a ucraniana Olga Kurylenko (“007 – Quantum of Solace”) revivendo seus dias de Bond girl em cenas de ação e tiroteios, sob a ameaça distante de Gary Oldman (“O Destino de uma Nação”) em modo canastrão. Lançado direto na internet nos EUA (meses antes da covid-19), tem só 5% de aprovação no Rotten Tomatoes.     Mulher-Maravilha 1984 | EUA | 2020     Terapia do Medo | Brasil | 2020     Querência | Brasil | 2019     A Mensageira | Reino Unido | 2019

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    Cinema: Freaky e Todos os Mortos são destaques da semana

    9 de dezembro de 2020 /

    A programação de estreias de cinema desta quinta (10/12) tem três filmes brasileiros e apenas uma produção de Hollywood. Com 83% de aprovação no Rotten Tomatoes, o lançamento americano é o divertido terrir “Freaky: No Corpo de um Assassino”. Na trama, Kathryn Newton (de “Supernatural” e “The Society”) é uma adolescente sem graça ou popularidade, que tenta sobreviver ao fim do ensino médio, quando se vê precisando lutar literalmente pela vida contra um psicopata de filme slasher. Mas quando a faca do serial killer encontra seu peito, raios cortam os céus e ela acorda no corpo do assassino, interpretado por Vince Vaughn (“Penetras Bons de Bico”). Com a troca inesperada, o serial killer passa a se valer do corpo da jovem para matar os colegas dela, enquanto ela tenta convencer seus amigos sobre sua verdadeira identidade. Esta premissa foi apelidada de “Freaky Friday the 13th” (sexta-feira 13 muito louca) nos EUA, porque é assumidamente inspirada em “Freaky Friday”, clássico infantil de troca de corpos da Disney, batizado de “Se Eu Fosse Minha Mãe” (1976) e “Sexta-Feira Muito Louca” (o remake de 2003) no Brasil. Não por acaso, roteiro e direção são de Christopher Landon, que já conseguiu sucesso transformando outra trama de comédia em terror: “A Morte Te Dá Parabéns”, que é a versão slasher de “Um Feitiço no Tempo” (1993). O principal título brasileiro da lista também é um terror: “Todos os Mortos”, codirigido por Caetano Gotardo (“O que se Move”) e Marco Dutra (“As Boas Maneiras”), que teve première no Festival de Berlim deste ano. A dupla, que se conheceu há duas décadas no curso de Cinema da USP, divide a direção pela primeira vez, após trabalharem em funções diferentes nos premiados terrores “Trabalhar Cansa” e “As Boas Maneiras” – Gotardo foi o editor dos filmes dirigidos por Dutra e Juliana Rojas. Os dois também assinam o roteiro, que se passa na década seguinte à Abolição da Escravatura, no fim do século 19, e acompanha a trajetória de duas famílias: uma branca, os Soares, e outra negra, os Nascimento. A trama reflete os fantasmas da escravidão, em mais de um sentido. Visando o público infantil, “10 Horas para o Natal” destaca a atriz mirim Giulia Benite, que estreou no cinema como a Mônica de “Turma da Mônica – Laços”. No longa dirigido por Cris D’Amato (“É Fada!”), Giulia interpreta a quase homônima Julia, que se junta com seus irmãos, vividos por Pedro Miranda (do “The Voice Kids”) e Lorena Queiroz (de “Carinha de Anjo”), para tentar salvar o Natal da família, que perdeu a graça desde a separação dos pais (vividos por Luís Lobianco e Karina Ramil). A derradeira opção, “Os Sonâmbulos”, é o segundo longa de Tiago Mata Machado e segue a linha alegórica do primeiro, “Os Residentes” (2010), apostando na narrativa experimental, mas com acabamento profissional. Expressão das revoltas de 2016 (ou, via cinefilia godardiana, de 1968), o filme passou no Festival de Brasília em 2018. Freaky – No Corpo de um Assassino | EUA | 2020 Todos os Mortos | Brasil | 2020 10 Horas para o Natal | Brasil | 2020 Os Sonâmbulos | Brasil | 2020

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    Cinemas exibem Trolls 2, Poderoso Chefão 3 e seis filmes brasileiros

    3 de dezembro de 2020 /

    O Brasil continua a receber nos cinemas os títulos que saíram em versão digital nos EUA. A novidade da programação desta semana é “Trolls 2”, animação musical em que os trolls dublados em inglês por Justin Timberlake e Anna Kendrick descobrem que há mais estilos de músicas no mundo que o pop comercial. A produção fez tanto sucesso em PVOD nos EUA, que a Universal se sentiu empoderada para pressionar as redes de cinema a diminuir a janela de exibição cinematográfica, algo que seria impensável antes do coronavírus e que agora é condição para o estúdio liberar seus filmes em tela grande. Os cinemas ainda exibem, por curto período, o relançamento de “O Poderoso Chefão 3”. Reeditada por Francis Ford Coppola, esta versão ganhou novo começo, fim diferente e mais ritmo, e o resultado encantou o elenco original, conforme entrevistas recentes atestam. Coppola ficou meio ano trabalhando na edição, entre 300 latas de negativos originais, e em vez de fazer o filme engordar com a inclusão de muitas cenas, o resultado entra em cartaz como um filme mais magro (isto é, mais curto) e em melhor forma artística. Com um título diferente, “O Poderoso Chefão – Desfecho: A Morte de Michael Corleone”, também chegará em PVOD para locação digital daqui a cinco dias. Entre as demais estreias, vale conferir “Belle Époque”, romance premiado no César (o Oscar francês), e dois destaques nacionais (entre meia dúzia de lançamentos brasileiros): “M8 – Quando a Morte Socorre a Vida”, drama de Jeferson Dê (“Bróder”) sobre racismo, tema infelizmente muito relevante no país, e o western cangaceiro “Sertânia”, premiada no Festival Guarnicê, com bela fotografia em preto e branco e direção de Geraldo Sarno (“O Último Romance de Balzac”). Confira abaixo os trailers de todos os lançamentos de cinema desta quinta (3/12). Trolls 2 | EUA | 2020 O Poderoso Chefão – Desfecho: A Morte de Michael Corleone | EUA | 1990-2020 Belle Époque | França | 2019 M8 – Quando a Morte Socorre a Vida | Brasil | 2019 Sertânia | Brasil | 2018 Guerra de Algodão | Brasil | 2018 New Life S.A. | Brasil | 2018 Soldado Estrangeiro | Brasil | 2019 Niède | Brasil | 2019 Amizade Maldita | Canadá | 2019

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    Filmes de streaming são os principais lançamentos de cinema no Brasil

    19 de novembro de 2020 /

    As principais estreias de cinema desta quinta (19/11) no Brasil são filmes que tiveram apenas lançamentos digitais nos EUA. Já é o segundo fim de semana que o circuito apela para produções que o mercado americano reservou para o streaming. Isto ocorre porque, à exceção dos títulos da Universal (peculiaridade de um acordo com as redes exibidoras americanas), os grandes estúdios tiraram todos os seus filmes do calendário ou forçaram lançamentos simultâneos com plataformas online nos EUA, como reação à pandemia de covid-19. Vislumbrando o momento frágil do parque exibidor, os títulos mais atraentes foram para a internet. Mas como muitas das plataformas americanas ainda não foram inauguradas no Brasil, estes lançamentos ainda encontram espaço nas telas grandes daqui. Lançado na plataforma HBO Max, por enquanto inoperante no país, “A Convenção das Bruxas” é uma adaptação do clássico infantil “As Bruxas”, de Roald Dahl (autor de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”), sobre um garoto que descobre que bruxas são reais e planejam transformar as crianças em ratos, começando por ele próprio. Esta história já rendeu um filme bem-sucedido, dirigido por Nicolas Roeg e protagonizado por Anjelica Houston em 1990. A nova versão tem direção de Robert Zemeckis (“De Volta ao Futuro”) e traz Anne Hathaway (“Interestelar”) no papel de bruxa principal – que ao ser retratada como deficiente acabou rendendo polêmica paraolímpica. Por sua vez, “Destruição Final – O Último Refúgio” entra em cartaz um mês antes de sua estreia para locação digital nos EUA. O filme de catástrofe apocalíptica estrelado por Gerard Butler (“Invasão a Casa Branca”) e Morena Baccarin (“Deadpool”) acompanha a correria de uma família para chegar a um abrigo militar supostamente seguro quando um cometa adentra a atmosfera, ameaçando extinguir toda a vida no planeta. Escrito por Chris Sparling, especialista em terrores baratos (“Enterrado Vivo”, “Armadilha”, “Por um Corredor Escuro”), o filme marca um reencontro de Butler com o ex-dublê Ric Roman Waugh, que recentemente o dirigiu em “Invasão ao Serviço Secreto”. O terceiro título de streaming dos cinemas é uma produção brasileira, “Cidade Pássaro”, de Matias Mariani, que ganhou lançamento internacional na Netflix em julho passado. Exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim deste ano, trata-se de uma das produções nacionais mais elogiadas de 2020, que desembarca nas telas brasileiras após atingir 100% de aprovação no Rotten Tomatoes – embora com apenas 10 críticas somadas. O drama conta a história um imigrante nigeriano que viaja à São Paulo em busca de seu irmão, o primogênito de uma família da etnia Igbo, e descobre que ele mentiu sobre sua vida no Brasil. O protagonista OC Ukeje é um ator de destaque em Nollywood, a indústria cinematográfica da Nigéria, com papéis em mais de 30 filmes, enquanto Chukwudi Iwuji já se projetou em produções americanas, aparecendo em “Designated Survivor” e na premiada minissérie “Olhos que Condenam” (When They See Us). De última hora, a Netflix ainda anunciou “Mank” como um dos lançamentos da semana, em circuito limitado. Dirigido por David Fincher (“Garota Exemplar”) e estrelado por Gary Oldman (vencedor do Oscar por “O Destino de uma Nação”), o filme conta a história de Herman J. Mankiewicz, roteirista do clássico “Cidadão Kane”, com várias histórias dos bastidores lendários da produção do longa de Orson Welles. Cotado para o Oscar, o filme chega à Netflix em 4 de dezembro. A programação também destaca um filme que, parece mentira, sempre foi pensado para o cinema, “O Caso Collini”, drama jurídico alemão que acompanha o primeiro caso de um advogado iniciante, que, ao defender um acusado de homicídio, acaba desvendando um dos maiores escândalos judiciais do país. Prato cheio para quem gosta de dramas de tribunais, o filme tem 83% de aprovação no Rotten Tomatoes. A lista tem ainda um filme gospel com o astro de “Riverdale” KJ Apa e um documentário sobre a primeira militar transexual brasileira. Além disso, o drama brasileiro “Casa de Antiguidades”, exibido no Festival de Cannes, terá uma sessão especial exclusiva de uma semana no Petra Belas Artes, em São Paulo. A estreia comercial do longa só vai acontecer em 2022. E o Festival Varilux de Cinema Francês retorna com sessões presenciais. Confira abaixo os trailers das estreias deste fim de semana. Convenção das Bruxas | EUA | 2020 Destruição Final – O Último Refúgio | EUA | 2020 Cidade Pássaro | Brasil | 2019 Mank | EUA | 2020 O Caso Collini | Alemanha | 2019 Enquanto Estivermos Juntos | EUA | 2020 Maria Luiza | Brasil | 2019 Casa de Antiguidades | Brasil | 2020 Festival Varilux | França | 2020

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    Filmes brasileiros são destaques da semana nos cinemas

    12 de novembro de 2020 /

    Os cinemas já reabriram no Brasil, mas o entusiasmo causado por “Tenet” já começa a dar lugar à nova realidade de lançamentos, que transforma títulos de circuito limitado nas únicas alternativas de projeção. Como os estúdios de Hollywood desistiram de lançar blockbusters durante a pandemia, a programação desta quinta (12/11) tem predomínio de filmes brasileiros, terrores fracos e títulos de festivais europeus. Veja abaixo como é o “novo normal” das estreias cinematográficas no país. A Febre | Brasil | 2019 Exibido pela primeira vez há 15 meses, no Festival Internacional de Locarno, na Suíça, quando Regis Myrupu conquistou o prêmio de Melhor Ator, “A Febre” é o longa de estreia da jovem cineasta Maya Da-Rin e também foi premiado nos festivais de Biarritz (França), IndieLisboa (Portugal), Lima (Peru), Chicago (EUA), Punta del Este (Uruguai), Pingyao (China), Rio e Brasília. Alinhado à tendência do realismo mágico sul-americano, o filme acompanha Justino (Myrupu), um indígena do povo Desana que trabalha como vigia em um porto de cargas e vive na periferia de Manaus. Muito branco para sua tribo, muito índio para os brancos, desde a morte da sua esposa, Justino só tem a companhia da filha Vanessa, que está de partida para estudar Medicina em Brasília. Mas com a expectativa de ficar sozinho, ele é tomado por uma febre forte e passa a acreditar que uma criatura misteriosa segue seus passos. Durante o dia, ele luta para se manter acordado no trabalho. O drama acerca das pressões da vida urbana transforma-se no mínimo num filme incomum. Boca de Ouro | Brasil | 2019 A nova adaptação da peça de Nelson Rodrigues, originalmente filmada em 1963 por Nelson Pereira dos Santos, tem direção de Daniel Filho, que curiosamente participou do filme original como ator. Ex-diretor mais requisitado das novelas da Globo, Daniel Filho também assinou alguns dos filmes mais bem-sucedidos dos últimos tempos, como “Se Eu Fosse Você” (2006) e “Chico Xavier” (2010), que lançaram tendências – besteirol Sessão da Tarde e cinema espírita, respectivamente. Mas aqui opta por uma abordagem mais violenta e perturbadora que o habitual, fazendo justiça à obra original. A trama gira em torno do bicheiro Boca de Ouro, nascido em uma gafieira e abandonado pela mãe numa pia de banheiro. Sua história da vida chama atenção do repórter Caveirinha, que decide entrevistar a ex-amante do bicheiro, que lhe conta três versões diferentes da vida do marginal. Os personagens principais são vividos por Marcos Palmeira (“A Divisão”), Silvio Guindane (“Bom Dia, Verônica”) e Malu Mader (“Haja Coração”). Alice & Só | Brasil | 2019 O primeiro filme do diretor Daniel Lieff (da série “1 Contra Todos”) destaca o contraste entre músicos de gerações distintas. Bruna Linzmeyer (“O Filme da Minha Vida”) vive a Alice do título, uma jovem apaixonada por música, que forma uma banda com seu melhor amigo(Johnny Massaro) e parte em busca do sucesso em uma viagem de carro para tocar no maior festival de covers do mundo. Ao longo da viagem, os dois jovens, acompanhados por um roqueiro veterano (Felipe Camargo), vivem aventuras, descobertas e uma típica Sessão da Tarde. Monos – Entre o Céu e o Inferno | Colômbia | 2019 Vencedor do Festival de Londres, o filme do colombiano Alejandro Landes acompanha oito “soldados” adolescentes numa selva, que têm a missão de cuidar de uma refém norte-americana (Julianne Nicholson, de “Aliança do Crime”), sequestrada por sua organização terrorista. Na sua rotina, os jovens guerrilheiros passam por treinos rigorosos, mas também se divertem e vivem descobertas sexuais. Após uma noite de farra acabar em tragédia, eles sofrem uma emboscada e a refém acredita que esta é a sua grande chance de fugir. A trama evoca a mesma visão pessimista da juventude vislumbrada no clássico “O Senhor das Moscas”. Quarto 212 | França | 2019 O novo filme de Christophe Honoré rendeu o prêmio de Melhor Atriz à Chiara Mastroianni (a filha dos lendários Catherine Deneuve e Marcello Mastroianni) na mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes. A parceria entre os dois vem desde “Canções de Amor” (2007) e desta vez inclui o marido da estrela, Benjamin Biolay – e ainda lembra um clássico do Mastroianni pai, “Esposamante” (1977). Na trama, marido e mulher da vida real interpretam um casal que se separa após 20 anos. A mulher, que sempre foi infiel, resolve se mudar para um hotel do outro lado da rua, mas ao observar seu apartamento e seu marido, fica sem saber se tomou a decisão certa. O 3º Andar – Terror na Rua Malasana | Espanha | 2020 A produção espanhola traça paralelos entre o terror sobrenatural e a turbulência da ditadura do general Franco e seus dogmas conservadores, seguindo tendência aberta por “O Labirinto do Fauno” (2006) e “Verônica: Jogo Sobrenatural” (2017). A história apresenta uma família humilde que sai de seu vilarejo para morar num apartamento espaçoso no centro de Madri, sem saber que o local foi palco de assassinatos. Mas se o tema de fundo é um pouco mais desenvolvido que o habitual, os sustos não vão além dos estereótipos das casas mal-assombradas. Possessão: O Último Estágio | Israel, EUA | 2020 Terror convencional de exorcismo feito com baixo orçamento para o mercado de DVD por um diretor que nunca fez um filme capaz de ser considerado minimamente medíocre. A novidade desta oitava tentativa é que Pearry Reginald Teo finalmente conseguiu chegar aos cinemas brasileiros. Mais impressionante ainda: com direito a “pré-estreia”, em sessões pagas convencionais, que começaram uma semana antes da data oficial da “estreia”. Casa | Brasil | 2020 Documentário da diretora Letícia Simões, que mostra situações corriqueiras para refletir a culpa pelo distanciamento de dez anos longe de sua mãe, que, por sua vez, encara sua própria culpa pela decisão de colocar a mãe dela num asilo de idosos.

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    Continuações de Bill & Ted e Jovens Bruxas estreiam nos cinemas brasileiros

    5 de novembro de 2020 /

    Enquanto os cinemas voltam a fechar na Europa, o volume de estreias começa a aumentar no Brasil. Oito filmes chegam ao circuito nacional nesta quinta (5/11), com destaque para dois títulos que foram disponibilizados diretamente em locação digital nos EUA. Por coincidência, ambos são continuações de produções lançadas há três décadas. Além da programação mais comercial, o circuito de arte também destaca um lançamento importante e premiado. O resto da programação se completa com produções brasileiras e a “pré-estreia” (na verdade, antecipação da estreia ) de um lixão. Bill & Ted: Encare a Música | EUA | 2020 Continuação tardia e “totalmente excelente” da franquia dos anos 1980 estrelada por Keanu Reeves e Alex Winter, a conclusão da história de “Bill & Ted: Uma Aventura Fantástica” (1989) e “Bill & Ted: Dois Loucos no Tempo” (1991), conquistou público e crítica nos EUA por sua capacidade de equilibrar nostalgia com renovação. Para quem não lembra do longa original, Bill e Ted eram dois estudantes extremamente estúpidos que repetiriam de ano se não fizessem um bom trabalho de História. Sua sorte muda quando um homem de futuro resolve ajudá-los, convidando-os para uma viagem no tempo, pois, por mais incrível que pudesse parecer, o destino da humanidade um dia dependeria da inteligência dos dois retardados, que criariam uma música capaz de inspirar uma utopia perfeita. A comédia virou cult, ganhou sequência, série animada, videogame e até revista em quadrinhos, mas finalmente chegou a hora da aventura final, em que a dupla precisará cumprir a profecia e criar a música perfeita – desta vez, com ajuda de suas filhas, Billie e Thea, vividas por Brigette Lundy-Paine (“O Escândalo”) e Samara Weaving (“Casamento Sangrento”). Escrito pelos criadores dos personagens, Chris Matheson (“Pateta: O Filme”) e Ed Solomon (“Homens de Preto”), o filme tem direção de Dean Parisot (“Heróis Fora de Órbita”) e 82% de aprovação no Rotten Tomatoes. Jovens Bruxas – Nova Irmandade | EUA | 2020 O reboot/continuação do terror cult de 1996 é estrelado por Cailee Spaeny (de “Circulo de Fogo: A Revolta”) e tem ligação direta com o filme encabeçado por Robin Tunney (a Teresa Lisbon de “The Mentalist”) há 24 anos, com direito, inclusive, à aparição de uma das jovens bruxas originais. Apesar disso, a abordagem é híbrida. Conta uma variação da mesma história, em que uma adolescente recém-chegada numa nova escola faz amizade com três garotas malvadas, excluídas e envolvidas em bruxaria. Há até frases iguais. Mas, de forma diferente, o novo filme não coloca uma contra outra, preferindo dar maior ênfase a um personagem adulto, o padrasto da protagonista, vivido por David Duchovny (o agente Mulder de “Arquivo X”). A crítica americana nunca foi fã do original, que ganhou sua fama graças ao mercado de vídeo e fãs entusiasmados, mas considerou a sequência dirigida por Zoe Lister-Jones (“Band Aid”) bem pior – 48% no Rotten Tomatoes. Transtorno Explosivo | Alemanha | 2019 Consagrado no Festival de Berlim, na Mostra de São Paulo e pela Academia Alemã de Cinema (com nove troféus), o drama premiado e com 94% no Rotten Tomatoes acompanha uma menina de 9 anos com quem ninguém consegue conviver por causa de seu temperamento explosivo. Quando professores, assistentes sociais, médicos e até a mãe da menina demonstram incapacidade de lidar com seus acessos de fúria, seu acompanhante escolar (Albrecht Schuch) sugere um tratamento intensivo, levando-a para um chalé rústico na mata para isolá-la do mundo e demonstrar-lhe a necessidade de controle. A pequena Gabriela Maria Schmeide é tão impressionante no papel que recebeu o equivalente ao “Oscar alemão” de Melhor Atriz por seu desempenho. Verlust | Brasil | 2020 De volta aos cinemas após fazer a série “Boca a Boca”, na Netflix, o diretor Esmir Filho promove a estreia da cantora Marina Lima como atriz dramática – 33 anos após sua até então única aparição em tela grande, em “Rádio Pirata” (1987). O novo filme gira em torno de uma empresária musical (Andrea Beltrão) que administra a carreira de uma pop star (a cantora Marina Lima) com quem teve um relacionamento no passado. A história se materializa por meio de entrevistas para um livro sobre a artista, conduzido por Ismael Caneppele, que também assina o roteiro repleto de diálogos “poéticos” (isto é, pouco naturais). O diretor e o ator-roteirista estrearam juntos em longa-metragem no premiado “Os Famosos e os Duendes da Morte”, em 2009. O Barco | Brasil | 2018 O longa de Petrus Cariry (“Mãe e Filha”) foi exibido pela primeira vez na abertura do Festival Cine Ceará 2018 e entra em cartaz com o currículo cheio de prêmios e passagem por diversas mostras e festivais internacionais de cinema. Inspirado no conto homônimo do escritor cearense Carlos Emílio Corrêa Lima, gira em torno de Esmerina (Verônica Cavalcanti), que é mãe de 26 filhos, cada um chamado por uma letra do alfabeto. A família leva uma vida pacata em uma vila de pescadores até que um barco naufraga trazendo Ana (Samya de Lavor), uma misteriosa mulher que muda a rotina da família. A partir do acontecimento, o filho mais velho, A (Rômulo Braga), desperta para a vontade de conhecer o mundo além-mar. No elenco estão ainda os atores paraibanos Everaldo Pontes, que interpreta um velho sábio da vila, e Nanego Lira, como o patriarca da família. Sem Descanso | Brasil | 2020 Documentário sobre a batalha de um pai para encontrar respostas para o desaparecimento do filho, levado por uma viatura da Polícia Militar em Salvador em 2014 e nunca mais visto. Além do drama familiar, reconstruído por meio de entrevistas, a obra do diretor Bernard Attal (“A Coleção Invisível”) critica a fragilidade do sistema judiciário brasileiro e a corriqueira violência policial na abordagem de jovens negros no Brasil. Fico te Devendo uma Carta sobre o Brasil | Brasil | 2020 Premiado no Festival Internacional de Documentários de Amsterdam e no É Tudo Verdade, entre outros, o longa é uma investigação pessoal da diretora Carol Benjamin (“As Mil Mulheres”) sobre a história de sua família, que sofreu o impacto da ditadura militar brasileira. Possessão: O Último Estágio | Israel, EUA | 2020 Terror convencional de exorcismo feito com baixo orçamento para o mercado de DVD por um diretor que nunca fez um filme capaz de ser considerado minimamente medíocre. A novidade desta oitava tentativa é que Pearry Reginald Teo finalmente conseguiu chegar aos cinemas brasileiros. Mais impressionante ainda: com direito a “pré-estreia”, em sessões pagas convencionais uma semana antes da data oficial da “estreia”.

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    Tenet chega aos cinemas brasileiros

    29 de outubro de 2020 /

    Adiado várias vezes por causa da pandemia de coronavírus, “Tenet” finalmente estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta (29/10), mas sem causar o furor imaginado pela Warner, quando o estúdio resolveu apostar que seu lançamento faria o público perder o medo da covid-19 para lotar novamente as salas de exibição. Como o Brasil é o penúltimo país do mundo a recebê-lo – antes apenas da Argentina – , o desencanto com seu desempenho já se tornou constatação. Em números frios, “Tenet” acabou faturando US$ 341 milhões em todo o mundo, após mais de dois meses de exibição, mas não empolgou o público na América do Norte, onde sua bilheteria estacionou em US$ 52,5 milhões. Orçado em cerca de US$ 200 milhões, ele deveria fazer três vezes esse valor na bilheteria – uma regrinha tosca para chegar no break even, o ponto de equilíbrio em que o prejuízo acaba. Ficou longe de conseguir e essa dificuldade serviu de alerta para os estúdios rivais, que decidiram adiar todos seus grandes lançamentos para 2021 – ou, no caso da Disney, disponibilizá-los diretamente em streaming. Há quem argumente que “Tenet” foi a aposta errada para ser o grande chamariz do público e ressuscitar o parque exibidor. Não é nenhuma franquia e ainda quis ser “difícil” em toda sua campanha publicitária. Pior, sua suposta ousadia nem sequer encantou a crítica, tradicionalmente seduzida pelas obras do diretor Christopher Nolan. Ficou com 71% de aprovação no site Rotten Tomatoes, o que significa que é bom, mas não é imperdível. O filme tem sequências fantásticas, como uma perseguição de carros em marcha a ré, mas sua história de espionagem é bastante simplória – impedir um vilão de destruir o mundo – , embora Nolan tente complicá-la por meio de uma artifício de estilo, ao brincar com a linearidade do tempo. Nolan iniciou sua carreira contando um filme de trás para frente – “Amnésia”, em 2000. Desta vez, faz o tempo avançar e recuar em situações-chaves, utilizando como desculpa para essa opção narrativa uma invenção cartunesca de vilão típico dos thrillers de James Bond. Rodado em sete países com câmeras IMAX e filme analógico de 70mm, “Tenet” tem um visual espetacular e um elenco impressionante, que inclui John David Washington (“Infiltrado na Klan”), Robert Pattinson (“Bom Comportamento”), Elizabeth Debicki (“As Viúvas”), Clémence Poésy (“The Tunnel”), Martin Donovan (“Big Little Lies”), Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”) e Dimple Kapadia (“Confinados”), atriz veterana de Bollywood em seu primeiro grande papel em Hollywood, sem esquecer de dois velhos conhecidos dos filmes de Nolan, Michael Caine (trilogia “Batman”) e Kenneth Branagh (“Dunkirk”). A outra “grande” estreia de cinema deste fim de semana é a comédia nacional “De Perto Ela Não É Normal”, mais um monólogo teatral transformado em filme, depois do sucesso de “Minha Mãe É uma Peça” e “Os Homens São de Marte… E é pra Lá que eu Vou”. Suzana Pires adapta e estrela a versão de cinema da peça que ela apresentou nos palcos em 2006. A protagonista é Suzy, uma mulher madura, casada com seu namoradinho de infância (Marcelo Serrado) e com duas filhas crescidas, que segue exatamente a vida tradicional prescrita por sua mãe. Mas quando as filhas saem de casa e ela reencontra sua Tia Suely, Suzie resolve dar uma guinada na vida e ir em busca de si mesma, evoluindo da condição de “mãe de família” para mulher empoderada e bem-sucedida. A direção é de Cininha de Paula (“Crô em Família” e “Duas de Mim”) e o elenco é cheio de celebridades televisivas, que ajudam a dar maior apelo popular a seu tipo de humor – cheio de piadas escatológicas. Entre os famosos do elenco estão as cantoras Ivete Sangalo e Gaby Amarantos, os apresentadores Angélica e Otaviano Costa, os comediantes Samantha Schmütz, Heloisa Perissé, Orlando Drummond e Cristina Pereira, o ex-“A Fazenda” Gominho, o veterano símbolo sexual Henri Castelli e a travesti Jane Di Castro, que faleceu na sexta passada (23/10). O filme foi seu último trabalho. Há mais uma ficção brasileira na lista: “Cabrito”, terror premiado no festival Fantaspoa. Primeiro longa escrito e dirigido por Luciano de Azevedo, o filme é uma ampliação do curto homônimo do cineasta, lançado em 2015, e sua coleção de bizarrices, contadas ao longo de três capítulos, é a única alternativa disponível para quem busca um programa cinematográfico de Halloween (31/10). O circuito de arte, por sua vez, destaca a comédia “Tel Aviv em Chamas”, que traz o conflito entre palestinos e israelenses para os bastidores de um programa de TV. O filme de Sameh Zoabi foi premiado no Festival de Veneza e pela Academia de Cinema de Israel. A programação se completa com dois documentários nacionais. Veja abaixo os trailers dos seis lançamentos desta quinta (29/10).

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