Canção da Volta reflete fascínio e frustração com suicidas
Os índices de suicídios têm aumentado de modo tão assustador nos últimos anos que o fascínio pela história de pessoas que vão ao extremo de tirar a vida pode despertar inevitável curiosidade. Em seu primeiro longa de ficção, o paulistano Gustavo Rosa de Moura parte de um registro privado sobre uma personagem que sobreviveu para carregar o peso de ter, em um momento de desespero, tentado provocar a própria morte, algo forte o suficiente para manter, ao menos a princípio, o interesse por “Canção da Volta”. Sem uma experiência expressiva como intérprete, Marina Person, que é esposa de Gustavo, tem a difícil missão de incorporar Júlia, na maior parte do tempo em dissintonia com um mundo que outrora tentou abandonar. No entanto, a perspectiva que acompanhamos é a de Eduardo (João Miguel, de “Xingu”), o marido que lida praticamente só com as responsabilidades domésticas após cumprir a rotina profissional. Sem verbalizar as motivações de Júlia, “Canção da Volta” prefere se ater a um presente em que o incômodo de ter algum familiar ou conhecido indagando sobre a motivação de seu desejo suicida se transformou em uma questão diária. Há também a dinâmica de um casal que não funciona mais e a presença de um filho, Lucas (Francisco Miguez, o protagonista de “As Melhores Coisas do Mundo”), que agora convive com a impressão de não ter sido priorizado durante a escolha radical de sua mãe. Com mais sugestões que resoluções, o drama não progride, especialmente pela direção não oferecer um tratamento visual que seja capaz de representar uma atmosfera de sufoco físico e emocional. Além do mais, a adoção de uma estrutura quase fragmentada mais dispersa do que garante o envolvimento com a história, esta praticamente jogada ao deus-dará em um terceiro ato com pistas mal ajambradas (as notificações no WhatsApp, a caixa misteriosa) e um encerramento no mínimo descuidado.
Patricia Arquette reforça o elenco da estreia de Kristen Dunst na direção
A estreia da atriz Kirsten Dunst (“Melancolia”) na direção recebeu os reforços das atrizes Patricia Arquette (vencedora do Oscar por “Boyhood”), Bel Powley (a revelação de “The Diary of a Teenage Girl”) e Stacy Martin (a revelação de “Ninfomaníaca”). Segundo o site da revista Variety, elas vão se juntar a Dakota Fanning (“Movimentos Noturnos”) e Jesse Plemons (séries “Fargo” e “Breaking Bad”) no elenco do filme, que é uma adaptação do romance “A Redoma de Vidro” (The Bell Jar), da escritora Sylvia Plath. O livro de 1963 já foi filmado em 1979. A própria Dunst escreveu o roteiro da nova adaptação, em parceria com a estreante Nellie Kim. Além de interpretar a protagonista, Dakota Fanning também vai participar do projeto como produtora. Único livro de prosa publicado por Plath, que cometeu suicídio em 1963, “A Redoma de Vidro” gira em torno de Esher Greenwood (papel de Fanning), que, após arranjar um estágio numa revista em Nova York, sofre um colapso mental ao retornar para sua casa em Boston. As filmagens estão previstas para começar nos primeiros meses de 2017.
Karen Gillan vai virar diretora de cinema
A atriz Karen Gillan (ex-“Doctor Who” e atualmente na franquia “Guardiões da Galáxia”) vai virar diretora de cinema. Segundo o site Deadline, ela fará sua estreia atrás das câmeras em “The Party’s Just Beginning”, filme que ela também escreveu e vai estrelar. Embora não haja maiores informações sobre a trama, o título sugere uma comédia. A produção também vai marcar o lançamento de uma nova produtora indie, Mt. Hollywood Films, que tem como missão realizar filmes comercialmente viáveis dirigidos por mulheres e minorias. As filmagens de “The Party’s Just Beginning” vão acontecer em janeiro na Escócia, terra natal da atriz-roteirista-diretora, mas ainda não há previsão para a estreia. Além de reprisar seu papel como Nebula em “Guardiões da Galáxia Vol. 2”, Karen Gillan também está no elenco da continuação de “Jumanji”, na sci-fi “The Circle” e, segundo rumores, até em “Vingadores: Guerra Infinita”, todos candidatíssimos a virarem blockbusters.
Aaron Paul procura sua namorada desaparecida em trailer de suspense
A Saban Films divulgou o pôster e o trailer do suspense “Come and Find Me”, estrelado por Aaron Paul (séries “Breaking Bad” e “The Path”). A prévia apresenta a história com diversas idas e vindas, mas a trama é bem simples: o personagem de Paul entra em desespero ao perceber que sua namorada (Annabelle Wallis, de “Annabelle”) desapareceu, mas conforme busca respostas para seu sumiço, começa a perceber que ela levava uma vida dupla e não era quem dizia ser. O filme marca a estreia na direção do roteirista Zack Whedon (série “Halt and Catch Fire”), que é o irmão mais novo de Joss Whedon (“Os Vingadores”). O lançamento está marcado para 11 de novembro nos EUA e não há previsão para o Brasil.
Frank & Lola: Trailer traz Michael Shannon e Imogen Poots em suspense erótico
A Universal divulgou o pôster, o trailer e uma cena de “Frank & Lola”, suspense erótico estrelado por Michael Shannon (“O Homem de Aço”) e Imogen Poots (“Need for Speed”). Primeiro longa dirigido pelo jornalista e crítico Matthew Ross, o filme acompanha o relacionamento entre um chef (Shannon) e uma designer de moda (Poots), que se conhecem num bar e se apaixonam, mas conforme seus passados vem à tona, começa a ficar claro que nem tudo é o que parece, numa guinada sombria por um submundo de jogos sexuais. O elenco também inclui Justin Long (“Amor à Distância”), Michael Nyqvist (“De Volta ao Jogo”) e Rosanna Arquette (“O Abrigo”). A estreia está marcada para 9 de dezembro nos EUA e não há previsão de lançamento no Brasil.
Murilo Benício vai virar diretor de cinema com apoio da Ancine
A estreia de Murilo Benício como diretor, o filme “O Beijo”, vai receber R$ 700 mil do Fundo Setorial do Audiovisual. A produção entrou em um edital da Ancine (Agência Nacional do Cinema). Antes de conseguir o apoio, ele vinha colocando dinheiro do próprio bolso no projeto. Rodado em preto e branco, o longa é uma adaptação da peça “O Beijo no Asfalto”, de autoria de Nelson Rodrigues, e tem no elenco a atriz Débora Falabella, namorada de Murilo. O casal também está trabalhando junto na minissérie “Nada Será como Antes”, atualmente em exibição na rede Globo. O longa de Benício será a segunda filmagem da peça. A primeira, com o título original “O Beijo no Asfalto”, foi dirigida por Bruno Barreto (“Flores Raras”) e lançada em 1981.
Jake Gyllenhaal e Carey Mulligan vão estrelar primeiro filme dirigido pelo ator Paul Dano
O ator Paul Dano vai dirigir seus colegas Jake Gyllenhaal (“Evereste”) e Carey Mulligan (“O Grande Gatsby”) em seu primeiro filme como diretor. Ainda jovem, mas com um currículo de filmes premiados, como “Pequena Miss Sunshine” (2006), “Sangue Negro” (2007) e “12 Anos de Escravidão” (2013), Dano vai estrear na direção com “Wildlife”, adaptação do romance homônimo do escritor Richard Ford. O livro traz a história de um garoto que acompanha a derrocada do casamento dos pais após a mãe se apaixonar por outro homem. Segundo o site da revista Variety, Gyllenhaal também será um dos produtores da adaptação, que tem roteiro do próprio Dano em parceria com sua namorada Zoe Kazan. O casal já dividiu a cena na comédia romântica “Ruby Sparks – A Namorada Perfeita”, que ela escreveu. Dano e Gyllenhaal, por sua vez, recentemente trabalharam juntos no filme de monstro “Okja”, do cineasta sul-coreano Bong Joon-Ho (“Expresso do Amanhã”), atualmente em pós-produção. “Wildlife” ainda não tem previsão de estreia.
Terminal: Margot Robbie surge poderosa na primeira foto de seu novo filme
A produção britânica “Terminal” divulgou sua primeira foto, que traz a atriz Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”) fazendo pose de poderosa. Além de estrelar, ela também produz o longa, estreando na nova função. O filme é um suspense noir escrito e dirigido por Vaughn Stein, que também fará sua estreia como diretor principal, após servir como assistente de blockbusters como “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” (2011), “Branca de Neve e o Caçador” (2012), “Guerra Mundial Z” (2013) e o premiado drama “A Garota Dinamarquesa” (2015). A trama segue dois matadores, que embarcam em uma missão suicida para um empregador misterioso, disposto a pagar um alto salário. Ao longo do caminho, o par improvável descobre que uma mulher dinâmica chamada Annie (Robbie) pode estar mais envolvida no negócio do que eles inicialmente suspeitavam. O elenco ainda inclui Max Irons (“A Hospedeira”) e Dexter Fletcher (“Kick-Ass: Quebrando Tudo”) como os assassinos profissionais, além de Simon Pegg (“Star Trek: Sem Froteiras”), Mike Myers (“Austin Powers”), Matthew Lewis (franquia “Harry Potter”) e Katarina Cas (“O Lobo de Wall Street”) em papéis secundários. Atualmente em pós-produção, “Terminal” ainda não tem previsão de estreia.
Monolith: Minissérie da DC Comics vai virar filme com produção do diretor de Deadpool
Outra adaptação da DC Comics, a minissérie “Monolith”, vai virar filme. Segundo o site The Hollywood Reporter, o projeto será produzido por Tim Miller, o diretor de “Deadpool”, e marcará a estreia na direção de Dan Wilson, seu parceiro na produtora de efeitos visuais Blur Studios. Wilson já trabalhou com super-heróis antes, tendo desenvolvido alguns dos efeitos vistos em “Vingadores: A Era de Ultron” (2015). O roteiro também está sendo escrito por um novato, Barnett Brettler (“20 Mississippi”), que recentemente tentou emplacar uma nova adaptação do velho herói pulp “Allan Quartermain”. “Monolith” é uma versão moderna e em quadrinhos do mito do Golem. Criada por Jimmy Palmiotti e Justin Gray, a publicação acompanha Alice Cohen, uma jovem judia que, enquanto lida com seu vício de drogas, herda a casa de sua avó, no Brooklyn. Lá, ela encontra um diário que narra uma história de injustiça nos anos 1930 e como sua avó ajudou a criar um monstro obstinado para realizar sua vingança. O detalhe é que o monstro permanece ativo e faz parte da sua herança. Os quadrinhos chegaram a incluir participação de Batman e concluíram a história após 12 edições, revelando a verdadeira identidade do Golem. Ao contrário das demais adaptações da DC Comics, “Monolith” não será uma produção da Warner, mas da Lionsgate. Ainda não há cronograma de produção nem previsão para sua estreia.
Brie Larson vai estrear como diretora em comédia indie
A atriz Brie Larson, que venceu o Oscar 2016 por “O Quarto de Jack”, vai alçar novos voos. E não é como Capitã Marvel. Ela se prepara para estrear na direção. Segundo o site da revista Variety, Brie vai comandar a comédia independente “Unicorn Store”. Além de dirigir, a atriz ainda será a protagonista e produtora do filme. Com roteiro de Samantha McIntyre (série “Married”), “Unicorn Store” conta a história de uma garota que decide voltar a morar na casas dos pais, quando recebe convite de uma loja para testar suas ideias sobre o que significa ser adulta. As filmagens estão previstas para começar em outubro, após o projeto amargar gaveta por quatro anos. O roteiro quase foi filmado em 2012 por Miguel Arteta (“Alexandre e o Dia Terrivel, Horrível, Espantoso e Horroroso”). Na ocasião, Rebel Wilson (“A Escolha Perfeita”) teria o papel principal.
Paul Dano vai estrear como diretor de cinema
O ator Paul Dano (“12 Anos de Escravidão”, “The Beach Boys: Uma História de Sucesso”) vai estrear como diretor de cinema. Segundo o site da revista Variety, ele vai filmar o romance “Wildlife”, escrito por Richard Ford, em 1990. A mulher do ator, a atriz Zoe Kazan (“Especialista em Crise”), está escrevendo o roteiro da adaptação, sobre um adolescente que testemunha o fim do casamento dos pais após uma mudança da família para a região de Montana, nos EUA. Enquanto o pai não consegue emprego, a mãe acaba se envolvendo com outro homem. Tanto Paul Dano quanto Zoe Kazan também devem atuar no projeto. O casal já trabalhou junto na comédia romântica “Ruby Sparks” (2012), que a atriz também escreveu. As filmagens devem começar após Paul Dano encerrar sua participação no filme de monstro “Okja”, do cineasta sul-coreano Bong Joon-Ho (“Expresso do Amanhã”), atualmente em produção.
Ithaca: Primeiro filme dirigido por Meg Ryan ganha trailer
A Momentum Pictures divulgou o pôster e o primeiro trailer do drama “Ithaca”, estreia na direção da atriz Meg Ryan. Conhecida por diversas comédias românticas nos anos 1980 e 1990, a atriz leva para as telas uma história passada na década de 1940, numa cidadezinha americana em que um jovem cheio de sonhos e esperança cresce sob a sombra da 2ª Guerra Mundial. A trama é baseada no romance homônimo de William Saroyan (“A Comédia Humana”), que faz várias referências e traça diversos paralelos com o clássico “A Odisseia”, desde o título, que se refere à cidade natal de Ulisses, até o nome do jovem protagonista, Homer (referência ao escritor Homero). Meg Ryan e seu eterno parceiro romântico Tom Hanks também estão no elenco, no seu quarto longa como um casal, após “Joe Contra o Vulcão” (1990), “Sintonia do Amor” (1993) e “Mensagem para Você” (1998). Eles interpretam os pais dos jovens Homer, vivido por Alex Neustaedter (série “Colony”), e Marcus, interpretado por Jack Quaid (“Jogos Vorazes: Em Chamas”), que é filho de Meg Ryan na vida real. Além de atuar, Hanks ainda trabalhou como produtor do drama independente, que tem trilha do roqueiro John Mellencamp. A estreia acontece em 23 de outubro nos EUA e ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Kristen Stewart vai estrear como diretora de curtas
A atriz Kristen Stewart vai estrear atrás das câmeras de um filme, como diretora de um curta-metragem. Ela foi convidada pela plataforma digital Refinery29 para participar do projeto “ShatterBox Anthology”, uma coleção de 12 curtas criados por mulheres, com a proposta de “explorar a dinâmica do poder” pela ótica feminina. Anteriormente, Kristen já tinha dirigido um videoclipe da banda country Sage + The Saints. Foi há dois anos, quando declarou: “Eu definitivamente quero explorar isto na minha vida”. A iniciativa do Refinery29 ainda contará com a atriz Gabourey Sidibe (série “Empire”), que também fará sua estreia na direção, a cofundadora do Webby Awards Tiffany Shlain (websérie “The Future Starts Here”), a diretora e roteirista Mia Lidofsky (“Strangers”), a atriz America Ferrera (série “Superstore”) e outras mulheres de destaque em Hollywood. Por sinal, o primeiro curta do projeto já foi rodado. Trata-se de “Kitty”, da também atriz Chloë Sevigny (série “Bloodline”), que será lançado durante o Festival de Cannes.











