Oscar Isaac vai viver agente duplo em filme passado na 2ª Guerra Mundial
O ator Oscar Isaac (“Star Wars: O Despertar da Força”) vai estrelar o suspense “The Garbo Network”, ambientado na 2ª Guerra Mundial. O filme tem roteiro de William Wheeler (“Rainha de Katwe”) e foi apresentado na feira de negócios do Festival de Berlim. A trama é baseada na história real de Juan Pujol Garcia, um excêntrico agente duplo sem nenhum tipo de treinamento militar. Graças a sua capacidade de persuasão, ele convenceu os nazistas que cumpria suas missões, quando, na verdade, trabalhava secretamente para os ingleses. Com uma rede formada por outros 27 espiões, ele conseguiu ajudar a derrotar os alemães com um trabalho de contra-informação sobre a invasão da Normandia. Ainda não há previsão para a estreia nos cinemas.
Halle Berry aparece na primeira e misteriosa foto da continuação de Kingsman
A atriz Halle Berry (série “Extant”) divulgou em seu Instagram a primeira foto da continuação de “Kingsman: Serviço Secreto” (2014). A imagem é bem misteriosa, mostrando apenas a silhueta da atriz num beco/corredor mal-iluminado. A continuação ainda não teve sua trama revelada, mas envolverá a volta de Taron Egerton como o agente britânico Gary “Eggsy” Unwin, desta vez com o apoio de um espião americano para enfrentar um novo vilão. Intitulada “Kingsman – O Círculo Dourado”, a produção será novamente dirigida por Matthew Vaughn, e também trará de volta o ator Colin Firth, apesar de seu personagem, Harry Hart, ter morrido no primeiro filme. O elenco grandioso ainda inclui Mark Strong (“Irmão de Espião”), Pedro Pascal (série “Narcos”), Channing Tatum (“Magic Mike”), Jeff Bridges (“O Sétimo Filho”), Julianne Moore (“Jogos Vorazes: A Esperança”) e o músico Elton John. O filme tem estreia marcada para o dia 28 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento no Reino Unido e uma semana antes dos EUA.
Daisy Ridley viverá espiã da 2ª Guerra Mundial
A atriz Daisy Ridley está aproveitando sua súbita fama, como intérprete de Rey na franquia “Star Wars”, para agendar vários filmes. O mais recente é o thriller de espionagem “A Woman of No Importance”. Segundo o site da revista Variety, a produção será uma cinebiografia da espiã Virginia Hall. A americana Virginia Hall perdeu a perna no começo dos anos 1930 em um acidente, mas, mesmo assim, não desistiu de lutar contra os nazistas na 2ª Guerra Mundial. Ela trabalhou como motorista de ambulância em Paris e, quando a cidade foi ocupada pelos alemães, entrou para o serviço secreto britânico, tornando-se espiã sob o disfarce de correspondente estrangeira do jornal The New York Times. Após seu disfarce ser descoberto, ela se tornou a espiã mais procurada pelos nazistas, que a chamavam de “A Senhora que Manca”. O projeto tem distribuição da Paramount, mas ainda não conta com diretor e roteiristas definidos. Além de “A Woman of no Importance” e “Star Wars – The Last Jedi”, Daisy Ridley também será vista em breve em “The Lost Wife”, “Kolma”, “Ophelia”, “Peter Rabbit” e no remake de “Assassinato no Expresso Oriente”.
O Espião que Veio do Frio vai virar minissérie
Depois do sucesso de “The Night Manager”, que venceu três Globos de Ouro, os canais AMC e BBC vão retomar a parceria para adaptar mais uma obra do autor John le Carré numa minissérie de qualidade. Desta vez, trata-se do clássico “O Espião que Veio do Frio” (The Spy Who Came in from the Cold), que já rendeu um famoso filme de espionagem no auge da Guerra Fria. O filme dirigido por Martin Ritt em 1965 tinha um elenco formado por Richard Burton, Oskar Werner e Claire Bloom. Werner venceu o Globo de Ouro de Melhor Coajuvante e Burton foi indicado ao Oscar de Melhor Ator. Passado em 1962, o enredo gira em torno da batalha entre um espião britânico e um agente da contrainteligência da Alemanha Oriental. Fingindo ser um traidor em busca de asilo político, o britânico continua à serviço do serviço secreto de seu país, mas aos poucos vai perdendo a noção da realidade, precisando reencontrar sua humanidade. “É um conto profundo sobre intriga em um dos momentos mais incertos da história”, definiu Joel Stillerman, presidente de programação da AMC, em comunicado. A adaptação será realizada por Simon Beaufoy, roteirista dos filmes “Quem Quer Ser um Milionário?” (2008), “Jogos Vorazes: Em Chamas” (2013) e “Evereste” (2015). O elenco ainda não foi definido, mas há rumores de que Aidan Gillen (série “Game of Thrones”) estaria cotado para o papel vivido por Burton há 52 anos. Também não há previsão ainda para a estréia da minissérie.
Dick Gautier (1931 – 2017)
Morreu Dick Gautier, que foi um dos espiões mais populares da série clássica “Agente 86”. Ele faleceu na sexta (13/1) aos 85 anos, em uma casa de assistência para idosos em Arcadia, na Califórnia, nos EUA, depois de lutar contra uma doença de longa data. Richard Gautier começou a carreira fazendo comédia stand-up e recebeu uma indicação ao Tony (o “Oscar do teatro”) ao interpretar um cantor inspirado em Elvis na produção original de “Bye, Bye Birdie”, na Broadway. Isto o levou a receber convites para trabalhar na TV, onde os cachês eram mais altos. O ator apareceu como o agente Hymie em apenas seis episódios de “Agente 86” (1965-1970), mas, como as participações foram espalhadas ao longo de quatro temporadas, tornou-se um dos personagens mais longevos da série, que fazia uma paródia dos filmes de espionagem dos anos 1960. A piada é que Hymie era um robô. Além de ser incrivelmente forte, ele tinha um supercomputador como cérebro e componentes mecânicos em um compartimento em seu peito. Originalmente, o androide tinha sido construído com propósitos malignos pela organização Kaos (a KGB da série), mas acabou virando um agente do Controle (a CIA da série) porque o Agente 86 do título, Maxwell Smart (Don Adams), foi o primeiro a tratá-lo como uma pessoa real. Max até convidou Hymie para ser seu padrinho no episódio clássico do casamento com a Agente 99 (Barbara Feldon), em 1968. Por sinal, foi a última aparição de Gautier na série. Mas ele ainda voltou a viver o robô num telefilme de reunião do elenco, lançado em 1989. Ainda nos anos 1960, Gautier integrou o elenco fixo de “Mr. Terrific”, uma série de comédia de super-herói, que não fez o mesmo sucesso e foi cancelada ao final da 1ª temporada, deixando-o à deriva, como ator convidado de inúmeras atrações clássicas, como “Gidget”, “A Feiticeira”, “O Show da Patty Duke”, “A Noviça Voadora” e “Mary Tyler Moore” – curiosamente, todas séries com protagonistas femininas. Ele teve a chance de virar protagonista em outra produção de comédia criada por Mel Brooks, o lendário cineasta que também criou “Agente 86”. Lançada em 1975, “When Things Were Rotten” satirizava as aventuras de Robin Hood, interpretado por Gautier. Mas a atração durou apenas 13 episódios. Nunca mais teve outra oportunidade como aquela e, no resto da carreira, alinhou dezenas de participações em episódios de séries famosas, de “As Panteras” até a mais recente “Estética” (Nip/Tuck) em 2010, seu último trabalho. Entretanto, no meio dessa rotina, Gautier acabou descobrindo um novo talento: a dublagem. Ele estreou fazendo vozes adicionais na série animada “Galtar e a Lança Dourada” (1985), um sub-“He-Man” da Hanna-Barbera, e logo emplacou inúmeras atrações animadas. Foi Serpentor em “Comandos em Ação” e até o herói Hot Rod em “Transformers”, além de ter participado de dezenas de desenhos que marcaram época, de “Batman: A Série Animada” a “A Vaca e o Frango”. Gautier também apareceu em meia dúzia de filmes, como “Divórcio à Americana” (1967), em que viveu o advogado de Dick Van Dyke, “Adivinhe Quem Vem para Roubar” (1977) e “Billy Jack Vai a Washington” (1977). Menos conhecido foi seu talento como roteirista. Ele escreveu dois filmes sensacionalistas: “Maryjane” (1968), sobre os perigos da maconha, e “Wild in the Sky” (1972), em que ativistas negros sequestram um avião, além de dois episódios da série “O Jogo Perigoso do Amor”. Como se não bastasse, ainda foi cartunista, tendo inclusive lançado livros sobre como desenhar. “Desenhar tem sido meu hobby, minha terapia, um delicioso passatempo e ocasionalmente a minha salvação – que me ajudou a superar alguns apuros financeiros quando eu era um ator sem trabalho”, ele escreveu na introdução de seu livro “The Creative Cartoonist”, em 1989.
Diretor de Demônio de Neon vai filmar thriller de ação dos roteiristas da franquia 007
O diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn (“Drive”, “Demônio de Neon”) juntou-se aos roteiristas da franquia 007 Neal Purvis e Robert Wade (que assinaram os últimos seis filmes de James Bond) para criar seu próximo longa-metragem, um filme de ação chamado “The Avenging Silence”. O projeto veio à tona no site do Festival Internacional de Macau, onde a produção vai buscar investidores. Segundo a sinopse oficial, a trama vai acompanhar um ex-espião europeu, que é contratado por um empresário japonês exilado na França para “matar o líder mais cruel da Yakuza”. O detalhe é que esse espião é mudo. Ele foi ferido nas cordas vocais durante uma missão fracassada, o que o fez deixar o ofício. Diz a sinopse: “Seis anos mais tarde, ele é procurado por um antigo membro da Yakuza, um empresário aposentado vivendo na França, que deseja que ele encontre e mate o chefão do mais perigoso clã da máfia japonesa. Com medo de voar, o espião embarca num navio cargueiro rumo a Tóquio, mas uma explosão afunda o barco e o deixa distante do destino sonhado. Numa jornada silenciosa ele busca as quatro pistas – conquista, guerra, fome e morte – que o levarão ao seu alvo. Conhecido pelo massacre de um grupo da máfia que se voltou contra ele, o tal líder criminoso se prepara para voltar a reinar no submundo após uma temporada recluso nas montanhas, sem qualquer contato com tecnologia, e a expectativa pelo seu retorno incomoda todas as famílias rivais.” Não há previsão para as filmagens nem data de estreia agendada para a produção.
Diretor de Passageiros vai filmar piloto da série do espião Jack Ryan
O cineasta norueguês Morten Tyldum vai trocar provisoriamente o cinema pelas séries. Após o desempenho complicado de seu filme mais recente, “Passageiros”, ele filmará o piloto da série do espião Jack Ryan, desenvolvida pelo roteirista-produtor Carlton Cuse (“Lost”, “Bates Motel”) para o serviço de streaming Amazon. A série não será uma adaptação literal dos livros de Clancy, como foram os primeiros filmes, mas uma nova versão contemporânea do personagem, utilizando os romances como fonte. Embora não seja um recruta iniciante como no longa mais recente, “Operação Sombra – Jack Ryan” (2014), ele vai aparecer como um analista da CIA, cujo trabalho brilhante acaba levando-o para sua primeira missão de campo, em pleno Oriente Médio. O projeto foi uma iniciativa da Paramount, estúdio responsável pelos filmes, que buscou Michael Bay (o diretor de “Transformers”) para produzir a adaptação. Cuse, que é fã assumido do personagem, entrou a bordo a convite de Bay. Ao contrário de outros heróis literários, que se tornaram bastante identificados com seus intérpretes de cinema, Jack Ryan já foi vivido por quatro atores diferentes em cinco filmes. O único a repetir o papel foi Harrison Ford nos anos 1990. A história do agente Jack Ryan no cinema começou em 1990 com o longa “Caçada ao Outubro Vermelho”, que tinha Alec Baldwin no papel principal. Depois vieram “Jogos Patríoticos” (1992) e “Perigo Real e Imediato” (1994) com Harrison Ford como protagonista. A franquia tentou um primeiro reboot com Ben Affleck em “A Soma de Todos os Medos” (2002) e uma nova tentativa de recomeço com Chris Pine em “Operação Sombra – Jack Ryan” (2014), o que acabou rendendo um rejuvenescimento contínuo do personagem, que viveu suas aventuras praticamente em ordem decrescente. Essas mudanças constantes acabam por facilitar a reintrodução do personagem na série, pois a franquia não conseguiu fixar um ator no papel. A série terá John Krasinski (da série “The Office”) como protagonista e marcará um reencontro entre o ator e Michael Bay, que o dirigiu no thriller de ação militar “13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi”. O roteiro do piloto já está pronto, escrito por Cuse em parceria com Graham Roland (“Lost”, “Fringe”), e as gravações devem começar em breve. A série de “Jack Ryan”, por sinal, segue um modelo diferente do mais utilizado até o momento pela Amazon. Assim como fez com Woody Allen, o serviço de streaming encomendou a atração sem ver o piloto, baseando-se apenas nos nomes envolvidos. Isto sinaliza uma nova tendência do Amazon, que até então condicionava a produção de uma série à aprovação de seu piloto pelo público, via disponibilização gratuita na internet.
Carrie enfrenta a CIA em novo trailer da 6ª temporada de Homeland
O canal pago americano Showtime divulgou um novo trailer da 6ª temporada de “Homeland”. A prévia mostra que a série vai novamente se reinventar, mostrando como Carrie Mathison, a personagem de Claire Danes, passa a enfrentar a CIA ao tentar ajudar um jovem muçulmano acusado de terrorismo em Nova York. A situação a deixará no fogo-cruzado de uma conspiração, durante o período que antecede a posse da nova presidente eleita dos EUA – vivida por Elizabeth Marvel, que já tinha tentado virar presidente na série “House of Cards”. Os episódios também trarão de volta Mandy Patinkin, F. Murray Abraham e Rupert Friend, que é ouvido na última cena perguntando o que aconteceu com ele. E esta é mesmo uma das grandes dúvidas dos telespectadores, pois Peter Quinn, o personagem de Friend, pareceu ter morrido no final da temporada anterior. “Homeland” estreia sua 6ª temporada em 15 de janeiro nos EUA e já se encontra renovada até a 8ª temporada. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago FX.
Peter Quinn está vivo nas fotos e no novo trailer de Homeland
O canal pago americano Showtime divulgou as fotos dos personagens e um novo trailer da 6ª temporada de “Homeland”. A prévia mostra que a série vai novamente se reinventar, mostrando uma troca de lado de Carrie Mathison, a personagem de Claire Danes, que desta vez tentará ajudar um jovem muçulmano acusado de terrorismo em Nova York. A situação a deixará no fogo-cruzado de uma conspiração, durante o período que antecede a posse da nova presidente eleita dos EUA – vivida por Elizabeth Marvel, que já tinha tentado virar presidente na série “House of Cards”. Os episódios também trarão de volta Mandy Patinkin, F. Murray Abraham e Rupert Friend, que é ouvido na última cena perguntando o que aconteceu com ele. E esta é mesmo uma das dúvidas dos telespectadores, pois Peter Quinn, o personagem de Friend, pareceu ter morrido no final da temporada anterior. “Homeland” estreia sua 6ª temporada em 15 de janeiro nos EUA e já se encontra renovada até a 8ª temporada. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago FX.
Aliados: Veja quatro cenas do romance perigoso de Brad Pitt e Marion Cotillard
A Paramount Pictures divulgou quatro cenas de “Aliados”, filme de espionagem de época, estrelado por Marion Cotillard (“Dois Dias, Uma Noite”) e Brad Pitt (“A Grande Aposta”). As prévias mostram o treinamento, a missão, a sedução e a possível traição que motiva a trama. No filme, Pitt e Cotillard interpretam agentes secretos numa missão para eliminar um embaixador nazista em Casablanca, durante a 2ª Guerra Mundial. Enfrentando o perigo, eles acabam se apaixonando. Mas após decidirem se casar, surgem suspeitas de que a personagem de Cotillard esteve, o tempo inteiro, trabalhando secretamente para os nazistas e, ao ser forçado a investigar a esposa, o personagem de Pitt vê seu casamento desmoronar. O elenco de “Aliados” também inclui Lizzy Caplan (série “Masters of Sex”), Matthew Goode (“O Jogo da Imitação”), Raffey Cassidy (“Tomorrowland”), Jared Harris (“O Agente da UNCLE”), Charlote Hope (série “Game of Thrones”), Simon McBurney (“Missão Impossível: Nação Secreta”) e August Diehl (“Se Não Nós, Quem?”). O roteiro é de Steven Knight (“Senhores do Crime”), a direção é de Robert Zemeckis (“A Travessia”) e a estreia acontece na quinta-feira (23/11) nos EUA, mas apenas em 12 de janeiro no Brasil.
Séries Graves e Berlin Station são renovadas
O novo canal pago Epix anunciou a renovação de suas duas primeiras séries, a comédia política “Graves” e o thriller de espionagem “Berlin Station”. As filmagens terão início no primeiro semestre de 2017, gerando mais 10 episódios para cada uma das atrações. Sátira política criada por Joshua Michael Stern (roteirista do filme “Promessas de um Cara de Pau”), “Graves” gira em torno de Richard Graves (Nick Nolte, de “Caça aos Gângsteres”), um ex-Presidente dos EUA que, 20 anos após o término de seu mandato, começa a perceber que seu governo prejudicou o país e resolve iniciar uma cruzada para reverter todo o mal que causou. Enquanto isso, sua esposa Margaret (Sela Ward, da série “CSI:NY”) toma a decisão de entrar para a política. Criada pelo estreante Olen Steinhauer e o veterano Bradford Winters (série “Boss”), “Berlin Station” acompanha as atividades do agente da CIA Daniel Meyer (Richard Armitage, da trilogia “O Hobbit”) numa missão secreta em Berlim, Alemanha. Com a ajuda de um espião veterano (Rhys Ifans, de “O Espetacular Homem-Aranha”), Daniel tenta identificar quem é Thomas Shaw, responsável por divulgar para o público informações secretas do governo. Durante suas investigações, ele se depara com uma conspiração que liga o caso a Washington. A crítica gostou bem mais da segunda, com 70% de aprovação no site Rotten Tomatoes – contra 56% da comédia. Paralelamente, o Epix prepara sua terceira série, uma adaptação do livro/filme “O Nome do Jogo” (1995).
Homeland: Veja o pôster e um vídeo de bastidores da 6ª temporada
O canal pago americano Showtime divulgou o pôster e um vídeo de bastidores da 6ª temporada de “Homeland”. A prévia traz Claire Danes, Mandy Patinkin e F. Murray Abraham comentando as filmagens em Nova York e os temas dos próximos episódio, que voltarão a mostrar a ex-agente Carrie Mathison (Danes) no fogo-cruzado entre a CIA e uma conspiração terrorista. A nova temporada vai se passar durante o período entre a eleição e a posse da primeira presidente dos EUA – vivida por Elizabeth Marvel, que curiosamente já tentou virar presidente antes, na série “House of Cards”. Neste caso, a previsão da série não se realizou, com a derrota de Hillary Clinton à presidência dos EUA. Mas o vídeo de bastidores garante que diversas outras questões da trama parecerão saídas das manchetes dos jornais. “Homeland” estreia sua 6ª temporada em 15 de janeiro nos EUA e já se encontra renovada até a 8ª temporada. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago FX.
Sem ser memorável, Snowden consegue entreter, informar e provocar
Apesar de um pouco distante da grande mídia, em comparação com seu destaque nas décadas de 1980-90, Oliver Stone segue ativo e perseguindo ainda mais um tipo de cinema militante de esquerda, numa opção ousada, já que são poucos que manifestam tamanha simpatia por medalhões da esquerda. Os documentários “Comandante” (2003), “Ao Sul da Fronteira” (2009), “Castro in Winter” (2012) e “Mi Amigo Hugo” (2014) são exemplos disso. Mas pouca gente viu esses filmes. Em “Snowden – Herói ou Traidor”, ele tenta voltar a ser relevante, deixando o bajulamento de políticos de lado para voltar a se embrenhar na boa luta contra o sistema. No novo filme, Stone denuncia a capacidade e o poder que o governo americano tem de não só vigiar cidadãos de seu próprio país, mas como também de provocar até mesmo apagões em vários outros países com apenas um clique. Stone encontrou em Edward Snowden, vivido na tela por Joseph Gordon-Levitt (“A Travessia”), um prato cheio para fomentar uma nova controvérsia, e sem poupar o Presidente Barack Obama, que não é apenas cúmplice das armações maquiavélicas do Estado, embora percebamos que isto é parte de algo maior e já instituído. Snowden, ex-empregado da NSA (Agência Nacional de Segurança), e testemunha de segredos de estado chocantes, é mostrado inicialmente em 2013, quando decide contar tudo o que sabe para um grupo de jornalistas. A divulgação cairia como uma bomba, mas o rapaz, então com menos de 30 anos, tinha consciência dos riscos que ele e sua esposa sofreriam. A estrutura narrativa é convencional, através de flashbacks que remontam ao tempo em que Snowden era um simples soldado, que acabou se afastando do exército depois de quebrar as duas pernas em um acidente simples. Neste período, foi recrutado para trabalhar em uma agência de espionagem. E é aí que sua história realmente começa. A narrativa não poupa esforços para elevar o protagonista, de delator/traidor, à categoria de herói. Mas isso não chega a ser um problema. O problema é quando o diretor lança mão de artifícios banais para forçar a situação, como a utilização de uma trilha sonora épica e cafona. A personagem da esposa de Snowden também acaba ficando relegada a segundo plano, embora a atriz Shailene Woodley mostre ser, da turma de garotas que protagonizaram filmes para adolescentes recentemente, a que menos tem problema em fazer cenas de sexo ousadas (quem viu “Pássaro Branco na Nevasca”, de Gregg Araki, sabe do que estou falando). No mais, é um filme que se beneficia bastante de seu elenco de apoio. Um luxo poder contar com Melissa Leo, Zachary Quinto, Tom Wilkinson, Joely Richardson e até Nicolas Cage, em papel bem pequeno. E embora não seja tão memorável quanto gostaria de ser, “Snowden” consegue entreter, informar e provocar. Sem falar que, para o público brasileiro, não deixa de ser interessante ver o nome do país sendo citado em um par de vezes, inclusive sobre o caso da Petrobrás.











