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  • Filme

    Rip Torn (1931 – 2019)

    10 de julho de 2019 /

    O ator veterano Rip Torn, que foi indicado ao Oscar e venceu um Emmy, morreu na terça-feira (9/7) de causas naturais em sua casa em Connecticut, aos 88 anos. Ao longo de sua carreira de seis décadas, Torn apareceu em quase 100 longas-metragens, incluindo grandes clássicos do cinema, entre eles “A Mesa do Diabo” (1965), “O Homem que Caiu na Terra” (1976) e “MIB – Homens de Preto” (1997). Ele nasceu Elmore Rual Torn Jr. em 6 de fevereiro de 1931, em Temple, Texas. O apelido “Rip” veio da infância e o acompanhou ao ingressar no Instituto de Artes Performáticas de Dallas, onde teve como professor Baruch Lumet, o pai do diretor Sidney Lumet, e no Actors Studio, de Nova York, onde estudou ao lado de sua futura esposa, a atriz Geraldine Page (“O Regresso para Bountiful”). Seu estilo de interpretação foi comparado a James Dean e Marlon Brando pelo diretor Elia Kazan, que deu a Torn sua primeira grande oportunidade – como o substituto de Ben Gazzara na montagem teatral de “Gata em Teto de Zinco Quente”, de Tennessee Williams, em 1955. Kazan foi quem também o levou ao cinema, dando-lhe pequenos papéis em “Boneca de Carne” (1956) e “Um Rosto na Multidão” (1957), antes de escalá-lo ao lado de Paul Newman e Page na montagem teatral de “Doce Pássaro da Juventude”, outra peça de Williams, que rendeu a Torn uma indicação ao Tony em 1960. Todos os três reprisaram seus papéis na filmagem da história lançada nos cinemas em 1963. Seus primeiros papéis de destaque nas telas vieram em filmes de guerra, “Para que os Outros Possam Viver” (1957) e “Os Bravos Morrem de Pé” (1959). Em seguida, apareceu como Judas na superprodução “O Rei dos Reis” (1961), de Nicholas Ray, e participou de muitos programas de TV da época, incluindo “Os Intocáveis”, “Rota 66” e “O Agente da UNCLE”, geralmente como “ameaça” da semana. Torn costumava ser escalado como vilão em dramas sombrios, personagens sem escrúpulos como o psiquiatra que filmava suas amantes em “Coming Apart” (1969) ou o chantagista de “A Mesa do Diabo” (1965), que tenta obrigar Steve McQueen a participar de um jogo de pôquer manipulado. Como intérprete que seguia o “método” de incorporação de personagens do Actors Studio, isso também resultava em períodos de instabilidade mental, que acabaram lhe rendendo uma reputação de criador de problemas. Diz a lenda que ele estava pronto para o papel de sua vida em “Easy Rider – Sem Destino” (1969), quando puxou uma faca para o ator e diretor Dennis Hopper numa lanchonete. Foi demitido e Jack Nicholson assumiu seu personagem. Como todos sabem, a carreira de Nicholson explodiu com a aparição no filme de Hopper. Torn contestou essa história, dizendo que foi Hopper quem puxou a faca e o processou por difamação. Ganhou US$ 475 mil por perdas e danos. Mas aquela não foi a única altercação do ator com um de seus diretores. Durante uma luta improvisada em “Maidstone” (1970), Torn atacou Norman Mailer com um martelo e teve o ouvido mordido na confusão que se seguiu. Seu casamento com Geraldine Page não passou pela mesma turbulência. Os dois ficaram juntos de 1963 a 1987, até ela morrer de ataque cardíaco, aos 62 anos. Homem de família, Torn também ajudou a lançar a carreira de sua prima, a atriz Sissy Spacek (a “Carrie, a Estranha” original). E se casou novamente com Amy Wright, atriz conhecida por “Stardust Memories” (1980) e “O Turista Acidental” (1988). Entre os muitos sucessos da primeira fase de sua carreira, destacam-se ainda “O Homem que Caiu na Terra” (1976), como um amigo e confidente de David Bowie, e “Retratos de uma Realidade” (1983), pelo qual foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Mas uma participação em “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu 2” (1982) inaugurou um novo capítulo em sua filmografia, mostrando que o lendário homem mau podia ser engraçadíssimo. Sem planejamento aparente, Torn começou a incluir comédias entre seus thrillers. Em meio a “O Limite da Traição” (1987) e “Robocop 3” (1993), começaram a aparecer títulos como “Nadine – Um Amor à Prova de Bala” (1987), “Um Visto para o Céu” (1991), “Por Água Abaixo” (1996) e “Advogado por Engano” (1997), que mostraram sua versalidade. Rip Torn virou comediante de vez ao entrar na famosa série “The Larry Sanders Show”, primeiro grande sucesso do canal pago HBO, no papel de Artie, o produtor desonesto do talk show fictício de Larry Sanders (personagem de Garry Shandling). A comédia inovadora foi exibida de 1992 a 1998, e Torn foi indicado ao Emmy por cada uma das seis temporadas, vencendo o troféu de Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia em 1996. Mas, curiosamente, ele relutou em fazer a série, pois àquela altura se considerava ator de cinema. Acabou aceitando o emprego porque, segundo contou, devia muito dinheiro aos familiares. Mesmo assim, se recusou a fazer teste para o papel. Shandling teve paciência para convencê-lo a ler um trecho do roteiro do piloto com ele, e saiu da reunião para informar aos produtores que estava vindo do “melhor sexo” da sua vida. Os produtores toparam, porque se basearam nas comédias que Torn tinha feito no cinema, especialmente “Um Visto para o Céu”, de Albert Brooks. Entretanto, quando a série foi ao ar, muitos ainda se surpreenderam em descobrir que o malvadão Rip Torn era engraçado. Ele conquistou a indústria, a crítica e o público. E deixou de ser levado tão a sério – no bom sentido. Após vencer o Emmy, a carreira cinematográfica de Torn continuou crescendo, em vez de se encerrar como ele temia. Sua filmografia acrescentou o blockbuster “MIB – Homens de Preto” (1997), no qual desempenhou o papel de Zed, o chefe dos Homens de Preto, que voltou na continuação de 2002. Ele também fez uma participação no terceiro filme, de 2012, filmou três dramas indicados ao Oscar, “O Informante” (1999), “Garotos Incríveis” (2000) e “Maria Antonieta” (2006), além de diversas comédias, entre elas “Com a Bola Toda” (2004) e “Os Seus, os Meus e os Nossos” (2005). Seu sucesso acabou com o estigma do “ator de TV” e inspirou vários outros astros do cinema a seguir seus passos. Pioneiro, Torn ajudou a dar peso cinematográfico às séries e a dar à HBO o padrão de qualidade que revolucionou a indústria televisiva. Ele ainda voltou à TV em participações recorrentes nas séries “Will & Grace” e principalmente em “30 Rock”, na qual viveu Don Geiss, chefe do protagonista Jack Donaghy (Alec Baldwin). Este papel lhe rendeu sua última indicação ao Emmy em 2008, a 9ª de sua carreira.

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  • Filme

    Franco Zeffirelli (1923 – 2019)

    15 de junho de 2019 /

    O cineasta Franco Zeffirelli, conhecido por filmes como “Romeu e Julieta” (1968) e “Amor sem Fim” (1981), morreu neste sábado (15/6) em sua casa em Roma, aos 96 anos, em decorrência “de uma longa doença que se agravou nos últimos meses”, informou a imprensa italiana. “Nunca quis que esse dia chegasse. Franco partiu nesta manhã. Um dos maiores homens do mundo da cultura. Nós partilhamos da dor de seus amados. Adeus, grande mestre, Florença nunca te esquecerá”, disse o prefeito de Florença, Dario Nardella. Em uma carreira que se estendeu por cerca de 70 anos, ele se tornou um dos diretores mais populares da Itália, tanto por seus filmes, quanto por peças de teatro e óperas. Nascido como filho ilegítimo de uma designer de moda e de um comerciante de tecidos, Zeffirelli ficou órfão de mãe aos seis anos e foi criado por uma tia. Na juventude, afirma que foi abusado por um padre. Mas também estudou arte e arquitetura em Florença e integrou um grupo de teatro. Iniciou a carreira cinematográfica depois da 2ª Guerra Mundial, trabalhando como diretor assistente de Luchino Visconti em clássicos como “A Terra Treme” (1948), “Belíssima” (1951) e “Sedução da Carne” (1954). A partir dos anos 1950 voltou-se para os palcos, como diretor de teatro e ópera, e fez sua estreia como cineasta, com a comédia “Weekend de Amor” (1958). Mas não demorou a juntar cinema e ópera, num documentário sobre a maior diva dos tempos modernos, Maria Callas, em 1964. As paixões divididas explicam porque seu cinema sempre foi um pouco teatral e muito operístico. Tentando conciliar filme e teatro, lançou-se em adaptações de William Shakespeare. Fez “A Megera Domada” (1967) com Richard Burton e Elizabeth Taylor, chamando atenção de Hollywood. Mas foi “Romeu e Julieta” (1968), no ano seguinte, que o colocou na Academia. A obra foi indicada a quatro Oscars, inclusive Melhor Filme e Direção, e se diferenciou das versões anteriores por finalmente filmar dois adolescentes reais (Olivia Hussey e Leonard Whiting) nos papéis dos amantes trágicos. O longa venceu os Oscars de Melhor Fotografia e Melhor Figurino, além do David di Donatello (o “Oscar” italiano) de Melhor Diretor. O sucesso o influenciou a seguir filmando em inglês, mas seus trabalhos seguintes, “Irmão Sol, Irmã Lua” (1972), sobre as juventudes de São Francisco e Santa Clara, e a minissérie “Jesus de Nazaré” (1977), refletiram sua criação católica apostólica romana. Belíssimo, o longa de 1972 lhe rendeu seu segundo David di Donatello de Melhor Diretor, enquanto a obra televisiva trouxe como curiosidade a escalação da sua Julieta (Olivia Hussey) como a Virgem Maria. Depois de rodar o drama esportivo “O Campeão” (1979), com John Voight (o pai de Angelina Jolie), e o romance adolescente “Amor sem Fim” (1981), com Brooke Shields, Zefirelli voltou-se novamente às óperas. Mas desta vez em tela grande. Filmou “La Traviata” (1982), pelo qual foi indicado ao Oscar de Melhor Direção de Arte e Figurino, e “Otello” (1986), duas óperas de Verdi que foram protagonizadas por Plácido Domingo. Entretanto, para encarnar Otello, o cantor foi submetido à maquiagem especial para escurecer sua pele, num processo chamado de “black face”, que atualmente é considerado um ato de racismo. Já na época não caiu muito bem. Entre um e outro longa, Zefirelli ainda filmou duas óperas televisivas, “Cavalleria Rusticana” (1982) e “Pagliacci” (1982), novamente com Plácido Domingo. E venceu um Emmy pela segunda. Ele seguiu alternando seus temas favoritos com “O Jovem Toscanini” (1988), cinebiografia do grande maestro Toscanini, fez sua versão de “Hamlet” (1990), com Mel Gibson e Glenn Close, e realizou a tele-ópera “Don Carlo” (1992), com Luciano Pavarotti. Dirigiu ainda adaptações de romances clássicos como “Sonho Proibido” (1993), baseado na obra de Giovanni Verga, e “Jane Eyre – Encontro com o Amor”, inspirado no romance gótico de Charlotte Brontë, com William Hurt e as então jovens Charlotte Gainsbourg e Anna Paquin, antes de adaptar sua própria autobiografia, “Chá com Mussolini” (1999). Ainda voltou uma última vez ao passado em seu longa final, o documentário “Callas Forever” (2002), sobre a diva da ópera que tinha filmado pela primeira vez nos anos 1960. Nos últimos anos, Zefirelli se tornou mais conhecido por seu envolvimento com a política. Conservador a ponto de ter lançado uma campanha contra “A Última Tentação de Cristo”, de Martin Scorsese, quando o filme fez sua première no Festival de Veneza em 1988, ele era contra projetos de reconhecimento dos casais homossexuais e foi um dos poucos artistas italianos a apoiar Silvio Berlusconi quando o bilionário entrou para a política no início dos anos 1990. Acabou eleito senador no partido do magnata, de 1994 a 2001.

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  • Série

    Trailer do final de Transparent mata Jeffrey Tambor e comemora com música e dança

    8 de junho de 2019 /

    A Amazon divulgou o pôster e o primeiro teaser do final da série “Transparent”, que vai acabar com um episódio especial, o primeiro e único sem o protagonista Jeffrey Tambor, demitido após denúncias de assédio sexual. O destino de seu personagem, um pai de família que inicia a transição de gênero na Terceira Idade, assumindo a identidade social de Maura Pfefferman, é revelado logo no começo do vídeo. “Maura morreu”, revela Davina (Alexandra Billings) num telefonema para Shelly (Judith Light), a esposa do falecido. E qual a reação da viúva – e de todo o elenco da produção? Cantar e dançar. Depois do choque, é claro. A criadora da série, Jill Soloway, decidiu encerrar “Transparent” com um episódio musical em vez de produzir uma 5ª temporada completa – ou uma versão encurtada dela. Tambor foi demitido em fevereiro do ano passado, após uma investigação interna, que apurou denúncia de uma ex-assistente pessoal, Van Barnes, feita em uma publicação no seu perfil privado do Facebook, na qual relatava comportamento inadequado por parte do ator. Logo em seguida, a colega de elenco Trace Lysette acusou o ator de ter feito comentários sexuais e tentado abusar dela em ocasiões diferentes. Ambas são transexuais. Após a primeira acusação, o ator de 73 anos, que venceu dois prêmios Emmy de Melhor Ator de Série de Comédia por “Transparent”, chegou a vir a público negar “de maneira contundente e veemente” qualquer tipo de comportamento inadequado. Mas, diante da segunda denúncia, disse que sua permanência na série tinha se tornado insustentável. “Por conta da atmosfera politizada que parece ter afetado nosso set, eu não vejo como posso voltar a ‘Transparent'”, ele chegou a desabafar, em comunicado. Ao ser informado por mensagem de texto que tinha sido demitido, ele ainda se declarou “profundamente desapontado” pelas acusações “injustas”. E logo depois foi arranjar confusão no set de “Arrested Development”, que também chegou ao fim na Netflix. Jeffrey Tambor venceu dois Emmys e um Globo de Ouro como Melhor Ator em Série de Comédia por “Transparent”. Mas o zeitgeist cultural evoluiu muito desde então. Após a série pioneira, mais produções passaram a incluir personagens transexuais em suas tramas, e todos elas são, ao contrário de Tambor, interpretadas por atores transexuais. Há atualmente um entendimento de que heterossexuais não devem viver personagens trans – o que levou até Scarlett Johanssen a abandonar um papel no cinema, num filme sobre uma gângster transexual que, sem ela, como queriam politicamente corretos, não será mais feito. O final musical da série “Transparent” será disponibilizado na temporada do outono norte-americano (entre setembro e novembro) no serviço Prime Video da Amazon.

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  • Etc,  Série

    Tim Conway (1933 – 2019)

    14 de maio de 2019 /

    O ator e comediante Tim Conway morreu aos 85 anos. Cinco vezes vencedor do Emmy, Conway sofria de demência e tinha perdido a fala após uma cirurgia no cérebro em setembro. Thomas Daniel Conway começou a carreira como redator de rádio e participou de talk shows como comediante convidado, antes de estrelar sua primeira série. Mas foi só entrar em “McHale’s Navy” para sua carreira estourar. A série de 1962 durou quatro temporadas e foi um enorme sucesso, rendendo até dois filmes, lançados no Brasil como “Marujos do Barulho” (1964) e “Os Marujos… na Força Aérea” (1965). Na trama, Conway interpretava o doce e aturdido segundo em comando em um barco da marinha cheio de vigaristas, liderados pelo personagem-título do programa, interpretado por Ernest Borgnine. Conway recebeu sua primeira indicação ao Emmy em 1963 por esse trabalho. Quando a série foi cancelada em 1966, ele entrou para o elenco da comédia western “Rango”, que durou só uma temporada, antes de ganhar seu próprio programa, “The Tim Conway Show”, em 1970. Que também teve duração efêmera. Em vez disso se tornar um problema, facilitou a carreira do ator no cinema, levando-o a estrelar diversas comédias, como “O Maior Atleta do Mundo” (1973), “Bang-Bang! Uma Turma do Barulho no Velho Oeste” (1975), “Gus, uma Mula Fora de Série” (1976), “Felpudo, o Cachorro Promotor” (1976), “O Vagabundo de Um Bilhão de Dólares” (1977), “A Gangue da Tortinha de Maçã Ataca Novamente” (1979) e “Os Investigadores” (1980), muitos deles em parceria com Don Knotts e alguns escritos pelo próprio Conway. Em meados dos anos 1970, ele voltou para a TV para participar do célebre programa de esquetes “The Carol Burnett Show”. Acabou ganhando destaque e estendendo sua participação por quatro temporadas, de 1975 a 1978, quando a série saiu do ar. Sua capacidade de criar personagens apatetados, combinada a um timing cômico impecável, ajudou a transformar a série num clássico televisivo. Ele ganhou dois Emmys e um Globo de Ouro como ator do programa e outro Emmy como roteirista das esquetes. Percebendo a ascensão do VHS na década de 1980, Conway lançou vários curtas diretamente para o mercado de vídeo, que giravam em torno de um personagem chamado Dorf, um entusiasta de golfe com sotaque escandinavo. O personagem acabou rendendo uma franquia, que continuou até os anos 1990 e foi retomada em 2010, com lançamentos em DVD. Por sinal, seu último papel foi justamente Dorf, num telefilme de 2016 intitulado “Chip and Bernie Save Christmas with Dorf”. Ele também fez várias participações especiais em séries famosas, como “No Calor de Cleveland” (Hot in Cleveland), “The Drew Carey Show”, “Patricinhas de Beverly Hills” (Clueless), “The Larry Sander Show”, “Newhart”, “Cybill”, “Um Amor de Família” (Married… with Children), “Louco por Você” (Mad About You), “Two and a Half Men” e “Mike & Molly”, entre muitas outras. Sem esquecer seu trabalho como dublador do Mexilhãozinho (Barnacle Boy) na série animada “Bob Esponja”. Graças a essas participações, acrescentou mais duas estátuas do Emmy à sua estante, pelo trabalho como convidado especial em episódios de “Coach” (em 1996) e “30 Rock” (em 2008).

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  • Etc

    Criadores do YouTube serão homenageados com Emmy especial pela Academia de Televisão dos EUA

    15 de março de 2019 /

    Os criadores do YouTube, Chad Hurley e Steven Shih Chen, serão homenageados com um Emmy especial por suas carreiras. A Academia da Televisão dos Estados Unidos prestará reconhecimento à dupla na 70ª edição dos Emmys Tecnológicos, que vai acontecer em abril em Las Vegas. Hurley e Chen trabalhavam no PayPal quando se juntaram para fundar o YouTube em 2005. Um ano depois, sua empresa foi comprada pelo Google. Mas a indústria, que agora se rende à invenção, foi totalmente contrária à sua popularização, a ponto de o portal de vídeos sofrer um processo da Viacom, numa tentativa de barrar o então maior rival da MTV. Com 1,3 bilhão de usuários ativos, o YouTube recebe cerca de 300 horas de vídeo a cada minuto, além de exibir quase 5 bilhões de vídeos todos os dias. Nenhum outro veículo de comunicação tem alcance tão amplo. Enquanto os vídeos de gatinhos continuem a ser muito comuns na plataforma, ela há muito deixou de ser apenas um portal de vídeos amadores, sendo usada por milhares de marcas estabelecidas, inclusive rivais diretos como Netflix e MTV, como ferramenta importante de divulgação. O que só tem aumentado sua influência. Mais recentemente, a plataforma vem tentando se estabelecer como produtora de conteúdo próprio, desenvolvendo séries, filmes e documentários para assinantes de seu novo serviço pago, o YouTube Premium. “O sucesso do YouTube e a maneira como ele revolucionou a maneira como o consumidor médio pode ver, criar e engajar milhões de pessoas é extraordinário”, disse Adam Sharp, Presidente e CEO da Academia, no comunicado que anunciou a homenagem. “Hurley e Chen são um testemunho da história do empreendedor de tecnologia americano que imagina algo e, através do trabalho árduo e perseverança, torna esse sonho uma realidade, não apenas criando um novo método de distribuição de mídia para um público amplo, mas permitindo a verdadeira democratização do televisão.” Charles Jablonski, presidente emérito do Comitê de Tecnologia e Engenharia da Academia, acrescentou mais elogios no texto, chamando o YouTube de “uma das obras-primas de escala e simplicidade desta geração”, cujo efeito é totalmente positivo e mudou a forma como o público, empresas e artistas passaram a se relacionar com vídeos.

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  • Orphan Black
    Série

    Série derivada de Orphan Black começa a ser desenvolvida pelo canal de The Walking Dead

    12 de março de 2019 /

    O universo de “Orphan Black” vai voltar à TV. O canal pago americano AMC encomendou à produtora Temple Street Productions, responsável pela série original, uma nova história de clones derivada da premiada produção da BBC America. Exibida de 2013 a 2017, “Orphan Black” girava em torno de um grupo de mulheres que descobre ser clones da mesma pessoa, separadas e criadas em diferentes localidades, devido a uma conspiração envolvendo grupos rivais numa guerra pelo controle da experiência – que não foi inteiramente bem-sucedida, já que elas estariam morrendo. A continuação não deve trazer de volta as “sisters” do “clone club” – ou “sestras” como dizia a clone russa – que foram interpretadas, de forma impressionante, pela mesma atriz: a canadense Tatiana Maslany, em uma dezena de papéis diferentes. Em vez disso, a nova série contaria outra história passada no mesmo universo. A produtora Temple Street abriu discussões com vários roteiristas e está ouvindo diferentes abordagens para desenvolver esse projeto. Mas não há notícias sobre o envolvimento dos pais da atração, John Fawcett e Graeme Manson, que antes de “Orphan Black” já eram conhecidos individualmente como feras do gênero terror, respectivamente como criadores das franquias de cinema “Possuída” e “O Cubo”. “Orphan Black” foi responsável por dar visibilidade à BBC America, atraindo muitos assinantes com sua repercussão, que não se restringiu ao universo geek, pois rendeu até um merecido Emmy de Melhor Atriz para Tatiana Maslany. Mas a nova série não será exibida no mesmo canal. A ideia é lançá-la na AMC, que é sócia da BBC America e recentemente promoveu a chefe dessa emissora, Sarah Barnett, a presidente de entretenimento de sua rede – que ainda inclui os canais IFC, WE tv, Sundance TV e a plataforma de streaming Shudder. A AMC está em busca de um novo sucesso, preocupada com a queda de audiência de “The Walking Dead”. Além disso, com a anunciada finalização de “Into the Badlands”, ficará sem nenhuma série de ficção científica em sua programação.

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  • Filme

    Premiação do Oscar 2019 consagra geração de “atores de TV”

    25 de fevereiro de 2019 /

    Apesar do voto anti-Netflix em “Green Book”, a premiação do Oscar 2019 mostrou que os preconceitos que separam trabalhos na TV e no cinema estão cada vez mais ultrapassados. Não só pela vitória de “Free Solo”, produção do canal NatGeo, como Melhor Documentário. O detalhe que mais chamou atenção foi o fato de os quatro vencedores nas categorias de interpretação serem “atores de TV”, com aval do Emmy. A Melhor Atriz Coadjuvante Regina King (“Se a Rua Beale Falasse”) foi reconhecida pela Academia de Ciências e Artes Cinematográficas depois de conquistar três prêmios Emmy da Academia da Televisão – por “American Crime” e “Seven Seconds”. Melhor Ator do Oscar 2019, Rami Malek (“Bohemian Rhapsody”) também já tinha vencido seu Emmy pela série “Mr. Robot”. Olivia Colman (“A Favorita”), que foi praticamente apresentada ao grande público de cinema americano pelo papel que lhe deu o Oscar de Melhor Atriz, é uma veterana de séries britânicas. E concorreu ao Emmy antes de ser descoberta pela Academia do Cinema dos Estados Unidos, pela minissérie “The Night Manager”, que lhe rendeu um Globo de Ouro em 2017. Seu próximo papel será como a rainha Elizabeth na 3ª temporada da série “The Crown”. Mesmo Mahershala Ali (“Green Book”), que conquistou seu segundo Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, foi reconhecido pelo Emmy um ano antes de estrelar “Moonlight”, ao ser indicado pela série “House of Cards” em 2016. Por sinal, ele estava no ar, simultaneamente à transmissão do Oscar, no capítulo final da 3ª temporada de “True Detective”. O que isso significa? Logicamente, que ser “ator de TV” não é mais estigma na profissão. Não é por caso que estrelas famosas do cinema têm migrado para as séries. E celebram prêmios por esses trabalhos. Até Julia Roberts, que apresentou o Oscar de Melhor Filme, estrelou recentemente uma série – e foi indicada a Melhor Atriz pela 1ª temporada de “Homecoming” no último Globo de Ouro. Enquanto astros veteranos do cinema vão disputar prêmios de TV, estrelas reveladas em séries agora conquistam o Oscar.

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  • Série

    Globo vai exibir primeiro episódio de The Handmaid’s Tale na TV aberta

    12 de fevereiro de 2019 /

    A Globo vai repetir a estratégia de exibir na TV aberta o primeiro episódio de uma série exclusiva de seu serviço de streaming, o Globoplay, visando atrair novos assinantes para a plataforma. Nesta terça-feira (12/2), o canal transmite a estreia de “The Handmaid’s Tale”, que ganhou subtítulo nacional – “O Conto da Aia”. O mais curioso é que o episódio inaugural será exibido sem intervalos comerciais, como num canal pago premium. Ele vai ao ar após o “Jornal da Globo”. A 1º temporada, que venceu o Emmy de Melhor Série de Drama, já está disponível no Globoplay para assinantes – e também já foi exibida na TV paga pelo canal Paramount. Baseada no livro de Margaret Atwood, traduzido no Brasil justamente como “O Conto da Aia”, a trama de “The Handmaid’s Tale” se passa num futuro distópico, após desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda levar à adoção de medidas drásticas, mergulhando a sociedade americana numa nova ordem conservadora, comandada apenas por homens. Com a fertilidade em queda, as mulheres que ainda conseguem ter filhos são transformadas em escravas sexuais, com o único propósito de gerar filhos. Elizabeth Moss (da série “Mad Men”) venceu o Emmy de Melhor Atriz pelo papel de June, rebatizada de Offred por seus captores. Como uma das últimas mulheres férteis, ela é forçada à servidão sexual para cumprir seu papel no repopulamento do planeta, sendo obrigada a se submeter a um poderoso político, sua esposa cruel e outros tipos perigosos, lidando com todos com um único objetivo em mente: encontrar a filha que lhe tiraram. Para isso, conta com a ajuda de sua melhor amiga, vivida por Samira Wiley (série “Orange Is the New Black”), que está passando pelo mesmo tipo de treinamento e que serve como conexão de June com uma vida anterior a todo essa humilhação. O ator Joseph Fiennes (“Ressurreição”) também tem destaque como o Comandante Fred Waterford, um dos fundadores da sociedade distópica. E o elenco ainda inclui Max Minghella (“Amaldiçoado”), Yvonne Strahovski (série “Chuck”), Ever Carradine (série “Major Crimes”), Madeline Brewer (série “Hemlock Grove”), Ann Dowd (série “The Leftovers”) e Alexis Bledel (série “Gilmore Girls”). As duas últimas também foram premiadas com o Emmy, respectivamente como Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Atriz Convidada de Série de Drama. Atualmente, a série se prepara para entrar em sua 3ª temporada na plataforma americana Hulu, com estreia marcada para 5 de junho. Veja abaixo o trailer nacional da tensa temporada inaugural.

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  • Filme

    Filho de James Gandolfini será Tony Soprano no filme derivado da série da HBO

    22 de janeiro de 2019 /

    O filme derivado da série “The Sopranos” (também conhecida como “Família Soprano”) definiu o intérprete do jovem Tony Soprano, personagem vivido na série da HBO pelo falecido ator James Gandolfini. A produção contratou Michael Gandolfini, da série “The Deuce” e filho do ator original, para encenar a juventude do famoso personagem. Intitulado “The Many Saints of Newark” irá mostrar versões mais jovens dos protagonistas da icônica série do canal pago HBO. Escrito por David Chase, criador de “The Sopranos”, o filme será um prólogo passado nos anos 1970 e também inclui os atores Jon Bernthal (“O Justiceiro”), Vera Farmiga (“Bates Motel”), Alessandro Nivola (“Desobediência”), Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”) e Corey Stoll (“O Primeiro Homem”) em papéis não revelados. Segundo o roteirista, a ideia é mostrar a época a que Tony Soprano (James Gandolfini) se referia de forma saudosa em suas sessões com a psiquiatra Dra. Melfi (Lorraine Bracco). Para Tony, o mundo da máfia tinha mudado muito, e para pior, desde a sua infância. Entretanto, “The Many Saints of Newark” vai mostrar que nem tudo eram flores naquela época. “O filme vai lidar com as tensões que existiam entre negros e brancos, e Tony vai fazer parte disso. Eu estava muito interessado em explorar sua infância”, comentou Chase, em entrevista ao site Deadline. A ideia original era mostrar Tony ainda criança na nova produção, mas Michael Gandolfini já tem 18 anos de idades. Além de Tony, os integrantes mais velhos da família Soprano, como o pai e o tio do personagem de Gandolfini, aparecerão em seu auge. A direção do longa está a cargo de Alan Taylor, que comandou alguns episódios da série original. Depois de trabalhar também em “Game of Thrones”, ele virou cineasta, dirigindo duas produções de grande orçamento, “Thor: O Mundo Sombrio” e “O Exterminador do Futuro: Gênesis”, ambas recebidas com críticas negativas.

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  • Filme,  Série

    Jon Bernthal e Vera Farmiga vão estrelar filme derivado da série The Sopranos

    14 de janeiro de 2019 /

    O filme com personagens da série “The Sopranos” (também conhecida como “Família Soprano”) começou a escalar seu elenco, com a divulgação dos nomes de Jon Bernthal (“O Justiceiro”) e Vera Farmiga (“Bates Motel”) entre os primeiros anunciados. Os nomes de seus personagens não foram revelados, mas o filme, intitulado “The Many Saints of Newark”, irá mostrar versões mais jovens dos protagonistas da icônica série do canal pago HBO. Escrito por David Chase, criador de “The Sopranos”, o filme será um prólogo passado nos anos 1970. Segundo o roteirista, a ideia é mostrar a época a que Tony Soprano (James Gandolfini) se referia de forma saudosa em suas sessões com a psiquiatra Dra. Melfi (Lorraine Bracco). Para Tony, o mundo da máfia tinha mudado muito, e para pior, desde a sua infância. Entretanto, o filme intitulado “The Many Saints of Newark” vai mostrar que nem tudo eram flores naquela época. “O filme vai lidar com as tensões que existiam entre negros e brancos, e Tony vai fazer parte disso. Eu estava muito interessado em explorar sua infância”, comentou Chase, em entrevista ao site Deadline. Tony será um adolescente na nova produção, mas os integrantes mais velhos da família, como o pai e o tio do personagem de Gandolfini, aparecerão em seu auge. A direção do filme está a cargo de Alan Taylor, que comandou alguns episódios da série original. Depois de trabalhar também em “Game of Thrones”, ele virou cineasta, dirigindo duas produções de grande orçamento, “Thor: O Mundo Sombrio” e “O Exterminador do Futuro: Gênesis”, ambas recebidas com críticas negativas.

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  • Filme,  Série

    Filme da série The Sopranos vai mostrar infância de Tony Soprano

    7 de janeiro de 2019 /

    O roteirista e produtor David Chase, criador da série “The Sopranos” (ou “Família Soprano”, no Brasil) confirmou que as filmagens de um longa derivado da série vão começar em breve. Autor do roteiro, Chase revelou que o prólogo, passado nos anos 1970, vai mostrar uma versão mirim de Tony Soprano, o protagonista da série clássica, exibida entre entre 1999 e 2007 na HBO. Interpretado pelo já falecido ator James Gandolfini, Tony era o chefão da família mafiosa de Nova Jersey. Segundo Chase, a ideia é mostrar a época a que Tony se referia de forma saudosa em suas sessões com a psiquiatra Dra. Melfi (Lorraine Bracco). Para Tony, o mundo da máfia tinha mudado muito, e para pior, desde a sua infância. Entretanto, o filme intitulado “The Many Saints of Newark” vai mostrar que nem tudo eram flores nesta época. “O filme vai lidar com as tensões que existiam entre negros e brancos naquela época, e Tony vai fazer parte disso. Eu estava muito interessado em explorar sua infância”, comentou Chase, em entrevista ao site Deadline. Por muitos anos, Chase considerou a ideia de criar uma sequência para “Família Soprano”, mas a possibilidade morreu junto com Gandolfini, em 2013. Assim, a única forma que retomar aquele universo mafioso foi por meio de um prólogo. Além disso, como se trata de um prólogo, nenhum ator da série vai reaparecer na produção. Mas alguns personagens mais velhos estarão de volta em versões jovens, como o pai e o tio de Tony. A direção do filme está a cargo de Alan Taylor, que comandou alguns episódios da série original e, depois de trabalhar em “Game of Thrones”, virou cineasta, dirigindo duas produções de grande orçamento, “Thor: O Mundo Sombrio” e “O Exterminador do Futuro: Gênesis”, ambas com críticas negativas.

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  • Etc,  Série

    Bob Einstein (1942 – 2019)

    6 de janeiro de 2019 /

    Morreu o ator Bob Einstein, integrante da série “Curb Your Enthusiasm” (Segura a Onda), da HBO, e criador do personagem Super Dave Osborne. Ele tinha 76 anos e faleceu na quarta-feira (2/1), após ter sido diagnosticado com câncer. Einstein integrava o elenco de “Curb Your Enthusiasm” desde a 4ª temporada e deveria participar da 10ª, atualmente em produção, mas sua saúde o impediu de participar. “Nunca vi um ator curtir um papel como Bob ao interpretar Marty Funkhouser em ‘Curb'”, disse Larry David, criador e protagonista da série da HBO em comunicado. “Foi uma experiência incrível e inesquecível conhecer e trabalhar com ele. Estamos todos em estado de choque.” Apesar de mais lembrado pelo papel em “Curb Your Enthusiasm”, Einstein iniciou sua carreira como roteirista e venceu seu primeiro Emmy nesta função, pelo programa de variedades “The Smothers Brothers Comedy Hour”, no qual trabalhou com Steve Martin, em 1969. Ele também foi indicado ao Emmy como roteirista de “The Sonny e Cher Comedy Hour”, em 1972 e 1974, e “Van Dyke and Company”, em 1977, ocasião em que o programa estrelado por Dick Van Dyke foi considerado a Melhor Série de Comédia do ano. Em 1987, ele transformou um personagem de esquetes, que criou como roteirista de humorísticos da década de 1970, numa série própria. “Super Dave” durou cinco temporadas, em que Einstein encarnava o dublê atrapalhado do título, em busca da fama com desafios perigosos e com um talk-show televisivo. “Super Dave” também virou filme, lançado direto em DVD, “As Aventuras de Super Dave – O Dublê” (2000), além de uma minissérie, “Super Dave’s Spike Tacular”, em 2009. Como ator, Einstein ainda participou de “Roseanne”, “Anger Management” e “Arrested Development” e apareceu em filmes como “Treze Homens e um Novo Segredo” (2007) e “Romance Moderno” (1981), escrito, dirigido e estrelado por seu irmão mais novo, Albert Brooks.  

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  • Etc,  Série

    Emmy muda regras para dificultar que episódios de séries concorram como Melhor Telefilme

    14 de dezembro de 2018 /

    A Academia de Televisão dos Estados Unidos anunciou mudança nas regras da premiação do Emmy, que já valerão para a consagração dos melhores da TV em 2019. A principal alteração foi na disputa de Melhor Telefilme. Após três episódios/especiais consecutivos de séries vencerem a categoria, a Academia decidiu evitar uma quarta reprise, estabelecendo uma duração mínima para candidatos ao prêmio. Para ser considerado um telefilme, as produções precisarão ter no mínimo 75 minutos (1h15) de duração. Isto evitaria, por exemplo, que o episódio “San Junipero”, da 3ª temporada de “Black Mirror”, levasse o Emmy em 2017. Com sua duração de 61 minutos, não seria elegível para a categoria nas novas regras. Por outro lado, em 2016 e 2018, o Emmy de Melhor Telefilme foi vencido por “The Abominable Bride” (episódio de “Sherlock”) e “USS Callister” (outro de “Black Mirror”). Ambos têm mais de 75 minutos e continuariam capazes de competir na categoria. Além desta mudança, a Academia criou uma nova categoria para premiar compositores de trilha sonora de séries documentais e dividiu o troféu de Melhor Coreografia, dando uma premiação para programas de variedade e outro para séries ficcionais. Por fim, o Emmy também aumentou em um mês seu prazo de elegibilidade. Antes, qualquer série que exibisse mais de metade de sua temporada até o dia 31 de maio era elegível para a premiação daquele ano. Agora, o prazo vale até o final de junho.

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