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  • Filme

    Trailer de Lady Bird, estreia de Greta Gerwig na direção, tem cenas brilhantes

    7 de setembro de 2017 /

    A A24 divulgou o trailer e o pôster do filme “Lady Bird”, que marca a estreia na direção da atriz Greta Gerwig (“Mulheres do Século 20”). A prévia tem cenas brilhantes, pontuadas por um humor desconsertante, que evoca os filmes estrelados pela própria atriz. Ela não atua na produção, mas Saoirse Ronan (“Brooklyn”) é basicamente uma transposição das personagens rebeldes e desfocadas que Gerwig transformou em carreira. Vale lembrar que, além de atriz, Gerwig é uma escritora talentosa. Ela escreveu, entre outros, “Frances Ha” (2012) e “Mistress America” (2015), seus filmes mais famosos. E também assina o roteiro de “Lady Bird”, que é uma síntese de suas angústias existenciais, inspirado em sua própria vida. O filme acompanha as aventuras de uma jovem do Norte da Califórnia, que é tratada como ovelha negra da família pela própria mãe (Laurie Metcalf, a mãe de Sheldon na série “The Big Bang Theory”). Mas ela se vê como uma joaninha (ladybird), querendo voar. O elenco também inclui Timothée Chalamet (“Interestelar”), Tracy Letts (série “Homeland”), Lucas Hedges (“Manchester à Beira-Mar”), Lois Smith (série “True Blood”), Beanie Feldstein (“Vizinhos 2”), Stephen McKinley Henderson (também de “Manchester à Beira-Mar”) e Odeya Rush (“Goosebumps”). O filme terá sua première no Festival de Toronto e chega ao circuito comercial dos EUA em 10 de novembro. Ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Christian Bale surpreende com transformação física para viver vice-presidente dos Estados Unidos

    6 de setembro de 2017 /

    O ator Christian Bale voltou a surpreender o público com uma nova transformação física. Ele apareceu no Festival de Telluride inchado, com muitos quilos acima do peso e as sobrancelhas descoloridas, no processo de incorporação do personagem de seu próximo filme. Bale vai estrelar a cinebiografia de Dick Cheney, vice-presidente dos Estados Unidos durante o governo de George W. Bush entre 2001 e 2009. Intitulado em inglês “Backseat”, o filme irá acompanhar Cheney durante os governos republicanos de Richard Nixon, Gerald Ford e George W. Bush, e como ele administrou a política externa americana depois dos ataques de 11 de setembro de 2001. Para incorporar o papel, o ator perdeu a definição física dos tempos em que vestia a roupa do Batman. Embora seja conhecido por se transformar fisicamente, Bale vinha evitando ganhar peso. Chegou a abandonar o projeto de um filme sobre Enzo Ferrari, após conselhos médicos. No começo do século, quando ainda era jovem, ele apareceu esquelético num par de filmes brilhantes, “O Operário” (2004) e “O Sobrevivente” (2006). Seu papel mais encorpado, até o momento, era o do golpista careca e barrigudo de “Trapaça” (2013) “Backseat” tem roteiro e direção de Adam McKay, que dirigiu Bale no premiado “A Grande Aposta” (2015), e o elenco da produção permite mais dois reencontros: com Steve Carell (também presente em “A Grande Aposta”) e Amy Adams (parceira do ator em “Trapaça”). Por sinal, Bale foi a Telluride para promover o western “Hostiles”, que marca seu reencontro com outro diretor: Scott Cooper. Os dois trabalharam juntos no thriller “Tudo por Justiça” (2013).

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  • Filme

    Novo drama do diretor de Boyhood ganha trailer depressivo

    27 de agosto de 2017 /

    A Amazon divulgou o trailer de “Last Flag Flying”, filme de Richard Linklater (“Boyhood”) estrelado por Bryan Cranston (“Trumbo”), Steve Carell (“A Grande Aposta”) e Laurence Fishburne (“John Wick: Um Novo Dia Para Matar”). A prévia mostra que se trata de um drama lento, depressivo e politicamente engajado em sua crítica contra as guerras. A trama acompanha o reencontro de três amigos, 30 anos depois de servirem juntos na Guerra do Vietnã, para o enterro do filho de um deles, morto durante um novo conflito, na Guerra do Iraque. Além de dirigir, Linklater escreveu o roteiro em parceria com Darryl Ponicsan, autor do romance em que o filme é baseado. Ele também é autor do romance que virou o filme “A Última Missão” (1971). “Last Flag Flying” terá première no Festival de Nova York, no final de setembro, e estreia comercial marcada para 3 de novembro nos EUA. Não há previsão para o lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Saoirse Ronan aparece nas primeiras fotos do filme de estreia de Greta Gerwig como diretora

    27 de agosto de 2017 /

    “Lady Bird”, o filme que marca a estreia da atriz Greta Gerwig (“Frances Há”) como diretora, divulgou suas primeiras fotos. As duas imagens destacam a protagonista Saoirse Ronan (“Brooklyn”). Numa delas, ela parece usar um uniforme escolar e na outra está num consultório médico, acompanhada por Laurie Metcalf (série “The Big Bang Theory”). Na trama, Saoirse interpreta uma jovem em seu último ano na escola, que quer desesperadamente sair da cidade pequena onde vive para morar em Nova York. O elenco também inclui Timothée Chalamet (“Interestelar”), Tracy Letts (série “Homeland”), Lucas Hedges (“Manchester à Beira-Mar”) e Odeya Rush (“Goosebumps”). O filme terá sua première no Festival de Toronto e chega ao circuito comercial dos EUA em 10 de novembro. Ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.

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  • Filme

    The Florida Project: Trailer do filme sobre a periferia do Disney World encanta com cores e crianças

    15 de agosto de 2017 /

    A A24 divulgou o pôster, três fotos e o trailer de “The Florida Project”, novo drama aclamado de Sean Baker, o diretor de “Tangerine” (2015). A prévia explora um visual extremamente colorido, enfatizando os aspectos infantis da arquitetura de Orlando, ao situar a narrativa sob o ponto de vista de crianças. Na trama, Willem Dafoe (“Meu Amigo Hindu”) interpreta o gerente do hotel Magic Castle, que recebe turistas dos parques temáticos da Disney e precisa lidar com diversas crianças hiperativas durante as férias de verão, envolvidas em suas próprias aventuras, enquanto os adultos enfrentam seus problemas de gente grande. O elenco infantil é todo composto por crianças estreantes no cinema. Ao contrário de “Tangerine”, gravado com um iPhone, “The Florida Project” usou filme de verdade, de 35 milímetros, mas manteve a estética de registro realista, rodado nas ruas da periferia do Disney World. O filme teve première na Quinzena dos Realizadores, no Festival de Cannes, ocasião em que encantou a crítica internacional (tem 96% de aprovação no site Rotten Tomatoes), e chegará aos cinemas americanos em 6 de outubro. Ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.

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  • Série

    Sylvester Stallone compartilha fotos dos bastidores de This Is Us

    14 de agosto de 2017 /

    O astro Sylvester Stallone divulgou em seu Instagram algumas fotos que tirou ao lado do elenco de “This Is Us”. Ele fará uma pequena participação na 2ª temporada da série, como um astro de cinema que trabalha com Kevin (personagem ator de Justin Hartley). Os dois viverão atores num filme dentro da série, com Stallone servindo como figura paterna do personagem de Hartley. Por enquanto, o astro fará aparição em apenas um episódio, mas o papel tem potencial para novas aparições. Vale lembrar que o Stallone já conhecia Milo Ventimiglia há mais de uma década. O ator de “This Is Us” interpretou seu filho em “Rocky Balboa” (2006). E na legenda da foto em que os dois posam juntos, Stallone agradeceu ao amigo pelo convite para participar da série, o que praticamente explica como ele foi parar na televisão. Série mais festejada da temporada passada na TV aberta americana, com 90% de aprovação no site Rotten Tomatoes, “This Is Us” está indicada a 11 prêmios Emmy. Ainda inédita no Brasil, sua trama acompanha as famílias de diferentes pessoas nascidas no mesmo dia. A estreia nacional vai acontecer em 22 de agosto, pelo canal pago Fox Life. Já a 2ª temporada começa a ser exibida nos Estados Unidos em 26 de setembro. My good buddy Milo Ventimiglia who was nice enough to invite me to be on the show #thisisus #harleydavidson Uma publicação compartilhada por Sly Stallone (@officialslystallone) em Ago 12, 2017 às 7:10 PDT Getting punched out by the amazing@chrissymetz On the set of THIS IS US #thisisus Uma publicação compartilhada por Sly Stallone (@officialslystallone) em Ago 12, 2017 às 7:04 PDT On the THIS IS US set with Justin Hartley , this is a fantastic show and he is great to work with!#thisisus @justinhartley Uma publicação compartilhada por Sly Stallone (@officialslystallone) em Ago 12, 2017 às 6:57 PDT

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  • Etc

    Melissa McCarthy vai estrelar e produzir drama sobre primeiras mulheres policiais de Boston

    12 de agosto de 2017 /

    A atriz Melissa McCarthy, que viveu uma detetive de Boston na comédia “As Bem-Armadas”, vai voltar à força policial da cidade. Ela será a protagonista e produtora de um filme sobre as primeiras mulheres policiais de Boston na década de 1970, período em que a cidade passou por um dos momentos mais tumultuados de sua história. O detalhe é que o filme não será uma comédia. Baseado num livro ainda inédito e sem título de Alexandra Lyon, o longa marcará a estreia de McCarthy como protagonista dramática. A trama vai contar como aconteceu a inclusão das mulheres na força policial local em uma época de acirradas tensões raciais. A participação das policiais foi crucial para realizar o processo de dessegregação das escolas públicas, enfrentando os protestos violentos da população branca de Boston contra as medidas de integração racial. Coproduzido por Ben Falcone, marido de McCarthy e diretor de suas piores comédias (“Tammy” e “A Chefa”), o filme ainda não tem previsão de estreia.

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  • Filme

    Belíssimo, O Filme da Minha Vida confirma talento do diretor Selton Mello

    4 de agosto de 2017 /

    O escritor chileno Antonio Skármeta já teve um texto adaptado para o cinema que alcançou grande sucesso, “O Carteiro e o Poeta”, dirigido por Michael Radford em 1996. “O Filme da Minha Vida”, de Selton Mello, adaptação de “Um Pai de Cinema”, pode repetir o feito. É um filme que lida com o público de modo terno, afetivo e lírico. Traz para o cinema o clima poético e nostálgico do texto de Skármeta, acrescentando-lhe novos personagens e situações e fazendo novos elos que tornam a trama mais clara e compreensível, sem resvalar no melodrama ou nas soluções fáceis. E sem perder o clima de mistério, deixando um caminho para o espectador percorrer, que vai além das imagens e, portanto, também além do texto original. O que Selton Mello fez foi uma adaptação literária, mas de um modo muito pessoal, colocando-se no protagonista e no seu contexto de época. Ao transportar a trama das serras chilenas para as serras gaúchas, ele manteve o espírito interiorano da história, com seus limites, mas ressaltou o sonho dos personagens, envolvendo-os com referências brasileiras, mantendo e dando cor local à bela homenagem ao cinema que o texto de Skármeta faz. Em “O Palhaço” (2010), Selton Mello, um dos grandes atores da sua geração, encontrou seu caminho também como cineasta. Mostrou-se capaz de lidar com emoções de forma intensa, mas equilibrada. Buscou comunicar-se com um público amplo, usando o humor, homenageando a cultura popular, inclusive televisiva, sem adotar seu modelo simplista e popularesco. Ele mantém esse espírito em “O Filme da Minha Vida”, onde também dirige e atua simultaneamente, além de ser roteirista, ao lado de Marcelo Vindicatto. O filme tem a cara de Selton Mello. Já é reconhecível sua autoria neste terceiro longa. A fotografia, a cargo de Walter Carvalho, que tantas contribuições tem dado ao cinema brasileiro, é lindíssima. Nos seus tons marrons e amarelados, ressalta a luminosidade da serra e, sob névoa ou luz baixa, nos conduz ao clima frio serrano e aos anos 1960, em que se situa a história, na hipotética cidade de Remanso. Na verdade, as filmagens ocorreram em sete cidades diferentes, na região de Garibaldi. O filme é recheado de boa música daquele período histórico, com ênfase em canções francesas, já que o protagonista Tony Terranova (Johnny Massaro) também dá aulas de francês para sua turma de alunos e é filho de um francês, Nicolas, papel do conhecido ator Vincent Cassel, agora vivendo no Rio de Janeiro. Nem por isso deixa de soar estranho ouvir “My Way” em versão francesa. Outra estranheza para os mais novos pode ser ouvir a seminal “Rock Around the Clock”, de Bill Haley, em versão nacional. Estranhezas à parte, é fácil sair cantarolando do cinema. “Coração de Papel”, de Sérgio Reis, é um dos hits em destaque. E de Charles Aznavour, “Hier Encore”. A história remete à busca de um pai que abandonou misteriosamente mulher e filho para voltar a viver na França e esqueceu-se da família. Mas essa versão faz sofrer e não convence. O que estará por trás disso? O jovem personagem Tony, enquanto busca saber do pai, vai construindo uma vida como professor de província, lidando com a demanda sexual dos alunos pré-adolescentes e da sua própria demanda amorosa e sexual, ele próprio recém-saído da adolescência. Os meninos personagens dão margem a cenas fascinantes e divertidas. Já com a mãe Sofia (Ondina Clais) há afeto, mas a tristeza da perda marca a relação. As jovens Luna (Bruna Linzmeyer), que encanta Tony com seu jeito meio maluquinho, e sua irmã, Petra (Bia Arantes) têm papel decisivo no desenrolar da narrativa. Assim como o manipulador Paco, o papel de Selton Mello no filme. É um senhor elenco de atores e atrizes que mergulham intensamente em seus personagens, revelando que Selton é um ótimo diretor de atores. O que, afinal, não surpreende, com a cancha de representar que ele tem. Duas participações especiais merecem destaque. Rolando Boldrin faz um maquinista de trem, personagem criado por Selton para o filme, especialmente para ser vivido por ele. Antonio Skármeta também atua numa ponta e contracena com Selton Mello, reunindo, assim, os autores da bela narrativa, tanto literária quanto cinematográfica.

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  • Série

    Sylvester Stallone vai participar da 2ª temporada de This Is Us

    3 de agosto de 2017 /

    O ator Sylvester Stallone (“Creed”) vai participar da 2ª temporada de “This Is Us” no papel de – surpresa – um grande astro de cinema. A novidade foi anunciada pelo criador da série Dan Fogelman durante o evento semestral da TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). Na trama, ele vai contracenar com Justin Hartley, que interpreta Kevin Pearson, um ator. “Kevin vai fazer seu grande filme e precisávamos de uma grande estrela com ele”, disse Fogelman. Os dois vão trabalhar num filme dentro da série, com Stallone vivendo a figura paterna do personagem de Hartley. Por enquanto, o astro fará aparição em apenas um episódio, mas o papel tem potencial para novas aparições. Série mais festejada da temporada passada na TV aberta americana, com 90% de aprovação no site Rotten Tomatoes, “This Is Us” está indicada a 11 prêmios Emmy. Ainda inédita no Brasil, sua trama acompanha as famílias de diferentes pessoas nascidas no mesmo dia. A estreia nacional vai acontecer em 22 de agosto, pelo canal pago Fox Life. Já a 2ª temporada começa a ser exibida nos Estados Unidos em 26 de setembro.

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  • Filme

    O Reencontro foi feito sob medida para os talentos das Catherine Frot e Deneuve

    30 de julho de 2017 /

    É com uma sequência de um parto que inicia “O Reencontro” (La Sage Femme), longa-metragem francês que traz duas Catherine veteranas no elenco: Catherine Frot (“Marguerite”) e Catherine Deneuve (“O Novíssimo Testamento”). Outros partos estarão na tela para ilustrar a profissão de Claire, a parteira vivida por Frot. Ela ama o que faz e ajuda, de forma maternal e ao mesmo tempo profissional, as mulheres grávidas darem à luz. Porém, a satisfação na clínica em que atua chega ao fim quando recebe a notícia de que ela vai fechar e ceder o espaço aos “hospitais modernos”, que pouco se importam com a natureza do parto e estão mais preocupados com o dinheiro que eles rendem. O nome original do longa, “La Sage Femme”, significa “obstetriz”, mas também pode ser um trocadilho no idioma de Molière. “Sage femme” quer dizer mulher sábia, o que cai perfeitamente para a personagem criada pelo diretor e autor do roteiro Martin Provost (“Séraphine”). Não é sempre que o distribuidor brasileiro acerta no nome da adaptação, principalmente quando resolve mudar completamente o nome e não apenas traduzi-lo literalmente – caso deste longa. No Brasil, não funcionaria um filme com o título “Obstetriz”. Nada contra o ofício, ao contrário, mas não é um nome forte o bastante para despertar interesse do público – talvez o fosse caso se tratasse de um documentário sobre a jornada de uma parteira. Mas não é o caso e aqui a adaptação do nome é feliz. O longa trata justamente do reencontro das duas personagens centrais, vividas pelas duas Catherine. Claire (Frot), a parteira, ao chegar em casa após mais um dia exaustivo de trabalho, recebe a ligação de Béatrice (Deneuve), ex-mulher de seu pai, que desapareceu havia 30 anos, pedindo para se verem. A contragosto, Claire vai ao seu encontro e recebe uma péssima notícia. Enquanto Claire é organizada e responsável, Béatrice, que tem um diagnóstico de saúde nada bom, fuma, bebe e joga (e perde) rios de dinheiro. Comportamentos contrários tão previsíveis como a fábula da “Formiga e da Cigarra”. E é enquanto tenta se entender e ajudar a ex-madrasta que Claire conhece Paul (Olivier Gourmet, de “A Garota Desconhecida”), um caminhoneiro internacional, capaz de despertar os desejos da mulher que estavam enterrados há muito. É quando ela deixa um pouco de lado sua vida de “caxias” para aproveitar e brindar “à la vie”. As interpretações são um verdadeiro deleite. Embora as personagens estejam se reencontrando, este foi o primeiro encontro das duas atrizes: elas nunca haviam trabalhado juntas. Provost explica, no material de divulgação para a imprensa, que escreveu os papéis pensando nas respectivas atrizes. E elas responderam muito bem à missão. A trama, inspirada no nascimento do realizador (não por completo, mas apenas alguns detalhes), vai bem e é capaz de emocionar o espectador. O fim, porém, é um tanto moralista, segue a fábula e não surpreende. De qualquer maneira, “O Reencontro” é um filme que homenageia as parteiras e inspira o espectador a valorizar cada vez mais a vida, dia após dia.

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  • Filme

    O Mínimo para Viver é um dos piores filmes bem-intencionados já feitos

    30 de julho de 2017 /

    Drama de doença, “O Mínimo para Viver” (To The Bone) é o primeiro longa-metragem dirigido por Marti Noxon, criadora das séries “UnReal” e “Girlfriends’ Guide to Divorce”. E é um prato cheio para quem quiser ilustrar uma aula sobre como não se deve fazer cinema. De forma apropriada, a produção evita as salas e chega direto em streaming pela Netflix. Por mais que seja motivada por boas intenções, ao tocar um assunto delicado e pouco explorado em filmes, a diretora novata passa a sensação de ter medo de enfrentar o problema da anorexia de frente e prefere, em vez disso, olhar com simpatia sua protagonista. Obviamente, quer abrir os olhos de todos, inclusive busca diálogo aberto com quem sofre ou sofreu com a doença. Mas é o filme mais feliz e censura livre que você verá na vida sobre o tema. Este problema se manifesta porque “O Mínimo para Viver” não parece saber qual caminho quer percorrer e o desequilíbrio entre cada mudança na história é grave. Tem hora que a trama quer ser dura, mas não demais. Depois, descamba para um estilo mais John Green, o autor de “A Culpa É das Estrelas”. Em outro momento, sem intenção, lembra “A Viagem”. A novela, não o filme, refletindo problemas na comunicação entre pacientes e o médico interpretado por Keanu Reeves (“John Wick”), coadjuvante de luxo, mas o pior doutor dos filmes recentes, que trata a protagonista sorrindo e pregando que a vida é bela. Anorexia é uma doença que pode levar à morte e pede uma abordagem e situações mais contundentes. Para piorar, a diretora parece não saber onde posicionar a câmera para convencer o público de que Lily Collins (“Os Instrumentos Mortais – A Cidade dos Ossos”) realmente ficou magra como o roteiro pede, pois os planos poucas vezes flagram a magreza da atriz, preferindo esconder seu corpo. E quando vemos Lily por inteiro, talvez seja tarde demais para crer. Fica parecendo que toda a revelação é um truque visual. É claro que o trabalho de atuação não se limita somente ao aspecto físico, mas, caramba, como fazer um filme sobre anorexia sem que isso seja importante?

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  • Filme

    Woody Harrelson se transforma de forma impressionante no primeiro trailer de LBJ

    30 de julho de 2017 /

    O primeiro trailer de “LBJ” destaca uma transformação impressionante de Woody Harrelson (“Jogos Vorazes”), que aparece irreconhecível no papel do presidente norte-americano Lyndon B. Johnson. Recentemente, a HBO também produziu um filme sobre Johnson, “Até o Fim” (2016), com Bryan Cranston muito bem no papel, mas sem chegar na transfiguração impressionante de Harrelson, que virou fisicamente LBJ. A prévia é notável também por contextualizar o papel de Johnson no governo, primeiro como alguém escolhido para ser vice de John F. Kennedy pela capacidade de atrair votos de conservadores, por isso visto com desconfiança por Robert F. Kennedy, e depois como o responsável por levar adiante o legado do presidente assassinado. A cinebiografia cobre cinco anos da política americana, de 1959 a 1964, um dos períodos mais conturbados do país, com direção de Rob Reiner (“Conta Comigo”) e roteiro de Joey Hartstone (série “The Good Fight”). A produção indie também conta em seu elenco com Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”), Bill Pullman (“Independence Day”), Richard Jenkins (“Kong: A Ilha da Caveira”), Michael Stahl-David (série “Narcos”) e Jeffrey Donovan (série “Burn Notice”) como JFK. A première aconteceu no Festival de Toronto do ano passado. Graças ao telefilme da HBO e ao lançamento de “Jackie” (2016), que cobrem os mesmos eventos, “LBJ” teve seu lançamento adiado em um ano e só chegará aos cinemas americanos em 3 de novembro. Ainda não há previsão para a estreia no Brasil.

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  • Música

    De Canção em Canção exalta obsessão de Terrence Malick pela beleza mundana

    29 de julho de 2017 /

    O azar de Terrence Malick foi a crítica ter adorado “A Árvore da Vida” (2011), em que ele usou talvez pela primeira vez o uso da câmera-chicote, que trabalha a aproximação e a rejeição ao mesmo tempo. É um tipo de efeito muito interessante, mas imagina só ver uma obra inteira feita dessa maneira, e com cortes rápidos, que impedem que quase nunca possamos ver imagens estáticas, a não ser quando a câmera está dentro de um barco, por exemplo – como na cena com Cate Blanchett (“Carol”) em seu novo trabalho, “De Canção em Canção”. O que se pode perceber também na nova obra é o quanto Malick passou de cineasta existencialista e religioso para um homem interessado nas coisas, digamos, mais mundanas. Ele aborda o amor, algo transcendental em qualquer forma que seja apresentado, mas o diretor está muito interessado em filmar rostos bonitos. Se em “A Árvore da Vida” e também em “Amor Pleno” (2012), Jessica Chastain e Olga Kurylenko pareciam figuras angelicais, esse sentimento é deixado de lado no novo filme. Ou ao menos, é diminuído consideravelmente, já que a personagem de Rooney Mara (“Lion”) parece estar vivendo uma crise de consciência tremenda, ao ficar com dois homens ao mesmo tempo, traindo o namorado vivido por Ryan Gosling (“La La Land”) pela personificação do cafajeste conquistador vivido por Michael Fassbender (“X-Men: Apocalipse”). Os dois atores, é bom dizer, funcionam muito bem dentro desses papéis. Não é uma má escolha no casting. Mas o excesso de voice over e de tentativa de dar profundidade às suas angústias acaba por tirar-lhes a voz. Por causa disso é que uma cena que deveria ser impactante, envolvendo Natalie Portman (“Jackie”), acaba não tendo força. Seria por culpa da edição, que tirou muito de sua personagem no enredo? Quem sabe. Mas o fato é que assistir a “De Canção em Canção” é quase um desafio. Não é todo mundo que entra na sala de cinema e fica até o final. Muitos espectadores vão embora, coisa que aconteceu com “A Árvore da Vida” também. Assim, é preciso entrar na sala esperando ver um filme de Terrence Malick. O Malick dos anos 2010, mais disposto a contar uma história de maneira fragmentada e estilizada, com uma câmera que não para de rodopiar, quase como num cacoete. O filme também gera frustração na questão da música, que é o pano de fundo da trama e está em evidência no título. Algumas das canções são muito boas, mas quando elas começam a tocar e o filme fica parecendo um belo trailer (como são belos os trailers dos filmes do Malick, hein?), são interrompidas, causando mais irritação. Tudo em prol de manter flutuantes os vai-e-vens da câmera do mexicano Emmanuel Lubeski (tricampeão do Oscar). Aliás, uma das melhores coisas do filme e o que mais segura o espectador é a beleza das imagens que Lubeski capta. Mais até que o interesse pelos roqueiros famosos filmados (Patti Smith, Iggy Pop, Red Hot Chilli Peppers, John Lydon, Florence Welch, Lykke Li, Tegan & Sara, etc). E entre as belas imagens está o elenco. Cate Blanchett aparece pouco, mas poucas vezes foi fotografada de forma tão deslumbrante como em “De Canção em Canção”. É até perdoável que Malick tenha se deixado inebriar pela beleza de suas atrizes, entre elas a francesa Bérénice Marlohe (“007 – Operação Skyfall”). Fazer cinema é muitas vezes registrar a beleza dos corpos jovens da melhor maneira possível, a fim de eternizá-los. Em alguns momentos, Malick quase se deixa levar pelo lado mais sensual, com personagens, principalmente as femininas, tocando ou tendo tocado o seu sexo com volúpia. E, nisso, vale destacar também uma cena de amor entre duas mulheres, o que só aumenta o sentimento de fascínio do diretor pela beleza sensual, ainda que seja uma beleza sempre branca, emoldura por filtros e por uma arquitetura luxuosa e envolta pelas coisas que o dinheiro pode comprar.

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