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  • Filme

    “Jurassic World: Domínio” retoma era dos blockbusters nos cinemas brasileiros

    2 de junho de 2022 /

    O lançamento de “Jurassic World – Domínio” em mais de mil salas faz os cinemas brasileiros retornarem à era dos blockbusters. Não foi num tempo jurássico, mas desde a pandemia não se via tantos filmes de apelo popular dominando a programação. Os dinossauros da Universal vão lutar com os super-heróis da Marvel (“Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”) e Tom Cruise (“Top Gun: Maverick”) pelos ingressos do público. Vale lembrar que os filmes anteriores da franquia “Jurassic” levaram 11,7 milhões de espectadores aos cinemas no Brasil. A lista de estreias também inclui o vencedor do Festival de Berlim de 2021 e mais três lançamentos que se destacaram com prêmios em Cannes, além de um documentário de ONG nacional, destinados ao circuito de arte. Confira abaixo todos os títulos que chegam às telas nesta quinta (2/6).     | JURASSIC WORLD – DOMÍNIO |   A conclusão da franquia reúne as estrelas da trilogia atual (Chris Pratt, Bryce Dallas Howard e a jovem Isabella Sermon) com os astros originais de “Jurassic Park” (Sam Neill, Jeff Goldblum e Laura Dern), além de introduzir novos intérpretes para mostrar o que acontece após os dinossauros serem soltos em meio à civilização contemporânea – situação do final do filme anterior, “Jurassic World: Reino Ameaçado”. E o que acontece é muito pouco. Os bichos são impressionantes, mas praticamente irrelevantes na trama, já que a verdadeira ameaça é uma corporação sinistra, que faz experimentos responsáveis por desastres ecológicos. Neste sentido, a trama abraça o espírito do primeiro “Jurassic Park” (1993), colocando as consequências brutais das ambições humanas no centro da história. Dirigido por Colin Trevorrow (do primeiro “Jurassic World”), “Domínio” também envolve numa missão de resgate – a neta (ou clone da filha) do fundador do Jurassic Park é sequestrada pelos vilões. Com essa premissa, a aventura também mistura um pouco de “Indiana Jones” e “Missão: Impossível”, providenciando picos de adrenalina a cada 15 minutos, no lugar de uma narrativa focada nos dinossauros. Ao menos, o clímax é reservado para a primeira aparição do Giganotossauro, o maior carnívoro que já existiu.     | MÁ SORTE NO SEXO OU PORNÔ ACIDENTAL |   Vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2021, a comédia ácida romena com 91% de aprovação no Rotten Tomatoes gira acompanha uma professora (Katia Pascariu) que precisa lidar com o vazamento de sua sex tape na internet. Assediada em seu dia-a-dia, ela ainda tem que enfrentar o assédio corporativo numa reunião de pais e mestres que exibe o infame vídeo para decidir sua punição. Além de usar humor insólito para denunciar a hipocrisia dos defensores da moral e dos bons costumes, o diretor Radu Jude também incorporou a pandemia em sua trama, gravando os atores com máscaras para refletir a situação do mundo real, em vez de adotar o negacionismo da maioria dos filmes realizados no auge da contaminação por covid-19. Ao anunciar o prêmio, o júri de Berlim tentou definir a obra da seguinte forma: “É um filme elaborado, mas também selvagem. Inteligente, mas infantil. Geométrico, mas vibrante. Impreciso, mas da melhor forma possível. Ataca o espectador, evoca a discordância, mas não deixa que ninguém o ignore.” O longa foi segundo Urso de Ouro de Radu Jude, que já tinha vencido o Festival de Berlim em 2015 com a aventura “Aferim!”.     | ESTÁ TUDO BEM |   O cineasta francês François Ozon (“Verão de 85”) volta a filmar um tema polêmico: a eutanásia. Após sofrer um derrame e ficar paralisado, o pai de Emmanuèle pede à sua filha para ajudá-lo a morrer. Isto dá início a um dilema ético e uma jornada para a Suiça, país onde a morte assistida é legal. Lançado no Festival de Cannes do ano passado, o drama é baseada no livro da romancista Emmanuèle Bernheim, que ajudou Ozon a escrever quatro filmes. Eles eram grandes amigos, mas este projeto só começou a ser produzido após a morte dela, em 2017. Elogiadíssimo, tem 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. O elenco destaca Sophie Marceau (“007 – O Mundo Não é o Bastante”) como a escritora e o veterano André Dussollier (“Três Lembranças da Minha Juventude”) como seu pai, mais a alemã Hanna Schygulla (“Lili Marlene”), a inglesa Charlotte Rampling (“45 Anos”) e Géraldine Pailhas (“Jovem e Bela”).     | 1982 |   O ano do título se refere à época da invasão do Líbano por Israel. O diretor libanês Oualid Mouaness aborda o período pelos olhos de crianças pré-adolescentes, evocando sua própria experiência como um estudante do primário no último dia de aula de 1982. A trama segue um menino de 11 que tenta encontrar um jeito de expressar sua paixão por uma coleguinha de aula, enquanto seus professores, entre eles Nadine Labaki (atriz e diretora de “Cafarnaum”), tentam mascarar seus medos ao prenunciarem a guerra, esperando os pais pegarem as crianças nas escolas – se conseguirem passar pelos tanques nas ruas. Produtor de clipes de David Bowie e Rihanna, Mouannes levou oito anos para finalizar esta sua estreia na direção, que venceu 12 prêmios internacionais, inclusive nos festivais de Cannes e Toronto. Tem 92% de aprovação no Rotten Tomatoes.     | A BOA MÃE |       A personagem do título é uma mulher que trabalha como faxineira e cuida de sua pequena família em um conjunto habitacional no norte de Marselha. Ela está preocupada com seu neto, preso há vários meses por roubo, e aguarda seu julgamento com um misto de esperança e ansiedade, enquanto toca seu cotidiano e arruma dinheiro para pagar o advogado. Premiado no Festival de Cannes do ano passado, o segundo longa dirigido pela atriz francesa Hafsia Herzi (“A Fonte das Mulheres”) concentra-se na interpretação de Halima Benhamed, que nunca tinha atuado antes na vida – ela foi acompanhar a filha no teste de elenco e acabou escalada pela diretora no papel principal. E todos na trama dependem dela, que faz tudo pelos filhos, desde conseguir drogas até manter a casa em ordem e com comida, enquanto cada vez mais pessoas se aproveitam de sua boa vontade – numa representação da maternidade.     | MEIO ABERTO |   O documentário de Daniel Reis traz relatos de jovens infratores e especialistas, para mostrar a importância das medidas socioeducativas em meio aberto. A produção foi realizada pela ONG Visão Mundial, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e a Bonita Produções para destacar o Sistema Socioeducativo em Meio Aberto do Brasil, destinado a ressocializar crianças e adolescentes infratores.    

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  • Filme

    “Top Gun: Maverick” tem uma das maiores estreias do ano nos cinemas

    26 de maio de 2022 /

    “Top Gun: Maverick” é a maior estreia deste fim de semana. Com Tom Cruise à frente de caças velozes e um grandioso espetáculo visual, o filme aterrissa em mais de 1,6 mil salas nesta quinta (26/5), num dos maiores lançamentos do ano nos cinemas brasileiros. A programação se completa com mais três títulos, que podem ser conferidos abaixo com maiores informações e seus trailers.     | TOP GUN: MAVERICK |   Um dos últimos grandes astros de Hollywood, Tom Cruise chega aos 60 anos no auge. É impressionante que, a esta altura da carreira, seus dois filmes mais recentes sejam considerados os melhores de toda a sua trajetória. Aplaudidíssimo no Festival de Cannes, “Top Gun: Maverick” voa alto com 97% de aprovação da crítica contabilizada no Rotten Tomatoes, tornando-se o filme mais bem avaliado de sua filmografia, empatado com “Missão: Impossível – Efeito Fallout”, o lançamento anterior. O mais interessante é que “Top Gun: Maverick” é um filme-fetiche de Tom Cruise, idolatrando-o sem pudor. Toda a trama gira em torno dele, ao retomar o papel que o projetou no cinema de ação. O longa chega a repetir vários elementos do lançamento original – recriações de cenas e até de música-tema – , mas se prova muito melhor que a velha propaganda de recrutamento militar, lançada em 1986 com rock da MTV. Principalmente porque os tempos mudaram. Pilotos de caça viraram uma espécie em extinção nos conflitos modernos de drones. Não há glamour nos jogos de guerra à distância, e nesse sentido o patriotismo da antiga produção virou um espetáculo anacrônico. Este contexto é explorado na continuação, que reencontra o personagem Maverick mais humilde e tendo uma última chance, após um percurso sem promoções, como instrutor da escola de pilotos em que se graduou. Nesta nova situação, ele vai precisar lidar com alunos que o acham ultrapassado, entre eles o filho amargurado de Goose (Anthony Edwards), falecido no filme de 1986. O desafio se torna ainda maior quando tem que liderar os pilotos numa situação de batalha real. O filho de Goose é vivido por Miles Teller (“Whiplash”) e os demais intérpretes de pilotos são Monica Barbaro (“Chicago Justice”), Glen Powell (“Estrelas Além do Tempo”), Danny Ramirez (“Falcão e o Soldado Invernal”), Jay Ellis (“Insecure”) e Lewis Pullman (filho de Bill Pullman, visto em “A Guerra dos Sexos”). Além deles, o elenco ainda inclui Jennifer Connelly (“Expresso do Amanhã”), Ed Harris (“Westworld”), Jon Hamm (“Mad Men”) e Val Kilmer, que também reprisa seu papel do primeiro “Top Gun” como Iceman. A direção está a cargo de Joseph Kosinski, que já tinha dirigido Cruise na sci-fi “Oblivion” (2013) e se consagra de vez no comando das cenas aéreas. Quem ver em tela IMAX deve se preparar para a vertigem.     | LUTA PELA FÉ – A HISTÓRIA DO PADRE STU |   O astro Mark Wahlberg (“Uncharted”) investiu seu próprio dinheiro para produzir esse drama religioso baseado em história real, que mostra a transformação de um bad boy num padre adorado. O filme mostra toda a trajetória do protagonista, vivido pelo próprio Wahlberg, desde seu passado como boxeador, sua mudança para Los Angeles com o sonho de virar ator e o emprego de balconista que o fez encontrar a religião – na verdade, uma bela latina que só namorava homens batizados. Mas é só após um grave acidente de moto, responsável por sequelas, que Stu encontra sua vocação, usando o que lhe restou de capacidade física para seguir o sacerdócio. E seu exemplo acaba inspirando multidões. A produção também destaca Mel Gibson (“A Força da Natureza”) e Jacki Weaver (“O Grito”) como os pais de Stu, além de Teresa Ruiz (“Luis Miguel: A Série”) e Malcolm McDowell (“Gossip Girl”). Roteiro e direção são de Rosalind Ross, que é namorada de Gibson e estreia nas duas funções no cinema, após escrever um curta e um episódio da serie “Matador” em 2014. A crítica americana não aprovou (43% no Rotten Tomatoes) e o público não se importou, rendendo uma bilheteria abaixo das expectativas (R$ 20 milhões, metade do orçamento de US$ 40 milhões). Wahlberg perdeu dinheiro.     | TANTAS ALMAS |   O diretor colombiano Nicolás Rincón Gille usou sua experiência como documentarista nesta estreia na ficção, filmada com atores não profissionais e em locações reais, numa intersecção com seus documentários. Na trama, o pescador José atravessa o rio Magdalena, o maior da Colômbia, em busca dos corpos de seus dois filhos, assassinados por paramilitares. Apesar de sua dor, José está determinado a encontrá-los para dar o enterro que merecem e, assim, impedir que permaneçam como almas errantes. Em sua jornada, encontra a magia de um país despedaçado. Gille já tinha filmado a violência rural, o rio e as superstições colombianas em três longas documentais. Ao reunir essas referências numa única narrativa, atingiu uma síntese tão imersiva quanto realista: um retrato da Colômbia profunda não visto em postais, que impressionou a crítica internacional e venceu o Festival de Marrakech.     | SUZANNE DAVEAU |   O documentário português é dedicado à geógrafa Suzanne Daveau, com material de arquivo e depoimentos para a câmera, cobrindo desde seus anos estudantis durante a 2ª Guerra Mundial e pesquisas de campo na África e Portugal. Dirigido por Luísa Homem (“No Trilho dos Naturalistas: São Tomé e Príncipe”), o filme traça o esboço de uma mulher aventureira, que atravessa o século 20 até aos dias de hoje, guiada pela paixão da investigação geográfica – que rendeu uma extensa coleção de obras publicadas.

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  • Filme

    “Vaza Jato” vira documentário. Veja o teaser

    25 de maio de 2022 /

    O vazamento de mensagens de integrantes da Operação Lava Jato, que ficou conhecido como operação “Vaza Jato”, ganhou documentário. Dirigido por Maria Augusta Ramos, que fez “O Processo”, sobre o impeachment de Dilma Rousseff, o filme ganhou o título de “Amigo Secreto” e teve seu primeiro teaser divulgado pela distribuidora Vitrine Filmes. Veja abaixo. “Amigo Secreto” traz depoimento de alguns dos jornalistas que trabalharam na cobertura e publicações das mensagens em 2019, entre eles Leandro Demori, do site The Intercept Brasil, e Marina Rosse, do El País Brasil. Trabalho de hackers que foram presos pela Polícia Federal, o vazamento ajudou a livrar Luis Inácio Lula da Silva de muitas acusações de corrupção e jogou dúvidas sobre os julgamentos do juiz Sergio Moro, considerado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Embora o uso de comunicações obtidas de forma ilícita seja considerado inaceitável como prova pelo Código de Processamento Penal, juízes do STF usaram o vazamento das mensagens em suas justificativas para as decisões. O eufemismo que embasou a burla foi “reforço argumentativo”. A estreia está marcada para 16 de junho.

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  • Filme,  Música

    Documentário revela imagens inéditas da carreira de David Bowie

    23 de maio de 2022 /

    O estúdio indie Neon divulgou o pôster e o trailer de “Moonage Daydream”, novo documentário sobre David Bowie, com imagens inéditas de sua carreira e proposta imersiva. Descrito como uma “odisseia cinematográfica”, o filme tem direção de Brett Morgen, que passou cinco anos selecionando cenas do acervo pessoal de Bowie. Com o título de uma música do disco “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” (1972), o documentário é o terceiro trabalho musical de Morgan, que antes fez “Crossfire Hurricane” (2012), sobre a turnê de 50 anos dos Rolling Stones, e “Cobain: Montage of Heck” (2015), sobre o líder do Nirvana – além de ter sido indicado ao Oscar pelo documentário de boxe “On the Ropes” (1999). O filme tem première mundial nesta segunda (23/5) em sessão de gala no Festival de Cannes, mas só deve chegar aos cinemas e em IMAX em setembro nos EUA, antes de ganhar um lançamento mundial em streaming pela HBO Max.

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  • Filme

    Com destaque para “Pureza”, cinemas exibem 10 estreias na semana

    19 de maio de 2022 /

    Os cinemas brasileiros recebem 10 filmes novos nesta quinta (19/5). E como se não fosse bastante, “Top Gun: Maverick” tem “pré-estreias” em sessões concorridas no sábado e no domingo (22/5). Os dois lançamentos americanos da programação oficial têm distribuição mais ampla, mas é um drama brasileiro que desperta maior atenção. “Pureza” rendeu até matéria no “Fantástico” no domingo passado (15/5), relembrando a história real que o inspirou. Continue lendo abaixo para saber mais sobre esta e as demais estreias da semana.     | PUREZA |   Inspirado na história real de uma mãe, “Pureza” é um filme-denúncia sobre a situação de trabalho escravo que ainda persiste no Brasil. Dira Paes (“Pantanal”) interpreta a personagem do título, Dona Pureza, uma mulher sem notícias do filho, que foi para um garimpo na Amazônia e sumiu. Ao partir em sua busca, ela acaba testemunhando o aliciamento e cárcere privado de trabalhadores rurais, que, após serem enganados com ofertas de emprego, são forçados a trabalhar como escravos numa fazenda sob a mira de armas. Dona Pureza vira cozinheira dessa gente e, enquanto recolhe provas dos crimes, descobre que o filho foi vítima do mesmo esquema, preso em outra fazenda do grupo de criminosos. O que acontece a seguir é spoiler do desfecho, mas foi fundamental para a história de combate ao trabalho análogo à escravidão no território brasileiro. Em 1997, a Dona Pureza, que inspirou o filme, recebeu em Londres o prêmio anti-escravidão da mais antiga organização de combate a esse tipo de exploração no mundo. “Pureza” é o segundo longa de ficção de Renato Barbieri, especializada em documentários sobre o Brasil profundo, que em 2019 fez um registro documental da escravidão atual na Amazônia, no filme “Servidão”. Mas se o tema arrancou elogios unânimes, a realização dividiu a crítica. Foi chamado de “filme de Oscar” e também de narrativa convencional.     | DOG – A AVENTURA DE UMA VIDA |   Primeiro filme dirigido por Channing Tatum (“Kingsman: O Círculo Dourado”), a comédia “Dog” traz o ator contracenando com um cachorro. O aspecto mais curioso é que os dois interpretam veteranos de guerra, em viagem para o funeral de um colega soldado. O projeto foi concebido pela entourage do ator. A história partiu de Brett Rodriguez, um assistente, dublê e consultor militar dos filmes de Tatum. E o roteiro final foi assinado por Reid Carolin (produtor-roteirista de “Magic Mike”), que é sócio e parceiro do astro há mais de uma década, e também dividiu a direção do filme com o amigão. O enredo é de um road movie rumo à superação, com um soldado que reluta em aceitar a vida civil e um cachorro que não aceita nenhum substituto para seu dono querido – o militar morto cujo funeral eles pretendem atender. Embora previsível como todo filme de jornada, gera empatia e conquistou a crítica americana – 76% de aprovação no Rotten Tomatoes.     | CHAMAS DA VINGANÇA |   O livro “A Incendiária” (1980) de Stephen King, é uma das principais influências de “Stranger Things” e foi filmado pela primeira vez em 1984 com ninguém menos que Drew Barrymore, então com 9 anos de idade, no papel principal. A protagonista é uma garotinha superpoderosa, capaz de incendiar objetos – e pessoas! – com a força do pensamento, que passa a ser perseguida por uma agência governamental secreta com o objetivo de transformar seu dom numa arma. Inspiração clara para a personagem Eleven, a menina é agora interpretada por Ryan Kiera Armstrong, de 11 anos – que coadjuvou na série infantil “Anne with an E” e na sci-fi “A Guerra do Amanhã”. E o elenco ainda inclui Zac Efron (“Vizinhos”) como seu pai e Sydney Lemmon (“Helstrom”) como sua mãe, além de Gloria Reuben (“Mr. Robot”) como a vilã principal. Vale apontar que o público americano ignorou o remake (abriu em 4º lugar na semana passada nos EUA), e a crítica lamentou ter precisado vê-lo – míseros 12% de aprovação no Rotten Tomatoes.     | A MEDIUM |   Longe de ser um terror hollywoodiano, “A Médium” é uma história assustadora baseada na espiritualidade tailandesa. O diretor Banjong Pisanthanakun é especialista no gênero, responsável pelo sucesso “Espíritos” (2004), que virou franquia, e vários outros horrores made in Thailand. Sua abordagem segue de perto a escola “found footage” (mais “Holocausto Canibal” que “A Bruxa de Blair”), com equipe de (falsos) documentaristas mobilizada para acompanhar um exorcismo com rituais muito diferentes dos apresentados nos terrores católicos. Na trama, Nim, uma importante médium que mora ao norte da Tailândia, percebe comportamentos cada vez mais sinistros em sua jovem sobrinha Mink, indicando que talvez ela esteja sendo possuída por uma entidade maligna ancestral. A médium logo descobre que a jovem é vítima de algo que aconteceu em sua família, muitos anos atrás. E a câmera tremida deixa tudo muito mais realista e arrepiante.     | O PAI DA RITA |   Este é apenas o segundo longa de ficção de Joel Zito Araújo, o diretor do premiado “Filhas do Vento”, vencedor de nada menos que oito kikitos no Festival de Gramado de 2005. Desde então, ele fez alguns curtas e documentários, mas a demora em retornar ao cinema autoral não deixa de ser significativa para ilustrar as dificuldades que enfrentam os cineastas negros no Brasil, especialmente quando decidem filmar histórias negras com atores negros. “O Pai da Rita” é uma comédia, de premissa até bem comercial, não muito diferente do novo sucesso de Maisa na Netflix, “Pai em Dobro”, mas com um ponto de vista inverso e tendo como pano de fundo a celebração do samba. Ailton Graça (“Galeria Futuro”) e Wilson Rabelo (“Dom”) vivem dois compositores da velha guarda da Vai-Vai, que compartilham uma kitnet, décadas de amizade, o amor por sua escola de samba e uma dúvida do passado: o que aconteceu com a passista Rita, paixão de ambos. O surgimento da Ritinha (Jéssica Barbosa, de “Mormaço”), filha da passista, traz uma nova dúvida e ameaça desmoronar essa grande amizade. O detalhe é que há um terceiro possível pai nesta história: o cantor e compositor Chico Buarque, que compôs uma música sobre sua paixão por Rita no começo da carreira. A música existe mesmo: “A Rita”. E este é apenas um dos muitos elementos que enriquecem a produção, que ainda comenta a situação do samba, a crise econômica, a especulação imobiliária e muito mais.     | QUATRO AMIGAS NUMA FRIA |   A nova comédia de Roberto Santucci, diretor dos blockbusters “De Pernas pro Ar” e “Até que a Sorte nos Separe”, é um filme de turismo passado em Barriloche. Maria Flor (“Irmãos Freitas”), Fernanda Paes Leme (“Cinderela Pop”), Micheli Machado (“Auto Posto”) e Priscila Assum (“Reality Z”) são as quatro amigas do título, brasileiras que resolvem passar as férias no sul da Argentina e sentem o choque térmico – e cultural. Achando que vão se dar bem, começam a se dar cada vez mais mal. Mas só até a reviravolta romântica, é claro.     | A FELICIDADE DAS COISAS |   A coisa que a protagonista (Patrícia Saravy, de “Tentei”) do drama nacional imagina que possa lhe trazer felicidade é uma piscina, que ela sonha em construir para os filhos na modesta casa de praia em que mora com a mãe. Ela está grávida do terceiro filho e os problemas financeiros tornam cada vez mais difícil ser feliz, mas ela insiste, lutando por seu objeto de desejo, contra tudo e todos, com um símbolo de resistência por suas crianças. A diretora Thais Fujinaga (“A Cidade onde Envelheço”) se inspirou em sua infância para conceber seu segundo longa, que foi filmado na região em que passava os verões na adolescência. Os críticos de carteirinha gostaram. “A Felicidade das Coisas” venceu o prêmio de Melhor Estreia Brasileira, entregue pela Abraccine na Mostra de São Paulo do ano passado.     | MENTES EXTRAORDINÁRIAS |   A comédia dramática francesa escrita, dirigida e estrelada por Bernard Campan (“Les Trois Frères”) mostra como um encontro fortuito com um rapaz com deficiência física e intelectual muda a vida de um agente funerário. Após quase atropelar o deficiente rejeitado, o personagem de Campan tenta ajudá-lo. Mas logo cria um vínculo e acaba levando-o numa viagem rumo a um funeral, dando início a uma amizade inesperada.     | MISS FRANÇA |   A comédia francesa de Ruben Alves (“A Gaiola Dourada”) trata de identidade de gênero. Alexandre Wetter (visto em “Emily in Paris”) é um jovem que, desde a infância sonha virar Miss França. E quando começa a assumir cada vez mais características femininas, resolve se inscrever no disputado concurso beleza, surpreendendo muitos ao conseguir ser aprovado. Apoiado por sua excêntrica família, Alex vai enfrentando as fases do concurso e descobrindo um mundo de beleza, exigência e sofisticação, no qual o maior prêmio será a felicidade de ser ele mesmo – mesmo que esta sinopse, baseada no roteiro, insista em lhe chamar pelo pronome errado.     | TWENTY ONE PILOTS CINEMA EXPERIENCE |   O documentário musical acompanha uma apresentação em estúdio do Twenty One Pilots, feita durante a pandemia, em celebração ao lançamento do álbum “Scaled and Icy”, de 2021. A produção traz áudio e imagem remasterizados para a tela grande, acompanhado por conteúdo inédito para os fãs da dupla.

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  • Filme,  Música

    Jennifer Lopez ganha documentário da Netflix

    18 de maio de 2022 /

    A Netflix divulgou o trailer de “Halftime”, documentário que apresenta os altos e baixo da carreira de Jennifer Lopez. O filme é centrado nos bastidores da apresentação de J-Lo no intervalo do Super Bowl 2020 (daí o título, equivalente no Brasil ao final do primeiro tempo), mas a prévia também revela um balanço na carreira da cantora e atriz, mostrando toda a pressão e machismo que ela enfrentou desde sempre, além de sua frustração por não obter a indicação ao Oscar por sua atuação elogiada em “As Golpistas”. A produção teve grande acesso à intimidade da artista, revelando inclusive cenas de sua filha, além de depoimentos das pessoas de sua vida, como o noivo Ben Affleck. A estreia está marcada para 14 de junho.

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  • Série

    Série documental contará história do PCC. Veja o trailer

    17 de maio de 2022 /

    A HBO Max divulgou o pôster e o primeiro trailer de “PCC – Poder Secreto”, série documental que retrata a trajetória histórica da facção criminosa surgida nos presídios de São Paulo. Baseado no livro “Irmãos: Uma História do PCC”, de Gabriel Feltran, o documentário conta a história do PCC com depoimentos de integrantes da facção e mostrando os bastidores do ambiente prisional que propiciou seu surgimento, passando pela reação do Estado e o crescimento até se tornar a maior organização criminal da América Latina. Dividida em quatro episódios, a série documental tem produção de Gustavo Mello (“Elize Matsunaga: Era Uma Vez Um Crime”) e direção do cineasta Joel Zito Araújo (“Filhas do Vento”, “Meu Amigo Fela”). A estreia está marcada para 26 de maio.

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  • Reality,  TV

    Exigências de Maíra Cardi teriam cancelado documentário de Arthur

    3 de maio de 2022 /

    Quando estava no “BBB 22”, Arthur Aguiar conseguiu atrair simpatia do público ao demonstrar que os rivais inventavam coisas sobre ele. O mais curioso é que o programa acabou e a disputa de versões continua acompanhando o vencedor do reality show. Após a notícia de que a Globo cancelou a produção do documentário que faria sobre o campeão do “BBB 22”, Arthur e sua esposa, Maíra Cardi, usaram as redes sociais para sugerir que nada foi cancelado, mas também nada foi confirmado. “Em nenhum momento houve da minha parte, da nossa parte, um acordo com eles porque eu não consegui ainda parar para olhar tudo que existe de oportunidade. Graças a Deus o Arthur está com infinitas oportunidades maravilhosas”, disse Maíra Cardi. Esta afirmação contradizia relatos da própria mãe do ator. Kátia Aguiar deixou escapar, durante participação no programa “Encontro” da última quarta-feira (27/4), que a equipe do documentário estava em sua casa gravando cenas para o documentário. Agora começou a circular a versão de que Maíra Cardi atrapalhou o negócio com exigências que fizeram a Globo desistir da produção. De acordo com o Notícias da TV, a também ex-BBB teria exigido participar na edição do documentário. Ela supostamente pediu autonomia para realizar mudanças no longa, administrando a imagem que o marido criou durante sua participação no reality. Após contatar os produtores sobre tais exigências, as conversas não avançaram. O mesmo site afirmou que Arthur não renovou seu contrato com a Globo após o final do “BBB 22” e já teria sido descartado de uma novela que faria. Por isso, estaria se dedicando mais à música. Mas Arthur contou outra história nas redes sociais. “Meu contrato com a Globo continua vigente, está tudo certinho e correndo muito bem!” Que loucura.

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  • Filme

    Marco Pigossi produz documentário sobre políticos LGBTQIAP+ no Brasil

    1 de maio de 2022 /

    O ator Marco Pigossi (“Cidade Invisível”) está produzindo um documentário sobre candidaturas de políticos LGBTQIAP+ no Brasil. Intitulado “Corpolítica”, o filme que tem direção e roteiro assinados por Pedro Henrique França (roteirista de “Quebrando o Tabu”). A primeira foto do projeto foi divulgada neste fim de semana e registra Pigossi e França ao lado da vereadora Erika Hilton de São Paulo. Ela é uma das personagens da obra, que discute o vazio de representatividade LGBTQIAP+ na política brasileira. O retrato dos trio foi feito em frente a uma bandeira criada pelo artista Luiz Wachelke para o cenário de entrevistas do longa, que acompanhou as candidaturas de Hilton, Andréa Bak, Monica Benicio e William De Lucca nas eleições de 2020. O lançamento do documentário está previsto para este ano.

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  • Reality,  TV

    Globoplay cancela documentário de Arthur Aguiar

    1 de maio de 2022 /

    A produção de uma série documental sobre Arthur Aguiar, campeão do “BBB 22”, foi cancelada pela Globoplay. A equipe da plataforma de streaming já estava trabalhando no projeto desde antes de o programa terminar, com Patricia Cupello à frente da produção. Ela dirigiu os documentários sobre Juliette Freire e Karol Conká no ano passado. A própria mãe de Arthur, Kátia Aguiar, deixou escapar, durante participação no programa “Encontro” da última quarta-feira (27/4), que a equipe do documentário estava em sua casa gravando o especial. Os profissionais da Globo também fizeram gravações com Maíra Cardi, esposa de Arthur, e vazamentos indicavam algumas participações especiais de famosos, como Xuxa e Luan Santana. Mas como o documentário nunca foi confirmado oficialmente, a empresa não está comentando a decisão. A abordagem da vitória de Arthur agora deve se resumir a um perfil jornalístico no “Fantástico” deste domingo (1/5). Há duas versões sobre o motivo do cancelamento circulando entre os blogs de fofoca – ou melhor, de celebridades. Uma se resume a negócios: Globo e Arthur não se acertaram em relação a detalhes financeiros do negócio. Outra escancara as peculiaridades do “BBB 22”: a avaliação de que o público não teria interesse em Arthur. Esta vertente só aumenta o paradoxo que fez do ator o campeão do programa com 118 milhões de votos a mais que a popular Juliette Freire. As reações do público ao resultado do reality show deixaram claro que Arthur não virou uma unanimidade nacional. Ele chegou a ser vaiado durante participação em show de Luan Santana há poucos dias e segue sendo alvo de hate nas redes sociais. O público teria abraçado outros ex-BBBs. Não deixam de ser significativas as informações de que Pedro Scooby terá uma série documental no canal Off, que também é do grupo Globo, e que, neste domingo (1/5), tenham vindo à tona planos sobre outro projeto de documentário com Paulo André Camilo, o P.A.

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  • Reality,  TV

    Globo vai fazer série documental com Pedro Scooby

    30 de abril de 2022 /

    O surfista Pedro Scooby vai ganhar um série documental da Globo após sua participação no “BBB 22”. A diferença é que, ao contrário das produções sobre ex-BBBs, a produção não será para a Globoplay e sim para o canal Off, dedicado a esportes radicais. A produção vai mostrar viagens e aventuras sobre as quais Scooby comentou no programa, além de bastidores da vida pós-confinamento, com momentos como o encontro com a família e os fãs. Uma equipe está acompanhando seu cotidiano neste momento. A série ainda não tem data de estreia definida, mas o lançamento acontecerá em breve. O surfista foi o 16º eliminado do programa, já na reta final do Top 5. A Globo também está produzindo um documentário sobre Arthur Aguiar, vencedor do “BBB 22”, para a Globoplay.

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  • Filme

    Os 10 melhores filmes que estreiam em casa

    29 de abril de 2022 /

    O premiado “Licorice Pizza” e a aventura de ação “Uncharted” são as principais estreias digitais, mas a seleção dos lançamentos também inclui dramas adolescentes em várias línguas – inclusive em português – , filmes europeus consagrados, um anime deslumbrante e um documentário para fãs do Britpop dos anos 1990. Confira abaixo as 10 sugestões de títulos que chegam ao VOD e às plataformas de assinatura nesta semana, com seus respectivos trailers.     LICORICE PIZZA | VOD* Indicado a três Oscars, inclusive de Melhor Filme, e vencedor de 58 prêmios internacionais, o novo longa de Paul Thomas Anderson (“O Mestre” e “Trama Fantasma”) gira em torno do crush de um adolescente extremamente bem resolvido por uma mulher mais velha nos anos 1970. Tentando capitalizar sua incipiente carreira de ator, o jovem consegue manter a mulher por perto ao convencê-la a embarcar com ele em empreendimentos mirabolantes, levando-a a conhecê-lo melhor. Este romance entre um casal desencontrado poderia render polêmica, mas acaba se mostrando fofo na tela, justamente por tudo o que tem de equivocado, e acabou cativando a crítica americana, que o aclamou com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. A produção marca a estreia da cantora Alana Haim (do grupo musical Haim), de 30 anos, em seu primeiro papel no cinema. O diretor é muito amigo das irmãs Haim e já dirigiu nada menos que 9 clipes do trio musical (por sinal, Danielle e Heste Haim também aparecem no filme como irmãs da protagonista). Seu parceiro em cena também é estreante: Cooper Hoffman, filho do falecido ator Philip Seymour Hoffman, que fez o filme com 18 anos. O pai do jovem estrelou cinco longas de Anderson. Em contraste com o casal de iniciantes, o elenco de apoio é uma constelação de estrelas, incluindo Bradley Cooper (“Nasce uma Estrela”), Sean Penn (“O Gênio e o Louco”), Maya Rudolph (“O Halloween do Hubbie”), Ben Stiller (“A Vida Secreta de Walter Mitty”), John C. Reilly (“Kong: A Ilha da Caveira”), Emma Dumont (“The Gifted”), Skyler Gisondo (“Santa Clarita Diet”), Benny Safdie (“Bom Comportamento”), Mary Elizabeth Ellis (“Lodge 49”) e o cantor Tom Waits (“Os Mortos Não Morrem”).     UNCHARTED – FORA DO MAPA | NOW, VIVO PLAY, VOD* Baseado num game de sucesso, “Uncharted” traz Tom Holland como Nathan Drake, que nos jogos da Naughty Dog é um arqueólogo aventureiro. Só que este Indiana Jones digital é completamente diferente no filme, porque o ator não tem a idade nem a aparência física do papel. Para contornar esse “detalhe”, a trama é apresentada como uma história de origem – nunca vista nos games – , em que Drake ainda é um jovem diletante e tem seu primeiro encontro com um caçador de tesouros que irá se tornar seu mentor na busca por uma fortuna perdida. Mark Wahlberg (“O Grande Herói”) vive o segundo protagonista, após ser cotado para viver Drake numa versão anterior do projeto – em desenvolvimento há mais de uma década. O elenco também inclui Antonio Banderas (“Dor e Glória”), Sophia Ali (“Grey’s Anatomy”) e Tati Gabrielle (“O Mundo Sombrio de Sabrina”). Lançado logo após Holland encabeçar o fenômeno de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, “Uncharted” sofreu o peso de muita expectativa. Sua missão era simplesmente lançar uma nova franquia para a Sony. Mas apesar do entusiasmo dos executivos do estúdio e da bilheteria de estreia, teve sucesso apenas modesto nos cinemas, praticamente se pagando. E foi considerado medíocre pela crítica, com apenas 40% de aprovação no Rotten Tomatoes, mantendo a baixa média dos filmes dirigidos por Ruben Fleischer (o diretor dos 30% de “Venom”). Mesmo assim, fãs de aventuras mirabolantes à la “Piratas do Caribe” podem se satisfazer ao matar a saudade de uma produção repleta de ação, efeitos, piadinhas e buracos narrativos.     MEU NOME É BAGDÁ | STAR+ Premiado no Festival de Berlim, o filme de Caru Alves de Sousa (“De Menor”) gira em torno de uma jovem skatista, interpretada pela novata Grace Orsato. Aos 16 anos, ela passa os dias ao lado dos amigos, fazendo manobras na pista local, fumando maconha e jogando baralho. Como a única menina a frequentar a pista de skate do bairro, ela sofre assédio e preconceito, inclusive da polícia. Mas, com sua atitude, abre caminho para outras. Aos poucos, ela conhece mais meninas skatistas, se aproxima de Vanessa (Nick Batista) e estreita novos laços de amizade. A trama é livremente inspirada no livro “Bagdá — O Skatista”, de Toni Brandão, lançado em 2009, mas centrado na figura de um menino. A versão cinematográfica mudou de ponto de vista da trama para incorporar questionamentos de gênero e a opção tem grande importância no desenvolvimento do longa, um dos melhores dramas adolescentes brasileiros recentes.     APENAS NÓS | NOW, VIVO PLAY, VOD* O longa de estreia do cineasta inglês Tom Beard é um elogiadíssimo drama familiar, que narra as dificuldades de uma adolescente para lidar com as complexidades de sua família disfuncional e perturbada. Durante a estadia em uma cidade litorânea, a jovem protagonista passa a ter que cuidar da mãe, que está doente, e de seu desobediente irmão mais novo, além de conviver com novos vizinhos com comportamentos que não consegue processar. Com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme impressiona pela qualidade realista das interpretações, não apenas de seus atores famosos, mas de suas crianças. Na verdade, já era um sinal do que aguardava sua atriz principal. A produção é de 2018 e destacava uma inspiradíssima Emilia Jones, então com 16 anos, que agora é mundialmente conhecida por comover o mundo em “No Ritmo do Coração”, filme vencedor do Oscar 2022. O resto do elenco inclui Samantha Morton (“The Walking Dead”), Billie Piper (“Penny Dreadful”), Daniel Mays (“Belas Maldições”) e as crianças Badger Skelton (“O Último Ônibus do Mundo”) e Bella Ramsey (“Game of Thrones”).     LOLA E O MAR | FILMICCA Indicado ao César (o Oscar francês) de 2020, o drama belga conta a história de Lola, uma adolescente trans que conta com o apoio de sua mãe para fazer a transição e mudar de vida. Só que a mãe morre repentinamente, o que leva Lola a bater de frente com seu pai distante e homofóbico, embarcando com ele numa jornada rumo ao mar para cumprir o último desejo da pessoa mais querida de sua vida. A estreante Mya Bollaers, que interpreta Lola, é um grande achado do diretor Laurent Micheli e sua performance valoriza muito a produção.     ESPÍRITO INDOMÁVEL | NOW, VIVO PLAY, VOD* O drama juvenil de esportes acompanha a vida do indígena canadense Saul Indian Horse, da infância à maturidade, enquanto ele sobrevive ao internato e ao racismo dos anos 1970 para se tornar um talentoso jogador de hóquei. Mas para alcançar seus sonhos, o jovem precisa encontrar seu próprio caminho, superando obstáculos ao lutar contra estereótipos e o alcoolismo. A adaptação do romance de Richard Wagamese (1955–2017) tem direção de Stephen S. Campanelli, que em sua carreira oscilante já comandou até trash de Nicolas Cage (“A Ilha”), mas consagrou-se com esta produção, vencedora de 10 troféus no circuito de festivais e premiações canadenses – a maioria em votação do público.     LUZIFER | MUBI O cineasta austríaco Peter Brunner é obcecado por personagens torturados por condições especiais, sejam doenças ou obsessões patológicas. Sua nova vítima é Johannes, um homem com o coração de riança, que vive isolado numa cabana alpina com sua mãe. Sua vida diária é regida por orações e rituais. Mas, de repente, a modernidade se intromete em seu mundo de natureza e adoração divina, quando um projeto turístico ameaça envenenar seu paraíso e despertar o diabo. O grande destaque desta fábula moderna sobre a inocência perdida é o ator Franz Rogowski (“Undine”), numa performance que equilibra o encantamento infantil com a raiva extrema. Ele foi premiado como Melhor Ator no Festival de Sitges do ano passado – o festival espanhol é um dos principais eventos mundiais do cinema fantástico. IN THE AISLES | MUBI A plataforma MUBI está realizando um ciclo dedicado ao ator Franz Rogowski, que também inclui o último longa-metragem do alemão Thomas Stuber – lançado há quatro anos. Exibido nos cinemas brasileiros com o título traduzido para “Nos Corredores”, o filme traz Rogowski como um homem recluso que começa a trabalhar como estoquista no turno da noite em um supermercado. Ele logo se vê cativado por sua misteriosa colega de trabalho (Sandra Hüller, de “Toni Erdmann”), encontrando nesta atração uma forma de amenizar a opressão do ambiente, repleto de corredores longos e imponentes com empilhadeiras giratórias, que simbolizam a monotonia do trabalhado de baixa renda. Só que a mulher possui segredos desconhecidos e resolve sair subitamente de licença, deixando o novo funcionário sozinho com seus demônios noturnos. O filme venceu 12 prêmios em importantes festivais europeus, como Berlim, Atenas, Valladolid e Nápoles, além de render o Lola (o Oscar alemão) para Rugowski.     BUBBLE | NETFLIX Com um visual de tirar o fôlego, “Bubble” reúne em sua equipe alguns dos maiores nomes do anime atual. A direção é de Tetsurô Araki, responsável por “Ataque aos Titãs”, o roteiro foi escrito por Gen Urobuchi, criador de “Psycho-Pass” e da trilogia animada de “Godzilla” na Netflix, e o responsável pelo design dos personagens é ninguém menos que Takeshi Obata, o autor de “Death Note”. A produção não é baseada em nenhum mangá existente, mas se inspira da fábula de “A Pequena Sereia”, transformada num conto sci-fi pós-apocalíptico. Era uma vez um futuro em que uma chuva de bolhas (bubbles) sugou toda a gravidade de Tóquio, deixando o local proibido, abandonado e sem moradores. Mas não totalmente desabitado. Por conta de suas particularidades, a cidade vira um refúgio de jovens órfãos praticantes de parkour, que desafiam as restrições após perderem os pais na inversão gravitacional. Após um salto arriscado, um dos meninos acaba caindo no mar, à margem da capital japonesa, apenas para ser salvo por uma garota com poderes especiais, que parece surgir de suas próprias bolhas de respiração na água, e esse encontro acaba impactando a vida de todos.     OASIS KNEBWORTH 1996 | VOD* O documentário celebra os shows mais famosos da banda Oasis, que ocorreram no Knebworth Park, na Inglaterra, em 10 e 11 de agosto de 1996. As apresentações reuniram mais de 250 mil fãs e são considerados os maiores concertos já realizados no Reino Unido em todos os tempos. Organizados logo após o lançamento do disco “(What’s the Story) Morning Glory?”, que tinha hits como “Wonderwall”, “Don’t Look Back in Anger” e “Champagne Supernova”, os shows esgotaram rapidamente, com 2,5 milhões de pessoas candidatando-se a comprar os ingressos – também a maior procura por um espetáculo na história da cultura britânica. Na época, não havia banda mais popular na Inglaterra. Nem mais arrogante. E o sucesso sem precedentes acabou alimentando egos que já eram grandes antes mesmo da fama. As brigas dos irmãos Liam e Noel Gallgher pelo controle do grupo levaram à mudanças de integrantes e trocas de farpas públicas, mas o Oasis persistiu até 2009. A celebração do auge do Britpop tem direção de Jake Scott (do cult “Corações Perdidos”) e foi lançada nos cinemas no ano passado para comemorar os 25 anos das apresentações.     * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store, Amazon e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.

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  • Filme

    Apple TV+ fará documentário sobre Michael J. Fox

    27 de abril de 2022 /

    A Apple TV+ anunciou a produção de um documentário sobre o ator Michael J. Fox. O eterno Marty McFly de “De Volta Para o Futuro” foi diagnosticado com mal de Parkinson aos 29 anos e as complicações da doença serão abordadas na obra. O documentário vai contar a extraordinária história de Fox segundo suas próprias palavras. Segundo o ator, será “um conto improvável de uma criança de estatura baixa nascida em uma base do exército canadense que ascendeu às maiores alturas da fama na Hollywood dos anos 1980”. Ainda sem título definido, o filme será dirigido pelo documentarista Davis Guggenheim, vencedor do Oscar por “Uma Verdade Inconveniente” (2006). Ainda não há previsão de estreia

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