Pacto Brutal: Gloria Perez cedeu fotos do assassinato da filha pra “mostrar o que fizeram”
Além de trazer depoimentos e resgatar os acontecimentos relacionados ao assassinato de Daniela Perez, a série documental “Pacto Brutal” tem chamado atenção por mostrar as imagens chocantes do crime, que mostram a atriz morta. Os registros foram cedidos pela mãe de Daniela, a escritora de novelas Gloria Perez. “Se você quer contar essa história, tem que mostrar o que eles fizeram”, explicou a escritora em entrevista à imprensa. Para a autora de novelas, as fotos não deixam que a história seja minimizada, como a defesa de Guilherme de Pádua e Paula Thomaz tentaram fazer na época. “Você olha e foi exatamente aquilo que foi feito. Então, me dói ver aquilo? Muito. Mas me doeu ver aquilo ao vivo, como eu vi. E ver depois como aquilo foi tratado de maneira a minimizar (o crime)”. A série da HBO Max opta propositalmente por não dar voz aos assassinos, que mudaram várias vezes as versões oferecidas para o assassinato. Em vez disso, segue o que consta dos autos do crime. Em uma das versões dada à polícia, Guilherme de Pádua alegou que matou Daniella para se defender. “Ele dizia que foi um acaso. Mas, não foi uma coisa casual. Quando você olha aquelas fotos, você vê que não tem nada de momento, foi feito de uma forma quase ritualística.” A atriz morreu após ser apunhalada mais de 18 vezes por um objeto cortante – uma tesoura ou um punhal. Gloria Perez disse ter confiado nos produtores da série, Tatiana Issa e Guto Barra, que tiveram total liberdade de usar os registros como quisessem. “Entreguei e confiei neles. Não vou discutir a proporção das fotos, mas sim a brutalidade contida naquelas fotos”.
Série documental mostra Ryan Reynolds à frente de time de futebol britânico
A Disney+ divulgou o trailer de “Welcome to Wrexham”, produção documental da FX que lembra um “Ted Lasso” da vida real, com direito a um elenco encabeçado por Ryan Reynolds (o Deadpool) e Rob McElhenney (criador de “It’s Always Sunny in Philadelphia”). A série acompanha a aventura das duas estrelas de Hollywood no País de Gales, ao assumir o controle do time de futebol galês Wrexham AFC, que disputa a quinta divisão da liga britânica. A produção registra a receptividade da cidadezinha de Wrexham à proposta, com a esperança de que a dupla consiga levar o time a glórias nunca antes vistas, a partir do compromisso de um investimento imediato de US$ 2,5 milhões para torná-lo competitivo. O Wrexham é o terceiro clube de futebol mais antigo do mundo e possui um estádio, o Racecourse Ground, que foi inaugurado em 1807. A equipe atualmente participa da Conferência Nacional, equivalente à quinta divisão do futebol britânico, que começa nova edição em agosto. Mas em sua apresentação do negócio, Reynolds e McElhenney prometeram se esforçar para “que o Wrexham seja uma força global”.
Estreias: “O Peso do Talento” e mais filmes pra ver em casa
As novas estreias em streaming e nas locadoras digitais oferecem uma farta seleção de astros para levar pra casa no fim de semana. Mas por mais que a parceria entre Tilda Swinton e sua filha seja favorita da crítica, não tem como superar Nicolas Cage interpretando Nicolas Cage. Farta em gêneros, a seleção de títulos tem comédia de ação, romance, drama premiado, zumbis, animação e distopia brasileira. Confira abaixo 10 sugestões, com trailers e informações, para programar o cinema em casa. | O PESO DO TALENTO | VIVO PLAY, VOD* A comédia de ação é uma sátira à carreira do astro Nicolas Cage. No filme, ele é um ator falido e sem ofertas de trabalho, chamado Nick Cage, que se vê forçado a aceitar o convite para uma aparição paga na festa de um fã milionário espanhol. Só que o personagem interpretado por Pedro Pascal (“The Mandalorian”) comanda um cartel de drogas e a ida à festa acaba virando uma oportunidade para a CIA convencer Cage a virar espião. A situação se complica por o ator começar a demonstrar sintomas de esquizofrenia, confrontando uma versão de si mesmo dos anos 1990, e pela chegada surpresa de sua ex-mulher e filha, trazidas pelo milionário para uma reconciliação. Com as vidas de quem ama em risco, Cage decide assumir sua própria lenda, canalizando seus personagens mais icônicos para o papel mais importante de sua vida: do herói capaz de salvar seus entes queridos do fogo cruzado. Dirigido por Tom Gormican, que também escreveu o roteiro com Kevin Ettan, seu parceiro criativo na série “Ghosted”, o longa ainda inclui Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother”) como empresário de Cage e Tiffany Haddish (“Rainhas do Crime”) como uma agente da CIA. | THE SOUVENIR: PART II | VIVO TV, VOD* A continuação da obra-prima de Joanna Hogg é outra produção sublime, com 91% de aprovação no Rotten Tomatoes e considerada pelo Círculo dos Críticos de Londres o Melhor Filme Britânico do ano. Passada nos anos 1980, a história é baseada na vida da diretora e encontra a jovem protagonista, uma estudante de cinema chamada Julie, após as consequências trágicas de um relacionamento tóxico, usando seu filme de formatura para traduzir seu desencanto em arte. O elenco destaca Honor Swinton Byrne, filha de Tilda Swinton, no papel principal, e a própria Tilda como mãe da personagem, além de Richard Ayoade (“The IT Crowd”), Charlie Heaton (“Stranger Things”), Alice McMillan (“Dupla Explosiva 2: E a Primeira-Dama do Crime”) e Jaygann Ayeh (“Vestido Maldito”). | PERSUASÃO | NETFLIX Adaptação do romance homônimo de Jane Austen, o drama acompanha um triângulo amoroso multirracial formado por Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”), Henry Golding (“Podres de Ricos”) e Cosmo Jarvis (“Lady Macbeth”). “Persuasão” foi o último romance completo de Austen, publicado em 1817, logo após sua morte. A trama acompanha Anne Elliot (Johnson), uma mulher inconformada, que foi convencida a dispensar o cortejador Frederick Wentworth (Jarvis) por ser pobre. Agora, com sua família esnobe à beira da falência, ela descobre que Wentworth retornou rico em busca de uma esposa. Mas há complicações. A história do romance já teve várias adaptações para a televisão e o teatro, mas esta é a primeira descrita como uma “abordagem moderna e espirituosa”. Ou seja, trata-se de uma produção sob o filtro incolor de “Bridgerton”, que transforma a aristocracia inglesa do começo do século 19, antigamente conhecida como exemplo de “orgulho e preconceito”, em padrão de integração racial rara de se ver até nos dias de hoje – que o diga Meghan Markle. A adaptação é assinada por Ronald Bass, o roteirista veterano de “O Casamento do Meu Melhor Amigo”, e a novata Alice Victoria Winslow (“Seratonin”), e marca a estreia da diretora de teatro Carrie Cracknell à frente de um longa-metragem. | FLEE – NENHUM LUGAR PARA CHAMAR DE LAR | VOD* O criativo documentário do dinamarquês Jonas Poher Rasmussen (“Searching for Bill”) narra, via animação, a história real de um refugiado chamado Amin. Na véspera de seu casamento gay, ele revela o seu passado oculto pela primeira vez, contando como chegou ainda menor na Dinamarca, fugindo sozinho do Afeganistão. O relato ganha vida via desenho animado, num resultado tão impressionante que fez História no Oscar 2022, como o primeiro longa indicado simultaneamente nas categorias de Melhor Filme Internacional, Animação e Documentário. “Flee” não conquistou o Oscar, mas venceu 82 outros prêmios internacionais desde sua première como Melhor Documentário do Festival de Sundance em janeiro de 2021, incluindo os troféus de Melhor Documentário e Animação entregues pela Academia Europeia de Cinema. | BEAVIS AND BUTT-HEAD DO THE UNIVERSE | PARAMOUNT+ O longa animado, que marca a volta da icônica dupla da MTV dos anos 1990, mostra Beavis e Butt-head numa missão espacial. De alguma forma, os metaleiros desocupados viraram astronautas. Mas graças a um acidente, eles logo voltam para a Terra. Só que no futuro – mais especificamente, em 2022 – , quando passam a ser caçados pelas agências de segurança dos EUA e versões satíricas do Vigia (visto em “What If…?”), numa alusão ao metaverso da Marvel. O criador da série original de Beavis & Butt-head, Mike Judge, é o responsável por toda essa confusão. Ele retorna como diretor, roteirista e dublador dos personagens. | BASTARDOZ | NETFLIX O curioso terror de zumbis com contexto histórico se passa durante a Guerra Civil Espanhola, quando revolucionários comunistas e militares fascistas, inimigos declarados, precisam unir suas forças para enfrentar uma horda de criaturas criadas numa experiência nazista. A direção é da dupla Alberto de Toro (do terror “O Páramo”, também disponível na Netflix), e Javier Ruiz Caldera (da comédia “Formatura Fantasma”). | A BOA MÃE | CLARO TV+, VOD* A personagem do título é uma mulher que trabalha como faxineira e cuida de sua pequena família em um conjunto habitacional no norte de Marselha. Ela está preocupada com seu neto, preso há vários meses por roubo, e aguarda seu julgamento com um misto de esperança e ansiedade, enquanto toca seu cotidiano e arruma dinheiro para pagar o advogado. Premiado no Festival de Cannes do ano passado, o segundo longa dirigido pela atriz francesa Hafsia Herzi (“A Fonte das Mulheres”) concentra-se na interpretação de Halima Benhamed, que nunca tinha atuado antes na vida – ela foi acompanhar a filha no teste de elenco e acabou escalada pela diretora no papel principal. E todos na trama dependem dela, que faz tudo pelos filhos, desde conseguir drogas até manter a casa em ordem e com comida, enquanto cada vez mais pessoas se aproveitam de sua boa vontade – numa representação da maternidade. | A DEUSA DOS VAGALUMES | CLARO TV+, VOD* Uma história de revolta juvenil passada numa cidade rural de Quebec, no Canadá, durante o auge da era grunge. A personagem central é uma adolescente que entra em crise com a família em meio a sua fase de descobertas – sexo, drogas e rock’n’roll. Adaptado do romance best-seller de Geneviève Pettersen, o filme tem direção de Anaïs Barbeau-Lavalette, premiada no Festival de Berlim por “Inch’Allah” (2012). | A MULHER DO COVEIRO | CLARO TV+, VOD* Primeiro filme submetido pela Somália para disputar um Oscar, o filme dramático acompanha um coveiro em busca de arrecadar dinheiro para o transplante de rim desesperadamente necessário para sua amada esposa, cada vez mais doente. Pela falta de tradição cinematográfica no país, a produção é finlandesa e destaca a estreia de artistas somalis radicados na Finlândia, o cineasta Khadar Ayderus Ahmed e o ator Omar Abdi, que venceram diversos prêmios internacionais pelo trabalho. Ao todo, o filme conquistou 23 prêmios em festivais, inclusive no Festival de Toronto do ano passado. | MEDIDA PROVISÓRIA | GLOBOPLAY A estreia de Lázaro Ramos como diretor já passou pelo cinema, pelas locadoras digitais e agora chega ao streaming por assinatura. A trama distópica se passa num futuro não muito distante, em que uma nova lei do governo federal de direita manda deportar todos os brasileiros de “melanina acentuada” para o continente africano. Com a desculpa de se tratar de uma reparação histórica, a iniciativa também visa acabar de vez com o racismo no Brasil, deixando o país só com brancos. Aplaudido pela crítica mundial, o filme foi comparado a “Corra!” e “The Handmaid’s Tale” nos EUA, atingindo 92% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes. Mas apesar de exibido e premiado em festivais internacionais desde 2020, levou dois anos para chegar ao Brasil por enfrentar dificuldades envolvendo a Ancine, a Agência Nacional do Cinema – problema semelhante ao que também atrasou “Marighella”, de Wagner Moura, outro filme politizado com protagonista negro. Atacado por bolsonaristas, acabou tendo sua mensagem reforçada. O elenco destaca Alfred Enoch (“How to Get Away with Murder”), Seu Jorge (“Marighella”), Taís Araújo (“O Roubo da Taça”), Mariana Xavier (“Minha Mãe É uma Peça”), Adriana Esteves (“Benzinho”), Luís Miranda (“Crô em Família”), Renata Sorrah (“Árido Movie”), Jéssica Ellen (“Três Verões”) e o rapper Emicida. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
“Elvis” é a principal estreia dos cinemas
A produção sobre a vida e carreira de Elvis Presley é o principal lançamento da semana nos cinemas brasileiros. Um dos filmes mais aplaudidos do Festival de Cannes passado, chega com aval da filha e dos netos do cantor, que deram vários depoimentos emocionados sobre a produção. As novidades ainda incluem “Crimes of the Future”, volta do veterano cineasta David Cronenberg ao terror – que fez pessoas abandonarem o cinema em Cannes – , um drama alemão e duas produções nacionais. Confira abaixo maiores informações e os trailers de todos os títulos que entram em cartaz nesta quinta (14/7). | ELVIS | A cinebiografia do Rei do Rock dirigida por Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”) tem tudo que os fãs poderiam desejar, cobrindo todas as fases do cantor com uma recriação primorosa, atenta aos detalhes. Mais que isso, Luhrmann conecta os extremos, encontrando no despertar do interesse do menino Elvis Presley pela performance musical e fervorosa dos cultos de pastores negros a inspiração para seu transe sexual nos primeiros shows e o repertório gospel do final da carreira. Muitas das cenas refletem a histeria despertada por suas apresentações, acompanhada de perto pela reação conservadora que tentou censurá-lo. Para incorporar o furor, Austin Butler (“Era uma Vez em… Hollywood”) se transforma, apresentando o gingado e o sotaque caipira do cantor com perfeição. Mais que isso: como o arco da história é ambicioso, ele precisa evoluir rapidamente na tela, de um jovem roqueiro da metade dos anos 1950 a um homem maduro em sua volta triunfal de 1968 até entrar na fase final da carreira, nos megashows dos anos 1970. Para arrematar, sua performance é tão completa que, em vez de dublar, o ator canta mesmo as músicas que apresenta no filme. “Elvis” ainda destaca o ator Tom Hanks (“Finch”) bastante transformado como o coronel Tom Parker, empresário do Rei do Rock, que é quem narra a história, além de Olivia DeJonge (a Ellie da série “The Society”) no papel de Priscilla, a esposa do cantor, e Maggie Gyllenhaal (a Candy de “The Deuce”) como Gladys, a mãe de Elvis. | CRIMES OF THE FUTURE | A sci-fi bizarra chega sem título traduzido, mas com expectativa exagerada por marcar a volta do diretor David Cronenberg aos horrores biológicos do começo de sua carreira. De fato, lembra tanto essa fase do cineasta, que até os efeitos parecem de época, sem nenhum tratamento computadorizado. Centrado em mutações biológicas e performances de arte corporal, o filme chama mais atenção por sua ideias subversivas – frases como “cirurgia é o novo sexo” – e pela ambientação decadente, num futuro em que tudo parece antigo – sem computadores, nem celulares. Já a trama é tão nonsense quanto a de “Videodrome” (1983), e com pontas soltas sem resolução. Nesse futuro onde a tecnologia parece alienígena, as pessoas estão sofrendo mutações espontâneas, com o surgimento de novos órgãos internos. O protagonista, vivido por Viggo Mortensen (“Green Book”), é um performer conhecido por transformar seu corpo em espetáculo, extraindo, com a ajuda da esposa (Léa Seydoux, de “007 – Sem Tempo para Morrer”), suas próprias mutações diante de uma plateia extasiada. Ele também é um assistente voluntário de uma organização burocrática criada para catalogar o surgimento de novos órgãos – e sua biologia única encanta os dois encarregados desse processo, vividos por Kristen Stewart (“Spencer”) e Don McKellar (“Ensaio contra a Cegueira”). Como se não bastasse, secretamente ainda é um informante da polícia, que caça revolucionários pró-mutação, determinados a usar a notoriedade do artista para lançar luz sobre a próxima fase da evolução humana. | GAROTA INFLAMÁVEL | Primeiro filme de Elisa Mishto, o drama alemão gira em torno de uma garota mimada (Natalia Belitski, da série “Perfume”) que segue duas regras: sempre usar luvas e nunca fazer nada. Não trabalha, não estuda, não tem amigos. Nem se importa. E esse niilismo faz com que também não se importe com os outros, cometendo atos perigosos, que a levam a ser detida e ter acompanhamento médico. Durante seu tratamento, uma enfermeira da sua idade, mãe de uma criança, resolve confrontá-la. Mas, ao mesmo tempo, sofre sua influência, num contato que leva as duas ao limite dos seus respectivos mundos. | O RIO DE JANEIRO DE HO CHI MINH | O neto de um marinheiro sobrevivente da Rebelião Chibata tenta transformar em documentário a história que ouviu de seu avô quando criança. Na década de 1910, o velho era amigo de Ho Chi Minh, trouxe o futuro líder vietnamita para o Rio de Janeiro e o apresentou ao socialismo. Essa amizade mudou a história do século 20. Parece muito maluco pra ser verdade. Mas o unificador do Vietnã teve, sim, uma estadia forçada no Brasil durante alguns meses e se impressionou com a história do negro nordestino José Leandro da Silva, o Pernambuco, líder sindical ativo durante a Greve dos Marítimos. Tanto que a escreveu um texto chamado Solidariedade de Classes, inspirado pela revolta brasileira, em que discorreu sobre o racismo e a fraternidade proletária. A lembrança dessa passagem histórica pouco conhecida marca a estreia da roteirista-produtora Cláudia Mattos (“180 Graus”) na direção. | RUA GUAICURUS | A rua do título fica no centro de Belo Horizonte e é uma das maiores zonas de prostituição do Brasil, desde os anos 1950. Na região, funcionam mais de 25 hotéis, com aproximadamente 3 mil trabalhadoras do sexo. O diretor Joao Borges conseguiu permissão para acompanhar a rotina de um desses endereços, documentando o cotidiano das profissionais em situações que evocam dramas e até comédias da vida real.
Disney anuncia três produções com membros do BTS
A Walt Disney Company e o estúdio sul-coreano Hybe anunciaram uma nova parceria de conteúdo global nesta segunda-feira (11/7) que renderá cinco títulos originais para os serviços de streaming da Disney, incluindo três projetos com membros do BTS, o grupo mais popular do K-pop. Os projetos com os cantores do BTS incluem o documentário “BTS: Permission to Dance on Stage – LA”, que registra uma apresentação ao vivo no Sofi Stadium de Los Angeles em novembro passado, o reality “In the Soup: Friendcation”, que acompanha uma viagem surpresa com um elenco repleto de estrelas, incluindo V do BTS e a atriz Woo-shik Choi (de “Parasita”), e a série documental “BTS Monuments: Beyond the Star”, que promete um “acesso sem precedentes a uma vasta biblioteca de músicas e imagens nos últimos novos anos da banda”, apresentando “o cotidiano, pensamentos e planos dos membros do BTS, enquanto se preparam para seu segundo capítulo”, de acordo com comunicado. “Esta colaboração representa nossa ambição criativa: trabalhar com criadores de conteúdo icônicos e grandes estrelas da Ásia para que seu talento possa ser apreciado pelo público de várias maneiras. Acreditamos que esses novos títulos cativarão os consumidores em todo o mundo e esperamos introduzir mais conteúdo musical em nosso serviço”, disse Jessica Kam-Engle, diretora de conteúdo da Disney, sobre a parceria. A empresa disse anteriormente que lançaria mais de 20 títulos sul-coreanos neste ano em streaming, incluindo pelo menos 12 produções originais. O título original sul-coreano mais popular da Disney até o momento é a série “Snowdrop”, disponibilizada na Star+ e estrelada por Jisoo, membro do grupo feminino de K-pop Blackpink. O BTS comunicou no início deste mês que pretende se focar em projetos solo. O estúdio Hybe esclareceu que se trata de um hiato e que, apesar do interesse em empreendimentos individuais, os sete membros do BTS continuariam a participar de atividades em grupo.
Estreias: 10 filmes novos pra ver em casa
A programação de estreias digitais destaca a nova animação do diretor de “Moana” e muitas opções para os adultos da casa, incluindo a maior bilheteria de terror da história do cinema taiwanês. Confira abaixo as 10 sugestões da semana – incluindo três títulos nacionais – , selecionadas entre os melhores lançamentos dos serviços de assinatura e locadoras online. | A FERA DO MAR | NETFLIX A nova animação de Chris Williams, diretor de dois dos maiores sucessos recentes da Disney, “Operação Big Hero” e “Moana – Um Mar de Aventuras”, é, como a última, uma aventura marítima empreendida por uma jovem heroína. A trama acompanha a insistente Maisie Brumble, uma menina que sonha em viver grandes aventuras e não aceita respostas negativas. Ela embarca clandestinamente no navio do seu grande ídolo, o caçador de monstros Jacob Holland, para participar de uma jornada da era das caravelas rumo a mares nunca dantes navegados, onde vivem terríveis e gigantescas criaturas marinhas. Não falta ação, mas a trama desafia as expectativas com referências a “Moby Dick” e filmes de monstros como “Kong vs. Godzilla”, além de embutir um questionamento subversivo nas perguntas feitas por sua pequena heroína, que mira a guerra, a ganância e a hipocrisia das mentiras oficiais. O elenco de vozes em inglês destaca Karl Urban (“The Boys”), Jared Harris (“Chernobyl”), Dan Stevens (“Legion”) e a jovem Zaris-Angel Hator (“Black Earth Rising”) no papel principal. | DÍVIDA DE HONRA | MUBI Dirigido e estrelado por Tommy Lee Jones (“Homens de Preto”), o western traz o ator como um cowboy que, ao ser salvo de uma morte violenta, fica em dívida e é convencido a embarcar numa jornada que pode voltar a colocá-lo em situação mortal. Quem o salva é uma fazendeira vivida por Hilary Swank (“Away”) e a missão é ajudá-la a transportar três mulheres insanas pela pradaria americana, em meio a índios, foras-da-lei e loucura generalizada. O elenco fenomenal conta com Meryl Streep (“Não Olhe para Cima”), Miranda Otto (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), John Lithgow (“The Crown”), Jesse Plemons (“Ataque dos Cães”), James Spader (“The Blacklist”), Tim Blake Nelson (“Watchmen”), Grace Gummer (“Mr. Robot”) e Hailee Steinfeld (“Gavião Arqueiro”). | MARCAS DA MALDIÇÃO | NETFLIX O terror taiwanês segue a linha dos falsos documentários e vídeos encontrados, que são tradição no gênero desde “Holocausto Canibal” (1980). Vagamente inspirado em uma história real, a trama segue uma jovem que começa a ver coisas que não existem. A explicação é fornecida por sua mãe, que revela ter violado um templo sagrado há muitos anos, quando dirigia um canal de caçadores de fantasmas no YouTube. Sem saber, ela atraiu uma maldição para si e para as pessoas ao seu redor. A exibição nos cinemas de Taiwan gerou um frenesi coletivo, transformando “Marcas da Maldição” na maior bilheteria do ano e no maior sucesso de terror de todos os tempos no pais. Não por acaso, uma continuação já está em desenvolvimento. | A CARGA | VOD* Passado na Sérvia, durante os conflitos contra Kosovo em 1999, o drama psicológico acompanha um motorista que recebe a missão de transportar uma carga misteriosa de Kosovo a Belgrado para a OTAN, atravessando uma região devastada de caminhão, com ordens de não parar e não chamar atenção. Nenhuma informação é dada sobre o conteúdo transportado, mas com o desemprego e o caos da guerra, a proposta se torna irrecusável. Um encontro casual com um jovem caroneiro oferece alguma companhia, mas a trama é essencialmente a odisseia solitária de um homem que aceita fazer o que for preciso para sobreviver, mesmo quando sua consciência lhe aconselha a refletir. O primeiro filme de ficção de Ognjen Glavonic (“Zivan Makes a Punk Festival”) aproveita a experiência do diretor sérvio com documentários para oferecer um retrato realista e melancólico de um horror histórico, com revelações poderosas tanto para seu personagem quanto para o espectador. Aclamado pela crítica, atingiu 100% de aprovação no Rotten Tomatoes e venceu 16 prêmios internacionais. | QUANDO CHEGA A CALMARIA | VOD* A sci-fi apocalíptica começa após um ciclone devastador arrasar o mundo e inundar completamente Hong Kong. É nesse cenário desolado que uma jovem tenta sobreviver, isolada e escondida nas ruínas de um condomínio residencial, com receio de quem mais possa ter sobrevivido à tempestade e esteja desesperado por comida. Até que um dia uma criança aparece flutuando a sua frente, levando-a a abandonar sua rotina. Com ritmo mais lento que os filmes de catástrofe convencionais, a produção chinesa também tem momentos de ação, especialmente no final. Destaque do elenco, a atriz Kara Wang está atualmente nos cinemas no blockbuster “Top Gun: Maverick”. | THE COLOUR ROOM | VOD* Em seu primeiro longa-metragem, Phoebe Dynevor (a Daphne de “Bridgerton”) dá vida à ceramista Clarice Cliff, uma jovem determinada que subverteu as relações trabalhistas na década de 1920 para comandar seu próprio estúdio de criação de cerâmicas personalizadas, tornando-se uma das maiores designers da Art Déco. A biografia tem direção de Claire McCarthy (“Ofelia”) e inclui em seu elenco Matthew Goode (“A Descoberta das Bruxas”), David Morrissey (“The Walking Dead”), Darci Shaw (“Judy: Muito Além do Arco-Íris”), Kerry Fox (“A Vingança Está na Moda”) e Luke Norris (“Poldark”). | PUREZA | VOD* Inspirado numa história real, “Pureza” é um filme-denúncia sobre a situação de trabalho escravo que ainda persiste no Brasil. Dira Paes (“Pantanal”) interpreta a personagem do título, Dona Pureza, uma mulher sem notícias do filho, que partiu para um garimpo na Amazônia e sumiu. Ao iniciar sua busca, ela acaba testemunhando o aliciamento e cárcere privado de trabalhadores rurais, que, após serem enganados com ofertas de emprego, são forçados a trabalhar como escravos numa fazenda sob a mira de armas. Dona Pureza vira cozinheira dessa gente e, enquanto recolhe provas dos crimes, descobre que o filho foi vítima do mesmo esquema, preso em outra fazenda do grupo de criminosos. O que acontece a seguir é spoiler do desfecho, mas foi fundamental para o enfrentamento contra o trabalho análogo à escravidão no território brasileiro. Em 1997, a Dona Pureza verdadeira recebeu em Londres o prêmio anti-escravidão da mais antiga organização de combate a esse tipo de exploração no mundo. “Pureza” é o segundo longa de ficção de Renato Barbieri, especializada em documentários sobre o Brasil profundo, que em 2019 fez um registro documental da escravidão atual na Amazônia, no filme “Servidão”. Mas se o tema de “Pureza” arrancou elogios unânimes, a realização dividiu a crítica. Foi chamado de “filme de Oscar” e também de narrativa convencional. | A FELICIDADE DAS COISAS | VOD* A coisa que a protagonista (Patrícia Saravy, de “Tentei”) do drama nacional imagina que possa lhe trazer felicidade é uma piscina, que ela sonha em construir para os filhos na modesta casa de praia em que mora com a mãe. Ela está grávida do terceiro filho e os problemas financeiros tornam cada vez mais difícil ser feliz, mas ela insiste, lutando por seu objeto de desejo, contra tudo e todos, como um símbolo de resistência por suas crianças. A diretora Thais Fujinaga (“A Cidade onde Envelheço”) se inspirou em sua infância para conceber seu segundo longa, que foi filmado na região em que passava os verões na adolescência. Os críticos de carteirinha gostaram. “A Felicidade das Coisas” venceu o prêmio de Melhor Estreia Brasileira, entregue pela Abraccine na Mostra de São Paulo do ano passado. | OS PRIMEIROS SOLDADOS | VOD* Premiado no Festival de Tiradentes, o drama de Rodrigo de Oliveira (“Todos os Paulos do Mundo”) chega simultaneamente no cinema e nas plataformas digitais. A trama se passa em 1983 durante o começo da epidemia da Aids e acompanha um jovem biólogo, uma transexual e um videomaker, que tentam sobreviver à doença em meio ao desespero da falta de informação e do futuro incerto. Os papéis principais são vividos por Johnny Massaro (“Verdades Secretas”), Renata Carvalho (“Pico da Neblina”) e Victor Camilo (“A Mata Negra”). E tem algumas curiosidades: Carvalho passou uma década como agente de prevenção de DSTs, trabalhando com travestis e transexuais na prostituição. e Massaro se assumiu gay durante as filmagens. | THIS MUCH I KNOW TO BE TRUE | MUBI Belo complemento para o filme “One More Time With Feeling” (2016), o novo documentário de Andrew Dominik (“O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford”) registra o relacionamento criativo de Nick Cave e Warren Ellis enquanto criam músicas de dois de seus últimos álbuns de estúdio, “Ghosteen” e “Carnage”, com participação especial de Marianne Faithfull. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
“Thor” entra em cartaz na maioria dos cinemas do Brasil
“Thor: Amor e Trovão” já garantiu o título de maior bilheteria dos cinemas do Brasil deste fim de semana estendido. Simplesmente porque entra em cartaz na maioria das salas de exibição do país. A Disney vai ocupar 1,8 mil telas com a produção nesta quinta-feira (7/7). Apenas “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” e “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” tiveram maior distribuição – lançados, há poucos meses, em mais de 2 mil e 2,8 mil salas, respectivamente. Apesar disso, o circuito alternativo conseguiu espaço para quatro estreias, com destaque para “O Acontecimento”, filme que venceu o Festival de Veneza e que trata de tema cada vez mais discutido no Brasil: o direito ao aborto. Confira abaixo todos os lançamentos e seus respectivos trailers. | THOR: AMOR E TROVÃO | O novo filme do diretor Taika Waititi é uma comédia mais descarada que “Thor: Ragnarok”, combinando ação e humor para contar uma história de amadurecimento com muitas reviravoltas, lutas e piadas. Muitas piadas. Nem todas engraçadas, como atesta a recepção da crítica dos EUA – 70% de aprovação com blogueiros geeks, mas apenas 56% entre os críticos top do Rotten Tomatoes. E, apesar das gracinhas, o final é triste. Em seu quarto filme individual, Thor encontra-se na jornada iniciada em “Vingadores: Ultimato”, compartilhando aventuras com os Guardiões da Galáxia e buscando paz interior. Mas esses dias de irresponsabilidade são encurtados pelo surgimento de um assassino espacial conhecido como Gorr, o Carniceiro dos Deuses, que tem como missão matar todos os deuses. Para impedir um novo massacre de asgardianos, Thor se alia ao Rei Valquíria, seu novo melhor amigo Korg e à ex-namorada Jane Foster – que ressurge loira, poderosa e com o antigo martelo mágico do Deus do Trovão, incorporando a Poderosa Thor – numa luta desesperada contra o Carniceiro dos Deuses. O elenco destaca Chris Hemsworth (Thor), Natalie Portman (Jane), Tessa Thompson (Valquíria), Russell Crowe (Zeus) e Christian Bale (Gorr), sem esquecer da participação dos Guardiões da Galáxia e do diretor Taika Waititi como Korg. Além disso, as cenas pós-créditos incluem a introdução de um novo personagem (com gancho para “Thor 5”) e a volta de um velho conhecido, guardadas em “segredo”. | O ACONTECIMENTO | Principal estreia do circuito limitado, o vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza em 2021 trata de um tema que tem dominado os noticiários atuais: o direito ao aborto. Adaptação do romance homônimo de Annie Ernaux, conta a história de uma brilhante estudante universitária do início dos anos 1960, que vê sua emancipação ameaçada ao engravidar. Determinada a terminar seus estudos e escapar das restrições sociais de sua família operária, ela se vê sem opções legais disponíveis e tenta encontrar uma maneira de abortar ilegalmente. Além do Leão de Ouro, o segundo longa dirigido por Audrey Diwan (roteirista de “A Conexão Francesa”) conquistou 13 prêmios internacionais, incluindo o César de Atriz Mais Promissora, entregue à jovem estrela do drama: Anamaria Vartolomei (“Troca de Rainhas”). Também recebeu o Prêmio da Crítica em Veneza e atingiu uma das maiores aprovação dos críticos em geral neste ano: 99% no Rotten Tomatoes, com um total de 154 resenhas positivas e apenas uma negativa. | LOLA E SEUS IRMÃOS | A comédia francesa gira em torno de três irmãos: Lola, uma jovem advogada, que se apaixona por um de seus clientes; Benoît, que se casou pela terceira vez e vai ser pai sem estar preparado; e Pierre, atualmente com sérios problemas profissionais. Mas apesar dos dilemas individuais, que poderiam afastá-los, eles são inseparáveis. O roteiro e a direção são do ator Jean Paul Rouve (“Piaf: Um Hino ao Amor”), que também estrela o filme como um dos irmãos, ao lado de Ludivine Sagnier (“Lupin”) e José Garcia (“Atentado em Paris”). | OS PRIMEIROS SOLDADOS | Premiado no Festival de Tiradentes, o drama de Rodrigo de Oliveira (“Todos os Paulos do Mundo”) se passa em 1983 durante o começo da epidemia da Aids e acompanha um jovem biólogo, uma transexual e um videomaker, que tentam sobreviver à doença em meio ao desespero da falta de informação e do futuro incerto. Os papéis principais são vividos por Johnny Massaro (“Verdades Secretas”), Renata Carvalho (“Pico da Neblina”) e Victor Camilo (“A Mata Negra”). E tem algumas curiosidades: Carvalho passou uma década como agente de prevenção de DSTs, trabalhando com travestis e transexuais na prostituição. e Massaro se assumiu gay durante as filmagens. | GYURI | O documentário de Mariana Lacerda traça uma linha geopolítica improvável entre a pequena aldeia húngara de Nagyvárad e a terra indígena Yanomami, na Amazônia brasileira a partir do trabalho de Claudia Andujar. Judia, sobrevivente da 2ª Guerra, ela exilou-se no Brasil e dedicou a vida à salvaguarda dos povos Yanomami. Seu valioso acervo, sua militância incansável, seu passado de guerra e a vulnerabilidade atual dos indígenas são revistos por meio de diálogos de Andujar com o xamã Davi Kopenawa e o ativista Carlo Zacquini, e com a interlocução do filósofo húngaro Peter Pál Pelbart.
Documentário vai apresentar música inédita de Cazuza
O documentário “Cazuza: Boas Novas”, atualmente em desenvolvimento, vai apresentar uma canção inédita de Cazuza, que ele nunca gravou. A música se chama “Dúvidas” e faz parte do acervo de registros raros reunidos para a produção, que vai revisitar os últimos dois anos do cantor, desde o diagnóstico da Aids até a morte. O longa vai se concentrar no lado humano e na urgência de criação que acometeu o artista ao saber da doença. Produtor musical de Cazuza, o diretor Nilo Romero reuniu várias imagens pouco vistas — do cantor cuspindo na bandeira nacional durante um show no Rio de Janeiro à performance no casamento do músico George Israel — entremeadas com depoimentos de quem conviveu com ele em sua fase terminal. Entre os entrevistados, estão Gilberto Gil, Leo Jaime, Frejat, Flavio Colker, Arthur Dapieve e Ney Matogrosso, além de Lucinha Araújo, mãe do cantor. A filmagem é realizada pela produtora 5e60 e será exibida no Canal Curta no início de 2023.
Amazon oficializa filme de Paulo Gustavo
A Amazon Prime Video confirmou nesta quinta-feira (30/1) que vai lançar “Filho da Mãe”, um documentário sobre o ator e humorista Paulo Gustavo. O anúncio veio acompanhado de uma foto do filme, em que Paulo Gustavo aparece com sua mãe, Déa Lúcia. De acordo com comunicado oficial da plataforma, “Filho da Mãe” contará com imagens inéditas de Paulo Gustavo, registros de bastidores e depoimentos de amigos e familiares. Anteriormente, tinham vazado participações de Déa Lúcia, do viúvo Thales Bretas e das atrizes Mônica Martelli e Ingrid Guimarães. A produção começou a ser filmada antes da morte do artista, por isso a Amazon está chamando o documentário de “último trabalho de Paulo Gustavo”. O lançamento pretende arrancar risadas do público, mas também emocionar. Paulo Gustavo morreu no dia 4 de maio de 2021, após cerca de dois meses internado devido a complicações causadas pela covid-19. Um dos comediantes de maior sucesso do Brasil, ele concebeu a série “220 Volts” e o filme de maior bilheteria do país, “Minha Mãe É uma Peça 3”. Sua personagem nesse franquia, a Dona Hermínia, era inspirada em sua mãe. Pronto pra rir e se emocionar ? 🥺 Filho Da Mãe, o último trabalho de Paulo Gustavo, vai chegar no meu streaming com cenas inéditas de bastidores e depoimentos de amigos e familiares. pic.twitter.com/v6NhGnf0on — Prime Video Brasil (@PrimeVideoBR) June 30, 2022
Documentário do Menudo revela até estupro na boy band
A série documental “Menudo: Sempre Jovens”, que mostra a trajetória da primeira boy band do mundo desde 1977, alega que seus jovens artistas sofreram abuso físico e sexual por parte do empresário musical Edgardo Díaz. Disponível na HBO Max, o documentário está dividido em quatro episódios nos quais são entrevistados 13 ex-membros do grupo que foi desfeito em 2009. O cantor Ricky Martin, certamente o nome mais conhecido a passar pelo Menudo, não foi entrevistado. As alegações contra Díaz incluem abuso físico, sexual e mental, com agenda de trabalho extenuante e falta de supervisão por parte dos pais – uma exigência formal de Díaz para que os jovens fizessem parte do grupo. Ângelo Garcia, integrante do Menudo, alega ter sido estuprado várias vezes entre 1988 e 1990. Ele conta que foi drogado com álcool por um homem não identificado, que fazia parte da comitiva do Menudo, e desmaiou. Quando acordou, “estava nu e sangrando, então eu sabia que havia sido penetrado”, relatou. Ele também diz ter sido apalpado em um elevador por outros integrantes da equipe. Andy Blázquez e Jonathan Montenegro, integrantes da banda nos anos 1990, contam histórias quase idênticas sobre ameaças da equipe de produção de tocar as partes íntimas dos meninos, numa espécie de “rito de passagem” para o grupo. Blázquez acrescenta ainda que sempre houve uma atmosfera de sexualização extrema, com comentários sobre sexo anal. “Lembro-me de Edgardo dizendo: ‘sabe o prazer que você sente quando está fazendo cocô? Sexo anal é assim'”, disse Blázquez. Por fim, integrantes como Montenegro e Rawy Torres descrevem ainda uma existência miserável no grupo, sem brincadeiras, risadas ou diversão. Eles eram obrigados a atuar mesmo se estivessem doentes. Acusado, Díaz não respondeu aos pedidos de entrevistas por parte da equipe do documentário, mas negou todas as acusações relacionadas a abusos ou má gestão. A série documental “Menudo: Sempre Jovens” é uma produção original da HBO Max e tem direção de Ángel Manuel Soto, que está à frente do vindouro filme “Besouro Azul”, e de Kristofer Ríos (de “Havana Skate Days”). Veja o trailer abaixo.
Confira as estreias de cinema da semana
Fenômeno nos EUA, a sci-fi independente de ação “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” é o principal destaque desta quinta (23/6) nos cinemas. O filme vem de pré-estreias pagas desde a semana passada, mas seu lançamento oficial vai chegar em pouco mais de 100 salas de exibição. É um alcance bastante limitado, que reflete o domínio atual do circuito pelos blockbusters “Lightyear”, “Jurassic World: Domínio” e “Top Gun: Maverick”. A falta de espaço limita até a distribuição da comédia musical brasileira “Dissonantes”, que em outros tempos ganharia mais atenção ao entrar em cartaz. Confira abaixo todos os títulos, os trailers e informações sobre cada um dos sete lançamentos da semana. | TUDO EM TODO O LUGAR AO MESMO TEMPO | Maior sucesso da História do estúdio indie A24 (de filmes como “Midsommar” e “Ex Machina”), a sci-fi com 95% de aprovação da crítica americana no Rotten Tomatoes conta a história de uma mãe de família exaurida pela dificuldade de pagar seus impostos, quando descobre a existência do multiverso e de muitas versões dela mesma em diferentes realidades. Não só isso: um de seus maridos de outro mundo lhe revela que o destino do multiverso está em suas mãos. E para impedir o fim de todos os mundos, a personagem vivida por Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”) precisará incorporar as habilidades da totalidade de suas versões para enfrentar Jamie Lee Curtis (“Halloween”) e outras ameaças perigosas que a aguardam em sua missão. O elenco ainda destaca Ke Huy Quan (que foi o menino Short Round de “Indiana no Templo da Perdição”) como o marido de Yeoh, Stephanie Hsu (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) como sua filha e o veterano James Hong (“Aventureiros do Bairro Proibido”), entre outros. Roteiro e direção são dos Daniels, pseudônimo da dupla Daniel Kwan e Daniel Scheinert (ambos de “Um Cadáver Para Sobreviver”). | DISSONANTES | A comédia brasileira traz Marcelo Serrado (“Crô em Família”) como um ex-roqueiro grunge frustrado, que vê os ex-colegas dos anos 1990 seguindo outros caminhos, enquanto se afunda em dívidas para não comprometer sua integridade. A chance de uma virada chega a contragosto, quando um jurado de calouros da TV, ex-músico de sua antiga banda, propõe alugar seu estúdio para a gravação de uma artista do programa musical. Thati Lopes (“Diários de Intercâmbio”) vive a cantora em início de carreira, que convence o grunge aposentado a colocar guitarra no seu pop. Mais que isso, ela quer que ele se apresente com ela na disputa ao prêmio televisivo, que pode alavancar suas carreiras. “Dissonantes” tem roteiro de Mariana Trench Bascos (criadora de “Pico da Neblina”) e Pedro Riera (“Clube da Anittinha”), direção de Pedro Amorim (“Divórcio”) e produção da Querosene Filmes. | UM DIA QUALQUER | A série do canal pago Space virou filme, condensando seus cinco episódios numa projeção de 88 minutos. A trama aborda a violência das milícias do Rio por meio de histórias de diferentes moradores de um subúrbio carioca. A direção é de Pedro von Krüger, que trabalhou na equipe de câmera dos dois “Tropa de Elite” e foi diretor de fotografia da série da Amazon “Tudo ou Nada: Seleção Brasileira”. Ele também assina a história com outros roteiristas, incluindo Leonardo Gudel, que já trabalhou em duas séries criminais: “A Lei e o Crime” e “Acerto de Contas”. O elenco destaca Mariana Nunes (“Alemão”), Augusto Madeira (“Bingo, o Rei das Manhãs”), Jefferson Brasil (“Ilha de Ferro”), Tainá Medina (“O Doutrinador”), André Ramiro (“Tropa de Elite”) e Vinícius de Oliveira (o menino já crescido de “Central do Brasil”). | O TRUQUE DA GALINHA | A comédia fantasiosa do egípcio Omar El Zohairy venceu 22 prêmios internacionais, inclusive o troféu da Semana da Crítica no Festival de Cannes retrasado. O título se refere a um truque de mágica que dá errado na festa de aniversário de uma criança e transforma o autoritário pai da família numa galinha. A partir daí, a mãe precisa assumir o papel de chefe da família e arrumar emprego para sustentar a casa e os filhos, enquanto faz de tudo para trazer seu marido de volta, antes que vire almoço. | SUJEITO OCULTO | A estreia de Leo Falcão é um terror com elementos conhecidos. Na trama, um escritor tenta superar o bloqueio criativo mudando-se para uma vila afastada. Enquanto tem ideias estranhas, páginas escritas por um antigo morador aparecem na escrivaninha. O papel principal é de Gustavo Falcão (“Cine Holliúdy”), irmão do diretor, e o elenco ainda destaca Heloísa Jorge (“Sob Pressão”) e Marcos Breda (“Se Eu Fechar Os Olhos Agora”). | VEJA POR MIM | O suspense canadense acompanha uma esquiadora cega que decide se mudar para uma casa de inverno isolada. Quando a casa é invadida por três assaltantes, sua única ajuda é um aplicativo que conecta cegos a pessoas encarregadas de descrever o ambiente em que se encontram. A produção barata é estrelada por Skyler Davenport, uma conhecida dubladora de animes, em seu primeiro filme. | A JANGADA DE WELLES | Documentário sobre as filmagens de “It’s All True” (É Tudo Verdade) de Orson Welles sobre o carnaval carioca e os jangadeiros cearenses. O líder desses pescadores, Manuel “Jacaré”, morreu acidentalmente nas filmagens e este fato evoca memórias da atribulada passagem de Welles pelo Brasil e da luta dos jangadeiros por direitos trabalhistas.
Paulo Gustavo vai ganhar filme da Amazon
A Amazon Prime Video está preparando um filme sobre o ator e humorista Paulo Gustavo. Intitulado “Filho da Mãe”, o projeto pretende reunir imagens das turnês do comediante e cenas de arquivo com sua família. O projeto começou a ser desenvolvido antes mesmo da morte do artista e também vai contar com depoimentos de profissionais e amigos próximos, além, é claro, da mãe, Déa Lúcia, e do viúvo, o dermatologista Thales Bretas. Entre as participações, estão confirmadas as atrizes e amigas Mônica Martelli e Ingrid Guimarães. Outros artistas também serão procurados pela plataforma para assinar contrato para liberação da exibição de suas imagens. Paulo Gustavo morreu no dia 4 de maio de 2021, após cerca de dois meses internado devido a complicações causadas pela covid-19. Um dos comediantes de maior sucesso do Brasil, ele concebeu e estrelou o filme de maior bilheteria do país, “Minha Mãe É uma Peça 3”. Sua personagem nesse franquia, a Dona Hermínia, era inspirada em sua mãe.
“Lightyear” é a principal estreia de cinema da semana
A animação “Lightyear”, que destaca um personagem da franquia “Toy Story”, é o principal lançamento dos cinemas nesta quinta (16/6) com uma distribuição em cerca de 1,4 mil salas. Apesar desse domínio, a programação oferece outras estreias em circuito mais restrito, incluindo duas biografias musicais: uma produção francesa inspirada na vida de Céline Dion e um drama de época brasileiro sobre Celly Campello, pioneira do rock nacional. Há também um suspense francês e um policial brasileiro bastante tensos. “A Suspeita”, por sinal, rendeu o prêmio mais recente da carreira de Glória Pirez. A lista ainda contempla dois documentários: sobre o cantor George Michael, co-dirigido pelo próprio, e sobre a cobertura política da “Vaza Jato”. Confira abaixo os trailers e mais detalhes dos sete filmes que entram em cartaz. | LIGHTYEAR | Em seu filme solo, o famoso personagem de “Toy Story” não é um brinquedo, mas um astronauta de verdade. Na trama, ele embarca numa aventura sci-fi legítima – e bem convencional – com direito a viagem espacial e no tempo ao “infinito e além”, à origem do conflito com o vilão Zurg e principalmente ao primeiro beijo lésbico da história da Disney – que ocasionou o banimento do filme em países conservadores. Para diferenciar a produção, o personagem mudou de design e até de voz. Dublador oficial de Buzz Lightyear em “Toy Story”, Tim Allen deu lugar a Chris Evans, o Capitão América do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). No Brasil, também houve mudança, com o apresentador Marcos Mion assumindo a dublagem de Guilherme Briggs. A direção é de Angus MacLane, animador da Pixar que co-dirigiu “Procurando Dory” e também já trabalhou com “Toy Story” – assinou dois curtas da franquia e animou “Toy Story 3”. | ALINE – A VOZ DO AMOR | O drama musical francês é inspirado na vida de Céline Dion. Escrito, dirigido e estrelado pela francesa Valerie Lemercier (“50 São os Novos 30”), acompanha “Aline Dieu”, uma cantora fictícia que tem uma vida bastante parecida com a da intérprete da música-tema de “Titanic”. A trama narra a trajetória da artista desde a infância no Canadá, na região do Quebec durante a década de 1960, passa por sua transformação em cantora nos anos 1980 e segue até atingir seu estrelato mundial, enfatizando seu romance e seu casamento com o empresário bem mais velho que a descobriu. Na vida real, Céline se casou com o homem que a descobriu e apostou tudo no seu sucesso, René Angélil, falecido em 2016. Lemercier venceu o César (o Oscar francês) de Melhor Atriz por sua interpretação. | UM BROTO LEGAL | O filme conta a história da primeira estrela do rock brasileiro: Celly Campello, responsável por hits como “Banho de Lua” e “Estúpido Cupido” em 1959. O papel da jovem Célia, que começou a cantar na adolescência em Taubaté, interior de São Paulo, à sombra do irmão Tony, antes de ter seu próprio programa na TV Record, marca a estreia no cinema da atriz Marianna Alexandre, de trajetória no teatro musical. Ela está ótima, mas o filme dirigido por Luís Alberto Pereira (“Tapete Vermelho”) não aprofunda as dificuldades enfrentadas por Celly ao cantar rock num período muito conservador – e tão bem retratado por figurinos e cenografia – , dando à cinebiografia a aparência de uma novela de época juvenil. | A SUSPEITA | Glória Pires foi premiada no último Festival de Gramado como Melhor Atriz pelo desempenho neste filme, em que interpreta uma policial diagnosticada com Alzheimer. Enquanto se conforma com sua aposentadoria, a investigação de seu último caso aponta um esquema que pode torná-la suspeita de assassinato. Logo, ela percebe que precisará encontrar o verdadeiro culpado, enquanto luta contra os lapsos de memória e recusa os conselhos de pegar leve. Diretor de novelas da Globo, Pedro Peregrino fez sua estreia no cinema à frente deste thriller policial, que foi escrito por dois roteiristas experientes, Newton Cannito (“Bróder”, “Reza a Lenda”) e Thiago Dottori (“VIPs” e “Turma da Mônica: Laços”), em parceria com a produtora Fernanda De Capua (“Domingo”). | ARMADILHA EXPLOSIVA | O thriller francês de confinamento se passa quase totalmente em torno de um carro no interior de um estacionamento. Sentada no assento do motorista, a protagonista, vivida por Nora Arnezeder (“Zoo”), percebe a contagem regressiva de uma bomba no painel do veículo. Ela é uma especialista em descarte de bombas, que trabalha para uma ONG com o namorado, mas desta vez qualquer erro pode custar não apenas sua vida, mas de seu filho e a filha do namorado, sentados no banco traseiro. Com apenas 30 minutos para impedir a explosão, ela convoca a equipe com quem trabalha para desativar a armadilha. Roteiro e direção são de Vanya Peirani-Vignes, que assina seu primeiro longa após trabalhar como assistente do mestre Claude Lelouch em cinco filmes. | GEORGE MICHAEL FREEDOM UNCUT | Descrito como “profundamente autobiográfico”, o documentário é ancorado em depoimentos inéditos de George Michael, gravados antes de sua morte em 2016. O cantor esteve bastante envolvido com a produção, a ponto de ser creditado como co-diretor. Na obra, ele pondera o período “turbulento” a partir do lançamento de seu álbum mais bem-sucedido, “Faith”, vencedor do Grammy em 1987, e seu disco de 1990, “Listen Without Prejudice: Vol. 1”, de onde saiu “Freedom 90”, música que batiza o filme. Durante o lançamento desse álbum, Michael entrou em conflito com a Sony e, em consequência, a divulgação foi prejudicada pela gravadora e pelo próprio cantor. Para completar, ele teve uma grande perda pessoal logo em seguida: a morte precoce de seu primeiro amor, o estilista brasileiro Anselmo Feleppa, por Aids em 1993. | O AMIGO SECRETO | O documentário aborda o vazamento de mensagens de integrantes da Operação Lava-Jato, crime que ficou conhecido como “Vaza-Jato”. Dirigido por Maria Augusta Ramos, que fez “O Processo”, sobre o impeachment de Dilma Rousseff, o filme traz depoimento de alguns dos jornalistas que trabalharam na cobertura e publicações das mensagens em 2019, entre eles Leandro Demori, do site The Intercept Brasil, e Marina Rosse, do El País Brasil. Trabalho de hackers que foram presos pela Polícia Federal, o vazamento ajudou a livrar Luis Inácio Lula da Silva da condenação por corrupção e jogou dúvidas sobre os julgamentos do juiz Sergio Moro, considerado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF).











