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  • Série

    Trailer do documentário “Harry e Meghan” vai direto nas polêmicas da família real

    5 de dezembro de 2022 /

    A Netflix divulgou o pôster e o trailer da série documental “Harry & Meghan”, que promete mostrar detalhes da intimidade do príncipe Harry e sua esposa Meghan Markle. A prévia não perde tempo e vai direto nas polêmicas que envolveram o rompimento do casal com a realeza britânica, com direito a acusações de racismo. “Ninguém sabe toda a verdade. Nós sabemos”, afirma Harry no vídeo. Segundo a Netflix, o público “nunca viu a história de Meghan e Harry contada assim”. Vale ressaltar que, em outubro, a gigante do streaming quase interrompeu o projeto e, antes disso, o diretor original se demitiu. O documentário conta com depoimentos de amigos e familiares do casal, bem como imagens de arquivos pessoais. A visão de historiadores também estará presente na produção. “Harry & Meghan” é dirigido por Liz Garbus (de “Love, Marilyn”) e terá seis capítulos, que serão disponibilizados em duas partes: em 8 e 15 de dezembro.

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  • Etc

    Anitta revela diagnóstico de vírus causador da esclerose múltipla

    3 de dezembro de 2022 /

    Anitta revelou ter sido diagnosticada com o vírus Epstein-Barr, que pode causar esclerose múltipla. Segundo a cantora, ela se tratou a tempo e impediu que a doença progredisse. A revelação foi feita durante a entrevista coletiva de lançamento do documentário “EU”, roteirizado, produzido, dirigido e editado por Ludmila Dayer. A cantora produziu o filme da atriz, que também precisou enfrentar o Epstein-Barr e foi diagnosticada com ELA (esclerose lateral amiotrófica). “Há dois meses, passei pelo momento mais difícil da minha vida”, Anitta começou, revelando que recebeu a notícia logo após conversar com Ludmilla sobre o diagnóstico de esclerose múltipla. “No dia seguinte eu tive a notícia terrível e grudei nela. Se eu estou falando, caminhando, respirando, vivendo, é pelo quanto que ela me ajudou”, disse a artista. Amiga de Ludmila Dayer há anos, a cantora afirmou que recebeu o contato de uma especialista para conversar sobre os sintomas, mas o contato só ocorreu após a atriz pressioná-la. “Nunca liguei, mas ela me mandou mensagem e eu pensei ‘poxa, vou responder por educação’. Só ali vi o quanto que eu não estava bem”, observou. “Isso mudou a minha vida. Eu estava chorando vendo o documentário”, completou a artista. Anitta revelou que seu diagnóstico aconteceu em meio à produção de “EU”, que narra a experiência de Ludmilla ao conviver com uma infecção crônica, resultado dos sintomas do Epstein-Barr. Enquanto editava o filme, ela recebeu o diagnóstico da esclerose e deu outro ar para a finalização do projeto. “Quando a gente começou todo esse contato, e saíram os resultados, eu estava com o mesmo vírus da Ludmilla em fase inicial”, contou Anitta. “Eu não acredito mais em coincidências”, acrescentou, sobre a descoberta da doença nesse momento. “Por sorte, por destino, por tudo isso eu consegui nem chegar no estágio que a Ludmilla chegou. Ela foi uma benção na minha vida e só alegria”. Para realizar “EU”, Ludmila Dayer entrevistou xamãs, neurocientistas e psicanalistas, que a ajudaram a lidar com a própria saúde. O filme traz narração da própria Ludmilla, que conta sua jornada em primeira pessoa. Entretanto, quem aparece na tela é a atriz Fernanda Souza, que a interpreta. Produzido pela Lupi Productions (EUA), “EU” ainda não tem previsão de estreia comercial.

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  • Filme

    Estreias: “Morte, Morte, Morte”, “Era uma Vez um Gênio” e os novos filmes em streaming

    2 de dezembro de 2022 /

    A programação de lançamentos nas plataformas de assinatura e locação digital continuam tocando o terror após um mês do Halloween. Estreias de horror e fantasia sombria são os maiores destaques da semana, mas também há opções para crianças, casais românticos e cinéfilos. Confira abaixo as 10 principais novidades disponibilizadas para o cinema em casa.   | MORTE, MORTE, MORTE | VOD*   O suspense de humor ácido destaca-se pelo bom elenco e o roteiro esperto, que cria um “quem matou” moderno e envolvente. A trama traz Amandla Stenberg (“O Ódio que você Semeia”) e Maria Bakalova (a filha de “Borat 2”) como um casal quente, que chega numa mansão isolada para se divertir com uma turma de influencers. Quando o tédio se instala, alguém sugere um jogo, em que uma pessoa fingiria ser um assassino enquanto os demais se escondem. O problema é que, quando uma tempestade apaga as luzes, começam a surgir cadáveres. Um assassino estaria realmente entre eles. O filme tem direção da atriz holandesa Halina Reijn (“Instinto”) e seu elenco também inclui Pete Davidson (“O Esquadrão Suicida”), Myha’la Herrold (“Industry”), Rachel Sennott (“Shiva Baby”), Chase Sui Wonders (“Generation”) e Lee Pace (“Guardiões da Galáxia”).   | ERA UMA VEZ UM GÊNIO | VOD*   O filme que marca a volta do cineasta George Miller ao cinema, sete anos após deixar público e crítica impressionados com “Mad Max: Estrada da Fúria”, é inspirado pelas fábulas das Mil e uma Noites. A fantasia de visual arrebatador traz Idris Elba (“Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”) como um gênio encantado – na verdade, um Djinn – , cuja “lâmpada” mágica vai parar nas mãos de uma viúva solitária (vivida por Tilda Swinton, de “Doutor Estranho”) após passar séculos perdida. Enquanto pondera seus três desejos, a mulher conhece a história do gênio e reflete sobre a velha moral da história: “cuidado com o que desejar”. O visual, especialmente durante as cenas de recriação do Oriente exuberante, é de encher os olhos, com muitos efeitos visuais, além de uma fotografia, cenografia e figurinos refinadíssimos. Mas a expectativa para a produção era maior que seus 71% de aprovação da crítica na contabilização do site Rotten Tomatoes.   | O TROLL DA MONTANHA | NETFLIX   A fantasia norueguesa acompanha uma equipe de especialistas formada para investigar estranhos acontecimentos na montanha de Dovre. Eles logo descobrem que um monstro gigante despertou após mil anos, destruindo tudo pelo caminho – um caminho que leva à capital da Noruega. Uma premissa curiosa, que sugere um Godzilla inspirado nas lendas nórdicas. O filme tem direção de Roar Uthaug (“Tomb Raider: A Origem”) e é estrelado por Ine Marie Wilmann (“Furia”), Mads Sjøgård Pettersen (“O Rei da Montanha”), Kim Falck (“Presos no Gelo 3”) e Gard B. Eidsvold (“Em Busca do Castelo Dourado”).   | HALLOWEEN ENDS | VOD*   Anunciado como encerramento da longeva saga de terror, o filme apresenta a última batalha entre o bicho-papão Michael Myers e a final girl Laurie Strode (Jamie Lee Curtis). Literalmente no final mesmo, após frustrar grande parte do público com uma longa história paralela em torno de um assassino copiador. Apesar da moral da história ser que o mal nunca morre e pode se esconder por trás de muitas máscaras, esta continuação foi vendida como o final definitivo da franquia. Mas desde que Laurie e Michael se enfrentaram pela primeira vez em 1978, eles já tiveram três finais anunciados como definitivos – o primeiro foi a continuação direta, “Halloween II”, de 1980, seguido por “Halloween H20: Vinte Anos Depois” em 1998 e, por fim, “Halloween: Ressurreição” em 2002, o filme em que Laurie morre. Todos foram ignorados pela nova trilogia, inaugurada em 2018 como uma sequência direta do longa original de John Carpenter. O papel de Laurie deu à Jamie Lee Curtis, filha de Tony Curtis (“Quanto Mais Quente Melhor”) e Janet Leigh (“Psicose”), a fama de maior “scream queen” (rainha do grito) e mais popular “final girl” (última garota sobrevivente) de todos os tempos. A nova trilogia também resgatou as crianças cuidadas pela então babá Laurie em 1978 – uma delas vivida pela mesma atriz, Kyle Richards – , e introduziu a filha e a neta da heroína, interpretadas por Judy Greer e Andi Matichak. Uma delas foi despachada pelo bicho papão no longa anterior, o que deixa Laurie meio desnorteada na nova sequência, especialmente ao aproximar sua descendente restante do perigoso aprendiz de Mike Myers. A direção é de David Gordon Green, que comandou toda trilogia atual e conseguiu uma façanha: fazer com que cada novo capítulo fosse mais decepcionante que o anterior.   | O AMANTE DE LADY CHATTERLEY | NETFLIX   A nova adaptação do romance homônimo de DH Lawrence traz Emma Corrin (a Princesa Diana de “The Crown”) em cenas quentes. A trama é famosamente escandalosa e já gerou versões muito picantes na tela, inclusive um lançamento proibido para menores estrelado por Sylvia Kristel (a “Emmanuelle”) em 1981. O livro foi publicado originalmente na Itália e na França na década de 1920, mas não foi impresso nos Estados Unidos até 1959 sob a acusação de conter obscenidades. A história gira em torno da rica e privilegiada Lady Chatterley, casada com um homem que ela não ama. Entediada e isolada no campo, ela inicia um relacionamento casual, que vira passional, com um jovem humilde que trabalha em sua propriedade inglesa. Além de Emma Corrin como Lady Chatterley, o elenco destaca Jack O’Connell (“Invencível”) como o amante e Nicholas Bishop (“Industry”) como o marido traído. O roteiro foi escrito por David Magee (“As Aventuras de Pi”) e a direção é da francesa Laure de Clermont-Tonnerre, diretora do filme “The Mustang” (2019) e da minissérie “The Act”.   | HOLD ME TIGHT | MUBI   O novo filme de Mathieu Amalric (“O Quarto Azul”) acompanha uma mulher que um dia simplesmente abandona sua família. Enquanto dirige para longe, ela imagina situações que podem estar acontecendo, sobre a reação dos filhos e do marido ao descobrirem que ela não vai voltar logo. Ancorado por uma performance magistral de Vicky Krieps (“Trama Fantasma”), o ator, roteirista e diretor francês realiza um estudo da dor e da perda de forma fragmentada, mas permite a visualização de todas as peças para o público contemplar o grande quadro da vida. Por seus trabalhos, Krieps e Amalric estão concorrendo ao César 2023 (o Oscar francês), que acontece em fevereiro.   | AS AVENTURAS DE TADEO E A TÁBUA DE ESMERALDA | VOD*   A terceira animação da franquia de Tadeo traz o Indiana Jones espanhol desencadeando acidentalmente um antigo feitiço, que coloca em perigo a vida de seus amigos – entre eles, a Múmia do primeiro filme, que agora tem uma namorada. As aventuras vão das pirâmides do México às pirâmides do Egito, sem esquecer da pirâmide de Paris (diante do Museu do Louvre). Assim como os anteriores, o novo filme tem direção de Enrique Gato, criador de Tadeo Jones – que ele revelou pela primeira vez em 2006 num curta animado. O personagem, um ex-trabalhador da construção civil que sonhava virar arqueólogo aventureiro, é simpaticíssimo e suas animações muito bem feitas, com ação suficiente para contentar os fãs, senão de Indiana Jones, ao menos de Tintim, o aventureiro de quadrinhos mais famoso da Europa.   | ENTRE ROSAS | *VOD   A comédia dramática francesa acompanha uma criadora de rosas à beira da falência, que é salva por uma solução de sua fiel secretária: contratar três presidiários sem nenhum conhecimento de jardinagem, mas que trabalham por salários baixos. Completamente diferentes, eles se unem na missão de salvar a pequena fazenda. A veterana Catherine Frot (“Margueritte”) tem o papel principal.   | UM NATAL CHEIO DE GRAÇA | NETFLIX   A comédia que marca a estreia de Gkay como protagonista virou babado com duas semanas de antecedência por conta das fofocas de bastidores, que trouxeram à tona supostos ataques de estrelismo da influencer. Na trama, Sérgio Malheiros (“Impuros”) fica desconsolado após flagrar a noiva lhe traindo com outra mulher na véspera do Natal e, sem saber como encarar a festa da família, convida a primeira desconhecida que encontra para ser sua acompanhante no Natal, na mansão de sua mãe rica (Vera Fisher, de “Salve Jorge”) e diante de todos os parentes. Só que a desconhecida é Gkay, que se revela sem classe alguma e capaz de causar um vexame atrás do outro. O elenco também inclui Monique Alfradique (“Bem-vinda a Quixeramobim”), Letícia Isnard (“Um Tio Quase Perfeito”), Nando Cunha (“Vizinhos”) e Cezar Maracujá (“Nada Suspeitos”), entre outros. O roteiro é de Carol Garcia (“Bom Dia, Verônica”) com consultoria de Fil Braz (“Minha Mãe É uma Peça”) e direção de Pedro Antônio (“Tô Ryca!”).   | SR. | NETFLIX   O documentário retrata a vida do cineasta Robert Downey, pai do ator Robert Downey Jr. Tem direção de Chris Smith (“Fyre Festival: Fiasco no Caribe”), mas foi concebido e é conduzido na tela por Downey Jr. A obra destaca momentos emocionantes da convivência entre pai e filho, enquanto o intérprete do Homem de Ferro registra os últimos meses de vida de seu pai em conversas sobre suas realizações, lutas e família. O filme também serve para apresentar a obra do diretor para as novas gerações. Como os filmes eram independentes, nunca receberam muita atenção do mercado e jamais saíram do circuito dos iniciados, o que deixou seus principais títulos inéditos no Brasil e em vários países do mundo. Por conta disso, sua ousadia acabou esquecida. Mais que isso, é até desconhecida entre os que se referiam a ele apenas como o pai de Robert Downey Jr. Mas Robert Downey marcou época no cinema como um dos cineastas mais transgressores e identificados com o movimento contracultural dos EUA. Ele tem pelo menos um filme cultuadíssimo, “Putney Swope”, de 1969, que contrastou o movimento dos direitos civis com a indústria da publicidade. Seu filho famoso atuou em vários de seus longas, estreando como ator na comédia “Pound” (1970), com cinco anos de idade. Além de dirigir, Robert Downey também foi ator e participou de filmes como “Boogie Nights” (1997) e “Magnolia” (1999), ambos de Paul Thomas Anderson. Sua última aparição nas telas foi como convidado do humorístico “Saturday Night Live” em 2015. Ele morreu em julho de 2021, aos 85 anos, após sofrer do Mal de Parkinson por 5 anos.     * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.

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  • Filme

    Cinemas recebem “Até os Ossos”, “O Menu” e mais uma dúzia de filmes

    1 de dezembro de 2022 /

    A programação de cinema desta quinta (1/12) acrescenta nada menos que 14 títulos em cartaz, incluindo destaques da temporada de premiações, sucessos recém-lançados nos EUA, cinco produções nacionais e o relançamento do blockbuster juvenil “Crepúsculo”. Mas um detalhe chama atenção: curiosamente, os filmes de maior distribuição são duas produções sobre canibais. Confira abaixo a lista completa de estreia.   | ATÉ OS OSSOS |   O drama que volta a reunir o ator Timothée Chalamet com o diretor Luca Guadagnino após “Me Chame pelo Seu Nome” adapta o romance homônimo de Camille DeAngelis, que combina romance e canibalismo. O filme se passa nos anos 1980 e segue uma mulher em uma viagem em busca do pai que nunca conheceu, na tentativa de entender por que sente vontade de matar e comer as pessoas que a amam. No meio de sua jornada, ela encontra alguém que parece ser sua alma gêmea carnívora. O roteiro foi escrito por Dave Kajganich, que trabalhou com Guadagnino em “Suspiria”, e o papel principal feminino é vivido por Taylor Russell (“Perdidos no Espaço”), que venceu o Troféu Marcello Mastroianni de Melhor Atriz Jovem no Festival de Veneza deste ano. O elenco também inclui Mark Rylance (“Não Olhe para Cima”), André Holland (“Moonlight”), Jessica Harper (“Suspiria”), Michael Stuhlbarg (“Dopesick”), o diretor David Gordon-Green (“Halloween”), Francesca Scorsese (“We Are Who We Are”) e Chloë Sevigny (também de “We Are Who We Are”).   | O MENU |   A comédia de terror culinário segue convidados ricos (entre eles Anya Taylor-Joy, de “Os Novos Mutantes”, e Nicholas Hoult, de “X-Men: Fênix Negra”) que embarcam para uma ilha privada para participar de um banquete luxuoso preparado pelo prestigioso Chef Slowik (Ralph Fiennes, o Voldemort de “Harry Potter”). Mas ao chegarem no local, eles se deparam com um clima sinistro e descobrem que os pratos principais são eles mesmos. Com direção de Mark Mylod (“Game of Thrones”), o filme atingiu 89% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes e tem se mostrado um sucesso modesto nas bilheterias dos EUA.   | NOITE INFELIZ |   David Harbour (“Stranger Things”) interpreta um Papai Noel sanguinário nessa comédia de ação violenta. Na trama passada na véspera de Natal, uma equipe de mercenários de elite invade a casa de uma família rica que se odeia, fazendo todos de reféns. Porém, os invasores são surpreendidos pela visita de Papai Noel (Harbour), que ao ser recebido à tiros decide mostrar o que faz com meninos malvados. O roteiro que apresenta o “Papai Noel Duro de Matar” foi escrito pela dupla Pat Casey e Josh Miller (ambos de “Sonic: O Filme”), a direção é de Tommy Wirkola (“Zumbis na Neve”) e o elenco também conta com John Leguizamo (“John Wick”), Beverly D’Angelo (“Entourage”), Alex Haskell (“Cowboy Bebop”) e Cam Gigandet (“Crepúsculo”).   | AFTERSUN |   O premiado drama britânico acompanha as lembranças de uma mulher chamada Sophie. Ela recorda a alegria e a melancolia de um feriado de verão na Turquia, que passou com o pai 20 anos atrás, quando era criança. Nesse passeio pela memória, eventos reais se misturam a fragmentos e fatos imaginários, enquanto ela busca preencher lacunas e reconciliar a imagem do pai com quem conviveu com as verdades sobre o homem que nunca conheceu. A estreia da diretora Charlotte Wells venceu 15 prêmios internacionais, inclusive nos festivais de Cannes e Deuville, além de concorrer a mais cinco troféus no Spirit Awards 2023 (o Oscar do cinema independente) e ter rendido uma indicação a Paul Mescal (“A Filha Perdida”), intérprete do pai, ao troféu de Melhor Ator Europeu do Ano no European Film Awards.   | TUBARÃO – MAR DE SANGUE |   O suspense de tubarão acompanha um grupo de amigos pouco exemplares, que pegam “emprestado” dois jet skis para se divertir em alto-mar, mas acabam se envolvendo num acidente e ficam à deriva com um ferido. O sangue no mar atrai predadores que os cercam e atacam sem parar. Apesar do tema batido, elenco pouco conhecido e da ficha do diretor James Nunn (“Busca Explosiva 5” e “Busca Explosiva 6”) como especialista em thrillers de DVD, o ritmo é bem tenso.   | A MALDIÇÃO DO QUARTO 203 |   O terror indie acompanha duas melhores amigas que se mudam para um apartamento de história sombria e passam a ser aterrorizadas por espíritos malignos. Os papéis principais trazem Francesca Xuereb (“A Vida Sexual das Universitárias”) em sua estreia no cinema e a ucraniana Viktoria Vinyarska, que curiosamente já fez um filme brasileiro: “A Floresta de Jonatas”, em 2012. A direção é de Ben Jagger (“Corbin Nash”) e capricha nos clichês do J-horror, o cinema de terror do Japão.   | PLANO A |   Conhecidos por filmes de terror judeu, os irmãos israelenses Doron e Yoav Paz (“JeruZalem” e “Golem”) abordam o maior terror judeu de todos: o holocausto. Mas como filme de vingança sangrenta! A história é baseada em fatos reais, embora não muito divulgados, sobre um grupo de judeus sobreviventes que decidiu partir para o “olho por olho” com a população da Alemanha. Formado em 1945, diante da inconformidade com as sentenças “leves” para criminosos de guerra e a vitimização do povo cúmplice, o grupo traça uma meta ambiciosa: matar um alemão para cada judeu assassinado por nazistas, num total de 4 milhões. Com fotografia de Moshe Mishali (“Fauda”) indicada ao “Oscar israelense”, o filme destaca em seu elenco o alemão August Diehl (“Bastardos Inglórios”) e a holandesa Sylvia Hoeks (“See”).   | BREVE HISTÓRIA DO PLANETA VERDE |   A fantasia premiada do argentino Santiago Loza (“La Paz”) é de 2019, ano em que venceu o Teddy de Melhor Filme LGBTQIAP+ no Festival de Berlim e o Janela Sangrenta de Melhor Filme Latino-Americano no Festival de Sitges, na Espanha, dedicado ao cinema fantástico. A trama acompanha Tania, uma mulher trans (Romina Escobar) que descobre que sua avó passou os últimos anos de sua vida na companhia amorosa de um alienígena. Juntamente com dois amigos, ela viaja pela Argentina rural para realizar o último desejo da avó e devolver a criatura ao seu local de origem.   | PEQUENOS GUERREIROS |   O filme infantil acompanha uma família em viagem de carro pelo interior do Ceará. Enquanto os adultos planejam pagar uma promessa, as três crianças se divertem com uma sucessão de descobertas inusitadas pela paisagem agreste, incluindo ETs e dinossauros que encontram pelo caminho, aprendendo as histórias e as riquezas culturais do sertão. O trabalho marca a estreia da produtora Bárbara Cariry (“A Jangada de Welles”) como diretora de longas.   | NA RÉDEA CURTA |   A comédia de humor popular é uma versão da websérie homônima. Acompanha Júnior, um filhinho da mãe que, ao descobrir que vai ser pai, decide ir atrás do pai que o abandonou há muito tempo. Mas claro que Mainha vai junto nesta jornada pelo interior baiano, enfrentando diversos perrengues que só servem para aproximar mais mãe e filho. A direção é da dupla Glenda Nicácio e Ary Rosa, que ficou conhecida com o dramático e premiado “Café com Canela” (2017), e o elenco destaca os atores Thiago Almasy, diretor-roteirista da série original, e Sulivã Bispo no papel feminino de Mainha, personagem que ele viveu também na série “Treme Treme” e até no Prêmio Multishow.   | ÊXTASE |   O primeiro longa documental de Moara Passoni, co-roteirista de “Democracia em Vertigem” (2019), é um relato impressionante e impactante de uma jovem anoréxica, que leva seu corpo até o limite. Narrado do ponto de vista da protagonista, o filme embarca no delírio de achar que uma vida feita de restrição e tortura represente seu contrário e seja extremamente sedutora. Venceu sete prêmios em festivais internacionais, a maioria europeus, e o de Melhor Filme de Estreia na Mostra de São Paulo de 2020.   | DEUS TEM AIDS |   Dois dos diretores mais representativos dos filmes de temática gay no Brasil se juntam num documentário sobre sorofobia, nome dado ao medo das pessoas com HIV. A obra acompanha sete artistas e um médico ativista, todos portadores do HIV, em seus cotidianos, lutas e artes, com destaque para performances provocativas. Os diretores são Fábio Leal, da comédia “Seguindo Todos Os Protocolos”, premiada no Festival de Tiradentes, e Gustavo Vinagre, da aventura “Três Tigres Tristes” (2022), premiada com o Teddy no Festival de Berlim deste ano.   | NUNCA MAIS SEREI A MESMA |   O documentário de Alice Lanari (“América Armada”) acompanha quatro mulheres de diferentes países, idades, origens e raças, que nunca se encontraram, mas compartilham histórias similares entre si, assim como a tantas outras mulheres latino-americanas que foram afetadas pela violência.   | CREPÚSCULO |   A Paris Filmes anunciou que relançará toda a “Saga Crepúsculo” nos cinemas brasileiros a partir desta quinta (1/12). O relançamento vai comemorar os 10 anos do final da franquia, que foi encerrada em 2012 com “Amanhecer – Parte 2”. Os filmes chegarão semanalmente ao circuito, um título por vez, na ordem em que foram exibidos originalmente. Assim, “Crepúsculo” (2008) reestreia agora, sendo seguido por “Lua Nova” (2009) no dia 8, “Eclipse” (2010) no dia 15, “Amanhecer – Parte 1” (2011) no dia 20, finalizando com a “Parte 2” (2012) em 27 de dezembro. Juntos, os cinco filmes da história de amor sobrenatural entre a mortal Bella (Kristen Stewart) e o vampiro Edward (Robert Pattinson) renderam mais de US$ 3,3 bilhões em bilheteria, gerando ainda inúmeras fanfics que originaram suas próprias franquias – de “Cinquenta Tons de Cinza” a “After”. O sucesso dos filmes catapultou as carreiras do par central, que também viveu um namoro tumultuado fora das telas. Stewart e Pattinson têm feito alguns dos filmes recentes de mais prestígio e sucesso de Hollywood. Enquanto a atriz foi indicada ao Oscar por “Spencer”, o ator virou o novo “Batman” do cinema. A “Saga Crepúsculo” também está integralmente disponível em streaming nas plataformas Netflix e Star+.

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  • Série

    HBO Max revela novo teaser da série sobre Flordelis

    30 de novembro de 2022 /

    A HBO Max divulgou um novo teaser de sua série documental sobre Flordelis, que traz a ex-deputada ameaçando Wagner Andrade Pimenta, o Misael, filho afetivo de Flordelis dos Santos de Souza, que deu depoimentos incriminadores no tribunal do júri, durante o julgamento da ex-deputada pelo assassinato de seu ex-marido pastor. Intitulada “Flordelis: Em Nome da Mãe”, a produção foi realizada simultaneamente à “Flordelis: Questiona ou Adora”, lançada pela Globoplay em 4 de novembro, na véspera do julgamento. A nova atração será lançada em 8 de dezembro e vai aproveitar o término do julgamento para incluir nos episódios o veredito do caso. Dirigida por Suemay Oram (“Bandidos na TV”), a produção tem como tema central o assassinato do marido de Flordelis dos Santos de Souza, o pastor Anderson do Carmo, em 2019. A também pastora e ex-deputada pelo Rio de Janeiro foi acusada de ter orquestrado o crime, junto com seis de seus mais de 50 filhos e uma neta. Flordelis ficou conhecida nacionalmente na década 1990 pela adoção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Ela ganhou a mídia após adotar 37 crianças que estavam fugindo de um ataque na Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro. A missionária pregava que a família era “seu bem maior”, e com esse discurso foi eleita deputada. O assassinato do pastor Anderson do Carmo aconteceu em 16 de junho de 2019, quando ele chegou em casa, em Niterói (RJ), e foi alvejado com vários tiros. A ex-deputada recebeu pena de 50 anos e 28 dias de prisão pelos crimes de homicídio, tentativa de homicídio (por tentativas de envenenar a vitima), uso de documento falso (pelo plano de uma carta fraudada) e associação criminosa armada. Além disso, mais sete pessoas foram condenadas pelo crime, incluindo filhos biológicos, adotados e afetivos de Flordelis. Além do julgamento, a série também apresenta cenas da intimidade de Flordelis, com acesso exclusivo a sua família e seus amigos mais próximos, além de entrevistar investigadores da polícia, testemunhas-chave e equipes jurídicas de defesa e acusação.

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  • Série

    Gabriel Monteiro, herói bolsonarista preso por crimes sexuais, vai virar série

    30 de novembro de 2022 /

    Gabriel Monteiro, o vereador bolsonarista do Rio que falsificava vídeos para posar de herói da polícia e acabou perdendo o mandato e preso sob acusações de crimes sexuais, virou série documental. A Globoplay vai lançar “Gabriel Monteiro – Herói Fake” na próxima terça (6/12). Com quatro episódios, a produção vai explorar o filão true crime que tem rendido sucessos do streaming, como as séries sobre o assassinato de Daniella Perez e a história de Flordelis. A série vai mostrar a trajetória do ex-vereador, incluindo sua entrada na PM carioca, sua ascensão meteórica nas redes sociais, filiação ao MBL e PL, partido de Bolsonaro, eleição a cargo de vereador, perda do mandato e prisão preventiva. Com direção de Eliane Scardovelli (“Escola Base – Um Repórter Enfrenta o Passado”) e Rafael Norton (“Vida Corrida”), e reportagem de Mahomed Saigg, os episódios reúnem depoimentos exclusivos de mulheres e ex-assessores que o acusam de estupro, assédios sexual e moral, peculato e tortura. Também inclui os delegados que conduzem as investigações.

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  • Série

    Globoplay vai lançar série sobre torcida do Corinthians

    24 de novembro de 2022 /

    A Globoplay prepara uma série documental sobre a torcida do Corinthians. Intitulada “Sou Corinthians”, a atração será lançada na plataforma da Globo no próximo dia 15, véspera da comemoração de 10 anos da conquista do segundo título do Mundial de Clubes pelo time. Com quatro episódios, a série vai explorar como as vitórias e as crises enfrentadas pelo Corinthians contribuíram para formar sua torcida, conhecida pelo seu fanatismo. A produção vai contar com depoimentos de jogadores que participaram da vitória no Mundial, como Danilo, Emerson Sheik e o goleiro Cássio, além de grandes nomes da história da equipe como Rivellino, Neto, Wladimir e Walter Casagrande Jr. As entrevistas são comandadas pelos jornalistas Edgar Alencar e Victor Pozella, do núcleo de Esportes da Globo.

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  • Série

    Documentário de Flordelis terá capítulo extra na Globoplay

    23 de novembro de 2022 /

    A equipe da série documental “Flordelis: Questiona ou Adora”, da plataforma Globoplay, gravou um episódio extra da atração nesta terça (22). O novo episódio vai mostrar o julgamento da ex-deputada, que chegou ao fim na semana passada com a condenação de Flordelis a 50 anos de prisão pelo assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. A série está entre as mais vistas da plataforma da Globo. A realização de um episódio extra servirá para compensar uma deficiência em relação a uma produção concorrente. O caso ganhará outra série em breve, “Flordelis: Em Nome da Mãe”, que será lançada na HBO Max em dezembro. Esta atração pretendia trazer como diferencial justamente o acompanhamento do julgamento da ex-deputada. Flordelis ficou conhecida nacionalmente na década 1990 pela adoção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Ela ganhou a mídia após adotar 37 crianças que estavam fugindo de um ataque na Central do Brasil, no centro do Rio de Janeiro. A missionária pregava que a família era “seu bem maior”, e com esse discurso foi eleita deputada. O assassinato do pastor Anderson do Carmo aconteceu em 16 de junho de 2019, quando ele chegou em casa, em Niterói (RJ), e foi alvejado com vários tiros. A ex-deputada recebeu pena de 50 anos e 28 dias de prisão pelos crimes de homicídio, tentativa de homicídio (por tentativas de envenenar a vitima), uso de documento falso (pelo plano de uma carta fraudada) e associação criminosa armada. Além disso, mais sete pessoas foram condenadas pelo crime, incluindo filhos biológicos, adotados e afetivos de Flordelis.

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  • Filme

    Anitta vai produzir filme sobre doença de Ludmila Dayer

    23 de novembro de 2022 /

    A cantora Anitta será produtora do documentário “Eu”, sobre o diagnóstico de esclerose múltipla da atriz Ludmila Dayer (de “Malhação”). A cantora divide a função com o roteirista Thiago Pavarino (de “Amor.com”). “Ludmila é uma grande amiga. Me identifiquei muito com a sua jornada de cursa, que expõe de forma bonita e sincera suas vivencias”, ela disse à coluna da jornalista Patrícia Kogut no jornal O Globo. “Acho que o documentário tem tudo para ajudar e inspirar muita gente em diversos aspectos, como aconteceu comigo.” O documentário autobiográfico “Eu” tem direção da própria Ludmila Dayer e relata o processo do diagnóstico da doença, além da luta que a atriz enfrentou contra crises de ansiedade e síndrome do pânico. “O que eu passei foi muito revelador. Me senti tão sortuda que não podia guardar isso só para mim”, relatou Ludmila. “É um filme que fala sobre todos nós em algum momento da vida. É um filme de consolo e apoio a todos que em algum dia se sentiram sozinhos ou perderam a direção.” “Eu” é uma co-produção entre Brasil e Estados Unidos por meio de Lupi Productions, a empresa de Ludmila Dayer.

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  • Música

    Filmes: 10 estreias para o cinema em casa

    18 de novembro de 2022 /

    A programação de estreias digitais da semana vai do terror extremo à fantasia infantil de Natal, incluindo também produções nacionais importantes, como o candidato do Brasil ao Oscar 2023 e um documentário sobre o mais famoso grupo de rap do país. Confira abaixo as 10 principais estreias para aproveitar em casa.   | X – A MARCA DA MORTE | VOD*   Um dos terrores mais elogiados do ano, o filme do diretor Ti West (“Cabana do Inferno 2”) atingiu 95% de aprovação no agregador Rotten Tomatoes. Fez tanto sucesso que já ganhou um prólogo (ainda inédito no Brasil) e tem um continuação confirmada. O “X” do título se refere à classificação americana para filmes proibidos para menores. Passado nos anos 1970, o longa acompanha a equipe de um filme adulto, que aluga uma casa de um casal de velhinhos no interior do Texas para usar como cenário de uma nova produção. Só que os velhinhos não são inocentes e a locação se revela uma armadilha, que transforma a produção do pornô num terror slasher sanguinário, com direito a ataques de crocodilos e assassinatos sádicos. O elenco destaca Mia Goth (“Ninfomaníaca”) em papel duplo (como porn star e velhinha decrépita), Jenna Ortega (“Pânico”), Martin Henderson (“Virgin River”), Brittany Snow (“A Escolha Perfeita”), Owen Campbell (“A Mulher Invisível”), Stephen Ure (“Máquinas Mortais”) e Scott Mescudi (mais conhecido como o rapper Kid Cudi, visto em “Não Olhe para Cima”).   | VOCÊ NÃO ESTARÁ SÓ | VOD*   O terror fantasioso e envolvente de Goran Stolevski (da série australiana “Nowhere Boys”) explora lendas de seu país natal. A trama se passa numa aldeia isolada nas montanhas da Macedônia do século 19, quando uma criança é sequestrada e criada por uma bruxa, crescendo totalmente isolada e transformada numa criatura sombria. Ao se perceber abandonada, a jovem tenta se reconectar com a família perdida, mas a bruxa observa tudo à distância, com raiva e desejo de vingança. Premiado em dois dos principais festivais de filmes fantásticos, Sitges, na Espanha, e Bucheon, na Coreia do Sul, a obra agradou a crítica em cheio, com 92% no Rotten Tomatoes, mas há quem a considere artística demais para o gênero. O elenco destaca a sueca Noomi Rapace (“Prometheus”) e a australiana Alice Englert (“Ratched”).   | TERRIFIER | AMAZON PRIME VIDEO   O primeiro “Terrifier” – cuja sequência causou desmaios nos cinemas dos EUA – chegou de surpresa ao streaming. Lançado em 2016, o slasher é uma produção independente, escrita, produzida e dirigida por Damien Leone, que traz basicamente garotas sendo torturadas e fatiadas por um palhaço sádico. A trama se passa na noite de Halloween, quanto três jovens têm um encontro inesperado com Art, o Palhaço (David Howard Thornton). Curiosamente, esta não foi a primeira aparição de Art. Ele surgiu num curta de 2008, “The 9th Circle”, retornou em outro curta de 2011, também chamado “Terrifier”, e ainda apareceu na antologia “All Hallows’ Eve” (2013), sempre dirigido por Leone. Cenas desses filmes foram aproveitadas em “Terrifier” (ou “Aterrorizante”, fora do streaming no Brasil). Para completar, o palhaço assassino está de volta na continuação, que é ainda mais violenta e tem lançamento marcado para 29 de dezembro nos cinemas brasileiros.   | O MILAGRE | NETFLIX   O drama sobrenatural, que destaca nova performance arrebatadora de Florence Pugh (“Viúva Negra”), passa-se na Irlanda no ano de 1859, e acompanha uma enfermeira (personagem de Pugh) e uma freira (Josie Walker, de “Belfast”) levadas a uma pequena vila para observar uma menina que supostamente sobrevive há meses sem comer. Segundo a jovem, sua alimentação é fornecida diretamente por Deus. Elas devem determinar se o caso é milagre ou farsa. Baseado no romance homônimo de Emma Donoghue, o filme tem direção do chileno Sebastián Lelio (“Uma Mulher Fantástica”), que também escreveu o roteiro em parceria com Alice Birch (“Normal People”). Muito aplaudido no circuito dos festivais, chega na Netflix com 84% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes.   | DESENCANTADA | DISNEY+   A aguardada sequência de “Encantada” (2007) volta a trazer Amy Adams no papel da Princesa Giselle. Pra quem não lembra, a comédia original foi uma sátira divertida e bem-sucedida aos desenhos animados musicais de princesas da Disney, mostrando o duro choque de realidade sofrido por uma dessas princesas ao emergir na moderna cidade de Nova York nos dias atuais. Giselle perde o rumo ao conhecer a vida desencantada das pessoas normais, mas descobre a felicidade com um viúvo nova-iorquino comum (Patrick Dempsey), mesmo com o Príncipe Encantado (James Marsden) vindo em seu resgate. A sequência encontra o casal do filme original após o final feliz, que não dura para sempre, pois Giselle sente falta de seu reino encantado e deseja que tudo em sua vida volte a se tornar mágico. Mas quando esse desejo se materializa, o resultado não é o esperado, já que, ao transformar sua vida num conto de fadas, ela se descobre a madrasta malvada da filha adolescente do personagem de Dempsey, assumindo a personalidade de uma Rainha Má das fábulas. O cineasta Adam Shankman (“Rock of Ages: O Filme”) é responsável pela direção do novo longa, que ainda destaca Maya Rudolph (“Fortuna”), Oscar Nuñez (“Professor Iglesias”), Jayma Mays (“Glee”), Idina Menzel (“Cinderela”), Yvette Nicole Brown (“Community”) e a jovem Gabriella Baldacchino (“Ask for Jane”) no elenco.   | SPIRITED | APPLE TV+   A comédia musical satiriza o clássico “Um Conto de Natal” de Charles Dickens, trazendo Ryan Reynolds (o “Deadpool”) como um Scrooge moderno, que não liga para o Natal, e Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”) como um espírito tentando lhe dar uma lição de vida. O problema é que o personagem de Reynolds conhece a história de cor e se recusa a cooperar, enquanto Ferrell se esforça para não ser derrotado, tentando conduzi-lo por uma jornada transformadora com coreografias de musical da Broadway. O filme tem roteiro e direção de Sean Anders e John Morris, responsáveis pela comédia “Pai em Dose Dupla” e sua continuação, ambas estreladas por Ferrell.   | UMA HISTÓRIA DE NATAL NATALINA | HBO MAX   Esta comédia natalina é continuação do clássico infantil “Uma História de Natal”, de 1983. Para quem não lembra, a famosa Sessão da Tarde se passava na década de 1940 e acompanhava um garoto obcecado em convencer a todos que uma arma de ar comprimido era o presente de Natal perfeito. O novo filme acontece em 1970, com Ralphie levando mulher e filhos para uma visita a sua antiga casa de infância. O personagem é vivido pelo mesmíssimo ator. Peter Billingsley tinha 12 anos quando o filme original foi lançado e atualmente tem 50. Na trama, ele é convencido por sua mãe a realizar um Natal grandioso e a promessa o faz valorizar os esforços de seu falecido pai, que fazia parecer tão fácil organizar a festa, além de reviver alguns dos mesmos problemas de sua noite feliz de 40 anos atrás. O próprio Billingsley concebeu a história da continuação, que teve seu roteiro final escrito por Nick Schenk (parceiro de Clint Eastwood em “Gran Torino” e “A Mula”) e dirigido por Clay Kaytis (“Angry Birds: O Filme”).   | TERRA DOS SONHOS | NETFLIX   A fantasia estrelada por Jason Momoa (“Aquaman”) é baseada na obra-prima “Little Nemo in Slumberland”, de Winsor McKay, quadrinhos revolucionários lançados em 1905 que continuam influentes até hoje. Mas toma muitas liberdades com a concepção original, a começar pela mudança de sexo de Little Nemo, que deixa de ser um garoto com sonhos febris para virar uma menina (Marlow Barkley, de “Single Parents”) em jornada pelo continente onírico. Mesmo com grande orçamento para materializar a Terra dos Sonhos com muitos efeitos especiais, o filme não chega aos pés dos quadrinhos. Carece de referências mínimas, vislumbradas em alguns momentos de surrealismo, e até de vínculo com a história original. Enquanto Nemo buscava o Reino de Morfeu para brincar com sua filha, no filme sua versão feminina se refugia nos sonhos com saudades do pai falecido (Kyle Chandler, de “Godzilla vs Kong”). Até o personagem de Momoa é completamente distinto. McKay desenhava Flip como um palhaço maníaco e fumador de charuto, sempre disposto a perturbar Nemo com o objetivo de acordá-lo. No filme, ele vira um falastrão com cornos de bode. Todas essas mudanças foram rejeitadas pela crítica, que considerou o filme dirigido por Francis Lawrence (“Jogos Vorazes: A Esperança”) medíocre – 50% de aprovação no Rotten Tomatoes.   | MARTE UM | VOD*   Grande vencedor do Festival de Gramado e candidato brasileiro a uma vaga no Oscar 2023, o filme de Gabriel Martins (“Temporada”) acompanha uma família de periferia que tenta viver seus sonhos. Enquanto a mãe comemora mais trabalhos de faxina, o filho mais novo revela seu desejo de deixar de jogar futebol para virar astrofísico e ir à Marte. Rejane Faria (“Segunda Chamada”) e Carlos Francisco (“Bacurau”) vivem os pais. “Marte Um” também foi exibido no Festival de Sundance, nos EUA, onde encantou a crítica americana e atingiu 100% de aprovação no Rotten Tomatoes.   | RACIONAIS: DAS RUAS DE SÃO PAULO PRO MUNDO | NETFLIX   O documentário traz depoimentos e imagens históricas da carreira dos rappers paulistas, traçando a origem e a ascensão do grupo formado por Mano Brown, KL Jay, Ice Blue e Edi Rock. Além de cobrir toda sua trajetória de três décadas, a produção aborda o impacto e o legado dos artistas desde os primeiros shows nas quebradas de São Paulo – há imagens de uma performance fantástica em cima de uma laje – , apresentações polêmicas como da Virada Cultural de 2007, até os dias de hoje. Mas como sugere o título, o filme dirigido por Juliana Vicente (“Cidade Correria”) também fala das ruas, da periferia do Capão Redondo e da Vila Mazzei, bairros dos extremos paulistanos, que raramente ganham espaço no audiovisual brasileiro. Zonas de guerra, com marcas de balas e cadáveres, descritas em clássicos da música racional, devidamente celebrados nessa obra. E ainda há olhares femininos, de mães e esposas, que acompanharam a luta dos rappers para sobreviverem no inferno, como dizia o famoso álbum de 1997. Obrigatório para fãs do grupo e do rap em geral. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.

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    Cinematógrafa morta no set de “Rust” vai ganhar documentário

    17 de novembro de 2022 /

    A cinematógrafa Halyna Hutchins, que morreu de maneira trágica no set do western “Rust” após o ator Alec Baldwin disparar uma arma que deveria conter balas de festim, vai ganhar um documentário. Com direção de Rachel Mason (“Atrás da Estante”), o documentário terá acesso exclusivo aos arquivos pessoais e profissionais de Hutchins para pintar um retrato de sua jornada desde a juventude, quando viveu em uma remota base naval soviética, passando por Kiev, na Ucrânia, até se tornar uma diretora de fotografia independente bastante requisitada. O filme também vai examinar as circunstâncias envolvendo sua morte no set de “Rust” e a jornada emocional dos envolvidos naquele filme. O caso aconteceu em outubro de 2021, quando Baldwin disparou uma arma que lhe disseram ser “fria” (sem balas), mas que na verdade continha pelo menos uma munição real. O tiro também atingiu o diretor Joel Souza. A produção de “Rust” foi interrompida após a morte de Hutchins. Alguns meses depois, a família dela entrou com um processo por homicídio culposo. O processo foi encerrado por meio de um acordo feito entre a família da vítima e os produtores de “Rust” – incluindo Baldwin. Como parte desse acordo, Matt Hutchins, viúvo de Halyna, passou a ser produtor executivo do filme, que deverá ser finalizado em homenagem à ela. A expectativa é que “Rust” volte a ser filmado em janeiro. “Halyna estava prestes a deixar uma marca duradoura no cinema”, disse a diretora Rachel Mason ao site Deadline. “Como cineasta, eu queria fazer filmes com ela. Nunca poderia imaginar que faria um filme sobre ela. O mundo perdeu uma grande artista, mas eu perdi uma amiga. O fato de seu brilhantismo como artista ter sido instantaneamente ofuscado pelas circunstâncias em torno de sua morte me dói profundamente. Este filme nos dá a oportunidade de compartilhar sua humanidade e talento com o mundo e vivenciar a jornada de seus colaboradores trabalhando para completar seu último trabalho criativo. Halyna estava destinada à grandeza, e ainda está.” “Halyna e eu trabalhamos na mesma indústria e compartilhamos a paixão por contar histórias, mas o que nos uniu como amigas foi a maternidade”, disse Julee Metz, produtora do documentário. “Nossas famílias se tornaram incrivelmente próximas ao longo dos anos e quando o inimaginável aconteceu, eu sabia que precisava prestar homenagem a Halyna contando sua incrível história da maneira mais completa possível.” Ainda sem nome, o documentário sobre Halyna Hutchins também contará com produção de Matt Hutchins e ainda não tem previsão de estreia. Apesar de processo aberto pela família Hutchins ter sido encerrado, as polêmicas envolvendo a produção do filme estão longe de terminar. Recentemente, Alec Baldwin decidiu abrir um processo contra os membros da equipe que, segundo ele, seriam os responsáveis por entregar em suas mãos a arma carregada. A ação nomeia a armeira Hannah Gutierrez-Reed, a cenógrafa Sarah Zachry, o fornecedor de munições Seth Kenney e o assistente de direção Dave Halls, que deu o revólver nas mãos do ator em 21 de outubro do ano passado.

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    Confira os destaques de cinema da semana

    17 de novembro de 2022 /

    Com “Pantera Negra: Wakanda para Sempre” ocupando a maioria das telas do país, os lançamentos da semana se concentram no circuito limitado. A exceção é o drama espírita nacional “Nada é por Acaso”, que chega em quase 500 telas. A programação inclui mais três produções nacionais, um terror derivado de série sul-coreana, o relançamento de um clássico e até uma produção da Netflix. Confira abaixo.   | A MALDIÇÃO – DESPERTAR DOS MORTOS |   O terror sul-coreano é baseado na série “The Curse”, disponível na Netflix, e volta a contar com direção de Kim Yong-wan (“Champion”), roteiro de Yeon Sang-ho (criador também da série “Profecia do Inferno”) e o elenco original, com destaque para as atrizes Uhm Ji-won (“As Três Irmãs”) e Jung Ji-so (“Profecia do Inferno”). A trama gira em torno de assassinatos cometidos por mortos-vivos. Um mago poderoso detém o poder de despertar os mortos e os usa para assassinar desafetos. Sem medo de se incriminar, ele desafia a polícia a detê-lo, anunciando suas intenções. E quando a polícia prepara um cerco para pegá-lo, é surpreendida pelo ataque de um exército de mortos.   | NADA É POR ACASO |   O drama espírita nacional acompanha duas mulheres desconhecidas que, após muitos encontros furtuitos, percebem estar ligados por laços formados além dessa vida. Curiosamente, o diretor Márcio Trigo, que estreia no cinema, é mais conhecido por programas humorísticos do Multishow, como “Treme Treme”, “Xilindró” e “Multi Tom”. O elenco destaca Giovanna Lancellotti (“Temporada de Verão”), Mika Guluzian (“Pacto de Sangue”) e Rafael Cardoso (“Salve-se Quem Puder”).   | DIÁRIO DE VIAGEM |   Manoela Aliperti (de “As Five”) vive uma adolescente dos anos 1990, que volta de uma viagem de intercâmbio na Irlanda com transtorno alimentar e precisa encarar os desafios da idade e do corpo. Roteiro e direção são de Paula Un Mi Kim (“Família Perfeita”).   | OS BRAVOS NUNCA SE CALAM |   A comédia gaúcha parte de uma investigação de mistério para satirizar os clichês do gênero, com direito a interpretações canastronas e situações esdrúxulas. Tudo começa quando os filhos de um escritor desconfiam que ele foi morto por ter descoberto um grande esquema de corrupção, que seria tema de seu próximo livro. Mas sua investigação atrapalhada faz os dois serem cercados de inimigos, ameaças e paranoia, descobrindo que nem tudo é o que parece. A direção é de Marcio Schoernardie (da série “Rotas do Ódio”) e o elenco destaca Duda Meneghetti (“Proibido para Maiores”) e Eduardo Mendonça (“A Nuvem Rosa”) como os filhos e o veterano José Rubens Chachá (“O Rei da TV”) como o pai falecido.   | BARDO, FALSA CRÔNICA DE ALGUMAS VERDADES |   O novo filme do diretor Alejandro González Iñárritu, vencedor do Oscar por “Birdman” e “O Regresso”, ganha exibição limitada nos cinemas um mês antes de chegar na Netflix. A trama acompanha um jornalista mexicano, vivido por Daniel Giménez Cacho (“Quem Matou Sara?”), que, durante uma crise existencial, retorna à sua cidade natal, onde precisa se reconectar com sua família, suas lembranças e sua própria identidade, travando uma luta intensa contra as próprias memórias e arrependimentos, ao mesmo tempo em que tenta fazer as pazes com as transformações sociais do México. Descrita como uma “comédia nostálgica”, a produção tem tom delirante e é a primeira falada em espanhol de Iñárritu desde “Amores Brutos” (2000). Escrita pelo próprio cineasta em parceria com Nicolás Giacobone (roteirista de “Birdman”), também destaca em seu elenco a atriz Griselda Siciliani (também de “Quem Matou Sara?”).   | KOBRA AUTO-RETRATO |   A diretora Lina Chamie (“Os Amigos”) documenta a obra do grafiteiro Kobra, enquanto ele relata episódios de sua vida, desde a infância difícil na periferia até o sucesso mundial como muralista. Nessa trajetória de vida, desde o grafite ilegal nas ruas de São Paulo até os grandes murais em mais de 30 países e diante da ONU, Kobra também apresenta a arte de rua como veículo de inserção política e de despertar democrático.   | E.T. – O EXTRATERRESTRE |   O clássico do alienígena fofinho volta às telas no aniversário de 40 anos de seu lançamento, totalmente repaginado para exibição pela primeira vez em versão IMAX. Lançado em dezembro 1982, o filme dirigido por Steven Spielberg já encantou gerações com a história do garotinho Elliott (Henry Thomas) e sua pequena irmã Gertie (Drew Barrymore) que ajudam um extraterrestre pacífico a escapar da perseguição de agentes do governo e retornar em segurança para seu planeta natal. A produção foi vencedora de quatro estatuetas do Oscar, marcando época também pela trilha sonora premiada de John Williams.

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    Filho da Mãe: Paulo Gustavo volta a fazer rir no trailer de seu último trabalho

    16 de novembro de 2022 /

    A Amazon Prime Video divulgou o trailer de “Filho da Mãe”, documentário sobre o ator e humorista Paulo Gustavo. A prévia apresenta registros inéditas de Paulo Gustavo, nos bastidores e em apresentações do espetáculo “Filho da Mãe”, além de depoimentos de amigos e familiares, como sua mãe Déa Lúcia, o viúvo Thales Bretas e as atrizes Mônica Martelli e Ingrid Guimarães, que foram gravados após a morte do artista. A produção começou a ser filmada antes de Paulo pegar covid-19. Seria um registro do espetáculo criado pelo comediante para homenagear sua mãe, por isso a Amazon tem chamado o documentário de “último trabalho de Paulo Gustavo”. Como mostram as imagens, o lançamento pretende arrancar risadas do público, mas também emocionar. Paulo Gustavo morreu no dia 4 de maio de 2021, após cerca de dois meses internado devido a complicações causadas pela covid-19. Um dos comediantes de maior sucesso do Brasil, ele concebeu a série “220 Volts” e o filme de maior bilheteria do país, “Minha Mãe É uma Peça 3”. Sua personagem nesse franquia, a Dona Hermínia, era inspirada em sua mãe. Co-dirigido por Susana Garcia (“Minha Mãe é uma Peça 3”) e Jú Amaral, irmã do comediante, “Filho da Mãe” chega ao streaming em 16 de dezembro.

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