Série documental sobre Pedro Scooby estreia na Globoplay
A série documental “A Vida É Irada, Vamos Curtir!”, sobre a vida do surfista e ex-BBB Pedro Scooby, estreia na noite dessa terça (20/9) no canal pago Off e no serviço de streaming Globoplay. Desenvolvida pelo Off, a série tem quatro episódios e traz entrevistas com amigos, familiares e colegas de Scooby. “Eu já fiz muitos projetos com o Off”, disse Scooby, em entrevista ao jornal O Globo. “Quando saí do BBB, a gente conversou sobre fazer algo novo e pintou essa ideia do documentário. Minha vontade era fazer com alguém que de fato quisesse falar da minha vida e que não fosse sensacionalista. O canal era o melhor caminho para isso. Lá me conhecem bem e sabem da minha carreira e da minha importância para o surfe, que era uma das coisas que eu mais queria abordar.” O surfista também falou um pouco sobre o conteúdo da série. “Vou revelar coisas que ninguém nunca soube. Minha mãe, meu irmão e meus amigos de infância aparecem. Eles vão contar quem era o Pedro antes do BBB. Na verdade, era a mesma pessoa. Muito foi dito sobre aquele jeito que eu tinha na casa, mas eu fui assim a vida inteira. O documentário vai mostrar quem é o Pedro Henrique Mota Vianna”, disse ele. Com direção de Rodrigo Abranches, “A Vida É Irada, Vamos Curtir!” vai narrar a trajetória de Scooby desde a sua infância humilde, mostrando a sua ascensão da carreira de surfista, a relação com a família e os filhos, até a sua participação no “BBB 22”. Veja o trailer abaixo.
Quebrando Mitos: Veja o documentário sobre Jair Bolsonaro
O cineasta Fernando Grostein Andrade (“Abe”) disponibilizou nesta sexta (16/9) no YouTube o seu novo documentário, “Quebrando Mitos”. O título indica uma continuação conceitual de “Quebrando o Tabu” (2011), em que o diretor abordou a política do combate às drogas com depoimentos de ex-presidentes, como Fernando Henrique Cardoso, Jimmy Carter e Bill Clinton. Desta vez, o tema é a ameaça da extrema direita. O longa, que tem roteiro de Carol Pires, traz o ponto de vista de um casal LGBTQIAP+ – o próprio diretor e o ator-cantor Fernando Siqueira – sobre a “masculinidade catastrófica e frágil de Jair Bolsonaro”, de acordo com a sinopse oficial. A produção foi motivada por ameaças anônimas recebidas por Andrade, após fazer críticas à homofobia de Bolsonaro. Assim, o filme reúne falas violentas do presidente e reflete sobre o impacto de suas políticas sobre o povo brasileiro, ressaltando, novamente segundo a sinopse, “a resistência ao fascismo no Brasil”. “Quebrando Mitos” pode ser visto integralmente aqui abaixo.
Documentário do assassinato de Daniella Perez é o mais visto da HBO Max no mundo
A HBO Max divulgou que “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez” é o documentário mais visto do mundo na plataforma. Durante três semanas consecutivas, a produção brasileira ficou no 1º lugar entre as obras mais assistidas do serviço streaming. A informação foi repercutida pela escritora Gloria Perez, mãe de Daniella (1970-1992) e Raul Gazolla, viúvo da atriz, no Instagram. “Agora todo mundo e todo o mundo sabe o que aconteceu com você! 30 anos depois, a justiça se fez”, os dois escreveram nesta sexta (16/9). Curiosamente, Gloria apagou seu post em seguida. Em 28 de julho, a HBO Max já tinha anunciado que “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez” tinha virado a série original mais assistida da plataforma no Brasil e América Latina em seus primeiros dias de exibição, superando estreias bem sucedidas de títulos nacionais e internacionais. O documentário incialmente seria produzido pelo Globoplay, com quem a autora estava em negociação, mas o streaming teria manifestado interesse na participação dos assassinos Guilherme de Pádua e Paula Thomaz, dando suas versões do crime. Gloria se recusou a colaborar com esse projeto e a série foi ao ar pela HBO Max, onde superou todas as expectativas. Em entrevista, ela defendeu sua posição: “É claro que as pessoas podem ser recuperadas. Mas isso não inclui os psicopatas. Não se tem notícia de psicopata recuperado. E Paula e Guilherme são psicopatas de carteirinha”, disse a autora. “O que eles disseram para se defender, antes e durante o julgamento, está na série. Ouvi-los agora para quê? Para perguntar como estão passando? Não faz sentido dar palco a psicopata”, desabafou ela à revista Marie Claire em agosto. Com direção de Tatiana Issa (“Dzi Croquettes”) e Guto Barra (“Yves Saint-Laurent: My Marrakesh”), que também assina o roteiro, o projeto foi idealizado por Issa, que começou a carreira como atriz e era próxima de Daniella Perez. Em 1992, ano do assassinato, ela atuava na novela “Deus nos Acuda” com o marido da vítima, Raul Gazolla. São ao todo cinco episódios documentais sobre o assassinato, com depoimentos doloridos da mãe da atriz, de Gazolla, amigos – até Roberto Carlos! – e especialistas que estiveram envolvidos nas investigações. A morte brutal da estrela da Globo foi um dos crimes mais célebres do Brasil e em mais de um sentido, já que os envolvidos eram celebridades conhecidas. Maior estrela da telenovela “De Corpo e Alma”, escrita por sua mãe, Daniella foi assassinada por Guilherme de Pádua, ator com quem fazia par romântico na trama, e por Paula Thomaz, esposa de Guilherme na época. Seu corpo foi encontrado num matagal, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, perfurado com dezoito golpes fatais de arma branca. Segundo o processo, a motivação do crime foi o fato de Guilherme acreditar que seu papel na novela estava diminuindo por culpa da atriz. Gloria Perez gravou mais de 20 horas de depoimento para a produção e, segundo relatos, a equipe de bastidores chorou durante as gravações.
Estreias: 10 filmes novos pra ver em casa
A programação de estreias da semana marca a chegada da animação blockbuster “DC Liga dos Superpets” às locadoras digitais e duas ótimas comédias adolescentes exclusivas ao streaming. A lista de destaques inclui ainda diversos dramas europeus para cinéfilos e, para quem quiser arriscar, um remake horroroso de terror. Confira abaixo 10 filmes novos para ver em casa. | DC LIGA DOS SUPERPETS | VOD* A animação focada em Krypto, o supercão dos quadrinhos da DC, acompanha um grupo de pets que ganham superpoderes e se juntam para salvar o mundo, enquanto Superman está em apuros. A história conta uma origem bem diferente para a maioria dos personagens, mas pouco importa, porque o tom é de comédia escrachada, que faz graça até com a seriedade de Batman – dublado por Keanu Reeves (“Matrix”) em inglês. A vantagem do lançamento em streaming é o opção de assistir no idioma original, já que o elenco de vozes é espetacular, com destaque para Dwayne “The Rock” Johnson (da franquia “Jumanji”) como a voz de Krypto, John Krasinski (“Um Lugar Silencioso”) como Superman, Marc Maron (“GLOW”) como o vilão Lex Luthor, Olivia Wilde (“Tron: O Legado”) como Lois Lane e Kevin Hart (também de “Jumanji”) como a voz de Ace, o cachorro que nos quadrinhos dos anos 1950 foi o bat-cão de Batman. Roteiro e direção são de Jared Stern (roteirista de “Lego Batman: O Filme”) e Sam Levine (da série animada “Penn Zero: Quase Herói”). Detalhe: já disponível nas locadoras digitais, o filme teve o lançamento atrasado na HBO Max, onde só vai chegar em 26 de setembro. | JUSTICEIRAS | NETFLIX Maya Hawke (“Stranger Things”) e Camila Mendes (“Riverdale”) se juntam numa vingança nesta comédia, que é basicamente o que aconteceria se John Hughes (“Clube dos Cinco”) refilmasse o clássico “Pacto Sinistro”, adaptação de romance de Patricia Highsmith dirigida por Alfred Hitchcock em 1951. Isto é um baita elogio. O filme acompanha a união inesperada entre a ex-garota mais popular (Mendes) de uma escola particular e uma aluna lésbica (Hawke) para enfrentar quem as humilhou. A estratégia consiste em juntar forças para acabar com os inimigos de cada uma. Para isso, elas trocam os alvos entre si, visando pegá-los desprevenidos. Roteiro e direção são de Jennifer Kaytin Robinson, uma das roteiristas de “Thor: Amor e Trovão”, que estreou como diretora com outra comédia adolescente, “Alguém Especial” (2019), também distribuída pela Netflix. E vale destacar que os coadjuvantes são bem conhecidos de outras séries – Jonathan Daviss (“Outer Banks”), Alisha Boe (“13 Reasons Why”), Rish Shah (“Ms. Marvel”), Maia Refico (“Pretty Little Liars: Um Novo Pecado”), Austin Abrams (“Euphoria”) e Sophie Turner (“Game of Thrones”). | HONOR SOCIETY | PARAMOUNT+ Mais uma divertida comédia teen com boas influências. A referência aqui é “Eleição” (1999), com Angourie Rice (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) evocando Tracy Flick, a personagem icônica de Reese Witherspoon. Na trama, a atriz australiana vive uma jovem obcecada em entrar na Universidade de Harvard, uma das melhores dos EUA. Disposta a fazer o que for preciso para conseguir uma carta de recomendação do conselheiro da escola (Christopher Mintz-Plasse, de “Kick Ass”) e superar a concorrência, ela elabora um plano para derrubar seus três principais rivais. Tudo começa a dar errado quando ela se apaixona pelo favorito à vaga, ainda que ele não seja exatamente o Príncipe Encantado, mas o Dustin de “Stranger Things” – ou melhor, o ator Gaten Matarazzo. | DRIFTING HOME | NETFLIX O belo anime de Hiroyasu Ishida (“Estrada do Pinguim”) conta uma história dramática com elementos de fantasia. Quando um grupo de adolescentes invade um prédio aparentemente abandonado, uma tempestade inunda a região e faz o edifício flutuar, ficando à deriva entre outros prédios-embarcações. Relacionamentos são postos à prova na luta pela sobrevivência. | OS AMORES DELA | VOD* O primeiro filme de Charline Bourgeois-Tacquet teve première em Cannes, foi premiado em Melbourne e atingiu 91% de aprovação no Rotten Tomatoes com um triângulo amoroso típico do cinema francês, mas apresentado de forma atípica. A atriz Anaïs Demoustier (“Alice e o Prefeito”) interpreta uma mulher de 30 anos falida e em crise amorosa, que um dia conhece um homem casado que imediatamente se apaixona por ela. O detalhe é que a esposa do novo amante é uma escritora famosa (Valeria Bruni Tedeschi, de “Loucas de Alegria”), de quem Anaïs é fã declarada e por quem se sente totalmente atraída, criando uma confusão conjugal. | GAROTA INFLAMÁVEL | VOD* O drama alemão gira em torno de uma garota mimada (Natalia Belitski, da série “Perfume”) que segue duas regras: sempre usar luvas e nunca fazer nada. Não trabalha, não estuda, não tem amigos. Nem se importa. E esse niilismo faz com que também não se importe com os outros, cometendo atos perigosos, que a levam a ser detida e ter acompanhamento médico. Durante seu tratamento, uma enfermeira da sua idade, mãe de uma criança, resolve confrontá-la. Mas, ao mesmo tempo, sofre sua influência, num contato que leva as duas ao limite dos seus respectivos mundos. | UM PEQUENO GRANDE PLANO | VOD* O astro Louis Garrel (“O Formidável”) dirige e estrela essa comédia francesa sobre pais de uma criança sensível, que decide vender vários objetos de valor da família para salvar o planeta. Vendo que a determinação do garoto é séria, sua mãe (Laetitia Casta, de “O Que as Mulheres Querem”) resolve acompanhá-lo em sua missão na África. | PARIS, 13º DISTRITO | MUBI Filmado em preto e branco pelo premiado cineasta Jacques Audiard (Palma de Ouro em Cannes por “Dheepan: O Refúgio”), a trama se passa no bairro parisiense de Les Olympiades (a maior “Chinatown” da Europa) e é um drama de encontros românticos. Emilie (Lucie Zhang) encontra Camille (Makita Samba), que se sente atraído por Nora (Noémie Merlant, de “Retrato de uma Jovem em Chamas”), que acaba cruzando com Amber (Jehnny Beth, de “Um Amor Impossível”). Três garotas e um garoto do novo milênio, que são amigos e às vezes amantes, e frequentemente as duas coisas. Os dois atores iniciantes do elenco, Zhang e Samba, foram indicados ao César (o Oscar francês) como Revelações do ano, e a trilha sonora do músico eletrônico Rone foi premiada no Festival de Cannes. | EUROPA | FILMICCA O filme de Haider Rashid (“Tangled Up in Blue”) é uma correria intensa, que segue Kamal, um imigrante que fugiu do Iraque para tentar entrar na “Fortaleza Europa”, mas se depara com mercenários na fronteira turco-búlgara, que estão caçando implacavelmente famílias de refugiados. Sozinho na floresta, Kamal mal tem chance de respirar. Exibido na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, o filme foi a indicação do Iraque para representar o país na busca de uma vaga no Oscar 2022. | GOODNIGHT MOMMY | AMAZON PRIME VIDEO O remake americano de “Boa Noite Mamãe”, terror austríaco lançado em 2014, traz os gêmeos Cameron e Nicholas Crovetti (que enlouqueceram Nicole Kidman em “Big Little Lies”) aterrorizando Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”). O filme gira em torno da reação dos irmãos à volta de sua mãe para casa – uma propriedade rural afastada – , após passar por uma cirurgia estética. O rosto coberto por curativos faz os meninos desconfiarem de que aquela não é realmente sua mãe. Há 20 anos, Naomi Watts estrelou um bom remake de terror, “O Chamado”. Não é o caso dessa refilmagem, bem menos perturbadora que o original – que por coincidência sumiu das locadoras digitais. Trata-se do filme mais fraco da lista. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Série documental da Netflix vai mostrar como nerds abalaram Wall Street
A Netflix divulgou o trailer de “GameStop Contra Wall Street”, série documental sobre a manobra financeira que abalou Wall Street. O caso aconteceu no início de 2021, quando um grupo de acionistas de Wall Street tentou ganhar dinheiro com a possível falência da empresa GameStop e investiram uma grande quantia “apostando contra” a companhia. Se a aposta se concretizasse – e todas as evidências apontavam para esse resultado – eles seriam bem recompensados. Porém, a GameStop, que é uma empresa varejista do ramo de jogos, tinha uma base de fãs. E esses fãs começaram a manipular o mercado, comprando sistematicamente as ações da empresa e fazendo o seu valor de mercado crescer absurdamente – em cerca de três semanas, as ações valorizaram mais de 700%. À medida que as ações valorizavam, aqueles investidores que apostaram no declínio da empresa perderam fortunas. A minissérie vai contar como isso aconteceu, como um grupo de nerds quebrou milionários e realizou uma revolução popular em Wall Street, examinando o poder das comunidades digitais e a “gamificação” da bolsa de valores. O feito foi tão impressionante que vai inclusive virar filme de Hollywood, com Sebastian Stan (“Falcão e o Soldado Universal”), Seth Rogen (“Casal Improvável”), Paul Dano (“Batman”) e Pete Davidson (“A Arte de Ser Adulto”) no papel dos nerds originais – intitulado “Dumb Money”, começa a ser rodado em outubro. Com direção de Ray Buffer (“Rats & Bullies”), a série estreia em 28 de setembro.
“Orfã 2” tem estreia mais ampla da semana nos cinemas
Lançamento mais amplo da semana, “Orfã 2 – A Origem” chega em cerca de 800 telas nesta quinta (25/9). Apesar do título, a produção não continua a história do longa original. Em vez disso, conta o que aconteceu com a psicopata mirim Esther antes do primeiro filme. A distribuição ainda favorece “Uma Pitada de Sorte”, nova comédia nacional com Fabiana Karla, e “Moonage Daydream”, um documentário musical com imagens inéditas de shows de David Bowie. Ao todo, a programação apresenta cinco estreias. Confira os trailers e mais informações abaixo. | ÓRFÃ 2 – A ORIGEM | Isabelle Fuhrman está de volta ao papel da psicopata mirim Esther. Ela tinha 12 anos quando o filme original foi lançado, agora está com 25 anos, mas na trama se passa por uma criança ainda mais nova que no longa que a projetou em 2009, já que a história é um prólogo. Dirigido por William Brent Bell (“Boneco do Mal”), o filme mostra como Leena Klammer (Fuhrman), que escapou de um manicômio na Rússia, conseguiu se passar pela filha desaparecida de uma família rica, virando Esther. O elenco também destaca Julia Stiles (“Jason Bourne”) e Rossif Sutherland (“Catastrophe”) como os pais de Esther. Politicamente incorreto, o primeiro “A Órfã” fez grande sucesso ao explorar o temor de que crianças adotadas possam representar perigo em potencial para suas novas famílias. Mas o novo, enquanto induz o público a esperar uma reprodução da situação original, oferece uma reviravolta. | MOONAGE DAYDREAM | Um dos documentários musicais de maior aprovação no Rotten Tomatoes (96%) em todos os tempos, o filme apresenta imagens inéditas da carreira de David Bowie e uma proposta imersiva, com imagens nada menos que espetaculares. Para sua realização, o diretor Brett Morgen passou cinco anos selecionando cenas do acervo pessoal do cantor. Batizado com o título de uma música do disco “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” (1972), “Moonage Daydream” é o terceiro trabalho musical de Morgan, que antes fez “Crossfire Hurricane” (2012) sobre a turnê de 50 anos dos Rolling Stones e “Cobain: Montage of Heck” (2015) sobre o líder do Nirvana – além de ter sido indicado ao Oscar pelo documentário de boxe “On the Ropes” (1999). | AMANTES | A cineasta francesa Nicole Garcia (“Um Instante de Amor”) apresenta uma história típica de film noir, em que uma mulher encontra um ex-namorado durante uma viagem de férias com o marido. O reencontro inesperado mexe com os dois, mas também cria um triângulo que, como todo noir, tende a resultar em assassinato. O elenco destaca Stacy Martin (“Ninfomaníaca”), Pierre Niney (“Yves Saint-Laurent”) e Benoît Magimel (“A Prima Sofia”). | UMA PITADA DE SORTE | Fabiana Karla (“Rensga Hits!”) vive uma animadora atrapalhada de festas infantis que sonha em virar uma grande chef. Tudo começa a mudar em sua vida quando ela é aprovada num teste para ser auxiliar de um renomado chef em um programa de televisão. A comédia tem direção de Pedro Antônio Paes, de “Tô Ryca!”, “Um Tio Quase Perfeito” e “Os Salafrários”. | CURTAS JORNADAS NOITE ADENTRO | O filme de Thiago B. Mendonça (“Vozes da Floresta”) tem estética documental, mas é um drama sobre sambistas paulistanos sonhando em ser descobertos na cena musical. Alternando dias entre um cotidiano alienante e madrugadas libertadoras, trilham seus caminhos para não deixar o samba e o sonho morrer.
Documentário vai contar a história do Mickey. Veja o trailer
A Disney divulgou o pôster e o trailer nacionais de “Mickey: A História de um Camundongo”, documentário que vai contar a trajetória do personagem Mickey Mouse desde sua criação, em 1928, até os dias atuais. O filme vai mostrar como Walt Disney concebeu Mickey Mouse, como o personagem ajudou a população dos EUA a se entreter durante o auge da crise de 1929, quando o país entrou em depressão econômica, sua influência durante a 2ª Guerra Mundial, sua convivência com hippies e assim por diante, até virar um dos maiores ícones da cultura pop americana. A produção é dirigida por Jeff Malmberg (“Marwencol”) e conta com a participação de grandes nomes da animação da Disney como Eric Goldberg (“Fantasia 2000” e “Pocahontas”), Mark Henn (“A Pequena Sereia” e “O Rei Leão”), Randy Haycock (“Hércules” e “Tarzan”) e Floyd Norman (“Tigrão: O Filme” e “Monstros S.A.”). A estreia está marcada para 18 de novembro na Disney+.
Festival de Veneza premia Cate Blanchett e Colin Farrell
O Festival de Veneza se encerrou neste sábado (10/9) com a premiação de “All the Beauty and the Bloodshed”, de Laura Poitras, com o Leão de Ouro. O filme é o primeiro documentário a receber as principais honras do festival. A obra acompanha a vida da artista Nan Goldin e sua campanha contra a família Sackler, dinastia farmacêutica que foi a grande responsável pela epidemia de opioides. Poitras, que já tem um Oscar por seu documentário sobre Edward Snowden, “Cidadãoquatro”, dedicou o prêmio a Goldin. Apesar da falta de astros para celebrar o prêmio principal, Hollywood esteve bem representada na entrega de troféus, com as conquistas da Coppa Volpi para a australiana Cate Blanchett, eleita a melhor atriz pelo trabalho em “Tár”, de Todd Field, e o irlandês Colin Farrell, melhor ator por “The Banshees of Inisherin”, de Martin McDonagh – que também foi premiado pelo roteiro. Os dois foram muito elogiados pela crítica por seus desempenhos. Blanchett, no papel de uma maestrina em crise, e Farrell, enfrentando ódio de um amigo em sua pequena vila, saem de Veneza com indicações ao Oscar praticamente garantidas. Mas também houve uma grande torcida por Brenda Fraser, por “A Baleia” Além deles, Taylor Russell, estrela da série “Perdidos no Espaço”, ganhou o troféu de Melhor Atriz Jovem por sua atuação como uma garota canibal em “Bones and All”, de Luca Guadagnino. Guadagnino também conquistou o Leão de Prata de Melhor Diretor. A Biennale ainda destacou com o Prêmio Especial do Júri o filme iraniano “No Bears”, do diretor Jafar Panahi, que se encontra preso por protestar contra o governo de seu país. Apesar de sua ausência no evento, o cineasta foi aplaudido longamente após o anúncio de seu prêmio. Panahi foi preso em 11 de julho ao chegar ao tribunal de Teerã para acompanhar o caso de outro diretor de cinema premiado, Mohammad Rasulof, que tinha sido preso três dias antes, junto com seu parceiro Mostafa Aleahmad. Segundo um porta-voz do sistema judiciário iraniano, Panahi cumpre uma pena aplicada em 2010, quando foi condenado a 6 anos de prisão e 20 anos de proibição para trabalhar com cinema, por “propaganda contra o governo” – apesar de ter cumprido todos os 6 anos em prisão domiciliar. “Saint Omer”, primeiro longa-metragem de ficção da documentarista francesa Alice Diop, ganhou o prêmio O Grande Prêmio do Júri e o prêmio Leão do Futuro de melhor filme de estreia. No drama jurídico, Diop narra o julgamento de uma mãe franco-senegalesa que cometeu infanticídio. O Júri do 79º Festival Internacional de Cinema de Veneza foi presidido pela atriz americana Julianne Moore. Confira abaixo um resumo dos principais prêmios. Lista completa dos principais vencedores da competição. Leão de Ouro: “All the Beauty and the Bloodshed”, de Laura Poitras Grande Prêmio do Júri: “Saint Omer”, de Alice Diop Prêmio Especial do Júri: “No Bears”, de Jafar Panahi Leão de Prata de Melhor Diretor: Luca Guadagnino, por “Bones and All” Melhor Ator Jovem: Taylor Russell, por “Bones and All” Melhor Atriz: Cate Blanchett, por “Tár” Melhor Ator: Colin Farrell, por “The Banshees of Inisherin” Melhor Roteiro: Martin McDonagh, por “The Banshees of Inisherin”
Selena Gomez ganha documentário do diretor de “Na Cama com Madonna”
A Apple TV+ anunciou ter adquirido os direitos de “Selena Gomez: My Mind and Me”, documentário sobre a cantora, atriz e produtora Selena Gomez. Dirigido por Alek Keshishian, conhecido por outro famoso documentário musical, “Na Cama com Madonna” (1991), o filme aborda a carreira de Gomez e seus problemas de saúde, tanto física quanto mental, que ela tem abordado publicamente junto aos fãs. A artista aproveitou o anúncio para publicar um teaser do documentário no Twitter – que na verdade revela apenas o logotipo do filme. Veja abaixo. “Selena Gomez: My Mind and Me” ainda não tem previsão de estreia. Wanna hear a part to my story…#MyMindAndMe coming soon to @AppleTvPlus pic.twitter.com/xLwyaVEyWr — Selena Gomez (@selenagomez) September 8, 2022 A uniquely raw and intimate documentary following @SelenaGomez's six-year journey from darkness into a new light. “Selena Gomez: My Mind and Me,” is coming to Apple TV+ #MyMindAndMehttps://t.co/w1PmTQ4nTo pic.twitter.com/6KSnQThZAw — Apple TV+ (@AppleTVPlus) September 8, 2022
Estreias: “Thor”, “Pinóquio” e “O Telefone Preto” em streaming
A sessão do sofá destaca lançamentos da Disney+ e opções de VOD. Na semana do Disney+ Day, a plataforma liberou o blockbuster “Thor: Amor e Trovão” e sua produção exclusiva de “Pinóquio”. Os títulos das locadoras digitais também incluem filmes que estiveram recentemente nos cinemas, como o terror “O Telefone Preto”, e produções inéditas e premiadas. Confira abaixo as 10 estreias do streaming que mais se destacam na programação semanal. | THOR: AMOR E TROVÃO | DISNEY+ O novo filme do diretor Taika Waititi é uma comédia mais descarada que “Thor: Ragnarok”, combinando ação e humor para contar uma história de amadurecimento com muitas reviravoltas, lutas e piadas. Muitas piadas. Nem todas engraçadas, como atesta a recepção da crítica dos EUA – 70% de aprovação com blogueiros geeks, mas apenas 56% entre os críticos top do Rotten Tomatoes. E, apesar das gracinhas, o final é triste. Em seu quarto filme individual, Thor encontra-se na jornada iniciada em “Vingadores: Ultimato”, compartilhando aventuras com os Guardiões da Galáxia e buscando paz interior. Mas esses dias de irresponsabilidade são encurtados pelo surgimento de um assassino espacial conhecido como Gorr, o Carniceiro dos Deuses, que tem como missão matar todos os deuses. Para impedir um novo massacre de asgardianos, Thor se alia ao Rei Valquíria, seu novo melhor amigo Korg e à ex-namorada Jane Foster – que ressurge loira, poderosa e com o antigo martelo mágico do Deus do Trovão, incorporando a Poderosa Thor – numa luta desesperada contra o Carniceiro dos Deuses. Mas, paralelamente, Jane ainda trava sua própria luta silenciosa. O elenco destaca Chris Hemsworth (Thor), Natalie Portman (Jane), Tessa Thompson (Valquíria), Russell Crowe (Zeus) e Christian Bale (Gorr), sem esquecer da participação dos Guardiões da Galáxia e do diretor Taika Waititi como Korg. Além disso, as cenas pós-créditos incluem a introdução de um novo personagem (com gancho para “Thor 5”) e a volta de um velho conhecido, participações que foram guardadas em “segredo”. | O TELEFONE PRETO | VOD* A volta do diretor Scott Derrickson ao terror, após comandar “Doutor Estranho” (2016), é um dos melhores filmes recentes do gênero, com 86% de aprovação no Rotten Tomatoes. A trama é baseada no conto de mesmo nome de Joe Hill, filho de Stephen King e autor da obra que inspirou a série “Locke & Key”. A história faz parte do best-seller “Fantasmas do Século XX” e foi adaptada pelo próprio Derrickson em parceria com o roteirista Robert Cargill, com quem o diretor desenvolveu a franquia “A Entidade”. Por sinal, o papel principal é de Ethan Hawke, que estrelou o primeiro “A Entidade” (2012). Ele vive um serial killer sequestrador de crianças que, numa referência distorcida a “It”, usa balões negros e disfarce de palhaço para cometer seus crimes. Só que seus planos são atrapalhados quando seu alvo mais recente recebe uma ajuda inesperada para escapar. Fantasmas de vítimas passadas ligam para o menino recém-sequestrado no telefone preto do título, que não tem fio e não deveria funcionar, ensinando-o a sobreviver, enquanto sua melhor amiga da escola começa a ter visões de seu cativeiro. Os jovens Mason Thames (“For All Mankind”) e Madeleine McGraw (a jovem Hope de “Homem-Formiga e a Vespa”) encabeçam o elenco mirim. | RED ROCKET | VOD* Em seu novo filme, o diretor Sean Baker volta a explorar as margens da sociedade com humor sombrio. Depois de acompanhar prostitutas transexuais em “Tangerine” (2015) e o cotidiano da filha pequena de uma prostituta adolescente em “Projeto Flórida” (2017), ele conta a história de fracasso de um ator de filmes adultos, que retorna à sua cidade natal após se tornar veterano no ramo e deixar de ser convidado para novos trabalhos. Enquanto tenta se reaproximar de sua família disfuncional, ele conhece uma jovem chamada Strawberry, trabalhando como caixa em uma loja de donuts local, e acaba retomando antigos hábitos. O papel principal é desempenhado por Simon Rex, que foi modelo nos anos 1990, VJ da MTV e até rapper, além de atuar na franquia de comédias “Todo Mundo em Pânico”, enquanto o resto do elenco é composto por atores iniciantes ou pouco conhecidos, como a estreante Brenda Deiss, que vive Strawberry. “Red Rocket” teve première no Festival de Cannes retrasado, venceu o Prêmio do Júri e da Crítica no Festival de Deauville, o troféu de Melhor Ator do Spirit Awards (o Oscar indie) e mais 10 prêmios internacionais, além de ter atingido 94% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Ou seja, é mais uma obra de Sean Baker que rende aplausos mundiais. | MAR EM CHAMAS | VOD* O diretor norueguês John Andreas Andersen está se especializando em filmes de grandes desastres. Depois do sucesso de “Terremoto” (2018), ele assina essa catástrofe marítima de enormes proporções. A trama envolve o colapso de uma plataforma de petróleo no Mar do Norte, que dá início a uma série de tragédias capazes de transformar o oceano num inferno de fogo. Uma piloto de submarino e pesquisadora (Kristine Kujath Thorp, de “Traídos pela Guerra”) assume a missão de tentar salvar a região de uma hecatombe ambiental. Mas a trama é tão tensa que todos os pequenos salvamentos conduzem a situações de maior perigo e dramaticidade. Venceu o Amanda (o Oscar norueguês) de efeitos visuais e foi aplaudido pela crítica americana, com 73% de aprovação no Rotten Tomatoes. | VEJA POR MIM | VOD* O suspense canadense acompanha uma esquiadora cega que decide se mudar para uma casa de inverno isolada. Quando a casa é invadida por três assaltantes, sua única ajuda é um aplicativo que conecta cegos a pessoas encarregadas de descrever o ambiente em que se encontram. A produção é barata, mas eficiente, mostrando que o diretor Randall Okita aprendeu os truques do gênero ao ser assistente de Stephen King na série de terror “Kingdom Hospital”. Com 80% no Rotten Tomatoes, o filme também destaca a estreia da atriz Skyler Davenport, uma conhecida dubladora de animes e videogames, em seu primeiro filme live-action. | BLISS | VOD* O novo terror visceral de Joe Begos (“Quase Humano”) acompanha uma artista plástica (Dora Madison, de “Chicago Fire”) em crise de criatividade e à beira da falência, que se entrega à drogas pesadas e passa suas noites festejando. Até que uma nova droga a tira de si e a leva a pintar alucinadamente, em tons sangrentos, como se estivesse possuída. A jornada psicótica talvez seja muito intensa para certos gostos, a abordagem artística pode ser muito pretenciosa para outros, mas fãs de terror indie bem hardcore não devem se incomodar com a bad trip e as cenas abundantes de nudez… artística. Mesmo dividindo opiniões – e houve quem odiasse do fundo da alma – atingiu 87% no Rotten Tomatoes. | TANTAS ALMAS | VOD* O diretor colombiano Nicolás Rincón Gille usou sua experiência como documentarista nesta estreia na ficção, filmada com atores não profissionais e em locações reais, numa intersecção com seus documentários. Na trama, o pescador José atravessa o rio Magdalena, o maior da Colômbia, em busca dos corpos de seus dois filhos, assassinados por paramilitares. Apesar de sua dor, José está determinado a encontrá-los para dar-lhes o enterro que merecem e, assim, impedir que permaneçam como almas errantes. Em sua jornada, ele encontra a magia de um país despedaçado. Gille já tinha filmado a violência rural, o rio e as superstições colombianas em três longas documentais. Ao reunir essas referências numa única narrativa, atingiu uma síntese tão imersiva quanto realista: um retrato da Colômbia profunda não visto em postais, que impressionou a crítica internacional e venceu o Festival de Marrakech. | O DESTINO DE HAFFMANN | VOD* O drama francês se passa em Paris durante a invasão nazista. Quando um joalheiro judeu se vê forçado a fugir, faz um falso acordo de venda de sua loja com um funcionário para salvar seu negócio. Mas não consegue escapar do cerco, vendo-se forçado a esconder-se num porão e a trabalhar para o antigo funcionário, que passa a conduzir negócios com os nazistas para produzir novas peças a partir de joias de vítimas de campos de extermínio. A fábula de moral sombria tem direção de Fred Cavayé, indicado ao César (o Oscar francês) por “Tudo por Ela” (2008). | PINÓQUIO | DISNEY+ O remake live-action de “Pinóquio” é uma recriação visualmente fiel da animação clássica, vencedora de dois Oscars, mas toma ainda mais liberdades que Walt Disney em relação ao livro infantil de Carlo Collodi, publicado em 1883. O menino de madeira agora é ainda mais bobo e bonzinho – o contrário do personagem de Collodi. Depois que o marceneiro Gepeto cria um boneco de madeira e é atendido em seu desejo de vê-lo se transformar num menino, Pinóquio se revela ingênuo e é prontamente enganado por trapaceiros que o vendem como atração de circo. Apesar da familiaridade, a refilmagem não tem a mesma mágica do desenho. Se não falta a música “When You Wish upon a Star”, tema do desenho animado clássico de 1940, há várias outras canções inéditas (e desnecessárias), além de pequenas alterações na história que não acrescentam nada que mude o resultado final. Longe de empolgar a crítica, atingiu apenas 31% no Rotten Tomatoes. A direção é de Robert Zemeckis (de “Forrest Gump”), que combina atores de carne e osso com personagens digitais num híbrido que parece o reverso de “Paddington”, com Tom Hanks (“Elvis”) no papel de Gepeto, perdido num desenho animado feito por computador. O elenco também conta com Joseph Gordon-Levitt (“Os 7 de Chicago”) dando voz ao Grilo Falante, Cynthia Erivo (“Genius: Aretha”) como a Fada Azul, Luke Evans (“A Bela e a Fera”) como Barker, o cocheiro responsável por levar o protagonista à Ilha dos Prazeres, Keegan-Michael Key (“O Predador”) como o pilantra João Honesto e Lorraine Bracco (“Rizzoli & Isles”) como uma gaivota chamada Sofia, que foi criada especialmente para o filme. Para completar, o menino Benjamin Evan Ainsworth (“A Maldição da Mansão Bly”) é a voz original de Pinóquio na dublagem original. | ALÉM DA LENDA – FILME | VOD* A série animada pernambucana transmitida pela TV Brasil virou longa-metragem. Criada por Erickson Marinho, Marcos França e Ulisses Brandão, a atração é voltada para crianças de seis a nove anos e tem como premissa reapresentar as principais lendas do folclore nacional, como o Saci, a Cuca, o Curupira e o Boitatá, com uma nova roupagem – e como crianças. A trama do filme explica que um livro sagrado reúne todas essas lendas e é mantido em segredo e escondido na Montanha Coração do Brasil, que só é revelada uma vez por ano, no dia 31 de outubro, dia do Saci. Mas a data está esquecida por muitos brasileiros, que preferem comemorar o Halloween. Aproveitando-se disso, um trio de monstros americanos do Dias das Bruxas resolve vir ao país com a ideia de capturar o livro secreto e assim “dominar” as lendas brasileiras. Só que por descuido o livro acaba caindo nas mãos do garoto Lucas, um fã de super-heróis, quadrinhos e games, que sem saber vira responsável por proteger parte do folclore nacional. Com direção de Marília Mafé e Marcos França, “Além da Lenda” é o primeiro longa de animação pernambucano e conta com dublagens de Gabriel Leone (Lucas) e Hugo Bonemer (Curupira). * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Veja o que chega aos cinemas nesta semana
Sabe aquela história de que os cinemas estão cada vez mais vazios porque não têm lançamentos? Só nesta semana são 11 estreias. Há muitos lançamentos, mas eles estão sendo muito mal distribuídos. A maioria dos cinemas exibem o mesmo punhado de títulos há semanas, sobrecarregando o circuito alternativo, que é obrigado a alterar semanalmente a programação em cartaz pelo excesso de produções recebidas. Esta semana, por exemplo, é dominada por estreias limitadas, fora dos shopping centers. As exceções são o terror “Men – Faces do Medo” e as comédia românticas “Ingresso para o Paraíso”, com Julia Roberts e George Clooney, e “Minha Família Perfeita”, com Rafael Infante e Isabelle Drummond. Veja abaixo tudo o que chega aos cinemas nesta quinta (8/9). | MEN – FACES DO MEDO | A atriz Jessie Buckley, indicada ao Oscar 2022 por “A Filha Perdida”, é perseguida por vários homens diferentes interpretados pelo mesmo ator, Rory Kinnear (“007: Sem Tempo para Morrer”), no terceiro longa dirigido por Alex Garland, cineasta de “Ex Machina” (2014) e “Aniquilação” (2018). No filme, ela sai de férias sozinha após a morte do ex-marido e é atormentada por visões e homens que buscam despertar seu sentimento de culpa. Para sua perplexidade, todos parecem ter o mesmo rosto. Embora seja o primeiro terror dirigido por Garland, ele tem experiência no gênero, tendo conquistado projeção como roteirista de “Extermínio” (2002), filme de zumbis dirigido por Danny Boyle. | INGRESSO PARA O PARAÍSO | A comédia romântica é a quinta parceria da carreira dos atores Julia Roberts e George Clooney e a primeira em que vivem um casal em 18 anos – desde “Doze Homens e Outro Segredo” (2004). Nesse reencontro nas telas, eles são divorciados que se odeiam, mas fazem uma trégua em nome de um objetivo comum: sabotar o casamento da filha, que decidiu se casar impulsivamente em Bali com um rapaz que recém conheceu. Foi o que aconteceu com eles próprios, 25 anos atrás, e a experiência faz com que decidam impedir que o pior se repita. O filme tem roteiro e direção de Ol Parker (“Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”) e o elenco também inclui Kaitlyn Dever (“Fora de Série”) como a filha, além de Billie Lourd (“American Horror Story”), Lucas Bravo (“Emily em Paris”) e Maxime Bouttier (“Unknown”). | MINHA FAMÍLIA PERFEITA | A comédia farsesca gira em torno de um publicitário com um dilema. Com vergonha da própria família, ele namora a mulher dos seus sonhos, que só aceita virar noiva depois de conhecer os parentes dele. Mas quando ela vai visitá-lo no trabalho, acaba confundindo atores de um comercial de margarina com a família real do namorado, o que lhe dá uma ideia: contratá-los para fingirem ser seus pais. Ele só não podia esperar que a família de propaganda de margarina podia ser pior que seus parentes de verdade. Dirigido por Felipe Joffily (“Muita Calma Nessa Hora”), traz Rafael Infante (“Vai que Cola”) e Isabelle Drummond (“Turma da Mônica: Lições”) como o casal central. | A LUTA DE UMA VIDA | História real de um sobrevivente do Holocausto, o drama do veterano diretor Barry Levinson (“Raiman”) acompanha Harry Haft, que foi poupado das câmeras de gás por divertir nazistas vencendo lutas contra outros judeus. Ao fim da guerra, ele inicia uma carreira como pugilista nos EUA. Assombrado pelas memórias e a culpa por ter sobrevivido, ele se esforça para poder enfrentar a lenda do boxe Rocky Marciano, na esperança de chamar a atenção pública para sua história e reencontrar o seu primeiro e grande amor, de quem se separou na guerra. O elenco destaca Ben Foster (“A Qualquer Custo”) como protagonista, além de Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”) e Vicky Krieps (“Trama Fantasma”). | AMIRA | A Amira do título é uma adolescente de 17 anos, que foi concebida com o esperma contrabandeado de seu pai Nawar, preso por ser um herói da causa palestina. Embora seu relacionamento com o pai tenha se restringido a visitas à prisão, ela o admira e sua ausência na vida dela é compensada com amor e carinho daqueles que a cercam. Mas quando outra tentativa de conceber um filho revela a infertilidade de Nawar, o mundo de Amira vira de cabeça para baixo. Quem é ela, senão a filha do herói? Mas e se não for? O drama é o terceiro longa dirigido por Mohamed Diab, cineasta egípcio premiado, que se tornou mais conhecido do grande público como diretor da série “Cavaleiro da Lua”, da Marvel. | O PRÓXIMO PASSO | O diretor francês Cédric Klapisch, de “O Albergue Espanhol” (2005) e suas continuações, filma o drama de uma promissora bailarina clássica, que se machuca em uma apresentação após flagrar a traição do namorado. Apesar dos especialistas dizerem que ela nunca mais conseguirá dançar, a jovem luta para se recuperar, buscando se reinventar como artista, no mundo da dança contemporânea. | TROMBA TREM – O FILME | A animação brasileira, baseada na série homônima do Cartoon Network, acompanha Gajah, um elefante sem memória que, ao ficar célebre, acaba se afastando de seus velhos companheiros de viagem no Tromba Trem. O estrelato dura pouco, pois ele logo se torna o principal suspeito de misteriosos raptos. Desvendar o mistério só será possível com a ajuda dos amigos pré-fama: um grupo de cupins obstinados e Duda, uma empolgada e inocente tamanduá vegetariana. A direção é de Zé Brandão, criador dos personagens e produtor de “O Irmão do Jorel”. | O TERRITÓRIO | O documentário que venceu o Prêmio do Público e um Prêmio Especial do Júri na competição internacional do Festival de Sundance deste ano é uma coprodução brasileira e americana (do cineasta Darren Aronofsky, de “Noé”), dirigida pelo americano Alex Pritz, que retrata a luta do povo Uru-Eu-Wau-Wau contra agricultores e mineradores invasores de sua terra, uma área protegida na floresta amazônica, incentivados pela retórica de Jair Bolsonaro. Elogiadíssimo pela crítica estrangeira, o filme tem 97% de aprovação no site Rotten Tomatoes e está sendo considerado um dos melhores documentários da década. Adquirido pela National Geographic, é forte candidato às premiações de 2023. | 5 CASAS | Vencedor do Cine Ceará, o filme de Bruno Gularte Barreto conta a história de 5 casas em uma cidadezinha no extremo sul do Brasil. Cada uma delas tem seus próprios personagens, que entretanto se cruzam: uma velha professora lutando para manter seu lar e seus 36 gatos, um jovem que sofre agressões por ser gay, uma freira sendo transferida da escola que regeu com punho de ferro por décadas, um velho capataz numa fazenda mal-assombrada e um menino cujos pais morreram quando ainda era criança e que é hoje o diretor que volta para buscar as suas memórias de infância e reencontrar essas pessoas. | AQUILO QUE EU NUNCA PERDI | O documentário celebra a carreira da cantora sul-matogrossense Alzira Espíndola, a Alzira E, que começou a compor com seus irmãos, Geraldo e Tetê Espíndola. Nos anos 1980, emigrou para São Paulo onde construiu uma sólida carreira como instrumentista e compositora com parceiros como Itamar Assumpção e Ney Matogrosso. Ainda ativa aos 65 anos, Alzira E lidera atualmente uma banda de rock. | O GRANDE IRMÃO – O DIA QUE DUROU 21 ANOS 2 | Continuação de “O Dia que Durou 21 anos”, o documentário faz um registro histórico da participação do governo militar do Brasil, junto com a CIA e o Departamento de Estado dos EUA, no golpe militar que derrubou o presidente Salvador Allende no Chile. Com documentação confidencial inédita e vários depoimentos, o filme mostra os bastidores do dia 11 setembro de 1973, que iniciaram os 17 anos da ditadura sangrenta do general Pinochet.
House of Hammer: Público flagra “fake news” e série decide deletar foto polêmica
O público descobriu que uma foto exibida na série documental “House of Hammer: Segredos de Família”, apontada como marca de uma suposta mordida de Armie Hammer no corpo de Courtney Vucekovich, é na verdade a imagem de uma tatuagem aleatória encontrada na rede social Pinterest. Vucekovich é uma das ex-parceiras que acusa o ator de comportamento sexual violento, com tendências de psicopatia canibal. Foi ela própria quem forneceu a imagem para a produção da série, disponibilizada na plataforma Discovery+. Após a repercussão, ela se justificou dizendo que foi levada pelo ator a acreditar que se tratava do registro de um hematoma sobre seu corpo. “A marca de mordida mostrada era uma foto enviada por Armie em nosso tópico de texto arquivado e, mais de um ano depois, acreditei que fosse uma foto minha, já que tenho dezenas de fotos retratando seu abuso em meu corpo”, alegou a jovem em comunicado. Após a confirmação de que estaria corroborando “fake news”, a produtora Talos Films, responsável pela série documental, decidiu remover o trecho da série. “Levamos a sério a responsabilidade de representar as histórias das vítimas. Quando novas informações surgiram sobre esta série, começamos imediatamente a investigá-la e faremos as alterações apropriadas o mais rápido possível”, afirmou a produtora, também por meio de comunicado. Esta é a segunda polêmica envolvendo “House of Hammer: Segredos de Família”. A mulher identificada como Effie, que está processando o ator Armie Hammer na Justiça por abuso sexual, acusou os responsável pela produção, Elli Hakami e Julian Hobbs, de “explorar seu trauma e sua dor” na série, e que o material, ao invés de servir de alerta, é nocivo para ela e outras sobreviventes. “A forma como eles estão explorando meu trauma é nojenta. Quando eu grito que ‘não’ e eles continuam, dizendo que não precisam da minha permissão, eles me lembram de Armie”, ela declarou. A série, com três episódios, foi lançada na sexta-feira (2/9) na plataforma Discovery+. Veja o trailer.
Vítima de Armie Hammer acusa série documental de “explorar seu trauma”
A mulher identificada como Effie, que está processando o ator Armie Hammer na Justiça por abuso sexual, enviou uma nota ao jornal Los Angeles Times em que critica a série documental “House of Hammer: Segredos de Família”, sobre os escândalos da família do ator. Ela acusou os responsável pela produção, Elli Hakami e Julian Hobbs, de “explorar seu trauma e sua dor”, e que o material, ao invés de servir de alerta, é nocivo para ela e outras sobreviventes. Effie, que prefere não dar detalhes de sua identidade, foi a primeira mulher a vir a público com acusações contra Hammer, em 2021. Na época, ela contou a história em seu Instagram, chamado “House of Effie”, e acusou Hammer de tê-la estuprado e de manifestar tendências de psicopata, com preferências canibalescas. O post fez com que dezenas de outras mulheres também relatassem suas experiências traumáticas com o ator. Logo depois surgiram acusações de que Hammer convenceu mulheres a participarem de práticas sexuais inseguras. Uma das mulheres, Paige Lorenze, alega que Hammer marcou uma letra “A” em sua pele usando uma faca, e queria que ela removesse uma costela para que ele pudesse comer. Courtney Vucekovich, que ficou com o ator por alguns meses do ano passado, disse que conviver com Hammer era como namorar Hannibal Lecter — o famoso personagem canibal de “O Silêncio dos Inocentes” e da série “Hannibal”, e que ele também queria fazer churrasco com sua costela. “É extremamente inapropriado explorar um momento tão trágico e vulnerável nas vidas das pessoas, sem preocupações com nosso processo de cura ou privacidade”, declarou Effie em nota enviada ao jornal. Ela conta que chegou a ser abordada pelos produtores para que fosse incluída no documentário, mas recusou. “A forma como eles estão explorando meu trauma é nojenta. Quando eu grito que ‘não’ e eles continuam, dizendo que não precisam da minha permissão, eles me lembram de Armie”, declarou. O documentário usa capturas de tela da conta de Effie no Instagram e até mesmo um vídeo publicado por ela no YouTube. Effie também ficou chateada por sua advogada, Gloria Allred, não tê-la comunicado de que iria participar de “House of Hammer”. Mas a série documental não investiga apenas os abusos cometidos pelo ator, revelando vários segredos de sua família para demonstrar que as práticas envolvendo BDSM, suposto canibalismo e violência remontam a seu bisavô, Armand Hammer, um bilionário da indústria do petróleo. A série, com três episódios, foi lançada na sexta-feira (2/9) na plataforma Discovery+. Veja o trailer.











