10 Filmes: O novo Bird Box e as principais estreias do streaming
Filmes de terror marcam a programação de estreias para ver em casa nesta semana, com o lançamento do derivado espanhol de “Bird Box” na Netflix e mais dois títulos elogiados – e inéditos – nas locadoras digitais. A relação de destaques ainda inclui a superprodução “Babilônia”, dramas indies e europeus, além de dois documentários – um de rock e outro brasileiro. Confira abaixo a curadoria do Top 10. BIRD BOX BARCELONA | NETFLIX Derivado do sucesso apocalíptico “Bird Box”, estrelado por Sandra Bullock em 2018, o filme é uma história paralela, passada em Barcelona e com um elenco espanhol. A trama acompanha a proliferação de casos de loucura e suicídio pela Europa, concentrando-se num grupo de sobreviventes na cidade do título, que tentam escapar ao caos cobrindo os olhos com vendas, para não ser influenciado pela ameaça que ninguém pode ver. O detalhe é que um grupo de fanáticos faz questão que todos vejam as criaturas enlouquecedoras. O elenco conta com alguns astros conhecidos dos filmes de Pedro Almodóvar, como Lola Dueñas (“Abraços Partidos”), Michelle Jenner (“Julieta”) e o argentino Leonardo Sbaraglia (“Dor e Gloria”), além de Diego Calva (“Aceleradas”), Mario Casas (“As Bruxas de Zugarramurdi”), Alejandra Howard (“Fátima: A História de um Milagre”), Patrick Criado (“Antidisturbios”), Celia Freijeiro (“Uma Visão Diferente”), Gonzalo de Castro (“Sob Suspeita”), a inglesa Georgina Campbell (“Krypton”) e a menina alemã Naila Schuberth (“Blackout”). Roteiro e direção estão a cargo dos irmãos Álex e David Pastor, responsáveis pelo bom thriller apocalíptico “Virus”, pelas séries “Incorporated” e “The Head: Mistério na Antártida”, além do suspense “A Casa” na própria Netflix. Mas a crítica internacional achou o trabalho apenas mediano. PISCINA INFINITA | VOD* O novo horror de Brandon Cronenberg (“Possessor”), filho do mestre David Cronenberg (“Crimes of the Future”), passa-se num resort tropical de luxo, onde James, um escritor com bloqueio criativo (Alexander Skarsgård, de “Succession”), e sua esposa rica (Cleopatra Coleman, de “Dopesick”) tiram férias ao estilo “The White Lotus”. No entanto, a suposta tranquilidade do paraíso rapidamente desmorona quando eles são convidados por outro casal, que inclui a fã sedutora do escritor, Gabi (Mia Goth, de “Pearl”), para explorar o lado mais sombrio do país tropical. Enquanto Skarsgård apresenta uma performance cativante ao revelar instintos ferais e masoquistas, é Goth quem mantém o público na ponta dos pés com sua energia arrebatadora, alternando entre sutileza e histeria de maneira espetacular. Um acidente de carro resultante de uma noite de bebedeira coloca o protagonista em um dilema de vida ou morte, levando a trama a um rumo bizarro, com a revelação de um sistema de justiça peculiar que permite aos turistas ricos testemunhar e experimentar a sua própria morte por meio de clones. Cronenberg, seguindo os passos de seu pai, constrói uma trama que vai além do simples terror, com uma narrativa marcada pela paranoia e a sátira da elite, inspirado nos clássicos surrealistas do mestre Luis Buñuel. A visão distorcida de luxo, orgias e hedonismo, bem como o conflito entre a riqueza e a pobreza, são capturados de forma habilidosa e visceral, dando ao filme um toque de humor negro. A despeito do clima pesado e das situações perturbadoras, a narrativa é frequentemente permeada por momentos de comédia e mudanças súbitas de tom. Embora o filme seja instigante e assustador em sua maneira macabra e provocativa, também oferece uma profundidade de caracterização raramente encontrada em filmes de horror mais convencionais. EIGHT FOR SILVER | VOD* O terror gótico estrelado por Boyd Holbrook (“Logan”) e Kelly Reilly (“Yellowstone”) faz uma releitura da lenda do lobisomem. A trama se passa numa propriedade rural remota do final do século 19, que começa a sofrer ataques sobrenaturais. Após aldeões espalharem rumores sobre uma maldição, o patologista John McBride (Holbrook), que perdeu a família para um surto semelhante anos antes, chega para investigar o caso que envolve a aristocrática família Laurent. A narrativa envolve um grupo de capangas contratado pela família Laurent para exterminar um acampamento de ciganos em suas terras, o que provoca uma maldição que se manifesta através de transformações em lobisomens. Paralelamente, a comunidade enfrenta uma epidemia de cólera e desafios criados pela separação das classes. Com isso, a trama oferece uma visão única das lendas de lobisomens, misturando momentos de horror com contexto social e cultural. Também conhecido como “The Cursed”, o filme escrito e dirigido por Sean Ellis (“Operação Anthropoid”) foi exibido nos festivais de Sundance e Sitges, e atingiu 76% de aprovação no site Rotten Tomatoes (alta para terror). BABILÔNIA | PARAMOUNT+ Grande extravagância do diretor Damien Chazelle (“La La Land”), o filme é uma recriação da Era de Ouro da indústria cinematográfica americana, durante a transição do cinema mudo para o falado, como muito sexo, drogas e jazz. A maioria dos personagens é fictícia, mas inspirada em pessoas reais. Depois de viver Sharon Tate em “Era uma Vez… em Hollywood”, Margot Robbie interpreta uma versão cocainômana de Clara Bow, símbolo sexual dos anos 1920, Já o personagem de Brad Pitt (que venceu o Oscar por “Era uma Vez em… Hollywood”) é baseado em grandes atores do período, como John Gilbert, que teve dificuldades de se adaptar às mudanças tecnológicas trazidas pela sonorização. A encenação é exageradíssima, tudo é histérico, mas não faltam os que adoram justamente esse aspecto da produção. Por sinal, mesmo com críticas negativas (56% de aprovação no Rotten Tomatoes), o filme venceu 40 prêmios por sua realização técnica e foi indicado a três Oscars. Além de Pitt e Robbie, o elenco estelar inclui Diego Calva (“Narcos: México”), Tobey Maguire (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”), Samara Weaving (“Casamento Sangrento”), Olivia Wilde (“O Caso Richard Jewell”), Jovan Adepo (“Watchmen”), Li Jun Li (“Evil”), Jean Smart (“Hacks”), P.J. Byrne (“The Boys”), Lukas Haas (“O Regresso”), Olivia Hamilton (“La La Land”), Max Minghella (“The Handmaid’s Tale”), Rory Scovel (“Physical”), Katherine Waterston (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”), Eric Roberts (“Vício Inerente”), Ethan Suplee (“Dog – A Aventura de Uma Vida”), Phoebe Tonkin (“The Originals”), Jeff Garlin (“Curb Your Enthusiasm”) e o baixista Flea (“Queen & Slim”), da banda Red Hot Chili Peppers. SEM ALTERNATIVA | VOD* O drama de William Dickerson (“Detour”) é uma adaptação do romance de estreia do próprio diretor, lançado em 2012 e inspirado em sua própria vida, incluindo a luta de sua irmã contra a doença mental e o vício, que culminou em seu suicídio em 2014. Ambientada num subúrbio de classe alta de Nova York, a obra retrata a adolescência de dois irmãos durante o auge do grunge, pouco depois da morte de Kurt Cobain em 1994. Thomas e Bridget Harrison, interpretados pelos novatos Conor Proft e Michaela Cavazos, são filhos de um juiz conservador envolvido em escândalos (Harry Hamlin, de “As Bruxas Mayfair”). Thomas é o baterista de uma banda pop punk e Bridget usa o rap para expressar sua insatisfação com o mundo. Ao mesmo tempo em que Thomas se concentra em sua banda e na ansiedade pela resposta de sua candidatura à universidade, Bridget lida com o equilíbrio delicado entre antidepressivos e um crescente alcoolismo. Ambos encontram na música um meio de expressão e uma fuga de suas realidades. Bridget logo adota o nome artístico de Bri Da B e começa a ganhar destaque no cenário do hip-hop local, enquanto Thomas aspira transformar sua banda no “novo Nirvana”. A obra se destaca por sua abordagem autêntica e profundamente sentida da adolescência, trazendo uma perspectiva sincera sobre as dificuldades de crescer em meio à turbulência da doença mental e as mudanças na cena musical da época. STARS AT NOON | VOD* Dirigido pela aclamada cineasta francesa Claire Denis (“High Life”), o drama ambientado na Nicarágua contemporânea acompanha a história de Trish, uma jornalista americana interpretada por Margaret Qualley (“Maid”). Chegando ao país com grandes ambições profissionais, ela rapidamente se vê em um modo de sobrevivência, tendo suas esperanças e recursos financeiros desgastados ao longo do tempo. Inicialmente movida por um idealismo juvenil, ela agora flutua entre bares e camas aleatórias, buscando manter-se em um país turbulento. Sua vida toma um rumo diferente quando conhece Daniel (interpretado por Joe Alwyn, de “Duas Rainhas”), um inglês misterioso que afirma trabalhar para uma empresa de petróleo. O que se inicia como uma atração superficial pela disponibilidade financeira de Daniel, rapidamente se transforma em uma intensa paixão, conduzindo a trama por uma paisagem de motéis baratos e paredes suadas, em meio ao tumulto social da Nicarágua. Mas as tensões políticas e conflitos que se desenrolam ao redor do casal são ofuscados por seus encontros intensos. Com uma performance mercurial de Qualley e Alwyn, “Stars at Noon” oferece uma representação poderosa de corpos entrelaçados, desconforto cultural e lutas por sobrevivência. Baseada no romance homônimo de 1986 de Denis Johnson, a narrativa não convencional apresenta uma abordagem honesta à experiência do expatriado, que é, ao mesmo tempo, fascinante e inquietante. TRÊS MULHERES – UMA ESPERANÇA| VOD* Inspirado em eventos reais, o drama europeu é ambientado nos últimos dias da 2ª Guerra Mundial, após um trem carregado de prisioneiros judeus ser abandonado por soldados nazistas em fuga das tropas soviéticas. Interceptados pelos comunistas, os passageiros famintos e doentes encontram refúgio numa pequena aldeia alemã sob controle do Exército Vermelho. A protagonista do filme, Simone (Hanna van Vliet, de “Anne+: O Filme”), é instruída pela líder comunista Vera (Eugénie Anselin, de “Nós Duas”) a morar na casa de uma órfã chamada Winnie (Anna Bachmann, de “Loverboy”), que teve os pais assassinados durante a invasão. A situação é complicada pela epidemia de tifo que os soviéticos tentam controlar. Enfrentando circunstâncias difíceis, as três mulheres acabam unindo seus destinos, enquanto cada uma enfrenta suas próprias injustiças e tormentos. Roteiro e direção são da holandesa Saskia Diesing (“Nena”). A SALA DOS PROFESSORES | FILMICCA O longa-metragem de estreia da diretora croata Sonja Tarokić centra-se na vida de Anamarija, uma conselheira escolar trintona interpretada por Marina Redžepović (“Batalha dos Zumbis”) em seu primeiro papel principal num grande filme. Ao começar seu trabalho numa escola primária de Zagreb, ela enfrenta uma série de desafios enquanto tenta ajudar seus alunos e lida com a dinâmica complicada da instituição. Anamarija confronta inúmeros problemas, desde um aluno problemático que luta contra a dinâmica familiar até a oposição que enfrenta de Vedrana (Nives Ivanković), a diretora da escola. No entanto, o conflito central se dá com Siniša (Stojan Matavulj), um professor de História excêntrico e paranoico que prefere evitar o convívio com os demais colegas de trabalho. Este insistente clima de caos e tensão na escola leva Anamarija a perceber que, para sobreviver neste ambiente, precisará sacrificar sua própria integridade. Apesar das múltiplas tramas e subtramas, o longa se concentra em grande parte na escola, com apenas alguns desvios para um passeio e algumas cenas na casa de Anamarija. Tarokić adota uma abordagem à la Robert Altman, criando uma mise-en-scène complexa, executada com excelência, que se desenvolve em um murmúrio incessante de vozes de adultos e crianças. A estratégia é de proporcionar, com atraso, informações sobre eventos chave que ocorrem frequentemente fora de cena, reforçando a sensação de caos mal controlado. Embora a obra seja dominada por vermelhos e brancos, a performance arrebatadora de Matavulj como o professor de História e a manipulação deliciosa de Ivanković como a diretora aparentemente ignorante são as características que adicionam tensão e tempero ao filme. SIRENS | FILMICCA A obra da diretora marroquino-americana Rita Baghdadi mergulha na vida das integrantes da banda de thrash metal Slave to Sirens, formada nos arredores de Beirute, Líbano. A banda, composta por cinco mulheres, é conduzida por suas fundadoras, Lilas Mayassi e Shery Bechara, que além de serem musicistas talentosas, enfrentam o desafio de se expressarem através de um gênero musical que não é exatamente popular em sua região. A narrativa é centrada em Lilas, uma guitarrista obstinada e apaixonada que mantém em segredo seu interesse por garotas. Lilas e Shery não apenas compartilham uma química musical intensa, mas também um passado complicado....
Documentário da Turma do Balão Mágico capricha nas polêmicas. Conheça as principais
A série documental “A Superfantástica História do Balão”, lançada nesta quarta-feira (12/7) na Star+, traz à tona histórias nunca antes contadas sobre a popular banda infantil Turma do Balão Mágico, que foi um fenômeno nos anos 1980. Quatro décadas após seu sucesso estrondoso, os membros originais do grupo, Simony, Tob, Mike e Jairzinho se reuniram em um reencontro que escancara suas diferenças e os efeitos colaterais da fama precoce. São três episódios, que trazem à tona memórias de momentos fofos e outros tantos desconfortáveis. Desabafos polêmicos Logo na abertura do primeiro episódio, Mike, conhecido por ser filho de Ronald Biggs, cúmplice de um famoso roubo na Inglaterra, traz declarações surpreendentes. “Sempre tem aquele que é o dedo do meio”, ele diz. E em seguida confessa que tinha inveja de Tob e Simony, os integrantes originais do grupo. “Sentia inveja da potência vocal. Queria ser um cantor tão bom quanto eles”, recorda ele. Tob, por sua vez, afirma que nunca percebeu tal inveja, pois sempre havia um ambiente descontraído durante suas apresentações. A série documental também revela conflitos internos e diferenças financeiras entre os integrantes da banda. Tob e Mike mencionam a contratação de parentes de Simony para a equipe técnica e a percepção de que a divisão do dinheiro não era equitativa. Tob chega a alegar que “não ganhavam o mesmo” que Simony. A cantora, no entanto, se mantém na defensiva, talvez na tentativa de preservar a “memória afetiva” da banda. Já sua mãe, Maricleuza Benelli, aparece desmentindo as acusações de que teria abocanhado a maior parte dos lucros do conjunto musical. Mas Mike rebate: “Rolou muita grana, roubou-se muito dinheiro na mão de muita gente, e foi-se criando um clima, a coisa tomou uma dimensão assustadora”. Traumas Entre os vários momentos de destaque na série, um dos mais dramáticos é a lembrança de Tob de um incidente com o personagem Fofão, interpretado por Orival Pessini. Durante uma gravação, após repetidas falhas de Tob, Pessini ficou irritado, arrancou a máscara de Fofão e saiu berrando do estúdio. O acontecimento causou um trauma profundo no jovem, que lamentou o episódio e desejou que Pessini, falecido em 2016, tivesse sido mais paciente. “Eu era só uma criança”. A série documental também traz à luz temas delicados como bullying, trabalho infantil e disputas internas. Simony, por exemplo, compartilha o desconforto das constantes mudanças de escola. Mike, por outro lado, se recorda de ser alvo constante de bullying. “Virei o viadinho do Balão”, diz ele, que também surpreende ao revelar que perdeu a virgindade e fumou “o legal e o ilegal” com 11 anos. No segundo episódio, os músicos discutem sobre as mudanças significativas na estrutura do Balão em 1985, com as alterações de formação e a ameaça do surgimento de Xuxa. Tob, demitido do grupo em 1985 por estar mais crescido que os demais, passou por uma despedida prolongada de seis meses durante os shows de fim de semana, uma fase difícil tanto para ele quanto para os outros membros. Seu substituto, Ricardinho, não recebeu a mesma aceitação do público e logo desapareceu dos holofotes. Sua apresentação no programa da TV Globo da época é brevemente mostrada no documentário, porém, com seu rosto ocultado. A produção acabou logo em seguida. A suposta rixa com Xuxa Além do ex-integrante, outras ausências são sentidas, como Roberto Carlos, que gravou “É Tão Lindo” com o Balão Mágico, e principalmente Xuxa, que ao chegar nas manhãs da Globo em 1986 com sua nave espacial tirou o Balão do ar. Por coincidência, ela também está ganhando uma série documental nesta semana. Em entrevista ao Extra, a diretora Tatiana Issa (também de “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez”) alegou que a rainha dos baixinhos só não participou da produção por conflito de agenda. “Ela tem muito carinho pela turma do Balão, e esse sentimento é recíproco. Muita gente acha que existiu briga, rixa, que nada! Eram apenas pessoas que estavam vivendo o auge de suas carreiras em momentos paralelos e, em certa altura, se cruzaram. Não existe nada de polêmico aí. O Balão já tinha cumprido seu ciclo na TV, continuou na música, e Xuxa veio da TV Manchete assinando com caneta de ouro a programação infantil daquela década”, afirmou Tatiana. O legado de Jairzinho Um dos momentos mais emocionantes ficou por conta da participação do ator Lázaro Ramos. Em um dos episódios, ele destaca o quão significativo foi o papel de Jairzinho na sua formação como artista. Desde jovem, Lázaro nutria um grande fascínio pela Turma do Balão Mágico e se identificava muito com Jairzinho, por se ver representado na televisão. O jovem Lázaro percebia que a presença de Jairzinho naquele contexto, além de ser uma alegria contagiante para todos, era um símbolo de representatividade negra na mídia infantil da época. “Existia uma identificação visual. Por ser um dos poucos negros no universo televisivo infantil, Jairzinho parecia mais próximo de mim”, disse o ator, que a partir daí foi capaz de sonhar mais alto, percebendo que o estrelato e o sucesso no mundo das artes não eram exclusivos a indivíduos de uma única cor. Também ao Extra, Jairzinho refletiu sobre essa representatividade. “Na época, eu não sentia essa responsabilidade. Meu pai, Jair Rodrigues, já era um sucesso, e eu tinha esse modelo de representatividade dentro de casa. Passei a ter noção da minha importância anos depois, quando adultos me relataram que em suas infâncias eu era o espelho deles. Uma moça preta, de periferia, chamada Viviane, me fez chorar ao mandar um relato pelo Facebook dizendo que venceu na vida porque me via na TV e passou a acreditar que também poderia ser notada”, conta o cantor, que hoje tem uma carreira musical solo consolidada. O declínio Além da saída de Toby não ser bem aceita pelos fãs, a mudança de empresário, feita pela mãe de Simony, transformou as crianças, segundo o documentário, em máquinas de caça-níqueis. E isto chamou atenção até na família de Jairzinho, com conhecimento na área musical. Se impressionaram com o excesso de trabalho imposto ao menino. “Hoje, como mãe e com consciência, penso como é cruel com essa criançada. É muito cruel!”, disse a cantora Luciana Mello, irmã de Jair. Acabou saturando. E, com os integrantes crescendo rapidamente, o grupo teve seu programa de TV substituído pelo “Xou da Xuxa” em 1986. “A Superfantástica História do Balão” escancara todos os bastidores do grupo infantil, expondo uma realidade menos alegre que a vista na época. Ao mesmo tempo, traz depoimentos de fãs famosos, que confirmam o impacto duradouro que o Balão Mágico teve na cultura pop brasileira.
Xuxa antecipa polêmicas de documentário: “Virei símbolo sexual sem nem ter transado”
A apresentadora Xuxa Meneghel deu uma entrevista ao programa “Fantástico”, na noite de domingo (9/7), em que abriu o coração sobre os episódios que marcaram sua vida e carreira, incluindo os momentos de assédio sofridos, em antecipação à nova série “Xuxa – O Documentário”, com produção artística de Pedro Bial, que será disponibilizado na Globoplay a partir da próxima quinta-feira (13/7). Comentando a polêmica do filme “Amor, Estranho Amor”, que ela estrelou aos 18 anos, Xuxa disse: “Eu virei símbolo sexual sem nem ter transado”. Ao mesmo tempo, lembrou os abusos que sofreu durante sua adolescência e que arcaram fortemente seu início de carreira. “Na época, eles [os homens do meio] falavam [que modelos eram] garotas de programa. Eles vinham com um bolo de dinheiro. O assédio era uma coisa normal, como modelo e mulher eu estava me descobrindo. Minha cabeça deu um nó”, contou. Ela também recordou outros episódios traumáticos de sua infância. A exibição de uma cena do documentário mostrou Xuxa visitando com a filha Sasha a casa onde foi abusada aos 13 anos de idade. Na entrevista, ela disse que foi o nascimento da filha que a levou a denunciar o abuso pela primeira vez em 2012. “O fato dessa pessoa estar viva desencadeou eu dizer: ‘Basta, chega’. É importante que eu fale. Eu quero que essa pessoa não faça com mais ninguém”. Reencontro com Marlene Mattos Outro destaque do documentário é o reencontro com Marlene Mattos, empresária com quem Xuxa trabalhou durante 14 anos e com quem rompeu em 2002 por conta de divergências profissionais. Desde então, Xuxa tem feito acusações contra a ex-empresária, que a teria humilhado e causado danos psicológicos. Durante a entrevista, a loira admitiu que reviver este episódio foi muito doloroso. “Mexeu em uma caixinha que não é que eu não queria mexer, mas eu tive que passar por isso. Isso me chocou, ela dizer que faria tudo de novo, é uma frase que marcou o documentário demais”, disse Xuxa. Romances e maternidade No documentário, Xuxa também relembra seus amores, incluindo Pelé e Ayrton Senna, e fala sobre o seu atual relacionamento com Junno Andrade. Ela comenta que a produção ajudará a “esclarecer muita coisa na cabeça das pessoas”. Além disso, o programa traz reflexões sobre a relação dela com a filha, Sasha Meneghel Szafir. “Eu queria tanto ser mãe. Essa coisa de trabalhar com criança e voltar para casa sem ninguém era desesperador. Como pessoa, eu melhorei muito depois do nascimento dela. Vocês entendem porque eu sou uma pessoa tão feliz, eu tenho essa joia rara, esse presente de Deus comigo”, contou. “Vão me descobrir como eu me descobri” “Muita coisa aconteceu comigo de bom e de ruim para colocar nessas caixas. Muitas pessoas fizeram coisas que eu guardei nessas caixinhas, revirar isso no doc foi muito importante”, refletiu Xuxa. Segundo a apresentadora, o documentário é um convite para que o público a descubra, assim como ela se descobriu durante o processo de gravação. “Não é para me reverenciar, é para mostrar o que eu passei”, ressaltou. “Claro que as pessoas não vão poder ver tudo que eu vivi, tudo que eu vi. Mas vai ser muito importante até para as pessoas me verem diferente, sabe? Porque eu me vi diferente. Depois que eu vi o documentário todo, eu olhei e falei: ‘Caramba! Eu vivi tudo isso’, sabe? Eu conquistei tudo isso. Eu sou tudo isso! É forte, é muito forte”, completou.
10 Filmes: “Velozes e Furiosos 10” e as estreias em streaming
Um dos maiores blockbusters do ano chega nas locadoras digitais, junto com filmes inéditos de terror e uma variedade de títulos em streaming. Confira os 10 principais lançamentos para ver em casa neste fim de semana. VELOZES E FURIOSOS 10 | VOD* Maior, mais cheia de famosos e cada vez mais cara, a franquia de ação festeja o exagero e apresenta seu melhor antagonista no 10º filme. Psicopata divertido, comparado até ao Coringa, o vilão vivido por Jason Momoa (o Aquaman) é filho do chefão do 5º longa e foi um dos criminosos (então anônimos) que enfrentaram o time de Dominic Toretto (Vin Diesel) na ponte Rio-Niterói. Em sua vingança, não faltam as inevitáveis cenas de corrida e destruição de veículos de todos os tipos, com os mais diferentes artefatos e de formas sempre criativas. Mas sua performance é o principal efeito visual do filme, que tem um roteiro fraquinho e chama mais atenção pela quantidade de astros em cena. “Velozes e Furiosos 10” reúne uma constelação. Até John Cena e Jason Statham retomam seus papéis – com direito à parceria entre Statham e seu ex-falecido inimigo Sung Kang, insinuada na cena pós-créditos do filme anterior. O elenco destaca, claro, os protagonistas da trilogia inicial: Vin Diesel, Jordana Brewster, Michelle Rodriguez, Tyrese Gibson, Ludacris e Sung Kang. Além de aquisições mais recentes, como Nathalie Emmanuel, Scott Eastwood, Helen Mirren, a vilã favorita Charlize Theron e os citados Cena e Statham. A estes ainda se somam os “novatos” Momoa, Brie Larson (“Capitã Marvel”), Alan Ritchson (“Reacher”), Rita Moreno (das duas versões de “Amor, Sublime Amor”) e Daniela Melchior (“O Esquadrão Suicida”), sem esquecer da participação “secreta” da cena pós-créditos e da figurante de luxo Ludmilla. Quem dirige esses vingadores do cinema de ação é o francês Louis Leterrier (“Truque de Mestre”), que assumiu o comando do longa após o começo da produção – inicialmente prevista para ser dirigida por Justin Lin (“Velozes e Furiosos 9”). Impressionando os executivos da Universal, ele já se garantiu antecipadamente à frente do 11º longa – que pode ou não encerrar a saga da família Toretto em 2025/26. FRIO NOS OSSOS | HBO MAX Thriller intenso de invasão domiciliar, o filme de Matthias Hoene (“Cockneys vs. Zombies”) se passa durante uma tempestade em uma fazenda remota, onde uma mãe (Joely Richardson, de “O Amante de Lady Chatterley”), luta de maneira extremamente intensa para proteger sua família. Junto a ela estão sua filha adolescente (Sadie Soverall, de “Fate: A Saga Winx”) e o marido doente, que celebra seu aniversário quando são interrompidos pela chegada inesperada de dois irmãos, Matty (Harry Cadby, de “Red Rose”) e Jack (Neil Linpow, de “Pesadelos Mortais”, que também é o roteirista do filme). A história é inicialmente simples: Matty e Jack, buscando abrigo após um acidente de carro, encontrando ajuda na fazenda isolada. No entanto, a suposta inocência dos irmãos logo dá lugar à tensão quando fica claro que eles estão fugindo da lei. No entanto, a força de Mama não deve ser subestimada, e é aqui que o filme subverte as expectativas típicas do gênero. Richardson oferece uma performance convincente, equilibrando os momentos de ação com sua maternidade calorosa, enquanto a família lida com os invasores cada vez mais ameaçadores. À medida que a tempestade se intensifica, os segredos de cada personagem se desenrolam, criando uma narrativa carregada de emoções complexas e disputas pela sobrevivência. NOCEBO | VOD* O terror acompanha Christine (Eva Green, de “Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan”), uma bem-sucedida designer de moda, que vive uma vida aparentemente perfeita com seu marido (Mark Strong, de “Shazam!”) e sua filha. Após um incidente perturbador durante um de seus desfiles, ela passa a sofrer de uma doença misteriosa, não diagnosticada, que a deixa constantemente esgotada e aflita. Sem conseguir ajuda médica, a situação só muda quando uma jovem filipina (Chai Fonacier, de “Born Beautiful”) bate em sua porta, alegando ser a nova babá. Sem lembrar de tê-la contratado, devido à perda de memória que a acomete, Christine se surpreende quando a jovem lhe introduz remédios caseiros que ajudam em sua recuperação. Por outro lado, seu marido mostra-se cético e preocupado com o controle que a desconhecida passa a exercer sobre a esposa. O filme tem a marca de Lorcan Finnegan, cineasta irlandês que vem se destacando no cinema fantástico, principalmente após o sucesso de crítica de “Viveiro” (Vivarium, 2019). O diretor costuma explorar temas complexos e atuais, como o impacto da urbanização desenfreada, os efeitos psicológicos do isolamento e as questões sociais envolvidas na economia globalizada. Seus filmes geralmente são repletos de suspense e mistério, com narrativas que desafiam o público a questionar a realidade apresentada. Em “Nocivo”, seu olhar particular transforma em terror questões de exploração de mão de obra em países pobres, culpa e injustiças sociais, além de abordar conceitos psicológicos, como o efeito nocebo – o oposto do efeito placebo, onde a crença de que algo irá prejudicar a saúde acaba por manifestar sintomas reais de doenças. | URUBUS | VOD* O drama impactante leva o espectador a conhecer o universo dos pichadores da periferia, suas motivações e desafios, e reencena a célebre pichação das paredes brancas da Bienal de São Paulo em 2008. A trama gira em torno do líder de um grupo de pichadores que escala os edifícios mais altos para deixar sua marca. Quando o protagonista (vivido pelo estreante Gustavo Garcez) conhece uma estudante de arte (Bella Camero, de “Marighella”), seus mundos colidem resultando na invasão da 28ª Bienal. O feito transforma os jovens invisíveis da periferia em protagonistas de um polêmico debate cultural. Com estética semi-documental vibrante, o primeiro longa de Claudio Borrelli (que apareceu como personagem no documentário “Pichadores”) tem produção do cineasta Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”) e venceu vários prêmios internacionais, em festivais nos EUA e Europa, além dos troféus da Crítica e do Público como Melhor Filme da 45ª Mostra de São Paulo. MEUS SOGROS TÃO PRO CRIME | NETFLIX A nova comédia traz Adam Devine (“Megarrromântico”) como um gerente de banco que finalmente conhece os pais de sua noiva, mas logo passa a suspeitar que eles são os ladrões que roubaram seu banco durante a semana do casamento. A história mistura humor com ação, remetendo a longas como “Entrando Numa Fria” (2000) e “Vizinhos Espiões” (2016). E conta com uma reviravolta: quando a noiva é raptada por criminosos que exigem o pagamento de US$ 5 milhões para libertá-la, o gerente decide se juntar aos sogros num novo roubo de banco para salvar a amada. O elenco destaca ainda Nina Dobrev (“The Vampire Diaries”) como a noiva, além de Pierce Brosnan (“Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo!”) e Ellen Barkin (“Animal Kingdom”) como os sogros. A direção é de Tyler Spindel (“A Missy Errada”) e a produção é de ninguém menos que Adam Sandler (“Mistério em Paris”). ALERTA MÁXIMO | AMAZON PRIME VIDEO O thriller de ação traz Gerard Butler (“Invasão ao Serviço Secreto”) como um piloto de voo comercial, que se vê forçado a aterrissar seu avião lotado numa zona de guerra por causa de uma terrível tempestade. Mas escapar do desastre é só o começo da história. Em pouco tempo, ele precisa se juntar a um criminoso algemado (Mike Colter, o “Luke Cage”) para salvar seus passageiros, que são aprisionados por guerrilheiros. De forma curiosa, essa história lembra um pouco a premissa de “Eclipse Mortal” (2000), só que sem os elementos de ficção científica. Mas a crítica americana entrou a bordo, considerando o longa melhor que as produções genéricas de ação estreladas pelo ator escocês nos últimos anos – 76% de aprovação no Rotten Tomatoes. Os méritos pertencem ao diretor francês Jean-François Richet, que vem causando boas impressões desde seu clássico “Inimigo Público nº 1” (2008). O sucesso de bilheteria garantiu a produção de uma continuação. SEMPRE EM FRENTE | HBO MAX Primeiro filme de Joaquin Phoenix após vencer o Oscar por “Coringa”, o drama em preto e branco traz o ator como um documentarista que pretende entrevistar crianças sobre a situação do mundo. Nesse processo, estabelece um relacionamento tênue, mas transformador, com seu sobrinho sem filtros de 8 anos, que ele leva em suas viagens. “Sempre em Frente” tem roteiro e direção de Mike Mills, que não lançava uma nova obra desde “Mulheres do Século 20” em 2016. E embora tenha passado ao largo do Oscar, o menino Woody Norman (“Troia: A Queda de Uma Cidade”), que vive o sobrinho, foi indicado ao BAFTA (o Oscar britânico) como Melhor Ator Coadjuvante. Elogiadíssimo pela crítica, atingiu uma avaliação até mais positiva que muitos indicados ao prêmios da Academia – 94% de aprovação no Rotten Tomatoes. SAM & KATE | VOD* A comédia romântica traz os veteranos Dustin Hoffman (“Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe”) e Sissy Spacek (“O Velho e a Arma”) atuando ao lado dos seus respectivos filhos da vida real, Jake Hoffman (“Wu-Tang: An American Saga”) e Schuyler Fisk (“A Babá”). Na trama, Sam (Jake) é um jovem artista que vive com seu pai, Bill (Dustin). A relação dos dois, que já não era das melhores, é abalada quando Sam se apaixona por Kate (Fisk), uma mulher que ele conheceu recentemente, ao mesmo tempo que seu pai se apaixona pela mãe dela, Tina (Spacek). Com 74% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme foi produzido pela atriz Amy Adams (“A Mulher na Janela”) e dirigido pelo seu marido, o ator Darren Le Gallo (“Then We Got Help!”), em sua estreia na função. UMA FAMÍLIA PERFEITAMENTE NORMAL | FILMICCA A diretora estreante Malou Reymann baseou-se em suas próprias experiências de infância para contar a história desse drama premiado no Festival de Roterdã. Passada nos anos 1990, a narrativa é centrada na perspectiva de Emma, uma garota dinamarquesa de 11 anos, que tem um choque ao ser comunicada do divórcio dos pais, devido à decisão do pai Thomas (Mikkel Boe Følsgaard, de “The Rain”) de mudar de gênero e se assumir como Agnete. O filme atingiu 71% de aprovação no Rotten Tomatoes por sua abordagem direta e honesta, sem sensacionalismos, e é considerado uma contribuição valiosa para a representação da experiência transgênero no cinema. Ao mesmo tempo em que retrata a alegria de Agnete por finalmente poder viver como sua verdadeira identidade, não ignora o sofrimento de sua filha para entender e aceitar a mudança radical no pai, a quem sempre viu como um companheiro de futebol e modelo masculino, que agora acredita ter perdido. WHAM! | NETFLIX O documentário musical lembra a carreira do Wham!, dupla pop formada por George Michael e Andrew Ridgeley, que foi um fenômeno nos anos 1980 com hits como “Wake Me Up Before You Go-Go” e “Last Christmas”. Composto por imagens de arquivo e várias entrevistas, o filme conta a história de amizade da dupla, que se conheceu na infância e se apresentou junta de 1981 até 1986, quando se separaram. Após cinco anos e três álbuns de estúdio, George Michael decidiu seguir carreira solo, tornando-se ainda mais famoso – até morrer aos 53 anos, no Natal de 2016. A direção é de Chris Smith, do documentário “Fyre Festival: Fiasco no Caribe” (2019). * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal.
“Sobrenatural 5” e Zé do Caixão assombram a programação de cinema
O circuito aproveita uma pausa na sucessão de blockbusters de ação para trazer o terror de volta aos cinemas, após mais de um mês sem lançamentos do gênero. O quinto filme da franquia “Sobrenatural” é o maior lançamento desta quinta-feira (6/7). E vem acompanhado de outro título sombrio, com a exibição em circuito limitado de um antigo filme perdido de Zé do Caixão, o mestre do horror brasileiro. Entre os destaques da programação, também há uma nova comédia criminal de François Ozon (“Frantz”). Ao todo, sete títulos entram em cartaz nas maiores cidades, cinco deles brasileiros. Confira abaixo a relação completa. | SOBRENATURAL: A PORTA VERMELHA | O quinto filme da franquia de terror se passa 13 anos após os acontecimentos do longa original e marca a estreia do ator Patrick Wilson (“Invocação do Mal”) como diretor. Com sua presença também no elenco, a trama traz o foco de volta à família original, os Lamberts, com Josh (Wilson), Renai (Rose Byrne, de “Vizinhos”) e seu filho já crescido Dalton (Ty Simpkins, visto recentemente em “A Baleia”) enfrentando problemas novos e mais assustadores. Vale lembrar que, enquanto os dois primeiros filmes traziam os Lamberts como personagens principais, o terceiro e quarto foram centrados na parapsicóloga Elise Rainier (Lin Shaye). Na trama, Josh está entrando na faculdade, quando começa a lembrar vagamente de ter sido assombrado na infância. Conforme as visões ficam mais nítidas, o terror também se torna mais próximo e faz com que a família decida acabar com todos os segredos para enfrentar tudo o que os assombra. O roteiro é assinado por Scott Teems (“Halloween Kills”), que se baseou numa história desenvolvida por um dos criadores da franquia, o roteirista Leigh Whannell. Whannell também produz o filme, junto com James Wan (diretor do original), Oren Peli (produtor da franquia) e Jason Blum (dono do estúdio Blumhouse). | A PRAGA | O terror de estética trash é nada menos que um filme perdido de José Mojica Marins, o mais famoso cineasta brasileiro do gênero, que faleceu em fevereiro de 2020. Com narração feita pelo próprio Zé do Caixão, personagem icônico de Marins, “A Praga” conta a história de Juvenal (Felipe Von Rhein), um jovem que, ignorando os perigos, provoca uma velha senhora e acaba sendo amaldiçoado com uma fome insaciável por carne crua. A trama se desenrola com uma corrida desesperada para se livrar da praga e sobreviver aos horrores proferidos pela bruxa. O roteiro foi escrito pelo próprio Mojica ao lado do parceiro de longa data, o roteirista Rubens Francisco Luchetti, conhecido por escrever os filmes mais populares do Ivan Cardoso, “O Segredo da Múmia” (1982) e “As Sete Vampiras” (1986), além de quadrinhos clássicos de terror dos anos 1960. O projeto, por sinal, é dessa época. Começou como parte da antologia “Além, Muito Além do Além”, escrita por Luchetti e exibida pela TV Bandeirantes em 1966. Mas o material foi perdido em um incêndio na emissora. Apesar de Mojica ter tentado refilmar a obra na década de 1980, ele não conseguiu concluí-la. Nos últimos 15 anos, o diretor Eugenio Puppo se dedicou a encontrar os rolos originais do filme perdido. Com negativos restaurados em 4K, a trilha sonora foi remasterizada e as cores foram ajustadas. Em uma parceria da Heco Produções com a Elo Studios, o filme foi finalmente finalizado para chegar aos cinemas. | O CRIME É MEU | O premiado cineasta francês François Ozon (“Frantz”) dirige essa divertida farsa, em que um crime transforma a vida de uma atriz fracassada. A trama se passa na Paris dos anos 1930, quando Madeleine, uma atriz pobre e endividada, e sua melhor amiga Pauline, uma advogada desempregada, estão prestes a ser despejadas. Tudo muda quando elas se tornam suspeitas de um crime e Madeline decide confessar ter assassinado um famoso produtor. Com a ajuda de Pauline, ela consegue ser absolvida por legítima defesa. O julgamento a torna famosa, rendendo-lhe convites para peças e mudando sua trajetória. Mas assim que sua nova vida começa, outra mulher aparece, dizendo-se a verdadeira assassina. O elenco destaca Nadia Tereszkiewicz (“A Última Rainha”), Rebecca Marder (“A Garota Radiante”), Isabelle Huppert (“A Sindicalista”), Fabrice Luchini (“O Melhor Está por Vir”) e Dany Boon (“Mistério em Paris”). | UM DIA CINCO ESTRELAS | Estevam Nabote (“Tô de Graça”) estrela a nova comédia de Hsu Chien (“Desapega!”) como um homem apaixonado por Mozão, um Opala dos anos 1970. Quando a situação econômica aparte, ele decide trabalhar como motorista de aplicativo. O filme acompanha as situações inusitadas e divertidas que mudam sua vida a partir do novo trabalho. O título, entretanto, não reflete nada disso, referindo-se a um dia de spa de sua sogra, vivida por Nanny People (“Quem Vai Ficar com Mario?”). Com clima de sitcom do Multishow, o elenco também destaca Aline Campos (“Vai que Cola”) e Danielle Winits (“Esposa de Aluguel”). | OS AVENTUREIROS – A ORIGEM | Depois de vários filmes digitais, Luccas Neto lança suas aventuras juvenis pela primeira vez no cinema, sem mudar as características genéricas e os efeitos baratos. Na trama, Luccas e seus amigos decidem invadir o laboratório do recém-desaparecido cientista Honório Flacksman e acabam sugados para um portal que os levam para outra dimensão – a Cidade da Alegria. Lá, eles são abordados pela chefe dos Guardiões, que os interroga, suspeitando que estejam envolvidos no recente sumiço do mapa das Pedras do Poder. Para completar, também viram super-heróis, com direito a uniformes e codinome. A direção é de André Pellenz (“Detetives do Prédio Azul”). | CANÇÃO AO LONGE | O novo drama da mineira Clarissa Campolina (“Girimunho”) explora a busca de identidade e de um lugar no mundo. A protagonista vivida pela estreante Mônica Maria deseja mudar-se da casa, que compartilha com a mãe e a avó, e onde se sente deslocada. Ela é a única mulher de pele escura na família. Nesse movimento, Jimena também lida com sua origem, seu corpo, suas escolhas e se depara com o preconceito e o silêncio de suas relações familiares. | ODESZA – THE LAST GOODBYE CINEMATIC EXPERIENCE | O documentário registra a nova turnê da dupla americana de música eletrônica Odesza. Por meio de entrevistas com os artistas, seus fãs e membros de sua equipe criativa, o filme oferece uma visão divertida e sincera sobre a conexão entre a banda e seus fãs, sobre como as experiências de vida moldaram a criação de seu último álbum e como Odesza foi de aspirante a músicos de uma cidade interiorana a três vezes indicado ao prêmio Grammy.
Netflix fará documentário sobre Sylvester Stallone. Veja o teaser
A Netflix divulgou o primeiro teaser de um documentário sobre Sylvester Stallone, ícone dos filmes ação e estrela de “Rambo – Programa para Matar” (1982) e “Rocky, Um Lutador” (1976). Intitulada “Sly”, a produção vai explorar a extensa carreira de Stallone no cinema, ao mesmo tempo em que oferece uma visão da intimidade do ator. A direção é de Thom Zimny, responsável pelo documentário “Elvis Presley: The Searcher” (2018). Na prévia, Stallone confessa arrependimentos e traz reflexões sobre seu sucesso. “O que é mais saudável – viver sob a ilusão de que você poderia ter sido ótimo? Ou realmente teve uma oportunidade de ser ótimo, e então você estragou tudo e percebeu que é um fracasso?”, reflete, enquanto se recorda da vitória do primeiro “Rocky” (1976) como Melhor Filme no Oscar. Com quase 50 anos de carreira, Stallone conquistou o público com seus personagens icônicos e franquias de sucesso, como “Os Mercenários” – que ganhará mais uma sequência em setembro. O documentário promete destacar sua jornada inspiradora ao longo dos anos, mostrando o começo da trajetória como um ator azarado até alcançar o estrelato. Vale mencionar que a chegada da produção acontece pouco tempo após a estreia da série documental “Arnold”, sobre o ator Arnold Schwarzenegger, na Netflix. Os dois atores foram rivais nas bilheterias dos anos 1980 e se tornaram amigos de longa data, conhecidos por filmes repletos de cenas de ação. “Sly” chega ao catálogo da Netflix em novembro, ainda sem data definida.
Filho de Jack Kirby questiona afirmações do documentário da Disney+ sobre Stan Lee
Neal Kirby, filho do lendário artista Jack Kirby, divulgou uma declaração expressando sua insatisfação com o novo documentário do Disney+ que destaca a vida de Stan Lee, que dividiu com seu pai a criação dos principais heróis da Marvel. O documentário, que estreou na sexta (16/6), teria dado a Lee créditos que pertenciam a Kirby. O filho do artista lamentou a falta de pesquisa dos produtores, numa crítica publicada na conta do Twitter de sua filha, Jillian Kirby. “É geralmente aceito que Stan Lee tinha um conhecimento limitado de história, mitologia ou ciência”, escreveu Kirby. “Por outro lado, o conhecimento de meu pai sobre esses assuntos, ao qual eu e muitos outros podemos atestar pessoalmente, era extenso. Einstein resumiu melhor: ‘Quanto mais conhecimento, menor o ego. Quanto menos conhecimento, maior o ego.'” Stan Lee não criou sozinho heróis da Marvel A crítica de Kirby questiona até o envolvimento de Lee na criação de muitos personagens da Marvel nos anos 1960. “Vemos o nome de Lee como co-criador em todos os personagens, com exceção do Surfista Prateado, criado unicamente por meu pai. Devemos supor que Lee teve uma mão na criação de todos os personagens da Marvel? Que nunca foi o outro co-criador que entrou no escritório de Lee e disse: ‘Stan, eu tenho uma ótima ideia para um personagem!’ Segundo Lee, a ideia era sempre dele.” Ele cita o exemplo do Quarteto Fantástico, que teve “apenas uma breve referência” a seu pai. Entretanto, segundo Neal, o Quarteto Fantástico foi inicialmente criado por Jack para a DC como os personagens de “Desafiadores do Desconhecido”. A versão da Marvel basicamente deu superpoderes ao grupo. Ele ainda afirma que Ben Grimm (O Coisa) foi nomeado em homenagem ao nome verdadeiro de seu pai, Benjamin, e Sue Storm foi nomeada em homenagem à sua filha, Susan. Cansado do mito Stan Lee, Neal diz defender todos os escritores e artistas cujos trabalhos foram ofuscados para a glória do editor da Marvel. A publicação conclui: “Já passou da hora de ao menos acertar este capítulo da história literária/artística”. Método Marvel Stan Lee colaborou com Jack Kirby e outros no chamado “método Marvel”, no qual ele supostamente tinha uma ideia, pedia para o artista desenhar e só depois acrescentava diálogos. Entretanto, com o acúmulo de trabalho, os argumentos também passaram a ser concebidos pelos artistas, com Lee apenas completando diálogos. Esse método de trabalho teria dado a Lee créditos na criação de histórias e personagens desenvolvidos exclusivamente por artistas. A gota d’água de sua relação com Kirby foi a criação do Surfista Prateado em 1966, único personagem que Lee assume não ser responsável por criar nos anos 1960. Desenhado por Kirby numa história do Quarteto Fantástico, o personagem se popularizou rapidamente. Entretanto, Stan Lee se apressou em afastar Kirby do herói, lançando uma revista do Surfista escrita por ele e desenhada por John Buscema. O Surfista Prateado se tornou um dos mais populares da Marvel, e Jack Kirby nunca engoliu bem essa história. Revoltado, o artista foi trabalhar na DC, onde teve seu nome reconhecido e enaltecido como desenhista e roteirista, trabalhando na criação de várias histórias e personagens, entre eles Darkseid, que se tornou o maior vilão da editora. My father Neal Kirby (Jack Kirby’s son) has asked me to post this written statement in response to the Stan Lee documentary released yesterday on Disney+. pic.twitter.com/V4be2xyEJg — Jillian Kirby (Granddaughter of Jack Kirby) (@Kirby4Heroes) June 17, 2023
É 10: “John Wick 4”, “Resgate 2” e as estreias mais quentes de streaming
Dois thrillers de ação intensa marcam a nova programação de cinema em casa. “John Wick 4” e “Resgate 2” são os destaques da vez, entre filmes de vampiros, comédias, dramas, romances e documentário que chegam nas plataformas de streaming e locadoras digitais. Confira abaixo 10 novidades para dar play no fim de semana, no conforto do sofá ou no quentinho da cama. | JOHN WICK 4: BABA YAGA | VOD* Maior e com mais cenas de ação, o quarto “John Wick” tem quase três horas de duração. E também é o melhor dos quatro filmes, com uma média de 94% de aprovação no Rotten Tomatoes. A trama volta a mostrar o personagem interpretado por Keanu Reeves em novos conflitos contra o exército de assassinos que quer vê-lo morto. Numa tentativa de encerrar essa luta sem fim, ele faz um desafio ao Marquês de Gramont, chefe da organização secreta de assassinos, vivido por Bill Skarsgard (“Noites Brutais”). Os dois concordam em duelar até a morte, permitindo a Wick viver o resto da vida em paz, caso vença o combate. Mas a resolução não é tão simples assim. O roteiro é de Shay Hatten (“John Wick 3” e “Army of the Dead”) e Michael Finch (“Predadores”) e, como em todos os anteriores, a direção é mais uma vez assinada por Chad Stahelski, o ex-dublê de Keanu Reeves que virou mestre do cinema de ação. | RESGATE 2 | NETFLIX O personagem de Chris Hemsworth (“Thor: Amor e Trovão”) volta dos mortos para a sequência do primeiro filme visto por mais de 90 milhões de assinantes em seu primeiro mês na Netflix. Após ser dado como morto e se recuperar, ele assume uma nova missão arriscada para resgatar uma mulher e criança que, tudo indica, tem relação importante com seu passado. Para isso, ele enfrenta inúmeros obstáculos e um exército de soldados fortemente armados, numa produção de pouca história, diálogos escassos e muito tiro/pancadaria ao estilo de videogames. Quem assina a trama é o mesmo roteirista do longa anterior, o cineasta Joe Russo (que codirigiu “Vingadores: Ultimato” com seu irmão Anthony Russo). Ele também produz o longa ao lado do irmão. Já a direção segue a cargo de Sam Hargrave, assistente dos Russo nos dois últimos filmes dos Vingadores, que estreou como diretor solo no “Resgate” original de 2020 e agora realiza sequências ainda mais insanas de ação, como várias cenas filmadas com drones e em plano sequência (sem cortes). | MEU CORAÇÃO SÓ IRÁ BATER SE VOCÊ PEDIR | LOOKE Esta abordagem inovadora e realista dos filmes de vampiros, dirigida pelo estreante Jonathan Cuartas, venceu o Festival de Sitges, na Espanha, o evento mais famoso do mundo dedicado ao terror. A trama segue a vida de três irmãos adultos: Dwight (Patrick Fugit, de “Amor e Morte”), Jessie (Ingrid Sophie Schram, de “Licorice Pizza”) e Thomas (Owen Campbell, de “X – A Marca da Morte”). Vivendo uma existência reclusa, Dwight e Jessie se tornam os guardiões de Thomas, que possui uma estranha condição que requer sangue fresco para sobreviver. Sem nunca mencionar a palavra vampiro, a narrativa foca menos em elementos de horror e mais na dinâmica disfuncional da família, com um cuidado especial para criar uma ambientação claustrofóbica e tensa. Embora possa parecer muito reticente para aqueles que esperam por um filme de terror convencional, a abordagem psicológica da condição de Thomas e os conflitos familiares da história atingiram impressionantes 98% de aprovação no site Rotten Tomatoes. | RENFIELD – DANDO O SANGUE PELO CHEFE | VOD* A comédia de terror traz Nicholas Hoult (“O Menu”) no papel-título, um sujeito preso numa relação de trabalho abusiva com seu chefe, que é ninguém menos que o Conde Drácula – vivido por Nicolas Cage (“O Peso do Talento”). Renfield é forçado a encontrar as vítimas para seu mestre e fazer tudo o que ele lhe pede, qualquer que seja o grau de degradação da ordem recebida. Mas depois de séculos de servidão, começa a questionar se existe vida para além da sombra do Príncipe das Trevas, buscando forças para enfrentar sua dependência. Embora nunca tenha ganhado um filme próprio até então, Renfield marcou época no cinema graças à performance de Dwight Frye no primeiro filme de “Drácula”, originando algumas das melhores cenas do lançamento da Universal de 1931, como um engolidor de insetos trancafiado num hospício. Nesse novo filme, o personagem é uma espécie de super-herói que ganha superforça ao comer insetos e se mostra um exímio lutador de artes marciais – o que não tem nada a ver com o personagem e dividiu a crítica (58% de aprovação no Rotten Tomatoes). O elenco ainda conta com Awkwafina (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), Ben Schwartz (“Sonic: O Filme”) e Adrian Martinez (“Golpe Duplo”). Mas a crítica não achou graça da história, concebida por Robert Kirkman (o criador dos quadrinhos de “The Walking Dead”), escrita por Ryan Ridley (roteirista de “Rick and Morty”) e dirigida por Chris McKay (“Lego Batman: O Filme”). Considerada medíocre, a comédia recebeu apenas 57% de aprovação no Rotten Tomatoes. | O HOMEM CORDIAL | VOD* Paulo Miklos venceu o troféu de Melhor Ator no Festival de Gramado com este filme, em que vive um cantor de rock que enfrenta hostilidade do público após um incidente envolvendo um policial morto e um menino negro desaparecido. Correndo risco de cancelamento, ele busca descobrir que fim levou o menino, embarcando numa jornada rumo a periferia, que também vai lhe mostrar o significado do privilégio branco. Dirigido por Iberê Carvalho (“O Último Cine Drive-in”), o elenco conta com outros músicos, como o rapper Thaíde (“2 Coelhos”) e o DJ Theo Werneck (“Que Horas Ela Volta?”), ao lado de atores do cinema indie nacional – Dandara de Morais (“Ventos de Agosto”), Thalles Cabral (“Yonlu”), Fernanda Rocha (“O Último Cine Drive-in”) e Thaia Perez (“Aquarius”). O resultado toca em feridas expostas do Brasil, do racismo ao vigilantismo das redes sociais, alimentados por blogueiros da extrema direita nacional. | UM ANO INESQUECÍVEL – INVERNO | AMAZON PRIME VIDEO O terceiro filme da quadrilogia romântica “Um Ano Inesquecível” acompanha Mabel, uma jovem que anseia por aproveitar uma viagem de formatura com suas melhores amigas em Porto Seguro. No entanto, contrariando suas expectativas, o frio chega prematuramente, frustrando seus planos iniciais. Em vez de ir para o litoral baiano, ela acaba convencida a viajar para uma estação de esqui no Chile, na companhia de seus pais. Onde, mesmo emburrada, acaba vivendo seu encontro inesquecível de inverno com um esquiador galã, faz novas amizades e até aprende a esquiar. Os filmes de “Um Ano Inesquecível” adaptam uma antologia de contos com o mesmo nome, escritos por Thalita Rebouças, Paula Pimenta, Bruna Vieira e Babi Dewet. A adaptação da história de Pimenta tem direção de Caroline Fioratti (“Amarração de Amor”) e é estrelada por Maitê Padilha (“Gaby Estrella”), Michel Joelsas (“Boca a Boca”) e Letícia Spiller (“Cidade Invisível”). | O ETERNO FEMININO | NETFLIX O drama mexicano dirigido por Natalia Beristáin (“Ruído”) retrata a vida da renomada escritora mexicana Rosario Castellanos (1925-1974). Com foco na relação turbulenta da autora com seu marido Ricardo Guerra, o filme acompanha em paralelo duas fases críticas da vida da escritora: sua juventude universitária e sua vida adulta. O resultado vai além de uma simples biografia e constrói um drama introspectivo que exalta o feminismo de Castellanos e suas lutas pessoais e profissionais, colocando em destaque questões de igualdade de gênero, emancipação e autonomia feminina. Reconhecido tanto pela sua narrativa cativante quanto pelo desempenho do elenco, o filme rendeu o troféu Ariel (o Oscar mexicano) de Melhor Atriz para Karina Gidi (“Operação Feliz Natal: O Golpe dos Duendes”), intérprete da escritora na fase adulta. | TILL – A BUSCA POR JUSTIÇA | AMAZON PRIME VIDEO O drama histórico apresenta o assassinato que resultou em leis mais duras contra o racismo nos EUA, e a busca incansável de Mamie Till Mobley por justiça pela morte de seu filho de 14 anos, Emmett Till. Em 1955, Emmett foi linchado e morto quando visitava seus primos no Mississippi por ter olhado para uma mulher branca. O filme da cineasta Chinonye Chukwu (“Clemência”) venceu 14 prêmios da crítica e muitos consideram injustiça a atriz Danielle Deadwyler, intérprete de Mamie, não ter sido indicada ao Oscar, especialmente porque ela concorreu ao BAFTA (o Oscar inglês) pelo filme americano. | CRIATURAS DO SENHOR | VOD* O suspense dramático gira em torno do dilema de uma mãe amorosa, que se vê dividida entre proteger o filho e fazer a coisa certa. A história se passa em uma vila de pescadores assolada pelo vento, na qual a mãe vivida por Emily Watson (“Cavalo de Guerra”) recebe de volta o filho pródigo, interpretado por Paul Mescal (“Aftersun”). Mas a felicidade pelo retorno é interrompida quando a polícia a procura para checar um álibi do filho, acusado de abuso por uma jovem. A mentira que ela conta despedaça sua comunidade. Dirigido por Saela Davis e Anna Rose Holmer (“The Fits”), o filme teve première mundial na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes 2022, onde encantou a crítica, atingindo 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. O público, porém, considerou tedioso (50% no mesmo site). Teve cinco indicações à BIFA, premiação do cinema independente britânico, mas não venceu nenhuma. | STAN LEE | DISNEY+ O documentário narra a vida e a arte de Stan Lee, ex-editor da Marvel Comics e co-criador de alguns dos super-heróis mais conhecidos da cultura pop, por meio de entrevistas feitas por ele ao longo da carreira e depoimentos de pessoas próximas. O filme conta como sua trajetória nos quadrinhos começou quando ainda era adolescente e como ele criou personagens icônicos como Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, Homem de Ferro, Pantera Negra, Hulk, X-Men, Thor, Homem-Formiga e muitos outros. Na época, o grande diferencial desses heróis eram suas aparências defeituosas, fosse devido a um problema no coração, como o Homem de Ferro, fosse por uma deformação física como o Coisa, do Quarteto Fantástico. Outros simplesmente sofriam com coração partido e falta de dinheiro, como o Homem-Aranha. Dessa forma, os personagens se conectavam com os leitores através da identificação, o que resultando num fenômeno cultural. Embora fossem considerados “coisas de crianças”, seus quadrinhos foram ganhando o coração do público adulto com o passar dos anos. No início dos anos 2000, eles passaram a ganhar suas versões no cinema, dando início a uma nova fase na trajetória do escritor, como o figurante mais famoso do mundo – chamando atenção pelas aparições surpresas que fazia em cada longa, até falecer aos 95 anos, em novembro de 2018. A direção é de David Gelb, que já trabalhou anteriormente com a Disney+ como produtor na série “Obi-Wan Kenobi: O Retorno do Jedi” (2022) e no documentário “Olivia Rodrigo – Dirigindo até Você” (2022). * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal.
Festival In-Edit vai de Elis Regina a Rita Lee em sua 15ª edição
O In-Edit, Festival Internacional do Documentário Musical, chegou em sua 15ª edição. O evento reúne uma seleção de filmes nacionais e internacionais, que serão disponibilizados nas salas de cinema de São Paulo e também online até o dia 25 de junho. Reunindo longas e curta-metragens, o festival de documentários apresenta mais de 60 títulos, que incluem filmes inéditos e também produções clássicas. Artistas como Tom Jobim, Elis Regina, Rita Lee, e até Michael Jackson estão entre as personalidades retratadas nas obras. As sessões presenciais ocorrem na capital paulista nas salas do CineSesc, Cinemateca Brasileira, Spcine Olido, Spcine Paulo Emílio (CCSP) e Cine Cortina. O acesso às exibições é gratuito, com exceção do CineSesc, com ingressos que partem de R$ 8. Para a entrada franca nas sessões presenciais é necessário fazer a retirada dos ingressos na bilheteria uma hora antes do início de cada sessão. Com parte de sua programação, os títulos estarão disponíveis de forma gratuita e on-demand (sob demanda) em quatro serviços de streaming, sendo eles Sesc Digital, Itaú Cultural Play, Spcine Play e In-Edit Brasil TV. Além das exibições de filmes, o festival também oferece uma série de conteúdos exclusivos com foco cultural. Isso inclui entrevistas com cineastas, homenagens, uma feira de discos de vinil e shows ao vivo. Documentário sobre Elis Regina concorre ao prêmio principal Assim como outros festivais de cinema, o In-Edit também tem uma competição, definida por um júri. Dentre os filmes que concorrem este ano, destaca-se o documentário “Elis & Tom, Só Tinha que Ser com Você”. Dirigido por Roberto de Oliveira e Jom Tob Azulay, a produção mostra os bastidores da gravação do “Elis & Tom”, o álbum histórico de Elis Regina e Tom Jobim lançado em 1974. O longa de 1h20min traz as filmagens inéditas de uma câmera 16mm, que foram restauradas em 4K. A competição também inclui “Famoudou Konaté – The King of Djembe”, “Fausto Fawcett na Cabeça”, “Frevo Michiles”, “Miúcha, a Voz da Bossa Nova”, “Peixe Abissal”, “Terruá Pará” e “Villa-Lobos em Paris”. De Pink Floyd a Backstreet Boys Entre os destaques internacionais, o documentário “Sonic Fantasy”, do diretor espanhol Saúl Benejama, vai mostrar a história por trás da gravação de “Thriller”, álbum do cantor que impactou não somente a música pop, mas toda a indústria musical. A programação também inclui “Have You Got It Yet? The Story of Syd Barrett and Pink Floyd”. Dirigido por Roddy Bogawa e Storm Thorgerson, a produção conta a história do músico Syd Barrett, fundador da icônica banda de rock Pink Floyd que acabou em um hospício. Fãs da banda americana Backstreet Boys serão contemplados com o documentário “Backstreet Boys: Show ‘Em What You’re Made Of”, do diretor Stephen Kijak. O projeto aborda desde a infância até a fase adulta dos integrantes do grupo, que foi um fenômeno adolescente nos anos 1990. Entre altos e baixos, eles seguem juntos até hoje – e realizaram shows no Brasil em janeiro deste ano. E não falta nem rap, com um filme sobre o rapper XXXTENTACION, que foi assassinado em 2018. O documentário “Look At Me: XXXTENTACION” é dirigido por Sabaah Folayan e vai mostrar a vida tumultuada do artista acusado de diversos crimes antes de sua morte. Diferentes estilos ao redor do mundo Apesar de enfatizar produções sobre artistas da música pop, o festival também é uma oportunidade para o público conhecer novos sons e histórias. Entre eles, estão “La danza de Los Mirlos”, do diretor Álvaro Luque, que apresenta uma banda que toca cumbia amazônica psicodélica do Peru. Outro é “Max Roach: The Drum Also Waltzes”, dirigido por Samuel Pollard e Ben Shapiro, uma biografia do lendário baterista de jazz que explora suas lutas pessoais e políticas, bem como o legado que deixou. Homenagem a Rita Lee encerra o festival Encerrando a vasta programação, o In-Edit presta homenagem a Rita Lee, que faleceu no mês passado, com exibição do documentário “Ovelha Negra”, de 2007. O longa de 79 minutos foi dirigido por Roberto de Oliveira e conta a trajetória da roqueira, passando pela sua infância, família, escola, os Mutantes, o Tropicalismo e a parceria com a banda Tutti Frutti. A exibição será responsável por fechar o festival no dia 25 de junho em uma sessão especial na Cinemateca Brasileira. Vale lembrar que, além das exibições de filmes, o festival também oferece uma série de atividades paralelas, que ocorrem em diversos pontos da cidade de São Paulo. Eventos e feiras, bem como os horários e salas de exibição dos filmes podem ser conferidos em detalhes na programação do site oficial: https://br.in-edit.org.
“The Flash” tem lançamento de blockbuster nos cinemas
O aguardado filme “The Flash” chega em 1,3 mil salas de cinema nesta quinta (15/6), marcando o sexto lançamento em estilo blockbuster no país desde o mês de maio. Antes do longa de super-herói da DC/Warner Bros, vieram “Transformers: O Despertar das Feras” com estreia em 1,1 mil telas, “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” em 1,5 mil, “A Pequena Sereia” em 1,4 mil, “Velozes e Furiosos 10” em 1,7 mil e “Guardiões da Galáxia Vol. 3” em 1,6 mil. Detalhe: o Brasil tem aproximadamente 3,2 mil telas em seu circuito exibidor e todos esses blockbusters ainda estão em cartaz. Por conta disso, as demais estreias da semana visam exclusivamente o circuito alternativo. A maioria são documentários, inclusive duas produções sobre integrantes do grupo BTS, fenômeno do K-Pop. Confira todas as estreias abaixo. | THE FLASH | A nova incursão no multiverso dos super-heróis dividiu a crítica, após ser propagandeada como a melhor adaptação da DC Comics de todos os tempos. Não chegou nem perto do hype plantado pela Warner Bros, embora o filme dirigido por Andy Muschietti, conhecido pelo terror “It – A Coisa”, faça realmente a despedida do Snyderverso (os heróis da Liga de Justiça de Zack Snyder). O roteiro de Christina Hodson (“Aves de Rapina”) adapta um dos arcos mais famosos dos quadrinhos da editora, o crossover “Ponto de Ignição” (Flashpoint). No filme, o velocista interpretado por Ezra Miller volta no tempo para impedir o assassinato de sua mãe e, ao fazer isso, acaba alterando a linha temporal do planeta inteiro. Entre os eventos inesperados, ele encontra uma versão mais jovem de si mesmo (também interpretada por Miller) e, ao mesmo tempo, se depara com um mundo em que a Liga da Justiça nunca existiu. Para piorar, como Superman nunca chegou a Terra, não há ninguém capaz de impedir a invasão do General Zod (Michael Shannon, repetindo seu papel de “O Homem de Aço”). Assim, cabe ao Flash do futuro reunir um grupo de heróis para fazer frente a essa ameaça. Com a ajuda de um Batman mais velho (Michael Keaton, que viveu o herói em filmes de 1989 e 1991), ele consegue encontrar e liberar um kryptoniano para auxiliá-los: Kara, uma nova Supergirl morena, vivida por Sasha Calle (“The Young and the Restless”) – que é a primeira intérprete latina da heroína. A narrativa centrada em viagens no tempo e universos alternativos pode remeter a sucessos como “Vingadores: Ultimato” e “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, mas a trama sofreu horrores com suas inúmeras refilmagens, que acrescentaram e tiraram personagens, salvaram e mataram heróis, porém deixaram o fan service mais rejeitado de todos os tempos, em que o Flash tem visões de diferentes versões dos personagens da DC – inclusive de filmes que nunca saíram do papel, mas não de sua bem-sucedida versão da TV. O resultado é um filme caríssimo que arrecadou muito pouco, um fracasso retumbante de público e crítica. O que só aumenta a tristeza por seus pontos positivos, em especial a descoberta de Sasha Calle como Supergirl, que, infelizmente, após a fraca bilheteria, não deve ser reaproveitada no futuro da DC planejado pelos novos chefões do estúdio no cinema. Ela é o principal motivo para recomendar a ida ao cinema. | MEDUSA DELUXE | A exótica comédia britânica é ambientada em uma competição regional de cabeleireiros e se desenvolve após o assassinato macabro de um dos competidores, com o crime provocando uma cadeia de suspeitas, fofocas e intrigas entre os cabeleireiros, modelos e seguranças presentes. Com visual arrojado e audácia narrativa, a estreia do diretor Thomas Hardiman encantou a crítica, atingindo 92% de aprovação no site Rotten Tomatoes – houve até comparações com o cinema de Pedro Almodóvar. Os papéis principais são vividos por Clare Perkins (“A Roda do Tempo”) e Harriet Webb (“Succession”), rivais na disputa diretas na disputa pelo penteado mais ousado da competição. | A HISTÓRIA DA MINHA MULHER | O capitão de um navio faz uma aposta em um café com um amigo de que casará com a primeira mulher que entrar. E dá sorte: a esposa desconhecida é vivida por ninguém menos que Léa Seydoux (“007: Sem Tempo para Morrer”). A atração é visível e mútua. Mas a suspeita de infidelidade ameaça condenar o capitão à loucura. A direção é da húngara Ildikó Enyedi, indicada ao Oscar e vencedora do Urso de Ouro no Festival de Berlim por “De Corpo e Alma” (2017). E o elenco ainda destaca Gijs Naber (“A Espiã”) como o capitão e Louis Garrel (“Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan”) como a fonte de seu ciúmes. | BEM-VINDOS DE NOVO | O primeiro documentário de Marcos Yoshi, diretor e personagem, retrata a trajetória imigratória de sua família. O filme registra o reencontro de pai e filhos, descendentes de japoneses afetados pelo fluxo imigratório entre Brasil e Japão, conhecido como fenômeno dekassegui, depois de 13 anos de separação. | REMOÇÃO | Dez anos antes de fazer a novela “Todas as Flores”, o diretor Luiz Antônio Pilar se juntou a Anderson Quack (“Vai Dançar”) para realizar esse documentário sobre o processo de remoção das favelas da zona sul da cidade do Rio de Janeiro nas décadas de 1960 e 1970, que deram origem a primeira experiência de criação dos conjuntos habitacionais de Vila Kennedy, Vila Aliança, Cidade de Deus, Cidade Alta, em Cordovil; Dom Jayme Câmara, em Padre Miguel e a Cruzada São Sebastião, no Leblon. O filme de 2013 finalmente estreia nos cinemas. | PLAUTO, UM SOPRO MUSICAL | O documentário aborda a vida e a obra de um dos maiores músicos gaúchos: Plauto Cruz, considerado por muitos o melhor flautista do Brasil. A direção é de Rodrigo Portela (do curta “Reflexos”). | SUGA – ROAD TO D-DAY | | J-HOPE – IN THE BOX | As duas produções da Disney+ sobre integrantes do BTS ganham exibição limitada nos cinemas. Os documentários focam os processos criativos de Suga e J-Hope, que encaram os desafios da carreira solo durante a pausa do grupo fenômeno do K-Pop. As produções têm várias cenas de viagens internacionais, com destaque para a apresentação de J-Hope no Lollapalooza norte-americano. Ambos estão disponíveis em streaming.
Netflix anuncia documentário sobre Vini Jr.
A Netflix anunciou nesta terça (13/6) a produção do primeiro documentário sobre o ídolo do futebol Vini Jr. O projeto está em desenvolvimento desde setembro de 2022 e tem estreia prevista para 2025. Os fãs poderão conhecer mais de perto a vida do atleta de 22 anos, revelado pelo Flamengo e que se transformou num dos maiores jogadores do mundo, integrando o time campeão do Real Madrid, na Espanha, e atleta da Seleção Brasileira de Futebol. E, mais recentemente, também se tornou um porta-voz poderoso contra o racismo – dentro e fora de campo. “Poder contar minha história e inspirar garotas e garotos de todo o mundo a seguir uma trajetória de sucesso no esporte é o que mais me inspira neste projeto”, comentou Vini Jr. em comunicado sobre o documentário. “O futebol tem um papel transformador para jovens, especialmente no Brasil, e este filme pode levar esse poder de transformação para o mundo inteiro.” O documentário é uma parceria com a Conspiração e tem roteiro de Emílio Domingos (“Fazela É Moda”) e direção de Andrucha Waddington (“Sob Pressão”). Os dois trabalharam juntos em “Viajando com os Gil”, que estreia dia 30 de junho na Amazon Prime Video. O comunicado da Netflix não informa se a produção será um longa-metragem ou uma série documental em capítulos, mas a tradição da Netflix nesse tipo de produção tem sido a opção seriada.
É 10: Final de “Eu Nunca…” e as principais séries da semana
Os fãs se despedem de duas séries nesta semana: a comédia teen “Eu Nunca…”, na Netflix, e o policial “Big Sky”, na Star+, que exibem suas temporadas finais. Mas também podem iniciar novos relacionamentos com diversas novatas, incluindo uma atração estrelada por Tom Holland (o Homem-Aranha da Marvel), ou até reencontrar uma paixão antiga, com o lançamento da já clássica “Gotham” na HBO Max. Veja abaixo 10 novidades selecionadas na programação das plataformas de streaming. | EU NUNCA… 4 | NETFLIX Criada por Mindy Kaling e Lang Fisher (ambos de “Projeto Mindy”), a série é uma comédia de amadurecimento que acompanha a adolescente indiana-americana Devi (Maitreyi Ramakrishnan). A jovem é uma estudante superdotada do Ensino Médio que frequentemente encara algumas situações complicadas, muitas delas envolvendo suas paixões, como Paxton Hall-Yoshida (Darren Barnet) e Ben Gross (Jaren Lewison), e conflitos com sua família imigrante. Na 4ª e última temporada, Devi vai se formar, perder a virgindade e desenvolver uma nova paixão: Ethan, personagem de Michael Cimino (“Love, Victor”), que chega logo após a saída de Paxton para a faculdade. A expectativa para o final é descobrir com quem ela decide ficar. Além disso, a derradeira leva de episódios traz um casamento surpresa. | BIG SKY 3 | STAR+ A 3ª temporada conclui a trajetória da série de suspense rural inspirada em “The Highway”, livro de CJ Box que abre uma coleção de romances da personagem Cassie Dewell. Na série criada por David E. Kelley (“Big Little Lies”), a detetive é vivida por Kylie Bunbury (“Olhos que Condenam”) e faz parceria com a policial Jenny Hoyt, interpretada por Katheryn Winnick (“Vikings”). As duas se juntaram inicialmente em uma busca por jovens que foram sequestradas por um motorista de caminhão em uma estrada remota de Montana. Mas logo a investigação revela que as garotas não são as únicas desaparecidas e que a região tem um longo histórico criminal, tornando-as alvos dos criminosos e serial killers que investigam. Além das protagonistas, o elenco também destaca Jensen Ackles (“Supernatural”), que foi introduzido no final da 2ª temporada como novo xerife da região. Para completar, a 3ª temporada ainda conta com participação da estrela country Reba McEntire (“Reba”) no papel de uma lojista bem-sucedida do interior com um histórico secreto de clientes desaparecidos, e de Rosanna Arquette (“O Clube dos Meninos Bilionários”) como Virginia “Gigi” Cessna, a mãe carismática e muito falante de Jenny Hoyt. | CÃES DE CAÇA | NETFLIX O novo drama sul-coreano da Netflix se destaca pela tensão constante e a violência de suas lutas impressionantes, travadas entre dois jovens boxeadores e os capangas de um agiota implacável. Na trama, o protagonista vence um torneio de boxe e usa o dinheiro do prêmio para ajudar a mãe a pagar dívidas. No entanto, a mãe se torna alvo do agiota, que oferece um empréstimo que só piora sua situação financeira. Admirado pela confrontação violenta dos boxeadores com os gângsteres, um chefão aposentado do crime contrata os dois jovens como guarda-costas para sua neta impulsiva. Ela está investigando alguns criminosos ligados ao agiota, formando assim um novo trio. No entanto, um incidente fora das telas resultou na saída abrupta da atriz principal da produção – ela foi detida por dirigir embriagada – , impactando os últimos episódios. Criado por Kim Joo-hwan (“A Fúria Divina”), o K-drama apresenta Woo Do-hwan (“O Rei Eterno”) e Lee Sang-yi (“Hometown Cha-Cha-Cha”) como dois boxeadores ambiciosos, Kim Sae-ron (“O Beijo do Destino”) como a neta obstinada e Park Sung-woong (“Nova Ordem”) como o impiedoso agiota. | BARRACUDA QUEENS | NETFLIX O thriller sueco acompanha um grupo de jovens privilegiadas que, após uma noite de excessos, acumulam dívidas enormes. Apesar de terem famílias ricas, a ideia delas para cobrir os gastos extravagantes é começar a roubar os vizinhos. E, logo, a necessidade de quitar a dívida é substituída pela adrenalina e euforia dos roubos. Criada por Camilla Ahlgren (da famosa trilogia “Millennium”), a série se diferencia da produção atual por ter protagonistas bastante antipáticas, e mesmo assim conseguir prender a atenção com ritmo ágil e boas atuações do elenco central – formado por Alva Bratt (“Adultos”), Tea Stjärne (“Sune vs. Sune”), Sarah Gustafsson (“Eagles”), Sandra Strandberg Zubovic (“JJ+E”) e a estreante Tindra Monsen. Por curiosidade, a trama é baseada numa onda real de roubos de milionários que agitou a Suécia no final dos anos 1990, mas que na adaptação sofreu mudanças para refletir a tendência “girl power” que surgiu no período – os criminosos reais teriam sido homens. | O LAGO 2 | AMAZON PRIME VIDEO A comédia canadense se desenrola em torno de férias de verão, disputa por uma cabana e reconexão familiar. Billie Barnes (Madison Shamoun, de “All American”), uma adolescente que nunca conheceu seu pai biológico é enviada para passar o verão com ele em um resort à beira de um lago. O pai é Justin Lovejoy (Jordan Gavaris, de “Orphan Black”), que após se assumir gay e voltar de um divórcio na Austrália, resolve se reconectar com a filha na cabana em que passou suas férias de infância. Mas ao chegar lá descobre que o lugar foi herdado por Maisy-May (Julia Stiles, de “Jason Bourne”), sua meia-irmã. A luta pelo direito à cabana torna-se um tema central, mas sofre uma mudança na 2ª temporada com a perspectiva de que um complexo de apartamentos de luxo está previsto para ser construído no terreno. A situação faz os irmãos rivais e a adolescente da família disfuncional considerarem uma aliança, enquanto se envolvem em diversas aventuras para impedir a construção, trazendo mais humor à trama. | ENTRE ESTRANHOS | APPLE TV+ O drama estrelado por Tom Holland (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) conta a história real de um homem preso após um tiroteio em Nova York, em 1979. Os episódios são narrados por meio de uma série de entrevistas feitas por uma interrogadora (Amanda Seyfried, de “The Dropout”), que revelam elementos do passado misterioso que moldou Danny Sullivan e as reviravoltas que mudaram sua vida. A trama é baseado na vida de Billy Mulligan, que ficou conhecido como “O Estuprador do Campus” e foi tema de um caso judicial altamente divulgado no final dos anos 1970. Mulligan foi a primeira pessoa a ser absolvida de um crime por causa do Transtorno de Personalidades Múltiplas (atualmente chamado de Transtorno Dissociativo de Identidade), e a série resgata sua história, embora os nomes e outros detalhes tenham sido alterados. Holland teria ficado marcado pelo papel, a ponto de precisar dar uma pausa na carreira. Mas apesar dessa dedicação, a série não agradou. O roteiro foi considerado fraco e os episódios “arrastados”, fazendo com que acumulasse críticas negativas – tem só 10% de aprovação no Rotten Tomatoes, a pior aprovação de uma produção da Apple. O maior problema é a tentativa de fazer suspense com a própria premissa – o fato de o protagonista ter múltiplas personalidades. Criada por Akiva Goldsman (roteirista vencedor do Oscar por “Uma Mente Brilhante”), a série ainda traz em seu elenco Emmy Rossum (“Shameless”), Sasha Lane (“Loki”), Will Chase (“Dopesick”), Lior Raz (“Fauda”), Henry Zaga (“Depois do Universo”) e Thomas Sadoski (“Irmãos de Honra”). | GOTHAM – COMPLETA | HBO MAX Uma das séries mais estilosas já feitas sobre super-heróis chega completa na HBO Max. São cinco temporadas consistentes, que partem dos quadrinhos de Batman para desenvolver tramas inspiradas em filmes B de sci-fi, terror, gângsteres e noir. Passada entre o assassinato dos pais do jovem Bruce Wayne (David Mazouz) e sua transformação no Cavaleiro das Trevas, a produção criada por Bruno Heller (“Mentalist”) também mostrou a juventude do Pinguim (Robin Lord Taylor), da Mulher Gato (Camren Bicondova) e do Charada (Cory Michael Smith), revelando os eventos que os transformaram nos famosos vilões da DC Comics. A narrativa central, porém, é o começo da carreira do futuro Comissário Gordon (Ben McKenzie) em seus primeiros dias como policial em Gotham City, lutando contra a corrupção e criminosos cada vez mais sombrios. Os bastidores da produção, exibida na TV entre 2014 e 2019, também marcaram o começo do relacionamento de Ben Mackenzie com a carioca Morena Baccarin, intérprete da Dra. Leslie Thompkins na atração. Os dois se casaram entre a 3ª e a 4ª temporadas – após Baccarin conseguir o divórcio de seu primeiro casamento – e tiveram dois filhos. | RECURSOS HUMANOS 2 | NETFLIX A série derivada de “Big Mouth” é focada no mundo dos monstros hormonais, que são meros coadjuvantes na produção original sobre adolescentes em crise de puberdade. A trama acompanha as criaturas em seus trabalhos cotidianos, incentivando ou atrapalhando os seres humanos, como guias dos muitos sentimentos que podem ser experimentados na vida. Além dos já conhecidos monstros Maurice (voz de Nick Kroll) e Connie (Maya Rudolph), o universo sobrenatural foi expandido com novas criaturas terríveis, como Magos da Vergonha e Gatinhos da Culpa, dublados em inglês por astros famosos como Hugh Jackman (“Logan”), Rosie Perez (“Aves de Rapina”) e Randall Park (“WandaVision”), entre outros. | ARNOLD | NETFLIX A série documental sobre o ator Arnold Schwarzenegger (“O Exterminador do Futuro”) narra o sucesso do ícone de ação no fisiculturismo, sua ascensão nas bilheterias de Hollywood e sua carreira política como governador da Califórnia. Com três episódios, o projeto conta com a direção de Lesley Chilcott (“Watson”) e produção executiva de Allen Hughes (“O Livro de Eli”), e traz algumas revelações polêmicas, como a abordagem da infidelidade e acusações de assédio sexual contra o astro. Para os fãs, também há relatos sobre os bastidores de produções famosas do cinema. | GÊMEAS TRANS – UMA NOVA VIDA| HBO MAX A série documental brasileira produzida pela HBO Max e Discovery+, como parte das celebrações do mês do Orgulho LGBTQIAPN+, acompanha a vida de Mayla Phoebe e Sofia Albuquerck, irmãs gêmeas naturais de Tapira, Minas Gerais, que se tornaram notícia internacional em 2021 ao passarem, aos 19 anos, por uma cirurgia de redesignação sexual juntas – tornando-se as primeiras gêmeas do mundo a fazer isso e as mais jovens a realizar o procedimento no Brasil. Os seis episódios exploram o dia a dia das irmãs, seus desafios pessoais, sonhos e conflitos após a cirurgia, mostrando como lidam com o preconceito, a luta pelo reconhecimento e a busca pela realização dos seus sonhos. Uma das tramas centrais é o sonho de infância das irmãs de participar de um concurso de beleza em sua cidade natal. Elas contam com a ajuda da renomada estilista e mulher trans, Michelly X, que já trabalhou com celebridades como Anitta, Ivete Sangalo e Xuxa. Enquanto Mayla mora em Buenos Aires, na Argentina, cursando medicina, Sofia vive em Franca, interior de São Paulo, estudando engenharia. Embora a série aborde a experiência de Sofia com a transfobia na faculdade, a produção também mostra a visão positiva de Mayla sobre a Argentina como um país menos preconceituoso. As irmãs também discutem a importância do apoio psicológico e do processo de autoaceitação.
Disney+ apresenta trailer de documentário sobre Stan Lee
A Disney+ divulgou o pôster e o primeiro trailer do documentário sobre Stan Lee, ex-editor da Marvel Comics e co-criador de alguns dos super-heróis mais conhecidos da cultura pop. Intitulado “Stan Lee”, o longa vai contar a trajetória do lendário escritor. A prévia foi liberada após a exibição do longa no Festival de Cinema de Tribeca, mostrando cenas emocionantes do escritor comentando seu legado através de entrevistas e depoimentos sobre suas histórias em quadrinhos. Heróis que contrariavam o padrão da época Nascido em 1922, Stanley Martin Lieber foi criado em uma família judaica de imigrantes romenos. Sua trajetória nos quadrinhos começou quando ainda era adolescente, em 1939. Ao longo da carreira como quadrinista, ele colaborou com a criação de heróis como Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, Homem de Ferro, Pantera Negra, Hulk, X-Men, Thor, Homem-Formiga e muitos outros. Na época, o grande diferencial desses heróis eram suas aparências defeituosas, fosse devido a um problema no coração, como o Homem de Ferro, fosse por uma deformação física como o Coisa, do Quarteto Fantástico. Ou até mesmo sofriam com coração partido e falta de dinheiro, como o Homem-Aranha. Dessa forma, os personagens se conectavam com os leitores através da identificação. Embora fossem considerados “coisas de crianças”, seus quadrinhos foram ganhando o coração do público adulto com o passar dos anos. No início dos anos 2000, eles começaram a ganhar suas versões no cinema. Este foi um momento importante para a Marvel, que chegou a tirar a empresa de uma crise financeira e deu início ao império cinematográfico do Marvel Studios. Nessa fase, o escritor já aposentado voltou a chamar a atenção pelas aparições surpresas que fazia em cada longa. Aos 95 anos, Stan Lee faleceu em novembro de 2018, após uma longa carreira como roteirista e editor dos quadrinhos da Marvel. Sua última aparição nas telonas foi no filme “Vingadores: Ultimato”, lançado em abril de 2019, já depois de sua morte. Vale mencionar que o lançamento não é o primeiro documentário sobre a vida do escritor. Em 2010, foi lançado “With Great Power: The Stan Lee Story”, que também narrava a trajetória de Lee. O título faz referência a uma famosa frase que o Tio Ben diz a Peter Parker nos filmes do “Homem-Aranha”. Com 1h26min, o novo filme pretende se diferenciar por apresentar momentos da carreira de Lee que nunca foram divulgados ao público, além de gravações de voz, trechos de entrevistas e publicações em jornais. O projeto também traz entrevistas de colegas próximos do escritor. A direção é de David Gelb, que já trabalhou anteriormente com a Disney+ como produtor na série “Obi-Wan Kenobi: O Retorno do Jedi” (2022) e no documentário “Olivia Rodrigo – Dirigindo até Você” (2022). O time de produtores inclui ainda Jason Sterman (“Olivia Rodrigo – Dirigindo até Você”) e Brian McGinn (“Wolfgang – O Chef Celebridade”). “Stan Lee” estreia em 16 de junho.












