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    “Retratos Fantasmas” é o representante do Brasil no Oscar 2024

    12 de setembro de 2023 /

    Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais anunciou nesta terça-feira (12/9) que “Retratos Fantasmas”, documentário de Kleber Mendonça Filho, será o representante do Brasil na busca por uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional. O longa é o segundo documentário escolhido para representar o país na categoria. Em 2021, “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou”, de Bárbara Paz, foi o candidato oficial. A predileção por documentários começou após “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa, ser indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2020. Entretanto, filmes do gênero nunca venceram o Oscar de Melhor Filme Internacional e o Brasil não tem um representante indicado na categoria desde “Central do Brasil” em 1999. Os outros finalistas da disputam eram “Estranho Caminho”, de Guto Parente, “Noites Alienígenas”, de Sergio de Carvalho, “Nosso Sonho — A História de Claudinho e Buchecha” (foto), de Eduardo Albergaria, “Pedágio”, de Carolina Markowicz, e “Urubus”, de Claudio Borrelli, selecionados a partir de uma lista de 28 obras inscritas. Trama e expectativas de “Retratos Fantasmas” “Retratos Fantasmas” tem o centro da cidade do Recife como personagem principal. Dividido em três capítulos, a obra explora as memórias do diretor de “Bacurau” e “Aquarius”, principalmente sua cinefilia. Mendonça Filho mistura vídeos caseiros antigos com suas próprias filmagens, e se aventura para explorar os cinemas de rua de sua infância, que alimentaram sua obsessão, mas que em sua maioria fecharam, vítimas da decadência urbana e da concorrência dos multiplexes suburbanos. Ele também explora o futuro alternativo dessas salas, visitando aquelas que foram transformadas em igrejas evangélicas, refletindo as tendências religiosas no Brasil moderno. Na disputa por destaque na temporada de prêmios do final do ano, o filme terá a ajuda da distribuidora Grasshopper, que promoverá seu lançamento nos Estados Unidos. “Retratos Fantasmas” fez sua estreia no Festival de Cannes e está em exibição no Festival de Toronto. Em cartaz nos cinemas brasileiros, o longa soma um dos maiores públicos para documentários no país, visto por aproximadamente 50 mil pessoas. Veja o trailer abaixo.

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  • Música

    Luísa Sonza coloca “Chico” no Top 30 do Spotify Global

    7 de setembro de 2023 /

    Uma semana após lançar seu álbum “Escândalo Íntimo”, Luísa Sonza alcança novos marcos significativos na indústria da música. A artista entrou na 27ª posição no Spotify Global com a canção “Chico”, um pico em sua carreira. A música é a atual número 1 das paradas do Spotify Brasil.   Outros recordes do disco Nas primeiros 24h após o lançamento do álbum, Sonza somou 17 milhões de streams no Spotify. Esse feito estabeleceu um novo recorde no Spotify Brasil, superando o título anterior de melhor estreia que pertencia ao artista Jão e seu álbum “Super”. Além disso, todas as faixas do disco foram listadas no Top 50 nacional, num total de 18 músicas da artista, algo inédito na plataforma. O desempenho de Sonza sinaliza um fortalecimento do pop brasileiro em plataformas de streaming global, pois a canção “Penhasco2”, parceria de Luísa com Demi Lovato, também destacou-se na playlist, alcançando a 42ª posição.   Shows e documentário Luísa Sonza fez a grande estreia do disco “Escândalo Íntimo” no palco Skyline do The Town. A cantora foi aclamada pelo público do evento, que já havia decorado todas as letras do novo álbum recém-lançado, além de fazer participações nos show internacionais de Demi Lovato e Bebe Rexha. A partir de sexta (8/9), a cantora leva o show para outros palcos, com 14 apresentações marcadas por diversas cidades paulistas, além de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Paraíba e os três estados do Sul do Brasil. A cantora ainda vai revelar detalhes do processo criativo do disco na série documental “Se Eu Fosse Luísa Sonza”. O projeto terá três episódios que também revelarão os bastidores de sua vida pessoal e carreira. A produção estreia no catálogo da Netflix no dia 13 de dezembro de 2023. O ESCÂNDALO? ERA NOS CHARTS! “Chico” (#27) sobe 35 posições e Luísa Sonza coloca uma bossa-nova no Top 30 do Spotify Global. pic.twitter.com/PntGwbUqA3 — Infos Luísa Sonza (@infosluisasonza) September 7, 2023

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  • Filme

    “A Freira 2” e “Angela” são as principais estreias de cinema do feriadão

    7 de setembro de 2023 /

    Terror “A Freira 2” é a principal estreia do feriadão, que também vai receber o drama true crime brasileiro “Angela” e a animação “A fada do Dente”. Os demais lançamentos acontecem em circuito limitado. Confira abaixo os trailers e mais detalhes.   A FREIRA 2   O terror é uma continuação do sucesso de 2018, que se tornou o título de maior bilheteria da franquia “Invocação do Mal” com US$ 365,5 milhões arrecadados ao redor do mundo. A sequência volta a trazer Taissa Farmiga como a Irmã Irene, novamente enfrentando a freira demoníaca Valak (Bonnie Aarons). Ambientado em 1956, alguns anos após o primeiro longa, a história começa com o amigo de Irmã Irene, Maurice (Jonas Bloquet), sendo possuído por Valak. Após um terrível evento na escola francesa onde Maurice trabalha, Irene se envolve na investigação, ajudada por uma nova freira, interpretada pela atriz Storm Reid (“Euphoria”). A direção é de de Michael Chaves, que fez sua estreia com “A Maldição da Chorona” e comandou “Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio” (2021), a mais recente produção desse universo de terror. A produção continua a cargo de James Wan, diretor dos dois primeiros “Invocação do Mal”, e Peter Safran, atual responsável pelo DC Studios ao lado de James Gunn. O roteiro foi escrito por Akela Cooper (“Maligno”) e revisado por Ian Goldberg e Richard Naing (ambos de “Fear the Walking Dead”).   ANGELA   O filme de true crime mais esperado do ano traz Isis Valverde (“Simonal”) como Angela Diniz, socialite vítima de violência doméstica, que foi assassinada pelo próprio marido. O crime cometido por Raul “Doca” Street tornou-se um divisor de águas no movimento feminista e no Direito brasileiros. Durante o julgamento do assassino, que deu quatro tiros no rosto da companheira em dezembro de 1976, no auge de uma discussão na Praia dos Ossos, em Búzios, Rio de Janeiro, a defesa alegou “legítima defesa da honra” para tentar absolvê-lo do caso. Ele alegou ter matado “por amor”. O argumento gerou polêmica. Militantes feministas organizaram um movimento cujo slogan – “quem ama não mata” – tornou-se, anos mais tarde, o título de uma minissérie da Globo. Até o grande poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) se manifestou: “Aquela moça continua sendo assassinada todos os dias e de diferentes maneiras”, referindo-se à estratégia da defesa de culpabilizar Angela Diniz por seu próprio assassinato. A tese da “legítima defesa da honra” constava no Código Penal da época, mas mesmo assim Doca Street foi condenado a 15 anos de prisão. Na década seguinte, a nova Constituição, elaborada ao fim da ditadura, acabou com essa desculpa para o feminicídio, mas só agora, em agosto de 2023, o STF (Supremo Tribunal Federal) a tornou oficialmente inconstitucional. Com boa recriação dos anos 1970, o diretor Hugo Prata (“Elis”) mostra o machismo da época e a dificuldade de Leila Diniz para se desvencilhar do marido violento, com medo de ser “malvista” pela sociedade. O elenco ainda destaca Gabriel Braga Nunes (“Verdades Secretas”) no papel de Doca Street, além de Bianca Bin (“O Outro Lado do Paraíso”), Emílio Orciollo Netto (“O Mecanismo”), Chris Couto (“Não Foi Minha Culpa”), Gustavo Machado (“A Viagem de Pedro”) e Carolina Manica (“Vale dos Esquecidos”).   A FADA DO DENTE   A animação germano-luxemburguesa segue Violetta, uma fada atrevida, que entra clandestinamente no mundo humano. Por acaso, ela conhece uma menina de 12 anos, Maxie, que se sente perdida na cidade e que tem como maior desejo voltar para o campo. As dois fecham um acordo secreto, mas os planos não saem como planejado. A trama explora temas de pertencimento e identidade através das protagonistas, retratadas como desajustadas em seus respectivos mundos. O filme também introduz um vilão, Rick, que tem planos para demolir uma estufa urbana que contém uma árvore crucial para o retorno de Violetta ao seu mundo. A narrativa incorpora elementos contemporâneos ao imaginar o ofício das fadas dos dentes como uma operação de entrega semelhante a uma big-tech. Primeiro longa dirigido por Caroline Origer (da série “Polo”), a animação se destaca por seus elementos visuais, embora seja nítida a falta de complexidade temática em comparação com obras similares dos EUA.   NOSSO AMIGO EXTRAORDINÁRIO   A comédia de Marc Turtletaub (“O Quebra-Cabeça”) oferece a Ben Kingsley (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) um papel ímpar como Milton, um idoso cuja vida segue uma rotina monótona. Participando assiduamente das reuniões do conselho municipal e cuidando de seu jardim, Milton tem sua vida drasticamente alterada quando um disco voador cai em seu quintal. Inicialmente desacreditado pelos habitantes locais, ele resolve abrigar o visitante alienígena, interpretado por Jade Quon (“Raze: Lutar ou Correr”). Duas mulheres do círculo municipal, interpretadas por Harriet Sansom Harris (“Lobisomem na Noite”) e Jane Curtin (“As Donas do Pedaço”), acabam se envolvendo na trama ao perceber a chegada suspeita de agentes do governo na cidade. A narrativa se distingue de outros filmes do gênero alienígena por focar em personagens idosos que encontram afinidade com o status de “forasteiro” do extraterrestre. O filme explora temas como isolamento na terceira idade e a busca por autonomia, conferindo complexidade aos personagens sem recorrer a caricaturas. Ao longo da história, os protagonistas vivem momentos que vão de humor leve a introspecções sobre envelhecimento e amizade. Trata-se basicamente de “E.T. – O Extraterrestre” com um grupo demográfico muito diferente.   LOBO E CÃO   Ambientado na ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores, a primeira ficção da documentarista portuguesa Cláudia Varejão (“No Escuro do Cinema Descalço os Sapatos”) é um drama queer adolescente, estrelado por um elenco sem experiência anterior, e premiado na seção Jornada dos Autores do Festival de Veneza do ano passado. A trama segue Ana (Ana Cabral), uma jovem que busca romper com as restrições de gênero impostas pela sua comunidade tradicional e religiosa. Ana encontra amizade e apoio em Luis (Ruben Pimenta), seu amigo abertamente gay, e em Chloe (Cristiana Branquinho), uma amiga que vem do Canadá. O irmão mais velho de Ana envolve-se com atividades ilegais, trazendo outra camada de complexidade à história. Claudia Varejão, com experiência em documentários, utiliza uma abordagem que combina neorrealismo e experimentação, capturando a vida cotidiana dos personagens com uma câmera que se torna cada vez mais experimental à medida que o filme avança. O trabalho de Rui Xavier como diretor de fotografia também é notável, trazendo à tela a atmosfera e a paisagem do local. A obra foi bem-recebida por tratar de maneira positiva e esperançosa a comunidade LGBTQIA+ em um contexto de isolamento e conservadorismo religioso. Sem recorrer a dramatizações excessivas, foca em microagressões e breves explosões de discurso de ódio, equilibrando a narrativa com momentos que celebram a resiliência e a quebra de barreiras sociais.   NÍOBE   O thriller político de ação, escrito e dirigido por Fernando Mamari (“Delirius Insurgentes”), se passa num país fictício da América do Sul, onde se fala português com sotaque carioca, e aborda um dia crucial na vida dos poderosos locais, incluindo o presidente da república, interpretado por Kadu Moliterno (“Topíssima”), e um general de alto escalão, vivido por Roberto Pirillo (“Magnífica 70”). O ponto central da trama é um encontro promovido por um empresário influente, cujo objetivo é explorar território indígena para a extração de minerais. No decorrer da noite, um grupo de prostitutas de luxo, liderado por Rita (Bárbara França, ex-“Malhação”), começa a ter uma influência imprevista nos resultados das negociações. André Ramiro (“Ilha de Ferro”) também está no elenco, ao lado de Breno de Filippo (“Dom”) e atores menos conhecidos. A produção da Pajé Cultura combina ação, com muitos tiros e violência, e crítica à corrupção dos poderes constituídos, conforme, de forma inesperada, o destino de um país inteiro vai parar nas mãos de sete prostitutas que não têm medo de aproveitar a oportunidade. Apresentado no Ventana Sur, recebeu o Chemistry Award para serviços de pós-produção.   UM POUCO DE MIM, UM POUCO DE NÓS   O diretor André Bushatsky (“A História do Homem Henry Sobel”) revisita a Segunda Guerra Mundial pelos depoimentos de sobreviventes do Holocausto que conseguiram escapar do pesadelo nazista e reconstruíram suas vidas no Brasil. O documentário também procura esclarecer porque a História tem a mania de se repetir e o que se pode fazer para garantir que os mesmos erros não se repitam.   EU DEVERIA ESTAR FELIZ   O documentário de Clauda Priscilla, diretora do premiado “Bixa Travesty” (2018), aborda a depressão pós-parto a partir da realidade de quatro mulheres que passaram por isso.

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  • Série

    Netflix anuncia série documental de Luísa Sonza

    6 de setembro de 2023 /

    A Netflix anunciou nesta quarta-feira (6/9) a produção de “Se Eu Fosse Luísa Sonza”. A série documental vai acompanhar detalhes do processo criativo do novo álbum “Escândalo Íntimo”, que deu o que falar e colocou tocas as faixas no ranking do Spotify Brasil. O projeto terá três episódios dirigidos por Isabel Nascimento Silva (“Primavera das Mulheres”), que também revelarão os bastidores da vida pessoal e da carreira da artista. Mais detalhes ainda não foram revelados. “Se Eu Fosse Luísa Sonza” estreia no catálogo do streaming no dia 13 de dezembro de 2023.   Carreira de sucesso No último fim de semana, Luísa Sonza subiu três vezes no palco do festival The Town, onde ela fez participações nos shows de Demi Lovato e Bebe Rexha. A cantora foi aclamada no domingo (3/9) em seu primeiro show com o disco “Escândalo Íntimo” no palco Skyline do The Town. As apresentações animaram os fãs, que ficaram ansioso por uma trajetória da cantora no exterior. Além disso, os shows consecutivos foram marcados pela diversidade musical e por parcerias de peso, sinalizando um prestígio ascendente. ⏰ @luisasonza, tá tocando o teu alarme, tu tem coisa pra fazer! Se eu fosse Luísa Sonza é minha nova série documental sobre o processo criativo de Escândalo Íntimo e os bastidores da vida pessoal da cantora. Estreia dia 13 de dezembro. pic.twitter.com/UZXD0ELfRj — netflixbrasil (@NetflixBrasil) September 6, 2023

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  • Filme

    Filme de Taylor Swift quebra recordes em venda de ingressos antecipados

    1 de setembro de 2023 /

    O documentário musical “Taylor Swift: The Eras Tour” arrecadou mais de US$ 37 milhões em suas primeiras 24 horas de pré-venda nos três maiores circuitos de cinema dos EUA — AMC, Regal e Cinemark. Só nos cinemas da AMC, que distribui a produção, foram US$ 26 milhões em venda de ingressos antecipados. A quantia ultrapassa os números iniciais de “Star Wars: O Despertar da Força” e “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, que fizeram US$ 20 milhões e US$ 16,9 milhões no mesmo período. Trata-se da maior pré-venda de um filme de show em todos os tempos. A projeção atual para o fim de semana de estreia do documentário é de, no mínimo, US$ 70 milhões. Fontes do setor estimam que as pré-vendas representarão cerca de 50% da arrecadação total no primeiro final de semana. Outros recordes quebrados Só com a pré-venda, “Taylor Swift: The Eras Tour” já garantiu a maior estreia de um documentário de show de todos os tempos na América do Norte, superando com folga maior outros filmes de concerto bem-sucedidos, como “Hannah Montana e Miley Cyrus – Show: O Melhor dos Dois Mundos”, com uma abertura de US$ 31 milhões e um faturamento final de US$ 65,2 milhões em 2008, e “This Is It”, de Michael Jackson, que estreou com US$ 23,2 milhões e fez US$ 72 milhões em 2009. Outro fato interessante é que a pré-venda do filme superou a bilheteria total dos filmes “Cats” e “Amsterdam”, que arrecadaram US$ 27,1 milhões e US$ 14,9 milhões, respectivamente, e que contaram com participação de Taylor Swift em seus elencos. Aparição surpresa Embora ainda não tenha sido confirmado, há especulações de que Taylor Swift poderá fazer aparições surpresa em cinemas ou surgir virtualmente durante o fim de semana de estreia. A artista não tem apresentações agendadas para os dias 13 a 15 de outubro, período em que o filme será lançado. O filme “Taylor Swift: The Eras Tour” tem estreia marcada para 13 de outubro nos EUA, mas ainda não há lançamento previsto para o Brasil. De todo modo, a turnê “The Eras” fará sua passagem por solos brasileiros em novembro. As apresentações estão marcadas para os dias 17, 18 e 19 no Estádio Nilton Santos (RJ) e nos dias 24, 25 e 26 no Allianz Parque (SP). Todos os ingressos dos shows foram esgotados rapidamente. Veja abaixo o trailer do documentário

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  • Filme

    Streaming: “One Piece” e os 10 melhores lançamentos da semana

    31 de agosto de 2023 /

    A lista de estreias da semana destaca a versão live-action de “One Piece” na Netflix, a 2ª temporada de “A Roda do Tempo” na Prime Video e a 4ª de “Impuros” na Star+. Fãs de terror ainda recebem “Pânico VI” na Paramount+, enquanto os geeks de sci-fi podem curtir a volta da série clássica “Babylon 5” como longa-metragem animado. Confira abaixo as 10 melhores opções selecionadas entre as novidades de filmes e séries em streaming.   ONE PIECE | NETFLIX   A estreia mais divulgada pela Netflix neste ano é uma adaptação de um dos mangás mais populares do Japão. Os quadrinhos de Eiichiro Oda, publicados desde 1997, já geraram um anime com mais de 900 episódios e agora ganham sua primeira versão live-action (com atores de carne e osso). A trama gira em torno de uma caça ao tesouro de piratas. Quando estava para ser executado, o lendário Rei dos Piratas, Gold Roger, revelou ao mundo a existência da fortuna que mantinha em segredo, motivando a cobiça de dezenas que se lançam a sua caça, sonhando com fama e riqueza imensuráveis. Os protagonistas são um grupo desses aventureiros, os Piratas de Chapéu de Palha, liderado por Monkey D. Luffy, que além de buscar o tesouro também quer se consagrar como o novo rei dos piratas. O ator mexicano Iñaki Godoy (“Quem Matou Sara?”) interpreta Luffy e o elenco também destaca Mackenyu (“Samurai X: O Final”), Emily Rudd (trilogia “Rua do Medo”), Jacob Gibson (“Greanleaf”), Taz Skylar (“Villain”), Peter Gadiot (“Yellowjackets”), Stevel Marc (“O Mauritano”), Jacob Gibson (“Greenleaf”), McKinley Belcher III (“Ozark”) e Jeff Ward (“Agents of Shield”). Desenvolvida pelos showrunners Matt Owens (“Luke Cage”) e Steven Maeda (que escreveu episódios de “Arquivo X” e “Lost”), a série se caracteriza por manter as características visuais dos animes, incluindo cenas de elasticidade irreal, em que boca, punhos e pés de Luffy se estendem mais que num desenho animado do Pica-Pau.   A RODA DO TEMPO 2 | AMAZON PRIME VIDEO   Baseada nos livros de Robert Jordan, a fantasia épica apresenta um mundo onde a magia existe e o tempo é cíclico. A 1ª temporada, com oito episódios, estreou em 2021 com sua história repleta de batalhas, monstros e diversos efeitos visuais, conforme Moiraine Damodred (Rosamund Pike, de “Garota Exemplar”), feiticeira integrante de uma poderosa organização mágica conhecida como Aes Sedai, parte numa aventura com cinco jovens escolhidos, testando profecias que podem salvar ou destruir a humanidade. A nova temporada adapta a história de “A Grande Caçada”, segundo livro da saga literária homônima de Robert Jordan. Nos episódios, ameaças antigas e inéditas caçam os aliados do povo de Dois Rios, agora espalhados pelo mundo. Sem a mulher que os encontrou e guiou para ajudá-los, eles precisam encontrarem novas força uns nos outros ou neles próprios, na Luz… ou na Escuridão. Enquanto isso, Rand al´Thor (Josha Stradowski) começa a perceber o quão poderoso ele é após descobrir ser o Dragão Renascido no ano anterior. O elenco também conta com Álvaro Morte (“La Casa de Papel”), Sophie Okonedo (“Flack”), Michael McElhatton (“Game of Thrones”), Marcus Rutherford (“Obediência”), Zoë Robins (“Power Rangers Ninja Steel”), Barney Harris (“Clique”), Madeleine Madden (“Tidelands”), Kae Alexander (“Krypton”) e muitos outros. A série estreou já renovada para sua 3ª temporada.   IMPUROS 4 | STAR+   Após dois anos sem episódios inéditos, a série que rendeu duas indicações ao Emmy Internacional ao ator Raphael Logam (“Pacificado”) está de volta. A trama é ambientada nos anos 1990 e acompanha a escalada de Evandro do Dendê (Logam) ao comando do narcotráfico do Rio. Em sua ascensão, ele vive uma relação de gato e rato com o obcecado policial Morello (Rui Ricardo Diaz). O elenco fixo inclui também João Victor Silva (“Verdades Secretas”), Cyria Coentro (“Os Dias Eram Assim”) e Leandro Firmino (“Cidade de Deus”). Na 4ª temporada, Evandro começa a encarar sérios problemas familiares, envolvendo a mãe e a esposa, Geise (Lorena Comparato), por conta das escolhas que fez. Ao mesmo tempo, ainda sofre um atentado que quase tira sua vida e entra em guerra contra a máfia do Jogo do Bicho, enquanto subir cada vez mais na hierarquia da organização criminosa em que atua. Criada por Alexandre Fraga, a série se inspira em um criminoso da vida real, Fernandinho Guarabu, que comandou o morro do Dendê e se tornou um dos maiores narcotraficantes do estado fluminense nos anos 1990. Renovada, a produção já gravou sua 5ª temporada.   | PÂNICO VI | PARAMOUNT+   O recente filme da franquia de terror chega ao streaming com novas referências meta e mortes ainda mais sangrentas, entregando tudo o que os fãs esperam quando os sobreviventes do filme anterior são perseguidos por um novo psicopata com a máscara de Ghosface. Só que este assassino se mostra muito mais violento e ousado, atacando em plena cidade de Nova York (ou um set canadense disfarçado como a metrópole). Os sobreviventes são Jenna Ortega (“Wandinha”), Melissa Barrera (“Vida”), Jasmin Savoy Brown (“Yellowjackets”), Mason Gooding (“Com Amor, Victor”), além da veterana da franquia Courteney Cox (vista em todos os filmes) e até Hayden Panettiere (“Nashville”), que retorna após aparecer em “Pânico 4”, agora como agente do FBI. O elenco também foi reforçado com as adições de Samara Weaving (“Casamento Sangrento”), Dermot Mulroney (“Sobrenatural: A Origem”), Tony Revolori (“Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”), Liana Liberato (“Banana Split”), Henry Czerny (“Casamento Sangrento”), Josh Segarra (“Arrow”) e Devyn Nekoda (“Os Tênis Encantados”). E qualquer um deles pode ser o assassino por trás da máscara. Parte da diversão é descobrir a verdadeira identidade do psicopata. O roteiro é de Guy Busick (“Casamento Sangrento”) e James Vanderbilt (“Mistério no Mediterrâneo”), e a direção é novamente de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillertt (também de “Casamento Sangrento”), que assumiram o comando da franquia no longa anterior, após a morte do diretor Wes Craven.   O PORTAL SECRETO | VOD*   A nova fantasia ao estilo “Harry Potter” é uma adaptação do romance de mesmo nome de Tom Holt e se passa numa venerável corporação mágica londrina, responsável por orquestrar todos os incidentes diários de coincidência e imprevistos que ocorrem na cidade. Inicialmente, o recém-chegado estagiário Paul Carpenter (Patrick Gibson, de “Sombra e Ossos”) desconhece a verdadeira função da empresa quando aceita o emprego. Diferente de sua colega novata Sophie (Sophie Wilde, de “Eden”), que possui habilidades empáticas, ele parece não ter talentos notáveis. Por isso, se sente aliviado quando o CEO da empresa (Christoph Waltz, de “Django Livre”) o encarrega de encontrar uma porta mágica que desapareceu em algum lugar da empresa. Mas, nessa busca, ele se vê constantemente surpreendido pela magia dessa espécie de Hogwarts corporativa, repleta de regras arbitrárias e objetos misteriosos. Dirigido pelo experiente diretor de TV Jeffrey Walker (“H2O: Meninas Sereias”) e co-produzido pela Jim Henson Company (produtora dos “Muppets”), o filme também destaca em seu elenco o veterano Sam Neill (“Jurassic Park”) como um gerente impiedoso, que têm planos diferentes para o futuro do mundo. Com elementos de fantasia e comédia, “O Portal Secreto” também apresenta um toque de sátira e se diverte com a ideia da porta sumida ser capaz de conduzir à diferentes dimensões. No entanto, a história central gira em torno dos protagonistas e de seu envolvimento romântico, tornando o filme uma raridade dentro do cinema comercial familiar.   MULHERES CHORAM | VOD*   A produção que mais deu o que falar no Festival de Cannes de 2021 aborda questões de gênero e relações familiares na Bulgária contemporânea. O filme foca na vida de duas gerações de mulheres de uma mesma família, todas lidando com o luto após a morte da matriarca. A narrativa se desenrola em um contexto político específico: a rejeição da Bulgária em ratificar a Convenção de Istambul, um tratado de direitos humanos contra a violência doméstica, porque utilizava a palavra “gênero”. A obra destaca diversas mulheres da família, cada uma com suas próprias lutas relacionadas à saúde mental. A personagem Sonja chama a atenção por estar vivendo com HIV, um segredo que gera tensão em uma cena chave ao redor da mesa de jantar da família. Sua irmã Lora enfrenta exemplos cotidianos de masculinidade tóxica e Veronica sofre de depressão pós-parto, trazendo uma outra camada de complexidade ao núcleo familiar. O filme abriga performances notáveis, em especial a de Maria Bakalova, conhecida por sua nomeação ao Oscar por “Borat: Fita de Cinema Seguinte” (2020). Ela contracena com um elenco local bastante expressivo, em uma narrativa provocativa, em que revelações impactantes funcionam como um catalisador para questionamentos mais amplos sobre gênero e preconceito. As diretoras Vesela Kazakova e Mina Mileva (“The Beast Is Still Alive”) utilizam metáforas e momentos de alívio emocional para equilibrar cenas mais ásperas, criando uma experiência cinematográfica que oferece muito a ser ponderado pelo público.   EU NÃO SOU UM ROBÔ | HBO MAX   Comédia romântica imensamente popular da Coréia do Sul, a produção de 2017 gira em torno de uma garota que se passa por robô. A história envolve Min Kyu, um rapaz rico, que tem uma alergia severa a seres humanos e só sai de casa de luvas e máscaras. Impossibilitado de ter um um relacionamento devido à sua condição, ele conhece a Android AJI-3, desenvolvida por uma equipe de seu conglomerado, e se impressiona por sua capacidade de interação. Só que, na verdade, Jo Ji Ah foi contratada pela fingir ser a robô, após a verdadeira androide dar problemas. Sem poder dizer a verdade, ela acaba confundida com um robô real, com quem o rapaz consegue interagir e… se apaixonar. Repleta de momentos divertidos e fofos, a fantasia tem direção de Jung Dae-yoon (“Renascendo Rico”) e destaca Chae Soo-bin (“Rookie Cops”) e Yoo Seung-ho (“Memorist”) nos papéis principais.   CHIC SHOW | GLOBOPLAY   O documentário conta a história de um dos mais importantes bailes da cidade de São Paulo, o Chic Show. Realizado principalmente no ginásio do Palmeiras, onde chegava a reunir 20 mil pessoas nas décadas de 1970 e 1980, o evento virou mais que um baile. Foi um verdadeiro ponto de encontro da cultura negra, abrindo espaço para o funk, o rap, o samba rock e o pagode. As festas de Luiz Alberto dos Santos, o Luizão, chegaram a trazer até atrações internacionais, como Kurtis Blow, Whodini, Betty Wright e o lendário James Brown. Com direção de Felipe Giuntini (“Domingão do Faustão”), o filme traz depoimentos dos organizadores, dos artistas que se apresentaram, como Gilberto Gil, Jorge Ben Jor, Sandra de Sá, Thaide e Carlos Dafé, e dos frequentadores, mostrando o impacto do baile em famosos como Péricles, Mano Brown, Ice Blue, Thaíde, Rappin’ Hood, Júnior Vox, Marquinhos Sensação e Salgadinho.   BABYLON 5: THE ROAD HOME | VOD*   A icônica série de ficção científica criada em 1993 por J. Michael Straczynski (“Sense8”) retorna num longa animado, que retoma todos seus personagens clássicos. A trama se passa dois anos após a Guerra das Sombras e segue John Sheridan (Bruce Boxleitner) e sua esposa Delenn em sua despedida da estação espacial Babylon 5. Mas um erro técnico deixa Sheridan perdido no multiverso, percorrendo cronologias alternativas. O enredo efetivamente utiliza a viagem no tempo para revisitar eventos e personagens importantes da série original, tornando o filme uma espécie de retrospectiva da rica história da franquia. “Babylon 5” virou cult não só pelas histórias envolventes, mas por reunir artistas que marcaram época na sci-fi, como o protagonista Bruce Boxleitner (o “Tron”), Bill Mumy (o Will Robinson original de “Perdidos no Espaço”), Walter Koenig (o Sr. Chekov original de “Star Trek”) e Patricia Tallman (estrela do bom remake de “A Noite dos Mortos-Vivos”). Eles fazem um retorno significativo na continuação animada, junto com Claudia Christian (ainda ativa em “9-1-1”) e Peter Jurasik (também de “Tron”), que tinha se aposentado em 2017, além dos novos dubladores dos personagens dos atores falecidos. Infelizmente, as baixas representam a maioria, incluindo os coprotagonistas Mira Furlan (que depois estrelou “Lost”), Richard Biggs (“Strong Medicine”), Andreas Katsulas (“Star Trek: Enterprise”), Jerry Doyle (“Barrados no Baile”), Jeff Conaway (“Grease: Nos Tempos da...

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  • Filme

    Documentário de Taylor Swift assusta “O Exorcista”, que muda de data

    31 de agosto de 2023 /

    A Universal e a Blumhouse anteciparam a data de lançamento de “O Exorcista: O Devoto” para evitar o choque com o recem-anunciado documentário “Taylor Swift: The Eras Tour”. Originalmente agendado nos EUA para 13 de outubro, uma sexta-feira 13, o filme de terror agora chegará aos cinemas americanos em 6 de outubro. No Brasil, por enquanto, a data segue marcada em 12 de outubro. Jason Blum, produtor do filme, referenciou o hit “Look What You Made Me Do” da cantora para anunciar a mudança: “Olha o que você me fez fazer [Look what you made me do]. ‘O Exorcista: O Devoto’ mudou para 6/10/2023”, ele escreveu no X/Twitter. O poder de Taylor Swift O que “Barbie” representou para o cinema, a “The Eras Tour” representa para a música em 2023: liderança absoluta em vendas de ingressos. Agora cinema e música vão se juntar, o potencial comercial é enorme. Em poucas horas após seu anúncio nesta quinta (31/8), o filme já havia alcançado mais de US$ 10 milhões em pré-vendas. Swift incentivou seus fãs a verem o filme nos cinemas como um evento comemorativo, com trajes temáticos e trocas de pulseiras da amizade, que se tornaram comuns em seus shows. “Taylor Swift: The Eras Tour” documenta a turnê recordista da cantora, com de 2 horas e 45 minutos de exibição, e terá ingressos com preços simbólicos: US$ 19,89 (referência ao álbum “1989”) mais impostos. Já os bilhetes para crianças e idosos custarão US$ 13,13 (o número da sorte da artista) mais impostos. The Eras Tour Ainda não está claro se o documentário terá transmissão no Brasil, mas isso também deve acontecer pela tradição de exibição de documentários musicais nos cinemas do país. De todo modo, a turnê “The Eras” ainda está na metade do caminho, e fará sua passagem por solos brasileiros em novembro. As apresentações estão marcadas para os dias 17, 18 e 19 no Estádio Nilton Santos (RJ) e nos dias 24, 25 e 26 no Allianz Parque (SP). Todos os ingressos dos shows foram esgotados rapidamente. Veja abaixo o trailer do documentário Look what you made me do. The Exorcist: Believer moves to 10/6/23#TaylorWins — Jason Blum (@jason_blum) August 31, 2023

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  • Música

    Turnê histórica de Taylor Swift será exibida nos cinemas

    31 de agosto de 2023 /

    Taylor Swift anunciou nesta quinta-feira (31/8) que a turnê “The Eras Tour” será eternizada num documentário. A cantora afirmou que seus shows serão exibidos nas telas dos cinemas norte-americanos a partir de 13 de outubro. “A ‘Eras Tour’ foi a experiência elétrica mais significativa da minha vida até agora e estou muito feliz em dizer que chegará às telonas em breve. A partir de 13 de outubro você poderá assistir ao filme-concerto nos cinemas da América do Norte!”, informou a artista no Twitter/X. Os ingressos do documentário já estão à venda nos cinemas da rede americana AMC com valores de US$ 19,89 (referência ao álbum “1989”) mais impostos. Já os bilhetes para crianças e idosos custarão US$ 13,13 (o número da sorte da artista) mais impostos. A turnê “The Eras” ainda está na metade do caminho, e fará sua passagem por solos brasileiros em novembro. As apresentações estão marcadas para os dias 17, 18 e 19 no Estádio Nilton Santos (RJ) e nos dias 24, 25 e 26 no Allianz Parque (SP). Todos os ingressos dos shows foram esgotados rapidamente.   Mais detalhes do documentário O documentário sobre a turnê “The Eras Tour” tem cerca de 2 horas e 45 minutos de duração, e será exibido pelo menos quatro vezes por dia, de quinta-feira a domingo. A AMC preparou alguns baldes de pipoca e copos de refrigerante com imagens de Taylor Swift para acompanhar a exibição. Segundo informações da Variety, a produção também será exibida nas telas das redes Cinemark e Regal, nos Estados Unidos, no Cineplex, no Canadá, e Cinepolis, no México. Há uma expectativa de adição de outras redes de cinemas internacionais não-afiliadas. Ainda não está claro se o documentário terá transmissão no Brasil, mas isso também deve acontecer pela tradição de exibição de documentários musicais nos cinemas do país. The Eras Tour has been the most meaningful, electric experience of my life so far and I’m overjoyed to tell you that it’ll be coming to the big screen soon 😆 Starting Oct 13th you’ll be able to experience the concert film in theaters in North America! Tickets are on sale now at… pic.twitter.com/eKRqS8C7d1 — Taylor Swift (@taylorswift13) August 31, 2023

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  • Filme

    Animação das “Tartarugas Ninja” é principal estreia de cinema da semana

    31 de agosto de 2023 /

    A aguardada animação das “Tartarugas Ninja” chega em mais de mil telas nesta quinta-feira, trazendo a versão mais elogiada dos icônicos personagens. Em rara iniciativa, a comédia nacional “O Porteiro” ficou com a segunda maior distribuição, chegando em 430 salas. Além disso, a programação ainda destaca o terror “Toc Toc Toc – Ecos do Além” e, na opção cinéfila, a premiada produção europeia “As 8 Montanhas”, entre muitas outras opções. São 11 títulos ao todo, que podem ser conferidos com maiores detalhes a seguir.   AS TARTARUGAS NINJA – CAOS MUTANTE   A nova animação das “Tartarugas Ninja” é mais divertida que todas as outras adaptações, mostrando os protagonistas como adolescentes atrapalhados com suas habilidades ninja. A produção também é muito mais bonita, ressaltando um visual estilizado que lembra rabiscos de quadrinhos, a cargo dos diretores Jeff Rowe e Kyler Spears (da também bela “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas”). Diferentemente das versões anteriores que seguiram uma abordagem mais séria, “Caos Mutante” opta por seguir o estilo anárquico e punk underground dos quadrinhos originais de Kevin Eastman e Peter Laird. Com roteiro de Seth Rogen e Evan Goldberg (responsáveis por “The Boys”), o desenho acompanha as tartarugas que lutam contra o crime, que depois de um tempo agindo nas sombras – e nos esgotos – decidem conquistar os corações dos nova-iorquinos e serem aceitos como adolescentes normais – ou super-heróis. Com a ajuda da repórter estudantil April O’Neil, eles armam um plano para desbaratar um misterioso sindicato do crime, mas em vez disso se veem lutando contra um exército de mutantes. Além dos conflitos físicos, a trama também explora questões de aceitação e pertencimento, com um toque humorístico baseado na impulsividade adolescente dos personagens. Quem optar por assistir legendado, vai ouvir um elenco de dubladores famosos. A produção destaca ninguém menos que o astro chinês Jackie Chan (“O Reino Proibido”) como voz do mestre das artes marciais Splinter, o rato que ensina as tartarugas mutantes a se tornarem ninjas, Ayo Edebiri (“O Urso”) como April O’Neil, Paul Rudd (o Homem-Formiga) como Mondo Gecko, John Cena (o Pacificador) como Rocksteady, Seth Rogen (“Vizinhos”) como Bebop, Rose Byrne (“Vizinhos”) como Leatherhead, Giancarlo Esposito (“Better Call Saul”) como Baxter Stockman, Natasia Demetriou (“What We Do in the Shadows”) como Wingnut, Hannibal Burres (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) como Genghis Frog, Maya Rudolph (“Desencantada”) como Cynthia Utrom e os rappers Post Malone (“Infiltrado”) e Ice Cube (“Policial em Apuros”) como Ray Fillet e Superfly. Já os interpretes do quarteto quelônio são os jovens Micah Abbey (“Cousins for Life”), Shamon Brown Jr. (“The Chi”), Nicolas Cantu (“The Walking Dead: World Beyond”) e Brady Noon (“Virando o Jogo dos Campeões”), respectivamente como as vozes de Donatello, Michelangelo, Leonardo e Raphael.   TOC TOC TOC – ECOS DO ALÉM   O terror explora a atmosfera tensa e misteriosa de uma casa aparentemente comum, na qual mora o jovem Peter (Woody Norman, visto recentemente em “Drácula: A Última Viagem do Deméter”), um garoto que começa a ouvir vozes vindas das paredes. O roteiro desenvolve um clima de suspense e dúvida sobre os ruídos, enquanto os pais do garoto, interpretados por Lizzy Caplan (“Atração Fatal”) e Antony Starr (“The Boys”), desconsideram as preocupações do filho como frutos de sua imaginação. A trama ganha novas camadas de complexidade quando a professora substituta de Peter, Miss Divine (Cleopatra Coleman, de “O Último Cara na Terra”), decide fazer uma visita não anunciada à sua casa, instigada por um desenho preocupante feito pelo garoto. Essa visita aprofunda as suspeitas sobre o bem-estar do menino. Dirigido pelo estreante Samuel Bodin, o filme desafia as convenções do gênero ao jogar com as expectativas do público e questionar a confiabilidade dos adultos na trama. Inicialmente, atribui-se às vozes um caráter sobrenatural ou imaginativo, mas à medida que a história avança, surgem suspeitas sobre os verdadeiros antagonistas da trama, com reviravoltas feitas para manter o interesse do público no mistério.   O PORTEIRO   Baseada em uma peça que já levou mais de 100 mil espectadores ao teatro, a comédia gira em torno de Waldisney, um porteiro nordestino interpretado por Alexandre Lino (“Minha Fama de Mau”). A trama acontece em um condomínio repleto de vizinhos problemáticos no bairro Flamengo, no Rio de Janeiro, e foca nas peripécias de Waldisney e da zeladora Rosival, vivida por Cacau Protásio (“Vai que Cola”), para manter a ordem. Narrado de forma episódica, o filme apresenta diferentes interações dos moradores do prédio com o porteiro e ainda faz uma homenagem à Paulo Gustavo e “Minha Mãe É uma Peça”. A história se passa no mesmo edifício da franquia, um tempo após Dona Hermínia ter se aposentado do cargo de síndica. Com direção de Paulo Fontenelle (“Divã a 2”), também inclui no elenco Maurício Manfrini, Aline Campos, Daniela Fontan, o lutador José Aldo e a influenciadora Raissa Chaddad.   TPM! MEU AMOR   A comédia gira em torno de Monique, interpretada por Paloma Bernardi (“Os Parças”), uma enfermeira da ala pediátrica que enfrenta variações de humor associadas à tensão pré-menstrual. Escrito por Jaqueline Vargas (“Sessão de Terapia”) e dirigido por Eliana Fonseca (“Eliana em O Segredo dos Golfinhos”), o longa explora os efeitos da TPM na vida da protagonista, não apenas no âmbito hormonal, mas também em um ambiente de trabalho marcado pelo machismo estrutural. Até que entra em cena o apelo da fantasia, que dá origem a uma nova personalidade criada pela TPM, dividindo sua vida entre uma versão gentil e contida e outra mais assertiva e sexy – ao estilo de Jerry Lewis no clássico “O Professor Aloprado” (1963). O filme também destaca o contraste entre um círculo de apoio feminino e o universo masculino, frequentemente representado por personagens com comportamentos prejudiciais às mulheres. Mas a opção pelo besteirol não permite grandes aprofundamentos. Além de Paloma Bernardi, o elenco inclui Maria Bopp, Marisa Bezerra, Teca Pereira, entre outros.   AS 8 MONTANHAS   O drama europeu explora a relação duradoura entre dois amigos, Pietro e Bruno, nascida na majestosa paisagem dos Alpes Italianos. Conhecidos desde a infância, quando os pais de Pietro alugaram uma casa na região de Aosta onde Bruno era o único outro jovem, os personagens descobrem com o tempo o quanto as montanhas também são um personagem crucial em suas vidas. Bruno (Alessandro Borghi) permanece na região, enquanto Pietro (Luca Marinelli) torna-se um nômade que viaja pelo mundo, mas encontra um lar espiritual nas colinas do Himalaia. Este amor pelas altitudes se fortalece após a morte do pai de Pietro, que leva os dois amigos a se reconectarem para realizar um sonho dele: a construção de uma cabana em um terreno montanhoso. Após anos de afastamento, os dois homens se reencontram com visões de vida bastante distintas, mas a construção desse abrigo na montanha se torna uma experiência catártica, ajudando Pietro e Bruno a cicatrizarem feridas emocionais e a revitalizarem sua amizade. O filme tem direção do cineasta Felix van Groeningen, que ficou conhecido por “Alabama Monroe”, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2014. No novo filme, ele divide a direção com sua esposa, Charlotte Vandermeersch, que estreia na função após ajudar a escrever “Alabama Monroe”. A parceria conquistou o Prêmio do Júri do Festival de Cannes do ano passado e o David di Donatello (o Oscar italiano) de Melhor Filme Italiano de 2022. Mas o principal destaque nas premiações foi o belíssimo trabalho de direção de fotografia de Ruben Impens (que também fez “Alabama Monroe” e “Titane”), premiado no David di Donatello pela forma eloquente com que capturou a majestosidade das paisagens alpinas.   GOLDA – A MULHER DE UMA NAÇÃO   A cinebiografia coloca sob os holofotes um período crítico da vida da ex-Primeira-Ministra de Israel, Golda Meir, interpretada por Helen Mirren (“A Rainha”), durante a Guerra do Yom Kippur em 1973. Naquela data sagrada do calendário judaico, Egito e Síria lançaram um ataque surpresa contra Israel, colocando o país e seu governo em estado de alerta. A abordagem do diretor israelense Guy Nattiv (vencedor do Oscar com o curta-metragem “Skin” em 2019) é particular em sua escolha de focar na sala de guerra e nas decisões de Meir e seu gabinete, ao invés de mostrar as cenas de batalha em si – uma decisão que dividiu opiniões. O filme limita a visão do espectador aos relatos e sons de batalha que chegam aos ouvidos de Meir e seus ministros. Esta escolha narrativa visa dar mais peso aos conflitos internos do gabinete israelense e às decisões tomadas pela Primeira-Ministra durante esse período tumultuado, em particular seus apelos a Henry Kissinger, Secretário de Estado dos EUA, interpretado por Liev Schreiber (“Ray Donovan”). Nesses momentos cruciais, detalhes como tratamentos de linfoma de Meir são trazidos à narrativa, não como exposição de fraquezas, mas como camadas adicionais à personagem, que ainda precisa continuar com suas responsabilidades, mesmo sob tratamento médico. A transformação física de Helen Mirren é o aspecto mais notável da produção, envolvendo maquiagem e caracterização detalhadas, que mudam completamente a fisionomia da atriz britânica para deixá-la parecida com a personagem retratada.   FLUXO   Dirigido e escrito por André Pellenz (“Detetives do Prédio Azul: O Filme”), o longa foi rodado à distância, com o diretor longe do set, em sua casa, durante a quarentena da covid-19 e apresenta seu drama em preto e branco, inspirado no cinema existencial de Antonioni. O enredo gira em torno de um casal em crise interpretado por Gabriel Godoy (“Rota 66: A Polícia que Mata”) e Bruna Guerin (“Meu Álbum de Amores”). Eles se veem confinados durante um lockdown no momento em que seu relacionamento é posto à prova. Embora queiram se separar, a situação não permite. A trama ainda apresenta um contexto político, com o surgimento de um governo de ultradireita planejando um golpe de estado, aumentando as tensões da história. A obra foi influenciada pelo cancelamento do lançamento de um filme anterior de Pellenz, “Os Espetaculares”, e manteve a produção cinematográfica ativa em um período especialmente desafiador para o setor. Seu elenco adicional conta com nomes como Cássio Gabus Mendes, Silvero Pereira, Guida Vianna, Ronaldo Reis, Alana Ferri e Monika Saviano. Toda a equipe trabalhou remotamente, por conversas de vídeo, e os atores precisaram abraçar múltiplos papéis, inclusive como operadores de câmera.   PRESOS NA FLORESTA – FUJA SE FOR CAPAZ   O thriller de sobrevivência colombiano acompanha um casal em vias de separação, Josh (Allan Hawco, da série “Frontier”) e Sofia (Carolina Gaitán, da série “MalaYerba”). Ao viajar para uma conferência médica em Bogotá, os dois acabam decidindo fazer uma caminhada não recomendada pelos guias turísticos e acabam em uma situação crítica em Las Arenas, uma área perigosa da selva colombiana. Eles ficam presos em areia movediça, forçados a enfrentar não apenas os elementos da natureza, como um clima adverso e a fauna perigosa, mas também os problemas do seu relacionamento fracassado. O enredo é carregado de simbolismo, usando o obstáculo físico da areia movediça como uma metáfora para os desafios emocionais e conjugais pelos quais os personagens estão passando. Uma vez que ficam fisicamente presos, o roteiro entra em um ritmo mais lento, focando-se em escassos encontros com animais peçonhentos e condições climáticas difíceis, enquanto permite que o casal revele mais sobre o passado e as circunstâncias que levaram ao desgaste do relacionamento. A direção é do colombiano Andres Beltran (“MalaYerba”).   ITHAKA – A LUTA DE ASSANGE   O documentário concentra-se na luta de Stella Moris Assange, esposa do fundador do WikiLeaks Julian Assange, e John Shipton, pai de Assange, para libertá-lo da prisão de segurança máxima Belmarsh, na Grã-Bretanha, e impedir sua extradição para os Estados Unidos. A obra destaca principalmente a questão de se Assange está sendo processado por roubo de segredos de Estado ou por publicá-los, e levanta preocupações sobre a liberdade de imprensa e a perseguição a jornalistas investigativos. A produção traça um histórico detalhado das acusações e ações legais enfrentadas por Assange desde 2010, quando o WikiLeaks divulgou quase 750 mil arquivos militares e diplomáticos, vazados pela analista...

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  • Série

    “Quem é Erin Carter?” é série mais vista da semana na Netflix

    29 de agosto de 2023 /

    A minissérie de suspense “Quem é Erin Carter?” tornou-se a série mais vista da Netflix, destronando a polêmica produção documental “Depp V. Heard”. A produção estreante, que segue uma professora britânica de passado misterioso na Espanha, acumulou 13,2 milhões de visualizações entre 21 e 27 de agosto. Em 2º lugar, “Depp V. Heard” registrou 8,3 milhões de visualizações na semana. Foi seguida por outra minissérie, o drama “Império da Dor”, que denuncia a indústria farmacêutica responsável pela crise de opioides nos EUA, na 3ª posição com 5,6 milhões de visualizações. Séries internacionais A seleção internacional registrou mais um sucesso sul-coreano em 1º lugar: “Mask Girl”, com 7,4 milhões de visualizações. O Top 3 se completa com a 3ª temporada da escandinava “Ragnarok” com 6,5 milhões e a produção americana falada em espanhol “O Eleito”, adaptação dos quadrinhos de Mark Millar, com 4 milhões. Desempenho dos filmes A lista de filmes mais vistos também registrou mudanças. A animação “O Rei Macaco” alcançou o 1º lugar com 14,4 milhões de visualizações, tornando-se o programa mais transmitido da Netflix na semana. Líder até a semana passada, o thriller de ação “Agente Stone”, estrelado por Gal Gadot, ficou em 2º lugar com 13,6 milhões em sua terceira semana de exibição. Fechando o pódio, a nova e elogiada comédia de Adam Sandler, “Você Não Tá Convidada pro Meu Bat Mitzvá!”, estreou em 3º com 12,3 milhões de visualizações. Mas com um detalhe: foi lançada na sexta (25/8) e só contabilizou três dias no ranking.

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  • Música,  Reality

    Brasileira disputa vaga em novo grupo K-pop do criador do BTS

    29 de agosto de 2023 /

    Em uma parceria inédita, a HYBE, empresa sul-coreana responsável pelo fenômeno BTS, e a gravadora americana Geffen Records lançaram “The Debut: Dream Academy”, programa para descobrir novos talentos e formar um girl group global. Entre as 20 finalistas está a brasileira Samara Henriques, de 17 anos, competindo por uma vaga no grupo. No site Weverse, plataforma de interação da HYBE, Samara se descreve como “resiliente, genuína e determinada”. Ela compete com jovens talentos da Coreia do Sul, Argentina, Belarus, Austrália, Estados Unidos, Tailândia, Eslováquia, Japão, Filipinas, Suíça e Suécia, num processo de seleção que começou em novembro do ano passado, contabilizando mais de 120 mil inscrições. As idades das candidatas variam entre 14 e 21 anos. A disputa entre as finalistas será transmitido pelo YouTube a partir do dia 1º de setembro, com a final marcada para 17 de novembro. As vencedoras serão escolhidas pelo público, em votações nas plataformas TikTok e Weverse, e formarão um grupocom integrantes de vários países diferentes – ao estilo do Now United. Todo o processo está sendo registrado pela Netflix, que vai lançar um documentário sobre a seleção em 2024.   Declarações sobre o projeto “Há algum tempo, eu queria formar um grupo internacional baseado na metodologia K-pop”, revelou Bang Si-Hyuk, presidente da HYBE. John Jannick, presidente e CEO da Geffen, também se pronunciou: “Cada candidata é incrivelmente talentosa, dedicada e motivada, tornando este um momento emocionante para fãs de música em todo o mundo.” “A iniciativa única em sua espécie marca a primeira vez que uma grande gravadora dos Estados Unidos e um líder de entretenimento em K-pop combinaram suas expertises na descoberta de artistas e na produção musical para montar, desenvolver e apresentar um grupo feminino internacional sem precedentes”, disseram em nota conjunta as duas empresas. Elas também afirmam que o programa “representa a primeira vez que um grupo feminino verdadeiramente global, com base nos Estados Unidos, será criado e modelado com base no mundialmente renomado sistema de treinamento e desenvolvimento do K-pop”, sob o qual as candidatas têm treinado desde o ano passado em Los Angeles.   O formato K-pop para exportação Embora seja a primeira iniciativa do tipo entre uma grande gravadora dos EUA e uma empresa líder de entretenimento K-pop, o modelo de recrutamento internacional para formar um grupo de K-pop não é novidade. A DR Music esteve por trás da criação do Blackswan, um grupo feminino totalmente estrangeiro, com membros da Índia, Senegal, Brasil e Estados Unidos, mas que se apresentam em coreano. Outro exemplo é o Exp Edition, uma boy band composta inteiramente por membros americanos e lançada em 2017, mas que já não está mais ativa. O recrutamento internacional agora é rotineiro, e muitos grupos de K-pop bem estabelecidos, inclusive o megapopular BLACKPINK, incluem um ou mais membros não coreanos. E a projetos criados para mercados estrangeiros específicos, como o Super Junior M, um spin-off do Super Junior, em que o M representa o idioma mandarim, falado na China.

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  • Filme

    “Gran Turismo” e novo terror de “Drácula” estreiam nos cinemas

    24 de agosto de 2023 /

    A programação de cinema desta semana destaca a adaptação do game “Gran Turismo” e uma nova versão de “Drácula”, centrada num capítulo específico da obra de Bram Stoker. A lista também inclui dois thrillers estrelados pelos veteranos Liam Neeson e Morgan Freeman, além do primeiro longa documental de Kleber Mendonça Filho, o premiado diretor de “Bacurau”. Confira abaixo mais detalhes dos filmes que estreiam na quinta-feira (24/8).   GRAN TURISMO – DE JOGADOR A CORREDOR   Baseado no famoso jogo de corrida do PlayStation, o filme narra a história real de Jann Mardenborough, um campeão de “Gran Turismo”, que entra em uma competição patrocinada pela Nissan para encontrar jogadores capazes de se tornarem pilotos reais. A trama se destaca por conseguir criar uma narrativa a partir de um jogo que originalmente não possui uma história definida. Embora siga uma fórmula esportiva familiar, com o treinador durão, o rival carismático, sucessos, fracassos e a inevitável volta por cima no terceiro ato, a transição de Jann de um jogador virtual para um piloto real é habilmente retratada, com destaque para elementos visuais que mesclam o mundo dos jogos com a realidade. Por conta dos clichês, porém, a obra teve apenas 58% de aprovação da crítica americana, na média apurada pelo Rotten Tomatoes. O papel principal é vivido por Archie Madekwe (“See”), enquanto o elenco também destaca Djimon Hounsou (“Guardiões da Galáxia”) como seu pai, David Harbour (“Stranger Things”) como seu treinador e Orlando Bloom (“Carnival Row”) na pele de um executivo do marketing que vê potencial comercial no novo piloto. Já a direção é do sul-africano Neill Blomkamp, que até então só tinha dirigido filmes de ficção científica, como “Distrito 9” e “Elysium”.   DRÁCULA – A ÚLTIMA VIAGEM DO DEMÉTER   Dramatização estendida de um breve capítulo do clássico literário “Drácula”, de Bram Stoker, o filme se passa em 1897, a bordo de um navio russo chamado Demeter, que carrega caixões sinistros em sua viagem da Romênia para a Inglaterra. A jornada é marcada por uma série de mortes e horrores indescritíveis, culminando na chegada do navio vazio ao seu destino. A narrativa, extraída dos detalhes do diário do capitão, descreve como o Conde Drácula sai de seu caixão à noite e causa estragos, atacando primeiro os animais a bordo e depois a tripulação. A história também inclui uma mulher chamada Anna, não incluída no capítulo original, uma noiva do vampiro que também sai de seu caixão, mas para tentar ajudar a tripulação. Dirigido pelo norueguês André Øvredal, que ficou conhecido por terrores indies como “O Caçador de Troll” e “A Autópsia”, o filme apresenta uma cinematografia que contribui para a atmosfera sombria da história. A representação de Drácula, interpretada por Javier Botet, é inspirada no visual de “Nosferatu”, e os efeitos especiais são usados para realçar os momentos de terror. Com um clima retrô, a produção lembra tanto os longas da antiga produtora britânica de terror Hammer quando a claustrofobia de “Alien”, em que um monstro começa a matar, um por um, toda a tripulação isolada na vastidão do espaço/mar. O elenco inclui Corey Hawkins (“Tempestade”) como o principal protagonista, Aisling Franciosi (“Imperdoável”) como Anna e Liam Cunningham (“Game of Thrones”) como o capitão da nau dos condenados.   A CHAMADA   O novo thriller de ação estrelado por Liam Neeson (“Assassino Sem Rastro”) é um remake do espanhol “El Desconocido” (2015), que também já rendeu uma versão sul-coreana, “Ligação Explosiva” (2021) – exibida em novembro do ano passado no Brasil. A trama começa em uma manhã aparentemente normal, mas que rapidamente se transforma em um pesadelo. O protagonista conduz seus dois filhos em seu carro quando recebe uma ligação misteriosa informando que há uma bomba no veículo, que será detonada caso tente parar. Após ser convencido da seriedade da ameaça, o pai faz tudo que pode pela sobrevivência de sua família, enquanto o interlocutor não identificado o força a cometer crimes. O enredo também lembra o clássico “Velocidade Máxima”, ao desencadear uma perseguição em alta velocidade pela cidade. Dirigido por Nimród Antal (“Predadores”), o elenco ainda conta com Matthew Modine (“Stranger Things”), Noma Dumezweni (“Bem-Vindos à Vizinhança”), Jack Champion (“Pânico 6”), Lilly Aspell (“Mulher-Maravilha 1984”) e Embeth Davidtz (“Influencer de Mentira”).   MUTI – CRIME E PODER   O suspense trash destaca Morgan Freeman (“Truque de Mestre”) no papel de um especialista em um caso de serial killer. A trama segue uma série de assassinatos que vão de Roma ao Mississippi, ligados a um aspecto obscuro de um ritual sul-africano chamada “Muti”, que envolve o uso de partes de um corpo numa feitiçaria. O personagem de Freeman é um professor de estudos africanos, que é trazido à investigação para ajudar a decifrar as evidências bizarras, reconhecendo a presença de “muti”. O vilão, um africano com cicatrizes chamado Randoku (interpretado pelo ex-jogador de futebol americano Vernon Davis), é apoiado por um rico empresário, enquanto um dos policiais (Cole Hauser, de “Yellowstone”) tenta resolver o caso motivado pela morte de sua filha. A direção é de George Gallo, especialista em thrillers de baixo orçamento, que já tinha trabalhado com Freeman em “A Rosa Venenosa” (2019) e possui a inabalável reputação de raramente fazer filmes bons. Nem a presença de seis roteiristas e 18 produtores diferentes conseguiu impedir seu novo longa de ser considerado lixão, com apenas 11% de aprovação no Rotten Tomatoes.   SEM DEIXAR RASTROS   O drama polonês é baseado num caso real e notório de assassinato, que aconteceu em 1983. A trama começa com o estudante Grzegorz Przemyk (Mateusz Górski) e seu amigo Jurek (Tomasz Ziętek) celebrando o fim do ensino médio em Varsóvia, quando são abordados pela milícia e levados à delegacia, onde Grzegorz é brutalmente espancado. A história segue a luta de Jurek, a única testemunha do crime, e da mãe de Grzegorz, a poeta e ativista Barbara Sadowska (Sandra Korzeniak), para levar os culpados à justiça, enfrentando a corrupção e a intimidação do governo comunista. Dirigido por Jan P. Matuszyński (“Deep Love”), o longa é meticuloso em detalhes, capturando a atmosfera dos anos 1980 e a tensão política da época. A narrativa traça cuidadosamente as manobras políticas, acordos, acobertamentos e coerção que definiram a tentativa do estado de se esquivar da responsabilidade pelo assassinato. Mas o ritmo lento e a duração de 160 minutos podem se tornar uma experiência desafiadora para o espectador.   O ACIDENTE   O primeiro longa do diretor gaúcho Bruno Carboni foi premiado por seu roteiro no Festival Internacional de Pequim, na China. A trama segue Joana (Carol Martins), uma ciclista que sofre um atropelamento inusitado após confrontar uma motorista que a fechou no trânsito. Carregada no capô do carro por alguns metros, Joana sai aparentemente ilesa, mas o vídeo do incidente viraliza, e ela se vê obrigada a lidar com as consequências que se desenrolam a partir disso. A narrativa é bem amarrada, com cada ação reverberando em uma consequência direta, e o atropelamento e suas reverberações ocasionam voltas e revoltas abruptas na vida de Joana. Carboni já havia demonstrado seu talento no curta-metragem “O Teto Sobre Nós”, que competiu no prestigiado Festival de Locarno, na Suíça, e faturou o troféu de Melhor Direção no 43º Festival de Gramado. Graças a este trabalho, ele foi selecionado para participar do Berlinale Talents em 2016 e da Locarno Filmmakers Academy em 2015, programas que reúnem jovens talentos promissores do cinema mundial. Para completar, desenvolveu o roteiro de “O Acidente” no laboratório do Torino Film Lab em 2018, na Itália. Sua habilidade para ir direto ao ponto, sem perder a profundidade e a complexidade, é evidente no longa, que consegue transformar um incidente aparentemente banal em uma reflexão profunda sobre temas sociais e humanos, como homofobia, misoginia e classicismo, além de oferecer um estudo delicado de personagens.   RETRATOS FANTASMAS   O novo filme de Kleber Mendonça Filho, o premiado cineasta de “O Som ao Redor”, “Aquarius” e “Bacurau”, é seu primeiro longa documental. A obra também é uma ode à sua cidade natal, Recife, e à sua paixão pelo cinema. Dividido em três capítulos, a obra explora as memórias do diretor, principalmente sua cinefilia. Mendonça Filho mistura vídeos caseiros antigos com suas próprias filmagens, e se aventura para explorar os cinemas de rua de sua infância, que alimentaram sua obsessão, mas que em sua maioria fecharam, vítimas da decadência urbana e da concorrência dos multiplexes suburbanos. Ele também explora o futuro alternativo dessas salas, visitando aquelas que foram transformadas em igrejas evangélicas, refletindo as tendências religiosas no Brasil moderno. “Retratos Fantasmas” é uma rica crônica da cinefilia, entrelaçada à jornada pessoal do cineasta. O documentário estreou fora de competição no Festival de Cannes e atraiu a atenção de distribuidores internacionais simpáticos à sua visão nostálgica pela exibição tradicional em cinemas.   VIDAS DESCARTÁVEIS   Premiado no Festival Cine-PE, o documentário de Alberto Graça (“Beatriz”) e Alexandre Valenti (“Amazônia – Heranças de uma Utopia”) aborda a escravidão moderna em áreas rurais e a exploração de mão de obra imigrante na indústria têxtil de São Paulo. A obra expõe as condições precárias de trabalho no Brasil, resultantes das dinâmicas migratórias movidas por falsas promessas de melhoria de vida. Entre os casos apresentados, estão os de imigrantes latinos que confeccionam roupas para marcas famosas e o caso da Fazenda Brasil Verde, no Pará. A narrativa é construída através de depoimentos de trabalhadores humildes, muitos deles analfabetos, que relatam suas experiências traumáticas, e monta um mosaico abrangente sobre o assunto, ampliando progressivamente a discussão e o choque. Trata-se de cinema enquanto canal de denúncia.

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  • Filme,  Música

    Trailer de “Elis & Tom” revela imagens inéditas do famoso encontro musical

    22 de agosto de 2023 /

    A O2 Filmes divulgou o trailer internacional do documentário “Elis & Tom: Só Tinha de Ser com Você”, que narra a gravação histórica do disco da cantora Elis Regina e com o compositor Antônio Carlos Jobim, “Elis & Tom”, em 1974.   Um encontro histórico Dirigido por Roberto de Oliveira e Jom Tob Azulay, o filme traz à tona várias imagens inéditas de filmagens memoráveis dos ensaios, conversas e atmosfera dos bastidores da gravação do álbum. “Eu era o empresário da Elis na época e gravei ensaios, conversas e a atmosfera que reinava nos bastidores”, revelou o diretor Roberto de Oliveira em entrevista à revista americana Variety. O material, guardado por anos, agora ressurge para contar a trajetória profissional desses dois artistas excepcionais e a carreira de sucesso do álbum. “Todo esse material estava guardado, mas todos esses anos e o tempo que passou foram ‘saudáveis’ para essa história. Hoje, conhecemos as jornadas profissionais completas desses dois artistas excepcionais e a carreira de sucesso deste álbum”, disse o cineasta.   A química entre Elis e Tom O encontro entre Elis Regina e Tom Jobim resultou em canções inesquecíveis, mas também muita fofoca da indústria. Parte das histórias de bastidores é explorada na prévia, como o fato de os dois artistas não se gostarem, a decisão de Elis de abandonar o projeto e até o momento em que perceberam que tinham criado uma obra-prima com “Águas de Março” e começaram a se entusiasmar pelas gravações. O diretor também refletiu sobre a dinâmica entre os dois artistas: “Ele era minimalista, usava poucas notas e era conhecido por suas harmonias extraordinárias e deslumbrantes. Elis era uma cantora exuberante. Depois de conhecê-lo, ela se tornou mais contida, valorizando palavras e interpretação. Ela descobriu que não é apenas a voz que canta”. A morte prematura de Elis aos 36 anos em 1982 encurtou a carreira da estrela, que na época fazia um disco com Wayne Shorter, que ficou inacabado, e pretendia lançar sua carreira no mercado internacional. “Ela provavelmente seria bem-sucedida, assim como Jobim”, observou de Oliveira, lembrando que o compositor já era conhecido em todo o mundo após a bossa nova e o álbum que gravou com Frank Sinatra. O documentário será lançado nos cinemas norte-americanos em 15 de setembro e chega ao Brasil uma semana depois, em 21 de setembro.

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