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    10 Filmes: “Velozes e Furiosos 10” e as estreias em streaming

    7 de julho de 2023 /

    Um dos maiores blockbusters do ano chega nas locadoras digitais, junto com filmes inéditos de terror e uma variedade de títulos em streaming. Confira os 10 principais lançamentos para ver em casa neste fim de semana.   VELOZES E FURIOSOS 10 | VOD*   Maior, mais cheia de famosos e cada vez mais cara, a franquia de ação festeja o exagero e apresenta seu melhor antagonista no 10º filme. Psicopata divertido, comparado até ao Coringa, o vilão vivido por Jason Momoa (o Aquaman) é filho do chefão do 5º longa e foi um dos criminosos (então anônimos) que enfrentaram o time de Dominic Toretto (Vin Diesel) na ponte Rio-Niterói. Em sua vingança, não faltam as inevitáveis cenas de corrida e destruição de veículos de todos os tipos, com os mais diferentes artefatos e de formas sempre criativas. Mas sua performance é o principal efeito visual do filme, que tem um roteiro fraquinho e chama mais atenção pela quantidade de astros em cena. “Velozes e Furiosos 10” reúne uma constelação. Até John Cena e Jason Statham retomam seus papéis – com direito à parceria entre Statham e seu ex-falecido inimigo Sung Kang, insinuada na cena pós-créditos do filme anterior. O elenco destaca, claro, os protagonistas da trilogia inicial: Vin Diesel, Jordana Brewster, Michelle Rodriguez, Tyrese Gibson, Ludacris e Sung Kang. Além de aquisições mais recentes, como Nathalie Emmanuel, Scott Eastwood, Helen Mirren, a vilã favorita Charlize Theron e os citados Cena e Statham. A estes ainda se somam os “novatos” Momoa, Brie Larson (“Capitã Marvel”), Alan Ritchson (“Reacher”), Rita Moreno (das duas versões de “Amor, Sublime Amor”) e Daniela Melchior (“O Esquadrão Suicida”), sem esquecer da participação “secreta” da cena pós-créditos e da figurante de luxo Ludmilla. Quem dirige esses vingadores do cinema de ação é o francês Louis Leterrier (“Truque de Mestre”), que assumiu o comando do longa após o começo da produção – inicialmente prevista para ser dirigida por Justin Lin (“Velozes e Furiosos 9”). Impressionando os executivos da Universal, ele já se garantiu antecipadamente à frente do 11º longa – que pode ou não encerrar a saga da família Toretto em 2025/26.   FRIO NOS OSSOS | HBO MAX   Thriller intenso de invasão domiciliar, o filme de Matthias Hoene (“Cockneys vs. Zombies”) se passa durante uma tempestade em uma fazenda remota, onde uma mãe (Joely Richardson, de “O Amante de Lady Chatterley”), luta de maneira extremamente intensa para proteger sua família. Junto a ela estão sua filha adolescente (Sadie Soverall, de “Fate: A Saga Winx”) e o marido doente, que celebra seu aniversário quando são interrompidos pela chegada inesperada de dois irmãos, Matty (Harry Cadby, de “Red Rose”) e Jack (Neil Linpow, de “Pesadelos Mortais”, que também é o roteirista do filme). A história é inicialmente simples: Matty e Jack, buscando abrigo após um acidente de carro, encontrando ajuda na fazenda isolada. No entanto, a suposta inocência dos irmãos logo dá lugar à tensão quando fica claro que eles estão fugindo da lei. No entanto, a força de Mama não deve ser subestimada, e é aqui que o filme subverte as expectativas típicas do gênero. Richardson oferece uma performance convincente, equilibrando os momentos de ação com sua maternidade calorosa, enquanto a família lida com os invasores cada vez mais ameaçadores. À medida que a tempestade se intensifica, os segredos de cada personagem se desenrolam, criando uma narrativa carregada de emoções complexas e disputas pela sobrevivência.   NOCEBO | VOD*   O terror acompanha Christine (Eva Green, de “Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan”), uma bem-sucedida designer de moda, que vive uma vida aparentemente perfeita com seu marido (Mark Strong, de “Shazam!”) e sua filha. Após um incidente perturbador durante um de seus desfiles, ela passa a sofrer de uma doença misteriosa, não diagnosticada, que a deixa constantemente esgotada e aflita. Sem conseguir ajuda médica, a situação só muda quando uma jovem filipina (Chai Fonacier, de “Born Beautiful”) bate em sua porta, alegando ser a nova babá. Sem lembrar de tê-la contratado, devido à perda de memória que a acomete, Christine se surpreende quando a jovem lhe introduz remédios caseiros que ajudam em sua recuperação. Por outro lado, seu marido mostra-se cético e preocupado com o controle que a desconhecida passa a exercer sobre a esposa. O filme tem a marca de Lorcan Finnegan, cineasta irlandês que vem se destacando no cinema fantástico, principalmente após o sucesso de crítica de “Viveiro” (Vivarium, 2019). O diretor costuma explorar temas complexos e atuais, como o impacto da urbanização desenfreada, os efeitos psicológicos do isolamento e as questões sociais envolvidas na economia globalizada. Seus filmes geralmente são repletos de suspense e mistério, com narrativas que desafiam o público a questionar a realidade apresentada. Em “Nocivo”, seu olhar particular transforma em terror questões de exploração de mão de obra em países pobres, culpa e injustiças sociais, além de abordar conceitos psicológicos, como o efeito nocebo – o oposto do efeito placebo, onde a crença de que algo irá prejudicar a saúde acaba por manifestar sintomas reais de doenças.   | URUBUS | VOD*   O drama impactante leva o espectador a conhecer o universo dos pichadores da periferia, suas motivações e desafios, e reencena a célebre pichação das paredes brancas da Bienal de São Paulo em 2008. A trama gira em torno do líder de um grupo de pichadores que escala os edifícios mais altos para deixar sua marca. Quando o protagonista (vivido pelo estreante Gustavo Garcez) conhece uma estudante de arte (Bella Camero, de “Marighella”), seus mundos colidem resultando na invasão da 28ª Bienal. O feito transforma os jovens invisíveis da periferia em protagonistas de um polêmico debate cultural. Com estética semi-documental vibrante, o primeiro longa de Claudio Borrelli (que apareceu como personagem no documentário “Pichadores”) tem produção do cineasta Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”) e venceu vários prêmios internacionais, em festivais nos EUA e Europa, além dos troféus da Crítica e do Público como Melhor Filme da 45ª Mostra de São Paulo.   MEUS SOGROS TÃO PRO CRIME | NETFLIX   A nova comédia traz Adam Devine (“Megarrromântico”) como um gerente de banco que finalmente conhece os pais de sua noiva, mas logo passa a suspeitar que eles são os ladrões que roubaram seu banco durante a semana do casamento. A história mistura humor com ação, remetendo a longas como “Entrando Numa Fria” (2000) e “Vizinhos Espiões” (2016). E conta com uma reviravolta: quando a noiva é raptada por criminosos que exigem o pagamento de US$ 5 milhões para libertá-la, o gerente decide se juntar aos sogros num novo roubo de banco para salvar a amada. O elenco destaca ainda Nina Dobrev (“The Vampire Diaries”) como a noiva, além de Pierce Brosnan (“Mamma Mia: Lá Vamos Nós de Novo!”) e Ellen Barkin (“Animal Kingdom”) como os sogros. A direção é de Tyler Spindel (“A Missy Errada”) e a produção é de ninguém menos que Adam Sandler (“Mistério em Paris”).   ALERTA MÁXIMO | AMAZON PRIME VIDEO   O thriller de ação traz Gerard Butler (“Invasão ao Serviço Secreto”) como um piloto de voo comercial, que se vê forçado a aterrissar seu avião lotado numa zona de guerra por causa de uma terrível tempestade. Mas escapar do desastre é só o começo da história. Em pouco tempo, ele precisa se juntar a um criminoso algemado (Mike Colter, o “Luke Cage”) para salvar seus passageiros, que são aprisionados por guerrilheiros. De forma curiosa, essa história lembra um pouco a premissa de “Eclipse Mortal” (2000), só que sem os elementos de ficção científica. Mas a crítica americana entrou a bordo, considerando o longa melhor que as produções genéricas de ação estreladas pelo ator escocês nos últimos anos – 76% de aprovação no Rotten Tomatoes. Os méritos pertencem ao diretor francês Jean-François Richet, que vem causando boas impressões desde seu clássico “Inimigo Público nº 1” (2008). O sucesso de bilheteria garantiu a produção de uma continuação.   SEMPRE EM FRENTE | HBO MAX   Primeiro filme de Joaquin Phoenix após vencer o Oscar por “Coringa”, o drama em preto e branco traz o ator como um documentarista que pretende entrevistar crianças sobre a situação do mundo. Nesse processo, estabelece um relacionamento tênue, mas transformador, com seu sobrinho sem filtros de 8 anos, que ele leva em suas viagens. “Sempre em Frente” tem roteiro e direção de Mike Mills, que não lançava uma nova obra desde “Mulheres do Século 20” em 2016. E embora tenha passado ao largo do Oscar, o menino Woody Norman (“Troia: A Queda de Uma Cidade”), que vive o sobrinho, foi indicado ao BAFTA (o Oscar britânico) como Melhor Ator Coadjuvante. Elogiadíssimo pela crítica, atingiu uma avaliação até mais positiva que muitos indicados ao prêmios da Academia – 94% de aprovação no Rotten Tomatoes.   SAM & KATE | VOD*   A comédia romântica traz os veteranos Dustin Hoffman (“Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe”) e Sissy Spacek (“O Velho e a Arma”) atuando ao lado dos seus respectivos filhos da vida real, Jake Hoffman (“Wu-Tang: An American Saga”) e Schuyler Fisk (“A Babá”). Na trama, Sam (Jake) é um jovem artista que vive com seu pai, Bill (Dustin). A relação dos dois, que já não era das melhores, é abalada quando Sam se apaixona por Kate (Fisk), uma mulher que ele conheceu recentemente, ao mesmo tempo que seu pai se apaixona pela mãe dela, Tina (Spacek). Com 74% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme foi produzido pela atriz Amy Adams (“A Mulher na Janela”) e dirigido pelo seu marido, o ator Darren Le Gallo (“Then We Got Help!”), em sua estreia na função.   UMA FAMÍLIA PERFEITAMENTE NORMAL | FILMICCA   A diretora estreante Malou Reymann baseou-se em suas próprias experiências de infância para contar a história desse drama premiado no Festival de Roterdã. Passada nos anos 1990, a narrativa é centrada na perspectiva de Emma, uma garota dinamarquesa de 11 anos, que tem um choque ao ser comunicada do divórcio dos pais, devido à decisão do pai Thomas (Mikkel Boe Følsgaard, de “The Rain”) de mudar de gênero e se assumir como Agnete. O filme atingiu 71% de aprovação no Rotten Tomatoes por sua abordagem direta e honesta, sem sensacionalismos, e é considerado uma contribuição valiosa para a representação da experiência transgênero no cinema. Ao mesmo tempo em que retrata a alegria de Agnete por finalmente poder viver como sua verdadeira identidade, não ignora o sofrimento de sua filha para entender e aceitar a mudança radical no pai, a quem sempre viu como um companheiro de futebol e modelo masculino, que agora acredita ter perdido.   WHAM! | NETFLIX   O documentário musical lembra a carreira do Wham!, dupla pop formada por George Michael e Andrew Ridgeley, que foi um fenômeno nos anos 1980 com hits como “Wake Me Up Before You Go-Go” e “Last Christmas”. Composto por imagens de arquivo e várias entrevistas, o filme conta a história de amizade da dupla, que se conheceu na infância e se apresentou junta de 1981 até 1986, quando se separaram. Após cinco anos e três álbuns de estúdio, George Michael decidiu seguir carreira solo, tornando-se ainda mais famoso – até morrer aos 53 anos, no Natal de 2016. A direção é de Chris Smith, do documentário “Fyre Festival: Fiasco no Caribe” (2019).     * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal.

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    “Sobrenatural 5” e Zé do Caixão assombram a programação de cinema

    6 de julho de 2023 /

    O circuito aproveita uma pausa na sucessão de blockbusters de ação para trazer o terror de volta aos cinemas, após mais de um mês sem lançamentos do gênero. O quinto filme da franquia “Sobrenatural” é o maior lançamento desta quinta-feira (6/7). E vem acompanhado de outro título sombrio, com a exibição em circuito limitado de um antigo filme perdido de Zé do Caixão, o mestre do horror brasileiro. Entre os destaques da programação, também há uma nova comédia criminal de François Ozon (“Frantz”). Ao todo, sete títulos entram em cartaz nas maiores cidades, cinco deles brasileiros. Confira abaixo a relação completa.   | SOBRENATURAL: A PORTA VERMELHA |   O quinto filme da franquia de terror se passa 13 anos após os acontecimentos do longa original e marca a estreia do ator Patrick Wilson (“Invocação do Mal”) como diretor. Com sua presença também no elenco, a trama traz o foco de volta à família original, os Lamberts, com Josh (Wilson), Renai (Rose Byrne, de “Vizinhos”) e seu filho já crescido Dalton (Ty Simpkins, visto recentemente em “A Baleia”) enfrentando problemas novos e mais assustadores. Vale lembrar que, enquanto os dois primeiros filmes traziam os Lamberts como personagens principais, o terceiro e quarto foram centrados na parapsicóloga Elise Rainier (Lin Shaye). Na trama, Josh está entrando na faculdade, quando começa a lembrar vagamente de ter sido assombrado na infância. Conforme as visões ficam mais nítidas, o terror também se torna mais próximo e faz com que a família decida acabar com todos os segredos para enfrentar tudo o que os assombra. O roteiro é assinado por Scott Teems (“Halloween Kills”), que se baseou numa história desenvolvida por um dos criadores da franquia, o roteirista Leigh Whannell. Whannell também produz o filme, junto com James Wan (diretor do original), Oren Peli (produtor da franquia) e Jason Blum (dono do estúdio Blumhouse).   | A PRAGA |   O terror de estética trash é nada menos que um filme perdido de José Mojica Marins, o mais famoso cineasta brasileiro do gênero, que faleceu em fevereiro de 2020. Com narração feita pelo próprio Zé do Caixão, personagem icônico de Marins, “A Praga” conta a história de Juvenal (Felipe Von Rhein), um jovem que, ignorando os perigos, provoca uma velha senhora e acaba sendo amaldiçoado com uma fome insaciável por carne crua. A trama se desenrola com uma corrida desesperada para se livrar da praga e sobreviver aos horrores proferidos pela bruxa. O roteiro foi escrito pelo próprio Mojica ao lado do parceiro de longa data, o roteirista Rubens Francisco Luchetti, conhecido por escrever os filmes mais populares do Ivan Cardoso, “O Segredo da Múmia” (1982) e “As Sete Vampiras” (1986), além de quadrinhos clássicos de terror dos anos 1960. O projeto, por sinal, é dessa época. Começou como parte da antologia “Além, Muito Além do Além”, escrita por Luchetti e exibida pela TV Bandeirantes em 1966. Mas o material foi perdido em um incêndio na emissora. Apesar de Mojica ter tentado refilmar a obra na década de 1980, ele não conseguiu concluí-la. Nos últimos 15 anos, o diretor Eugenio Puppo se dedicou a encontrar os rolos originais do filme perdido. Com negativos restaurados em 4K, a trilha sonora foi remasterizada e as cores foram ajustadas. Em uma parceria da Heco Produções com a Elo Studios, o filme foi finalmente finalizado para chegar aos cinemas.   | O CRIME É MEU |   O premiado cineasta francês François Ozon (“Frantz”) dirige essa divertida farsa, em que um crime transforma a vida de uma atriz fracassada. A trama se passa na Paris dos anos 1930, quando Madeleine, uma atriz pobre e endividada, e sua melhor amiga Pauline, uma advogada desempregada, estão prestes a ser despejadas. Tudo muda quando elas se tornam suspeitas de um crime e Madeline decide confessar ter assassinado um famoso produtor. Com a ajuda de Pauline, ela consegue ser absolvida por legítima defesa. O julgamento a torna famosa, rendendo-lhe convites para peças e mudando sua trajetória. Mas assim que sua nova vida começa, outra mulher aparece, dizendo-se a verdadeira assassina. O elenco destaca Nadia Tereszkiewicz (“A Última Rainha”), Rebecca Marder (“A Garota Radiante”), Isabelle Huppert (“A Sindicalista”), Fabrice Luchini (“O Melhor Está por Vir”) e Dany Boon (“Mistério em Paris”).   | UM DIA CINCO ESTRELAS |   Estevam Nabote (“Tô de Graça”) estrela a nova comédia de Hsu Chien (“Desapega!”) como um homem apaixonado por Mozão, um Opala dos anos 1970. Quando a situação econômica aparte, ele decide trabalhar como motorista de aplicativo. O filme acompanha as situações inusitadas e divertidas que mudam sua vida a partir do novo trabalho. O título, entretanto, não reflete nada disso, referindo-se a um dia de spa de sua sogra, vivida por Nanny People (“Quem Vai Ficar com Mario?”). Com clima de sitcom do Multishow, o elenco também destaca Aline Campos (“Vai que Cola”) e Danielle Winits (“Esposa de Aluguel”).   | OS AVENTUREIROS – A ORIGEM |   Depois de vários filmes digitais, Luccas Neto lança suas aventuras juvenis pela primeira vez no cinema, sem mudar as características genéricas e os efeitos baratos. Na trama, Luccas e seus amigos decidem invadir o laboratório do recém-desaparecido cientista Honório Flacksman e acabam sugados para um portal que os levam para outra dimensão – a Cidade da Alegria. Lá, eles são abordados pela chefe dos Guardiões, que os interroga, suspeitando que estejam envolvidos no recente sumiço do mapa das Pedras do Poder. Para completar, também viram super-heróis, com direito a uniformes e codinome. A direção é de André Pellenz (“Detetives do Prédio Azul”).   | CANÇÃO AO LONGE |   O novo drama da mineira Clarissa Campolina (“Girimunho”) explora a busca de identidade e de um lugar no mundo. A protagonista vivida pela estreante Mônica Maria deseja mudar-se da casa, que compartilha com a mãe e a avó, e onde se sente deslocada. Ela é a única mulher de pele escura na família. Nesse movimento, Jimena também lida com sua origem, seu corpo, suas escolhas e se depara com o preconceito e o silêncio de suas relações familiares.   | ODESZA – THE LAST GOODBYE CINEMATIC EXPERIENCE |   O documentário registra a nova turnê da dupla americana de música eletrônica Odesza. Por meio de entrevistas com os artistas, seus fãs e membros de sua equipe criativa, o filme oferece uma visão divertida e sincera sobre a conexão entre a banda e seus fãs, sobre como as experiências de vida moldaram a criação de seu último álbum e como Odesza foi de aspirante a músicos de uma cidade interiorana a três vezes indicado ao prêmio Grammy.

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    “The Flash” tem lançamento de blockbuster nos cinemas

    14 de junho de 2023 /

    O aguardado filme “The Flash” chega em 1,3 mil salas de cinema nesta quinta (15/6), marcando o sexto lançamento em estilo blockbuster no país desde o mês de maio. Antes do longa de super-herói da DC/Warner Bros, vieram “Transformers: O Despertar das Feras” com estreia em 1,1 mil telas, “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” em 1,5 mil, “A Pequena Sereia” em 1,4 mil, “Velozes e Furiosos 10” em 1,7 mil e “Guardiões da Galáxia Vol. 3” em 1,6 mil. Detalhe: o Brasil tem aproximadamente 3,2 mil telas em seu circuito exibidor e todos esses blockbusters ainda estão em cartaz. Por conta disso, as demais estreias da semana visam exclusivamente o circuito alternativo. A maioria são documentários, inclusive duas produções sobre integrantes do grupo BTS, fenômeno do K-Pop. Confira todas as estreias abaixo.   | THE FLASH |   A nova incursão no multiverso dos super-heróis dividiu a crítica, após ser propagandeada como a melhor adaptação da DC Comics de todos os tempos. Não chegou nem perto do hype plantado pela Warner Bros, embora o filme dirigido por Andy Muschietti, conhecido pelo terror “It – A Coisa”, faça realmente a despedida do Snyderverso (os heróis da Liga de Justiça de Zack Snyder). O roteiro de Christina Hodson (“Aves de Rapina”) adapta um dos arcos mais famosos dos quadrinhos da editora, o crossover “Ponto de Ignição” (Flashpoint). No filme, o velocista interpretado por Ezra Miller volta no tempo para impedir o assassinato de sua mãe e, ao fazer isso, acaba alterando a linha temporal do planeta inteiro. Entre os eventos inesperados, ele encontra uma versão mais jovem de si mesmo (também interpretada por Miller) e, ao mesmo tempo, se depara com um mundo em que a Liga da Justiça nunca existiu. Para piorar, como Superman nunca chegou a Terra, não há ninguém capaz de impedir a invasão do General Zod (Michael Shannon, repetindo seu papel de “O Homem de Aço”). Assim, cabe ao Flash do futuro reunir um grupo de heróis para fazer frente a essa ameaça. Com a ajuda de um Batman mais velho (Michael Keaton, que viveu o herói em filmes de 1989 e 1991), ele consegue encontrar e liberar um kryptoniano para auxiliá-los: Kara, uma nova Supergirl morena, vivida por Sasha Calle (“The Young and the Restless”) – que é a primeira intérprete latina da heroína. A narrativa centrada em viagens no tempo e universos alternativos pode remeter a sucessos como “Vingadores: Ultimato” e “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, mas a trama sofreu horrores com suas inúmeras refilmagens, que acrescentaram e tiraram personagens, salvaram e mataram heróis, porém deixaram o fan service mais rejeitado de todos os tempos, em que o Flash tem visões de diferentes versões dos personagens da DC – inclusive de filmes que nunca saíram do papel, mas não de sua bem-sucedida versão da TV. O resultado é um filme caríssimo que arrecadou muito pouco, um fracasso retumbante de público e crítica. O que só aumenta a tristeza por seus pontos positivos, em especial a descoberta de Sasha Calle como Supergirl, que, infelizmente, após a fraca bilheteria, não deve ser reaproveitada no futuro da DC planejado pelos novos chefões do estúdio no cinema. Ela é o principal motivo para recomendar a ida ao cinema.   | MEDUSA DELUXE |   A exótica comédia britânica é ambientada em uma competição regional de cabeleireiros e se desenvolve após o assassinato macabro de um dos competidores, com o crime provocando uma cadeia de suspeitas, fofocas e intrigas entre os cabeleireiros, modelos e seguranças presentes. Com visual arrojado e audácia narrativa, a estreia do diretor Thomas Hardiman encantou a crítica, atingindo 92% de aprovação no site Rotten Tomatoes – houve até comparações com o cinema de Pedro Almodóvar. Os papéis principais são vividos por Clare Perkins (“A Roda do Tempo”) e Harriet Webb (“Succession”), rivais na disputa diretas na disputa pelo penteado mais ousado da competição.   | A HISTÓRIA DA MINHA MULHER |   O capitão de um navio faz uma aposta em um café com um amigo de que casará com a primeira mulher que entrar. E dá sorte: a esposa desconhecida é vivida por ninguém menos que Léa Seydoux (“007: Sem Tempo para Morrer”). A atração é visível e mútua. Mas a suspeita de infidelidade ameaça condenar o capitão à loucura. A direção é da húngara Ildikó Enyedi, indicada ao Oscar e vencedora do Urso de Ouro no Festival de Berlim por “De Corpo e Alma” (2017). E o elenco ainda destaca Gijs Naber (“A Espiã”) como o capitão e Louis Garrel (“Os Três Mosqueteiros: D’Artagnan”) como a fonte de seu ciúmes.   | BEM-VINDOS DE NOVO |   O primeiro documentário de Marcos Yoshi, diretor e personagem, retrata a trajetória imigratória de sua família. O filme registra o reencontro de pai e filhos, descendentes de japoneses afetados pelo fluxo imigratório entre Brasil e Japão, conhecido como fenômeno dekassegui, depois de 13 anos de separação.   | REMOÇÃO |   Dez anos antes de fazer a novela “Todas as Flores”, o diretor Luiz Antônio Pilar se juntou a Anderson Quack (“Vai Dançar”) para realizar esse documentário sobre o processo de remoção das favelas da zona sul da cidade do Rio de Janeiro nas décadas de 1960 e 1970, que deram origem a primeira experiência de criação dos conjuntos habitacionais de Vila Kennedy, Vila Aliança, Cidade de Deus, Cidade Alta, em Cordovil; Dom Jayme Câmara, em Padre Miguel e a Cruzada São Sebastião, no Leblon. O filme de 2013 finalmente estreia nos cinemas.   | PLAUTO, UM SOPRO MUSICAL |   O documentário aborda a vida e a obra de um dos maiores músicos gaúchos: Plauto Cruz, considerado por muitos o melhor flautista do Brasil. A direção é de Rodrigo Portela (do curta “Reflexos”).   | SUGA – ROAD TO D-DAY |   | J-HOPE – IN THE BOX |   As duas produções da Disney+ sobre integrantes do BTS ganham exibição limitada nos cinemas. Os documentários focam os processos criativos de Suga e J-Hope, que encaram os desafios da carreira solo durante a pausa do grupo fenômeno do K-Pop. As produções têm várias cenas de viagens internacionais, com destaque para a apresentação de J-Hope no Lollapalooza norte-americano. Ambos estão disponíveis em streaming.

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    Confira 10 filmes novos que chegam ao streaming

    2 de junho de 2023 /

    O drama premiado “Pacificado”, a dramédia provocante “Ela e Eu” e as comédias românticas inéditas “Ricos de Amor 2” e “Um Ano Inesquecível – Verão” emergem como destaques entre as novidades que as plataformas de streaming trazem nesta semana. Os filmes representam a qualidade da produção cinematográfica brasileira recente, demonstrando a versatilidade e a criatividade do cinema nacional. As tramas que abordam, desde o ambiente tenso das favelas até os bastidores coloridos do carnaval carioca, passando pelas superações e o ambientalismo, garantem uma diversidade de experiências e perspectivas para o espectador. A seleção também enfatiza a força feminina. “Professor Marston e as Mulheres-Maravilhas”, na Netflix, e “A Mulher Rei”, na HBO Max, trazem à luz mulheres poderosas e formidáveis, narrando a verdadeira origem da Mulher-Maravilha e a história de uma guerreira amazona da vida real. Confira abaixo outras opções, na lista de filmes que formam o Top 10 dos lançamentos que chegam ao streaming.   | PACIFICADO | STAR+   Coprodução entre Brasil e EUA rodada no Rio de Janeiro, o drama de favela venceu o troféu Concha de Ouro como Melhor Filme do prestigioso Festival de Cinema de San Sebastián, na Espanha. A história gira em torno de uma garota de 13 anos (Cassia Gil) que tenta se reconectar com o pai (Bukassa Kabengele), libertado da prisão no momento turbulento das Olimpíadas do Rio. Enquanto a polícia “pacificadora” batalha para ocupar as favelas ao redor da cidade, a família (que inclui a mãe vivida por Débora Nascimento) precisa navegar entre as forças que ameaçam suas esperanças para o futuro, conforme o pai considera retomar seu lugar no tráfico, atualmente ocupado por um jovem (José Loreto). Além de Melhor Filme, “Pacificado” venceu mais dois troféus no festival espanhol. Bukassa Kabengele, congolês naturalizado brasileiro, foi premiado como Melhor Ator. Ele é conhecido da TV brasileira por atuações em séries como “Carcereiros”, “Os Dias Eram Assim” e até “Malhação”. O outro prêmio foi para Laura Merians Gonçalves, Melhor Direção de Fotografia por seu primeiro longa-metragem, após uma carreira de curtas, séries e clipes de pop islandês (Bjork, Sigur Ros). A direção do longa é do americano Paxton Winters, que assumiu o projeto após se mudar para uma favela na capital carioca. Outro detalhe é que, entre os produtores, destaca-se o nome do cineasta Darren Aronofsky (“Noé”, “Mãe!”, “A Baleia”).   | ELA E EU | STAR+   A dramédia brasileira traz Andréa Beltrão como uma roqueira que desperta depois de 20 anos de coma e descobre que tem uma filha adulta, criada pela atual esposa de seu ex-marido. Seu despertar impacta a todos na família, que precisam absorver seu retorno, enquanto ela reaprende a andar, falar e se relacionar, com o detalhe de permanecer tão desajustada quanto era há duas décadas. Exibido nos festivais do Rio e de Brasília do ano passado com outro título (“Antes Tarde”), a produção é o segundo longa de ficção dirigido por Gustavo Rosa de Moura (“A Canção da Volta”), que já teve um terceiro (“Cora”) exibido no circuito dos festivais nacionais.   | RICOS DE AMOR 2 | NETFLIX   A continuação da comédia romântica de 2020 conta a história de amor entre o riquíssimo Teto (Danilo Mesquita) e a humilde Paula (Giovanna Lancellotti). Dessa vez, a história leva o casal para a Amazônia. Enquanto Paula lida com seu trabalho como médica voluntária, Teto perde um contrato importante e resolve ir atrás da amada para pedi-la em casamento, mas acaba criando conflitos por conta de sua educação de menino mimado. Se no primeiro filme ele mentia que era pobre, agora precisa descobrir como é viver sem as comodidades trazidas pelo dinheiro em meio à floresta. Mas além de aprender lições de vida, também precisará enfrentar os interesses de um poderoso fazendeiro. A direção é de Bruno Garotti, responsável pelo primeiro filme.   | UM ANO INESQUECÍVEL – VERÃO | AMAZON PRIME VIDEO   O primeiro filme de uma antologia temática sobre as quatro estações do ano traz um jovem do interior, que sonha em estudar moda em Paris, mas acaba trabalhando como costureira da escola de samba Portela, após descobrir que uma estilista internacional famosa ajudaria a criar as fantasias para o desfile de carnaval. Ao frequentar os bastidores da escola de samba, a jovem se apaixona por um escultor de alegorias e descobre o universo fascinante do Carnaval – e das comédias românticas. A direção é de Cris D’Amato, que faz sua terceira adaptação de uma obra da escritora Thalita Rebouças – após “É Fada!” (2016) e o recente “Pai em Dobro” (2021). O elenco inclui Lívia Inhudes (“#PartiuFama”), Micael Borges (“Pantanal”), Mariana Rios (“Malhação”) e André Mattos (“A Sogra Perfeita”).   | PROFESSOR MARSTON E AS MULHERES-MARAVILHAS | NETFLIX   O drama de época conta a história real e “secreta” da origem da Mulher-Maravilha. A trama acompanha o psicólogo da Universidade de Harvard, Dr. William Moulton Marston, que inventou o detector de mentiras e criou a Mulher-Maravilha, destacando o período em que precisou defender a super-heroína feminista contra acusações de “perversidade sexual”, ao mesmo tempo em que mantinha um segredo que poderia arruiná-lo. Isto porque a inspiração da personagem foi sua esposa, Elizabeth Marston, e sua amante e ex-aluna Olive Byrne, duas mulheres que também se destacaram na área da psicologia e desafiaram convenções, construindo uma vida a três com Marston, como mães de seus filhos, melhores amigas e parceiras de cama. O filme apresenta o triângulo de forma singela, mesmo diante do potencial escândalo, que só veio à tona décadas após a morte do professor. Estrelado por Luke Evans (“A Bela e a Fera!”), Rebecca Hall (“A Casa Sombria”) e Bella Heathcote (“O Homem do Castelo Alto”), o trabalho da diretora Angela Robinson (“Herbie, Meu Fusca Turbinado”) foi bastante elogiado pela crítica e atingiu 87% de aprovação no Rotten Tomatoes. div>  | A MULHER REI | HBO MAX   O épico de ação traz Viola Davis (“O Esquadrão Suicida”) como líder de um exército de guerreiras africanas do século 19 – que foram a inspiração real das Dora Milaje dos quadrinhos e filmes do “Pantera Negra”. Durante dois séculos, as Agojie defenderam o Reino de Daomé, uma das nações africanas mais poderosas da era moderna, contra os colonizadores europeus e tribos vizinhas que tentavam invadir o país, mas sua transformação em personagens de cinema pela diretora Gina Prince-Bythewood (“The Old Guard”) deve mais à ficção dos quadrinhos mesmo, evocando as amazonas de “Mulher-Maravilha”, com todas as cenas de lutas e adrenalina que isso implica. A trama se concentra na relação da general Nanisca (Davis) com uma nova geração de guerreiras, destacando a ambiciosa Nawi (Thuso Mbedu, de “The Underground Railroad”), enquanto combatem lado a lado contra forças escravagistas. Há ainda uma interessante conexão com o tráfico de escravos para o Brasil. Elogiadíssimo, o filme atingiu 95% de aprovação entre a crítica do Rotten Tomatoes e um raro A+ entre o público americano no CinemaScore. E seu elenco ainda destaca Lashana Lynch (“007 – Sem Tempo Para Morrer”), a cantora Angélique Kidjo (“Arranjo de Natal”), Hero Fiennes Tiffin (“After”) e John Boyega (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) como o rei de Daomé.   | MAGIC MIKE: A ÚLTIMA DANÇA | HBO MAX   O terceiro filme da franquia “Magic Mike” traz Channing Tatum (“Cidade Perdida”) de volta ao papel-título, mas esta é a única conexão com os longas anteriores, centrados no universo dos strippers masculinos. A prévia encontra Mike afastado dos clubes de striptease, trabalhando como garçom. Mas o encontro com uma mulher mais velha e empreendedora (Salma Hayek Pinault, de “Eternos”) o leva de volta aos palcos. Encantada com a habilidade do dançarino, a mulher resolve criar um espetáculo de dança num teatro londrino, com Magic Mike ao centro, como atração principal, e atrás das cortinas, coordenando a coreografia. Trata-se de uma grande mudança em relação à trama original, que troca os shows de musculosos descamisados pelos bastidores de um musical do West End (a Broadway londrina). O choque entre a expectativa e o resultado não agradou à crítica, que deu ao longa a pior avaliação da franquia: 49% de aprovação no Rotten Tomatoes. À exceção de Tatum, o elenco é todo novo, com destaque para Hayek, que foi uma adição de última hora – após um desentendimento entre o astro e Thandiwe Newton (“Westworld”), que saiu da produção. Mas os bastidores voltam a reunir a equipe do “Magic Mike” original, incluindo o roteirista Reid Carolin e o diretor Steven Soderbergh.   | MIXED BY ERRY | NETFLIX   A comédia italiana conta a história real da ascensão e queda do império de fitas piratas de três irmãos de Nápoles, que por meio dos cassetes “Mixed by Erry” tornaram-se a principal fonte de música pop para a juventude italiana dos anos 1980. Erry era um jovem chamado Enrico Frattasio, que sonhava em se tornar um DJ, mas trabalhava como faxineiro em uma loja de discos. Um dia, ele começou a fazer fitas mixadas para seus amigos, que se tornaram muito cobiçadas e lhe deram a ideia de produzir cópias de álbuns em grande escala. Enrico e seus irmãos Peppe e Angelo estabeleceram um império financeiro, que transformaram “Mixed by Erry” na terceira maior gravadora da Itália, uma gravadora fantasma que competia com gigantes como a RCA e a Sony. E que, antes de ser fechada pela Justiça, vendeu 180 milhões de cassetes piratas em todo o país.   | O INSULTO | MUBI   O primeiro filme libanês a disputar o Oscar de Melhor Filme Internacional (em 2017) repercute um julgamento em que um cristão libanês acusa um refugiado palestino de agressão. No processo, ambos são obrigados a abordar as consequências de um xingamento, desferido pelo cristão e que se transformou em briga pública violenta, refletindo a divisão politica, religiosa e cultural do Líbano. Kamel El Basha, intérprete do palestino, foi premiado como Melhor Ator no Festival de Veneza. Mas a grande curiosidade é que o diretor Ziad Doueiri começou a carreira em Hollywood, trabalhando como assistente de câmera de ninguém menos que Quentin Tarantino, em filmes como “Cães de Aluguel” (1992), “Pulp Fiction” (1994) e “Jackie Brown” (1997). “O Insulto” é seu quarto longa como diretor, sempre se debruçando sobre conflitos culturais de etnias do Oriente Médio – e todos têm sido consistentemente premiados.   | INAUDITO | MUBI   O documentário explora a vida de Lanny Gordin, um dos mais importantes guitarristas brasileiros que, apesar de ter colaborado com grandes nomes da MPB, como Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Erasmo Carlos nos anos 1970, não tem seu merecido reconhecimento. O título do filme é uma referência a esse ostracismo de Lanny, mas a obra busca não apenas resgatar sua história, mas também explorar suas peculiaridades. O diretor Gregorio Gananian usa técnicas cinematográficas inusitadas para apresentar o músico, com sequências experimentais que desafia o convencional e convidam o espectador a mergulhar no universo criativo de Lanny.

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  • Música

    Sandra Sá será estrela de musical sobre os anos 1980

    31 de maio de 2023 /

    Sandra Sá vai estrear no teatro nesta sexta-feira (2/5) no musical “80. A Década do Vale Tudo – Doc.Musical”. A cantora afirmou à revista Quem que está honrada em fazer parte de um projeto “altamente didático” sobre a cultura brasileira na década de 1980. O musical faz parte da série de sucessos que começou com “60! Década de Arromba”, com a presença da cantora Wanderleia. Tempos depois, a série garantiu uma sequência com a participação de Baby do Brasil e As Frenéticas, que foi intitulada “70? Década do Divino Maravilhoso”. “Não sou de pensar por demais quando me convidam para certas coisas, ainda mais um convite para protagonizar um musical sobre os anos 80. É uma honra muito grande, brother! Porque o Doc 80 é uma parada muito importante e pensar que me escolheram para representar tudo o que aconteceu, para representar a nossa arte, os nossos artistas. Fico absolutamente honrada”, afirmou a cantora-compositora. “Não sei como partiu o convite para o musical, não quero saber e amo quem sabe”, disse ela entre risos. “O pessoal me convidou e nem pensei. Ainda mais que eu já tinha conhecimento do Doc 60, do Doc 70… Caraca! Eu vou estar nesse 80! Que porr* é essa?.” Sandra Sá explicou que o musical resgata artistas dos anos 1980 com o intuito de apresentar a história para um público jovem. “O musical é altamente didático. A gente está precisando mostrar que a nossa cultura é muito fod*. Simples assim. Alguém precisa falar para essa galerinha que está aí que não é que eles estão errados por isso ou aquilo, não… Mas nós somos muito mais ricos do que eles pensam e eles precisam saber disso…”, opinou. “Uma coisa que fico até arrepiada quando lembro é de um dia que estava conversando com a garotada sobre direito autoral e estava falando de Elis Regina, e a menina falou que ia procurar no Google [quem era]. Dói para caralh*! Outro dia, eu estava vendo Paulo Vieira fazendo uma entrevista com crianças e ninguém sabia quem era Maria Bethânia”, se indignou Sandra. A trilha sonora do musical será uma atração à parte. O público prestigiará obras clássicas de Rita Lee, Gal Costa, Lulu Santos, Cazuza, Blitz, Titãs, RPM, Legião Urbana, Tim Maia, além de canções internacionais de sucesso criadas por Michael Jackson, Queen, Pink Floyd, Madonna e muitos outros. “Você pergunta para essa criançada quem é Frank Sinatra, pode ter a idade que for, todo mundo sabe. Todo mundo sabe quem é Tina Turner. E eu me amarro nisso. Todo mundo sabe o nome do guitarrista da banda da put* que pariu de não sei o quê, o nome do baterista…. Aí você fala de Renato e Seus Blue Caps e ninguém sabe”, lamentou a artista, que quer maior valorização da música nacional. “Acho muito do caralh* porque é uma coisa muito democrática. Tem a nossa música, tem a música dos gringos, mas concentrando a parada na gente e mostrando como a gente tem que ter orgulho da nossa parada”, destaca. “A nossa cultura é reverenciada no mundo inteiro. Só falta a gente perceber isso. Sempre repito: ‘Gente, não é que eu não goste, não é falar mal, eu não sou contra ninguém, eu sou ao meu favor’. Só isso!” O musical estará em cartaz de 2 de junho a 16 de julho, no Teatro Claro Rio, localizado na zona sul do Rio de Janeiro.

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  • Série

    Principais séries da semana tem Schwarzenegger e vencedores do Oscar. Confira os destaques

    26 de maio de 2023 /

    Séries com Arnold Schwarzenegger (“O Exterminador do Futuro”), Forest Whitaker (“Pantera Negra”) e os vencedores do Oscar Michelle Yeoh e Ke Huy Quan (“Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”) deixam a programação de séries mais cinematográfica nesta semana. Mas também há várias opções interessantes fora dos sets de Hollywood, que podem ser conferidas abaixo, na seleção das 10 novidades de maior potencial das plataformas de streaming.   | A JORNADA DE JIN WANG | DISNEY+   A comédia de ação e fantasia volta a reunir Michelle Yeoh e Ke Huy Quan após vencerem o Oscar por “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” (2022). A trama gira em torno de Jin Wang (interpretado por Ben Wang, de “A Jogada de Chang”), um estudante do ensino médio que tem a vida alterada após conhecer o colega Wei-Chen (Jimmy Liu, de “Light the Night”). O rapaz é filho de uma deusa mitológica (Michelle Yeoh) e está em uma missão – impedir que uma rebelião abra os portais entre o Céu e a Terra – para a qual alista seu colega de escola como guia e aliado humano. Ke Huy Quan vive o pai de Jin Wang. A série foi criada por Kelvin Yu (“Bob’s Burgers”) e tem direção e produção do cineasta Destin Daniel Cretton (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”). E além de Yeoh e Quan, tem mais dois atores de “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”: Stephanie Hsu e Jamea Hong. Completam o elenco Daniel Wu (“Into the Badlands”), Yeo Yann Yann (“Estação das Chuvas”), Chin Han (“Batman: O Cavaleiro das Trevas”) e Sydney Taylor (“Mystery City”). Elogiadíssima pela crítica internacional, soma 94% de aprovação no Rotten Tomatoes.   | FUBAR | NETFLIX   A primeira série estrelada por Arnold Schwarzenegger mistura ação com comédia para contar a história de pai e filha espiões. Luke (Schwarzenegger) e Emma Brunner (Monica Barbaro, de “Top Gun: Maverick”) passaram a vida inteira sem saber que trabalhavam como agentes da CIA. Eles só percebem quando Luke aceita uma última missão antes se aposentar, e descobre que precisa resgatar a própria filha. Com elementos de “True Lies” (filme de 1994 com o próprio Schwarzenegger) e “Sr. e Sra. Smith” (2005), a série foi desenvolvida por Nick Santora (“Scorpion”) e o elenco ainda conta com Jay Baruchel (“É o Fim”), Fortune Feimster (“Kenan”), Milan Carter (“Meu Nome é Dolemite”), Travis Van Winkle (“Você”) e Gabriel Luna (“The Last of Us”). Lançado com fanfarra pela Netflix, a produção frustrou fãs do gênero por efeitos especiais de promoção e pouco cuidado em disfarçar o dublê do astro nas cenas de ação. A propósito do título: “Fubar” é a sigla em inglês de “Fuck*d Up Beyond All Recognition”, ou “totalmente ferrado” numa simplificação sem palavrões, expressão usada em muitas resenhas para descrever a série, que atingiu 50% de aprovação no Rotten Tomatoes – medíocre. Mas o público, aparentemente, gostou da pancadaria – 76% na avaliação espontânea.   | GODFATHER OF HARLEM 3 | STAR+   A serie criminal de época dos criadores de “Narcos” (Chris Brancato e Paul Eckstein) encerra sua trama mostrando o destino de seus personagens, principalmente o gângster Bumpy Johnson, vivido por Forest Whitaker (“Pantera Negra”). A produção é inspirada na vida real de Bumpy e retrata uma colisão do movimento dos direitos civis dos anos 1960 com o submundo do crime. Após cumprir dez anos de prisão e reencontrar o Harlem, que ele comandou, controlado pela máfia italiana, o ex-poderoso chefão decide se aliar ao ativista radical Malcolm X, pegando carona nos discursos de agitação social para iniciar uma guerra pelo tráfico de drogas, que ameaça destruir Nova York. No começo da 3ª temporada, Bumpy se encontra em apuros mais uma vez, após perder suas drogas num incêndio, e diante da possibilidade de ceder o controle de Harlem para as famílias mafiosas, ele opta pela guerra total, sob a vigília do governo e até da CIA. O elenco também destaca Giancarlo Esposito (“Better Call Saul”) como o congressista Adam Clayton Powell Jr., mas a série sofreu uma mudança significativa com a substituição de Nigél Thatch (“Selma”) por Jason Alan Carvell (“NCIS: Nova Orleans”) no papel icônico de Malcolm X, uma transição que exige algum tempo para ser assimilada. Ao longo das temporadas, o elenco grandioso ainda incluiu Vincent D’Onofrio (o Chefão do Crime de “Demolidor”), Ilfenesh Hadera (“Billions”), Chazz Palminteri (“Lendas do Crime”), Lucy Fry (“11.22.63”), Kelvin Harrison Jr. (“StartUp”), Kathrine Narducci (“Power”) e o recém-falecido Paul Sorvino (“Os Bons Companheiros”).   | O CULTO SECRETO | STAR+   A minissérie australiana de suspense é baseada num best-seller de J.P. Pomare e na história real de “The Family”, um culto de Melbourne que operou em segredo desde meados dos anos 1960 até o final dos anos 1980, sob a liderança de uma professora de ioga. As atividades da seita só vieram à público em 1987, quando a polícia invadiu sua grande propriedade rural, levando para custódia protetiva meia dúzia de crianças vestidas com roupas idênticas e todas com cabelos loiros tingidos. Elas foram adotadas quando bebês, criadas como se fossem filhos naturais da professora, torturadas e drogadas com LSD numa tentativa de incentivá-las em direção à plena consciência. A trama da adaptação gira em torno de uma mulher que sobreviveu a uma infância de abusos no culto, e que agora vive traumatizada com receio de seu filho ser sequestrado. A história se alterna entre passado e presente, revelando porque a paranoia da protagonista não é infundada. A personagem principal é vivida por Teresa Palmer (“A Descoberta das Bruxas”), a líder do culto por Miranda Otto (“O Mundo Sombrio de Sabrina”) e o elenco ainda inclui Guy Pearce (“Mare of Easttown”) como um acólito.   | AS GINASTAS | PARAMOUNT+   O drama italiano lembra uma versão adulta de “Make It or Break It”, ao acompanhar a jornada de uma equipe de ginastas rumo a um torneio cobiçado. As diferenças para a antiga série teen logo ficam claras, conforme a narrativa adota uma estrutura similar a de “Élite”, em que a história é contada através do interrogatório de uma adolescente, alternando a poderosos flashbacks. O questionamento da ginasta mais outsider do grupo (vivida pela estreante Alessia De Falco) sugere um crime grave e é conduzido por Barbara Chichiarelli (conhecida pela série “Suburra”). Os flashbacks com ambientação na neve, além de adicionar uma atmosfera soturna ao visual, também servem de metáfora do isolamento profundo das jovens protagonistas, rodeadas por adultos inescrupulosos que exploram suas habilidades para atingir seus próprios objetivos. Os episódios ainda abordam temas polêmicos como doping, bullying entre meninas e body shaming, representado pela obsessão pela perfeição física entre as atletas. A violência, tanto física quanto psicológica, escala ao longo da trama, rendendo momentos extremos sob a direção de Cosima Spender (“Palio”) e Valerio Bonelli (editor de “Cyrano”).   | MAR BRANCO | NETFLIX   O drama criminal português (que se chama “Rabo de Peixe” no país natal) é vagamente baseado numa história real. Quando um barco repleto de cocaína afunda nas proximidades de uma ilha, um grupo de jovens amigos veem uma oportunidade arriscada de ganhar dinheiro e realizar sonhos impossíveis. Resgatando o carregamento no mar, eles fazem planos de vender a droga no continente, enquanto os traficantes chegam em busca da mercadoria desaparecida. Primeira série criada por Augusto Fraga, diretor premiado em vários festivais de publicidade (inclusive Cannes), destaca em seu elenco José Condessa (“O Crime do Padre Amaro”), Helena Caldeira (“A Lista”) e Rodrigo Tomás (“Salgueiro Maia – O Implicado”).   | NÃO ESTOU MORTA! | STAR+   A nova comédia estrelada por Gina Rodriguez (“Jane the Virgin”) é baseada no livro “Confessions of a Forty-Something F**k Up”, de Alexandra Potter, e gira em torno da personagem Nell Stevens, um desastre assumido que acaba de voltar a ser solteira. Dedicando-se a reiniciar a vida e a carreira que deixou para trás, após 10 anos de relacionamento, ela consegue ser aceita para apenas um trabalho: escrever obituários. Mas acaba se surpreendendo com um efeito colateral do novo emprego: ver fantasmas, que lhe dão conselhos de vida. Além de estrelar, Rodriguez produz a atração com os criadores David Windsor e Casey Johnson (ambos de “The Real O’Neals”) e o cineasta McG (“As Panteras”).   | CONEXÃO: COMER, AMAR E MATAR | STAR+   Romance com trama criminal, a série sul-coreana acompanha um homem e uma mulher que se conectam de forma misteriosa. Gye Hoon (Yeo Jin-gu, de “Além do Mal”) é um chef que costumava ter forte ligação com a irmã gêmea, que desapareceu em sua infância. Um dia, ele encontra a mesma ligação com uma garota chamada Da Hyun (Moon Ga-young, de “True Beauty”), uma estudante universitária, que costuma ser perseguida por um assediador. Quando o assédio se transforma em ataque, ela acaba matando o agressor, e com a ajuda de sua mãe e avó, esconde o corpo em uma geladeira vazia, que surpreendentemente pertence a Gye Hoon. Assim começam muitas as reviravoltas mórbidas do romance do casal, numa história que envolve até um serial killer de crianças. O contraste desses elementos mais sombrios com as cenas fofas são típicas das produções coreanas, que costumam misturar gêneros de forma inusitada.   | GREMLINS: SEGREDOS DE MOGWAI | HBO MAX   O desenho derivado do famoso filme de Joe Dante se passa na Xangai dos anos 1920, onde a família Wing conhece o jovem mogwai chamado Gizmo. Sam Wing (o futuro lojista Sr. Wing de “Gremlins”) aceita a perigosa tarefa de levar Gizmo para seu lar misterioso e embarca em uma jornada pelo interior da China. Sam e Gizmo se juntam a uma adolescente chamada Elle e, juntos, eles encontram e até lutam com monstros coloridos e espíritos do folclore chinês, enquanto são perseguidos por um industrial sedento por poder e seu crescente exército de malvados Gremlins. A versão original de “Gremlins” contava a história de Billy Peltzer (Zach Galligan), um adolescente que ganha um novo bichinho de estimação: um mogwai fofinho chamado Gizmo, sem imaginar que, se não seguisse as regras de como tratá-lo, poderia liberar no mundo verdadeiras pestinhas monstruosas. O filme chegou aos cinemas em 1984 e ganhou uma continuação em 1990, com “Gremlins 2: A Nova Geração”. No elenco de vozes da animação estão Izaac Wang (“Bons Meninos”), Ming-Na Wen (“Agents of SHIELD”), BD Wong (“Jurassic World”), James Hong (“Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”), AJ LoCascio (“Croods, o Início”), Gabrielle Green (“Força Danger”) e Matthew Rhys (“The Americans”), além dos artistas convidados Sandra Oh (“Killing Eve”), Randall Park (“Wandavision”), George Takei (“Jornada nas Estrelas”), Bowen Yang (“Saturday Night Live”) e Zach Galligan (o protagonista original de “Gremlins”)   | PROJETO CLONAGEM | HBO MAX   Os clones adolescentes da animação clássica “Clone High” estão de volta. A série original foi criada por Phil Lord, Chris Miller (ambos de “Uma Aventura Lego” e “Homem-Aranha no Aranhaverso”) e Bill Lawrence (criador de “Scrubs” e “Ted Lasso”), hoje diretores, roteiristas e produtores consagrados. A trama se passava em uma escola secundária para clones adolescentes de figuras históricas, como Abraham Lincoln (Abe), Cleópatra (Cleo) e Joana D’Arc (Joan), mas só durou uma temporada entre 2002 e 2003. A atualização explica que, depois que o segredo do experimento vazou, os clones precisaram ser congelados, mas agora retornam na surdina com novos colegas clones, desatualizados em relação às normas culturais de 2023, mas ainda vivendo como adolescentes excessivamente dramáticos. Os dubladores incluem Will Forte (“The Last Man on Earth”) reprisando seu papel como Abe, Nicole Sullivan (“The King of Queens”) como Joan, Mitra Jouhari (“Three Busy Debras”) como Cleo, Donald Faison (“Scrubs”) como George Washington Carver, Phil Lord como Scudworth e Chris Miller como JFK, entre outros.

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  • Filme

    Globo Filmes anuncia mais de 10 novas produções brasileiras no Festival de Cannes

    18 de maio de 2023 /

    A Globo Filmes anunciou a produção de mais de 10 longas durante o 76º Festival de Cannes, que iniciou na terça-feira (16/5). Os filmes foram apresentados pela head de conteúdo da produtora, Simone Oliveira, convidada da Cannes Producers Network, que também está no evento para acompanhar a première de “Nelson Pereira dos Santos: Uma Vida de Cinema”. A empresa afirma ter investido R$ 35,6 milhões na produção de longas-metragens brasileiros neste ano. Segundo comunicado à imprensa, sua presença em Cannes “reforça a importância de estabelecer parcerias internacionais para produções atuais e futuras do cinema nacional”. A lista de produções inclui o citado documentário “Nelson Pereira dos Santos: Uma Vida de Cinema”, dirigido por Aída Marques (“Estação Aurora”) e Ivelise Ferreira (“A Música Segundo Tom Jobim”), sobre o cineasta do clássico “Vidas Secas” (1963), “O Amuleto de Ogum” (1974) e “Vidas Secas” (1984). Os diretores das obras, todas co-produções, vão desde o renomado Gabriel Mascaro (“Divino Amor”) até o celebrado documentarista Eryk Rocha (“Cinema Novo”), passando pela atriz premiada Dira Paes (“Pantanal”) em sua estreia atrás das câmeras. Após a distonia evangélica de “Divino Amor”, Mascaro dirigirá “O Outro Lado do Céu”, produzido pela Globo Filmes e Desvía Produções, um drama de fantasia ambientado em um Brasil de realidade alternativa, onde qualquer pessoa com mais de 80 anos é confinada em uma colônia para ajudar na recuperação econômica do Brasil. Já Rocha está preparando “Elza”, retrato documental da cantora Elza Soares, enquanto Dira Paes fará sua estreia na direção com “Pasárgada”, sobre tráfico internacional de animais. Alguns projetos já estão com cronograma de produção fechado e começam a ser filmados no segundo semestre deste ano. Entre eles, destacam-se “Por um Fio” de David Schurmann (“Pequeno Segredo”), sobre um oncologista tratando seu próprio irmão de câncer, e “Colegas 2” de Marcelo Galvão, continuação do filme vencedor do Festival de Gramado de 2012. Os dramas incluem ainda “As Vitrines” de Flavia Castro (“Deslembro”), “Precisamos Falar Sobre Nossos Filhos” de Rebeca Diniz e Pedro Waddington (ambos de “Sob Pressão”), “A Batalha na Rua Maria Antônia” de Vera Egito (“Elis: Viver é melhor que Sonhar”), “Manas” de Marianna Brennan (“O Coco, A Roda, O Pnêu e O Farol”), “Novas Severinas” de Eliza Ribeiro Capai (“Your Turn”), “Dois Verões e uma Eternidade” de Sandra Kogut (“Três Verões”), “O Haiti É Aqui” do trio Fabio Mendonça (“Vale dos Esquecidos”), Teodoro Poppovic (“Rota 66: A Polícia que Mata”) e Maurício Bouzon (“Queime este Corpo”), e “Raoni, Uma Amizade Improvável”, documentário do belga Jean-Pierre Dutilleux sobre sua longa amizade com o cacique Raoni Metuktire – que ele filma desde os anos 1970. Mas além dos títulos dramáticos, a Globo também está investindo em diversas comédias. Entre elas, “Tá Escrito”, estrelada por Larissa Manoela (“Modo Avião”) e com direção de Matheus Souza (“A Última Festa”), “Tô de Graça” de César Rodrigues (“Nada Suspeitos”), baseada na série mais assistida do Multishow, “Os Farofeiros 2”, sequência do filme de 2018 de Roberto Santucci, e “Minha Irmã e Eu”, dirigida por Suzana Garcia (“Foteuses”) e protagonizada por Ingrid Guimarães (“Novo Mundo”) e Tatá Werneck (“Terra e Paixão”). Em entrevista à revista americana Variety, Simone Oliveira revelou que os filmes de humor têm como objetivo recuperar o interesse dos brasileiros pelo cinema. “Vemos as salas de cinema como prioridade. Os filmes são lançados com forte publicidade e cobertura cross-media dos programas de entretenimento e jornalismo da TV Globo, que atingem 100 milhões de pessoas por dia”, afirmou. “Essa visibilidade fortalece o filme para a estreia nos cinemas e, posteriormente, para as demais vitrines, criando um ciclo virtuoso”, acrescentou.

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  • Filme,  Música

    Noites sem dormir, facas e brigas. Novo documentário foca Britney Spears após fim da tutela

    10 de maio de 2023 /

    A cantora Britney Spears terá sua vida documentada novamente, desta vez pela emissora americana Fox. O novo especial da série investigativa “TMZ Investigates” vai narrar a vida da artista no último ano e meio, desde que sua tutela terminou. Intitulado “Britney Spears – The Price Of Freedom” (em tradução O Preço da Liberdade), o programa irá ao ar nos Estados Unidos na próxima segunda-feira (15). No trailer divulgado, uma sequência de revelações mostra a cantora lidando com um sério vício em cafeína. Ela aparece bebendo litros de bebidas com cafeína – café, energéticos e chás – que a fizeram ficar acordada durante três dias seguidos. Outro momento que ganhou destaque na prévia foram comentários de pessoas que cuidavam da artista, que recomendaram manter facas longe de seu alcance. Informantes afirmaram ao TMZ que Spears via as facas como objetos de proteção, por medo de ser internada à força novamente. Em 2008, a cantora foi hospitalizada duas vezes na ala psiquiátrica, para tratar de distúrbios mentais. A situação levou a criação da tutela da cantora, mantida pelo seu pai até a Justiça encerrá-la em 2021. A produção também irá detalhar a relação da Princesa do Pop com a família, marido e filhos. A cantora é mãe de Jayden (16 anos) e Sean (17 anos), frutos de sua relação com o dançarino Kevin Earl Federline. Atualmente, ela é casada com o modelo Sam Asghari. Os dois subiram ao altar em uma cerimônia secreta na casa da cantora, em junho de 2022, mas segundo as fontes do TMZ tem passado por várias brigas, inclusive com violência por parte de Britney. Por sua vez, a cantora planeja lançar sua própria biografia para contar sua história sob seu ponto de vista. Inicialmente, a obra chegaria em fevereiro deste ano, mas precisou ser adiada, após a editora Simon & Schuster receber cartas enviadas por advogados de dois astros que temem ser expostos pela estrela. As preocupações legais sobre a situação causaram o atraso e a obra não tem uma nova previsão de lançamento.

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  • Filme

    “Renfield” e “Cavaleiros do Zodíaco” chegam ao cinema

    27 de abril de 2023 /

    O feriadão de 1 de maio recebe dois lançamentos amplos no cinema. O maior é o filme live-action baseado no anime “Cavaleiros do Zodíaco”, que chega em 800 salas. O outro é a comédia de terror “Reinfeld – Dando o Sangue pelo Chefe”. A programação também destaca duas continuações de terror. Mas o detalhe é que nenhum desses filmes tem boa aprovação da crítica internacional. A exceção é um drama filipino no circuito limitado. Confira abaixo os trailers de todas as estreias desta quinta (27/4).   | RENFIELD – DANDO O SANGUE PELO CHEFE |   A comédia de terror traz Nicholas Hoult (“O Menu”) no papel-título, um sujeito preso numa relação de trabalho abusiva com seu chefe, que é ninguém menos que o Conde Drácula – vivido por Nicolas Cage (“O Peso do Talento”). Renfield é forçado a encontrar as vítimas para seu mestre e fazer tudo o que ele lhe pede, qualquer que seja o grau de degradação da ordem recebida. Mas depois de séculos de servidão, começa a questionar se existe vida para além da sombra do Príncipe das Trevas, buscando forças para enfrentar sua dependência. Embora nunca tenha ganhado um filme próprio até então, Renfield marcou época no cinema graças à performance de Dwight Frye no primeiro filme de “Drácula”, originando algumas das melhores cenas do lançamento da Universal de 1931, como um engolidor de insetos trancafiado num hospício. Nesse novo filme, o personagem é uma espécie de super-herói que ganha superforça ao comer insetos e se mostra um exímio lutador de artes marciais. O elenco ainda conta com Awkwafina (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), Ben Schwartz (“Sonic: O Filme”) e Adrian Martinez (“Golpe Duplo”). Mas a crítica não achou graça da história, concebida por Robert Kirkman (o criador dos quadrinhos de “The Walking Dead”), escrita por Ryan Ridley (roteirista de “Rick and Morty”) e dirigida por Chris McKay (“Lego Batman: O Filme”). Considerada medíocre, a comédia recebeu apenas 57% de aprovação no Rotten Tomatoes.   | OS CAVALEIROS DO ZODÍACO – SAINT SEIYA: O COMEÇO |   Baseado no popular mangá de Masami Kurumada e no anime que foi uma grande febre no Brasil da década de 1990, a trama acompanha jovens recrutados para se tornarem cavaleiros de Atena e defensores da humanidade, com destaque para Seiya, que recebe a Armadura de Pégaso e, ao lado de seus amigos, luta para proteger Saori Kido, a reencarnação da deusa, de seus inimigos. Só que esta versão live-action é uma produção de orçamento mediano, com efeitos visuais questionáveis e um diretor estreante, o polonês Tomasz Baginski (produtor de “The Witcher”). Para completar, um elenco ocidental se soma às opções questionáveis, destacando Famke Janssen (Jean Grey/Fênix Negra na primeira trilogia de “X-Men”), Sean Bean (“Game of Thrones” e “Expresso do Amanhã”), Madison Iseman (“Jumanji: Próxima Fase”), Mark Dacascos (“John Wick 3”), Nick Stahl (“O Exterminador do Futuro 3”) e Mackenyu Arata (“Círculo de Fogo: A Revolta”), que vive o protagonista Seiya. Mas há um detalhe positivo: as lutas coreografadas pelo veterano Andy Cheng, que trabalhou como coordenador de dublês de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”.   | NINTENDO E EU |   O filme do filipino Raya Martin (“Independência”) é inspirado no clássico americano “Conta Comigo” (1989), e acompanha quadro amigos adolescentes filipinos num verão dos anos 1990, enquanto se divertem e amadurecem. Seus desafios principais são superar as pontuações de seus jogos e enfrentar os obstáculos da vida, como o primeiro amor, a pressão dos colegas e equilibrar a tradição familiar com a identidade própria. Venceu o Urso de Cristal da mostra Generation Kplus do Festival de Berlim.   | O CHAMADO 4 – SAMARA RESSURGE |   O título é extremamente enganoso, porque este terror não é sequência de “O Chamado 3” (2017) nem traz Samara, a monstrinha da trama. Trata-se, na verdade, do sétimo filme da franquia japonesa original – que inspirou o remake e as continuações americanas – , conhecida pela presença sinistra de Sadako, a mulher-fantasma de cabelo na cara mais famosa do cinema asiático. Com direção de Hisashi Kimura (“O Hospital Mascarado”), o novo filme mostra que o vídeo maldito continua circulando, mas a maldição de Sadako foi acelerada e agora as vítimas morrem 24 após assisti-lo. Um estudante tenta encontrar uma maneira de evitar que sua irmã seja a própria vítima – mas sem consultar o público, que já sabe o segredo desde o primeiro longa, lançado em 1998.   | DEIXADOS PARA TRÁS – O INÍCIO DO FIM |   O sexto filme da saga de terror evangélico – e segundo desde o reboot de 2010 – faz um resgate da essência trash da franquia, após a única produção de maior orçamento, estrelada por Nicolas Cage, ter sido destruída pela crítica e fracassado nas bilheterias. A direção é de Kevin Sorbo (o Hércules televisivo), que também estrela o longa no mesmo papel desempenhado por Cage no reboot. Em resumo, a série de filmes se passa após o milagre do arrebatamento, quando grande parte da população da Terra desaparece misteriosamente, deixando os que ficaram para trás perplexos e tendo que lidar com um mundo novo, sob a influência de aproveitadores que agem em nome do anticristo. É nesta hora que surge um novo líder, prometendo esperança, mas também a profecia bíblica do apocalipse.   | MÃE |   O drama brasileiro acompanha três mães de uma mesma família, mulheres completamente diferentes, porém presas a acontecimentos e tragédias interligadas. O filme começa com a volta de Sonia para casa, após cumprir uma pena na prisão, onde reencontra a filha, conhece a neta e sofre ataques da própria mãe. Primeiro longa de Adriana Vasconcelos, é estrelado por Ana Cecília Costa (“Rota 66: A Polícia que Mata”), Sura Berditchevsky (“A Primeira Tentação de Cristo”) e a estreante Raíssa Vasconcelos   | JAIR RODRIGUES – DEIXA QUE DIGAM |   O documentário biográfico conta a história de Jair Rodrigues, um dos mais conhecidos e influentes cantores brasileiros. Com versatilidade sem igual, cantou samba, MPB, foi pioneiro do rap e fez história revolucionando os palcos desde os anos 1960 com apresentações anárquicas e irreverentes. A direção é de Rubens Rewald, que comandou Jairzão na ficção de “Super Nada”, em 2012.

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    Trailer apresenta documentário de Scorsese sobre cantor do New York Dolls

    18 de março de 2023 /

    O canal pago americano Showtime divulgou o trailer de “Personality Crisis: One Night Only”, documentário sobre o pioneiro do glam e do punk rock David Johansen, vocalista da banda New York Dolls, dirigido pelo cineasta Martin Scorsese (“O Irlandês”). Scorsese já tinha abordado a banda em sua série de ficção “Vinyl”, na HBO, e no comunicado sobre o projeto revelou que conhece Johansen há décadas. “Conheço David Johansen há décadas, e sua música tem sido importante pra mim desde que ouvi os Dolls quando filmava ‘Caminhos Perigosos'”, disse Scorsese, referindo-se ao longa de 1973, que muitos erradamente consideram seu primeiro filme. “Naquela época, e assim como agora, a música de David capta a energia e a emoção da cidade de Nova York. Costumo vê-lo se apresentar e, ao longo dos anos, conheci a profundidade de suas inspirações musicais. Depois de assistir seu show no ano passado no Café Carlyle, eu sabia que tinha que filmar porque era muito extraordinário ver a evolução de sua vida e seu talento musical em um ambiente tão íntimo. Para mim, o show capturou o verdadeiro potencial emocional de uma experiência musical ao vivo. ” A apresentação mencionada por Scorsese é a base do documentário, realizado em parceria com David Tedeschi, editor com quem o cineasta trabalhou em “Vinyl” e nos documentários “George Harrison: Living in the Material World” (2011) e “Rolling Thunder Revue: A Bob Dylan Story by Martin Scorsese” (2019). No show feito no início do ano, Johansen tocou músicas das diferentes fases de toda a sua carreira e encantou o público com histórias de sua vida. O documentário combina esta performance com imagens de arquivo e cenas inéditas do cantor e dos Dolls, que assumiram estética drag queen em plenos anos 1970. Os shows da banda inspiraram o punk nova-iorquino e sua influência também foi exportada para a Inglaterra, quando um certo Malcolm McLaren, após providenciar o visual dos Dolls com sua namorada Viven Westwood, resolveu formar sua própria banda com os frequentadores de sua loja de roupas fetichistas, os Sex Pistols. A estreia está marcada para 14 de abril nos EUA e o lançamento no Brasil deve acontecer pela plataforma Paramount+.

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    Filmes do Oscar estreiam nas locadoras digitais

    3 de março de 2023 /

    Com poucos lançamentos de filmes novos nos serviços de streaming por assinatura, as principais estreias são opções das locadoras digitais, que entraram em clima de Oscar, disponibilizando dois filmes indicados aos troféus da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA. Confira abaixo quais títulos rendem as 10 melhores sugestões de cinema em casa do fim de semana.   | OS FABELMANS | *VOD   O filme autobiográfico de Steven Spielberg, que arrancou elogios rasgados da crítica (91% de aprovação no Rotten Tomatoes), venceu o Globo de Ouro, o Festival de Toronto e ainda concorre a 7 Oscars, é uma dramatização das memórias de infância e adolescência do diretor. O próprio Spielberg co-escreveu o roteiro com Tony Kushner, com quem já trabalhou em “Munique”, “Lincoln” e no remake de “Amor, Sublime Amor”, inspirando-se em sua própria vida para contar uma história de amor pela família e pelo próprio cinema. Os dois polos se juntam via o impacto dos filmes na imaginação do pequeno ‘Fabelman’ e o incentivo de sua mãe para que virasse um cineasta. Também há cenas sobre as amizades e o preconceito que ele sofre na juventude por ser judeu, além de uma fotografia linda de época. O elenco destaca Michelle Williams (“Todo o Dinheiro do Mundo”) e Paul Dano (“Batman”) como os pais, Gabriel LaBelle (“Predador”) como a versão adolescente do protagonista, Seth Rogen (“Vizinhos”) como seu tio favorito e mais Chloe East (“Generation”), Julia Butters (“Bela, Recatada e do Lar”/American Housewife), Jeannie Berlin (“Café Society”), Gabriel Bateman (“Brinquedo Assassino”), Nicolas Cantu (“The Walking Dead: World Beyond”), o veterano Judd Hirsch (“Numb3rs”) e até o diretor David Lynch, conhecido por filmes como “Veludo Azul” e “Cidade dos Sonhos”.   | TRIÂNGULO DA TRISTEZA | *VOD   A comédia que venceu a Palma de Ouro do Festival de Cannes, o troféu de Melhor Filme da Academia Europeia e ainda disputa três Oscars é uma sátira que debocha da futilidade dos super-ricos. A trama acompanha modelos, influenciadores e oligarcas de todo o mundo num cruzeiro de luxo, que acaba naufragando. A produção destaca em seu elenco o americano Woody Harrelson (“Venom: Tempo de Carnificina”), o inglês Harris Dickinson (“King’s Man: A Origem”), a filipina Dolly De Leon (“A Interrupção”), a luxemburguesa Sunnyi Melles (“Fassbinder: Ascensão e Queda de um Gênio”), a escocesa Amanda Walker (“A Viagem”) e a sul-africana Charlbi Dean (“Raio Negro”/Black Lightining), que morreu em agosto passado de sepse bacteriana aos 32 anos de idade. A vitória no festival francês foi a segunda Palma de Ouro para o diretor sueco Ruben Östlund, que em 2017 conquistou o prêmio com outra crítica social, “The Square: A Arte da Discórdia”, voltada ao mundo das artes. “Triângulo da Triesteza” também é o primeiro filme falado em inglês do cineasta, que já teve um de seus longas, “Força Maior” (2014), refilmado para o público americano em 2020.   | NOITE INFELIZ | *VOD   David Harbour (“Stranger Things”) interpreta um Papai Noel sanguinário nessa comédia de ação violenta. Na trama passada na véspera de Natal, uma equipe de mercenários de elite invade a casa de uma família rica que se odeia, fazendo todos de reféns. Porém, os invasores são surpreendidos pela visita de Papai Noel (Harbour), que ao ser recebido à tiros decide mostrar o que faz com meninos malvados. O roteiro que apresenta o “Papai Noel Duro de Matar” foi escrito pela dupla Pat Casey e Josh Miller (ambos de “Sonic: O Filme”), a direção é de Tommy Wirkola (“Zumbis na Neve”) e o elenco também conta com John Leguizamo (“John Wick”), Beverly D’Angelo (“Entourage”), Alex Haskell (“Cowboy Bebop”) e Cam Gigandet (“Crepúsculo”). A produção fez sucesso suficiente para garantir uma continuação, atualmente em desenvolvimento.   | ESCOLA DA QUEBRADA | PARAMOUNT+   O primeiro filme da produtora de clipes Kondzilla (que também faz a série “Sintonia”) é uma comédia juvenil que retrata a cultura jovem das periferias de São Paulo. Misturando a realidade da periferia com o funk, o longa conta a história de Luan (Mauricio Sasi), um jovem estudante de escola pública da Zona Leste de São Paulo. Cansado de sempre ser excluído dos grupinhos e, principalmente, ser invisível aos olhos de Camila (Laura Castro), ele resolve se tornar respeitado e popular. Mas suas tentativas de se enturmar só conseguem fazê-lo criar inimizades com todos os integrantes do colégio, além de colocar em risco o amado campeonato de futsal da escola. Diretor de clipes de artistas como Kevinho e Dani Russo, Kaique Alves marca sua estreia na direção de um longa-metragem ao lado de Thiago Eva, que trabalhou com Anitta, Zaac e Tyga no clipe de “Desce Pro Play (PA PA PA)”.   | DECISÃO DE PARTIR | *VOD   O cineasta Park Chan-wook, que marcou o cinema sul-coreano com “Oldboy” (2003) e “A Criada” (2016), levou o troféu de Melhor Direção no último Festival de Cannes por esse suspense hitchockiano, com referências ao clássico “Um Corpo que Cai” (1958). A trama parte da investigação da morte de um homem, que aparentemente caiu de uma montanha. Entretanto, após conhecer a viúva da vítima, o detetive responsável pelo caso reluta em considerar a morte um acidente. Desconfiado com o comportamento da mulher, que não demonstra nenhuma reação diante da morte do marido, ele passa a segui-la e investigar seus hábitos. Mas, nesse trabalho quase de voyeur, também sente crescer seu interesse por ela. O detetive é interpretado por Park Hae-il, que trabalhou com o diretor nos clássicos “O Hospedeiro” (2006) e “Memórias de um Assassino” (2003), enquanto a viúva é vivida pela chinesa Tang Wei, estrela de “Desejo e Perigo” (2007), de Ang Lee. Os dois atores também venceram vários dos 43 prêmios internacionais conquistados pela produção.   | SEGREDOS DE GUERRA | *VOD   Vencedor de seis prêmios em festivais internacionais de temática LGBTQIAP+, o drama acompanha dois jovens militares soviéticos que se apaixonam durante a ocupação da Estônia, no final dos anos 1970. Mas precisam se separar diante da forte pressão do regime comunista, temendo ameaças de prisão feitas por oficiais superiores. Enquanto um deles se reconecta com um antiga namorada, o outro sofre sabendo que o regime tem olhos e delatores em todos os lugares. A direção é do britânico Peeter Rebane, que estreia na ficção após fazer clipe dos Pet Shop Boys e documentário do cantor Robbie Williams.   | AMOR AO PRIMEIRO BEIJO | NETFLIX   A comédia romântica espanhola acompanha Javier, um rapaz com uma habilidade sobrenatural: saber qual será o futuro de seu relacionamento com um mulher ao dar o primeiro beijo. Acostumado a ver finais dramáticos com esse poder, ele toma um choque ao, sem querer, descobrir o grande amor de sua vida. Só tem um problema: ela é a namorada do seu melhor amigo. O segundo longa da diretora Alauda Ruiz de Azúa, premiada com o Goya (o Oscar espanhol) de Melhor Estreia por “Cinco Lobitos” (2022), é estrelado por Álvaro Cervantes (“Se Organizar Direitinho…”), Silvia Alonso (“Encurralados em Veneza”), Gorka Otxoa (“Paraíso”), Pilar Castro (“Julieta”) e Susana Abaitua (“Fomos Canções”).   | REGRA 34 | *VOD   Vencedor do Leopardo de Ouro no Festival de Locarno, na Suíça, o novo longa da diretora Julia Murat (“Histórias que Só Existem Quando Lembradas”) gira em torno de Simone, uma jovem negra formada em Direito, que pagou a faculdade com a venda de performances sexuais online. Aprovada num concurso para a Defensoria Pública, ela pretende atuar em favor de mulheres vítimas de violência doméstica, enquanto seus próprios interesses sexuais a levam à práticas de violência e erotismo. O papel principal marca a estreia no cinema da atriz e dramaturga Sol Miranda, idealizadora do premiado espetáculo “Mercedes” (sobre Mercedes Baptista, primeira bailarina negra a dançar no Theatro Municipal). O título é uma referência à “34ª regra da Internet, que afirma que qualquer objeto, personagem ou franquia de mídia imaginável tem pornografia associada a ele”, e o elenco também destaca Lucas Andrade (“Corpo Elétrico”), Lorena Comparato (“Rensga Hits!”) e a estreante Isabella Mariotto.   | MAGIC MIKE: A ÚLTIMA DANÇA | *VOD   O terceiro filme da franquia “Magic Mike” traz Channing Tatum (“Cidade Perdida”) de volta ao papel-título, mas esta é a única conexão com os longas anteriores, centrados no universo dos strippers masculinos. A prévia encontra Mike afastado dos clubes de striptease, trabalhando como garçom. Mas o encontro com uma mulher mais velha e empreendedora (Salma Hayek Pinault, de “Eternos”) o leva de volta aos palcos. Encantada com a habilidade do dançarino, a mulher resolve criar um espetáculo de dança num teatro londrino, com Magic Mike ao centro, como atração principal, e atrás das cortinas, coordenando a coreografia. Trata-se de uma grande mudança em relação à trama original, que troca os shows de musculosos descamisados pelos bastidores de um musical do West End (a Broadway londrina). O choque entre a expectativa e o resultado não agradou à crítica, que deu ao longa a pior avaliação da franquia: 49% de aprovação no Rotten Tomatoes. À exceção de Tatum, o elenco é todo novo, com destaque para Hayek, que foi uma adição de última hora – após um desentendimento entre o astro e Thandiwe Newton (“Westworld”), que saiu da produção. Mas os bastidores da produção voltam a reunir a equipe do “Magic Mike” original, incluindo o roteirista Reid Carolin e o diretor Steven Soderbergh.   | ME CHAMA QUE EU VOU | *VOD   O divertido documentário narra a carreira de Sidney Magal. Amarrado por histórias contadas pelo próprio cantor, o filme encanta pela capacidade que Magal sempre possuiu para entreter o público e fazer piada de si mesmo. São 50 anos de trajetória, apresentados com imagens raras e comentadas, em que o artista lembra hits e relata os momentos mais significativos da sua vida. A direção é de Joana Mariani, do romance “Todas as Canções de Amor” (2018).     * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal.

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    “Gato de Botas 2” já pode ser visto em casa. Veja quais outros filmes estreiam online

    24 de fevereiro de 2023 /

    Uma das maiores bilheterias de cinema do ano – e que ainda está em cartaz no Brasil – já pode ser vista no conforto do lar a partir deste sexta (24/2). A animação “Gato de Botas 2: O Último Pedido” é o maior destaque da programação das locadoras digitais (VOD), mas as plataformas de assinatura também oferecem boas opções de suspense e comédia. Confira as 10 principais novidades da semana para o cinema em casa.   | GATO DE BOTAS 2: O ÚLTIMO PEDIDO | VOD*   Um dos maiores sucessos do ano, ainda em cartaz nos cinemas, a animação da DreamWorks traz o gato de capa, espada e botas, introduzido na franquia “Shrek”, precisando defender sua última vida, após ter perdido oito delas. Ele é aconselhado a se aposentar após o diagnóstico de que sua próxima morte será definitiva, mas seu paradeiro é descoberto pelos ursos de Cachinhos Dourados e o Lobo Mau, que buscam um acerto de contas. Isso o envia em uma aventura para encontrar o místico “Último Desejo” na esperança de restaurar suas vidas perdidas. Por coincidência, a trama reflete um susto que o intérprete do gato teve na vida real. Antonio Banderas (“Dor e Gloria”) sofreu um taque cardíaco em 2017, que o levou às pressas para o hospital, onde passou por uma cirurgia para implantar três stents em suas artérias coronárias. O encontro com a própria mortalidade mudou sua perspectiva sobre a vida, como também acontece com o personagem no filme. Além da volta de Banderas como a voz oficial do personagem-título, a produção também conta com o retorno de Salma Hayek como Kitty Pata-Mansa e introduz uma série de novos personagens, com destaque para o cachorro Perro, dublado por Harvey Guillén (“What We Do In the Shadows”), a Cachinhos Dourados de Florence Pugh (“Viúva Negra”) e o Lobo Mau com a voz de Wagner Moura (“Narcos”) – curiosamente, apenas na versão em inglês. O roteiro é de Paul Fisher e a direção de Joel Crawford e Januel Mercado, todos de “Os Croods: Uma Nova Era” (2020).´   | SHARPER – UMA VIDA DE TRAPAÇAS| APPLE TV+   Sebastian Stan (o Soldado Invernal dos filmes e séries da Marvel) vive um trapaceiro acostumado a dar pequenos golpes. Porém, enxerga uma oportunidade de ouro quando sua mãe (Julianne Moore, de “Lisey’s Story”) começa a namorar com um bilionário. Ele se alia a uma cúmplice com o intuito de seduzir o filho do bilionário e roubar toda a sua fortuna. A estreia do diretor Benjamin Caron (“The Crown”) em longa-metragem traz boas reviravoltas para os fãs de thrillers criminais, e também inclui no elenco John Lithgow (“The Old Man”), Briana Middleton (“Bar Doce Lar”), Justice Smith (“Pokémon: Detetive Pikachu”) e Darren Goldstein (“Ozark”).   | SRA. HARRIS VAI A PARIS | VOD*   Lesley Manville (“The Crown”) vive uma faxineira viúva na Londres dos anos 1950, que se apaixona perdidamente por um vestido de alta costura da Dior. Enquanto sonha com a alta costura inviável para sua condição financeira, ela recebe a notícia de que tem direito a uma pensão pela morte do marido na guerra e entende a descoberta como um sinal para viajar até Paris e adquirir um Dior diretamente da coleção da temporada. Mas ao chegar com suas roupas simples é ridicularizada e precisa mostrar que tem condições de realizar seu sonho. A comédia edificante é baseada num romance popular de Paul Gallico (1897-1976), autor mais conhecido pela trama de desastre que inspirou “O Destino do Poseidon” (1972) e seu remake de 2006. A direção é de Anthony Fabian (“Mais de Mil Palavras”) e o elenco também destaca a premiada Isabelle Huppert (“Elle”), Lambert Wilson (“Matrix Revolutions”), Alba Baptista (“Warrior Nun”) e Lucas Bravo (“Emily em Paris”).   | FANTASMA E CIA | NETFLIX   A comédia de terror juvenil traz David Harbour (“Stranger Things”) no papel de um fantasma que não consegue assustar ninguém, mas se torna uma fenômeno na internet. Na trama, o jovem Kevin (Jahi Di’Allo Winston, de “Twelve”) descobre um fantasma (Harbour) na sua nova casa. Além de não sentir medo daquela presença sobrenatural, ele filma o desastrado e medroso fantasma, e posta o vídeo na internet. Os vídeos se tornam uma sensação. Mas quando o adolescente decide investigar a origem do tal fantasma, ele passa a ser perseguido pela CIA. O elenco ainda conta com Anthony Mackie (“Falcão e o Soldado Invernal”), Tig Notaro (“Star Trek: Discovery”), Jennifer Coolidge (“The White Lotus”), Erica Ash (“Violet”) e Steve Coulter (“Mulher-Hulk: Defensora de Heróis”). “Fantasma e CIA” foi dirigido por um especialista em comédias de terror, Christopher Landon, responsável por “Como Sobreviver a um Ataque Zumbi” (2015), “A Morte Te Dá Parabéns” (2017), “A Morte Te Dá Parabéns 2” (2019) e “Freaky: No Corpo de um Assassino” (2020), mas o resultado é bem mais infantil que as produções anteriores.   | DURO DE ATUAR | AMAZON PRIME VIDEO   Originalmente uma série com 10 episódios de 10 minutos, a produção foi adquirida pela Amazon após o fim da plataforma Quibi e reeditada como um filme. Na trama, o comediante Kevin Hart (“Jumanji: Próxima Fase”) interpreta uma versão fictícia de si mesmo. Cansado de ser visto como o alívio cômico dos filmes de ação protagonizados por Dwayne “The Rock” Johnson, ele se inscreve em um curso de formação de protagonista do gênero, apenas para ficar a mercê de um instrutor psicótico – no caso, ninguém menos que John Travolta (“Pulp Fiction”). Além dele, Nathalie Emmanuel (“Velozes e Furiosos 8”) também está no elenco como outra personagem fictícia, uma colega atriz de Hart. A direção é de Eric Appel (“Weird – The Al Yankovich Story”), e o roteiro foi escrito por Derek Kolstad (co-criador da franquia “John Wick”) e Tripper Clancy (“Stuber: A Corrida Maluca”).   | O TESOURO DO PEQUENO NICOLAU | VOD*   Descoberta tardia do cinema, os quadrinhos do Pequeno Nicolau foram escritos por René Goscinny (que também criou “Asterix”) entre 1956 e 1964. Seu primeiro filme só foi lançado em 2009, e “O Tesouro” é sua terceira adaptação live-action. Cada filme traz um ator mirim diferente no papel principal – afinal, Nicolas é um menino endiabrado que não envelhece nas histórias originais. Desta vez, ele se junta à sua turma da escola para encontrar um tesouro perdido, acreditando que assim evitará que seu pai aceite um emprego em outra cidade e o separe de seus amigos. A direção é de Julien Rappeneau, que também adaptou os quadrinhos de “Largo Winch”, e o elenco destaca o jovem Ilan Debrabant (“SOS Mamãe em Férias”) como Nicolau, Audrey Lamy (“Um Amor de Mãe”) como a Mamãe e Jean-Paul Rouve (“Assim É a Vida”) como Papai. Vale lembrar que, além dos filmes, o cinema francês também produziu um longa animado do Pequeno Nicolau em 2022, que venceu o Festival de Anecy (o Cannes da animação).   | OSKAR & LILLI – ONDE NINGUÉM NOS CONHECE | VOD*   O premiado drama austríaco conta a história de uma mãe e dois filhos refugiados chechenos que vivem na Áustria e recebem uma ordem de deportação. As crianças não entendem porque precisam ser expulsos, já que moram na Áustria há seis anos, falam alemão e a Chechênia já se tornou um país estrangeiro para elas. Em um ato de desespero para salvar pelo menos seus filhos, a mãe corta os pulsos e precisa ser hospitalizada. Diante da comoção a ordem é temporariamente suspensa, enquanto Oskar e Lilli são levados para um orfanato contra o qual se rebelam, mas não podem lutar. Logo, eles são separados e enviados para adoção. Com atuações excelentes, especialmente das crianças, que transmitem a vulnerabilidade e a esperança presentes na trama, o filme aborda temas importantes, como refugiados, políticas de imigração e as dificuldades que as pessoas enfrentam ao deixar seus países de origem para começar uma nova vida em um lugar estranho. O tema é caro para o diretor Arash T. Riahi, ele próprio um imigrante, que nasceu em Teerã, Irã, em 1972, mas cresceu em Viena, Áustria. Ele também explorou histórias de refugiados nos longas “Exile Family Movie” (2006) e “For a Moment, Freedom” (2008), mas é mais conhecido pelo premiado documentário “Kinders” (2016), sobre crianças e adolescentes.   | ALCARRÀS | MUBI   O premiado drama espanhol retrata a vida de uma família de agricultores em uma pequena vila na Catalunha, que tem seu cotidiano alterado quando o proprietário de sua grande propriedade morre e seu herdeiro decide vender a terra, ameaçando de repente seu sustento. Escrito e dirigido por Carla Simón (“Verão 1993”), venceu o Urso de Ouro do Festival de Berlim passado e mais 15 premiações internacionais, além de ter recebido 11 indicações ao prêmio Goya, considerado o “Oscar espanhol”.   | NOSSA SENHORA DO NILO | VOD*   O drama de Atiq Rahimi (“A Pedra da Paciência”) acompanha um grupo de adolescentes ruandesas em um internato católico belga, durante os anos 1970. Embora se eduquem em francês, as estudantes não esquecem sua herança cultural, especialmente o ódio que separa as etnias tutsi e hutu, cuja convivência forçada por colonos europeus irrompeu num dos maiores genocídios da humanidade. O conflito interno entre alunas que compartilham projetos, sonhos e dormitório aos poucos reflete o sentimento crescente nas ruas do país. Venceu o Urso de Cristal de Melhor Filme para Adolescentes (maiores de 14 anos) no Festival de Berlim de 2020.   | MEET ME IN THE BATHROOM | VOD*   O documentário faz uma viagem imersiva pela cena musical de Nova York do início do século 21, registrando cenas inéditas de artistas como Yeah Yeah Yeahs, The Strokes, Interpol e LCD Soundsystem, que marcaram a época e influenciaram uma nova geração do rock. Com direção de Will Lovelace e Dylan Southern, que já tinham feito um documentário sobre o LCD Soundsystem (“Shut Up and Play the Hits”), o filme acabou exibido em vários festivais.     * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal.

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    Documentário de Joan Baez destaca parceria com Bob Dylan. Veja a cena

    17 de fevereiro de 2023 /

    A Submarine Entertainment divulgou uma cena inédita do documentário “Joan Baez: I Am a Noise”, sobre a vida e a obra da icônica cantora folk. O vídeo mostra o início da parceria de Baez com o cantor Bob Dylan. Conforme a cantora explica, no início da década de 1960, ela convidava Dylan para subir ao seu palco, mas o público vaiava, porque não estava interessado em escutar outra voz que não fosse a dela. As reações mudavam assim que Dylan começava a cantar. Pouco tempo depois, os dois iniciaram um relacionamento. Dirigido por Karen O’Connor, Miri Navasky (“Frontline”) e Maeve O’Boyle (“The 8th”), “Joan Baez: I Am a Noise” explora os maiores momentos da carreira de Baez, como ao se apresentar em Woodstock ou ser introduzida ao Hall da Fama do Rock and Roll, sem esconder seus piores momentos, como as ansiedades pessoais e doenças mentais que ela sofreu em segredo. Com acesso exclusivo aos arquivos da família de Baez – contendo centenas de cartas, filmagens caseiras, fotografias de família, esboços e gravações de áudio que Baez fez quando jovem – , as cineastas pintam um retrato verdadeiramente íntimo da famosa cantora e ativista política. “Joan Baez: I Am a Noise” tem première mundial nesta sexta (17/2) no Festival de Berlim, mas ainda não tem previsão de lançamento comercial.

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