Letitia Wright é acusada de postura antivacina no set de “Pantera Negra 2”
A atriz Letitia Wright foi acusada de se posicionar contra a exigência de vacinação durante as filmagens de “Black Panther: Wakanda Forever”, a continuação de “Pantera Negra”. De acordo com uma reportagem do site The Hollywood Reporter, essa postura criou vários problemas e levou a Disney a passar a exigir vacinação para todos os atores de suas produções a partir da próxima semana. Letitia Wright já tinha tornado sua postura antivax (antivacina) pública em dezembro do ano passado, quando publicou nas redes sociais um vídeo de um guru negacionista que questionava a eficácia dos imunizantes contra a covid-19, tudo à base de achismos. Inundada por comentários negativos, até o ator Don Cheadle, astro de “Vingadores: Ultimato”, se manifestou, chamando o vídeo linkado de “lixo” e dizendo que iria contatar a atriz em particular. Ela apagou a publicação e parou de se posicionar sobre o assunto, mas nos bastidores sua opinião continuaria igual. A atitude criou uma crise de relacionamento entre a atriz e a Disney e levou ao rompimento de laços profissionais entre ela e a equipe que cuidava de sua carreira. Mas Wright não é a única estrela que tem protestado contra exigência de vacinação nas filmagens. O comediante Rob Schneider seria outro que não perde a oportunidade de espalhar fake news sobre os imunizantes. A vacinação também é questionada por Jim Carrey. E, no mundo da música, os exemplos antivax se multiplicam, incluindo Nick Minaj, Kanye West, M.I.A. e até a ex-RBD Maitê Perroni. A situação tem criado problemas financeiros e de convivência nos sets, porque boa parte da turma antivax também é contra o uso de máscaras, alegando que elas não protegem ninguém. Muitos artistas se recusam a policiar os colegas que não usam máscaras, dizendo que não é sua função – caso assumido por Anthony Anderson, da série “Black-ish”, na reportagem. E com isso as seguradoras têm rejeitado apólices de indenização por problemas causados pelo contágio de covid, incluindo paralisação e adiamento de filmagens, deixando os estúdios à mercê da sorte. Para enfrentar o que a revista THR descreveu como um cenário caótico, a Disney decidiu começar a impor um sistema de isolamento para não vacinados, tornando obrigatória a comprovação da vacinação para trabalhos em equipe. A medida, afirma a empresa, é para garantir a segurança de todos os envolvidos em suas produções. “Black Panther: Wakanda Forever” já concluiu suas filmagens, mas, de acordo com os novos critérios da Disney, Letitia Wright não aparecerá em mais nenhuma produção do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) se não se vacinar contra a covid-19. Vale lembrar que situação parecida criou um impasse entre Sean Penn e a NBCUniversal, mas por motivo inverso. Vendo que alguns integrantes da equipe de produção de “Gaslit” se recusavam a se vacinar, Penn informou que não voltaria ao set para gravar a minissérie sobre o escândalo de Watergate enquanto todos não se vacinassem. Após dois meses de impasse, o estúdio informou que todos os membros da produção teriam que se vacinar. Em entrevista ao THR, George Clooney chamou a postura antivax de alguns colegas de estupidez e infantilidade. “É estupido. E é estúpido porque cada geração em nosso país, por mais de uma vida, foi solicitada a sacrificar algo pela segurança de seus semelhantes – levar um tiro, lutar contra os nazistas”, lembrou ele. “Tudo o que se pede a alguém aqui é tomar uma injeção no braço e colocar uma máscara. Cresçam.” Giancarlo Esposito, que estrela a produção da Disney “The Mandalorian”, foi além, afirmando que não vacinados não devem interagir com outras pessoas. “Se você não quiser se vacinar, vá para uma pequena ilha”, disse o ator. “[Caso contrário], você está dizendo ‘Fod*-se’ para todos os outros seres humanos. Todos nós temos que fazer isso se quisermos viver. Não entendo como as pessoas não se vacinam. Eu perdi amigos queridos, então sei que é real. Não apenas na Europa, mas na América, amigos que eram completamente saudáveis e sem comorbidades. A vacina é a resposta. Não quer se vacinar, então não trabalhe. Fique em algum lugar onde você não possa comprometer a saúde de ninguém.” Já Jennifer Aniston, a eterna Rachel de “Friends”, foi às redes sociais recentemente revelar ter cortado relações com todos os colegas que se posicionam contra a imunização da covid-19.
Final de “What If…?” vai explorar dilema do Vigia
A Marvel divulgou o pôster e o teaser do 9º e último episódio da 1ª temporada de “What If…?”, que pergunta “o que aconteceria se… o Vigia quebrasse seu juramento” de não interferir no destino da humanidade no multiverso. Para quem não leu os quadrinhos da Marvel, o Vigia faz parte de uma raça cósmica dedicada a observar e registrar os acontecimentos do multiverso. Mas o primeiro Vigia a aparecer nos quadrinhos, também referido como Uatu, mostrou-se incapaz de resistir à vontade de dar uma ajudazinha à humanidade. Esta “falha” salvou a Terra várias vezes, a começar durante o ataque original de Galactus em 1966. No episódio anterior de “What If…?”, o Vigia considerou a possibilidade de quebrar o seu juramento de não interferência ao ser descoberto por Ultron, determinado a destruir todas as realidades do multiverso. A season finale deverá mostrar as consequências desta decisão. A história também deve destacar a participação de Gamora, já que ela ilustra o pôster da semana… com a armadura de Thanos. A dubladora da personagem não foi revelada. Além de trazer Jeffrey Wright como a voz do Vigia, o episódio terá Hayley Atwell como Peggy Carter, Benedict Cumberbatch como Doutor Estranho, Chris Hemsworth como Thor, Mark Ruffalo como Hulk, Michael B. Jordan como Killmonger, Kurt Russell como Ego, Lake Bell como Viúva Negra e Chadwick Boseman em sua despedida do papel do Pantera Negra. Ele deixou gravadas participações em quatro episódios da série antes de morrer, e sua dublagem final será ouvida no último capítulo, que vai ao ar nesta quarta (6/10) na Disney+. What If… The Watcher Broke His Oath? Discover the answer to the question in the season finale of Marvel Studios' #WhatIf, streaming tomorrow on @DisneyPlus. pic.twitter.com/VkguqIMFUZ — Marvel Studios (@MarvelStudios) October 5, 2021 Ela chegou. 🔥 Com vocês: Gamora! 🧡 Assista agora #WhatIf da Marvel Studios. Só no #DisneyPlus. pic.twitter.com/lCuyYSPmCY — Disney+ Brasil (@DisneyPlusBR) October 4, 2021
“007 – Sem Tempo para Morrer” lidera bilheterias do Brasil
A estreia de “007 – Sem Tempo para Morrer” ajudou a reverter a sequência de queda nas arrecadações dos cinemas brasileiros, vendendo 321,8 mil ingressos e faturando R$ 6,9 milhões nas bilheterias entre quinta e domingo (3/10). O novo filme de James Bond foi o mais assistido do fim de semana, tomando o posto que “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” manteve por quatro semanas consecutivas. Em seu quinto fim de semana em cartaz, a produção da Disney/Marvel ficou em 2º lugar, vista por 106,3 mil pessoas, que lhe renderam R$ 1,9 milhão. No total, os cinemas brasileiras tiveram 584,4 mil espectadores e arrecadaram R$ 11,6 milhões no fim de semana, um aumento de 42% em comparação à semana anterior. Os números, porém, continuam baixos. Há um mês, 776,3 mil pagantes foram aos cinemas. Veja abaixo a lista dos 10 filmes mais vistos no Brasil no último fim de semana, de acordo com apuração da Comscore. #Top10 #filmes #bilheteria #cinema 30/9-3/10:1. 007 – Sem Tempo para Morrer2. Shang Chi – A Lenda dos Dez Aneis3. Patrulha Canina4.Ainbo – A Guerreira da Amazonia5. A Casa Sombria6. Escape Room 27. O Podoroso Chefinho8. Maligno9. No Ritmo do Coração10. Abelhinha Maya — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) October 4, 2021
“Venom: Tempo de Carnificina” tem maior estreia da pandemia nos EUA
“Venom: Tempo de Carnificina” faturou US$ 90,1 milhões nas bilheterias da América do Norte, tornando-se a maior estreia nos EUA e Canadá desde março de 2020, quando a covid-19 criou restrições e afastou o público dos cinemas. A arrecadação do filme de super-herói da Sony rendeu cerca de US$ 30 milhões acima das expectativas de Hollywood, e ainda se tornou a primeira sequência da era pandêmica a superar o filme anterior, lançado antes da pandemia. O primeiro “Venom” abriu com US$ 80,3 milhões em 2018. O valor é tão alto que também resulta no segundo maior lançamento já feito durante o mês de outubro no mercado norte-americano, perdendo apenas para “Coringa”, que faturou US$ 96 milhões em 2019. “Com desculpas ao Sr. Twain, mas a morte do cinema foi muito exagerada”, disse em comunicado o diretor de cinema da Sony, Tom Rothman, parodiando uma frase famosa do escritor de “Tom Sawyer”, para comemorar o resultado. Graças ao sucesso do longa, a Cinemark, uma das três maiores redes dos EUA, relatou que teve seu maior fim de semana de outubro em todos os tempos. Até a estreia de “Venom: Tempo de Carnificina”, a maior abertura de três dias da pandemia pertencia à “Viúva Negra”, que fez quase US$ 81 milhões, seguida por “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Aneis”, com US$ 75,4 milhões (valor que chegou a US$ 94,7 milhões em quatro dias, com o feriado do Dia do Trabalho). Todas as maiores bilheterias são filmes de super-heróis, especificamente adaptações dos quadrinhos da Marvel. E com o lançamento atual, Venom também ingressou no MCU, estendendo a parceria entre a Sony e a Disney que originalmente se restringia aos filmes estrelados por Tom Holland (como o Homem-Aranha). O segundo filme de “Venom” também teve um bom desempenho em seu primeiro mercado internacional. Lançado na Rússia, fez US$ 13,8 milhões, a maior estreia já contabilizada pela Sony nesse mercado e a melhor de qualquer filme durante a pandemia. A estreia no Brasil está marcada oficialmente para quinta-feira (7/9), mas a Sony já começou a fazer pré-estreias pagas do longa no país. Vale reparar que “Venom: Tempo de Carnificina” não teve um grande estreia mundial simultânea para não enfrentar outro blockbuster, “007 – Sem Tempo para Morrer”, que também está batendo recordes de arrecadação no exterior (e vai estrear na próxima sexta nos EUA). Apesar do domínio do lançamento da Sony nas bilheterias, o mercado norte-americano também comemorou o desempenho de “A Família Addams 2”, que registrou a maior estreia de uma animação infantil na era da covid, ocupando o 2º lugar no fim de semana com US$ 18 milhões, apesar de também estar disponível de forma digital, via PVOD, nos Estados Unidos e Canadá. A decisão de lançamento simultâneo foi tomada pela MGM devido a preocupações constantes sobre a variante delta e à falta de vacinação em crianças menores de 12 anos. “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” se manteve na 3ª posição, somando US$ 6 milhões a seu total doméstico de US$ 206,1 milhões. Com isso, outra estreia da semana ficou sem ter muito o que comemorar. “The Many Saints of Newark”, prólogo da série “Família Soprano”, vendeu apenas US$ 5 milhões em ingressos e ficou no 4º lugar. Como todos os títulos de 2021 da Warner, o filme foi lançado simultaneamente na HBO Max. Não há previsão para estreia no Brasil. O musical “Querido Evan Hansen”, da Universal, completou o Top 5, caindo 67% em relação à sua estreia na semana passada, para juntar US$ 2,5 milhões. Fracasso de bilheterias, o filme fez ao todo US$ 11,8 milhões em 10 dias. O lançamento no Brasil vai acontecer em 11 de novembro. Para completar, o circuito limitado também comemorou um recorde, graças à performance do terror francês “Titane”, grande destaque do Festival de Cannes deste ano. Lançado em 562 cinemas dos EUA, fez US$ 515 mil para cravar a maior estreia de um filme vencedor da Palma de Ouro não falado em inglês no mercado norte-americano em todos os tempos.
Especial de Natal de “Guardiões da Galáxia” introduzirá personagem inédito
O diretor James Gunn revelou que o especial de Natal dos “Guardiões da Galáxia” vai introduzir um personagem inédito ao MCU. Num post publicado nas redes sociais, Gunn escreveu que, na sua “incrivelmente subjetiva e reconhecidamente estranha opinião”, o especial da plataforma Disney+ trará um dos “melhores personagens do todos os tempos”. As apostas apontavam Papai Noel, que é inédito no MCU, até Gunn acrescentar um segundo tuite em que comparou a presença do novo personagem à primeira aparição de Boba Fett, que aconteceu no especial de Natal de “Star Wars” em 1978. Anteriormente, o cineasta revelou ter tido a ideia para a história natalina “anos atrás”. Apesar disso, só teve sinal verde para colocá-la no papel no ano passado, após fazer “as pazes” com a Disney e voltar a assumir o comando da franquia. Por enquanto, não há detalhes sobre a trama, mas ela estará conectada aos eventos de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”. O especial de Natal será exibido em dezembro de 2022, enquanto “Guardiões da Galáxia Vol. 3” tem previsão de lançamento para 2023. Vale lembrar, ainda, que os Guardiões da Galáxia serão vistos antes disso, numa participação em “Thor: Love and Thunder”, que chega aos cinemas em maio de 2022. In my incredibly subjective & admittedly often odd opinion, we'll be introducing one of the greatest MCU characters of all time. #GotGHolidaySpecial https://t.co/CipO64ZpoC pic.twitter.com/qnVkVr7w10 — James Gunn (@JamesGunn) October 2, 2021 Any shot we get the introduction of a new character in the Guardians of the Galaxy holiday special? Just like with Boba Fett in the Star Wars holiday special — James (@thejamescarlow) October 2, 2021
Tom Holland provoca fãs questionando rumores na estreia de “Venom: Tempo de Carnificina”
O ator Tom Holland resolveu explorar a expetativa dos fãs da Marvel pelo encontro entre Homem-Aranha e Venom nos cinemas com uma mensagem em seu stories no Instagram. Ele postou sobre a estreia de “Venom: Tempo de Carnificina”, que aconteceu na sexta-feira (1/10) nos EUA. “Será que os rumores são verdadeiros?”, escreveu, acrescentando um emoji debochado. Veja abaixo. “Venom: Tempo de Carnificina” tem uma cena pós-créditos importante, que já está sendo debatida à exaustão nas redes sociais e poderá ter consequências em “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”. Sem dar maiores detalhes, o final do filme abre a possibilidade de Venom aparecer no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). A participação faz parte de uma integração negociada entre a Sony e a Disney que permitiu a continuidade da presença do Homem-Aranha no MCU. No Brasil, a estreia do segundo filme de Venom vai acontecer na quinta-feira (7/10), enquanto o terceiro longa do Homem-Aranha tem lançamento marcado para 16 de dezembro.
“Shang-Chi” é primeiro filme com US$ 200 milhões nas bilheterias dos EUA durante a pandemia
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” virou a primeira produção a arrecadar mais de US$ 200 milhões nas bilheterias norte-americanas durante a pandemia – isto é, desde março de 2020. A marca foi atingida na quinta (30/9) e contabilizada nesta sexta-feira. No fim de semana passado, o filme já tinha se tornado o filme mais bem-sucedido do período na América do Norte, ocasião em que atingiu o total de US$ 196,5 milhões nos EUA e Canadá, superando com folga a arrecadação de “Viúva Negra”, que liderava o ranking com US$ 183,4 milhões. O filme também superou a bilheteria do fenômeno “Podres de Ricos”, que em 2018 – portanto, antes da pandemia – tinha sido considerado um marco para a representatividade asiática em Hollywood. A comédia romântica de elenco asiático-americano faturou ao todo US$ 174,5 milhões no mercado doméstico. Apesar do sucesso nacional, o bloqueio do lançamento de “Shang-Chi” na China, devido à opiniões do astro Simu Liu sobre o país, impediu o longa do herói antigamente conhecido como Mestre do Kung Fu de atingir maior faturamento internacional. Impedido de entrar na China, “Shang-Chi” nem de longe ameaça o domínio global de “Velozes & Furiosos 9”, maior blockbuster de 2021, que somou US$ 716,5 milhões em ingressos vendidos ao redor do mundo. A produção da Disney também vai perder o 1º lugar nas bilheterias nos EUA neste fim de semana, após manter a posição durante um mês, para outra adaptação de quadrinhos da Marvel, só que da Sony: “Venom: Tempo de Carnificina”, que estreia nesta sexta (1/10) no país, uma semana antes do lançamento no Brasil.
Estudo afirma que Disney+ superará assinantes da Netflix em 2025
Pioneira e líder do mercado de streaming, a Netflix é a plataforma a ser superada pela concorrência. E, segundo um novo estudo publicado nesta nesta sexta-feira (1) pela Digital TV Research, a Disney+ será a primeira a conseguir realizar a façanha, ultrapassando o número de assinantes da Netflix no ano de 2025. Segundo análise da respeitada empresa de pesquisas de mídia, a Disney+ chegará a 284 milhões de assinantes em quatro anos, contra 271 milhões da Netflix. A avaliação levou em conta o fato de a Netflix já ter atingido o pico na maioria dos mercados, enquanto o serviço rival ainda está sendo implantado em muitos países. A diferença na velocidade de crescimento dos dois serviços pode ser atestada pelos relatórios trimestrais deste ano. A plataforma de streaming da Disney alcançou 103,6 milhões de clientes em todo o mundo no dia 3 de abril, adicionando 8,7 milhões de assinantes no primeiro trimestre de 2021, enquanto a Netflix conquistou apenas 3,98 milhões de assinantes novos no mesmo período, chegando a 208 milhões. O estudo também prevê que a Amazon Prime Video será a 3ª colocada em 2025, com 243 milhões de assinantes. Além disso, a Digital TV Research aponta que as empresas citadas serão responsáveis por 50% de todo o mercado mundial de streaming. Para completar, a pesquisa afirma que o consumo nos EUA chegará a seu limite com 450 milhões de assinaturas, distribuídas por todas as plataformas, enquanto o mercado chegará a 1,64 bilhão de contas em todo o mundo.
Scarlett Johansson encerra processo em acordo com a Disney por “Viúva Negra”
Scarlett Johansson e a Disney entraram em acordo, encerrando o processo aberto em julho passado pela atriz, que alegou quebra de contrato pelo lançamento simultâneo de “Viúva Negra” nos cinemas e em streaming. “Estou feliz por ter resolvido as diferenças com a Disney”, disse Johansson em um comunicado divulgado na noite de quinta-feira (30/9). “Estou incrivelmente orgulhosa do trabalho que fizemos juntos ao longo dos anos e apreciei muito meu relacionamento criativo com a equipe”, ela continuou, completando: “Estou ansiosa para continuar nossa colaboração nos próximos anos.” A Disney também se manifestou no mesmo tom. “Estou muito satisfeito por termos chegado a um acordo mútuo com Scarlett Johansson em relação a ‘Viúva Negra'”, disse Alan Bergman, presidente do conselho de conteúdo do Disney Studios. “Agradecemos suas contribuições para o Universo Cinematográfico da Marvel e esperamos trabalhar juntos em uma série de projetos futuros, incluindo ‘A Torre do Terror’ da Disney”, finalizou, referindo-se a um projeto encomendado na véspera da disputa judicial. Nenhum dos lados deu qualquer indicação de quem abriu mão da disputa, mas o site Deadline apurou que o negócio teria rendido mais de US$ 40 milhões para Johansson, que interpretou Natasha Romanoff em nove filmes do MCU. A atriz poderia ganhar até mais, caso vencesse o processo na Justiça, mas o valor representa o dobro do que ela recebeu para atuar no filme – o cachê de US$ 20 milhões foi divulgada pela própria Disney. Além desses montantes, Johansson tem direito a uma percentagem da arrecadação global como produtora do filme. Por sinal, foi isso que motivou o processo. A atriz alegou que tinha um acordo com a Disney para que “Viúva Negra” tivesse um lançamento exclusivo nos cinemas. A estreia chegou a ser adiada várias vezes devido à pandemia, até que a Disney decidiu distribuir o longa simultaneamente em streaming, na sessão Premier Access (paga) da Disney+. Como o cachê da atriz era vinculado aos resultados de bilheteria, ela se sentiu prejudicada pela ação e foi à Justiça por seus direitos. A reação inicial da Disney foi adotar uma postura antagônica, que acabou sendo prejudicial à sua imagem em Hollywood. Os advogados do estúdio reagiram afirmando que “não havia mérito” no processo, porque o lançamento online “aumentou significativamente sua capacidade (de Johansson) de ganhar uma remuneração adicional”. Sugeriram que a atriz era insensível à situação da pandemia e de quebra revelaram o cachê que ela recebeu. A reação desagradou colegas, integrantes da Marvel e organizações de Hollywood, levando a causa de Johansson a receber apoio até do Sindicato dos Atores dos EUA, SAG-Aftra. Ao mesmo tempo, a Disney foi acusada de sexismo pela organização Time’s Up, criada para garantir os direitos femininos em ambientes de trabalhos machistas. Muitos na indústria acreditam que Scarlett tinha razão: “Viúva Negra” poderia ter feito mais como lançamento exclusivo de cinema. Ao todo, o longa faturou US$ 378,8 milhões nos cinemas de todo o mundo, mais US$ 125 milhões em streaming na Disney+. Seja como for, a Disney já anunciou que não pretende repetir a experiência. E o sucesso de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, que na semana passada superou “Viúva Negra” como o filme de maior bilheteria na América do Norte em 2021, reforçou a decisão.
Jameela Jamil revela visual de Titânia na série da Mulher-Hulk
A atriz inglesa Jameela Jamil, que ficou conhecida como a Tahani da série “The Good Place”, deu uma mostra de sua transformação em ruiva fatal para seu próximo projeto. Ela interpretará Titânia, vilã clássica – e ruiva – da Marvel, na série da Mulher-Hulk, atualmente em desenvolvimento para a Disney+. Personagem criada por Jim Shooter e Mike Zeck na célebre minissérie “Guerras Secretas”, de 1984, Titânia era originalmente Mary MacPherran, uma garota pequena e fraca que acaba transportada acidentalmente para o Mundo de Batalha das Guerras Secretas. Ao chegar lá, ela se alia ao Doutor Destino para ganhar poderes e se transforma em Titânia. Vale lembrar que ela chega no planeta com sua melhor amiga, Marsha Rosenberg, que também vira uma vilã: Vulcana. Desde a introdução na minissérie épica, Titânia se tornou uma personagem recorrente dos quadrinhos, enfrentando o Homem-Aranha, o Quarteto Fantástico, a Capitã Marvel (quando ainda era Ms. Marvel), a Poderosa Thor e principalmente a Mulher-Hulk, com quem desenvolveu grande rivalidade. Apesar do tuíte, a escalação de Jameela Jamil como Titânia até agora não foi oficializada pela Marvel, que também não explicou como a personagem ganhará seus poderes na série, já que a trama obviamente não adaptará “Guerras Secretas”. “She-Hulk”, o título original da série da Mulher-Hulk, está sendo escrita por Jessica Gao, roteirista da animação “Rick and Morty” e da sitcom “Corporate”. O elenco destaca Tatiana Maslany (“Orphan Black”) no papel-título, além de Mark Ruffalo (“Vingadores: Ultimato”), intérprete do Hulk, e Tim Roth, que vai voltar a viver o monstro Abominável, após “O Incrível Hulk”, de 2008, e a recente aparição em “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”. A trama vai mostrar como a advogada Jennifer Walters se transforma numa versão feminina do Hulk ao receber uma transfusão de sangue de seu primo mais famoso, Bruce Banner (o Hulk). Última personagem importante criada por Stan Lee na Marvel, no ano de 1980, a heroína acabou se tornando bastante popular e até virou membro dos Vingadores como o primo. Ok Boomer pic.twitter.com/FBuz5S7rFb — Jameela Jamil 🌈 (@jameelajamil) September 30, 2021
Criador de “High School Musical: A Série: O Musical” vai dirigir “Mudança de Hábito 3”
A Disney definiu Tim Federle como diretor de “Mudança de Hábito 3”, que vai retomar a franquia dos anos 1990 num lançamento para a plataforma de streaming do estúdio. Criador de “High School Musical: A Série: O Musical”, Federle tem afinidade com o gênero da comédia musical e deu seus primeiros passos como diretor à frente de “High School Musical: O Musical: Especial de Festas” no ano passado, além de estar filmando atualmente a comédia infantil “Better Nate Than Ever” com produção da própria Disney. O roteiro da continuação está a cargo de Madhuri Shekar (da série “The Nevers”) e vai resgatar vários integrantes dos dois longas originais, incluindo a protagonista. A continuação contará com a volta de Whoppi Goldberg ao papel da falsa freira Deloris Wilson, que ela interpretou no primeiro longa de 1992 e em sua continuação do ano seguinte. A atriz também vai produzir a sequência, ao lado do cineasta Tyler Perry (“Um Funeral em Família”). No filme original, Goldberg vivia uma cantora que, após se tornar testemunha de um crime, é escondida pela polícia em um convento, disfarçada de freira. O resultado dessa combinação gerou um choque cultural que marcou época e rendeu grandes bilheterias.
Encanto: Trailer apresenta família mágica da nova animação da Disney
A Disney divulgou mais um pôster nacional e o primeiro trailer completo de sua nova animação, “Encanto”, concebida pelo compositor Lin-Manuel Miranda (“Em um Bairro em Nova York”). A prévia apresenta os Madrigal, uma família extraordinária que mora nas montanhas da Colômbia, numa região mágica conhecida como Encanto. Neste lugar, os integrantes da família foram abençoadas com um dom único, desde superforça até o poder de curar. Todas, exceto Mirabel. O vídeo explora sua frustração por não ser especial, até que a magia que cerca Encanto começa a entrar em colapso, fazendo com que Mirabel perceba que ela, a única Madrigal sem poderes mágicos, pode ser a última esperança de sua família excepcional. O filme destaca a atriz Stephanie Beatriz (de “Brooklyn Nine-Nine”) como a dubladora original da protagonista e vários astros latinos como as vozes de sua família, incluindo Diane Guerrero (“Patrulha do Destino”), John Leguizamo (“Bloodline”), Wilmer Valderrama (“NCIS”), Angie Cepeda (“Pablo Escobar: O Senhor do Tráfico”), Rhenzy Feliz (“Fugitivos da Marvel”/Runaways) e Ravi Cabot-Conyers (“#BlackAF”). A direção está a cargo de Byron Howard e Jared Bush, co-diretores de “Zootopia”, em parceria com Charise Castro Smith – que faz sua estreia na função após uma carreira como roteirista de séries (de “Devious Maids” à “Maldição da Residência Hill”). Além disso, Bush e Castro Smith também assinam o roteiro com Miranda. A estreia está marcada para novembro nos cinemas. Veja o trailer abaixo em duas versões: dublada em português e legendada.
Tommy Kirk (1941-2021)
O ex-astro mirim Tommy Kirk, um dos maiores ídolos das produções da Disney nas décadas de 1950 e 1960, morreu na noite de terça (28/9) aos 89 anos. A causa da morte não foi revelada. Ele era gay e vivia sozinho, após romper os laços com a família por sua orientação sexual, mas mantinha amizade próxima com a ex-colega Beverly Washburn, com quem contracenou em seu primeiro sucesso de cinema, “O Meu Melhor Companheiro”, de 1957. Os dois se conheceram crianças e nunca se afastaram. Eram, de fato, vizinhos e foi ela quem comunicou sua morte. Em uma entrevista de 1993 à revista Filmfax, Kirk contou que percebeu que era gay aos 17 anos e que isso quase destruiu sua carreira. “Disney era um estúdio de cinema familiar e eu deveria ser o protagonista jovem de seus principais filmes. Depois que descobriram que eu estava envolvido com outro homem, foi o fim da minha trajetória com a Disney. ” “Eu considero minha adolescência como sendo desesperadamente infeliz”, disse Kirk na entrevista. “Eu sabia que era gay, mas não tinha como expressar meus sentimentos. Era muito difícil conhecer pessoas e, naquela época, não havia lugar para ir para se socializar. Foi só no início dos anos 1960 que comecei a ouvir falar de lugares onde os gays se reuniam. Aquele estilo de vida não era reconhecido e eu me sentia muito, muito sozinho. Oh, eu tive alguns encontros breves e muito apaixonados quando adolescente, eu tive alguns casos, mas eles sempre foram clandestinos, coisas do tipo beco sem saída. Éramos desesperados e miseráveis”, desabafou. “Quando eu tinha cerca de 17 ou 18 anos, finalmente admiti para mim mesmo que era isso mesmo, eu não iria mudar. Não sabia quais seriam as consequências, mas tinha a sensação definitiva de que isso destruiria minha carreira na Disney e talvez toda minha carreira de ator. Tudo iria acabar.” A carreira de Tommy Kirk começou de forma impactante em 1956, quando foi escalado, aos 15 anos de idade, como Joe Hardy na adaptação da Disney para os personagens dos livros de mistérios juvenis “Os Hardy Boys”. A trama seriada de “The Hardy Boys: The Mystery of the Applegate Treasure” era exibida como um segmento da versão clássica do “Clube do Mickey”, e seus episódios com tesouros enterrados, pistas misteriosas e esqueletos fizeram tanto sucesso que foram seguidos por uma 2ª temporada, “The Hardy Boys: The Mystery of the Ghost Farm”. A repercussão positiva animou o estúdio a escalar o jovem em seu primeiro longa-metragem. Com direção de Robert Stevenson, que ainda faria os blockbusters “Mary Poppins” e “Se Meu Fusca Falasse” nos anos 1960, “O Meu Melhor Companheiro” marcou a transformação do então adolescente de 16 anos em ícone da Disney. A história do menino que resgatava um vira-latas que parecia não prestar para nada, mas se torna inestimável para uma família no campo, foi uma das maiores bilheterias de cinema de 1957. A Disney tratou de juntar o menino com mais um cachorro em seu filme seguinte, “Felpudo, o Cão Feiticeiro” (1959), mas teve (ainda) mais sucesso com o terceiro lançamento, “A Cidadela dos Robinson”, aventura clássica dirigida por outro mestre, Ken Annakin. A história da família de náufragos que enfrentava piratas numa ilha deserta também marcou época por ser o primeiro filme com personagem queer da Disney, a menina Roberta (Janet Munro), que disfarçava sua identidade para passar por um menino. Kirk também apareceu em “O Fantástico Super-Homem” (1961) e “O Fabuloso Criador de Encrencas” (1963), em que Fred MacMurray deu vida ao professor aloprado Ned Brainard, um inventor atrapalhado que sempre criava problemas. Os dois filmes marcaram novas parcerias com o diretor Robert Stevenson, que em seguida escalou Kirk em seu primeiro papel de protagonista adolescente, “As Desventuras de Merlin Jones” (1964). Foi outro sucesso, que teve continuação em “O Maravilhoso Homem que Voou” (1965), último filme do ator na Disney. Os filmes de Merlin Jones fizeram esforço para estabelecer Annette Funicello como par romântico de Kirk. Os dois começaram a atuar juntos no musical infantil “Uma Aventura na Terra dos Brinquedos”, em 1961, e ao chegarem à puberdade chegaram a encenar cenas mais picantes em “Ele, Ela e o Pijama” (1964), o primeiro lançamento “adulto” do ator fora da Disney. Ao contrário do que Kirk imaginava, o rompimento com a Disney não foi o fim de sua carreira. Funicello o trouxe para a franquia da Turma da Praia. Depois de “Ele, Ela e o Pijama”, que tinha conexão distante com o universo dos surfistas pela participação da gangue dos motoqueiros liderada por Eric Von Zipper (o impagável Harvey Lembeck), Kirk permaneceu naquele universo para estrelar “Fantasma de Biquini” (1966), novamente com Lembeck, “O Mundos dos Biquínis” (1967), terror da Turma da Praia com Boris Karloff (o primeiro “Frankenstein”), e a aventura caiçara “Catalina Caper” (1967). O ator ainda estrelou filmes trash de sci-fi que acabaram se tornando cultuados, como “A Cidade dos Gigantes” (1965), ao lado dos então jovens Ron Howard e Beau Bridges, e “Mars Needs Women” (1968), com a eterna Batgirl Yvonne Craig. Ainda enfrentou o supervilão Dr. Goldfoot no terceiro filme do personagem vivido por Vincent Price, “The Wild Weird World of Dr. Goldfoot”, substituindo o astro da Turma da Praia Frankie Avalon no pastiche de 007, sem esquecer sua tentativa de ser veloz e furioso no filme de corridas “Rivais no Volante” (1967). De fato, boa parte da filmografia de Kirk nos anos 1960 poderia ser descrita, de uma forma ou outra, como cult movies. Mas nem todas as produções trash em que ele se meteu deram certo. Depois de um par de terrores muito, mas muito ruins, “Blood of Ghastly Horror” (1967) e “It’s Alive” (1969), ele finalmente empacou. Ele fez só dois longas na década de 1970 e, depois disso, só voltou aos cinemas em 1995 na comédia sci-fi “Altas Confusões”, remake satírico do clássico “A Mulher de 15 Metros” (1958). Após mais um punhado de terrores lançados direto em vídeo, o ator encerrou a carreira em 2001 com um filme de vampiro, “The Education of a Vampire” (2001). Em 2006, a Disney finalmente demostrou ter superado o preconceito para reconhecer a importância de Kirk para a História do estúdio. Ele e Tim Considine, os dois intérpretes dos irmãos Hardy na série dos anos 1950, foram saudados como Disney Legends, uma honra concedida a poucos artistas por suas contribuições extraordinárias para a The Walt Disney Company. Na cerimônia, Kirk desejou, para sua posteridade, “ser lembrado por meu trabalho na Disney, como ‘O Meu Melhor Companheiro’ e ‘A Cidadela dos Robinson'”. E contou como se sentiu orgulhoso no dia em que Walt Disney o apresentou para a famosa colunista de fofocas Hedda Hopper como seu amuleto da sorte. Tommy Kirk foi um dos maiores campeões de bilheteria da Disney, antes de ser descartado pelo estúdio por homofobia. “O Meu Melhor Companheiro” foi selecionado para preservação por inestimável importância histórica e cultural no Registro Nacional de Filmes dos Estados Unidos pela Biblioteca do Congresso em 2019.












