John Krasinski vai estrelar filme do Quarteto Fantástico?
Os filmes da Marvel não tem público, tem fãs. O problema disso é que, depois de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, os fãs esperam ver John Krasinski como Reed Richards no já anunciado filme novo do Quarteto Fantástico. Só que uma declaração do diretor Sam Raimi, responsável pelo novo filme do Doutor Estranho, indica que isso não está garantido. “É engraçado que Kevin Feige [chefe do Marvel Studios] tenha escalado John, porque os fãs sempre tiveram um sonho de quem seria o Reed Richards perfeito. Então, porque este é um universo alternativo, Kevin pensou que era uma boa oportunidade para realizar esse sonho”, disse Raimi em um áudio oficial da produção de “Multiverso da Loucura”. A explicação com ênfase em “universo alternativo” indica que, pela forma como o personagem apareceu, a interpretação de Krasinski teria sido apenas uma das muitas versões do Sr. Fantástico existentes. Considerando que o multiverso pode conter diversas variantes de uma mesma pessoa, inclusive com aparências distintas – como já demonstrou a série “Loki” – , outro ator pode assumir o papel num futuro filme. Por sinal, o próximo “Quarteto Fantástico” ainda precisa escalar um diretor antes de determinar seu elenco. Anunciado à frente da produção, o diretor Jon Watts (de “Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa”) saiu do projeto e seu substituto ainda não foi definido. Também não há detalhes sobre o enredo. A Marvel anunciou o novo filme do Quarteto Fantástico em dezembro de 2020. A produção vai apresentar a terceira versão do grupo neste século, após três filmes lançados pela 20th Century Fox, marcando o ingresso oficial de Reed Richards (Senhor Fantástico), Sue Storm (Mulher Invisível), Johnny Storm (Tocha Humana) e Ben Grimm (O Coisa) no universo dos Vingadores. Entretanto, embora tenha se passado um ano e meio desde o anúncio do projeto, tudo o que o estúdio revelou sobre o filme até agora foi seu logotipo oficial, que pode mudar, o diretor, que já mudou, e a data de estreia em julho de 2024. Apostas indicam que isso também será alterado.
Estreia de “Elvis” e “Top Gun” dividem topo da bilheteria dos EUA
Numa disputa acirradíssima, o estreante “Elvis” e o blockbuster “Top Gun: Maverick” chegaram neste domingo (26/6) tecnicamente empatados como os filmes mais vistos do fim de semana nos EUA e Canadá. Ambos faturaram US$ 30,5 milhões nas bilheterias, de acordo com levantamento preliminar da Comscore, e a ordem de classificação será definida apenas na recontagem de segunda-feira. “Elvis” teve uma abertura acima das expectativas, considerando-se os US$ 25,7 milhões da estreia da última cinebiografia de rock nos cinemas – “Rocketman”, sobre Elton John. O público adorou, dando nota A- no CinemaScore. Já a avaliação do críticos, segundo o Rotten Tomatoes, foi um pouco menos entusiasmada, com 78% de aprovação para a versão do diretor Baz Luhrmann sobre a vida de Elvis Presley. No exterior, a produção da Warner Bros. arrecadou US$ 20 milhões de seus primeiros mercados para um início global de US$ 50,5 milhões. O Reino Unido e a Austrália foram os países de maior procura pelo filme, com US$ 4,7 milhões de ingressos vendidos em cada um. O lançamento no Brasil, porém, só vai acontecer em 14 de julho. Já “Top Gun: Maverick” é definitivamente um fenômeno. Neste fim de semana, completou um mês em cartaz e segue voando alto das bilheterias. E não apenas nos EUA. Também foram mais US$ 44,5 milhões de arrecadação no exterior, vindo de 65 mercados diferentes só nos últimos três dias. Isto leva a um faturamento histórico e nunca antes visto na carreira do ator Tom Cruise. A continuação de “Top Gun” (1986) tornou-se o segundo lançamento de Hollywood a ultrapassar US$ 500 milhões no mercado interno desde o começo da pandemia. Chegou a um total doméstico de US$ 521,7 milhões neste domingo, atrás apenas de outro fenômeno: “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, que arrecadou US$ 804,7 milhões na América do Norte. A produção da Paramount também ultrapassou a cobiçada marca de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais, tornando-se o primeiro trabalho de Tom Cruise a atingir esse número. Com esse desempenho, a obra do diretor Joseph Kosinski ainda tomou de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” a liderança das bilheterias domésticas e mundiais de 2022. O mais interessante é que os dois líderes não foram os únicos com ótimos desempenhos. Em 3º lugar, “Jurassic World: Domínio” vendeu US$ 26,4 milhões de ingressos para superar a marca de US$ 300 milhões na América do Norte, com um total até domingo de US$ 302,8 milhões. Graças ao faturamento internacional – que inclui generosos US$ 114 milhões da China, onde os outros filmes não foram lançados – , os dinossauros da Universal Pictures já se aproximam dos US$ 750 milhões em bilheteria mundial. A estreia de “O Telefone Preto” assegurou o 4º lugar com uma abertura estimada em US$ 23,4 milhões, também melhor que o esperado. O terror da Universal, dirigido por Scott Derrickson (“Doutor Estranho”), agradou a crítica como uma pontuação de 87% no Rotten Tomatoes. Além disso, somou mais US$ 12,4 milhões em 45 mercados para um início global de US$ 35,9 milhões. Mas o público brasileiro ainda vai ter que esperar quase um mês para conferir – o lançamento nacional está marcado para 21 de julho. O Top 5 se completa com a única decepção da semana: “Lightyear”, da Disney e da Pixar, que perdeu 65% do público em seu segundo fim de semana em cartaz. Nos últimos três dias, a animação fez US$ 17,7 milhões, numa queda rara para um filme da Pixar, só superada por “Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica”, que estreou em março de 2020, no momento em que os cinemas começaram a fechar por causa da pandemia, resultando numa declínio de 72% em seu segundo fim de semana em cartaz. O total doméstico de “Lightyear” é de US$ 88,8 milhões após dez dias, enquanto o mundial está em US$ 152,4 milhões. Extremistas comemoram o mau resultado como comprovação da derrota da “agenda gay” da obra – uma personagem é lésbica e dá um selinho no filme. Mas o motivo do desempenho abaixo do esperado não tem nada a ver com lacração. Desenhos animados simplesmente não são mais os campeões que costumavam ser antes da pandemia. Por mais que pareça decepcionante, a arrecadação de “Lightyear” em dez dias já é praticamente igual ao que rendeu “Encanto”, uma celebração de família heterossexual com grande capacidade reprodutiva, durante toda sua trajetória no ano passado. Vencedor do Oscar 2022, “Encanto” faturou US$ 90 milhões na América do Norte – US$ 1,2 milhão a mais que dois fins de semana de “Lightyear” – e foi a maior bilheteria de animação de 2021. “Lightyear” também é o segundo maior sucesso animado deste ano, atrás apenas de “Os Caras Malvados”, com US$ 95 milhões nos EUA e Canadá, que devem ser superados no próximo fim de semana. As razões para a diminuição das bilheterias de desenhos animados são a falta de vacinação nas crianças e receio das famílias de levar os filhos a ambientes fechados como cinemas. Não por acaso, as assinaturas da plataforma de streaming da Disney dispararam e já começam a se aproximar da Netflix.
“Doutor Estranho” e as estreias digitais da semana
A programação de estreias digitais destaca o maior sucesso de cinema do ano, “Doutor Estranho no Universo da Loucura”, lançado com exclusividade na Disney+. Mas numa semana de opções fraquíssimas no streaming – o principal filme da Netflix, “O Homem de Toronto”, é uma bomba com só 25% de aprovação no Rotten Tomatoes – , os títulos que completam o Top 10 abaixo são todos de serviços de VOD (Video on Demand). A versão online das antigas videolocadoras não tem mensalidade. O público paga apenas o filme que deseja assistir, como nos velhos tempos da Blockbuster. E conta com novidades que estiveram recentemente em cartaz no circuito cinematográfico, além de produções premiadas em festivais internacionais – incluindo dramas LGBTQIAP+. O serviço é oferecido em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube. Confira os lançamentos. | DOUTOR ESTRANHO NO MULTIVERSO DA LOUCURA | DISNEY+ Maior bilheteria de cinema de 2022 (cerca de US$ 950 milhões em todo o mundo), o segundo filme do Doutor Estranho chega ao streaming após ter consolidado a transformação do Universo Cinematográfico da Marvel em Multiverso. Continuação direta do fenômeno “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, a produção conta o que acontece após o Doutor Estranho quebrar os limites entre as dimensões, resultando numa multiplicação de personagens e versões de personagens, com participações até de integrantes dos X-Men, Quarteto Fantástico, Inumanos e do desenho animado “What If…?”. Mas vale destacar que, além do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) e sua (spoiler) inimiga Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen), a personagem mais importante do filme é America Chavez, uma heroína de outro universo vivida por Xochitl Gomez (“O Clube das Babás”). O roteiro é de Michael Waldron, criador de “Loki”, que plantou as sementes do multiverso naquela série e aqui se perde entre as dimensões. Já a direção ficou a cargo de Sam Raimi, que em seu retorno aos personagens da Marvel, após comandar a trilogia original do Homem-Aranha, tem a missão de fazer com que o multiexcesso vire diversão. | AMBULÂNCIA – UM DIA DE CRIME | CLARO TV+, VIVO PLAY, VOD* O novo thriller de ação de Michael Bay (“Transformers”) tem todos os tiros e explosões que se espera dos filmes do diretor. Na trama, Yahya Abdul-Mateen II (“A Lenda de Candyman”) e Jake Gyllenhaal (“Homem-Aranha: Longe de Casa”) vivem criminosos que improvisam a fuga de um assalto malsucedido numa ambulância roubada, fazendo a paramédica vivida por Eiza González (“Em Ritmo de Fuga”) de refém. Curiosamente, este é o segundo remake consecutivo de thriller dinamarquês estrelado por Gyllenhaal, que está também em “O Culpado”, na Netflix. O “Ambulancen” original foi lançado em 2005 e venceu alguns prêmios internacionais. O remake transforma o suspense de baixo orçamento num espetáculo de efeitos explosivos, com roteiro assinado por Chris Fedak, cocriador das séries “Chuck” e “Prodigal Son”, em sua estreia no cinema. | DOG – A AVENTURA DE UMA VIDA | VOD* Primeiro filme dirigido por Channing Tatum (“Kingsman: O Círculo Dourado”) traz o ator contracenando com um cachorro. O aspecto mais curioso é que os dois interpretam veteranos de guerra, em viagem para o funeral de um colega soldado. O projeto foi concebido pela entourage do ator. A história partiu de Brett Rodriguez, um assistente, dublê e consultor militar dos filmes de Tatum. E o roteiro final foi assinado por Reid Carolin (produtor-roteirista de “Magic Mike”), que é sócio e parceiro do astro há mais de uma década, e também dividiu a direção do filme com o amigão. O enredo é de um road movie rumo à superação, com um soldado que reluta em aceitar a vida civil e um cachorro que não aceita nenhum substituto para seu dono querido – o militar morto cujo funeral eles pretendem atender. Embora previsível como todo filme de jornada, é muito simpático e conquistou a crítica americana – 76% de aprovação no Rotten Tomatoes. | O PAI DA RITA | VOD* Este é apenas o segundo longa de ficção de Joel Zito Araújo, o diretor do premiado “Filhas do Vento”, vencedor de nada menos que oito kikitos no Festival de Gramado de 2005. Desde então, ele fez alguns curtas e documentários, mas a demora em retornar ao cinema autoral não deixa de ser significativa para ilustrar as dificuldades que enfrentam os cineastas negros no Brasil, especialmente quando decidem filmar histórias negras com atores negros. “O Pai da Rita” é uma comédia, de premissa até bem comercial, não muito diferente do novo sucesso de Maisa na Netflix, “Pai em Dobro”, mas com um ponto de vista inverso e tendo como pano de fundo a celebração do samba. Ailton Graça (“Galeria Futuro”) e Wilson Rabelo (“Dom”) vivem dois compositores da velha guarda da Vai-Vai, que compartilham uma kitnet, décadas de amizade, o amor por sua escola de samba e uma dúvida do passado: o que aconteceu com a passista Rita, paixão de ambos. O surgimento da Ritinha (Jéssica Barbosa, de “Mormaço”), filha da passista, traz uma nova dúvida e ameaça desmoronar essa grande amizade. O detalhe é que há um terceiro possível pai nesta história: o cantor e compositor Chico Buarque, que compôs uma música sobre sua paixão por Rita no começo da carreira. A música existe mesmo: “A Rita”. E este é apenas um dos muitos elementos que enriquecem a produção, que ainda comenta a situação do samba, a crise econômica, a especulação imobiliária e muito mais. | A NOITE DO TRIUNFO | VIVO PLAY, VOD* Premiada como Melhor Comédia da Europa (pela Academia Europeia de Cinema) em 2020, a produção francesa gira em torno de um ator decadente (Kad Merad, de “Um Amante Francês”) que começa a dar aulas de teatro num presídio na tentativa de encenar “Esperando Godot” com os encarcerados. Mesmo feito para divertir, o filme de Emmanuel Courcol (“Cessar Fogo”) apresenta momentos tocantes, especialmente na forma como busca identificar a situação dos presidiários com o drama existencial de Vladimir e Estragon, os personagens que esperam Godot. | POST-MORTEM – FOTOS DO ALÉM | VIVO PLAY, VOD* O terror húngaro se passa após a 1ª Guerra Mundial e acompanha um jovem fotógrafo especializado em registrar cadáveres ao lado de suas famílias. Ao ser convencido por uma pequena órfã a visitar sua vila, que teve muitas mortes por causa da gripe espanhola, ele fica perplexo com a quantidade de mortos que ainda não foram enterrados, devido à terra congelada pelo inverno. Mas se isso pode significar muitos clientes para suas fotos, o local sombrio tem um clima estranho, com barulhos noturnos e habitantes hostis, que refletem um terreno assombrado. Super atmosférico, o longa de Péter Bergendy (“Trezor”) colecionou 27 prêmios em festivais de cinema fantástico – 10 eles só no Toronto After Dark, incluindo Melhor Filme. | TERROR NO ESTÚDIO 666 | VOD* Na trama que mistura terror e comédia, a banda Foo Fighters é assombrada após se mudar para uma mansão antiga para gravar seu 10º álbum, “Medicine at Midnight”, sem saber que o local é habitado por forças ocultas que podem ameaçar os trabalhos — e suas vidas. A história foi concebida pelo cantor Dave Grohl e virou um dos últimos registros do baterista Taylor Hawkins, antes de morrer de overdose durante uma turnê da banda pela América do Sul neste ano. O roteiro é assinado por Jeff Buhler (o autor do remake de “Cemitério Maldito”) em parceria com Rebecca Hughes (da série “Cracking Up”) e a direção é de BJ McDonnell, diretor de clipes de heavy metal (Slayer e Exodus) que tem trabalhado como operador de câmera nos filmes do universo “Invocação do Mal”. | NORTH HOLLYWOOD | VIVO PLAY, VOD* Produzido pelo músico Pharrell Williams, “North Hollywood” acompanha um jovem que precisa se decidir entre o sonho de se tornar skatista profissional ou ir para faculdade como seu pai deseja. O filme marca a estreia na direção de Miley Alfred, dono da grife de street wear Illegal Civilization e produtor de outro filme de skate famoso, “Anos 90” (2018). A trama é praticamente sua história de vida. Ele cresceu entre skatistas na região de Los Angeles retratada na trama. Não por acaso, o elenco é repleto de skaters reais, entre eles o protagonista Ryder McLaughlin, que estreou como ator em “Anos 90”. Também há participações de Vince Vaughn (“Freaky”) e Miranda Cosgrove (a “iCarly”). | TREMORES | VIVO PLAY, VOD* Aos 40 anos, um homem evangélico, casado e com dois filhos, se envolve em um relacionamento amoroso com outro homem. Na tentativa de “curá-lo”, sua esposa recorre ao pastor da igreja que frequentam, e logo sua comunidade se volta contra ele, revelando uma sociedade profundamente repressiva. A nova consagração de Jayro Bustamante, o premiado diretor guatemalteco de “A Chorona” (2019), venceu o LA Outfest, o troféu de Melhor Filme Latino-americano do Festival de San Sebastián e mais 12 prêmios internacionais. Elogiadíssimo pela crítica, atingiu 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. | MAGNÍFICO | VIVO PLAY, VOD* O drama LGBTQIAP+ britânico acompanha Jackie, uma drag queen veterana que, aos 74 anos, descobre que tem uma doença terminal, ao mesmo tempo em que cria uma amizade inesperada com Faith, uma jovem drag queen iniciante, recém-chegada em seu club e com dificuldades financeiras. Solitária, sem amigos e apenas uma filha distante, Jackie decide aproveitar o que lhe resta de vida fazendo suas últimas performances e ajudando Faith. Escrito e dirigido pelo celebrado cineasta inglês Jamie Patterson, “Magnífico” tem 95% de aprovação no Rotten Tomatoes e venceu os troféus do Público e do Júri no LA Outfest. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Diretor de “Lilo & Stitch” reclama de elogios a “Frozen”: “Fizemos primeiro”
Chris Sanders, um dos diretores da animação “Lilo & Stitch” (2002), revelou em entrevista ao The New York Times que se sente frustrado com alguns elogios feitos à animação “Frozen: Uma Aventura Congelante” (2013). Para ele, “Lilo & Stitch” foi pioneiro em mostrar uma relação não-romântica entre duas irmãs, mas os créditos acabaram indo para a animação de Elsa e Anna, lançada 11 anos depois. “Para ser claro, acho ‘Frozen’ ótimo, mas foi um pouco frustrante para mim porque as pessoas diziam: ‘finalmente, uma boa relação entre duas irmãs’. E eu pensei: ‘nós fizemos isso, absolutamente isso foi feito antes”, revelou Sanders. Lançada em 2002, a animação “Lilo & Stitch”, que celebra 20 anos em 2022, teve uma recepção positiva da crítica, atingindo 86% de aprovação no Rotten Tomatoes. À época, foi bastante elogiado o fato de o filme explorar questões familiares de maneira mais ousada do que os tradicionais filmes da Disney. É a relação entre Lilo e sua irmã mais velha, Nani, que se destaca após a morte dos pais delas em um acidente de carro. Já “Frozen: Uma Aventura Congelante”, lançado em 2013, se tornou um grande fenômeno pop e recebeu elogios pela forma como rejeitou os padrões românticos das animações da Disney, colocando no centro da trama a relação entre as irmãs Anna e Elsa, e não a conexão delas com um homem.
São Paulo vai receber maior evento Pixar do mundo
A Pixar está trazendo uma experiência imersiva de suas animações para o público brasileiro. O Mundo Pixar será realizado na cidade de São Paulo entre os dias 20 de julho e 23 de outubro. E será o maior evento já realizado pela Pixar em todo mundo, contemplando uma área de 2.800 m² com espaços temáticos para sucessos como “Toy Story”, “Soul”, “Ratatouille” e “Procurando Nemo”, entre outras. As atrações serão montadas na área externa do Shopping Eldorado, em Pinheiros e incluirão um passeio pelo jardim e pela casa de Carl Fredricksen de “Up: Altas Aventuras”, uma visita à fábrica de processamento de gritos de “Monstros SA”, além da imersão no icônico quarto de Andy de “Toy Story” – com gigantografias, objetos 3D e ativações especiais. A partir de julho, um aplicativo exclusivo do evento estará disponível para download na App Store e no Google Play, adicionando audiodescrição às instalações e revelando mais detalhes sobre o evento. As atrações, com ingressos a partir de R$ 60 (inteira) ou R$ 30 (meia entrada), poderão ser visitadas de terça a domingo, mas crianças menores de 12 anos devem estar acompanhadas pelos pais. Embora o Mundo Pixar só abra as portas daqui a um mês, a venda de entradas já começou e para algumas datas já não há mais vagas. Serviço: Mundo Pixar Local: área externa do Shopping Eldorado (Av. Rebouças, 3970 — Pinheiros, São Paulo — SP) Data: 20 de julho a 23 de outubro Horário: das 10h às 20h50 (terças, quartas e quintas); das 10h às 22h50 (sextas, sábados, domingos e feriados) Classificação: Livre Informações: https://www.mundopixar.com.br/
“Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” chega na Disney+
“Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” já está na Disney+. O blockbuster, que continua em cartaz nos cinemas, foi disponibilizado para os assinantes da plataforma nesta quarta-feira (22/6). Lançado nas salas de exibição no mês passado, a continuação de “Doutor Estranho” é a maior bilheteria de cinema de 2022, já tendo arrecadado mais de US$ 943 milhões em todo o mundo. O filme consolidou a transformação do Universo Marvel em Multiverso. Continuação direta do fenômeno “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, conta o que acontece após o Doutor Estranho quebrar os limites entre as dimensões, resultando numa multiplicação de personagens e versões de personagens, com participações até de integrantes dos X-Men, Quarteto Fantástico, Inumanos e do desenho animado “What If…?”. Mas vale destacar que, além do Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) e sua (spoiler) inimiga Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen), a personagem mais importante do filme é America Chavez, uma heroína de outro universo vivida por Xochitl Gomez (“O Clube das Babás”). O roteiro é de Michael Waldron, criador de “Loki”, que plantou as sementes do multiverso naquela série e aqui se perde entre as dimensões. Já a direção ficou a cargo de Sam Raimi, que em seu retorno aos personagens da Marvel, após comandar a trilogia original do Homem-Aranha, tem a missão de fazer com que o multiexcesso vire diversão. Confira o trailer do filme abaixo.
“Lightyear”, “Top Gun” e “Jurassic World” dominam bilheterias brasileiras
A estreia de “Lightyear”, nova animação da Pixar derivada de “Toy Story”, foi um bom chamariz de público nos cinemas brasileiros entre quinta (16/6) e domingo passado (19/6), atraindo cerca de 560 mil espectadores para liderar as bilheterias com mais de R$ 12 milhões. Mas, segundo dados da Comscore, a disputa foi acirrada, já que “Top Gun: Maverick” quase se sustentou na liderança, caindo para 2º lugar por uma pequena diferença, ao somar R$ 11,5 milhões em ingressos vendidos. Além disso, a distância para “Jurassic World: Domínio” em 3º foi menor ainda, com R$ 11,45 milhões. Os três filmes foram responsáveis por mais de 80% de toda a movimentação nos cinemas no fim de semana. A distância para os demais pode ser exemplificada pelos valores obtidos pelos valores seguintes do ranking: “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” com R$ 1 milhão em 4º lugar e “Assassino Sem Rastro” com pouco mais de R$ 284 mil em 5º. O Top 10 contou ainda com duas produções brasileiras. O documentário “Amigo Secreto”, que aborda o vazamento de mensagens dos procuradores da Lava Jato, foi o 8º com um público de 4,7 mil pessoas e uma bilheteria de R$ 107 mil. E “A Suspeita”, estrelado por Gloria Pires, fechou o Top 10. Ao todo, a renda das bilheterias beirou os R$ 37 milhões, com 1,68 milhão de ingressos de cinema vendidos no Brasil. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 16-19/6:1. #Lightyear 2. #TopGunMaverick 3. #JurassicWorldDominio 4. #DoutorEstranho #MultiversoDaLoucura 5. #AssassinoSemRastro6. #TudoEmTodoOLugarAoMesmoTempo 7. #SonicMovie2 8. #AmigoSecreto9. #AHoraDoDesespero 10. #ASuspeita — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) June 20, 2022
“Jurassic World” devora “Lightyear” nos EUA
“Jurassic World: Domínio” conseguiu se manter como o filme mais visto na América do Norte em seu segundo fim de semana em cartaz, mesmo enfrentando a estreia de “Lightyear”, animação derivada da adorada franquia “Toy Story”. De acordo com a Comscore, os dinossauros digitais superaram o astronauta animado com US$ 58,7 milhões de faturamento em 4.679 salas de cinema nos EUA e Canadá. Em 10 dias de exibição, o total doméstico já chega a US$ 247,8 milhões, enquanto a soma mundial atingiu US$ 622,2 milhões. A produção da Universal foi apenas o sétimo título de Hollywood a ultrapassar US$ 600 milhões na era da pandemia. O terceiro “Jurassic World” também é o maior sucesso americano lançado na China desde a pandemia, com faturamento de US$ 92,8 milhões no país. “Lightyear” ficou em 2º lugar, abaixo das projeções da Disney, com US$ 51 milhões em 4.255 telas. No exterior, o desenho da Pixar arrecadou US$ 34,6 milhões em 43 mercados, chegando a US$ 85,6 milhões mundiais. Era o que a Disney esperava obter apenas nos EUA. O filme teria sofrido retaliação conservadora em mais de um sentido. Além de protestos por promover “ideologia de gênero” (sinalização que constou em seu lançamento no Peru), devido a uma personagem lésbica, também teria sido prejudicado pela nova onda de covid-19. Crianças de famílias conservadoras correspondem a um dos segmentos de pior cobertura vacinal e que ainda não estariam indo aos cinemas. Com o lançamento de “Lightyear”, este também foi o primeiro fim de semana, desde o começo da pandemia, em que quatro blockbusters ocuparam o topo do ranking como os filmes mais vistos na América do Norte. “Top Gun: Maverick” ficou em 3º lugar com uma queda de apenas 15% em relação ao período anterior. Faturou US$ 44 milhões só nos últimos três dias, chegando a US$ 466,2 milhões em bilheteria doméstica e impressionantes US$ 885,2 milhões mundiais. Tem tudo para virar o primeiro lançamento bilionário de Tom Cruise. Bem distante desses valores, “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” ficou em 4ª lugar com US$ 4,2 milhões. Há seis semanas em cartaz, conta com uma arrecadação doméstica de US$ 405,1 milhões e de US$ 942,5 milhões em todo o mundo. A animação “Bob’s Burgers: O Filme”, que deve chegar ao Brasil direto em streaming, completa o Top 5 com US$ 1,1 milhão e uma soma doméstica de US$ 29,8 milhões.
Diretor de “Aladdin” vai filmar “Hércules” para a Disney
O diretor Guy Ritchie, que assinou a versão live-action de “Aladdin”, vai comandar uma nova adaptação de desenho animado da Disney: “Hércules”. O desenho de 1997 distinguia-se das inúmeras produções sobre o semideus grego por ser um musical, mas os nomes envolvidos no projeto sugerem a abordagem tradicional, já que são todos relacionados ao cinema de ação. Além do próprio diretor, responsável por “Sherlock” e vários thrillers de gângsteres, o primeiro rascunho do roteiro foi escrito por Dave Callaham (“Os Mercenários”, “Mortal Kombat”). Para completar, o filme conta com produção de Anthony e Joe Russo, diretores de “Vingadores: Ultimato”. Quando mencionaram o projeto pela primeira vez em 2020, os irmãos Russo confirmaram que, embora inspirado na animação original, a adaptação não seria um remake tradicional. “Acho que vamos fazer uma coisa que tem o mesmo sentimento do original, que é inspirado nele, mas trazer alguns elementos novos”. Ainda não há maiores detalhes sobre elenco ou previsão de lançamento.
Super-herói Magnum vai ganhar série da Marvel
O super-herói Magnum (Wonder Man) será o próximo personagem da Marvel a ganhar sua própria série na plataforma Disney+. O projeto tem produção de Destin Daniel Cretton, diretor de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, que se juntou ao roteirista Andrew Guest (“Brooklyn Nine-Nine”) para realizar a atração. Guest será o roteirista principal da série, enquanto Cretton será o produtor executivo e possivelmente dirigirá um episódio ou mais. O projeto faz parte de um contrato de produção firmado entre Cretton e o Marvel Studios, assinado no final do ano passado no auge do sucesso de “Shang-Chi”. Ainda em estágios iniciais, as gravações não devem começar antes de 2023. Criado em 1964 por Stan Lee, Jack Kirby e Don Heck, Simon Williams (a identidade de Magnum) surgiu como capanga do Barão Zemo, mas foi reconfigurado nos anos 1970 como herói (e um dos Vingadores), até passar a usar sua superforça para trabalhar como dublê e astro de filmes de ação de Hollywood. Enquanto estava nos Vingadores, o personagem também desenvolveu fortes laços com Visão e Wanda, a Feiticeira Escarlate. Histórias chegaram a sugerir que Magnum e Visão era praticamente irmãos. Ele também desenvolveu sentimentos por Wanda, depois que o Visão foi desmantelado. Ainda não está claro qual fase do personagem a série da Disney+ vai abordar. Mas vale lembrar que “Guardiões da Galáxia Vol. 2” chegou a filmar – e posteriormente descartar – uma cena cheia de pôsteres de cinema em que o ator Nathan Fillion (“Castle”, “The Rookie”) aparecia como o astro Simon Williams. Fillion acabou encarnando o personagem apenas como dublador, na série animada “M.O.D.O.K” – que não faz parte oficialmente do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Após o recente lançamento de “Ms. Marvel”, as próximas séries da Marvel são “Mulher-Hulk” em agosto, “Invasão Secreta”, estrelada por Samuel L. Jackson, e “Coração de Ferro”, ambas previstas para o final deste ano. Além disso, há uma 2ª temporada de “Loki” encomendada e o desenvolvimento de uma nova série do “Demolidor”. Além deste projeto, Cretton está atualmente trabalhando na sequência de “Shang-Chi” e irá dirigir e produzir uma série baseada na graphic novel “American Born Chinese” para a Disney+.
“Top Gun: Maverick” bate “Doutor Estranho” e vira maior bilheteria do ano nos EUA
“Top Gun: Maverick” bateu mais um recorde neste começo de semana, ao ultrapassar a arrecadação norte-americana de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” e se tornar a maior bilheteria de 2022 nos EUA e Canadá. O filme da Paramount atingiu US$ 401,8 milhões em vendas de ingressos contabilizados nesta terça (14/6) – isto é, até a noite de segunda-feira – , superando os US$ 398,1 milhões do super-herói da Marvel. Durante todo o período pandêmico, apenas outro filme vendeu mais ingressos que os voos de Tom Cruise: “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, que fez US$ 573 milhões – mas foi lançado no final do ano passado. Outra marca de “Top Gun: Maverick” nos últimos dias foi a arrecadação de US$ 51,9 milhões no último fim de semana, a quinta maior bilheteria de qualquer filme em seu terceiro fim de semana de exibição, atrás apenas de “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 90 milhões), “Pantera Negra” (US$ 66 milhões), “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” (US$ 56 milhões) e “Star Wars: Os Últimos Jedi” (US$ 52,5 milhões). A continuação de “Top Gun” também é o maior sucesso de Cruise no mercado interno em todos os tempos, com boa chance de se aproximar dos US$ 500 milhões e atingir até US$ 1 bilhão globalmente. Em todo o mundo, o longa está com uma arrecadação de cerca de US$ 760 milhões.
“Lightyear” é proibido em três países por beijo lésbico
A nova animação da Disney/Pixar, “Lightyear”, teve sua exibição proibida na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Malásia. O filme derivado da popular franquia “Toy Story” não poderá ser mostrado nestes países por incluir um beijo entre duas mulheres. “Lightyear” inclui uma personagem lésbica chamada Alisha e a mostra beijando e começando uma família com sua parceira. Foi a primeira vez que uma animação distribuída pela Disney incluiu uma cena de afeto entre pessoas do mesmo sexo. Ironicamente, o estúdio chegou a cortar o beijo durante o desenvolvimento do projeto. Mas numa reviravolta agora se recusa a eliminá-lo para permitir que o filme entre em cartaz em países que não toleram a comunidade LGBTQIAP+. Esta decisão foi tomada após a Disney enfrentar seus próprios problemas com o tema, em meio à denúncias de animadores da Pixar de censura contra seus esforços de representatividade e no bojo da controvérsia da lei conhecida como “Don’t Say Gay” na Flórida, que proíbe ensino de questões ligadas à identidade sexual em escolas do Ensino Fundamental do estado. A Disney chegou a financiar os responsáveis pela elaboração da lei, antes de se ver pressionada pela comunidade artística a condenar esta iniciativa. O filme foi inicialmente aprovado para lançamento nos Emirados Árabes Unidos, onde as restrições de censura estão diminuindo. No entanto, a licença para exibi-lo foi revogada após grupos religiosos começarem a organizar protestos nas redes sociais acusando a Disney e “Lightyear” de insultar os muçulmanos e o Islã. A animação chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira (16/6), trazendo em sua dublagem nacional a voz de Marcos Mion.
“Jurassic World” domina bilheterias dos EUA
“Jurassic World: Domínio” dominou mesmo as bilheterias dos EUA e Canadá com um lançamento em 4.676 cinemas neste fim de semana. A produção da Universal Pictures abriu com US$ 143,4 milhões de arrecadação, de acordo com projeções do estúdio Universal e da consultoria Comscore. Para a era pandêmica, trata-se de um valor monstruoso, que representa a segunda maior abertura do ano na América do Norte – atrás apenas de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” (US$ 187,4 milhões). Mas na era jurássica (antes da pandemia), o desempenho se mostra inferior ao dos capítulos anteriores da trilogia, ficando atrás do “Reino Ameaçado” de 2018 (US$ 148 milhões) e do primeiro “Jurassic World” de 2015 (US$ 208,8 milhões). O filme também teve a pior avaliação crítica de toda a trilogia, com apenas 30% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas foi abraçado pelo público, com avaliação de A- no CinemaScore – nota que resulta de pesquisa de opinião feita na saída dos cinemas dos EUA. Lançado com uma semana de antecedência no mercado internacional, “Jurassic World: Domínio” também chegou a 57 novos países, assumindo o 1º lugar em 52 deles. Com isso, seu faturamento mundial já está em US$ 389 milhões. Só na China, faturou US$ 52,5 milhões nos últimos três dias, resultando na maior estreia de um título de Hollywood neste mercado em 2022. O feito é significativo diante da nova onda de infecções de covid-19 no país, onde 20% de cinemas permanecem fechados, incluindo todos os de Xangai e alguns de Pequim. Diante do sucesso dos dinossauros, “Top Gun: Maverick” passou a voar mais baixo, mas continua a ter um desempenho indomável, ocupando o 2º lugar na América do Norte com US$ 50 milhões. Após três fins de semana, a produção da Paramount Pictures soma quase US$ 400 milhões de arrecadação doméstica e está prestes, inclusive, a tornar-se o filme de maior bilheteria do ano nos EUA e Canadá. Ao todo, chegou a US$ 393,3 milhões, apenas US$ 4 milhões atrás de “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”. A briga entre jatos supersônicos e super-heróis também é mundial. “Top Gun: Maverick” atingiu US$ 747 milhões globalmente, depois de adicionar outros US$ 52,7 milhões do mercado internacional entre sexta e este domingo (12/6). Na próxima semana, o blockbuster de Tom Cruise deve ultrapassar os US$ 770,3 milhões de “Batman”, que ocupa atualmente o 2º lugar do ranking mundial. O líder é a continuação de “Doutor Estranho”, com US$ 930,2 milhões. Apesar dos planos da Disney de lançar o filme da Marvel em streaming em dez dias, “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” permanece no Top 3 da América do Norte após seis fins de semana. O longa faturou US$ 4,9 milhões nos últimos três dias, praticamente a diferença que o mantém à frente da produção da Paramount no ranking doméstico. O Top 5 norte-americano se completa com duas animações: “Bob’s Burgers: O Filme” (US$ 2,3 milhões e um total doméstico de US$ 27.1 milhões) e “Os Caras Malvados” (US$ 2,2 milhões, total doméstico de US$ 91,5 milhões e uma soma global de US$ 229,6 milhões).












