Intérpretes de heróis da Marvel querem crossover com os X-Men
O próximo filme a unir diversos super-heróis da Marvel será “Vingadores: Guerra infinita”. E se já há várias especulações sobre a escalação de seu elenco, inclusive com a provável estreia da Capitã Marvel, alguns atores do recente “Capitão América: Guerra Civil” tem um desejo específico: um crossover com o universo dos X-Men. Durante a convenção Wizard World, Chris Evans, Anthony Mackie e Sebastian Stan, intérpretes de Capitão América, Falcão e Soldado Invernal, listaram os personagens que a Marvel precisa colocar no filme dos Vingadores. Stan disse que o MCU (universo cinematográfico da Marvel) precisa da Mística (Jennifer Lawrence), enquanto Evans declarou que adoraria trabalhar com Michael Fassbender (Magneto nos filmes dos “X-Men”) ou James McAvoy (Professor Xavier) e elogiou o filme do “Deadpool”. Já Mackie apenas ficou repetindo o nome Halle Berry, a Tempestade original. Atualmente, é bem improvável que esses dois universos cinematográficos possam se encontrar. Enquanto os filmes dos Vingadores são produzidos pela Disney/Marvel, a 20th Century Fox detém os diretos sobre X-Men e Deadpool. Mas também falavam o mesmo sobre um encontro entre os Vingadores e o Homem-Aranha. Quem viu “Capitão América: Guerra Civil” já sabe que, em Hollywood, nunca se deve dizer nunca.
Zootopia é segundo filme do ano a atingir US$ 1 bilhão de bilheteria mundial
“Zootopia: Essa Cidade É o Bicho” entrou para o seleto grupo dos bilionários do cinema. O filme atingiu a marca de US$ 1 bilhão de bilheteria mundial no fim de semana, juntando-se a outros 25 títulos que conseguiram o feito. Trata-se apenas da quarta animação a superar a marca, após “Toy Story 3” (2010), “Minions” (2015) e “Frozen: Um Aventura Congelante” (2013). Além disso, o lançamento é a segunda produção do ano a atingir a arrecadação bilionária, duas semanas após “Capitão América: Guerra Civil”. O detalhe: ambas as produções são da Disney, que só não está fazendo um ano perfeito por conta do fracasso recente de “Alice Através do Espelho”.
Alice Através do Espelho exagera nos efeitos para compensar falta de imaginação
Na adaptação de 2010, dirigida por Tim Burton, a Disney transformou Alice, a protagonista dos livros de Lewis Carroll, na escolhida. A “The One”, como o Neo de “Matrix” (1999), indicada por uma profecia para salvar o País das Maravilhas de todo o mal. Nada contra adaptações ou atualizações, mas houve um choque de intenções e expectativas. É um filme lindo de se ver, mas dominado por um vazio emocional. Pelo menos, tentou dizer algo e tinha a criatividade de Tim Burton à frente do projeto, mesmo que controlada pelo estúdio. Seis anos depois, “Alice Através do Espelho”, a continuação desnecessária – feita em consequência da surpreendente (e inexplicável) arrecadação de mais de US$ 1 bilhão do primeiro longa nas bilheterias mundiais –, não tem nada (ou quase nada) para contar. Apenas recicla o que Burton imaginou em nome de uma trama sem pé nem cabeça. Desta vez, o cineasta assume o posto de produtor executivo. A direção ficou com o funcionário do mês da Disney, James Bobin, que fez uma graninha para o estúdio com o reboot de “Os Muppets” (2011). Acontece que ele não é Tim Burton, que é como aquele jogador veterano, craque de bola, que mesmo perto da hora de se aposentar, o time não funciona sem sua presença em campo. E notamos sua distância, a começar pela direção de arte pouco inspirada. Bobin concentra em tomadas internas o que há de bom para ser apreciado do visual. Nas cenas externas, carregadas de CGI, a inspiração passa longe do que a mente de Tim Burton é capaz de reproduzir. Se o próprio não foi tão feliz no “primeiro” “Alice”, imagine o que a criatividade de James Bobin pôde proporcionar ao segundo filme? Repare bem, principalmente nas sequências em que Alice viaja numa esfera por cima das ondas do mar. O exagero de CGI é tão grotesco que as imagens lembram menu interativo de escolha de cenas em blu-rays e DVDs. Claro que são boas as intenções do diretor e da roteirista Linda Woolverton, que também assinou o filme de 2010, afinal “Alice Através do Espelho” começa explorando a liberdade feminina e o choque entre velhas e novas gerações. com a protagonista viajando pelo tempo com o intuito de mudar o curso da história. Mas o desenvolvimento é superficial, até porque as ambições e os conflitos de Alice são colocados em segundo plano, para ajudar o insuportável Chapeleiro e colocá-lo no centro da trama – porque é preciso justificar o salário alto do decadente Johnny Depp. Com Depp em cena, Alice ignora até mesmo a perda do pai em suas viagens pelo tempo. Será que não passou pela cabeça dela que havia ali uma chance de trazê-lo de volta? Mas o que importa é deixar o Chapeleiro feliz. Sem mais nem menos, o coitadinho lembrou que tem uma família e precisa encontrá-la. Mas como está tristinho e é preguiçoso como todos os outros personagens do País das Maravilhas, a bucha sobra para a pobre Alice, que é retirada de sua rotina para entrar num mundo de sonhos sem graça mais uma vez. Isso quer dizer que ela pode voltar sempre que um amiguinho quiser? É uma pena que a obra de um gênio como Lewis Carroll seja adaptada para enriquecer um estúdio obcecado pelo potencial lucrativo de uma franquia. Essa não é a versão para o cinema do livro “Alice Através do Espelho”, que tem outra história, mas uma mera continuação inferior do filme de Tim Burton. Nada se salva. Nem Mia Wasikowska, que se esforça para segurar a onda, mas não pode competir com tantos personagens digitais e careteiros. Nem mesmo Sacha Baron Cohen, uma novidade na série personificando o Tempo. E o maior elogio que o ator pode receber é que ele entrega uma atuação menos irritante que a de Johnny Depp. Após uma sucessão de efeitos visuais desastrosos e um roteiro sem imaginação, o Tempo de Sacha Baron Cohen resume o sentimento dos espectadores, ao dizer à protagonista: “Por favor, não volte mais aqui!”
Disney confirma novo filme de Mary Poppins com Emily Blunt
A Disney confirmou a produção da nova versão de “Mary Poppins”, que será estrelada por Emily Blunt (“Sicario”). As filmagens só devem começar no ano que vem, pois a estreia foi marcada para dezembro de 2018. O cronograma foi estabelecido para acomodar a atriz, que está grávida de seu segundo filho. A Disney prefere esperar para ter sua atriz preferida no papel. Emily é casada com o ator John Krasinski (série “The Office”) e o casal já tem uma filha, Hazel, de dois anos. Blunt era a favorita desde seu trabalho no musical “Caminhos da Floresta” (2014). E não só do estúdio. Vale lembrar que o diretor da nova versão de “Mary Poppins” é Rob Marshall, com quem Emily trabalhou em “Caminhos da Floresta”. Além da atriz, o estúdio confirmou a participação do porto-riquenho Lin-Manuel Miranda (“A Estranha Vida de Timothy Green”), que atualmente estrela o badalado musical “Hamilton”, grande sucesso da Broadway. Ele interpretará um novo personagem, um funcionário de companhia elétrica chamado Jack. O projeto não será um remake do filme clássico, mas a adaptação de outra história original da personagem, criada pela escritora P.L. Travers. A nova trama deve se passar 20 anos após os acontecimentos da história filmada na década de 1960, com as crianças do original já crescidas. “P.L. Travers escreveu oito livros. No filme original, eles trabalharam com o primeiro e nós vamos trabalhar com os outros sete, mas sem mexer na essência icônica de Mary Poppins”, explicou o diretor Rob Mashall quando o projeto foi anunciado. “Sou um grande fã do original, um grande amigo de Julie Andrews e tenho grande admiração pelo filme. Existe todo esse material – que foi o ‘Harry Potter’ de seu tempo – e eles nunca se transformaram em algo além daquele longa”, completou o cineasta. O filme original venceu cinco Oscars, inclusive o de Melhor Atriz para Julie Andrews, intérprete da babá mágica. A história das filmagens do clássico também foi recentemente levada ao cinema, no drama “Walt nos Bastidores de Mary Poppins” (2013).
Procurando Dory: Conservadores organizam boicote após suposta aparição de lésbicas no trailer
Nem todas as reações à aparição de um suposto casal de lésbicas no trailer da animação “Procurando Dory” foram positivas. Conservadores planejam um boicote ao filme se a suposição for confirmada, aparentemente ignorando que, independente das lésbicas da ficção, a obra é estrelada por uma lésbica de verdade, a apresentadora Ellen DeGeneres, que dubla a protagonista Dory. “Viram o novo trailer de ‘Procurando Dory’? Acho que é o primeiro casal de lésbicas em um filme da Disney Pixar”, postou um usuário no Twitter. “Se os boatos de que vai ter um casal de lésbicas no filme forem verdade, vou boicotar a Disney”, disse outro. Nem o estúdio Pixar, que produziu o filme, nem a Disney, dona da Pixar, comentaram. Recentemente, a Disney liderou uma ameaça de boicote ao estado da Geórgia, nos EUA, contra a aprovação de uma lei que discriminaria os homossexuais, e fãs de “Frozen – Uma Aventura Congelante” iniciaram um petição para que a rainha Elsa ganhasse uma namorada no próximo filme da franquia. A hashtag promovendo a ideia, #GiveElsaAGirlfriend (Dê uma namorada a Elsa), chegou a ficar em primeiro lugar nos trending topics, a lista de assuntos mais comentados no Twitter. Mas isso gerou uma reação: mais de 240 mil pessoas assinaram uma petição pedindo que Elsa ganhasse um “príncipe encantado”. Vale observar que o trailer brasileiro, dublado, de “Procurando Dory” não mostra o casal. Ambas as versões podem ser conferidas aqui.
Bilheterias: X-Men massacram Alice Através do Espelho nos EUA
Um fato curioso aconteceu nas bilheterias norte-americanas neste fim de semana. A Marvel bateu a Disney. O filme “X-Men: Apocalipse”, produção da 20th Century Fox baseada nos quadrinhos da Marvel, superou “Alice Através do Espelho”, nova fábula da Disney, que, ironicamente, é dona da Marvel. Foi, na verdade, um massacre. “X-Men: Apocalipse” teve arrecadação de blockbuster, faturando US$ 65 milhões em seu fim de semana de estreia. Como segunda é feriado nos EUA (Memorial Day), a expectativa é que o filme atinja US$ 80 milhões em seus primeiros quatro dias. Já “Alice” teve desempenho pífio, de filme pequeno, rendendo cerca de US$ 28 milhões, com estimativa de chegar a US$ 35 milhões ao final do feriadão. O valor é 70% menor que o de “Alice no País das Maravilhas”, de Tim Burton, que estreou faturando US$ 116 milhões em 2010. O novo “X-Men” também ficou abaixo do lançamento anterior da franquia, “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014), que rendeu US$ 110 milhões no mesmo feriado em 2014 – valor 30% superior à estreia atual. Nenhum dos dois filmes empolgou a crítica, mas enquanto “X-Men: Apocalipse” teve uma cotação medíocre (48% no site Rotten Tomatoes), “Alice Através do Espelho” foi considerado “podre” (29%). O péssimo desempenho da fábula também marca o primeiro fracasso da Disney em 2016, após emplacar três blockbusters consecutivos (“Zootopia”, “Mogli, o Menino Lobo” e “Capitão América: Guerra Civil”), e mais um tropeço da carreira de Johnny Depp, intérprete do Chapeleiro Louco, que não emplaca um grande sucesso desde “Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas” (2011). Ao contrário, a maioria de seus filmes recentes deu prejuízo – como “O Cavaleiro Solitário” (2013), “Transcendence: A Revolução” (2014) e “Mortdecai: A Arte da Trapaça” (2015). Mais abaixo no ranking semanal, em 4º lugar, “Capitão América: Guerra Civil” somou mais US$ 15 milhões para atingir uma marca importante, transformando-se na maior bilheteria do ano nos EUA, com um total de US$ 372,6 milhões arrecadados – US$ 10 milhões à frente do 2º lugar, outro filme de super-heróis, “Deadpool”. No mundo inteiro, o terceiro “Capitão América” atingiu US$ 1,1 bilhão e já ocupa a 16ª posição entre as maiores bilheterias de todos os tempos. Também houve um fato histórico na parte inferior do ranking. “Love & Friendship”, comédia de época do diretor Whit Stillman, tornou-se o primeiro filme produzido por uma empresa de streaming, o Amazon Studios, a figurar no Top 10 das maiores arrecadações dos EUA, com US$ 2,9 milhões em 9º lugar. Este ano, o Amazon ainda lançará a comédia “Café Society”, de Woody Allen, o terror “The Neon Demon”, de Nicolas Winding Refn, e o drama “Patterson”, de Jim Jarmusch. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. X-Men: Apocalipse Fim de semana: US$ 65 milhões Total EUA: US$ 65 milhões Total Mundo: US$ 250,8 milhões 2. Alice Através do Espelho Fim de semana: US$ 28,1 milhões Total EUA: US$ 28,1 milhões Total Mundo: US$ 93,1 milhões 3. Angry Birds – O Filme Fim de semana: US$ 18,7 milhões Total EUA: US$ 66,3 milhões Total Mundo: US$ 223,5 milhões 4. Capitão América: Guerra Civil Fim de semana: US$ 15,1 milhões Total EUA: US$ 372,6 milhões Total Mundo: US$ 1,1 bilhão 5. Os Vizinhos 2 Fim de semana: US$ 9,1 milhões Total EUA: US$ 38,3 milhões Total Mundo: US$ 74,8 milhões 6. Mogli, o Menino Lobo Fim de semana: US$ 6,9 milhões Total EUA: US$ 338,4 milhões Total Mundo: US$ 877,5 milhões 7. Dois Caras Legais Fim de semana: US$ 6,3 milhões Total EUA: US$ 21,7 milhões Total Mundo: US$ 21,7 milhões 8. O Jogo do Dinheiro Fim de semana: US$ 4,2 milhões Total EUA: US$ 33,9 milhões Total Mundo: US$ 50,7 milhões 9. Love & Friendship Fim de semana: US$ 2,4 milhões Total EUA: US$ 3,4 milhões Total Mundo: US$ 3,4 milhões 10. Zootopia Fim de semana: US$ 832 mil Total EUA: US$ 335,8 milhões Total Mundo: US$ 991,4 milhões
Procurando Dory pode mostrar o primeiro casal gay da Pixar
“Procurando Dory” pode mostrar o primeiro casal gay de uma animação da Disney, ainda que numa produção do estúdio Pixar. Um pequeno trecho do novo trailer, divulgado nos EUA na terça (24/5), mostrou a protagonista sendo carregada num aquário por seu novo amigo, o polvo Hank, quando os dois esbarram num carrinho de bebê diante de duas mulheres que parecem ser um casal. A insinuação foi o suficiente para tirar do tédio os usuários do Twitter. “Elas são tão fofas. Isso é ótimo” e “Fiquei com os olhos cheios de lágrimas” foram algumas das reações positivas à breve aparição da dupla, que pode ou não ser um casal de lésbicas. Vale lembrar que a dubladora original de Dory, a comediante Ellen DeGeneres, é lésbica assumidíssima. Recentemente, a Disney liderou uma ameaça de boicote ao estado da Geórgia, nos EUA, contra a aprovação de uma lei que discriminaria os homossexuais, e fãs de “Frozen – Uma Aventura Congelante” iniciaram um petição para que a rainha Elsa ganhasse uma namorada no próximo filme da franquia. A hashtag promovendo a ideia, #GiveElsaAGirlfriend (Dê uma namorada a Elsa), chegou a ficar em primeiro lugar nos trending topics, a lista de assuntos mais comentados no Twitter. O trailer brasileiro, dublado, de “Procurando Dory” não mostra o casal. Ambas as versões podem ser conferidas aqui. A estreia está marcada para 30 de junho no Brasil, duas semanas após o lançamento nos EUA.
Frozen 2: Idina Manzel apoia campanha para dar uma namorada a Elsa
A atriz Idina Menzel embarcou na campanha que pede uma namorada para Elsa na continuação da animação “Frozen: Uma Aventura Congelante” (2013). No começo do mês, fãs do filme usaram as redes sociais para pedir ao estúdio que a rainha ganhasse uma namorada na sequência do longa, já que as produções da Disney não possuem nenhum personagem LGBT. A hashtag #GiveElsaAGirlfriend (Dê uma namorada a Elsa) chegou a ficar em primeiro lugar nos trending topics, a lista de assuntos mais comentados no Twitter. Em entrevista ao programa de televisão Entertainment Tonight, Idina, que dubla Elsa, juntou-se ao coro dos fãs. “Eu acho a ideia ótima”, ela disse. “A Disney tem que lidar com isso. Eu vou deixar que eles resolvam.” Questionada se ela apoiaria caso Elsa realmente ganhasse uma namorada, ela disse: “Sim, não importa o que aconteça, pois essa personagem mudou minha vida”. Dirigido por Chris Buck e Jennifer Lee, “Frozen” arrecadou mais de US$ 1,2 bilhão no mundo inteiro, tornando-se a animação de maior bilheteria de todos os tempos. O filme também venceu dois Oscars em 2014: Melhor Animação e Melhor Canção Original para “Let it Go”, interpretada por Idina. Já confirmado pela Disney, “Frozen 2” ainda não tem data de estreia definida nem enredo divulgado. Em entrevista ao site Collider em março, a atriz Kristen Bell, que dubla a personagem Anna, irmã de Elsa, elogiou o roteiro do novo filme. “A história é ótima, exala qualidade. O que eu sei sobre esse time é que eles não colocam algo no filme apenas por colocar. Por isso demoraram tanto para anunciar uma sequência.”
Estreias: Alice Através do Espelho desencanta em grande circuito
Mais uma semana, mais um candidato a blockbuster. “Alice Através do Espelho” chega em 1.102 salas do país, mais que o dobro do primeiro título da franquia em 2010 (487 telas), ocupando dois terços do parque exibidor nacional. Deste total, 666 telas são 3D e 12 IMAX (ou seja, todos do país). Mas se a criatividade do primeiro filme, dirigido por Tim Burton, inaugurou a tendência das fábulas encantadas com atores reais da Disney, o novo representa o primeiro sinal de esgotamento da fórmula. A continuação de “Alice no País das Maravilhas”, com direção de James Bobin (“Os Muppets”), é um desencanto completo. O colorido excessivo se junta à falta de coerência e as interpretações exageradas para conjurar muitos fogos de artifício. Mas sob o visual deslumbrante, só há fumaça e canastrice. Tiques, afetação e vozes irritantes dão o tom dos personagens, em especial o Chapeleiro Louco de Johnny Depp, que já figura como um das piores interpretações de sua carreira. Com 28% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes, a sequência do filme de 2010 (56%, na época) é oficialmente podre. Outro lançamento infantil ocupa 463 salas. A animação “Peppa Pig – As Botas de Ouro e Outras Histórias” é uma coletânea de curtas da porquinha Peppa Pig, sucesso da TV paga britânica, que no Brasil tem sua série exibida na TV Cultura e na Discovery Kids. Difícil é entender o apelo de assistir TV no cinema. Apenas um lançamento adulto ganha distribuição ampla: “Jogo do Dinheiro”, de Jodie Foster (“Um Novo Despertar”), que reúne os astros George Clooney e Julia Roberts (parceiros da franquia “11 Homens e um Segredo”), em 220 salas. Thriller com muitas camadas, acompanha um apresentador de programa financeiro que, enquanto está “ao vivo”, torna-se refém de um telespectador armado, que perdeu tudo seguindo suas dicas e exige saber porquê ele foi mal intencionado. 55% no Rotten Tomatoes. O circuito limitado dá destaque para “A Garota do Livro”, drama indie sobre pedofilia, em 41 salas. Emily VanCamp (“Capitão América: Guerra Civil”) interpreta uma editora literária que precisa lidar com um trauma do passado, quando um escritor best-seller reaparece em sua vida. Longa de estreia da diretora Marya Cohn, teve boa recepção da crítica americana, com 91% no Rotten Tomatoes. “Roteiro de Casamento”, de Juan Taratuto (“Um Namorado para Minha Esposa), mostra que o cinema argentino também é capaz de produzir comédias tão bobas quanto o Brasil. A história, com projeção em 35 salas, gira em torno de um ator ególatra, que para se relacionar com uma atriz iniciante passa a interpretar um roteiro criado especialmente para o namoro dar certo. Mesmo assim, a trama não vira um besteirol e até introduz citações sofisticadas. Melhor lançamento internacional da semana, o francês “O Valor de um Homem” tem obviamente a pior distribuição, chegando a apenas três salas. Dirigido por Stéphane Brizé (“Mademoiselle Chambon”), traz Vincent Lindon (“Bastardos”) como um profissional desempregado que, entrando na Terceira Idade, precisa reajustar suas expectativas durante o período de crise financeira. É uma porrada dramática, que apresenta de forma crua e dolorida a banalidade da vida. Lindon foi premiado no Festival de Cannes do ano passado pelo papel, além de ter vencido o César (o Oscar francês). A programação ainda traz quatro estreias nacionais. Dois lançamentos são documentários. Da premiada diretora Sandra Werneck (“Cazuza – O Tempo Não Para”), “Os Outros” exibe o cotidiano de três “covers” oficiais de artistas populares – Roberto Carlos, Cazuza e Ivete Sangalo – em dez salas. Já “São Sebastião do Rio de Janeiro – A Formação de uma Cidade” foca a evolução do urbanismo do Rio de Janeiro, em quatro salas. “Uma Noite em Sampa”, de Ugo Giorgetti, é um drama social disfarçado de suspense, que explora clichês da luta de classe numa situação de paranoia não muito distante da visão distópica de “Uma Noite de Crime” (2013), mas que tem mais em comum com a espera de “Festa” (1989), do próprio Giorgetti. Acompanha um grupo de privilegiados – e alguns manequins de plástico… – , que trocaram a cidade vista nos telejornais sensacionalistas de José Luiz Datena e Marcelo Rezende pela segurança dos subúrbios, mas que decidem aproveitar as delícias da capital numa excursão a bordo de um ônibus seguro. Até que, após um jantar num restaurante caríssimo, o motorista some e o medo de passar uma noite paulista se instala. Tudo, porém, acontece numa locação única e o pavor paralisante é mais um estado de espírito que uma ameaça real. O circuito não foi divulgado, mas uma rápida pesquisa aponta exibição numa sala em São Paulo. Com maior alcance, “Ponto Zero” marca a estreia de José Pedro Goulart em longa-metragem, após impressionar com curtas nos anos 1980 e ir ganhar dinheiro com a publicidade. Longe de se mostrar “novato”, o cineasta gaúcho revela excelente domínio de cena, técnica e acabamento, além de apresentar uma narrativa muito bem desenvolvida, como se tivesse burilado o roteiro ao longo de vários anos até deixá-lo brilhante. Seu filme é diferente de tudo que se tem feito no cinema brasileiro nos últimos tempos. Ambicioso, com um toque de experimentalismo, mas bastante coeso, o filme acompanha uma noite de fuga de um adolescente em busca de sexo, um ato de rebeldia numa vida de submissão, que cobra um preço caro – e não apenas por ser sexo pago. Ocupa 13 salas.
Marvel confirma Cate Blanchett como Hela e revela primeira arte conceitual de Thor: Ragnarok
A Marvel divulgou a primeira arte conceitual de “Thor: Ragnorak”, que destaca Hela, a Deusa da Morte, vilã que será vivida pela atriz Cate Blanchett (“Carol”). A imagem, vista em detalhe acima e completa abaixo, foi antecedida pelo anúncio oficial do elenco e dos personagens do filme, confirmando especulações sobre quem a atriz australiana interpretaria na trama. Outro boato que virou fato foi a inclusão da heroína Valquíria na trama, que será mesmo interpretada por Tessa Thompson (“Creed”). A escalação embute uma coincidência. Tessa coestrelou “Creed” com Michael B. Jordan, que foi o primeiro ator negro a interpretar um herói que sempre foi loiro nos quadrinhos. Tessa, por sua vez, será a primeira atriz negra a interpretar uma heroína loira dos quadrinhos. A guerreira nórdica, inspirada no mito de Brunilda, vai virar afro-americana. Um detalhe da trama foi adiantado na época de escalação da atriz e antes de seu papel se tornar conhecido. Ela teria entrado no filme como interesse romântico de Thor no lugar de Natalie Portman, que não retornará à franquia. Dois novos atores também foram confirmados no elenco. Karl Urban (“Star Trek”) vai viver Skurge, que os fãs de quadrinhos conhecem melhor por seu nome de guerra: Executor, vilão asgardiano que usa um machado mortal. E Jeff Goldblum (“Independence Day”) dará vida ao Grã-Mestre, um imortal viciado em jogos, que na saga “Planeta Hulk” organiza competições entre gladiadores alienígenas. A presença do Grã-Mestre é mais uma indicação clara sobre a trama, que, além de Chris Hemsworth como Thor, ainda destaca Mark Ruffalo no papel de Hulk, Tom Hiddleston como Loki, Idris Elba como Heimdall e Anthony Hopkins como Odin. Jamie Alexander, cuja volta como Sif era tida como certa, não foi anunciada no elenco oficial. A direção está a cargo do comediante Taika Waititi, que tem no currículo a comédia sobre vampiros “What We Do in the Shadows”, inédita no Brasil, além das séries “Flight of the Conchords” e “The Inbetweeners”. “Thor: Ragnarok” tem estreia prevista para 26 de outubro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA. Clique na arte abaixo para ampliá-la em tela inteira.
Procurando Dory: Animação da Disney-Pixar ganha dois trailers bem diferentes
A Disney divulgou dois trailers completamente diferentes da animação “Procurando Dory”, sequência de “Procurando Nemo” (2003), um dos maiores sucessos do estúdio Pixar. Uma das prévias, lançada nos EUA, é falada em inglês e resume a trama, apresentando diversos personagens, enquanto mantém os personagens do primeiro filme em destaque. Já a outra foi dublada em português e destaca mais o polvo Hank, personagem que, no Brasil, tem a voz do humorista Antonio Tabet (“Superpai”). No novo filme, a peixinha com problemas de memória procura suas origens, após lembrar dos pais. Isto a faz iniciar uma jornada que a levará a fazer novos amigos, mas também a correr o perigo de ficar presa num aquário marinho. A produção do estúdio Pixar será novamente dirigida por Andrew Stanton, responsável por “Procurando Nemo” e “Wall-E” (2008), e trará de volta, ao elenco de vozes originais, Ellen DeGeneres como Dory e Albert Brooks como Marlin. Nemo, por sua vez, será dublado por Hayden Rolence, uma vez que Alexander Gould, que fez a voz do peixinho no primeiro filme, já está adulto. A estreia está marcada para 30 de junho no Brasil, duas semanas após o lançamento nos EUA.
Teaser de A Bela e a Fera bate recorde de visualizações de Star Wars
“A Bela e a Fera” já é um fenômeno. O primeiro teaser original (a versão em inglês) do filme, disponível na página oficial da Disney no YouTube, foi visto 91,8 milhões de vezes em apenas 24 horas. O número é recorde, superando com folga o antigo líder deste ranking, “Star Wars: O Despertar da Força”, visto 88 milhões de vezes em seu primeiro dia. Confira abaixo a versão do teaser legendada em português. “Star Wars: O Despertar da Força” ainda possui o recorde de trailer completo mais visto em 24h, com 112 milhões de visualizações no ano passado. Por enquanto, o trailer completo de “A Bela e a Fera” não tem previsão para ser divulgado. A antecipação é reflexo de um momento único na história da Disney, cujo domínio do mercado cinematográfico é tão amplo que celebra quebra de recordes em cima de suas próprias produções. Assim como “Mogli, o Menino Lobo”, atualmente em cartaz, “A Bela e a Fera” é uma adaptação com atores de um desenho clássico do estúdio, portanto mais fiel à versão da própria Disney do que à fábula original. Isto o diferencia de outros filmes baseados na história medieval, como a recente adaptação francesa com Vincent Cassel (“Em Transe”) e Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”). O filme traz Emma Watson (franquia “Harry Potter”) como a Bela, Dan Stevens (série “Downton Abbey”) como a Fera, Luke Evans (“Drácula – A História Nunca Contada”) como o vilão Gaston e um elenco de coadjuvantes famosos, formado por Josh Gad (“Jobs”), Stanley Tucci (“Jogos Vorazes”), Emma Thompson (“Walt nos Bastidores de Mary Poppins”), Kevin Kline (“Última Viagem a Vegas”), Ewan McGregor (“Jack, o Caçador de Gigantes”) e Ian McKellen (franquia “O Hobbit”). A direção é de Bill Condon (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer”), o roteiro de Stephen Chbosky (que dirigiu Emma Watson no drama adolescente “As Vantagens de Ser Invisível”) e a trilha de Alan Menken, que ganhou dois Oscars pelo clássico animado em 1991. Por sinal, o filme contará com regravações das canções originais, além de várias músicas inéditas compostas por Menken e Tim Rice. Ou seja, “A Bela e a Fera” preservará a característica musical da animação. Ainda distante, a estreia está marcada para o dia 16 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Procurando Dory: Antonio Tabet apresenta o novo trailer dublado da animação
A Disney divulgou um novo trailer dublado de “Procurando Dory”, sequência de “Procurando Nemo” (2003). A prévia é apresentada pelo humorista Antonio Tabet (“Superpai”), que dubla o polvo Hank (voz original de Ed O’Neill, da série “Modern Family”), um dos novos personagens que Dory encontra na trama. Desta vez, a peixinha com problemas de memória procura suas origens, após lembrar dos pais. Isto a faz iniciar uma jornada que a levará a fazer novos amigos, mas também a correr o perigo de ser presa num aquário marinho. A produção do estúdio Pixar será novamente dirigida por Andrew Stanton, responsável por “Procurando Nemo” e “Wall-E” (2008), e trará de volta, ao elenco de vozes originais, Ellen DeGeneres como Dory e Albert Brooks como Marlin. Nemo, por sua vez, será dublado por Hayden Rolence, uma vez que Alexander Gould, que fez a voz do peixinho no primeiro filme, já está adulto. A estreia está marcada para 30 de junho no Brasil, duas semanas após o lançamento nos EUA.











