Marvel ajuda Disney a quebrar recorde de faturamento na América do Norte em 2018
Graças a “Pantera Negra” e à abertura de “Vingadores: Guerra Infinita”, duas produções da Marvel, o estúdio Disney se tornou o primeiro a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão de faturamento na América do Norte em 2018. E isto no tempo mais curto já registrado, durante o quarto mês do ano. O recorde anterior pertencia à própria Disney, atingido em 7 de maio de 2016. Os valores que possibilitaram este recorde incluem os US$ 683,6M (milhões) de “Pantera Negra”, os US$ 105,9M das primeiras 24 horas de exibição de “Vingadores: Guerra Infinita” e um residual de US$ 3M de “Thor: Ragnarok” (cuja maior parte do faturamento aconteceu em 2017). Outros filmes que aumentaram a receita foram “Star Wars: Os Últimos Jedi” (com “apenas” US$ 102,9M, já que a maior parte da bilheteria deste filme também entrou no cômputo do ano passado), “Viva – A Vida É uma Festa” e “Uma Dobra no Tempo”. Este é o terceiro ano consecutivo que a Disney supera os concorrentes no show do bilhão de Hollywood. Por coincidência, desde que passou a somar produções da Marvel, Pixar e Lucasfilm entre seus lançamentos. A partir de 2019, a Disney também deverá contar com as produções da Fox – se não houver veto do governo dos Estados Unidos à negociação entre os dois estúdios.
Vingadores: Guerra Infinita registra maior bilheteria de estreia da Marvel na América do Norte
Os primeiros dias de exibição de “Vingadores: Guerra Infinita” já registram recordes atrás de recordes para a Disney, deixando para trás os números de “Pantera Negra”, que tanto tinham impressionado. O filme abriu na sexta (27/4) nos Estados Unidos e Canadá com US$ 105,9M – uma conta que inclui sessões noturnas de quinta, que renderam US$ 39M – , pulverizando o desempenho de “Vingadores: Era de Ultron”, que arrecadou US$ 84,4M em 2015, e “Pantera Negra”, com US$ 75,9M neste ano. A estreia só foi menor que a de “Star Wars: O Despertar da Força”, que abriu com US$ 119,1M em 2015. O estúdio esfrega as mãos, já que, graças a “Pantera Negra” e a abertura de “Vingadores: Guerra Infinita”, duas produções da Marvel, se tornou o primeiro de Hollywood a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão de faturamento na América do Norte em 2018. E isto no tempo mais curto já registrado, durante o quarto mês do ano. O recorde anterior pertencia à própria Disney, atingido em 7 de maio de 2016. O mercado internacional também vem acompanhando esse desempenho. Após a estreia de US$ 39M (milhões) na quarta (25/4), que quebrou recordes na Coreia do Sul, França e outros países, “Vingadores: Guerra Infinita” somou mais 22 mercados na quinta e outros US$ 55M de arrecadação estrangeira para elevar seu faturamento a US$ 95M nos primeiros dois dias nas bilheterias internacionais. Na sexta, a soma quase dobrou, com mais US$ 83,5M, totalizando a soma internacional em US$ 178,5M em três dias. E isto sem o mercado chinês, onde o filme só chegará em 11 de maio. Juntando os valores da América do Norte, o longa já soma, entre quarta e sexta-feira, US$ 284,4M em todo o mundo. Diante dessa largada, o desempenho do fim de semana está sendo acompanhado com expectativa pelo mercado, já que o filme deve atingir mais de US$ 200M na bilheteria doméstica e US$ 500M mundial. Resta saber se conseguirá quebrar o recorde de “O Despertar da Força”, que estreou com US$ 247,9M na América do Norte há dois anos, e de “Velozes e Furiosos 8”, que abriu com US$ 532,5 milhões mundiais no ano passado. De todo modo, são valores que somente um punhado de produções conseguiu materializar.
Michelle Pfeiffer será rainha na continuação de Malévola
A atriz Michelle Pfeiffer, que recentemente estrelou “O Assassinato no Expresso Oriente” e estará em “Homem-Formiga e a Vespa”, incluiu outro blockbuster em sua agenda. Segundo o site The Hollywood Reporter, ela vai interpretar uma rainha na sequência de “Malévola” (2014). Pfeiffer vai se juntar a Angelina Jolie, que retorna no papel-título, e Elle Fanning, novamente como a Princesa Aurora, além de Ed Skrein (“Deadpool”) e a brasileira Fernanda Diniz (série “Hollyoaks”), outras novidades do elenco em papéis ainda não identificados. A trama da continuação foi escrita por Jez Butterworth (roteirista de “No Limite do Amanhã”) e Linda Woolverton (do primeiro “Malévola”). A direção está a cargo do norueguês Joachim Rønning (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”). E a Disney ainda não divulgou maiores detalhes, nem marcou a data da estreia.
Comcast cobre oferta da Fox pela rede europeia de canais pagos Sky
A Disney venceu a Comcast na disputa pela compra da Fox. Mas o conglomerado americano, que é dono do estúdio Universal e da rede NBC, resolveu dar o troco e cobriu a oferta da Fox pela rede de canais pagos europeus Sky. Oferecendo US$ 31 bilhões pela rede sediada em Londres, a Comcast superou o que havia sido oferecido pela Fox anteriormente e o comitê de acionistas retirou a recomendação de vender os canais Sky para a Fox. “Como resultado do anúncio desta oferta de maior valor, o comitê independente (da Comcast) está descartando a recomendação pela oferta da 21st Century Fox de 15 de dezembro de 2016 e está encerrando o acordo de cooperação que foi feito com a 21st Century Fox na mesma data”, disse a diretoria da Sky. Brian L. Roberts, presidente da Comcast, afirmou: “Estamos animados em formalizar nossa oferta pela Sky hoje. Nós acreditamos há tempos que a Sky é uma grande companhia e que casa bem com a Comcast. A Sky tem negócios fortes, lealdade de clientes e uma marca valiosa. É gerida por uma equipe ótima, com quem estamos ansiosos para trabalhar, construir e crescer os negócios”. Roberts citou ainda os 23 milhões de assinaturas da rede de TV paga e a posição de liderança em países como Reino Unido, Itália e Alemanha para justificar a confiança em um bom negócio. “Será nossa plataforma para crescer na Europa e nos permitirá investir em mais programação original e inovação, para entregar uma experiência diferenciada aos assinantes.” Agora, as agências regulatórias precisam estudar a proposta e o impacto dela, para concretizar ou não o negócio. Isto se a Disney não ajudar a Fox a cobrir a oferta…
Para chefão da Marvel, juntar X-Men e Vingadores será difícil, mas divertido
Em sua blitz pela imprensa geek para divulgar “Vingadores: Guerra Infinita”, o presidente do Marvel Studios, Kevin Feige, foi questionado sobre quando os X-Men serão integrados ao universo cinematográfico da Marvel, após a compra da Fox pela Disney. Ao falar sobre o tema com o site Coming Soon, ele deu a tradicional resposta do copo meio cheio e meio vazio. “Ainda está longe para falamos se isso vai acontecer ou não”, respondeu à princípio, ressaltando que não está trabalhando com esta possibilidade no momento. Afinal, ainda deve demorar um ano para a negociação entre os estúdios ser aprovada pelos órgãos de controle do governo americano. “Temos cinco filmes que já anunciamos e que tomam uma grande percentagem do nosso tempo”, acrescentou. Mas não demorou a mostrar entusiasmo com a possibilidade. “Se olharmos a ‘Fase 1’, depois do “Homem de Ferro” ser lançado, quando anunciamos os filmes a seguir, entre eles ‘Thor’, as pessoas questionaram: ‘Como vocês podem trazer um deus nórdico que voa com um martelo para um mundo científico já estabelecido com Tony Stark?’”, ele lembrou. “Essa foi a razão que fizemos ‘Thor’ do jeito que fizemos, facilitando ao personagem para entrar num mundo comum, ainda que eles não se entendessem tão bem e tivessem problema de lidar um com o outro no começo. Isso foi o divertido”, contou Feige. Ou seja, trazer os X-Men para os filmes da Marvel pode parecer difícil, mas será um desafio divertido. “Sempre há uma maneira. Nos quadrinhos, isso tem dado certo por meio século”, completou Feige.
Um Lugar Silencioso recupera o 1º lugar das bilheterias da América do Norte
O terror “Um Lugar Silencioso” continua a surpreender as expectativas do mercado, ao retomar o 1º lugar das bilheterias da América do Norte neste fim de semana. O longa dirigido pelo ator John Krasinski tinha perdido o topo para “Rampage – Destruição Total” na semana passada. Mas a situação agora se inverteu, com “Rampage” ficando com o 2º lugar. A diferença entre os dois filmes é pequena, com o terror faturando US$ 22M (milhões), enquanto a aventura de Dwayne Johnson ficou com US$ 21M. Ao todo, “Um Lugar Silencioso” já soma US$ 132,3M nos Estados Unidos e Canadá e US$ 207,1M em todo o mundo. Uma façanha e tanto para uma produção barata, orçada em apenas U$ 17 milhões. Já “Rampage” se arrasta com US$ 66,6M na América do Norte, tendo custado o dobro, US$ 120M apenas de produção. A situação só não é pior porque os chineses ajudaram a diminuir o prejuízo, fazendo com o que o longa atingisse US$ 283M em todo o mundo. O azar da Warner é que o estúdio está competindo contra si mesmo na China, onde “Jogador Nº 1” está se provando um fenômeno de popularidade. A nova sci-fi de Spielberg não estourou na América do Norte, onde acumula apenas US$ 126,1M, mas fez mais de US$ 200M só no mercado chinês, ajudando sua arrecadação mundial a ultrapassar os US$ 500M. A programação teve três estreias. As mais destacadas foram as comédias “Sexy por Acidente” e “Super Troopers 2”, que ocuparam o 3º e o 4º lugares, respectivamente. Mais ambiciosa, a primeira é estrelada por Amy Schumer e não teve o desempenho imaginado pelo estúdio STX, que está se especializando em tomar prejuízos com comédias femininas. A produção custou US$ 32M e abriu com apenas US$ 16,2M. Para completar, foi destruída pela crítica, com 34% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes. A estreia no Brasil está marcada para 10 de maio. A continuação do besteirol “Super Tiras” (2001) não teve resultado muito diferente, com US$ 14,7M de faturamento e 35% de aprovação. Mas é uma produção menos dispendiosa, realizada por US$ 13,5M. Não há previsão para seu lançamento no Brasil. A última estreia foi um desastre completo. Apostando no suspense de temática racial, que catapultou “Corra!” para o Oscar, “Traffik” conseguiu ser ainda pior avaliado que os demais, com 24% de aprovação. Praticamente ignorado pelo grande público, abriu em 9º lugar com somente US$ 3,8M. Não há planos para seu lançamento no país. Vale destacar ainda a estreia de “Ghost Stories” no circuito limitado. Lançado em apenas uma sala, a antologia de terror indie faturou US$ 12,5 mil, o maior valor por sala da semana, e arrancou elogios da crítica, com 84% de aprovação no Rotten Tomatoes. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique nos títulos para saber mais sobre cada lançamento. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Um Lugar Silencioso Fim de semana: US$ 22M Total EUA e Canadá: US$ 132,3M Total Mundo: US$ 207,1M 2. Rampage Fim de semana: US$ 21M Total EUA e Canadá: US$ 66,6M Total Mundo: US$ 283M 3. Sexy por Acidente Fim de semana: US$ 16,2M Total EUA e Canadá: 16,2M Total Mundo: 16,2M 4. Super Troopers 2 Fim de semana: US$ 14,7M Total EUA e Canadá: US$ 14,7M Total Mundo: US$ 14,7M 5. Verdade ou Desafio Fim de semana: US$ 7,9M Total EUA e Canadá: US$ 30,3M Total Mundo: US$ 38,29M 6. Jogador Nº 1 Fim de semana: US$ 7,5M Total EUA e Canadá: US$ 126,1M Total Mundo: US$ 521,5M 7. Não Vai Dar Fim de semana: US$ 6,9M Total EUA e Canadá: US$ 48,2M Total Mundo: US$ 67,7M 8. Pantera Negra Fim de semana: US$ 4,6M Total EUA e Canadá: US$ 6819M Total Mundo: US$ 1,3B 9. Traffik Fim de semana: US$ 3,8M Total EUA e Canadá: US$ 3,8M Total Mundo: US$ 3,8M 10. Ilha de Cachorros Fim de semana: US$ 3,4M Total EUA e Canadá: US$ 24,3M Total Mundo: US$ 39,6M
Intérprete do vilão de Deadpool voltará a ser malvado na continuação de Malévola
O ator Ed Skrein, que viveu o vilão Ajax em “Deadpool” (2016), entrou no elenco da continuação de “Malévola” (2014). Ele voltará a ser malvado, mas seu papel não foi revelado. Ele vai se juntar a Angelina Jolie e Elle Fanning, que repetirão suas interpretações como a personagem-título e a princesa Aurora, respectivamente. A sequência foi escrita por Jez Butterworth (roteirista de “No Limite do Amanhã”) e Linda Woolverton (do primeiro “Malévola”) e a direção está a cargo do norueguês Joachim Rønning (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”). “Malévola”, que contou a história de “A Bela Adormecida” pelo ponto de vista da vilã, foi um grande sucesso da Disney e rendeu a maior bilheteria de um filme estrelado por Angelina Jolie, US$ 758 milhões em todo o mundo. A continuação ainda não tem previsão de estreia.
Rampage estreia em 1º lugar na América do Norte, mas sem causar Destruição Total
Os monstros gigantes de “Rampage – Destruição Total” fizeram mais barulho que as criaturas de “Um Lugar Silencioso” neste fim de semana nas bilheterias da América do Norte. “Rampage” estreou em 1º lugar. Entretanto, não causou a “Destruição Total” anunciada por seu subtítulo brasileiro. Mais que a conquista do topo do ranking, o que chamou atenção foi sua pouca vantagem sobre o líder da semana passada, o surpreendente “Um Lugar Silencioso”. A diferença, ainda em fase estimada, girou em torno de apenas US$ 2M (milhões). O feito de “Rampage” diz mais sobre a popularidade do astro Dwayne Johnson do que qualquer expectativa do público sobre outro filme de “Destruição Total” com monstros vitaminados. Afinal, “Rampage” chega aos cinemas logo após o fracasso de “Círculo de Fogo: A Revolta”, que fez ao todo US$ 57,6M no mercado doméstico desde seu lançamento em 23 de março. Além disso, veio acompanhado por uma avaliação medíocre – 50% de aprovação – da crítica. Apesar da abertura no topo, a verdade é que os US$ 34,5M arrecadados só podem ser comemorados como reforço de caixa. A estreia realmente festejada foi a chinesa, que rendeu US$ 55M e ajudou o montante mundial a atingir US$ 148,6M. Graças ao exterior, a Warner vê chances reais de recuperar o investimento na produção, orçada em US$ 120M – sem contar as despesas de marketing. “Um Lugar Silencioso”, por outro lado, é só lucro para a Paramount. O filme de US$ 17M já soma quase US$ 100M nas bilheterias domésticas – e ultrapassou os US$ 150M mundiais – , uma façanha e tanto para um longa de terror barato. O gênero do terror está tão prestigiado que até um filme fraquíssimo como “Verdade ou Desafio” já deu lucro em seu primeiro fim de semana de exibição. “Verdade ou Desafio”, que custou apenas US$ 3,5M, faturou US$ 19M entre sexta (13/4) e domingo (15/4), e abriu em 3º lugar nos Estados Unidos e no Canadá. Considerada podre, com 15% de aprovação no Rotten Tomatoes, o longa estrelado por diversos atores de TV chega em 3 de maio no Brasil. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique nos títulos para saber mais sobre cada lançamento. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Rampage Fim de semana: US$ 34,5M Total EUA e Canadá: US$ 34,5M Total Mundo: US$ 148,6M 2. Um Lugar Silencioso Fim de semana: US$ 32,6M Total EUA e Canadá: US$ 99,6M Total Mundo: US$ 151,3M 3. Verdade ou Desafio Fim de semana: US$ 19M Total EUA e Canadá: 19M Total Mundo: 21,6M 4. Jogador Nº 1 Fim de semana: US$ 11,2M Total EUA e Canadá: US$ 114,6M Total Mundo: US$ 474,8M 5. Não Vai Dar Fim de semana: US$ 10,2M Total EUA e Canadá: US$ 36,9M Total Mundo: US$ 52,9M 6. Pantera Negra Fim de semana: US$ 8M Total EUA e Canadá: US$ 673,7M Total Mundo: US$ 1,3B 7. Ilha de Cachorros Fim de semana: US$ 5M Total EUA e Canadá: US$ 18,4M Total Mundo: US$ 27,1M 8. Eu Só Posso Imaginar Fim de semana: US$ 3,8M Total EUA e Canadá: US$ 74,9M Total Mundo: US$ 74,9M 9. Acrimony Fim de semana: US$ 3,7M Total EUA e Canadá: US$ 37,8M Total Mundo: US$ 38,9M 10. Chappaquiddick Fim de semana: US$ 3M Total EUA e Canadá: US$ 11M Total Mundo: US$ 11M
Jet Li e Gong Li negociam papéis na versão com atores de Mulan
A Disney segue atrás de grandes estrelas do cinema chinês para sua versão com atores de “Mulan”. De acordo com o site The Hollywood Reporter, Jet Li (“Herói”) e Gong Li (“Memórias de Uma Gueixa”) estão negociando papéis importantes na produção americana. O astro dos filmes de ação está cotado para viver o imperador da China, enquanto a diva dos dramas de época viverá a vilã do filme, uma bruxa. Caso isso se confirme, indicaria uma mudança em relação ao longa animado de 1998, em que o antagonista foi Shan Yu, líder dos hunos. Eles se juntariam a Donnie Yen (“O Grande Mestre”), que viverá o mentor de Mulan, e Liu Yifei (de “O Reino Proibido”) no papel-título. Fluente em inglês, por ter morado em Nova York durante parte de sua infância, a atriz é considerada uma das mais populares da atualidade na China. A fábula de “Mulan” conta a história de uma guerreira chinesa que resolve se fingir de homem para ir à guerra no lugar do pai, um senhor de idade doente que provavelmente morreria em batalha, mas que precisaria lutar por ser o único homem da família. A versão animada dos anos 1990 fez história por seu pioneirismo, ao mostrar a primeira Princesa da Disney realmente independente, capaz de fazer o que qualquer homem faria e dispensando ajuda de um Príncipe Encantado para vencer seus desafios. A direção da versão com atores está a cargo da neo-zelandesa Niki Caro, que chamou atenção em 2002 à frente de outra história com tom de fábula e heroína adolescente, “Encantadora de Baleias”. Ela será a primeira mulher a dirigir uma fábula “live action” da Disney, após “Alice no País das Maravilhas” (2012), “Malévola” (2014), “Cinderela” (2015), “Mogli” (2016) e “A Bela e a Fera” (2017) terem sido comandadas por homens. Niki Caro realizou recentemente a série infantil “Anne”, disponível no Brasil pela Netflix, e o filme “O Zoológico de Varsóvia”, lançado no ano passado.
Novo trailer dublado de Os Incríveis 2 revela trama e supervilão do filme
A Disney/Pixar divulgou um novo pôster e o segundo trailer dublado de “Os Incríveis 2”, que mostram os novos desafios da família Parr (ou Pêra, na versão dublada). A prévia condensa a trama, mostrando como o Sr. Incrível vira dono de casa para que sua esposa, a Mulher-Elástico, possa combater o crime e mudar a imagem dos super-heróis, que foram banidos pelo governo. Mas não é fácil ser pai de uma adolescente em crise, um menino literalmente hiperativo e um bebê que começa a manifestar super-poderes perigosos. Para completar, ainda há o surgimento de um novo supervilão: o Hipnotizador. Compare abaixo o trailer nacional com o americano, em que as vozes da família continuam a ser dubladas pelos atores Craig T. Nelson (série “Parenthood”), Holly Hunter (“Batman vs. Superman”) e Sarah Vowell (“Filhos do Divórcio”). Só o menino Flecha/Dash tem nova voz, o novato Huck Milner. Além deles, Samuel L. Jackson (“Os Oito Odiados”) também retorna como Frozone e o diretor Brad Bird continua a fazer a voz de Edna Moda. Nada disso será ouvido nos cinemas brasileiros, mas poderá ser conferido em versões posteriores em vídeo e streaming. Novamente escrito e dirigido por Bird, a continuação do clássico de 2004 da Pixar tem estreia marcada para o dia 28 de junho no Brasil, duas semanas após o lançamento nos Estados Unidos.
Donnie Yen será mentor de Mulan na versão com atores da Disney
O astro chinês das artes marciais Donnie Yen (“O Grande Mestre”) entrou na versão com atores de “Mulan”, em desenvolvimento na Disney. Segundo o Deadline, ele vai interpretar o comandante Tung, mentor e professor da heroína da fábula chinesa. Donnie Yen já tinha trabalho antes numa produção da Disney, ao estrelar “Rogue One: Uma História Star Wars” (2016). Ele é segundo ator confirmado no elenco da atração, após o anúncio da também chinesa Liu Yifei (de “O Reino Proibido”) no papel-título. Fluente em inglês, por ter morado em Nova York durante parte de sua infância, a atriz já trabalhou com o astro em “O Grande Mestre 3” (2015). A fábula de “Mulan” conta a história de uma guerreira chinesa que resolve se fingir de homem para ir à guerra no lugar do pai, um senhor de idade doente que provavelmente morreria em batalha, mas que precisaria lutar por ser o único homem da família. A versão animada dos anos 1990 fez história por seu pioneirismo, ao mostrar a primeira Princesa da Disney realmente independente, capaz de fazer o que qualquer homem faria e dispensando ajuda de um Príncipe Encantado para vencer seus desafios. A direção da versão com atores está a cargo da neo-zelandesa Niki Caro, que chamou atenção em 2002 à frente de outra história com tom de fábula e heroína adolescente, “Encantadora de Baleias”. Ela será a primeira mulher a dirigir uma fábula “live action” da Disney, após “Alice no País das Maravilhas” (2012), “Malévola” (2014), “Cinderela” (2015), “Mogli” (2016) e “A Bela e a Fera” (2017) terem sido comandadas por homens. Niki Caro realizou recentemente a série infantil “Anne”, disponível no Brasil pela Netflix, e o filme “O Zoológico de Varsóvia”, lançado no ano passado.
John Cusack ataca versão Disney de Alta Fidelidade
O ator John Cusack usou o Twitter para protestar contra a transformação do livro e do filme “Alta Fidelidade” numa série de comédia romântica do serviço de streaming da Disney. Insatisfeito com as mudanças anunciadas pela Disney para a adaptação, que vai trocar o gênero do protagonista, ele disparou: “Versão pra cima?… Parece que a magia vai ser perdida. Eles querem misturar a marca deles com a nossa obra — e vão f**** tudo”. Em um terceiro tweet, Cusack declarou que não acha uma versão feminina do personagem principal ruim, mas não confia numa produção sem a participação de Nick Horby, autor do livro de 1995. Cusack foi indicado ao Globo de Ouro em 2001 pelo papel de Rob Gordon, o dono de uma loja de discos obcecado com listas de melhores, no filme dirigido por Stephen Frears. Fãs da obra cultuada também demonstraram insatisfação com a novidade. Alguns lembraram do fracasso da versão de 2016 de “Caça-fantasmas”, que também resolveu mudar o gêneros dos protagonistas. A adaptação está a cargo das roteiristas Veronica West e Sarah Kucserka, que trabalharam juntas em “Ugly Betty”, “Brothers and Sisters”, “Hart of Dixie” e “Bull”. Up beat ? sound like they may miss the majic mix – 🙂 what came first the music or the misery ? https://t.co/rHyst6p4zv — John Cusack (@johncusack) April 6, 2018 Of course – they want to brand their thing with our thing- they’ll fuck it up 😉 https://t.co/J1QTTocMTR — John Cusack (@johncusack) April 6, 2018
Um Lugar Silencioso assusta com estreia em 1º lugar na América do Norte
Um grande silêncio baixou sobre as bilheterias dos Estados Unidos e do Canadá neste fim de semana, fruto de um susto que só os melhores filmes de terror conseguem causar. Até os executivos do estúdio Paramount ficaram de boca aberta, tamanho foi o desempenho de “Um Lugar Silencioso”, superando todas as projeções feitas ao longo da semana. Havia a expectativa de uma disputa acirrada pelo 1º lugar, entre o terror e a sci-fi “Jogador Nº 1”, que tinha estreado no topo na semana passada. Mas “Um Lugar Silencioso” rendeu o dobro do filme de Steven Spielberg – e 60% a mais que as estimativas dos analistas do mercado, que previam uma estreia na casa dos U$ 20 milhões. “Um Lugar Silencioso” abriu com U$ 50 milhões no mercado doméstico, valor que representa a segunda maior bilheteria de estreia do ano, atrás apenas do fenômeno “Pantera Negra” na América do Norte. Com isso, o filme já se pagou. Afinal, foi uma produção modesta, orçada em apenas U$ 17 milhões, o que ajuda a explicar a surpresa da Paramount. Vale lembrar que a última vez que o estúdio teve uma estreia com abertura superior a US$ 50 milhões foi com “Star Trek: Sem Fronteiras” em julho de 2016, e aquele lançamento custou US$ 185M. O resultado positivo demonstrou a importância do boca-a-boca, que pode se tornar viral nessa época de redes sociais. Importante lembrar que a produção foi rodada em sigilo e não contou com um marketing espontâneo de fotos vazadas de set ou expectativa criada em antecipação ao projeto. Em vez disso, todo o barulho foi causado pelo próprio filme, a partir da première estrategicamente realizada há um mês no Festival SXSW, diante dos principais críticos dos Estados Unidos, onde foi aplaudido de pé. A qualidade do trabalho foi elogiadíssima na imprensa, rendendo 100% de aprovação no Rotten Tomatoes por ocasião da exibição. E os elogios continuaram num crescendo que culminaram em recomendação até do escritor Stephen King, em seu Twitter pessoal. A obra também consagrou o trabalho de direção de John Krasinski, como aconteceu com Jordan Peele ao comandar “Corra!” no ano passado – por coincidência, outro filme de terror. Ao contrário de Peele, porém, Krasinski já tinha dirigido dois filmes antes, as comédia indies “Brief Interviews with Hideous Men” (2009) e “Família Hollar” (2016). Além de dirigir e escrever, o ator também estrelou o longa, trabalhando pela primeira vez ao lado de sua esposa na vida real, a atriz Emily Blunt (“Sicario”). Na trama, os dois vivem os pais de uma família em fuga, que se afasta da civilização para viver no mais completo silêncio, numa fazenda isolada. O motivo do silêncio são criaturas terríveis, que invadiram o planeta e reagem ao menor barulho. “Jogador Nº 1” ficou com o 2º lugar, arrecadando US$ 25 milhões. Como é típico dos filmes de Spielberg, o longa não desabou após a estreia, mantendo-se entre os mais assistidos. Esta característica costuma render boas bilheterias aos longas do diretor, mesmo que não apresentem o comportamento típico dos blockbusters. A consistência já rendeu à sci-fi futurista US$ 96,9M no mercado doméstico e US$ 391,3M mundialmente, em seus primeiros 10 dias de exibição. É interessante analisar o contraste do desempenho de “Círculo de Fogo: A Revolta”, que liderou o ranking antes de “Jogador Nº 1”. Em apenas três semanas, o longa dos robôs gigantes caiu do 1º para o 9º lugar. A segunda melhor estreia da semana foi a comédia “Não Vai Dar” (Blockers), espécie de “American Pie” feminino, que conseguiu agradar à crítica com 83% de aprovação. Abriu em 3º lugar, com US$ 21,4M, mas só vai chegar ao Brasil em 31 de maio. O drama indie “Chappaquiddick”, sobre o escandaloso acidente de 1969 que acabou com as pretensões presidenciais do jovem senador Ted Kennedy (vivido por Jason Clarke, de “Planeta dos Macacos: O Confronto”), também agradou a crítica, com 80% de aprovação. Mas a pouca divulgação e distribuição mediana lhe rendeu um distante 7º lugar com US$ 6,2M. O filme não tem previsão de lançamento no Brasil. O pior desempenho coube ao drama edificante “The Miracle Season”, que juntou esportes, história real de superação e coadjuvantes veteranos num amontoado de clichês. Ficou com 33% de aprovação no Rotten Tomatoes e abriu fora do Top 10, em 11º lugar, com 4,1 milhão. Logo abaixo de “Ilha de Cachorros”, que finalmente entrou na parte superior do ranking. O detalhe é que a animação em stop-motion do diretor Wes Anderson continua a ser exibida em circuito limitado, num total de 554 telas. Mesmo assim, já faturou US$ 12M nos Estados Unidos. Trata-se do maior sucesso limitado de 2018. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Um Lugar Silencioso Fim de semana: US$ 50M Total EUA e Canadá: US$ 50M Total Mundo: US$ 71M 2. Jogador Nº 1 Fim de semana: US$ 25M Total EUA e Canadá: US$ 96,9M Total Mundo: US$ 391,3M 3. Não Vai Dar Fim de semana: US$ 21,4M Total EUA e Canadá: 21,4M Total Mundo: 32,1M 4. Pantera Negra Fim de semana: US$ 8,4M Total EUA e Canadá: US$ 665,3M Total Mundo: US$ 1,2B 5. Eu Só Posso Imaginar Fim de semana: US$ 8,3M Total EUA e Canadá: US$ 69M Total Mundo: US$ 69M 6. Acrimony Fim de semana: US$ 8M Total EUA e Canadá: US$ 31,3M Total Mundo: US$ 31,7M 7. Chappaquiddick Fim de semana: US$ 6,2M Total EUA e Canadá: US$ 6,2M Total Mundo: US$ 6,2M 8. Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim Fim de semana: US$ 5,6M Total EUA e Canadá: US$ 33,8M Total Mundo: US$ 45,7M 9. Círculo de Fogo: A Revolta Fim de semana: US$ 4,9M Total EUA e Canadá: US$ 54,9M Total Mundo: US$ 267M 10. Ilha de Cachorros Fim de semana: US$ 4,6M Total EUA e Canadá: US$ 12M Total Mundo: US$ 17,4M











