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    Scorsese vs Marvel: Diretor continua guerra infinita com novo ataque publicado no New York Times

    5 de novembro de 2019 /

    Martin Scorsese está transformando sua crítica sobre como a Marvel reduz o cinema a franquias de parques temáticos numa franquia em si mesma. O novo capítulo dessa guerra infinita foi publicado na segunda-feira (4/11) na forma de um artigo opinativo no jornal The New York Times, que não acrescenta elementos novos na discussão, mas reforça tudo o que diretor já disse. Enquanto a manchete do ensaio (“Martin Scorsese: Eu disse que os filmes da Marvel não são cinema. Deixe-me explicar”) parece potencialmente conciliatória, o texto do cineasta só oferece desdém à Marvel Studios. Seu alvo principal é a mitologia abrangente dos filmes e sua abordagem formulística. “Alguns dizem que as filmes de Hitchcock eram todos parecidos, e talvez isso seja verdade – o próprio Hitchcock se questionou sobre isso. Mas a mesmice dos filmes de franquia de hoje é outra coisa diferente. Muitos dos elementos que definem o cinema como eu o conheço estão nos filmes da Marvel. O que não existe é revelação, mistério ou perigo emocional genuíno. Nada está em risco. Os filmes são feitos para satisfazer um conjunto específico de demandas de consumo e projetados como variações em um número finito de temas”. “Muitos filmes de franquia são feitos por pessoas de considerável talento e arte. Você pode ver isso na tela. O fato de os filmes em si não me interessarem é uma questão de gosto e temperamento pessoal. Sei que, se eu fosse mais jovem, se tivesse amadurecido mais tarde, ficaria empolgado com esses filmes e talvez até quisesse fazer um. Mas eu cresci quando cresci e desenvolvi um senso de cinema – do que é cinema e do que poderia ser – que passa tão longe do universo Marvel quanto nós, na Terra, de Alpha Centauri.” Vale considerar que, se fosse mais velho, Scorsese também não teria problema em se empolgar com a Marvel, já que teria crescido em meio aos seriados de aventura, que inventaram o termo “cliffhanger” e a falta de perigo emocional genuíno. Seu contemporâneo George Lucas é o primeiro a admitir ter se inspirado nos seriados dos anos 1930 e 1940, em particular “Flash Gordon” (por sinal, também uma adaptação de quadrinhos), para criar “Star Wars”. E, de fato, é muito interessante que Scorsese reclame da Marvel, mas silencie sobre “Star Wars”, de seu amigo Lucas, ou sobre outras franquias de colegas prestigiados, como “Jurassic Park”, de Steven Spielberg, “Aliens”, de Ridley Scott, “O Senhor dos Anéis”, de Peter Jackson, e “O Exterminador do Futuro”, de James Cameron. Até Francis Ford Coppola, que ecoou seus ataques contra a fábrica de franquias da Marvel, desenvolveu seu próprio universo cinematográfico com três “O Poderoso Chefão”. Para Scorsese, o problema é amplificado pela natureza interconectada dos filmes da Marvel e o uso de personagens arquetípicos, enredos melodramáticos e riscos supostamente sem consequências, que reduziriam os filmes de super-heróis a algo artisticamente estridente e economicamente perigoso para o futuro do cinema. “Eles são sequências no nome, mas remakes em espírito, e tudo neles é oficialmente sancionado porque não pode realmente ser de outra maneira. Essa é a natureza das franquias modernas de cinema: pesquisadas no mercado, testadas pelo público, avaliadas, modificadas, reavaliadas e refeitas novamente até estarem prontas para o consumo. Outra maneira de dizer seria que eles são tudo o que os filmes de Paul Thomas Anderson ou Claire Denis ou Spike Lee ou Ari Aster ou Kathryn Bigelow ou Wes Anderson não são. Quando assisto a um filme de qualquer um desses cineastas, sei que vou ver algo absolutamente novo e ser levado a áreas de experiência inesperadas e talvez até inomináveis. Meu senso do que é possível ao contar histórias com imagens e sons em movimento será expandido.” A visão de Scorsese reflete uma escola de cinema que busca pensar o diretor como autor de obras de identidades claramente definidas. Para ele, os filmes da Marvel são produções de comitê, mais criação de um produtor, no caso Kevin Feige, do que de cineastas e, portanto, seriam todos iguais. Mas é importante lembrar que essa mesma escola de pensamento, desenvolvida entre os anos 1950 e 1960 na revista francesa Cahiers do Cinema, destacava que diretores como Hitchcock, John Ford e outros mestres de Hollywood criaram obras autorais num sistema de estúdio muito mais opressivo que o atual, que os tratava como meros funcionários de projetos encomendados. Se algum dia assistir aos filmes da Marvel, Scorsese perceberá que deve desculpas a colegas de profissão por usar esse argumento. “Guardiões da Galáxia” de James Gunn, “Thor: Ragnarok”, de Taika Waititi, e “Pantera Negra”, de Ryan Coogler, são tão autorais quanto os títulos de qualquer um dos cineastas citados por ele. Além disso, as produções são muito diversas entre si. O tom de espionagem setentista de “Capitão América: Guerra Civil” não tem nada a ver com o humor escrachado de “Homem-Formiga e a Vespa”. E há, sim, um envolvimento emocional genuíno do público em relação ao destino dos personagens. A morte do Tony Stark, de Robert Downey Jr., em “Vingadores: Ultimato”, gerou comoção tão grande quanto o destino de Jack, de Leonardo DiCaprio, em “Titanic”, filme vencedor de 11 Oscars. Mas, para Scorsese, a abordagem de franquia dos filmes da Marvel estaria sufocando o cinema “de verdade”. “Há entretenimento audiovisual mundial e há cinema. Eles ainda se sobrepõem de tempos em tempos, mas isso está se tornando cada vez mais raro. E temo que o domínio financeiro de um esteja sendo usado para marginalizar e até menosprezar a existência do outro. Para quem sonha em fazer filmes ou está apenas começando, a situação neste momento é brutal e inóspita para a arte. E o simples ato de escrever essas palavras me enche de uma tristeza terrível. ” A frase final revela que o problema, na verdade, pode ser outro. “Pantera Negra”, por exemplo, foi considerado cinema, no sentido mais artístico possível, pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, tornando-se o primeiro lançamento do gênero indicado ao Oscar de Melhor Filme. Não apenas isso. “Coringa” venceu o Festival de Veneza, reduto tradicional do cinema de arte. E agora Scorsese encara a possibilidade concreta de a adaptação de quadrinhos de Todd Phillips disputar o Oscar 2020 como favorito contra, vejam só, seu novo filme, “O Irlandês”. Ele desqualifica o gênero “filmes de super-heróis” como um todo, no momento que seus pares valorizam cada vez mais os aspectos artísticos desse mesmo gênero. Não só isso. A insistência de Scorsese com o assunto Marvel não deixa de ser um estratagema para desviar atenção de seu problema particular com a questão. Afinal, seu novo filme é uma produção da Netflix, que foi boicotada pelos donos das salas de cinemas. Para os exibidores, “O Irlandês” não seria cinema “de verdade”. Ao polemizar de forma gratuita com o estúdio dos super-heróis, o cineasta busca claramente mudar de assunto e evitar a polêmica que o envolve. A estridência de Scorsese contrasta com que sua turnê de divulgação de “O Irlandês” não aborda de jeito nenhum. Afinal, “O Irlandês” é cinema ou filme para ver no celular? Netflix é cinema? A Academia deve premiar filmes feitos para streaming? Spielberg já disse que não, que filmes da Netflix, como “O Irlandês”, são telefilmes e deveriam concorrer ao Emmy. Qual a opinião de Scorsese sobre isso? O que ele tem a dizer sobre o tema, contribuindo para uma discussão que pode realmente definir os rumos da arte cinematográfica? Nada. Absolutamente nada. Ou melhor, diz que tanto faz. “Não importa com quem você faça seu filme, o fato é que as telas na maioria dos multiplex estão repletas de filmes de franquias”. E, de fato, tem sido assim… por toda a História do cinema – ou, pelo menos, desde 1916, quando a sequência do infame “O Nascimento de uma Nação” entrou em cartaz.

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  • Filme

    Novo Exterminador do Futuro perde para Malévola e Coringa em sua estreia no Brasil

    4 de novembro de 2019 /

    “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” repetiu no Brasil o clima de decepção que cerca seu lançamento mundial. A estreia do longa rendeu apenas o 3º lugar no ranking, com R$ 6,7 milhões em ingressos vendidos e público de 373 mil pessoas no fim de semana, segundo levantamento da consultoria Comscore. O desempenho foi pior que filmes que já estão há tempos em cartaz. “Malévola — Dona do Mal” manteve a liderança nas bilheterias nacionais, com público de 517 mil pessoas e faturamento de R$ 9 milhões em ingressos. Após três fins de semana, o conto de fadas sombrio arrecadou R$ 56 milhões e foi visto por 3,4 milhões de brasileiros. “Coringa” foi o segundo filme mais assistido do fim de semana, com 405 mil espectadores e arrecadação de R$ 7,4 milhões. Em cinco semanas no circuito nacional, o longa acumula bilheteria de R$ 136,2 milhões e público de 8,5 milhões de espectadores. Única estreia brasileira a emplacar no Top 10, a comédia “Maria do Caritó” abriu em 8º lugar entre os mais assistidos entre quinta e domingo (3/11). O filme com Lilia Cabral foi exibido em 83 salas, visto por 17 mil pessoas e rendeu R$ 298 mil. Confira abaixo a lista dos dez filmes de maior bilheteria no Brasil, no levantamento semanal da consultoria Comscore. TOP 10 #bilheteria #cinema Final Semana 30/10 a 3/11:1. Malévola – Dona do Mal2. Coringa 3. Exterminador do Futuro4. A Familia Adams5. Zumbilandia – Atire Duas Vezes6. A Odisseia dos Tontos7. Downtown Abbey – O Filme8. Maria do Caritó9. Projeto Gemini10. Angry Birds 2 — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) November 4, 2019

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  • Série

    Anthony Mackie anuncia começo das gravações de Falcão e o Soldado Invernal

    4 de novembro de 2019 /

    O astro Anthony Mackie anunciou o começo das gravações de “Falcão e o Soldado Invernal”, compartilhando em suas redes sociais uma imagem de bastidores com as cadeiras de Sam Wilson e Bucky Barnes, identidades secretas dos personagens do título da série. “E assim começa”, escreveu o ator. “Bem vindos de volta, pessoal…” Além da dupla de heróis dos Vingadores, vividos por Mackie e Sebastian Stan, o elenco da série ainda destaca Emily Van Camp, de volta ao papel de Sharon Carter, que ela interpretou em dois filmes do Capitão América, e Daniel Brühl, que retomará a identidade de Barão Zemo, responsável pelos eventos de “Capitão América: Guerra Civil”. Para completar, Wyatt Russell (“Operação Overlord”), filho de Kurt Russell e Goldie Hawn, vai estrear na Marvel em outro papel icônico: John Walker. Criado por Mark Gruenwald e Paul Neary em 1986, ele foi introduzido como o vilão de extrema direita Super Patriota e, graças a manipulações do Caveira Vermelha, acabou virando o Capitão América quando Steve Rogers foi forçado a abandonar sua identidade. Mais tarde, adotou o nome de Agente Americano, quando Rogers recuperou seu escudo e uniforme. A presença de Walker deve envolver a disputa pelo título de novo Capitão América. Ao se aposentar em “Vingadores: Ultimato”, Steve Rogers (Chris Evans), deixou seu escudo para o Falcão (Anthony Mackie). Mas o Soldado Invernal (Sebastian Stan) era outro forte candidato para a vaga. A série deve continuar a história a partir daí. A trama de “Falcão e o Soldado Invernal” está a cargo do roteirista Malcolm Spellman (da série “Empire”) e a produção será dirigida por Kari Skogland, diretora premiada de episódios de “The Handmaid’s Tale”, “The Walking Dead” e “The Americans”. A série tem previsão de chegar à plataforma Disney+ (Disney Plus) (Disney Plus) no segundo semestre de 2020. And so it begins!Welcome back guys… #TheFalconandtheWinterSoldier #PlayBoys #Legdaysaveslives #setlife #Marvel pic.twitter.com/xBvaZirXci — Anthony Mackie (@AnthonyMackie) November 4, 2019

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  • Filme

    Personagens de Star Wars: A Ascensão Skywalker se reúnem em foto inédita

    4 de novembro de 2019 /

    A Disney divulgou uma nova imagem de “Star Wars: A Ascensão Skywalker”. Revelada durante a Celebration Chicago, convenção da franquia, a imagem reúne Rey (Daisy Ridley), Finn (John Boyega), Poe (Oscar Isaac), Chewie (Joonas Suotamo), BB-8 e C-3PO (Anthony Daniels) sob a icônica nave Millennium Falcon em um planeta de selva exuberante. Além deles, a produção também continuará as aventuras de Kylo Ren (Adam Driver), Rose Tico (Kelly Marie Tran), General Hux (Domhnall Gleeson), Maz Kanata (Lupita Nyong’o), Princesa Leia (a falecida Carrie Fisher) e Luke Skywalker (Mark Hamill), alem de trazer de volta Lando Calrissian (Billy Dee Williams) e o Imperador Palpatine (Ian McDiarmid), e incluir novos personagens, vividos por Dominic Monaghan (o Charlie de “Lost”), Keri Russell (a Elizabeth de “The Americans”) e outros. O filme vai encerrar não apenas a nova trilogia, mas toda a saga principal da franquia, e justamente por isso o mistério em torno da trama é maior do que nunca. Com direção de JJ Abrams (o diretor de “O Despertar da Força”), “Star Wars: A Ascensão Skywalker” chegará aos cinemas brasileiros em 19 de dezembro, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

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  • Série

    The Mandalorian: Novo trailer revela papel de Ming-Na Wen

    4 de novembro de 2019 /

    A Disney divulgou um novo trailer de “The Mandalorian”, primeira série live-action derivada da saga “Star Wars”. A prévia revela algumas cenas inéditas, inclusive a primeira aparição da atriz Ming-Na Wen (a agente May de “Agents of SHIELD”). Ela interpreta uma assassina chamada Fennec Shand, que cruza o caminho do protagonista vivido por Pedro Pascal (“Narcos”). Criada, escrita e produzida pelo cineasta Jon Favreau (“O Rei Leão”), a série da plataforma Disney+ (Disney Plus) tem sido descrita como uma odisseia de pistoleiros que combina tramas do Velho Oeste com cenários de ficção científica, e apresenta o personagem-título como um caçador de recompensas espacial que atira primeiro e faz perguntas depois. Vale lembrar que seu título se refere aos nativos do planeta Mandalore, que os fãs de “Star Wars” conhecem como a terra natal dos notórios caçadores de recompensas Boba Fett e Jango Fett, evocados no visual de Pascal. O ator nunca aparece sem um elmo de metal sobre o rosto. Os demais intérpretes do elenco incluem Carl Weathers (o Apollo de “Rocky”), Gina Carano (“Deadpool”), Giancarlo Esposito (“Breaking Bad”), o cineasta alemão Werner Herzog (“O Homem Urso”), um robô (IG-11) dublado por outro cineasta, Taika Waititi (de “Thor: Ragnarok”), e um alienígena (um Ugnaught chamado Kuiil) que tem a voz do veterano ator Nick Nolte (“Invasão ao Serviço Secreto”). Os episódios foram dirigidos por Dave Filoni (responsável pelas séries de animação “The Clone Wars” e “Star Wars Rebels”), o citado Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”), Rick Famuyiwa (“Dope: Um Deslize Perigoso”), Deborah Chow (“Fear the Walking Dead”) e a atriz Bryce Dallas Howard (de “Jurassic World”), filha de Ron Howard, que comandou o recente “Han Solo: Uma História Star Wars” (2018). A série vai estrear junto da plataforma Disney+ (Disney Plus), que será lançada em 12 de novembro nos Estados Unidos, Canadá, Holanda, Austrália e Nova Zelândia. A expectativa é que o serviço de streaming chegue ao Brasil em 2020.

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  • Filme

    Disney revela versão do Panic! At the Disco para a música-tema de Frozen 2

    4 de novembro de 2019 /

    A Disney divulgou a gravação da banda Panic! At the Disco para o tema de “Frozen 2”. Trata-se da música “Into the Unknown”. Assim como “Let It Go”, o grande hit do primeiro filme, a faixa é cantada no filme por Idina Menzel no papel de Elsa, mas ganha reprise nos créditos em versão mais, digamos, popular. Os autores também são os mesmos de “Let It Go”, que venceu o Oscar de Melhor Canção em 2014. A versão disponibilizada anteriormente, na voz de Menzel, caprichava nos gritos à beira da histeria. E quando a voz parecia ter chegado no limite da altura, o mesmo verso retornava com uma vingança, em tom ainda mais alto. A versão do Panic! At the Disco também não é exatamente material de karaokê. Acompanhada por guitarras guinchantes, a gritaria chega a exumar o velho estilo do heavy metal dos anos 1980, a ponto de lembrar a banda Journey – uma escolha, inclusive, bem mais adequada para a gravação. Além de Panic! At the Disco, a trilha do filme também terá gravações de Weezer e Kacey Musgraves. A continuação da segunda animação de maior bilheteria de todos os tempos (depois do remake de “O Rei Leão”) volta a ser dirigida por Jennifer Lee e Chris Buck, a mesma dupla responsável pelo filme de 2013. Também voltam os dubladores originais em inglês, Idina Menzel (Elsa), Kristen Bell (Anna), Jonathan Groff (Kristoff) e Josh Gad (Olaf). Para completar, há uma notícia ruim para quem quer ver logo o filme. O Brasil será o último país do mundo a exibir a animação. A estreia nacional foi adiada para 2 de janeiro, dois meses após o lançamento nos Estados Unidos.

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  • Filme

    Novo Exterminador do Futuro pode dar prejuízo de US$ 130 milhões

    4 de novembro de 2019 /

    Com título profético, “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” deve representar o final da franquia nos cinemas. O lançamento deste fim de semana conseguiu ficar em 1º lugar nas bilheterias dos Estados Unidos e Canadá, mas a arrecadação de US$ 29 milhões foi muito abaixo do esperado. Segundo analistas ouvidos pela revista The Hollywood Reporter, o filme, concebido para iniciar uma nova trilogia que dificilmente será completada, pode dar um prejuízo de US$ 130 milhões para a a Skydance Media, Paramount Pictures e 20th Century Fox – cada um desses estúdios bancou 30% do orçamento. Além deles, a empresa chinesa Tencent cobriu 10% da produção, orçada em US$ 185 milhões sem incluir P&A (custos de cópias e publicidade). O desempenho internacional é que impede um desastre maior – acima de US$ 200 milhões de prejuízo, o que seria um recorde indesejável. Mas o fracasso é realmente global. Como medida de comparação, o lançamento na China foi similar ao americano, abaixo das expectativas, e ainda assim foi a maior abertura no exterior – US$ 28 milhões. O total do filme em todo o mundo está em US$ 123,6 milhões. O desastre apocalíptico de “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” foi a segunda superprodução milionária do cineasta James Cameron a implodir finanças em 2019, após o fracasso comercial de “Alita: Anjo de Combate”, que representou uma surpresa negativa para a Disney após comprar a 20th Century Fox. Para aumentar a preocupação da Disney, Cameron trabalha em continuações de “Avatar” orçadas em US$ 1 bilhão. O alerta deve estar piscando em vermelho na mesa do CEO Bob Iger. Sem aliviar, o filme ainda dividiu opiniões entre a crítica. Conseguiu 69% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas apenas 55% entre os críticos top (da grande imprensa). Falando candidamente sobre os bastidores da produção, Cameron confessou ter entrado em brigas ferozes com o diretor Tim Miller sobre a edição do filme. “O sangue ainda está escorrendo das paredes”, admitiu o produtor e roteirista do novo/último “Exterminador do Futuro”, em tom quase de brincadeira.

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  • Filme

    Scorsese admite ter considerado produzir Coringa, “uma obra notável”

    4 de novembro de 2019 /

    Martin Scorsese admitiu que considerou produzir “Coringa”, estrelado por Joaquin Phoenix, que é claramente inspirado por sua filmografia – em particular, pelos filmes “Taxi Driver” e “O Rei da Comédia”. Em entrevista para a BBC, o cineasta disse que pensou muito sobre o longa nos últimos quatro anos e ainda citou a participação de Emma Tillinger Koskoff, sua colaboradora de longa data, na produção do filme da DC. “Decidi que não tinha tempo para isso. Todd me disse ‘Marty, isso é seu’ e eu respondi ‘Não sei se eu quero’. Por razões pessoais, eu não quis me envolver, mas conheço o roteiro muito bem”, contou Scorsese, citando o diretor Todd Phillips. Ele elogiou o resultado final. “Tem uma energia real e Joaquin. É uma obra notável”. Mas afirmou que adaptações de quadrinhos não são a sua praia. “Não poderia fazer o passo seguinte, que é transformar a abstração do Coringa num personagem de quadrinhos. Isso não significa que é uma forma de arte ruim, apenas não é para mim … Os filmes de super-heróis, como eu disse, são outra forma de arte. Eles não são fáceis de fazer. Muitas pessoas muito talentosas estão fazendo um bom trabalho e muitos jovens realmente gostam deles. Mas eu realmente acho que é a extensão de um parque de diversões”. Scorsese se envolveu em uma polêmica recentemente ao afirmar que os lançamentos da Marvel “não são cinema”. Posteriormente, ele aprofundou o comentário, citando que gostaria de mais apoio das redes de cinema, que “parecem estar mais favoráveis a parques de diversão e filmes de histórias em quadrinhos”. Scorsese, na verdade, fez várias declarações sobre o tema, ao divulgar “O Irlandês”, seu novo filme que será lançado na Netflix – que, segundo outros dizem, não é cinema. Veja a entrevista integral de Scorsese para a BBC no vídeo abaixo.

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  • Filme

    Homem-Formiga 3: Michael Douglas confirma seu retorno e revela data das filmagens

    3 de novembro de 2019 /

    O veterano ator Michael Douglas, que interpreta o cientista Hank Pym nos filmes da Marvel, confirmou seu retorno ao papel em “Homem-Formiga 3” e ainda revelou a data marcada para o começo das filmagens. Em entrevista ao site Collider, Douglas contou que a produção ainda vai demorar mais de um ano para ser rodada, com a fotografia principal marcada para janeiro de 2021. A confirmação de Douglas indica que o elenco dos filmes anteriores deve retornar intacto na continuação, a começar pelo ator Paul Rudd, responsável por interpretar Scott Lang/Homem-Formiga. Ele já viveu a personagem cinco vezes, somando aparições em “Capitão América: Guerra Civil”, “Vingadores: Ultimato” e na cena pós-créditos de “Vingadores: Guerra Infinita”. O diretor Peyton Reed, que dirigiu os dois primeiros, também fechou contrato com a Marvel para seguir à frente da franquia. Como nenhum detalhe adicional foi revelado, a demora no começo da produção pode indicar que o roteiro ainda não começou a ser escrito. O filme deve ganhar um provável lançamento em 2022.

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  • Filme

    Estreia em 1º lugar não impede Destino Sombrio da franquia Exterminador do Futuro

    3 de novembro de 2019 /

    “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio” estreou em 1º lugar nas bilheterias dos Estados Unidos e Canadá, mas com um rendimento muito abaixo das expectativas do estúdio. Concebido para abrir uma nova trilogia, teve a tarefa muito dificultada pelo faturamento de US$ 29M (milhões) no final de semana. As projeções indicavam uma estreia de US$ 40M, o que já seria problemático para uma produção com orçamento de US$ 185M. Ainda assim, a falta de empolgação do público norte-americano foi compensada por bom desempenho internacional. O filme rendeu mais US$ 94,6M no exterior, puxado pelo mercado chinês (US$ 28M), chegando a um total mundial de US$ 123,6M. Mas, apesar do dinheiro chinês (só 25% dele retorna a Hollywood), vai dar prejuízo. E será a segunda superprodução milionária do cineasta James Cameron a implodir finanças em 2019, após o fracasso comercial de “Alita: Anjo de Combate”. Para aumentar a preocupação da Disney, Cameron trabalha em continuações de “Avatar” orçadas em US$ 1 bilhão. O alerta deve estar piscando em vermelho na mesa do CEO Bob Iger. Sem aliviar, o filme ainda dividiu opiniões entre a crítica. Conseguiu 69% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas apenas 55% entre os críticos top (da grande imprensa). Falando candidamente sobre os bastidores da produção, Cameron confessou ter entrado em brigas ferozes com o diretor Tim Miller sobre a edição do filme. “O sangue ainda está escorrendo das paredes”, admitiu, em tom quase de brincadeira. O Top 3 do fim de semana norte-americano completou-se com “Coringa”, que praticamente atingiu US$ 300M no mercado doméstico, e “Malévola: Dona do Mal”, outro desastre financeiro de 2019. As bilheterias registraram ainda três novas estreias. Cinebiografia da ex-escrava abolicionista Harriet Tubman, “Harriet” abriu em 4º lugar com US$ 12M de arrecadação e elogios rasgados da imprensa (77% de aprovação entre os tops do Rotten Tomatoes). Apesar do circuito limitado e críticas medianas (55% dos tops), o suspense noir “Brooklyn Sem Pai nem Mãe”, dirigido e estrelado por Edward Norton, também conseguiu entrar no Top 10. Apareceu em 9º lugar, à frente da animação “Arctic Dogs”, um desastre com grande distribuição e pouca recomendação (17% no RT). Destes últimos, apenas “Brooklyn Sem Pai nem Mãe” tem estreia marcada no Brasil: em 5 de dezembro. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no fim de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Exterminador do Futuro: Destino Sombrio Fim de semana: US$ 29M Total EUA e Canadá: US$ 29M Total Mundo: US$ 123,6M 2. Coringa Fim de semana: US$ 13,9M Total EUA e Canadá: US$ 299,6M Total Mundo: US$ 934M 3. Malévola: Dona do Mal Fim de semana: US$ 12,1M Total EUA e Canadá: US$ 84,3M Total Mundo: US$ 383,2M 4. Harriet Fim de semana: US$ 12M Total EUA e Canadá: US$ 12M Total Mundo: US$ 12M 5. Família Addams Fim de semana: US$ 8,49M Total EUA e Canadá: US$ 85,2M Total Mundo: US$ 129,2M   6. Zumbilândia: Atire Duas Vezes Fim de semana: US$ 7,3M Total EUA e Canadá: US$ 59,3M Total Mundo: US$ 87,1M 7. A Hora da sua Morte Fim de semana: US$ 5,8M Total EUA e Canadá: US$ 17,7M Total Mundo: US$ 21,4M 8. Black and Blue Fim de semana: US$ 4M Total EUA e Canadá: US$ 15,4M Total Mundo: US$ 15,5M 9. Brooklyn Sem Pai nem Mãe Fim de semana: US$ 3,6M Total EUA e Canadá: US$ 3,6M Total Mundo: US$ 3,6M 10. Arctic Dogs Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA e Canadá: US$ 3,1M Total Mundo: US$ 3,1M

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  • Etc,  Filme

    CEO da Disney diz que Scorsese nunca viu um filme da Marvel para criticá-los

    2 de novembro de 2019 /

    Bob Iger, CEO da Disney e executivo mais influente de Hollywood, comentou a polêmica inaugurada por Martin Scorsese, ao dizer que a Marvel “não faz cinema” e seus lançamentos mais parecem produtos de “parque temático”. O cineasta criticou os filmes de super-heróis do estúdio no início de outubro e, desde então, viu o tema virar uma discussão polarizadora, envolvendo grandes nomes do cinema. Em entrevista à BBC, o chefe da Disney confessou ter ficado chateado, porque admira Scorsese. “Minha primeira reação foi: ‘Ai! Essa doeu!’. Martin Scorsese é um grande cineasta. Eu o admiro imensamente e ele fez grandes filmes. Eu debateria com ele sobre isso. Primeiro de tudo, a Marvel faz filmes. Eles são cinema. Isso é o que Martin Scorsese também faz e eles são bons filmes. Eu não acho que ele já tenha visto um filme da Marvel. Qualquer pessoa que já viu um filme da Marvel não estaria fazendo uma declaração dessas, que não expressa a verdade”. Scorsese, na verdade, fez várias declarações sobre o tema, ao divulgar “O Irlandês”, seu novo filme que será lançado na Netflix – que, segundo outros dizem, não é cinema. Vale lembrar que o cineasta chegou a estar envolvido nos primeiros estágios de desenvolvimento de “Coringa”, adaptação de quadrinhos da DC Comics, a convite do diretor Todd Phillips, em reconhecimento ao fato de que o filme se inspira em clássicos como “Taxi Driver” e “O Rei da Comédia”, dirigidos por Scorsese.

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  • Filme

    Homem-Formiga 3 é confirmado com o diretor dos dois primeiros filmes

    1 de novembro de 2019 /

    Homem-Formiga vai ganhar seu terceiro filme. O diretor Peyton Reed, que dirigiu os dois primeiros, fechou contrato com a Marvel para seguir à frente da franquia. Embora nenhum detalhe adicional tenha sido revelado, o site da revista The Hollywood Reporter apurou que as filmagens ainda vão demorar. A produção só deve iniciar no final de 2020 ou no início de 2021, para um possível lançamento em 2022. Isto porque o cronograma da Marvel já está ocupado com várias projetos e o estúdio pretende terminar “Doctor Strange in the Multiverse of Madness” e “Thor: Love and Thunder” antes de se perder no reino quântico. O período de um ano que antecede as filmagens também será usado para o desenvolvimento do roteiro, que ainda não começou a ser escrito. O elenco dos filmes anteriores deve retornar intacto na continuação, a começar pelo ator Paul Rudd, responsável por interpretar Scott Lang/Homem-Formiga. Ele já viveu a personagem cinco vezes, somando aparições em “Capitão América: Guerra Civil”, “Vingadores: Ultimato” e na cena pós-créditos de “Vingadores: Guerra Infinita”.

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    Frozen 2 ganha novas coleções de pôsteres com seus personagens

    31 de outubro de 2019 /

    A Disney divulgou novas coleções de pôsteres internacionais de “Frozen 2”, que destacam individualmente os personagens principais. A continuação da animação de maior bilheteria de todos os tempos volta a ser dirigida por Jennifer Lee e Chris Buck, a mesma dupla responsável pelo filme de 2013. Também voltam os dubladores originais em inglês, Idina Menzel (Elsa), Kristen Bell (Anna), Jonathan Groff (Kristoff) e Josh Gad (Olaf). A má notícia é que o Brasil será o último país do mundo a exibir a produção. A estreia nacional foi adiada para 2 de janeiro, quase dois meses após o lançamento nos Estados Unidos.

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