Lançamento da Disney+ “quebra a internet” e lidera tópicos mundiais do Twitter

A Disney+ (Disney Plus), plataforma de streaming da Disney, foi lançada nas primeiras horas desta terça (12/11) nos Estados Unidos, Canadá e Países Baixos (Holanda) e virou o assunto mais comentado do dia nas redes sociais. A estreia alcançou o 1º lugar dos trending topics do Twitter no mundo.

Com uma série do universo “Star Wars” (“The Mandalorian”), outra de “High School Musical”, uma nova adaptação live-action de seus clássicos (“A Dama e o Vagabundo”), uma comédia natalina inédita com Anna Kendrick (“Noelle”) e todo o arquivo do império Disney, a plataforma recebeu vários elogios dos usuários. Mas também houve reclamações sobre os problemas técnicos que acompanharam sua inauguração.

Várias capturas de tela publicadas nas redes sociais mostraram a mensagem “Impossível se conectar à Disney+”, acompanhada de uma imagem do filme de animação “Detona Ralph” e de um convite para tentar a conexão novamente. Veja abaixo.

Em comunicado, a Disney transformou as causas do problema num elogio para si mesma.

“A demanda dos consumidores pela Disney+ superou nossas altas expectativas. Estamos felizes com essa reação incrível e trabalhando para resolver rapidamente o problema”, comunicou a empresa à imprensa.

De acordo com o site Downdetector, que permite aos usuários apontar erros em aplicativos e sites, cerca de 8 mil bugs foram relatados na Disney+ por volta das 11h (horário de Brasília), dos quais 72% foram relativos à transmissão de vídeos.

O serviço iniciou com mais assinaturas que o esperado devido ao preço baixo, de US$ 6,99 por mês, valor inferior à assinatura de US$ 9 do pacote mais barato de seu principal concorrente, a Netflix. Mas a Disney não revelou números oficiais de sua base inaugural de consumidores.

Infelizmente, a plataforma ainda vai demorar a chegar ao Brasil.

Na próxima semana (17/11), a Disney+ será lançada na Austrália e Nova Zelândia, chegando em 31 de março aos mercados da Europa ocidental, incluindo Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha e outros países da região. Mas os planos para a América Latina sugerem uma estreia apenas no final de 2020.

De acordo com a Disney, não foram feitos acordos de licenciamento para conteúdos originais da plataforma, como “The Mandalorian”, série do universo “Star Wars”, e a versão live-action de “A Dama e o Vagabundo”. Portanto, essas produções só chegar ao Brasil junto do serviço, um ano após seu lançamento original.

Nos Estados Unidos, a empresa pretende oferecer um pacote de assinatura com desconto para quem quiser ter a Disney+, a Hulu e a ESPN, mas não foi informado se isso também se estenderá ao mercado internacional. A Hulu também permanece inédita no Brasil, e, dentro da estratégia da Disney, será o endereço para as produções adultas da empresa, como as séries do canal pago FX e boa parte dos filmes da 20th Century Fox.