Minari vira blockbuster e bate Raya e o Último Dragão na Coreia do Sul
O filme indie americano “Minari – Em Busca da Felicidade” foi lançado na Coreia do Sul no último fim de semana e surpreendeu ao se tornar blockbuster no país, com desempenho 80% superior ao de outro lançamento americano do período, a animação “Raya e o Último Dragão”, da Disney. “Minari” estreou em 1º lugar nas bilheterias sul-coreanas, com arrecadação de US$ 1,68 milhão entre sexta e domingo (7/3), de acordo com dados do serviço KOBIS do Korean Film Council. O valor equivela a uma participação de quase 38% no total de ingressos vendidos no país nos últimos três dias. Capitalizando o interesse da imprensa local, especialmente pela atuação da veterana atriz sul-coreana Youn Yuh-jung (“Sense8”), a vovó da trama, a distribuidora local Pancinema colocou o filme dirigido por Lee Isaac Chung em 1.162 telas. E a expectativa é que o sucesso seja ampliado pela temporada de premiações nos Estados Unidos nas próximas duas semanas. Vencedor do Festival de Sundance em janeiro de 2020, “Minari” venceu o Globo de Ouro e o Critics Choice como Melhor Filme em Língua Estrangeira, tendo sido enquadrado nesta categoria por se dividir entre diálogos em inglês e coreanos. O filme acompanha uma família sul-coreana que luta para se estabelecer no interior rural dos EUA. O elenco também destaca Steven Yeun (o Glenn de “The Walking Dead”), Yeri Han (“Secret Zoo”) e o menino Alan Kim, que venceu o Critics Choice de Melhor Ator Jovem. A Coreia é o terceiro território internacional a lançar “Minari”. Na Austrália e na Nova Zelândia, o longa teve um lançamento limitado, acumulando quase US$ 1 milhão nos dois países, mas deverá chegar em mais telas após as esperadas indicações ao Oscar em 14 de março.
Raya e o Último Dragão supera pandemia e boicote com 1º lugar nos EUA
“Raya e o Último Dragão” precisou vencer mais que a pandemia para abrir em 1º lugar nas bilheterias dos cinemas dos EUA e Canadá neste fim de semana. A nova animação da Disney enfrentou boicote de algumas redes de exibição, que se recusaram a colocar o filme em cartaz devido ao que chamaram de intransigência do estúdio ao negociar valores de distribuição. Os cinemas que aceitaram acomodar os planos da Warner de realizar lançamentos simultâneos em streaming, graças a maior compensação financeira, não teriam encontrado a mesma disposição para negociações de parte da Disney, segundo relatos da imprensa americana. Por isso, mesmo exibindo “Mulher-Maravilha 1984”, “Tom & Jerry” e os filmes lançados na HBO Max, a Cinemark e outras redes preferiram ignorar “Raya e o Último Dragão” para passar um recado para a Disney. Por conta dessa má vontade do circuito exibidor, “Raya e o Último Dragão” não chegou a tantas telas quanto poderia, mesmo com a reabertura dos cinemas de Nova York neste fim de semana. Exibido em 2.045 salas, a fantasia animada estreou com US$ 8,6 milhões de bilheteria. Os valores são distantes do desempenho de “Tom & Jerry” na semana passada, que faturou a segunda maior abertura da pandemia, com US$ 14,1 milhões. E vale observar que, enquanto o híbrido animado da Warner foi destruído pela crítica, com apenas 25% de aprovação no Rotten Tomatoes, a princesa guerreira da Disney foi incensada com 95%. A queda de braços, porém, não se limita ao espaço dos cinemas. “Raya e o Último Dragão” foi lançado simultaneamente na plataforma Disney+ (Disney Plus), onde está sendo oferecido com sobrepreço (além do preço da assinatura), numa iniciativa batizada de Premier Access. O valor é US$ 30 para assinantes do Disney+ nos EUA (R$ 69,90 no Brasil, mais a assinatura mensal do serviço!), o que equivale a seis vezes o que o estúdio ganharia em cada ingresso vendido nos cinemas. A Disney já tinha testado esta formato com “Mulan”, mas não o repetiu com “Soul”, lançado sem sobrepreço no Disney+. Diferente de ambos, “Raya e o Último Dragão” é o primeiro lançamento mundial disponibilizado pelo estúdio ao mesmo tempo nos cinemas e em casa – “Mulan” saiu antes da Disney+ se expandir no mercado internacional. Mas de forma elucidativa, os países sem acesso ao Disney+ são os que estão rendendo maior bilheteria para o filme no mercado internacional. Globalmente, “Raya” faturou US$ 26 milhões, com a China e a Rússia fornecendo as maiores bilheterias, respectivamente com US$ 8,4 milhões e US$ 2,8 milhões. O CEO da Disney, Bob Chapek, demonstrou-se muito convencido da força desta opção na semana passada, quando sugeriu que estuda diminuir o período de exclusividade dos cinemas para seus filmes – a chamada janela de distribuição. “O consumidor provavelmente está mais impaciente do que nunca”, disse ele sobre as mudanças no mercado precipitadas pela covid-19, “principalmente porque agora eles tiveram o luxo de passar um ano inteiro recebendo títulos em casa praticamente quando quiseram. Portanto, não tenho certeza se há um retorno”. Ele acrescentou que os espectadores não “terão muita tolerância para esperar por meses que um título saia dos cinemas”, enquanto “apenas fica lá [nos cinemas], juntando poeira”, antes de migrar para o streaming ou outras janelas. Por isso, a Disney não quis negociar valores maiores para as distribuidoras. Enquanto isso, a Warner, que também está fazendo lançamentos simultâneos em streaming, mas dando compensações aos exibidores, comemorou o segundo fim de semana de “Tom & Jerry”, que arrecadou quase tanto quanto “Raya” no mercado interno, US$ 6,6 milhões, elevando sua receita para US$ 23 milhões em dez dias na América do Norte, apesar de também estar disponível na HBO Max. No mundo inteiro, “Tom & Jerry” já faturou US$ 57,3 milhões, um bom desempenho para um mercado que sofre com os lockdowns da pandemia. Alheio a essa disputa, a Lionsgate deve estar lamentando não ter seu próprio streaming, ao ver “Mundo em Caos” ser destruído pela crítica (23% de aprovação) e pouco apreciado pelo público. A sci-fi estrelada por Tom Holland e Daisy Ridley arrecadou anêmicos US$ 3,8 milhões para ocupar o 3º lugar. O filme, que custou cerca de US$ 100 milhões, vai se tornar um grande prejuízo para o estúdio.
Falcão e o Soldado Invernal são “colegas de trabalho” em novo comercial
Com o fim de “WandaVision”, a Disney+ (Disney Plus) passou a reforçar sua divulgação da série de “Falcão e o Soldado Invernal”. Um novo comercial da atração, que estreia em duas semanas na plataforma de streaming, apresenta os dois personagens do título como “colegas de trabalho”, em meio a muitas explosões e pancadarias. Além dos dois Vingadores do título, interpretados por Anthony Mackie (Falcão) e Sebastian Stan (Soldado Invernal), “Falcão e o Soldado Invernal” também retoma personagens introduzidos nos filmes do Capitão América, trazendo de volta Emily Van Camp ao papel de Sharon Carter e Daniel Brühl como Barão Zemo, vilão responsável pelos eventos de “Capitão América: Guerra Civil”. Desenvolvida pelo roteirista Malcolm Spellman (da série “Empire”), a série vai estrear em 19 de março com episódios assinados por Kari Skogland, diretora premiada de “The Handmaid’s Tale”, “The Walking Dead” e “The Americans”.
Joseph Gordon-Levitt será o Grilo Falante no novo Pinóquio da Disney
Os atores Joseph Gordon-Levitt (“Os 7 de Chicago”) e Cynthia Erivo (“The Outsider”) entraram no elenco da nova versão de “Pinóquio” da Disney. Eles vão viver, respectivamente, o Grilo Falante e a Fada Azul na produção, que será um híbrido de animação e live-action, com direção do veterano Robert Zemeckis (“De Volta para o Futuro”). A produção marcará um reencontro entre Joseph Gordon-Levitt e o diretor, após os dois trabalharem juntos no drama “A Travessia” (2015). Os dois novos atores confirmados se juntam a Tom Hanks, que viverá Gepeto e está associado ao projeto desde 2018. Zemeckis também dirigiu Hanks em dois de seus filmes mais bem-sucedidos, “Forest Gump” (1994) e “O Náufrago” (2000). Além deles, a produção também inclui Benjamin Evan Ainsworth (“Flora e Ulysses”), que fará a voz do personagem-título Pinóquio, Keegan-Michael Key (“O Predador”) como a voz do pilantra João Honesto, Luke Evans (“Velozes e Furiosos 6”) como o Cocheiro e Lorraine Bracco (“Rizzoli & Isles”) como uma gaivota chamada Sofia, que foi criada especialmente para o filme. A produção está prevista para começar ainda neste mês no Reino Unido, visando um lançamento provável na plataforma Disney+ em 2022.
Fotos revelam Melissa McCarthy como Hela no novo filme de Thor
Os paparazzi australianos revelaram um dos segredos de “Thor: Love and Thunder” em fotos tiradas no set da produção, que está sendo filmada pelo diretor Taika Waititi em Sydney. As imagens que já circulam nas redes sociais mostram que Melissa McCarthy (“Caça-Fantasmas”) se juntou a Matt Damon, Luke Hemsworth e Sam Neill na trupe teatral de Asgard. Eles foram fotografados a caráter para uma interpretação teatral dos eventos de “Thor: Ragnarok” (2017). Vale lembrar que Damon, Hemsworth e Neill já tinham aparecido no filme anterior, interpretando os papéis de Loki, Thor e Odin, respectivamente, numa peça sobre “Thor: O Mundo Sombrio” (2013). McCarthy se junta a eles para dar vida a Hela, a Deusa da Morte (Cate Blanchett no filme de 2017), em novo espetáculo teatral. Matt Damon chegou na Austrália em 16 de janeiro e estaria filmando há um mês – mais tempo que alguns atores de “Guardiões da Galáxia” anteriormente registrados no set. Isto pode significar um papel maior para o intérprete do falso Loki na continuação. “Thor: Love and Thunder” vai mostrar como Jane Foster (Natalie Portman) assume os poderes de Thor (Chris Hemsworth) após os eventos de “Vingadores: Ultimato”, quando o Deus do Trovéu partiu com os Guardiões da Galáxia para aventuras espaciais. Por conta disso, o filme conta com as participação dos intérpretes dos Guardiões – Chris Pratt (Peter Quill, Senhor das Estrelas), Dave Bautista (Drax), Karen Gillan (Nebula), Pom Klementieff (Mantis) e Sean Gunn (que interpreta Rocket no set). A produção também trará de volta Jaimie Alexander como Sif (sumida desde “Thor: O Mundo Sombrio”) e Tessa Thompson como Valquíria (introduzida em “Thor: Ragnarok”). A estreia está marcada para maio de 2022. New #ThorLoveAndThunder set pics 🚨 pic.twitter.com/voFMVAkICs — cosmic (@cosmic_marvel) March 2, 2021 YES Melissa MCcarthy as Hela that's a Whole Serve #ThorLoveAndThunder pic.twitter.com/kpDPBHk2Af — Jayvon Thomas #TFATWS (17 Days) (@JayvonThomas2) March 2, 2021 OMG MELISSA MCCARTHY AS FAKE HELA AND ANOTHER PLAY #ThorLoveAndThunder pic.twitter.com/2dTHMPMd5K — Ren | WandaVision SPOILERS ᗢ (@wandasolsen) March 2, 2021 #ThorLoveAndThunder casting update: • Sam Neill as Actor Odin• Matt Damon as Actor Loki• Luke Hemsworth as Actor Thor• Melissa McCarthy as Actor Hela pic.twitter.com/cHfDP7d0NL — DR Movie News 📽 (@DRMovieNews1) March 2, 2021
CEO da Disney confirma: cinemas não voltarão ao que eram
Menos de uma semana após a ViacomCBS anunciar que a janela cinematográfica de 90 dias tinha acabado, apresentando sua plataforma Paramount+ com a promessa de lançar seus filmes em streaming após 45 dias de exibição nos cinemas, a Disney confirmou que o circuito não voltará mesmo a ser o que era antes da pandemia. Em uma conferência de investimento virtual organizada pela empresa financeira Morgan Stanley, o CEO da Disney, Bob Chapek, apontou que a empresa também estuda diminuir o período de exclusividade dos cinemas, quando seus filmes voltarem a ser exibidos primeiro em tela grande. “O consumidor provavelmente está mais impaciente do que nunca”, disse ele sobre as mudanças no mercado durante a covid-19, “principalmente porque agora eles tiveram o luxo de passar um ano inteiro recebendo títulos em casa praticamente quando quiseram. Portanto, não tenho certeza se há um retorno”. Ele acrescentou que os espectadores não “terão muita tolerância para esperar por meses que um título saia dos cinemas”, enquanto “apenas fica lá, juntando poeira”, antes de migrar para o streaming ou outras janelas. Vale lembrar que o estúdio que começou a encolher a janela cinematográfica foi a Universal, ao lançar seus filmes em VOD (locação digital) após 17 dias (três fins de semana) em cartaz. Mas na ocasião, justificou a decisão com a necessidade de fazer caixa na pandemia, afirmando que se tratava de medida provisória. Os 45 dias anunciados pela Paramount na semana passada seriam permanentes. Chapek não mencionou um número específico de dias de exclusividade dos cinemas como o CEO da ViacomCBS, Robert Bakish. Mas quando a Disney, que controla cerca de metade do mercado e lançou os maiores sucessos de bilheteria dos últimos anos, aponta que pretende alterar o tempo em que os cinemas terão primazia, as mudanças se tornam inevitáveis. “Mas certamente não queremos fazer nada radical como cortar totalmente a exibição cinematográfica”, acrescentou o CEO da Disney, ponderando que a solução possa ser um caminho intermediário. Uma alternativa seria o que a Disney vem chamando de “Premier Access”: disponibilizar em streaming filmes que estreiam nos cinemas a um preço extremamente elevado, de modo a manter o circuito cinematográfico competitivo, mas também oferecer uma alternativa de conforto para quem quiser pagar mais para assistir aos títulos em casa. A animação “Raya e o Último Dragão” será lançado por esse método na próxima sexta (5/3), custando US$ 30 para assinantes do Disney+ nos EUA e R$ 69,90 no Brasil (mais a assinatura mensal do serviço!). Janela menor ou lançamento “premium” simultâneo em streaming, o fato é que o circuito cinematográfico será profundamente alterado ao final da pandemia.
Atriz de Game of Thrones entra na série de Obi-Wan Kenobi
A atriz inglesa Indira Varma (a Ellaria Sand de “Game Of Thrones”) entrou no elenco da série de Obi-Wan Kenobi na Disney+ (Disney Plus). Ela vai se juntar a Ewan McGregor e Hayden Christensen, já confirmados na série, repetindo seus papéis na trilogia-prólogo de “Star Wars”. Os detalhes da personagem de Varma estão em segredo, assim como o enredo da atração, que vai se passar 10 anos após os eventos do filme “Star Wars: A Vingança dos Sith” (2005), quando Anakin Skywalker (personagem de Christensen) se tornou Darth Vader. Intérprete de Obi-Wan Kenobi, McGregor adiantou no mês passado que a série será dirigida por Deborah Chow, que comandou dois episódios de “The Mandalorian”, e usará a mesma tecnologia daquela série, a StageCraft, em que paisagens e cenários detalhados, criadas com efeitos visuais, são projetadas em telas de altíssima resolução no estúdio, atrás dos atores, criando uma experiência de encenação extremamente realista.
Falcão e o Soldado Invernal: Novo teaser mostra visual clássico do Barão Zemo
A Marvel divulgou um novo teaser de “Falcão e o Soldado Invernal”, que mostra pela primeira vez o visual clássico do Barão Zemo, mais próximo dos quadrinhos que em suas aparições anteriores. Segunda série do Marvel Studios a estrear em 2021, “Falcão e o Soldado Invernal” vai abordar o legado do Capitão América e o peso simbólico de seu escudo, que foi deixado por Steve Rogers para o Falcão, no final de “Vingadores: Ultimato”. Além dos dois Vingadores do título, interpretados por Anthony Mackie (Falcão) e Sebastian Stan (Soldado Invernal), “Falcão e o Soldado Invernal” também retoma personagens introduzidos nos filmes do Capitão América, trazendo de volta Emily Van Camp ao papel de Sharon Carter e, claro, Daniel Brühl como Barão Zemo, vilão responsável pelos eventos de “Capitão América: Guerra Civil”. Desenvolvida pelo roteirista Malcolm Spellman (da série “Empire”), a série vai estrear em 19 de março com episódios assinados por Kari Skogland, diretora premiada de “The Handmaid’s Tale”, “The Walking Dead” e “The Americans”.
Series online: Antologia antirracista de Steve Queen é o grande destaque da semana
A Globoplay disponibilizou sem maior alarde nesta sexta (26/2) “Small Axe”, uma “série” da BBC que na verdade é uma coleção de cinco filmes espetaculares dirigidos por Steve McQueen, o aclamado cineasta de “12 Anos de Escravidão” (2013). Considerado o Melhor “Filme” do Ano pela Los Angeles Film Critics Association (Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles), a obra, que abriu o Festival de Nova York de 2020, também concorre ao Independent Spirit Awards, Critics Choice e Globo de Ouro como série, minissérie e/ou telefilme do ano. O título do projeto deriva de um provérbio africano usado em todo o Caribe e que ficou famoso ao ser cantado por Bob Marley em 1973: “Se você é a árvore grande, nós somos o machado pequeno” (small axe). Cada episódio/filme aborda uma história real da luta contra o racismo no Reino Unido, registrando alguns protestos antirracistas famosos de Londres, que já em 1970 denunciavam a brutalidade policial, incluindo o célebre confronto no bairro não-branco de Brixton durante o auge da era punk-reggae. As abordagens e personagens são amplos. Há desde uma criança negra discriminada, um casal apaixonado, um DJ aspirante e um policial negro que se vê diante de uma crise de consciência em relação à instituição que representa. Além disso, nem todo o racismo denunciado por McQueen é retratado com enfrentamento violento. Também há a história da revolta de um grupo de mães contra um sistema escolar que manda crianças negras geniais para classes atrasadas, com “necessidades especiais” (isto é, dificuldade de aprendizado). Não bastasse ter tramas relevantes e um diretor no auge de sua capacidade criativa, “Small Axe” ainda traz um elenco impressionante, com John Boyega (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), Letitia Wright (“Pantera Negra”), Naomi Ackie (também de “Star Wars: A Ascensão Skywalker”), Malachi Kirby (“Black Mirror”), Shaun Parkes (“Perdidos no Espaço”), Alex Jennings (“The Crown”) e Jack Lowden (“Dunkirk”), entre muitos outros. As demais estreias da programação são bastante variadas, vindas de diferentes países. Mas vale destacar que a canadense “Mary de Morte” (tradução de “Mary Kills People”) chega completa, com três temporadas de uma vez, após passar despercebida no antigo GNT Play. Para quem não conhece, esta dramédia polêmica, sobre uma médica que pratica eutanásia à pedido de pacientes terminais, tem “somente” 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Confira abaixo a relação completa e os trailers das 10 melhores séries disponibilizados em streaming nesta semana. Small Axe | Reino Unido | 1ª Temporada (Globoplay) Pennyworth | EUA | 2ª Temporada (Starzplay) Beartown | Suécia | 1ª Temporada (HBO Go) A Peste | Espanha | 2ª Temporada (HBO Go) Homeland | EUA | 8ª Temporada (Globoplay) Mary de Morte | Canadá | 3 Temporadas (Globoplay) Vincenzo | Coreia do Sul | 1ª Temporada (Netflix) The End: A Escolha | Austrália | Minissérie (Globoplay) Ginny & Georgia | EUA | 1ª Temporada (Netflix) Tenku Shinpan – Sem Saída | Japão | 1ª Temporada (Netflix)
Daisy Ridley rebate senador americano que a criticou em Star Wars
A atriz Daisy Ridley rebateu o senador texano Ted Cruz, após ele sugerir que Rey era uma personagem choramingona, que não estaria à altura da empoderada Cara Dune, papel de Gina Carano na franquia “Star Wars”. O político conservador criticou a interpretação de Ridley num post de 11 de fevereiro, em que lamentou a demissão de Carano da série “The Mandalorian”, após ela publicar diversos tuítes controversos. “A texana Gina Carano quebrou barreiras no universo de ‘Star Wars’: nem princesa, nem vítima, nem alguma Jedi emocionalmente torturada. Ela interpretou uma mulher que arrasou e que as garotas admiravam. Ela foi fundamental para tornar ‘Star Wars’ divertido novamente. Claro que a Disney a cancelou”, ele escreveu. Carano agradeceu a Cruz no dia seguinte: “Obrigada, Ted”. Já Ridley só foi saber da referência maldosa de Ted Cruz durante uma entrevista para o site Yahoo!, na quarta-feira (24/2). Embora tenha dito que não sabia nada sobre o tuíte do senador, ela prontamente rebateu o político, fazendo menção à sua recente viagem para um resort em Cancún, no México, enquanto o estado do Texas enfrentava a pior crise climática de sua História – a onda de frio que atingiu a região e causou a morte de moradores, deixando o estado sem luz e água. “Estou muito feliz por ser uma Jedi emocionalmente torturada que não sai de seu estado quando ele está passando por um momento terrível”, disparou Ridley na entrevista, cortando o político ao meio com seu sabre de luz metafórico. Ted Cruz recebeu uma enxurrada de críticas ao viajar para a ensolarada Cancún com a família, enquanto seus eleitores passavam frio e corriam risco de morte no Texas. Após perceber que não pegou bem, o senador acabou retornando à cidade de Houston, declarando à imprensa americana: “Obviamente foi um erro”.
Processo de Johnny Depp contra Amber Heard é adiado em um ano
O aguardado reencontro entre Johnny Depp e Amber Heard nos tribunais foi adiado em um ano. O julgamento em que Depp processa a ex-esposa em US$ 50 milhões por difamação, após Heard sugerir ser vítima de violência doméstica, estava marcado para começar em 7 de maio, mas agora só acontecerá em 11 de abril de 2022, com previsão de duração de cerca de duas semanas. Este não foi o primeiro adiamento do caso, que originalmente deveria ter sido julgado em setembro passado. O motivo alegado para o novo atraso foi o mesmo apresentado antes: a pandemia de coronavírus. O estado de Virgínia, onde o processo foi registrado, está priorizando julgamentos criminais durante a pandemia e, assim, a data reservada para a ação civil de Depp foi retomada pela Justiça estadual para a realização de um julgamento de assassinato, em que o suspeito já se encontra preso. O processo foi iniciado em março de 2019, depois que Heard escreveu um artigo no jornal Washington Post sobre ser vítima de violência doméstica. Publicado em dezembro de 2018, o texto não nomeia o ator, mas Depp alegou que foi prejudicado por ele, pois teria lhe custado um trabalho bem remunerado no planejado reboot de “Piratas do Caribe” na Disney. A papelada também afirma que, na verdade, Depp é quem foi a verdadeira vítima no casamento de curta duração do casal, escandalosamente encerrado em 2016, com a aparição de Amber Heard com hematomas no rosto. “Sra. Heard não é vítima de violência doméstica, ela é perpetradora ”, diz o processo do ator. Em resposta, Amber Heard abriu seu próprio processo de difamação contra Depp, buscando o dobro da indenização, numa causa de US$ 100 milhões, que deve ser julgada na sequência. Durante a preparação do caso, advogados de Depp e Heard já convocaram várias testemunhas e instituições para darem depoimentos e/ou apresentarem provas no processo. Entre os arrolados estão o bilionário Elon Musk (dono da Tesla), a Disney e a polícia de Los Angeles. Além dessa ação, Depp tenta conseguir uma novo julgamento no Reino Unido após ser derrotado em seu processo contra o jornal The Sun, que o descreveu como “espancador de esposa”. O Tribunal de Apelação do Reino Unido vai ouvir o ator entre 15 e 31 de março para decidir se lhe dará uma segunda chance para provar ser vítima de campanha difamatória.
Disney+ marca estreia de Loki para junho
A Disney+ anunciou a data de estreia oficial de “Loki”, sua terceira série do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). A atração estrelada por Tom Hiddleston como o vilão favorito da Marvel vai estrear em 11 de junho na plataforma de streaming. Ela segue “WandaVision”, atualmente em sua reta final, e “Falcão e o Soldado Invernal”, que chega em 19 de março. Anteriormente, “Loki” era esperada para maio, mas a plataforma optou por lançar uma série de “Star Wars” no período, a animação “The Bad Batch”, porque em 4 de maio se comemora o Dia de “Star Wars” – graças a um trocadilho infame em inglês com as palavras “may the force” (da frase “que a força” esteja com você) e “may the fourth” (4 de maio). Além de Tom Hiddleston, intérprete do personagem-título, a série destaca Owen Wilson (“Extraordinário”), Richard E. Grant (“Poderia Me Perdoar?”) e Gugu Mbatha-Raw (“Brooklyn: Sem Pai Nem Mãe”) em seu elenco. A atração, que vai mostrar uma organização secreta envolvida com o multiverso, tem roteiros de Michael Waldron (“Rick e Morty”), direção de Kate Herron (“Sex Education”) e produção de Kevin Feige, o homem que é mais poderoso que Thanos no MCU. Reveja abaixo o primeiro – e único – trailer divulgado da série.
Canal Fox vira Star no Brasil
A Disney finalizou a mudança do nome dos canais Fox para Star. A transformação foi oficializada nesta segunda (23/2), dois meses após a Walt Disney Company Latin America anunciar que a marca “Star” passaria a ser usada para definir sua “oferta de entretenimento geral” na TV, até então apresentada sob a marca “Fox”. De acordo com o comunicado oficial, “os canais Star continuarão o legado dos canais Fox”, mantendo a mesma programação de séries e filmes de diversos gêneros. “Séries como ‘Os Simpsons’, ‘The Walking Dead’ e produções de sucesso dos canais Fox continuarão na programação do Star”, diz o texto. Em outras palavras, mudou apenas o nome, mas não a programação do canal. A mudança envolve, ao todo, quatro canais da marca Fox. O Fox Channel passará a ser chamado de Star Channel, o Fox Life passará a ser chamado de Star Life, o Fox Premium 1 será Star Hits e o Fox Premium 2 será Star Hits 2. Já os canais FX e Fox Sports permanecerão com o mesmo nome – a Disney deve vender ou dissolver a marca Fox Sports. O conglomerado já tinha alterado as denominações de outras empresas da antiga 21st Century Fox, limando o nome Fox após concluir a compra dos ativos do magnata Rupert Murdoch e seus sócios acionistas – nas divisões de cinema da Disney, a 20th Century Fox virou 20th Century Studios, enquanto a Fox Searchligh se tornou Searchlight Studios, por exemplo. A alteração se tornou necessária porque a marca Fox foi mantida na rede de TV americana, que não foi vendida para a Disney – incluindo, também, a Fox News nos EUA, que defende uma linha política oposta à adotada nos últimos anos pela Disney. O novo nome dos canais Fox vem de outra propriedade adquirida pela Disney ao comprar a 21st Century Fox, a rede Star India, uma espécie de Globo indiana com atividades multimídias. A plataforma de streaming Fox Play, entretanto, continua com seu nome atual nesta segunda-feira. Mas ela vai virar Star+ (Star Plus) em breve. O cronograma dessa mudança no streaming ainda não foi anunciado. Ao contrário da simples renomeação dos canais Fox, ela deve ser acompanhada por uma reformulação completa da plataforma, que passará a representar uma espécie de Hulu internacional. Nos EUA, a Hulu recebe as séries da FX e muito material exclusivo, especialmente da 20th Century Television e ABC Signature. O serviço é especializado em programas adultos e serve como complemento da plataforma “de família” Disney+. A chegada da Star+ está sendo anunciada para meados de 2021 na América Latina, onde a plataforma será oferecida como um serviço individual. Na Europa, onde já estreou nesta segunda, a Star+ foi incluída como um canal de conteúdo dentro da Disney+, ao lado das atrações da Marvel, Star Wars, etc. Um anúncio específico sobre o lançamento da plataforma digital no Brasil deverá ser realizado em breve, junto com mais detalhes do serviço.












