Diretor de Esquadrão Suicida publica grande desabafo sobre o filme no Twitter
Presente em muitas listas de piores filmes do ano, “Esquadrão Suicida” ainda assombra seu diretor, David Ayer, que neste fim de semana fez um longo desabafo no Twitter, após um fã lhe agradecer por ter o filme, apesar de tudo. Elepublicou um textão lamentando algumas decisões na hora de adaptar os quadrinhos. “Queria ter uma máquina do tempo. Eu faria o Coringa (Jared Leto) ser o vilão principal e teria construído uma história mais concreta”, declarou, entre outras coisas. O diretor disse que sabe que suas escolhas forma controversas, mas que acabou aprendendo com o filme. “Eu realmente tentei fazer algo diferente com um visual e uma voz próprios. Eu aprendi muito. As pessoas querem o que querem, e todo mundo tem uma visão pessoal de como cada personagem deve ser, andar e falar. Eu sei que o filme tem suas falhas, o mundo inteiro sabe. Nada machuca mais do que pegar o jornal e ver que anos de seu sangue, lágrimas e suor foram estraçalhados. O filme teve um bom sucesso comercial. E o mundo conheceu alguns personagens bem legais do universo da DC. Eu peguei o lado bom e ruim e aprendi com isso”, desabafou. Ayer terminou o desabafo prometendo fazer melhor da próxima vez e desmentindo um rumor sobre a produção: “Não há uma edição secreta do filme com um monte de cenas do Coringa escondida por aí”. Sobre a “próxima vez”, a Warner lhe deu mais uma chance. O diretor foi contratado para comandar o filme das “Sereias de Gotham City”, que conta com o retorno da personagem Arlequina, de “Esquadrão Suicida”, novamente interpretada por Margot Robbie, e um time de vilãs feminina. O longa ainda está em pré-produção e não tem previsão de estreia. @PensFanboy pic.twitter.com/scIdV9PYSP — David Ayer (@DavidAyerMovies) January 21, 2017
Vilãs da DC Comics podem roubar a data de estreia do filme solo do Flash
As vilãs mais fascinantes da DC Comics podem vencer um herói da Liga da Justiça antes mesmo de chegar aos cinemas. Após perder dois diretores, o filme solo do Flash pode ser adiado para 2019, dando lugar no cronograma da Warner para a produção de “Sereias de Gotham City”, o spin-off de “Esquadrão Suicida” que voltará a trazer Margot Robbie como Arlequina. Autor do roteiro original de “The Flash”, Seth Grahame-Smith foi dispensado em maio, mas oficialmente afirmou ter saído por diferenças criativas com a Warner. Cinco meses depois, seu substituto Rick Famuyiwa (“Dope – Um Deslize Perigoso”) deu a mesma justificativa oficial para sua desistência. Além de Ezra Miller, confirmado no papel do super-herói, o filme teria Kiersey Clemons (também de “Dope”) como Iris West, e rumores apontavam que o Ciborgue, vivido por Ray Fisher, poderia aparecer no longa. As filmagens deveriam começar no início de 2017, visando um lançamento para novembro de 2018. A Warner estaria cogitando agora dar data para as “Sereias de Gotham”, que já tem diretor definido. O longa será dirigido por David Ayer, responsável por “Esquadrão Suicida”. E, além de estrelar, Robbie também produzirá o longa. É dela, por sinal, a ideia de fazer uma espécie de “Esquadrão Suicida feminino”, juntando Arlequina a “novas” vilãs. O projeto está sendo chamado originalmente de “Gotham City Sirens” em referência a uma publicação em quadrinhos que tem este título – traduzida no Brasil como “Sereias de Gotham City”. O gibi foi lançado em 2009 por Paul Dini, o criador da Arlequina, e além dela participam da publicação a Mulher-Gato e a Hera Venenosa.
Além de filmes solos, Warner fará continuação de Esquadrão Suicida
Apesar dos planos de lançar “Gotham City Sirens”, centrado na Arlequina, e de um spin-off dedicado ao Pistoleiro, a Warner não desistiu de produzir uma continuação de “Esquadrão Suicida”. A informação foi rapidamente mencionada no texto do site The Hollywood Reporter sobre o derivado de Margot Robbie. Não há maiores detalhes sobre a produção, mas a continuação de “Esquadrão Suicida” deve ter outro diretor, já que, segundo o THR, Ayer vai filmar “Gotham City Sirens”. Vale observar que nenhum dos três filmes citados foi anunciado oficialmente pela Warner, mas o estúdio tem várias datas reservadas para produções da DC Comics, cujos títulos não foram revelados. “Esquadrão Suicida” foi destruído pela crítica e considerado uma das piores adaptações de quadrinhos já feitas – com apenas 26% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Mesmo assim, rendeu US$ 755 milhões em todo o mundo, mais que o suficiente para garantir o interesse da Warner em repetir a dose.
O Pistoleiro de Esquadrão Suicida também ganhará filme solo
Além de “Gotham City Sirens”, centrado na Arlequina, a Warner está desenvolvendo outro spin-off de “Esquadrão Suicida”, dedicado ao Pistoleiro. A informação foi rapidamente mencionada no texto do site The Hollywood Reporter sobre o derivado de Margot Robbie. Não há maiores detalhes sobre a produção, mas Will Smith está à bordo para voltar a viver o Pistoleiro. Por coincidência, o ator e o diretor de “Esquadrão Suicida”, David Ayer, estão filmando outra parceria neste momento: a sci-fi “Bright” para a Netflix. Ayer vai filmar também “Gotham City Sirens”. Não está claro se ele fará também este segundo projeto.
Arlequina vai se juntar a outras vilãs de Gotham City no spin-off de Esquadrão Suicida
David Ayer vai voltar a dirigir a Arlequina no filme derivado de “Esquadrão Suicida”. O site The Hollywood Reporter apurou que o diretor do filme dos supervilões vai permanecer na franquia para comandar o spin-off, que juntará a personagem de Margot Robbie com outras garotas malvadas do universo dos quadrinhos da DC Comics. Além de estrelar, Robbie também produzirá o longa. É dela, por sinal, a ideia de fazer uma espécie de “Esquadrão Suicida feminino”, juntando Arlequina a “novas” vilãs. O projeto está sendo chamado de “Gotham City Sirens”, numa referência clara ao submundo de Batman, além de, mais explicitamente, evocar uma publicação em quadrinhos que tem este título – traduzida no Brasil como “Sereias de Gotham City”. A premissa de “Gotham City Sirens” foi concebida em 2009 por Paul Dini, o criador da Arlequina. Além dela, participam da publicação a Mulher-Gato e a Hera Venenosa. Anteriormente, o site The Wrap chegou a mencionar a participação do grupo de heroínas conhecidas como Aves de Rapina. Seria curioso um confronto entre as vilãs e Batgirl/Oráculo, Canário Negro e Caçadora, especialmente porque Hera Venenosa faz parte da versão atual deste grupo nos quadrinhos. Além disso, Katana, que participou de “Esquadrão Suicida”, interpretada por Karen Fukuhara, também integrou uma formação das Aves de Rapina. Mas como o THR não mencionou as heroínas, é provável que a Warner tenha optado por concentrar a trama apenas nas vilãs. O roteiro de “Gotham City Sirens” está sendo desenvolvido por Geneva Robertson-Dworet, que está em alta em Hollywood. Ela é responsável pelas histórias de três vindouras superproduções, “Transformers: O Último Cavaleiro”, o reboot de “Tomb Raider” e a continuação “Sherlock Holmes 3”. A produção estará a cargo dos experientes Geoff Johns (cocriador da série “The Flash”) e Jon Berg (“No Limite do Amanhã”). Apesar de ainda não ter cronograma de produção ou previsão de lançamento, “Gotham City Sirens” não deve demorar a ser filmado. O diretor David Ayer está atualmente filmando “Bright”, sci-fi estrelada por Will Smith (também de “Esquadrão Suicida”) para a Netflix, e não possuiu nenhum projeto engatilhado para o segundo semestre, mesma época em que a agenda de Margot Robbie esvaziará.
Remake de Scarface será escrito pelo roteirista de O Lobo de Wall Street
“Diga olá para o meu amiguinho!”. O remake de “Scarface” ganhou um novo roteirista. Terence Winter, que escreveu “O Lobo de Wall Street” e da série “Vinyl” é o mais novo contratado da Universal para mexer na história da refilmagem. O quarto. A Universal planeja essa nova versão de “Scarface” há algum tempo, mas ainda não encontrou quem soubesse escrevê-la como imagina. O roteiro original foi escrito por David Ayer (“Esquadrão Suicida”), revisado por Paul Attanasio (“Donnie Brasco”) e ainda teve uma terceira versão de Jonathan Herman, indicado ao Oscar 2016 pelo roteiro de “Straight Outta Compton: A História do NWA”. Inspirada na ascensão de Al Capone, a história já rendeu dois filmes cultuados: o original de 1931, dirigido por Howard Hawks e, segundo a lenda, aprovado pelo próprio Capone, e o remake de 1982, uma versão latina do gângster levada à extremos pelo diretor Brian De Palma. O enredo de ambas as versões centra-se num imigrante, que procura ascender na sociedade por meio do submundo do crime. No primeiro filme, o personagem principal era um italiano (interpretado por Paul Muni), enquanto na versão dos anos 1980 era um cubano (Al Pacino). Ambos buscavam concretizar seu “sonho americano” através da violência. A ideia da refilmagem é adaptar os elementos em comum das produções anteriores e trazer a trama para os dias de hoje, dessa vez (possivelmente) tendo como protagonista um mexicano ou um negro. O projeto deve deslanchar agora, após ter definido, em agosto, seu diretor. Será Antoine Fuqua, cujo novo longa também é um remake, e um dos raros bem-sucedidos: “Sete Homens e um Destino”, que bateu recorde de arrecadação em sua estreia nos EUA. Ainda não há cronograma de produção nem previsão de estreia para o terceiro “Scarface”.
Esquadrão Suicida: Diretor confirma que filme teve “seis ou sete” montagens diferentes
O diretor David Ayer confirmou, em entrevista à revista Empire, que foram realizadas múltiplas versões de “Esquadrão Suicida”. O filme realmente passou por várias montagens diferentes, desde a primeira apresentação para públicos-teste. “Honestamente, foram feitas seis ou sete versões diferentes do filme”, ele contou, ressaltando que nenhuma delas com censura para maiores. “Você pode fazer um filme ter censura R (para maiores de 17 anos) facilmente. Basta colocar alguns palavrões e alguém fumando um cigarro, mas não acredito que seja isso que os fãs querem ver, quando falam em versão para maiores. Sempre foi PG-13 (maiores de 13). Esta é uma decisão que se toma antes do inicio das filmagens.” Ele detalhou as primeiras versões testadas e reprovadas do filme. “Anteriormente, tínhamos uma versão linear do começo ao fim. Começávamos com June na caverna, e depois contávamos a história de cada um dos vilões e suas prisões”, contou. “Depois, tivemos uma versão em que eles estão sentados em suas celas e se lembram do passado, de tudo o que aconteceu com eles. Mas essas versões confundiam um pouco o público-teste, que ficou desorientado, sem saber quem acompanhar e em que prestar atenção”. “Foi aí que bolamos a montagem que você vê no filme, com Amanda Waller apresentando o dossiê de cada um dos personagens”, concluiu, apelidando a versão exibida como a “Versão Dossiê”. Depois de Jared Leto dizer que o material cortado daria um filme solo do Coringa, o diretor jogou água fria nos que gostariam de ver uma edição alternativa do filme, garantindo que a montagem exibida é a sua versão e não teria sentido fazer uma nova “versão do diretor”. Ou seja, ele compartilhou e aceitou cada sugestão de modificação feita em conjunto com os produtores e o estúdio – inclusive a montagem realizada pela equipe que criou o trailer. Ayer não contou se a questão da censura chegou a ser considerada, tendo em vista que “Esquadrão Suicida” foi filmado após o sucesso de “Deadpool”, lançado com censura R, e após a produção de “Wolverine 3” informar que também visaria um público mais velho. Além disso, a própria Warner lançou uma versão R de “Batman vs. Superman” em Blu-ray, e o resultado agradou muito mais que a edição cinematográfica.
Antoine Fuqua negocia dirigir remake de Scarface
Depois de refilmar o western “Sete Homens e um Destino”, o diretor Antoine Fuqua (“O Protetor”) pode assumir mais um remake. Ele está em negociações para refilmar mais um clássico: o filme de gângster “Scarface”. Inspirada na ascensão de Al Capone, a história já rendeu dois filmes cultuados: o original de 1931, dirigido por Howard Hawks e, segundo a lenda, aprovado pelo próprio Capone, e o remake de 1982, uma versão latina do gângster levada à extremos pelo diretor Brian De Palma. O enredo de ambas as versões centravam-se num imigrante, que procura ascender na sociedade por meio do submundo do crime. No primeiro filme, o personagem principal era um italiano (interpretado por Paul Muni), enquanto no remake era um cubano (Al Pacino). Ambos buscavam concretizar seu “sonho americano” através da violência. A ideia da refilmagem é adaptar os elementos em comum das produções anteriores e trazer a trama para os dias de hoje, dessa vez (possivelmente) tendo como protagonista um mexicano ou um negro. A Universal planeja essa nova versão de “Scarface” há algum tempo. O roteiro original foi escrito por David Ayer (“Esquadrão Suicida”) e revisado por Paul Attanasio (“Donnie Brasco”), mas já ganhou uma terceira versão de Jonathan Herman, indicado ao Oscar 2016 pelo roteiro de “Straight Outta Compton: A História do NWA”. O novo filme de Fuqua, “Sete Homens e um Destino”, foi escolhido para abrir o Festival de Toronto em 8 de setembro, e chega no dia 22 do mesmo mês aos cinemas brasileiros.
Zack Snyder dirigiu cena importante de Esquadrão Suicida
Muitos fãs esperavam que “Esquadrão Suicida” fosse capaz de inaugurar uma nova etapa nos filmes baseados nos quadrinhos da DC Comics. Afinal, ao contrário de “Batman vs. Superman” e o anterior “O Homem de Aço”, ele tinha a distinção de ser o primeiro sem a direção de Zack Snyder, desde que a Warner lançou seu projeto de universo compartilhado em 2013. Mas agora vem a notícia de que nem isso era inteiramente verdade. Em entrevista ao site Collider, o diretor David Ayer admitiu que Zack Snyder dirigiu uma cena importante do filme. Trata-se da participação do Flash. A sequência em que o herói prende o vilão Capitão Bumerangue (Jai Courtney) nem sequer foi filmada nos EUA, como o resto do “Esquadrão Suicida”. Ela foi rodada no set da “Liga da Justiça”, na Inglaterra, quando “Esquadrão Suicida” já tinha encerrado sua fotografia principal e estava em pós-produção. Snyder filmou Ezra Miller como Flash, aproveitando um intervalo entre as filmagens da “Liga da Justiça”. “Flash sempre esteve no filme, mas fomos sortudos porque ‘Liga da Justiça’ estava sendo filmado e eles tinham o uniforme, tinham tudo pronto, então conseguimos filmar esta sequência”, contou Ayer. Muita coisa aconteceu no filme na pós-produção, especialmente na montagem, que cortou diversas cenas – segundo Jared Leto, o suficiente para um filme solo do Coringa – , e divergiu bastante do roteiro original do diretor, por pressão dos executivos da Warner Bros., após o mau desempenho de “Batman vs. Superman” junto à crítica. O resultado foi uma estreia ainda maisvilipendiada pela crítica, que deu a “Esquadrão Suicida” uma avaliação inferior (26% de aprovação) à já péssima cotação de “Batman vs. Superman” (27%). Mesmo assim, o longa de David Ayer abriu em 1º lugar em vários países, como os EUA e o Brasil, no fim de semana passado.
Esquadrão Suicida: Jared Leto diz que as cenas cortadas dariam um filme solo do Coringa
A montagem final do filme “Esquadrão Suicida” continua dando o que falar. Depois da revista The Hollywood Reporter apurar que a empresa que fez o trailer editou o longa-metragem, dando um tom diferente – mais alegre, colorido e superficial – para o roteiro e a filmagem do diretor David Ayer, o ator Jared Leto confirmou que seu trabalho de incorporação do Coringa foi desperdiçado. Leto demonstrou descontentamento ao falar sobre a quantidade de material que foi cortado em duas entrevistas diferentes. “Teve alguma cena que não foi cortada?”, chegou a ironizar, ao comentar a montagem para o site IGN. “Foram tantas cenas cortadas do filme, que não sei nem por onde começar”, lamentou. “Fizemos várias experimentações no set, nós exploramos muito. Há tanta coisa que nós filmamos que não está no filme. Se eu acabar morrendo em breve, é bem provável que esse material vai surgir em algum lugar. A boa notícia sobre a morte de um ator é que tudo isso acaba aparecendo”, disse, de forma mórbida. De fato, só nos trailers divulgados há duas cenas do Coringa não mostradas nos cinemas. Questionado pela BBC Radio 1 sobre o que teria motivado tantos cortes, Leto respondeu: “Acho que eu levei tanta coisa para cada cena que provavelmente foi preciso filtrar toda a loucura. Como eu queria dar várias opções, acho que provavelmente há metragem suficiente para montar um filme do Coringa. Se eu morrer amanhã, talvez o estúdio edite uma versão”, disse, retomando o tom mórbido. O ator também lamentou que a Warner não tenha lançado o filme com uma classificação etária mais alta: “Se tem um filme que deveria ter classificação adulta, deveria ser o filme sobre os vilões”. E encerrou comentando sua participação em futuras produções da DC Comics. “Isso dependerá inteiramente da resposta do público. Se eles responderem positivamente a este Coringa, eu posso imaginar o Coringa voltando, mas se não responderem bem, certamente não vou querer prolongar minha permanência no papel”.
Esquadrão Suicida: Jared Leto diz que várias cenas do Coringa foram cortadas do filme
A blitz publicitária do “Esquadrão Suicida” vai render uma bilheteria de estreia impactante, mas o filme não entrega o que promete. E um dos casos mais evidentes é o pouco espaço ocupado pelo Coringa na trama. Muito se falou sobre como Jared Leto incorporou o personagem nos bastidores da produção, mas na tela sua presença é mínima. Todas as cenas em que ele aparece foram mostradas nos trailers. E há, inclusive, imagens vistas na divulgação que não aparecem no filme. Segundo o próprio ator, sua participação foi bastante cortada. “Há muitas cenas que não entraram no filme final. Tomara que um dia elas sejam vistas. Quem sabe”, ele lamentou, em entrevista à publicação britânica TeleStar. Uma reportagem da revista The Hollywood Reporter apurou que o trabalho do diretor David Ayer sofreu intervenção do estúdio, que encomendou uma montagem para a equipe que criou os trailers. “Batman vs. Superman” também teve uma montagem diferente para os cinemas, mas o objetivo foi diminuir a duração e a violência, não alterar o filme completamente. Além disso, a produção de uma versão estendida para Blu-ray, considerada a “versão do diretor”, foi anunciado antes mesmo da estreia do longa-metragem. Como Jared Leto chama a atenção, desta vez não se sabe se as cenas cortadas de “Esquadrão Suicida” serão vistas pelo público. A regra não escrita é que obras com problemas de bastidores dificilmente ganham “versão do diretor”. Afinal, caso superem a produção exibida nos cinemas, essas revisões servem apenas para escancarar a incompetência do estúdio, que mexeu onde não deveria – e de forma autoritária. Há muita curiosidade, por exemplo, a respeito de como seria a versão do “Quarteto Fantástico” do diretor Josh Trank. Mas há casos raros em que o tempo permite distanciamento suficiente para um “mea culpa”. A própria Warner já lucrou bastante com sua constrição em relação a “Blade Runner” (1982), filme mutilado pelo estúdio, que foi remontado à revelia de Ridley Scott e ganhou uma narração inexistente no roteiro para sua estreia nos cinemas. O culto à obra, porém, fez crescer tanto o interesse na versão “perdida” que o estúdio acabou pagando para Scott remontar o filme. Desde a era do VHS, a montagem “do diretor” é que ocupa as prateleiras das locadoras e lojas de vídeo.
Esquadrão Suicida não entrega o que promete
Após o banho de água fria provocado por “Batman vs Superman: A Origem da Justiça”, “Esquadrão Suicida” prometia um tom diferente para o universo que a DC está construindo nos cinemas, uma espécie de resposta à concorrência já consolidada da Marvel. Mas, lamentavelmente, a tentativa não rendeu o esperado na tela. Espécie de sequência direta dos eventos trágicos envolvendo a figura do Superman (Henry Cavill), “Esquadrão Suicida” inicia com a exposição dos planos da implacável Amanda Waller (Viola Davis), oficial da CIA que recomenda ao presidente a escalação de um time composto pelos maiores criminosos do país para combater uma entidade que pretende cobrir o mundo com trevas e converter humanos em soldados monstruosos. O time? Floyd Lawton (Will Smith), conhecido como Pistoleiro, um matador de aluguel com uma filha de 11 anos; Harleen Quinzel (Margot Robbie), que adotou o nome Arlequina ao se tornar a companheira de Coringa (Jared Leto); George Harkness (Jai Courtney), o Capitão Bumerangue, Waylon Jones (Adewale Akinnuoye-Agbaje), o Crocodilo; Chato Santana (Jay Hernandez), apelidado de El Diablo e com habilidades em incendiar tudo ao redor; e Christopher Weiss (Adam Beach), também chamado de Amarra. Ainda que Weller tenha implantado um chip capaz de causar a morte instantânea com o comando em um aplicativo sob o seu controle, é necessário trazer a bordo um líder capaz de supervisionar o temperamento de figuras que podem a qualquer momento trair o acordo de salvar o dia por uma redução de pena. Para isso, é escalado o soldado Rick Flag (Joel Kinnaman), namorado da arqueóloga June Moone (Cara Delevingne), possuída por um espírito milenar que cumpre um papel importante na ação. Outra adição que possui um bom caráter é Katana (Karen Fukuhara), japonesa extremamente habilidosa com espadas. Com a leva inesgotável de mutantes e justiceiros zelando pela sobrevivência da humanidade, “Esquadrão Suicida” trazia como possibilidade uma visão ainda pouco explorada nas adaptações de quadrinhos, na qual a moralidade surge distorcida, quando a prática do bem não parece uma alternativa clara para reverter a arquitetura do caos. Algo recentemente testado com sucesso em “Deadpool”, que tinha um anti-herói como protagonista. O passo de “Esquadrão Suicida” sugeria ser o mais largo, com um material promocional regado na piração e com um diretor, David Ayer, que entende a linguagem dos personagens marginalizados, das escórias da sociedade, como já demonstrou em seu roteiros de “Dia de Treinamento” (2001), “Tempos de Violência” (2005) e “Marcados para Morrer” (2012). Porém, o peso da insanidade parece ter recaído somente sobre os ombros de Margot Robbie, que supera todas as expectativas como uma delinquente que desejava apenas ter uma vida de comercial de margarina com o seu amado de sorriso nefasto – o Coringa, aliás, deve ter ficado com a maior parte de sua participação perdida na ilha de edição, ao julgar por suas intervenções de caráter quase figurativo. Além de uma encenação branda da violência, “Esquadrão Suicida” não é competente nem ao introduzir os seus personagens para o público. Confuso, o primeiro ato acredita que uma playlist de rock e cartilhas ininteligíveis dão conta de carregar todo o histórico de cada um. Igualmente mal resolvido é o desejo da Warner de fazer um “Os Vingadores” dos vilões, forçando um sentimento de amizade e companheirismo que definitivamente inexiste entre os personagens. Ao final, o efeito provocado por “Esquadrão Suicida” é como uma promessa de embriaguez épica, que só no primeiro gole revela ser patrocinada por cerveja sem álcool.
Esquadrão Suicida: Saiba tudo o que deu errado nos bastidores da produção
A implosão crítica do filme “Esquadrão Suicida”, que está recebendo notas piores que as de “Batman vs. Superman”, começa a trazer a público um drama de bastidores tão intenso quanto o que tentou ser escondido durante a produção de “Quarteto Fantástico”, com interferências do estúdio, refilmagens e uma edição final que levou o filme a uma direção completamente diferente de seu projeto original. Segundo apuraram várias publicações americanas, os problemas começaram desde a aprovação do projeto. O diretor e roteirista David Ayer escreveu o roteiro em seis semanas e, assim que colocou suas mãos nele, a Warner aprovou as filmagens no ato, marcando uma data de estreia antes do elenco ser reunido. Isto não deu tempo para o roteiro ser melhor trabalhado. Mesmo assim, durante as filmagens, o estúdio decidiu que o roteiro não era o que eles queriam. Isto porque tinha o mesmo clima sombrio de “Batman Vs Superman”, que ao ser lançado precipitou uma avalanche de críticas negativas e ficou aquém do resultado de bilheteria esperado. Ao mesmo tempo, o longa do “Deadpool” mostrou que personagens psicopatas e humor eram uma combinação de sucesso. E a Warner decidiu que “Esquadrão Suicida” deveria ser mais parecido com o filme da Fox. De acordo com fontes ouvidas pelo site The Hollywood Reporter, o diretor David Ayer foi obrigado a modificar o filme, que era denso e sombrio, para algo leve e engraçado. A reportagem confirma o que boatos antigos diziam: que todas as piadas originais estavam nos primeiros trailers e que o resto do filme se levava muito a sério. Para complicar ainda mais a situação, os trailers, que seriam completamente diferentes do filme, fizeram muito sucesso. O que levou a Warner a procurar a empresa responsável por editá-los, a Trailer Park, para produzir uma edição alternativa do “Esquadrão Suicida”, enquanto Ayer ainda estava filmando. Em março, o estúdio começou a testar as duas versões: a séria de Ayer e a mais leve do Trailer Park. E as reações do público foram divididas. Como o diretor se mostrou receptivo a participar do processo, a Warner buscou encontrar um meio termo. Toda a abertura foi alterada, passando a trazer introduções dos vilões e gráficos coloridos. No filme original de Ayer, as cenas de “introdução” faziam parte de flashbacks espalhados ao longo da projeção. Mas isso deixou a história leve no começo e pesada no fim. Para equilibrar um pouco mais a trama, o estúdio concordou em aumentar seus gastos, com a reconvocação do elenco para filmagens extras. O objetivo foi inserir mais cenas engraçadas, como a blogosfera tinha apurado, e não apenas para aumentar a ação da trama, como a equipe justificou. Ao final, o resultado foi emendado e reeditado por um batalhão de profissionais contratados para dar a forma final ao filme, que se materializou apenas durante a montagem. Segundo as fontes do THR, as decisões foram tomadas em meio ao pânico de temer uma implosão do universo das adaptações dos quadrinhos da DC Comics. E teria envolvido muitos conflitos de ego, quando o necessário seriam cabeças frias. Uma das consequências do clima conturbado foi que o novo filme de Ayer, que voltaria a reuni-lo com Will Smith, saiu do cronograma da Warner. O diretor acabou fechando um acordo milionário com o Netflix para realizá-lo. Mas para abafar possíveis controvérsias, diretor e estúdio concordaram em emitir um comunicado conjunto, em que confirmam ter chegado ao “Esquadrão Suicida” que o público irá conhecer de comum acordo. O presidente de produção da Warner, Greg Silverman, assina a nota, em nome do diretor. “Esta foi uma experiência incrível. Nós fizemos um monte de experimentação e colaboração ao longo do caminho. Mas nós dois somos muito orgulhosos do resultado. Este… é um filme de David Ayer, e Warner tem o orgulho de apresentá-lo”, resume a versão oficial.











