Emma Watson narra vídeo feminista sobre os obstáculos enfrentados pelas mulheres
Emma Watson compartilhou em sua conta no Twitter um vídeo que, segundo suas palavras, ela “ajudou a fazer”. Intitulado “Hurdles” (Obstáculos), o material foi produzido em parceria com a organização Global Citizen e traz a voz da atriz elencando as conquistas e as barreiras que as mulheres enfrentam em busca da igualdade de gênero. O comercial de dois minutos ilustra estes obstáculos de forma literal, ao usar imagens da corrida feminina com barreiras das Olimpíadas de 1964, em Tóquio. “Mulheres e garotas sempre tiveram que encarar barreiras, mas isso nunca nos impediu”, diz Emma no vídeo. Embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, a atriz também discursou na Assembleia Geral da ONU, realizada na semana passada, e, durante a sua fala, enfatizou que a segurança das mulheres é um direito e não deve ser tratado como privilégio. Ela alertava para a situação de violência sexual presente em universidades do mundo inteiro. A jovem britânica de 25 anos tinha anunciado, no início ano, que ia tirar férias do cinema para se concentrar no movimento feminista. Ela lidera a campanha “HeForShe”, que procura somar o compromisso dos homens para acabar com a desigualdade de gênero. Mas suas férias não deverão ser muito sentidas pelos fãs, pois ela deixou prontos alguns trabalhos, como a sci-fi “The Circle”, ainda sem previsão de lançamento, e a versão com atores da fábula “A Bela e a Fera”, da Disney, que chega aos cinemas em 30 de março de 2017. Excited to show you this small film I helped make. Hope it gets you going! #Hurdles #GenderEqualityTogether ? @TheGlobalGoals #Goal5 pic.twitter.com/xpEDoXp8ot — Emma Watson (@EmWatson) September 24, 2016
Domingos de Oliveira é o grande vencedor do Festival de Gramado 2016
O drama “Barata Ribeiro, 716”, do veterano cineasta Domingos de Oliveira, foi o vencedor da 44ª edição do Festival de Gramado. E além do Kikito de Melhor Filme, o diretor também conquistou os troféus de Melhor Direção e Trilha Sonora, que ele assinou. Para completar, seu filme ainda rendeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para Glauce Guima. A premiação ocorreu na noite de sábado (3/9) e, segundo informações dos grandes portais, manteve o tom político que marcou a abertura do festival, quando foi exibido “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho. Além de discursos e slogans, alguns atores carregavam cartazes de protesto. Teve até faixa da época das “Diretas Já”, numa demonstração anacrônica. E quando o logotipo do Ministério da Cultura, que apoia o evento e o cinema brasileiro, foi exibido, vaias sonoras foram disparadas. Há quatro meses, quando o Ministério foi temporariamente extinto, a classe artística entrou em frenesi, com medo de um apagão cultural, graças ao destino incerto dos financiamentos públicos, e promoveu ocupações de museus e equipamentos culturais para pedir sua volta. O Ministério voltou, o novo ministro garantiu a manutenção dos programas de financiamento. E o que em maio era considerado primordial para a existência da classe, após o afago e a mão estendida passou a ser metaforicamente apedrejado e escarrado, como no poema de Augusto dos Anjos. Nada disso impediu a emocionante consagração de Domingos de Oliveira. O diretor foi ao palco receber seus prêmios amparado por Caio Blat, protagonista de “Barata Ribeiro, 716”, que interpreta um alterego do cineasta, já que a trama é baseada em memórias de sua juventude. Por sofrer de Mal de Parkinson, Oliveira tem dificuldades para caminhar e falar. Seu discurso, ao receber o troféu de Melhor Direção, foi uma contagem até 79, sua idade. “A vida não é curta. É curtíssima”, acrescentou, conforme registro do G1. Na “curta” carreira do cineasta, “Barata Ribeiro, 716” é seu 18º longa-metragem. Foi aplaudido de pé pelo público presente ao Palácio dos Festivais, lotado. O filme se passa na época de um golpe de estado verdadeiro, ao acompanhar o engenheiro e aspirante a escritor Felipe (Caio Blat) numa vida de festas alucinantes, no apartamento que ganhou do seu pai na famosa rua Barata Ribeiro, em Copacabana. Lá, ele e seus amigos desfrutam de tudo que a liberdade pode oferecer durante o começo dos anos 1960. Liberdade que terminaria com o golpe militar de 1964. A segunda vitória mais aplaudida foi a de Andreia Horta, ao receber o Kikito de Melhor Atriz pelo papel-título de “Elis”, cinebiografia da cantora gaúcha Elis Regina. “Quero agradecer a todos que acreditaram que eu podia fazer esse trabalho”, discursou ela, feliz pelo reconhecimento obtido “aqui, na terra dela, no Sul”. O filme chega aos cinemas em 24 de novembro. “O Roubo da Taça” foi outro destaque da premiação. O filme de Caíto Ortiz rompeu uma tradição de Gramado, que não costuma premiar comédias, e levou quatro estatuetas: Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Roteiro e Melhor Ator para Paulo Tiefenthaler, considerado, segundo o UOL, a zebra da noite, já que as apostas eram em Caio Blat. “Ainda existe preconceito com a comédia, precisa ter timing, não é só ser uma aventura ou um filme de gags. A situação toda é patética e, dentro disso, fizemos um filme bom. Foi um presente, um reconhecimento”, declarou Tiefenthaler ao portal, refletindo sobre o tema da produção: o roubo da Taça Jules Rimet do interior da CBF. “O Silêncio do Céu” levou o prêmio especial do júri. Apesar de protagonizado por Carolina Dieckmann e Leonardo Sbaraglia, o longa de suspense é falado em espanhol, com apenas uma curta cena em português. O filme também já possuiu estreia agendada nos cinemas para breve, no dia 22 de setembro. Entre as premiações de curta-metragem, categoria vencida pelo brasiliense “Rosinha”, de Gui Campos, chamou atenção a lembrança de Elke Maravilha, recentemente falecida, que conquistou um Prêmio Especial do Júri por seu desempenho em “Super Oldboy”, filme que ainda venceu o troféu do público. Confira abaixo a lista completa com todos os prêmios. Vencedores do Festival de Gramado 2016 LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS Melhor Filme “Barata Ribeiro, 716”, de Domingos Oliveira Melhor Direção Domingos Oliveira (“Barata Ribeiro, 716”) Melhor Atriz Andréia Horta (“Elis”) Melhor Ator Paulo Tiefenthaler (“O Roubo da Taça”) Melhor Atriz Coadjuvante Glauce Guima (“Barata Ribeiro, 716”) Melhor Ator Coadjuvante Bruno Kott (“El Mate”) Melhor Roteiro Lucas Silvestre e Caíto Ortiz (“O Roubo da Taça”) Melhor Fotografia Ralph Strelow (“O Roubo da Taça”) Melhor Montagem Tiago Feliciano (“Elis”) Melhor Trilha Musical Domingos Oliveira (“Barata Ribeiro, 716”) Melhor Direção de Arte Fábio Goldfarb (“O Roubo da Taça”) Melhor Desenho de Som Daniel Turini, Fernando Henna, Armando Torres Jr. e Fernando Oliver (“O Silêncio do Céu”) Melhor Filme – Júri Popular “Elis”, de Hugo Prata Melhor Filme – Júri da Crítica “O Silêncio do Céu”, de Marco Dutra Prêmio Especial do Júri “O Silêncio do Céu”, pelo domínio da construção narrativa e da linguagem cinematográfica LONGAS-METRAGENS ESTRANGEIROS Melhor Filme “Guaraní”, de Luis Zorraquín Melhor Direção Fernando Lavanderos (“Sin Norte”) Melhor Atriz Verónica Perrotta (“Os Golfinhos Vão para o Leste”) Melhor Ator Emilio Barreto (“Guaraní”) Melhor Roteiro Luis Zorraquín e Simón Franco (“Guaraní”) Melhor Fotografia Andrés Garcés (“Sin Norte”) Melhor Filme – Júri Popular “Esteros”, de Papu Curotto Melhor Filme – Júri da Crítica “Sin Norte”, de Fernando Lavanderos Prêmio Especial do Júri “Esteros”, pela direção delicada e inteligente da história de amor dos atores mirins. CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS Melhor Filme “Rosinha”, de Gui Campos Melhor Direção Felipe Saleme (“Aqueles Cinco Segundos”) Melhor Atriz Luciana Paes (“Aqueles Cinco Segundos”) Melhor Ator Allan Souza Lima (“O Que Teria Acontecido ou Não Naquela Calma e Misteriosa Tarde de Domingo no Jardim Zoológico”) Melhor Roteiro Gui Campos (“Rosinha”) Melhor Fotografia Bruno Polidoro (“Horas”) Melhor Montagem André Francioli (“Memória da Pedra”) Melhor Trilha Musical Kito Siqueira (“Super Oldboy”) Melhor Direção de Arte Camila Vieira (“Deusa”) Melhor Desenho de Som Jeferson Mandú (“O Ex-Mágico”) Melhor Filme – Júri Popular “Super Oldboy”, de Eliane Coster Melhor Filme – Júri da Crítica “Lúcida”, de Fabio Rodrigo e Caroline Neves Prêmio Especial do Júri Elke Maravilha (“Super Oldboy”) e Maria Alice Vergueiro (“Rosinha”), pela contribuição artística de ambas Prêmio Aquisição Canal Brasil “Rosinha”, de Gui Campos
Joseph Gordon-Levitt, astro do filme Snowden, dirige curta estrelado pelo próprio Edward Snowden
O ator Joseph Gordon-Levitt, que estrela o vindouro filme “Snowden”, também dirigiu um curta estrelado pelo próprio Edward Snowden, como parte de seu projeto de produção coletiva Hitrecord. O vídeo traz o ex-espião falando sobre o impacto que a tecnologia pode ter no futuro e na democracia. Mas o que inicia como resposta a uma pergunta ganha outra conotação na pós-produção, com animações criativas, que ilustram e completam o depoimento do símbolo-vivo da defesa da privacidade no mundo contemporâneo O filme em que Gordon-Levitt vive Snowden vai estrear em 22 de setembro no Brasil, com roteiro de direção de Oliver Stone (“Selvagens”). Here is the short film I directed feat. Edward @Snowden..https://t.co/JIsGGjtG45 — Joseph Gordon-Levitt (@hitRECordJoe) August 23, 2016
Moleque: Veja o curta que transforma Chaves em menino brasileiro
O diretor mineiro Marcos Pena, fã de “Chaves”, resolveu homenagear a clássica produção mexicana com um curta-metragem do tamanho de um episódio da série. Intitulado “Moleque”, expressão que traduz o original “chavo”, o filme adapta a criação de Roberto Gómez Bolaños para o Brasil. Alterando também a idade dos intérpretes, o filme mostra crianças nos papéis de Chaves, Quico e Chiquinha. Ou melhor, Moleque, Fred e Fran, como foram rebatizados. Tampouco há os bordões marcantes da série. Tudo foi reimaginado, de forma a evitar problemas com direitos autorais. Tanto que o filho de Bolaños viu e aprovou, sem considerar infração. A “vila do Chaves” brasileira fica em uma comunidade de Santa Efigênia, bairro de Belo Horizonte, para onde se muda um garoto órfão, que rapidamente faz amizade com as crianças da vizinhança. Mas irrita os adultos, como Dona Flora, Seu Soneca e o cobrador negro ostentação, que costumava ser o Sr. Barriga na TV. Disponibilizado na íntegra no YouTube, o curta foi selecionado para festivais na Espanha, Argentina, Índia, Malta, Bolívia e Estados Unidos.
Procurando Dory é um dos grandes filmes da Pixar
Assim como já fez com “Toy Story” (1995), “Monstros S.A.” (2001) e “Carros” (2006), o estúdio Pixar revisita agora os personagens de “Procurando Nemo” (2003), um dos seus maiores sucessos. Entretanto, “Procurando Dory” se diferencia mais do original que as continuações anteriores, não apenas por se concentrar na coadjuvante do primeiro filme, mas por algumas ousadias, como a inclusão de aspectos mais sombrios e temas humanistas. De fato, se não tivesse “Procurando Nemo” como predecessor, “Procurando Dory” estaria sendo louvado como um dos grandes filmes originais do estúdio. A nova animação é uma história de superação, destacando uma personagem com problema mental, que consegue não apenas atingir o seu objetivo, como se tornar um exemplo de obstinação e até de heroísmo. Mas chegar lá não é nada fácil. O filme começa com um pequeno prólogo, apresentando a pequena Dory ainda morando com os pais, antes de se perder, ficar adulta e conhecer Marlin, o perturbado pai do desaparecido Nemo, e ajudá-lo em sua jornada em busca do filho. Difícil não se solidarizar com a personagem, que sofre de perda de memória recente e por isso acaba não conseguindo muitos amigos. A trama encontra os personagens um ano após os eventos de “Procurando Nemo”, com Dory morando com Marlin e Nemo, e de vez em quando tem sonhos com sua família, flashes que podem servir de pistas para ela reencontrar seus pais. De certa forma, a busca da heroína pela família encontra paralelos no filme anterior do estúdio, “O Bom Dinossauro” (2015), embora aposte menos nas lágrimas e mais no desespero e na ansiedade de seus personagens. Ganham destaque alguns coadjuvantes novos que ajudam Dory na jornada, como o polvo com medo de espaços abertos Hank, a tubarão baleia míope Destiny e o inseguro beluga Bailey. Como se vê, a maioria dos personagens sofre de transtornos físicos, psicológicos ou mentais e essa é uma das belezas do filme: mostrar como podem ser capazes de enfrentar suas próprias limitações. Para completar, a Pixar ainda presenteia seus espectadores com um curta de abertura muito bonito, que ecoa o mesmo tema. Em “Piper – Descobrindo o Mundo”, de Alan Barillaro, um filhote de passarinho enfrenta um breve trauma – uma onda gigante que o arrasta e faz com que ele fique inseguro para sair e se alimentar junto com sua mãe e seus irmãos na praia – e o modo como ele consegue aprender a enfrentar esse problema.
Piper: Veja a primeira cena do novo curta de animação da Pixar
O estúdio Pixar divulgou um pequeno trecho de “Piper”, curta de animação de seis minutos, que será projetado antes de “Procurando Dory” nos cinemas mundiais. A cena de apenas 24 segundos impressiona pelo realismo, acompanhando um fofo filhote de maçarico-rasteirinho. No vídeo, ele saltita aos pés de aves adultas, enquanto tenta aprender a caçar mariscos, entre bolhas na areia de uma praia. Segundo explica a sinopse, o jovem passarinho logo descobre que é difícil encontrar comida sem a ajuda de sua mãe. O curta é o primeiro trabalho dirigido por Alan Barillaro, que tem uma longa história na Pixar, como animador de clássicos como “Monstros S.A.” (2001), “Procurando Nemo” (2003)”, “Os Incríveis” (2004), “Ratatouille” (2007), “Wall-E” (2008), “Valente” (2012) e “Universidade Monstros” (2013). “Procurando Dory” estreia no dia 30 de junho no Brasil, duas semanas após o lançamento nos EUA.
Veja a animação inspirada em quadrinhos brasileiros que chamou a atenção da Disney
Um curta-metragem animado inspirado por história em quadrinhos brasileira chamou atenção da Disney e acabou rendendo uma carreira em Hollywood para seu diretor. Trata-se do curta “The Present”, do diretor alemão Jacob Frey, que venceu nada menos que 59 prêmios mundiais, e pode ser conferido legendado logo abaixo. A animação adapta os quadrinhos “Perfeição”, criada pelo brasileiro Fábio Coala em 2012. Em apenas uma página, os quadrinhos contam uma história edificante sobre a amizade entre um garoto e seu cachorrinho perneta. A HQ original pode ser vista aqui. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Frey revelou que viu uma versão traduzida para o inglês dos quadrinhos na comunidade colaborativa de humor 9gag e que ficou “extasiado”. “Eu soube imediatamente que deveria transformar aquilo num curta de animação”, contou. Após entrar em contato com o brasileiro Coala para fazer a adaptação, ele levou um ano e três meses para concluir o curta. O autor da tirinha, segundo Frey, “ficou surpreso com a qualidade do projeto”. “Tanto ele quanto sua mulher choraram”, afirma. Lançado em 2014, “The Present” fez uma longa carreira por festivais internacionais. Graças à coleção de prêmios acumulados, o técnico de efeitos do curta, Markus Kranzler, ganhou um emprego na Pixar, nos Estados Unidos, enquanto Frey foi contratado pela Disney e já trabalhou, como animador aprendiz, em “Zootopia”. Frey também foi animador de “Pets: A Vida Secreta dos Bichos”, do estúdio Illumination, com lançamento previsto para o próximo mês nos EUA – e em agosto no Brasil. Atualmente, ele trabalha em “Moana”, próxima estreia animada da Disney, que chegará ao país em dezembro. https://www.youtube.com/watch?v=whh0MQZ4Q2A
Kristen Stewart vai estrear como diretora de curtas
A atriz Kristen Stewart vai estrear atrás das câmeras de um filme, como diretora de um curta-metragem. Ela foi convidada pela plataforma digital Refinery29 para participar do projeto “ShatterBox Anthology”, uma coleção de 12 curtas criados por mulheres, com a proposta de “explorar a dinâmica do poder” pela ótica feminina. Anteriormente, Kristen já tinha dirigido um videoclipe da banda country Sage + The Saints. Foi há dois anos, quando declarou: “Eu definitivamente quero explorar isto na minha vida”. A iniciativa do Refinery29 ainda contará com a atriz Gabourey Sidibe (série “Empire”), que também fará sua estreia na direção, a cofundadora do Webby Awards Tiffany Shlain (websérie “The Future Starts Here”), a diretora e roteirista Mia Lidofsky (“Strangers”), a atriz America Ferrera (série “Superstore”) e outras mulheres de destaque em Hollywood. Por sinal, o primeiro curta do projeto já foi rodado. Trata-se de “Kitty”, da também atriz Chloë Sevigny (série “Bloodline”), que será lançado durante o Festival de Cannes.
Martin Scorsese elogia brasileiro que fez montagem com seus filmes: “Surpreendente”
Um vídeo de 2010, em que o carioca Leandro Copperfield juntou cenas de filmes de dois dos maiores diretores do cinema, Martin Scorsese e Stanley Kubrick, acabou ganhando reconhecimento, seis anos depois, por ninguém menos que o próprio Scorsese. O diretor americano gravou um vídeo, após alguém lhe falar sobre a obra, mostrando que viu e adorou o trabalho de edição do brasileiro. Leandro é apenas um fã e não trabalha com audiovisual. Ao contrário, é formado em Direito. Mas, segundo conta, tinha um PC, um software de edição e tempo livre nas mãos. E decidiu fazer uma montagem daqueles que chama de “os melhores filmes já feitos”. “Esse vídeo foi feito principalmente pelo fato de eu estar sem o que fazer, mesmo. De férias e bem entediado. Até porque, talvez só mesmo nesse estado para alguém reassistir mais de 35 filmes, separar mais de 500 cenas e tentar montar tudo de forma bem criteriosa e especifica”, ele contou em seu Facebook. “Mas também devo dizer que montei ele com o coração, fiz para mim e queria vê-lo mais do que ninguém — apenas para me lembrar o quanto eu gosto de cinema”. Ele também brincou de misturar os filmes de Quentin Tarantino aos dos irmãos Coen e realizar colagens dos longas de Paul Thomas Anderson. Mas a mensagem de Scorsese tirou seu chão. “Sempre tive um pouco de orgulho dessa minha montagem em especifico e até fiz boas amizades por causa dela, só que agora ganhou um gostinho mais especial, pois graças a ela pude escutar meu maior ídolo falar sobre algo que fiz. E, porra… não sei nem o que dizer. Talvez um dia eu consiga expressar isso melhor, não sei, mas por enquanto, perdoem a minha falta de sofisticação: Scorsese é foda”, ele escreveu, ao postar o vídeo de seu ídolo em seu Facebook. E concluiu: “Há tédios que vem para o bem”. Confira abaixo a íntegra do vídeo de Leandro e a mensagem de Scorsese para o cinéfilo brasileiro. Mensagem de Martin Scorsese Aos amigos cinéfilos…Não sei por onde começar, mas vamos lá: Muitos dos meus amigos que gostam de Cinema aqui no Facebook me adicionaram ou conheceram após assistirem um vídeo tributo a que fiz em 2010 chamado "Kubrick vs Scorsese”. Uma colagem de 7 minutos que fiz depois de rever em um mês toda filmografia desses dois lendários diretores nova-iorquinos.O vídeo acabou ganhando certa notoriedade, pois foi postado em vários desses sites, blogs e páginas de cinema. Recebi (e ainda recebo até hoje) alguns e-mails e mensagens de pessoas, principalmente de fora do Brasil, que gostaram do vídeo. Mensagens de gente que viu o vídeo sendo apresentado em cursos de Cinema e etc. E, apesar de eu não saber lidar muito bem com essas mensagens de elogios, isso é uma coisa que acontece vez ou outra desde que o fiz. Porém, de repente, BOOM, completamente do nada no início desse ano, eu recebo isso que está aí em cima — o homem responsável por trazer Goodfellas, Taxi Driver, Cassino, After Hours (…) para o mundo — o homem responsável por me fazer, desde garoto, amar e ver o cinema de uma forma diferente — um dos maiores diretores de todos os tempos: Martin Scorsese, in the flesh, não só assistindo ao meu vídeo feito há mais de 5 anos atrás, como também comentando sobre. Bem, quem me conhece um pouco mais, sabe o quanto eu gosto de Martin Scorsese. Sabe qual é meu nível de admiração. O quanto eu falo, converso, coleciono, leio, ouço e assisto coisas sobre ele. Então, vocês devem imaginar o quão louco isso foi para mim. Eu poderia discorrer mais sobre tudo isso, sobre como foi processo de criação do vídeo e tudo mais, mas não quero prolongar o assunto.Para encerrar, quero dizer que esse vídeo foi feito principalmente pelo fato de eu estar sem o que fazer, mesmo. De férias e bem entediado. Até porque, talvez só mesmo nesse estado para alguém reassistir mais de 35 filmes, separar mais de 500 cenas e tentar montar tudo de forma bem criteriosa e especifica. Mas também devo dizer, que montei ele com o coração, fiz para mim e queria vê-lo mais do que ninguém — apenas para me lembrar o quanto eu gosto de cinema. Sempre tive um pouco de orgulho dessa minha montagem em especifico e até fiz boas amizades por causa dela, só que agora ganhou um gostinho mais especial, pois graças a ela pude escutar meu maior ídolo falar sobre algo que fiz. E, porra… não sei nem o que dizer. Talvez um dia eu consiga expressar isso melhor, não sei, mas por enquanto, perdoem a minha falta de sofisticação: Scorsese é foda. Há tédios que vêm para o bem. Abraço. Publicado por Leandro Copperfield em Terça, 23 de fevereiro de 2016
Johnny Depp interpreta Donald Trump em vídeo cômico
O ator Johnny Depp (“Aliança do Crime”) está irreconhecível como Donald Trump, o milionário que é pré-candidato à Presidência dos EUA, num vídeo lançado pelo site de humor “Funny or Die”. Criado pelo ator Will Ferrel (“Pai em Dose Dupla”) e os diretores Adam Mckay (“A Grande Aposta”) e Judd Apatow (“Descompensada”), o site produz esquetes curtas sobre temas diversos, sempre chamando atenção por sua irreverência. Desta vez, a piada imita um trailer em VHS, de baixa definição, de um telefilme baseado na autobiografia de Trump, “The Art of the Deal: The Movie”. A ironia já aparece nos créditos iniciais, que apresentam o filme como produzido, escrito e dirigido pelo próprio Trump. Baseado no best-seller escrito pelo ricaço em 1987, a telebiografia seria uma relíquia filmada na década de 1980, que ficou perdida até o cineasta Ron Howard (“No Coração do Mar”) localizar o VHS em uma feira de quintal. Johnny Depp gravou sua participação em quatro dias de dezembro, após aceitar o convite de Mckay. Em entrevista ao jornal The New Tork Times, o diretor disse esperar que o vídeo, lançado na quarta-feira (10/2), irrite o pré-candidato. Funny Or Die Presents Donald Trump's The Art Of The Deal: The Movie from Funny Or Die
Novo trailer de A Era do Gelo: O Big Bang apresenta ameaça apocalíptica
A Fox Film do Brasil divulgou o segundo trailer da animação “A Era do Gelo: O Big Bang”, em versões legendada e dublada. A prévia mostra mais cenas inéditas, concentrando-se nas consequências das ações de Scrat no curta “Scratástofre Cósmica”, divulgado na íntegra em novembro. No vídeo, o esquilo pré-histórico Scrat leva sua obsessão por nozes ao espaço. Isto acontece quando ele liga, por acidente, um disco voador congelado, causando uma série de catástrofes que realinham os planetas do sistema solar e enviam meteoros em direção à Terra. Ao ver o fenômeno, Sid (dublado por John Leguizamo, no original) acha que são estrelas cadentes e faz um pedido, levando todos a acreditarem que seu pedido vai causar o fim do mundo. O quinto “A Era do Gelo” tem direção de Mike Thurmeier (co-diretor de “A Era do Gelo 3” e “4”) e Galen T. Chu (animador de todos “A Era do Gelo”) e estreia apenas em 29 de junho no Brasil, duas semanas antes do lançamento nos EUA.
Novo vídeo revela que bandido de Esqueceram de Mim também ficou traumatizado
O comediante Daniel Stern, intérprete de Marv, um dos bandidos que tentaram invadir a casa do filme “Esqueceram de Mim” (1990), viu o curta de humor negro em que Macauley Culkin volta a viver o personagem Kevin McCallister, agora adulto e psicótico. E resolveu mostrar que seu personagem também ficou traumatizado pela experiência mostrada na comédia clássica. Ele gravou um vídeo em que aparece desesperado, avisando para seu antigo comparsa Harry (Joe Pesci) que “o garoto voltou” e estaria caçando invasores de lares para se vingar. Apavorado, ele lembra das torturas que sofreu em 1990 e jura que é questão de tempo até Kevin achá-los. Esta também é a deixa para a luz se apagar e Stern exercitar suas cordas vocais com gritos. Os dois vídeos são complementares. E se o diretor Chris Columbus estiver online, pode ter uma ou vinte ideias para contar uma continuação contemporânea da comédia clássica. A premissa dos dois curtas é, de fato, muito boa.
Macaulay Culkin revela trauma causado por Esqueceram de Mim em curta de humor negro
A comédia “Esqueceram de Mim” (1990) transformou o ator-mirim Macaulay Culkin num astro, mas também deixou traumas profundos, que se manifestam especialmente no período natalino, como revela um curta de humor negro disponibilizado no YouTube – infelizmente, sem legendas. No vídeo, Culkin volta a viver o pequeno Kevin, agora adulto, reaparecendo como um motorista de táxi substituto, repleto de complexos, que ainda não superou o fato de ter sido esquecido pelos pais durante o Natal de 1990. “Sozinho. Sozinho em casa por uma semana. Eu defendi minha casa de dois invasores psicopatas. E era apenas uma criança”, ele relata a um passageiro. A lamentação é interrompida por um assaltante, que tem uma surpresa ao se deparar com o jovem, preparado para enfrentar bandidos desde criança. Na verdade, Kevin virou um psicopata, que comemora o Natal acendendo luzes coloridas em “invasores de lares”, antes de sangrá-los. O sucesso de “Esqueceram de Mim” rendeu uma continuação em 1991, também com Culkin, que se manteve em alta até 1994, quando, aos 14 anos de idade, ganhou uma fortuna para estrear a versão de cinema do personagem de quadrinhos Riquinho. A partir daí, envolveu-se numa briga com os pais sobre o destino de seu dinheiro e se recusou a estrelar novos filmes até se tornar maior de idade. O retorno aconteceu em “Party Monster” (2003), filme sobre sexo, drogas e música eletrônica que contrastava frontalmente com seus trabalhos anteriores. Ele fez também a divertida comédia teen “Galera do Mal” (2004), mas sua carreira não teve sequência, voltando a desaparecer após “Sex and Breakfast” (2007). Nos últimos anos, Macaulay tentou emplacar uma carreira de artista plástico, mas acabou voltando à mídia apenas por conta de revistas sensacionalistas que o descrevem como viciado. O curta marca o começo de uma websérie do ator Jack Dishel, intérprete do passageiro. Por sinal, ele também vai contracenar com Culkin no filme “Adam Green’s Aladdin”, que marcará a volta do ator ao cinema após nove anos.












