Regina Duarte não é mais secretária de Cultura
Regina Duarte não é mais secretária especial da Cultura. Um dia depois de almoçar com um dos nomes cotados para assumir o cargo, o ex-“Malhação” Mário Frias, o presidente confirmou nesta quarta (20/5) o remanejamento da ex-atriz de 73 anos para a Cinemateca Brasileira, com sede em São Paulo. Bolsonaro afirmou nesta manhã que Regina estava com saudade da família e que a mudança seria para o “bem” dela, em respeito ao “passado” da atriz e “por tudo o que representa para todos nós”. Vale lembrar que ela encerrou um contrato de mais de 50 anos com a TV Globo, com salário muito maior e todas as garantias possíveis para seu futuro, para atender ao convite do presidente e virar secretária de Cultura. Mas não pode reclamar de falta de exemplos de traição, inclusive de amigos íntimos, cometidas por Bolsonaro no poder. Há poucos dias, Regina reclamou foi de “matérias tendenciosas, maldosas, fakes, venenosas” que apontavam sua fritura, em meio à campanha #ForaRegina nas redes sociais, incentivada pelo próprio Bolsonaro. Segundo fontes ouvidas pelo jornal Folha de S. Paulo, os dois estavam insatisfeitos um com o outro e se dedicaram a encontrar uma saída honrosa para a artista, que vinha sofrendo intervenção no cargo, sem poder nomear ninguém. A tal saída honrosa, o comando da Cinemateca, foi estabelecida em um café da manhã desta quarta, no Palácio da Alvorada. A solução encontrada reflete uma reclamação de Bolsonaro, que já havia dito publicamente que Regina não dava expediente em Brasília, ficando a maior parte do tempo em São Paulo, trabalhando pela internet, o que prejudicava a gestão da pasta. A ausência da atriz abriria espaço, de acordo com o presidente, a conflitos ideológicos dentro da secretaria. Conflitos ideológicos, na visão de Bolsonaro, não são os absurdos terraplanistas defendidos por seu mentor Olavo de Carvalho, mas a defesa de direitos humanos. “Tem muita gente de esquerda [na secretaria de Cultura] pregando ideologia de gênero, essas coisas todas que a sociedade, a massa da população não admite. E ela tem dificuldade nesse sentido”, afirmou ele em 28 de abril. A ex-atriz esperava ter carta branca — algo que lembrou, em sua posse, ter-lhe sido prometido pelo presidente — para poder nomear os subordinados. Mas nunca teve. Bolsonaro mandou exonerar quem ela contratou em duas ocasiões e ainda impediu um terceiro de assumir um cargo, ao mesmo tempo em que manteve quem ela queria destituir e ensaiou trazer de volta quem tinha sido demitido por ela. Em seu discurso por ocasião da demissão-transferência da ex-atriz e ex-secretária de Cultura, Bolsonaro foi condescendente, sugerindo ter dado uma migalha para ela não ficar tristinha. “Pode ter certeza de uma coisa, acho que você quer ajudar o Brasil e o que eu mais quero é o seu bem pelo pelo seu passado e por tudo o que representa para todos nós. Ir para Cinemateca do lado do apartamento, saber que você vai ser feliz e produzir muito mais. Fico feliz por isso. Mas chateado porque sai um pouco do convívio com a gente”, disse o presidente. Bolsonaro postou um vídeo no Twitter ao lado da ex-atriz para justificar a decisão. E ela seguiu firme no papel que escolheu para si mesma pelo resto de sua vida, definindo a mudança como um “presente”. “Acabo de ganhar um presente, que é o sonho de qualquer profissional de comunicação, de audiovisual, de cinema e de teatro, um convite para fazer a Cinemateca que é um braço da cultura em São Paulo. Ficar secretariando o governo na cultura dentro da Cinemateca. Pode ter presente maior do que isso?” A atuação de Regina Duarte como secretária foi digna do Framboesa de Ouro, a premiação dos piores do ano em Hollywood, tendo como auge da canastrice a entrevista desastrosa que deu à CNN Brasil, quando teve chilique, defendeu a ditadura e minimizou as mortes de artistas por coronavírus para não perder o cargo. Tanto que a classe artística chegou a criar um manifesto dizendo que “ela não nos representa”. Decididos a ignorá-la, artistas buscaram alianças com secretários municipais e estaduais da Cultura para se dirigir diretamente ao Congresso em busca de aprovação de leis e alternativas de sobrevivência para o setor, durante a crise do novo coronavírus, que Regina não foi capaz de formular. A queda da ex-atriz, pouco mais de dois meses após sua posse, também faz parte do método implantado por Bolsonaro para neutralizar a pasta da Cultura e congelar todo e qualquer fomento para o setor. Trata-se de uma repetição escancarada de situações, que revela a tática de mudar tudo, o tempo todo, para que nada aconteça e ninguém faça coisa alguma. O método das demissões em série, desorganização estrutural e sabotagem assumida implode organogramas e trava definições de comitês importantes, como o responsável pela gestão do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual). Essa desgovernança, que se aproveita da morosidade burocrática para transformar inoperância em modelo administrativo, explica porque nenhum dinheiro da Cultura foi liberado por Bolsonaro desde que assumiu a presidência. Além de não liberar, seu desgoverno se caracteriza por cortar incentivos e vetar leis que possam ajudar a classe artística, com o objetivo claro de sangrar o setor até matá-lo. Regina Duarte foi peão e cúmplice do maior ataque estatal já sofrido pela Cultura brasileira em todos os tempos. Seu sucessor deve apenas esquentar banco para o próximo, e assim sucessivamente, para que o pior presidente da História do Brasil avance em sua guerra cultural declarada, com o objetivo de sucatear o setor.
Academia estaria estudando adiar o Oscar 2021
A revista americana Variety publicou na terça-feira (19/5) que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas está estudando a possibilidade de adiar o Oscar 2021, devido à pandemia do novo coronavírus. A informação partiu de fontes que não quiseram ser identificadas. A Academia não se pronunciou sobre o assunto, então não se trata de uma orientação oficial. Mas o vazamento pode indicar que já preocupações sobre a extensão da crise sanitária e a busca por uma opção para realizar a cerimônia de premiação no próximo ano. A organização do Oscar já anunciou medidas oficiais para lidar com a pandemia. A principal diz respeito à dispensa de estreia nos cinemas para filmes que quiserem concorrer ao prêmio. Para ser encaixado nesta condição excepcional, o filme precisa ser disponibilizado em streaming no período em que vigorarem medidas de restrição de circulação. A 93º edição do Oscar está planejada para acontecer no dia 28 de fevereiro de 2021, com a votação aberta em janeiro para todas as categorias. Se a situação não melhorar nos próximos meses, a cerimônia deve ser adiada, segundo as fontes da Variety, para março ou até mesmo abril.
Steven Soderbergh escreveu sequência de Sexo, Mentiras e Videotape na quarentena
O diretor Steven Soderbergh revelou em entrevista ao programa “NightCap Live”, do YouTube, que está trabalhando numa sequência de seu primeiro longa-metragem, “Sexo, Mentiras e Videotape”, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1989. Conversando com o apresentador Dan Dunn, o cineasta contou ter aproveitado o isolamento social para escrever o roteiro e afirmou que estava ansioso para filmá-lo, assim que possível. Segundo Soderbergh, a escrita foi a maneira que ele encontrou para se manter ativo e são durante a quarentena, e que o resultado foi o período mais criativo de sua carreira desde 1985. “Nas primeiras seis ou sete semanas de quarentena, eu já tinha escrito três roteiros diferentes”, revelou. Além da sequência de “Sexo, Mentiras e Videotape”, o cineasta também reescreveu o roteiro de um filme não revelado e adaptou o livro policial “City of the Sun”, de David Levien, um dos roteiristas de “Treze Homens e Um Novo Segredo”, que ele dirigiu em 2007. “Eu perguntei a David se podia adaptar o primeiro dos quatro romances que ele escreveu sobre [o detetive Frank Behr]. Ele disse ‘claro’”, contou Soderbergh, afirmando ainda que não sabe se o roteiro será levado às telas. “Vamos ver o que acontece agora, mas é um ótimo livro”. Soderbergh já comandou filmes de muito sucesso, como “Traffic”, Erin Brockovich” e a trilogia “Onze Homens e um Segredo”, mas ultimamente tem sido mais lembrado como o diretor de “Contágio”, obra que previu muitos dos desdobramentos da pandemia real de coronavírus. Veja a íntegra do programa abaixo.
Michael Bay vai produzir sci-fi apocalíptica sobre a pandemia de coronavírus
O cineasta Michael Bay, conhecido pela produção de blockbusters cheios de explosões, vai produzir um filme apocalíptico sobre a pandemia do novo coronavírus. O longa pretende mostrar um futuro em que a crise sanitária nunca passou. Intitulado “Songbird”, o filme tem roteiro de Adam Mason e Simon Boyes, que escreveram juntos “Má Conduta” (2016), drama com Al Pacino e Anthony Hopkins. O próprio Mason vai assinar a direção, após comandar diversos terrores baratos, lançados diretamente em DVD. O elenco ainda não foi anunciado, mas os realizadores do filme já receberam aprovação dos sindicatos da indústria para iniciar as filmagens nas próximas semanas, em ambientes controlados, e instruções de segurança para seguir em frente com a produção.
Sob Pressão: Coronavírus vai matar personagem na 4ª temporada
A 4ª temporada de “Sob Pressão”, prevista para 2021, vai mostrar a pandemia do novo coronavírus sob o ponto de vista dos médicos e enfermeiros que lidam com a doença. A revelação foi feita pelo principal roteirista da série, Lucas Paraizo, em entrevista à revista americana Variety. Paraizo confirmou o tema, que já tinha vazado, mas acrescentou um detalhe trágico. Ele revelou que um dos integrantes da equipe médica da série vai morrer. “Sim, na maneira como a história fala sobre como lidar com a tragédia em sua vida pessoal, não quero dar spoilers, mas uma pessoa da equipe médica morrerá”, ele antecipou. “Precisamos mostrar como a tragédia alcança os médicos, porque isso está acontecendo muito no Brasil. O que falta hoje são profissionais na linha de frente. Temos que falar sobre a necessidade de formar e educar mais médicos, criar mais boas escolas de medicina”, acrescentou o roteirista. Apesar do tom catastrófico da abordagem, ele disse que a mensagem da série é de esperança. “Não como uma fuga da realidade, mas a esperança no sentido de olhar um para o outro, a esperança que está dentro de você”, explicou. “Nosso hospital não é apenas para curar doenças, mas violência, problemas de higiene básica e assim por diante”, continuou. “O que enfrentamos hoje não é apenas uma crise de coronavírus. O verdadeiro problema que enfrentamos são todas as diferenças sociais em nosso país, vistas aqui em um hospital.”
The Blacklist: Final animado de temporada ganha trailer
A rede NBC divulgou o trailer do final da 7ª temporada de “The Blacklist”, que será o episódio mais diferente de toda a série, por incluir animação. A iniciativa foi tomada pelos produtores para completar as cenas que não puderam ser gravadas devido à pandemia de coronavírus. Quando a suspensão da produção foi anunciada, a equipe ainda estava gravando o 19º episódio da 7ª temporada. Ao todo, estavam planejados 22 episódios. Entretanto, a conclusão teve de ser antecipada, assim como aconteceu com muitas outras séries. Para não deixar a temporada capenga, os produtores resolveram apelar para a animação, de forma a completar o episódio em que estavam trabalhando e ainda incluir elementos para encerrar a temporada de forma mais satisfatória. “Tenho certeza de que falo por muitas pessoas quando digo que superou nossas expectativas em termos de produto finalizado”, disse o produtor executivo John Eisendrath em entrevista ao TV Guide. Intitulado “The Kazanjian Brothers”, o capítulo vai ao ar nesta sexta (15/5) nos EUA. O vídeo abaixo apresenta uma cena animada e o trailer que mostra a integração da animação com a tensão live-action do episódio.
Bruce Willis veste uniforme de Armageddon na quarentena
O ator Bruce Willis resolveu usar o seu “figurino de salvar o mundo” durante a quarentena. A filha do ator, Rumer Willis, postou a foto do pai usando o macacão laranja que guardou do set de “Armageddon” (1998), filme em que ele tenta impedir um asteroide de se chocar com a Terra. Willis tirou o uniforme espacial do armário para entreter a família, que está passando junta o isolamento preventivo contra a pandemia do novo coronavírus. Ele já se mostra pronto no caso de precisarem de alguém para impedir o apocalipse. Dirigido por Michael Bay (“Transformers”), “Armageddon” trazia Willis como Harry S. Stamper, líder de uma equipe de trabalhadores da indústria do petróleo recrutada para ir ao espaço, furar o asteroide em rota de extinção e enterrar uma bomba em seu centro, com o objetivo de explodi-lo em mil pedaços antes de atingir o planeta. O filme faturou mais de US$ 550 milhões nas bilheterias mundiais e também incluía Billy Bob Thornton, Ben Affleck, Liv Tyler, Steve Buscemi, Owen Wilson, Will Patton e Michael Clarke Duncan em seu elenco, mas seu maior legado foi a música do Aerosmith, “I Don’t Want to Miss a Thing”, indicada ao Oscar. Willis está em quarentena com sua atual mulher, Emma Heming, a ex-Demi Moore, e suas cinco filhas: Rumer (31 anos), Scout (28) e Talllah (26), do casamento com Moore; e Mabel (8) e Evelyn (6), da relação com Heming. A segunda mulher e as filhas pequenas juntaram-se apenas recentemente aos demais, após passarem os primeiros dias impedidas de viajar para o rancho de Demi, onde estão todos juntos, devido à restrições sanitárias. Essa “família moderna” tem feito vários posts nas redes sociais mostrando a harmonia com que convivem juntos. Ver essa foto no Instagram He said this is “His saving the 🌎 outfit” (Actual one from Armageddon ☄️) #thismanisadamnledgend Uma publicação compartilhada por Rumer Willis (@rumerwillis) em 14 de Mai, 2020 às 5:05 PDT
Channing Tatum fura quarentena e é obrigado a fazer teste de covid-19 para ver a filha
O ator Channing Tatum precisou fazer um teste para o novo coronavírus para poder encontrar a filha Everly (de 6 anos), após furar a quarentena e comemorar seu aniversário com um grupo de amigos. De acordo com o site TMZ, Tatum festejou os 40 anos de idade no último dia 26 de abril com um grupo de amigos, que recebeu em seu rancho. Sua ex-mulher, a também atriz Jenna Dewan, ficou sabendo da história e o impediu de ter contato com a filha até provar, por meio de teste, que não tinha se contaminado. Tatum e Dewan dividem a guarda de Everly desde a separação, em 2018. Além de Everly, a atriz também é mão de um novo bebê, nascido em março, do noivado com o ator Steve Kazee. Ainda segundo o TMZ, o ator entendeu e atendeu a exigência, sem que houvesse briga entre os dois. Após fazer o teste, ele esperou alguns dias pelo resultado, que foi negativo, e o casal concordou que Tatum poderia ficar com Everly um pouco mais do que o habitual para compensar o tempo perdido.
Brasil vira Titanic em vídeo que resume a evolução da pandemia no país
O curtametragista e editor Henrique Santilli Acquaviva resolveu exercer seu talento de forma crítica, ao editar um vídeo com cenas do filme “Titanic”, incluindo uma legendagem adaptada para a situação atual do Brasil. Batizada de “Pandemic – A História de um País que Naufragou”, a versão Titanic do Brasil mostra em cinco minutos como a crise sanitária do novo coronavírus se alastrou de forma caótica pelo país, com direito a vários personagens da vida real, como Jair Bolsonaro, Rodrigo Maia, Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e até Luciano Hang (o Véio da Havan) e Regina Duarte, em versões hollywoodianas. Enquanto o barco afunda, as legendas destacam todos os passos do desastre, do Carnaval à falta de governo em Brasília. O final é trágico, com a heroína (Kate Winslett) lembrando que votou em Haddad no segundo turno. Publicado nas redes sociais na segunda-feira (11/5), o vídeo já foi visto 61 mil vezes no Instagram e rendido muitos elogios nas páginas do autor. Confira abaixo a versão do Facebook.
Matt Damon revela que sua filha pegou covid-19
O ator Matt Damon revelou, em entrevista à rádio irlandesa Spin 1038, que sua filha mais velha, Alexia Barroso, foi diagnosticada com covid-19, mas felizmente já se recuperou. A jovem de 21 anos é filha do primeiro casamento da argentina Luciana Barroso, com quem o ator é casado desde 2005. Ela vai se reunir com a família no final do mês, após ficar isolada em Nova York por conta da doença. “Nossa filha mais velha estava na faculdade. Obviamente, as aulas foram suspensas. Mas ela ficou em Nova York, e teve covid bem no começo, com suas colegas de quarto, mas já se recuperou bem”, relatou o ator. Damon e Luciana estão passando a quarentena em Dublin com suas outras três filhas: Isabella, de 13 anos, Gia, de 11, e Stella, de 9. A família se mudou para a Irlanda em março para acompanhar o ator nas filmagens de “The Last Duel” (“O Último Duelo”, em tradução literal), do diretor Ridley Scott, que agora estão suspensas. A viagem, porém, não foi uma perda completa. Ao contrário. Damon conta que, devido aos planos de ficar um período na Irlanda, a situação de suas filhas se tornou melhor que a da maioria das famílias isoladas pelo coronavírus. Como eles já esperavam que as crianças perdessem dois meses de aula por conta das filmagens, contrataram professores particulares que agora estão passando a quarentena junto com as meninas. “Temos o que mais ninguém tem, que são pessoas reais dando aulas ao vivo para nossas filhas. Todos os amigos delas… sabe, as escolas estão todas fechadas lá em casa [em Los Angeles], e as crianças estão fazendo aulas a distância. Então nos sentimos culpados, porque temos essa situação perfeita.” Na entrevista, o ator também relembrou seu papel no filme “Contágio”, de 2011, que antecipou muitas situações vistas na atual pandemia. Mas fez um alerta. “Espero que algo bom possa vir disso. Felizmente, essa não foi tão letal quanto poderia ser, então talvez sirva como um bom ensaio para uma pandemia maior que pode vir. Essas coisas acontecem de década em década, então é melhor se preparar.”
Filme de Woody Allen lidera as bilheterias mundiais em plena pandemia
Woody Allen, quem diria, é o diretor do filme de maior bilheteria do mundo nesta semana. Inédito nos EUA, onde a “cultura do cancelamento” impediu seu lançamento, “Um Dia de Chuva em Nova York” tornou-se o filme mais visto do planeta nos poucos cinemas que estão em atividade. Segundo dados do site Box Office Mojo, o longa acumulou mais de US$ 340 mil na Coreia do Sul desde o seu lançamento em 6 de maio, o que o coloca no topo, já que o país de “Parasita” é o que tem mais cinemas abertos em todo o mundo. O governo sul-coreano não impôs o fechamento das salas durante a pandemia da covid-19, porque a população aderiu voluntariamente às medidas de isolamento social, o que manteve os cinemas vazios. A queda nas bilheterias do primeiro trimestre foi da ordem de 65%, comparado com o mesmo período do ano passado, já que os espectadores relutaram em sair de casa. Com uma política de testagem em massa, a Coreia do Sul conseguiu isolar contaminados e passar pelo pior, e aos poucos retoma algo similar à normalidade. Com isso, o público tem voltado, lentamente, aos cinemas. As bilheterias do fim de semana também contabilizaram ingressos vendidos na Noruega, que reabriu seu parque exibidor na última quinta (7/5), ainda que de forma bastante limitada. Foram 30 salas, o que representa cerca de 15% do total no país. Mesmo assim, 96% dos ingressos foram vendidos. Lá, porém, o filme mais visto foi a animação “Dois Irmãos”, da Disney-Pixar, com modestos US$ 17,2 mil. “Um Dia de Chuva em Nova York” foi exibido sem problemas nos cinemas brasileiros no ano passado. Entretanto, sofreu boicote nos EUA, onde virou alvo de uma campanha de ódio contra o diretor, alimentada por boatos e patrulheiros ideológicos, que ficaram do lado oposto da justiça, ao condenar publicamente Woody Allen por suposto abuso sexual de sua filha Dylan Farrow quando ela era uma criança nos anos 1990. Duas investigações públicas, que duraram meses, inocentaram o diretor da época, concluindo que a menina teria sofrido lavagem cerebral da mãe, Mia Farrow, com quem Allen lutava pela guarda dos filhos. O caso estava esquecido quando a acusação foi revivida por Dylan em 2018, pegando carona no movimento #MeToo, que teve como artífice seu irmão Ronan Farrow, autor de uma das reportagens que denunciaram os abusos de Harvey Weinstein. Sem maior cerimônia, os dois passaram a comparar Allen ao produtor-predador, mesmo que os casos não pudessem ser minimamente comparados. Nem os piores detratores de Allen o acusam de outro abuso, senão o que Dylan diz ter sofrido. O resultado foi que até atores do próprio filme condenaram ao diretor. Timothée Chalamet e Rebecca Hall recusaram-se a promover o longa e ainda doaram seus salários para caridade. Hall, que também estrelou “Vicky Cristina Barcelona”, ainda admitiu sentir “arrependimento” por ter trabalhado com Allen. Por outro lado, Jude Law disse que achava “uma terrível vergonha” o filme ter sido impedido de estrear nos EUA. “Eu adoraria ver isso. As pessoas trabalharam muito e se empenharam muito, obviamente ele próprio também”, disse o ator inglês ao jornal The New York Times em 2018. Mesmo sem a bilheteria americana, “Um Dia de Chuva em Nova York” já arrecadou mais de US$ 20 milhões no mundo, o que supera o faturamento total do filme anterior do diretor, “Roda Gigante” (US$ 15 milhões em 2017). Woody Allen já filmou seu próximo longa, “Rifkin’s Festival”, rodado na Espanha, e ele deve chegar aos cinemas após a reabertura do mercado.
Débora Falabella diz que Bolsonaro não é normal e deve ser tratado como lunático
A atriz Débora Falabella, que estrela a série “Aruanas”, atualmente exibida pela rede Globo, aproveitou o tema politizado da produção, que acompanha ativistas ambientais, para criticar o governo Bolsonaro. Durante uma entrevista ao portal UOL, Falabella foi direta ao falar a respeito do presidente. “A gente precisa ter a percepção de que estamos lidando com algo que não é normal. Durante muito tempo, no início desse governo, acho que as pessoas estavam lidando com ele de uma forma muito normal, como se fosse só uma pessoa que fala coisas absurdas. Agora está muito explícito. Não sei como que a gente não trata essa pessoa [Bolsonaro] como um louco, um lunático, há muito tempo”, disparou a a atriz. Na série, Falabella interpreta Natalie, uma jornalista que busca a verdade, doa a quem doer, e que usa seu trabalho para auxiliar a ONG Aruana em luta pela defesa da Amazônia. Sua personagem chegou a declarar num episódio que o papel do jornalismo é colocar o dedo na ferida, e a atriz viu paralelos na relação dos vilões da produção com o comportamento de Bolsonaro, que chegou a mandar jornalista “calar a boca” para não responder a uma pergunta. Ela acrescenta que a resposta do atual governo à pandemia do novo coronavírus só reforçou sua percepção. “Vejo com muita tristeza o que está acontecendo com o nosso país agora. Acho que já é um momento muito difícil para o mundo. O que a gente escuta [no Brasil] é muito vergonhoso, absurdo. Chegou em um momento em que não dá mais para fingir que isso é normal. A gente está precisando defender a vida e estamos lidando com um governo que está fechando os olhos para isso e ao mesmo tempo tenta atacar quem está defendendo. Hoje no nosso país a gente está lidando com duas virulências [o governo e o coronavírus]”, frisa ela. Falabella diz considerar as omissões do governo na saúde tão ou mais perigosas que a devastação que incentiva na Amazônia. “A série foi escrita há muito tempo, acho que a Amazônia já vem sofrendo há muito tempo, com governos anteriores também. Mas agora a gente chegou nas vias do absurdo. Se trata da nossa sobrevivência defender a natureza, a floresta, nossos recursos naturais. Quem é contra isso é contra a vida. É muito claro que não estamos levantando uma questão política controversa, estamos falando de algo de um bem geral, que precisa ser defendido”. Em sua pesquisa para compor sua personagem, ela visitou a Amazônia e conheceu de perto a atuação de ONGs, em especial do Greenpeace, que chegou a ser atacado com fake news pelo presidente. “O Greenpeace foi transformador para mim: eu ouvia falar, via as matérias, achava incrível, mas quando você conhece, conversa com aquelas pessoas, você tem uma sensação mesmo que eles são heróis”, afirma. Ela reforça que é preciso defender a atuação de ativistas. “O Brasil tem um número horrível: é o país onde mais se mata ativistas. Isso é muito triste. O interessante da série é mostrar que ativistas são pessoas reais, que estão lutando por algo de um bem maior. Elas poderiam estar dentro de suas casas, não se preocupando com isso”. Vale lembrar que Bolsonaro culpou até Leonardo DiCaprio de incendiar a Amazônia. Ele também acusou, sem provas, ONGs de fazerem picaretagem, ao mesmo tempo em que desmontou mecanismos de fiscalização e proteção de reservas indígenas, incentivando demissões de funcionários eficientes e premiando invasores de terras com a regularização de seus crimes. O resultado é um desmatamento sem qualquer precedente na região, com recordes que não param de crescer.
Foto de bastidores de Avatar 2 reúne Kate Winslet, Zoe Saldana e Sam Worthington
A produção das sequências de “Avatar” revelou mais uma imagem de bastidores das filmagens, que mostra parte do elenco de protagonistas – mais precisamente Zoe Saldana, Sam Worthington, Kate Winslet e Cliff Curtis. Os atores aparecem em um tanque repleto de bolinhas e com trajes especiais para captura de movimentos. “Curiosidade: muito da captura de movimentos aconteceu neste tanque de 900 mil litros, construído especificamente para as sequências”, acrescentou a conta oficial da franquia no Twitter. Com direção de James Cameron, “Avatar 2” contará com o retorno da maioria dos atores do filme de 2009 – Zoe Saldana, Sam Worthington, Sigourney Weaver, Stephen Lang, CCH Pounder, Joel David Moore e Matt Gerald – e ainda terá muitas novidades em seu elenco, como Kate Winslet (voltando a trabalhar com o diretor após “Titanic”), Edie Falco (“Nurse Jackie), Oona Chaplin (“Game of Thrones”), Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”), Cliff Curtis (“Fear the Walking Dead”) e possivelmente Vin Diesel (“Velozes e Furiosos”). Lançado em 2009, o primeiro “Avatar” foi a maior bilheteria de todos os tempos durante dez anos, tendo arrecadado US$ 2,7 bilhões em todo o mundo – até ser ultrapassado em 2019 por “Vingadores: Ultimato” (US$ 2,8 bilhões). “Avatar 2” está sendo filmado simultaneamente com “Avatar 3” e tem sua estreia marcada para dezembro de 2021, agora com produção da Disney, que comprou a Fox.










