Coringa é a principal atração em semana com 15 estreias de cinema
“Coringa” é a principal estreia desta quinta-feira (3/10) nos cinemas brasileiros, com lançamento em mais de 1,5 mil telas. A “adaptação dos quadrinhos”, que não se baseia em quadrinho nenhum, é um dos grandes filmes do ano e também um dos mais divisivos. Enquanto há certa unanimidade em relação à sua qualidade (73% de aprovação no Rotten Tomatoes), especialmente sobre a interpretação de Joaquin Phoenix no papel-título, sua mensagem já alimenta inúmeras discussões, que tendem a crescer e se espalhar nas redes sociais com o lançamento comercial. Isto torna “Coringa” um daqueles filmes sobre o qual todo mundo “precisa” ter uma opinião, seja positiva ou negativa. Afinal, ele critica ou incentiva a subcultura incel? Fica para cada um decidir e os críticos duelarem após as sessões. Além do filme “obrigatório”, dois lançamentos infantis chegam com boa distribuição nos shoppings centers. A continuação de “Angry Birds” é melhor que a fraquíssima animação de 2016, se isso for parâmetro, e “Ela Disse, Ele Disse” marca o primeiro papel de “vilã” de Maisa Silva e a estreia da apresentadora Fernanda Gentil e da “influencer” Bianca Andrade como atrizes. Além disso, é baseado no livro homônimo de Thalita Rebouças, escritora que virou fenômeno de bilheterias com três adaptações anteriores de cinema, entre elas “Tudo Por Um PopStar”, que também foi estrelada por Maisa. O circuito limitado ainda reserva mais uma dúzia de estreias – sim, 15 filmes estreiam no fim de semana do “Coringa”! Entre os estrangeiros, “As Loucuras de Rose” é a maior surpresa. Quem gostou de “Nasce uma Estrela” pode até sentir vergonha diante da história muito mais impactante dessa jovem aspirante a cantora. A diferença principal é que não há um romance hollywoodiano para mudar a vida da pobre protagonista, uma ex-presidiária e mãe solteira escocesa, que sonha virar cantora country nos Estados Unidos. O talento é enorme, mas as dificuldades que o mundo lhe impõe têm o dobro de tamanho. Ao final, nasce a estrela da atriz Jessie Buckley, premiada nos festivais de Dublin e Newport ao brilhar em tela grande após uma carreira voltada às séries britânicas – “Taboo”, “Chernobyl”, etc. O filme tem 97% (!) de aprovação entre os “críticos top” do Rotten Tomatoes. Os outros destaques da semana são produções brasileiras. “O Clube dos Canibais”, de Guto Parente, chama atenção pelo tom, uma crítica trash à elite brasileira – nas pegadas do humor negro de “A Sociedade dos Amigos do Diabo” (1989). A mesma elite é alvo do drama “Domingo”, de Fellipe Barbosa e Clara Linhart. Enquanto o primeiro é uma alegoria sanguinária da luta de classes, centrada num casal de ricos que literalmente devora seus empregados, o segundo é a versão realista dessa dinâmica, que mostra uma família de ricos comendo, bebendo e se divertindo no feriadão do ano novo, enquanto os empregados trabalham longe de suas famílias. Assim como “Coringa”, “Domingo” também é obrigatório e rende discussões. A começar pelo fato de ser um “filme de época”, passado em 2003. Mais exatamente no dia da posse de Lula em Brasília. Uma quarta-feira. Mas que o roteiro afirma ser um sábado. E que os diretores chamam de “Domingo”. Esta divergência é simbólica e a menor de todas as controvérsias na história riquíssima de contrastes sociais e ideológicos, que evoca dinâmica anteriormente visitada por Fellipe Barbosa no excelente “Casa Grande” (2014). Para completar, Ítala Nandi venceu o prêmio de Melhor Atriz no Festival do Rio por sua performance como a matriarca rica. A programação tem, por coincidência, mais um filme que lida com o contraste entre ricos de férias e empregados frustrados, a coprodução entre Brasil, República Dominicana e Porto Rico “O Homem que Cuida”, drama que assume tom de suspense ao acompanhar o ressentimento de um caseiro que vê seu poder sobre a casa de veraneio de seus patrões ser usurpado pela chegada do filho festeiro dos proprietários. Interessante. Mais uma dica fica por conta do documentário “A Turma do Pererê.doc”, sobre a primeira revista dedicada a um personagem brasileiro de quadrinhos. E há ainda mais cinco títulos nacionais diferentes na lista abaixo, que inclui todas as 15 estreias da semana com suas sinopses e trailers. Confira. Coringa | EUA | Fantasia Arthur Fleck (Joaquin Phoenix) trabalha como palhaço para uma agência de talentos e, toda semana, precisa comparecer a uma agente social, devido aos seus conhecidos problemas mentais. Após ser demitido, Fleck reage mal à gozação de três homens em pleno metrô e os mata. Os assassinatos iniciam um movimento popular contra a elite de Gotham City, da qual Thomas Wayne (Brett Cullen) é seu maior representante. Ela Disse, Ele Disse | Brasil | Comédia Rosa (Duda Matte) e Léo (Marcus Bessa) são adolescentes de 14 anos que acabaram de entrar em uma nova escola, onde precisam lidar com a difícil tarefa de fazer novos amigos. Enquanto Léo logo demonstra interesse em futebol, Rosa enfrenta problemas com Júlia (Maísa), a garota mais popular do colégio. Angry Birds 2 – O Filme | EUA | Animação Red e seus amigos dedicam a vida a proteger a Ilha dos Pássaros dos contantes ataques vindos da Ilha dos Porcos. Entretanto, quanto uma terceira ilha surge e começa a atacá-los, Leonardo, o rei dos porcos, decide procurar seu arquinimigo em busca de uma trégua para que, juntos, possam enfrentar a ameaça em comum. As Loucuras de Rose | Reino Unido | Comédia Rose-Lynn Harlan (Jessie Buckley) é uma cantora de Glasgow, na Escócia, que sonha em se tornar uma estrela da música country em Nashville, no Tennessee. Acabando de sair da prisão e mãe solteira de dois filhos, ela é forçada a encarar responsabilidades mais urgentes e arruma um emprego de diarista, mas acaba encontrando em seu caminho quem dê apoio para o seu sonho aparentemente louco. Domingo | Brasil | Drama Múltiplos pontos de vista de uma família burguesa do interior gaúcho no dia 1º de janeiro de 2003, quando o Brasil vivia a histórica posse do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Durante uma festa extravagante, muitas verdades estão prestes a vir à tona e o mal estar entre os convidados fica evidente. O Clube dos Canibais | Brasil | Terror Otávio (Tavinho Teixeira) e Gilda (Ana Luíza Rios) são da elite brasileira e membros do The Cannibal Club. Os dois têm como hábito comer seus funcionários. Quando Gilda acidentalmente descobre um segredo de Borges, um poderoso congressista e líder do clube, ela acaba colocando sua vida e a de seu marido em perigo. O Homem que Cuida | República Dominicana, Porto Rico, Brasil | Drama Juan (Héctor Aníbal) tem 25 anos e trabalha cuidando de uma rica casa de praia. Abalado por ter sido abandonado pela esposa, que está grávida de outro homem, ele mergulha no trabalho de tal forma que cuida do local como se fosse seu, sendo até mesmo rude com as pessoas que conhece. Um dia, sua rotina é alterada com a chegada de Rich (Yasser Michelén), o filho de seu patrão, ao lado do amigo Alex (Héctor Medina). Os dois trouxeram também Karen (Julietta Rodriguez), moradora local que já havia batido de frente com Juan por usar o pier da propriedade sem permissão. Bastante incomodado com a presença da moça, Juan precisa lidar ainda com o zelo que possui pela casa e a necessidade de servir ao filho de seu patrão, independente de concordar ou não com seus atos. Encontros | França | Drama Rémi (François Civil) e Mélanie (Ana Girardot) têm em torno de 30 anos e, apesar de morarem em prédios um ao lado do outro, não se conhecem. Ambos estão solteiros e enfrentam problemas pessoais: ele, devido à demissão de praticamente todos de seu antigo trabalho enquanto foi promovido para outro setor, ela sem conseguir superar o término de um longo relacionamento, cujo fim já tem um ano. Cada um à sua maneira, os dois buscam meios de lidar com o momento depressivo através das redes sociais: ele pelo Facebook, ela através do Tinder. O Homem Ideal | Espanha | Comédia Jaume e Raquel são um casal exemplar, com uma relação de dar inveja em qualquer um. Quando eles organizam um encontro às cegas para seu amigo Rubén, que se divorciou faz dois anos e sofre de depressão, eles conhecem uma mulher que coloca sua vida de cabeça para baixo, provando que nunca é tarde demais para recomeçar. Fera na Selva | Brasil | Comédia Baseado livremente na obra do escritor norte-americano Henry James, o filme narra a história de um homem que vive na esperança de presenciar em algum momento de sua vida um acontecimento extraordinário, sem enxergar as pequenas maravilhas de seu cotidiano. Onde Quer que Você Esteja | Brasil | Drama Toda semana a Rádio Cidade Aberta transmite o programa Onde Quer que Você Esteja, em que pessoas tentam se comunicar com parentes e amigos desaparecidos. Com tantos reencontros emocionantes, os bastidores do programa acabam sendo recheados de histórias de vida que se cruzam e se transformam. Paulo de Tarso e a História do Cristianismo Primitivo | Brasil | Religião Uma jornada através dos feitos de Paulo de Tarso (Alexandre Galves), um dos principais propagadores do Cristianismo, desde a época em que era cético em relação aos ensinamentos de Jesus Cristo até quando, tomado por uma súbita cegueira, compreendeu que sua função no mundo era levar sua palavra adiante. A Turma do Pererê.doc | Brasil | Documentário Marcada na história como a primeira revista em quadrinhos brasileira totalmente em cores, “A Turma do Pererê” é considerada uma influência gigante para diversos autores que surgiram depois, como Maurício de Sousa. Além de ter sido a primeira a abordar temas como ecologia e inclusão social, a obra também é referenciada por se alinhar perfeitamente aos principais acontecimentos políticos da época. Um Dia para Susana | Brasil | Documentário Diagnosticada em 2005 com Atrofia de Múltiplos Sistemas, a triatleta Susana Schnarndorf conseguiu permanecer ligada ao esporte dedicando-se a partir de então à natação paralímpica. O avanço imprevisível da doença degenerativa afeta seu desempenho e a faz mudar de classe, mas Susana permanece firme nos intensos treinos para realizar o sonho de competir nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Ao mesmo tempo em que luta para superar as dificuldades e os contratempos, ela sofre pelo afastamento dos filhos, que não moram na cidade onde ela se prepara. De Peito Aberto | Brasil | Documentário Seis mães de diferentes realidades socioculturais compartilham os seis primeiros meses de vida dos seus bebês, o tempo recomendado pela Organização Mundial de Saúde para alimentar crianças somente com leite materno. Lidando com muitas emoções e questões sociais, a diretora Graziela Mantoanelli aborda políticas públicas, interesses privados por trás do desmame precoce, os diversos modelos de família e o papel da mulher na sociedade.
Vídeo revela ataque de diva de Joaquin Phoenix nas filmagens de Coringa
A história dos bastidores conturbados de “Coringa” continua rendendo. Quase um mês depois de o jornal The New York Times publicar uma reportagem sobre os repetidos surtos de Joaquin Phoenix, que “perdeu a compostura no set, às vezes espantando seus colegas de elenco”, o ator foi confrontado com um vídeo que flagra um desses momentos. A saia justa aconteceu durante sua participação no programa “Jimmy Kimmel Live!” na noite de terça passada (1/10). O vídeo traz o ator caracterizado como Coringa pedindo para que uma pessoa chamada Larry fique quieta para que ele consiga se concentrar. O que dá a entender pela cena é que o Phoenix foi comparado à cantora Cher por Larry, apelido do diretor de fotografia Lawrence Sher. “Larry, cara, apenas cale a porra da boca. Estou tentando encontrar algo real”, diz Phoenix. Em outro momento, ele muda o tom, xinga e volta a ficar irritado antes de simplesmente abandonar a filmagem. “Desculpa, não é nada demais, nada demais […] Você que começou com esse lance de Cher, Larry. Sim, sou uma porra de diva”. Phoenix apareceu claramente incomodado e sem saber direito o que falar após a revelação do vídeo. “Larry é o cinematógrafo… isso é tão constrangedor”. O apresentador emendou: “Ele te chamou de Cher?”. “Sim… olha, às vezes filmes ficam intensos, porque são muitas pessoas em lugares pequenos e você está tentando encontrar algo. E isso era para ser privado. Desculpe por isso”, completou Phoenix. O vídeo pegou o ator de surpresa, porque Kimmel preparou o terreno de forma amena, ao longo de vários minutos de entrevista. Para entrar no assunto, o apresentador perguntou se Phoenix tinha se divertido durante as filmagens do “Coringa”, e o ator disse que sim. “Bem, você conhece Todd [Phillips], o diretor, que é realmente engraçado. Quase me senti culpado, mas tive muitos momentos bons”, falou o ator antes da cena ser exibida. “Então, o que aconteceu aqui?”, questionou o apresentador, ao mostrar o vídeo. Kimmel até tentou brincar após o climão, mas Joaquin continuou incomodado, a ponto de pedir desculpas publicamente para o profissional com quem brigou na cena. “Coringa” estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (3/10), um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Aves de Rapina: Arlequina tem novas amiguinhas em coleção de pôsteres e primeiro trailer legendado
A Warner divulgou o primeiro trailer legendado e uma coleção de pôsteres de “Aves de Rapina”, que destacam a atriz Margot Robbie caracterizada como Arlequina. Ao som do “Hymne a L’amour”, de Edith Piaf, a prévia traz a Arlequina declarando sua independência do Coringa, apresenta suas aliadas relutantes e os novos vilões. Tudo isso numa edição bastante picotada, que capricha no visual colorido, esconde a trama e embaralha várias cenas diferentes, inclusive uma recriação de coreografia musical icônica que traz Arlequina como Marilyn Monroe/Madonna. Escrito por Christina Hodson (“Bumblebee”), dirigido pela chinesa Cathy Yan (“Dead Pigs”) e com um longo título oficial, “Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa”, o filme vai juntar a Arlequina com novas “amiguinhas”: o grupo de heroínas conhecido como Aves de Rapina, formado por Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell, de “True Blood”), Caçadora (vivida por Mary Elizabeth Winstead, de “Rua Cloverfield, 10”), Cassandra Cain (Ella Jay Basco, da série “Teachers”) e Renee Montoya (Rosie Perez, de “O Conselheiro do Crime”). Na prévia, apenas Arlequina parece uma personagem de quadrinhos, embora com figurino diferente do impresso. As demais nem sequer lembram as personagens que os leitores da DC Comics conhecem. E não apenas por conta da decisão de escalar uma atriz negra (e fora de forma) no papel de Canário Negro – que já foi vivido por três loiras diferentes no Arrowverso. Nenhuma delas usa “fantasia” de super-heroína. Renee Montoya está uns 20 anos mais velha. E a assassina fria Cassandra Cain virou uma criança assustada. Para completar, a lista dos vilões destaca Máscara Negra (Ewan McGregor, de “Christopher Robin”) sem máscara negra e o “careca” Victor Zsasz (Chris Messina, de “The Mindy Project”) loiro. Pelo visto, o filme de Arthur Fleck já fez escola. A estreia está prevista apenas para 6 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Coringa ganha classificação etária para maiores de 16 anos no Brasil
O filme “Coringa”, que tem preocupado autoridades americanas sobre o teor violento de sua trama, ganhou classificação indicativa para maiores de 16 anos no Brasil. O Ministério da Justiça divulgou a informação na sexta (27/9) em seu site. Os cinemas brasileiros não manifestaram as mesmas preocupações para a exibição do filme que as redes americanas. Desde sua exibição no Festival de Veneza, o longa tem causado polêmica por sua suposta romantização do personagem do Coringa, retratado como um “incel” perigoso e bem-sucedido, que usa táticas de terrorismo para levar caos a Gotham City. Um memorando interno do FBI sugere que a trama poderia inspirar ataques violentos. Diante do perigo, duas redes exibidoras dos EUA, AMC e Landmark, resolveram proibir a entrada de espectadores usando máscaras, pinturas faciais ou “qualquer objeto que esconda o rosto”. A Landmark também não permitirá o uso de fantasias nos EUA. Outra proibição definitiva é a de armas de brinquedo ou acessórios que “possam fazer os outros espectadores se sentirem desconfortáveis”, nas palavras da equipe da AMC. Em contrasta a estas medidas, outra rede importante de cinemas nos EUA, a Regal, rejeitou a ideia de que “Coringa” possa inspirar ataques violentos. “Não acreditamos que o conteúdo ou a existência de um filme possa ser causa ou sinal de violência”, disseram porta-vozes da rede em comunicado. “Coringa” estreia nos cinemas brasileiras na próxima quinta-feira (3/10), um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Redes de cinema dos EUA proíbem máscaras e acessórios nas sessões de Coringa
Duas das maiores redes de cinemas dos Estados Unidos, a Landmark Theaters e a AMC Theaters, resolveram tomar precauções extras para as sessões de “Coringa”, filme sobre o vilão do Batman, que tem deixado as autoridades americanas em estado de alerta. Desde sua exibição no Festival de Veneza, o longa tem causado polêmica por sua suposta romantização do personagem do Coringa, retratado como um “incel” perigoso e bem-sucedido, que usa táticas de terrorismo para levar caos a Gotham City. Um memorando interno do FBI sugere que a trama poderia inspirar ataques violentos. Diante do perigo, as duas redes resolveram proibir a entrada em sessões de espectadores usando máscaras, pinturas faciais ou “qualquer objeto que esconda o rosto”. A Landmark também não permitirá o uso de fantasias. Outra proibição definitiva é a de armas de brinquedo ou acessórios que “possam fazer os outros espectadores se sentirem desconfortáveis”, nas palavras da equipe da AMC. Em contrasta a estas medidas, outra rede importante de cinemas nos EUA, a Regal, rejeitou a ideia de que “Coringa” possa inspirar ataques violentos. “Não acreditamos que o conteúdo ou a existência de um filme possa ser causa ou sinal de violência”, disseram porta-vozes da rede em comunicado. Representantes da Regal frisaram, no entanto, que estão sempre em contato com policiais e serviços de emergência para alguma eventualidade que aconteça em suas sessões. Vale lembrar que loucos e terroristas domésticos também vão ao cinema, e todo essa divulgação sobre supostos gatilhos existentes em “Coringa” pode aumentar o incentivo para ataques. “Coringa” estreia nos cinemas brasileiras na próxima quinta-feira (3/10), um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Estados Unidos entra em prontidão para ataques ligados à estreia do Coringa
Não é brincadeira. O Exército dos Estados Unidos entrou em estado de alerta para a estreia do filme “Coringa”, protagonizado por Joaquim Phoenix. Há uma preocupação sobre potenciais ataques violentos que podem ser estimulados pela produção. O Exército americano confirmou à imprensa que foi alertado pelo FBI de posts em redes sociais fazendo referência a planos destrutivos para as exibições do filme. Em seu memorando, o FBI assume uma gíria da internet para chamar esses suspeitos de incel. Novamente, não é brincadeira. Para quem (ainda) não sabe, o termo incel é um diminutivo da expressão “involuntary celibates” (celibatários involuntários, em inglês). São homens que não conseguem ter relações sexuais e amorosas e culpam as mulheres e os homens sexualmente ativos por sua incapacidade. Eles participam de inúmeros fóruns na internet e propagam misoginia e violência. A trama de “Coringa” mostra o personagem-título como um incel. O memorando diz que esses indivíduos “idolatram figuras violentas como o atirador do cinema em Aurora (no Colorado)”, que em 2012 matou pessoas que estavam assistindo ao filme “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” e também o Coringa. “Queremos nossas equipes preparadas e diligências nas bases e fora dela”, declarou o Exército. Familiares das vítimas do atirador do Colorado, em 2012, enviaram uma carta para a Warner Bros. manifestando preocupação com o filme. Em um comunicado, o estúdio afirmou que o filme “não endossa a violência do mundo real” e nem é “a intenção do filme, dos cineastas ou do estúdio manter esse personagem como um herói”. O estúdio também mencionou que “tem uma longa história de doações para vítimas de violência, incluindo Aurora, e nas últimas semanas, nossa empresa-mãe se juntou a outros líderes empresariais para convidar os formuladores de políticas a aprovar legislação para lidar com essa epidemia.”. “Coringa” venceu o Festival de Veneza e estreia nos cinemas brasileiras no dia 3 de outubro, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Warner “oficializa”: Coringa não é herói e seu filme não faz apologia da violência
A Warner Bros. emitiu um comunicado oficial nesta terça (24/9), em que afirma que o filme “Coringa”, que estreia em outubro, não faz apologia da violência na vida real e que o personagem não é o herói. Algo que a maioria dos leitores de quadrinhos sabe. Mas que virou “questão crítica” para o público em geral. A manifestação aconteceu poucas horas após familiares e vítimas de um atentado armado de 2012, que aconteceu durante uma sessão de “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” num shopping da cidade de Aurora, no Colorado (EUA), divulgarem uma carta aberta ao estúdio em que mostram preocupação sobre “Coringa”, que chega aos cinemas em outubro, pedindo para a Warner ser mais responsável com a questão. A carta chega a sugerir que o estúdio apoie iniciativas em prol do desarmamento da sociedade. “A violência armada em nossa sociedade é uma questão crítica, e estendemos nossa mais profunda simpatia a todas as vítimas e famílias afetadas por essas tragédias. Nossa empresa tem uma longa história de doações para vítimas de violência, incluindo Aurora, e nas últimas semanas nossa empresa-mãe se juntou a outros líderes empresariais para convidar políticos a lidar com essa epidemia”, diz o comunicado do estúdio. “Ao mesmo tempo, a Warner Bros. acredita que uma das funções da narrativa é provocar conversas difíceis sobre questões complexas. Não se engane: nem o personagem fictício Coringa, nem o filme, representam apoio a qualquer tipo de violência no mundo real. Não é a intenção do filme, dos cineastas ou do estúdio manter esse personagem como um herói”, completou. Em 2012, um homem identificado como James Holmes, invadiu uma sessão de “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” em Aurora, matou 12 pessoas e deixou outras 70 feridas. As lembranças do episódio foram trazidas novamente à tona com o marketing de “Coringa”, sobre um dos vilões mais sanguinários dos quadrinhos de Batman. “Eu não preciso ver uma foto de Holmes, só preciso ver um cartaz promocional de Coringa para ver a foto do assassino”, afirmou Sandy Phillips, que perdeu a filha no massacre em Aurora, em entrevista às redes de TV americanas. Para Phillips, o lançamento de “Coringa” é como um “tapa na cara”. “Minha preocupação é como uma pessoa que está à beira de se tornar um atirador pode ser encorajada por esse filme”, considerou. O ator Joaquin Phoenix chegou a abandonar uma entrevista do jornal britânico The Telegraph, ao ser questionado sobre o impacto que o filme pode ter no público. Mas ele tocou no tema em entrevista à IGN, quando deu a entender que o público de cinema não era debiloide. “Eu acho que a maioria de nós sabe entender a diferença entre o que é certo e o que é errado. Então, eu não acho que é responsabilidade do cineasta ensinar ao público o que é moral ou a diferença entre certo e errado”, afirmou. O diretor Todd Phillips adotou postura parecida e disse que o filme faz alertas importantes para problemas sociais. “O filme faz alertas sobre falta de amor, trauma infantil, falta de compaixão no mundo. Eu acho que as pessoas podem lidar com a mensagem”, destacou ao IGN. Vale lembrar que psicopatas podem ser influenciados por qualquer coisa. Desde o olhar de um cachorro até trechos de um livro, como “O Apanhador no Campo de Centeio”, considerado obra-prima da literatura americana e uma das “inspirações” para o assassinato de John Lennon.
Arlequina é destaque no primeiro pôster do filme Aves de Rapina
A Warner divulgou o primeiro pôster de “Aves de Rapina”, que destaca a atriz Margot Robbie caracterizada como Arlequina. Ela aparece cercada de versões miniaturas e aladas dos demais personagens, numa alusão ao título do filme. Escrito por Christina Hodson (“Bumblebee”), dirigido pela chinesa Cathy Yan (“Dead Pigs”) e com um longo título original em inglês, “Birds of Prey (And The Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn)”, o filme vai juntar a Arlequina com o grupo de heroínas conhecido como Aves de Rapina. As heroínas são Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell, de “True Blood”), Caçadora (vivida por Mary Elizabeth Winstead, de “Rua Cloverfield, 10”), Cassandra Cain (Ella Jay Basco, da série “Teachers”) e Renee Montoya (Rosie Perez, de “O Conselheiro do Crime”). Já a lista dos vilões destaca Máscara Negra (Ewan McGregor, de “Christopher Robin”) e Victor Zsasz (Chris Messina, de “The Mindy Project”). A estreia está prevista apenas para fevereiro de 2020.
Coringa ganha 20 fotos inéditas
A Warner divulgou 20 fotos de “Coringa” (Joker), filme que traz Joaquin Phoenix (“A Pé Ele Não Vai Longe”) como uma versão inédita do famoso vilão dos quadrinhos. Vencedor do Festival de Veneza, o longa é cotado para disputar o Oscar em várias categorias As imagens destacam Phoenix, além de ressaltar o tom, o figurino e a cenografia, inspirados em produções da virada dos anos 1970 para os 80, o que também torna referencial a participação de Robert De Niro no elenco – “Taxi Driver” (1976) e “O Rei da Comédia” (1982), de Martin Scorsese, são apontados como inspirações da trama. O elenco ainda conta com Zazie Beetz (“Deadpool 2”), Marc Maron (“GLOW”), Frances Conroy (“American Horror Story”) e Brett Cullen (“Narcos”). A direção é de Todd Phillips (“Se Beber Não Case”), que também escreveu o roteiro com Scott Silver (“O Vencedor”). A estreia está marcada para 3 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Joaquin Phoenix teria surtado e abandonado várias vezes as filmagens de Coringa
A história dos bastidores de “Coringa” daria um filme, segundo apurou o jornal The New York Times. Reportagem publicada na terça (10/9) revelou que o astro Joaquin Phoenix surtou repetidas vezes e “perdeu a compostura no set, às vezes espantando seus colegas de elenco.” O diretor Todd Phillips confirmou as histórias que o jornal apurou. “No meio de uma cena, ele simplesmente virava as costas e saía andando. Os outros pobres atores ficavam pensando que era culpa deles e nunca era – sempre era dele [Phoenix], porque ele achava que não estava conseguindo sentir a cena.” Apesar dos surtos, o ator sempre retornava após uma pausa. Phillips contou que Phoenix buscou tranquilizá-lo, depois de um momento particularmente tenso da filmagem, garantindo que tudo ficaria bem. “Nós vamos sair para dar uma caminhada e então vamos voltar e fazer isso.” A reportagem afirma que Phoenix só não aprontou com uma pessoa durante toda a produção. Ele nunca virou as costas para Robert De Niro, porque o idolatra. De Niro também foi convidado a comentar os bastidores e descreveu o colega como um “profissional intenso” durante as cenas que compartilharam no set. Com a experiência de quem interpretou vários personagens mentalmente instáveis no cinema, inclusive dois papéis que inspiram a interpretação de Phoenix em “Coringa” – Travis Bickle de “Taxi Driver” (1976) e Rupert Pupkin em “O Rei da Comédia” (1982), ambos dirigidos por Martin Scorsese -, o ator disse que conseguia entender o método de Phoenix. “Joaquin foi muito intenso no que fazia, como deveria ser e como ele deveria agir”, disse DeNiro. “Não há nada para ser dito, pessoalmente, sobre isso”. Phoenix, por sua vez, disse que não tinha percebido, até se comprometer e ver o interesse da imprensa, que interpretar o Coringa seria “um negócio realmente muito importante”. Isso aumentou a pressão. Mas não mudou seu mau humor para lidar com a divulgação de seus trabalhos. Ele ironizou, menosprezou e fez pouco caso de várias perguntas da jornalista do New York Times que o entrevistou. Todd Phillips confirmou que o ator segue seu próprio ritmo. “Se ele for no programa do Jimmy Kimmel e abandonar a entrevista na TV após dois minutos, eu vou só pensar: ‘Esse é o meu garoto'”. Phoenix resumiu a história sobre seus supostos exageros nas filmagens dizendo: “Se não sinto que estou me esforçando ao máximo, fico entediado, ou talvez eles fiquem entediados comigo. Não sei quem vai se cansar de quem primeiro.” Caso “Coringa” lhe garanta uma indicação ao Oscar 2020, será a quarta vez que a Academia reconhecerá seu talento. Joaquin Phoenix já disputou anteriormente o troféu de Melhor Ator Coadjuvante por “Gladiador” (2002) e duas o Oscar de Melhor Ator, por “Johnny & June” (2005) e “O Mestre” (2012). Ele nunca foi premiado. E na época da última indicação chamou o Oscar de “uma asneira completa” e completou: “Eu não quero fazer parte disso”.
Joaquin Phoenix se emociona ao lembrar de seu irmão River Phoenix
Celebrado pela crítica internacional por sua interpretação como o vilão Coringa nos cinemas, o ator Joaquin Phoenix afirmou na noite de segunda (9/9), durante o Festival de Toronto, que interpretar o personagem dos quadrinhos foi uma das melhores experiências de sua carreira. Mas que jamais teria carreira se não fosse por seu irmão. “Honestamente, não foi uma decisão fácil [aceitar o papel] no começo. Mas algo estava me puxando para essa direção. (…) Isso começou a se tornar algo maior do que eu havia antecipado. Foi uma das melhores experiências da minha carreira”, disse Phoenix para a imprensa internacional. Durante sua fala, o ator parou para lembrar o que o levou até aquele ponto, agradecendo especialmente seu falecido irmão River Phoenix, a quem ele atribui seu sucesso. O astro contou que quando tinha 15 ou 16 anos seu irmão trouxe um vídeo do filme “Touro Indomável” (1980), estrelado por Robert De Niro, com quem contracenou pela primeira vez em “Coringa”, e o fez assistir duas vezes. Depois disso, River mandou que ele fosse atuar. “Ele não me pediu, ele me mandou. Eu sou grato a ele por isso, porque atuar tem me proporcionado uma vida incrível”, declarou emocionado. Considerado um dos melhores atores de sua geração, River Phoenix morreu de overdose em 1993 com apenas 23 anos de idade. Precoce, ele estrelou um punhado de clássicos, como “Conta Comigo” (1986), “O Preço de um Passado” (1988) e “Garotos de Programa” (1991).
Coringa faz História e vence o Festival de Veneza 2019
“Coringa”, de Todd Phillips, venceu o Leão de Ouro do Festival de Veneza 2019. E fez História na tarde deste sábado (7/9). Pela primeira vez, uma adaptação de quadrinhos de super-herói (ou supervilão) foi considerada melhor que produções do chamado cinema de arte num festival internacional de cinema. A vitória eleva o status do gênero e ajuda a eliminar o estigma que ainda impede produções baseadas em quadrinhos de ganhar maior reconhecimento da crítica e nas premiações de Hollywood. O filme de Todd Phillips, inclusive, sai de Veneza com indicação praticamente assegurada no Oscar 2020. Nos últimos anos, os vencedores de Veneza acabaram consagrados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, culminando na coincidência da edição retrasada, em que “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro, colecionou as duas estatuetas douradas: o Leão de Ouro e o Oscar. Em 2018, o vencedor de Veneza foi “Roma”, que conquistou quatro Oscars. Ao receber o prêmio, Phillips agradeceu à “Warner Bros. e DC por sair de sua zona de conforto e fazer uma aposta tão ousada em mim e neste filme”. Ele também agradeceu ao intérprete do Coringa por sua performance. “Não haveria este filme sem Joaquin Phoenix. Joaquin é o leão mais feroz, mais brilhante e mais aberto que eu conheço. Obrigado por confiar em mim com seu talento insano.” Outra vitória que chamou atenção foi o reconhecimento a “An Officer and a Spy” (J’accuse). O filme do polêmico cineasta francês Roman Polanski venceu o Prêmio de Júri, equivalente ao segundo melhor filme do festival. A inclusão do longa no evento havia gerado protestos, devido à condenação de Polanski, nos anos 1970, por abuso sexual de menor. O sueco Roy Andersson recebeu o Leão de Prata pela direção de “About Endlessness”. Ele já tinha vencido o Leão de Ouro em 2014, por “Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência”. Já a Copa Volpi ficou com a francesa Ariane Ascaride (por “Gloria Mundi”) e o italiano Luca Marinelli (“Martin Eden”), respectivamente Melhor Atriz e Melhor Ator do festival. Confira abaixo a lista completa dos prêmios oficiais do Festival de Veneza 2019, que ainda destaca dois brasileiros. Saiba mais sobre a premiação do documentário “Babenco: Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou” aqui e sobre o curta animado “A Linha” aqui. MOSTRA COMPETITIVA Leão de Ouro – Melhor Filme Coringa (Todd Phillips) Leão de Prata – Grande Prêmio do Júri An Officer and a Spy – J’Accuse (Roman Polanski) Leão de Prata – Melhor Diretor Roy Andersson (About Endlessness) Melhor Atriz Ariane Ascaride (Gloria Mundi) Melhor Ator Luca Marinelli (Martin Eden) Melhor Roteiro Yonfan (No.7 Cherry Lane) Prêmio Especial do Júri La Mafia non è Piú Quella Di Una Volta (Franco Maresco) Prêmio Marcello Mastroianni de Revelação Toby Wallace (Babyteeth) MOSTRA HORIZONTES Melhor Filme Atlantis (Valentyn Vasyanovych) Melhor Diretor Théo Court (Blanco en Blanco) Melhor Ator Sami Bouajila (A Son) Melhor Atriz Marta Nieto (Madre) Melhor Roteiro Revenir (Jessica Palud, Philippe Lioret, Diastème) Melhor Curta-Metragem Darling (Saim Sadiq) Prêmio Especial do Júri Verdict (Raymund Ribay Gutierrez) REALIDADE VIRTUAL Melhor História em Realidade Virtual Daughters of Chibok (Joel Kachi Benson) Melhor Experiência em Realidade Virtual A Linha (Ricardo Laganaro) Melhor Realidade Virtual The Key (Céline Tricart) OPERA PRIMA Melhor Primeiro Filme You Will Die at 20 (Amjad Abu Alala) CLÁSSICOS DE VENEZA Melhor Documentário Babenco, Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou (Bárbara Paz) Melhor Filme Restaurado Extase (Gustav Machatý)
Vaza o novo teaser de Aves de Rapina
Vazou o novo teaser de “Aves de Rapina”, que supostamente só seria exibido nos cinemas. No planejamento da Warner, a prévia passaria apenas nas sessões de “It: Capítulo Dois”, que estreia neste fim de semana. Mas acabou chegando algumas horas antes na internet. O vídeo realmente tem efeito maior quando relacionado ao filme de terror, já que seu começo passa a ilusão de ser uma abertura da adaptação de Stephen King, com muitos balões. Até que a Arlequina, interpretada por Margot Robbie, aparece com seu martelo atacando os balões vermelhos e declara: “Já superei essa po**a de palhaços” – numa referência tanto a Pennywise, o palhaço assassino de “It”, quanto ao Coringa, o palhaço do crime de Gotham City. Além dela, as demais personagens do filme também aparecem rapidamente na prévia – Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell, de “True Blood”), Caçadora (vivida por Mary Elizabeth Winstead, de “Rua Cloverfield, 10”), Cassandra Cain (Ella Jay Basco, da série “Teachers”) e Renee Montoya (Rosie Perez, de “O Conselheiro do Crime”), além dos vilões Máscara Negra (Ewan McGregor, de “Christopher Robin”) e Victor Zsasz (Chris Messina, de “The Mindy Project”). Com direção da chinesa Cathy Yan (“Dead Pigs”), que estreia à frente de uma grande produção, “Aves de Rapina” chega em 6 fevereiro ao Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.







