O Maior Amor do Mundo é um filme-churrasco
Bem que Garry Marshall podia ficar sem esses filminhos bobos recentes. O diretor dos pequenos clássicos “Uma Linda Mulher” (1990) e “Frankie & Johnny” (1991) agora virou especialista em filmes-coral superficiais com temáticas de datas comemorativas. Depois de “homenagear” o Dia dos Namorados com “Idas e Vindas do Amor” (2010) e o réveillon com “Noite de Ano Novo” (2011), ele foca o Dia das Mães em “O Maior Amor do Mundo” (2016). Este tipo de filme com múltiplos personagens e tramas paralelas já rendeu obras-primas como “Short Cuts – Cenas da Vida” (1993), de Robert Altman, “Todos Dizem Eu te Amo” (1996), de Woody Allen, até mesmo o nosso “O Som ao Redor” (2012), de Kleber Mendonça Filho. E ainda, para ficar no terreno das comédias românticas aparentemente bobas, o delicioso “Simplesmente Amor” (2003), de Richard Curtis. Portanto, não há justificativa para a falta de substância das incursões de Marshall. Como são vários núcleos, algum tinha que funcionar, mas os que mais se aproximam disso são apenas duas passagens: a história do casal de velhinhos que viaja para fazer uma surpresa às suas duas filhas, que escondem segredos, por eles serem muito tradicionais e preconceituosos, e a do jovem casal que vive junto sem ter casado formalmente, mesmo já tendo um filho da união. O primeiro vale por momentos de riso e o segundo por conseguir, pelo menos a princípio, provocar empatia. Curiosamente, são as melhores tramas as mais curtas e com elenco menos badalado. Já as histórias que demandam mais tempo e concentram mais estrelas são justamente as mais frágeis, como a da mulher (Jennifer Aniston) que precisa dividir o filho com a nova esposa do ex-marido (Timothy Olyphant), a do viúvo (Jason Sudeikis) que acaba desempenhando o papel de pai e mãe de duas filhas depois da morte da esposa (Jennifer Garner), ou, ainda, o drama da celebridade (Julia Roberts) que tem uma filha biológica e não a assume. Todas contém potencial, mas são executadas com uma pobreza tão grande, que só despertam tédio no espectador. Nada justifica o envolvimento de tantos atores famosos (incluindo também Kate Hudson, a jovem Britt Robertson e o veterano Hector Elizondo), além da ilusão do prestígio perdido do diretor. É o caso de um filme-coral que vira filme-churrasco, em que amiguinhos se encontram para se divertir sem compromisso algum. Churrasquinho de mãe, para ficar na temática proposta. Para piorar, o filme ainda acabou ganhando, no Brasil, o título de um filme de Cacá Diegues.
Powerless: Veja as primeiras fotos da nova série baseada em quadrinhos da DC Comics
A rede NBC divulgou as primeiras fotos de “Powerless”, série de comédia aprovada para a próxima temporada, que se passa no universo dos quadrinhos da editora DC Comics. Com formato de sitcom, a produção acompanhará os funcionários de uma companhia de seguros no mundo das grandes destruições causadas pelas brigas de super-heróis. Definida como “The Office” com super-heróis, a atração foi desenvolvida por Ben Queen (roteirista de “Carros 2” e criador de “A to Z”) e não é baseada em nenhuma revista específica, focando personagens criados especificamente para a TV. Mas alguns heróis secundários devem fazer aparições, como a Raposa Escarlate, já confirmada. O bom elenco inclui Vanessa Hudgens (“Spring Breakers”), Danny Pudi (série “Community”), Alan Tudyk (série “Suburgatory”) e Christina Kirk (série “A to Z”). Ironicamente, a série ganhou sinal verde no mesmo momento em que a NBC dispensou a produção de “Supergirl”, que vai continuar a ser exibida em outro canal, eliminando a possibilidade de crossovers com a super-heroína.
No Tomorrow: Como Aproveitar o Fim do Mundo vai virar série americana
A rede americana CW aprovou a produção do remake de “Como Aproveitar o Fim do Mundo”. Intitulada “No Tomorrow”, a atração vai alterar a premissa da produção da rede Globo para adequá-la aos dias atuais. A série brasileira tinha como história central a ideia de que, segundo uma profecia maia, o mundo acabaria em 21 de dezembro de 2012. Durou oito episódios e foi cancelada na véspera da data em que o planeta “acabaria”, mas mesmo assim conseguiu ser indicada ao Emmy Internacional em 2013, chamando atenção dos produtores americanos. Escrita por Corinne Brinkerhoff e produzida por Ben Silverman (que juntos produzem “Jane the Virgin”, adaptação bem-sucedida de uma novela venezuelana), “No Tomorrow” será estrelada por Joshua Sasse (série “Galavant”) e Tori Anderson (série “The L.A. Complex”), em versões dos papéis desempenhados por Danton Mello e Alinne Moraes na atração original. O remake vai acompanhar Sarah (Anderson), uma analista de risco e qualidade de vida, que se apaixona por Xavier (Sasse), um homem aventureiro, que gosta de curtir a vida ao máximo, sem se importar com as consequências. O que ela não imagina é que Xavier leva a vida dessa forma porque ele acredita que o fim do mundo está chegando. A série era o único piloto de comédia encomendado pela CW para a próxima temporada, gênero que, se não tem atraído público, vem rendendo reconhecimento crítico à rede, graças aos prêmios conquistados pela própria “Jane the Virgin” e, mais recentemente, “Crazy Ex-Girlfriend”.
Angry Birds é a única estreia ampla da semana
A falta de salas disponíveis aumenta cada vez mais a concentração dos lançamentos no país. Nesta semana, apenas um longa-metragem terá distribuição ampla. E a diferença para a segunda maior estreia é de mais de mil salas. O mercado já nem se importa em disfarçar a segregação. A grande estreia é a animação “Angry Birds – O Filme”, primeiro longa-metragem baseado num aplicativo. A produção infantil, em que um trio de pássaros excluídos enfrenta um exército de porcos verdes mal-intencionados, vai ocupar 1.070 salas (572 delas com exibição em 3D). A produção só chega na próxima semana nos EUA, mas o Rotten Tomatoes já agregou críticas suficientes para defini-la como medíocre (50% de aprovação). No Brasil, os personagens, que tem vozes de atores famosos de Hollywood, serão dublados pelos youtubers irmãos Piologo e Pathy dos Reis e os humoristas Marcelo Adnet e Dani Calabresa. Como não há salas suficientes nos shoppings, todas as demais estreias disputam o circuito limitado. Inclusive uma comédia brasileira que, em outra época, talvez pudesse sonhar com sucesso. O problema é que seu timing também é desastrado. “Mulheres no Poder”, sobre um esquema de corrupção política elaborado por um grupo de mulheres, estreia no mesmo dia em que Dilma Rousseff foi afastada da presidência do país. Se, por um lado, não há besteirol capaz de superar a comédia pastelão vislumbrada no Congresso durante o processo de Impeachment, por outro, nem o período trágico da “Presidenta” merecia ser evocado com humor tão machista. O filme de Gustavo Acioli (“Incuráveis”) chega a somente 14 salas, garantindo seu fracasso. A melhor opção da semana é o longa italiano “O Conto dos Contos”, de Matteo Garrone (“Gomorra”), que materializa um mundo de fantasia visceral, de reis adúlteros e rainhas que devoram corações de dragão, em imagens tão belas quanto nauseantes. A obra é baseada nas fábulas medievais de Giambattista Basile (1566-1632), mas suas cenas de nudez e violência são mais indicadas para fãs de “Game of Thrones” que para o público de “O Caçador e a Rainha do Gelo”. Vencedor do David di Donatello (o Oscar italiano) de Melhor Direção, o longa tem 79% de aprovação no Rotten Tomatoes. Também acima da média, “Memórias Secretas”, de Atom Egoyan (“Sem Evidências”), leva a 32 salas uma combinação volátil de Holocausto e filme de vingança da Terceira Idade, acompanhando o plano de dois velhos judeus sobreviventes dos horrores nazistas, determinados a ajustar contas com o nazista que massacrou suas famílias e chegou à velhice impune. Melhor Roteiro Canadense do ano passado, segundo a Academia de Cinema e TV do Canadá, o longa tem 71% de aprovação no Rotten Tomatoes e destaca grandes performances de seus protagonistas, os veteranos Christopher Plummer (“O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus”) e Martin Landau (“Ed Wood”), ambos com mais de 85 anos de idade. Curiosamente, outra estreia também aborda o Holocausto, mas com tom bem diverso e em apenas quatro salas. O drama francês “Um Brinde à Vida”, de Jean-Jacques Zilbermann (“Aqui Entre Nós”), mostra o reencontro de três amigas que sobreviveram ao campo de concentração de Auschwitz. O fato de se passar durante a década de 1960, poucos anos após a 2ª Guerra Mundial, confere à produção uma carga mais reflexiva, demonstrando como a experiência alterou a percepção de vida daquelas mulheres. Para completar, há ainda dois filmes israelenses. “Demon” foi o último trabalho de Marcin Wrona (“O Batismo”), que se matou um dia após a première, aos 42 anos. Bastante original, gira em torno de uma assombração judaica que aterroriza um casamento católico na Polônia. Combinando humor e terror, “Demon” ganhou vários prêmios em festivais de cinema fantástico e estreia em 14 salas. O outro longa israelense é um documentário com coprodução argentina, “Nós, Eles e Eu”, de Nicolás Avruj (produtor de “Olhar Invisível”), que refaz o caminho de um rapaz de origem judaica por Israel e Palestina. Estreia em cinco salas.
Cannes: Woody Allen traz glamour à abertura do festival
O Festival de Cannes não poderia ter escolhido um filme mais glamouroso para abrir sua 69ª edição. “Café Society” tem a leveza de “Meia-Noite em Paris”, que abriu o evento em 2011. E exibe algumas das imagens mais belas da carreira do diretor Woody Allen, cortesia do veterano cinematógrafo Vittorio Storaro (“O Último Imperador”) e da fotogenia da estrela Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”), dois ícones cinematográficos completamente distintos e com quem ele nunca tinha trabalhado antes. Comédia romântica de época, na linha do recente “Magia ao Luar” (2014), “Café Society” traz Jesse Eisenberg (“Batman vs. Superman”) como alterego de Allen. O cineasta já tinha dirigido o ator em “Para Roma, com Amor” (2012) e aproveita o reencontro para projetar no jovem a nostalgia por sua própria juventude, evocando paixões numa Hollywood glamourosa e numa Nova York igualmente retratada sob as luzes da estilização, durante a década de 1930. “Sempre me achei um cara romântico, embora essa opinião não seja necessariamente compartilhada pelas mulheres com quem convivi ao longo da minha vida”, brincou Allen, com seu célebre humor autodepreciativo, durante a entrevista coletiva com a imprensa internacional. “Cresci assistindo a filmes de Hollywood, que tiveram influência sobre mim, e é assim que me vejo. Tendo a ser romântico quando tento fazer filmes de amor. ‘Match Point’, por exemplo, não foi um filme romântico. Quando faço um filme de amor, ele tende a ser como ‘Café Society’, porque é um reflexo da minha formação”, explicou. No filme, Jesse Eisenberg vive Bobby, um jovem judeu de Nova York que, entendiado com os rumos de sua vida, vai tentar um recomeço em Los Angeles, com a ajuda do tio Phil (Steve Carell, de “A Grande Aposta”), poderoso agente de talentos de Hollywood. Mas, ao se apaixonar pela bela Vonnie (Kristen), secretária do tio, parte o coração e decide voltar para a Costa Leste. A experiência com as celebridades continua com seu envolvimento num nightclub frequentado por ricos e famosos, referência ao Café Society do título, que é administrado por seu irmão mafioso (Corey Stoll, de “Homem-Formiga”). Neste novo cenário, ele também conhece a paixão, ao encontrar Veronica (Blake Lively, de “A Incrível História de Adaline”). Entretanto, o romantismo de Woody Allen não é exatamente edulcorado. Ao final, há uma reviravolta melancólica. “Em filmes, tendemos a ver a vida como algo divertido. Mesmo quando vemos marido traindo a mulher, ou cônjuges mantendo relacionamentos misteriosos. Mas, analisando seriamente, tudo isso é muito triste, porque vemos pessoas sendo traídas, tendo casos, destruindo famílias e relacionamentos. Filmes adotam uma perspectiva cômica da crueldade da vida”, ele comentou, a respeito da trama de “Café Society”. “Dá vertigem, porque é como acontece na vida: você sempre pergunta se tomou as decisões corretas”, comentou Kristen Stewart, presente – e platinada! – à entrevista, a respeito da história escrita por Allen. Apesar do tom nostálgico nas lembranças da velha Hollywood e da romantização boêmia de Nova York, a recriação de época de “Café Society” contou com a incorporação de tecnologia de ponta. Pela primeira vez, e com excelentes resultados, Woody Allen trabalhou com câmeras digitais. “Para mim não mudou nada. Tenho ali a câmera e o elenco que precisa ser iluminado. O processo, para mim, é o mesmo que tenho feito com película. O digital oferece mais opções quando o filme está pronto. Mas não comprometi o meu modo de filmar por causa desse detalhe”, ele ponderou. A facilidade que a tecnologia propicia ao trabalho de pós-produção, entretanto, é vital para um cineasta que mantém um ritmo intenso, lançando um filme por ano desde 1982, apesar da idade avançada. “Eu mesmo não acredito que cheguei aos 80 anos!”, comentou Allen, divertindo a imprensa, antes de retomar seu humor mórbido, que continua desconcertante. “Minha mãe morreu com quase 100 anos, meu pai passou disso. Mas um dia, tenho certeza, acordarei pela manhã e terei um derrame, e vou parar em uma cadeira de rodas. Aí as pessoas vão apontar para mim na rua e dizer: ‘Lembra dele? Costumava fazer filmes. Agora ela faz isso (treme a mão, simulando um descontrole motor)’”. Woody Allen já lançou 14 filmes em Cannes, sempre fora de competição, porque não concorda que filmes possam ser comparados e que o trabalho de um cineasta deva ser considerado melhor que o de outro. “Café Society” será distribuído nos EUA com exclusividade pelo Amazon Studios, que pretende realizar um lançamento limitado nos cinemas em julho, antes de disponibilizá-lo na internet. No Brasil, a estreia está marcada apenas para 27 de outubro.
Fox anuncia oito séries novas, incluindo adaptações de O Exorcista e Máquina Mortífera
A rede americana Fox saiu na frente da concorrência ao anunciar, na terça (10/5), suas novas séries para a temporada de outono de 2016. Foram encomendadas oito atrações novas, com destaque para as adaptações televisivas dos filmes “O Exorcista” (1973) e “Máquina Mortífera” (1987), além do spin-off da série “24 Horas”, anteriormente anunciado. As três atrações estavam entre os projetos mais badalados da temporada graças à popularidades de suas franquias, mas também pelas equipes envolvidas em suas produções. O piloto de “The Exorcist” (título original da série) foi dirigido por ninguém menos que o cineasta Rupert Wyatt (“Planeta dos Macacos: A Origem”) e estrelado pela veterana atriz Geena Davis (“Thelma & Louise”). Na trama, ela vive a mãe de duas garotas (Brianne Howey, da série “Scream Queens”, e Hannah Kasulka, de “The Fosters”), que podem ter sido possuídas pelo diabo. O elenco ainda inclui o mexicano Alfonso Herrera (ex-“Rebelde”, atualmente na série “Sense8”) e o inglês Ben Daniels (série “House of Cards”) como os padres que praticam o exorcismo. A adaptação foi desenvolvida pelo roteirista Jeremy Slater (“Renascida do Inferno” e “Quarteto Fantástico”). Por sua vez, o piloto de “Lethal Weapon” foi comandado pelo cineasta McG (“3 Dias Para Matar”) e estrelado por Clayne Crawford (série “Rectify”) e Damon Wayans (série “Eu, a Patroa e as Crianças”). Os dois viverão os policiais Martin Riggs e Roger Murtaugh, papéis celebrizados por Mel Gibson e Danny Glover no cinema. O elenco também conta com Jordana Brewster, uma das estrelas da franquia “Velozes e Furiosos”, no papel de uma personagem que não existia no filme, a Dra. Maureen “Mo” Cahill, negociadora de sequestros e terapeuta da polícia de Los Angeles. A adaptação foi desenvolvida pelo roteirista Matt Miller, criador da recém-cancelada “Forever”. Na trama, Riggs chega a Los Angeles buscando um recomeço, após a perda da mulher e do filho pequeno, mas age impulsivamente, colocando-se em perigo como reflexo de sua depressão. Ele terá como parceiro Murtaugh, que sofreu uma ataque cardíaco e deve evitar qualquer tipo de estresse. Intitulada “24: Legacy”, a atração derivada de “24 Horas” trará Corey Hawkins (Dr. Dre no filme “Straight Outta Compton”) no papel de um herói de guerra que procura a CTU (Agência de Contra-Terrorismo) para tentar impedir um grande ataque terrorista. Criada pelos produtores de “24 Horas” (Howard Gordon, Manny Coto e Evan Katz), a série negocia com Kiefer Sutherland para uma participação especial, o que não está garantido, já que ele estrelará uma nova atração em outro canal. As demais atrações aprovadas são “Pitch”, de Dan Fogelman (diretor e roteirista de “Não Olhe para Trás”), sobre a primeira mulher arremessadora (Kylie Bunbury, de “Under the Dome”) a jogar nas ligas principais do beisebol americano; “APB”, de David Slack (produtor-roteirista de “Person of Interest”), em que um bilionário (Justin Kirk, de “Weeds”) adquire uma delegacia de polícia após o assassinado de um ente querido, propondo uma abordagem de vanguarda no combate ao crime; “Star”, de Lee Daniels (criador de “Empire”), que acompanhará três garotas (elenco estreante) que decidem formar uma banda; “The Mick”, dos irmãos John e Dave Chernin (produtores-roteiristas de “It’s Always Sunny in Philadelphia”), que traz Kaitlin Olson (também de “Philadelphia”) como uma mulher falida que aceita cuidar dos sobrinhos após a irmã fugir do país no rastro de um escândalo financeiro; e “Making History”, de Julius Sharpe (roteirista-produtor de “Uma Família da Pesada/Family Guy”), em que três amigos (Adam Pally, de “The Mindy Project”, Leighton Meester, de “Gossip Girl”, e Yassir Lester, da série “Girls”) descobrem uma maneira de viajar no tempo, visitando momentos históricos do passado e complicando suas vidas no presente. A última é considerada a série de comédia mais promissora da leva, graças à produção dos cineastas Phil Lord e Chris Miller, que dirigiram “Anjos da Lei” (2012), “Uma Aventura Lego” (2014) e vão comandar o filme sobre a juventude de Han Solo. Os dois também produzem a bem-sucedida série “The Last Man on Earth”. A Fox ainda não anunciou as datas de estreia de suas novas séries.
Dear White People: Comédia indie premiada vai virar série do Netflix
A comédia racial “Cara Gente Branca” (Dear White People), premiada no Festival de Sundance de 2014, vai virar uma série do Netflix. O serviço de streaming anunciou a encomenda de 10 episódios da produção. O diretor e roteirista do filme, Justin Simien, vai escrever toda a temporada e assinar a direção do capítulo de estreia. Totalmente independente, o filme foi feito por meio de financiamento coletivo e contou com os atores Tyler James Williams (série “Todo Mundo Odeia o Chris”), Tessa Thompson (“Creed: Nascido para Lutar”), Teyonah Parris (série “Mad Men”), Bradon P. Bell (série “2 Broke Girls”) e Kyle Gallner (“Sniper Americano”). Simien espera poder contar eles na nova versão, mas o elenco da série ainda não foi confirmado. A trama original contava a história de quatro jovens negros que ingressam na universidade e se deparam com o racismo da instituição. Quando os alunos brancos decidem dar uma festa temática sobre a raça negra, os quatro se mobilizam e passam a questionar tudo, inclusive o pensamento politicamente correto e condescendente a respeito da diversidade racial. “Cara Gente Branca” também foi premiada como Melhor Roteiro de Estreia no Spirit Awards (o Oscar indie) de 2015. Mesmo assim, foi lançada no Brasil apenas em março deste ano, e diretamente em VOD (video on demand). Não há previsão para a estreia da série, que vai manter o nome original do filme, “Dear White People”.
Dois Caras Legais: Ryan Gosling e Russell Crowe são detetives atrapalhados em trailer hilário
A Warner Bros. divulgou o terceiro trailer e uma coleção de pôsteres (veja acima) com os personagens da comédia de ação “Dois Caras Legais” (The Nice Guys), que traz Ryan Gosling como detetive e Russell Crowe como capanga de aluguel, trabalhando juntos num caso durante os anos 1970. A prévia entrega muitas piadas, uma mais hilária que outra, deixando clara a inspiração no humor físico da dupla clássica Abbott e Costello – Gosling chega a imitar os tiques de Lou Costello numa sequência com um cadáver. Escrito e dirigido por Shane Black (“Homem de Ferro 3”), o filme acompanha a investigação atrapalhada do desaparecimento da filha de uma funcionária do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Mas conforme os dois investigadores encontram pistas, aumenta a trilha de cadáveres. O elenco ainda inclui Matt Bomer (série “American Horror Story”), Kim Basinger (“Los Angeles, Cidade Proibida”), Margaret Qualley (série “The Leftovers”), Ty Simpkins (“Homem de Ferro 3”), Yaya DaCosta (“O Mordomo da Casa Branca”) e Angourie Rice (“Horas Finais”) como a filha do personagem de Gosling. A estreia está marcada para 2 de junho no Brasil, duas semanas depois do lançamento nos EUA.
The Mindy Project é renovada para sua 5ª temporada
A série “The Mindy Project” foi renovada para uma nova temporada no serviço de streaming Hulu. Será a 5ª temporada da atração, mas apenas a segunda no Hulu, após três anos de exibição na Fox. O Hulu adotou a produção após a Fox cancelá-la em 2015 e vem colhendo sucesso com sua exibição. Os episódios de “Mindy” estão entre os mais vistos do serviço. Criada e estrelada pela atriz Mindy Kaling, a atração gira em torno de sua personagem, uma médica que ainda está aprendendo a se comportar como adulta. O elenco de apoio inclui Chris Messina (“Ruby Sparks”), Ike Barinholtz (“Vizinhos”), Ed Weeks (série “Olivia Lee: Dirty, Sexy, Funny”) Beth Grant (“O Artista”), Adam Pally (“Tirando o Atraso”) e Xosha Roquemore (“G.B.F.”), entre outros. A produção do quinto ano ainda não tem previsão de estreia, mas a temporada atual, que vai até junho, é mais longa do que as anteriormente exibidas na TV, com 26 episódios.
Seth MacFarlane vai estrelar série de comédia sci-fi
O ator-produtor-roteirista-diretor-dublador Seth MacFarlane faz sucesso há 17 anos na rede Fox, desde a estreia de sua criação animada “Uma Família da Pesada” (Family Guy). O êxito da atração o levou a criar diversas atrações para o canal. As séries animadas continuam a ser exibidas até hoje, mas suas comédias com atores reais têm sido canceladas. Mesmo assim, ele não desistiu de criar atrações com atores e sua próxima produção será estrelada por ele mesmo. A Fox encomendou 13 episódios da nova série de comédia de MacFarlane, que ainda não tem título e será ambientada no futuro. Mais exatamente daqui a 300 anos. Será a primeira vez que MacFarlane aparecerá de carne e osso numa série, embora duble personagens de três animações atualmente no ar. Na trama, ele fará parte da tripulação da Orville, uma nave exploratória da frota interestelar da Terra. Segundo a sinopse, o grupo heterogêneo de exploradores enfrentará desafios cósmicos dentro e de fora da nave, “audaciosamente indo onde nenhum drama cômico jamais foi antes”. Ou seja, (mais) uma comédia inspirada em “Star Trek”. “Eu queria fazer algo como esse show desde que era uma criança, e o timing finalmente pareceu certo”, disse MacFarlane, em comunicado. “A Fox tem sido boa para mim por muitos anos, e… Eu acho que isso vai ser algo especial”. A paixão de MacFarlane pelas estrelas pode ser confirmada por seu papel, como produtor executivo, na minissérie de documentário “Cosmos: Uma Odisséia do Espaço-Tempo”. Embora ainda não tenha aparecido numa atração televisiva, MacFarlane já deu a cara para bater no cinema, quando estrelou e dirigiu “Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola” (2014), comédia destruída pela crítica, que deu prejuízo nas bilheterias. Até na tela grande ele faz mais sucesso como dublador, como demonstram seus dois filmes do ursinho “Ted”, que também dirigiu. Agora é esperar para ver se dá mais sorte em sua estreia como ator de TV. O lançamento da nova série deve acontecer durante a midseason, enter janeiro e março nos EUA.
O que Eu Fiz para Merecer Isso? mostra a graça do cinema de Patrice Leconte
“O que Eu Fiz para Merecer Isso?” questiona, já em seu cartaz original, o egoismo do personagem de Christian Clavier (o Astérix de “Astérix e Obélix contra César”). Mas é muito fácil se colocar nos sapatos de Michel, o personagem, principalmente se você gosta muito de alguma forma de arte e valoriza o que pessoas mais pragmáticas consideram ter pouca importância. Michel é um sujeito de meia-idade, fã de jazz, e que por acaso encontrou em uma loja um disco raro de um artista de quem gosta muito. Tudo que ele mais deseja naquele instante é um momento de tranquilidade para poder escutar com calma e com prazer aquela preciosidade. Mas, no meio caminho para a satisfação pessoal, encontra um cliente chato, e a lista de pessoas que o interrompem começa a aumentar em proporção geométrica, assim que ele adentra o prédio onde mora. A própria mulher, vivida pela ainda bela Carole Bouquet (quem não lembra dela em “Esse Obscuro Objeto do Desejo”, de Luis Buñuel?), traz um assunto delicado à tona. Que ele, claro, quer adiar em pelo menos uma hora. A direção de “O que Eu Fiz para Merecer Isso?” é de Patrice Leconte, conhecido realizador que já chegou a ser considerado um dos expoentes do novo cinema francês, graças a filmes como “Um Homem Meio Esquisito” (1989) e “O Marido da Cabeleireira” (1990). Não que ele tenha deixado de fazer filmes, mas suas obras não têm chegado com frequência em nosso circuito. Só por isso, a distribuidora merece parabéns por trazer esta deliciosa comédia. E é curioso como há várias subtramas que também enriquecem o filme, embora a questão básica seja a principal, quase como numa obra de Buñuel, abordando a incapacidade ou a impotência de um homem frente a uma situação – lembrando novamente de “Esse Obscuro Objeto do Desejo” (1977), mas também de “O Anjo Exterminador” (1962). Nas tais subtramas, temos a questão da infidelidade do casal central e uma somatória de personagens secundários que se agigantam mesmo em papéis pequenos, como a almodovariana Rossy de Palma (“Abraços Partidos”), no papel da empregada da casa, os bombeiros que trabalham na reforma de um quarto do apartamento, o vizinho chato que quer saber mais da vida do protagonista e o filho (Sébastien Castro, de “Beijei uma Garota”) com quem ele não consegue ter uma sintonia. É uma comédia leve, inconsequente, baseada numa peça (de Florian Zeller), mas feita com esmero, e que se torna mais e mais interessante à medida em que sua trama evolui, e também à medida em que pensamos nela. Afinal, seu mote é a confirmação sartriana de que o inferno são os outros. Curiosamente, Leconte vem fazendo comédias como essas há bastante tempo – desde os anos 1970, na verdade. No entanto, o que acabou chegando ao nosso circuito foram seus dramas, com um ar mais característico de filmes de arte.
Estreias incluem comédia do Dia das Mães com Julia Roberts
Com “Capitão América: Guerra Civil” monopolizando as salas de cinema do país, as distribuidoras disputam as poucas telas remanescentes com filmes de menor potencial comercial. O lançamento mais amplo vai chegar em pouco mais de 200 salas. Trata-se de “Heróis da Galáxia – Ratchet e Clank”, animação made in Hong Kong que adapta personagens de videogame e que fracassou nos EUA, onde estreou na semana passada em 7º lugar, com apenas 18% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A segunda maior estreia é “O Maior Amor do Mundo”, que leva a 143 salas a terceira comédia romântica consecutiva do diretor Garry Marshall (“Noite de Ano Novo”) sobre uma data comemorativa – os títulos originais são bem claros, embora os tradutores brasileiros tentem disfarçar o truque. Desta vez, Marshall comemora o Dia das Mães, que cai neste fim de semana. O elenco é uma armadilha para espectadores da Sessão da Tarde, com Julia Roberts, Jennifer Aniston e Kate Hudson, mas o longa não passa de outro refugo das bilheterias americanas – implodiu em 4º lugar e com ridículos 8% de aprovação nos EUA na semana passada. Completa a programação dos shoppings o dispensável remake do terror “Martyrs”, em 118 salas. O filme de 2008, do francês Pascal Laugier, é considerado um dos exemplares mais radicais do subgênero “torture porn”. Já a versão americana (com Troian Bellissario, da série “Pretty Little Liars”) é basicamente uma refilmagem quadro a quadro, que mesmo assim dilui a violência impactante da obra original. Eviscerado pela crítica americana, o filme tem míseros 7% de aprovação no Rotten Tomatoes. Em circuito intermediário, o drama nacional “Prova de Coragem”, de Roberto Gervitz (“Feliz Ano Velho”), chega a 60 salas com Mariana Ximenes (“Zoom”) e Armando Babaioff (“Sangue Azul”). O filme gira em torno da crise de um casal egoísta, que não muda seus planos mesmo diante de uma gravidez de risco. Foi exibido no Festival de Brasília, de onde saiu sem nenhum prêmio. Há dois outros lançamentos brasileiros no circuito limitado. Mais amplo, o documentário “O Começo da Vida”, de Estela Renner (“Muito Além do Peso”), é uma coprodução internacional, que faz uma reflexão sobre a importância da infância, em 22 salas. Por sua vez, “Ralé”, de Helena Ignez (“Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha”), ocupa três salas em São Paulo, uma em Salvador e outra no Rio. O drama se passa nos bastidores de uma filmagem e foi apresentado no Festival do Rio. A lista ainda inclui estreias sul-americanas, por coincidência com duas tramas sobre choque cultural. A comédia “O Décimo Homem”, do veterano cineasta argentino Daniel Burman (“Abraço Partido”), leva a 20 salas a história de um economista que, após levar uma vida bem-sucedida em Nova York, surpreende-se ao reencontrar sua família tradicional. E o drama “Os Inimigos da Dor”, do estreante uruguaio Arauco Hernández Holz (cinematógrafo de “Gigante”), narra a jornada de uma alemão que, ao chegar ao Uruguai, perde sua mala e fica sem rumo. Coprodução brasileira, o filme tem o menor alcance da semana, com exibição em apenas uma sala de São Paulo. A estreia na direção da atriz Natalie Portman (“Thor”), “De Amor e Trevas”, também entra em cartaz, mas sem divulgar o número de salas. De forma a surpreender quem relaciona a atriz a Hollywood, trata-se de um drama israelense, falado em hebraico e baseado nas memórias do escritor Amos Oz, que cresceu com uma mãe suicida (vivida pela própria Portman) e sob a sombra do conflito com a Palestina, durante os anos de formação do Estado de Israel. Completamente invisível, sem salas identificadas, mas com distribuição confirmada pela distribuidora, ainda há uma preciosidade perdida. “Maravilhoso Bocccaccio” é um encanto visual, dirigido pelos irmãos Taviani, que adapta cinco histórias do “Decamerão”, de Giovanni Boccaccio, um dos maiores clássicos da literatura erótica medieval. Embora as tramas pareçam pudicas quando comparadas às adaptações de Pasolini, suas imagens impressionam pela capacidade de evocar pinturas renascentistas. A cenografia e o figurino concorreram ao David di Donatello (o Oscar italiano). Por fim, “A Assassina”, do mestre chinês Hou Hsiao-Hsien (“A Viagem do Balão Vermelho”), reserva a cinco salas, exclusivamente em São Paulo e no Rio, o melhor filme da programação. Repleto de ação, artes marciais e uma fotografia deslumbrante, o longa acompanha uma assassina profissional da dinastia Tang (618-907 a.C.), que se apaixona por seu alvo. A beleza da obra fez de “A Assassina” o filme mais premiado da Ásia em 2015, vencedor de inúmeros troféus, inclusive o de Melhor Direção no Festival de Cannes do ano passado.
Arnold Schwarzenneger vai estrelar sua primeira comédia em mais de uma década
O ator Arnold Schwarzenegger (“O Exterminador do Futuro”) vai voltar a fazer comédias, mais de uma década depois de seu último filme do gênero, “O Garoto & Eu” (2005). Segundo o site da revista Variety, ele vai estrelar “Why We’re Killing Gunther”. Shwarzenegger vai viver o papel do tal Gunther do título, que é o maior assassino de aluguel do mundo. Com direção e roteiro de Taran Killam (ator do programa “Saturday Night Live”), o filme vai mostrar como a arrogância do personagem leva criminosos do mundo inteiro se unirem para atacá-lo, apenas para ver cada tentativa fracassar, porque Gunther está sempre um passo à frente dos rivais. O elenco ainda contará com o próprio Killam, além de Paul Brittain (série “Trophy Wife”), Kumail Nanjiani (série “Silicon Valley”), Randall Park (série “Fresh Off the Boat”) e Ryan Gaul (série “House of Lies”). As filmagens vão começar em julho e ainda não há previsão para a estreia.












